Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,885)
- Primeira Turma Ordinária (16,420)
- Primeira Turma Ordinária (16,225)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,219)
- Primeira Turma Ordinária (16,172)
- Segunda Turma Ordinária d (15,906)
- Segunda Turma Ordinária d (14,489)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,513)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,492)
- Quarta Câmara (85,204)
- Terceira Câmara (67,876)
- Segunda Câmara (56,644)
- Primeira Câmara (20,756)
- 3ª SEÇÃO (16,219)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,726)
- Segunda Seção de Julgamen (115,215)
- Primeira Seção de Julgame (77,084)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,968)
- Câmara Superior de Recurs (37,975)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,518)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,906)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,234)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,930)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,801)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,842)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,472)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,625)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,707)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 18050.006062/2008-61
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/02/1997 a 31/01/1999
PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA..
Ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado. Assim, cumpre observar hipótese decadencial face a edição da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal STF
e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ”.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2403-001.102
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso.
Nome do relator: IVANCIR JÚLIO DE SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 23 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201203
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/1997 a 31/01/1999 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA.. Ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado. Assim, cumpre observar hipótese decadencial face a edição da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ”. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 18050.006062/2008-61
anomes_publicacao_s : 201203
conteudo_id_s : 5060632
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Apr 20 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-001.102
nome_arquivo_s : 2403001102_18050006062200861_201203.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : IVANCIR JÚLIO DE SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 18050006062200861_5060632.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
id : 4750140
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 23 09:37:37 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1730891387548729344
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 15; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1872; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 1 1 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18050.006062/200861 Recurso nº 111.111 Voluntário Acórdão nº 240301.102 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 12 de março de 2012 Matéria LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente BRASKEN S/A E OUTROS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/1997 a 31/01/1999 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA.. Ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado. Assim, cumpre observar hipótese decadencial face a edição da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ”. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees StringariPresidente Ivacir Júlio de SouzaRelator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, e Jhonatan Ribeiro da Silva. Convocada a conselheira Maria Anselma Coscrato dos Santos. Ausente o Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 350DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Relatório Por economia processual que na condução do voto restará justificada, procedo ao econômico relato descrevendo que trata o presente processo de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD lavrada em nome do interessado acima identificado em solidariedade com a empresa prestadora de serviços denominada ENDEL Empreendimentos Desenvolvimentos e Projetos LTDA, CNPJ 73.893.4141000160 (fl. 66). Conforme se verifica no relatório denominado " Discriminativo Sintético do Débito" DSD (fl. 06), as competências abrangidas neste processo compreende as competências 02/1997 até 01/1999. DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar aos argumentos da impugnante, na forma do registro de fls. 253, a 5ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil em Salvador (BA) ) DRJ/DRS, exarou o Acórdão n° 1623.810, mantendo procedente parcialmente o lançamento ao reconhecer decadentes, na forma do artigo 173, I do Código Tributário Nacional – CTN as competências 11/98 e anteriores. DO RECURSO Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário onde reiterou as alegações que fizera em instancia “ad quod ”. É o Relatório. Fl. 351DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 18050.006062/200861 Acórdão n.º 240301.102 S2C4T3 Fl. 2 3 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls. 321, o recurso é tempestivo. Aduz que reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DAS PRELIMINARES Da Nulidade A empresa Braskem S/A tomou ciência pessoal do lançamento em 31/12/2004(fl.01). Não consta dos autos a comprovação da ciência por parte da prestadora de serviços. A instância a quo, constatando isto, na condução do seu voto às fls. 259, desprezou a importância de notificar a empresa solidária mediante os seguintes argumentos: “A empresa prestadora dos serviços (ENDEL EMPREENDIMENTOS DESENVOLVIMENTOS E PROJETOS LTDA), por não ter sido notificada da NFLD sob julgamento, será excluída do lançamento, prosseguindo apenas a empresa contratante dos serviços {BRASKEM S/A).” Não constando nos autos a Notificação, Impugnação e Recurso voluntário do devedor solidário representado pela empresa ENDEL EMPREENDIMENTOS DESENVOLVIMENTOS E PROJETOS LTDA afigurase motivo suficiente para em razão evidente cerceamento de defesa – decretar a nulidade do lançamento. Entretanto, na forma do comando do § 3º, inciso II, artigo 59 , do Decreto 70.235/72 , não o farei, in verbis: Art. 59. São nulos: II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. § 3º Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprirlhe a falta. ( Incluído pela Lei n° 8.748, de 1993) Da decadência Sob pretexto de que não houvera pagamento, o Relator a quo reconheceu a decadência na forma do artigo 173, I do Código Tributário Nacional – CTN as competências 11/98 e anteriores. Fl. 352DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Ocorre que às fls77, no item do Relatório Fiscal os 4( quatro) Auditores que compuseram a Junta Fiscal, indiretamente, informam ter havido “pagamentos antecipados”, posto que afirmam que apropriaram valores e geraram o respectivo Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados – RADA na ação fiscal, verbis : “ 8.6 O Montante do débito apurado foi apresentado à empresa em 031104, com ciência na mesma data, através do cálculo prévio dos débitos apurados por esta fiscalização, sendo composto pelos seguintes relatórios: Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados RADA,Relatório de Lançamentos RL, Discriminativo Analítico do Calculo Prévio DACP e Discriminativo Analítico do Débito DAD. Tendo em vista que a empresa não providenciou o recolhimento, nem confessou a dívida apresentada, lavrouse a NFLD objeto deste relatório, em conformidade com o art. 37 da Lei 8.212, de 1991.” Por outro giro, assume grande importância saber que a partir da Lei nº 9.528/97 é que se introduziu a obrigatoriedade de os sujeitos passivos das contribuições previdenciárias apresentarem a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP. Desse modo, somente com a introdução da GFIP na legislação previdenciária, se institui para os contribuintes o dever que não existia antes de janeiro de 1999 de declarar, e , espontaneamente, antes de eventual ação fiscal que lhe exija, antecipar os pagamentos, os valores que entendam devidos à Previdência Social e proceder a demais obrigações acessórias. Isto posto, inserta nos pressupostos da tese esposada pelo Superior Tribunal de Justiça de que há que ter havido pagamento antecipado para que seja reconhecida a decadência na forma do artigo 150, § 4° e ainda premido pelo comando do artigo 62A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF , a decadência deve ser observada. Dos fatos geradores Antes que se alegue que o pagamento antecipado ao qual se refere o artigo 150, § 4° do Código Tributário Nacional – CTN implica adimplementos de rubricas de forma isolada, entendo que o legislador ao exortar o pagamento, referiuse ao tributo como um todo, incluindo, por lógico, os fatos geradores que o compõe. Isto se revela evidenciado na medida em que a autoridade administrativa ao emitir as Notificações Fiscais de Lançamento de DébitosNFLDs para constituir o crédito tributário , não as emite uma para cada fato gerador. Nas ações fiscais onde eventualmente o Auditor Fiscal encontra inadimplidos fatos geradores diversos, ao lavrar a respectiva Notificação de lançamento do crédito tributário, ordinariamente, o faz na forma do quadro abaixo estratificado de um caso real. Tal registro representa a somatória de todos os fatos inadimplidos lançados em documento único: “ CRÉDITOS CONSIDERADOS RUBRICAS 11 Segurados 12 Empresa 13 Sat/rat 15 Terceiros Fl. 353DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 18050.006062/200861 Acórdão n.º 240301.102 S2C4T3 Fl. 3 5 TOTAL LÍQUIDO: 2.310,14 ” A averiguação de hipótese decadencial se reporta às datas dos fatos geradores, às competências e aos créditos nelas observados. Se eventualmente o crédito constituído vier a ser reconhecido decadente, todos os vários fatos geradores ocorridos naquelas competências decaídas, não de forma isolada mas genericamente, serão fulminados conforme a previsão no artigo 156, V do aludido CTN que, corroborando o entendimento supra, preceitua que o que se extingue mediante o instituto da decadência é o crédito tributário: “ Art. 156. Extinguem o crédito tributário: (..) V a prescrição e a decadência;” As contribuições sociais, inclusive as de seguridade social, dentre estas as previdenciárias, com o advento da Constituição Federal de 1988, ganharam tratamento constitucional tributário, aplicandolhes toda a sistemática reservada aos tributos pela Carta Magna (CF, art. 145 e seguintes combinado com o art. 195 e seguintes). Do supra exposto, se observa que o tributo denominado contribuição previdenciária é constituído de inúmeros fatos geradores. A Lei n° 5.172/66, que vem a ser o Código Tributário Nacional CTN , define em seu artigo 150 o lançamento por homologação : “Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa.” É pacífico que a jurisprudência entende que a natureza jurídica da contribuição previdenciária é um tributo de lançamento por homologação. Referindome ao artigo 150 do CTN, é relevante notar o legislador ao classificar o que seria o lançamento por homologação também não se referiu a fatos geradores mas sim aos tributos : “ lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento...” Cumpre destacar que esta prejudicial foi analisada em consonância com o determinado no artigo 62A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF . Aduz que ocorreram “pagamentos antecipados” por tratarse o presente de crédito resultado de Ação Fiscal onde levantaramse créditos suplementares referentes a Fl. 354DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 valores das prestações de serviço da empresa prestadora de serviços denominada ENDEL Empreendimentos Desenvolvimentos e Projetos LTDA. DO PODER POTESTATIVO Tomandose como certo o entendimento de que ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado, em preliminar, quedome a observar hipótese decadencial face a edição da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal – STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ”: Súmula Vinculante do STF n° 8 “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. A súmula n° 8 passou a produzir efeitos a partir de 20 de junho de 2008, conforme ata da vigésima segunda sessão plenária do STF, do dia 12.06.2008, cuja íntegra do debate foi publicado no Diário de Justiça do dia 11.09.2008. O material está no site do tribunal. Consolidando o sumulado, se observa a Lei complementar n° 128, de 19 de dezembro de 2008, artigo 13, I, “a ” : “ Lei Complementar n°128, de 19 de dezembro de 2008 (...) Art. 13. Ficam revogados: I – a partir da data de publicação desta Lei Complementar: a) os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24 de julho de 1991” Da Contribuição Social Previdenciária É cediço que as contribuições sociais, inclusive as de seguridade social, dentre essas as previdenciárias, com o advento da Constituição Federal de 1988, ganharam tratamento constitucional tributário, aplicandolhes toda a sistemática reservada aos tributos pela Carta Magna (CF, art. 145 e seguintes combinado com o art. 195 e seguintes). Dos Tributos Com Lançamento Por Homologação A Lei n° 5.172/66, que vem a ser o Código Tributário Nacional CTN, define em seu artigo 150 o lançamento por homologação : “Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa.” Fl. 355DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 18050.006062/200861 Acórdão n.º 240301.102 S2C4T3 Fl. 4 7 Da contribuição previdenciária enquanto tributo com lançamento por homologação É pacífico que a jurisprudência entende que a natureza jurídica da contribuição previdenciária é um tributo de lançamento por homologação. Então, referindo me ao artigo 150 do CTN, é relevante notar o legislador ao classificar o que seria o lançamento por homologação não se referiu a fatos geradores mas sim aos tributos : “ lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento...” Das guias de recolhimento do fundo de garantia por tempo de serviço e informações à previdência social – gfip Assume grande importância saber que a partir da Lei nº 9.528/97 é que se introduziu a obrigatoriedade de os sujeitos passivos das contribuições previdenciárias apresentarem a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP , porque somente da competência janeiro de 1999 em diante, todas as pessoas físicas ou jurídicas sujeitas ao recolhimento do FGTS, conforme estabelece a lei nº 8.036/90 e legislação posterior, bem como às contribuições e/ou informações à Previdência Social, na forma do disposto nas leis nº 8.212/91 e 8.213/91 e legislação posterior, estão obrigadas ao cumprimento desta obrigação. Na referida GFIP, deverão ser informados os dados da empresa e dos trabalhadores, os fatos geradores de contribuições previdenciárias e valores devidos ao Insatituto Nacional do Seguro Social INSS, bem como as remunerações dos trabalhadores e valor a ser recolhido ao FGTS. As empresas estão obrigadas à entrega da GFIP ainda que não haja recolhimento para o FGTS, caso em que esta GFIP será declaratória, contendo todas as informações cadastrais e financeiras de interesse da Previdência Social. Desse modo, com a introdução da GFIP na legislação previdenciária, se institui para os contribuintes o dever que não existia antes de janeiro de 1999 de declarar, e , espontaneamente, antes de eventual ação fiscal que lhe exija, antecipar os pagamentos, os valores que entendam devidos à Previdência Social e proceder a demais obrigações acessórias. Do dever de efetuar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa. Obrigado a isso, a legislação das contribuições previdenciárias submeteu o sujeito passivo o dever de efetuar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, pagamento este, por analogia, também sujeito a ulterior homologação, logo, inserido na dicção do artigo 150. Segundo leciona Hugo Brito Machado, em Curso de Direito Tributário e Finanças Públicas, Editora Saraiva, Edição exclusiva ANFIP, pg. 847: “ Por homologação é o lançamento feito quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa no que concerne à sua determinação. Operase pelo ato em que a Fl. 356DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 autoridade, tomando conhecimento da determinação feita pelo sujeito passivo, expressamente a homologa( CTN, art. 150), ou então, mediante homologação tácita, que se opera pelo decurso de prazo de decadência do direito de constituir o crédito tributário, pelo lançamento.(CTN, art. 150, § 4°) ”. Nestas condições as contribuições para a Previdência Social e suas obrigações principais e acessórias se subsumem à lançamentos por homologação expressa ou tácita. Da forma difusa dos recolhimentos Também é relevante saber que os recolhimentos das contribuições previdenciárias, antes da atual Guia da previdência Social – GPS, eram efetuados mediante as denominadas Guias de Recolhimento da Previdência Social GRPS, vigentes até a edição da Resolução Nº 657, de 17 de dezembro de 1998, que institui a atual GPS. Naquelas guias denominadas GRPS, segregados em campos próprios, se informavam os pagamentos que estavam sendo recolhidos bem como a que título, se vinculados aos segurados, às empresas ou para terceiros. Muito embora segregados, tais recolhimentos não representavam “dinheiro carimbado”, permitindose assim eventuais remanejamentos/retificações daquelas destinações, até porque os ingressos daqueles valores afluíam de um mesmo contribuinte para o mesmo cofre público. Atualmente, na forma do leiaute das Guias da Previdência Social – GPS, a exceção da rubrica outras entidades, não se vislumbra, de imediato, tampouco de forma mais detida, de modo claro e efetivo, quais os fatos geradores ou quais rubricas estão sendo contemplados com tal pagamento. Eis porque a necessidade de ações e procedimentos fiscais, considerados os prazos decadenciais, para corroborar ou não, de forma expressa os auto lançamentos e eventuais recolhimentos produzidos pelos contribuintes. Por tudo isso, entendo que qualquer eventual recolhimento na forma difusa como é procedido atualmente, bem como no modo como o fora no passado, tem o condão de alcançar qualquer rubrica de modo integral ou parcial. Do não condicionamento da homologação à antecipações de pagamentos É muito relevante notar que, isto posto, de forma alguma o legislador condicionou a homologação, nos termos do artigo 150, à antecipações de pagamento. Quando quis se manifestar sobre antecipações , stricto sensu, efetivamente o fez na dicção do artigo 160, parágrafo único, onde destacou que em ocorrendo antecipação de pagamento, o sujeito passivo pode ser contemplado com desconto: “ Art. 160. Quando a legislação tributária não fixar o tempo do pagamento, o vencimento do crédito ocorre trinta dias depois da data em que se considera o sujeito passivo notificado do lançamento. Parágrafo único. A legislação tributária pode conceder desconto pela antecipação do pagamento, nas condições que estabeleça. ” Fl. 357DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 18050.006062/200861 Acórdão n.º 240301.102 S2C4T3 Fl. 5 9 Relevante notar que: “o objeto da homologação é a atividade de apuração, e não o pagamento do tributo. (Cf. Zuudi Sakakihara, em Código Tributário Nacional Comentado, coord. de Vladimir Passos de Freitas, Editora Revista dos Tribunais, São Paulo, 1999, p.584)”.(grifei) Destarte, não sendo o objeto da homologação o pagamento, mas a atividade que em face de determinada situação de fato afirma existir um tributo e lhe apura o montante, ou nega a existência desse tributo a ser apurado, não é razoável concluir que a ausência do pagamento influencie a homologação. Entendo, ainda, que a ausência de pagamento aliada ao fato de a autoridade administrativa não ter cumprido seu mister, não desnatura a condição de lançamento do por homologação, neste caso tácita. À exceção do prazo qüinqüenal legal, o legislador não condicionou , e nem poderia, nenhuma outra hipótese para reconhecer a decadência tanto no que se refere às obrigações principais quanto às acessórias. Entretanto saber se houve ou não o lançamento, é dado importante para definir se foi expressa ou tácita a homologação. Neste sentido, é fundamental o entendimento sobre o que venha a ser o denominado lançamento posto que sendo este um ato vinculado e obrigatório da autoridade administrativa, é a existência dele que vai determinar se foi expressa a homologação das obrigações principais e acessórias ou tácita. Tendo a Autoridade Administrativa procedido ao lançamento expressamente, vencido o prazo qüinqüenal este restará homologado incluindo aí eventuais pagamentos e como conseqüência a decadência sobre hipotéticas diferenças não apontadas tempestivamente. Em não existindo lançamentos e nem autolançamentos mediante GFIPs, bem como pagamentos e demais obrigações adimplidas, vencido prazo qüinqüenal, tal circunstância restará tacitamente homologada e como conseqüência o instituto da decadência fulmina o direito do fisco de proceder ao lançamento para garantir a cobrança do crédito tributário e quaisquer outras exigências vinculadas. Assim, resumidamente, no que concerne às obrigações principais e acessórias, convém lembrar que tratandose de lançamento por homologação, o que restará homologado tacitamente é a circunstância existente à época cumpridas ou não, adimplidas parcial ou integralmente e até mesmo inadimplidas as obrigações. O contribuinte é sabedor de que deve efetuar o recolhimento em época própria , de modo espontâneo, isto é antes da presença do fisco, e eis aí a antecipação de que nos fala a dicção do artigo 150, caput, do CTN. Do Pagamento Antecipado Em razão da lógica acima desenvolvida, restando provado em eventual processo administrativo que ocorrera qualquer pagamento parcial do tributo, em face da Fl. 358DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 circunstância de este contemplar os inúmeros fatos geradores que o contribuinte esteja obrigado a recolher na forma da inteligência do artigo 150 em comento, entendo que faz caracterizar pagamento antecipado. Aduz que o citado artigo 150 do CTN não fala de quitação antecipada da obrigação e assim, tendo havido pagamentos do tributo anteriores à ação fiscal a lavratura do lançamento de crédito quer significar diferenças a pagar do tributo como um todo. Desse modo, se ao final de uma ação fiscal tendo restado parcialmente adimplidas as obrigações de recolher valores resultado da incidência tributária sobre diversos outros fatos geradores não vejo como dar tratamento isolado a eventual fato gerador inadimplido para considerálo individualmente como se fosse um tributo isolado e não parte de uma obrigação tributária previdenciária total de empresa. Da forma mais ou menos gravosa do reconhecimento da decadência em razão de eventuais antecipações Partindo do entendimento que decadência não se concede mas sim se reconhece em razão de ter ocorrido a homologação tácita das circunstâncias decaídas, o legislador, em tempo algum, pretendeu reconhecer a decadência de forma menos ou mais gravosa em razão de eventuais “antecipações de pagamentos”. Se assim o fosse, o legislador estaria estimulando a que o contribuinte efetuasse um planejamento fiscal que contemplasse “antecipações” ainda que irrisórias somente com o fito de se prevalecer do beneficio de uma tipificação menos severa quando do reconhecimento de eventual decadência sobre suas obrigações tributárias. Portanto, aplicando se forma menos severa, tal tratamento se constituiria em prêmio ao contribuinte inadimplente que porventura à época do termo do prazo qüinqüenal tivesse efetuado algum “pagamento antecipado” assegurando tal hipotético “direito” para ser compulsado em hipótese decadencial. À decadência, se constatada, não cabe condicionamento nem mesmo renúncia. É compulsório seu reconhecimento. Então qual a razão do legislador mencionar pagamentos antecipados no § 1º do artigo 150 do CTN ? Para definir e caracterizar o que seria lançamento por homologação e informar que mesmo tendo sido efetuado o pagamento, espontaneamente, antes da ação do fisco, a extinção do crédito referente àquele pagamento só se daria com a condição resolutória da ulterior homologação ao lançamento. Pagamento antecipado não se trata pois de condição para reconhecimento de decadência. Do lançamento por homologação Cabe lembrar, por relevante, que no artigo 150 do CTN, o legislador se refere genericamente à ulterior homologação sem taxar se expressa ou tácita. Art. 150 CTN : (...) Fl. 359DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 18050.006062/200861 Acórdão n.º 240301.102 S2C4T3 Fl. 6 11 “ § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação ao lançamento.” Ainda sobre o referido artigo 150 do CTN, a leitura atenta logo nas primeiras palavras do caput, se evidencia que o que o legislador pretendeu foi conceituar a modalidade de lançamento a que se refere o artigo, neste caso lançamento por homologação, e não condicionar direitos: “Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação ao lançamento. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém, considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.” Releva observar que para análise em comento, as expressões nucleares do artigo acima são: lançamento por homologação; dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa ; atividade; expressamente a homologa; ( referindose à atividade define que o que se homologa é atividade); condição resolutória da ulterior homologação ao lançamento; será ele de cinco anos; e considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito. Entendo que tais expressões constituem a espinha dorsal que estrutura o texto na sua totalidade. Fl. 360DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 12 A leitura feita assim, de forma indutiva, do particular para o geral e depois integrando as partes e relendo de forma dedutiva, do geral para o particular, permite ,sem dúvida, compreender que o que a autoridade administrativa homologa é a ATIVIDADE conforme se extraí do caput, parte final : “ ...sem prévio exame da autoridade administrativa, opera se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa”. Da hermenêutica Buscando socorro na hermenêutica e nas regras gramaticais, concordando o sujeito com o verbo da oração contida no caput do artigo 150 supra, se conclui que o objeto expresso da homologação não é o pagamento antecipado mas sim a ATIVIDADE posto que está escrito : “...expressamente a homologa”. Outro ponto de relevo que entendo deva ser destacado da leitura do § 4º do artigo 150 é que na hipótese de comprovada ocorrência de dolo, fraude ou simulação, fica explícito que não se aplicará o referido artigo para o reconhecimento da decadência. Entretanto, sem o trânsito em julgado de eventual representação fiscal para fins penais não se pode concluir comprovado o delito. Nos casos do gênero convém proceder de forma conservadora e suspender o julgamento administrativo até o trânsito da ação penal. A meu juízo, a comprovada ocorrência de dolo, fraude ou simulação importa conduta criminosa e a decadência ou a prescrição devem ser analisadas em foro próprio não comportando benefício tributário. Da regra específica e da geral Por outro aspecto, o artigo 173 não faz referência à homologação mas sim o direito de a fazenda constituir o crédito tributário: “ Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extingue se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. É de se reparar que para os tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, isto é para aqueles sob lançamento por homologação, o legislador foi explícito preceituando que a decadência se observa na forma do artigo 150 § 4º : “ Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto Fl. 361DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 18050.006062/200861 Acórdão n.º 240301.102 S2C4T3 Fl. 7 13 o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação” Ao passo que sob a ótica do artigo 173, a decadência se observa conforme o § único : “ Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extingue se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento.” Resumidamente, artigo 150 invoca o lançamento e sua homologação ao passo que o artigo 173 não exorta a homologação, sendo lícito, portanto, inferir que para o reconhecimento da decadência a aplicação do artigo 173 é regra geral e no que se refere aos tributos submetidos aos lançamentos por homologação é especifica a aplicação do artigo 150 § 4º salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Corroborando tal entendimento, consta decisão do STJ nos embargos de Divergência n° 413.265SC( 2004/01609837), onde a Primeira Seção firmou entendimento preciso e atual sobre a interpretação das normas jurídicas que regem a decadência do direito do fisco no Código Tributário Nacional – CTN. Ficou assente no julgado, por unanimidade, à luz da relatoria da Min. Denise Arruda, que a decadência do direito do fisco no CTN é tratada mediante uma REGRA GERAL e uma REGRA ESPECÍFICA. A regra geral está prevista no artigo 173, I do CTN, aplicase a todos os tributos; já a específica consta do 150, § 4° do CTN, e aplicase aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação. Sobre a decadência, registrase ainda o contido no artigo 156, V, da Lei 5.172/66, que a decadência extingue o crédito tributário. O artigo 107 do CTN determina que : “ A legislação tributária será interpretada conforme o disposto neste Capítulo”. Logo em seguida o artigo 108 preceitua que : “ Na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a legislação tributária utilizará sucessivamente, na ordem indicada : I a analogia;” Assim, na forma do artigo 107 e 108 do CTN , por analogia, resta tomar emprestado o conceito de decadência conforme a definição noutros ramos do direito. Em obediência à máxima “Dormientibus non sucurrit jus” que admite ser traduzida como o direito não socorre aos que dormem, decadência pode ser definida como a perda do direito ou da faculdade pela inércia de seu titular em exercêlo. Fl. 362DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 14 Em direito civil, decadência é a perda de um direito potestativo pelo seu não exercício, durante o prazo fixado em lei ou eleito e fixado pelas partes. Nesse instituto extinguese o direito potestativo de poder, condição que torna a execução contratual dependente duma covenção que se acha subordinada à vontade ou ao arbítrio de uma ou outra das partes. Não procedem eventuais contestações. O direito é outorgado para ser exercido dentro de determinado prazo, se não exercido, extinguese. Na decadência o prazo não se interrompe, nem se suspende, corre indefectivelmente contra todos e é fatal, peremptório, termina sempre no dia préestabelecido. Destarte, a decadência : Extingue direito potestativo; O prazo pode ser legal ou convencional; Supõe uma ação cuja origem seria idêntica da do direito; Corre contra todos; Decorrente de prazo legal pode ser julgado de ofício pelo juiz independentemente de argüição do interessado; Resultante de prazo legal não pode ser renunciado; e A ação tem natureza constitutiva. No Código Penal Brasileiro – CPB , a decadência é prevista na art. 107, IV causa de extinção da punibilidade. Nestes termos o cerne da questão é a decadência da exigência de tributo cujo lançamento é por homologação observando que esta não se resume à mera questão pecuniária, sobre se houve ou não recolhimento antecipado. Homologase a, na hipótese de ocorrência tácita, modalidade do caso em comento, a perda do direito potestativo, pela inércia do seu detentor, ainda que inadimplidas as obrigações. Claro que as condutas ilícitas, por constituírem crimes, estão excepcionadas desta análise. Entretanto, mesmo essas, em fórum próprio, têm regramento legal e são, também alcançadas pelos institutos da decadência/prescrição. Assim considerando que a Recorrente fora notificada em 31/12/2004, na forma do preceituado no artigo 150, § 4° do Código Tributário Nacional – CTN, todas as competências anteriores a 11/99, inclusive, foram alcançadas pelo instituto da decadência cabendo reforma à decisão “ad quod” para reconhecer a decadência total do lançamento que compreendeu o período 02/97 a 01/99. Por economia processual deixo de enfrentar demais alegações da Recorrente. Fl. 363DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 18050.006062/200861 Acórdão n.º 240301.102 S2C4T3 Fl. 8 15 CONCLUSÃO Por tudo que foi exposto, conheço do Recurso e na forma do artigo 150, § 4° do Código Tributário Nacional – CTN, determino que se reconheça a decadência total do lançamento em comento. É como voto. Ivacir Júlio de Souza Fl. 364DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 37356.000199/2007-31
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Feb 09 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1999 a 30/04/2006
AUTO DE INFRAÇÃO.DESCUMPRIMENTO.OBRIGAÇÃO
ACESSÓRIA. GFIP’S. AUSÊNCIA DE INFORMAÇÕES. RETIFICAÇÃO.
