Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,966)
- Primeira Turma Ordinária (16,488)
- Primeira Turma Ordinária (16,437)
- Primeira Turma Ordinária (16,296)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,295)
- Segunda Turma Ordinária d (16,013)
- Segunda Turma Ordinária d (14,534)
- Primeira Turma Ordinária (13,106)
- Primeira Turma Ordinária (12,545)
- Segunda Turma Ordinária d (12,532)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,725)
- Terceira Câmara (68,203)
- Segunda Câmara (57,034)
- Primeira Câmara (21,275)
- 3ª SEÇÃO (16,295)
- 2ª SEÇÃO (11,352)
- 1ª SEÇÃO (6,877)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (127,959)
- Segunda Seção de Julgamen (115,716)
- Primeira Seção de Julgame (77,508)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,120)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,472)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,545)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,108)
- HELCIO LAFETA REIS (3,896)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,840)
- WILDERSON BOTTO (2,674)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,654)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,655)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (19,010)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10166.012752/2007-69
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2003
Ementa:
IRPF. DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. COMPENSAÇÃO DE. IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE.
Afasta-se a glosa do imposto retido na fonte quando comprovada a respectiva retenção pela fonte pagadora.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2802-001.451
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR
PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: SIDNEY FERRO BARROS
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
dt_index_tdt : Sat Dec 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201203
ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2003 Ementa: IRPF. DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. COMPENSAÇÃO DE. IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. Afasta-se a glosa do imposto retido na fonte quando comprovada a respectiva retenção pela fonte pagadora. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 10166.012752/2007-69
conteudo_id_s : 6724058
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Dec 13 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-001.451
nome_arquivo_s : 280201451_10166012752200769_201203.pdf
nome_relator_s : SIDNEY FERRO BARROS
nome_arquivo_pdf_s : 10166012752200769_6724058.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
id : 4579571
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:15 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045031972864
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1534; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 1 1 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.012752/200769 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2802001.451 – 2ª Turma Especial Sessão de 13 de março de 2012 Matéria IRPF Recorrente ANTONIO FERNANDES FILHO Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2003 Ementa: IRPF. DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. COMPENSAÇÃO DE. IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. Afastase a glosa do imposto retido na fonte quando comprovada a respectiva retenção pela fonte pagadora. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Ferro Barros Relator. EDITADO EM: 24/03/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Lucia Reiko Sakae, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite e Sidney Ferro Barros Fl. 92DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Relatório Peço vênia para iniciar o presente com a transcrição do quanto relatado no acórdão recorrido, in verbis: “Contra o contribuinte em epígrafe foi lavrado, por auditorfiscal da DRF/Brasília DF, o auto de infração de fls.11/16, referente ao imposto de renda pessoa física, exercício 2003, anocalendário 2002. O crédito tributário está assim constituído, em Reais: Imposto Suplementar: 4.821,18 Multa de oficio (passível de redução): 3.615,88 Juros de Mora (calculados até 5/2007): 3.156,90 Valor do Crédito Tributário apurado: 11.593,96 Na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, às fls. 12, as infrações apuradas estão assim descritas: Glosa de dedução indevida de imposto de renda retido na fonte, no valor de R$ 4.821,18, relativo aos rendimentos recebidos da Atheliê Culinária Self Service, CNPJ: 37.175.254/000150, por falta de comprovação do recolhimento e apresentação da Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte – DIRF, conforme pesquisas efetuadas nos sistemas da Secretaria da Receita Federal do Brasil. Na impugnação apresentada, às fls. 1/10, instruída com os documentos, às fls. 17/29, o contribuinte alega que a locatária Atheliê Culinária Selfservice Ltda reteve na fonte todo o imposto de renda, relativo ao período de janeiro a outubro de 2002, no montante de R$ 4.821,18. O defendente esclarece que a legislação atribui a responsabilidade pela retenção e recolhimento do tributo à locadora do imóvel. Apresenta documentação para comprovar a retenção do imposto de renda e que cobrar novamente o imposto seria penalizálo "bis in idem". O contribuinte argumenta que a locadora reteve o imposto de renda e que caso não tenha recolhido, a responsabilidade fiscal deverá recair sobre ela e que a legislação brasileira define nesta hipótese, o crime de apropriação indébita. Por fim, requer que o auto de infração seja julgado improcedente, visto que a dedução realizada pelo impugnante está fundada na retenção do imposto de renda pela fonte pagadora dos aluguéis.” A decisão recorrida manteve a exigência, assim concluindo: “Entretanto, com base na legislação acima aludida, cabe concluir que o contribuinte não trouxe aos autos o devido comprovante de retenção, emitido em seu nome, pela fonte pagadora dos rendimentos, no caso, a Atheliê Culinária Self Service Ltda ME, como informado na respectiva declaração de ajuste anual, pois apresentou somente comprovantes emitidos pela Alicerce Imobiliária e Construções Ltda., que não é a fonte pagadora dos rendimentos de aluguéis em comento.” À fl. 75 (79 do pdf) se vê o recurso voluntário, por meio do qual o interessado requer seja afastada a exigência e aduz que: Fl. 93DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.012752/200769 Acórdão n.º 2802001.451 S2TE02 Fl. 2 3 “fazse juntar aos autos o Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte emitido em seu nome pela fonte Pagadora (ATHELIÈ CULINÁRIA SEFSERVICE LTDAME) nos termos da Norma Legal, o que segundo a Primeira Instancia serviria para comprovar a situação apresentada.”. É o relatório. Voto Conselheiro Sidney Ferro Barros, Relator. O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. A razão de negar o deferimento da impugnação foi, tãosó, o fato de que o interessado não apresentou “o devido comprovante de retenção, emitido em seu nome, pela fonte pagadora dos rendimentos, no caso, a Atheliê Culinária SelfService Ltda – ME”, o que implica, segundo penso, concluir que o documento (fl. 86, 90 do pdf) ora juntado – cuja aceitação nesta instância homenageia o princípio da verdade material e, bem assim, o do formalismo moderado que regem o Processo Administrativo Fiscal – põe fim à discussão. De fato, o documento em questão comprova que a locatária pagou ao Recorrente, no ano de 2002, rendimentos no valor de R$ 32.457,62 e descontou R$ 4.821,18 de IR Fonte, o que comprova o tributo retido declarado pelo interessado. Assim, dou provimento ao recurso. É o meu voto. Brasília/DF, Sala das Sessões, em 13 de março de 2012. (assinado digitalmente) Sidney Ferro Barros Fl. 94DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Fl. 95DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.012752/200769 Acórdão n.º 2802001.451 S2TE02 Fl. 3 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº: 10166.012752/200769 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão nº 2802001.451. Brasília/DF, 11 de julho de 2012 (assinado digitalmente) JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 96DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 11020.003014/2001-52
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Apr 26 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Apr 26 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 1997
Ementa:ITR. ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE (APP) E DE RESERVA LEGAL (ARL). A teor do artigo 10, §7º da Lei n.º 9.393/96, modificado pela Medida Provisória 2.166-67/2001, basta a simples declaração do contribuinte para fins de isenção do ITR, respondendo o mesmo pelo pagamento do imposto e consectários legais em caso de falsidade. Comprovam-se nos autos que no imóvel em questão existe apenas a área de reserva legal, aceita. Mantém-se a glosa da área de preservação permanente diante da constatação de sua irregular declaração.
ÁREA DE EXPLORAÇÃO EXTRATIVA. Não tendo o contribuinte apresentado argumento, bem como provas, que refutem os valores atribuídos pela fiscalização, tomam-se os valores autuados como válidos.
MULTA DE OFÍCIO. INFORMAÇÕES INEXATAS, INCORRETAS. Devida, nos exatos termos do artigo 14, §2º, da Lei nº. 9.393/96, c/c artigo 44, inciso I, da Lei nº. 9.430/96.
JUROS DE MORA.Devidos, nos termos das Súmulas nrsº 7 e 4, do 3º Conselho de Contribuintes.
Numero da decisão: 303-34.273
Decisão: ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: NILTON LUIZ BARTOLI
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
dt_index_tdt : Sat Feb 04 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200704
ementa_s : Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 1997 Ementa:ITR. ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE (APP) E DE RESERVA LEGAL (ARL). A teor do artigo 10, §7º da Lei n.º 9.393/96, modificado pela Medida Provisória 2.166-67/2001, basta a simples declaração do contribuinte para fins de isenção do ITR, respondendo o mesmo pelo pagamento do imposto e consectários legais em caso de falsidade. Comprovam-se nos autos que no imóvel em questão existe apenas a área de reserva legal, aceita. Mantém-se a glosa da área de preservação permanente diante da constatação de sua irregular declaração. ÁREA DE EXPLORAÇÃO EXTRATIVA. Não tendo o contribuinte apresentado argumento, bem como provas, que refutem os valores atribuídos pela fiscalização, tomam-se os valores autuados como válidos. MULTA DE OFÍCIO. INFORMAÇÕES INEXATAS, INCORRETAS. Devida, nos exatos termos do artigo 14, §2º, da Lei nº. 9.393/96, c/c artigo 44, inciso I, da Lei nº. 9.430/96. JUROS DE MORA.Devidos, nos termos das Súmulas nrsº 7 e 4, do 3º Conselho de Contribuintes.
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Apr 26 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 11020.003014/2001-52
anomes_publicacao_s : 200704
conteudo_id_s : 4457622
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 02 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 303-34.273
nome_arquivo_s : 30334273_132296_11020003014200152_006.PDF
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : NILTON LUIZ BARTOLI
nome_arquivo_pdf_s : 11020003014200152_4457622.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 26 00:00:00 UTC 2007
id : 4694331
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:36 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045050847232
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-11-10T14:53:38Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-11-10T14:53:38Z; Last-Modified: 2009-11-10T14:53:38Z; dcterms:modified: 2009-11-10T14:53:38Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-11-10T14:53:38Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-11-10T14:53:38Z; meta:save-date: 2009-11-10T14:53:38Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-11-10T14:53:38Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-11-10T14:53:38Z; created: 2009-11-10T14:53:38Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2009-11-10T14:53:38Z; pdf:charsPerPage: 1313; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-11-10T14:53:38Z | Conteúdo => CCO3/CO3 Fls. 113 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA, Processo n° 11020.003014/2001-52 Recurso n° 132.296 Voluntário Matéria ITR Acórdão n° 303-34.273 Sessão de 26 de abril de 2007 Recorrente LAURA EMMA GUILLOUX HAMPE • Recorrida DRJ/CAMPO GRANDE/MS Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 1997 Ementa: ITR. ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE (APP) E DE RESERVA LEGAL (ARL). A teor do artigo 10, § 7° da Lei n.° 9.393/96, modificado pela Medida Provisória 2.166-67/2001, basta a simples declaração do contribuinte para fins de isenção do ITR, respondendo o mesmo pelo pagamento do imposto e consectários legais em caso de falsidade. Comprovam-se nos autos que no imóvel em questão existe apenas a área de reserva legal, 111 aceita. Mantém-se a glosa da área de preservação permanente diante da constatação de sua irregular declaração. ÁREA DE EXPLORAÇÃO EXTRATIVA. Não tendo o contribuinte apresentado argumento, bem como provas, que refutem os valores atribuídos pela fiscalização, tomam-se os valores autuados como válidos. MULTA DE OFÍCIO. INFORMAÇÕES INEXATAS, INCORRETAS. Devida, nos exatos termos do artigo 14, §2°, da Lei n°. 9.393/96, c/c artigo 44, inciso I, da Lei n°. 9.430/96. JUROS DE MORA. Devidos, nos termos das Súmulas nrs° 7 e 4, do 3° Conselho de Contribuinte, ns. CCO3/CO3 Fls. 114 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. • ANELISE n A P PRIETO Presidente 111 )2TO IZ BARTOI2, Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Nanci Gama, Zenaldo Loibman, Silvio Marcos Barcelos Fiúza, Marciel Eder Costa, Tarásio Campelo Borges e Luis Marcelo Guerra de Castro. • Processo n.° 11020.003014/2001-52 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-34.273 Fls. 115 Relatório Trata-se de Recurso Voluntário que já esteve sob análise deste Eg. 3° Conselho de Contribuintes, oportunidade em que, por unanimidade de votos, decidiu-se pela conversão do julgamento em diligência, nos termos da Resolução n° 303-01.208 (fls. 100/106). Sendo objeto do Recurso irresignação da contribuinte quanto à glosa, procedida pela fiscalização, de áreas declaradas como de preservação permanente e de exploração extrativa, impôs-se a realização de diligência para que a recorrente providenciasse, junto ao Eng. Agrônomo, esclarecimentos acerca do Laudo Técnico apresentado como prova nos autos. Intimado acerca dos termos da referida Resolução, conforme documentos de fls. 109/111, o interessado deixou de se manifestar. • É o Relatório. Processo n.° 11020.003014/2001-52 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-34.273 Fls. 116 Voto Conselheiro NILTON LUIZ BARTOLI, Relator Conhecido o Recurso Voluntário, nos termos da Resolução n° 303-01.208, tornam os autos a julgamento por esta Eg. Câmara, após ter restado infrutífera a proposta da referida Resolução. Com efeito, apesar de intimado da necessidade de esclarecimentos acerca do Laudo Técnico apresentado como prova nos autos, deixou a interessada de se manifestar, conforme atestam os documentos de fls. 109/112. Impõe-se, pois, o julgamento nos termos do que consta dos autos, no que diz respeito aos argumentos e provas apresentados pela Recorrente. • O cerne da questão refere-se a glosa das áreas declaradas pelo contribuinte como de Preservação Permanente e utilizadas com Exploração Extrativa, diante do entendimento fiscal de que os documentos apresentados pelo contribuinte (fls. 20/30), em procedimento de revisão da Declaração do ITR/97, comprovam erro no preenchimento da DITR. Quanto às áreas de Preservação Permanente, como já declinado em meu voto de fls. 104/106, tenho assentado o entendimento, inclusive ratificado por unanimidade de votos pelos pares da Câmara Superior de Recursos Fiscais', de que basta a simples declaração do interessado para gozar da isenção do ITR relativa às áreas de que trata a alínea "a" e "d" do inciso II, §1°, do artigo 10, da Lei n°. 9.393/962, entre elas as áreas de Preservação Permanente (APP) e de Reserva Legal (ARL), insertas na alínea "a", diante da modificação ocorrida com a inserção do §703 , no citado artigo, através da Medida Provisória n.° 2.166-67, de 24 de agosto 2001 (anteriormente editada sob dois outros números). • 1 "ITR — ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E RESERVA LEGAL — A teor do artigo 100, §7° da Lein°. 9.393/96, modificado pela Medida Provisória 2.166-67/2001, basta a simples declaração do contribuinte, para fim de isenção do ITR, respondendo o mesmo pelo pagamento do imposto e consectários legais em caso de falsidade. Nos termos da Lei n°. 9.393/96, não são tributáveis as áreas de preservação permanente e de reserva legal. Recurso especial negado." — Acórdão CSRF/03-04.433 — proferido por unanimidade de votos. Sessão de 17/05/05 2 § 1Q I - II - a)de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n°. 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei no. 7.803, de 18 de julho de 1989; b) c) d)as áreas sob regime de servidão florestal. 3 § 72 A declaração para fim de isenção do ITR relativa às áreas de que tratam as alíneas "a" e "d" do inciso II, § 12, deste artigo, não está sujeita à prévia comprovação por parte do declarante, ficando o mesmo responsável pelo pagamento do imposto correspondente, com juros e multa previstos nesta Lei, caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis." (NR) Processo n.° 11020.003014/2001-52 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-34.273 Fls. 117 Nesse ínterim, manifesto que tenho o particular entendimento de que a não apresentação de Ato Declaratório Ambiental, ou a falta da averbação da área junto ao registro do imóvel, poderia, quando muito, caracterizar um mero descumprimento de obrigação acessória, nunca o fundamento legal válido para a glosa das áreas de Preservação Permanente, mesmo porque, tal exigência não é condição ao aproveitamento da isenção destinada a tais áreas, conforme disposto no art. 3° da MP n°. 2.166, de 24 de agosto de 01, que alterou o art. 10 da Lei n°. 9.393, de 19 de dezembro de 1996. Ocorre que, no caso dos autos, em que pese não se fazer necessária a prévia apresentação de qualquer documento para fms de isenção destinada às áreas de Preservação Permanente, o contribuinte colaciona aos autos documentos que dão conta da existência no imóvel de 425,0 ha. a título de Reserva Legal, que foram informados em sua DITR e acatados pela fiscalização. A dúvida, que resultou na conversão do julgamento em diligência, seria quanto à existência de outros 843,0 ha. a título de Preservação Permanente. Ocorre que, apesar de intimado, deixou o contribuinte de apresentar os esclarecimentos requeridos. O fato é que o contribuinte, ainda em procedimento de revisão de sua DITR/97, apresentou Laudo Técnico, firmado por Engenheiro Agrônomo, precedido de ART, atestando a existência de 425,0 ha. de áreas descontinuas de floresta nativa. Além do referido laudo, apresentou cópia da Matrícula do Imóvel junto ao Cartório de Imóveis competente (fls. 27/28), da qual consta a averbação de 425,0 ha., gravados como Reserva Legal. Ressalte-se que consta da referida Averbação, AV-4/M-4983, datada de 05 de setembro de 2000, a informação de que referida área teria sido averbada inicialmente como área de Preservação Florestal, o que de fato se confirma às fls. 27.v. Ainda, segundo referida averbação, a determinação para que a área restasse gravada como de Reserva Florestal partiu da Receita Federal. •Neste ponto é que foi o julgamento convertido em diligência, para fins de que, junto ao Engenheiro Agrônomo que elaborou o laudo de fls. 22, a interessada apresentasse esclarecimentos quanto à existência de outra área de preservação, que não aquela devidamente averbada e aceita pela Fiscalização. Advém que a interessada, deixando de atender à diligência em questão, acaba por limitar o entendimento deste Julgador ao que já se encontra nos autos, o que me faz concluir que a área de floresta nativa, informada pelo Engenheiro Agrônomo no laudo de fls. 22, diz respeito à Reserva Legal averbada à margem da matrícula do imóvel, a qual já foi aceita pela Fiscalização, na dimensão de 425,0 ha. Portanto, em que pese não ser necessária a prévia comprovação da existência das áreas de Preservação Permanente, o interessado acabou por produzir provas de que existe no imóvel tão somente uma área de Reserva Legal, na dimensão de 425,0 ha., já que é de se concluir que se outra área houvesse, teria sido mencionada pelo Engenheiro Agrônomo n laudo de fls. 22. Por fim, quanto às áreas utilizadas com "Exploração Extrativa", embora o contribuinte tenha alegado erro no preenchimento de sua DITR, e que a área correta seria de Processo n.° 11020.003014/2001-52 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-34.273 Fls. 118 21,32 ha., não apresentou qualquer documento que a comprovasse, de maneira que não há como ser refutado o valor apurado pela fiscalização. Com relação à multa de oficio imposta na autuação, entendo por sua procedência, tendo em vista a inicial declaração inexata do contribuinte, o que implica na subsunção ao disposto no artigo 14, §2°, da Lei n°. 9.393/96, e artigo 44, inciso I, da Lei n°. 9.430/96, in verbis: "Art. 14. No caso de falta de entrega do DL4C ou do DL41: bem como de subavaliaçã o ou prestação de informações inexatas, incorretas ou fraudulentas, a Secretaria da Receita Federal procederá à determinação e ao lançamento de oficio do imposto, considerando informações sobre preços de terras, constantes de sistema a ser por ela instituído, e os dados de área total, área tributável e grau de utilização do imóvel, apurados em procedimentos de fiscalização. §2° As multas cobradas em virtude do disposto neste artigo serão aquelas aplicáveis aos demais tributos federais." Lei n°. 9.393/96, grifos nossos. "Art. 44. Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: 1— de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte;" Lei n° 9.430/96, grifos nossos. Por fim, quanto aos juros de mora, trata-se de questão sumulada no âmbito do Terceiro Conselho de Contribuintes, nos seguintes termos: • "Súmula 3° CC n° 7 — São devidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, ainda que suspensa sua exigibilidade, salvo quando existir depósito no montante integral." "Súmula 3° CC n° 4 — A partir de 1 0 de abril de 1995 é legítima a aplicação/utilização da taxa Selic no cálculo dos juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal." Pelas razões expostas, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO VOLUNTÁRIO. É como voto. Sala das Sessões, e 6 de abril de 2007 Ny2ON L ARTOL - elator
score : 1.0
Numero do processo: 10580.906421/2011-87
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 29 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Thu Oct 15 00:00:00 UTC 2020
Numero da decisão: 1002-000.221
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Unidade de Origem, para que esta analise os documentos juntados no Recurso Voluntário e elabore Relatório Circunstanciado definitivo sobre a higidez do crédito vindicado, informando se restaram comprovadas sua liquidez e certeza e se este não foi utilizado em outro processo de compensação, de modo a evitar assim a restituição e compensação em duplicidade do crédito em discussão.
