Sistemas: Acordãos
Busca:
mostrar execução da query
9056896 #
Numero do processo: 13009.000609/2003-00
Data da sessão: Tue May 25 00:00:00 UTC 2010
Numero da decisão: 3403-000.040
Decisão: Resolvem os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do voto do Relator.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: DOMINGOS DE SA FILHO

toggle explain
    
2.298144 = weight(_texto:"classificaca fiscal" in 1520) [SchemaSimilarity], result of:
  2.298144 = score(freq=3.0), computed as boost * idf * tf from:
    2.728593 = idf, sum of:
      2.544114 = idf, computed as log(1 + (N - n + 0.5) / (n + 0.5)) from:
        3717 = n, number of documents containing term
        47330 = N, total number of documents with field
      0.18447892 = idf, computed as log(1 + (N - n + 0.5) / (n + 0.5)) from:
        39357 = n, number of documents containing term
        47330 = N, total number of documents with field
    0.84224504 = tf, computed as freq / (freq + k1 * (1 - b + b * dl / avgdl)) from:
      3.0 = phraseFreq=3.0
      1.2 = k1, term saturation parameter
      0.75 = b, length normalization parameter
      600.0 = dl, length of field (approximate)
      2061.787 = avgdl, average length of field

  
toggle all fields
materia_s : PIS - ação fiscal (todas)

dt_index_tdt : Thu Nov 11 18:11:24 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201005

numero_processo_s : 13009.000609/2003-00

conteudo_id_s : 6519237

dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Nov 11 00:00:00 UTC 2021

numero_decisao_s : 3403-000.040

nome_arquivo_s : Decisao_13009000609200300.pdf

nome_relator_s : DOMINGOS DE SA FILHO

nome_arquivo_pdf_s : 13009000609200300_6519237.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Resolvem os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do voto do Relator.

dt_sessao_tdt : Tue May 25 00:00:00 UTC 2010

id : 9056896

ano_sessao_s : 2010

atualizado_anexos_dt : Thu Nov 11 18:28:45 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1716157495492214784

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-22T13:56:41Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-22T13:56:41Z; Last-Modified: 2010-09-22T13:56:41Z; dcterms:modified: 2010-09-22T13:56:41Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:585d3dc7-b5a5-4159-9b20-500988238582; Last-Save-Date: 2010-09-22T13:56:41Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-22T13:56:41Z; meta:save-date: 2010-09-22T13:56:41Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-22T13:56:41Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-22T13:56:41Z; created: 2010-09-22T13:56:41Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2010-09-22T13:56:41Z; pdf:charsPerPage: 1053; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-22T13:56:41Z | Conteúdo => S3-C4T3 F I 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA-..-..n:*.....7.,f,- CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 13009.000608/2003-00 Recurso n° 238135 Resolução n° 3403-00.040 — 4° Câmara / 3" Turma Ordinária Data 25 de maio de 2010 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente THYSSENKRUPP FUNDIÇÕES LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Reso ein os :, bros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do re rso em diligên.ia nos termos do voto do Relator. t , - . f , tonio Carlos Atu im - Presidente Domin!ss de Sá Filh - Relator ..----., EDITADO EM 26/07/2010 Participaram do presente,: II gamento os Conselheiros Robson José Bayerl, Domingos de Sá Filho, Winderley Morais Pereira, Ivan Allegretti, Marcos Tranchesi Ortiz e Antonio Carlos Anilina. Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto em razão da decisão singular que manteve o lançamento constituído por meio de auto de infração, referente à contribuição para o PIS, relativo ao período de 01/11/2002 a 30/09/2003. 1 Nestes autos, discute se os produtos comercializados estariam albergados pela isenção da incidência da PIS autorizada pela Lei número 10.485/2002. Depreende-se da leitura dos autos que o lançamento decorre do não enquadramento da fruição do beneficio da redução da alíquota Zet0 por cento. O entendimento da fiscalização é de que os produtos comercializados, cujas classificações fiscais na TIPI nas posições: 8453.51190; 8483.90,00; 8474,90.00; 8183.90,00; 8716,90.00; 8716.90.90; 8709.99,12 e 8607..21..00, não estão contempladas nas hipóteses de isenção de que trata o art, 3 0, inciso 1, da Lei n. 10.485/2002 e seus anexos e tampouco da Media Provisória n. 66/2002, convertida na Lei n. 10,637/2002. A decisão singular manteve o lançamento pelas mesmas razões contidas no auto de infração. Sustentando a impossibilidade de sanar eventuais equívocos de classificação fiscal de notas fiscais por meio de carta corretiva, Assevera que a adoção de tais medidas significa abandonar o que determinar a legislação, que exige emissão de outra nota fiscal em substituição. A recorrente sustenta que houve equivoco em relação algumas classificações, no entanto, teriam sido sanadas por meio de carta de correção, bem como, em sua contabilidade. Além disso, aduz que a fiscalização deixou de demonstrar nota por nota que passaram a compor a base cálculo, motivo pelo qual deixou de impugnar de modo amplo o lançamento. Na fase recursal mantém os mesmos argumentos sustentados em sua impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Domingos de Sá Filho, Relator Compulsando os autos sou inclinado em opinar no convertimento do julgamento em diligência, no sentido de que a Autoridade Fiscal demonstre por meio de planilha quais foram os valores incluídos na base de cálculo, apontando o documento fiscal, que passaram a compor a base de cálculo. O demonstrativo deve destacar as inclusões procedidas em decorrência de classificação fiscal, destacando, ainda, aquelas que deixaram de ser aceitas pelo fato de ter sido corrigidas por meio de carta de correção. Assim como, prestar outras informações que julgar necessárias ao deslinde da questão. Assim sendo, recomendo que seja os autos remetidos a origem para diligê I ia e cumprimento da recomendação. 111) 2 Processo n° 3009 000608/2003-00 S3 -C4T3 Resolução n. 3403 -O0.040 Fl Concluído as diligências, seja dado vista a Contribuinte pelo prazo de .30 dias, para que, querendo, manifestar-se sobre o que foi apurado. • vo o. Domingos de Sá Filho 3

score : 2.298144
4752710 #
Numero do processo: 18471.000876/2004-15
Data da sessão: Wed Sep 29 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Sep 29 00:00:00 UTC 2010
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 31/03/2002 a 30/09/2002 COMPENSAÇÃO. MOMENTO DA EFETIVAÇÃO. ENTREGA DA DECLARAÇÃO. No atual quadro legal, a compensação entre créditos e débitos de titularidade do sujeito passivo vem delineada no art. 74 da Lei nº 9.430/96 e apenas se concretiza com a apresentação da declaração de compensação ali prevista, desde que observadas demais normas expedidas pela Receita Federal do Brasil para sua realização.. MULTA DE OFÍCIO, JUROS DE MORA. APLICAÇÃO. A aplicação da multa de oficio e dos juros moratórios à taxa selic encontra amparo na legislação ordinária, falecendo competência a este Conselho Administrativo para examinar aventada onerosidade, inconstitucional idade ou legalidade destes consectários. Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3403-000.571
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso na parte em que discute matéria estranha ao processo e, na parte conhecida, também por unanimidade, em negar provimento nos termos do voto do Relator.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: ROBSON JOSE BAYERL

toggle explain
    
1.4173857 = weight(_texto:"classificaca fiscal" in 20) [SchemaSimilarity], result of:
  1.4173857 = score(freq=1.0), computed as boost * idf * tf from:
    2.728593 = idf, sum of:
      2.544114 = idf, computed as log(1 + (N - n + 0.5) / (n + 0.5)) from:
        3717 = n, number of documents containing term
        47330 = N, total number of documents with field
      0.18447892 = idf, computed as log(1 + (N - n + 0.5) / (n + 0.5)) from:
        39357 = n, number of documents containing term
        47330 = N, total number of documents with field
    0.5194566 = tf, computed as freq / (freq + k1 * (1 - b + b * dl / avgdl)) from:
      1.0 = phraseFreq=1.0
      1.2 = k1, term saturation parameter
      0.75 = b, length normalization parameter
      1432.0 = dl, length of field (approximate)
      2061.787 = avgdl, average length of field

  
toggle all fields
materia_s : PIS - ação fiscal (todas)

dt_index_tdt : Sat Mar 29 09:00:01 UTC 2025

anomes_sessao_s : 201009

ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 31/03/2002 a 30/09/2002 COMPENSAÇÃO. MOMENTO DA EFETIVAÇÃO. ENTREGA DA DECLARAÇÃO. No atual quadro legal, a compensação entre créditos e débitos de titularidade do sujeito passivo vem delineada no art. 74 da Lei nº 9.430/96 e apenas se concretiza com a apresentação da declaração de compensação ali prevista, desde que observadas demais normas expedidas pela Receita Federal do Brasil para sua realização.. MULTA DE OFÍCIO, JUROS DE MORA. APLICAÇÃO. A aplicação da multa de oficio e dos juros moratórios à taxa selic encontra amparo na legislação ordinária, falecendo competência a este Conselho Administrativo para examinar aventada onerosidade, inconstitucional idade ou legalidade destes consectários. Recurso Voluntário Negado

dt_publicacao_tdt : Wed Sep 29 00:00:00 UTC 2010

numero_processo_s : 18471.000876/2004-15

anomes_publicacao_s : 201009

conteudo_id_s : 7232368

dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Mar 21 00:00:00 UTC 2025

numero_decisao_s : 3403-000.571

nome_arquivo_s : 340300571_241102_18471000876200415_005.PDF

ano_publicacao_s : 2010

nome_relator_s : ROBSON JOSE BAYERL

nome_arquivo_pdf_s : 18471000876200415_7232368.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso na parte em que discute matéria estranha ao processo e, na parte conhecida, também por unanimidade, em negar provimento nos termos do voto do Relator.

dt_sessao_tdt : Wed Sep 29 00:00:00 UTC 2010

id : 4752710

ano_sessao_s : 2010

atualizado_anexos_dt : Sat Mar 29 09:38:27 UTC 2025

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1827920791293919232

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-21T10:36:42Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-21T10:36:42Z; Last-Modified: 2010-12-21T10:36:42Z; dcterms:modified: 2010-12-21T10:36:42Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:80324bb5-3dd8-44d7-9583-b6d433207aeb; Last-Save-Date: 2010-12-21T10:36:42Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-21T10:36:42Z; meta:save-date: 2010-12-21T10:36:42Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-21T10:36:42Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-21T10:36:42Z; created: 2010-12-21T10:36:42Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-12-21T10:36:42Z; pdf:charsPerPage: 1470; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-21T10:36:42Z | Conteúdo => 53-C413 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n'' 18471.000876/2004-15 11R.cenrso Ai° 241, 10.2 Voluntário A:cOrdão n" 3403-00.571 — 4" Câmara / 3" Turma Ordinária Sessão de 29 de setembro de 2010 Matéria PIS/PASEP Recorrente INDÚSTRIA DE BEBIDAS MATTE LEÃO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 31/03/2002 a 30/09/200.2 COMPENSAÇÃO. MOMENTO DA EFETIVAÇÃO. ENTREGA DA DECLARAÇÃO. No atual quadro legal, a compensação entre créditos e débitos de tituiaridade do sujeito passivo vem delineada no art. 74 da Lei n" 9.430/96 e apenas se concretiza com a apresentação da declaração de compensação ali prevista, desde que observadas demais normas expedidas pela Receita Federal do Brasil para sua realização.. MULTA DE OFÍCIO, JUROS DE MORA. APLICAÇÃO. A aplicação da multa de oficio e dos juros moratórios à taxa selic encontra amparo na legislação ordinária, falecendo competência a este Conselho Administrativo para examinar aventada onerosidade, inconstitucional idade ou legalidade destes consectários. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso na parte em que discute matéria estranha ao processo e, na parte conhecida, também por unanimidade, em negar provimento nos termos do voto do Relator. Antonio Carlos ~int — Presidente Robson José Bayerl Relator Par ticiparam do presente julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Robson José Bayerl, Domingos de Sá Filho, Winderley Morais Pereira, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz Relatório Cuida-se, na espécie, de auto de infração de PIS/Pasep, lavrado em sede de verifica ohrigatorias, período março a julho e setembro, todos de 2002, cujas diferenças se originar. nm de compensações indevidas com saldos credores inexistentes de IPI, de vez que, segunda a ii.ituação, os créditos apurados prestar-se-iam, primeiramente, para abatimento com o própr;d, 1:nposto devido. Em impugnação o contribuinte alega que seria detentor de créditos de IPI requeridos nos processos 13707.003779/2002-80, 13707 002957/2002-55, 13710.001522/2002-34 e 13707 000578/2003-10 e que os valores ora exigidos foram objeto de compensação nestes feitos; que aludidos ressarcimentos ainda não haviam sido examinados pelas autoridades competentes, todavia, os agentes fiscais não aceitaram as compensações realizadas e procederam ao lançamento, em flagrante inobservância ao procedimento administrativo adequado para o caso; asseverou a nulidade do lançamento, enquanto ato administrativo, por incompetência do agente, porquanto não respeitou as disposições do art. 31 da IN SRF 210/2002; sustentou a existência dos créditos vindicados, visto que a fiscalização reclassificou equivocadamente o seu produto, discorrendo amplamente sobre a questão da classificação fiscal das várias espécies de chá que produz; defendeu o seu direito ao ressarcimento, com esteio no art. 11 da Lei n" 9779/99; ressaltou o caráter contiscatório da multa de oficio aplicada e a imprestabilidade da taxa selic para atualização dos .juros de mora, A DRJ Rio de Janeiro II/RJ acatou parcialmente o recurso e, vislumbrando inversão nos procedimentos administrativos de exame de compensação, mormente o fato que os processos sequer haviam sido analisados por ocasião da ciência do auto de infração, exonerou os períodos abril a julho e setembro de 2002, bem assim, outros períodos que montavam a intima quantia de R$ 0,01 (um centavo), mantendo apenas o período março/2002, sob o argumento que a declaração de compensação somente fora apresentada em 09/08/2005, portanto, após o lançamento; e, manteve a multa de oficio e os . juros de mora à taxa selic por expressa previsão legal. Em recurso voluntário o contribuinte afirmou a improcedência do lançamento em relação ao período remanescente, março/2002, pois, mesmo reconhecendo o envio da declaração de compensação após a ciência da autuação, já havia informado aludida compensação na Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais — DCIF relativa ao 1" trimestre/2002, entregue tempestivamente, com créditos do processo 13710 001522/2002-34, de modo que a RFB já possuía elementos para averiguar a realização da compensação; que aludido débito não necessitaria de lançamento porque já confessado nesta declaração. Na seqüência, repetiu todos os termos da impugnação apresentada, quanto ao procedimento compensatório, a reclassificação fiscal, a multa de oficio e os juros de mora. É o relatório. 2 Processo n" I 8471 000876/2004-15 S3-C4T3 Acórdão n " 3403-00.571 P1. 2 Voto Conselheiro Robson José Bayerl, Relator O recurso voluntário interposto é tempestivo e atende os demais requisitos parn sua -Ifsirnissibilidade, dele conheço. Preamburlamente quero fixar as balizas do exame feito neste processo, deixando claro que a reclassificação fiscal dos produtos industrializados pela recorrente, cietuada pela fiscalização, e também o direito ao pretenso crédito de IPI requerido são, aqui, matérias estranhas ao deslinde da questão e, como tal, não serão objeto de julgamento, que se limitará à procedência ou não do lançamento em face da compensação realizada a posteriori, concernente ao mês de março/2002. Consoante se extrai da decisão recorrida e do recurso aviado, a declaração de compensação do período em referência somente ocorreu após a efetivação do lançamento, cuja ciência ocorreu em 04/08/2004, enquanto a transmissão da DCOMP se realizou em 09/08/2005 Em sua defesa o recorrente alega que havia informado aludida compensação em DCTF apresentada tempestivamente, com indicação de sua realização com créditos do processo 13710.001522/2002-34, todavia, juntou, como prova, cópia do extrato daquela declaração referente à Cofins (2172-1) apurado no mês de março/2002 (fl. 349), portanto, não trazendo qualquer elemento que corroborasse sua afirmação. Demais disso, as planilhas de apuração confeccionadas pela fiscalização não trazem qualquer informação a respeito da existência de declaração de P1S/Pasep para o período de apuração em epígrafe. Outrossim, ainda que se pudesse tomar a informação como verídica, melhor sorte não albergaria o recorrente, porquanto a simples informação em DC -IT de existência de uma pretensa compensação não tem o condão de afastar o lançamento quando constatado que não foram observados os procedimentos cabíveis para sua realização. Nos termos ao art. 74, capta e § 1" da Lei n" 9430/96, na redação então vigente, quando da transmissão do documento (DCOMP), o sujeito passivo que apurasse crédito relativo a tributo administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de ressarcimento, poderia utilizá-lo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer. tributos e contribuições administrados por aquele Órgão, mediante a entrega de declaração na qual constariam informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados Da leitura sistemática do dispositivo conclui-se facilmente que a declaração referida não é a DM, mas sim, a declaração de compensação, de forma que a realização da compensação como forma de extinção do crédito tributário sob condição resolutória exige a apresentação daquele documento. Por sua vez, quando da ocorrência do fato gerador, a redação que vigia para o aludido artigo 74 estabelecia que a compensação exigia o requerimento do sujeito passivo, que 3 . se concretizava com a apresentação do competente formulário "pedido de compensação", nos moldes do art. 12 da IN SRF 21/97. No caso vertente, não há notícia da declaração em DCIT do tributo lançado, entretanto, ainda que houvesse, cuidava-se de informação incorreta, ao passo que restou claro que a compensação somente se efetivou em agosto/2005 e não à época da ocorrência do fato imponivel ou mesmo da transmissão da DCTF. Itepainte às alegaçães atinentes à multa de oficio e aos juros de mora aplicados, é en:endiiuento firme neste Conselho Administrativo, inclusive com edição de súmula de iLui:-:prudUcia l , que às instâncias administrativas não é reconhecida prerrogativa de negar cumprimento a normas legais vigentes ao argumento de inconstitucionalidade e/ou competência esta exclusiva do Poder Judiciário, que detém o monopólio da .jurisdição. Hodiernamente a questão encontra-se textualmente tratada no art 26-A do Decreto n" 70,235/72, na redação conferida pela Lei n" 11.941/2009, verbis: Art. 26-A No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar- de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitiecionalidade (Redação dada pela Lei n" 11.941, de 2009) 1" (Revogado). (Redação dada pela Lei n" 11 941, de 2009) § 2" (Revogado) (Redação dada pela Lei n°11.941, de 2009) § 3' (Revogado) (Redação dada pela Lei n°11 941, de 2009) § 4" (Revogado) (Redação dada pela Lei n°11 941, de 2009) § 5" (Revogado) (Redação dada pela Lei n°11.941, de 2009) § O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional., lei ou ato normativo (Incluído pela Lei n°11,941, de 2009) 1 — que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária tio Supremo -Tribunal Federal; (Incluído pela Lei n" 11.941, de 2009) 11 — que fundamente crédito tributário objeto de' (bichado pela Lei n°11 941. de 2009) a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório cio Procurador-Geral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10..522 . de 19 de julho de 2002: (bichado pela Lei n" I I 941. de 2009) b) súmula da Advocacia-Geral da União, na forma do ars 43 da Lei Complementar . n° 73, de 10 de fevereiro de 1993, ou (Incluído pela Lei n" 11 941, de 2009) c) pareceres do Advogado-Geral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do m . t. 40 da Lei Complementar n° 73, de 10 de fevereiro de 1993 (Incluído pela Lei n" 11.941, de 2009) Encontrando-se a aplicação da multa de oficio estabelecida no art. 44 da Lei n" 9,430/96 e a incidência dos juros de mora à taxa selic prevista no art. 61, § 3' do mesmo Súmula CARI' n° 2 : "O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária." 4 I 5 ProcesNo n" 1847 1,000876/2004-15 S3-C4 1.3 Acórdão o" 3403-00571 E 3 diploma e não havendo qualquer manifestação plenária da Suprema Corte em repercussão geral acerca de sua inconstitucionalidade, por expressa vedação legal, não há qualquer possibilidade de se inobservar, na esfera administrativa, os dispositivos em comento. Com estas considerações, reputo plenamente cabível o lançamento, não merecendc qualquer reparo a decisão recorrida, devendo ser mantida pelos seus próprios fund&w:ent, razão porque voto no sentido de conhecer parcialmente do recurso e, na parte cHei:hl. negar-lhe provimento. Robson José Bayerl 5

score : 1.4173857
10342911 #
Numero do processo: 13808.000712/2002-55
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
Ementa: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/02/2004 a 29/02/2004 Ementa: AÇÃO JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA DE OBJETO. RENÚNCIA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. SÚMULA Nº 1 do CARF A matéria já suscitada perante o Poder Judiciário não pode ser apreciada na via administrativa. A concomitância caracteriza-­se pela irrefutável identidade entre o pedido e a causa de pedir dos processos administrativos e judiciais. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. MEDIDA JUDICIAL. LANÇAMENTO. POSSIBILIDADE. A atividade de lançamento é vinculada e obrigatória, fazendo­-se necessária sempre que presentes os pressupostos legais, não lhe obstando a existência de liminar em mandado de segurança, cuja conseqüência é a mera suspensão de exigibilidade de crédito fiscal. Portanto, o auto de infração é instrumento hábil para constituir o crédito tributário e impor a penalidade aplicável.
Numero da decisão: 3402-002.142
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª câmara / 2ª turma ordinária da terceira SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos em não conhecer de parte do recurso em face da concomitância. Na parte conhecida, em negar provimento ao recurso. Declarou-­se impedido conselheiro Luiz Carlos Shimoyama
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO

toggle explain
    
1.2382479 = weight(_texto:"classificaca fiscal" in 2464) [SchemaSimilarity], result of:
  1.2382479 = score(freq=1.0), computed as boost * idf * tf from:
    2.7222104 = idf, sum of:
      2.5401278 = idf, computed as log(1 + (N - n + 0.5) / (n + 0.5)) from:
        3760 = n, number of documents containing term
        47687 = N, total number of documents with field
      0.18208253 = idf, computed as log(1 + (N - n + 0.5) / (n + 0.5)) from:
        39749 = n, number of documents containing term
        47687 = N, total number of documents with field
    0.4548685 = tf, computed as freq / (freq + k1 * (1 - b + b * dl / avgdl)) from:
      1.0 = phraseFreq=1.0
      1.2 = k1, term saturation parameter
      0.75 = b, length normalization parameter
      2072.0 = dl, length of field (approximate)
      2075.6035 = avgdl, average length of field

  
toggle all fields
materia_s : PIS - ação fiscal (todas)

dt_index_tdt : Sat Feb 01 09:00:01 UTC 2025

anomes_sessao_s : 201308

camara_s : Quarta Câmara

ementa_s : NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/02/2004 a 29/02/2004 Ementa: AÇÃO JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA DE OBJETO. RENÚNCIA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. SÚMULA Nº 1 do CARF A matéria já suscitada perante o Poder Judiciário não pode ser apreciada na via administrativa. A concomitância caracteriza-­se pela irrefutável identidade entre o pedido e a causa de pedir dos processos administrativos e judiciais. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. MEDIDA JUDICIAL. LANÇAMENTO. POSSIBILIDADE. A atividade de lançamento é vinculada e obrigatória, fazendo­-se necessária sempre que presentes os pressupostos legais, não lhe obstando a existência de liminar em mandado de segurança, cuja conseqüência é a mera suspensão de exigibilidade de crédito fiscal. Portanto, o auto de infração é instrumento hábil para constituir o crédito tributário e impor a penalidade aplicável.

turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção

numero_processo_s : 13808.000712/2002-55

conteudo_id_s : 7199328

dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jan 23 00:00:00 UTC 2025

numero_decisao_s : 3402-002.142

nome_arquivo_s : 340202142_13808000712200255_201308.pdf

nome_relator_s : GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO

nome_arquivo_pdf_s : 13808000712200255_7199328.pdf

secao_s : Terceira Seção De Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : ACORDAM os membros da 4ª câmara / 2ª turma ordinária da terceira SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos em não conhecer de parte do recurso em face da concomitância. Na parte conhecida, em negar provimento ao recurso. Declarou-­se impedido conselheiro Luiz Carlos Shimoyama