VALOR REMANESCENTE. DECADÊNCIA.
A empresa foi autuada por ter deixado de informar fatos geradores em GFIP.
Todavia, procedeu à retificação dessas informações, sobrando apenas parte do débito para ser discutido. Acontece que as competências remanescentes foram acobertadas pela decadência, não sobrando assim nenhuma quantia para ser cobrada.
DECADÊNCIA QUINQUENAL. SÚMULA VINCULANTE N 8.
CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA. TRIBUTO SUJEITO AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. APLICAÇÃO. ART.150, § 4º. CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL.
O STF, em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a
inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do
Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal.
Tratando-se de contribuição social previdenciária, tributo sujeito ao lançamento por homologação, aplica-se a decadência do art. 150, § 4º do Código Tributário Nacional.
REGIMENTO INTERNO DO CARF. ART.62-A. VINCULAÇÃO À DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RESP N 973.733/SC. TRIBUTO SUJEITO AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. OBRIGATORIEDADE DE RECOLHIMENTO.
INEXISTÊNCIA. APLICAÇÃO DO ART.173, I , CTN.
Considerando a exigência prevista no Regimento Interno do CARF no art.62A, esse Conselho deve reproduzir as decisões do Superior Tribunal de Justiça proferidas em conformidade com o art.543C
do Código de Processo Civil.
No caso de decadência de tributo sujeito ao lançamento por homologação, o RESP n 973.733/SC decidiu que o art.150,§ 4º do Código Tributário
Nacional só será aplicado quando for constada a ocorrência de recolhimento,
caso contrário, será aplicado o art.173, I, do Código Tributário Nacional.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2403-001.092
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial, reconhecendo a decadência dos valores relativos às competências de 01/1999 a 12/2000, com base no art.150, §4° do CTN. Vencidos os conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Carlos Alberto Mees Stringari
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 23 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201202
camara_s : 2ª SEÇÃO
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 30/04/2006 AUTO DE INFRAÇÃO.DESCUMPRIMENTO.OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. GFIP’S. AUSÊNCIA DE INFORMAÇÕES. RETIFICAÇÃO. VALOR REMANESCENTE. DECADÊNCIA. A empresa foi autuada por ter deixado de informar fatos geradores em GFIP. Todavia, procedeu à retificação dessas informações, sobrando apenas parte do débito para ser discutido. Acontece que as competências remanescentes foram acobertadas pela decadência, não sobrando assim nenhuma quantia para ser cobrada. DECADÊNCIA QUINQUENAL. SÚMULA VINCULANTE N 8. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA. TRIBUTO SUJEITO AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. APLICAÇÃO. ART.150, § 4º. CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. O STF, em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. Tratando-se de contribuição social previdenciária, tributo sujeito ao lançamento por homologação, aplica-se a decadência do art. 150, § 4º do Código Tributário Nacional. REGIMENTO INTERNO DO CARF. ART.62-A. VINCULAÇÃO À DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RESP N 973.733/SC. TRIBUTO SUJEITO AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. OBRIGATORIEDADE DE RECOLHIMENTO. INEXISTÊNCIA. APLICAÇÃO DO ART.173, I , CTN. Considerando a exigência prevista no Regimento Interno do CARF no art.62A, esse Conselho deve reproduzir as decisões do Superior Tribunal de Justiça proferidas em conformidade com o art.543C do Código de Processo Civil. No caso de decadência de tributo sujeito ao lançamento por homologação, o RESP n 973.733/SC decidiu que o art.150,§ 4º do Código Tributário Nacional só será aplicado quando for constada a ocorrência de recolhimento, caso contrário, será aplicado o art.173, I, do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
numero_processo_s : 37356.000199/2007-31
conteudo_id_s : 6592093
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Apr 20 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-001.092
nome_arquivo_s : Decisao_37356000199200731.pdf
nome_relator_s : CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 37356000199200731_6592093.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial, reconhecendo a decadência dos valores relativos às competências de 01/1999 a 12/2000, com base no art.150, §4° do CTN. Vencidos os conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Carlos Alberto Mees Stringari
dt_sessao_tdt : Thu Feb 09 00:00:00 UTC 2012
id : 9288190
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 23 09:37:39 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1730891387565506560
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2395; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 223 1 222 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 37356.000199/200731 Recurso nº 100.000 Voluntário Acórdão nº 240301.092 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 09 de fevereiro de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA Recorrente CLÁSSICO INDÚSTRIA DE ARTIGOS ESPORTIVOS S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 30/04/2006 AUTO DE INFRAÇÃO.DESCUMPRIMENTO.OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. GFIP’S. AUSÊNCIA DE INFORMAÇÕES. RETIFICAÇÃO. VALOR REMANESCENTE. DECADÊNCIA. A empresa foi autuada por ter deixado de informar fatos geradores em GFIP. Todavia, procedeu à retificação dessas informações, sobrando apenas parte do débito para ser discutido. Acontece que as competências remanescentes foram acobertadas pela decadência, não sobrando assim nenhuma quantia para ser cobrada. DECADÊNCIA QUINQUENAL. SÚMULA VINCULANTE N 8. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA. TRIBUTO SUJEITO AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. APLICAÇÃO. ART.150, § 4º. CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. O STF, em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos:“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Nos termos do art. 103A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. Tratandose de contribuição social previdenciária, tributo sujeito ao lançamento por homologação, aplicase a decadência do art. 150, § 4º do Código Tributário Nacional. Fl. 219DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 20/03/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 REGIMENTO INTERNO DO CARF. ART.62A. VINCULAÇÃO À DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RESP N 973.733/SC. TRIBUTO SUJEITO AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. OBRIGATORIEDADE DE RECOLHIMENTO. INEXISTÊNCIA. APLICAÇÃO DO ART.173, I , CTN. Considerando a exigência prevista no Regimento Interno do CARF no art.62 A, esse Conselho deve reproduzir as decisões do Superior Tribunal de Justiça proferidas em conformidade com o art.543C do Código de Processo Civil. No caso de decadência de tributo sujeito ao lançamento por homologação, o RESP n 973.733/SC decidiu que o art.150,§ 4º do Código Tributário Nacional só será aplicado quando for constada a ocorrência de recolhimento, caso contrário, será aplicado o art.173, I, do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial, reconhecendo a decadência dos valores relativos às competências de 01/1999 a 12/2000, com base no art.150, §4° do CTN. Vencidos os conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Carlos Alberto Mees Stringari Carlos Alberto Mees Stringari Presidente. Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Marcelo Magalhães Peixoto. Ausente o conselheiro Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 220DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 20/03/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 37356.000199/200731 Acórdão n.º 240301.092 S2C4T3 Fl. 224 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Florianópolis/SC que julgou PROCEDENTE COM RELEVAÇÃO PARCIAL o lançamento oriundo do Auto de Infração n 37.009.0640 no valor originário de R$ 1.124.178,39 (hum milhão, cento e vinte e quatro mil, cento e setenta e oito reais e trinta e nove centavos). Segundo o relatório fiscal às fls. 13 a 16, a empresa deixou de declarar Fato Gerador de contribuição previdenciária em GFIP no período de 01/1999 a 04/2006, quais sejam: pagamentos a Cooperativa de Trabalho UNIMED; verbas trabalhistas; pagamentos à contribuintes individuais, bem como pagamentos a clubes de futebol profissional a titulo de patrocínio e repasse de material esportivos. Como penalidade fora aplicada a multa de R$ 1.124.178,39 (hum milhão, cento e vinte e quatro mil, cento e setenta e oito reais e trinta e nove centavos), prevista no art. 32, IV, § 5ª da Lei nº 8.212/91 com a redação dada pela Lei n° 9.528, de 10 de dezembro de 1997, e no art. 284 inciso II, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99, com a redação dada pelo Decreto n° 4.729, de 09 de junho de 2003, não tendo sido configurada qualquer circunstância agravante O agente fiscal ressaltou que o valor da multa foi reajustado pela Portaria MPS/GM nº 342, de 16/08/2006, art. 7º, inciso V. Desta autuação, a recorrente foi notificada em 12/09/2006 e apresentou impugnação tempestiva às fls. 70 a 83, alegando em síntese: Que a empresa aderiu ao REFIS III, no qual requereu a inclusão de parte e seus débitos perante o INSS, regularmente declarados, especialmente, para o caso presente, aqueles posteriores à janeiro de 2001, onde empós, todos os débitos foram confessados, de forma irretratável e irrevogável na foram do art. 1º, § 2º e 6º, ambos da MP nº 303/06; Que todas as declarações prestadas pelo contribuinte durante o apontado período, igualmente foram retificadas, o que caracterizou circunstâncias atenuantes referidas no Regulamento da Previdência Social, ficando assim, a falta apontada pelo autuante devidamente corrigida; Que há na seara previdenciária a possibilidade de, dentro do prazo de impugnação à autuação, o contribuinte corrigir a infração e requerer a relevação da multa aplicada, nos termos do art. 291, § 1°, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.° 3.048/1999, onde o referido dispositivo elenca requisitos para sua concessão, o que foi preenchido na íntegra pelo contribuinte; Que a multa, tendo em vista o quesito anterior, há de ser integralmente relevada; Fl. 221DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 20/03/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Que a legislação aplicável ao caso (CTN), prevê claramente que o prazo decadencial para aplicar multa isoladamente é de 5 anos, conforme artigos 113, § 2° e 3°, c/c 156, inciso V, c/c 173, inciso I, todos do Código Tributário Nacional, neste sentido citou julgados do STJ e TRF 4ª Região que amparam o contribuinte no caso referido; Que não há dúvidas, de que se impõe o reconhecimento da vigência da regra disposta no art. 150, § 4°, do CTN, que estabelece que o prazo para o INSS constituir o crédito teria se expirado em 09/2006 (relativo aos fatos geradores ocorridos nos períodos de 01/1999 A 09/2001); Por fim, requereu que fosse recebida sua impugnação e que fosse determinada a relevação da multa imposta, nos termos do art. 291, § 1º, do RPS, aprovado pelo Decreto n.° 3.048/1999, vez que constam presentes todos os requisitos cabíveis à espécie. Ademais, postulou o reconhecimento da decadência do direito à constituição do crédito referente a fatos geradores ocorridos anteriormente a 09/2001, tudo conforme legislação tributária vigente. Às fls.85, há despacho da Seção do Contencioso Administrativo Previdenciário manifestandose pela realização de diligência nos autos, a fim de que a auditoria se pronunciasse acerca do saneamento da falta. Em resposta, o auditor fiscal responsável pela diligência afirmou que a empresa procedeu à correção das GFIP’s relativas ao período 01/2001 a 04/2006 (fls.86 a 114), mas que não houve correção das guias correspondentes às competências 01/1999 a 12/2000. Às fls.127 e 128, a recorrente manifestase por ser indevida a cobrança remanescente (R$ 432.074,79 – quatrocentos e trinta e dois mil, setenta e quatro reais e setenta e nove centavos), entendendo que entre 01/1999 a 12/2000 o direito do fisco constituir o crédito já estava acobertado pela decadência. Instada a manifestarse acerca da matéria, a 5ª turma da DRJ de Florianópolis/SC proferiu decisão (acórdão nº 070010535) nos seguintes termos: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 30/04/2006 AUTO DE INFRAÇÃO. GFIP. OMISSÃO DE FATOS GERADORES. Constitui infração apresentar a empresa GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. DECADÊNCIA. O direito da Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extinguese após dez anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. ASSOCIAÇÕES DESPORTIVAS. PATROCÍNIO. FATO GERADOR. RESPONSÁVEL LEGAL. Considerase receita de patrocínio o repasse de material esportivo a associações desportivas que mantêm equipe de futebol profissional, constituindose em fato gerador da contribuição previdenciária. A empresa que faz esse repasse é a Fl. 222DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 20/03/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 37356.000199/200731 Acórdão n.º 240301.092 S2C4T3 Fl. 225 5 responsável legal pelo recolhimento da respectiva contribuição e informação na GFIP. CORREÇÃO PARCIAL DA FALTA. RELEVAÇÃO PARCIAL DA MULTA. Ocorrendo o atendimento dos requisitos regulamentares, cabe a relevação parcial da multa na proporção do valor das contribuições corrigidas. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/1999 a 30/04/2006. ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. LIMITE DE COMPETÊNCIA DAS INSTANCIAS ADMINISTRATIVAS. As autoridades administrativas estão obrigadas observância da legislação tributária vigente, sendo incompetentes para a apreciação de argüições de inconstitucionalidade e ilegalidade. Lançamento Procedente com Relevação Parcial Lançamento Procedente. Desta decisão, a Fazenda Nacional interpôs recurso de ofício e o contribuinte o recurso voluntário às fls. 197 a 208, reiterando os pontos levados à impugnação, citando mais jurisprudências e decisões da própria Receita Federal em seu favor, onde, por fim, requereu que fosse reconhecida a decadência dos períodos mantidos, cancelando a autuação fiscal, DEBCAD nº 37.009.0640, conforme entendimento jurisprudencial e Súmula Vinculante nº 8. É o relatório. Fl. 223DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 20/03/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator DA PRELIMINAR I – DA DECADÊNCIA QUINQUENAL COM BASE NO ART.150, § 4º, DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL: A recorrente alega tão somente que o período cobrado (01/1999 a 12/2000) está acobertado pela decadência, trazendo doutrina e julgados para fundamentar sua tese, inclusive a Súmula Vinculante 8. No presente caso, a parte tentou trazer à baila os conceitos de obrigação principal e acessória e defende veemente a tese de que o acessório acompanha o principal. Assim, como o crédito da obrigação principal já foi reconhecido como decadente, o lançamento relativo à obrigação acessória também devia estar acobertado por esse instituto. Todavia, entendo que a situação com a qual me deparo deve ser enfrentada de outra maneira. Ora, ser o prazo decadencial de 5 (cinco) anos para o fisco apurar seus créditos é tema inconteste, pois as controvérsias que existiam no âmbito dos contenciosos administrativos e no judiciário com relação ao prazo decadencial da Secretaria da Receita Federal para apurar os valores devidos a título de contribuições previdenciárias tiveram seu fim com o advento da Súmula Vinculante n° 8, a qual reconheceu como inconstitucional os arts.45 e 46 da Lei n° 8.212/91. Ambos os dispositivos previam que os prazos para a Seguridade Social apurar e cobrar os seus créditos extinguiamse com 10 (dez) anos. A grande celeuma era a não aplicação do prazo previsto no Código Tributário Nacional de que os créditos tributários só poderão ser apurados ou cobrados até 5 (cinco) anos, estabelecendo ainda esta legislação o marco inicial para a contagem desses prazos. Assim, após várias decisões invocando a inconstitucionalidade dos arts.45 e 46 da Lei n° 8.212/91, o Egrégio Supremo Tribunal Federal sumulou a matéria com a edição da Súmula Vinculante de n º 8, in verbis: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Sabese ainda que essas súmulas têm efeito vinculante sobre a Administração Pública, conforme previsão do art.103A da Constituição Federal, motivo pelo qual este Colegiado deve aplicar o entendimento acima. Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa Fl. 224DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 20/03/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 37356.000199/200731 Acórdão n.º 240301.092 S2C4T3 Fl. 226 7 oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212, há que serem observadas as regras previstas no Código Tributário Nacional, o qual disciplina a decadência no art. 173 e no art. 150, § 4. Em ambos, o direito de a Fazenda constituir o crédito extinguese em cinco anos, sendo que pela regra do art. 150, § 4º, a contagem é a partir da ocorrência do fato gerador e a do 173, I, é a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado ou da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Código Tributário Nacional Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homolo¬gação do lançamento. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos an¬teriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por tercei¬ro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém, considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. § 4º Se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de 5 (cinco) anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. * * * Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado Fl. 225DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 20/03/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento.” Pelo exposto, percebese que o marco inicial da decadência diverge no Código Tributário Nacional. A regra exposta no art.173, inciso I é aplicável às espécies tributárias que não estão sujeitas ao lançamento por homologação, pois as que se sujeitam a este tipo de lançamento têm o prazo decadencial regulado pelo art.150, §4° do CTN. Não obstante a consideração de que o art.150, §4° do Código Tributário Nacional aplicase aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, vale destacar que esse Conselho só tem aplicado essa regra aos casos em que ocorre o recolhimento da exação, em virtude do entendimento do Superior Tribunal de Justiça na decisão do Recurso Especial n 973.733/SC (Informativo n 402/STJ), na qual teve como ponto pacífico a aplicação do dispositivo retro somente quando for constatado pagamento das contribuições. Desse modo, deve esse Conselho sujeitarse à regra definida pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça em razão do previsto no Regimento Interno do CARF, in verbis: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Assim, levando em consideração o acima exposto, e, tendo o presente recurso voluntário como matéria objeto de discussão a decadência, fazse necessária a vinculação deste voto ao preceito do Regimento Interno do CARF enquanto tal regra permanecer vigente, tendo em vista que o julgamento do RESP n 973.733/SC ocorreu nos moldes do art.543C do Código de Processo Civil. Entretanto, tratase o presente caso de descumprimento de obrigação acessória, na qual o requisito do recolhimento não será verificado, pois a conduta de dar ( pagar o tributo) relacionase com a obrigação tributária principal. Não obstante as informações acima, o caso não pode ficar sem resolução. Assim, entendo que, possuindo a espécie tributária da presente lide a natureza de tributo sujeito ao lançamento por homologação, o marco inicial da decadência será o previsto no art.150, §4° do CTN, tendo em vista que nos tributos sujeitos a esse tipo de lançamento a conduta do fisco de homologar só se verifica se o contribuinte também agir positivamente. Nas obrigações principais, o sujeito passivo tem que pagar antecipadamente para aproveitarse da aplicação do art.150, §4° do CTN, em caso de decadência. Já nas obrigações acessórias, o contribuinte deve informar os fatos geradores tributáveis em GFIP, em se tratando de contribuições previdenciárias. Na demanda em tela, a auditoria considerou como período do levantamento as competências entre 01/1999 a 04/2006, tendo a empresa realizado a retificação em GFIP das competências 01/2001 a 04/2006, ou seja, informou ao fisco dados sujeitos à ulterior homologação do fisco. Desse modo, considerando que a recorrente informou parte dos dados tributáveis ao fisco e, considerando que essas informações deverão ser homologadas, entendo que o marco inicial da decadência no presente caso é o fato gerador, hipótese do art.150, §4° do Código Tributário Nacional. Fl. 226DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 20/03/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 37356.000199/200731 Acórdão n.º 240301.092 S2C4T3 Fl. 227 9 Portanto, tendo a ciência da autuação ocorrido em 12/09/2006, as competências 01/1999 a 12/2000 estão acobertadas pela decadência. Com relação às demais competências, informo que a correção foi efetuada, já tendo sido verificada pela 1 instância. CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para, em preliminar, DARLHE PROVIMENTO, reconhecendo a decadência dos valores relativos às competências de 01/1999 a 12/2000, com base no art.150, §4° do Código Tributário Nacional e em razão da Súmula Vinculante n 8. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 227DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 20/03/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 15956.000121/2009-86
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, §§ 2º 3º, LEI Nº 8.212/91 C/C ART. 283, J, DECRETO Nº 3.048/99 APRESENTAR
DOCUMENTO OU LIVRO QUE NÃO ATENDA ÀS FORMALIDADES LEGAIS EXIGIDAS, QUE CONTENHA INFORMAÇÃO DIVERSA DA REALIDADE OU QUE OMITA A INFORMAÇÃO VERDADEIRA
Constitui infração, punível na forma da Lei, a empresa apresentar documento ou livro que não atenda às formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira.