(documento assinado digitalmente)
Aílton Neves da Silva Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Marcelo José Luz de Macedo e Thiago Dayan da Luz Barros. Ausente justificadamente o conselheiro Rafael Zedral.
Nome do relator: AILTON NEVES DA SILVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Wed Nov 16 17:28:19 UTC 2022
anomes_sessao_s : 202009
turma_s : Segunda Turma Extraordinária da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Oct 15 00:00:00 UTC 2020
numero_processo_s : 10580.906421/2011-87
anomes_publicacao_s : 202010
conteudo_id_s : 6281886
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Oct 15 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 1002-000.221
nome_arquivo_s : Decisao_10580906421201187.PDF
ano_publicacao_s : 2020
nome_relator_s : AILTON NEVES DA SILVA
nome_arquivo_pdf_s : 10580906421201187_6281886.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Unidade de Origem, para que esta analise os documentos juntados no Recurso Voluntário e elabore Relatório Circunstanciado definitivo sobre a higidez do crédito vindicado, informando se restaram comprovadas sua liquidez e certeza e se este não foi utilizado em outro processo de compensação, de modo a evitar assim a restituição e compensação em duplicidade do crédito em discussão. (documento assinado digitalmente) Aílton Neves da Silva Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Marcelo José Luz de Macedo e Thiago Dayan da Luz Barros. Ausente justificadamente o conselheiro Rafael Zedral.
dt_sessao_tdt : Tue Sep 29 00:00:00 UTC 2020
id : 8500883
ano_sessao_s : 2020
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:31:15 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045052944384
conteudo_txt : Metadados => date: 2020-10-08T14:17:21Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2020-10-08T14:17:21Z; Last-Modified: 2020-10-08T14:17:21Z; dcterms:modified: 2020-10-08T14:17:21Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2020-10-08T14:17:21Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2020-10-08T14:17:21Z; meta:save-date: 2020-10-08T14:17:21Z; pdf:encrypted: true; modified: 2020-10-08T14:17:21Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2020-10-08T14:17:21Z; created: 2020-10-08T14:17:21Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2020-10-08T14:17:21Z; pdf:charsPerPage: 2489; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2020-10-08T14:17:21Z | Conteúdo => 0 S1-TE02 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10580.906421/2011-87 Recurso Voluntário Resolução nº 1002-000.221 – 1ª Seção de Julgamento / 2ª Turma Extraordinária Sessão de 29 de setembro de 2020 Assunto CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LIQUIDO - CSLL Recorrente RÁDIO SOCIEDADE DA BAHIA S. A. Interessado FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Unidade de Origem, para que esta analise os documentos juntados no Recurso Voluntário e elabore Relatório Circunstanciado definitivo sobre a higidez do crédito vindicado, informando se restaram comprovadas sua liquidez e certeza e se este não foi utilizado em outro processo de compensação, de modo a evitar assim a restituição e compensação em duplicidade do crédito em discussão. (documento assinado digitalmente) Aílton Neves da Silva – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Marcelo José Luz de Macedo e Thiago Dayan da Luz Barros. Ausente justificadamente o conselheiro Rafael Zedral. Relatório Por bem sintetizar os fatos até o momento processual anterior ao do julgamento da Manifestação de Inconformidade contra a não homologação da compensação, transcrevo e adoto o relatório produzido pela DRJ/SPO: O presente processo trata da Declaração de Compensação — DCOMP — n° 31943.43722.311007.1.3.04-3006, transmitida eletronicamente, por meio da qual se pretende compensar débito(s) da Interessada com crédito originário de pagamento indevido ou maior que o devido (PGIM), no valor total de R$3.690,47. O crédito está consubstanciado em um recolhimento a título de estimativa de IRPJ, devida mensalmente, de pessoa jurídica tributada pelo lucro real anual, código de receita n° 5993, período de apuração de 31/01/2005 e arrecadado em 28/02/2005. O despacho constatou a improcedência do crédito informado no PER/DCOMP por se tratar de pagamento a título de estimativa mensal de pessoa jurídica tributada pelo lucro real, caso em que o recolhimento somente poderia ser utilizado na redução do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) ou da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - (CSLL) devida ao final do período de apuração ou para compor o saldo negativo de IRPJ ou CSLL do período. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 05 80 .9 06 42 1/ 20 11 -8 7 Fl. 3532DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 da Resolução n.º 1002-000.221 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10580.906421/2011-87 Foi dada ciência do despacho em 17/08/2011 e apresentou-se manifestação de inconformidade em 15/09/2011, em que se afirma ser sim restituível o pagamento indevido ou maior que o devido de estimativa mensal apurada pelo lucro real anual, com o levantamento de balancete de redução/suspensão. Traz em seu socorro jurisprudência administrativa, invocando outrossim o princípio da retroatividade de norma interpretativa, uma vez que a IN RFB n° 900/2008 não trouxe mais essa vedação. A Manifestação de Inconformidade foi julgada improcedente pela DRJ/SPO em 12 de fevereiro de 2015, conforme acórdão n. 16-65.720 (e-fl. 40), que recebeu a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO DE RENDA DA PESSOA JURÍDICA - IRPJ Data do fato gerador: 31/01/2005 PAGAMENTO MAIOR QUE O DEVIDO. DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO. Não restou demonstrada a existência de pagamento maior que o devido, razão pela qual não se reconhece o direito creditório pleiteado e nem se extingue por compensação o débito informado. Irresignado, o ora Recorrente apresenta Recurso Voluntário, declarações fiscais e demonstrativos contábeis (e-fls. 50 a 3527), no qual reitera os argumentos de sua Manifestação de Inconformidade e onde destaca os seguintes documentos juntados: - Balancete do exercício de 2005; - DCTFs; - DACON; - Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR); - Memoriais de cálculo do imposto devido. Ao final requer a reforma do acórdão recorrido e o reconhecimento in totum do seu direito creditório para fins de homologação da compensação declarada. É o relatório do necessário. Voto Conselheiro Aílton Neves da Silva, Relator. Admissibilidade Inicialmente, reconheço a plena competência deste Colegiado para apreciação do Recurso Voluntário, na forma do art. 23-B da Portaria MF nº 343/2015 (Regimento Interno do CARF), com redação dada pela Portaria MF n.º 329/2017, e de acordo com a Portaria CARF nº 146, de 12 de dezembro de 2018, que estende, temporariamente, à 1ª Seção de Julgamento a competência para processar e julgar recursos que versem sobre aplicação da legislação relativa ao IRRF e respectivas penalidades pelo descumprimento de obrigação acessória, quando o requerente do direito creditório ou o sujeito passivo do lançamento for pessoa jurídica, inclusive quando o litígio envolver esse tributo e outras matérias que se incluam na competência das demais Seções. Fl. 3533DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 da Resolução n.º 1002-000.221 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10580.906421/2011-87 Demais disso, observo que o recurso, embora seja tempestivo e atenda os demais requisitos de admissibilidade, não se encontra em condições de julgamento, conforme discorrido a seguir. A controvérsia dos autos refere-se ao fato de estar ou não comprovadas a certeza e liquidez do crédito proveniente do pagamento indevido ou a maior feito por meio da DARF, no valor de R$ 3.690,47. Mais precisamente, o direito de crédito vindicado refere-se a recolhimento a título de estimativa mensal de IRPJ de pessoa jurídica tributada pelo lucro real anual, código de receita nº 5993, período de apuração de 31/01/2005 e arrecadado em 28/02/2005. O v. acórdão recorrido julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade por ausência de comprovação do direito de crédito alegado, avocando, basicamente, o artigo 170 do Código Tributário Nacional (CTN ) e o artigo 333 do Código de Processo Civil (CPC). Ocorre que no Recurso Voluntário foram juntadas milhares de cópias de documentos contábeis e fiscais que parecem conferir plausibilidade à argumentação do Recorrente e que reclamam exame mais acurado, bem como impelem o elastecimento do devido processo legal com vistas a dar efetividade ao direito de defesa do Recorrente. Como se sabe, a jurisprudência dominante do CARF vem relativizando o instituto da preclusão para a juntada de documentos novos no processo, no caso de constituírem evidências robustas de comprovação do direito de crédito postulado, o que parece ser o caso dos presentes autos. Face a esses fundamentos, voto pela remessa dos autos a Unidade de Origem para que analise os documentos juntados no Recurso Voluntário e elabore Relatório Circunstanciado definitivo sobre a higidez do crédito vindicado, informando se restaram comprovadas sua liquidez e certeza e se este não foi utilizado em outro processo de compensação, de modo a evitar, assim, a restituição e compensação em duplicidade do crédito em discussão, podendo o Recorrente ser intimado para que se manifeste nos autos para complemento das informações necessárias à comprovação do crédito. Ao final da diligência, deverá ser dado prazo de 30 dias para manifestação do Recorrente, se assim desejar. É como voto. (documento assinado digitalmente) Aílton Neves da Silva Fl. 3534DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 13708.000023/2004-31
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 10 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 1993
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PRAZO. TRIBUTO SUJEITO AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. LEI COMPLEMENTAR N.º118/2005.
No julgamento do Recurso Extraordinário n.º 566.621, sob o rito do art. 543-C do Código de Processo Civil, o Pleno do Supremo Tribunal Federal decidiu que a contagem do prazo de 5 (cinco) anos para repetição ou compensação de indébito tributário a partir do pagamento antecipado de tributo sujeito ao lançamento por homologação, tal como previsto na Lei Complementar n.º
118, de 2005, aplica-se a partir de 9 de junho de 2005, data do início de vigência da referida lei. Assim, para as ações e/ou pedidos protocolados a partir deste termo inicial, o prazo aplicável é de cinco anos, contado do pagamento indevido. Por outro lado, nos casos de ações e/ou pedido protocolados antes da citada data, ausente a homologação expressa do lançamento, o prazo é de cinco anos a contar do fato gerador, acrescido de
mais cinco anos. Esta última hipótese corresponde ao caso dos autos, entretanto, o pedido foi feito em 06/01/2004 quando já havia encerrado o interstício decenal correspondente ao ano-calendário 1992, de maneira que fica prejudicada a apreciação do mérito. Entendimento do STF que deve ser reproduzido por força da norma prevista no art. 62-A do Regimento Interno do CARF.
Numero da decisão: 2802-001.731
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR
PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: JORGE CLÁUDIO DUARTE CARDOSO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
dt_index_tdt : Sat Dec 24 09:00:01 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201207
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 1993 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PRAZO. TRIBUTO SUJEITO AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. LEI COMPLEMENTAR N.º118/2005. No julgamento do Recurso Extraordinário n.º 566.621, sob o rito do art. 543-C do Código de Processo Civil, o Pleno do Supremo Tribunal Federal decidiu que a contagem do prazo de 5 (cinco) anos para repetição ou compensação de indébito tributário a partir do pagamento antecipado de tributo sujeito ao lançamento por homologação, tal como previsto na Lei Complementar n.º 118, de 2005, aplica-se a partir de 9 de junho de 2005, data do início de vigência da referida lei. Assim, para as ações e/ou pedidos protocolados a partir deste termo inicial, o prazo aplicável é de cinco anos, contado do pagamento indevido. Por outro lado, nos casos de ações e/ou pedido protocolados antes da citada data, ausente a homologação expressa do lançamento, o prazo é de cinco anos a contar do fato gerador, acrescido de mais cinco anos. Esta última hipótese corresponde ao caso dos autos, entretanto, o pedido foi feito em 06/01/2004 quando já havia encerrado o interstício decenal correspondente ao ano-calendário 1992, de maneira que fica prejudicada a apreciação do mérito. Entendimento do STF que deve ser reproduzido por força da norma prevista no art. 62-A do Regimento Interno do CARF.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 13708.000023/2004-31
conteudo_id_s : 6731336
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Dec 22 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-001.731
nome_arquivo_s : 280201731_13708000023200431_201207.pdf
nome_relator_s : JORGE CLÁUDIO DUARTE CARDOSO
nome_arquivo_pdf_s : 13708000023200431_6731336.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Tue Jul 10 00:00:00 UTC 2012
id : 4599431
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:16 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045055041536
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-09-19T13:56:18Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2019-09-19T13:56:18Z; Last-Modified: 2019-09-19T13:56:18Z; dcterms:modified: 2019-09-19T13:56:18Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:aa82a3f8-c3a7-4748-9c6f-ade1fe64fbca; Last-Save-Date: 2019-09-19T13:56:18Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-09-19T13:56:18Z; meta:save-date: 2019-09-19T13:56:18Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-09-19T13:56:18Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2019-09-19T13:56:18Z; created: 2019-09-19T13:56:18Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2019-09-19T13:56:18Z; pdf:charsPerPage: 2199; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2019-09-19T13:56:18Z | Conteúdo => S2TE02 Fl. 196 1 195 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13708.000023/200431 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 280201.731 – 2ª Turma Especial Sessão de 10 de julho de 2012 Matéria IRPF Recorrente CARLOS ALBERTO GOMES DE CASTRO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 1993 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PRAZO. TRIBUTO SUJEITO AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. LEI COMPLEMENTAR N.º118/2005. No julgamento do Recurso Extraordinário n.º 566.621, sob o rito do art. 543 C do Código de Processo Civil, o Pleno do Supremo Tribunal Federal decidiu que a contagem do prazo de 5 (cinco) anos para repetição ou compensação de indébito tributário a partir do pagamento antecipado de tributo sujeito ao lançamento por homologação, tal como previsto na Lei Complementar n.º 118, de 2005, aplicase a partir de 9 de junho de 2005, data do início de vigência da referida lei. Assim, para as ações e/ou pedidos protocolados a partir deste termo inicial, o prazo aplicável é de cinco anos, contado do pagamento indevido. Por outro lado, nos casos de ações e/ou pedido protocolados antes da citada data, ausente a homologação expressa do lançamento, o prazo é de cinco anos a contar do fato gerador, acrescido de mais cinco anos. Esta última hipótese corresponde ao caso dos autos, entretanto, o pedido foi feito em 06/01/2004 quando já havia encerrado o interstício decenal correspondente ao anocalendário 1992, de maneira que fica prejudicada a apreciação do mérito. Entendimento do STF que deve ser reproduzido por força da norma prevista no art. 62A do Regimento Interno do CARF. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Fl. 205DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 13 /07/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e Relator. EDITADO EM: 13/07/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jaci de Assis Júnior, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, Carlos André Ribas de Mello, German Alejandro San Martín Fernández e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Relatório Tratase de pedido de restituição de IRPF do anocalendário 1992, exercício 1993, com a argumentação de que o imposto incidiu sobre verbas indenizatórias pagas a título de adesão a Programa de Demissão Voluntária – PDV. Tanto o pedido de restituição como a manifestação de inconformidade foram indeferidos sob o fundamento de que o pedido foi protocolado após transcorrido o prazo decadencial para requerer a restituição (art. 168, I do CTN), com isso não houve apreciação do mérito. No dia 27/06/2005 houve a ciência do acórdão e interposição do recurso voluntário no qual foram reiteradas as razões da manifestação de inconformidade, em síntese, com apoio em inúmeras decisões administrativas e judiciais e em Parecer da PGFN, defende que o pedido foi feito dentro do prazo legal e que as verbas não são tributáveis, uma vez que são decorrentes de adesão a PDV, requerendo sua restituição com a correção prevista pela Norma de Execução Conjunta SRF/COSIT/COSAR no 8 de 27 de junho de 1997, acrescidos da variação da Taxa SELIC, a partir de 01 de janeiro de 1996 e dos expurgos inflacionários aceitos pelo Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda conforme Acórdão 107 06.113. Requerer tramitação prioritária segundo estatuto do idoso. É o relatório do essencial. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. Do prazo para requerer a repetição de indébito. Em se tratando da questão do prazo para solicitar a repetição de indébito dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, esta Turma Julgadora sobrestou diversos julgamentos em razão de o tema ter sido incluído no rol de matéria a que o Supremo Tribunal Federal – STF atribuiu a repercussão geral, tomando como paradigma o RE 566621/RS (que substituiu, como paradigma, o RE561908). Fl. 206DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 13 /07/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 13708.000023/200431 Acórdão n.º 280201.731 S2TE02 Fl. 197 3 Este Recurso Extraordinário teve o trânsito em julgado em 27/02/2012, portanto, não há mais impedimento ao prosseguimento de julgamento dessa matéria no âmbito do CARF. Vejamos a ementa do julgado. COMPLEMENTAR Nº 118/2005 – DESCABIMENTO – VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA – NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS – APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastandose as aplicações inconstitucionais e resguardandose, no mais, a eficácia da norma, permitese a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/08, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida a inconstitucionalidade art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tãosomente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, § 3º, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido. Fl. 207DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 13 /07/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 O STF considerou que a LC 118/2005 ao se referir à aplicação retroativa estava reduzindo o prazo de restituição de 10 para 5 anos, pois o prazo de 10 anos correspondia a jurisprudência consolidada no STJ. Do voto da relatora Ministra Ellen Gracie extraise: “Inexistindo direito adquirido a regime jurídico, não há que se advogar, pois, o suposto direito de quem pagou indevidamente um tributo a poder buscar ressarcimento no prazo estabelecido pelo CTN por ocasião do indébito. Isso não quer dizer, contudo, que a redução de prazo possa retroagir para fulminar, de imediato, pretensões que ainda poderiam ser deduzidas no prazo vigente quando da modificação legislativa. Ou seja, não se pode, de modo algum, entender que o legislador pudesse determinar que pretensões já ajuizadas ou por ajuizar estejam submetidas, de imediato, ao prazo, sem qualquer regra de transição.” (...) “o julgamento de preliminar de prescrição relativamente a ações já ajuizadas, tendo como referência novo prazo reduzido por lei posterior, sem qualquer regra de transição, atentaria, indiscutivelmente, contra, ao menos, dois destes conteúdos, quais sejam: a confiança no tráfego jurídico e o acesso à Justiça. Estando um direito sujeito a exercício em determinado prazo, seja mediante requerimento administrativo ou, se necessário, ajuizamento de ação judicial, temse de reconhecer eficácia à iniciativa tempestiva tomada pelo seu titular nesse sentido, pois tal resta resguardado pela proteção à confiança. (...) Reconheço, pois, a inconstitucionalidade da aplicação retroativa da redução de prazo que alcance prazos já interrompidos, bem como da aplicação, imediatamente após a publicação da lei, às novas ações ajuizadas, sem assegurar aos contribuintes nenhum prazo para que, deduzindo suas pretensões em Juízo, pudessem evitar o perecimento do seu direito, ...” Buscouse, então, definir o momento a partir do qual se aplicaria o prazo de cinco anos a contar da extinção do crédito tributário pelo pagamento. Foram apreciadas duas linhas de pensamento: a do acórdão do TRF da 4ª Região que aplicava a LC 118/2005 às ações ajuizadas após o período de vacacio legis da referida lei; e o entendimento da Primeira Seção do STJ, baseado na regra de transição do art. 2.028 do Código Civil, de modo que os indébitos anteriores à vigência da LC 118/2005 submetiamse ao prazo de 10 anos, limitado ao prazo máximo de cinco anos, a contar da vigência da nova lei. O STF sufragou o entendimento que aplica o prazo da LC 118/2005 às ações ajuizadas após a vacacio legis (120 dias), essencialmente por entender que o período de vacacio legis foi suficiente para que os contribuintes ajuizassem ações de repetição de indébito, destacando a existência de “significativa avalanche de ações ajuizadas perante a primeira Fl. 208DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 13 /07/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 13708.000023/200431 Acórdão n.º 280201.731 S2TE02 Fl. 198 5 instância em tal prazo, até 8 de junho de 2005” e que proteger o contribuinte que não ajuizou ação dentro desse prazo é proteger o contribuinte de sua própria inércia. Posteriormente, a Primeira Seção do STJ, ao apreciar o REsp submetido ao regime do art. 543C do CPC, inclinandose ao decidido pela Corte Suprema, reconheceu ter sido superado o entendimento que vinha adotando até então, passando a reconhecer entender que, para as ações ajuizadas a partir de 9/6/2005, aplicase o art. 3º da LC n. 118/2005, contandose o prazo prescricional dos tributos sujeitos a lançamento por homologação em cinco anos a partir do pagamento antecipado de que trata o art. 150, § 1º, do CTN (REsp 1.269.570MG, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 23/5/2012) Por força do art. 62A do Regimento Interno do CARF, o entendimento do STF em recurso julgado no rito do art. 543B do Código de Processo Civil é de observância obrigatório pelos membros do CARF. O pedido em questão foi formulado em 06/01/2004, portanto antes de estar em vigor a Lei Complementar 118/2005 (09/06/2005), de forma que a aplicação do entendimento adotado pelo Supremo Tribunal Federal implica em contar o prazo para o pedido de restituição segundo a denominada “tese dos cinco mais cinco”. O IRPF sujeito ao ajuste anual possui fato gerador complexo que se aperfeiçoa em 31 de dezembro, no caso dos autos o fato gerador foi 31/12/1992, e não houve homologação expressa, portanto o prazo final (cinco mais cinco) foi em 31/12/2002. Destarte, o pedido formulado em 06/01/2004 não pode ser admitido, ficando prejudicada a apreciação do mérito. Diante do exposto, voto por NEGAR provimento ao recurso voluntário. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 209DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 13 /07/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 35232.000338/2007-05
Data da sessão: Mon Apr 26 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Mon Apr 26 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/05/2003 a 31/08/2006
CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DEVIDA PELA EMPRESA. AUTUAÇÃO REGULAR. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO A AMPLA DEFESA.