dt_sessao_tdt : Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013

id : 10342911

ano_sessao_s : 2013

atualizado_anexos_dt : Sat Feb 01 09:42:28 UTC 2025

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1822847628706054144

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2178; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3­C4T2  Fl. 204          1 203  S3­C4T2  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  13808.000712/2002­55  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  3402­002.142  –  4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária   Sessão de  20 de agosto de 2013  Matéria  Normas Gerais de Direito Tributário  Recorrente  Decar Autopeças Ltda.  Recorrida  DRJ CAMPINAS (SP)     ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA  Período de apuração: 01/02/2004 a 29/02/2004  Ementa:  AÇÃO  JUDICIAL.  CONCOMITÂNCIA  DE  OBJETO.  RENÚNCIA  À  INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. SÚMULA Nº 1 do CARF  A matéria  já suscitada perante o Poder Judiciário não pode ser apreciada na  via administrativa.  A concomitância caracteriza­se pela irrefutável identidade entre o pedido e a  causa de pedir dos processos administrativos e judiciais.  Importa  renúncia  às  instâncias  administrativas  a  propositura  pelo  sujeito  passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois  do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo.  CRÉDITO  TRIBUTÁRIO.  MEDIDA  JUDICIAL.  LANÇAMENTO.  POSSIBILIDADE.  A  atividade  de  lançamento  é  vinculada  e  obrigatória,  fazendo­se  necessária  sempre que presentes os pressupostos legais, não lhe obstando a existência de  liminar em mandado de segurança, cuja conseqüência é a mera suspensão de  exigibilidade  de  crédito  fiscal.  Portanto,  o  auto  de  infração  é  instrumento  hábil para constituir o crédito tributário e impor a penalidade aplicável.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  ACORDAM  os  membros  da  4ª  câmara  /  2ª  turma  ordinária  da  terceira   SSEEÇÇÃÃOO  DDEE   JJUULLGGAAMMEENNTTOO, por unanimidade de votos em não conhecer de parte do recurso em  face  da  concomitância.  Na  parte  conhecida,  em  negar  provimento  ao  recurso.  Declarou­se  impedido conselheiro Luiz Carlos Shimoyama     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 8. 00 07 12 /2 00 2- 55 Fl. 886DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP26.0220.17077.T2CX. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13808.000712/2002­55  Acórdão n.º 3402­002.142  S3­C4T2  Fl. 205          2   GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO – Relator e Presidente Substituto    Participaram,  ainda,  do  presente  julgamento,  os  Conselheiros  João  Carlos  Cassuli  Junior, Winderley Morais  Pereira,  Fernando  Luiz  da  Gama  Lobo  D  Eca,  Francisco  Maurício Rabelo de Albuquerque Silva e Luiz Carlos Shimoyama.   Relatório  Como forma de elucidar os fatos ocorridos, colaciono o relatório da decisão  vergastada, in verbis:  Trata o presente processo de Auto de  Infração de  fls.  364/371,  lavrado  em  decorrência  de  falta  de  recolhimento  da  Contribuição para o PIS, nos períodos de apuração de julho de  1994  a  setembro  de  1995,  e  de  setembro  de  1996  a  agosto  de  2001, no montante de R$ 1.391.858,95.  2.  No  Termo  de  Verificação  Fiscal  n°  01,  As  fls.  29/30,  e  no  Termo  de  Verificação  Fiscal  n°  02,  às  fls.  109/117,  o  auditor  fiscal informa que:  2.1.  a  contribuinte  incorporou,  em  31/12/1997,  a  empresa  DC  Indústria de Autopeças Ltda. (CNPJ 48.907.935/0001­82);  2.2.  tanto  a  contribuinte  como  a  incorporada  ajuizaram  ações  alegando a inconstitucionalidade dos Decretos­leis n° 2.445 e n°  2.449, de 1988, e buscando autorização judicial para compensar  os  valores  que  teriam  sido  indevidamente  recolhidos  durante  a  vigência dos referidos decretos­leis;  2.3.  ao  verificar  a  correção  das  compensações  efetuadas,  constatou­se que a contribuinte e a incorporada haviam apurado  seus  créditos  em  desconformidade  com  o  entendimento  da  Secretaria da Receita Federal;  2.4.  fazendo­se a correta apuração dos créditos, constatou­se a  insuficiência de recolhimentos nos períodos de apuração acima  mencionados;  2.5. os valores não recolhidos também não foram declarados em  DCTFs  e,  portanto,o  auto  de  infração  foi  lavrado  para  a  constituição  do  crédito  tributário,  mediante  lançamento  de  oficio.  3.  Regularmente  cientificada  em  16  de  abril  de  2002,  a  contribuinte apresentou, em 16 de maio de 2002, a Impugnação  de  fls.  374/380,  na  qual  requer  o  cancelamento  do  auto  de  infração e alega, em síntese e fundamentalmente, que:  Fl. 887DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP26.0220.17077.T2CX. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13808.000712/2002­55  Acórdão n.º 3402­002.142  S3­C4T2  Fl. 206          3 3.1. o tributo não poderia ter sido lançado, pois teria sido extinto  em procedimento de compensação regularmente efetuado;  3.2.  o  auditor  fiscal  teria  concluído  pela  existência  de  débitos  por  ter  adotado  o  entendimento  de  que  o  parágrafo  único  do  artigo 6° da Lei Complementar n° 7, de 1970, diria respeito ao  prazo de recolhimento, e não à base de cálculo;  3.3.  tal entendimento  estaria  equivocado,  e  já estaria  superado  mesmo  na  esfera  administrativa,  conforme  decisões  (que  menciona) do Conselho de Contribuintes e da Câmara Superior  de Recursos Fiscais;  3.4. o auditor fiscal teria se equivocado ainda ao considerar que  o  prazo  para  a  compensação  seria  de  cinco  anos  a  partir  de  cada  recolhimento  indevido,  entendimento  este  que  estaria  em  desconformidade com a jurisprudência do STJ;  3.5. o  lançamento não poderia ter sido efetuado, pois procedeu  ao  cálculo  de  seus  créditos  e  à  compensação  regularmente  autorizada por decisões judiciais;  4.  Registre­se  ainda  que  o  presente  feito  encontrava­se  aguardando  julgamento  na  Delegacia  da  Receita  Federal  de  Julgamento em São Paulo/SP I, e foi remetido a esta unidade em  face do disposto na Portaria SRF n° 1.515, de 23 de outubro de  2003,  que  cuidou  da  transferência  de  competência  para  julgamento de processos administrativo fiscais entre as DRJ.  A  5ª  Turma  da  Delegacia  de  Julgamento  em  Campinas  (SP)  julgou  improcedente a impugnação, nos termos do Acórdão nº 7.709, de 27 de outubro de 2004, cuja  ementa abaixo reproduzo:  Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep  Período de apuração: 01/07/1994 a 30/08/2001  Ementa:  AÇÃO  JUDICIAL.  LANÇAMENTO.  AUTO  DE  INFRAÇÃO.  POSSIBILIDADE.  A  constituição  do  crédito  tributário  por  meio  do  lançamento  é  atividade  administrativa  vinculada e obrigatória, ainda que o contribuinte tenha proposto  ação judicial.  PROCESSO  ADMINISTRATIVO  E  AÇÃO  JUDICIAL.  RENÚNCIA.  A  propositura  de  ação  judicial,  antes  ou  após  o  procedimento fiscal de lançamento, com o mesmo objeto, implica  a  renúncia ao  litígio administrativo  e  impede a apreciação das  razões de mérito pela autoridade administrativa a quem caberia  o julgamento.  Lançamento Procedente  Irresignado com a decisão a quo, apresentou recurso voluntário repisando os  argumentos apresentados na manifestação de inconformidade, ressaltando, em especial, que o  acórdão recorrido utilizou como fundamento de validade da autuação o entendimento de que o  parágrafo  único  do  art.  6º  da  Lei  Complementar  nº  07/70,  era  referente  ao  prazo  para  Fl. 888DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP26.0220.17077.T2CX. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13808.000712/2002­55  Acórdão n.º 3402­002.142  S3­C4T2  Fl. 207          4 pagamento  e  esse  entendimento  foi  afastado  pelo  decreto  judicial  contido  no  processo  nº  2001.03.99.006444­1.  É o Relatório.  Voto             Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho, Relator.  A  impugnação  foi  apresentada  com  observância  do  prazo  previsto. Quanto  aos demais requisitos de admissibilidade passo a analisar individualmente cada matéria trazida  no recurso voluntário.  Semestralidade  Para  passarmos  à  análise  de  mérito  da matéria  delimitada  no  momento  da  impugnação, deve­se  investigar se  foram observados os  requisitos mínimos  impostos por  lei,  cuja  ausência  implica  a  pronta  inadmissão  da  peça  recursal,  sem  que  se  investigue  ser  procedente ou improcedente a própria irresignação veiculada no recurso.   As  atividades  do  julgador  direcionadas  para  aferição  da  presença  desses  pressupostos  recebem  o  nome  de  juízo  de  admissibilidade.  Esse  juízo  antecede  lógica  e  cronologicamente um outro subseqüente juízo, qual seja o juízo de mérito, no qual é analisada  a pretensão recursal.  O  professor  Barbosa  Moreira  observa  que  a  questão  relativa  à  admissibilidade  é,  sempre  e  necessariamente,  preliminar  à  questão  de mérito. A  apreciação  desta fica excluída se àquela se responde em sentido negativo.  Os requisitos viabilizadores do exame do mérito  recursal são divididos pelo  professor Barbosa Moreira em duas categorias: “requisitos intrínsecos (concernentes à própria  existência  do  poder  de  recorrer)  e  requisitos  extrínsecos  (relativos  ao  modo  de  exercê­lo)”.  Alinham­se no primeiro grupo o cabimento, a legitimidade para recorrer, o interesse recursal e  a  inexistência  de  fato  impeditivo  ou  extintivo  do  poder  de  recorrer.  O  segundo  grupo  é  composto pela tempestividade, a regularidade formal e o preparo.  Temos  a  consciência  de  que  nem  todos  os  requisitos  de  admissibilidade  devem  ser  observados  no  âmbito  do  processo  administrativo.  Contudo,  ao  examinar  a  possibilidade de seguimento do recurso, o julgador administrativo deve estar atento para alguns  dos requisitos, a saber: o interesse recursal, a legitimidade, a inexistência de fato impeditivo ou  extintivo do poder de recorrer, a regularidade formal e a tempestividade. Atendidos todos eles,  fica permitida a análise do meritum causae.  Após  esse  breve  intróito,  regressando  a  lide,  o  recorrente  apresenta  como  fundamento de  sua  tese  recursal a questão da semestralidade. Compulsando os autos, não há  dúvida que essa mesma tese, da semestralidade, está sendo discutida em ação judicial proposta  pelo próprio recorrente.   Diante  desse  fato,  é  inegável  que  há  identidade  entre  as  demandas  administrativa e judicial, no que se refere à classificação fiscal do produto da recorrente.  Fl. 889DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP26.0220.17077.T2CX. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13808.000712/2002­55  Acórdão n.º 3402­002.142  S3­C4T2  Fl. 208          5 Quando  há  processos  paralelos,  com  objeto  e  finalidade  idênticos,  podem  resultar  em  efeitos  redundantes  ou  antagônicos.  Em  qualquer  das  hipóteses,  prevalecerá  a  decisão  judicial,  motivo  pelo  qual  a  concomitância  de  processos  ofende  o  princípio  da  economia  processual.  Em  face  disso,  a  opção  do  contribuinte  pela  via  judicial  encerra  o  processo administrativo fiscal em definitivo, em qualquer das fases em que ele se encontre.  Nestes casos, quando o sujeito passivo opta pela via judicial para a discussão  de matéria  tributária  implica na  renúncia ao poder de  recorrer nesta  instância, nos  termos do  parágrafo único do art. 38 da Lei nº 6.830/80 e do § 2º, art. 1º do Decreto­lei nº 1.737, de 1979.  Ratificando este entendimento,  foi aprovado o enunciado de Súmula CARF  nº 01, publicada no DOU de 22/12/2009, in verbis:  Súmula CARF nº 1  Importa  renúncia  às  instâncias  administrativas  a  propositura  pelo  sujeito  passivo  de  ação  judicial  por  qualquer  modalidade  processual,  antes  ou  depois  do  lançamento  de  ofício,  com  o  mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas  a  apreciação,  pelo  órgão  de  julgamento  administrativo,  de  matéria distinta da constante do processo judicial.  Registre­se que a coisa julgada a ser proferida no âmbito do Poder Judiciário  jamais  poderia  ser  alterada  no  processo  administrativo,  pois  tal  procedimento  feriria  a  Constituição Federal,  que  adota  como  já mencionado,  o modelo  de  jurisdição  una,  onde  são  soberanas as decisões judiciais.  Posta assim a questão, entendo que este Colegiado não pode apreciar matéria  já submetida ao Poder Judiciário, na linha da Súmula Carf nº 01.  Neste norte, não conheço da matéria referente à semestralidade.  Auto de Infração  Quanto  ao  capítulo  em  que  o  recorrente  se  defende  do  auto  de  infração,  identifico  os  requisitos  de  admissibilidade.  Sendo  assim,  dele  tomo  conhecimento  e  passo  a  apreciar.  A discussão limita­se à possibilidade de feitura de auto de infração referente  a períodos de apuração não declarados em DCTF e que a matéria de fundo está em discussão  no Poder Judiciário.  Entendo  que  a  sentença  proferida  na  ação  mandamental  não  impede  o  lançamento  tributário.  Essa  é  a  praxe  nas  ações  judiciais,  já  que  face  à  indisponibilidade  do  crédito  tributário,  os  provimentos  judiciais  que  suspendem  a  sua  exigibilidade  não  têm  o  condão de impedir o lançamento. Salvo se no dispositivo da sentença houver previsão expressa  neste sentido.   Para ilustrar minha opinião, pinço parte de texto do professor Alberto Xavier  sobre o assunto, verbis:  A  suspensão  regulada  pelo  artigo  151  do  Código  Tributário  Nacional paralisa temporariamente o exercício efetivo do poder  Fl. 890DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP26.0220.17077.T2CX. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13808.000712/2002­55  Acórdão n.º 3402­002.142  S3­C4T2  Fl. 209          6 de  execução,  mas  não  suspende  a  prática  do  próprio  ato  administrativo de lançamento, decorrente de atividade vinculada  e  obrigatória,  nos  termos  do  artigo  142  do  mesmo  Código,  e  necessária para evitar a decadência do poder de lançar. Nem o  depósito,  nem  a  liminar  em  mandado  de  segurança  têm  a  eficácia  de  impedir  a  formação  do  título  executivo  pelo  lançamento, pelo que a autoridade administrativa deve exercer o  seu  poder­dever  de  lançar,  sem  quaisquer  limitações,  apenas  ficando paralisada a executoriedade do crédito.  Noutro giro, a formalização do crédito tributário pelo lançamento, consoante  o  disposto  no  artigo  142  do  CTN,  é  decorrente  do  caráter  vinculado  e  obrigatório  do  ato  administrativo, não podendo a fiscalização, sob pena de responsabilidade funcional, eximir­se  de efetuá­lo, ainda que a exigibilidade esteja suspensa. Sobre o assunto, no sentido de elucidar  tal posicionamento, pode­se citar trecho do voto do Exmo. Sr. Juiz Relator Ari Pargendler, em  decisão  proferida  pelo  Egrégio  Tribunal  Federal  da  4ª  Região,  em  sede  de  Agravo  de  Instrumento ­ Processo n.º 91.04.03398­1:  “...  Na  espécie,  portanto,  a  agravada  poderia  ter  corrigido  monetariamente  as  contas  de  seu  balanço  pelo  índice  que  lhe  aprouvesse,  independentemente  de  provimento  judicial,  desde  que  se  sujeitasse  a  eventual  lançamento  “ex­officio”  por  diferenças que o  fisco entendesse devidas. Mas ela não quer se  ver nessa contingência, e então propôs a presente ação, obtendo  liminarmente a sustação do lançamento suplementar. Até aí não  vai o poder cautelar do Juiz . Tudo porque o lançamento fiscal é  um  procedimento  legal,  subordinado  ao  contraditório,  que  não  importa dano algum para o contribuinte, o qual pode discutir a  exigência nele contida em mais de uma instância administrativa,  sem constrangimentos que antes existiam em nosso ordenamento  jurídico  (“solve  et  repete”,  depósito  da  quantia  controvertida,  etc.). A  imposição  nele  contida  pode  ser  ilegal, mas  a  pretexto  disso  não  se  deve  tolher  a  constituição  do  crédito  tributário,  resultado de um procedimento que a Administração Pública está  vinculada por lei ...”   Por conseguinte, ainda que suspensa a exigibilidade do crédito tributário, nos  moldes do art. 151 do CTN, o lançamento (ou auto de infração) deve ser sempre levado a cabo.  E  a  razão  disto  é  imediata.  Materializada  a  hipótese  jurídico­tributária  da  regra­matriz  de  incidência,  isto é, dado o fato jurídico­tributário, começa a fluir o prazo decadencial contra o  direito  subjetivo  da  Fazenda  Pública  que  acaba  de  vir  a  lume.  Necessário  se  faz,  portanto,  assegurar este direito.   É  pacífico  o  entendimento,  tanto  administrativo  quanto  no  âmbito  do  Judiciário,  de  que,  nos  casos  em  que  houver  liminar  em  mandado  de  segurança,  ou  em  procedimento  cautelar,  ou  depósito  do  montante  integral  do  tributo,  deve  ser  efetuado  o  lançamento, conforme art. 142, parágrafo único, do CTN, sendo o sujeito passivo regularmente  notificado (art. 145 do CTN c/c o art. 7º, I, do Decreto no 70.235/1972), com o esclarecimento  de que a exigibilidade do crédito  tributário apurado permanece suspensa, em face da medida  liminar concedida (art. 151 do CTN). Nesse sentido, inclusive, estão as conclusões do Parecer  PGFN/CRJN no 1.064/1993.  Fl. 891DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP26.0220.17077.T2CX. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13808.000712/2002­55  Acórdão n.º 3402­002.142  S3­C4T2  Fl. 210          7 Toda essa preocupação surge porque uma eventual decisão final contrária ao  sujeito  passivo,  tida  e  havida  após  o  decurso  do  prazo  decadencial,  suscitaria  prejuízos  ao  erário, porquanto a Fazenda Pública não teria ao seu dispor título algum com o qual pudesse  embasar uma execução judicial.  Portanto, diante da obrigatoriedade de lançamento tributário pela autoridade  fiscal  quando  deparado  com  a  ocorrência  do  fato  gerador  e  a  possibilidade  de  reversão  de  decisão  judicial  não  amparada  pelo  manto  da  coisa  julgada,  nego  provimento  ao  recurso  voluntário e o mantenho constituído com a exigibilidade suspensa.  Forte nestes argumentos, não conheço da matéria referente à semestralidade,  em face de sua discussão estar sendo travada no Poder Judiciário e, na parte conhecida, nego  provimento ao recurso.  É como voto.  Sala das Sessões, em 20/08/2013  Gilson Macedo Rosenburg Filho                                Fl. 892DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP26.0220.17077.T2CX. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO em 24/09/2013 11:07:30. Documento autenticado digitalmente por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO em 24/09/2013. Documento assinado digitalmente por: GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO em 24/09/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 26/02/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP26.0220.17077.T2CX Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: CD05A88672D96BCEA68EA8823540BD68CD0D3B6E Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 13808.000712/2002-55. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.

score : 1.2382479
4752713 #
Numero do processo: 10410.004617/2002-04
Data da sessão: Wed Sep 29 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Sep 29 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2000 a 31/03/2002 PIS. BASE DE CÁLCULO. ALARGAMENTO DECLARADO INCONSTITUCIONAL PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. O Plenário do STF declarou a inconstitucionalidade do § 1º do art, 3º da Lei nº 9,718/98, afastando o alargamento pretendido por este dispositivo e assim restringindo a base de cálculo da contribuição para o PIS e da Cofins ao faturamento, assim compreendida a receita bruta da venda de mercadorias, de serviços e mercadorias e serviços. RECEITA FINANCEIRA. ALUGUEL, SUBVENÇÕES E INCENTIVOS FISCAIS. Não configuram receita da venda de bens e serviços, assim não se submetendo à incidência das contribuições, as receitas financeiras - assim compreendidos os descontos obtidos, dividendos e os ganhos de aplicações financeiras, bem como, em relação às "Outras Receitas Operacionais", os valores correspondentes a locação, créditos presumidos de IPI e de ICMS e outros subsídios. Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 3403-000.566
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para excluir das bases de cálculo da contribuição os valores correspondentes as "Receitas Financeiras", que compreendem "2. Descontos Obtidos; 3. Dividendos; 4. Ganhos .s/ Aplic. Financeira", e em relação às "Outras Receitas Operacionais", os valores correspondentes a ".5. Renda de Locação; 6, Remuneração .feita p/ Bancos; 8, Receitas Diversas; 9. Subsídios Diversos; 11. Recuperação de Custos Agrícolas; 12. Recup. Despesas Comercialização; 13, Crédito Presumido de ICMS; 14. ICMS Incentivo Fiscal - Lei 6004/98"
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: IVAN ALLEGRETTI

toggle explain
    
1.2254541 = weight(_texto:"classificaca fiscal" in 87) [SchemaSimilarity], result of:
  1.2254541 = score(freq=1.0), computed as boost * idf * tf from:
    2.517586 = idf, sum of:
      2.4328618 = idf, computed as log(1 + (N - n + 0.5) / (n + 0.5)) from:
        3631 = n, number of documents containing term
        41367 = N, total number of documents with field
      0.08472413 = idf, computed as log(1 + (N - n + 0.5) / (n + 0.5)) from:
        38007 = n, number of documents containing term
        41367 = N, total number of documents with field
    0.48675758 = tf, computed as freq / (freq + k1 * (1 - b + b * dl / avgdl)) from:
      1.0 = phraseFreq=1.0
      1.2 = k1, term saturation parameter
      0.75 = b, length normalization parameter
      1944.0 = dl, length of field (approximate)
      2319.1614 = avgdl, average length of field

  
toggle all fields
materia_s : PIS - ação fiscal (todas)

dt_index_tdt : Sat Mar 29 09:00:01 UTC 2025

anomes_sessao_s : 201009

ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2000 a 31/03/2002 PIS. BASE DE CÁLCULO. ALARGAMENTO DECLARADO INCONSTITUCIONAL PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. O Plenário do STF declarou a inconstitucionalidade do § 1º do art, 3º da Lei nº 9,718/98, afastando o alargamento pretendido por este dispositivo e assim restringindo a base de cálculo da contribuição para o PIS e da Cofins ao faturamento, assim compreendida a receita bruta da venda de mercadorias, de serviços e mercadorias e serviços. RECEITA FINANCEIRA. ALUGUEL, SUBVENÇÕES E INCENTIVOS FISCAIS. Não configuram receita da venda de bens e serviços, assim não se submetendo à incidência das contribuições, as receitas financeiras - assim compreendidos os descontos obtidos, dividendos e os ganhos de aplicações financeiras, bem como, em relação às "Outras Receitas Operacionais", os valores correspondentes a locação, créditos presumidos de IPI e de ICMS e outros subsídios. Recurso parcialmente provido.

dt_publicacao_tdt : Wed Sep 29 00:00:00 UTC 2010

numero_processo_s : 10410.004617/2002-04

anomes_publicacao_s : 201009

conteudo_id_s : 7232004

dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Mar 21 00:00:00 UTC 2025

numero_decisao_s : 3403-000.566

nome_arquivo_s : 340300566_250575_10410004617200204_007.PDF

ano_publicacao_s : 2010

nome_relator_s : IVAN ALLEGRETTI

nome_arquivo_pdf_s : 10410004617200204_7232004.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para excluir das bases de cálculo da contribuição os valores correspondentes as "Receitas Financeiras", que compreendem "2. Descontos Obtidos; 3. Dividendos; 4. Ganhos .s/ Aplic. Financeira", e em relação às "Outras Receitas Operacionais", os valores correspondentes a ".5. Renda de Locação; 6, Remuneração .feita p/ Bancos; 8, Receitas Diversas; 9. Subsídios Diversos; 11. Recuperação de Custos Agrícolas; 12. Recup. Despesas Comercialização; 13, Crédito Presumido de ICMS; 14. ICMS Incentivo Fiscal - Lei 6004/98"

dt_sessao_tdt : Wed Sep 29 00:00:00 UTC 2010

id : 4752713

ano_sessao_s : 2010

atualizado_anexos_dt : Sat Mar 29 09:38:27 UTC 2025

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1827920791226810368

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-21T10:22:28Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-21T10:22:26Z; Last-Modified: 2010-12-21T10:22:28Z; dcterms:modified: 2010-12-21T10:22:28Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:da949e44-b68f-499c-b3b1-5b8b31f5a955; Last-Save-Date: 2010-12-21T10:22:28Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-21T10:22:28Z; meta:save-date: 2010-12-21T10:22:28Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-21T10:22:28Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-21T10:22:26Z; created: 2010-12-21T10:22:26Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2010-12-21T10:22:26Z; pdf:charsPerPage: 1951; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-21T10:22:26Z | Conteúdo => S3-C4T3 Fl 839 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo IV 10410,004617/2002-04 Recurso n" 250,575 Voluntário Acórdão n" 3403-00.566 — 4° Câmara / 3" Turma Ordinária Sessão de 29 de setembro de 2010 Matéria PIS Recorrente USINAS REUNIDAS SERESTA S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2000 a 31/03/2002 PIS. BASE DE CÁLCULO. ALARGAMENTO DECLARADO INCONSTITUCIONAL PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. O Plenário do STF declarou a inconstitueionalidade do § 1 2 do art, 3 2 da Lei ng 9,718/98, afastando o alargamento pretendido por este dispositivo e assim restringindo a base de cálculo da contribuição para o PIS e da Cofins ao faturamento, assim compreendida a receita bruta da venda de mercadorias, de serviços e mercadorias e serviços. RECEITA FINANCEIRA. ALUGUEL, SUBVENÇÕES E INCENTIVOS FISCAIS,. Não configuram receita da venda de bens e serviços, assim não se submetendo à incidência das contribuições, as receitas financeiras - assim compreendidos os descontos obtidos, dividendos e os ganhos de aplicações financeiras, bem como, em relação às "Outras Receitas Operacionais", os valores correspondentes a locação, créditos presumidos de IPI e de ICMS e outros subsídios. Recurso parcialmente provido., Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para excluir das bases de cálculo da contribuição os valores correspondentes as "Receitas Financeiras", que compreendem "2. Descontos Obtidos; 3. Dividendos; 4. Ganhos .s/ Aplic. Financeira", e em relação às "Outras Receitas Operacionais", os valores correspondentes a ".5. Renda de Locação; 6, Remuneração .feita p/ Bancos; 8, Receitas Diversas; 9. Subsídios Diversos; 11. Recuperação de Custos Agrícolas; 12. Recup. Despesas Comercialização; 13, Crédito Presumido de ICMS; 14. ICMS Incentivo Fiscal - Lei - 6004/98" tu Presidente, Relator. A Ivan Partic: Domingos de á Filho, Antonio Carlos -tulim„ .esente julgamento os Conselheiros Robson José Bayerl, vlorais Pereira, Ivan Allegretti, Marcos Tranchesi Ortiz e 2 Esteve presente ao julgamento a Estagiária Sinara Carvalho de Oliveira Santos. OAB/DF n° 9820DF Relatório Trata-se de auto de infração (tis. 04/11) lavrado para a exigência de Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) em relação aos fatos geradores ocorridos entre 01/2000 a 03/2002. A motivação da exigência está em que "o sujeito passivo desconsiderou — na fbrinação da referida base de cálculo mensal da Contribuiç'ão — as alterações impostas pela Lei 77, 9,718, de 27/11/1998, que deteimina a inclusão, nessa base de cálculo, do total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independente da classificação fiscal que assuma" (fl. 05), A Fiscalização promoveu então a apuração da base de cálculo por meio da composição dos seguintes itens (fL 19/23): Receitas Operacionais I.. Venda de Melaço Residual Receitas Financeiras 2. Descontos Obtidos. 3, Dividendos 4, Ganh s/ Aplic. Financeira Outras Receitas Operacionais 5..Renda de Locação 6..Remuneração feita p/ Bancos 7. Mercadorias _LL. Processo e 10410 004617/2002-04 S3-C4T3 Acórdão n 3403-00.566 FI, 840 8 Receitas Diversas 9. Subsídios Diversos 10. Venda de Milho 11.. Recuperação de Custos Agrícolas Recup. Despesas Comercialização 13. Crédito Presumido de ICMS 14. ICMS Incentivo Fiscal (Lei 6004/98) No Termo de Verificação e Encerramento de Ação Fiscal (fls. 121/124) se detalha que "os valores incluídos na composição da base de cálculo das Contribuições correspondem apenas aos ingressos de recursos incorporados no patrimônio da empresa, seja através de bonificações, de ganho financeiro ou mesma na recuperação de indébitos fiscais e de benefícios correspondentes a incentivo ,fiscal. No caso não ,foram incluídas aqui as receitas recuperadas relativas ao IPI crédito prêmio e insuflas" (fl. 123). O contribuinte apresentou impugnação (fls. 125/144) sustentando em síntese (a) a inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo pretendida pela Lei n° 9.718, de 28 de novembro de 1998, por instituir nova fonte de custeio para a seguridade social que não estava amparada no art. 195, 1, "b", da Constituição, visto que quando da sua instituição ainda não havia sido promulgada a Emenda Constitucional n" 20, de 15 de dezembro de 1998, que adicionou o termo "receita" ao já existente termo "faturamento"; (b) que a fiscalização deixou de considerar diversos pagamentos feitos por meio de DARF e Pedidos de Compensação; (c) que não configuram receita os subsídios destinados à cana-de-açúcar, como são o crédito presumido do art. 42 da Lei 9.532/97, criado com o objetivo de equalização dos custos de produção de acúcar entre as regiões produtoras, e os créditos presumidos de ICMS concedidos pelo Estado Federado; (d) que para poder compensar os créditos presumidos de 1PI teve de propor a ação judicial ri' 2000,80.00.004705-8, que ainda não transitou em julgado, de modo que ainda não se pode dizer em relação a estes créditos que teriam se incorporado defintivamente ao patrimônio da contribuinte, A Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Recife/PE (DRJ), por meio da Resolução n" 76, de 9 de maio de 2003 (fls. 254/258), converteu o julgamento em diligência para verificar o teor da ação judicial referida pelo contribuinte. Depois de apresentados esclarecimentos e documentos pela contribuinte (fls. 266/691) foi lavrado Termo de Encerramento de Diligência (fls. 692/715), que alterou o lançamento apenas para re ,irar da base de cálculo os valores referentes ao incentivo disca! do art. 42 da Lei n" 9.532/97. L„....- 3 4 Os autos retornaram à DRJ que, por meio do Acórdão n" 13..004, de 5 de agosto de 2005 (fis. 719/728), deu parcial provimento à impugnação, resumindo seu entendimento na seguinte ementa: Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL, PRELIMINAR DE NULIDADE. Estando os atos administrativos, consubstanciadores do lançamento, revestidos de suas formalidades essenciais, não se há que falar em nulidade do procedimento ,fiscal INCONSTITUCIO1VALIDADE DAS LEIS Não se encontra abrangida pela competência da autoridade tributária administrativa a apreciação da inconstitucionalidade das leis, vez que neste juizo os dispositivos legais se presumem revestidos do caráter de validade e eficácia, não cabendo, pois, na hipótese negar-lhe execução. COMPENSA ÇÁO INEXISTÊNCIA DE AUTORIZA 0'0 ADMINISTRATIVA OU JUDICIAL DEFINITIVA Na determinação do valor devido da contribuição, a compensação de supostos créditos pleiteados administrativamente ou judicialmente somente é cabível se restar- comprovada a existência de autorização definitiva para a sua efetivação. PIS BASE DE CÁLCULO A Contribuição para o Programa de Integração Social incidirá sobre o .faturamento do mês, deduzidas as exclusões previstas em lei, PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL VERDADE MATERIAL, Em obediência ao Princípio da Verdade Material, deve ser retificado o lançamento diante da prova que o ampare, Lançamento Procedente em Parte O contribuinte apresentou recurso voluntário (fls. 735/749) reiterando os mesmos fundamentos de defesa apresentados na sua impugnação, reforçando em relação à incosntitucionaldade do alargamento da base de cálculo que tal terna estava sendo julgado na época pelo Plenário do STF no Recurso Extraordinário if 346,084, inclusive juntado votos proferidos neste julgamento, ainda não finalizado, Reiterou que não poderiam ser incluídos na base de cálculo os créditos de IPI decorrentes dos subsídios à produção de cana-de-açúcar, por tratar-se de subvenção estatal. Esclareceu, ainda, que "apesar da autoridade julgadora ter se referido ao "crédito presumido de ICMS", no demonstrativo anexo ao AI às fls. 157/161, verifica-se que esta denominação é equivocada, já que, conforme esclarecido pela Sra. Fiscal às :tis 713/715, trata-se de crédito presumido de IP1, contabilizado na conta 3,3.3..99.001.0021" e que da mesma forma que nAs subvenções, também o crédito presumido não poderia ser considerado corno faturamento. 5 Processo n" 10410 004617/2002-04 S3-C4T3 Acórdzio 3403-00366 Fl 841 Quanto ao crédito presumido de ICMS, adiciona o argumento de que fora declarado inconstitucional pelo STF no julgamento da ADI n° 2.458, razão pela qual a contribuinte procedeu o estorno de todo o crédito em 30/11/2002 (fl. 748), requerendo também por isso a exclusão destes valores da base de cálculo da contribuição. É o relatório. Voto Conselheiro Ivan Allegretti, Relator O recurso é tempestivo (fls. 731 e 735), motivo pelo qual dele conheço. O lançamento apoiou-se no art. .3°, § 1' da Lei n° 9318/98, que alargou a base de cálculo da Contribuição para o PIS e da Cofins, ampliando sua incidência para além das receitas da prestação de serviço e das vendas de bens, passando a alcançar toda e qualquer. receita, in verbis,. "Art, 22 As contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS, devidas pelas pessoas . jurídicas de direito privado, serão calculadas com base no seu ,faturamento, observadas a legislação vigente e as alterações introduzidas por esta Lei, (Vide Medida Provisória n" 2158-35, de .2001) Art..32 O ,faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita bruta da pessoa jurídica, (Vide Medida Provisória n"2158-35, de 2001) §12 Entende-se por receita bruta a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas." Ocorre que o Plenário do Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade deste alargamento, em decisão que foi resumida com a seguinte ementa: "CONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE - ARTIGO 3", § 1", DA LEI N" 9.718, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1998 - EMENDA CONSTITUCIONAL N" 20, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1998 O sistema jurídico brasileiro não contempla a figura da conslitucionalidade superveniente. TRIBUTÁRIO - INSTITUTOS - EXPRESSÕES E VOCÁBULOS - SENTIDO A norma pedagógica do artigo 110 do Código Tributário Nacional ressalta a impossibilidade de a lei tributária alterar a definição, o conteúdo e o alcance de consagrados institutos, conceitos e formas de direito privado utilizados expressa ou implicitamente Sobrepõe-se ao aspecto formal o princípio da realidade, considerados os elementos tributários_ CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - PIS - RECEITA BRUTA - NOÇÃO - 1NCONSTITUCIONALIDADE DO § 1" DO ARTIGO 3" DA LEI N" 9 718/98 .A Jurisprudência do Supremo, ante redação df.= , 6 artigo 195 da Carta Federal anterior à Emenda Constitucional n" 20/98, consolidou-se no sentido de tomar as expressões receita bruta e . filturamento como sinônimas, .jungindo-as à venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. É inconstitucional o § 1" do arligo 3" da Lei n" 9.718/98, no que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas por pessoas . jurídicas, independentemente da atividade por elas desenvolvida e da classificação contábil adotaria." (Recurso Extraordinário n" 358:273, Rel. Min. Marro Aurélio) Este entendimento do Plenário do STF deve aplicado em relação ao presente caso concreto, com amparo no art, 62, p,u., I, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria IVIF n° 2.56, de 22 de junho de 2009, que dispões o seguinte. "Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CAIU' afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafb único. O disposto no capui não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: 1 - que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal, ou 11- que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do Procurador-Geral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10 522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da Advocacia-Geral da União, na . forma do ali 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do Advogado- Geral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993 Este mesmo entendimento quanto ao mérito também já foi adotado pela Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, no sentido de afastar o alargamento da base de cálculo previsto no § 1', do art, 3" da Lei ri° 9,718/98, conforme se confere no seguinte julgado: "P18 BASE DE CÁLCULO. A base de cálculo das contribuições para o ..pis e a Cotins é o .faturamento, assim compreendido a receita bruta da venda de mercadorias, de serviços e mercadorias e serviços, afastado o disposto no § 1", do ar! 3", da Lei n" 9.718/98 por sentença pra ferida pelo plenário do Supremo Tribunal Federal em 09/11/2005, transitada em julgado em 29/09/2006." (Acórdão n" 02-03.757, 11/02/2009) Assim, como resultado da declaração de inconstitucionalidade pelo STF, na aplicação da Lei n" 9.718/98 apenas se pode incluir na base de cálculo o faturamento ,. decorrente da prestação de serviços e da venda di . mercadoriasxnão se podendo incluir outras receitas, tais como aquelas de natureza financeira, /' ) Processo n" 10410.004617/2002-04 S3-C413 Acórdão n " 3403-00366 F1 842 Neste caso, o lançamento pretende a incidência da Contribuição para o PIS em relação a receitas financeiras, aluguéis e incentivos fiscais, concedidos pelo Estado na forma de créditos presumidos de IPI e de ICMS, dentre outras receitas que não se enquadram no conceito de faturamento mencionado no parágrafo anterior. Foi neste mesmo sentido, aliás, o julgamento proferido por este mesmo Conselho em relação à exigência de Cofins, cuja ementa é a seguinte: Ementa: BASE DE CÁLCULO, RECEITAS DISTINTAS DO FATURAMENTO. A base cálculo para apuração do PIS e a COFINS se restringe tc7o-só ao "'aturamento da empresa, coufatme decisão do Egrégio Supremo Tribunal Federal — STF, que declarou inconstitucional o art. 3o da Lei 9 718/99, que promoveu o alargamento da base de cálculo destas contribuições. (Recurso Voluntário n" 1.50 024, Rel. Cons. Domingos de Sá Filho, j. 02/02/2010) Assim, também neste caso deve ser mantida a incidência apenas sobre o faturamento, assim consideradas exclusivamente as receitas da venda de bens e serviços. Neste caso concreto, portanto, devem compor a base de cálculo a Receita Operacional, descrita como "I. Venda de Melaço Residual" como também os subitens das Outras Receitas Operacionais descritas como "7. Mercadorias" e "10. Venda de Milho", por significarem, todos estes, receita de venda de bens. Assim, devem ser excluídos do lançamento, no entanto, os valores correspondentes as "Receitas Financeiras", que compreendem "2, Descontos Obtidos; 3, Dividendos; 4. Ganh s/ Aplic. Financeira", e em relação às "Outras Receitas Operacionais", os valores correspondentes a "5. Renda de Locação; 6. Remuneração .feita p/ Bancos; 8. Receitas Diversas; 9. Subsídios Diversos; 11, Recuperação de Custos Agrícolas; 12, Recup, Despesas Comercialização; 13.. Crédito Presumido de ICMS; 14. 1CMS Incentivo Fiscal - Lei 6004/98". AI leré 7