A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar a Receita Federal do Brasil RFB
na administração previdenciária.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE REGULARIDADE NA LAVRATURA DA AUTUAÇÃO INOCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua
lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO.
A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário.
Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2403-001.108
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 23 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201203
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, §§ 2º 3º, LEI Nº 8.212/91 C/C ART. 283, J, DECRETO Nº 3.048/99 APRESENTAR DOCUMENTO OU LIVRO QUE NÃO ATENDA ÀS FORMALIDADES LEGAIS EXIGIDAS, QUE CONTENHA INFORMAÇÃO DIVERSA DA REALIDADE OU QUE OMITA A INFORMAÇÃO VERDADEIRA Constitui infração, punível na forma da Lei, a empresa apresentar documento ou livro que não atenda às formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira. A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar a Receita Federal do Brasil RFB na administração previdenciária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE REGULARIDADE NA LAVRATURA DA AUTUAÇÃO INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 15956.000121/2009-86
conteudo_id_s : 6592288
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Apr 20 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-001.108
nome_arquivo_s : Decisao_15956000121200986.pdf
nome_relator_s : PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
nome_arquivo_pdf_s : 15956000121200986_6592288.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade votos, em negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
id : 9288200
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 23 09:37:39 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1730891387592769536
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2375; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 62 1 61 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15956.000121/200986 Recurso nº 999.999 Voluntário Acórdão nº 240301.108 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 12 de março de 2012 Matéria OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA Recorrente SERRANA MAQUINAS E EQUIPAMENTOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, §§ 2º 3º, LEI Nº 8.212/91 C/C ART. 283, J, DECRETO Nº 3.048/99 APRESENTAR DOCUMENTO OU LIVRO QUE NÃO ATENDA ÀS FORMALIDADES LEGAIS EXIGIDAS, QUE CONTENHA INFORMAÇÃO DIVERSA DA REALIDADE OU QUE OMITA A INFORMAÇÃO VERDADEIRA Constitui infração, punível na forma da Lei, a empresa apresentar documento ou livro que não atenda às formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira. A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do autode infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar a Receita Federal do Brasil RFB na administração previdenciária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE REGULARIDADE NA LAVRATURA DA AUTUAÇÃO INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais Fl. 61DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Jhonatas Ribeiro da Silva, Marcelo Magalhães Peixoto e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Ausente o Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 62DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000121/200986 Acórdão n.º 240301.108 S2C4T3 Fl. 63 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário, fls. 52 a 58, interposto pela Recorrente – SERRANA MAQUINAS E EQUIPAMENTOS LTDA contra Acórdão nº 1236.208 10ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Rio de Janeiro I RJ, fls. 39 a 45, que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação acessória, Auto de Infração nº. 37.216.0425, às fls. 01, com valor consolidado de R$ 13.291,66 (treze mil duzentos e noventa e um reais e sessenta e seis centavos). Conforme o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 6, o Auto de Infração nº. 37.216.0425, Código de Fundamentação Legal – CFL 38, foi lavrado pela Fiscalização contra a Recorrente por ela ter deixado de exibir o Livro Diário com a escrituração contábil do exercício de 2004, documento relacionado com as contribuições previdenciárias, solicitado através de TIAF – Termo de Início da Ação Fiscal. Houve portanto o descumprimento da obrigação legal acessória, conforme previsto na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 33, §§ 2° e 3°, com redação da MP 449, de 03/12/2008, convertida na Lei nº 11.941, de 27/05/2009, combinado com os arts. 232 e 233, parágrafo único, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999. A multa a ser aplicada tem enquadramento legal na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, arts. 92 e 102 e Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999, art. 283, inc. II, alínea "j" e art. 373. O valor da multa foi atualizado pela Portaria MPS/MF n° 48, de 12.02.2009, ficando estabelecida em R$ 13.291,66. Segundo o Relatório Fiscal da Multa, às fls. 6, não ficou caracterizada a circunstância agravante nem a atenuante da penalidade, bem como indica que não existe outro Auto de infração a ser considerado para efeito de reincidência. Foi emitido o Termo de Início da Auditoria Fiscal – TIAF, às fls. 08 a 09, com o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 0810900.2008.00757, abrangendo o período 01/2004 a 12/2004. O período objeto do auto de infração, conforme o TIAF, às fls. 08 a 09, é de 01/2004 a 12/2004. A ciência do Auto de Infração ocorreu em 28.04.2009, conforme fls. 01. Fl. 63DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 4 Apresentada Impugnação, às fls. 19 a 23, com Anexo às fls. 24 a 31, conforme o relatado pela decisão de primeira instância: A Recorrida analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, nos termos do Acórdão nº 1236.208 10ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Rio de Janeiro I RJ, fls. 39 a 45, conforme Ementa a seguir: Fl. 64DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000121/200986 Acórdão n.º 240301.108 S2C4T3 Fl. 64 5 Fl. 65DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 6 Inconformada com a decisão de primeira instância, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, fls. 52 a 58, onde reitera os argumentos aduzidos em sede de Impugnação: (i) Da multa confiscatória. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 66DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000121/200986 Acórdão n.º 240301.108 S2C4T3 Fl. 65 7 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 59. DAS QUESTÕES PRELIMINARES. Da regularidade da lavratura do Auto de Infração De plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: • A autorização por meio da emissão do TIAF – Termo de Início da Auditoria Fiscal apresentando o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento; • A intimação para a apresentação dos documentos conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; • A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: Fl. 67DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 8 a. Folha de Rosto do Auto de Infração; b. Instruções para o Contribuinte – IPC; c. REPLEG – Relatório de representantes Legais; d. VÍNCULOS – Relação de Vínculos; e. TIAF – termo de Início da Auditoria Fiscal e o Mandado de Procedimento Fiscal MPF; f. Termo de Intimação para Apresentação de Documentos TIAD; g. Termo de Encerramento do Procedimento Fiscal TEPF; h. Relatório Fiscal da Infração. Cumprenos esclarecer ainda, que a autuação fiscal foi elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999, especialmente com a discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, dia e hora de sua lavratura. Art.293.Constatada a ocorrência de infração a dispositivo deste Regulamento, será lavrado autodeinfração com discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, dia e hora de sua lavratura, observadas as normas fixadas pelos órgãos competentes. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §1oRecebido o autodeinfração, o autuado terá o prazo de trinta dias, a contar da ciência, para efetuar o pagamento da multa de ofício com redução de cinqüenta por cento ou impugnar a autuação. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §2oImpugnada a autuação, o autuado, após a ciência da decisão de primeira instância, poderá efetuar o pagamento da multa de ofício com redução de vinte e cinco por cento, até a data limite para interposição de recurso. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §3ºO recolhimento do valor da multa, com redução, implica renúncia ao direito de impugnar ou de recorrer.(Redação dada pelo Decreto nº 4.032, de 2001) §4oApresentada impugnação, o processo será submetido à autoridade competente, que decidirá sobre a autuação, cabendo recurso na forma da Subseção II da Seção II do Capítulo Único do Título I do Livro V deste Regulamento. (Redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 2007) Fl. 68DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000121/200986 Acórdão n.º 240301.108 S2C4T3 Fl. 66 9 Analisandose o auto de infração e seus anexos, temse que foi cumprido integralmente os limites legais dispostos no art. artigo 293, Decreto 3.048/1999. Da inconstitucionalidade. O Recorrente alega, em sede de recurso Voluntário, que houve violação a preceitos constitucionais. Analisemos. Não assiste razão à Recorrente pois o previsto no ordenamento legal não pode ser anulado na instância administrativa por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal, e dá outras providências: “Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 1o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 2o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 3o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 4o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 5o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 6o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) II – que fundamente crédito tributário objeto de: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) Fl. 69DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 10 a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei no 10.522, de 19 de julho de 2002; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) c) pareceres do AdvogadoGeral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)”(gn). Ademais, há a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARFnº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (i) Da multa confiscatória. Analisemos. Cumpre ressaltar que, em decorrência da relação jurídica existente entre o contribuinte e o Fisco, o Código Tributário Nacional, em seu art. 113, abaixo transcrito, prevê duas espécies de obrigações tributárias: uma denominada principal, outra denominada acessória. “Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o crédito dela decorrente. § 2º A obrigação acessória decorrente da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. § 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, convertese em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária”. Fl. 70DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000121/200986 Acórdão n.º 240301.108 S2C4T3 Fl. 67 11 A obrigação principal consiste no dever de pagar tributo ou penalidade pecuniária e surge com a ocorrência do fato gerador. Tratase de uma obrigação de dar, consistente na entrega de dinheiro ao Fisco. A obrigação acessória surge do descumprimento de dever instrumental a cargo do sujeito passivo, consistindo numa prestação positiva (fazer), que não seja o recolhimento do tributo, ou negativa (não fazer). A obrigação tributária principal decorre da lei, ao passo que a obrigação tributária acessória decorre da legislação tributária. O descumprimento da obrigação tributária principal (obrigação de dar/pagar) obriga o Fisco a constituir o crédito tributário por meio de Notificação Fiscal de Lançamento de débito. Descumprida obrigação acessória (obrigação de fazer/não fazer) possui o Fisco o poder/dever de lavrar o AutodeInfração. A penalidade pecuniária exigida dessa forma convertese em obrigação principal, na forma do § 3º do art. 113 do CTN. Desta forma, devese verificar se houve ou não o descumprimento de obrigação legal acessória, conforme previsto na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 33, §§ 2° e 3°, com redação da MP 449, de 03/12/2008, convertida na Lei nº 11.941, de 27/05/2009, combinado com os arts. 232 e 233, parágrafo único, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999. Depreendese dos autos que, conforme o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 6, o Auto de Infração nº. 37.216.0425, Código de Fundamentação Legal – CFL 38, foi lavrado pela Fiscalização contra a Recorrente por ela ter deixado de exibir o Livro Diário com a escrituração contábil do exercício de 2004, documento relacionado com as contribuições previdenciárias, solicitado através de TIAF – Termo de Início da Ação Fiscal. Houve portanto o descumprimento da obrigação legal acessória, conforme previsto na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 33, §§ 2° e 3°, com redação da MP 449, de 03/12/2008, convertida na Lei nº 11.941, de 27/05/2009, combinado com os arts. 232 e 233, parágrafo único, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999. A multa a ser aplicada tem enquadramento legal na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, arts. 92 e 102 e Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999, art. 283, inc. II, alínea "j" e art. 373. O valor da multa foi atualizado pela Portaria MPS/MF n° 48, de 12.02.2009, ficando estabelecida em R$ 13.291,66. Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. Fl. 71DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 12 CONCLUSÃO Voto pelo CONHECIMENTO do recurso para, NO MÉRITO, NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 72DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10675.720537/2010-91
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Data do fato gerador: 31/10/2008
Ementa:
RESTITUIÇÃO
Só podem ser restituídos recolhimentos indevidos ou a maior.
Numero da decisão: 2403-001.099
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 23 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201203
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Data do fato gerador: 31/10/2008 Ementa: RESTITUIÇÃO Só podem ser restituídos recolhimentos indevidos ou a maior.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 10675.720537/2010-91
conteudo_id_s : 6592204
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Apr 20 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-001.099
nome_arquivo_s : Decisao_10675720537201091.pdf
nome_relator_s : CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
nome_arquivo_pdf_s : 10675720537201091_6592204.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
id : 9288196
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 23 09:37:39 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1730891387600109568
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1301; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 160 1 159 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10675.720537/201091 Recurso nº 000.000 Voluntário Acórdão nº 2403001.099 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 12 de março de 2012. Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente ANTONIO MARQUES FILHO Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Data do fato gerador: 31/10/2008 Ementa: RESTITUIÇÃO Só podem ser restituídos recolhimentos indevidos ou a maior. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente/Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Jhonatas Ribeiro Da Silva, Ivacir Julio De Souza, Maria Anselma Coscrato Dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro. Fl. 189DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Juiz de Fora, Acórdão 0933.874 da 5ª Turma, que julgou a Manifestação de Inconformidade Improcedente. Por bem descrever o contido no processo, apresento abaixo trecho do relatório do acórdão recorrido: Tratase de Manifestação de Inconformidade em face do indeferimento de requerimento de restituição de valores recolhidos à Previdência Social pelo requerente na condição contribuinte individual. O RRVI — Requerimento de Restituição de Valores Indevidos foi protocolado sob o n° 36960.001053/200801, em 27/11/2008 e encontrase devidamente formalizado. 0 requerente alega no pedido, que contribuiu indevidamente para o INSS, na condição de contribuinte individual, e explica: que se inscreveu como contribuinte individual, com contribuição a partir de 08/1995 na classe 9, e que se encontrava em débito com a Previdência Social em relação ao período 11/1998 a 10/2008 (última competência para a qual contribuiu); que em 31/10/2008, através de um único pagamento fez o recolhimento integral do débito referente ao período necessário à integralização dos 35 anos exigidos para ter direito à Aposentadoria por Tempo de Contribuição, no valor total de R$ 49.030,58; diz que por entender, equivocadamente, que o cálculo da aposentadoria seria efetuado sobre 80% do valor médio de todas as contribuições e não sobre 100% da média de 80% dos maiores salários de contribuição, desprezandose os 20% menores, ao efetuar o cálculo das contribuições devidas, fez a dedução do teto da maioria das competências para ajustar o pagamento as suas disponibilidades; que desta forma pagou quantia bem superior ao que deveria para completar os 35 anos de contribuição, exigidos para fazer jus à aposentadoria. Em 12/11/2008, o requerente protocolizou pedido de Aposentadoria, n° 142.459.4011, concedida nesta mesma data, sendo também nesta oportunidade cientificado dos prejuízos havidos pela incorreção no pagamento das contribuições efetuadas no dia 31/10/2008, sendo informado pelo atendente que nada poderia ser feito, dando a irregularidade como fato consumado e irreversível. Fl. 190DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10675.720537/201091 Acórdão n.º 2403001.099 S2C4T3 Fl. 161 3 Sua aposentadoria foi concedida em 12/11/2008, conforme Carta de Concessão e Memória de Cálculo, fls. 60/63, onde se tem demonstrado que todos os recolhimentos efetuados pelo requerente em 31/10/2008 foram utilizados no cálculo base da aposentadoria, com exceção das competências que foram desconsideradas no cálculo por não estarem inseridas na média dos 80% maiores salários decontribuição. Em 10/12/2008, As fls. 41/42, o Chefe da Agência da Previdência Social em Araguari/MG, após análise do processo emite parecer desfavorável ao requerente, indeferindo seu pedido de restituição sob a alegação de não se enquadrar em uma das situações previstas no item 1, do Memorando Circular n° 62 INSS/DIRBEN, de 09/09/2008: a) em virtude de tempo não reconhecido como filiação obrigatória: b) pagamentos em duplicidade ou a maior; c) pagamentos em gozo de beneficios; outras situações explicando que: de 08/1995 a 05/1 997 — recolhimento regular na classe 9 de 06/1997 a 10/1997 — recolhido em atraso, de forma correta na classe 9 11/1997 — recolhido em atraso sobre teto máximo (sem direito a restituição por causa do prazo qüinqüenal) 12/1997 a 03/1998 — recolhimento em atraso na classe 9 04/1998 a 11/1998 — recolhimento de diversos valores acima da classe 9 (sem direito a restituição por causa do prazo qüinqüenal) 12/1998 a 03/2003 — recolhimento em atraso na classe 9 04/2003 — recolhimento em atraso — valores diversos. Com a extinção da escala transitória de salário base são considerados como salário de contribuição os valores recolhidos não excedentes ao limite máximo. Em 18/12/2008, fls. 55/58, o requerente protocola novo documento na Agência da Previdência Social em Araguari/MG, onde relata novamente sua situação e postula pedido de Compensação e/ou Restituição de pagamentos indevidos, culminando com a Revisão do beneficio Aposentadoria que lhe foi concedido em 12/11/2008. Novamente apresenta seu pedido, relatando que ao efetuar o pagamento das contribuições necessárias para completar os 35 anos e requerer a aposentadoria, houve erro na seleção das 84 competências consolidadas e incluídas nas 04 GPS pagas de uma só vez em 31/10/2008. Diz que o que está requerendo é a simples substituição das 26 competências desconsideradas no cálculo do valor do beneficio, portanto tidas como inexistentes por 29 consideráveis e alterar o valor de 23 competências elevandoas até o valor máximo Fl. 191DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 permitido, eis que se referem a período posterior a abril/2003. Tal alteração eleva o valor da média e conseqüentemente o valor do beneficio, que foi concedido com valor de 1.922,35 passando para R$ 1.995,53. Em não se aproveitando os valores pagos, o montante recolhido reduziria de R$ 49.030,58 para R$ 40.161,35, gerando pagamento a maior e indevido de R$ 8.869,23. Em 10/02/2009, através do Oficio n° 11030010/011/2009, o INSS (Agência da Previdência Social em Araguari) encaminha o processo em questão à Delegacia da Receita Previdenciária em Uberlândia para a análise do pedido efetuado pelo requerente, fls. 55/58, por se tratar de assunto referente a essa Secretaria. Em 26/02/2009, através do Oficio n° 261/2009/DRF/UBE/SAORT, fls.71, a Receita Federal do Brasil através do setor competente, comunica ao requerente que não houve reconhecimento de crédito em seu favor, portanto, não cabendo também, o pedido de compensação. Inconformado, o requerente impetra na Justiça Federal de 10 Grau em Minas Gerais, Mandado de Segurança de n" 2009.38.03.0081764, contra ato do SR.CARLOS MAGNO NUNES, Chefe Substituto da Agência da Previdência Social em Araguari/MG — Matricula 0896804, pleiteando que a decisão seja considerada NULA, sob os seguintes argumentos: ausência de fundamentação legal objetiva no documento que indeferiu o pedido de restituição, compensação e revisão do beneficio; incompetência do órgão na pessoa do emitente do indeferimento do pedido de restituição. Cita a Portaria INSS/RFB n° 10, de 04/09/2008, que estava em vigor na ocasião em que o INSS proferiu sua Decisão de 10/12/2008 e a atual Portaria Conjunta RFB/INSS n° 3, de 09/06/2009, que revogou a anterior, ambas decorrente de Lei que regula o sistema previdencicirio, notadamente no artigo 89, da lei n° 8.212/1991, ratificando e consolidando a competência exclusiva da RFB para decidir sobre RESTITUIÇÃO; Pede ao final, o processamento dos acertos sugeridos, citados anteriormente, ou seja o aproveitamento dos recolhimentos das competências desconsideradas para aumentar o valor do saláriodecontribuição de outras competências que foram recolhidas abaixo do limite máximo do saláriodecontribuição e que entraram na apuração da média do saláriodebeneficio. E que após a revisão do beneficio, seja determinada a restituição do valor de R$ 8.868,23, que não foi aproveitado em prol do beneficio já concedido ao beneficiário, a critério do INSS e a luz da legislação em vigor. Em razão de todo o alegado, em 13/11/2009, o Juiz Federal da 2a Vara da Justiça Federal de 1° Grau em Minas Gerais, emite o seguinte despacho: "Ante a ausência de pedido de liminar, notifiquese a autoridade coatora para prestar informações no decêndio legal." Fl. 192DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10675.720537/201091 Acórdão n.º 2403001.099 S2C4T3 Fl. 162 5 Em 26/11/2009, através da ProcuradoriaGeral da Unido, o Sr. Carlos Magno Nunes — Chefe Substituto da Agência da Previdência Social em Araguari/MG, trás aos autos todas as informações em relação ao Pedido de Restituição do Sr. Antônio Marques F requerendo seja denegada a segurança pretendida, face h. ausência de direito liquido e certo. As fls. 106/110, SENTENÇA N° 116/2010, de 24/06/2010, do referido processo de MANDADO DE SEGURANÇA, que em resumo decide: "ser incompetente o instituto jurídico denominado Mandado de Segurança para apreciar matéria sobre revisão de benefícios, pois depende de ampla dilação probatória, inclusive produção de prova pericial e de igual modo, no que diz respeito ao pedido de restituição de valores pagos indevidamente,a jurisprudência dos Tribunais consolidouse no sentido de ser inviável a condenação, em sede de mandado de segurança, tendo o STJ editado a Súmula 269, enunciando que o mandado de segurança não é substitutivo de ação de cobrança." "incompetência da autoridade impetrada para proferir decisões acerca de provável direito de restituição, pois a legislação vigente determinava que o INSS instruiria os processos administrativos e os encaminharia à unidade da Receita Federal do Brasil, que jurisdiciona o domicilio tributário do contribuinte, para análise do direito creditório." Em seqüência e ao final profere: "Por tais razões, e mais que dos autos consta, julgo parcialmente procedente o pedido exordial e concedo, em parte, a segurança para, reconhecendo a incompetência da autoridade administrativa que examinou o pedido de restituição, declarar a nulidade da decisão proferida no procedimento administrativo RRVI n°36960.001053/200801 e determinar à parte impetrada que encaminhe o referido procedimento administrativo,: nos termos do §2° do artigo 1° da Portaria Conjunta RFB/INSS n" 10/2008, depois de devidamente instruido, para a Unidade da Receita Federal do Brasil que jurisdiciona o domicilio tributário para análise do pedido de restituição." As fls. 114/118, Despacho Decisório n° 839, de 02/09/2010, proferido pelo Chefe da SAORT, da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Uberlândia/MG, com nova análise processual e indeferimento do pedido formulado pelo requerente. A interessada foi cientificada do Despacho Decisório, via postal, em 06/09/2010 e apresentou Manifestação de Inconformidade em 07/10/2010, fls. 120/127, tempestivamente, considerando a data da Decisão de Indeferimento, alegando, em síntese: Na Manifestação de Inconformidade em pauta, o requerente relata detalhando novamente todas as situações já citadas anteriormente, quando das solicitações apresentadas na Agência Fl. 193DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 da Previdência Social em Araguari/MG, todas indeferidas por falta de previsão legal. Em razão da sentença proferida no processo de Mandado de Segurança, que anulou a decisão de indeferimento da restituição emitida pelo Chefe da Agência da Previdência social em Araguari/MG, por incompetência da autoridade administrativa que examinou o pedido e proferiu a decisão, foi emitido novo Despacho Decisório, também indeferindo o pedido, abrindo novo prazo ao contribuinte para apresentação de Manifestação de Inconformidade. Na conclusão, reitera que houve erro de sua parte na interpretação da legislação ao efetuar os cálculos para recolhimentos das contribuições em atraso, pagas em 31/10/2008 e requer depois de examinados todos os fatos novamente relatados no presente recurso, seja autorizado ao INSS a proceder a correção do pagamento efetuado equivocadamente em 31/10/2008, na forma já exposta, concedendo novo prazo para. !que apresente os cálculos e a proceder A conseqüente REVISÃO do beneficio. Requer a recorrente, no item 9, fls, 125, reexame da matéria, apurandose se existe alguma possibilidade, a luz da legislação atual, para que se faça a adequação o pagamento integral efetuado em 31/10/2008, no montante de R$ 49.030,58, nas mesmas competências pagas, considerando o pagamento mínimo para os 20% de competências que serão descartadas, redistribuindo os valores excedentes para as competências correspondentes aos 80% que serão computadas na apuração da média para cálculo do beneficio final, até o limite máximo permitido, restituindolhe o valor excedente ou aplicálo no pagamento das competências intermediárias não pagas, ultrapassando, dessa forma, os 35 anos de contribuição, o que reduziria o prazo da expectativa de vida a ser considerado na concessão do beneficio de aposentadoria já requerido em 12/11/2008, suspendendo sua concessão até que seja concluído o exame ora solicitado, se necessário. Juntase aos autos, As fls. 130/135, telas do sistema CNIS demonstrando os recolhimentos efetuados em nome do requerente e os dados de seu beneficio de aposentadoria por tempo de contribuição, como data de inicio, valor, melhor forma de cálculo, e outros dados. Inconformado com a decisão, o recorrente apresentou recurso voluntário, onde alega, em síntese, que: • Tratase de pedido para correção ou adequação pela forma mais correta de um único pagamento efetuado, em 31.10.2008, no total de R$ 49.030,58, com o objetivo de saldar débito com a Previdência Social, sendo nele englobadas 84 competências devidas para integralizar 35 anos de contribuição e, posteriormente, requerer aposentadoria por tempo de contribuição. Fl. 194DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10675.720537/201091 Acórdão n.