A NFLD foi lavrada corretamente, em conformidade com a legislação de regência, especificamente ao disposto no art,. 37 da Lei nº 8.212/91, e no art. 243 e parágrafos, do Regulamento da Previdência Social - RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048199. Não há, pois, que se falar em violação ao Principio da Ampla Defesa.
VINCULAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE.. JUROS SELIC E MULTA DE MORA.
A incidência dos juros SELIC e da multa de mora está prevista nos arts. 34 e
35 da Lei n° 8212/91 e no art. 239 do Regulamento da Previdência
Considerando a vinculação da atividade administrativa ao Principio da Legalidade, devem ser afastadas as alegações de violação aos preceitos legais e constitucionais.
RECOLHIMENTO A DESTEMPO. NECESSIDADE. DE APROVEITAMENTO.
O recolhimento de contribuições previdenciárias a destempo, realizado após constituição do crédito tributário e lavratura da NFLD, devem ser considerados pela Fiscalização para a redução cio montante devido, desde que o pagamento tenha sido realizado com o código de receita correto e vinculado ao DEBCAD a que se refere.
Recurso Voluntário Negado
Crédito Tributário Mantido
Numero da decisão: 2803-000.027
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
julgamento, por unanimidade de votos, em conhecer do recurso, e no mérito, pelo voto de qualidade, negar provimento, vencidos os Conselheiros CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE (relatora), GUSTAVO VETTORATO e VERA KEMPERS DE MORAES ABREU (suplente), apenas quanto a aplicação da multa de oficio do art 35 da Lei 8,212/91, na
redação dada pela Lei no 11.941 de 2009, nos termos do voto vencedor apresentado pelo relator designado Conselheiro EDUARDO DE OLIVEIRA.
Nome do relator: CAROLINA SIRQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Jan 14 09:00:01 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201004
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/2003 a 31/08/2006 CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DEVIDA PELA EMPRESA. AUTUAÇÃO REGULAR. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO A AMPLA DEFESA. A NFLD foi lavrada corretamente, em conformidade com a legislação de regência, especificamente ao disposto no art,. 37 da Lei nº 8.212/91, e no art. 243 e parágrafos, do Regulamento da Previdência Social - RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048199. Não há, pois, que se falar em violação ao Principio da Ampla Defesa. VINCULAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE.. JUROS SELIC E MULTA DE MORA. A incidência dos juros SELIC e da multa de mora está prevista nos arts. 34 e 35 da Lei n° 8212/91 e no art. 239 do Regulamento da Previdência Considerando a vinculação da atividade administrativa ao Principio da Legalidade, devem ser afastadas as alegações de violação aos preceitos legais e constitucionais. RECOLHIMENTO A DESTEMPO. NECESSIDADE. DE APROVEITAMENTO. O recolhimento de contribuições previdenciárias a destempo, realizado após constituição do crédito tributário e lavratura da NFLD, devem ser considerados pela Fiscalização para a redução cio montante devido, desde que o pagamento tenha sido realizado com o código de receita correto e vinculado ao DEBCAD a que se refere. Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido
dt_publicacao_tdt : Mon Apr 26 00:00:00 UTC 2010
numero_processo_s : 35232.000338/2007-05
anomes_publicacao_s : 201004
conteudo_id_s : 6742508
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jan 12 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 2803-000.027
nome_arquivo_s : 280300027_253191_35232000338200705_201004.PDF
ano_publicacao_s : 2010
nome_relator_s : CAROLINA SIRQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE
nome_arquivo_pdf_s : 35232000338200705_6742508.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de julgamento, por unanimidade de votos, em conhecer do recurso, e no mérito, pelo voto de qualidade, negar provimento, vencidos os Conselheiros CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE (relatora), GUSTAVO VETTORATO e VERA KEMPERS DE MORAES ABREU (suplente), apenas quanto a aplicação da multa de oficio do art 35 da Lei 8,212/91, na redação dada pela Lei no 11.941 de 2009, nos termos do voto vencedor apresentado pelo relator designado Conselheiro EDUARDO DE OLIVEIRA.
dt_sessao_tdt : Mon Apr 26 00:00:00 UTC 2010
id : 4751001
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:53 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045063430144
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-09-13T11:28:10Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 11; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-09-13T11:28:10Z; Last-Modified: 2011-09-13T11:28:10Z; dcterms:modified: 2011-09-13T11:28:10Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:f72bbbc7-ccb2-4018-b251-a7fcdc28e6c4; Last-Save-Date: 2011-09-13T11:28:10Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-09-13T11:28:10Z; meta:save-date: 2011-09-13T11:28:10Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-09-13T11:28:10Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-09-13T11:28:10Z; created: 2011-09-13T11:28:10Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2011-09-13T11:28:10Z; pdf:charsPerPage: 1748; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-09-13T11:28:10Z | Conteúdo => S2-TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO 111 Processo le 35232.000338/2007-05 Recurso no 253A91 Voluntário Acórdão n° 2803-00.027 — 3" Turma Especial Sisão de 26 de abril de 2010 Matéria REMUNERAÇÃO DE SEGURADOS: PARCELAS EM FOLHA DE PAGAMENTO ! Recorrente COMERCIAL DE. LATICINIOS DE NATAL LTDA ; Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIARIA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS Período de apuração: 01/05/2003 a 31/08/2006 CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIARIA DEVIDA PELA EMPRESA.. AUTUAÇÃO REGULAR. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO A AMPLA DEFESA. A NFLD foi lavrada corretamente, em conformidade com a legislação de regência, especificamente ao disposto no art,. 37 da Lei n" 8.212/91, e no art. 243 e parágrafos, do Regulamento da Previdência Social - RPS, aprovado pelo Decreto n" 3.048199. Não há, pois, que se falar em violação ao Principio da Ampla Defesa. VINCULAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE.. JUROS SELIC E MULTA DE MORA. A incidência dos juros SELIC e da multa de mora está prevista nos arts. 34 e 35 da Lei n° 8212/91 e no art. 239 do Regulamento da Previdência Considerando a vinculação da atividade administrativa ao Principio da Legalidade, devem ser afastadas as alegações de violação aos preceitos legais e constitucionais. RECOLHIMENTO A DESTEMPO. NECESSIDADE. DE APROVEITAMENTO. O recolhimento de contribuições previdenciarias a destempo, realizado após constituição do crédito tributário e lavratura da NFLD, devem ser considerados pela Fiscalização para a redução cio montante devido, desde que o pagamento tenha sido realizado com o código de receita con eto e vinculado ao DEBCAD a que se refere. Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido • , • 1 1 11 R IA DE LIMA — Presr en DE OLIVEIRA — Redator designado Oucumi,catíta/todk- CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE - Relatora HEL Vistas, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3" Turma Especial da Segunda Seção de hlgamento, por unanimidade de votos, em conhecer do recurso, e no mérito, pelo voto de qualidade, negar provimento, vencidos os Conselheiros CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE (ielatora), GUSTAVO VETTORATO e VERA KEMPERS DE MORAES ABREU (suplente), apenas quanto a aillicação da multa de oficio do art 35 da Lei 8,212/91, na redalel dO dada pela Lei no 11.941 de 2009, nos termos do voto vencedor apresentado pelo re a or designado Conselheiro EDUARDO DE OLIVEIRA, I ' i '1 Participaram do presente julgamento os conselheiros Eduardo de Oliveira, 6 eis', Coimbra shallot -, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Vera Kempers de Moraes Abreui (Suplente), Gustavo Vettorato, Helton Carlos Praia de Lima (Presidente). Relatório 11, Trata-se de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito lavrada contra I !I OMERCIAL LATICiNIOS DE NATAL pelo não recolhimento de contribuições reVidenciarias a cargo cio segurado e da empresa, incidentes sobre a remuneração paga, devida ou creditada aos segurados empregados e aos contribuintes individuais que prestaram 'eriViços Liernpresa, na fomra prevista no art. 11, parágrafo único, alíneas "a" e "c", no art. 12, incisos I ,e V. no art. 20, no art. 22, incisos I e III, e no art. 30, inciso I, todos da Lei IV 8,112/91, e devidas pela empresa, incidentes sobre as aquisições de produtos rurais de Peiscias tisiCas/seguiados especiais, na forma prevista no art„ 11, parágrafo único, alíneas "a" e "c" no'art. 1 9 incisos V, "a", e VII, no art. 25, incisos I e II, e §§ 3 0 e 40 , e no art. 30, ' incisos III e IV, também da Lei ri° 8.212/91, além das relativas ao financiamento dos beneficioS concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes C.1O riscos 'arnbientais do trabalho, na forma prevista no art. 22, inciso II, da Lei n°8.212/91, e taMbém das destinadas aos terceiros e/ou outras entidades (Salário SENAR, INCRA, SENA!, SESI, SEBRAE), na forma prevista no art. 94 da Lei n° 8.212/91 e nas legislações especificas dos órgãos destinatários, todas em decorrência das remunerações pagas e das aquisições efetuadas no período de maio de 2003 a agosto de 2006, e não declaradas na Guia de Recolhimento do FGTS e Informações á Previdência Social - GFIP. 1 1 (a) a autoridade fiscal autuante não teria considerado o fato de que a empresa não efetuou a retenção da contribuição dos pagamentos do prestador do serviço, do 'OLJneceddr do produto agricola ou dos sócios; 2 , Em sua peça impugnatória, o contribuinte argüiu , preliminarmente, que: i I ! Processo n° 35232 000338/2007-05 Accirdilo n 2803-00.027 1, 1 11 S2-IE03 Fl 2 ,Í11 (b) a razão para a ausência do desconto seria a garantia de condições mais benéficas para a atividade do produtor rural, como forma de suprir a falta de incentivo; e (c) as exigências contidas na autuação seriam desarrazoadas e desproporcionais, tendo sido violado o seu direito a ampla defesa, na medida em que o ato , processual não teria observado os requisitos do direito administrativo, devendo a Administração Pública orientar antes de punir. (a) o valor da contribuição previdenciaria não poderia lhe ser exigido, em razão de não ter sido feito o desconto previsto em lei; 1. I, (b) o principio da verdade material teria sido violado, sob o fundamento de (c) a conjuntura econômica e política têm penalizado o contribuinte, acarretando redução drástica em seu faturamento, o que dificultou o pagamento a tempo e modo dos tributos devidos; I, G (d) desde junho de 2005, o contribuinte vem recolhendo as contribuições previdencidrias incidentes sobre suas atividades tempestivamente, j á tendo promovido, inclusive, o pagamento das contribuições relativas aos meses de junho e julho de 2003, o que seria suficiente para reduzir o valor do débito objeto do lançamento; (e) a taxa Selic não deveria ser aplicada a débitos tributários, em razão da sua evidente natureza remuneratória, devendo-se aplicar o percentual máximo de 1% a titulo de juros, conforme preceitua o art, 161, § 1" do Código Tributário Nacional; e i•1 III (f) a multa aplicada violaria o Principio da Capacidade Contributiva, insculpido no art. 145, § 1 0, e o Principio do Não Confisco, previsto no art. 145, ambos da Constituição Federal de 1988. 1111 Na decisão de fls. 135/144, a Delegacia da Receita Previdencidria em Natal ressaltou que foram preenchidos todos os requisitos legais para a lavratura da NFLD em exame, afastando qualquer ofensa ao principio da legalidade; que, conforme o artigo 37 da Lei n° 8.212/91, o auditor teria agido em estrita conformidade com a legislação de regência, tendo lavrado a NFLD logo que constatado o não recolhimento das contribuições devidas; que a obrigação em exame está claramente definida no art. 30, incisos III e IV, da Lei n" 8.212/91; que todos os elementos que lastrearam a autuação estão devidamente demonstiados nos autos, não havendo violação ao principio do contraditório e da ampla defesa. 1, Quanto ao mérito, entendeu a autoridade fiscal que não há previsão na legislação previdencidria de dispensa de recolhimento em caso de ausência de retenção ou desconto nos pagamentos efetuados a contribuintes individuais, empregados ou produtores rurais; que foi certificado pela autoridade administrativa o aproveitamento das GPS recolhidas e que, em relação as competências 06/2003 e 07/2003, o seu aproveitamento não seria possível, por terem sido erroneamente recolhidas em data posterior à constituição do crédito; que os juros e multa aplicáveis pelo descumprimento da obrigação principal estão previstos em lei, não podendo a autoridade fiscal deixar de aplicá-lo s, e que a taxa Selic pode ser utilizada como índice para atualização dos juros de mora, na forma do art. 13 da Lei Quanto ao mérito, sustentou o autuado que: 1 II que a Fiscalização não teria analisado os livros contábeis da empresa; ,1 1'1 1 1 „.06 .5/95,L .pois o art. 161, § 1°, do CIN, não proibe o estabelecimento por lei de juros 'iOratóries em percentual superior a 1% ao mês, nem tampouco obsta a possibilidade de estipulação legal diversa daquele percentual. Contra essa decisão, foi interposto Recurso Voluntário tempestivamente. .Em 'suas razões, alega a Recorrente que as guias referentes as competências 06/2003 e 07(2003; , muito embora tenham sido pagas após a constituição do crédito, devem ser :consideradas; e que a multa deve ser relevada ou atenuada, conforme o art, 291 e parágrafo I° a, decreto 3,048/99. Por tim, ratifica todos os timdamentos da defesa inicial. Em razão de medida liminar deferida nos autos do Mandado de Segurança ",2007.84,00.005332-3, em trâmite na Seção Judiciária do Rio Grande do Norte — Natal, foi : dispensada a realização de depósito no valor de 30% do débito discutido nos presentes autos. Os autos foram encaminhados ao 2° Conselho de Contribuintes do nistérid da Fazenda, atual Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, para regular Igailmento.; 111 , '11 Vcito Vencido .1!1 Conselheira CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE, Relatora O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche todos os requisitos de admissibilidade, razdõ1 pela ,qual, passo a analisa-lo. Apenas a titulo de esclarecimento, a declaração de ineonStitucionaliclacie pelo Supremo Tribunal Federal da exigência de deposito prévio, no valor mínimo de 1 .30% da exigência fiscal, como condição para seguimento do recurso voluntário, deu ensejo à edição dr(StiMula :Vinculante n " 21, DOU de 10/11/2009, tomando prejudicada a verificação da manutenção da decisão judicial proferida em favor do contribuinte. 