score : 1.2254541
4754312 #
Numero do processo: 13982.000424/2003-61
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Fri Mar 19 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Fri Mar 19 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/02/1999 a 28/02/1999, 01/04/1999 a 30/04/1999, 01/05/1999 a 31/05/1999, 01/09/1999 a 30/09/2009, 01/10/1999 a 30/12/2002 PIS. COOPERATIVAS. BASE DE CÁLCULO. Consoante entendimento assentado em ato regulamentar (Decreto 4.524/2002), de observância obrigatória por toda a Administração, as alterações promovidas na base de cálculo do PIS pela Lei 9.718/98 alcançam as cooperativas, que passam, desde fevereiro de 1999, a contribuir sobre a totalidade das receitas auferidas, sem distinção quanto à natureza dos atos praticados. NORMAS GERAIS. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. DECISÃO PLENÁRIA DO STF. EFEITOS. Com base no art. 26-A do Decreto 70.235/72, pode ser afastado pelos integrantes do CARF artigo de lei que já tenha tido sua inconstitucionalidade reconhecida pelo STF em decisão plenária, ainda que em ação de outro contribuinte. NORMAS TRIBUTÁRIAS. LEI 9.718. ART. 3º, § 1º. É inconstitucional a definição de faturamento como sendo a totalidade das receitas auferidas prevista no art. 3º, § 1° da Lei 9.718. Para as empresas comerciais ou de serviços, faturamento é a receita obtida com a venda dos produtos fabricados, revenda de produtos adquiridos ou prestação de serviços, a elas não se equiparando receitas financeiras, de locação e outras. Recurso Provido em Parte.
Numero da decisão: 3402-000.519
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para afastar o alargamento da base de cálculo introduzido na Lei n° 9.718/98. Vencida a Conselheira Nayra Bastos Manatta que negava provimento
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS

toggle explain
    
1.124685 = weight(_texto:"classificaca fiscal" in 69) [SchemaSimilarity], result of:
  1.124685 = score(freq=1.0), computed as boost * idf * tf from:
    2.7416346 = idf, sum of:
      2.5546098 = idf, computed as log(1 + (N - n + 0.5) / (n + 0.5)) from:
        3690 = n, number of documents containing term
        47482 = N, total number of documents with field
      0.1870248 = idf, computed as log(1 + (N - n + 0.5) / (n + 0.5)) from:
        39383 = n, number of documents containing term
        47482 = N, total number of documents with field
    0.41022426 = tf, computed as freq / (freq + k1 * (1 - b + b * dl / avgdl)) from:
      1.0 = phraseFreq=1.0
      1.2 = k1, term saturation parameter
      0.75 = b, length normalization parameter
      2584.0 = dl, length of field (approximate)
      2044.1403 = avgdl, average length of field

  
toggle all fields
materia_s : PIS - ação fiscal (todas)

dt_index_tdt : Sat Oct 26 09:00:01 UTC 2024

anomes_sessao_s : 201003

camara_s : Quarta Câmara

ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/02/1999 a 28/02/1999, 01/04/1999 a 30/04/1999, 01/05/1999 a 31/05/1999, 01/09/1999 a 30/09/2009, 01/10/1999 a 30/12/2002 PIS. COOPERATIVAS. BASE DE CÁLCULO. Consoante entendimento assentado em ato regulamentar (Decreto 4.524/2002), de observância obrigatória por toda a Administração, as alterações promovidas na base de cálculo do PIS pela Lei 9.718/98 alcançam as cooperativas, que passam, desde fevereiro de 1999, a contribuir sobre a totalidade das receitas auferidas, sem distinção quanto à natureza dos atos praticados. NORMAS GERAIS. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. DECISÃO PLENÁRIA DO STF. EFEITOS. Com base no art. 26-A do Decreto 70.235/72, pode ser afastado pelos integrantes do CARF artigo de lei que já tenha tido sua inconstitucionalidade reconhecida pelo STF em decisão plenária, ainda que em ação de outro contribuinte. NORMAS TRIBUTÁRIAS. LEI 9.718. ART. 3º, § 1º. É inconstitucional a definição de faturamento como sendo a totalidade das receitas auferidas prevista no art. 3º, § 1° da Lei 9.718. Para as empresas comerciais ou de serviços, faturamento é a receita obtida com a venda dos produtos fabricados, revenda de produtos adquiridos ou prestação de serviços, a elas não se equiparando receitas financeiras, de locação e outras. Recurso Provido em Parte.

turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção

dt_publicacao_tdt : Fri Mar 19 00:00:00 UTC 2010

numero_processo_s : 13982.000424/2003-61

anomes_publicacao_s : 201003

conteudo_id_s : 7124624

dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 14 00:00:00 UTC 2024

numero_decisao_s : 3402-000.519

nome_arquivo_s : 340200519_144218_13982000424200361_010.PDF

ano_publicacao_s : 2010

nome_relator_s : JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS

nome_arquivo_pdf_s : 13982000424200361_7124624.pdf

secao_s : Terceira Seção De Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para afastar o alargamento da base de cálculo introduzido na Lei n° 9.718/98. Vencida a Conselheira Nayra Bastos Manatta que negava provimento

dt_sessao_tdt : Fri Mar 19 00:00:00 UTC 2010

id : 4754312

ano_sessao_s : 2010

atualizado_anexos_dt : Sat Oct 26 09:43:39 UTC 2024

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1813969189580308480

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-08-17T12:58:04Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-08-17T12:58:04Z; Last-Modified: 2010-08-17T12:58:04Z; dcterms:modified: 2010-08-17T12:58:04Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:76080644-1a5e-45b8-9699-d30da0b00045; Last-Save-Date: 2010-08-17T12:58:04Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-08-17T12:58:04Z; meta:save-date: 2010-08-17T12:58:04Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-08-17T12:58:04Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-08-17T12:58:04Z; created: 2010-08-17T12:58:04Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2010-08-17T12:58:04Z; pdf:charsPerPage: 1727; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-08-17T12:58:04Z | Conteúdo => S3-C4T2 - Fl. 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 13982.000424/2003-61 Recurso n° 244.218 Voluntário Acórdão n° 3402-00.519 — 4' Câmara / 2" Turma Ordinária Sessão de 19 de março de 2010 Matéria PIS Recorrente COOPERATIVA ODONTOLÓGICA OESTE CATARINENSE Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/02/1999 a 28/02/1999, 01/04/1999 a 30/04/1999, 01/05/1999 a 31/05/1999, 01/09/1999 a 30/09/2009, 01/10/1999 a 30/12/2002 PIS. COOPERATIVAS. BASE DE CÁLCULO. Consoante entendimento assentado em ato regulamentar (Decreto 4.524/2002), de observância obrigatória por toda a Administração, as alterações promovidas na base de cálculo do PIS pela Lei 9.718/98 alcançam as cooperativas, que passam, desde fevereiro de 1999, a contribuir sobre a totalidade das receitas auferidas, sem distinção quanto à natureza dos atos praticados. NORMAS GERAIS. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. DECISÃO PLENÁRIA DO STF. EFEITOS. Com base no art. 26-A do Decreto 70.235/72, pode ser afastado pelos integrantes do CARF artigo de lei que já tenha tido sua inconstitucionalidade reconhecida pelo STF em decisão plenária, ainda que em ação de outro contribuinte. NORMAS TRIBUTÁRIAS. LEI 9.718. ART. 3 0, § 1 0. É inconstitucional a definição de faturamento como sendo a totalidade das receitas auferidas prevista no art. 3 0, § 1° da Lei 9.718. Para as empresas comerciais ou de serviços, faturamento é a receita obtida com a venda dos produtos fabricados, revenda de produtos adquiridos ou prestação de serviços, a elas não se equiparando receitas financeiras, de locação e outras. Recurso Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. cyír" , Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para afastar o alargamento da base de cálculo introduzido na Lei n° 9.718/98. Vencida a Conselheira Nayra Bastos Manatta que negava provimento. Q., *fr .... ã a. ra , os anatta - Presidentae--i i. 4 t r --. i" 01 1 07 f J ' 10 CÉSAR ALVES • . MOS — Relator EDITADO EM 22/04'̀ 010 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Júlio César Alves Ramos, Ali Zraik Júnior, Sílvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça, Leonardo Siade Manzan e Nayra Bastos Manatta. Relatório Em exame tempestivo recurso apresentado por cooperativa que foi autuada para exigência da contribuição PIS/PASEP em ação fiscal concluída em 10 de julho de 2003 com a ciência do auto de infração. Os períodos de apuração verificados e em que a fiscalização constituiu créditos tributários vão de fevereiro de 1999 a dezembro de 2002. ,Consoante Termo de Verificação às fls. 14 a 18, a entidade fiscalizada se considera uma "cooperativa de cirurgiões dentistas" ainda que não mantenha livro de matrículas que pennita aferir quem são, a qualquer momento, os seus associados. Foram considerados como tal pela fiscalização todos os profissionais que assinaram a Ata de Assembléia Geral de Constituição (juntada entre fls. 51 e 79), bem como os profissionais que assinaram fichas de filiação e subscreveram quotas de participação na entidade. Tratar-se-ia, portanto, de uma cooperativa de "trabalho", embora os registros contábeis exibidos à autoridade fiscal tenham revelado que a entidade também aufere receitas a título de "mensalidades de planos odontológicos vendidos pela Cooperativa a pessoas físicas e jurídicas". Por esse motivo, entendeu a autoridade fiscal que a base de cálculo da contribuição seria a receita bruta conforme definido na lei 9.718 e sem as exclusões disciplinadas em atos legais posteriores, visto "não se aplicarem às cooperativas de trabalho". Não se colocou, portanto, no trabalho fiscal nenhuma discussão acerca da natureza dos atos praticados, se cooperativos ou não. Ainda segundo a autoridade fiscal, a empresa contabiliza na mesma conta tais receitas de mensalidades e também "os valores referentes aos recebimentos pelos serviços prestados pelos associados da Cooperativa". Dessa conta são ainda deduzidos os valores repassados aos profissionais associados pelos serviços prestados. 2 Processo n° 13982.000424/2003-61 S3-C4T2 Acórdão n.° 3402-00.519 Fl. 2 Nos anos de 1999 a 2001, considerou ela como componentes da base de cálculo da contribuição tais receitas e mais aquelas registradas a título de rendimentos de aplicações financeiras, juros e descontos ativos, receitas de associados e receitas de serviços prestados. Da narrativa realizada não fica claro se nestas duas últimas contas estão registrados os mesmos valores registrados a título de receitas de associados e de planos odontológicos mencionados em parágrafo anterior. No ano de 2002 foram consideradas componentes da base de cálculo as receitas contabilizadas a título de "vendas de serviço" e "taxa de administração", não esclarecendo a autoridade fiscal o que aí se contabiliza. A defesa da entidade foi construída sobre a premissa de que as cooperativas somente devem recolher a contribuição em tela sobre o faturamento obtido com não- associados, o que não teria ocorrido visto que todas as receitas tributadas pela fiscalização se subsumiriam no conceito de ato cooperativo. O lançamento foi integralmente mantido pela DRJ Florianópolis, que entendeu aplicáveis à entidade as inovações introduzidas pela Lei 9.718 na determinação da base de cálculo da contribuição, as quais teriam validade a partir de fevereiro de 1999. Por isso, não se discutiria mais, segundo a instância de piso, se os atos praticados seriam ou não cooperativos. O acórdão guerreado reproduz ainda entendimento doutrinário segundo o qual "cooperativas de trabalho" que em verdade operam como administradoras de planos de saúde não praticam atos cooperativos, devendo se submeter à tributação do PIS conforme qualquer outra sociedade empresária. E como não há ementa no acórdão, não se sabe com exatidão qual foi dos dois o motivo para a manutenção do lançamento. O recurso ofertado se assenta em três argumentos sucessivamente apresentados. Em primeiro lugar, defende que a Lei 9.718 expressamente ressalvou a legislação específica que cuidava da tributação ao PIS, não tendo, por isso, revogado a forma especial pela qual eram as cooperativas alcançadas pelo tributo, prevista no art. 2° da Lei 9.715. Em seu entender, essa revogação teria de ter sido expressa. Em seqüência, aponta que o STF já declarou inconstitucional o parágrafo 1° do art. 30 da lei 9.718 em que se basearam os julgadores de piso. No seu entender, essa declaração de inconstitucionalidade implicaria, no caso das cooperativas, a plena validade do artigo acima mencionado, que regula a tributação pelo PIS dessas entidades. E como tal, esse o terceiro argumento, defende que somente a receita dos atos não-cooperativos poderia ser alcançada pela contribuição, sendo, ao contrário, cooperativos todos os atos praticados, não constituindo sequer receita da entidade os valores por eles recebidos. Para tanto, defende que mesmo a contratação de planos de saúde com pessoas fisicas e jurídicas não desnatura a atividade da cooperativa visto que objetiva ela assegurar demanda pelos serviços dos profissionais integrantes, sendo-lhes repassada a receita dos serviços prestados. • É o Relatório • 3 Voto Conselheiro JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS, Relator Fui designado pela d. Presidenta para redigir o acórdão, dado que a proposta do i. relator de reconhecer o direito em tela não foi acolhida pelo colegiado. Como bem anotado no voto do dr. Leonardo, a matéria já foi exaustivamente examinada na Câmara. Primeiramente, ficaram as discussões restritas à necessidade de o produto exportado constar na TIPI como tributado. Afastar-se-iam, por isso, todos aqueles que não fossem alcançados pela incidência do imposto, independentemente da origem dessa não- incidência. De outro lado, havia a corrente que concordava exatamente com as razões aqui reiteradas no voto transcrito pelo relator: bastaria que houvesse exportação, não sendo necessário perquirir sobre o conceito de produção, mormente utilizando como referência a legislação do IPI. No calor dessa discussões, proferi voto que a seguir transcrevo e que se situa a meio caminho das duas posições. A tese é simples: a utilização da legislação do IPI como definição do que seja produção é requisito da própria lei instituidora do beneficio (literal em seu art. 3 0, § 1 0), mas isso não significa que todo e qualquer produto considerado NT na TIPI não dá direito ao beneficio. Tal posição acabou prevalecendo, embora se deva registrar que há componentes da Câmara que mantêm-se fiéis à restrição reafirmada pela DRJ e, portanto, apenas me acompanham pelas conclusões. Transcrevo em seguida o voto mencionado, cujo entendimento vem de ser recentemente adotado pela Câmara Superior de Recursos Fiscais. Entendo não assistir razão à recorrente. É que, como ela mesma reconhece, a lei instituidora do beneficio exigiu a ocorrência de produção. De fato, o seu art. 1° apenas o confere a quem seja empresa produtora e exportadora. Confira-se: Art. 1° A empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais fará jus a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados, como ressarcimento das contribuições de que tratam as Leis Complementares n" 7, de 7 de setembro de 1970, 8, de 3 de dezembro de 1970, e 70, de 30 de dezembro de 1991, incidentes sobre as respectivas aquisições, no mercado interno, de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, para utilização no processo produtivo. Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se, inclusive, nos casos de venda a empresa comercial exportadora com o fim especifico de exportação para o exterior. Mas, diferentemente do que ela afirma, a mesma Lei estabelece sim o que seja "produção" para esses efeitos, remetendo o intérprete e aplicador do direito às disposições da "legislação" 4 ,R.rix Processo n° 13982.000424/2003-61 53-C4T2 Acórdão n.° 3402-00.519 Fl. 3 do IPI. Trata-se, cOmo se sabe, do parágrafo único do art. 3° a seguir transcrito: Art. 3° Para os efeitos desta Lei, a apuração do montante da receita operacional bruta, da receita de exportação e do valor das matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem será efetuada nos termos das normas que regem a incidência das contribuições referidas no art. 1°, tendo em vista o valor constante da respectiva nota fiscal de venda emitida pelo fornecedor ao produtor exportador. •Parágrafo único. Utilizar-se-á, subsidiariamente, a legislação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados para o estabelecimento, respectivamente, dos conceitos de receita operacional bruta e de produção, matéria-prima, produtos intermediários e material de embalagem. Com isso, parece-me fora de qualquer discussão que o beneficiário do instituto criado em 1996 tem de ser um estabelecimento produtor na forma do que preceitua a legislação do imposto. Ora, a legislação do IPI referida na norma tem como âncora a Lei n° 4.502 que, desde 1964, define o que seja produção para - efeitos do IPI em seu art. 30 ART.3 - Considera-se estabelecimento produtor todo aquele que industrializar produtos sujeitos ao imposto. Parágrafo único. Para os efeitos deste artigo, considera-se industrialização qualquer operação de que resulte alteração da natureza, funcionamento, utilização, acabamento ou apresentação do produto, salvo: I - o conserto de máquinas, aparelhos e objetos pertencentes a terceiros; II - o acondicionamento destinado apenas ao transporte do produto. III - o preparo de medicamentos oficinais ou magistrais, manipulados em farmácias, para venda no varejo, diretamente e consumidor, assim como a montagem de óculos, mediante receita médica. * Inciso III acrescido pelo Decreto-Lei n. 1.199, de 27/12/1971. IV - a mistura de tintas entre si, ou com concentrados de pigmentos, sob encomenda do consumidor ou usuário, realizada em estabelecimento varejista, efetuada por máquina automática ou manual, desde que fabricante e varejista não sejam empresas interdependentes, controladora, controlada ou coligadas. * Inciso IV acrescido pela Lei n. 9.493, de 10/09/1997 (DOU de 11/09/1997, em vigor desde a publicação). Mas nesse conceito original, cabia sim interpretar o alcance das expressões "alterar o acabamento ou a apresentação do • produto". Os diversos decretos que aprovaram regulamentos do IPI (RIPI) delimitaram o alcance das expressões contidas na lei ao definir, com precisão, cinco modalidades de industrialização. No período das exportações promovidas pela recorrente, o que vigia era ainda o RIPI baixado pelo decreto de n° 87.981, em 1982. Seu art. 4 0 assim regulamentava a definição de industrialização (disposição repetida em todos os regulamentos posteriores): Art. 42 Caracteriza industrialização qualquer operação que modifique a natureza, o funcionamento, o acabamento, a - apresentação ou a finalidade do produto, ou o aperfeiçoe para consumo, tal como (Lei n2 4.502, de 1964, art. 32, parágrafo único, e Lei n2 5.172, de 25 de outubro de 1966, art. 46, parágrafo único): I - a que, exercida sobre matérias-primas ou produtos intermediários, importe na obtenção de espécie nova (transformação); II - a que importe em modificar, aperfeiçoar ou, de qualquer • forma, alterar o funcionamento, a utilização, o acabamento ou a aparência do produto (beneficiamento); III - a que, consista na reunião de produtos, peças ou partes e de que resulte um novo produto ou unidade autônoma, ainda que sob a mesma classificação fiscal (montagem); IV - a que importe em alterar a apresentação do produto, pela colocação da embalagem, ainda que em substituição da original, salvo quando a embalagem colocada se destine apenas ao transporte da mercadoria (acondicionamento ou reacondicionamento); ou V - a que, exercida sobre produto usado ou parte remanescente de produto deteriorado ou inutilizado, renove ou restaure o produto para utilização (renovação ou recondicionamento). Parágrafo único. São irrelevantes, para caracterizar a operação como industrialização, o processo utilizado para obtenção do produto e a localização e condições das instalações ou equipamentos empregados. Como se observa, a regulamentação, embora aprofundasse o alcance das expressões originais, ainda deixava aberto o campo de interpretação quanto aos limites das alterações que devem ser promovidas pelo -produtor" sobre o produto para que se configure uma industrialização. • Por esse motivo, esta Câmara, por maioria, tem entendido possível ao contribuinte demonstrar o cumprimento dos requisitos previstos nesse dispositivo para enquadrar-se como "produtor", ainda que o seu produto esteja indicado na TIPI como NT. Dentre as modalidades ali definidas — ressalve-se que de modo exemplifica tivo — duas parecem cogitáveis ao caso concreto: o beneficiamento e o acondicionamento. 6 \f"\- Processo n° 13982.000424/2003-61 S3-C4T2 Acórdão n.° 3402-00.519 Fl. 4 É também por esse motivo que se firmou o entendimento de que não cabe excluir a receita de exportação de produtos NT do total daquela receita que integra o numerador da relação utilizada para apurar a base de cálculo (receita de exportação sobre receita total). Assim, caso deferido o beneficio, caberia também a revisão desse critério adotado pela fiscalização. Divirjo desse entendimento, embora deixando registrado que não concordo com o simples argumento de que basta o produto ser NT na TIPI para que o beneficio se torne incogitável. Cumpre esclarecer esse meu posicionamento. É que entendo que aquela tabela, igualmente baixada por meio de decreto regulamentar expedido pela Presidência da República, vem exatamente para impedir interpretações divergentes, no âmbito administrativo, acerca do que seja industrialização para efeito do IPI Nesse sentido, vale transcrever as felizes lições do saudoso mestre Hely Lopes Meirelles" , acerca do alcance e vincula ção dos decretos regulamentares: "Decretos, em sentido próprio e restrito, são atos administrativos da competência exclusiva dos chefes do Executivo, destinados a prover situações gerais ou individuais, abstratamente previstas de modo expresso, explícito ou implícito pela legislação. Comumente, o decreto é normativo e geral, constituindo exceção o decreto individual. Como ato administrativo, o decreto está sempre em situação inferior à da lei, e, por isso mesmo, não a pode contrariar. O decreto geral tem, entretanto, a mesma normatividade da lei, desde que não ultrapasse a alçada regulamentar de que dispõe o Executivo. O nosso ordenamento administrativo admite duas modalidades de decreto geral (normativo): o independente ou autônomo e o regulamentar ou de execução. Decreto regulamentar ou de execução é o que visa a explicar a lei e facilitar a sua execução, aclarando seus mandamentos e orientando sua aplicação. Tal decreto comumente aprova, em texto à parte, o regulamento a que se refere. Regulamentos são atos administrativos, postos em vigência por decreto, para especificar os mandamentos da lei, ou prover situações ainda não disciplinadas por lei. Desta conceituação ressaltam os caracteres marcantes do regulamento: ato administrativo (e não legislativo): ato explicativo ou supletivo da lei; ato hierarquicamente inferior à lei; ato de eficácia externa." Idêntico posicionamento (salvo quanto à possibilidade dos • chamados decretos autônomos) adota outro de nossos mais celebrados administrativistas, o Professor Celso Antônio MEIRELES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo, Malheiros, 2004, p. 181. Bandeira de Me11o 22, para quem o princípio da legalidade ínsito no art. 84, IV da Lei Maior impõe "que mesmo os atos mais conspícuos do Chefe do Poder Executivo, isto é, os decretos, inclusive quando expedem regulamentos, só podem ser produzidos para ensejar execução fiel da lei. Ou seja: pressupõem sempre uma dada lei da qual sejam os fiéis executores ". Definindo, na mesma obra, o que seja essa 'fiel execução", ensina, com a característica clareza (op.cit., p. 330: "Ditos regulamentos cumprem a imprescindível função de, balizando o comportamento dos múltiplos órgãos e agentes aos quais incumbe fazer observar a lei, de um lado, oferecer segurança jurídica aos administrados sobre o que deve ser considerado proibido ou exigido pela lei (e ipso facto, excluído da livre autonomia da vontade), e, de outro lado, garantir aplicação isonômica da lei,pois, se não existisse esta norma ção infralegal, alguns servidores públicos, em um dado caso, entenderiam perigosa, insalubre ou insegura dada situação, ao passo que outros, em casos iguais, dispensariam soluções diferentes". E mais adiante referindo-se à vincula ção dos regulamentos (op. Cit. pp. 331 a 332): "É bem de ver que as disposições regulamentares a que ora se está aludindo presumem, sempre e necessariamente, uma interpretação da lei aplicanda... ....A respeito destes regulamentos cabem importantes acotações. A primeira delas é a de que interpretar a lei todos fazem — tanto a Administração, para impor-lhe a obediência, quanto o administrado, para ajustar seu comportamento ao que nela esteja determinado — mas,só o Poder Judiciário realiza, caso a caso, a interpretação reconhecida como a 'verdadeira', a 'certa' juridicamente. Segue-se que, em juízo, poderá, no interesse do administrado, ser fixada interpretação da lei distinta da que resultava de algum regulamento. De outra parte, entretanto, não há duvidar que o regulamento vincula a Administração e firma para o administrado exoneração de responsabilidade ante o Poder Público por comportamentos na conformidade dele efetuados. Isto porque o Regulamento é ato de "autoridade pública", impositivo para a Administração e, reflexamente, mas de modo certo e inevitável (salvo questionamento judicial), sobre os administrados, que, então, seja por isso, seja pela presunção de legitimidade dos atos administrativos, têm o direito de, confiadamente, agir na conformidade de disposições regulamentares". Aplicando tais lições ao caso em análise, vê-se que o que seja industrialização, mesmo com a definição que lhe deram tanto a Lei quanto o Decreto, pode ainda, em muitos casos, ser objeto de interpretações diversas. Para efeito de IPI, porém, toda discussão cessa diante da TIPI, pois é exatamente para dirimir qualquer dúvida nesse aspecto que ela é baixada. Não cabe, pois, ao agente administrativo considerar que o produto que ali 2 BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso De Direito Administrativo. 17. Ed. São Paulo, Malheiros, 2004, p. 94. 8 11 et, Processo n° 13982.000424/2003-61 S3-C4T2 Acórdão n.° 3402-00.519 Fl. 5 esteja definido como não industrializado seja industrializado, ou vice-versa. Trocando em miúdos, sempre que uma dada operação aparentemente puder enquadrar-se como industrialização é aquela norma regulamentar que dirimirá, no âmbito das obrigações atinentes ao IPI, o correto entendimento (ao menos o correto na visão do Poder Executivo, de onde provém), e de forma vinculante a todos os aplicadores do direito integrantes de sua estrutura administrativa. E é claro que esse entendimento pode ser contestado pelos contribuintes, mas então há de ser objeto de apreciação pela instância constitucionalmente capaz: o Poder Judiciário. Nessa esteira é que entendo que não podem os aplicadores do direito não integrantes do Poder Judiciário ultrapassar as definições emanadas da TIPI no que se refere ao alcance do conceito de industrialização para efeito do IPI Mas, como disse, esse posicionamento tampouco autoriza que se remeta automática e acriticamente à TIPI para desconfigurar o direito do postulante ao crédito presumido de que trata a Lei n° 9.363/96, apenas porque na TIPI o produto apareça como NT. E isso porque nem todos os produtos que ali aparecem com tal expressão o fazem por serem produtos não industrializados. De fato, muitos, sem dúvida a maioria, o são. Mas ao lado deles há também os casos da imunidade conferida a alguns produtos. Para eles também a TIPI reserva a expressão NT, desde que aquela não incidência não dependa de qualquer condição. No que respeita apenas à aplicação do IPI não faz qualquer diferença o motivo: sendo N7', o produto está fora do campo de incidência daquele imposto e quem o produz nenhuma obrigação tem com respeito ao tributo. Mas, quando se examina a TIPI com olhos no beneficio da Lei 9.363/96, isso faz sim diferença, pois ela não exigiu, e nisso a recorrente tem inteira razão, que os produtos exportados estejam no campo de incidência do IPI O que ela exige é que eles tenham sido submetidos a uma operação de industrialização. E, como espero ter deixado claro, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Essa ressalva, porém, não afeta a situação sob exame. O produto exportado pela empresa é definido na TIPI como NT exatamente porque os processos a que se possa submeter não foram considerados pelo legislador suficientes para caracterizar uma industrialização. Vale enfatizar que nessa caracterização a existência ou não de maquinário é inteiramente irrelevante. Com efeito, tanto um estabelecimento pode ser definido como industrial mesmo sem 2.<;N- dispor de qualquer maquinário, como outro, que o detenha, nem por isso se torna 'Produtor". Por isso, não sendo o recorrente estabelecimento produtor nos termos exigidos pela legislação concessiva do favor fiscal, não tem direito a ele. Correta a decisão que o denegou, ao recurso do contribuinte deve ser negado provimento. E é nesse sentido o meu voto. E assim restou votado o recurso. n r r J 10 CÉSAR ALVE . RAMOS io

score : 1.124685
4839008 #
Numero do processo: 15374.001794/2002-28
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 06 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Tue Dec 06 00:00:00 UTC 2005
Ementa: NORMAS PROCESSUAIS. REGISTRO CONTÁBIL-FISCAL. A escrituração contábil-fiscal faz prova em proveito do contribuinte quando acompanhada dos documentos que lhe dão arrimo. A redução da base de cálculo não pode ser efetuada somente com base no que o contribuinte escriturou. Necessária a apresentação dos respectivos documentos que atestam o lançamento. OPÇÃO PELA VIA JUDICIAL. Não compete ao julgador administrativo apreciar matéria que se encontre sub judice. PIS/PASEP. BASE DE CÁLCULO. As receitas oriundas de ganhos cambiais não realizados, reversão de variações cambiais negativas, rendimentos financeiros não realizados e reversão de perdas financeiras inserem-se no conceito de receita quando escrituradas pelo regime de competência. Recursos de ofício e voluntário negados.
Numero da decisão: 202-16752
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Maria Cristina Roza da Costa

toggle explain
    
1.0953518 = weight(_texto:"classificaca fiscal" in 8560) [SchemaSimilarity], result of:
  1.0953518 = score(freq=1.0), computed as boost * idf * tf from:
    2.5027642 = idf, sum of:
      2.4186816 = idf, computed as log(1 + (N - n + 0.5) / (n + 0.5)) from:
        3659 = n, number of documents containing term
        41099 = N, total number of documents with field
      0.08408269 = idf, computed as log(1 + (N - n + 0.5) / (n + 0.5)) from:
        37785 = n, number of documents containing term
        41099 = N, total number of documents with field
    0.43765682 = tf, computed as freq / (freq + k1 * (1 - b + b * dl / avgdl)) from:
      1.0 = phraseFreq=1.0
      1.2 = k1, term saturation parameter
      0.75 = b, length normalization parameter
      2584.0 = dl, length of field (approximate)
      2361.2664 = avgdl, average length of field

  
toggle all fields
materia_s : PIS - ação fiscal (todas)

dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 200512

ementa_s : NORMAS PROCESSUAIS. REGISTRO CONTÁBIL-FISCAL. A escrituração contábil-fiscal faz prova em proveito do contribuinte quando acompanhada dos documentos que lhe dão arrimo. A redução da base de cálculo não pode ser efetuada somente com base no que o contribuinte escriturou. Necessária a apresentação dos respectivos documentos que atestam o lançamento. OPÇÃO PELA VIA JUDICIAL. Não compete ao julgador administrativo apreciar matéria que se encontre sub judice. PIS/PASEP. BASE DE CÁLCULO. As receitas oriundas de ganhos cambiais não realizados, reversão de variações cambiais negativas, rendimentos financeiros não realizados e reversão de perdas financeiras inserem-se no conceito de receita quando escrituradas pelo regime de competência. Recursos de ofício e voluntário negados.