º 2403001.099 S2C4T3 Fl. 163 7 • Houve erro deste segurado, ora recorrente, ao selecionar as competências a serem pagas naquela data de 31.10.2008. • Na mesma data em que foi consumado o pedido de aposentadoria por tempo de contribuição, em 12.11.2008, este recorrente se deu conta de que as competências pagas, em 31.10.2008, não foram selecionadas corretamente. Pelos cálculos iniciais, feitos prevendo pagar a totalidade das competências devidas, todas pelo valor máximo permitido na legislação em vigor, o total ultrapassava o valor dos recursos disponíveis. E foi ai que, equivocada e irracionalmente, ao invés de reduzir os valores das competências, simplesmente excluiu a quantidade suficiente para ajustar o total ao valor disponível do então segurado, apenas limitandoas ao necessário para completar 35 anos de contribuição. Foram excluídas 30 competências, que correspondem a dois anos e • meio, os quais poderiam ser computados no cálculo do beneficio da almejada aposentadoria se feito o pagamento de outra forma, obedecendo a legislação e com o mesmo valor disponível. • Discute sua aposentadoria. • Procura o melhor aproveitamento dos seus recursos financeiros. É o relatório Fl. 195DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões pertinentes, registrando que é impertinente discutir neste processo a aposentadoria, visto que o CARF integra a estrutura do Ministério da Fazenda e tem por finalidade julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância, bem como os recursos de natureza especial, que versem sobre a aplicação da legislação referente a tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. REGIMENTO INTERNO DA NATUREZA E FINALIDADE Art. 1° O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), órgão colegiado, paritário, integrante da estrutura do Ministério da Fazenda, tem por finalidade julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância, bem como os recursos de natureza especial, que versem sobre a aplicação da legislação referente a tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. O que o recorrente procura neste processo é a melhor aplicação de seus recursos financeiros, especificamente acerca dos recolhimentos em atraso de contribuições previdenciárias efetuados para obter sua aposentadoria melhor e ainda obter restituição. A análise aqui efetuada terá por norte a aplicação da legislação referente a tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Da análise aos autos, verificase que os recolhimentos, cuja restituição é pretendida neste processo, foram efetuados para cobrir competências em atraso a serem inseridas no período base de apuração para implementação de direito a Aposentadoria por Tempo de Contribuição. A Lei 8.212/91 estabelece que só podem ser restituídos recolhimentos indevidos ou a maior. Art. 89. As contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, as contribuições instituídas a título de substituição e as contribuições devidas a terceiros somente poderão ser restituídas ou compensadas nas hipóteses de pagamento ou recolhimento indevido ou maior que o devido, Fl. 196DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10675.720537/201091 Acórdão n.º 2403001.099 S2C4T3 Fl. 164 9 nos termos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Análise efetuada sobre a condição do recorrente quando do julgamento de primeira instância indica que ele atuava como advogado, que estava em débito no período de 11/1998 a 10/2008 e que todos recolhimentos efetuados foram considerados no cálculo da aposentadoria, no mínimo como tempo de contribuição. Analisando as informações contidas nos sistemas informatizados da Receita Federal do Brasil (antigos da Previdência Social) CNIS Trabalhadores e CV3/Sistema Único de Benefícios, podemos concluir que: o requerente iniciou suas atividades como contribuinte individual em 01/08/1995 na condição de segurado autônomo — Advogado, NIT n° 1.140.401.5218, mantendo suas contribuições em dia até 11/1998, ficando em débito com a Previdência Social nas competências posteriores até 31/10/2008 quando recolheu 3 GPS referentes a várias competências do período em aberto; Assim sendo, são improcedentes as solicitações do requerente, pois todos os valores recolhidos em 31/10/2008, e que deram cobertura aos períodos 12/1998 a 12/2002, 01 a 03/2003, 12/2005, 11 e 12/2006 e 01/2007 a 10/2008, recolhidos espontaneamente com os devidos acréscimos legais, foram apropriados nestas competências e entraram no cálculo básico de apuração do valor da aposentadoria. A Lei 8.212/91 estabelece contribuição tributada à alíquota de 20% incidente sobre a totalidade da remuneração auferida no mês pelo contribuinte individual. Art.21.A alíquota de contribuição dos segurados empresários, facultativo, trabalhador autônomo e equiparados é de vinte por cento, incidente sobre o respectivo saláriodecontribuição mensal, observado o disposto no inciso III do art. 28. (Redação dada pela Lei nº 9.711, de 1998). Art. 21. A alíquota de contribuição dos segurados contribuinte individual e facultativo será de vinte por cento sobre o respectivo saláriodecontribuição. (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: III para o trabalhador autônomo e equiparado, empresário e facultativo: o saláriobase, observado o disposto no art. 29. Fl. 197DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 III para o contribuinte individual: a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observado o limite máximo a que se refere o § 5o; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). Entendo não haver no processo comprovação de recolhimento a maior nem indevido. CONCLUSÃO Voto por negar provimento ao recurso. .Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 198DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 16004.000382/2009-18
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2004 a 30/09/2007
PREVIDENCIÁRIO.
SIMPLES. EXCLUSÃO
A pessoa jurídica excluída do SIMPLES sujeitar-se-á, a partir do período em que se processarem os efeitos da exclusão, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas.
PARTE PATRONAL. A empresa é obrigada a recolher, na forma e prazo definidos pela legislação vigente, as contribuições de que trata o art. 22, incisos I, II e III da Lei n.° 8.212/91, com as alterações da Lei 9.876/99.
ART. 17 DO DEC. 70.235/72 - MATÉRIA NÃO IMPUGNADA
Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante.
BASES DE CALCULO DECLARADAS EM GFIP.
As informações prestadas na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social servirão como base de cálculo das contribuições arrecadadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social. CONTRIBUIÇÃO DECLARADAS EM GFIP. CONFISSÃO As informações prestadas nas Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social constituem-se em termo de confissão de divida servindo o lançamento para formalizar a exigência.
MULTA DE MORA
As contribuições sociais, pagas com atraso, ficam sujeitas à multa de mora prevista artigos 35, I, II, III da Lei 8.212/91. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais e das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, na forma da redação dada pela Lei n o 11.941, de 2009, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei n o 9.430, de 27 de dezembro de 1996. MULTA MAIS BENÉFICA. Também incluídos pela Lei n o 11.941, de 2009, nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 da Lei 8.212/91, verifica- se o comando do Art. 35-A e aplica-se o disposto no art. 44 da Lei n o 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106, inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, a lei não retroage para prejudicar. Autuada na forma da legislação vigente conforme o comando do artigo 149 do Código Tributário Nacional - CT, a multa de ofício, sem previsão anterior, se verificará para lançamentos de fatos geradores ocorridos e notificados a partir da lei 11.941, de 2009. Cabe aplicar o artigo 35-A, se mais benéfico ao contribuinte, na forma da Lei 11.941/2009 que revogou o art. 35 da Lei 8.212/1991 e lhe conferiu nova redação. Recurso Voluntário Provido em parte.
Numero da decisão: 2403-001.058
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei n o 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
Nome do relator: IVACIR JULIO DE SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 23 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201202
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 30/09/2007 PREVIDENCIÁRIO. SIMPLES. EXCLUSÃO A pessoa jurídica excluída do SIMPLES sujeitar-se-á, a partir do período em que se processarem os efeitos da exclusão, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas. PARTE PATRONAL. A empresa é obrigada a recolher, na forma e prazo definidos pela legislação vigente, as contribuições de que trata o art. 22, incisos I, II e III da Lei n.° 8.212/91, com as alterações da Lei 9.876/99. ART. 17 DO DEC. 70.235/72 - MATÉRIA NÃO IMPUGNADA Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. BASES DE CALCULO DECLARADAS EM GFIP. As informações prestadas na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social servirão como base de cálculo das contribuições arrecadadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social. CONTRIBUIÇÃO DECLARADAS EM GFIP. CONFISSÃO As informações prestadas nas Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social constituem-se em termo de confissão de divida servindo o lançamento para formalizar a exigência. MULTA DE MORA As contribuições sociais, pagas com atraso, ficam sujeitas à multa de mora prevista artigos 35, I, II, III da Lei 8.212/91. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais e das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, na forma da redação dada pela Lei n o 11.941, de 2009, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei n o 9.430, de 27 de dezembro de 1996. MULTA MAIS BENÉFICA. Também incluídos pela Lei n o 11.941, de 2009, nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 da Lei 8.212/91, verifica- se o comando do Art. 35-A e aplica-se o disposto no art. 44 da Lei n o 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106, inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, a lei não retroage para prejudicar. Autuada na forma da legislação vigente conforme o comando do artigo 149 do Código Tributário Nacional - CT, a multa de ofício, sem previsão anterior, se verificará para lançamentos de fatos geradores ocorridos e notificados a partir da lei 11.941, de 2009. Cabe aplicar o artigo 35-A, se mais benéfico ao contribuinte, na forma da Lei 11.941/2009 que revogou o art. 35 da Lei 8.212/1991 e lhe conferiu nova redação. Recurso Voluntário Provido em parte.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 16004.000382/2009-18
conteudo_id_s : 5213435
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Apr 18 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-001.058
nome_arquivo_s : Decisao_16004000382200918.pdf
nome_relator_s : IVACIR JULIO DE SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 16004000382200918_5213435.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, Por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei n o 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
id : 4565682
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 23 09:37:35 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1730891387605352448
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1955; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 1 1 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16004.000382/200918 Recurso nº 111.111 Acórdão nº 240301.058 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 08 de fevereiro de 2012 Matéria LEGISLAÇAO PREVIDENCIÁRIA Recorrente RIO PRETO SERVIÇOS AUXILIARES DE TRANSPORTES AÉREOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 30/09/2007 PREVIDENCIÁRIO. SIMPLES. EXCLUSÃO A pessoa jurídica excluída do SIMPLES sujeitarseá, a partir do período em que se processarem os efeitos da exclusão, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas. PARTE PATRONAL. A empresa é obrigada a recolher, na forma e prazo definidos pela legislação vigente, as contribuições de que trata o art. 22, incisos I, II e III da Lei n.° 8.212/91, com as alterações da Lei 9.876/99. ART. 17 DO DEC. 70.235/72 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. BASES DE CALCULO DECLARADAS EM GFIP. As informações prestadas na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social servirão como base de cálculo das contribuições arrecadadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social. CONTRIBUIÇÃO DECLARADAS EM GFIP. CONFISSÃO As informações prestadas nas Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social constituemse em termo de confissão de divida servindo o lançamento para formalizar a exigência. MULTA DE MORA Fl. 229DF CARF MF Impresso em 19/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 As contribuições sociais, pagas com atraso, ficam sujeitas à multa de mora prevista artigos 35, I, II, III da Lei 8.212/91. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais e das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, na forma da redação dada pela Lei no 11.941, de 2009, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. MULTA MAIS BENÉFICA. Também incluídos pela Lei no 11.941, de 2009, nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 da Lei 8.212/91, verifica se o comando do Art. 35A e aplicase o disposto no art. 44 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106, inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, a lei não retroage para prejudicar. Autuada na forma da legislação vigente conforme o comando do artigo 149 do Código Tributário Nacional CT, a multa de ofício, sem previsão anterior, se verificará para lançamentos de fatos geradores ocorridos e notificados a partir da lei 11.941, de 2009. Cabe aplicar o artigo 35A, se mais benéfico ao contribuinte, na forma da Lei 11.941/2009 que revogou o art. 35 da Lei 8.212/1991 e lhe conferiu nova redação. Recurso Voluntário Provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Carlos Alberto Mees StrigariPresidente Ivacir Júlio de SouzaRelator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 230DF CARF MF Impresso em 19/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 16004.000382/200918 Acórdão n.º 240301.058 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório A instância a quo produziu o relatório abaixo que compulsei com os autos e tendo corroborado transcrevo na íntegra com grifos de minha autoria: “Tratase de crédito tributário lançado pela Fiscalização (DEBCAD n° 37.209.3876 contra a empresa acima identificada, referente às contribuições previdenciárias, parte patronal, incidentes sobre a remuneração de empregados, e as destinadas ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, no período de 01/2004 a 09/2007. O valor do presente lançamento é de R$ 288.643,06, consolidado em 30 de novembro de 2009. 2. O Relatório Fiscal de fls. 91/94 informa que as contribuições lançadas foram apuradas através análise das Guias de Recolhimento da Previdência Social GFIP, onde foi declarada a remuneração dos segurados a serviço da Autuada. As contribuições ora cobradas são devidas em função da exclusão da Autuada do SIMPLES, a qual transitou em julgado administrativamente com a prolação do acórdão 3803 00.0070, datado de 18/05/2009, da 3a . Turma Especial do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. 3. Informa ainda o Auditor Fiscal que na ação fiscal foram cobrados os valores relativos à parte patronal e a outras entidades (terceiros), tendo em vista que as contribuições dos segurados empregados foram recolhidas pela Autuada. 4. Cientificada por via postal do lançamento em 03/12/2009 (Fls. 97), a autuada apresentou impugnação em 30/12/2009 (fls. 104/120), assinada pelo representante legal da empresa, alegando em síntese o que segue: 4.1. Preliminarmente, alega haver ausência de informação da dedução das parcelas recolhidas pela empresa no âmbito do SIMPLES, eis que a contribuição prevista na Lei 9.317/96 prevê expressamente a destinação de uma parte para o INSS. A base de cálculo se baseia unicamente na remuneração paga aos empregados, excluindo qualquer dedução decorrente dos valores já recolhidos ao INSS na sistemática do SIMPLES. O aspecto quantitativo do tributo se apresenta como elemento indissociável de seu lançamento, e o erro no valor implica no reconhecimento da nulidade do auto em destaque. 4.2. Contesta o entendimento do CARF, que concluiu pela exclusão da Impugnante do regime do SIMPLES, devendo o mesmo ser revisto à luz do princípio da verdade material, sendo Fl. 231DF CARF MF Impresso em 19/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 obrigatória a manifestação da autoridade administrativa em função de novos fatos apresentados. Acosta julgados e excertos da doutrina. 4.3. Afirma que, no processo de exclusão do SIMPLES, demonstrou a improcedência desta exclusão, tendo as autoridades administrativas con fundido os conceitos de cessão de mão de obra em relação à sua atividade, pois a Impugnante demonstrara que as atividades que exercia não eram um serviço de locação de mão de obra, mas sim serviços de suporte à atividade aeroportuária. 4.4. Alega que a atividade de prestadora de serviços auxiliares de transportes aéreos é regulamentada pelo DAC, e, neste caso, em se tratando de uma atividade tão regulamentada, não haveria espaço para uma mera locadora de mão de obra. O próprio CARF reconhece que a atividade envolve a locação de mão de obra, mas não se constitui, em si, em um serviço puro de locação de mão de obra, conforme vedado pelo artigo 9o da Lei Federal 9.217/96. 4.5. Argumenta que há uma intensa regulamentação do setor pela ANAC, o que descaracterizaria a existência de cessão de mão de obra nas empresas submetidas a este regime. Em um cenário de pura locação de mão de obra, todos os elementos necessários à atividade seriam de responsabilidade da contratante. 4.6. O entendimento do CARF para a exclusão do SIMPLES baseouse numa aplicação conjunta do artigo 31 da Lei 8212/91 e do artigo 9o . da Lei 9317/96, equiparando os conceitos, que não são idênticos. O serviço de locação de mão de obra não é a mesma coisa que prestação de serviços mediante cessão de mão de obra. 4.7. Afirma que não exerce suas atividades sobre o estrito comando da TAM, mas sim com know how e regulamentação própria, e portanto, não há cessão de mão de obra. 4.8. Requer a nulidade do lançamento em função da falta de apropriação dos valores recolhidos na sistemática do SIMPLES, ou a reconsideração da exclusão do SIMPLES. 5. Às fls. 155 requer a juntada de mandato, e às fls. 162/164 junta requerimento reiterando o pedido de exclusão dos valores já recolhidos quando a empresa era optante do SIMPLES FEDERAL. 6. A competência para julgamento do presente processo foi estabelecida pela Portaria RFB SUTRI n. 1.036, de 05/05/2010.” DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar aos argumentos da impugnante, na forma do registro de fls.168 , 13ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil de Riode Janeiro (RJ) DRJ/RJ I, em 29 de setembro de 2010, exarou o Acórdão n° 1425.934 mantendo parcialmente procedente o lançamento : Fl. 232DF CARF MF Impresso em 19/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 16004.000382/200918 Acórdão n.º 240301.058 S2C4T3 Fl. 3 5 “ Acórdão Vistos, relatados e discutidos os autos do processo em epígrafe (AI n° 37.209.3876), ACORDAM os membros da Turma, por maioria de votos, dar provimento parcial à impugnação, nos termos do relatório e voto que este decisum passam a integrar, para considerar devido o crédito tributário remanescente relativo exclusivamente às competências 12/2004 a 09/2007, no valor principal de R$ 151.600,33, acrescido de juros e multa de mora a serem calculados na data da liquidação.” DO RECURSO Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário onde reiterou as alegações que fizera em instancia “ad quod ”. Ressaltese que além de inovar não comprovou o pedido feito somente em sede Recursal para que sejam afastadas suposta incidências das contribuições exigidas sobre verbas sem natureza salarial, como adicionais por horas extraordinárias, noturno, de periculosidade e de insalubridade, terço constitucional de férias, salários maternidade e maternidade noturno, afastamento doença e acidente e avisoprévio indenizado, todos com seus respectivos reflexos. É o Relatório Fl. 233DF CARF MF Impresso em 19/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de Aviso de Recebimento de fls. 97, o recurso é tempestivo. Reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DA PRELIMINAR DE DECADÊNCIA Cumpre destacar conforme consta extrato daquele decisium que a instância a quo enfrentou preliminar de decadência e concedeu provimento com argumentos os quais corroboro pelas conclusões : “17. Em consulta aos recolhimentos do sujeito passivo, observa se a existência de pagamento antecipado em todas as competências do presente lançamento, de sorte que a contagem do prazo decadencial deve obediência ao disposto no art. 150, §4° do CTN. 18. No caso em exame, tratase de exigência relativa ao período de 01/2004 a 09/2007, sendo que o lançamento tornouse eficaz apenas em 03/12/2009, data da ciência do sujeito passivo, portanto, quando já se encontrava extinto o direito de lançar as contribuições anteriores à competência 11/2004. 19. Isto posto, voto pela exclusão do crédito das competências 01/2004 a 11/2004, inclusive, fulminadas pelo instituto da decadência. ” DO MÉRITO O Relatório Fiscal de fls. 91/94 informa que as contribuições lançadas foram apuradas através análise das Guias de Recolhimento da Previdência Social GFIP, onde foi declarada a remuneração dos segurados a serviço da Autuada. Informa ainda que as contribuições ora cobradas são devidas em função da exclusão da Autuada do SIMPLES, a qual transitou em julgado administrativamente com a prolação do acórdão 380300.0070, datado de 18/05/2009, da 3a . Turma Especial do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Aduz que as informações prestadas nas Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social constituemse em termo de confissão de divida servindo o lançamento para formalizar a exigência. Irresignada a recorrente apresentou Recurso Voluntário pretendendo reforma da decisão a quo e destacou o que de modo transverso significou confessar o crédito que o presente crédito somente existe em razão da exclusão da recorrente do Simples Nacional. Fl. 234DF CARF MF Impresso em 19/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 16004.000382/200918 Acórdão n.º 240301.058 S2C4T3 Fl. 4 7 Comentou que ainda que “em que pese o entendimento constante da r. decisão recorrida, o fato é que não existe óbice à apreciação da exclusão da Recorrente do Simples Nacional, que originou esta autuação, por este. I Conselho” O fato é que conforme declara a própria Recorrente, em recurso Voluntário, transitado em julgado administrativo alhures este Conselho concluiu pela efetiva exclusão da Recorrente do regime do SIMPLES. Assim, a partir daquele momento a Autuada passou a ter que cumprir com as mesmas obrigações das empresas em geral. Nas peças interpostas, o que efetivamente a empresa buscou, foi tentar convencer as instâncias que o Conselho cometera equívoco e assim revertendo aquela decisão fazer prosperar as presentes alegações. Julgo improcedente a estratégia e inoportunos os argumentos até por causa do trânsito em julgado. Já destacado na condução do voto a quo a recorrente não contesta expressamente os fatos geradores apontados pela autoridade fiscal. Aduz que o artigo 16 do Decreto 70.235/72 preceitua : “Art. 16. A impugnação mencionará: I a autoridade julgadora a quem é dirigida; II a qualificação do impugnante; III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de Discordância ” Debruçado ainda sobre o mesmo diploma supra, destaco o comando do artigo 17: “Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. ( Redação dada pela Lei n° 9.532, de 1997).” Dessa maneira a matéria nova, alegada somente em grau de recurso e ainda assim sem colacionar provas, em razão da preclusão prevista na exegese do aludido artigo 17 do Decreto 70.235/72, não será observada. Apenas para consignar, tratou o pedido em apreço para que sejam afastadas suposta incidências das contribuições exigidas sobre verbas sem natureza salarial, como adicionais por horas extraordinárias, noturno, de periculosidade e de insalubridade, terço constitucional de férias, salários maternidade e maternidade noturno, afastamento doença e acidente e avisoprévio indenizado, todos com seus respectivos reflexos. Concluindo, sou de convicção que as informações prestadas nas Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social constituemse em termo de confissão de divida servindo o lançamento para formalizar a exigência. Desse modo, não dou provimento às alegações de mérito. Fl. 235DF CARF MF Impresso em 19/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 DA MULTA Embora não argüido há que ser analisada a questão da aplicação da multa em razão da redação dada pela Lei n° 11,941, de 2009. Multa de mora Verificase às fls.19, no Relatório de Fundamentos Legais, item 601 ACRESCIMOS LEGAIS MULTA, que a empresa foi autuada na forma do art. 35, I, II, III da Lei n Lei 8.212/91. Isto posto, a legislação vigente determinava que os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais e das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos, seriam acrescidos de multa de mora e juros de mora. Revogado o artigo supra, na forma da redação dada pela Lei no 11.941, de 2009, aduz que os débitos serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. MULTA MAIS BENÉFICA. Também incluídos pela Lei no 11.941, de 2009, nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 da Lei 8.212/91, verificase o comando do Art. 35A e aplicase o disposto no art. 44 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106, inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, a lei não retroage para prejudicar. Autuada e notificada em 18/10/2007 por infração referente a fatos geradores compreendidos no período 03/97 a 11/2006, na forma da legislação vigente conforme o comando do artigo 149 do Código Tributário Nacional – CT, a multa de ofício, sem previsão anterior, se verificará para lançamentos de fatos geradores ocorridos e notificados a partir da lei 11.941, de 2009. No caso em exame, tratase de exigência relativa ao período de 01/2004 a 09/2007, fatos geradores anteriores à Lei n 11.941/2009. Cabe, portanto, aplicar o artigo 35A, se mais benéfico ao contribuinte, na forma da Lei 11.941/2009 que revogou o art. 35 da Lei 8.212/1991 e lhe conferiu nova redação. CONCLUSÃO Desse modo, por tudo que foi exposto, voto por conhecer do recurso NO MÉRITO DAR PROVIMENTO PARCIAL determinando o recálculo da multa de mora de acordo com a redação do artigo 35 da Lei 8.212/91, dada pela Lei 11.941/2009, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, fazendo prevalecer a multa mais benéfica para o contribuinte. É como voto. Ivacir Júlio de Souza Fl. 236DF CARF MF Impresso em 19/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 16004.000382/200918 Acórdão n.º 240301.058 S2C4T3 Fl. 5 9 Fl. 237DF CARF MF Impresso em 19/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 15586.000635/2009-97
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005
PREVIDENCIÁRIO. RUBRICAS NÃO IMPUGNADAS. INCLUSÃO DOS SÓCIOS NO AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE DO AI. ALIMENTAÇÃO FORNECIDA SEM A INSCRIÇÃO NO PAT. DESCONSTITUIÇÃO DA PESSOA JURÍDICA. POSSIBILIDADE. MULTA DE MORA.