1: Inicialmente, quanto aos aspectos preliminares, revela-se Metocável a decisão da 1 a toridade julgadora., Depreende-se dos elementos contidos nos autos que a Fiscalização agiu em estrita H. c nformidade com a legislação de regência, tendo cumprido todas as exigências legais na verificação e 1,,.. a uragao dos tributos devidos. Tanto 6 assim que em momento algum a Recorrente contradiz a alegação fiscal de não ter recolhido aos cofies previdenciarios os tributos devidos. Limita-se a afirmar que "desde o mês de 11!1: otttubro/2002, ante as medidas adotadas pelos poderes constituídos que a impugnante teve uma poi reduçclo drástica no seu . filturamento de aproximadamente 50% (cinqüenta) por cento", o que teria iniPessibilitado o imediato cumprimento de sua obrigações tributárias, 111 Com a devida vênia, a obrigatoriedade de recolhimento das contribuições p eviclenciárias pela empresa está prevista em lei e não pode, sob qualquer cincusntância econômica ou ti4nceira,Iser descumprida pelo contribuinte. Veja, a respeito, o que estabelecia o art. 30, incisos 11, a inea "b", da Lei n" 8.212/91, corn a redação vigente à época, in verbis: , "Art 30 /I al recadagii0 e o recolhimento das contribuições ou de outras- impothincias devidas a Seguridade Social obedecem n às seguintes normas - (Redayio dada pela Lei n° 8.620, de 5 I 93) E o relatório. - a cryi esa é obrigada 4 i I ; rpm .so n" 35232 000338/2007-05 82-T E03 córdiio n 2803-00.027 r I 3 b) recolher o produto arrecadado na forma da alinea anterior, a contribuição a que se refere o inciso IV do art. 22, assint como as contribuicões a seu cargo incidentes sobre as remuneracões pagas devidas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empretzados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuals a seu servico, até o dia dois do Inds seguinte ao da competência, "(Original sem grifbs) ,I111 Não 11á dúvidas, pois, de que o fato de a Recorrente ter atravessado uni momento de alse enconômico-financeira não a desobriga do recolhimento das contribuições previdenciárias devidas Seguridade Social. , No que diz respeito ao questionamento dos acréscimos legais, também não restam dúvidas delque a atuação fiscal baseou-se nos preceitos legais que regulamentam a matéria. A exigência de juros SELIC e da multa de mora, nas hipóteses de recolhimento a destempo de contribuições previdencidrias, encontra-se prevista no art, 34 da Lei n" 8,212/91, que assim eStabeleee: 11 "Art. 34. As contribuições sociais e outras importáncias arrecadadas pelo INSS, inch/das ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes a taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia — SEL1C, a que se refere o art 13 da Lei n" 9.065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e 'indict de mot a, todos de caráter irrelevcivel." No mesmo sentido, o Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo 3,048/99, preceitua, ern seu art 239: 1I "Art, 239. As contribuições sociais e outras importâncias an ecadachts pelo Instituto Nacional do Seguro Social, incluídas ou não ern notificação .fiscal de lançamento de débito, pagas com atraco, objeto ou não de parcelamento, cam sitiellas a: II - faros de mora, de caráter irrelevavet, incidentes sob, e o valor atualizado, equivalentes a: a) um por cento no ntés de vencimento b) tam referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia nos meses interntediário.s e c) um pot cento no mds do pagamento", Decreto n° Como se depreende do exposto, a exigência de juros e multa moratoria incidente s bre as Contribuições previdenciárias em atraso é decorrente de lei, e não node o Fisco Previdenciário furtar-se de sua obrigação de aplicar a lei, já que o ato administrativo de lançamento é totalmente vifnculado a norma. A cobrança os referidos acréscimos legais, assim, tem previsão legal que ampara sua exigência e, portanto, sua aplicação obedece ao principio da legalidade, essencial ao funcionamento da Administração Pública, Também quanta aos pedidos de relevação ou atenuação da multa de mora, não assiste zão à Recorrente. I [ .1 :I em seu art., 291, § 2", que a multa não poderá ser ielevada nos casos em que decorrer de falta ou j O Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n° 1048/99, estabelece, insuficiência derecolhimento tempestivo de contribuições. Nesse mesmo sentido, o art 239 do diploma 14a1 em comento, ao tratar dos acréscimos legais aplicáveis no recolhimento tardio de tributos, prevê o caráter in eleVável da multa de mora: "Art 239. /IN contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo Instiluto Nacional do Seguro Social, incluidas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas a: 11 11 ) III- maim vai iável, de caráter irrelevável, . ." Logo, pelas razões trazidas aos autos, não se pode admitir a relevação da multa, tal corno pleiteado pelo contribuinte, I Por tim, no que diz respeito ao pagamento das contribuições previdencidrias relativas , 1 as Meses de junho e julho de 2003, realizado a destempo pelo contribuinte, merece considerações a decisão proferida pela autoridade julgadora. Corno se verifica As fls. 98, o fundamento para o iiidOrimento do pedido de aproveitamento das guias pagas para a redução do débito lançado nos .. presentes autos diz respeito ao fato de o recolhimento ter se dado após a constituição do crédito ti ibiltário. Veja-se: ,11 . Ora, os recolhimentos realizados após a constituição do crédito tributário devem ser H a )r veitados pela autoridade fiscal, se er vinculados a NELD a que se refiram. O fato de os referidos pigamentos terem sido realizados em data posterior ao vencimento do tributo é hielevante . e não pode set. rgilido; por si só, coma causa ao indeferimento da pretensão do contribuinte . Tanto é assim que o próprio Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo ereto n"1 1048/99, prevê a incidência de acréscimos legais como multa, juros e atualização monetária Para as contribuições pagas com atraso, mesmo para pagamentos realizados após a notificação fiscal de Ian arnentO do débito. E o que dispõe o art. 239: 1 ' 11 '1 ! "Já as guias apresentadas em cópias as fls. 89/90, referentes às competências 07 e 06/2003, não são aproveitadas na presente Notificaçiio, porque erroneamente recolhidas ern data posterior á constituição do crédito. Uma vez consolidada a Notifica cão, não é niais pa; ti»ente o recolhimento de GPS em atraso para competências envolvidas no credito previdenciário abarcado pelo documento lavrado. Dessa fbrina, não existem pagamentos não considei ado.s que possuam o condão de cdterar o valor lavrado pela presente Notificação " "Art 239 As contribuições sociais e outras imporkincias arrecadadas pelo his titulo Nacional do Seguro Social, incluidas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas coin atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas. a. 1 - atualização monetária, quando exigida pela legislação c/c regência, Ii - pays de mora, de caráter irrelevcivel, incidentes sobre o valor atualicado, equivalentes a. a) um poi cent° no »1(„3,5 do vencimento; b) taxa relei encial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia nos meses intermedicii ias; e c) um pot cento no mds do pagamento, e 111 - multa variável, de ccnóter nrelevcivel, nos seguintes percentuais, para fatos geradoi es ocori idos a partir de 28 de novembro de 1999 . sl■;■ .1( roce so n° 5232 000338/2007-05 82-TE03 At rdlio n 0 2803-00,027 Fl 4 b) para pagamento de obrigação incluída em notificação fiscal de lançamento: 1. vinte e quatro por cento, até quinze dias do recebimento da notificação (Redação dada pelo Decreto n"3.265, de 29/11/1999) 2 trinta por cento, após o décimo quinto dia do recebimento da notificação(Redação dada pelo Decreto n" 3 265, de 29/11/1999) 3 quarenta por cento, após apresentação de recurso desde que antecedido de defesa, sendo ambos tempestivos, até quinze dias da ciência da decisão do Conselho cie Recursos- da Previdência Social, ou (Redação dada pelo Decreton".3 26.5, de 29/11/1999) 4. cinqüenta por cento, após o décimo quinto dia da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social, enquanto não inscrita em Dívida Ativa; (Redação dada pet() Decreto n" 3.265, de 29/11/1999)" Ha que se esclarecer, contudo, que muito embora a decisão de primeira instância não tenha fundamentado o indeferimento do pedido do contribuinte corretamente, os recolhimentos efetuados após a constituição do crédito tributário devem observar procedimento especifico, o que não • •tr. ocorieu. Não pode o contribuinte recolher espontaneamente o tributo, devendo as guias de recolhimento ..• ser fornecidas pela Delegacia da Receita Federal de sua circunscrição. O código de receita sera • o especifico e o pagamento deverá, necessariamente, estar vinculado ao DEBCAD a que se iefere. • .1 Na hipótese dos autos, o contribuinte efetuou o recolhimento com o código incorreto e sem qualquer identificação do pagamento, descumprindo alegislação de iegência. t!I Todavia, cumpre ressaltar que, corn a edição da Medida Provisória n° 449, de 03 de d zembro de art.L35 da Lei • ' i( 2008, posteriormente convertida na Lei n° 11.941, de 27 de maio de 2009, a redação do n° 8.212/91, acirna transcrito, foi substancialmente alterada, ficando assim redigida: •i "Art. 35. Os débitos coin a Unido decorrentes das coin, ibuições sociais • previstas nas alíneas a, b e c do parógrcifb Mile° do cat. 11 fiesta Lei, das contribuições institiddas ci titulo de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outlay entidades e fluidos, ncio pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de Mora, nos lemmas do art. 61 da Lei no 9 430, de 27 de dezembro de 1996 (Redação dada pela Lei n" 11 941, de 27 de maio de 2009)" I , c,) quando lhe comine penalidade mows severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática." (a/ 7 I I I ,! • Como se depreende das disposições legais acima colacionadas, o novo reg,ramento trazido pela Lei n° 11,941/2009 contem penalidades mais benéficas aos contribuintes, na medida em que limita' a multa aplicável a 20% (vinte por cento). Por essa razão, e considerando a retroatividade brenigna prevista pelo art. 106, II, c, do Código Tributário Nacional, resta clam que a penalidade iiiPosta pela autoridade fiscal nos presentes autos deve ser adequada ao que estabelece a novel legislação 'de regência, desde que demonstrado que a multa poderá ser reduzida no caso concreto dos it;t6s. E o que dispõe o referido artigo: "Art.. 106. A lei aplica-se a ato onfino pretérito; tratando-se de ato não definitivamente julgado: ODE OLIV - Redator designado Esse é inclusive o posicionamento que tern sido adotado pela Camara Superior de I r os Fiscais para casos análogos ao presente: "NORMAS PROCESSUAIS - RETROATIVIDADE BENÉFICA DE LEI. A 'milt(' de oficio deve set reduzida, de oficio, quando Lei posterior trouxer percentual mais Taw, avel ao sujeito passivo, Recurso Especial provido em parte," (Acórdão n" : CSRF/02 - 02.082, Processo n°: 108800 I 6118/94-44, Recurso n°: 201-101662, Relator: Conselheiro HENRIQUE PINHEIRO TORRES) "MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO SOBRE OPERAÇÕES 1MOBILIÁRIAS RETROATIVIDADE BENIGNA. LEI N" 10,865, DE 2004 :Aplica-se o novo diploma legal que C0171ille penalidade ao sujeito passivo da obrigação 1".tributdria menos gravosa ou severa que a prevista em lei ao tempo da preitica da infiação apurada ent procedimento de fiscalização quando o ato ou . fato pret&ito não foi H definitivamente julgado, "ex-vi" do disposto no Art. 106, inciso II, letra "c" da Lei n.° 5,17 1 , de 25,10.1996 - Código Tributário Nacional." (ACÓRDÃO CSRF/04 -00.246, - .,I Recurso IV 104-131127, Processo n°: 10980.006526/2001-50, Relator: Conselheiro JOSE RIBAMAR BARROS PENHA) CONCLUSÃO: Ante o exposto, conheço do recurso e no merit°. DOU PARCIAL PROVIMENTO, par Imanter o credito tributário em sua integralidade, reduzindo, contudo, a multa aplicada ao -en tua1previsto no art. 35 da Lei n° 8.212/91, com a atual redação dada pela Lei n° 11.941/2008. ) como voto. CARP OVR9WY)olig4i ii i-oLL LINA SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE:— Relatora " 11 1 , Voto Vencedor Conseil-low LIVEIRA, Redator designado I, Nos presentes autos a divergência circunscreve-se exclusivamente sobre o I 1 tatq' de se declai ar de oficio a redução da multa nos termos do artigo 35 da Lei 8.212/91, na redação da Lei 11.941/2009, entendendo este Conselheiro e os que o acompanharam que tal 9taçao seria despicienda, urna vez que os órgilos de execução das DIU s devem obediência ao principio (Iry legalidade, insculpido no artigo 37, caput, da CF/88, como qualquer outro órgão da fkdnliniStração Pública, bem como porque tais órgãos devem se submeter a aplicação das Por an a Conjunta PGFN/RF13 N° 14/2009. Desta forma, entendemos por manter o credito tributário em sua intgálidade e no m Ito Negar PrcLIAmento o recurso, haja vista que cabe aos órgãos de execução nas DRF' ticio, de-guar o crédito ao que fete minado pela lei. 1; 1 ,[
score : 1.0
Numero do processo: 10314.010755/2005-55
Data da sessão: Thu Dec 03 00:00:00 UTC 2009
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador: 10/10/2003
APRESENTAÇÃO DE CNDs POR OCASIÃO DO DESPACHO ADUANEIRO DE MERCADORIA BENEFICIADA POR ISENÇÃO / REDUÇÃO DE CARÁTER SUBJETIVO OU MISTO. DESNECESSIDADE.
Deve ser afastada a exigência de nova certidão negativa de débito no momento do despacho aduaneiro da mercadoria se a comprovação de quitação de tributos federais já fora apresentada quando da concessão do beneficio pleiteado pelo contribuinte.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
Numero da decisão: 3102-000.384
Decisão: ACORDAM os membros da 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Terceira
Seção de Julgamento, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do redator. Vencidos os Conselheiros Ricardo Paulo Rosa (Relator) e Mércia Helena
Trajano D'Amorim. Designado para redigir o voto o Conselheiro Luciano Lopes de Almeida.
Matéria: II/IE/IPI- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: RICARDO PAULO ROSA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : II/IE/IPI- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Sat Nov 19 09:00:15 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200912
ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 10/10/2003 APRESENTAÇÃO DE CNDs POR OCASIÃO DO DESPACHO ADUANEIRO DE MERCADORIA BENEFICIADA POR ISENÇÃO / REDUÇÃO DE CARÁTER SUBJETIVO OU MISTO. DESNECESSIDADE. Deve ser afastada a exigência de nova certidão negativa de débito no momento do despacho aduaneiro da mercadoria se a comprovação de quitação de tributos federais já fora apresentada quando da concessão do beneficio pleiteado pelo contribuinte. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
numero_processo_s : 10314.010755/2005-55
conteudo_id_s : 5410352
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Nov 10 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3102-000.384
nome_arquivo_s : Decisao_10314010755200555.pdf
nome_relator_s : RICARDO PAULO ROSA
nome_arquivo_pdf_s : 10314010755200555_5410352.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do redator. Vencidos os Conselheiros Ricardo Paulo Rosa (Relator) e Mércia Helena Trajano D'Amorim. Designado para redigir o voto o Conselheiro Luciano Lopes de Almeida.