turma_s : Segunda Câmara

dt_publicacao_tdt : Tue Dec 06 00:00:00 UTC 2005

numero_processo_s : 15374.001794/2002-28

anomes_publicacao_s : 200512

conteudo_id_s : 4123503

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 202-16752

nome_arquivo_s : 20216752_130906_15374001794200228_008.PDF

ano_publicacao_s : 2005

nome_relator_s : Maria Cristina Roza da Costa

nome_arquivo_pdf_s : 15374001794200228_4123503.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

dt_sessao_tdt : Tue Dec 06 00:00:00 UTC 2005

id : 4839008

ano_sessao_s : 2005

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:07:05 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045654301835264

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-01T17:57:41Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-01T17:57:40Z; Last-Modified: 2009-09-01T17:57:41Z; dcterms:modified: 2009-09-01T17:57:41Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-01T17:57:41Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-01T17:57:41Z; meta:save-date: 2009-09-01T17:57:41Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-01T17:57:41Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-01T17:57:40Z; created: 2009-09-01T17:57:40Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2009-09-01T17:57:40Z; pdf:charsPerPage: 1571; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-01T17:57:40Z | Conteúdo => - - -..' -- itt? ns„ 22 CC-MF ..-2:72ek Ministério da Fazenda -.9st l'a-t; 0. Fl. z;tf.&,' Segundo Conselho de Contribuintes Processo n2 : 10510.002325/00-77 Recurso n2 : 127.168 Acórdão n2 : 202-16.852 Recorrente : PEDREIRA DINÂMICA LTDA. Recorrida : DRJ em Recife - PE . IPI. CRÉDITO DE INSUMOS. INDUSTRIALIZAÇÃO DE....--- • ,.'.1 .4) MINERAIS. POSSIBILIDADE.:-..: o Poderão ser mantidos e utilizados na escrita fiscal do O ti L- tc 2),„ estabelecimento industrial ou equiparado a industrial os créditos 4, de IPI relativos aos insumos empregados na industrialização de o cs o ....ai; minerais do Pais. A manutenção e a utilização desses créditoso .-C.- CD C) observarão as disposições da IN SRF n2 33/1999, não se Vil CS :El- .12 r- isi .., = cn o ce aplicando, porém, nesse caso, o estorno previsto no art. 22, § 32, 0 '1' E.3 (4 da referida Instrução Normativa e observado o conceito desses 2 O ai Cl3 2 nO = c insumos estabelecido na legislação do imposto.o - m1-" O > C/7 ce I l' Recurso provido. ._ o3 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por PEDREIRA DINÂMICA LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Sala das S ões, em 6 de janeiro de 2006. ^morno Carlos Atuí Presidente 4 .. ant._ a / c/t _Maria Cristina Roza clÃCostaRelatora .. Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Gustavo Kelly Alencar, Antonio Zomer, Raimar da Silva Aguiar, Eyandro Francisco Silva Araújo (Suplente), Marcelo Marcondes Meyer-Kozlowski e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda. .. 1 , 22 CC-MF Ministério da Fazenda MF - SEGUNDO CONSELHa 12. t Fl. P.;',"n:5` Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE COM O ORIGtial. Brasília JO OS Processo n2 : 10510.002325/00-77 Nana Cláudia Silva Gni .° kd Siapc C217' Recurso n2 : 127.168 Acórdão n2 : 202-16.852 Recorrente : PEDREIRA DINÂMICA LTDA. RELATÓRIO Trata-se de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 5 2 Turma de Julgamento da DRJ em Recife - PE, referente ao indeferimento do pedido de ressarcimento de saldo de crédito existente na escrita fiscal. Por bem descrever os fatos, reproduz-se, abaixo, o relatório da decisão recorrida: • "A interessada acima qualificada formalizou pedidos de ressarcimento de créditos do IPI (fis. 01 e 02) originados da aquisição de insumos, relativamente ao período de apuração de janeiro/99 a junho/2000, no montante de R$ 15.787,33, com fundamento no artigo 11 da Lei n° 9.779, de 19 de janeiro de 1999, conjugados ao Pedido de Compensação de fls. 06, 545 e 549. • 2. Após análise dos documentos constantes dos autos, a Delegada da Receita Federal em Aracaju/SE acatou o Parecer n° 14/2001(/ls.554/556) da Seção de Tributação e indeferiu os Pedidos de Ressarcimento, argumentando que o interessado não atende às exigências previstas na legislação que prevê o ressarcimento, uma vez que tem por atividade econômica a extração de pedra, areia e argila, que são produtos não tributáveis pelo IPI, conforme cadastro da empresa (/7.550) e declaração de não apuração do imposto (11.551). Consta no parecer que a empresa foi intimada a prestar informações sobre a classificação fiscal e sujeição dos produtos fabricados à tributação do IPI e que, expirado o prazo, não logrou apresentar os solicitados esclarecimentos (AR de j1.552). 3. O contribuinte foi cientificado do Parecer n°14/2001 em 09/02/2001 (AR de 11.560) e, inconformado, apresentou Manifestação de Inconformidade à Delegacia da Receita • Federal de Julgamento em Salvador, alegando em síntese que: 3.1 É pessoa jurídica de direito privado cuja atividade principal é a industrialização de pedras, as quais posteriormente transforma em britas e seus derivados. Para industrialização destes produtos, cuja saída é não-tributada, adquire matéria-prima (MP), produto intermediário (PI) e material de embalagem (ME), com ou sem destaque do IPL 3.2 Os referidos MP, PI e ME, além de outros insumos, geram créditos de IPI A negativa do direito não atende aos princípios constitucionais da capacidade contributiva e da não-cumulatividade do IPI, previstos no artigo 153, 55' 3°, inciso II da Constituição Federal. 3.J É legitima titular dos créditos relativos aos insumos aplicados ha industrialização, independentemente do fato de tais produtos serem isentos, sujeitos à aliquota zero ou não-tributados. 3.4 O direito ao crédito, por principio constitucional, foi incorporado pelo artigo 146 e 147, inciso I do Regulamento do IPI — RIPI, aprovado pelo Decreto n° 2.637, de 25 de junho de 1998, incluindo-se, entre as matérias-primas e os produtos intermediários, aqueles que não se integram ao novo produto, mas são consumidos no processo de fabricação, salvo os bens do ativo permanente. 3.5. Os tribunais pátrios e diversos juristas salientam que as disposições constitucionais dos créditos de IPI têm eficácia plena e aplicabilidade imediata. A fruição do crédito re. 2 CC-MF Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRLDU:r.,_.. 4 CONFERE COM O ORIGINAL Processo n2 : 10510.002325/00-77 Brasília 40 / 03 / Recurso n2 : 127.168 lvana Cláudia Silva Castro ti./ Acórdão n2 : 202-16.852 Mat. Siaae 32136 não necessita positivar-se na existência de operação jurídica anterior, logo não há sentido jurídico na limitação do crédito, bastando sua efetiva utilização no processo industrial. 3.6. Uma vez que o destaque do IPI na nota fiscal de insumos é meramente declaratória da repercussão jurídico-constitucional, mantém-se os créditos nas operações posteriores isentas, sujeitas ou não à tributação, devendo ser interpretadas restritivamente as regras contidas nas alíneas "a" e "b" do inciso II, § 2° do artigo 155 da Constituição Federal, unicamente para os casos excepcionais que não provoquem a quebra no princípio da não-cumulatividade. 3.7. Estando o ICMS e o IPI submetidos ao mesmo princípio constitucional, e tendo o legislador feito restrição quanto ao crédito, nos casos de não incidência posterior ou isenção somente para o ICMS, todavia é de dar plenitude ao direito ao crédito do IPI nas operações sujeitas ou não à tributação. Este é o entendimento do jurista Ives Gandra da Silva Martins, que em recente parecer fundamenta-se na Constituição Federal, acórdão do Supremo Tribunal Federal e no artigo 11 da Lei n° 9.779, de 1999. 3.8. A norma de vedação ao crédito do IPI provoca o ónus do consumo industrial, pois o crédito nada mais é que uma moeda escritural que possibilita ao contribuinte ressarcir- se do IPI pago e destacado na compra dos insumos, sendo a impossibilidade de aproveitamento do crédito uma distorção cumulativa que não somente anula as isenções extrafiscais como onera o consumidor final. Ao onerar a renda, a vedação fere o princípio constitucional da capacidade contributiva. 3.9 A interpretação do artigo 11 da Lei n°9.779, de 1999, no sentido de aproveitamento restrito, é inconstitucional, sendo a atitude da autoridade administrativa incompatível com outros órgãos da própria administração pública, conforme transcrição de acórdão da 1° Câmara do 2° Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda; 4. Requereu, ao fim, a reforma da decisão que indeferiu o seu pedido. 5. O Processo foi, então, encaminhado à DRJ Salvador para julgamento que, através da Decisão DRJ/SDR n° 1.474, de 26/07/2001, julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade do interessado e indeferiu a solicitação de ressarcimento. 6. Notificada da Decisão de 1° Instância da DR! Salvador, a empresa apresentou recurso ao 2° Conselho de Contribuintes (fiz 586/592), no qual se limita a repetir os argumentos apresentados na sua Manifestação de Inconformidade delis. 565/571. 7. Em 28/01/2003, o 2° Conselho de Contribuintes, através do Acórdão n° 202-14.489, anulou a decisão de I° Instância alegando que a competência para julgamento, em primeira instância, de processos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal não pode ser objeto de delegação, como o foi no caso sob análise. 8. O Processo foi devolvido à DR.! Salvador para que fosse proferida uma nova decisão, "em boa forma e dentro dos preceitos legais", mas com a publicação da Portaria MF n° 259, de 24/08/2001, a competência para julgamento do referido processo foi transferida à DRJ-Recife, tendo, portanto, sido encaminhado para esta DRJ." Apreciando as razões postas na manifestação de inconformidade, o Colegiado de primeira instância proferiu acórdão resumido na seguinte ementa fl. 603: "Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI 3 2' CC-MF Ministério da Fazenda MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUiNTES Segundo Conselho de Contribuintes mis/FERE somo ORIGINAL Fl. o cri. Sracilia —49—! O fOÇo Processo n2 : 10510.002325/00-77 lvana Cláudia Silva Castro s—, Recurso n2 : 127.168 Mi. Sia C2136 Acórdão n2 : 202-16.852 Período de apuração: 01/01/1999 a 30/06/2000 Ementa: IN CRÉDITOS BÁSICOS. RESSARCIMENTO - LEI N°9.779/1999. Somente com relação aos produtos tributados (ainda que à alíquota zero), isentos ou imunes fabricados com insumos adquiridos pelo estabelecimento industrial a partir de janeiro de 1999, nos termos do artigo 11 da Lei n° 9.779, de 1999- regulamentado pela IN SRF n° 33, de 1999 -, é possível deferir saldos credores trimestrais para ressarcimento em espécie ou compensação. Sobre os produtos classificados como NT (não-tributados) na Tabela de Incidência do IPI, portanto, sobre produtos que estão fora do campo de incidência do imposto, não se aplica o princípio da não-cumulatividade e, por conseguinte, não há a geração de direito a créditos. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPETÊNCIA DAS INSTÂNCIAS ADMINISTRA TUAS PARA APRECIAÇÃO. As autoridades administrativas estilo obrigadas à observância da legislação tributária vigente no País, sendo incompetentes para a apreciação deargiiiçães de inconstitucionalidade de atos legais regularmente editados, • Solicitação Indeferida". Intimada a conhecer da decisão em 04/06/2004, a interessada, insurreta contra seus termos, apresentou, em 29/06/2004, recurso voluntário a este Eg. Conselho de Contribuintes, com as seguintes razões de dissentir: a) produz e comercializa produtos derivados de pedra. Para a execução do processo produtivo adquire matérias-primas, material de embalagem e produtos intermediários, além de outros insumos geradores de créditos do IPI; b) é legítima titular do direito ao crédito de IPI relativo aos insumos citados, empregados na industrialização, independente de serem os produtos finais isentos, sujeitos à alíquota zero ou não tributados na saída; c) a negativa em efetivar a restituição/compensação contraria o princípio da não- cumulatividade e da capacidade contributiva e que, nos termos do art. 153, § 32, II, da CF/88, os estabelecimentos industriais poderão creditar-se do imposto pago sobre insumos adquiridos para emprego no processo de industrialização; d) as regras dos arts. 146 e 147 do RIPI/98 corroboram a pretensão ao creditamento do IPI; e) eficácia plena e aplicabilidade imediata das disposições constitucionais, não dependendo de lei a eficácia do sistema de abatimento dos créditos do IPI; t) a fruição do crédito vincula-se, exclusivamente, à existência da situação jurídica de aquisição de produtos sujeitos ao IPI e a circunstância de o contribuinte haver participado de operações envolvendo quaisquer produtos ou mercadorias relacionadas ao processo industrial; g) o direito ao crédito decorre da repercussão jurídica, decorrente da repercussão econômica do imposto, cuja cumulatividade não pode prosperar em razão da expressa previsão constitucional da não-cumulatividade. Daí decorre que a e4 2° CC-MF Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COM O ORIGINAL Brasilia. -10 / 05 / OIP Processo /15-° 10510.002325/00-77 Ivana Cláudia Silva Castro 4.„ Recurso n2 : 127.168 Mat. Sia e 9213S Acórdão n2 : 202-16.852 simples existência do crédito na operação anterior gera o direito constitucional à sua utilização; h) prevalência do principio da não-cumulatividade em toda sua plenitude para o IPI, diversamente do que ocorre com o ICMS que tem vedação constitucional ao aproveitamento do crédito se a operação anterior, por qualquer motivo, não sofrer incidência do imposto. Reproduz doutrina e jurisprudência nesse sentido; i) a incidência repercussiva do IPI sobre o comprador industrial, nos casos em que ocorre a incidência do imposto sobre insumos aplicados no produto industrializado cuja saída é isenta ou sujeita à aliquota zero; j) o consumo de insumos aplicados ao processo produtivo constitui-se em gasto a ser recuperado na venda do produto. Não se constitui em dispêndio nem em renda do industrial, devendo ser um fato economicamente neutro; k) a onerosidade do consumo industrial de insumos pela vedação do crédito do IPI fere o principio da capacidade contributiva na medida em que passa a ser fato carregado de conteúdo econômico; I) a interpretação do art. 11 da Lei n2 9.779/99, no sentido de aproveitamento restrito apenas aos créditos incentivados serão inconstitucional, não sendo, portanto, válida; m) o direito de crédito é moeda escritural. Possibilita o ressarcimento ao contribuinte do IPI pago destacadamente na compra dos insumos; n) anulado o crédito por uma isenção extrafiscal, o contribuinte perde a possibilidade de opor este crédito ao Fisco, ressarcindo-se do ônus pela repercussão do IPI ao próximo agente do ciclo econômico; isso provoca distorção cumulativa que, além de anular as isenções extrafiscais, onera o consumidor final além das aliquotas normais. Alfim, espera que o Conselho receba o recurso e julgue-o procedente, determinando o imediato ressarcimento e posterior compensação ao termo do pedido. É o relatório. e 5 V.) CC-MF "-rat'k-t ir' Ministério da Fazenda MF- SEGUNDO CONSELHO DECONTRiBiJNï1 Fl. f- Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE CONI O ORIGINAL Brasília / / OCe Processo n2 : 10510.002325/00-77 'varia Cláudia Silva Castro Recurso n! : 127.168 Mat. Sino 92136 Acórdão n2 : 202-16.852 VOTO DA CONSELHEIRA-RELATORA MARIA CRISTINA ROZA DA COSTA O recurso voluntário atende aos requisitos legais exigidos para sua admissibilidade e conhecimento. A matéria enfocada refere-se, exclusivamente, à irresignação da recorrente com o indeferimento do pedido de restituição/compensação de valores relativos a créditos de IPI destacados nas notas fiscais de aquisição de produtos destinados ao seu processo produtivo. A recorrente, como informa no recurso, exerce a atividade de industrialização de pedras, com transformação em brita e derivados, ou melhor dizendo, conforme consta em seu contrato social de constituição, "tem como objetivo a extração de pedras para construção civil" (fl.09) e, para tanto, adquire matérias-primas, material de embalagem e produtos intermediários, com ou sem destaque de IPI, para serem empregados na industrialização de seus produtos cuja saída é não tributada. Tece longo arrazoado acerca do princípio da não-cumulatividade, para defender o direito que entende possuir de se ressarcir dos créditos de IPI pagos na aquisição dos insumos referenciados. Ocorre que, antes mesmo de se analisar o principio da não-cumulatividade, ponto central da defesa posta no recurso, cabe analisar qual o tipo de produto industrializado pela recorrente e qual o tratamento que recebe da legislação constitucional e infraconstitucional. A matéria-prima básica da recorrente é a pedra. O Novo Dicionário Eletrônico Aurélio, versão 5.0, assim a conceitua: Pedra: 1. Matéria mineral dura e sólida, da natureza das rochas. (negritado) Constituindo o processo industrial em operação relativa a minerais do pais, o enfoque tributário transmuda da simples situação de "produto não tributável — NT" para produto imune, nos termos do art. 155, § 3 2, da Constituição Federal. Essa circunstância da recorrente encontra-se bem analisada na solução de consulta dada pela Divisão de Tributação — DISIT —, da Superintendência Regional da Receita Federal da 52 Região Fiscal — SRRF — 5 2 RF n2 17, de 03/06/2005, a qual é abaixo reproduzida, na parte que interessa à solução da controvérsia, cujos fundamentos acolho e adoto como fundamentos deste voto: SOLUÇÃO DE CONSULTA SPRF/5° RF/DISIT N° 17, de 03 de junho de 2005 13. O art. 155, § 3°, da Constituição Federal dispõe: "Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir: § 3° À exceção dos impostos de que tratam o inciso II do caput deste artigo e o art. 153, I e II, nenhum outro imposto poderá incidir sobre operações relativas a energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais do País."... (grifo nosso). 6 • inistério 29 CC-MF M da Fazenda ',..;:n3•Zi; Segundo Conselho de Contribuintes SEGUeNDOCCHO EltOECE4AaFt05 144:zecroopOINNTRI Fl.BUt1fiaS raS iiía, _— Processo n2 : 10510.002325/00-77 Ivana Cláudia Silva Castro Recurso n2 : 127.168 Mtt. Siz e 92136 Acórdão n2 : 202-16.852 14. A magna carta brasileira, no parágrafo 3° do artigo supracitado, apenas considerou incidentes sobre as operações nele referidas o imposto estadual ICMS e os impostos federais sobre Importação e sobre Exportação. Assim, à exceção destes impostos, as operações relativas à energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais do País estão imunes quanto à incidência de quaisquer outros tributos, inclusive sobre produtos industrializados – IPL 15. Reafirmando, em âmbito infraconstitucional, a imunidade atribuída aos minerais do País, o Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados – RIPI, promulgado através do Decreto n° 4.544, de 26/12/2002, prescreve, em seu artigo 18, inciso IV: ..."Art. 18. São imunes da incidência do imposto IV - a energia elétrica, derivados de petróleo, combustíveis e minerais do País. (Constituição Federal, art. 155, § 3°)."... (grifo nosso) 16. Cabe esclarecer que todos os produtos imunes ao IPI estão automaticamente fora de seu campo de incidência, sendo legalmente "não-tributados", independentemente de estarem gravados ou não pelo IPI na Tabela de Incidência do IPI 17. A utilização dos créditos do IPI foi modificada pela promulgação da Lei n° 9.779, de 19/01/1999, que, em seu artigo 11, assim preconizou: ..." Art. 11. O saldo credor do Imposto sobre Produtos Industrializados –IPI, acumulado em cada trimestre-calendário, decorrente de aquisição de matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem, aplicados na industrialização, inclusive de produto isento ou tributado à alíquota zero, que o contribuinte não puder compensar com o IPI devido na saída de outros produtos, poderá ser utilizado de conformidade com o disposto nos arts. 73 e 74 da Lei n.° 9.430, de 1996, observadas as normas expedidas pela Secretaria da Receita Federal – SRF, do Ministério da Fazenda."... (grifo nosso) 18. A Instrução Normativa SRF n° 33, de 04/03/1999, disciplinou a matéria estabelecendo, em seu art. 2°, sç 3°, que os créditos originários da aquisição de matérias- primas (MP), produtos intermediários (P1) e materiais de embalagem (ME), quando destinados à fabricação de produtos não-tributados (NT), devem ser estornados. Entretanto, o artigo 4° da mesma Instrução Normativa reconheceu o direito de aproveitamento desses mencionados créditos, alcançando, exclusivamente, insumos recebidos por estabelecimento industrial ou equiparado a industrial a partir de 1 0/01/1999, quando aplicados na industrialização de produtos imunes, desde que atendidas as condições previstas no artigo 11 da Lei n° 9.779/1999 supratranscrito. Eis o que dizem os artigos 2°, § 3°, e 4° da IN SRF n° 33/1999: ... "Art. 2° Os créditos do IPI relativos a matéria-prima (MP), produto intermediário (PI) e material de embalagem (ME), adquiridos para emprego nos produtos industrializados, serão registrados na escrita fiscal, respeitado o prazo do art. 347 do RIPI: § 3° Deverão ser estornados os créditos originários de aquisição de MP, PI e ME, quando destinados à fabricação de produtos não tributados (N7)."... 7e„. . r CC-MF Ministério da Fazenda 4. Fl. t'.fr.”";.. ' Segundo Conselho de Contribuintes .::.•ii,>is• MF - SECUNDO CONSEL110 DE COATRISuikre'.; j tc-an-5,. • CONFERE COM O ORKIINP1 Processo n2 : 10510.002325/00-77 Brasília ¡O i I.» ,.....DS0 i, Recurso n2 : 127.168 Ivanz Citiudia Siiva Castro 1 Acórdão n2 : 202-16.852 Ilt.l. Si 2pe. 9213S k ... "Art. 400 direito ao aproveitamento, nas condições estabelecidas no art. 11 da Lei n°9.779, de 1999, do saldo credor do IPI decorrente da aquisição de MP, PI e ME aplicados na industrialização de produtos, inclusive imunes, isentos ou tributados à aliquota zero, . alcança, exclusivamente, os insumos recebidos no estabelecimento industrial ou equiparado a partir de 1° de janeiro de 1999. "...(grifo •nosso) 19. Realizando-se a interpretação teleológica das normas jurídicas supracitadas, verifica-se a prevalência da vontade constitucional que, como lei primeira do ordenamento jurídico brasileiro, quis gravar com a imunidade as operações relacionadas em seu artigo 155, § 3°, excluindo-as da incidência de impostos diferentes daqueles expressamente mencionados nesse mesmo dispositivo. O conflito entre os ditames do artigo 2°, § 3°, e do artigo 4° da IN SRF n° 33/1999 é apenas aparente, já • que, pelo princípio da hierarquia das normas, o espírito constitucional prevalece para preservar a possibilidade de aproveitamento de créditos do IPI quando os produtos forem não-tributados apenas em razão de imunidade. Caso se não revele hipótese de imunidade tributária constitucional, inexiste possibilidade de aproveitamento de créditos do IPI quando os produtos forem não-tributados. 20. Conclui-se, portanto, que, com o direito à manutenção e à utilização de créditos do IPI instituído pelo art. 11 da MP n°1.788/1998, convertida na Lei n°9.779/1999, deixou de ter eficácia, a partir de 1° de janeiro de 1999, relativamente aos produtos imunes, a realização do estorno dos referidos créditos, previsto no art. 174, L 'a', do RIPI então vigente (Decreto n° 2.637, de 25 de junho de 1998), sendo irrelevante, conforme acima exposto, no que concerne aos minerais do pais, de constarem da TIPI vigente como produtos não-tributados (NT), não se aplicando, nesse caso, as prescrições da IN SRF n°33/1999, art. 2°, § 3°. 21. Por pertinente, cumpre esclarecer que o instituto da compensação de créditos do IPI está atualmente disciplinado pela Instrução Normativa SRF n° 460, de 18/10/2004, com as alterações introduzidas pela Instrução Normativa SRF n°534, de 05/04/2005. CONCLUSÃO 22. À vista do exposto, respondo à consulente que, a partir de 1° de janeiro de 1999, poderão ser mantidos e utilizados na escrita fiscal do estabelecimento industrial ou equiparado a industrial os créditos de IPI relativos aos insumos empregados na industrialização de minerais do País. A manutenção e a utilização desses créditos observarão as disposições da IIV SRF n° 33/1999, não se aplicando, porém, nesse caso, o estorno previsto no art. 2°, § 3°, da referida Instrução Normativa.'"' À vista do acima exposto, voto por dar provimento ao recurso voluntário, reconhecendo o direito da recorrente em manter e utilizar os créditos decorrentes de matérias- primas, produtos intermediários e material de embalagem empregados na industrialização de pedras e seus derivados, observada a legislação do IPI quanto à extensão do conceito desses insumos. Sala das Sessões, em 26 de janeiro de 2006. ,4, , ii-ARtt CRISTINA ROTA DA COSTA .. \ 8 Page 1 _0025500.PDF Page 1 _0025600.PDF Page 1 _0025700.PDF Page 1 _0025800.PDF Page 1 _0025900.PDF Page 1 _0026000.PDF Page 1 _0026100.PDF Page 1

score : 1.0953518
4697306 #
Numero do processo: 11075.001981/2001-44
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jul 06 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Wed Jul 06 00:00:00 UTC 2005
Ementa: NORMAS PROCESSUAIS. EXIGÊNCIAS MÚLTIPLAS NUM ÚNICO PROCESSO. As exigências de contribuições sociais distintas, não vinculadas a de nenhum imposto, devem ser manejadas em processos autônomos. Processo anulado.
Numero da decisão: 202-16441
Decisão: Por maioria de votos, anulou-se o processo, a partir da decisão de primeira instância, inclusive. Vencidos os Conselheiros Antonio Carlos Atulim e Maria Cristina Roza da Costa (Relatora). Designado o Conselheiro Antônio Carlos Bueno Ribeiro para redigir o voto vencedor. Esteve presente ao julgamento o advogado da recorrente, Dr. Rafael Lima Marques.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Maria Cristina Roza da Costa

toggle explain
    
1.0775594 = weight(_texto:"classificaca fiscal" in 91) [SchemaSimilarity], result of:
  1.0775594 = score(freq=1.0), computed as boost * idf * tf from:
    2.7441375 = idf, sum of:
      2.5599632 = idf, computed as log(1 + (N - n + 0.5) / (n + 0.5)) from:
        3750 = n, number of documents containing term
        48513 = N, total number of documents with field
      0.18417428 = idf, computed as log(1 + (N - n + 0.5) / (n + 0.5)) from:
        40353 = n, number of documents containing term
        48513 = N, total number of documents with field
    0.3926769 = tf, computed as freq / (freq + k1 * (1 - b + b * dl / avgdl)) from:
      1.0 = phraseFreq=1.0
      1.2 = k1, term saturation parameter
      0.75 = b, length normalization parameter
      2840.0 = dl, length of field (approximate)
      2050.3394 = avgdl, average length of field

  
toggle all fields
materia_s : PIS - ação fiscal (todas)

dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 200507

ementa_s : NORMAS PROCESSUAIS. EXIGÊNCIAS MÚLTIPLAS NUM ÚNICO PROCESSO. As exigências de contribuições sociais distintas, não vinculadas a de nenhum imposto, devem ser manejadas em processos autônomos. Processo anulado.