Aplica-se o art. 17 do Decreto n. 70.235/72 em relação às rubricas não impugnadas.
A relação dos co-responsáveis no Relatório de Co-Responsáveis
CORESP não atribui responsabilidade tributária aos representantes legais da empresa, apenas lista todas as pessoas físicas ou jurídicas de interesse da administração fazendária em razão do seu vinculo com o sujeito passivo, representantes
legais ou não, indicando tipo de vinculo existente e o período correspondente.
O Auto de Infração AI, contém todas as informações necessárias para o exercício da ampla defesa.
Deve incidir a Contribuição Previdenciária quando a empresa fornece a alimentação in natura, sem a incrição no PAT.
Deve ser desconsiderada a Pessoa Jurídica se verificada a relação
empregatícia através de fatos e provas.
Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte, por força do art. 106, II, “c” do CTN.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2403-001.075
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar
provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da
Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencidos o relator Marcelo Magalhães Peixoto e o conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza na questão da
Tributação do PAT; Vencido o relator Marcelo Magalhães Peixoto na questão dos Corresponsáveis e vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Ivacir Julio de Souza.
Nome do relator: MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 23 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201202
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005 PREVIDENCIÁRIO. RUBRICAS NÃO IMPUGNADAS. INCLUSÃO DOS SÓCIOS NO AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE DO AI. ALIMENTAÇÃO FORNECIDA SEM A INSCRIÇÃO NO PAT. DESCONSTITUIÇÃO DA PESSOA JURÍDICA. POSSIBILIDADE. MULTA DE MORA. Aplica-se o art. 17 do Decreto n. 70.235/72 em relação às rubricas não impugnadas. A relação dos co-responsáveis no Relatório de Co-Responsáveis CORESP não atribui responsabilidade tributária aos representantes legais da empresa, apenas lista todas as pessoas físicas ou jurídicas de interesse da administração fazendária em razão do seu vinculo com o sujeito passivo, representantes legais ou não, indicando tipo de vinculo existente e o período correspondente. O Auto de Infração AI, contém todas as informações necessárias para o exercício da ampla defesa. Deve incidir a Contribuição Previdenciária quando a empresa fornece a alimentação in natura, sem a incrição no PAT. Deve ser desconsiderada a Pessoa Jurídica se verificada a relação empregatícia através de fatos e provas. Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte, por força do art. 106, II, “c” do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 15586.000635/2009-97
anomes_publicacao_s : 201202
conteudo_id_s : 5060464
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Apr 19 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-001.075
nome_arquivo_s : 2403001075_15586000635200997_201202.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
nome_arquivo_pdf_s : 15586000635200997_5060464.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencidos o relator Marcelo Magalhães Peixoto e o conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza na questão da Tributação do PAT; Vencido o relator Marcelo Magalhães Peixoto na questão dos Corresponsáveis e vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Ivacir Julio de Souza.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
id : 4749792
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 23 09:37:36 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1730891387632615424
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 18; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2123; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 1 1 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15586.000635/200997 Recurso nº 000.000 Voluntário Acórdão nº 2403001.075 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 08 de fevereiro de 2012 Matéria LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente HOSPITAL MERIDIONAL S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005 PREVIDENCIÁRIO. RUBRICAS NÃO IMPUGNADAS. INCLUSÃO DOS SÓCIOS NO AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE DO AI. ALIMENTAÇÃO FORNECIDA SEM A INSCRIÇÃO NO PAT. DESCONSTITUIÇÃO DA PESSOA JURÍDICA. POSSIBILIDADE. MULTA DE MORA. Aplicase o art. 17 do Decreto n. 70.235/72 em relação às rubricas não impugnadas. A relação dos coresponsáveis no Relatório de CoResponsáveis CORESP não atribui responsabilidade tributária aos representantes legais da empresa, apenas lista todas as pessoas físicas ou jurídicas de interesse da administração fazendária em razão do seu vinculo com o sujeito passivo, representantes legais ou não, indicando tipo de vinculo existente e o período correspondente. O Auto de Infração AI, contém todas as informações necessárias para o exercício da ampla defesa. Deve incidir a Contribuição Previdenciária quando a empresa fornece a alimentação in natura, sem a incrição no PAT. Deve ser desconsiderada a Pessoa Jurídica se verificada a relação empregatícia através de fatos e provas. Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte, por força do art. 106, II, “c” do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 145DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencidos o relator Marcelo Magalhães Peixoto e o conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza na questão da Tributação do PAT; Vencido o relator Marcelo Magalhães Peixoto na questão dos Corresponsáveis e vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Ivacir Julio de Souza. Carlos Alberto Mess Stringari – Presidente Marcelo Magalhães Peixoto – Relator Ivacir Júlio de Souza – Redator Designado Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Cid Marconi Gurgel de Souza e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 146DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15586.000635/200997 Acórdão n.º 2403001.075 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório Tratase de crédito lançado pela fiscalização conforme o Auto de Infração AI, DEBCAD 37.220.1210, emitido em 08/07/2009, cuja notificação se deu em 09/07/2009, em face do HOSPITAL MERIDIONAL S/A que, de acordo com o Relatório Fiscal de fls. 56/66, não recolheu no prazo legal à Seguridade Social, as contribuições dos segurados empregados e contribuintes individuais que lhes prestaram serviços. O Auto de Infração em tela se refere às competências compreendidas entre 01/2005 e 12/2005, totalizando o valor de R$ 90.415,25 (noventa mil, quatrocentos e quinze reais e vinte e cinco centavos). O Relatório Fiscal destaca que a documentação a qual faz referência, encontrase anexada ao Processo Principal de n. 15586.000634/200942. O Relatório Fiscal destaca, outrossim, que em 28/10/2003, através de Assembleia Geral, a Recorrente deixou de ter a sua natureza jurídica de limitada e passou para sociedade anônima de capital fechado, porém, só registrou na JUCESS em 07/10/2005, data que a fiscalização considerou para a mudança. Segundo o Relatório Fiscal, houve os seguintes lançamentos: ALI – SALÁRIO ALIMENTAÇÃO NÃO PAT: No ano de 2005 a Recorrente não estava regularmente inscrita no PAT e forneceu alimentação aos seus empregados, conforme comprovam os descontos na rubrica “125REFEIÇÃO”, constantes nas folhas de pagamentos. Pela existência da conta “ALIMENTAÇÃO E REFEIÇÃO”, referente ao reembolso da alimentação fornecida pelas pessoas jurídicas que funcionam dentro do hospital, a fiscalização concluiu que a alimentação não era fornecida apenas aos empregados da Recorrente. Para chegar ao valor devido, a fiscalização arbitrou o percentual de 20% da remuneração paga ao trabalhador, excluindo o décimo terceiro salário, com base no inciso II, parágrafo 1o, do artigo 758 da IN MPS/SRP n. 03 de 14/07/2005; PRO – PRÓLABORE DIRETORES: Os sócios administradores/diretores Ivan Lima e Lincoln Bertholi Rohr, receberam, nos períodos compreendidos entre 01 a 12/2005 e 05 a 12/2005, respectivamente, a título de prólabore. Ocorre que, por entender que eles já recolhiam sobre o teto em outros vínculos empregatícios, a Recorrente não recolheu a Contribuição Previdenciária sobre esse valor. Informação declarada em GFIP, mas não comprovada quando solicitado pela Fiscalização. Através de consulta realizada pela Fiscalização no CNIS – Cadastro Nacional de Informações Sociais da DATAPREV, foi verificado que Ivan não recolheu sobre o teto em 09/2005 e Lincoln não recolheu sobre o teto no período de 05/2005 a 12/2005. Razão pela qual é devida a referida Contribuição; AGB – ALUGUEL GARANTIDA BANDES: No decorrer do ano de 2005 a Recorrente efetuou pagamentos, conforme constam nos lançamentos contábeis constantes na PLANILHA 123AGB, cópias de cheques, depósitos bancários e recibos de pagamentos ao sócio/acionista Julio César Moulin Ribeiro e ao sócio administrador/diretor Antonio Alves Benjamim Neto. A Recorrente justificou como sendo pagamentos referentes a Fl. 147DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 compensação/aluguel, por terem imóveis objeto de alienação fiduciária em empréstimo contratado junto ao Banco de Desenvilvimento do Espírito Santo – BANDES. Ocorre que, pela cláusula 8.2 do contrato: “Enquanto adimplente a emitente e os fiduciantes, estes terão livre utilização, por sua conta e risco dos imóveis objeto da alienação fiduciária acima.” Por essa razão, os valores se configuram como pagamentos efetuados a sócio/acionista e a sócio/diretor, sendo, portanto, fatos geradores da Contribuição Previdenciária. Através de consulta realizada pela Fiscalização no CNIS – Cadastro Nacional de Informações Sociais da DATAPREV, foi verificado que Julio Cesar não recolheu sobre o teto em 11/2005, razão pela qual cabe Contribuição Previdenciária sobre a remuneração recebida, limitada ao teto; DPJ – DESCONSIDERAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA FOCUS: Em 01/04/2004, a Recorrente formalizou contrato de prestação de serviços de assessoria e gestão administrativa e comercial com a empresa Focus Consultores Independentes S/S Ltda, CNPJ 06.185.710/000110. A data de abertura dessa empresa, constante no cartão do CNPJ, acessado através do site da Receita Federal do Brasil na Internet, pela Fiscalização, é 06/04/2004, ou seja, a empresa foi criada alguns dias após a assinatura do contrato. A Fiscalização, através de consulta ao DCBC — Demonstrativo da Composição da base de Cálculo do CNIS/Cadastro Nacional de Informações Sociais da DATAPREV da empresa Focus verificou que a mesma declarou em GFIP, no período de 04/2004 a 05/2005, apenas a segurada Jacqueline Romero Benjamim, categoria 11 — contribuinte individual empresário. No banco de dados da Receita Federal do Brasil e através da Consulta Valores a Recolher x Valores Recolhidos — CCORGFIP foi verificado que, a partir de 06/2005, a Focus tem declarado GFIP sem movimento, ou seja, ausência de fato gerador para a Previdência Social e para o FGTS. Analisando os fatos contábeis relacionados à Focus e constantes da contabilidade do Hospital Meridional nos anos de 2004 e 2005, coluna “Histórico” dos lançamentos, verificase que, exceto pela NF 12, que pode inclusive ter sido cancelada, todas as notas emitidas pela Focus, no período de 05/2004 a 12/2005, foram por serviços prestados ao hospital. No item 2.1 da cláusula segunda do já mencionado contrato firmado entre a Recorrente e a Focus, consta que “Obrigase a CONTRATADA a assessorar a Diretoria Administrativa CONTRATANTE, bem como a executar a gestão administrativa, financeira, operacional e comercial desse, mantendo, diariamente 2 (dois) profissionais, à disposição do CONTRATANTE, que desempenharão as funções de GERENTE ADMINISTRATIVO e GERENTE COMERCIAL”. Através da análise de relatórios de viagem emitidos em 07/03/2005 e em 05/04/2005, Jacqueline Benjamim, com carimbo do Hospital Meridional como Gerente Administrativa, presta contas de despesas de viagens realizadas em curso de pósgraduação. Em 02/05/2005 Jacqueline Benjamim Scarpelli foi admitida como empregada do Hospital Meridional, na função de Gerente Administrativa, conforme folha de pagamento de maio/2005. No relatório de viagem elaborado por Jacqueline Benjamim em 09/05/2005, nessa data já empregada registrada no hospital, consta o mesmo carimbo seu como Gerente Administrativa da Recorrente. Esclarece que Jacqueline Romero Benjamim e Jacqueline Benjamim Scarpelli são a mesma pessoa, conforme fica comprovado a partir do PIS.... No contrato celebrado entre a Recorrente e a Focus, prescreve acerca da contratação de dois profissionais. Porém a própria Focus, quando presta informações à Previdência Social através de GFIP, declara a existência apenas da segurada Jacqueline. Desta forma, essa segurada é que será considerada como tendo prestado a totalidade dos serviços ao hospital.... A situação alcançada pela Auditoria Fiscal obedece ao critério legal do artigo 229, §2o do Regulamento de Previdência Social, aprovado pelo Decreto 48/99, que também dispõe acerca de segurado empregado no artigo 90, I “a”. Eis que restou constatada a existência de vínculo empregatício entre a Recorrente e Jacqueline, haja vista estarem presentes os pressupostos caracterizadores da relação de emprego que são: não eventualidade, subordinação jurídica, pessoalidade e onerosidade. Ou seja, Jacqueline ficava diariamente à disposição do hospital, na função de gerente administrativa, função essa Fl. 148DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15586.000635/200997 Acórdão n.º 2403001.075 S2C4T3 Fl. 3 5 que se manteve quando ela foi admitida como empregada, recebendo salário ainda que através de notas fiscais. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento que se consolidou em 09/07/2009, a Recorrente apresentou, tempestivamente, Impugnação de fls. 79/88. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da Recorrente, a 11ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro – RJ – DRJ/RJ1, emitiu o Acórdão n° 12 27.943, de fls. 110/126, mantendo procedente o lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, verbis: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005 CONTRIBUIÇÕES INCIDENTES SOBRE REMUNERAÇÃO DE SEGURADOS EMPREGADOS AJUDA ALIMENTAÇÃO Incide contribuição previdenciária sobre alimentação quando concedida aos empregados da empresa sem adesão ao Programa de Alimentação do Trabalhador PAT, instituído pela Lei 6321, de 14/04/76. CARACTERIZAÇÃO DE SEGURADO EMPREGADO Cabe ao Auditor da Receita Federal do Brasil caracterizar segurado empregado quando constatar os pressupostos de que trata o art. 12, I, da Lei n° 8.212/91, incidindo as contribuições previdenciárias sobre a remuneração paga ou creditada ao mesmo. CONTRIBUIÇÕES A CARGO DE SEGURADOS EMPREGADOS E DE SEGURADO CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. São devidas as contribuições previdenciárias a cargo de segurados empregados e de segurados contribuinte individual incidentes sobre as remunerações pagas aos mesmos, quando não recolhidas pela empresa na época oportuna. RELATÓRIO DE REPRESENTANTE LEGAIS A relação dos representantes legais é peça necessária à instrução do processo administrativo de débito. PEDIDO DE DILIGÊNCIA INDEFERIMENTO Indeferese o pedido de diligência quando esta se mostra prescindível. Impugnação Improcedente Fl. 149DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Crédito Tributário Mantido” Mister consignar que a DRJ considerou como não impugnados os lançamentos abaixo: PRO – PROLABORE DIRETORES; AGB – ALUGUEL GARANTIA BANDES. DO RECURSO Inconformada, a Recorrente interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário de fls. 130/139, com os seguintes argumentos: I Da Tempestividade: Tendo em vista que protocolizou dentro dos 30 (trinta) dias previstos no art. 15 do Decreto n. 70.235/72. II – Da Exclusão dos “CoResponsáveis”: A Recorrente entende que não constam os elementos previstos no art. 135, III do CTN, razão pela qual a lista dos “coresponsáveis” deve ser excluída. III – Dos Fatos e do Direito: A Recorrente foi autuada pela falta de recolhimento da: (i) Contribuição patronal devida sobre a remuneração dos segurados empregados e contribuintes individuais; (ii) Contribuição patronal devida sobre os serviços executados mediante cessão de mãodeobra ou empreitada, incidente sobre o valor bruto de nota fiscal ou fatura de prestação de serviços. Não devendo prosperar pelas razões abaixo: Vícios Formais da Ação Fiscal O Auto de Infração deve ser nulo, tendo em vista que não há como exercer o seu direito constitucional de defesa, uma vez que: “a agente fiscal apontou diversos dispositivos referentes aos segurados empregados e trabalhadores avulsos dispostos na Lei 8.212/91 c/c o disposto no Decreto 3048/99 e Lei 10.666/2003, contudo, olvidouse de individualizar as infrações cometidas, tendo inclusive se equivocado ao relacionar o inciso I do artigo 30 da lei 8212/91, dispositivo legal relacionado aos sócios diretores, considerados contribuintes individuais e não empregados como aparentemente relacionado no auto de infração, o que torna, por si só, nulo todo o procedimento fiscal, haja vista não poder ter no corpo do Auto de Infração fundamentação legal equivocada, sem relação com o fato autuado.” O lançamento é um ato administrativo vinculado, por isso deve estar revestido dos cinco requisitos, quais sejam: competência, finalidade, forma, motivo e objeto. Nesse diapasão, a fiscalização e o Processo Administrativo Tributário, visando a busca pela verdade material, devem demonstrar os motivos ensejadores do ato administrativo. Transcreve doutrina nesse sentido. Fl. 150DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15586.000635/200997 Acórdão n.º 2403001.075 S2C4T3 Fl. 4 7 Não se pode falar em presunção de veracidade uma vez que o ato administrativo não atendeu aos citados requisitos. Transcreve doutrina no sentido de ser indevido o alargamento do conceito de presunção de validade do ato administrativo, tendo em vista que o fato gerador não pode ocorrer tão somente em decorrência da alegação do Fisco, impossibilitando a produção de prova negativa em sentido contrário por parte do contribuinte. Sendo absurda a cobrança de um tributo somente pela presunção de validade, simplsmente porque o contribuinte não tem condições de produzir prova em sentido contrário. Não poderia a Fiscalização ter se baseado na Instrução Normativa INSS/DC 003/2005, vez que a IN é ato do Poder Executivo que não tem o condão de criar ou modificar direito, não sendo instrumento hábil para capitular infrações, que é matéria de Lei em sentido estrito. A Fiscalização utilizou meios interpretativos extensivos para desconsiderar o contrato de prestação de serviços firmado com a empresa FOCUS. Requer a nulidade ou a baixa em diligência do referido lançamento para que a Fiscalização preste os devidos esclarecimentos, assim como seja reaberto o prazo para a defesa. PAT – Programa de Alimentação do Trabalhador A Recorrente alega que a própria agente fiscal reconheceu no Relatório Fiscal a sua adesão no PAT em 30/06/2001. No entanto, aparentemente sem motivos, desconsiderou a. Traz a legislação do PAT e, em seguida, uma Jurisprudência do STJ no sentido de que a inscrição no PAT é irrelevante. Contrato de Prestação de Serviços sujeitos à retenção de 11% A Recorrente sustenta que a Fiscalização desconsiderou o contrato firmado e considerou como sendo cessão de mãodeobra de forma equivocada. Conceituou Cessão de mãodeobra como sendo “a colocação à disposição da empresa contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de trabalhadores que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com sua atividade fim, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação, inclusive por meio de trabalho temporário na forma da Lei no 6019, de 1974.” Discorre acerca da definição de “serviços contínuos” e “colocação à disposição”. Sustenta que não ficou caracterizado que os trabalhadores ficaram à disposição da Recorrente, pois o simples fato dos serviços terem sido prestados no estabelecimento da Recorrente não enquadra o serviço prestado como sendo de cessão de mãodeobra. Afirma que a Fiscalização desconsiderou as possibilidades de dispensas de retenção por parte da contratante, para tanto, transcreve a legislação. A Fiscalização agiu de forma errada ao imputar toda a legislação previdenciária de forma aleatória, sem individualizála para cada infração. Fl. 151DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 Sustenta que o próprio STJ entende que, quando comprovado o recolhimento da Contribuição Previdenciária por parte da empresa prestadora de serviços, a tomadora fica afastada da responsabilidade solidária, razão pela qual, é imprescindível que a Fiscalização individualize as contribuições ora cobradas, permitindo que a Recorrente prove a inexistência da infração. Traz jurisprudências. Logo, não há como prosperar a alegação no sentido de que os serviços foram prestados para a Recorrente sob a forma de cessão de mãodeobra, especialmente àqueles prestados pelo laboratório Tommasi e pela Focus Consultores. Do Pedido Ao final requer: anulação do DEBCAD 37.220.1210, para que seja feito um novo lançamento motivado e transparente ou, alternativamente, que os autos sejam baixados em diligência para que a Fiscalização esclareça (i) quais as contribuições que realmente não foram pagas, considerando que a Recorrente é opotante do PAT; (ii) quais valores devem ser considerados para fins de impugnação, diante da existência do contrato de prestação de serviços firmados com a Focus Consultores Independentes LTDA. Cancelamento da autuação porque a empresa cumpriu todos os ditames constitucionais e legais, conforme exposto. Requer a conexão com todos os DEBCAD’s 37.220.1210, 37.220.1237, 37.220.1229, 37.220.1270, 37.220.1288, 37.220.1296, por terem os mesmos fundamentos, período e partes envolvidas. É o relatório. Fl. 152DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15586.000635/200997 Acórdão n.