dt_sessao_tdt : Thu Dec 03 00:00:00 UTC 2009
id : 5770310
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:31:05 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045072867328
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-03-29T19:12:38Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-03-29T19:12:36Z; Last-Modified: 2010-03-29T19:12:38Z; dcterms:modified: 2010-03-29T19:12:38Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-03-29T19:12:38Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-03-29T19:12:38Z; meta:save-date: 2010-03-29T19:12:38Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-03-29T19:12:38Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-03-29T19:12:36Z; created: 2010-03-29T19:12:36Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; Creation-Date: 2010-03-29T19:12:36Z; pdf:charsPerPage: 1567; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-03-29T19:12:36Z | Conteúdo => S3-CIT2 Fl. 166 ',--=-24L-4- MINISTÉRIO DA FAZENDA • ,nzirtri •.,f CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS, "fr •-z.v1 i' ' • TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10314.010755/2005-55 Recurso n° 141.214 Voluntário Acórdão n° 3102-00.384 — P Câmara I 2' Turma Ordinária Sessão de 03 de dezembro de 2009 Matéria RESTITUIÇÃO DO IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO Recorrente SIEMENS VDO AUTOMOTIVE LTDA. Recorrida DRJ-SÃO PAULO/SP ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 10/10/2003 APRESENTAÇÃO DE CNDs POR OCASIÃO DO DESPACHO ADUANEIRO DE MERCADORIA BENEFICIADA POR ISENÇÃO / REDUÇÃO DE CARÁTER SUBJETIVO OU MISTO. DESNECESSIDADE. Deve ser afastada a exigência de nova certidão negativa de débito no momento do despacho aduaneiro da mercadoria se a comprovação de quitação de tributos federais já fora apresentada quando da concessão do beneficio pleiteado pelo contribuinte. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da P Câmara / r Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do redator. Vencidos os Conselheiros Ricardo Paulo Rosa (Relator) e Mércia Helena Trajano D'Amorim. Designado para redigir o voto o Conselheiro Luciano Lopes de Almeida. JUDITH D e JIA4 ii• , • C* B ES ANDO - Presidente , LUCIANO LOPES5,/ ALMEIDA - Redator - I Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros, Mércia Helena Trajano D'Amorim, Luciano Lopes de Almeida, Ricardo Paulo Rosa, Marcelo Ribeiro Nogueira e Rosa Maria de Jesus Costa de Castro. 1 Processo n° 10314.010755/2005-55 S3-C112 Acórdão n.° 3102-00384 Fl. 167 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório que embasou a decisão de primeira instância, que passo a transcrever. Trata o presente processo de pedido de restituição de Imposto de Importação alegadamente recolhido a maior, pago através de débito automático em conta-corrente bancária na data do registro da DI n° 03/0877228-2, em 10/10/2003 (fls. 6/9). Segue-se um breve histórico dos fatos, conforme documentos nos autos. Alega o interessado ter direito ao beneficio fiscal concedido pelo art. 5 0 das Medidas Provisórias es. 1939-24 (de 06/01/00), 2068-37 (de 27/12/00) e 2068-38 (de 25/01/01), convertidas em Lei n°10.182, de 12 de fevereiro de 2001. Tal beneficio consiste na redução de 40 % (quarenta por cento) do imposto de importação, para empresas devidamente habilitadas quanto ao mesmo no Sistema Integrado de Comércio Exterior - SISCOMEX, referindo-se especificamente à importação de partes, peças, componentes, conjuntos e subconjuntos, acabados e semi-acabados, e pneumáticos, destinadas aos processos produtivos das empresas e dos fabricantes de produtos relacionados no art. 5°, § 1° - Ia X (veículos leves: automóveis e comerciais leves, ônibus, caminhões, etc).. Em 10/10/2003 submeteu a despacho aduaneiro mercadorias beneficiárias da mencionada redução, pela Declaração de Importação n° 03/0877228-2, tendo deixado de pleitear o beneficio em questão, e recolhido integralmente o Imposto de Importação. Em 23/11/2005, por requerimento de fls. I, pleiteou a restituição do valor que entende recolhido a maior, no total de R$ 6670,94 (seis mil, seiscentos e setenta reais e noventa e quatro centavos), Pedido de Restituição de fls. 2 e Pedido de Cancelamento de Declaração de Importação e Reconhecimento de Direito Creditório de fis. 3/4. Anexou as fls. 22 documento comprobatório fornecido pelo DECEX, segundo o qual a empresa está habilitada a fruir o beneficio da Lei 10.182/2001 desde 12/02/2001.. O processo tramitou pela Inspetoria da Receita Federal em São Paulo — (IRF-SP), e em 25/11/2005 foi encaminhado para revisão aduaneira e eventual retificação de Declaração de Importação. Em 02/01/2006 foi proferido despacho indeferindo a retificação da Declaração de Importação, sob as seguintes alegações (v. fis. 37/39): 1 - O requerente teria recolhido integralmente o Imposto de Importação por ocasião do despacho aduaneiro, por ter espontaneamente renunciado ao beneficio da Lei 10.182/2001; agora estaria tentando obter os beneficias previstos naquela 2 Processo n°10314010755/2005-55 83-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.384 Fl. 168 norma legal, sem apresentar autorização formal do DECEX para tal. 2 - Que o momento oportuno para pleitear a redução do II seria na data do registro da Declaração de Importação (data do fato gerador), e não posteriortnente, como ocorreu, inexistindo amparo legal para atendimento do pedido. Da decisão denegatória do pleito foi dada ciência ao interessado em 10/01/2006 — (fls. 39-v). Ciente do teor da decisão e inconformado com a mesma, o requerente apresentou arrazoado de fls. 42/59, em 09/02/2006 (trinta dias após a ciência), que denominou como "manifestação de inconformidade". • Em 03/03/2006 (lls. 89), foi proferido despacho no sentido de desconhecimento do recurso administrativo acima, por extemporâneo. No entender da equipe que analisara o pleito, a Lei 9.784/99 regeria o tema discutido, o que implicaria, conforme o disposto em seu artigo 59, em um prazo de 10 dias para interposição de recurso administrativo. Ao recorrer 30 (trinta) dias após a ciência do despacho denegatório, tê-lo-ia feito intempestivamente. O requerente apresentou novo recurso administrativo (fis. 91/103), desta feita contra a decisão que não conheceu a manifestação de inconformidade anteriormente apresentada, e o indeferimento foi mantido (lis. 106). Diante do exposto, o requerente impetrou Mandado de Segurança contra Inspetor da Inspetoria da Receita Federal em São Paulo, de n° 2006.61.00.019155-6 (Justiça Federal / SP — 2? Vara Cível de São Paulo) , tendo-lhe sido concedida liminar (fls. 110/111), reconhecendo ao impetrante o direito de apresentar seus recursos na forma e nos prazos previstos no Decreto n° 70.235/72, e determinando à autoridade impetrada que receba e processe regularmente a Manifestação de Inconformidade apresentada em 09/02/2006 (fls. 42/59), nos autos do presente processo Analisando-se a Manifestação de Inconformidade de fls. 42/59, constata-se que ião os seguintes os principais argumentos do recorrente: 1 - Alega ter-se habilitado junto ao SISCOMEX para fruição dos benefícios da Lei 10.182/2001, conforme documento de fls. 22. Para tal, uma das condições era a comprovação de regularidade com o pagamento de todos os tributos e contribuições sociais federais, tendo apresentado ao DECEX todas as CNDs (Certidões negativas de Débitos para com a Receita Federal). Com esse argumento o interessado refuta a alegação, para indeferimento da retificação da DI, de que não teria autorização formal da DECEX para usufruir do beneficio da Lei 10182/2001. 3 Processo n° 10314.010755/2005-55 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00384 Fl. 169 2 - Posteriormente, com fundamento no art. 60, da Lei 9.069/95, a requerente foi compelida à apresentação de CND a cada importação, visando demonstrar sua regularidade com o pagamento de todos os tributos e contribuições sociais federais. Assim nos períodos nos quais se encontrava impossibilitada de apresentar a competente CND segundo suas palavras às /Is. 48 e 49, acabava não usufruindo o beneficio fiscal da Lei 10.182/01, para o qual já se encontrava habilitada. "Diante do cenário exposto, o II referente à importação registrada na DI 03/0877228-2 foi integralmente recolhido, ou seja, a requerente não se valeu do beneficio fiscal de redução do imposto do qual era detentora por estar, reiteradamente, sendo compelida a apresentar a respectiva CND e, naquele momento encontrar-se impossibilitada de apresentá-la." (fls. 48 e 49). Com tal argumento, o interessado refuta a hipótese de ter renunciado espontaneamente ao beneficio da Lei 10.182/2001. 3 - Menciona a título de jurisprudência a Solução de Consulta SRF n°10, de 04 de junho de 2003, referente à Lei n° 8.032, de 12 de abril de 1990 e ementas de dois julgados do Superior Tribunal de Justiça (Recurso Especial n° 413.934 e Recurso Especial n° 434.621) , ambos relacionados ao regime aduaneiro de "drawback". Argumenta que o caso ora discutido guarda correlação com os tratados na jurisprudência mencionada. 4 - Alega que na Lei 10.182/2001 não há previsão para apresentação de CNDs (Certidões negativas de Débitos para com a Receita Federal) a cada despacho. 5 - Coloca que à época do fato gerador já havia cumprido todos os requisitos e condições exigidos legalmente para usufruir a redução de caráter especial, e pagou indevidamente o imposto integraL Menciona o art. 109, ff1, do Regulamento Aduaneiro (Decreto 4.543/2001), para comprovar que caberá redução total ou parcial do imposto pago indevidamente, em diversos casos, entre os quais: "... 111 - verificação de que o contribuinte , à época do fato gerador, era beneficiário de isenção ou de redução concedida em caráter geral, ou já havia preenchido as condições e requisitos exigíveis para concessão de isenção ou de redução de caráter especial (Lei 5.172/66, art. 144)". Com tal alegação o recorrente refuta o argumento de que o único momento para solicitação de reconhecimento do beneficio seria a data do fato gerador, e que inexiste amparo legal a seu pleito. Em atendimento ao determinado pelo Judiciário, e antes do encaminhamento da Manifestação de Inconformidade de fls. 42/59 a esta Delegacia de Julgamento, foi elaborado resumo dos fatos às fls. 116/118 (para fins de saneamento dos trâmites do processo), colocando-se que o fulcro da questão a ser examinada refere-se às admissibilidade da exigência da CND a cada desembaraço de mercadorias importadas ao amparo de beneficio fiscal. A conclusão é no sentido de que a não disponibilidade da CND da data de desembaraço da Dl impede a fruição do beneficio pretendido e, por conseqüência o 4 Processo n° 10314.010755/2005-55 83-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.384 Fl. 170 deferimento do pedido de retificação da Declaração de Importação. A seguir é elaborado despacho decisório relativo ao Pedido de retificação de Declaração de Importação e de restituição de Imposto de Importação (reconhecimento do direito creditório), constando na ementa tratar-se de pleito improcedente, pelo não atendimento de todas as condições legais no momento da ocorrência do fato gerador do imposto, tudo conforme C77% art. 179 e Lei n°9.069/95. art; 60, e Decreto 4.543/2001, art. 109 (Regulamento Aduaneiro)— v. fis. 119/122. Resumindo-se os fatos, o indeferimento do pleito quanto à retificação da DI e do reconhecimento do direito creditório prendeu-se basicamente à não apresentação das CNDs (Certidões Negativas de Débito) à época do fato gerador, e a Manifestação de Inconformidade de fls. 42/59 também foca o mesmo assunto, ou seja, a pretendida inadmissibilidade de exigência de CNDs (Certidões Negativas de Débito) a cada despacho aduaneiro de importação onde seja pleiteado beneficio de redução ou isenção de tributo. Assim a Delegacia da Receita Federal de Julgamento sintetizou sua decisão na ementa correspondente. Assunto: Nortnas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 10/10/2003 Ementa PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DE IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. ALEGAÇÃO DE RECOLHIMENTO A MAIOR POR NÃO UTILIZAÇÃO DA REDUÇÃO PREVISTA NA LEI 10.182/2001 (REGIME AUTOMOTIVO). NÃO RECONHECIDO O DIREITO CREDITORIO TENDO EM VISTA A NÃO COMPROVAÇÃO DE REGULARIDADE QUANDO AOS TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES FEDERAIS À ÉPOCA DO FATO GERADOR. Conforme art. 165 da Lei n°5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional), cabe restituição de tributos recolhidos indevidamente ou a maior que o devido. Não caracterizado o recolhimento como indevido ou a maior que o devido, não cabe a restituição do mesmo ao sujeito passivo. APRESENTAÇÃO DE CNDs POR OCASIÃO DO DESPACHO ADUANEIRO DE MERCADORIA BENEFICIADA POR ISENÇÃO/REDUÇÃO DE CARÁTER SUBJETIVO OU MISTO. A concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo ou beneficio fiscal de caráter subjetivo (vinculado à qualidade do importador) ou misto (vinculado tanto à qualidade e destinação da mercadoria quanto à qualidade do importador), relativos a tributos e contribuições administrados pela Receita Federal fica condicionada à comprovação pelo contribuinte, pessoa fisica ou Processo n° 10314.010755/2005-55 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00384 FI. 171 jurídica, da quitação de tributos e contribuições federais, sendo cabível a aplicação ao caso do disposto no artigo 60 da Lei n° 9.069, de 29 de junho de 1995. A recorrente reproduz em sede de recurso os mesmos argumentos apresentados quando da manifestação de inconformidade. É o relatório. 6 Processo n°10314.010755/2005-55 53-C1T2 Acórdão n.° 3102-00384 Fl. 172 Voto Vencido Conselheiro RICARDO PAULO ROSA, Relator. Preenchidos os requisitos de admissibilidade, tomo conhecimento do Recurso. A presente lide cinge-se à possibilidade de que o contribuinte usufrua da redução do imposto de importação própria do Regime Automotivo, independentemente da apresentação da Certidão Negativa de Débitos - CND por ocasião do registro das importações correspondentes. Todas as demais questões estão pacificadas. Essa exigência está expressa no artigo 60 da Lei 9.069/95. Art. 60. A concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo ou beneficio fiscal, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal fica condicionada à comprovação pelo contribuinte, pessoa física ou jurídica, da quitação de tributos e contribuições federais. Segundo entende a recorrente, a administração não pode fazer uma exigência não especificada na legislação própria do Regime, que determinava a apresentação da CND apenas no momento da habilitação da empresa no Siscomex. Uma vez habilitada, estaria apta à fruição do beneficio, para o que não é exigida a apresentação da CND, sendo esta vinculada à concessão do mesmo, que, tudo segundo entende, ocorreu quando de sua habilitação no Siscomex. Por outro lado, sustenta que a lei mais específica, no caso a Lei 10.182/01, deve prevalecer ante uma Lei mais genérica, a 9.069/95. Não assiste razão à recorrente. Além de tudo o que até aqui foi dito, cabe acrescentar o disposto no Código Tributário Nacional a respeito do processo de concessão de beneficio fiscal. Art. 179. A isenção, quando não concedida em caráter geral, ê efetivada, em cada caso, por despacho da autoridade administrativa, em requerimento com o qual o interessado faca prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei ou contrato para concessão. (grifos meus) § 1° Tratando-se de tributo lançado por período certo de tempo, o despacho referido neste artigo será renovado antes da expiração de cada período, cessando automaticamente os seus efeitos a partir do primeiro dia do periodo para o qual o interessado deixar de promover a continuidade do reconhecimento da isenção. § 20 O despacho referido neste artigo não gera direito adquirido, aplicando-se, quando cabível, o disposto no artigo 155. 7 Processo n°10314.010755/2005-55 S3-C1T2 Acórdão n." 3102-00384 E. 173 Depreende-se do texto que (i) a isenção é efetivada por despacho da autoridade administrativa, em cada caso, e não, como advoga a recorrente, por meio da habilitação ao Regime e (ii) que cabe ao interessado fazer prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei ou contrato para concessão da isenção. Uma das condições definidas em lei é justamente a apresentação da Certidão Negativa de Débitos, sendo, conforme estabelecido no Código Tributário Nacional, de responsabilidade do contribuinte a adoção de tal providência, para que, somente depois de atestado o preenchimento das condições e dos requisitos, a autoridade administrativa efetive a isenção prevista em lei. Também não se trata de aplicação de lei mais específica. As duas leis não estão em contradição, complementam-se. Esse princípio seria oponível se a Lei 10.182/01 expressamente dispensasse a apresentação da CND, o que não é o caso. Finalmente, no que diz respeito ao disposto no artigo 37 da lei 9.784/99, deve-se esclarecer que esse, sim, trata-se de um comando genérico, aplicável às situações que não dispõe de regulamentação própria, conforme ressalvado na própria Lei 9.784/99, artigo 69. Art. 37. Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes na própria Administração responsável pelo processo ou em outro órgão administrativo, o órgão competente para a instrução proverá, de oficio, à obtenção dos documentos ou das respectivas cópias. Art. 69. Os processos administrativos específicos continuarão a reger-se por lei própria, aplicando-se-lhes apenas subsidiariamente os preceitos desta Lei. Conforme determinado na Lei 9.069/95 e no Código Tributário Nacional, cabe ao contribuinte interessado fazer prova do preenchimento das condições e requisitos definidos em lei para concessão do beneficio fiscal. Ante o exposto, VOTO POR NEGAR provimento ao recurso voluntário apresentado pela recorrente. Sala das Sessões, em 03 de dezembro de 2009 RICARDO PAULO ROSA - Relator Processo n° 10314.01075512005-55 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.384 Fl. 174 Voto Vencedor Conselheiro LUCIANO LOPES DE ALMEIDA, Redator Como vemos, o processo debate a necessidade de exigência de certidão de regularidade fiscal para fins de fruição de beneficio fiscal. Com a devida vênia ao entendimento do Ilustre Relator, entendo de forma diferente. O artigo 60, da Lei n° 9.069/95, dispõe que: A concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo ou beneficio fiscal, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal fica condicionada à comprovação pelo contribuinte, pessoa física ou jurídica, da quitação de tributos e contribuições federais. (grifo nosso) A questão surge em saber se o Regime Automotivo é uma operação única, em que resta declarado um direito do contribuinte a determinado beneficio fiscal ou se é uma operação bipartida, onde o Fisco pode exigir do contribuinte nova documentação quando das importações realizadas após a referida concessão. Da análise da referida legislação, vemos que a mesma estabelece um momento único para a apresentação da regularidade fiscal, ou na concessão do beneficio ou no seu reconhecimento, não podendo ser adotado em ambos. No presente caso, como a União entendeu por bem exigir a certidão de regularidade fiscal quando da concessão do regime automotivo, resta impedida de o fazer novamente quando da importação realizada. Desta sorte, o artigo 60 da Lei n° 9.069/95, ao contrário do sustentado pela Fazenda Nacional, exige a certidão na concessão ou no reconhecimento do incentivo, vale dizer: em um momento ou em outro e não sob a forma cumulativa. Este entendimento possui pacifica jurisprudência do Superior de Justiça que, ao tratar do drawback, afastou a necessidade de apresentação de nova certidão a cada desembaraço, com vemos: TRIBUTÁRIO. INWORTAÇÃO."DRAWBACK". DESEMBARAÇO ADUANEIRO. CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO. I. "Drawback" é a operação mediante a qual o contribuinte, para fazer jus a incentivos fiscais, importa mercadoria com o compromisso de exportá-la após o beneficiamento. 9 Processo n°10314.010755/2005-55 S3-C1T2 Acórdão a° 3102-00384 Fl. 175 2. É suficiente a apresentação da Certidão Negativa de Débito no momento da concessão do "drawback", sendo incabível condicionar o desembaraço aduaneiro a nova certidão. 3. Recurso especial provido. (REsp 385.634/BA, ReL Ministro João Otávio de Noronha, Segunda Turma, julgado em 21.02.2006, DJ 29.03.2006 p. 133) TRIBUTÁRIO. REGIME DE DRAWBACK. DESEMBARAÇO ADUANEIRO. CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO. ART. 60 DA LEI N° 9.069/95. PRECEDENTES. 1. O conceito de drawback consiste na operação de ingresso de matéria-prima em território nacional com isenção ou suspensão de impostos, para ser reexportada após sofrer beneficiamento. 2. O art. 60 da Lei n°9.069/95 estabelece que "a concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo ou beneficio fiscal, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal fica condicionada à comprovação pelo contribuinte, pessoa física ou jurídica, da quitação de tributos e contribuições federais". 3. Esta Corte preconiza não ser cabível a exigência de nova certidão negativa de débito no momento do desembaraço aduaneiro da respectiva importação de mercadoria, na hipótese em que já tenha sido apresentado o certificado negativo antes da concessão do beneficio por operação no regime de drawback. Precedentes. 4. Recurso especial provido. (REsp 413.934/RS, Rel. Ministro Castro Meira, Segunda Turma, julgado em 16.09.2004, DJ 13.12.2004 p. 278) PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ARTIGO 535, II DO CPC. REGIME DE DRAWBACK. DESEMBARAÇO ADUANEIRO. APRESENTAÇÃO DE CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO. ART. 60, DA LEI N° 9.069/95. PRECEDENTES. 1. Inexiste violação ao artigo 535, II, do CPC, quando o voto condutor dos embargos de declaração enfrenta explicitamente a questão embargaria. 