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Numero do processo: 10580.015861/85-99
Data da sessão: Mon Jul 03 00:00:00 UTC 1989
Data da publicação: Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
Ementa: I.R.P.J. - RECURSO ESPECIAL DEI DIVERGÊNCIA,
ADMINISSIBILIDADE. Acórdão da Câmara que teve sua composição paritária total ou parcialmente modificada, não pode ser admitido como paradigma para efeito de caracterizar a divergência de julgados a que alude o artigo 49 do Regimento Interno, aprovado pela Portaria n9 434/79 e alterações posteriores. Não se trata, no caso, de outra, mas da mesma Câmara, integrante da atual estrutura dos Conselhos de Contribuintes.
Recurso não conhecido.
Numero da decisão: CSRF/03-01.592
Decisão: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, acolher a preliminar de admissibilidade do recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o
presente julgado, vencidos os Cons. Hélio Loyolla de Alencastro (Relator) e Fausto de Freitas e Castro Neto (Suplente Convocado). Designa do Relator para o Acórdão o Cons. Sebastião Rodrigues Cabral.
Nome do relator: HELIO LOYOLLA DE ALENCASTRO
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Numero do processo: 19515.003377/2008-12
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Jan 20 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Jan 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2000 a 31/08/2004
RECURSO DE OFICIO PROVIMENTO
NEGADO
Nega-se provimento ao recurso de oficio quando não existente qualquer vicio na a decisão “a quo” e inexistente recurso voluntario.
Recurso de Ofício Negado
Numero da decisão: 2403-001.000
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso de ofício.
Matéria: CPSS - Contribuições para a Previdencia e Seguridade Social
Nome do relator: MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO
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Recurso de Ofício Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marthius Savio Cavalcante Lobato Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Jhonatas Ribeiro da Silva, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 798DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI 2 Relatório Tratase de recurso de ofício apresentado contra Decisão da14" Turma da DRJ/SPOI, Acordao 1620.761, que julgou procedente em parte lançamento. Adoto integralmente o relatório do v. acórdão recorrido, de fls. Relatório 1. A Notificação Fiscal de Lançamento de Débito ora em apreço, DEBCAD n° 37.045.4987 ,, segundo o Relatório Fiscal de fls. 524/527, referese às contribuições devidas e não recolhidas à Seguridade Social correspondentes às parcelas da empresa, financiamento dos benefícios em razão da incapacidade laborativa e de "Terceiros", período 01/2000 a 08/2004, estabelecimentos matriz e filiais (vide Discriminativo Analítico do DébitoDAD, fls. 07/148 e Discriminativo Sintético do DébitoDSD, fls. 149/197) apurados com base nas folhas de pagamento da empresa e GFIP, importando o crédito no valor de R$ 13.394.115,39 (treze milhões, trezentos e noventa e quatro mil, cento e quinze reais e trinta e nove centavos) consolidado em 29/12/2006. 1.1. Consta do referido relatório fiscal que a falência da empresa foi decretada em 03/11/2004 nos autos do processo n° 052396/04 da 7" Vara Cível desta Capital, tendo sido nomeado síndico o Dr. Manuel Antonio Ângulo Lopez, fls. 527. DA IMPUGNAÇÃO 2. A Notificada, através do Síndico, apresentou impugnação tempestiva, fls. 604/617, acompanhada do documento de fls. 618, alegando, em síntese, após relatar os fatos: 2.1. decadência parcial das contribuições previdenciárias relativas ao período de Janeiro/2000 a dezembro/2001, com fundamento em decisões do STJ no sentido de que o prazo a ser aplicado é o previsto no art. 150§ 4° do CTN e não o art. 45 da Lei 8.212/91, afirmando que referido dispositivo da Lei de Custeio afronta o art. 146, I1I, "b" da Constituição Federal e, assim é inconstitucional; acrescenta e ressalta posicionamento do Conselho de Recursos da Previdência Social neste sentido, reproduzindo julgado, concluindo que em qualquer hipótese não poderia ser cobrado o período decadente, 01/2000 a 12/2001; 2.2. que a NFLD não atendeu ao disposto no art. 37 da Lei 8.212/91, pois não contém