turma_s : Segunda Câmara

dt_publicacao_tdt : Wed Jul 06 00:00:00 UTC 2005

numero_processo_s : 11075.001981/2001-44

anomes_publicacao_s : 200507

conteudo_id_s : 4117646

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 202-16441

nome_arquivo_s : 20216441_122643_11075001981200144_010.PDF

ano_publicacao_s : 2005

nome_relator_s : Maria Cristina Roza da Costa

nome_arquivo_pdf_s : 11075001981200144_4117646.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Por maioria de votos, anulou-se o processo, a partir da decisão de primeira instância, inclusive. Vencidos os Conselheiros Antonio Carlos Atulim e Maria Cristina Roza da Costa (Relatora). Designado o Conselheiro Antônio Carlos Bueno Ribeiro para redigir o voto vencedor. Esteve presente ao julgamento o advogado da recorrente, Dr. Rafael Lima Marques.

dt_sessao_tdt : Wed Jul 06 00:00:00 UTC 2005

id : 4697306

ano_sessao_s : 2005

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:25:45 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713043065728401408

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-05T11:52:42Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-05T11:52:42Z; Last-Modified: 2009-08-05T11:52:42Z; dcterms:modified: 2009-08-05T11:52:42Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-05T11:52:42Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-05T11:52:42Z; meta:save-date: 2009-08-05T11:52:42Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-05T11:52:42Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-05T11:52:42Z; created: 2009-08-05T11:52:42Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2009-08-05T11:52:42Z; pdf:charsPerPage: 1703; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-05T11:52:42Z | Conteúdo => publiMcalNd ISTERIO DA FAZENDA Ministério da Fazenda Segundooncoon iirtuirioo dtacColantirldhaulnutensijo 2° CGMF -•::.----r. ,y, EL ts) --.;.; 't" Segundo Conselho de Contribuintes ' ;, sttik .: De 1.1---. . Cat Ja6_ Processo 112 : 11075.001981/2001-44 alet" Recurso 5%! : 122.643 VISTO ....-n.-- Acórdão n2 : 202-16.441 Recorrente : UNIMED URUGUAIANA — SOCIEDADE COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO LTDA. Recorrida : DRJ em Santa Maria - RS NORMAS PROCESSUAIS. EXIGÊNCIAS MÚLTIPLAS NUM ÚNICO PROCESSO. . As exigências de contribuições sociais distintas, não vinculadas a de nenhum imposto, devem ser manejadas efn processos autônomos. - Processo anulado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por UNIMED URUGUAIANA — SOCIEDADE COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em anular o processo a partir da decisão de primeira Instância, inclusive, nos termos do voto do Relator-Designado. Vencidos os Conselheiros Antonio Carlos ~ira e Maria Cristina Roza da Costa (Relatora). Designado o Conselheiro Antônio Carlos Bueno Ribeiro para redigir o voto vencedor. Esteve presente ao julgamento o Dr. Rafael Lima Marques, advogado da Recorrente. Sala das es—, em-Okde julho de 2005. o Carlos Atulim Presidente ...,,,-- MINISTÉRIO DA FAZENDA Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE COO OINALRIG fifallb-DF. eia "P I 10 /ZOO ;re -.... --...#....----s ueno Ribeiro • do • elator-Designado C#42•24511'clitajuji ...,' seenun. da Segunda Camara J Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Gustavo Kelly Alencar, Raimar da Silva Aguiar, Antonio Zomer, Marcelo Marcondes Meyer-Kozlowski e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda. 1 • MINISTÉRIO DA FAZENDA Segundo Conselho de Contribuintes - Ministério da Fazenda CONFERE COMO ORIGINAL_ r CC-MF Segundo Conselho de Contribuintes Brasaia-N. em 9- ews Fl. CitiSrdra tiú iProcesso n2 : 11075.001981/2001-44 Sewerténe Segumia C /RI SM Recurso n2 : 122.643 Acórdão n 202-16.441 Recorrente : UNINIED URUGUAIANA — SOCIEDADE COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO LTDA. RELATÓRIO Trata-se de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela r Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Santa Maria - RS, referente à constituição de crédito tributário relativo à: a) falta de recolhimento da Contribuição para o Programa de Integração Social — PIS incidente sobre folha de pagamento (fls. 06 a 08), no período de março de 1996 a dezembro de 2000, bem como o PIS referente a receitas oriundas de operações com não associados e no período de junho de 1996 a dezembro de 1997, no valor total de R$127.929,15; b) Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social — Cofins (fls.24 a 26), no período de janeiro de 1996 a dezembro de 2000, por falta/insuficiência de recolhimento, no valor total de R$690.054,38. A ciência dos dois autos de infração deu-se em 21/09/2001. A descrição dos fatos que geraram a autuação consta no Relatório de Trabalho Fiscal que se encontra às fls. 42 a 51. A impugnação das exigências do PIS e da Cofins, de acordo com os argumentos que se encontram às fls. 1.319 a 1.324, diz, em síntese, o seguinte: 1. decadência dos fatos geradores ocorridos antes de setembro de 1996; 2. não pratica atos não cooperativos; 3. inconstitucionalidade da Lei n2 9.718/98; 4. exclusão de receitas decorrentes de atos auxiliares, repassadas a hospitais e laboratórios; 5. aplicação da semestralidade prevista na Lei Complementar n 2 7/70; 6. a revogação da isenção prevista no art. 62, inc. I, da Lei Complementar n2 70, de 1991, pela Medida Provisória n2 1.868-6, de 29 de junho de 1999, não incluem no conceito de receita as verbas integralmente destinadas a pessoas fisicas ,cooperativadas. Caso contrário, a incidência só se aplica a partir do mês de novembro de 1999 e não do mês de junho; 7. a impossibilidade de exclusão da base de cálculo dos valores pagos a pessoas jurídicas somente poderia ser aplicada sobre os valores contabilizados com receita desde outubro de 2000, quando foi revogado o dispositivo que permitia a dedução. Requer a anulação dos lançamentos, ou reduzidos os valores exigidos, levando em conta a preliminar de decadência e os outros dispositivos que diminuem a base de cálculo. Apreciando as razões postas na impugnação, o Colegiado de primeira instância proferiu decisão resumida na seguinte ementa: 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE CO/40 ORIGINAL 22 CC-MFMinistério da Fazenda- Btaslha-DF. em_ljI aer Fl. ,&" Segundo Conselho de Contribuintes CleSafuji Processo n2 : 11075.001981/2001-44 Sectatána da ~na Uns' Recurso n2 : 122.643 Acórdão n2 : 202-16.441 . "Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/01/1996 a 30/09/2001 Ementa: PRELIMINAR. INCONSTITUCIONALIDADE. Compete exclusivamente ao Poder Judiciário pronunciar-se acerca da inconstitucionalidade de ato legal regularmente editado. PRELIMINAR. PIS. COFINS. DECADÊNCIA. O direito de lançar o PIS e a Cofins decai em dez anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/01/1996 a 31/12/2000 Ementa: BASE DE CÁLCULO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. Em se tratando de receitas da prestação de serviços por conta própria, a base de cálculo inclui todos os valores que sejam recebidos pela pessoa jurídica a esse título. SOCIEDADE COOPERATIVA. ATO COOPERATIVO. ISENÇÃO. A isenção prevista para a receita decorrente das operações com associados vigorou até 30/09/1999, quando foi revogado. Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep . Período de apuração: 01/03/1996 a 31/12/2000 Ementa: BASE DE CÁLCULO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. Em se tratando ' de receitas da prestação de serviços por conta própria, a base de cálculo inclui todos os valores que sejam recebidos pela pessoa jurídica a esse título. Lançamento Procedente em Parte" A DRJ considerou devida a Cofins sobre ato cooperativo somente a partir de setembro de 1999 e não de junho como lançado de oficio. Intimada a conhecer da decisão em 06/12/2002, a empresa insurreta contra seus termos, apresentou, em 03/01/2003, recurso voluntário a este E. Conselho de Contribuintes, com as mesmas razões de dissentir postas na impugnação, quais sejani: Relativo às duas contribuições: decadência do período anterior a setembro de 1996; ftelativo ao PIS: a) de março de 1995 a novembro de 1998, vigeu a regra da Lei n2 9.715/98, resultante da conversão da Medida Provisória 119 1.212/95, a qual, nos artigos 22 e 32, definiu com'o norma de tributação das cooperativas 1% sobre a folha de salários e 0,65% sobre o faturamento decorrente das receitas oriundas de operações praticadas com não-associados; b) entende como operação de conta alheia os valores cobrados e repassados a terceiros, relativos a laboratórios e hospitais, nos termos da legislação do Imposto de Renda, portanto, incluindo na base de cálculo somente o resultado da operação. O ingresso de valores que correspondem a receita de terceiros não se inclui na base de cálculo, nos termos do art. 1$ da Medida Provisória n2 3 • MINISTÉRIO DA FAZENDA sy_;. 4„ . Segundo Conselho de Contribuintes 2° CGMF -• ra Ministério da Fazenda CONFERE CORO ORIGINAL Brasília-DF, Fl.y1/4) 21?!" Segundo Conselho de Contnhuintes ft c.C. ;°: p Processo n2 : 11075.001981/2001-44 ama fui i ~atina da Segunda Cámata Recurso n2 : 122.643 Acórdão n2 : 202-16.441 1.858-7, de 29/07/1999. São receitas que extrapolam o conceito de faturamento; c) as receitas apropriadas à base de cálculo pela fiscalização correspondem a valores de atos auxiliares ao ato cooperativo; d) entende corno operação realizada com não associado a prestação de serviços em favor de cooperativados, tendo como beneficiário da operação pessoa que não integra o quadro social da entidade; e) a inclusão de receitas financeiras da cooperativa no conceito de receita bruta constitui invasão pela Lei n2 9.718/98 da competência constitucional, posto que a referida lei antecipou a sua possibilidade jurídica de sua existência por estar arrimada no disposto na Emenda Constitucional n 2 20, a ela posterior, 1) considerada devida a exação, deve ser levada em conta a norma do artigo 6 2 da LC n2 7/70 que estabeleceu corno base de cálculo o faturamento do sexto mês anterior ao mês de lançamento. Relativo à Cofins: a) a exigência fiscal é relativa ao período de março de 1996 a dezembro de 2000, sobre o qual questiona judicialmente a exigibilidade, corno reconhecido no próprio relatório fiscal (fl. 143); b) não compõem a base de cálculo os valores cobrados nos contratos que firma, por serem serviços auxiliares, prestados por terceiros, sobre os quais incide taxa de administração, tendo sido esta oferecida à tributação; c) apresenta arrazoado acerca do conceito de receita bruta, citando o art. 3 2, § r, inc. III, da Lei n2 9.718/98; operação por conta alheia corno definido na legislação do Imposto de Renda e Imposto sobre Serviços. Alfim alega que toda a defesa acerca da ausência de incidência sobre atos cooperativos não foi objeto de apreciação na primeira instância sob o argumento de que se tratava de matéria em discussão jurisdicional. Considera ser possível a análise na esfera administrativa quanto à referida incidência sobre atos cooperativos, como consubstanciado na autuação verificada. Reporta-se à iminente aprovação da Medida Provisória n 2 66, à época da elaboração do recurso, resultando em inexistência da incidência da Cofins e do PIS conforme referido, com exceção do PIS sobre folha de pagamento. Requer o retomo do processo à primeira instância para que seja apreciada a impugnação quanto à cobrança das contribuições sobre atos cooperativos ou seja integralmente provido o recurso, uma vez que a autuação recaiu sobre atos cooperativos, ou ainda, sejam admitidas as exclusões da base de cálculo permitidas em lei. A autoridade preparadora informa a efetivação do arrolamento de bens para fins de garantir a instância recursal, confo e fl. 1449. É o relatório. PC> 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA »..; I. a Segundo Conselho de Contribuintes 2" CC-MF Ministério da Fazenda CONFERE COM O ORIGINAL Ft. g: Segundo Conselho de Contribuintes BraslUa-DF. em 3' 1_,?ti.5- .;.tï> Processo n2 : 11075.001981/2001-44 e za afuji Recurso n2 122.643 Sacie*. da Segunda Crina : Acórdão n2 : 202-16.441 VOTO VENCIDO DA CONSELHEIRA-RELATORA MARIA CRISTINA ROZA DA COSTA O recurso voluntário atende aos requisitos legais exigidos para sua admissibilidade e conhecimento. Impende analisar, preliminarmente, a existência ou não de base legal para a questão processual relativa à reunião dos autos de infração da contribuição ao PIS e da Cofins em um mesmo processo, com vistas ao prosseguimento do julgamento de ambos ou, caso contrário, se devido o apartamento, retomar o processo à origem para providências. • O Processo Administrativo Fiscal - PAF encontra-se regido pelo Decreto n2 70.235, de 06/03/1972. Em 29/01/1999 foi promulgada a Lei n2 9.784 para reger o processo administrativo federal, e, subsidiariamente, o processo fiscal. O PAF estabelece em seu art. 9 2 as regras para formalização do lançamento de oficio, cuja redação atual foi dada pela Lei n2 8.748, de 1993,confonne se reproduz: "Art. 9°A exigência de crédito tributário, a retificação de prejuízo fiscal e a aplicação de penalidade isolada serão formalizadas em autos de infração ou notificação de lançamento, distintos para cada imposto, contribuição ou penalidade, os quais deverão estar instruídos com todos os termos, depoimentos, laudos e demais elementos de prova indispensáveis à comprovação do ilícito. § I° Quando, na apuração dos fatos, for verificada a prática de infrações a dispositivos legais relativos a um imposto, que impliquem a exigência de outros impostos da mesma natureza ou de contribuições, e a comprovação dos ilícitos depender dos mesmos elementos de prova, as exigências relativas ao mesmo sujeito passivo serão objeto de um só processo, contendo todas as notificações de lançamento e auto de infração." Marcos Vinicius Neder e Maria Teresa Martinez López l , comentando o processo administrativo fiscal federal, lecionam, quanto ao caput do artigo: "A exigência de formalização de autos de infração ou notificação de lançamento distintos para cada imposto, contribuição ou penalidade é medida de racionalização processual, pois facilita o exercício do direito de defesa do contribuinte e o julgamento dos processos administrativos. A competência de julgamento dos recursos administrativos, tanto na primeira instância quanto na segunda, é estabelecida em função dos tributos envolvidos no litígio. Os processos relativos ao imposto de renda são Julgados pelo Primeiro Conselho de Contribuintes e os relativos ao IPI, pelo Segundo." E mais adiante, quanto ao § 12: "A redação original dispunha que: "§ I° Quando mais de uma infraÇãO à legislação de um tributo decorrer de um mesmo fato e a comprovação dos ilícitos decorrer dos mesmo elementos de convicção, a exigência será formalizada em um só instrumento, no local da vercação da falta, e alcançará todas as infrações e infratores." O § I° busca atender ao princípio da economia processual, que é uma das faces do princípio constitucional da eficiência,(...). A previsão legal de reunir, num único I NEDER Marcos Vinicius. LÓPEZ. Maria Teresa Martina. Processo Administrativo Fiscal Federal Comentado. 2' ed. São Paulo: Dialética. 2004. p. 144 e 154. \Y 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA i.. Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes r CC-MF a; CONFERE COM O ORIGINAL Fl. Segundo Conselho de Contribuintes Brasília-DF. em / /o / 1005- , Processo n2 : 11075.001981/2001-44 aillnalaju j Recurso n2 : 122.643 Secretária da Segunda Câmara Acórdão n2 : 202-16.441 processo diversas autuações que tenham o mesmo fundamento fático é medida que facilita e acelera o julgamento dos processos. O julgador administrativo pode apreciar, simultaneamente, todas as repercussões fiscais de uma mesma irregularidade. Se, por exemplo, forem apuradas vendas omitidas em auditoria de Imposto de Renda, cujos elementos de prova servem de base para os lançamentos de PIS. COFINS e CSLL, o processo será único, e os julgamentos, proferidos para cada tributo reunidos em um só ato decisório. A norma não pertnite, entretanto, a reunião de processos na hipótese de autuações que referem a impostos de natureza distinta, como, por exemplo, IRPJ e IPL Nesses casos, não haveria economia processual na reunião dos processos, posto que a competência administrativa de julgamento desses processos é distinta.(negrito inserido) . Dispõe a Portaria Mb' n°531/93. artigo 3° que "Os autos de infração e as notificações de lançamento que formalizarem a exigência das contribuições mencionadas no art. 1° (PIS, PASEP, FINSOCIAL e COFINS), de imposto devido na fonte e da Contribuição Social sobre o lucro das pessoas jurídicas, instituída pela Lei n° 7.689/88, de 15 de dezembro de 1988, com as alterações posteriores, quando relativos a um mesmo sujeito passivo e lavrados, exclusivamente, com base nos mesmo elementos de comprovação que fundamentaram lançamento de ofício referente ao imposto sobre a renda das pessoas jurídicas, serão objeto de um único processo." Neste caso, no processo formalizado, deverá constar o relatório, os fundamentos legais e a conclusão relativos a cada um dos tributos e contribuições cujos lançamentos tenha sido objeto de julgamento, sendo consolidados em um único ato." Duas conclusões se impõem da digressão acima. Em relação ao caput do art. 92: 1- a competência para julgamento cru segunda instância é distinta para os diversos tributos. Ao Primeiro Conselho compete julgar, dentre outros, IRPJ, CSLL, IRRF. Ao Segundo Conselho compete julgar, dentre outros, o IPI e as contribuições sociais, exceto a CSLL; 2- por corolário, dai a exigência de formalização de autos de infração distintos para cada imposto ou contribuição, bem como o controle deles por processos autônomos. - Entretanto, o § P do art. So, em prol da economia processual, estabeleceu uma exceção à regra geral da competência para julgamento em segunda instância, dispondo que a verificação da prática de infrações a dispositivos legais relativos a um imposto que impliquem a exigência de: st) outros impostos de mesma natureza e b)contribuições; que atendam às seguintes condições: a) comprovação dos ilícitos depender dos mesmos elementos de prova e b) relativas ao mesmo sujeito passivo, deverá ser objeto de um só processo que conterá todos os autos de infração. Verifica-se que a redação anterior desse parágrafo determinava a formalização de um só instrumento e alcançando todas as infrações e infratores. A nova redação, visando a economia processual sem perda da distinção de cada um dos lançamentos efetuados de oficio, aprimorou a redação anterior modificando a expressão "um só instrumento" para "um só processo" e de "todas as infrações e infratores" para "relativas ao mesmo sujeito passivo" e "contendo todas as notificacões de lançamento e autos de infração" 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA o h; .1 Segundo Conselho de Contribuintes 2° CC-MF•-• Ministério da Fazenda CONFERE COM O ORIGINAL 4- Segundo Conselho de Contribuintes Brasido-DF. em /0 I e005— Fl. t,‘›- 16Processo V : 11075.001981/2001-44 C51Mtza atafujt ~Una da &panda Carara Recurso n2 : 122.643 Acórdão n2 : 202-16.441 • Como claramente se depreende, a regra geral é o capta do artigo que determina a formalização de "autos de infração ou notificações de lançamento distintos para cada imposto, contribuição ou penalidade". Entretanto silencia quanto a tais autos de infração ou notificações serem objeto de um só ou distintos processos. Nesse ponto, o art. 22 da Lei n2 9.784/99 deve ser aplicado: "Art. 22. Os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente a exigir." Devido à repartição das competências para julgamento em segunda instância (e agora, também, em primeira) obviamente e novamente observando o princípio da economia processual e rapidez na solução dos litígios, tem-se que os referidos autos de infração ou notificações de lançamento, nos termos da regra geral, devem ser objeto de processos distintos. Caso contrário, a morosidade na solução das contendas seria o arquétipo, a exemplo do que acontece hoje com os processos de lançamento de oficio de IPI que envolvam infração à legislação desse imposto em conjunto com utilização de classificação fiscal diversa da devida. Uma infração é de competência do Segundo Conselho de Contribuintes e a outra de competência do Terceiro. O processo deve aguardar o julgamento de uma matéria por um dos Conselhos para ser encaminhado ao outro para prosseguir e concluir o julgamento. Ainda mirando o princípio da economia processual, decorrente do princípio constitucional do contraditório e da ampla defesa, o § 1 2, expressamente, traz uma exceção à regra geral do caput quando determina sejam objeto de um só processo os impostos de mesma natureza, bem como as contribuições. Isso para permitir a reunião em um só processo de tributos de competências de julgamento distintas. Como exceção à regra geral, determinou que nesses casos a competência para julgar as contribuições é do Conselho que detiver a competência para julgar o imposto cujo lançamento deu origem ao lançamento das ditas contribuições. Tal exceção aplica-se, usualmente, ao Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas, sendo do 1 2 Conselho a competência para efetuar o julgamento. Portanto, a norma do capta do art. 92 é de clareza solar quando determina a formalização de autos de infração distintos para cada imposto ou contribuição, sem impedir que as luzes emanadas do princípio da economia processual se projetem sobre as situações similares no que diz respeito a contribuições distintas, não objetando que sejam os autos de infração reunidos em um só processo, desde que sejam de competência de um mesmo julgador administrativo, digam respeito ao mesmo sujeito passivo e decorram dos mesmos elementos probatórios, o Rue não seria o caso, por exemplo, de auto de infração formalizado para a CSLL e a Cofins ou o PIS. Estas são contribuições distintas cuja competência de julgamento é de órgãos distintos. E, mesmo que atendam aos demais requisitos, por falta de expressa previsão legal, a CSLL deve ser formalizada em auto .de infração distinto da Cofins ou do PIS, com vistas à celeridade do julgamento, haja vista que são infrações autônomas cuja competência, repita-se, pertence a órgãos distintos. Nas palavras de López "ajuntada terá o efeito de facilitar a defesa para a contribuinte, bem como para o julgador que mantém a visão global do crédito/débito." k)" 7 _ _ • MINISTÉRIO DA FAZENDA Segundo Conselho de Contribuintes CC-MF Ministério da Fazenda CONFERE COMP ORIGINALIQ • n. •1/4 4" Segundo Conselho de Contribuintes BraS1118-DF. em_t_/ CactirákafujiProcesso n9 : 11075.001981/2001-44 Secretária da Segunda Cárnana Recurso n2 : 122.643 Acórdão n2 : 202-16.441 Assim considero inexistir impedimento processual na reunião, em um mesmo processo, de autos de infração distintos, relativos ao mesmo sujeito passivo, cuja competência seja do mesmo órgão julgador. Voto, portanto, no sentido de afastar a preliminar suscitada de oficio. • Sala das Sessões, em 06 de julho de 2005. IEÉ el RIA CRISTINA ROZA A COSTA • • 8 " MINISTÉRIO DA FAZENDA Segundo Conselho de Contribuintes r CC-MF '-• ..-.- ," Ministério da Fazenda CONFERE COM O ORIGINAL Fl. Segundo Conselho de Contribuintes Brasília-DE em_l_l_ Processo n2 : 11075.001981/2001-44 Cleuza Takafuji Secretário de Segunde Cheire Recurso n2 : 122.643 Acórdão n2 : 202-16.441 VOTO DO CONSELHEIRO-DESIGNADO ANTÔNIO CARLOS BUENO RIBEIRO D.m.v. do entendimento da ilustre relatora do voto vencido, expresso em respeitáveis argumentos, sobre a questão preliminar suscitada de oficio acerca da possibilidade de dar curso ao presente processo para apreciar as exigências de crédito tributário nele contidas relativas a duas contribuições sociais distintas (PIS e Cofins), mesmo que baseadas nos mesmos elementos de prova e submetidas à mesma instância julgadora, tenho que a norma processual da espécie não permite esse andamento, assim como nela não vejo lacuna suscetível de ser colmatada. , Da análise integrada do caput e do § 1 2 do art. 92 do Decreto n2 70.235/72, na sua redação atual, atentando para o fato de que o § 1 2 estabelece a exceção ao disposto no caput, fica evidente que a regra geral ali fixada é de que deverão ser formalizados em processos autônomos os autos de infração ou notificação de lançamento, distintos para cada imposto, contribuição ou penalidade, sendo que a exceção para a formalização de exigências distintas num só processo, por certo, só poderá ocorrer na estrita observância dos requisitos previstos no § 12. Dissecando essa norma excepcionadora, verifica-se que dentre seus requisitos cumulativos assume como principal aquele diz respeito a uma relação implicacional que tem como ponto de partida sempre um imposto (stricto sensu) se e quando (I) a apuração dos fatos em que se verificar a prática de infrações a dispositivos legais a ele relativos implicar a exigência de outros impostos da mesma natureza ou de contribuições e, adicionalmente, (II) a comprovação dos ilícitos depender dos mesmos elementos de prova, bem como (III) as exigências forem relativas a um mesmo sujeito passivo. Por aí já se vê a impossibilidade de constarem de um único processo, como na hipótese dos autos, exigências de contribuições sociais distintas não vinculadas à exigência de nenhum imposto, requisito principal para que isso possa ocorrer na dicção do § 1 2 do art. 92 do Decreto n2 70.235/72. Tanto isso se afigura como verdadeiro que já houve duas tentativas de mudança dessa regra processual, com vistas a suprimir o mencionado requisito principal, a saber: Medida Provisória n2 232, de 30/12/2004, art. 10 (revogado pela Medida Provisória n2 243, de 31/03/2005): § 1.0. Os autos de infração e as notificações de lançamento de que trata o caput deste 'artigo, formalizados em relação ao mesmo sujeito passivo, podem ser objeto de um único processo, quando a comprovação dos ilícitos depender dos mesmos elementos de prova. Medida Provisória n2 75, de 24/10/2002 (rejeitada pelo Congresso Nacional): § 1.0. As exigências de que trata o caput, formalizadas em relação ao mesmo sujeito passivo, podem ser objeto de um único processo, contendo todos os autos de infração ou notificações de lançamento, quando a comprovação dos ilícitos depender dos mesmos elementos de prova. Em face da situação em exame merece ser reproduzida a citação de Hely Lopes Meirelles, em Direito Administrativo Brasileiro (22 2 ed. - p. 101), acerca dos atos administrativos, realizada pela ilustre conselheira Maria Teresa Martinez López no voto eincondutor do Acórdão ne 202-11.503 (R. 101.403) ao examinar caso semelhante ao pr te: 9 4 Ç.; MINISTÉRIO DA FAZENDA V. .11 Segundo Conselho de Contribuintes 22 CC-MF Ministério da Fazenda CONFERE coodo ORIGINAL Fl. g" Segundo Conselho de Contribuintes Brunia-0F. ern "I" / /O /OCOS- ); .I Processo n2 : 11075.001981/2001-44 Caifinhafuji Sectstkla da Segunda Criam Recurso ri-o : 122.643 Acórdão112 : 202-16.441 Poder vinculado ou regrado é aquele que o Direito Positivo - a lei - confere à Administração Pública para a prática de ato de sua competência, determinando os elementos e requisitos necessários à sua formalização. Nesses atos, a norma legal condiciona sua expedição aos dados constantes de seu texto. Daí se dizer que tais atos são vinculados ou regrados, significando que, na sua prática, o agente público fica inteiramente preso ao enunciado da lei, em todas as suas especificações. Nessa categoria de atos administrativos a liberdade de ação do administrador é mínima, pois terá que se ater à enumeração minuciosa do Direito Positivo para realizá-los eficazmente. Deixando de atender a qualquer dado expresso na lei, o ato é nulo, por desvinculado de seu tipo-padrão. O princípio da legalidade impõe que o agente público observe, fielmente, todos os requisitos expressos na lei como da essência do ato vinculado. O seu poder administrativo restringe-se, em tais casos, ao de praticar o ato, mas o de praticar com todas as minúcias especificadas na lei. Omitindo-as ou diversificando-as na sua substância, nos motivos, na finalidade, no tempo, na forma ou no modo indicados, o ato é inválido. Isto posto, sou pela declaração da nulidade do processo a partir da decisão da autoridade julgadora de primeira instância, inclusive, para que, após o desentranhamento das peças relativas a uma das contribuições, as quais acrescidas de cópias das peças comuns a ambas exigências, constitua-se um outro processo além deste, de sorte que as exigências das contribuições sejam manejadas em processos autônomos na boa e devida forma. Sala das Sessões, em 06 de julho de 2005. A ;5'0 : 'O RIBEIRO • 10 Page 1 _0038700.PDF Page 1 _0038800.PDF Page 1 _0038900.PDF Page 1 _0039000.PDF Page 1 _0039100.PDF Page 1 _0039200.PDF Page 1 _0039300.PDF Page 1 _0039400.PDF Page 1 _0039500.PDF Page 1

score : 1.0775594
4548678 #
Numero do processo: 10980.011138/2003-52
Turma: Quarta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Mar 05 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Mar 28 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Exercício: 2003 Ementa: “BAIXAS” DE ESTOQUE. TRIBUTAÇÃO. Ausentes justificativas fundamentadas do contribuinte em virtude intimação regular formalizada pela autoridade fiscal, revela-se procedente a tributação que toma por base informações prestada pelo fiscalizado ao Fisco estadual. INCONSTITUCIONALIDADES. APRECIAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (SÚMULA CARF nº 2). JUROS SELIC. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais (SÚMULA CARF nº 4). LEI DECLARADA INCONSTITUCIONAL. DECISÃO PROLATADA EM ÂMBITO INCIDENTAL. AFASTAMENTO POR ÓRGÃO JULGADOR ADMINISTRATIVO. CONDIÇÕES. A partir da publicação da Medida Provisória nº 449, em 04 de dezembro de 2008, os órgãos de julgamento estão autorizados, no âmbito do processo administrativo fiscal, a afastar aplicação de lei que já tenha sido declarada inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal.
Numero da decisão: 1301-001.131
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir de tributação os valores correspondentes a OUTRAS RECEITAS (letra “a” da descrição dos fatos de fls. 112 destes autos, fatos geradores de fevereiro de 1999 a dezembro de 2000), nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. “documento assinado digitalmente” Plínio Rodrigues Lima Presidente “documento assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Plínio Rodrigues Lima, Paulo Jakson da Silva Lucas, Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior e Cristiane Silva Costa.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: WILSON FERNANDES GUIMARAES

toggle explain
    
0.9317994 = weight(_texto:"classificaca fiscal" in 16331) [SchemaSimilarity], result of:
  0.9317994 = score(freq=1.0), computed as boost * idf * tf from:
    2.5066576 = idf, sum of:
      2.4269989 = idf, computed as log(1 + (N - n + 0.5) / (n + 0.5)) from:
        3612 = n, number of documents containing term
        40910 = N, total number of documents with field
      0.07965882 = idf, computed as log(1 + (N - n + 0.5) / (n + 0.5)) from:
        37778 = n, number of documents containing term
        40910 = N, total number of documents with field
    0.37172985 = tf, computed as freq / (freq + k1 * (1 - b + b * dl / avgdl)) from:
      1.0 = phraseFreq=1.0
      1.2 = k1, term saturation parameter
      0.75 = b, length normalization parameter
      3608.0 = dl, length of field (approximate)
      2335.9038 = avgdl, average length of field

  
toggle all fields
materia_s : PIS - ação fiscal (todas)

dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201303

ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Exercício: 2003 Ementa: “BAIXAS” DE ESTOQUE. TRIBUTAÇÃO. Ausentes justificativas fundamentadas do contribuinte em virtude intimação regular formalizada pela autoridade fiscal, revela-se procedente a tributação que toma por base informações prestada pelo fiscalizado ao Fisco estadual. INCONSTITUCIONALIDADES. APRECIAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (SÚMULA CARF nº 2). JUROS SELIC. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais (SÚMULA CARF nº 4). LEI DECLARADA INCONSTITUCIONAL. DECISÃO PROLATADA EM ÂMBITO INCIDENTAL. AFASTAMENTO POR ÓRGÃO JULGADOR ADMINISTRATIVO. CONDIÇÕES. A partir da publicação da Medida Provisória nº 449, em 04 de dezembro de 2008, os órgãos de julgamento estão autorizados, no âmbito do processo administrativo fiscal, a afastar aplicação de lei que já tenha sido declarada inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal.