2. Drawback é a operação pela qual a matéria-prima ingressa em território nacional com isenção ou suspensão de impostos, para ser reexportada após sofrer beneficiamento. 3. O Artigo 60 da Lei n° 9.069/95, dispõe que: "a concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo ou beneficio fiscal, io Processo n° 10314.010755/2005-55 83-C1T2 Acórdão n.° 3102-00384 Fl. 176 relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal fica condicionada à comprovação pelo contribuinte, pessoa fisica ou jurídica, da quitação de tributos e contribuições federais." 4. Não é licita a exigência de nova certidão negativa de débito no desembaraço aduaneiro da respectiva importação, se a mesma já foi apresentada antes da concessão do beneficio inerente às operações pelo regime de drawback. 5. Recurso improvido. (REsp 412.806RS, ReL Ministro Luiz Fia, Primeira Turma, julgado em 15.08.2002, DJ 23.09.2002 p. 249) TRIBUTÁRIO. REGIME DE DRAWBACK DESEMBARAÇO ADUANEIRO. DESCABIMENTO DE APRESENTAÇÃO DE CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO. ART. 60, DA LEI N° 9.069/95. PRECEDENTES. I. Recurso Especial interposto contra v. Acórdão que entendeu ser legitima a exigência de Certidão Negativa de Débito para que se possa usufruir do beneficio fiscal do regime drawback. 2. O art. 60, da Lei n° 9.069/95, dispõe que "a concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo ou beneficio fiscal, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal fica condicionada à comprovação pelo contribuinte, pessoa física ou jurídica, da quitação de tributos e contribuições federais". 3. Não é licita a exigência de nova certidão negativa de débito no desembaraço aduaneiro da respectiva importação, se já ocorreu a apresentação do certificado negativo antes da concessão do beneficio por operação no regime de drawback. 4.Precedente das l a e 2° Turmas desta Corte Superior. 5.Recurso provido. (REsp 434.621IRS, ReL Ministro José Delgado, Primeira Turma, julgado em 15.08.2002, DJ 23.09.2002 p. 285) Assim, entendo não ser possível a exigência de nova certidão negativa de débito no momento da fruição do regime automotivo, já que a referida certidão já foi exigida quando da concessão daquele beneficio. Neste sentido, inclusive, recentemente o Superior Tribunal de Justiça, ao analisar o REsp 1041237 / SP em 19/11/2009, decidiu de vez a celeuma: PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543-C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. REGIME DE DRAWBACK DESEMBARAÇO ADUANEIRO. CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO (CND). INEJCIGIBILIDADE. ARTIGO 60, DA LEI 9.069/95. 11 Processo n° 10314.010755/2005-55 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00384 Fl. 177 I. Drawback é a operação pela qual a matéria-prima ingressa em território nacional com isenção ou suspensão de impostos, para ser reexportada após sofrer beneficiamento. 2. O artigo 60, da Lei n 9.069/95, dispõe que: "a concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo ou beneficio fiscal, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal fica condicionada à comprovação pelo contribuinte, pessoa fisica ou jurídica, da quitação de tributos e contribuições federais". 3. Destarte, ressoa ilícita a exigência de nova certidão negativa de débito no momento do desembaraço aduaneiro da respectiva importação, se a comprovação de quitação de tributos federais já fora apresentada quando da concessão do beneficio inerente às operações pelo regime de drawback (Precedentes das Turmas de Direito Público: REsp 839.116/BA, Rel. Ministro Luiz Fia, Primeira Turma, julgado em 21.08.2008, DJe 01.10.2008; REsp 859.119/SP, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, julgado em 06.05.2008, DJe 20.05.2008; e REsp 385.634/BA, Rel. Ministro João Otávio de Noronha, Segunda Turma, julgado em 21.02.2006, DJ 29.03.2006). 4. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543-C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (STJ — 1 Seção - REsp 1041237/SP — Rel. Min. Luiz Fux — DJU 19/11/2009) Devemos lembrar, inclusive, que o referido julgamento foi realizado sob a égide do art. 543-C do CPC, o qual determinar que todos os processos que versem sobre o tema (necessidade de exigência de CND para fruição de beneficio fiscal quando já exigida em momento anterior), deverão obrigatoriamente seguir aquela orientação. Assim, até por economia dos recursos da União, urge que o julgamento obedeça àquela sinalização judicial, que, diga-se, entendo seja a mais adequada. Ante o exposto, voto por dar provimento ao recurso voluntário para fins de afastar a nova exigência de certidão de regularidade fiscal, devendo os autos retornar à origem para verificação dos outros requisitos legalmente exigidos.Sala das Sessões, em 03 de dezembro de 2009 Sala das Sessões, - 03 de dezembro de 2009 LUCIANO 1 •à S wE ALMEIDA - edator 12 ffi,• MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO•,'.--,--...- Processo n°: 10314010755/2005-55 Recurso ri.°: 141214 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3° do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n°. 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Primeira Turma da Segunda Câmara da Terceira Sessão, a tomar ciência do Acórdão n.° 3201-00.384. Brasília, 05 de feverei • de 2010 I1 1, , , ) I I, LUIZ HU1VIBER1FO CR F 'RNANDES Chefe da» C1 1, ' • r. • • Terc ira Seção V Ciente, com a observação abaixo: [ ] Apenas com Ciência [ ] Com Recurso Especial [ ] Com Embargos de Declaração Data da ciência: / / Procurador (a) da Fazenda Nacional
score : 1.0
Numero do processo: 35371.000022/2006-30
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Oct 10 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Oct 10 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/05/2005 a 31/05/2005
Ementa: CUSTEIO - AUTO DE INFRAÇÃO – ART. 33, § 2.º DA LEI Nº 8.212/91 C/C ART. 283, II, “j” DO RPS, APROVADO PELO DECRETO Nº 3.048/99.
A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto-de-infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária.
Recurso Negado.
Numero da decisão: 206-00.088
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos: I) em rejeitar a Preliminar de nulidade suscitada; e II) no mérito, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Nov 19 09:00:15 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200710
ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/05/2005 a 31/05/2005 Ementa: CUSTEIO - AUTO DE INFRAÇÃO – ART. 33, § 2.º DA LEI Nº 8.212/91 C/C ART. 283, II, “j” DO RPS, APROVADO PELO DECRETO Nº 3.048/99. A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto-de-infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária. Recurso Negado.
turma_s : Sexta Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Oct 10 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 35371.000022/2006-30
anomes_publicacao_s : 200710
conteudo_id_s : 6701266
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Nov 16 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 206-00.088
nome_arquivo_s : 20600088_141703_35371000022200630_007.PDF
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 35371000022200630_6701266.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos: I) em rejeitar a Preliminar de nulidade suscitada; e II) no mérito, em negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 10 00:00:00 UTC 2007
id : 4840215
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:57 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045081255936
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-05T21:12:13Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-05T21:12:13Z; Last-Modified: 2009-08-05T21:12:13Z; dcterms:modified: 2009-08-05T21:12:13Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-05T21:12:13Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-05T21:12:13Z; meta:save-date: 2009-08-05T21:12:13Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-05T21:12:13Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-05T21:12:13Z; created: 2009-08-05T21:12:13Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2009-08-05T21:12:13Z; pdf:charsPerPage: 1057; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-05T21:12:13Z | Conteúdo => • I MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTR1Bt. "7"ES • CONFERE COM O ORIGINAL 1 lkt CCO2/C06 • Brasiliat_ 04. 1 Fls. 43 Maria de Fá arreda e a) Siape 751683 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES .~5 SEXTA CÂMARA Processo n° 35371.000022/2006-30 Recurso n° 141.703 Voluntário de cddribuIntes Matéria AU0 DE INFRAÇÃO ww-seatodfattãão °fiam drst _01_1 ; r Acórdão n° 206-00.088 aubnce é Sessão de 10 de outubro de 2007 Recorrente JORGE RUBENS TEIXEIRA IRMÃO LTDA Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA - SÃO JOSÉ DOS CAMPOS Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/05/2005 a 31/05/2005 Ementa: CUSTEIO - AUTO DE INFRAÇÃO — ART. 33, § 2.° DA LEI N° 8.212/91 C/C ART. 283, II, "j" DO RPS, APROVADO PELO DECRETO N° 3.048/99. A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto-de-infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária. Recurso Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ;p, MeE-SEGIN:Oa ,coNsri r .o DE CONTRI 13: " CONFERE 03./' (fiGILNA Processo n.° 35371.000022/2006-30 CCOVC06 Acórdão n.° 206-00.088 BratiliL 2 3 (1 , o 9-- Fls. 44 Maria de Fán. re. r-i d CarvalhCf2e 1 4rnb ACORDAM os , XTA7CUARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos: I) em rejeitar a Preliminar de nulidade suscitada; e II) no mérito, em negar provimento ao recurso. itt ELIAS SAMPAIO FREIRE Presidente CLUI) ELAINE CRISTINA MONTEIRGTSILVA VIEIRA Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Bemadete de Oliveira Barros, Daniel Ayres Kalume Reis, Deusa Vieira de Souza e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. _ _ Processo n.° 3537 I .000022/2006-30 ME - SEGUNDO CO' . ' ..0 DE CONTRA. CCO2/C06 • Acórdão n.° 206-00.088 CONFERE ... . 01-RIGINAL Fls. 45 Brasília 2- cal_ cal--°Maria de Fátima errata de Carvalho Relatório Mat. Siape 751683 Trata o presente auto-de-infração, lavrado em desfavor da recorrente, originado em virtude do descumprimento do art. 33, § 2° da Lei n° 8.212/1991 c/c art. 283, II, "j" do RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/1999. Segundo a fiscalização previdenciária, a recorrente deixou de exibir os Livros Diário e Razão do ano base janeiro de 1995 a janeiro de 2005, fl. 05. Contribuinte embora devidamente cientificado não apresentou impugnação, fl. 17. Foi exarada a Decisão-Notificação - DN que confirmou a procedência do lançamento, conforme fls. 18 a 19. • Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso pela notificada, conforme fls. 23 a 27 (numeração do processo encontra-se errada). Em síntese, a recorrente em seu recurso alega o seguinte: O Preliminarmente sustenta que não procedeu a assinatura do Termo de encerramento da ação fiscal, sendo dessa forma nulo o procedimento; O A autuação se deu pela não entrega dos livros: Caixa, Diário, Registro de Empregados, Guia do Recolhimento do FGTS e GFIP; O É claro que foram entregues os documentos solicitados, senão qual seria o embasamento para o auditor proceder aos lançamentos, tendo permanecido na empresa por aproximadamente 30 dias. O Requer seja declarada a nulidade do AI lavrado. Foi determinado retomo dos autos ao auditor autuante, para manifestação acerca dos fatos alegados pelo recorrente, fl. 35. O auditor responsável pela autuação, em atendimento a diligência, emitiu informação fiscal ratificando os termos do relatório fiscal, de que a empresa deixou de apresentar o livro diário/caixa. O procedimento foi realizado de forma parcial, tendo o débito apurado pelo confronto das folhas de pagamento com as GPS e GFIP. A Receita Previdenciária apresenta suas contra-razões à fl. 40 a 42 O órgão previdenciário alega, em síntese: • Confirma as informações contidas no relatório fiscal da infração; • Face a não apresentação dos livros contábeis, foi realizada fiscalização parcial. • Requer, por fim, que seja negado provimento ao recurso interposto, julgando procedente a autuação. É o Relatório. • MF SEGUNDO CONSELHO DE CONTR11,— CONFERE COM O ORIGINAL Processo n.° 35371.000022/2006-30 CCO2/C06 • Acórdão n.° 206-00.088 Brasília. 3 2& Fls. 46 111, Maria de Fatim.'' . arcua de Carvalho Mal. Siape 751683 • Voto Conselheira ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 23 a 27, tendo o contribuinte efetivado necessário depósito recursal, fl.31. Superados os pressupostos, passo ao exame do mérito. DO MÉRITO: Já com relação ao mérito, quanto ao argumento de ser impróprio o auto de infração, eis que a sua lavratura se deu em nítida afronta a disposição legal, frise-se que pela análise dos documentos presentes no presente processo, o procedimento fiscal atendeu todas as determinações legais, quais sejam: O autorização por meio da emissão do Mandato de Procedimento Fiscal — MPF- F, com a competente designação do auditor fiscal responsável pelo cumprimento do procedimento, conforme fls. 08; O intimação para a apresentação dos documentos conforme Termos de Intimação para Apresentação de Documentos — TIAD, fls. 09, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenci ária; O autuação dentro do prazo autorizado pelo referido mandato, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes, conforme demonstrado às fls. 01 a 07. O Emissão do termo de encerramento de ação fiscal — TEAF, fl. 10, encaminhado ao contribuinte quando do encerramento do referido procedimento. Com base nestes fatos, quanto à alegação do recorrente de que o procedimento fiscal encontra-se eivado de nulidade, por não atender aos ditames legais, provocando o cerceamento de defesa, não lhe confiro razão. A fiscalização previdenciária é competente para constituir os créditos tributários decorrentes dos fatos geradores de contribuições previdenciárias, conforme descrito no art. 1° da Lei 11.098/2005: "Art. 1 o Ao Ministério da Previdência Social compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normalizar o recolhimento, em nome do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, das contribuições sociais previstas nas alíneas a bec do parágrafo único do art. 11 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, e das contribuições instituídas a titulo de substituição, bem como as demais atribuições correlatas e ‘dv SEOZVEREWao..biliGDIAL Processo n.° 35371.000022/2006-30 • CCO2JC06• Acórdão o.°206-00.083 Brasilia, da213 Fls. 47 Maria de Fa Fe seira e Can, o Mat. Siape 751683 conseqüentes, inclusive s ao contencioso administrativo fiscal, conforme disposto em regulamento". Ademais, não compete ao auditor fiscal agir de forma discricionária no exercício de suas atribuições. Desta forma, em constatando a ocorrência de infração a dispositivo da legislação previdenciária, cumpri-lhe lavrar de imediato auto-de-infração de forma vinculada. O art. 293 do Decreto n°3.048/99, assim dispõe neste sentido: "Art. 293. Constatada a ocorrência de infração a dispositivo deste Regulamento, a fiscalização do Instituto Nacional do Seguro Social lavrará, de imediato, auto-de-infração com discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, dispositivo legal infringido e a penalidade aplicada e os critérios de sua gradação, indicando local, dia, hora de sua lavratura, observadas as normas fixadas pelos órgãos competentes". No que concerne a fundamentação legal que ensejou a lavratura do presente AI, ão só está disposto, na capa do presente auto de infração, de forma expressa, a fundamentação legal que ensejou sua lavratura, como às fls. 05 e 06 estão descritos de forma sucinta o relatório fiscal da infração e o da multa aplicada. O procedimento adotado pelo AFPS na aplicação do presente auto-de-infração seguiu a legislação previdenciária, conforme fundamentação legal descrita às fls. 01 a 06. Dessa maneira, não tem porque o presente auto-de-infração ser anulado em virtude da ausência de vício formal na elaboração. Foi identificada a infração, havendo subsunção desta ao dispositivo legal infringido. Os fundamentos legais da multa aplicada foram discriminados e aplicados de maneira adequada. Conforme prevê o art. 33, § 2° da Lei n° 8.212/1991, o contribuinte é obrigado a exibir os livros e documentos relacionados com as contribuições previdenciárias, nestas palavras: "Art.33. Ao Instituto Nacional do Seguro Social — INSS compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normalizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11. bem como as contribuições incidentes a título de substituição; e à Secretaria da Receita Federal — SRF compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas d e e do parágrafo único do art. 11, cabendo a ambos os órgãos, na esfera de sua competência, promover a respectiva cobrança e aplicar as sanções previstas legalmente. (Redação dada pela Lei n°10.256, de 9/07/2001). § 2° A empresa, o servidor de órgãos públicos da administração direta e indireta, o segurado da Previdência Social, o serventuário da Justiça, o síndico ou seu representante, o comissário e o liqüidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas nesta Lei". fr MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIEU'ç • CONFERE COM O ORIGINAL Processo n.0 3537 1.000022/2006 -30, • Acórdão n.° 206-00.088 • Brasília. 9 Fls. 48 Maria de Fátu ermita de Mat. Siape 751683 De acordo com o Regulai - • . - s terttela boda!, aprovado pe o Decreto n° 3.048, em seu art. 225, II, § 13, a escrituração pode ser exigida após decorridos 90 (noventa) dias da ocorrência do fato gerador, nestas palavras: • "Art.225. A empresa é também obrigada a: (.). II - lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos; § 13. Os lançamentos de que trata o inciso II do capta, devidamente escriturados nos livros Diário e Razão, serão exigidos pela fiscalização após noventa dias contados da ocorrência dos fatos geradores das contribuições, devendo, obrigatoriamente: 1- atender ao principio contábil do regime de competência; e II - registrar, em contas individualizadas, todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias de forma a identificar, clara e precisamente, as rubricas integrantes e não integrantes do salário-de- contribuição, bem como as contribuições descontadas do segurado, as da empresa e os -totais recolhidos, por estabelecimento da empresa, por obra de construção civil e por tomador de serviços". Assim, a exigência da fiscalização não foi desmedida, pois a solicitação foi realizada no prazo estabelecido na legislação. A Auditora-Fiscal agiu de acordo com a norma aplicável, e não poderia deixar de fazê-lo, uma vez que sua atividade é vinculada. Desse modo, a recorrente praticou a infração, pois a não apresentação da documentação na data estabelecida acarreta a responsabilidade do infrator pela penalidade prevista na legislação previdenciária. Destaca-se que as obrigações acessórias são impostas aos sujeitos passivos como forma de auxiliar e facilitar a ação fiscal. Por meio das obrigações acessórias a fiscalização conseguirá verificar se a obrigação principal foi cumprida. Como é sabido, a obrigação acessória é decorrente da legislação tributária e não apenas da lei em sentido estrito, conforme dispõe o art. 113, § 2° do CTN, nestas palavras: "Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1° A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente. § 2 0 A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. 1 MF -SEGUNDO CONS t ..110 DE CONTR.* -Q CONFERE Ç(' O ORIGINAL Processo n.° 35371.000022/2006-30 CCO2/C06 • Acórdão n.° 206-00.088 Brasília, •23 • / 09" Fls. 49 tat( Maria de ". Ferieira de Carvalho § 3" A obrigação acessória, .42)2141,esjahlitilturi5lighsPrvij4cia. converte-se em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária". A legislação engloba não apenas as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos, mas também as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes, conforme dispõe o art. 96 do CTN. Assim, foi correta a aplicação do auto de infração ao presente caso pelo órgão previdenciário. O relatório fiscal, fls. 04 a 05, indicou de maneira clara e precisa todos os fatos ocorridos, havendo subsunção destes à norma prevista no art. 33, § 2°, da Lei n°8.212/1991. O Auto de Infração sendo aplicado da maneira como foi imposto não se transforma em meio obtuso de • arrecadação, nem possui efeito confiscatório. Na legislação previdenciária, a aplicação de auto de infração não possui a finalidade precípua de arrecadação, o que pode ser demonstrado pela previsão de atenuação ou até mesmo da relevação da multa, neste último caso, o infrator não pagará nenhum valor (art. 291 do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n° 3.048/1999). Os valores aplicados em auto de infração pela omissão justificam-se pelo fato da importância dos esclarecimentos para administração previdenciária. As informações prestadas auxiliarão na fiscalização das contribuições arrecadadas pela Previdência Social. Vale destacar, -ainda, que a responsabilidade pela infração tributária é em regra objetiva, isto é independe de culpa ou dolo. Assim, foi correta a aplicação do auto de infração ao presente caso pelo órgão previdenciário. Desse modo, a autuação deve persistir. CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso para no mérito NEGAR-LHE PROVIMENTO, mantendo o lançamento efetuado. É como voto. Sala das Sessões, em 10 de outubro de 2007. ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA Page 1 _0058500.PDF Page 1 _0058600.PDF Page 1 _0058700.PDF Page 1 _0058800.PDF Page 1 _0058900.PDF Page 1 _0059000.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 35558.001019/2006-55
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Feb 07 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Mon Feb 07 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1996 a 31/01/2006
ARTIGO 33, § 2.º DA LEI N.º 8.212/91 C/C ARTIGO 283, II, “j” DO RPS, APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99 NÃO APRESENTAÇÃO
DOS DOCUMENTOS FISCAIS.