fundamentação clara e específica, o que acarreta cerceamento de defesa e conseqüente nulidade do lançamento (acrescenta jurisprudência sobre este aspecto); 2.3. que o valor lançado é desmedido, pois foram ignorados recolhimentos feitos pelas tomadoras de serviço da impugnante, não constando que tais guias tenham sido abatidas do débito apurado, conforme previsto para fins de elisão de responsabilidade e que a impugnante também não foi intimada para manifestarse sobre a existência ou não de recolhimentos, situação esta que confirma não ter sido a Notificação lançada de forma clara nem com respeito ao princípio da ampla defesa, motivo pelo qual deve ser declarada nula; 2.4. que a aplicação da taxa SELIC aos créditos tributários é indevida porque referida taxa não foi criada para tal fim, o que vem sendo reconhecido por nossos Tribunais, transcreve decisão, e assim, demonstrada a inconstitucionalidade/ilegalidade da exigência de juros pela taxa SELIC entende que a sua aplicação deve ser cancelada. Fl. 799DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI Processo nº 19515.003377/200812 Acórdão n.º 2403001.000 S2C4T3 Fl. 1.209 3 2.5. Por fim requer, uma vez processado e conhecido seu recurso, seja extinto/anulado o débito e cancelado perante o banco de dados da SRP. Requer, também, que doravante todas as comunicações/intimações sejam feitas em nome do síndico, em seu endereço. DA DILIGÊNCIA Receita Previdenciária São Paulo — Oeste, o presente processo foi encaminhado à fiscalização para cumprimento de diligência (observase que na mesma ação fiscal foram lavradas esta Notificação; outra, de DEBCAD n° 37.045.4995, bem como o auto de Infração DEBCAD n° 37.045.5002 e todos os processos foram para diligência em conjunto), tendo sido solicitado no Despacho de fls. 621/623, em suma, que o Auditor Fiscal se manifestasse: 3.1. sobre a entrega dos MPF's e TIAD's à pessoa diversa do Síndico, sem poderes conferidos por este para tanto; 3.2. sobre as datas e prazos das Notificações e Auto de Infração, em especial quanto à emissão/entrega de MPF e TIAD dirigidos ao Síndico com data de emissão/postagem posterior ao término da fiscalização da empresa falida; 3.3. sobre a não utilização do livro diário de 2004, tendo em vista a alegação do Síndico de que os documentos estavam em Juízo até 10/01/2006 e outros esclarecimentos que o Auditor entendesse pertinentes, inclusive sobre a impugnação da Notificada. 4. O Auditor Fiscal juntou os documentos de fls. 624/654, o termo de encerramento de diligência às fls. 655/656 (com ciência e reabertura de prazo dada ao Contribuinte através de seu representante, o Síndico da massa falida). Também foi juntada a informação fiscal, fls. 657/659, a qual foi encaminhada ao Síndico juntamente com o Termo de Encerramento da Diligência, fls. 657/659. 4.1. Na sequência foram juntado às fls. 660/664 os esclarecimentos adicionais prestados pelo Auditor Fiscal. 4.2. Às fls. 664 consta a informação de que não houve manifestação da Notificada e os autos foram remetidos para esta Delegacia/Turma. 5. Conforme Despacho n° 139 de 22/08/2008, fls. 665/666, uma vez constatado que a Notificada não teve ciência das informações do Auditor Fiscal de fls. 660/664 com os detalhamentos esclarecedores dos fatos ocorridos durante as ações fiscais (fiscalização propriamente dita e diligência) e que foram objeto de questionamento tanto na impugnação como no Despacho de fls. 621/623, os autos foram encaminhados ao órgão preparador para que fosse dada ciência ao Contribuinte, na pessoa do Síndico, da informação fiscal de fls. 660/664, dos documentos juntados pela Fiscalização às fls. 624/654 e do próprio Despacho, com abertura de prazo de 10 dias para manifestação. 5.1. Consta devolução da correspondência enviada à empresa falida, fls. 671; edital de intimação, fls. 672 e a intimação encaminhada ao Síndico, fls. 673, com recebimento registrado em 15/12/2008, beira como a juntada da manifestação intempestiva, fls. 674/676, protocolada. 5.2. A manifestação de fls. 674/676 é no sentido de que os fatos constantes das informações fiscais reforçam as ilegalidades do lançamento com a reiteração de que sejam considerados os argumentos apresentados em sua impugnação que comprovam a insubsistência e ilegalidades do lançamento. 