º 2403001.075 S2C4T3 Fl. 5 9 Voto Vencido Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fl. 141, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. PRELIMINARMENTE DAS RUBRICAS NÃO IMPUGNADAS A Recorrente não contestou as rubricas abaixo: PRO – PROLABORE DIRETORES; AGB – ALUGUEL GARANTIA BANDES. Nesse diapasão, no que se referem às rubricas acima, entendese que a Recorrente aceitou os lançamentos, vez que, não houve contestação expressa, nos termos do art. 17 do Decreto n. 70.235/72, verbis: Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. DA RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS A Recorrente entende que não deve constar no Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD a lista dos Sócios CoResponsáveis. O Colendo Supremo Tribunal Federal, em sede de Repercussão Geral, nos termos do art. 543B do CPC, declarou inconstitucional o art. 13 da Lei n. 8.620/93, verbis: DIREITO TRIBUTÁRIO. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. ART 146, III, DA CF. ART. 135, III, DO CTN. SÓCIOS DE SOCIEDADE LIMITADA. ART. 13 DA LEI 8.620/93. INCONSTITUCIONALIDADES FORMAL E MATERIAL. REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO DA DECISÃO PELOS DEMAIS TRIBUNAIS. 1. Todas as espécies tributárias, entre as quais as contribuições de seguridade social, estão sujeitas às normas gerais de direito tributário. 2. O Código Tributário Nacional estabelece algumas regras matrizes de responsabilidade tributária, como a do art. 135, III, bem como diretrizes para que o legislador de cada ente político estabeleça outras regras específicas de responsabilidade tributária relativamente aos tributos da sua competência, conforme seu art. 128. 3. O preceito do art. 124, II, no sentido de que são solidariamente obrigadas “as pessoas Fl. 153DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 expressamente designadas por lei”, não autoriza o legislador a criar novos casos de responsabilidade tributária sem a observância dos requisitos exigidos pelo art. 128 do CTN, tampouco a desconsiderar as regras matrizes de responsabilidade de terceiros estabelecidas em caráter geral pelos arts. 134 e 135 do mesmo diploma. A previsão legal de solidariedade entre devedores – de modo que o pagamento efetuado por um aproveite aos demais, que a interrupção da prescrição, em favor ou contra um dos obrigados, também lhes tenha efeitos comuns e que a isenção ou remissão de crédito exonere a todos os obrigados quando não seja pessoal (art. 125 do CTN) – pressupõe que a própria condição de devedor tenha sido estabelecida validamente. 4. A responsabilidade tributária pressupõe duas normas autônomas: a regra matriz de incidência tributária e a regra matriz de responsabilidade tributária, cada uma com seu pressuposto de fato e seus sujeitos próprios. A referência ao responsável enquanto terceiro (dritter Persone, terzo ou tercero) evidencia que não participa da relação contributiva, mas de uma relação específica de responsabilidade tributária, inconfundível com aquela. O “terceiro” só pode ser chamado responsabilizado na hipótese de descumprimento de deveres próprios de colaboração para com a Administração Tributária, estabelecidos, ainda que a contrario sensu, na regra matriz de responsabilidade tributária, e desde que tenha contribuído para a situação de inadimplemento pelo contribuinte. 5. O art. 135, III, do CTN responsabiliza apenas aqueles que estejam na direção, gerência ou representação da pessoa jurídica e tãosomente quando pratiquem atos com excesso de poder ou infração à lei, contrato social ou estatutos. Desse modo, apenas o sócio com poderes de gestão ou representação da sociedade é que pode ser responsabilizado, o que resguarda a pessoalidade entre o ilícito (mal gestão ou representação) e a conseqüência de ter de responder pelo tributo devido pela sociedade. 6. O art. 13 da Lei 8.620/93 não se limitou a repetir ou detalhar a regra de responsabilidade constante do art. 135 do CTN, tampouco cuidou de uma nova hipótese específica e distinta. Ao vincular à simples condição de sócio a obrigação de responder solidariamente pelos débitos da sociedade limitada perante a Seguridade Social, tratou a mesma situação genérica regulada pelo art. 135, III, do CTN, mas de modo diverso, incorrendo em inconstitucionalidade por violação ao art. 146, III, da CF. 7. O art. 13 da Lei 8.620/93 também se reveste de inconstitucionalidade material, porquanto não é dado ao legislador estabelecer confusão entre os patrimônios das pessoas física e jurídica, o que, além de impor desconsideração ex lege e objetiva da personalidade jurídica, descaracterizando as sociedades limitadas, implica irrazoabilidade e inibe a iniciativa privada, afrontando os arts. 5º, XIII, e 170, parágrafo único, da Constituição. 8. Reconhecida a inconstitucionalidade do art. 13 da Lei 8.620/93 na parte em que determinou que os sócios das empresas por cotas de responsabilidade limitada responderiam solidariamente, com seus bens pessoais, pelos débitos junto à Seguridade Social. 9. Recurso extraordinário da União desprovido. 10. Aos recursos sobrestados, que aguardavam a análise da matéria por este STF, aplicase o art. 543B, § 3º, do CPC. (RE 562276, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Fl. 154DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15586.000635/200997 Acórdão n.º 2403001.075 S2C4T3 Fl. 6 11 Pleno, julgado em 03/11/2010, REPERCUSSÃO GERAL MÉRITO DJe027 DIVULG 09022011 PUBLIC 10022011 EMENT VOL0246102 PP00419 RDDT n. 187, 2011, p. 186 193) (grifo nosso) Assim dispunha o art. 13 da Lei n. 8.620/93, verbis: Art. 13. O titular da firma individual e os sócios das empresas por cotas de responsabilidade limitada respondem solidariamente, com seus bens pessoais, pelos débitos junto à Seguridade Social. Parágrafo único. Os acionistas controladores, os administradores, os gerentes e os diretores respondem solidariamente e subsidiariamente, com seus bens pessoais, quanto ao inadimplemento das obrigações para com a Seguridade Social, por dolo ou culpa. Do julgamento em sede de Repercussão Geral, extraemse as seguintes lições: (i) As Contribuições Previdenciárias estão sujeitas às normas gerais do Direito Tributário; (ii) Para que haja a desconsideração da Personalidade Jurídica da empresa, mister se faz que haja a ocorrência de uma das circunstâncias do art. 135, quais sejam: atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei. No caso em tela, a fiscalização não demonstrou que a Recorrente tenha agido com excesso de poder ou de forma contrária à lei. Logo, demonstrado o apontamento irregular dos CoResponsáveis, a relação constante nas fls. 15/16, deve ser desconsiderada e desentranhada dos autos. DA NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO Alega a Recorrente que a fiscalização apontou diversos dispositivos como infringidos, sem, contudo, individualizálos, contrariando o art. 3o do CTN e cerceando o direito constitucional de defesa, razão pela qual, deveria ser considerada nula. Não há que se falar nulidade, vez que, é possível a perfeita compreensão da autuação, através da análise de todo o Auto de Infração, formado pelas: Instrução para o Contribuinte – IPC; Discriminativo Analítico de Débito – DAD; Discriminativo Sintético de Débito – DSD; Relatório de Lançamentos – RL; Fundamentos Legais do Débito FLD e Relação de Vínculos – VÍNCULOS. DO MÉRITO ALIMENTAÇÃO SEM PAT A Recorrente foi autuada por fornecer alimento in natura, por meio de terceiros, sem estar inscrita no PAT, nos termos da Lei n. 6.321/76. Fl. 155DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 12 A DRJ, no seu r. acórdão, julgou como procedente o lançamento no que se refere a essa autuação, por entender que a inscrição no PAT é condição essencial para que tais verbas possam ser excluídas do conceito de remuneração. Da análise do Relatório Fiscal, especificamente na fl. 57, verificase que a Recorrente chegou a estar inscrita no PAT, porém em período anterior ao fiscalizado, verbis: “O sujeito passivo apresentou comprovante de inscrição no PAT, postado em 30/06/2001 (doc. 001 anexo), documento esse que não é suficiente para comprovar a regularidade no programa durante o ano de 2005” É pacífica a jurisprudência do Colendo STJ, no sentido de que o fornecimento do alimento in natura, mesmo sem a inscrição no PAT, não deve integrar a base de cálculo da Contribuição Previdenciária, verbis: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ALIMENTAÇÃO FORNECIDA PELO EMPREGADOR. PAGAMENTO IN NATURA. NÃO INCIDÊNCIA DA TRIBUTAÇÃO. INSCRIÇÃO NO PAT. DESNECESSIDADE. PRECEDENTES. SÚMULA 83/STJ. 1. Caso em que se discute a incidência da contribuição previdenciária sobre as verbas recebidas a título de auxílio alimentação in natura, quando a empresa não está inscrita no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. 2. A jurisprudência desta Corte pacificouse no sentido de que o auxílioalimentação in natura não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não possuir natureza salarial, esteja o empregador inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. Precedentes: EREsp 603.509/CE, Rel. Ministro Castro Meira, Primeira Seção, DJ 8/11/2004; REsp 1.196.748/RJ, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 28/9/2010; AgRg no REsp 1.119.787/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 29/6/2010. 3. Agravo regimental não provido. (AgRg no AREsp 5.810/SC, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 07/06/2011, DJe 10/06/2011) (grifo nosso) Da análise do recente acórdão, verificase que o Tribunal Superior aplicou a Súmula 83 do STJ, verbis: NÃO SE CONHECE DO RECURSO ESPECIAL PELA DIVERGÊNCIA, QUANDO A ORIENTAÇÃO DO TRIBUNAL SE FIRMOU NO MESMO SENTIDO DA DECISÃO RECORRIDA. Em outras palavras, por ser matéria pacífica, o STJ nem conhece Recursos em sentido contrário. Fl. 156DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15586.000635/200997 Acórdão n.º 2403001.075 S2C4T3 Fl. 7 13 Nesse diapasão, em 20 de dezembro de 2011, a própria ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional editou o Ato Declaratório n. 03/2011 autorizando “a dispensa de apresentação de contestação de interposição de recursos, bem como a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante:“nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento in natura do auxílioalimentação não há incidência de contribuição previdenciária.” Razão pela qual, no que tange se refere ao alimento in natura fornecido por terceiroos, deve o Recurso Voluntário deve ser julgado procedente. DA DESCONSIDERAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA A Recorrente alega que a fiscalização desconsiderou os contratos de prestação de serviço de cessão de mãodeobra firmado com a FOCUS CONSULTORES INDEPENDENTES S/S LTDA., assim como defende a solidariedade da retenção de 11% a título de Contribuição Previdenciária. Ocorre que carece de previsão legal a solidariedade alegada. Ademais, conforme disposição constante no art. 229, § 1o do Decreto n. 3.048/99, abaixo transcrito, caso a fiscalização verifique que o contratado exerce atividade de empregado, pode considerálo como tal. Art. 229. O Instituto Nacional do Seguro Social é o órgão competente para: (...) § 2o Se o Auditor Fiscal da Previdência Social constatar que o segurado contratado como contribuinte individual, trabalhador avulso, ou sob qualquer outra denominação, preenche as condições referidas no inciso I do caput do art. 9º, deverá desconsiderar o vínculo pactuado e efetuar o enquadramento como segurado empregado. (Redação dada pelo Decreto nº 3.265, de 1999) Nesse diapasão, há várias razões para concordar com o procedimento da fiscalização, conforme passa a expor: (i) a fiscalização alegou e provou que a Recorrente e a FOCUS firmaram contrato de prestação de serviço no dia 01/04/2004, porém, essa só veio a ser aberta em 06/04/2004; (ii) A FOCUS só tinha uma segurada, a Sra. Jacqueline Romero Benjamim, que ora estava registrada como Jacqueline Benjamim Scarpelli, conforme PIS n. 123.37698.981; (iii) Tão logo a Sra. Jacqueline Benjamim foi contratada pela Recorrente, em 06/2005, a FOCUS declarou GFIP sem movimentação; Fl. 157DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 14 (iv) Com exceção da NF n. 12, todas as outras, até a n. 29 foram emitidas pela FOCUS, em nome da Recorrente. Diante das razões acima, chegase à conclusão que a fiscalização agiu em consonância com a supracitada legislação ao desconsiderar o contrato firmado e considerar a Sra. Jacqueline Benjamim como empregada, nos termos do art. 12, I, “a” da Lei n. 8.212/91, verbis: Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: I como empregado: a) aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado; Restou configurada a correta autuação da Fiscalização em desconsiderar a pessoa jurídica da Focus e enquadrar a Sra. Jacqueline Benjamim como empregada, deve o lançamento ser mantido no que tange à rubrica “DPJ DESCONSIDERAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA FOCUS”. MULTA DE MORA A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabelece que os débitos referentes a contribuições não recolhidas no prazo previsto em lei, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61, da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, cominelhe penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo), para determinação e prevalência da multa mais benéfica, no momento do pagamento. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Fl. 158DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15586.000635/200997 Acórdão n.º 2403001.075 S2C4T3 Fl. 8 15 CONCLUSÃO Pelo exposto, preliminarmente, voto pelo desentranhamento dos autos da Relação dos CoResponsáveis constante nas fls. 15/16. No mérito dou provimento parcial ao Recurso, para excluir a Contribuição Previdenciária em relação aos valores pagos a título de alimentação in natura fornecida, assim como para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 159DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 16 Voto Vencedor Conselheiro Ivacir Júlio de Souza Designado para redigir o voto vencedor, na forma abaixo, exponho as razões de divergir: ALIMENTAÇÃO SEM PAT FUNDAMENTO RELEVANTE Na condução do voto, o I. Relator observando que : “ A Recorrente foi autuada por fornecer alimento in natura, por meio de terceiros, sem estar inscrita no PAT, nos termos da Lei n. 6.321/76, após fazer exposição de motivos, entendeu que “no que tange se refere ao alimento in natura fornecido por terceiros, deve o Recurso Voluntário deve ser julgado procedente.” Registrou ainda a manifestação do Relator a quo : “ DRJ, no seu r. acórdão, julgou como procedente o lançamento no que se refere a essa autuação, por entender que a inscrição no PAT é condição essencial para que tais verbas possam ser excluídas do conceito de remuneração. Cumpre destacar que a Autoridade Fiscal ao efetuar o lançamento agiu premido pelo comando do então vigente artigo 758 da Instrução Normativa IN/03/2005: “Art. 758. A parcela in natura habitualmente fornecida a segurados da Previdência Social, por força de contrato ou de costume, a título de alimentação, por empresa não inscrita no PAT, integra a remuneração para os efeitos da legislação previdenciária. ” ( grifos de minha autoria) Revogada a IN supra, aduz que a IN 971, na forma dos artigos 498 e 504, enfatizando a necessidade de a empresa estar inscrita no PAT, reiterou aquele comando prevalecendo até o presente: Art. 498. O Programa de Alimentação ao Trabalhador (PAT) é aquele aprovado e gerido pelo Ministério do Trabalho e Emprego, nos termos da Lei nº 6.321, de 1976. (...) Art. 504. A parcela in natura habitualmente fornecida a segurados da Previdência Social, por força de contrato ou de costume, a título de alimentação, por empresa não inscrita no PAT, integra a remuneração para os efeitos da legislação previdenciária. De modo pertinente, entretanto parcialmente, atentanos o I. Relator para o Ato Declaratório n° 03/2011 da ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional onde esta desiste de interpor recursos bem como dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante: Fl. 160DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15586.000635/200997 Acórdão n.º 2403001.075 S2C4T3 Fl. 9 17 “ Nesse diapasão, em 20 de dezembro de 2011, a própria ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional editou o Ato Declaratório n. 03/2011 autorizando “a dispensa de apresentação de contestação de interposição de recursos, bem como a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante:“nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento in natura do auxílio alimentação não há incidência de contribuição previdenciária.” ( grifos de minha autoria) Diante do exposto, é compulsório observar a existência de OUTRO FUNDAMENTO RELEVANTE, qual seja a exigência legal, não revogada, de a empresa estar necessariamente INSCRITA NO PROGRAMA o que não sendo comprovado , como no caso em apreço, implica a constituição do crédito dos valores pagos a este título mediante o lançamento. Neste sentido, é que ouso discordar da conclusão contrária manifestada pelo I. Relator trazendo argumentos divergentes aos seus na forma do acima arrazoado. DA RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS A Recorrente entende que não deve constar no Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD a lista dos Sócios CoResponsáveis, e I. Relator entende que ao Relatório dos CoResponsáveis, nas fls. 15/16, deve ser desconsiderado e desentranhado os autos. Quanto à solicitada exclusão dos coresponsáveis cabe esclarecer que a relação de coresponsáveis, anexada aos autos pela Fiscalização, não tem como escopo incluir os sócios da empresa no pólo passivo da obrigação tributária, mas sim listar todas as pessoas físicas e jurídicas representantes legais do sujeito passivo que, eventualmente, poderão ser responsabilizadas na esfera judicial, na hipótese de futura inscrição do débito em dívida ativa, pois o chamamento dos responsáveis só ocorre em fase de execução fiscal, em consonância com o §3o do artigo 4o da Lei no 6.830/80, e após se verificarem infrutíferas as tentativas de localização de bens da própria empresa. A responsabilização dos sócios somente ocorrerá por ordem judicial nas hipóteses previstas na lei e após o devido processo legal. O débito foi lançado somente contra a pessoa jurídica e, neste momento, os sócios não sofreram restrições em seus direitos. Assim, esta discussão é inócua na esfera administrativa, sendo mais apropriada na via da execução judicial, na hipótese dos responsáveis serem convocados, por decisão judicial, para satisfação do crédito. Ademais, os Relatórios de Coresponsáveis e de Vínculos fazem parte de todos processos como instrumento de informação, a fim de se esclarecer a composição societária da empresa no período do lançamento ou autuação, relacionando todas as pessoas físicas e jurídicas, representantes legais do sujeito passivo, indicando sua qualificação e período de atuação. Cumpre observar que não se trata aqui da responsabilidade tributária de terceiros prevista no art.135, III, CTN, resultante de atos praticados pelos coresponsáveis e Fl. 161DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 18 representantes legais da pessoa jurídica de direito privado, com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos, pois nestes casos há a necessidade de prova dos atos ilegais praticados por eles, que poderá ocorrer em sede de execução fiscal. Como no presente caso não se esta atribuindo responsabilidade solidária aos sócios, os mesmos não foram intimados pessoalmente do presente Auto de Infração de Obrigação Acessória. Por fim, entendo que a indicação dos coresponsáveis não representa nenhum vício na NFLD do presente caso, motivo pelo qual entendo que não seja caso de nulidade nem de exclusão do documento de autuação. É como voto. Ivacir Júlio de Souza Fl. 162DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 13637.001015/2008-16
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/02/2004 a 31/01/2007
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO OBRIGAÇÃO
PRINCIPAL CONTRIBUIÇÃO DO PRODUTOR RURAL PESSOA
FÍSICA INCONSTITUCIONALIDADE
Considerando que a fundamentação legal para a exação em questão está prevista no art.25, incisos I e II da Lei n 8.212/91 e que esses dispositivos foram reconhecidos como inconstitucional pelo STF no RE 596.177/RS, a responsabilidade da empresa adquirente de produção rural adquirida de pessoa física também desaparece, razão pela qual o AIOP não poderá prosperar.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2403-001.052
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso.