A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS/SRF na administração previdenciária.
PERÍCIA. NECESSIDADE DE CUMPRIMENTO DOS REQUISITOS LEGAIS.
Considerar-se-á não formulado o pedido de perícia que não atenda aos requisitos previstos no artigo 16, inciso IV, c/c §1°, do Decreto n° 70.235/72.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-000.457
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Compareceu a Advogada Dra. Raissa Maia, OAB/DF n.33.142. Ausente momentaneamente o Conselheiro Eduardo de Oliveira.
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
dt_index_tdt : Sat Feb 18 09:00:01 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201102
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1996 a 31/01/2006 ARTIGO 33, § 2.º DA LEI N.º 8.212/91 C/C ARTIGO 283, II, “j” DO RPS, APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99 NÃO APRESENTAÇÃO DOS DOCUMENTOS FISCAIS. A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS/SRF na administração previdenciária. PERÍCIA. NECESSIDADE DE CUMPRIMENTO DOS REQUISITOS LEGAIS. Considerar-se-á não formulado o pedido de perícia que não atenda aos requisitos previstos no artigo 16, inciso IV, c/c §1°, do Decreto n° 70.235/72. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Feb 07 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 35558.001019/2006-55
anomes_publicacao_s : 201102
conteudo_id_s : 6765077
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Feb 13 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 2803-000.457
nome_arquivo_s : 280300457_35558001019200655_201102.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
nome_arquivo_pdf_s : 35558001019200655_6765077.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Compareceu a Advogada Dra. Raissa Maia, OAB/DF n.33.142. Ausente momentaneamente o Conselheiro Eduardo de Oliveira.
dt_sessao_tdt : Mon Feb 07 00:00:00 UTC 2011
id : 4738768
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:42 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045083353088
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1732; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 111 1 110 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 35558.001019/200655 Recurso nº 258.768 Voluntário Acórdão nº 280300.457 – 3ª Turma Especial Sessão de 07 de fevereiro de 2011 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS EM GERAL Recorrente GUARUJA VEÍCULOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1996 a 31/01/2006 ARTIGO 33, § 2.º DA LEI N.º 8.212/91 C/C ARTIGO 283, II, “j” DO RPS, APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99 NÃO APRESENTAÇÃO DOS DOCUMENTOS FISCAIS. A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS/SRF na administração previdenciária. PERÍCIA. NECESSIDADE DE CUMPRIMENTO DOS REQUISITOS LEGAIS. Considerarseá não formulado o pedido de perícia que não atenda aos requisitos previstos no artigo 16, inciso IV, c/c §1°, do Decreto n° 70.235/72. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Compareceu a Advogada Dra. Raissa Maia, OAB/DF n.33.142. Ausente momentaneamente o Conselheiro Eduardo de Oliveira. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente e Relator Fl. 123DF CARF MF Emitido em 12/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/02/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 28/02/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato. Relatório Trata o presente auto de infração, lavrado em desfavor do recorrente, originado em virtude do descumprimento do art. 33, §2°, da Lei n ° 8.212/1991 c/c art. 283, inciso II, alínea “j” do RPS, aprovado pelo Decreto n ° 3.048/1999. Segundo a fiscalização previdenciária, o recorrente deixou de apresentar os documentos apontados no Relatório Fiscal da Infração (fls. 04 a 10). Foi imposta a penalidade devidamente atualizada pela Portaria MPS n° 119, de 18 de abril de 2006, e agravada em face da ocorrência de óbice à ação fiscal, conforme art. 290, inciso IV, c/c art. 292, inciso III, ambos do RPS. Não há autuações anteriores (fls. 31). O contribuinte tomou conhecimento da autuação em 12/05/2006 (fls. 33). Inconformado apresentou impugnação, fls. 39 a 48, acompanhada de anexos. A decisão de primeira instância administrativa fiscal julgou procedente o lançamento, fls. 76 a 86. O recorrente tomou ciência da decisão em 08/10/2007, fls. 88, inconformado interpôs recurso, fls. 91 a 103, em 07/11/2007, alegando em síntese: Preliminarmente é prescindível o depósito recursal de 30% para efeito de recurso; No Mérito o recorrente limitouse a reproduzir os argumentos da impugnação, requerendo a nulidade absoluta da autuação em razão de não ser o mesmo auto de infração que viu ser elaborado. Foi surpreendido, em 12.05.2006, por correspondência com Aviso de Recebimento dentro da qual constava o mesmo AUTO DE INFRAÇÃO de que tomara ciência anteriormente, com as mesmas informações, com o mesmo relatório fiscal de infração, apontando as mesmas supostas irregularidades; só que desta vez, constava dos autos valor completamente distinto do que fora anteriormente apontado, já que neste "novo auto de infração", ao invés de R$22.034,92 (do anterior), informava o montante de R$23.137,66, ou seja, o "novo auto de infração”, apresentado 8 dias depois, já sofrera um acréscimo de R$1.102,74; juntando cópia da nova autuação e aviso de recebimento. Tal ato atenta contra os princípios que regem a administração pública, nos termos do art. 37 da CF/88 e contra os princípios da ampla defesa e contraditório; caso não seja este o entendimento, requer a realização de perícia contábil, pois o indeferimento por falta de indicação dos quesitos e perito mitiga o princípio Constitucional da defesa que deve se sobrepor ao art. 16 do Decreto 70.235/72, para não caracterizar cerceamento da defesa. É o relatório. Fl. 124DF CARF MF Emitido em 12/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/02/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 28/02/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35558.001019/200655 Acórdão n.º 280300.457 S2TE03 Fl. 112 3 Voto Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima, Relator Preliminarmente O depósito prévio no valor mínimo de 30% da exigência fiscal como condição para seguimento do recurso voluntário foi declarado inconstitucional pela Súmula Vinculante do STF n º 21, DOU de 10/11/2009, não sendo mais exigível. No Mérito A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar a fiscalização previdenciária na administração previdenciária. O Auto de Infração foi lavrado em decorrência do contribuinte ter deixado de exibir os documentos e livro relacionados com as contribuições previdenciárias (fl. 01), previstos no art. 33, § 2°, da Lei n ° 8.212/1991, conforme relatório fiscal às folhas 04 a 10. A Multa aplicada está respaldada nos artigos 92 e 102 da Lei n º 8.212/91 c/c art. 283, inciso II, alínea “j”, e art. 373, ambos do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto n º 3.048/99, devidamente atualizada pela Portaria MPS n° 119, de 18 de abril de 2006, e agravada em face da ocorrência de óbice à ação fiscal, art. 290, inciso IV, c/c art. 292, inciso III, ambos do RPS. Os documentos não apresentados foram: a) Livros Diário e Razão dos anos de 1996 à 2005; b) Acordos, Processos Trabalhistas e respectivas GFIPs/GPSs; c) Contratos de Prestação de Serviços sujeitos à Retenção dos 11% na forma da Lei 9.711/98; d) Contratos/Faturas de Cooperativas de Trabalho; e) Relatórios de acidentes do trabalho e controles internos; f) Tabelas de eventos gerada pelo sistema da Folha; g) Folhas de pagamento do estabelecimento matriz das competências: " 04/1996, 12/1996, 06/1997, 12/1997, 07 até 12/2003, 12 e 13/2004 e 12 e 13/2005"; h) Folhas de pagamento da filial 0002: "anos 1999 e 2002 e das competências 01/2003 a 06/2003"; i) Folhas de pagamento da filial 0003:"anos de 1999, 2002 até a competência 06/2003 e 10/2004 em diante"; j) Folhas de pagamento das filiais 0005 e 0006:"anos de 1996 até 1998"; k) GFIPs do estabelecimento matriz da competência 06/2000 até 02/2001, da filial 0002 da competência 01/1999 até 02/2001 e da filial 0003 da competência 02/2000 até 02/2001, e I) por último, nenhuma documentação das filiais 0004 em diante, relacionadas diretamente às contribuições previdenciárias. Portanto, lavrada de acordo os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto e de conformidade com o art. 33 da Lei n º 8.212/91. O contribuinte não informa qual é o auto de infração anteriormente emitido e não junta prova aos autos de suas alegações. Assim sendo, o confronto das informações fica impossibilitado. Ademais, no Termo de Encerramento da Auditoria Fiscal – TEAF emitido quando do encerramento da fiscalização em 28/04/2006 (fls. 17) não consta indício do suposto auto mencionado pelo contribuinte no valor de R$22.034,92 (suposta autuação anterior). Fl. 125DF CARF MF Emitido em 12/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/02/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 28/02/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA 4 Os autos constantes de valores R$23.137,66 são os de numeração 358267927 e 358267919, ambos emitidos em 27/04/2006. O de n º 358267927 (Fundamentação Legal 35) é em decorrência do descumprimento do art. 32, inciso III, da Lei n º 8.212/91 (deixar de prestar informações e esclarecimentos ao INSS/SRF). O de n º 358267919 (Fundamentação Legal 38), que está em comento, é em razão do descumprimento do art. 33, parágrafos 2o, da Lei n º 8.212/91 (deixar de exibir qualquer documento ou livro relacionados com as contribuições previdenciárias). Portanto, autuações distintas com capitulação legal diferentes, não caracterizando duplicidade de autuação sobre um mesmo fato/ocorrência. O auto de infração está datado em 27/04/2006, as 10:00h, com a fundamentação legal, identificação do contribuinte, relatório fiscal contendo as razões e os motivos da autuação (fls. 01 a 32) e com observação de que foi encaminhado via postal (art. 23, inciso II, e parágrafos 2o. e 3o., do Decreto n º 70.235/72, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal no âmbito federal). O contribuinte recepcionou o mesmo em 12/05/2006 por intermédio de Aviso de Recebimento – AR dos correios (fls. 33), apresentando impugnação que foi acatada (fls. 39 a 48). Destarte está devidamente constituído, não havendo violação dos princípios constitucionais que regem a administração pública (art. 37 da CF/88) e da ampla defesa e contraditório. A recorrente não apresentou documentos comprobatórios que justificassem a correção da falta aplicada na autuação fiscal. Não houve cerceamento de defesa, pois o pedido de produção de prova pericial não cumpriu os requisitos necessários pelo requerente. O devido processo legal tributário, disciplinado pelo Decreto nº 70.235/72, disciplina o momento de produção de provas e requerimento de perícia. Todos os elementos de prova devem ser apresentados na impugnação. Considerarseá não formulado o pedido de perícia que não atenda aos requisitos previstos no artigo 16, inciso IV, c/c §1°, do Decreto n° 70.235/72, quais sejam, exposição dos motivos que a justifique, a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, o nome, o endereço e a qualificação profissional perito. Ademais, não há necessidade de perícia para constatar a infração cometida pelo contribuinte que foi “deixar de exibir os documentos e livro relacionados com as contribuições previdenciárias”. Quanto a decadência do direito do Fisco de promover o lançamento relativo a fatos praticados em razão do decurso do prazo de cinco anos, consoante disposição do Código Tributário Nacional – CTN, cumpre observar que a multa imposta pela autoridade fiscal foi aplicada em valor fixo, sendo irrelevante, portanto, que parte da falta apontada tenha sido cometida em período supostamente atingido pela decadência. Por conseguinte, resta prejudicada a análise dos argumentos apresentados a esse título, pois havendo fatos geradores posteriores ao prazo decadencial, deve ser mantida a multa em sua integralidade. Pelo exposto, voto em indeferir o pedido de perícia e negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Fl. 126DF CARF MF Emitido em 12/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/02/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 28/02/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35558.001019/200655 Acórdão n.º 280300.457 S2TE03 Fl. 113 5 Fl. 127DF CARF MF Emitido em 12/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/02/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 28/02/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 10830.007753/2007-10
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 01 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 1999, 2000, 2001, 2002, 2003
COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO
As Seções do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, enquanto órgãos julgadores, são especializadas por matéria, nos termos do Regimento Interno, não devendo ser conhecido recurso voluntário que refuja às respectivas competências. Quando exigências estejam lastreadas em fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ, o julgamento do recurso voluntário de decisão de primeira instância compete à Primeira Seção do CARF.