5.3. Nestas condições, os autos retornaram à esta DRJ/Turma. Julgado procedente em parte o lançamento para cancelando o crédito referente as contribuições das competências de 01/2000 a 11/2001 e 13°/2001 para os estabelecimentos matriz e todas as filiais, bem como cancelando o crédito da competência 12/2001 para os estabelecimentos matriz e filiais com CNPJ finais 000339, 000410 e 001149 e CEI Fl. 800DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI 4 35.250.00722/70, sendo toda a exoneração em razão da decadência, conforme Súmula n° 08 do STF, mantendo o crédito tributário exigido nas demais competências e estabelecimentos, alterandose o valor originariamente lançado de R$ 13.394.115,39 para R$ 4.040.401,52 (quatro milhões, quarenta mil, quatrocentos e um reais e cinquenta e dois centavos), consolidado em 29/12/2006, nos termos do relatório, voto e DADR — Discriminativo Analítico do Débito Retificado, fls. 679/785. Desta decisão, não houve a interposição de recurso voluntario por parte do contribuinte. Recurso de oficio nos termos da lei. É o Relatório. Fl. 801DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI Processo nº 19515.003377/200812 Acórdão n.º 2403001.000 S2C4T3 Fl. 1.210 5 Voto Conselheiro Marthius Savio Cavalcante Lobato, Relator Cientificado o contribuinte, com AR confirmado em 06/04/2009, folhas 798/79, não houve interposição de recurso voluntario (fl. 801). Deve ser mantida a decisão “a quo” por seus próprios e jurídicos fundamentos. A DRJ/SPOI conferiu ao contribuinte o mais amplo direito de defesa, tendo inclusive realizado diligencias. Portanto, correta a decisão de fls. 786797, cujos fundamentos adoto integralmente, fazendo parte integrante do presente voto, “ verbis” : 6.1. Observase que nos termos do artigo 17 do referido Decreto, considerase não impugnada a matéria que não for expressamente contestada pelo impugnante. 7. Apesar dos esforços da Impugnante em seu arrazoado, seus argumentos não são eficientes para afastar o lançamento, consoante a seguir articulado. Apenas quanto à DECADÊNCIA parcial do crédito tributário relativo às competências com prazo superior a cinco anos e que extingue parcialmente o crédito lançado há que se acatar, mais ainda assim não integralmente, nem pelos fundamentos alegados apresentados, conforme a seguir articulado. 7.1. Anotase que até 11 de junho de 2008 a questão da decadência do crédito tributário decorrente das contribuições previdenciárias era regulada pelo então em vigor art. 45 da Lei 8.212/91 que estabelecia o prazo de dez anos. 7.2. Em sessão de 12 de junho de 2008, o Tribunal Pleno do STF editou, entre outros, o seguinte enunciado de súmula vinculaste publicado em 20 de junho de 2008 no Diário da Justiça e no Diário Oficial da União, de acordo com o § 4° do art. 2° da Lei n° 11.417/2006: Súmula vinculaste n° 8 — São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5° do DecretoLei n° 1.56911977 e os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.21211991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Precedentes: RE 560.626, rel. Min. Gilmar Mendes, j. 12/6/2008; RE 556.664, rel. Min. Gilmar Mendes, j. 121612008; RE 559.882, rel. Min Gilmar Mendes, j. 121612008; RE 559.943, rel. Min. Cármen Lúcia, j.121612008; RE 106.217, rel. Min. Octavio Gallotti, DJ 121911986; RE138.284, rel. Min. Carlos Velloso, DJ281811992. Legislação: DecretoLei n° 1. 56911997, art, 5° parágrafo único Lei n'8.21211991, artigos 45 e 46 CF, art. 146, 111 Fl. 802DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI 6 7.3. De acordo com a Lei 11.417/06, após o Supremo Tribunal Federal editar enunciado de súmula, esta terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, a partir de sua publicação na imprensa oficial. 7.4. Nos julgamentos adotados como precedentes à edição da Súmula, o STF, por maioria, deliberou a aplicação de efeitos ex nunc, esclarecendo que a modulação deveria ser aplicada tão somente em relação a eventuais repetições de indébitos ajuizadas após a decisão assentada na sessão do dia 11/06/2008. 7.5. Conseqüentemente, estando definida pelo STF a inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei 8.212/91 que estabeleciam o prazo decenal para constituição e cobrança dos créditos relativos às contribuições sociais previdenciárias, a matéria passa a ser regida pelo Código Tributário Nacional. 