Nome do relator: PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 23 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201202
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2004 a 31/01/2007 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO OBRIGAÇÃO PRINCIPAL CONTRIBUIÇÃO DO PRODUTOR RURAL PESSOA FÍSICA INCONSTITUCIONALIDADE Considerando que a fundamentação legal para a exação em questão está prevista no art.25, incisos I e II da Lei n 8.212/91 e que esses dispositivos foram reconhecidos como inconstitucional pelo STF no RE 596.177/RS, a responsabilidade da empresa adquirente de produção rural adquirida de pessoa física também desaparece, razão pela qual o AIOP não poderá prosperar. Recurso Voluntário Provido
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 13637.001015/2008-16
anomes_publicacao_s : 201202
conteudo_id_s : 4896664
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Apr 18 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-001.052
nome_arquivo_s : 2403001052_13637001015200816_201202.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
nome_arquivo_pdf_s : 13637001015200816_4896664.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
id : 4749781
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 23 09:37:36 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1730891387642052608
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1608; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 168 1 167 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13637.001015/200816 Recurso nº 999.999 Voluntário Acórdão nº 240301.052 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 8 de fevereiro de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA Recorrente LATICINIOS PACHECO BATISTA INDUSTRIA & COMERCIO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2004 a 31/01/2007 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO OBRIGAÇÃO PRINCIPAL CONTRIBUIÇÃO DO PRODUTOR RURAL PESSOA FÍSICA INCONSTITUCIONALIDADE Considerando que a fundamentação legal para a exação em questão está prevista no art.25, incisos I e II da Lei n 8.212/91 e que esses dispositivos foram reconhecidos como inconstitucional pelo STF no RE 596.177/RS, a responsabilidade da empresa adquirente de produção rural adquirida de pessoa física também desaparece, razão pela qual o AIOP não poderá prosperar. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Fl. 172DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marthius Sávio Cavalcante Lobato, Cid Marconi Gurgel de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 173DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 13637.001015/200816 Acórdão n.º 240301.052 S2C4T3 Fl. 169 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário, às fls. 145 a 166, apresentado contra Acórdão nº 0926.470 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Juiz de Fora MG, fls. 131 a 141, que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação principal, AIOP – Auto de Infração de Obrigação Principal nº. 37.194.9092, com ciência da Recorrente em 24.12.2008, às fls. 01, com valor consolidado de R$ 1.180,97 (um mil, cento e oitenta reais e noventa e sete centavos). O crédito previdenciário se refere às contribuições previdenciárias destinadas à Seguridade Social correspondentes à contribuição sobre aquisição de produção rural de produtor rural pessoa física, cuja obrigação de recolhimento é da empresa adquirente, e diferença de acréscimo legal (juros e multa). O Relatório Fiscal, às fls. 30 a 35, observa que: 3. A empresa Laticínios Pacheco Batista Indústria e Comércio Ltda. adquiriu produção rural leite cru, de diversos produtores rurais pessoas físicas, o que se constitui em fato gerador da contribuição previdenciária. 3.1. Compulsando os documentos e livros apresentados foi constatado que os valores correspondentes à aquisição de produtos rurais (leite cru) tal como informados (após início da ação fiscal) pelo sujeito passivo na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia Tempo de Serviço e informações a Previdência Social — GFIP, não foram recolhidos na sua integralidade. O recolhimento das contribuições advindas de tal fato gerador obriga o adquirente na qualidade de subrogado no cumprimento das obrigações dos produtores, conforme art. 1° e 2° da Lei 8.540, de 22/12/1992, art. 11 inciso II, art. 15 inciso I, art. 25, incisos I e II, § 3°, art. 30 incisos III e IV (na redação dada pela Lei 9.528 de 10/12/1997) da Lei 8.212 de 24 de julho de 1991. Também recolheu a menor juros e multa conforme demonstrado no Discriminativo Analítico do Débito — DAD e no DAL Diferença de Acréscimos Legais. 3.2. Portanto, o presente lançamento quanto à comercialização da produção rural (leite cru) corresponde à competência 04/2004 na sua integralidade e quanto às demais competências tratase de valores recolhidos a menor. Segundo ainda o Relatório Fiscal, às fls. 31 a 35, no decorrer da ação fiscal foram analisados os seguintes livros e documentos: a) livros registro de empregados; b) livros registro de entradas n° 04 e 05; Fl. 174DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 4 c) folhas de pagamento, rescisões de contrato de trabalho, aviso prévio, recibo de férias e recibos individuais de pagamento; d) documentos pertinentes ao Salário Família; e) GFIP Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social; f) Notas fiscais de entrada; Em relação à base de cálculo e alíquotas aplicadas, o Relatório Fiscal, às fls. 31 a 35, apresenta: 1. A base de cálculo (valor da comercialização) por produtor rural, foi determinada com base nas informações obtidas através do confronto dos seguintes documentos: a) Notas fiscais de entradas n° 04 e 05; b) Livros registros de entradas de mercadorias; C) Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia Tempo de Serviço e informações a Previdência Social — GFIP (informada após inicio da ação fiscal). 2. As alíquotas aplicadas foram: a) 2,0% sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção rural; e b) 0,1% para financiamento das prestações por acidente do trabalho; Foi emitido o TIPF – Termo de Início de Procedimento Fiscal – TIPF, às fls. 36 a 37, contendo o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 0610400.2008.01171. O período objeto da AIOP, conforme o Relatório Discriminativo Sintético de Débito DSD, às fls. 08, é de 02/2004 a 01/2007. A Recorrente teve ciência da AIOP no dia 24.12.2008, conforme fls. 01. Contra a autuação, a Recorrente apresentou impugnação tempestiva, de fls. 76 a 91, com Anexo às fls. 92 a 129. Após análise dos autos, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Juiz de Fora MG emitiu o Acórdão nº 0926.470 5ª Turma, fls. 131 a 141, julgando procedente a autuação e mantendo a multa aplicada, conforme a Ementa a seguir: Acórdão 0926.470 5' Turma da DRJ/JFA Sessão de 08 de outubro de 2009 Fl. 175DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 13637.001015/200816 Acórdão n.º 240301.052 S2C4T3 Fl. 170 5 Processo 13637.001015/200816 Interessado LATICÍNIOS PACHECO BATISTA INDÚSTRIA COMÉRCIO LTDA CNPJ/CPF 04.071.229/000178 Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/10/2003 a 31/10/2003, 01/12/2003 a 31/01/2004, 01/03/2004 a 31/08/2005, 01/10/2005 a 31/12/2005. Ementa: AUTO DE INFRAÇÃO. OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. AQUISIÇÃO DE PRODUÇÃO RURAL. SUBROGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO 1 DO PRODUTOR RURAL PESSOA FÍSICA PARA 0 FPAS E PARA 0 FINANCIAMENTO DOS BENEFÍCIOS DECORRENTES DOS RISCOS AMBIENTAIS DO TRABALHO (RAT). DIFERENÇAS i .:.DE ACRÉSCIMOS LEGAIS. DECLARADAS EM GFIP APÓS 0 INÍCIO DA AÇÃO FISCAL. PRODUÇÃO DE PROVAS. DEPOIMENTO PESSOAL. IMPUGNAÇÃO TEMPESTIVA E IMPROCEDENTE. CRÉDITO TRIBUTÁRIO PREVIDENCIÁRIO MANTIDO. A contribuição do empregador rural pessoa física, em substituição à contribuição de que tratam os incisos I e II do art. 22, e a do segurado especial, referidos, respectivamente, na alínea "a" do inciso V e no inciso VII do art. 12 desta Lei, destinada à Seguridade Social, é de: 2% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção e mais 0,1% da receita bruta proveniente da mesma comercialização da sua produção' para o financiamento das prestações por acidente do trabalho (art. 25 da lei 8212/1991). A empresa adquirente, consumidora ou consignatária ou a cooperativa são obrigadas a recolher a contribuição de que trata o art. 25 até o dia dez do mês subseqüente ao da operação de venda ou consignação da produção, independentemente de estas operações terem sido realizadas diretamente com o produtor ou com intermediário pessoa física, na forma estabelecida em regulamento (art. 30, III da lei 8212/1991). A empresa adquirente, consumidora ou consignatária ou a cooperativa ficam subrogadas nas obrigações da pessoa física de que trata a alínea "a" do inciso V do art. 12 e do segurado especial pelo cumprimento das obrigações do art. 25 desta Lei, independentemente de as operações de venda ou consignação terem sido realizadas diretamente com o produtor ou com intermediário pessoa física. Constatado o não recolhimento total ou parcial das contribuições tratadas nesta Lei, não declaradas na forma do art. 32 desta Lei, a falta de pagamento de beneficio reembolsado ou o descumprimento de obrigação acessória, será lavrado auto Fl. 176DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 6 de infração ou notificação de lançamento. (art. 37 da lei 8212/1991 com nova redação da Lei 11.941/2009 e MP 449/2008). No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade (art. 26A do decreto 70.235/1972, na redação da lei 11.941/2009). Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Acórdão Acordam os membros da 5' Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, julgar improcedente a impugnação e manter integralmente o crédito tributário previdenciário exigido. Intimese. É facultado ao contribuinte a interposição de recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF do Ministério da Fazenda, no prazo de 30 (trinta) dias, da ciência (art. 33 do decreto 70.235/1972). Encaminhese a ARF Barbacena para o prosseguimento de estilo. Sala de Sessões, em 08/10/2009. Inconformada com a decisão, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, fls. 145 a 166, na qual alega em síntese que: Em sede preliminar. (i) Do cerceamento de defesa – vícios formais A demonstração do conjunto probatório deve ser elaborado e posto nos autos de tal forma que permita ao contribuinte exercer o mais amplo direito de defesa, pois assim lhe assegura a Constituição Federal, ao estabelecer em seu Artigo 5°, LV. Incontestável o cerceamento de defesa decorrente da forma em que as imputações são lançadas no Auto de Infração, mesmo porque nosso direito não contempla a prova negativa. Não se pode inverter o ônus da prova. As imprecisões antes destacadas, às quais se soma outras mais, prejudicam o completo exercício de defesa da Impugnante. Fl. 177DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 13637.001015/200816 Acórdão n.º 240301.052 S2C4T3 Fl. 171 7 (ii) Da remissão do crédito – aplicação do art. 14, Lei 11.941/2009 Prevê a lei n° 11.941, de 27 de maio de 2009, no artigo em que trata da remissão de créditos tributários: Art. 14. Ficam remitidos os débitos com a Fazenda Nacional, inclusive aqueles com exigibilidade suspensa que, em 31 de dezembro de 2007, estejam vencidos há 5 (cinco) anos ou mais e cujo valor total consolidado, nessa mesma data, seja igual ou inferior a R$ 10.000,00 (dez mil reais). § 1º O limite previsto no caput deste artigo deve ser considerado por sujeito passivo e, separadamente, em relação: I — aos débitos inscritos em Divida Ativa da Unido, no âmbito da ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional, decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art 11 da Lei n° 8.212, de 24 de julho de 1991, das contribuições instituídas a titulo de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos; II — aos demais débitos inscritos em Divida Ativa da Unido, no âmbito da ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional; III — aos débitos decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art 11 da Lei n 8.212, de 24 de julho de 1991, das contribuições instituídas a titulo de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil; e IV — aos demais débitos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Pois bem, como já dito, a presente autuação relativa a obrigação principal remonta ao valor de R$ 1.180.97(mil cento e oitenta reais e noventa e sete centavos) devidamente atualizados, sendo certo que se encontra inserto dentro dos requisitos elencados pelo supracitado artigo de Lei, afigurandose plenamente possível a remissão de tais créditos. (iii) Do reconhecimento de inconstitucionalidade em sede administrativa – da multa e dos juros. A aplicação de multas moratórias com caráter confiscatório viola frontalmente o disposto no art. 150, IV, da Constituição da República. Observese que a questão atinente ao efeito confiscatório guarda estreita relação com o principio da capacidade contributiva e da proporcionalidade, porquanto, sua imposição em patamares Fl. 178DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 8 elevados e irracionais gerará a impossibilidade ou grande dificuldade de desembolso pecuniário por parte do contribuinte, afetando ainda a proporcionalidade que deve permear toda a atuação fazendária. A imposição da multa confiscatória ofende a livre iniciativa licita e a atividade do Autuado, por cercearlhe o direito de exercêlas, nos termos dos artigos 5 º, inciso XIII e 170, caput, ambos da Constituição Federal de 1988. Neste mesmo ensejo, cumpre lembrar que não há nem nunca houve a suposta infringência ou descumprimento de obrigações legais, não havendo o porquê fixarse suposto crédito tributário assaz elevado, cominando multas descabidas e cobrandose valores inexistentes supostamente devidos. Do Mérito. (iv) Da responsabilidade pelo pagamento – produtor rural pessoa física. Portanto, o responsável pelo pagamento é o produtor rural pessoa física, descabendo falarse em responsabilização da pessoa jurídica adquirente. Não fosse isso, o Congresso Nacional, ao aprovar a lei sobre o Plano de Custeio da Seguridade Social — Lei 8.212191, o fez contrariando limitações estabelecidas pelo § 40 do art. 195 e art. 154, I, da Constituição Federal, e fez revigorar, sem fundamento constitucional, contribuição que já havia sido extinta pela lei 7.787189, sendo certo que as contribuições previdenciárias sobre comercialização da produção rural não foram recepcionadas pela Carta Magna, por não se enquadrarem nas hipótese do art. 195 em combinação com necessária observância do disposto no seu § 4 º (que faz remissão ao art. 154, inc. 1) por já estarem, inarredavelmente, esgotadas todas as fontes para o financiamento da Seguridade Social, não sendo exigível a presente exação, razão pela qual improcede o presente Auto de Infração. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, fls. 167. É o Relatório. Fl. 179DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 13637.001015/200816 Acórdão n.º 240301.052 S2C4T3 Fl. 172 9 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 167. Avaliados os pressupostos, passo para as questões preliminares. DAS PRELIMINARES (i) Da inconstitucionalidade do art. 25, I, Lei 8.212/1991 – decisão do STF no RE 596.177/RS A contribuição do empregador rural pessoa física que deve incidir sobre a comercialização da produção rural encontra fundamento legal no art.25, da Lei n 8.212/91, in verbis: Art. 25. A contribuição do empregador rural pessoa física, em substituição à contribuição de que tratam os incisos I e II do art. 22, e a do segurado especial, referidos, respectivamente, na alínea a do inciso V e no inciso VII do art. 12 desta Lei, destinada à Seguridade Social, é de: (Redação dada pela Lei nº 10.256, de 2001). I 2% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). II 0,1% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção para financiamento das prestações por acidente do trabalho. Fl. 180DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 10 A contribuição incidente sobre a produção rural tem como responsável pelo pagamento a empresa adquirente da produção, conforme determinação da Lei n 8.212/91: Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas: (Redação dada pela Lei n° 8.620, de 5.1.93) (...) III a empresa adquirente, consumidora ou consignatária ou a cooperativa são obrigadas a recolher a contribuição de que trata o art. 25 até o dia 20 (vinte) do mês subseqüente ao da operação de venda ou consignação da produção, independentemente de essas operações terem sido realizadas diretamente com o produtor ou com intermediário pessoa física, na forma estabelecida em regulamento. Entretanto, recente julgado do Supremo Tribunal federal – STF decidiu pela inconstitucionalidade do art.1º da Lei n 8.540/1992, que deu nova redação ao art. 25 da Lei 8.212/91. Na ocasião, o Recurso Extraordinário RE 596.177/RS, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, tinha como discussão a afronta direta do art.25 da Lei n 8.212/91 à Carta Magna, considerando que referida contribuição não tinha fundamento de validade na Constituição Federal, tendo em vista que sua criação ocorreu mediante lei ordinária, não obedecendo preceito constitucional elencado no art.195, parágrafo 4 combinado com o art.154, I. O Ministro Relator decidiu pela inconstitucionalidade do art.1o da Lei 8.540/92, que deu nova redação ao 25, I e II, da Lei n 8.212/91, conhecendo e dando provimento ao apelo extraordinário, acolhendo assim a tese da parte Recorrente de ser necessária, para a instituição e cobrança da contribuição do art.25 da Lei n 8.212/91, uma lei complementar em respeito ao art.195, parágrafo 4 da Constituição Federal. Desse modo, considerando que a fundamentação legal para a exação em questão está prevista no art.25, incisos I e II da Lei n 8.212/91 e que esses dispositivos foram reconhecidos como inconstitucional pelo STF no RE 596.177/RS, a responsabilidade da empresa adquirente de produção rural adquirida de pessoa física também desaparece, razão pela qual o AIOP não poderá prosperar. Fl. 181DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 13637.001015/200816 Acórdão n.º 240301.052 S2C4T3 Fl. 173 11 CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso, para DARLHE PROVIMENTO. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 182DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10830.005231/2007-75
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/1998
PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS EXIGIDOS PELA FISCALIZAÇÃO EM RELAÇÃO AO PERÍODO DECAÍDO. NÃO INCIDÊNCIA.
Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal, sendo irrelevante a análise do critério quando o lançamento for atingido pela decadência, seja do art.
150, § 4º, seja do art. 173, I do CTN.
Não constitui infração, nos termos do arts 33, §§ 2o e 3o da Lei 8.212/91, c/c os arts. 232 e 233, parágrafo único do Decreto n. 3.048/99, deixar de apresentar à Fiscalização documentação referente a período decaído.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2403-001.044
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso.
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
dt_index_tdt : Sat Apr 23 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201202
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/1998 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS EXIGIDOS PELA FISCALIZAÇÃO EM RELAÇÃO AO PERÍODO DECAÍDO. NÃO INCIDÊNCIA. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal, sendo irrelevante a análise do critério quando o lançamento for atingido pela decadência, seja do art. 150, § 4º, seja do art. 173, I do CTN. Não constitui infração, nos termos do arts 33, §§ 2o e 3o da Lei 8.212/91, c/c os arts. 232 e 233, parágrafo único do Decreto n. 3.048/99, deixar de apresentar à Fiscalização documentação referente a período decaído. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10830.005231/2007-75
anomes_publicacao_s : 201202
conteudo_id_s : 4896608
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Apr 18 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-001.044
nome_arquivo_s : 2403001044_10830005231200775_201202.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
nome_arquivo_pdf_s : 10830005231200775_4896608.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
id : 4749773
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 23 09:37:35 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1730891387651489792
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1788; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 1 1 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10830.005231/200775 Recurso nº 000.000 Voluntário Acórdão nº 240301.044 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 07 de fevereiro de 2012 Matéria LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente INTERCUF INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/1998 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS EXIGIDOS PELA FISCALIZAÇÃO EM RELAÇÃO AO PERÍODO DECAÍDO. NÃO INCIDÊNCIA. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal, sendo irrelevante a análise do critério quando o lançamento for atingido pela decadência, seja do art. 150, § 4º, seja do art. 173, I do CTN. Não constitui infração, nos termos do arts 33, §§ 2o e 3o da Lei 8.212/91, c/c os arts. 232 e 233, parágrafo único do Decreto n. 3.048/99, deixar de apresentar à Fiscalização documentação referente a período decaído. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Fl. 77DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 14/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Júlio de Souza e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 78DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 14/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10830.005231/200775 Acórdão n.º 240301.044 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório Tratase de Auto de Infração – AI (DEBCAD n. 37.088.2806), consolidado em 25/06/2007, cuja notificação ocorreu em 26/06/2007 (fl. 19), lavrado em face da INTERCUF INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA, no valor de R$ 11.951,21 (onze mil, novecentos e cinquenta e um reais e vinte e um centavos), por ter a Recorrente deixado de apresentar à Fiscalização Folhas de Pagamento de todos os segurados em relação ao período compreendido entre 01/1997 a 12/1998, assim como as relativas aos 13os. Com essa atitude, a Recorrente infringiu o disposto no art. 33, parágrafos 2o e 3o da Lei n. 8.212/91 c/c os arts. 232 e 233, parágrafo único do Decreto n. 3.048/99, vigentes há época. Em decorrência da citada infração, com base nos arts. 92 e 102 da Lei n. 8.212/91, foi aplicada multa prevista no art. 283, II, “j” e art. 373 do Decreto n. 3.048/99, atualizada pela Portaria MPAS n. 142 de 11/04/2007. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento que se consolidou em 26/06/2007, a Recorrente apresentou, tempestivamente, Impugnação de fls. 20/36. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da Recorrente, a 6a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Belo Horizonte (MG) – DRJ/BHE, prolatou o Acórdão n° 0217.639, de fls. 47/51, mantendo procedente o lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, verbis: “ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/1998 AUTO DE INFRAÇÃO. DEIXAR DE EXIBIR FOLHAS DE PAGAMENTO. APLICAÇÃO DE MULTA. Constitui infração à legislação previdenciária, deixar a empresa de exibir à Fiscalização os documentos solicitados, necessários à verificação de sua situação perante a Seguridade Social. Lançamento Procedente” DO RECURSO Inconformada, a Recorrente interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário de fls. 54/70, com os seguintes argumentos: Fl. 79DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 14/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 CERCEAMENTO AO DIREITO DO EXERCÍCIO DA AMPLA DEFESA Sustenta a Recorrente que a Fiscalização fez um lançamento genérico, sem demonstrar a origem e natureza da contribuição, impedindo a identificação da obrigação inadimplida. Com essa atitude, infringiu o princípio da legalidade, impossibilitando o exercício da ampla defesa administrativa. Traz legislação para fundamentar o alegado. DA DECADÊNCIA DO DIREITO DE CONSTITUIR CRÉDITO E IMPOR SANSÕES A Recorrente conceitua “decadência”, conceitua o lançamento por homologação e conclui que a contribuição previdenciária deve seguir a regra do art. 150, parágrafo 4o do CTN, que tem a contagem do prazo iniciada com a ocorrência do fato gerador e se finda 5 (cinco) anos depois. Defende a natureza tributária das Contribuições Previdenciárias, assim como a inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei n. 8.212/91. Traz jurisprudências e a Súmula Vinculante n. 8 (que declarou inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5o do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário), para fundamentar o alegado. DA PRESCRIÇÃO A Recorrente destaca o trecho do Relatório Fiscal que traz o período compreendido entre 01/1997 a 12/1998 como abrangido pela fiscalização e conclui que o prazo para imposição de penalidade deve seguir o prazo da obrigação principal, sendo nula a imposição da multa. DA CORESPONSABILIDADE A Recorrente impugna o apontamento dos coresponsáveis pelo lançamento através dos relatórios CORESP e VÍNCULOS, sob o argumento de que só era possível atribuir responsabilidade pessoal aos diretores se estivesse provado que eles agiram com dolo ou culpa, nos termos do arts. 135, III e 145 do CTN; art. 158 da Lei n. 6.404/76, que rege as Sociedades Anônimas, art. 293 do RPS. Traz jurisprudência para fundamentar sua tese. Ao final requer seja declarado nulo o lançamento. É o relatório. Fl. 80DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 14/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10830.005231/200775 Acórdão n.º 240301.044 S2C4T3 Fl. 3 5 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fl. 71, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. PRELIMINARMENTE DECADÊNCIA O Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária de 12 de Junho de 2008, aprovou a Súmula Vinculante nº 8, nos seguintes termos: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Referida Súmula declara inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que impõem o prazo decadencial e prescricional de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias, o que significa que tais contribuições passam a ter seus respectivos prazos contados em consonância com os artigos 150, § 4º, 173 e 174, do Código Tributário Nacional: CTN Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; Fl. 81DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 14/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 De acordo com o art. 103A, da Constituição Federal, a Súmula Vinculante nº 8 vincula toda a Administração Pública, inclusive este Colegiado: CF/88 Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal, poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder a sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. In casu, como se trata de contribuições sociais previdenciárias que são tributos sujeitos a lançamento por homologação, contase o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, caso se verifique a antecipação de pagamento (mesmo que parcial) ou, nos termos do art. 173, I, do CTN, quando o pagamento não foi antecipado pelo contribuinte. O período de apuração compreendeu as competências de 01/1997 a 12/1998. A notificação ocorreu em 26/06/2007. Logo, o prazo decadencial ocorreu em relação ao período compreendido entre: 01/1997 a 12/1998, independente do critério adotado, seja nos termos do art. 150, § 4º do CTN, seja nos termos do art. 173, I do CTN. A autuação se deu pela não apresentação à Fiscalização das Folhas de Pagamentos de todos os segurados para o período de 01/1997 a 12/1998. Nesse diapasão, a Recorrente não estava obrigada a apresentar uma documentação referente ao período decaído. A Jurisprudência desta 3a Turma Ordinária já segue esse entendimento, conforme se constata na ementa e no trecho do voto do Relator, o Dr. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, acompanhado de forma unânime pelos demais conselheiros, no Proc. n. 13856.000181/200730, votado em 08/07/2012, abaixo transcritos, verbis: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/2000 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA PERÍODO ATINGIDO PELA DECADÊNCIA QÜINQÜENAL SÚMULA VINCULANTE STF N° 8. (...) No presente caso, o Auto de Infração, cuja ciência pela recorrente se deu em 22.05.2007, foi lavrado em função de descumprimento de obrigação legal acessória de deixar de apresentar à fiscalização diversos documentos, dentre os quais, Livros Diário e Razão, Folhas de Pagamento, Notas Fiscais de Serviço e Livros de Registro de Empregados; todos esses documentos estão relacionados ao período fiscalizado de 01/1997 a 12/2000. (...) Fl. 82DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 14/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10830.005231/200775 Acórdão n.º 240301.044 S2C4T3 Fl. 4 7 RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4a Câmara / 3a Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso acatando a tese de decadência total do crédito tributário por qualquer critério contido no CTN. (...) Não obstante o ensejo de se cotejar o presente AI n° 37.049.316 8, com a correlata NFLD, verificase, da análise dos autos às fls, 01, que a cientificação do Auto de Infração pela recorrente se deu em 22.05.2007 e este autodeinfração foi lavrado devido a recorrente ter deixado de apresentar à fiscalização Livro Diário, Livro Razão, Folhas de Pagamento, Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social GFIP, Guia de Recolhimento Rescisório do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações Previdência Social GRFP, Notas Fiscais de Serviços, Livro de Registro de Empregados, Recibos e fichas de salário maternidade e atestados médicos e termos de responsabilidade e fichas de saláriofamília; todos esses documentos estão relacionados ao período fiscalizado de 01/1997 a 12/2000, conforme o descrito no Termo de Encerramento da Ação Fiscal TEAF às fls. 26. Dessa forma, constatase que já se operara a decadência do direito de constituição do Auto de Infração, tanto nos termos do artigo 150, § CTN, quanto nos termos do artigo 173, 1, do CTN (posto que, em relação à competência 12/2000, a cientificação do Auto de Infração deveria ter ocorrido até 01/2007, inclusive). CONCLUSÃO Ante o exposto, dou provimento ao recurso para aplicar a decadência quinquenal por quaisquer dos critérios. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 83DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 14/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10711.001814/89-59
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Dec 05 00:00:00 UTC 1991
Numero da decisão: 301-00.769
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à BEFIEX, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgamento.