turma_s : Quarta Câmara

dt_publicacao_tdt : Thu Mar 28 00:00:00 UTC 2013

numero_processo_s : 10980.011138/2003-52

anomes_publicacao_s : 201303

conteudo_id_s : 5201172

dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Apr 02 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 1301-001.131

nome_arquivo_s : Decisao_10980011138200352.PDF

ano_publicacao_s : 2013

nome_relator_s : WILSON FERNANDES GUIMARAES

nome_arquivo_pdf_s : 10980011138200352_5201172.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir de tributação os valores correspondentes a OUTRAS RECEITAS (letra “a” da descrição dos fatos de fls. 112 destes autos, fatos geradores de fevereiro de 1999 a dezembro de 2000), nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. “documento assinado digitalmente” Plínio Rodrigues Lima Presidente “documento assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Plínio Rodrigues Lima, Paulo Jakson da Silva Lucas, Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior e Cristiane Silva Costa.

dt_sessao_tdt : Tue Mar 05 00:00:00 UTC 2013

id : 4548678

ano_sessao_s : 2013

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:57:37 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713041392841785344

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2107; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1­C3T1  Fl. 246          1 245  S1­C3T1  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  10980.011138/2003­52  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  1301­001.131  –  3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária   Sessão de  05 de março de 2013  Matéria  PIS ­ FALTA DE RECOLHIMENTO  Recorrente  PAPÉIS CARTUM LTDA  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP  Exercício: 2003  Ementa:  “BAIXAS” DE ESTOQUE. TRIBUTAÇÃO.  Ausentes  justificativas  fundamentadas do  contribuinte em virtude  intimação  regular  formalizada pela autoridade  fiscal,  revela­se procedente a  tributação  que toma por base informações prestada pelo fiscalizado ao Fisco estadual.  INCONSTITUCIONALIDADES. APRECIAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE.  O  Conselho  Administrativo  de  Recursos  Fiscais  não  é  competente  para  se  pronunciar  sobre a  inconstitucionalidade de  lei  tributária  (SÚMULA CARF  nº 2).  JUROS SELIC.  A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos  tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no  período  de  inadimplência,  à  taxa  referencial  do  Sistema  Especial  de  Liquidação e Custódia ­ SELIC para títulos federais (SÚMULA CARF nº 4).  LEI DECLARADA INCONSTITUCIONAL. DECISÃO PROLATADA EM  ÂMBITO  INCIDENTAL.  AFASTAMENTO  POR  ÓRGÃO  JULGADOR  ADMINISTRATIVO. CONDIÇÕES.  A partir da publicação da Medida Provisória nº 449, em 04 de dezembro de  2008,  os  órgãos  de  julgamento  estão  autorizados,  no  âmbito  do  processo  administrativo  fiscal,  a  afastar  aplicação  de  lei  que  já  tenha  sido  declarada  inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 01 11 38 /2 00 3- 52 Fl. 249DF CARF MF Impresso em 02/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 3/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 19/03/2013 por PLINIO RODRIGUES LIMA Processo nº 10980.011138/2003­52  Acórdão n.º 1301­001.131  S1­C3T1  Fl. 247          2 Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  dar  provimento  parcial  ao  recurso  para  excluir  de  tributação  os  valores  correspondentes  a  OUTRAS RECEITAS (letra “a” da descrição dos fatos de fls. 112 destes autos, fatos geradores  de  fevereiro  de  1999  a  dezembro  de  2000),  nos  termos  do  relatório  e  voto  proferidos  pelo  Relator.  “documento assinado digitalmente”  Plínio Rodrigues Lima   Presidente   “documento assinado digitalmente”  Wilson Fernandes Guimarães   Relator  Participaram do presente julgamento os Conselheiros Plínio Rodrigues Lima,  Paulo Jakson da Silva Lucas, Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Edwal Casoni de  Paula Fernandes Júnior e Cristiane Silva Costa.    Fl. 250DF CARF MF Impresso em 02/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 3/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 19/03/2013 por PLINIO RODRIGUES LIMA Processo nº 10980.011138/2003­52  Acórdão n.º 1301­001.131  S1­C3T1  Fl. 248          3 Relatório  PAPÉIS  CARTUM  LTDA,  já  devidamente  qualificada  nestes  autos,  inconformada com a decisão da 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em  Curitiba, Paraná, que manteve, na íntegra, o lançamento tributário efetivado, interpõe recurso a  este colegiado administrativo objetivando a reforma da decisão em referência.   Trata o processo de exigência de PIS, relativa aos períodos de 01/02/1999 a  31/12/2000 e de 01/04/2002 a 31/10/2002, formalizada a partir da constatação de divergências  entre os valores declarados e os escriturados (“Outras Receitas”) e,  também, entre os valores  declarados à Receita Federal (DIPJ/2003) e os escriturados e declarados à Secretaria estadual  (apurados por meio de Guias de Informação e Apuração do ICMS – GIA/ICMS).  No  referido  lançamento,  a  autoridade  fiscal  aplicou  multa  qualificada  de  150%, motivo pelo qual elaborou a competente Representação Fiscal para fins Penais.  Transcrevo a seguir relato feito em primeira instância acerca dos argumentos  trazidos pela contribuinte em sede de impugnação.  [...]  4.  Tempestivamente,  em  17/12/2003,  a  interessada,  por  intermédio  de  representante  constituído  (procuração  à  fl.  144),  interpôs  a  impugnação  de  fls.  119/142, acompanhada dos documentos de fls. 143/170, a seguir sintetizada.  5. Na descrição dos  fatos, aduz,  inicialmente,  que os valores  constantes das  GIA/ICMS apontadas no auto de infração são decorrentes de retificações efetuadas,  por sugestão da fiscalização estadual, após o encerramento de suas atividades, com o  objetivo  de  proceder  à  baixa  de  valores  constante do  estoque,  não  tendo havido  a  venda de produtos.  6. Acerca do direito, diz que tinha por objeto o comércio de papel e papelão,  tendo  finalizado  suas  atividades,  passando  a  não  ter  movimentação  alguma.  Sustenta,  nesse  contexto,  que  o  lançamento  está  acostado  exclusivamente  na  informação das GIAs,  sem que reste provada a existência das operações. Destarte,  não  concorda  com  a  autuação,  por  não  ter  ocorrido  hipótese  de  incidência,  mas  apenas a sua presunção pelo fisco.  7. Quanto à questão, argumenta que o Conselho de Contribuinte tem proferido  inúmeras  decisões,  as  quais  exemplifica,  com  o  entendimento  de  que,  embora  as  diferenças  obtidas  a  partir  de  declarações  prestadas  ao  fisco  estadual  constituam  indicio  de  omissão  de  receitas,  não  justificam  a  simples  presunção,  cabendo  à  fiscalização esgotar o campo probatório.  8. Contesta, na seqüência, a ampliação da base de cálculo da contribuição pela  Lei n° 9.718, de 1998,  fundamentando­se  em  jurisprudência do Tribunal Regional  Federal da 3ª Região, de que tal incide em inconstitucionalidade.  9.  A  seguir,  questiona  a  multa  de  oficio,  aplicada  no  percentual  de  150%,  alegando  ser  exorbitante  e  de  caráter  confiscatório,  atentando  contra  o  direito  de  propriedade garantido no art. 5°, XXII, da Constituição Federal de 1988. Quanto a  Fl. 251DF CARF MF Impresso em 02/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 3/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 19/03/2013 por PLINIO RODRIGUES LIMA Processo nº 10980.011138/2003­52  Acórdão n.º 1301­001.131  S1­C3T1  Fl. 249          4 esse  tema,  cita  trechos  das  obras  de  diversos  doutrinadores  e  diz  que  os  agentes  públicos  devem  observar  o  que  dispõe  o  art.  150,  IV,  da Constituição  Federal  de  1988. Contrapõe­se, também, à multa, discorrendo sobre a função social da empresa  e  sobre  a  necessidade  de  sua  preservação.  Transcreve  outras  manifestações  de  doutrinadores  e  jurisprudência  judicial,  dizendo,  por  fim,  que  "(...)  é  copiosa  a  jurisprudência dos Tribunais Brasileiros, inclusive a do Supremo Tribunal Federal,  reconhecendo ao Juiz poder de reduzir a multa estridentemente iníqua (...) " e que o  que se verifica, pois, é que a lei brasileira, a pretexto de punir, abusa do poder de  impor penalidades,  eivando de  inconstitucionalidade por  violar o disposto no art.  5º,  XXII  combinado  com  o  art.  150,  IV  da  Constituição  Federal,  tomado  por  analogia.  Assim,  resta  evidente  a  configuração  do  confisco  e  o  desrespeito  a  capacidade contributiva da Impugnante."  10. Na  seqüência,  argumenta  que  os  juros  exigidos no  auto  de  infração  são  ilegais, posto que cumulativos; menciona comentário de Theônio Negrão (sic) que  diz:  "a  capitalização  de  juros  é  proibida  (Dec.  22.626,  art.  4),  exceto  nos  saldos  líquidos em conta corrente (Ibidem) e na hipótese do artigo 1544 do C.C.". Diz que  o  valor  cobrado  de  juros,  atingindo  um  percentual  superior  a  25%,  claramente  o  torna abusivo, em detrimento de seu patrimônio, e que o art. 1.062 do Código Civil  especifica os juros  legais, como de 6% ao ano, não cumulativos; diz, ainda, que o  judiciário já decidiu que a aplicação de juros será de forma simples, no percentual de  12%  ao  ano,  sendo  que  qualquer  índice  que  ultrapasse  esse  percentual,  será  considerado  abusivo  e  ilegal;  conclui,  afirmando  que  com  a  cobrança  de  juros  compostos a SRF está violando os princípios tributários insertos na Constituição, e  nas leis civil, tributária e comercial.  11.  Por  fim,  requer  que  se  considere  improcedente  o  lançamento,  com  o  cancelamento do auto de infração.  A  já  citada  3a  Turma  da  Delegacia  da  Receita  Federal  de  Julgamento  em  Curitiba, analisando o feito fiscal e a peça de defesa, decidiu, por meio do Acórdão nº. 5.288,  de 14 de janeiro de 2004, pela procedência do lançamento.  O referido julgado restou assim ementado:  SAÍDAS  DE  MERCADORIAS  EM  ESTOQUE.  APURAÇÃO  DE  RECEITAS. BASES CONSISTENTES.  As receitas relativas às saídas de mercadorias em estoque, apuradas a partir de  bases consistentes de informações, não pode ser desacreditada pela simples alegação  de que as operações seriam de baixa de estoque e nem pela tentativa de invalidar a  utilização de dados prestados pela contribuinte ao fisco estadual.  CONTESTAÇÃO  DE  VALIDADE  DE  LEIS.  JULGAMENTO  ADMINISTRATIVO. COMPETÊNCIA.  Compete à autoridade administrativa de julgamento a análise da conformidade  da  atividade  de  lançamento  com  as  normas  vigentes,  às  quais  não  se  pode,  em  âmbito administrativo, negar validade sob o argumento de inconstitucionalidade ou  ilegalidade.  MULTA DE OFÍCIO. JUROS DE MORA. PERCENTUAIS. LEGALIDADE  Presentes os pressupostos de exigência, cobram­se juros de mora e multa de  oficio pelos percentuais legalmente determinados.  Fl. 252DF CARF MF Impresso em 02/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 3/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 19/03/2013 por PLINIO RODRIGUES LIMA Processo nº 10980.011138/2003­52  Acórdão n.º 1301­001.131  S1­C3T1  Fl. 250          5 Irresignada,  a contribuinte apresentou o  recurso de  folhas 99/103, por meio  do qual renovou a argumentação expendida na peça impugnatória.  Diante  da  natureza  do  tributo  lançado,  o  presente  processo  foi  distribuído  para a Quarta Câmara do então Segundo Conselho de Contribuintes, que, em sessão realizada  02 de dezembro de 2008, por meio do acórdão nº 204­03.622, declinou da competência para  julgar o recurso voluntário.  O voto condutor da decisão acima referenciada assinala:  A competência para julgamento deste recurso não é deste Segundo Conselho  de Contribuintes.  Com efeito, verifico que a apuração dos fatos que resultou na lavratura deste  auto  de  infração  tendente  à  exigência  do  PIS  serviu  também  para  determinar  a  formalização, em face da recorrente, de outros dois autos de infração, estes tendentes  à exigência do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica ­ IRPJ e da Contribuição  Social sobre o Lucro Liquido ­ CSLL.  Tanto  o  auto  de  infração  de  IRPJ,  lavrado  nos  autos  do  Processo  n°  10980.011137/2003­16, quanto o auto de CSLL,  lavrado nos autos do Processo n°  10980.011139/2003­05, foram formalizados no dia 10 de novembro de 2003, mesma  data em que lavrado o auto de Cofins de que ora se trata.  O cotejo da descrição dos fatos constante dos autos de infração antes referidos  com a descrição dos fatos constante deste auto de PIS bem demonstra se  tratar da  mesma hipótese.  [...]  Verifica­se, portanto, que a exigência do PIS formalizada nos presentes autos  decorre de fatos cuja apuração serviu, ao menos em parte, também para determinar a  prática, pela ora recorrente, de infração à legislação do Imposto sobre a Renda ­ IR.  Assim, nos termos do art. 20,  inciso I, alínea "d", do Regimento Interno dos  Conselhos  de  Contribuintes,  combinado  com  o  art.  21,  inciso  I,  alínea  "c",  do  mesmo Regimento, a competência para o julgamento deste recurso voluntário é do  Primeiro Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda.  [...]  É o Relatório.  Fl. 253DF CARF MF Impresso em 02/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 3/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 19/03/2013 por PLINIO RODRIGUES LIMA Processo nº 10980.011138/2003­52  Acórdão n.º 1301­001.131  S1­C3T1  Fl. 251          6     Voto             Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães  Destaco,  de  início,  que  acolho  com  ressalvas  o  pronunciamento  da  Quarta  Câmara do  então Segundo Conselho de Contribuintes  acerca da competência para apreciar a  presente lide, vez que, apesar de a autuação de que trata o presente processo derivar do mesmo  procedimento de fiscalização (Mandado de Procedimento Fiscal nº 09.1.01.00­2003­00117­7 –  fls.  01  –  relativo  a  Imposto  sobre  Produtos  Industrializados),  as  infrações  imputadas  à  contribuinte  decorreram  de  procedimentos  de  verificações  obrigatórias,  também  autorizados  pelo referido Mandado de Procedimento Fiscal.  Observo, inclusive, que o lançamento tributário relativo ao Imposto de Renda  Pessoa  Jurídica  (processo  administrativo  nº  10980.011137/2003­16)  alcançou,  apenas,  fatos  geradores ocorridos em junho, setembro e dezembro de 2002, enquanto o relativo ao presente  feito  recaiu  sobre  fatos  ocorridos no período de  fevereiro de 1999 a dezembro de 2000 e de  abril a outubro de 2002.  Verifico,  ainda,  que  as  divergências  apuradas  no  procedimento  relativo  ao  Imposto de Renda Pessoa Jurídica decorreram  exclusivamente do batimento  entre os  valores  declarados na DIPJ/2003 e os valores escriturados e declarados à Secretaria Estadual, enquanto  as tratadas nos presentes autos estão relacionadas, também, a “outras receitas” que não foram  computadas na base de cálculo da contribuição (período de fevereiro de 1999 a dezembro de  2000).  Não obstante, diante do disposto no inciso IV do art. 2º do Regimento Interno  em vigor  (ANEXO  II),  abaixo  transcrito,  penso que  esta Primeira Seção  detém  competência  para  a  apreciação  da  controvérsia,  eis  que,  ao  menos  em  parte,  a  exigência  formalizada  no  presente processo está lastreada “em fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de  infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ”.  Art.  2°  À  Primeira  Seção  cabe  processar  e  julgar  recursos  de  ofício  e  voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação  de:  [...]  IV  ­ demais  tributos e o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), quando  procedimentos conexos, decorrentes ou reflexos, assim compreendidos os referentes  às exigências que estejam lastreadas em fatos cuja apuração serviu para configurar a  prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ; {2}  Ausente prova de ciência da decisão exarada em primeira instância, tenho por  tempestivo o recurso voluntário impetrado, portanto dele conheço.  As razões recursais podem assim ser sintetizadas:  Fl. 254DF CARF MF Impresso em 02/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 3/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 19/03/2013 por PLINIO RODRIGUES LIMA Processo nº 10980.011138/2003­52  Acórdão n.º 1301­001.131  S1­C3T1  Fl. 252          7 i) o lançamento tributário tomou por base saldos de estoques apresentados na  escrita  fiscal  que  foram  posteriormente  ajustados  sem  que  houvesse  saída  efetiva  de  mercadorias;  ii)  o  art.  3º  da  Lei  nº  9.718,  de  1998,  inovou  o  conceito  de  faturamento,  incluindo demais receitas auferidas, independentemente de sua origem ou classificação fiscal, o  que seria inconstitucional;  iii) o  lançamento  tributário viola os princípios da capacidade  contributiva e  da vedação ao confisco;  iv)  é  possível  a  apreciação  da  constitucionalidade  da  lei  em  seara  administrativa;  v) a multa aplicada tem natureza confiscatória; e  vi) o uso da SELIC na cobrança dos juros é ilegal.  No  que  diz  respeito  aos  saldos  de  estoque;  às  alegações  de  inconstitucionalidades,  inclusive  no  que  tange  à  possibilidade  de  apreciação  de  tais  questionamentos  em  âmbito  administrativo;  à  natureza  da  multa  aplicada;  e  à  utilização  da  TAXA  SELIC,  esclareço  que  tais  questões  foram  apreciadas  pela  Quinta  Câmara  do  então  Primeiro Conselho de Contribuintes, na sessão realizada em 21 de junho de 2006.  Com efeito, no acórdão nº 105­15.794, em que, por unanimidade de votos, foi  negado provimento  ao  recurso  voluntário  interposto  nos  autos  do  processo  administrativo  nº  10980.011137/2003­16 (IRPJ), restou consignado, in verbis:  [...]  Das saídas das mercadorias e da omissão de receitas  Alega a  recorrente que o  conteúdo das GIA/ICMS não  indicaria a venda de  mercadorias,  mas  a  baixa  de  estoque,  declarada  daquela  forma  por  "sugestão  do  fiscal estadual". E que tais GIA/ICMS, por si só, não se prestam à comprovação da  ocorrência do fato gerador do imposto, mas mero indício.  Afirma ainda, que o lançamento está baseado apenas em presunções, fundado  em prova emprestada do fisco estadual.  Não merecem prosperar as alegações da recorrente, senão vejamos:  A  apuração  fiscal  teve  início  a  partir  da  constatação  do  estoque  de  mercadorias,  em  31/12/2001,  no  valor  de  R$  4.742.988,70,  cuja  destinação  a  recorrente  foi  intimada  (05/09/03)  e  reintimada  (03/11/2003)  a  informar  e  comprovar.  Na mesma  ocasião,  a  recorrente  foi  intimada  também  a  apresentar  as  GIA  entregues à Secretaria Estadual no ano de 2002, referentes à movimentação daquele  estoque de mercadorias.  Não consta, no presente processo, o atendimento a estas intimações.  Conforme fl. 104, a Secretaria de Estado da Fazenda forneceu cópias de FIR ­  Informações  e  Recolhimentos  do  ICMS  (fls.  105/111),  a  partir  das  quais  foram  Fl. 255DF CARF MF Impresso em 02/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 3/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 19/03/2013 por PLINIO RODRIGUES LIMA Processo nº 10980.011138/2003­52  Acórdão n.º 1301­001.131  S1­C3T1  Fl. 253          8 verificadas  saídas  declaradas  ao  fisco  estadual,  mas  que  foram  omitidas  nas  declarações prestadas à SRF.  Desta forma, a fiscalização federal utilizou­se das informações disponíveis, já  que restaram infrutíferas as tentativas de obtê­las diretamente da recorrente.  A recorrente tinha, em 31/12/2001, um estoque de mercadorias no montante  de R$ 4.742.988,70, cujas saídas ocorreram, segundo informado em GIA/ICMS, de  abril  a  outubro  de  2002,  nos  valores  de  R$  810.610,40,  R$  630.736,20,  R$  543.268,30,  R$  839.618,10,  R$  860.165,00,  R$  461.140,00  e  R$  597.450,00,  respectivamente.  Estes  são  os  valores  que  foram  considerados  pela  fiscalização,  como sendo a receita obtida pela saída das mercadorias.  Verifica­se,  pois,  que  o  lançamento  teve  bases  sólidas,  não  havendo  que  se  falar em mera presunção fiscal.  Quanto à alegação de que os valores tributados constituiriam meros registros  de baixa de estoque, a recorrente, em momento algum, especificou a natureza desta  suposta  operação,  não  apresentou  informações  sobre  o  parâmetro  que  adotou  para  daquela  forma  compô­las  quantitativamente  e  nem  mesmo  trouxe  aos  autos  os  registros contábeis pelos quais tem procedido à aludida "baixa" de R$ 4.742.988,70  de mercadorias em estoque.  Desta feita, entre a apuração de saídas de mercadorias que se encontravam em  estoque  e  que  foram  informadas  pela  própria  recorrente  ao  fisco  estadual,  e  a  alegação, vaga e simples, de que não foi comprovada a existência de operação em  que  se  baseia  o  lançamento,  há  de  prevalecer  aquela  que,  no  presente  processo,  encontra­se embasada em elementos reais, devendo, pois, ser mantido o lançamento  tributário.  Da alegação de inconstitucionalidade e ilegalidade  Alega a recorrente que a exigência fiscal em tela é ilegal e inconstitucional, de  vez que, nos termos do art. 150, da Constituição Federal,  é vedada a utilização de  tributo com efeito de confisco.  Além  disso,  afirma  a  recorrente  que  a  legislação  tributária,  ao  instituir  imposto  sobre  fato  ou  fatos  não  indicativos  de  riqueza,  fere  o  principio  constitucional da capacidade econômica ou contributiva das empresas.  As  autoridades  administrativas  estão  obrigadas  à  observância  da  legislação  tributária  vigente  no País,  sendo  incompetentes  para  a  apreciação  de  argüições de  inconstitucionalidade  e  ilegalidade  de  atos  regularmente  editados,  sendo  de  competência  privativa  do  STF,  art  102,  CF.  Saliente­se  que,  até  o momento,  não  houve  qualquer  declaração  de  inconstitucionalidade  por  parte  do  STF  sobre  a  contribuição em comento.  Da multa de ofício aplicada  Ademais, alega a recorrente que a imposição de multa no percentual de 150%  é totalmente confiscatória, o que não é permitido em sede tributária.  Não deve prosperar a argumentação acima, eis que:  A aplicação da multa de oficio constante do Auto de  Infração  foi  feita  com  base na  legislação vigente  (inciso  II,  do  art.  44,  da Lei 9.430/96 e  art.  957,  II,  do  RIR/99) em decorrência da fraude constatada.  Fl. 256DF CARF MF Impresso em 02/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 3/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 19/03/2013 por PLINIO RODRIGUES LIMA Processo nº 10980.011138/2003­52  Acórdão n.º 1301­001.131  S1­C3T1  Fl. 254          9 Da Taxa Selic  A  partir  de  01.04.1995,  sobre  os  créditos  tributários  vencidos  e  não  pagos  incidem  juros  de  mora  equivalentes  à  taxa  referencial  do  Sistema  Especial  de  Liquidação  e  Custódia  ­  SELIC,  sendo  cabível  sua  utilização,  por  expressa  disposição legal.  Em  decorrência  dos  princípios  da  legalidade  e  da  indisponibilidade,  os  referidos  dispositivos  legais  são  de  aplicação  compulsória  pelos  agentes  públicos,  até a  sua retirada do mundo jurídico, mediante  revogação ou resolução do Senado  Federal, que declare sua inconstitucionalidade.  Nesse sentido, a jurisprudência do Conselho de Contribuintes:  [...]  Tendo  integrado  o Colegiado  por  ocasião  do  julgamento  cujos  excertos  do  acórdão  reproduzi  acima,  mantenho  o  posicionamento  acerca  das  questões  abordadas.  Ademais,  esclareço  que,  relativamente  à  apreciação  em  seara  administrativa  de  eventuais  inconstitucionalidades de leis e à aplicação da taxa de selic, em virtude de reiteradas decisões  no  mesmo  sentido,  foram  editadas  as  súmulas  nºs  2  e  4,  abaixo  reproduzidas,  que  são  de  adoção  obrigatória  pelos  membros  do  Conselho  Administrativo  de  Recursos  Fiscais,  nos  termos do parágrafo 4º do art. 72 do Regimento Interno (ANEXO II).  Súmula CARF nº 2: O CARF não é  competente para  se pronunciar  sobre  a  inconstitucionalidade de lei tributária.  Súmula  CARF  nº  4:  A  partir  de  1º  de  abril  de  1995,  os  juros  moratórios  incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal  são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de  Liquidação e Custódia ­ SELIC para títulos federais.  Em  que  pese  o  fato  de  a  decisão  ter  sido  embargada  pela  contribuinte,  esclareço  que  a  Câmara  Superior  de  Recursos  Fiscais,  por  meio  do  acórdão  nº  01­05.924  (sessão de 24 de junho de 2008), manteve na íntegra a decisão exarada pela Quinta Câmara do  Primeiro Conselho de Contribuintes.  Sem prejuízo do disposto na Súmula CARF nº 2, acima transcrita, penso que  as considerações da Recorrente acerca da alegada inconstitucionalidade do artigo 3º da Lei nº  9.718, de 1998, que,  redefinindo o conceito de faturamento, estabeleceu que as contribuições  para o PIS/PASEP e a COFINS seriam calculadas com base na totalidade das receitas auferidas  pela pessoa jurídica, merecem ser apreciadas.   Nesse  sentido,  cumpre  verificar  se  as  decisões  incidentais  prolatadas  pelo  Supremo Tribunal Federal podem dar azo ao afastamento, pela autoridade administrativa, da  norma ali  declarada  inconstitucional,  qual  seja,  o parágrafo 1º do  art.  3º  da Lei nº 9.718, de  1998.  O Decreto nº 2.346, de 1997, consolidando normas procedimentais a serem  observadas pela Administração Pública Federal em razão de decisões judiciais, estabeleceu:  a)  que  as  decisões  do  Supremo  Tribunal  Federal  que  fixem,  de  forma  inequívoca  e  definitiva,  interpretação  do  texto  constitucional  deverão  ser  uniformemente  Fl. 257DF CARF MF Impresso em 02/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 3/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 19/03/2013 por PLINIO RODRIGUES LIMA Processo nº 10980.011138/2003­52  Acórdão n.º 1301­001.131  S1­C3T1  Fl. 255          10 observadas pela Administração Pública Federal direta e indireta, obedecidos aos procedimentos  por ele estabelecidos;  b)  que,  transitada  em  julgado  decisão  do  Supremo  Tribunal  Federal  que  declare a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo, em ação direta, a decisão, dotada de  eficácia  ex  tunc,  produzirá  efeitos  desde  a  entrada  em  vigor  da  norma  declarada  inconstitucional, salvo se o ato praticado com base na lei ou ato normativo inconstitucional não  mais for suscetível de revisão administrativa ou judicial;  c)  que  o  disposto  no  item  anterior  aplica­se,  igualmente,  à  lei  ou  ao  ato  normativo  que  tenha  sua  inconstitucionalidade  proferida,  incidentalmente,  pelo  Supremo  Tribunal Federal, após a suspensão de sua execução pelo Senado Federal;  d) que,  tratando­se de decisão proferida em caso concreto, o Presidente da  República,  mediante  proposta  de  Ministro  de  Estado,  dirigente  de  órgão  integrante  da  Presidência  da República  ou  do Advogado­Geral  da União,  poderá  autorizar  a  extensão  dos  correspondentes efeitos jurídicos.  Em  conformidade  com  o  Decreto  em  referência,  portanto,  a  autoridade  administrativa  só  poderia  afastar  a  aplicação  de  lei  declarada  inconstitucional  pelo  Supremo  Tribunal  Federal,  no  caso  de  decisão  proferida  incidentalmente,  em  dois  casos:  a)  após  a  suspensão  de  sua  execução  pelo  Senado  Federal;  e  b)  com  base  em  ato  autorizador  do  Presidente da República.  Nessa linha, o disposto no parágrafo único do art. 4º do Decreto nº 2.346, de  1997, que autoriza os órgãos julgadores, singulares ou coletivos, da Administração Fazendária,  afastar  a  aplicação  da  lei  declarada  inconstitucional  pelo  Supremo  Tribunal  Federal,  não  poderia  ser  interpretado  sem  que  se  levasse  em  conta  as  balizas  preconizadas  pela  mesma  norma  regulamentadora,  ou  seja,  a  declaração  de  inconstitucionalidade  referenciada  deve  decorrer de ação direta ou, no caso em que tenha sido prolatada incidentalmente, que tenha sua  execução suspensa pelo Senado Federal ou que tenha seus efeitos jurídicos ampliados em razão  de ato do Presidente da República.  Contudo,  a  partir  da  publicação  da  Medida  Provisória  nº  449,  em  04  de  dezembro  de  2008,  o  Decreto  em  referência,  penso,  perdeu  a  sua  eficácia.  Isto  porque,  alterando disposições do Decreto nº 70.235, de 1972, a Lei nº 11.941, de 2009, que resultou da  conversão da referida Medida Provisória, estabeleceu:  Art. 25. O Decreto no 70.235, de 6 de março de 1972, passa a vigorar com as  seguintes alterações:   [...]  Art.  26­A.  No  âmbito  do  processo  administrativo  fiscal,  fica  vedado  aos  órgãos  de  julgamento  afastar  a  aplicação  ou  deixar  de  observar  tratado,  acordo  internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade.  ...  § 6o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado,  acordo internacional, lei ou ato normativo:   Fl. 258DF CARF MF Impresso em 02/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 3/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 19/03/2013 por PLINIO RODRIGUES LIMA Processo nº 10980.011138/2003­52  Acórdão n.º 1301­001.131  S1­C3T1  Fl. 256          11 I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária  do Supremo Tribunal Federal;   ...   O  art.  62  do  Regimento  Interno  do  Conselho  Administrativo  de  Recursos  Fiscais  –  CARF,  na mesma  linha  do  acima  disposto,  veda  expressamente  aos membros  das  turmas  de  julgamento  afastar  a  aplicação  de  lei  sob  fundamento  de  inconstitucionalidade,  esclarecendo,  contudo,  por meio  do  seu  parágrafo  único,  que  tal  vedação  não  se  aplica  aos  casos  de  lei  que  já  tenha  sido  declarada  inconstitucional  por  decisão  plenária  definitiva  do  Supremo Tribunal Federal.  Como é cediço, a questão posta em discussão no presente item, qual seja, a  inconstitucionalidade do parágrafo primeiro do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998, já foi objeto de  decisão  do  plenário  do  STF  nos  julgamentos  dos  Recursos  Extraordinários  nºs  357.950,  390.840, 358.273 e 346.084.   Corroborando  o  que  aqui  se  afirma,  releva  reproduzir  excerto  do  pronunciamento da Ministra Cármen Lúcia, ao apreciar Agravo de Instrumento impetrado pela  União.  DECISÃO  AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. COFINS. ARTS. 3º,  §  1º,  E  8º  DA  LEI  N.  9.718/98.  AMPLIAÇÃO  DA  BASE  DE  CÁLCULO:  IMPOSSIBILIDADE.  MAJORAÇÃO  DE  ALÍQUOTA:  CONSTITUCIONALIDADE. RECONSIDERAÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA.  ANÁLISE,  DESDE  LOGO,  DO  AGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  AGRAVO  PROVIDO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PARCIALMENTE PROVIDO.  ...  11.  Em  5  de  agosto  de  2009,  no  julgamento  do  Recurso  Extraordinário  527.602,  de  relatoria  do  Ministro  Eros  Grau,  o  Plenário  do  Supremo  Tribunal  Federal reafirmou a jurisprudência no sentido da inconstitucionalidade do art. 3º, §  1º,  da  Lei  n.  9.718/98  e  da  constitucionalidade  do  art.  8º  da  mencionada  lei,  apreciada  nos Recursos  Extraordinários  ns.  346.084,  357.950,  358.273  e  390.840,  Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ 15.8.2006.  12. Manteve­se o entendimento de  que a noção de faturamento contida no art. 195, inc. I, da Constituição da República  (norma  anterior  à  Emenda  Constitucional  n.  20/98)  não  autoriza  a  incidência  tributária  sobre  a  totalidade  das  receitas  auferidas  pelo  contribuinte,  não  sendo  possível  a  convalidação  dessa  imposição,  mesmo  com  o  advento  de  norma  constitucional  derivada  (Emenda  Constitucional  n.  20/98).    13.  Além  disso,  o  Supremo  Tribunal  rejeitou  a  alegação  de  inconstitucionalidade  do  art.  8º  da  Lei  9.718/98  (majoração  da  alíquota  da  contribuição  de  2%  para  3%)  e  descartou  a  argumentação  de  que  haveria  necessidade  de  lei  complementar  para  esse  fim.   Também estabeleceu que a Lei n. 9.718/98 passou a produzir efeitos válidos a partir  de 1º.2.1999, em atendimento à exigência do decurso do prazo nonagesimal, prevista  no  art.  195,  §  6º,  da Constituição  da República.    14. Ao  julgar  inconstitucional  a  majoração da  alíquota da  contribuição de 2% para 3% da Cofins,  promovida pelo  art.  8º  da  Lei  n.  9.718/98,  o  Tribunal  a  quo  divergiu  da  orientação  fixada  pelo  Plenário  do  Supremo Tribunal  Federal.    15.  Pelo  exposto,  dou  provimento  a  este  agravo, na forma do art. 544, §§ 3º e 4º, do Código de Processo Civil, e, desde logo,  parcial  provimento  ao  recurso  extraordinário,  nos  termos  do  art.  557,  §  1º­A,  do  mesmo  diploma  legal,  para  reformar  o  acórdão  recorrido  no  ponto  que  julgou  ilegítima a majoração da alíquota da contribuição de 2% para 3%, promovida pelo  Fl. 259DF CARF MF Impresso em 02/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 3/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 19/03/2013 por PLINIO RODRIGUES LIMA Processo nº 10980.011138/2003­52  Acórdão n.º 1301­001.131  S1­C3T1  Fl. 257          12 art.  8º  da  Lei  n.  9.718/98.    Considerando­se  a  Súmula  512  do  Supremo  Tribunal  Federal,  deixo  de  condenar  ao  pagamento  de  honorários  advocatícios  de  sucumbência.  Publique­se.  Brasília, 19 de novembro de 2009.   Ministra CÁRMEN  LÚCIA Relatora  Sou, pois, pelo acolhimento das razões recursais relativamente a este item.   Assim, conduzo meu voto no sentido de DAR PROVIMENTO PARCIAL ao  recurso  para  excluir  de  tributação  os  valores  correspondentes  a OUTRAS RECEITAS  (letra  “a”  da  descrição  dos  fatos  de  fls.  112,  fatos  geradores  de  fevereiro  de  1999  a  dezembro  de  2000).   “documento assinado digitalmente”  Wilson Fernandes Guimarães ­ Relator                                Fl. 260DF CARF MF Impresso em 02/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 3/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 19/03/2013 por PLINIO RODRIGUES LIMA