7.6. O CTN trata da contagem do prazo de decadência e fixação do termo a quo do mesmo no art. 173, inciso I, e no art. 150, § 4°: (...) 7.7. Considerando os dispositivos legais transcritos e o Parecer PGFN/CAT ri 1.617/2008, aprovado pelo Sr. Ministro de Estado da Fazenda em 18/08/2008, que obriga a todos os órgãos e entidades integrantes de sua estrutura à tese jurídica fixada (art. 42 da Lei Complementar n.° 73/1993), concluise que a inexistência de pagamento justifica a utilização da regra geral do art. 173 do CTN e o pagamento antecipado da contribuição, ainda que parcial, suscita a aplicação da regra prevista no §4° do art. 150 do CTN. 7.8. Observase que o acima exposto pode ser aplicado para as contribuições sociais destinadas aos Terceiros, tendo em vista a natureza tributária das mesmas, e, em conseqüência, ficam afastadas as disposições infi alegais que determinavam a aplicação do prazo decadencial de dez anos. Cabe salientar que a Lei n° 11.457/07, que criou a Secretaria da Receita Federal do Brasil, dispõe que as citadas contribuições sujeitamse aos mesmos prazos, condições, sanções e privilégios das contribuições sociais previdenciárias, conforme se verifica nos dispositivos abaixo transcritos: (...) 7.9. Uma vez estabelecidos os parâmetros a serem utilizados na apuração do prazo decadencial, cumpre verificar a ocorrência da decadência do direito do Fisco em efetuar o lançamento fiscal. O presente lançamento (conforme relatório fiscal, DAD — Discriminativo Analítico de Débito e demais anexos) é referente às competências 01/2000 a 08/2004 envolvendo vários estabelecimentos e levantamentos (FP — folha de pagamento, GFI — GFIP, além do DAL — Diferença de acréscimos legais); foi consolidado em 29/12/2006; a cópia da Notificação foi encaminhada pela via postal em 03/01/2007 e o Contribuinte teve ciência em 05/01/2007 (vide fls 01 e comprovante dos Correios — "AR" — às fls. 598). Fl. 803DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI Processo nº 19515.003377/200812 Acórdão n.º 2403001.000 S2C4T3 Fl. 1.211 7 7.10. De acordo com as informações consignadas no Relatório Fiscal, fls. 524/527, no DAD — Discriminativo Analítico de Débito, fls. 07/148, no RDA — Relatório de Documentos Apresentados, fls. 283/314 e no RADA — Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados, fls. 315/455, verificase a existência de recolhimentos de contribuições previdenciárias em relação aos fatos geradores para alguns estabelecimentos e para outros não e, conforme acima exposto, no presente caso, foram fulminadas pela decadência os lançamentos dos estabelecimentos/competências abaixo especificadas, pela aplicação do art. 173, I (nos casos de inexistência de recolhimento) ou pelo reconhecimento da pertinência do artigo 150, § 4% ambos do CTN (para os casos de recolhimento). 7.11. Em especial destacase a aplicação do art. 150, § 4° do CTN para os estabelecimentos matriz e filiais com CNPJ finais 000339; 000410; 001149 e CEI 35.250.00722/70 na competência 12/2001, cabendo salientar, que na competência 12/2001, não há que se falar em decadência para os demais estabelecimento, em face da inexistência de recolhimentos e, nestas condições aplicase o art. 173, I do CTN, sendo que o vencimento da referida competência somente ocorreu no segundo dia útil de janeiro de 2002, de forma que a contagem do prazo decadencial somente se iniciou em janeiro de 2003. 7.12. A planilha abaixo demonstra o período decadente e mantido, por estabelecimento e por levantamento: 7.13. Observase que o levantamento "DAL" — Diferença de Acréscimos Legais é calculado automaticamente pelo sistema e na planilha acima somente foram registradas as primeiras competências do período mantido para cada estabelecimento com levantamento "DAL", observandose que às fls. 456/478 consta o relatório DAL — Diferença de Acréscimos Legais com a íntegra de todos os valores lançados. (...) 7.14. Nestas condições, há que se reconhecer a DECADÊNCIA PARCIAL do lançamento objeto desta Notificação, conforme acima especificado e também demonstrado no DADR — Discriminativo Analítico do Débito Retificado anexo (fls. 679/785) que integra o presente voto, e demonstra os créditos exonerados e mantidos no lançamento, cujo valor total consolidado em 29/12/2006, passa a ser de R$ 4.040.401,52 (quatro milhões, quarenta mil, quatrocentos e um reais e cinqüenta e dois centavos). 