Numero da decisão: 3803-001.739
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : PIS - ação fiscal (todas)
dt_index_tdt : Sat Nov 26 09:00:15 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201106
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO As Seções do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, enquanto órgãos julgadores, são especializadas por matéria, nos termos do Regimento Interno, não devendo ser conhecido recurso voluntário que refuja às respectivas competências. Quando exigências estejam lastreadas em fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ, o julgamento do recurso voluntário de decisão de primeira instância compete à Primeira Seção do CARF.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
numero_processo_s : 10830.007753/2007-10
conteudo_id_s : 5593248
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 22 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-001.739
nome_arquivo_s : Decisao_10830007753200710.pdf
nome_relator_s : BELCHIOR MELO DE SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 10830007753200710_5593248.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 01 00:00:00 UTC 2011
id : 6393849
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:31:06 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045084401664
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1661; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 259 1 258 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10830.007753/200710 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803001.739 – 3ª Turma Especial Sessão de 01 de junho de 2011 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO Recorrente CANDY COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário: 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO As Seções do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, enquanto órgãos julgadores, são especializadas por matéria, nos termos do Regimento Interno, não devendo ser conhecido recurso voluntário que refuja às respectivas competências. Quando exigências estejam lastreadas em fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ, o julgamento do recurso voluntário de decisão de primeira instância compete à Primeira Seção do CARF. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator. Participaram ainda da sessão de julgamento os conselheiros Alexandre Kern, Hélcio Lafetá Reis, Andréa Medrado Darzé, Juliano Eduardo Lirani e João Alfredo Eduão Ferreira. Relatório Fl. 1DF CARF MF Emitido em 09/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/06/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 09/06/2011 por ALEXANDRE KERN, 09/06/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 2 Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de nº 0520.665 – 4ª Turma da DRJ/Campinas, de 7 de janeiro de 2008, fls. 190 a 200, que considerou procedente em parte o lançamento de PIS sobre o faturamento, relativos aos anoscalendário de 1999 a 2003. Esta contribuinte era optante do SIMPLES no anocalendário 1998. Ação Fiscal empreendida no estabelecimento constatou receita não declarada nesse anocalendário, extrapolando o limite para permanência nesse regime de tributação. Disso resultou, após os procedimentos regulares, a sua exclusão, por meio do Ato Declaratório Executivo n° 41, de 21/10/2004, que gerou o processo n° 10830.005320/200479, cientificado por via postal em 09/11/2004. Intimado e reintimado a apresentar os livros fiscais e documentos, relativos aos anoscalendário de 1999 a 2003, não atendida decidiu a Fiscalização arbitrar os lucros operacionais dos referidos anoscalendário, com base no artigo 539, inciso III, do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto n° 1.041/94 e artigo 530, parágrafo único, do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto n° 3.000/99. Foram lavrados autos de infração, originalmente, constituindose os processos nº 10830.007061/200411, para exigência do IRPJ, nº 10830.007062/200465, CSLL, nº 10830.007063/200418, do PIS e nº 10830.007064/200454, da COFINS. Estes autos de infração foram anulados por vício formal pela Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes por preterição do direito de defesa, sob o argumento de que não houvera regular procedimento de exclusão do SIMPLES, sobretudo quanto à ciência à interessada, suporte fático dissociado da verdade material, como referido pela DRJ/Campinas. Para a apuração do lucro arbitrado, relativo aos anoscalendário de 1999, 2000, 2002 e 2003, foram utilizadas as receitas brutas constantes das Declarações do Imposto de Renda, apresentadas na forma simplificada pela contribuinte. Para o anocalendário de 2001, inexistente a Declaração do Imposto de Renda, foi utilizada o faturamento mensal por ele informado à Secretaria do Estado dos Negócios da Fazendo do Estado de São Paulo. Afirmou o Termo de Verificação Fiscal, transcrito pela decisão de primeira instância, sobre o Lucro Arbitrado apurado serão cobrados os créditos tributários devidos do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, o PIS e a COFINS. Em sua impugnação neste processo a interessada protestou, preliminarmente, pela decadência do crédito tributário relativo aos fatos geradores de 1999 até setembro de 2002, por força do disposto no art. 173 do CTN, acrescentando que o STJ já declarou inconstitucional o artigo 45 da lei 8.212, de 1991. No mérito, argúiu que o sigilo de dados e bancário são cláusulas pétreas na Constituição, acusando o Fisco de há muito tentar burlar esta norma, por meio de constantes edições de leis já julgadas inconstitucionais pelo Pretório Excelso. Também que a utilização de prova emprestada, qual seja, a obtenção de dados junto ao Fisco Estadual relativo ao faturamento da impugnante, é uma afronta ao devido processo legal, já que tal obtenção não pode servir para as exações ora discutidas, por absoluta falta de adequação à hipótese de incidência das mesmas, com o tributo devido ao fisco estadual, qual seja, ICMS. Complementou o entendimento afirmando que o faturamento obtido Fl. 2DF CARF MF Emitido em 09/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/06/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 09/06/2011 por ALEXANDRE KERN, 09/06/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Processo nº 10830.007753/200710 Acórdão n.º 3803001.739 S3TE03 Fl. 260 3 do Fisco Estadual não constitui fato gerador do imposto de renda, nem tampouco da contribuição social sobre o lucro líquido, do PIS e da COFINS. Contrapôsse à cobrança de juros calculados à taxa Selic, tisnandoa de imoral, ilegal e inconstitucional a exigência. Entende devidos os juros de 1% ao mês, previstos no art. 161 do CTN. De quebra, acrescenta não ter sido demonstrada com memória descritiva a referida cobrança de juros. Quanto à multa aplicada no percentual de 112,50%, diz possuir nítido caráter confiscatório. Salienta, ainda, ter solicitado prazo para verificar a legitimidade de atender ao Fisco, concluindo não ter havido a perda de prazo a justificar o agravamento da multa. Em seu julgamento, a DRJ/Campinas referiu que “a questão sobre a exclusão do Simples já foi objeto de decisão por esta Delegacia de Julgamento, nos autos do processo n° 10830.007752/200767, lavrados para exigência do IRPJ e da CSLL”. Considerou, portanto, que nos períodos subseqüentes, 1999 a 2003, a empresa excluída do SIMPLES passou a sujeitarse às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas, a teor do art. 16 da Lei n° 9.317, de 1996: Referiu que nos termos da Portaria SRF n° 6.129, de 2 de dezembro de 2005, a exclusão de ofício do Simples e o lançamento de ofício de crédito tributário dela decorrente devem ser objeto de um único processo administrativo, pois, sujeitandose ambos os atos ao rito processual previsto no Decreto n° 70.235, de 1972, devem trilhar juntos para análise concomitante pela autoridade julgadora, já que a insubsistência do primeiro ato é prejudicial à manutenção do segundo. Mesmo sem a data da ciência do acórdão do Conselho de Contribuintes que anulou por vício formal o lançamento anterior, assentou que não ocorreu a decadência, tendo em vista a data do acórdão em 21 de junho de 2006, e ocorrida a ciência do presente lançamento em 24/09/07. Rejeitou a preliminar de nulidade por cerceamento do direito de defesa, sobretudo pelo fato de a impugnante ter contestado ponto por ponto do lançamento, demonstrando perfeito conhecimento do que estava sendo exigida, e o cuidado em definir faturamento. Legitimou os dados obtidos da Fazenda Estadual, à luz do art. 199 do CTN, relativamente ao anocalendário 2001. Contudo, do lançamento excluiu os valores pagos e/ou declarados no PAES, relativamente ao PIS, mantendo o que restou, conforme demonstrativos que elaborou. Cientificada de decisão em 10 de setembro de 2009, irresignada, apresentou a interessada o recurso voluntário de fls. 116 a 136, em 06 de outubro de 2009, em que contesta: a) a prova emprestada, referindo que é inservível para o lançamento fiscal; b) a multa majorada, de 112%; Fl. 3DF CARF MF Emitido em 09/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/06/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 09/06/2011 por ALEXANDRE KERN, 09/06/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 4 c) a quebra do sigilo bancário sem autorização judicial, inquinandoa de ilegal, e que utilizar tais dados como base de cálculo do IRPJ, CSSL, COFINS e PIS, estes últimos de forma reflexa, viola o art. 43 do CTN, por não traduzirem os depósitos renda tributável. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Belchior Melo de Sousa O recurso é tempestivo. Entretanto, claramente o lançamento da contribuição em apreço está fundado em fatos cuja infração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ, cuja exigência foi formalizada no processo 10830.007752/200767, e decorrem da exclusão da contribuinte da sistemática de tributação do SIMPLES, cuja decisão também se deu no citado processo. Art. 2º. À Primeira Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação de: [...] IV demais tributos e o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), quando procedimentos conexos, decorrentes ou reflexos, assim compreendidos os referentes às exigências que estejam lastreadas em fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ; (Redação dada pela Portaria MF nº 586, de 21 de dezembro de 2010 Pelo exposto, declino da competência de julgar o presente recurso voluntário, por competir à Primeira Seção, e, em conseqüência, voto por NÃO CONHECER do recurso. Sala das sessões, 01 de junho de 2011 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 4DF CARF MF Emitido em 09/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/06/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 09/06/2011 por ALEXANDRE KERN, 09/06/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Processo nº 10830.007753/200710 Acórdão n.º 3803001.739 S3TE03 Fl. 261 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10830.007753/200710 Interessada: CANDY COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA. À SECAM para que seja promovida nova distribuição. Brasília DF, em 01 de junho de 2011. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 5DF CARF MF Emitido em 09/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/06/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 09/06/2011 por ALEXANDRE KERN, 09/06/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 6 Fl. 6DF CARF MF Emitido em 09/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/06/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 09/06/2011 por ALEXANDRE KERN, 09/06/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 11065.910830/2009-55
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 22 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 15/10/2002
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. OMISSÃO.
REDISCUSSÃO DA MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE.
Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e
objetivam, tão-somente, sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado, não podendo, por isso, ser utilizados com a finalidade de sustentar eventual incorreção do decisum hostilizado ou de propiciar novo exame da própria questão de fundo, em ordem a viabilizar, em sede processual inadequada, a desconstituição de
ato administrativo regularmente proferido.
A omissão a dar azo a embargos de declaração é a que ocorre relativamente a ponto sobre o qual o Colegiado deveria, obrigatoriamente, manifestar-se.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACÓRDÃO. CONTRADIÇÃO.
INOCORRÊNCIA
A contradição que justifica seu saneamento pela via dos declaratórios é a da decisão para com os seus fundamentos.
Inexiste contradição no decisum embargado, que ao tempo em que declara a preclusão temporal do direito de produção de provas, nega provimento ao recurso justamente pela falta de liquidez e certeza do direito creditório oposto em compensação.
Embargos de Declaração Rejeitados
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-002.919
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração do contribuinte, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Dec 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201205
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 15/10/2002 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. OMISSÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE. Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e objetivam, tão-somente, sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado, não podendo, por isso, ser utilizados com a finalidade de sustentar eventual incorreção do decisum hostilizado ou de propiciar novo exame da própria questão de fundo, em ordem a viabilizar, em sede processual inadequada, a desconstituição de ato administrativo regularmente proferido. A omissão a dar azo a embargos de declaração é a que ocorre relativamente a ponto sobre o qual o Colegiado deveria, obrigatoriamente, manifestar-se. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACÓRDÃO. CONTRADIÇÃO. INOCORRÊNCIA A contradição que justifica seu saneamento pela via dos declaratórios é a da decisão para com os seus fundamentos. Inexiste contradição no decisum embargado, que ao tempo em que declara a preclusão temporal do direito de produção de provas, nega provimento ao recurso justamente pela falta de liquidez e certeza do direito creditório oposto em compensação. Embargos de Declaração Rejeitados Direito Creditório Não Reconhecido
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
numero_processo_s : 11065.910830/2009-55
conteudo_id_s : 6725232
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Dec 14 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-002.919
nome_arquivo_s : 380302919_11065910830200955_201205.pdf
nome_relator_s : ALEXANDRE KERN
nome_arquivo_pdf_s : 11065910830200955_6725232.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração do contribuinte, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Tue May 22 00:00:00 UTC 2012
id : 4863814
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:31:02 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045088595968
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-12-09T19:35:03Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2019-12-09T19:35:03Z; Last-Modified: 2019-12-09T19:35:03Z; dcterms:modified: 2019-12-09T19:35:03Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:0a8725a8-bc55-4a9f-a853-40220e47d1ba; Last-Save-Date: 2019-12-09T19:35:03Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-12-09T19:35:03Z; meta:save-date: 2019-12-09T19:35:03Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-12-09T19:35:03Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2019-12-09T19:35:03Z; created: 2019-12-09T19:35:03Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2019-12-09T19:35:03Z; pdf:charsPerPage: 2020; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2019-12-09T19:35:03Z | Conteúdo => S3TE03 Fl. 2 1 1 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11065.910830/200955 Recurso nº 900.229 Embargos Acórdão nº 380302.919 – 3ª Turma Especial Sessão de 22 de maio de 2012 Matéria PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR Recorrente CALÇADOS QSONHO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 15/10/2002 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. OMISSÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE. Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e objetivam, tãosomente, sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado, não podendo, por isso, ser utilizados com a finalidade de sustentar eventual incorreção do decisum hostilizado ou de propiciar novo exame da própria questão de fundo, em ordem a viabilizar, em sede processual inadequada, a desconstituição de ato administrativo regularmente proferido. A omissão a dar azo a embargos de declaração é a que ocorre relativamente a ponto sobre o qual o Colegiado deveria, obrigatoriamente, manifestarse. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACÓRDÃO. CONTRADIÇÃO. INOCORRÊNCIA A contradição que justifica seu saneamento pela via dos declaratórios é a da decisão para com os seus fundamentos. Inexiste contradição no decisum embargado, que ao tempo em que declara a preclusão temporal do direito de produção de provas, nega provimento ao recurso justamente pela falta de liquidez e certeza do direito creditório oposto em compensação. Embargos de Declaração Rejeitados Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 96DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN 2 Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração do contribuinte, nos termos do voto do Relator. [assinado digitalmente] Alexandre Kern – Presidente e relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira , Adriana Oliveira e Ribeiro (suplente) e Jorge Victor Rodrigues. Ausente o Conselheiro Juliano Eduardo Lirani. Relatório CALCADOS QSONHO LTDA. transmitiu, em 30/11/2005, a Declaração de Compensação (Dcomp) nº 16403.58253.301105.1.3.041701 fls. 13 a 18, visando a extinguir débitos próprios com direito creditório advindo de pagamento indevido ou a maior de PIS, recolhido em 15/10/2002, no valor de R$ 212,36. O Despacho Decisório da fl. 7 não reconheceu o direito creditório pleiteado e não homologou a compensação declarada porque o DARF indicado como pagamento indevido ou a maior teve seu valor integralmente aproveitado na amortização de crédito tributário referente ao mês de setembro de 2002, declarado pela empresa em DCTF. Sobreveio reclamação, fls. 1 a 6, por meio da qual o requerente alega: a) erro nos valores informados nas declarações fiscais, tendo procedido, no ano de 2005, a revisão dos créditos tributários dos anos anteriores; b) que apresentou DCTF retificadora corrigindo o erro, na qual consta o valor correto da contribuição apurada no período de 01/09/2002 a 30/09/2002; c) que o não reconhecimento do direito creditório foi acarretado pelo sistema eletrônico aplicado pela Receita Federal do Brasil, no qual qualquer defeito de informação gera automaticamente um despacho decisório de denegação de crédito. Transcreve ainda acórdãos do Conselho de Contribuintes, que autorizaram a revisão de valores quando constatado erro de fato e apresenta como comprovação de suas alegações planilha de apuração do PIS/Cofins, DCTF retificadora e o Livro Razão de 2005 com a contabilização dos indébitos e da compensação realizada. A DRJ/POA2ª Turma julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente porque o reclamante não indicou a origem do erro na apuração da contribuição, nem mesmo juntou qualquer prova que confirmasse o novo valor indicado. O Acórdão nº 1028.111 de 5 de novembro de 2010, fls. 40 e 41, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: PIS Período de apuração: 01/09/2002 a 30/09/2002 DIREITO CREDITÓRIO. CERTEZA E LIQUIDEZ. A restituição e/ou compensação de indébito fiscal com créditos tributários está condicionada à comprovação da certeza e liquidez do respectivo indébito. Fl. 97DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 11065.910830/200955 Acórdão n.º 380302.919 S3TE03 Fl. 3 3 Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Credit6rio Não Reconhecido Insatisfeito com o resultado do julgamento administrativo de primeira instância, o requerente interpôs recurso voluntário contra a decisão da 2ª Turma da DRJ/POA. O arrazoado de fls. 44 a 54, após síntese dos fatos relacionados com a lide, explicou que, em outubro de 2005, o contribuinte efetuou revisão nos seus cálculos tributários, ajustando a base de cálculo das contribuições sociais em face do afastamento da base de cálculo das receitas financeiras, forte no entendimento do STF e do art. 26A da Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009, tendo registrado e reconhecido o pagamento a maior em sua contabilidade, mediante lançamento no ativo circulante com contrapartida no resultado. Acrescentou que, como essa situação se repetiu em várias competências, optou por registrar todos os pagamentos a maior a titulo de PIS e COFINS efetuados entre novembro/2000 a novembro/2004 de uma só vez, motivo pelo qual o registro contábil se deu no valor de R$ 65.018,80, sendo R$ 12.960,62 de pagamentos a maior de PIS e R$ 52.058,18 de pagamentos a maior de Cofins. Na continuação, invocou o art. 147 do CTN, para insistir na possibilidade de retificação da DCTF. Afirma que o erro de fato no preenchimento da DCTF não pode afetar o seu direito. Pede a correção de ofício da DCTF, nos moldes do art. 149do CTN. Cita e transcreve doutrina e jurisprudência. Invoca o princípio da verdade material, pugnando por seu direito ao crédito pretendido, decorrente do afastamento da base de cálculo das receitas financeiras, forte no entendimento do STF e do art. 26A da Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009, não havendo motivos para ser negada a existência daquele crédito e do procedimento compensatório adotado. Discorreu sobre os efeitos das declarações entregues ao Fisco. Concluiu, requerendo: i) Reconhecimento em favor da recorrente o crédito oposto na compensação; ii) Homologação da compensação declarada até o limite do crédito existente; iii) Alternativamente, a baixa em diligência do processo, para que a autoridade preparadora confirme a veracidade das informações prestadas e a existência dos créditos pleiteados. Pediu deferimento. Esta 3ª Turma Especial, em sessão de 7 de novembro de 2011, negou provimento ao recurso. O Acórdão nº 380302.143 fls. 70 a 73 teve ementa vazada nos seguintes termos: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 15/10/2002 PRECLUSÃO É ilícito inovar na postulação recursal para incluir questões diversas daquelas que foram originariamente deduzidas quando da reclamação junto à instância a quo. Fl. 98DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN 4 Inadmissível a apreciação em grau de recurso de matéria não suscitada na instância a quo. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 15/10/2002 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Regularmente intimada do resultado do julgamento de seu recurso voluntário, o contribuinte interpôs os Embargos de Declaração de fls. s/nº, invocando o art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RICARF e acusando a ocorrência de contradição no Acórdão nº 380302.143, na medida em que teria julgou precluído o direito de produção de provas e, ao mesmo tempo, negou provimento ao recurso por falta de provas. Discorre sobre a dilação probatória no processo administrativo fiscal federal. Pede que se analisem as provas e o mérito de seu pedido. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. s/nº merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão nº 380302.143, de 7 de novembro de 2011. A propósito, recorro à doutrina de Moacyr Amaral dos Santos1 (1998, p. 146 a 148) para lembrar que se dá omissão quando o julgado não se pronuncia sobre ponto, ou questão, suscitado pelas partes, ou que os julgadores deveriam pronunciarse de ofício. O autor sublinha que a contradição verificase “...quando o julgado apresenta proposições entre si irreconciliáveis.” Humberto Theodoro Junior2 (2004, p. 560), a seu turno, leciona que os Embargos de Declaração têm como pressuposto de admissibilidade a existência de obscuridade, contradição ou omissão na sentença produzida. E que, em qualquer caso, a substância da sentença será mantida, uma vez que tais embargos não visam a reforma do acórdão ou da sentença. Admitese a hipótese de alguma alteração no conteúdo do julgado, sem, entretanto, ocasionar um novo julgamento da causa, haja vista não ser esta a função desse remédio recursal. 1 SANTOS, Moacyr Amaral. Primeiras linhas de direito processual civil. São Paulo: Saraiva, 1998. v3: 17ª ed. rev. e atual. por Aricê Moacyr Amaral Santos. 2 THEODORO JUNIOR. Humberto. Curso de Direito Processual Civil. 41ª ed. Rio de Janeiro: Ed.Forense. 2004. p. 560 e ss Fl. 99DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 11065.910830/200955 Acórdão n.º 380302.919 S3TE03 Fl. 4 5 A jurisprudência não destoa: A omissão e a contradição que autorizam a oposição de embargos de declaração têm conotação precisa: a primeira ocorre quando, devendo se pronunciar sobre determinado ponto, o julgado deixa de fazêlo, e a segunda, quando o acórdão manifesta incoerência interna, prejudicandolhe a racionalidade. Não constitui omissão o modo como, do ponto de vista da parte, o acórdão deveria ter decidido, nem contradição o que, no julgado, lhe contraria os interesses.” (Edcl em REsp 56.201BA, Rel. Min. Ari Pargendler, DJU de 09.09.96, p. 32346) De pronto destaco não existir qualquer contradição entre o decidido pelo Acórdão embargado e seus fundamentos. Com efeito, a decisão embargada foi coerente ao negar provimento ao recurso, sob o fundamento de que havia precluído o direito de produção de provas na fase recursal do procedimento e de que inexistiam provas suficientes para atestar a liquidez e a certeza do crédito oposto na compensação. A título de esclarecimentos ao embargante, saiba que a produção probatória, no PAF, já há 40 anos, obedece o art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 19723, que, em seu §4º, assim estatui: § 4.º. A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; b) refirase a fato ou a direito superveniente; c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidos aos autos. (Acrescido pelo art. 67 da Lei n.º 9.532/1997) Sem a cabal demonstração de que tivesse ocorrido alguma das hipóteses das alíneas “a” a “c”, acima, as provas aportadas aos autos somente na fase recursal não mereceram conhecimento. Tal fato, absolutamente, não se coloca em contradição com a negativa de provimento por falta de provas. Ao contrário, tratase de decorrência lógica. Não conhecidas as provas intempestivamente apresentadas, e na ausência de outras que atestassem a liquidez e a certeza do direito creditório oposto em compensação, a pretensão do requerente não poderia ter outro destino. Com essas considerações e sem mais delongas, rejeito os declaratórios interpostos pelo contribuinte. 3 Saiba a embargante, que as regras do PAF, originalmente postas para os processos de determinação e exigência de crédito tributário, têm sua aplicação ao processos de restituição, ressarcimento e compensação determinadas pelo art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, em seu § 11, incluído pela Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Fl. 100DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN 6 Sala das Sessões, em 22 de maio de 2012 Alexandre Kern Fl. 101DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 11065.910830/200955 Acórdão n.º 380302.919 S3TE03 Fl. 5 7 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 11065.910830/200955 Interessado: CALÇADOS QSONHO LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380302.919, de 22 de maio de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 22 de maio de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 102DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN
score : 1.0