score : 0.9317994
4757617 #
Numero do processo: 13401.000508/2004-79
Turma: Quarta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu May 08 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Thu May 08 00:00:00 UTC 2008
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2000 a 31/12/2003 NORMAS PROCESSUAIS. NULIDADES IMPRECISÃO NA DESCRIÇÃO DOS FATOS E NO ENQUADRAMENTO LEGAL DA INFRAÇÃO. ÔNUS DA PROVA. As hipóteses de nulidade do auto de infração são as descritas no art. 59 do Decreto n° 70.235/72. Violações ao art. 10 do mesmo diploma não importam nulidade e serão sanadas apenas quando implicarem cerceamento ao direito de defesa, nos termos do art. 60 do mesmo decreto. NORMAS PROCESSUAIS. ÔNUS DA PROVA. Estando descrita a infração com o correspondente enquadramento legal, acompanhados de quadros demonstrativos dos montantes considerados corretos pela fiscalização e daqueles declarados pelo sujeito passivo, cabe a este a prova da incorreção em algum desses elementos, nos termos do art. 333 do CPC.PIS. DISTRIBUIDORAS DE ÁLCOOL PARA FINS CARBURANTES. Até junho de 2000, as distribuidoras de álcool utilizado como combustível sujeitam-se, além da contribuição própria, ao recolhimento do Pis na condição de substituto tributário dos comerciantes varejistas, calculada sobre o preço de venda da distribuidora multiplicado por 1.4, nos termos do art. 5º da Lei n° 9.718/98. A partir de 1º de julho do mesmo ano, a contribuição passa a ser devida na modalidade de incidência monofásica, consoante arts. 2º e 46, II da Medida Provisória n° 1991-18. Esta Medida Provisória sucessivamente reeditada sem perda de força normativa, consolidou-se na Medida Provisória n° 2.158-35, fossilizada em função da Emenda Constitucional n° 32. CONFISSÃO DE DÍVIDA. DIPJ. A partir do ano-calendário 1999, ao menos, a Declaração de Informações Econômico- Fiscais da Pessoa Jurídica - DIPJ, instituída pela IN SRF n° 127/98, tem caráter meramente informativo. Para as pessoas jurídicas, o único instrumento de confissão de dívida é a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais - DCTF. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. MULTA. Necessário o lançamento de ofício para constituição do crédito tributário, inescapável a incidência da multa capitulada no art. 44 da Lei n° 9.430/96, em função do caráter vinculado da atividade previsto no art. 142 do CTN. PIS. COFINS. BASE DE CÁLCULO. FATURAMENTO. IMPOSSIBILIDADE DE EXIGÊNCIA DAS CONTRIBUIÇÕES SOBRE A TOTALIDADE DAS RECEITAS. ENTENDIMENTO INEQUÍVOCO DO E. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. A base de cálculo do PIS e da Cofins corresponde à totalidade do faturamento, nos termos fixados pelas Leis Complementares n.°s 7/70 e 70/91, respectivamente, devendo ser excluídas todas as outras receitas que não correspondam ao faturamento da empresa. A aplicação do entendimento inequívoco do e. Supremo Tribunal Federal manifestado nos REs n.°s 357950, 390840, 358273 e 346084 é medida de rigor, nos termos do que dispõe o art. 1º do Decreto n° 2.346/97. Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 204-03.205
Decisão: ACORDAM os membros da quarta câmara do segundo conselho de contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para determinar a exclusão das receitas financeiras da base de cálculo da contribuição. Vencidos os Conselheiros Júlio César Alves Ramos, Nayra Bastos Manatta e Henrique Pinheiro Torres. Fez sustentação oral pela Recorrente a Dra. Julina Endriss.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: LEONARDO SIADE MANZAN

toggle explain
    
0.81887186 = weight(_texto:"classificaca fiscal" in 632) [SchemaSimilarity], result of:
  0.81887186 = score(freq=1.0), computed as boost * idf * tf from:
    2.7231076 = idf, sum of:
      2.5394747 = idf, computed as log(1 + (N - n + 0.5) / (n + 0.5)) from:
        3781 = n, number of documents containing term
        47922 = N, total number of documents with field
      0.18363285 = idf, computed as log(1 + (N - n + 0.5) / (n + 0.5)) from:
        39883 = n, number of documents containing term
        47922 = N, total number of documents with field
    0.3007123 = tf, computed as freq / (freq + k1 * (1 - b + b * dl / avgdl)) from:
      1.0 = phraseFreq=1.0
      1.2 = k1, term saturation parameter
      0.75 = b, length normalization parameter
      4632.0 = dl, length of field (approximate)
      2058.2217 = avgdl, average length of field

  
toggle all fields
materia_s : PIS - ação fiscal (todas)

dt_index_tdt : Sat Jan 04 09:00:00 UTC 2025

anomes_sessao_s : 200805

ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2000 a 31/12/2003 NORMAS PROCESSUAIS. NULIDADES IMPRECISÃO NA DESCRIÇÃO DOS FATOS E NO ENQUADRAMENTO LEGAL DA INFRAÇÃO. ÔNUS DA PROVA. As hipóteses de nulidade do auto de infração são as descritas no art. 59 do Decreto n° 70.235/72. Violações ao art. 10 do mesmo diploma não importam nulidade e serão sanadas apenas quando implicarem cerceamento ao direito de defesa, nos termos do art. 60 do mesmo decreto. NORMAS PROCESSUAIS. ÔNUS DA PROVA. Estando descrita a infração com o correspondente enquadramento legal, acompanhados de quadros demonstrativos dos montantes considerados corretos pela fiscalização e daqueles declarados pelo sujeito passivo, cabe a este a prova da incorreção em algum desses elementos, nos termos do art. 333 do CPC.PIS. DISTRIBUIDORAS DE ÁLCOOL PARA FINS CARBURANTES. Até junho de 2000, as distribuidoras de álcool utilizado como combustível sujeitam-se, além da contribuição própria, ao recolhimento do Pis na condição de substituto tributário dos comerciantes varejistas, calculada sobre o preço de venda da distribuidora multiplicado por 1.4, nos termos do art. 5º da Lei n° 9.718/98. A partir de 1º de julho do mesmo ano, a contribuição passa a ser devida na modalidade de incidência monofásica, consoante arts. 2º e 46, II da Medida Provisória n° 1991-18. Esta Medida Provisória sucessivamente reeditada sem perda de força normativa, consolidou-se na Medida Provisória n° 2.158-35, fossilizada em função da Emenda Constitucional n° 32. CONFISSÃO DE DÍVIDA. DIPJ. A partir do ano-calendário 1999, ao menos, a Declaração de Informações Econômico- Fiscais da Pessoa Jurídica - DIPJ, instituída pela IN SRF n° 127/98, tem caráter meramente informativo. Para as pessoas jurídicas, o único instrumento de confissão de dívida é a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais - DCTF. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. MULTA. Necessário o lançamento de ofício para constituição do crédito tributário, inescapável a incidência da multa capitulada no art. 44 da Lei n° 9.430/96, em função do caráter vinculado da atividade previsto no art. 142 do CTN. PIS. COFINS. BASE DE CÁLCULO. FATURAMENTO. IMPOSSIBILIDADE DE EXIGÊNCIA DAS CONTRIBUIÇÕES SOBRE A TOTALIDADE DAS RECEITAS. ENTENDIMENTO INEQUÍVOCO DO E. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. A base de cálculo do PIS e da Cofins corresponde à totalidade do faturamento, nos termos fixados pelas Leis Complementares n.°s 7/70 e 70/91, respectivamente, devendo ser excluídas todas as outras receitas que não correspondam ao faturamento da empresa. A aplicação do entendimento inequívoco do e. Supremo Tribunal Federal manifestado nos REs n.°s 357950, 390840, 358273 e 346084 é medida de rigor, nos termos do que dispõe o art. 1º do Decreto n° 2.346/97. Recurso Voluntário Provido em Parte

turma_s : Quarta Câmara

dt_publicacao_tdt : Thu May 08 00:00:00 UTC 2008

numero_processo_s : 13401.000508/2004-79

anomes_publicacao_s : 200805

conteudo_id_s : 7182584

dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 23 00:00:00 UTC 2024

numero_decisao_s : 204-03.205

nome_arquivo_s : 20403205_138357_13401000508200479_015.PDF

ano_publicacao_s : 2008

nome_relator_s : LEONARDO SIADE MANZAN

nome_arquivo_pdf_s : 13401000508200479_7182584.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : ACORDAM os membros da quarta câmara do segundo conselho de contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para determinar a exclusão das receitas financeiras da base de cálculo da contribuição. Vencidos os Conselheiros Júlio César Alves Ramos, Nayra Bastos Manatta e Henrique Pinheiro Torres. Fez sustentação oral pela Recorrente a Dra. Julina Endriss.