7.15. Por via de conseqüência, resta prejudicada a apreciação de outros argumentos relativos a estas competências atingidas pela decadência acima especificadas. 8. Passase, então, a análise das alegações referentes à parte do lançamento não decaído. 8.1. A Impugnante alega que a Notificação não contém fundamentação clara e específica o que afronta o art. 37 da Lei 8.212/91, mas não merece guarida tal argumentação, pois no relatório fiscal — fls. 524/527 — consta que a fiscalização constatou divergências e falta de recolhimento das contribuições previdenciárias e daquelas destinadas aos "Terceiros" através das folhas de pagamento e das GFIPs da empresa (vide também o RL relatório de lançamentos fls. 213/282), contribuições estas incidentes sobre os valores pagos aos segurados empregados dos vários estabelecimentos do Contribuinte, sendo certo que além da Fl. 804DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI 8 fundamentação fática as contribuições devidas e os períodos estão especificados no conjunto de documentos que compõe a Notificação (vide rol de anexos que discriminam os fatos geradores, as contribuições devidas, dos períodos a que se referem e a fundamentação legal às fls. 01, destacandose o DAD — Discriminativo Analítico do Débito, fls. 07/148 e o relatório de fundamentos legais, fls. 479/482. 8.2. Observase que as informações prestadas pelo Auditor fiscal em decorrência da diligência solicitada, vide fls. 655/659 e 6601664, corroboram no aperfeiçoamento da descrição dos fatos encontrados e da consequente notificação de lançamento ora em apreço, sendo certo que a Impugnante teve ciência e possibilidade de manifestação, direito este que inclusive exerceu intempestivamente, fls. 674/676, cujas alegações genéricas não são suficientes para acarretar o afastamento — total ou parcial — do lançamento. 8.3. Nestas condições, não houve cerceamento de defesa nem é caso de nulidade do lançamento. 8.4. No tocante ao argumento de que o lançamento foi desmedido e não foram considerados os recolhimentos feitos pelas tomadoras de serviço, também por este ângulo não há que se atender a Impugnante. 8.5. O lançamento não foi "desmedido": as bases de cálculo foram informadas pelo próprio Contribuinte em suas folhas de pagamento e GFIPs, as contribuições, inclusive alíquotas, estão previstas em lei, não há discricionariedade, ou seja, havendo subsunção do fato à norma o tributo é devido na medida estabelecida na lei. 8.6. Quanto aos recolhimentos e respectivos abatimentos, os relatórios RDA — relatório de documentos apresentados (fls. 283/314) e RADA — Relatório de apropriaçao de documentos apresentados (fls. 315/455) apresentam os valores considerados, a Impugnante não trouxe elementos que justificam sua alegação de cunho genérico, o Auditor nada mencionou sobre a questão quando da diligência, nem a Impugnante reiterou seus argumentos após a mesma ou juntou documentos que pudessem demonstrar a validade de sua alegação inicial. 8.7.Desta forma, também por este aspecto não é procedente seu arrazoado, inclusive na conclusão de que a Notificação não foi lançada de forma clara, nem com respeito ao princípio da ampla defesa, acarretando nulidade. 8.8. Por fim, quanto à contestação da aplicação da taxa SELIC aos créditos tributários, também não é pertinente nem merece guarida. 8.9. De pronto registrase que os argumentos no sentido de ilegalidade e inconstitucionalidade não podem ser apreciados no âmbito Administrativo, cabendo ao Judiciário decidir sobre o tema. 8.10. No tocante ao argumento de inconstitucionalidade e ilegalidade de aplicação da taxa Selic esclareçase que não há decisão do Supremo Tribunal Federal, em Ação Direta de Inconstitucional idade, ou Resolução do Senado Federal, na hipótese prevista na Constituição Federal (art. 102, I, a da CF), afastando a aplicação da mesma, nos débitos tributários em atraso. Reiterase que a Administração deve absterse de reconhecer ou declarar a inconstitucionalidade de leis, dispositivos legais e atos normativos que não tenham sido assim expressamente declarados pelos órgãos jurisdicionais e políticos competentes ou reconhecidos pela Chefia do Poder Executivo. 