Nome do relator: FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat May 21 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 199112
turma_s : Primeira Câmara
numero_processo_s : 10711.001814/89-59
conteudo_id_s : 6605730
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon May 16 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-00.769
nome_arquivo_s : Decisao_107110018148959.pdf
nome_relator_s : FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO
nome_arquivo_pdf_s : 107110018148959_6605730.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à BEFIEX, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgamento.
dt_sessao_tdt : Thu Dec 05 00:00:00 UTC 1991
id : 9332513
ano_sessao_s : 1991
atualizado_anexos_dt : Sat May 21 11:22:37 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1733434706507071488
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 30100769_107110018148959_199112; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-09-12T17:26:20Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 30100769_107110018148959_199112; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 30100769_107110018148959_199112; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-09-12T17:26:20Z; created: 2017-09-12T17:26:20Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2017-09-12T17:26:20Z; pdf:charsPerPage: 901; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-09-12T17:26:20Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDATERCEIRO CON8EUHOilE~CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA mfc Sessão de __º5 <:l_~ <:l_~_:z_E!1lll:>!_91e19_~_~ _• , Recurso n.o Recorrente Recorrid ACORDÃO N_' _ 111.811 - Proc. n2 10711-001814/89-59 FIAT ALLIS LATINO AMERICANA S/A IRF - Porto ~ RJ • R E S O L U ç Ã O Nº 301-0.769 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Tercéirol- CO!! selho de Contribúintes, por unanimidade de votos, em converter o ju~ gamento em diligê~cia à BEFIEX, na forma do relatório e voto que pa~ sam a integrar o presente julgamento. Brasília- ., 5 de dezembro de 1991: • , ITAMA RA /-,-- d.~. " -- -IF1WSTO FREITAS COSTA - Presidente •••• A () Jí) -'-- E CA~i; - Relator - Proc. da Faz. Nacional • • VISTO EM SESSÃO DE: 27 MAR 1992 'Participaram ainda do presente julgamento os seguintes Conselheiros: Flávio Antônio Queiroga Mendlovitz, Wlademir Clovis Moreira, Sandra Míriam de Azevedo Mello (Suplente), João Baptista Moreira e Luiz An- tônio Jacques. Ausentes os Conse1heiros,José Theodoro Mascarenhas Men ck e Ivar Garotti . ., MEFP - .TERCEIRO C9NSELHO DE CONTRIBUINTES - PRIMEIRA cÂMARA RECURSO N~ l"l1,'8lr':: .~ESOLUÇXO N~'301-0.769 RECORRENTE : FIAT ALLIS LATINO AMERICANA S/A ...•__ ltE:q)-"~,ªID.A._..IRF -= Porto - RJ . . .RELATOR : FAUTO FRÉITAS 'ôÉ CASTRONETO .....-.:..'._0. - . _. "I" _ ,' __ • RELATÓRIO--------- Adoto o relatório que infornou a decisão recorrida, nos seguintes termos: 'lU..!!;.' r.111 . o ul'llrados nos illljlool,oo lJ\lC! - .Çk;., FIAT ALLIS LATINOAMERICANAS.A., através da Declaração de Impo! tação(DI) nº 1477/89(fls. 02/30), submeteu a despacho peças sobressalentes ,'ara motoniveladoras, marca FIAT ALJ,IS, ao amparo das Guias de Importação I :GI) n9s. 33-88/2166-3 e 33-88/3G7')-0(fls. 33/46), solicitulldo, l'uru as l 'ldições 03 a 25, isenção dos tributos, com base nos Decretos - leis n9.8. l219/72 e 2434/88 - art. 10, inciso I e Certificado BEFIE'JCnº 74/80. . Em ato de Conferência documental verificou o Auditor J!'iscul de :üc;nado que a GI foi emiti.da com o código de aplicação de mercadoria 30-2-;- .~a revenda, e portanto, scr incabivel o reconhecimento da isenção plei - ~ada, exigindo, em conseqt\.êl1cia, do im!'ortador o recolhimento dos tribu - ros!. com os acréscimos legais, através de Declaração Complementar de Impo! I:açao(DCI) •_ A • • I Nao tc~'lo sido atcndida a exigencia(~ls. 02-ver~0), fo~ lavrado'j Auto de Infraçao n9. 204/89( fl. ,1), para eXJ.g~r o recolh~mento do Imposto le Importação(II) e. do Imposto sobre Produtos Industrializados(IPI), além los encargos legais cabíveis. Devidamente intimada(fls. 59), a autuada, tempestivamente, apre- 'j3entou imllUgnação(fls. 60/67), alegando que: , a) a Comissão para Concessão de Benefícios Fiscais a Programas • lsspeciais de Exportação-BEFIEX é o único. órgão competente para a conce~ .ôão e efetivação do benefíCio fiscal"da isenção para empresas com Programa IEspecial de Exportação, não cabendo à Secretaria da Receita Federal proce- der 11 cxiG~c in :I:orm:.l1il';ud!lutruVI~<3.(lo auto de_infl'açrio, ora em jlllr;';:.n~Clll, o; b)~ autuada e benefic~ar~a de ~sel1çuo, nos termos do Cel'I,J.IJ.cu- ) BEFIEXnº 74/80, Termo de Aprovação nº 19/80 e Aditivo nº 040/82(fls. ' ,}/81), tudo de conformidade com o Decreto-lei nº 1219/72, reconfirmado r:'~ .!.? D,:c:r:eto-lei nº 204/138; '. c) a isenção postulada é um direito j{'~dq~irido llela impugnan- :t e e não está vinculada a sua qualidade de iJnportadora, mas, somente, ao seu lTograma Especial de Exportação, já aprovado; d) o simples fato' de a GI ter sido emitida. com o código de u,l'li cação da mercadori.a 30-2-para revenda não descaracterizo. o beneficio fis cal da isenção, pois a empresa poderá dar às peças i.mportadas o destino ' que lhe allrOUVerj . e) outras imllortações idênticas à presente, inclusive uma delas ao amparo da mesma GI ora em causa, forma aceitas por esta Inspetoria sem questionamento(cópia às fls. 43/86) j f) houve' erro substancial no Auto de Infração, quando da descri ção dos fatos(quadro 10), uma vez que somente parte das mercadorias cons: tantes da DI 1477/89 e amparadas pela GI 3388/3675-0 são objeto de isen - ção, enquanto que as demais, mnparadas pela GI nº 3388/2166-3, não estão amparadas com o referido lJenefí.cio j g) ficam illll\ugnaJos e cOlJtesl;ados os valores uros ') () G do Aul;o dl: IUrl'UÇÜO Jln 204/1\9, quc cxir;iL'tlJIJ ram recolJlidos. • • • • • • • Rec.: 111. 811 Rés.: 301-0.769 Na répiica( fls'. Ú~"7/i29l, oaütuantEi- propôs"ü lliariü"feúçãõ"à.õ -:i:ei to,argum~ntando que: a) a GI traz no seu quadro 34 a pretensão do importador de en Quadrar a operação no Decreto-lei 1219/72 e Certificado BEFIEX n2 74/80, t valendo ressaltar que este Certificado teve sua allrovaçãonos termos e limites do citado Decreto-lei; b) para beneficiar-se da isenção a empresa deve habilitar-se ex. pressa e especificamente, ser fabricante de manufaturados e ter Programa Especial de Exportação, o que vincula o benefício à qualidade do j.mporta- dor(arts. 12 e 22 do DL 1219/72); c) cabe à BEFIEX opinar conclusivamente, quanto à concessão de tais benefícios fiscais(art. 62 do DL 1219/72); d) a presente importação, cujas mercadorias se destj.namà reve.!} da, não se enquadra nas condições estabelecidas IJaraa concessão do bene- fíCio pleiteado, uma vez que contraria o disposto no art. 137 do R.A.,que ~evê o pagamento do imposto nos casos de transferência de propriedade I ,. uso dos bens. ~ Foi autorizado pela Sra. Inspetora(fls. 129-v) o desembaraço da 1I('ro",,<1oril1,n08 L erlllosda ,Portaria Ministerial nº 3119/76,lllcdiall[;eussiJ,a m'a de termo de reSIJOnsabilidade com fiança bancária(fls. 131) •_. _.- -- . _.--_._- . - - ._-_. ---- ----" _._--_. o processo foi julgado por decisão assim ementada: :mposto de Importa9ão: " NCZ~~3.974,65 :mposto sobre Produtos Industrializados •••••.•••••••••••••NCZ$ L 293,99 :OTAL: .....••.•••.•.••••...••...•.•.•.•..•••.••••....••••• ~lCZ$ 5.2G8,6'~ • • • • Procedimento Fiscal por falta de recolhimento dos tributos, face à perda do benefício fis cul da i~guo prevista no Decreto - lei 119 1219/72 e Certificado BEFIEX n2 74/80. AÇÃO :l!'ISCAIJ PROCEDENTE, em I)Urt e. ------------_ ... Inconformada, a Recorrente, no prazo legal, interpos o seu recurso, no qual, repetindo a preliminar levantada na impugnação de incompetência da S.R.F. para rever a isenção que lhe concedeu o BEFIEX, e no mérito insiste nas razões expendidas em sua impug nação. É o relatório.~ •.' • • • • • I:~""::,, 1'1" :I.1.:1." B l:I. r«.:~~:,.. ::,)()1,,'769 v () T O c;(JiRD V:i,lll(J!5 <.10 I"f.--:-li:\tô,";i,(:) !t a qu(o;\'st~'~íC) ::;,-:;. 1"(~~Sum'::.;'f':"I qU(';';'!" n(:) (~nt(-;mcl(.:~r da i:\utu.i:\~;i:'lr.lt' C) .t:,':"lto tl~':\ 1:~('?C:(:JI"I"G~nt('2contl'"i:\"b:\ntc.;:' c1(,:",' PI"(Jql'"l:\rni:\ I~:s"" p,.:,~c:i.~l d(.~ IIIlP(;)".tt:l.~::';'«(J, nr.)f:~ t('2nnC)~:j. tio D(':~C:I"'f.~tC)'M'1.€.~:i.1 ,,~~1~l/7~:~M" t(':~I" :í.mpor'-- tado para I~ev~nda, i:\!:;. nlel~cador"ias c:orlS"tal",tes da D ..I., arlexa a(J IJr(Jc:es'- ~;;D:l com :j.f:.,(;~n~:;':\'odDs tl":i.buto~!;:. n;'~\r.)~;;G~(.;.~nqui:\dJ'"(:\I":i.i:' no b(i,ln(~~'fJ.r.::i.o 'fj.~;c,';\l plei.tf.~adfJ:, PC)I" contl"i:\I'-:i.i:\l" o c":\I,.t •• 1~':)-''1 dD f~..A .., uma Vf~\;l, qU(';') (';1" j.~;(.:~n~;:~~(;)é . Vi")CIAJ.acla à (:lllaJ.iejae:ledo ifiIIJe:)I~tador~ • !'-Ia G,,1:.. d(.:~ í:l~5.. 1..7' ql.t(.:.~ c1(0u cobe.:.~t"tuv'(';\ ,,:\ :i.mpDI,.ti;\~;;::ri:) (:.~(Il Ci;\U!:;ü:, (::(]n~:;ti;\ Cf:1,1....:i.mbCl (ji;\ Cc)fll:i.~)m;-Xc~ para C(Jncc.~~;.!:;;'~í.o c:J(.:.~Hf.;.~n(.:~"f;r.cj,C:)~:i F:i.$Cl:\i.~:~ (-:~ PI"'o'JI"arnc':\~:;E~:;p(,:~c:ia:f.~;;d,.:.~EXpOI,.t,:\~;:;'~~D!IatE'nd(.:.~nc:lo "qLl(.:~ os bpns di~:;,c:f':i.m:i.'''' na<:!c:,m nc.;::ostE\ dCJcum(~~ntoCC) .• I .. ) f~!:;t;~e) bf..~nc.:.~'f:i.c::i.i:\(:IC)~:;CDm a :i.S(7~n~;:~:\'o do :i.II).... IJOst() de j.mIJQ,~.ta~~o e de iml:)Oti;t(:)sO!JI"e pl"'odtAtc:)S it'ldllstl"ia:Lizadc)s l'lOS tt~I"fIl0S dC)f:j l)f:~c:I"{7~'I:.c)~;"..1(.,:~:i.m 11•• :r.~'~1('l/?~:~E' 1 .•I.J~~n/7~:.\"" •. (.~\ qt..l.e~~ i:\ :i.(Ilpor.ti:\~;:~:Y<:) (~S"~ti!\ i:\IllPc:lI";:\e:!i:"l p(,:.~l()r:'I"(Jqraml';\ E~;p(~~\c:ii~.ld(.~ EXPi:)I,.ti;\~;:.';\'o <:l(.:~\st;:~\ C(:)m:i.~:;~;~'Kot'ou .... treJ I'lâc) t)bstante e~;tar clal"afl}ellte il'ld:icadc) IlffiGhI" pe:Lt) códigc) rleJ.a apc)sto 3()-2 se tratar' (je m~r(:a(lorj.ap~ra Irever,da" Entc7~I'ld(~~' c':\ E°f.'~C:C~I"I"entc~~qu,:~ na c:(:Jn'f(JI"II1:i.c:I<7ld(~.~do Tf::'.'I"mo r.l(.:.~ ApI"ovi:\ ~;:;'~í.C)ê\D P I"C)(JI"<,:\m,:\ E~:;p('2'c:i. i:\1 cl.;.:.~Ex PC)I" tf~~;:;;\b BEFIEX n.. 19 /BO (~~ !;;c~~l.l T(-?rmo Ad:i.1::i.vo BEFIEX 1\1 .• 1.-l-0 i:H,(,:,~xf:\cln ,:\()~:; aui:.os~, pE'Ilc':'. ~:;Ui:\ c:ll:\u~:;ulc':\ t(\-~f'''- c::(.~:i.I"a 1 hf:'~ é i:'S!:;['~CJl.lI" c':\dp (] d :1. I"(.:.~:i.te:) dG~ :i.mpo Ir t.a 1'- P.r.\I" t(.:.~1:;.:' PE~ç;:.:\s;:, C:DmpC)n[~n"- te~:; (.:~i:\CE~~.~;ÓI":i.Qf:íno vi:\lol" al:i. (.:.~st:i.PL\].i,~c1c):,!:;i.:.~lIlqUi;\lquC~I" t"E'stl"':j.~::;':\'o qUi:\Il . to i~ d(7~!:;t:i.fl,~\~;j(o i:'O US;C) dc\~:; .rn(.:.~~::.(llC)m, po:i.s qUi:\nto f:.~S!:~(~cl:i.r.(.:.~tD (':.'Sti:\ I" <::c)n. d:i.c:::i.onl'i\do f:)C)(IH;~nte.~ ,':\0 t:umpl ....:i.(/H.:.~nt() (:10 ~:>(.:~uPI"í.:!\Jf"i:una d(.:~ Expc)I"'l:c':'1.çi:'í.o (-:.~nunc:c':\ a Sua qLlalidade de j,ffiIJOI"tA(jora" F'ay'a Clue llâo pail"e dl~vi(:la~~a v'espej.t() cle~;$a (jivelrg@n- • C:l.i:\~, voto Pi:\I",:l <:(Jnv€.~I'.t(::.\I" o jU].9 •.;.•.m(~nto (.:.~tll d:i.l:i.(J0nc:::i.(,;" •." S(-:~CI"(.:,:t~':l_I":i..,:\Ex(~~~'- cu t i. Vc:\C:1t':\ cIa BEF:' IEX PeJ Ir in l.~(.:.\r'mécl:i. (J de:\ r"(.:~pi;\ I'" t. :i. ~;:;;\b d (~ (J I";;' q<-:.HIl Pi:\ 1"';:\ ql.l(~ ,t\ q \.l(~], (,:~ (.)1'09~:Y(:) (.:~mc: 1 ,:\ I"{.:.~~;:c:\ c:\~5 :i. InpD I" tf':\ .,:fn.:~s q U(.;.;, i:iU to 1":i. 'l i:\ os b(~I'l f::.~'f:i. c: :i. cf\I" :i. os d (.2' PI,.t)(.~ I" (':\(I)i:\ E:S PE'~ c::i. (:1.1 d (.;::0 Imp(JI" tc:\ ~;:;,:'(r., i:\ 'f: i:\:r. (-:~,I" n Of:j. te ,"mos d (:J I)(~.:c:"'(.:-:"t(J ....],(~.~:i. 1 ..~:~19,/7~.:~~,n;;l() E~~:j.t;.~í.c:)~;j.l.lj(~.~:i.ti~\f:j.c':\ qUc':\lqUC.:.~I" 1'''(7~~;itl,.:t~;:;,'rDqUc':\llto e;\<:} ~:;(.;.~l.t d('::'!:i-'t:i."- no (:.'lU E.\mpl"'('~çJ(J.. J 00000001 00000002 00000003 00000004
score : 1.0
Numero do processo: 11075.002274/90-61
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Apr 27 00:00:00 UTC 1994
Data da publicação: Wed Apr 27 00:00:00 UTC 1994
Ementa: IMPORTAÇÃO. REDUÇÃO.
Tendo sido aceito pelo fisco o enquadramento tarifário efetuado pelo Importador, não é possível, em ato de revisão aduaneira, na ausência de laudo técnico, não reconhecer benefício fiscal, por simples divergência, "in fine", de descrição de D.I. correta.
Recurso provido.
Numero da decisão: 301-27.597
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, vencido o Cons. Ronaldo Lindimar José Marton, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO BAPTISTA MOREIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat May 21 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 199404
ementa_s : IMPORTAÇÃO. REDUÇÃO. Tendo sido aceito pelo fisco o enquadramento tarifário efetuado pelo Importador, não é possível, em ato de revisão aduaneira, na ausência de laudo técnico, não reconhecer benefício fiscal, por simples divergência, "in fine", de descrição de D.I. correta. Recurso provido.
turma_s : Primeira Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Apr 27 00:00:00 UTC 1994
numero_processo_s : 11075.002274/90-61
anomes_publicacao_s : 199404
conteudo_id_s : 6605673
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon May 16 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-27.597
nome_arquivo_s : 30127597_110750022749061_199404.pdf
ano_publicacao_s : 1994
nome_relator_s : JOÃO BAPTISTA MOREIRA
nome_arquivo_pdf_s : 110750022749061_6605673.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, vencido o Cons. Ronaldo Lindimar José Marton, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Apr 27 00:00:00 UTC 1994
id : 4830983
ano_sessao_s : 1994
atualizado_anexos_dt : Sat May 21 11:22:35 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => date: 2022-05-16T13:08:02Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 30127597_113392_110750022749061_199404; xmp:CreatorTool: PDFCreator Version 1.4.2; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CARF; dcterms:created: 2022-05-16T13:08:02Z; Last-Modified: 2022-05-16T13:08:02Z; dcterms:modified: 2022-05-16T13:08:02Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 30127597_113392_110750022749061_199404; xmpMM:DocumentID: uuid:d18b0c59-d774-11ec-0000-b944ecdb36bf; Last-Save-Date: 2022-05-16T13:08:02Z; pdf:docinfo:creator_tool: PDFCreator Version 1.4.2; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2022-05-16T13:08:02Z; meta:save-date: 2022-05-16T13:08:02Z; pdf:encrypted: false; dc:title: 30127597_113392_110750022749061_199404; modified: 2022-05-16T13:08:02Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CARF; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CARF; meta:author: CARF; dc:subject: ; meta:creation-date: 2022-05-16T13:08:02Z; created: 2022-05-16T13:08:02Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2022-05-16T13:08:02Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CARF; producer: GPL Ghostscript 9.05; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: GPL Ghostscript 9.05; pdf:docinfo:created: 2022-05-16T13:08:02Z | Conteúdo =>
_version_ : 1733434706529091584
score : 1.0