dt_sessao_tdt : Thu May 08 00:00:00 UTC 2008

id : 4757617

ano_sessao_s : 2008

atualizado_anexos_dt : Sat Jan 04 09:42:47 UTC 2025

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1820310919645757440

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-01T18:31:22Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-01T18:31:21Z; Last-Modified: 2009-09-01T18:31:22Z; dcterms:modified: 2009-09-01T18:31:22Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-01T18:31:22Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-01T18:31:22Z; meta:save-date: 2009-09-01T18:31:22Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-01T18:31:22Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-01T18:31:21Z; created: 2009-09-01T18:31:21Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 15; Creation-Date: 2009-09-01T18:31:21Z; pdf:charsPerPage: 2124; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-01T18:31:21Z | Conteúdo => * ..L—... s • , ‘ CCO21C04 I` . Fls. 3.678 MINISTÉRIO DA FAZENDA lçt'i a- SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES "*'-':-n' QUARTA CÂMARA Processo n° 13401.000508/2004-79 Recurso n° 138.357 Voluntário Matéria PIS Acórdão n° 204-03.205 Sessão de 051 de maio de 2008 . Recorrente TOTAL DISTRIBUIDORA LTDA. Recorrida DRJ em RECIFE - PE ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2000 a 31/12/2003 NORMAS PROCESSUAIS. NULIDADES IMPRECISÃO NA DESCRIÇÃO DOS FATOS E NO ENQUADRAMENTO LEGAL DA INFRAÇÃO. ÓNUS DA PROVA. As hipóteses de nulidade do auto de infração são as descritas no art. 59 do Decreto n° 70.235/72. Violações ao art. 10 do mesmo diploma não importam nulidade e serão sanadas apenas quando implicarem cerceamento ao direito de defesa, nos termos do art. 60 do mesmo decreto. NORMAS PROCESSUAIS. ÔNUS DA PROVA. Estando descrita a infração com o correspondente enquadramento legal, acompanhados de quadros demonstrativos dos montantes considerados corretos pela fiscalização e daqueles declarados " pelo sujeito passivo, cabe a este a prova da incorreção em algum I C-----"\ --- ‘. desses elementos, nos termos do art. 333 do CPC. h -2) ov \ PIS. DISTRIBUIDORAS DE ÁLCOOL PARA FINS\I ( CARBURANTES. kl-, 'k \ Até junho de 2000, as distribuidoras de álcool utilizado como \ c0c r ,a \ "?''g4.\ combustível sujeitam-se, além da contribuição própria, ao ‘-§.% Q, n. =1'1=1 recolhimento do Pis na condição de substituto tributário dos comerciantes varejistas, calculada sobre o preço de venda da ‘. .,m, á ‘ Aw.k ,,..: ---1 ...;:l distribuidora multiplicado por 1 A, nos termos do art. 5° da Lei n° t % \ °5:2 ti 9.718/98. A partir de 1° de julho do mesmo ano, a contribuição ---* ri; '1 passa a ser devida na modalidade de incidência monofásica,i I\ 'V> 11 -, „5 \ consoante arts. 2° e 46, II da Medida Provisória n° 1991-18. Esta Medida Provisória sucessivamente reeditada sem perda de força normativa, consolidou-se na Medida Provisória n° 2.158-35, fossilizada em função da Emenda Constitucional n° 32. CONFISSÃO DE DIVIDA. DIPJ. A partir do ano-calendário 1999, ao menos, a Declaração de Informações Econômico- Fiscais da Pessoa Jurídica - DIPJ, f i k , -,..---- ,. . Processo n°13401.000508/200479 CCO2/C04 Acórdão n.° 204-03.205, Fls. 3.679 • instituída pela IN SRF n° 127/98, tem caráter meramente informativo. Para as pessoas jurídicas, o único instrumento de confissão de dívida é a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais - DCTF. LANÇAMENTO DE OFICIO. MULTA. Necessário o lançamento de oficio para constituição do crédito tributário, inescapável a incidência da multa capitulada no art. 44 da Lei n° 9.430/96, em função do caráter vinculado da atividade previsto no art. 142 do CTN. PIS. COF1NS. BASE DE CÁLCULO. FATURAMENTO. IMPOSSIBILIDADE DE EXIGÊNCIA DAS CONTRIBUIÇÕES SOBRE A TOTALIDADE DAS RECEITAS. ENTENDIMENTO INEQUÍVOCO DO E. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. A base de cálculo do PIS e da Cofins corresponde à totalidade do faturamento, nos termos fixados pelas Leis Complementares n.'s 7/70 e 70/91, respectivamente, devendo ser excluídas todas as outras receitas que não correspondam ao faturamento da empresa. A aplicação do entendimento inequívoco do e. Supremo Tribunal Federal manifestado nos REs n.'s 357950, 390840, 358273 e 346084 é medida de rigor, nos termos do que dispõe o art. 1° do Decreto n°2.346/97. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da quarta câmara do segundo conselho de contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para determinar a exclusão das receitas financeiras da base de cálculo da contribuição. Vencidos os Conselheiros Júlio César Alves Ramos, Nayra Bastos Manatta e Henrique Pinheiro Torres. Fez sustentação oral pela Recorrente a Dra. Julina Endriss. 0.47 ••,~4. a•-•Cãe p domert Hennque Pinheiro forres Presidente x' • --ae"-------°, ~Marna_ Pi-- . --....,a.---r-.= . ANZAN •o 1017 Wrãtor Participar. • , ainda, do presente julgamento, os Conselheiros, Rodrigo Bemardes de Carvalho, Ali Zraik Júnior, Sílvia de Brito Oliveira e Raquel Motta B. Minatel (Suplente). MSSEGUND6153NSirt- ONTP In ICONFERE COM cf:351C/fzir4-4-1.— MNTirSCr4sili‘, LI i _ . —_ _..EiaiVat r...An2f 5re; Lima ..____ Ii 2 _ Processo n° 13401.000508/2004-79 CCO2/C04 Acórdão n.° 204-03.205 F6.3.680 Relatório Por bem retratar os fatos objeto do presente litígio, passo a transcrever o relatório da DRJ em Recife - PE, ipsis literis: Contra a empresa acima identificada foi lavrado o Auto de Infração de fls. 05 a 11 do presente processo, para exigência do crédito tributário referente ao período de janeiro de 2000 a dezembro de 2003, adiante especificado: Valores em Reais PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL 1.765.306,38 JUROS DE MORA 792.337,89 MULTA PROPORCIONAL 1.323.979,61 TOTAL DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 3.881.623,88 De acordo com o autuante, o referido Auto é decorrente da falta/ insuficiência de recolhimento da Contribuição para o Programa de Integração Social (001 - PIS Faturamento, 002 - PIS - Aliguotas Diferenciadas Álcool Carburante e 003 - PIS Substituição Álcool), conforme descrito às fls. 06 a 11 e no Termo de Encerramento de fls. 23 a 27. Inconformada com a autuação, a contribuinte apresentou a impugnação de fls. 3307 a 3317, à qual anexou as cópias constantes de - fis. 3318/3554 e 3557/3605, onde requer: preliminarmente, seja o referido Auto de Infração declarado nulo ou insubsistente e, no mérito, sendo ultrapassada a preliminar, seja o mesmo julgado improcedente, alegando que observou rigorosamente a legislação vigente no que se refere à apuração da COF1NS (sie). Afirma: "Admitindo e confessando, no entanto que, a despeito de ter cumprido rigorosamente as determinações legais pertinentes à escrituração e lançamentos, a Impugnante não efetuou tempestivamente o pagamento do montante devido, em relação à obrigação tributária referente ao faturamento o próprio, o que poderia acarretar tão-somente a cobrança do valor do •a. < r7 principal acrescido dos juros legais, sem o acréscimo de multas de .Z Z oficio e de mora, posto que os valores se encontravam devidamente G.; -8 2 declarados, e por força do artigo 138 do CIN e da jurisprudência i n giSQ ;rd) paccada dos tribunais superiores". Conclui solicitando sejam julgados improcedentes tanto os valores relativos às multas de oficio e V.s i“ de mora (sic), como também o valor da contribuição pertinente à t b:-1 .D 2 substituição tributária do varejista. C) () 14 I (?) Houve, ainda, em síntese, as seguintes alegações: ti g - algumas considerações preliminares ensejam cerceamento de defesa e acarretam a nulidade do processo, nos termos do art. 59,11, do Decreto n° 70235/72; - no que concerne à infração 003, a descrição do fato limitou-se à seguinte expressão: "Diferença Apurada entre o Valor Escriturado e o Declarado/Pago — PIS Subst. Álcool (Ver( Obrigatórias)", padecendo de algumas impropriedades, posto que não restou esclarecido qual foi 'I 3 k , Processo n° 13401.000508/2004-79 CCO2/C04 Acórdão n.° 204-03.205 F. 3.681 a infração cometida: se a diferença foi entre o valor declarado ou valor pago? Ou se foi em relação aos dois? Há uma diferença significante entre um e outro procedimento. Se a diferença está relacionada ao valor pago, deveria de imediato proceder à cobrança do crédito tributário já definitivamente constituído, uma vez que já declarado na "Declaração de Informações Econômico-fiscais da Pessoa Jurídica — DIPJ" dos anos calendários de 2000 a 2003 (doc. 02). Se a difèrença está relacionada ao valor declarado, qual foi o yalor declarado? Onde está o quadro demonstrativo comparando o valor apurado pela fiscalização e aquele declarado pelo contribuinte? A jurisprudência do Conselho de Contribuintes é farta no sentido de que a descrição dos fatos deve ser acompanhada de mapas, informações, demonstrativos que exponham de forma clara e evidente qual a infração cometida pelo contribuinte; - do ponto de vista formal, o referido Auto de Infração é nulo pela simples razão de que o fato descrito como irregular, além de bastante confuso, não guarda nenhum nexo de causalidade com o lançamento em si,. - a descrição correta do fato é indispensável à legalidade do lançamento porque assegura o legítimo direito de defesa, sendo exigência do inciso III do art. 10 do Decreto n° 70.235/72. Além do mais, os dispositivos legais em que se funda a pretensão tributária são absolutamente inaplicáveis ao fato descrito na inicial; - cabe rechaçar, de pronto, a alegação de que a ora Impugnante teria violado os dispositivos citados, posto que, conforme está expressamente consignado nas Declarações de Rendimentos (doc. 02), a COTINS (sic) foi calculada precisamente de acordo com as estipulações legais; - o Processo Administrativo Fiscal é muito claro no que diz respeito à obrigatoriedade de perfeita descrição dos fatos vinculada à base legal infringida (art. 10, III e IV, do Decreto n° 70.235/1972). Tanto a imprecisa descrição dos fatos como o incorreto enquadramento legal fill ensejam a nulidade do processo. A jurisprudência do Conselho de (1\ Contribuintes é farta (cita ementas às fls. 3310/3311); o r.25- H igg - o crédito tributário já estava constituído, conforme declarações de (.) rendimentos anexas (doc. 02). Não cabe a pretensão de constituí-loa,C; • Lát,c) !" I novamente, através de lançamento de oficio, impondo ao contribuinte 3J 0.3 .4- 94 de boa fé as penalidades advindas deste tipo de lançamento. Uma vez TEJ A-2t constituído o crédito tributário, o Fisco tem elementos suficientes para cobrá-lo, como por exemplo as notificações de cobrança, inscrição do 12;.-5 N contribuinte no CADIN e envio para a dívida ativa, etc. Portanto, a falta de pagamento do tributo não deve ser objeto de novo lançamento, i 'S mas sim, e tão somente, objeto de cobrança; i r4, 2 r - a Lei Complementar n° 70/91 atribuiu às distribuidoras a obrigação de recolher antecipadamente o tributo devido em toda cadeia tributária, tendo em vista que, com os preços tabelados dos combustíveis, era muito mais fácil controlar a arrecadação no distribuidor atacadista do que nos varejistas, pois os preços já estavam estabelecidos. Todavia, a regulamentação por parte da Secretaria da le 4 • Processo n° 13401.000508/2004-79 CCO2/C04 Acórdão n.° 204-03.205 Fls. 3.682 Receita Federal determinou que, estando os preços dos combustíveis liberados, o valor dessa contribuição deveria ser cobrado dos próprios varejistas. Esse entendimento foi manifestado através do Ato Declaratório Normativo n° 13/92 e atendido pela impugnante, não devendo prosperar a referida exigência relativa a substituição tributária. A questão já foi tratada e seguida no Processo n° 13401.000393/00-18, da mesma empresa, relativo ao Auto de Infração da Cofins pertinente ao período de 1996 a dezembro de 1999, no relatório de encerramento daquela fiscalização, devendo ser adotado procedimento uniforme na administração tributária quanto à aplicação da legislação tributária, sob pena do ato praticado ser considerado nulo de oficio, por flagrante cerceamento do direito de defesa do contribuinte." A DRJ em Recife - PE indeferiu o pleito da contribuinte em decisão assim ementada: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRELIMINAR DE NULIDADE. Estando os atos administrativos, consubstanciadores do lançamento, revestidos de suas formalidades essenciais, não se há que falar em nulidade do procedimento fiscal. LANÇAMENTO. DIFERENÇA ENTRE ESCRITURADO E DECLARADO/PAGO. O lançamento fiscal deve ser efetuado quando verificada diferença entre o valor escriturado e o declarado/pago, regularmente apurada. DIPJ. CONFISSÃO DE DIVIDA. - Aos créditos tributários relativos ao n- g--o PIS declarados na DIPJ só são atribuídos os efeitos de confissão de dívida, até o ano-calendário 1998. z o .7r1 ACRÉSCIMOS LEGAIS NO LANÇAMENTO DE OFICIO.: 1 -7- -J • "". cr 2 g Sendo a atividade administrativa de lançamento vinculada e o - - obrigatória, tem o administrador o dever de aplicar a lei em vigor e 1 :j knj 'tjj suas normas complementares, com a cobrança de juros e da multa C.O decorrentes do lançamento de oficio. icz z: :u i PIS NA VENDA DE ÁLCOOL PARA FINS CARBURANTE. !(7.4 " • Nas vendas de álcool para fins carburante, realizadas pelas " distribuidoras, dependendo da data do fato gerador, dar-se-á também a incidência do PIS por substituição tributária ou tributação concentrada/ monofásica. Lançamento Procedente Irresignada com a decisão de Primeira Instância, a contribuinte interpôs o presente Recurso Voluntário reiterando as razões de sua peça impugnatória. É o Relatório. 5 • ,. . Processo n° 13401.000508/2004-79 CCO2/C04 Acórdão n.° 204-03.205. Fls. 3.683 Voto Conselheiro LEONARDO SIADE MANZAN, Relator .., O recurso é tempestivo e cumpre os requisitos de admissibilidade, pelo que, dele tomo conhecimento. . A matéria tratada nestes autos já foi posta ao exame desta Câmara em novembro de 2007, no julgamento do Recurso n° 138.358, apresentado pela contribuinte em tela, em relação ao lançamento de oficio da Cofins, referente ao mesmo período de apuração. Por ter recebido brilhante voto do ilustre conselheiro Júlio César Alves Ramos, a seguir o transcrevo, com a devida vênia do autor, por concordar inteiramente com suas razões de decidir. "Analisando as preliminares aventadas, percebe-se que se confundem em parte com as próprias razões de mérito. Assim é que pretende-se a nulidade do lançamento em razão de os débitos autuados já terem sido objetos de confissão de divida. Ora, se assim fosse o que caberia seria declarar, no mérito, a improcedência do lançamento. Como se sabe, e foi adequadamente repetido na decisão recorrida, as causas de nulidade estão exaustivamente previstas no art. 59 do Decreto n° 70.235/72. Restringem-se, no tocante ao auto de infração, à lavratura por servidor incompetente e, quanto às decisões, às proferidas com preterição do direito de defesa. Obvio que nenhuma das duas ocorreu. Com respeito às prescrições do art. lodo mesmo decreto, é igualmente sabido que sua violação não configura motivo para que se declare a an uu tl uidaaddoe dao aauu tt oo rtddeadi onfroauç oão Quando reconhecer paho eoeorss prejudicar deve c ar a defe dosa seu ':i CA :o -----\ (n — re .-) 1 r z....._, saneamento, se necessário reabrindo prazo para a defesa apropriada,01 consoante disposição expressa do Decreto n° 70.235: art. 60. \8 ?. \ _.-- ,..,• rp C Examinando-se as peças constitutivas do auto de infração, observa-se ui ,-, t\ I e :5; que a fiscalização foi até prolixa na juntada de elementos que 1.9 / r o i g permitissem a comprovação das afirmações contidas no lançamento. .1 2 t,---gl .. 0, 5 „„) Assim, juntou todas as peças contábeis e fiscais que usou para apurar Ç•2 1 -...: O 2 O os valores devidos, elaborou quadros demonstrativos evidenciando os valores tributáveis e das contribuições devidas e indicando o valor \ l'' declarado pela empresa (fls. 1.461 e 1.462). I n I Quanto a isso, apenas um reparo poderia ser eventualmente feito: não 4-i consta cópia das DCTF entregues pela empresa. No que tange aos • valores declarados, a fiscalização juntou apenas as DIPJ dos anos de 2000 e 1999, relativas aos anos-calendário de 1998 e 1999 não integrantes da autuação. Desse modo, restaram sem comprovação os valores inseridos por ela na antepenúltima e na penúltima coluna do seu quadro de fls. 1.461/1.462. Como a empresa não se insurgiu quanto a este ponto, alegando, por exemplo, que teria declarado em DCTF valores maiores do que os ali 1 6 .. _ Processo n° 13401.000508/2004-79 CCO21C04 °Acórdão n. 204-03.205. Fls. 3.684 . . indicados, o que, aí sim, tornaria o auto desnecessário, não vemos em que o seu direito ao exercício amplo de defesa tenha sido prejudicado. Acresce-se a informação constante do Termo de Encerramento —fl. 27 — de que a empresa teria sido intimada a comprovar o efetivo recolhimento dos valores encontrados pela fiscalização, antes que esta promovesse o lançamento de oficio e que ela nada teria comprovado. Tal afirmação tampouco foi contestada pela empresa. Também o outro argumento preliminar, qual seja, de que a descrição dos fatos e o enquadra. mento legal seriam incorretos, não merece acolhimento. A descrição, elaborada no Termo de Encerramento apontou com clareza o que estava sendo autuado e a sua fundamentação; as planilhas já mencionadas o complementam, traduzindo em valores o que antes fora apenas verbalmente explicitado. E ambos estão em perfeita consonância com a matriz legal indicada. Não vislumbro, por isso, qualquer cerceamento ao direito da empresa. Aliás, tudo o que a autuada precisaria ter demonstrado, como sói acontecer neste tipo de autuação, era que os valores inseridos nos quadros demonstrativos de fls. 1461 e 1462 não condizem com a verdade ou que a obrigação que lhe está sendo imputada, o . recolhimento na condição de contribuinte substituto dos vendedores varejistas, não existe. Ambas têm a ver com o mérito da autuação, não consistindo razão para nulidade do lançamento perpetrado. Com essas considerações, rejeito os argumentos preliminares . indicativos de nulidade do auto, e passo ao exame do mérito. Aqui, tudo o que tem a empresa a dizer, aliás repetindo a impugnação apresentada à DRJ, é que os valores não deveriam ser lançados de F, --- oficio porque já confessados por meio das DIPJ entregues.F 7.; (2 \ i E- 1 Z Z 0 0 n calendários Quanto a isso, não há muito o que acrescer aos bem lançados t) fundamentos da decisão recorrida. Com efeito, as D1PJ dos anos- - .- I calendários de 2000 a 2003 não constituem confissão de divida. Para I° EE i \ l - o não ser repetitivo, peço vênia ao ilustre Conselheiro Emanuel Carlos IL Li.; O •-• : Dantas de Assis, membro da Terceira Câmara deste Conselho, para P. ° 01 ?I reproduzir aqui suas considerações acerca da matéria, proferidas I dS _.i 0,135,..) I -.-. ;g. quando do julgamento do Recurso n°124897, em sessão de dezembro c7'i 0 1 de 2005:(-) Lt i 2, .: . ç\Is á 1 . ce. Ui . . . I e .r; 1 u. 9 .5 ã A DRJ considerou que a partir do exercício 2000, ano-calendário 1999, a Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) não mais se constitui em meio próprio para confissão de dívida, ao contrário do que ocorreu até o exercício 1999, ano- calendário 1998. A partir do período de apuração janeiro de 1999, somente por meio da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) é que os débitosfributários são confessados, pelo que os valores não informados como saldos a pagar em DCTF devem ser lançados de oficio, mesmo que constem de DIPJ. .17 k _ _ Processo n°13401.000508/2004-79 CCO2/C04 Acórdão n.° 204-03.205 Fls. 3.685 • • A decisão de primeira instância não merece reparos, à vista do art. 5° - do Decreto-Lei n°2.124/84 e da legislação infralegal que lhe tem como supedâneo. A redação do citado dispositivo legal é a seguinte, verbis: Art. 5°. O Ministro da Fazenda poderá eliminar ou instituir obrigações acessórias relativas a tributos federais administrados pela Secretaria da Receita Federal. §1°. O documento que formalizar o cumprimento da obrigação acessória, comunicando a existência de crédito tributário, constituirá confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para exigência do referido crédito. Com base no referido Decreto-Lei, e consoante o art. 16 da Lei n° 9.779/99, foi editada a Instrução Normativa SRF n° 77, de 24 de julho de 1998, que dispõe: Art 1°. Os saldos a pagar, relativos a tributos e contribuições, constantes das declarações de rendimentos das pessoas físicas e jurídicas e da declaração do ITR, quando não quitados nos prazos estabelecidos na legislação, e da DCTF, serão comunicados à Procuradoria da Fazenda nacional para fins de inscrição como dívida Ativa da União. (negrito ausente do original). Desta forma, os saldos a pagar de impostos e contribuições, informados na DCTF ou na DIPJ do exercício 1999, ano-calendário 1998, não são passíveis de lançamento de oficio, posto que qualquer uma das duas declarações era meio próprio de confissão de dívida. Até o ano-calendário 1997, exercício 1998, a declaração de rendimentos da pessoa jurídica é chamada DIRRI. A partir do anocalendário 1998, exercício 1999, foi introduzida a DIPJ, instituída pela IN SRF n° 127, de 30/10/98, que no seu primeiro ano ainda serviu 7\ como instrumento de confissão de divida, ao lado da DCTF. Destarte, E -2 kj • .0 o lançamento de oficio dos saldos a pagar declarados na DIPJ do z anocalendário 1998, ou em DCTF daquele ano, implicaria em o% r.7. — zt: duplicidade de exigência. TI 7roc) A partir do ano-calendário 1999, exercício 2000, a DIPJ deixou de se 2 . constituir em confissão de divida, que passou a ser feita somente poroco meio da DCTF, nos termos da Instrução Normativa SRF n°14, de 14 te I de fevereiro de 2000, que informa, in verbis: Art. 1°. O art. 1°. da Instrução Normativa SRF n°077, de 24 de julho r5 .r7) de 1998, passa a vigorar com a seguinte redação: ti. 12 2 a) 'Art. 1°. Os saldos a pagar, relativos a tributos e contribuições, constantes da declaração de rendimentos das pessoas físicas e da declaração do ITR, quando não quitados nos prazos estabelecidos na legislação, e da DCTF, serão comunicados à Procuradoria da Fazenda Nacional para fins de inscrição como Dívida Ativa da União.' Na redação acima transcrita, observe-se a retirada da expressão "e jurídicas", referindo-se à declaração de rendimentos. Assim, nos .. . Processo n° 13401.000508/2004-79 CO32/C04 Acórdão n.° 204-03.205 • . Fls. 3.686. . termos da IN SRF n° 14/2000, apenas a declaração de rendimentos da - pessoa fisica e a declaração do 1TR é que continuaram como confissão de divida, sendo que as pessoas jurídicas passaram a confessar os tributos devidos apenas na DCTF. Em consonância com as duas Instruções Normativos acima, até o anocalendá rio de 1998 os valores informados como devidos nas declarações de rendimentos das pessoas jurídicas podiam ser cobrados • independentemente de lançamento, já que confessados. Neste sentido, é que o recibo de entrega da declaração de rendimentos, bem como o manual de instrução para preenchimento que a acompanha, continham referências expressas acerca da confissão de dívida Diferentemente, a partir do ano-calendário de 1999, exercício 2000, o recibo da DIPJ, bem assim o seu manual de instrução para preenchimento, não contêm a informação de que a DIPJ constitui confissão de dívida. Logo, os valores declarados apenas em DIPJ a partir do ano-calendário 1999 não podem mais ser cobrados sem que haja o lançamento próprio. A partir daquele ano somente os valores constantes de DCTF é que podem ser inscritos na Divida Ativa e cobrados por meio da execução fiscal própria. O sç 1° do Decreto-Lei n° 2.124/84, ao determinar que "O documento que formalizar o cumprimento da obrigação acessória, comunicando a existência de crédito tributário, constituirá confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para exigência do referido crédito", não permite que qualquer comunicação acerca da existência de crédito possa ser cobrada diretamente, sem o regular lançamento. Há de se analisar _ cada obrigação acessória, nos termos em que instituída e em cada período de apuração, para se saber se os valores do crédito tributário nela declarados estão sendo confessados ou não. Se confessados, permitem a cobrança sem o lançamento; do contrário, carece do ato privativo da autoridade administrativa, nos termos do art. 142 do CIN. I to IP- G1 z z .. O 75 1 —1 i ! Si.' i Neste senti do é que Leandro Paulsen informa o seguinte: Confissão de divida. DCTF. GFIP. Efeito de Lançamento. Em sendo G 1 confessada a divida pelo próprio contribuinte, seja mediante o cumprimento da obrigação tributária acessória de apresentação da i c .2,:-,- E '''. i i declaração de débitos e créditos tributários federais, da guia de Ia; R.1Ça NI -;'s .9:12 i informações à Previdência ou outro documento em que conste a ,1:- O n4; o si 9, 0 i w ai confissão, torna-se desnessária a atividade do fisco de ver:ficar a :2 , t. ,t-) -- 1 c” 6'JI ocorrência do fato gerador, apontar a matéria tributável, calcular o, j -: 1 1,3 W Pi n g tributo e indicar o sujeito passivo, notificando-o de sua obrigação, pois I , ,, 9 8 -iN ji I tal já foi feito por ele próprio que, portanto, tem conhecimento inequívoco do que lhe cabia recolher. (PAULSEN, Leandro. DireitoIe. . Tributário — Constituição e Código Tributário à Luz da Doutrina e da 1 ,'-'4 LE: Jurisprudência. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2001, p. 705/706, sublinhado ausente no original). ... LU Neste ponto importa ressaltar que a dispensa do lançamento tributário, na esteira da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, encontra amparo no instituto da confissão, tratada nos 348, 353, 354 e 585, II, do Código de Processo. e 9 ... , . Processo n° 13401.000508/2004-79 CCO2/C04 . Acórdão n.° 204-03.205 - Fls. 3.687 Segundo esses dispositivos há confissão quando uma parte (sujeito passivo da obrigação tributária principal) admite a verdade de um fato (ser devedora do tributo confessado), contrário ao seu interesse e favorável à outra parte (Fisco), o que pode ser feito de forma judicial ou extrajudicial. A confissão extrajudicial feita por escrito à parte contrária, como se dá mediante a DCTF, ou se deu por meio da DIPJ até o ano-calendário 1998, tem o mesmo efeito da judicial, servindo como título executivo extrajudicial que admite provas contrárias, especialmente a de não ocorrência do fato gerador ou a de extinção do crédito tributário confessado. Destarte, a partir do ano-calendário 1999 os valores não confessados em DCTF, mesmo quando informados em DIPJ, somente podem ser cobrados após o lançamento de oficio, com aplicação da multa própria, determinada pelo art. 44, da Lei n° 9.430/96. Daí a necessidade de lançamento, que deve ser mantido exceto na parcela excluída pela DRJ. Como a recorrente não informou os valores lançados nem nas DCTF ao ano de 1999 nem na Declaração REFIS - os dois meios de confissão a possibilitar no parcelamento -, cabem manter o lançamento também nesses períodos. Com essas considerações, e com pesar por não ter subido a matéria relativa à classificação fiscal dos produtos "elaborados", voto por negar provimento ao recurso. Como se isso não bastasse, mesmo que se considerassem as DIPJ entregues, vê-se que nelas não há qualquer informação acerca de Cotins na condição de substituta tributária. Com efeito, o que consta ali é tão-somente a Cofins devida na condição PSI- z i n1 (-2 1 da .., O, ,..‹ ! -, 2 := de contribuinte, resultante da aplicação da aliquota de 3% sobre a receita bruta reconhecida. Como se demonstrará em seguida, a base da Cofins substituição é o preço cobrado multiplicado por 1.4, consoante disposição expressa do art. 5° da Lei n°9.718/98. O o— i Por isso, embora ausentes as DCTF, é de se supor que nelas apenas se itu r5 âvl, tenha declarado também a Cofins própria. () Wb.C7 “I O Nrit a 1 lit d .._, 0,j 6 .9 Além disso, deve-se enfatizar que as já citadas planilhas de fls. 1461 e 1462 indicam que a partir de julho de 2000, quando a sistemática (-) c5c7-3 g ') 1 8 !c-/ 2:= u, i i passa a ser a incidência monofásica, a empresa nada teria declarado em DCTF a título de Cofins. • Como mencionei, a exigibilidade de Cotins das distribuidoras de álcool 1 na condição de substituta tributária dos comerciantes varejistas que • dela comprem está expressa no art. 5° da Lei n°9.718/98. Confira-se: Art 5 0 As distribuidoras de álcool para fins carburantes ficam obrigadas a cobrar e recolher, na condição de contribuintes substitutos, as contribuições referidas no art. 2°, devidas pelos comerciantes varejistas do referido produto, relativamente às vendas que lhes fizerem. Parágrafo único. Na hipótese deste artigo, a contribuição será calculada sobre o preço de venda do distribuidor, multiplicado por um inteiro e quatro décimos. 10 k._ f . ..._ . ... . —... .. - . Processo n° 13401.000508/2004-79 CCO2/C04 . Acórdão n.° 204-03.205 Fls. 3.688 . - É de se enfatizar que essa nova disposição tem validade desde fevereiro de 1999, consoante disposto no art. 17, Ida Lei n°9.718/98: Art. 17. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos: I - em relação aos arts. 2° a 8°, para os fatos geradores ocorridos a partir de 1° de fevereiro de 1999; II - em relação aos arts. 9° e 12 a 15, a partir de 1° de janeiro de 1999. Essa explanação vem a calhar para refutar o outro argumento da empresa, este acerca da inaplicabilidade da substituição tributária, com base inclusive em Ato Declara tório Normativo da SRF. Para melhor compreensão da matéria, convém reproduzir a disposição anterior, veiculada no art. 4° da Lei Complementar n°70/91: Art. 4° A contribuição mensal devida pelos distribuidores de derivados de petróleo e álcool etílico hidratado para fins carburantes, na condição de substitutos dos comerciantes varejistas, será calculada sobre o menor valor, no País, constante da tabela de preços máximos fixados para venda a varejo, sem prejuízo da contribuição incidente sobre suas próprias vendas. Nota-se que o comando inaugural da contribuição exigia a utilização de preços tabelados para o álcool. Essa redação foi reproduzida pelo art.. 6° da Lei n° 9.715/98, que alterou as disposições do PIS. Daí que, até a edição da Lei n° 9.718, fazia-se necessário consultar tabela de preços máximos para o álcool, dela extraindo o menor valor para base da substituição. Na ausência de tal tabela, embora não formalmente— ii, 1....cc' 1 revogada a substituição, tinha-se por impraticável o instituto. Essa a razão da edição do citado Ato Declarató rio Normativo SRE n°:29 8 CC.-1 ' Ct ,-- I O P_ 1 .)4)1 `171 f?" O'/ --: / ' n No Oto 0:4t, 13/92 cujas conclusões serviram também para que ação fiscal anterior na empresa não exigisse a contribuição nessa modalidade. São questionáveis tanto o ADN quanto as conclusões da ação fiscal Estreme de dúvidas, entretanto, nada implicarem quanto à ação fiscal ;4: 1 19 ‘ IV • ora sob exame. Isto porque, ainda que se considerasse acertado o 6# 12 1 77 ti- : it O f C-5 t LU cif ® 4, 'Rã \I -NZ- ri tli entendimento baixado pelo ADN, ele não teria mais validade a partir de fevereiro de 1999, quando entrou em vigor o art. 5° da Lei n° 9.718/98, como demonstrado. Desnecessário dizer que a conclusão expressa em ação fiscal pretérita, E' Q5 g que incorretamente o teria estendido" até dezembro de 1999, não se -------------J impõe à correta interpretação da lei. Repita-se que as novas disposições já vigiam desde fevereiro e mesmo assim a autuação que aqui se discute não retroagiu a esse mês. Com a inexistência de tabelas de preços do álcool, o que se dava desde 1996 pelo menos, a lei nova determinou a incidência da substituição tendo por base o próprio preço praticado pela distribuidora multiplicado por um fator de 1.4. Assim foi feito pelo autuante. ri — Processo n° 13401.000508/2004-79 CCO2/C04 Acórdão n.° 204-03.205• Fls. 3.689 Complemente-se reafirmando também o aceno da autuação dos meses de julho de 2000 em diante. É que a partir dai a substituição tributária da contribuição foi mudada para a sistemática da incidência monofásica. Assim dispuseram os art. 2' e 46, II da 15 0 reedição da Medida Provisória n° 1991, ao alterar aquele art. 5° da Lei n° 9.718/98. Na décima oitava reedição dessa mesma medida fixou-se o percentual a ser aplicado — 6,74 — utilizado, corretamente, pelo autuante. Por fim, ataca a contribuinte a multa de oficio também sob a afirmação de que os valores estariam incluídos em DIPJ. Como já dissemos em outra ocasião, ainda que se reconhecesse a isso o caráter de confissão de dívida que ele não tem, o efeito disso não é tornar inválida multa inserta em lançamento de oficio promovido. Isto porque ela decorre de disposição expressa de lei; no caso, o art. 44 da Lei n°9.430/96. O efeito da confissão espontânea é a desnecessidade do lançamento de oficio, uma vez que a administração tributária já dispõe de um instrumento líquido e certo para execução do crédito tributário. Mas tal confissão somente ocorre por meio da DCTF. Assim, se os débitos não foram nela incluídos, há sim a necessidade do lançamento de oficio para constitui-los, pois sem isso não pode a administração tributária promover a sua execução. F- 22 8 \ Sendo necessário o lançamento, imperiosa é a multa de ofício, dado o caráter vinculado de que se reveste essa atividade nos exatos termos do r3 art. 142 do CTN. o 3 - 0 5 IN) ufy, Com essas considerações, entendo que a autuada não logrou 9 9, b 0 demonstrar não ser devedora da contribuição que lhe está sendo .44;1 . exigida por meio deste auto de infração, e voto por negar provimento '7 II! ao seu recurso. 4,1\ tr, W Z Quanto ao alargamento da base de cálculo promovido pela Lei n.° 9.718/98 "i't; • Quanto a este ponto, entendo que tem razão a contribuinte. Ocorre que o Colendo STF (Supremo Tribunal Federal) julgou inconstitucional o alargamento da base de cálculo da COF1NS e do PIS levado a efeito pela Lei n.° 9.718/98. A respeito desse tema, mister citar o voto condutor do RV 129637: "Em 29 de outubro de 1998 (DOU de 30/10/98) foi adotada a Medida Provisória n° 1.724, convertida, em 27 de novembro de 1998 (DOU de 28/11/98), na Lei n° 9.718, cujos artigos 2° e 3° pretenderam alterar a bases de cálculo da contribuição ao PIS para a totalidade das receitas. A ampliação da base de cálculo pretendida pela Lei n° 9.718 citada foi rejeitada pelo e. Supremo Tribunal Federal que, recentemente, por ocasião do julgamento dos Recursos Extraordinários n° 357950, 390840, 358273 e 346084, em 9 de novembro de 2005, declarou a inconstitucionalidade § 1° do artigo 3°, em razão de ofensa ao disposto no artigo 195, inciso I da Constituição Federal vigente, que determinava, à época da edição da medida provisória e da lei em 12 le\t, Processo n° 13401.000508/2004-79 - CCO2/C04 Acórdão n.° 20403.205• Fls. 3.690 . - comento, fossem as contribuições sociais calculadas com base no faturamento, folha de salários ou lucro. Como se pode observar, a base de cálculo do PIS, conforme disposto na Constituição vigente à época da edição da lei não permitia a incidência sobre a totalidade das receitas. Somente com a promulgação da Emenda Constitucional n° 20, aprovada em sessão do Congresso Nacional, de 1° de dezembro de 1998 e publicada no DOU de 16/12/98, é que foi modificado o artigo 195, inciso I da CF/88, ampliando a competência para instituição de contribuições sociais sobre a totalidade das receitas. A exigência das referidas contribuições com base no valor da totalidade das receitas, em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1° de fevereiro de 1999 (90 dias contados da edição da Medida Provisória n° 1.724, com pretendida observância do princípio da anterioridade mitigada, inscrito no § 6° do artigo 195 da CF/88), ofendeu, portanto, o ordenamento jurídico do pais, principalmente porque a vigência e a eficácia das leis estão subordinadas a uma condição prévia de existência e validade em nível jurídico. Receita e Faturamento têm conceitos jurídicos distintos, conforme já havia decidido o e. Supremo Tribunal Federal nos autos do Recurso Extraordinário n° 150.755-1, nos termos do voto do Relator MM. SepUlveda Pertence, a seguir parcialmente transcrito: "Resta, nesse ponto, o argumento de maior peso, extraído do teor do . art. 28 analisado: não se cuidaria nele de contribuição incidente sobre o faturamento - hipótese em que, por força do art. 195, 1, se entendeu bastante a institui-la a lei ordinária - mas, literalmente, de contribuição sobre a receita bruta, coisa diversa que, por isso, só ' poderia legitimar-se com base no art. 195, § 4°, CF, o qual, para a CI\ criação de outras fontes de financiamento da seguridade social, 12 . Oi determinou a observância do art. 154, I, e, portanto, da exigência de lei (r_ r. — , )-- . complementar no Ultimo contida. "(original não grifado) Z t .ce o 9Ç-2. n ...: 0, ui P tA I 942\ ' 1 rát o -.. I pd No julgamento acima referido, o E. STF entendeu que não havia o Q incompatibilidade no disposto pelo art. 28 da Lei n° 7.738/89 .s.,• . (Finsocial das empresas prestadoras de serviços) com o art. 195, I da irj•Ê \ a -;.. CF/88 porque o conceito de receita no primeiro previsto, caso se \8.ec' N ,,, adotasse o entendimento de que o referido conceito seria aquelecp .. 1 til 1 o a r 1 definido nos termos do art. 22 do Decreto-lei n° 2.397/97, levaria à \ Id ci 1 inevitável conclusão de que receita bruta seria apenas aquela estritamente decorrente do faturamento. t i E Acompanhando o voto do Relator, o MM. Moreira Alves assim se pronunciou sobre a especifica questão: (.) parece-me que, por via de interpretação, se possa tomar receita bruta, aqui, como a decorrente de faturamento... (..) "Adotando essa interpretação restritiva de receita bruta - e afasto a objeção decorrente do art. 110 do Código Tributário Nacional, pois essa exegese equipara, no caso, a receita bruta à resultante do , 13 Sk , , Processo n° 13401.000508/2004-79 CCO2/C04 - Acórdão n.° 204-03.205 Fls. 3.691 . . faturamento, e assim se amolda à Constituição que se refere a este - acompanho, com a devida vênia, o eminente Ministro Sepúlveda Pertence". No caso da Lei n° 9.718/98, ora sob censura, sequer havia possibilidade de se adotar uma tal interpretação restritiva, se considerado apenas o tato da lei, porque, de acordo com o disposto nos arts. 2° e 3°, andou mal o legislador no sentido de pretender equiparar ao faturamento a totalidade das receitas: exatamente o contrário do que a ele seria permitido, considerada a restrição do art. 195, Ida CF/88: Art. 2° - As contribuições para o PIS/PASEP e a Cofins, devidas pelas pessoas jurídicas de direito privado, serão calculadas com base no seu faturamento, observadas a legislação vigente e as alterações introduzidas por esta Lei. Art. 3' - O faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita bruta da pessoa jurídica. § 1° - Entende-se por receita bruta a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas. • Somente com a nova redação do inciso Ido art. 195 da CF, dada com a promulgação da EC n° 20 (DOU de 16.12.98), é que passou a ser possível a instituição de contribuição social sobre a totalidade das receitas da pessoa jurídica, sem a necessidade de observcincia do art. 154, I (lei complementar, etc.), aplicável por remissão apressa do § 4° 2- 1 si 0'‘ 1 [- r, i , ff? T i I do art. 195 da CF (competência residual) para os casos de fontes de custeio não previstas no inciso 1. 4 tu Na Ação Declarató ria de Constitucionalidade n° 1-I/DF, proposta pelo 1 FD-- -- 0 jE o .rc I E Cl c30 o % r2.2 I i 3 ã -4' 91 Presidente da República, integrantes das Mesas do Senado e da o Câmara dos Deputados da época ficou consignado que: RI moiI (.) O D.L. n°2.397/87, que alterou o DL n°1.940/82, em seu artigo Itg (-) O —1 M 22, já havia conceituado a receita bruta do artigo 1°, parágrafo 1°, do I g ki 1 _., ....- .I mencionado diploma legal como sendo a "receita bruta das vendas de i 2-). 1 mercadorias e de mercadorias e serviços", conceito este que coincide i 4.-- ,., cd lu o N w i com o de faturamento, que, para fins fiscais, foi sempre entendidoi — IS L) ! como o produto de todas as vendas... "(Revista Dialética de Direitoi CD ai f sau, 1 Tributário, Ed. Dialética, 1997, pg. 84) i i ig Até a edição da malsinada Lei n° 9.718/98 (que estabeleceu a lógica: faturamento = receita bruta = total das receitas), o conceito receita bruta para fins de PIS e de Cofins foi sempre correspondente ao de faturamento, opinião de consenso nos três poderes da república (a lógica anterior era: faturamento = receita bruta a ele correspondente). Por outro aspecto, a partir da nova competência outorgada pela Constituição Federal, para a instituição de tributo (as contribuições de financiamento da seguridade social são espécies do gênero tributo) seria necessária a edição de nova lei, sem o que restaria no mundo jurídico, apenas, uma competência outorgada ainda pendente de exercício. it 14 k _ - - - - Processo n° 13401.000508/2004-79 CCO2/C04 Acórdão n.° 204-03.205 FLs. 3.692 No caso especifico, há que se considerar que a EC n°20 foi aprovada em sessão do Congresso Nacional de 01.12.98, data posterior à de conversão da Medida Provisória n° 1.724 na Lei n° 9.718 (em 27.11.98). Leo Krakowiak lembra que ... "o Supremo Tribunal Federal, em várias oportunidades, já reconheceu que uma regra introduzida na Carta Magna por Emenda Constitucional não convalida vício anterior de inconstitucionalidade. Ao contrário, confirma a inconstitucionalidade do regime anterior ..." ("Grandes Questões Atuais do Direito Tributário" — "A Contribuição para o Finsocial, as Instituições Financeiras e as Empresas Prestadoras de Serviços, Ed. Dialética, 1997, pg. 152) O vício originário de inconstitucionalidade da Lei n° 9.718 impossibilitou, portanto, a sua convalidação. Cumpre observar que a Constituição Federal de 1988 estabeleceu que a competência para apreciar a constitucionalidade das leis é do Supremo Tribunal Federal, cabendo aos órgãos administrativos aplicar o entendimento por ele firmado. Neste sentido dispõe o Decreto n°2.346/97, nestes termos: "Art. 1° As decisões do Supremo Tribunal Federal que fixem, de forma inequívoca e definitiva, interpretação do tato constitucional deverão ser uniformemente observadas pela Administração Pública Federal direta e indireta, obedecidos os procedimentos estabelecidos neste Decreto". Assim, devem ser excluídas da base de cálculo do PIS todas as demais receitas que não sejam provenientes do faturamento, conforme entendimento firmado pelo STF. Considerando os articulados precedentes e tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de dar parcial provimento ao Recurso Voluntário interposto, pelas razões acima expendidas Sala das Sessões, em Og de ! aio de 2008. • __nffier - n1111111r O MV • NZAN MF-SEGUNDO CONSELHO-DE CONTRIBUI" "t" CONFERE COM O ORIGINAL '41E2 • Elaine A1k, 15 — • _ Page 1 _0022400.PDF Page 1 _0022500.PDF Page 1 _0022600.PDF Page 1 _0022700.PDF Page 1 _0022800.PDF Page 1 _0022900.PDF Page 1 _0023000.PDF Page 1 _0023100.PDF Page 1 _0023200.PDF Page 1 _0023300.PDF Page 1 _0023400.PDF Page 1 _0023500.PDF Page 1 _0023600.PDF Page 1 _0023700.PDF Page 1

score : 0.81887186