8.11. Da leitura do § 1° do art. 161, do CTN, observase que somente quando lei específica não dispuser de modo diverso é que a taxa dos juros de mora será de 1% ao mês. Ocorre que as contribuições previdenciárias são regidas por lei específica, ou seja, a Lei Fl. 805DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI Processo nº 19515.003377/200812 Acórdão n.º 2403001.000 S2C4T3 Fl. 1.212 9 8.212/91, que no seu art. 34, dispõe que a taxa de juros a ser utilizada é a SELIC. 8.12. Desta maneira, não tem fundamento a alegação de que a utilização da taxa SELIC desrespeita o principio da legalidade, uma vez que não é função do Banco Central te eleger a referida taxa como juros de mora para os recolhimentos em atraso das contribuições previdenciárias, mas sim da lei, que determina regras específicas para sua aplicação, ao contrário do art. 161, §1° do Código Tributário Nacional que trata de regras gerais. 8.13. Do exposto, concluise que a aplicação dos juros não é ato discricionário, e sim vinculado à previsão legal, não podendo ser excluído do lançamento por impossibilidade legal, visto que o art. 34 da Lei n.° 8.212/91 vincula a atividade tributária da Administração, nos termos do parágrafo único do artigo 142 do Código Tributário Nacional. 8.14. Acrescentase que a recente MP n° 449/2008 revogou o art. 34 da Lei 8.212/91, mas em nada altera o presente lançamento. 8.15. Destacase que a lei, via de regra, não retroage. A Medida Provisória terra força de lei e, considerando os termos dos arts. 105 e 106 do CTN, bem como considerandose que a natureza dos juros não possuem caráter punitivo e sim compensatório (vide art. 161 do CTN) não se aplicando a possibilidade prevista no art. 106 do CTN. 8.16. Desta forma, entendese, com fundamento nos dispositivos acima mencionados, bem como no art. 144 também do CTN" que é aplicável a lei vigente à época da ocorrência do fato gerador e, assim, em nada a referida MP altera o presente lançamento. 8.17. Portanto, os acréscimos legais são devidos e devem ser mantidos consoante lançados. 8.18. Por fim, quanto aos aspectos questionados quando da solicitação de diligência — entrega de documentos à pessoa diversa do Síndico; datas e prazos de documentos; verificação de livros, tais pontos foram suficientemente esclarecidos pelo Auditor e superados, inclusive com o ingresso do Síndico e apresentação da impugnação e da manifestação posterior à diligência. 8.19. Acrescentase, por último, que a manifestação intempestiva da Impugnante após a diligência não trouxe nenhum argumento ou elemento novo que pudesse ensejar apreciação de ofício. 9. Pelo exposto, excluídas as competências decadentes, considero correto o procedimento fiscal que atendeu às disposições expressas da legislação e a Impugnante não apresentou argumentos e/ou elementos capazes de elidir totalmente o levantamento. Nada há que se reformar. Nego provimento CONCLUSÃO Conheço do recurso de oficio para no mérito negarlhe provimento. Marthius Savio Cavalcante Lobato Fl. 806DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI 10 Fl. 807DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI
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Numero do processo: 13822.000097/95-72
Turma: Terceira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Feb 22 00:00:00 UTC 2000
Data da publicação: Tue Feb 22 00:00:00 UTC 2000
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - NULIDADES - Instaurado o litígio, os novos argumentos e provas apresentados pelo sujeito passivo,
relativo as matérias já questionadas, após o prazo previsto no artigo 15 do Decreto n° 70.235172 e antes da decisão, devem se apreciadas quando do julgamento, sob pena de caracterizar-se o cerceamento do direito de defesa e nulidade da decisão assim proferida.
Preliminar acolhida. Nula a decisão recorrida.
Numero da decisão: 103-20.213
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, DECLARAR a nulidade da decisão a quo e determinar a remessa dos autos à repartição de origem para que nova decisão seja prolatada na boa e devida forma, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. A recorrente foi defendida pelo Dr. Adelmo Martins Silva, inscrição OAB/SP n° 126.066.
Nome do relator: MARCIO MACHADO CALDEIRA
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Preliminar acolhida. Nula a decisão recorrida. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por POSTO E RESTAURANTE O PESCADOR LTDA. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DECLARAR a nulidade da decisão p auo e determinar a remessa dos autos à repartição de origem para que nova decisão seja prolatada na boa e devida forma, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. A recorrente foi defendida pelo Dr. Adelmo Martins silva, inscrição OAB/SP n° 126.066. 7:41i-49 -R0D • UE :ER • RESIDENTE - • ' CHADO CALDEIRA RELATOR FORMALIZADO EM: 4 jkik- 20nn Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: NEICYR DE ALMEIDA, MARY ELBE GOMES QUEIROZ MAIA (Suplente Convocado), ANDRÉ LUIZ FRANCO DE AGUIAR, SILVIO GOMES CARDOSO, LUCIA ROSA SILVA SAlqOS E VICTOR LUIZ DE SALLES FREIRE. Ane/20/136/00 .• , t• L RJ, -.• • r MINISTÉRIO DA FAZENDA -- P ..:.n k PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Ç 4 st: 5 Processo n°. :13822.000097/95-72 Acórdão n°. :103-20.213 Recurso n°. :116.868 Recorrente : POSTO E RESTAURANTE O PESCADOR LTDA RELATÓRIO POSTO E RESTAURANTE O PESCADOR LTDA., com sede em Araçatuba/SP, recorre a este colegiado da decisão da autoridade de primeiro grau, na parte que indeferiu sua impugnação aos autos de Infração que lhe exigem Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro. A exigência principal de Imposto de Renda Pessoa Jurídica e a decorrente de Contribuição Social sobre o Lucro, decorreram da imputação de omissão de receitas, caracterizadas por suprimento de caixa, cuja origem e efetiva entrega não restaram comprados, durante a ação fiscal. Ao combater a imputação fiscal, a recorrente, em sua impugnação alegou que os empréstimos foram originados de fontes particulares e entregues em moeda corrente. Alegou, ainda, que não houve análise sistemática da conta de empréstimos, que tendo um caráter rotativo deu origem a novos empréstimos. Em suas razões complementares, alega que exerce uma atividade rigorosamente controlada e apresenta demonstrativo de sua receita bruta, com os documentos que anexa, para concluir que o montante tributável é absurdo. Expõe, também, sobre os limites da presunção, comparando-o com o princípio da verdade material. Mantidas as exigências em primeiro grau, o recurso do sujeito passivo veio com a pretensão de ver anulada a decisão, pelo cerceamento de seu direito de defesa, pela não apreciação de suas razões complementares de defe as provas anexadas 2 -4 .• " MINISTÉRIO DA FAZENDA -, • ..i PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. :13822.000097/95-72 Acórdão n°. :103-20.213 Apreciado por este colegiada o recurso interposto pelo sujeito passivo, na sessão de 08/dezembro/98, foi acolhida a preliminar de nulidade da decisão singular, restando o decidido com a seguinte ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL — PRINCIPIO DA VERDADE MATERIAL — NULIDADE A não apreciação de documentos juntados aos autos depois da impugnação tempestiva e antes da decisão fere o princípio da verdade material, com ofensa ao principio constitucional de ampla defesa. No processo administrativo predomina o principio da verdade material, no sentido de que ai se busca descobrir o que realmente ocorreu ou não o fato gerador, pois o que está em jogo é a legalidade da tributação. O importante é saber se o fato gerador ocorreu e se a obrigação teve seu nascimento. Preliminar acolhida. Recurso provido. A nulidade declarada pela Câmara, por unanimidade de votos, teve como fundamento o voto da relatara Dra. Sandra Maria Dias Nunes, no entendimento de que os documentos anexados em aditivo a impugnação, onde a contribuinte alega que os empréstimos nunca existiram porque nunca se fizeram necessários, aliado a prova da ausência de omissão da receita pretendida pelo fisco, não foram examinadas no julgamento anulado. Neste julgamento anulado, a autoridade monocrática admitiu a juntada das provas, mas não aceitou a complementação de argumentos por considerar ilegal após o prazo estabelecido para a impugnação. Considerou que o art. 17 do Decreto n° 70.235172, com as alterações da Lei n° 8.748/93 apenas admitem a juntada de provas e não conheceu das novas razões apresentadas no aditivo. No novo julgamento singular, de fls. 8731878, a autoridade monocrátic.a ...„..........alega que apreciou, já no julgamento anulado, os document • tados a qualquer tem /14 3 • MINISTÉRIO DA FAZENDA . 1" .n le PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - Àtvi Processo n°. : 13822.000097195-72 Acórdão n°. :103-20.213 ao mencionar que tais documentos por não se referem a empréstimos do sócio à empresa, não guardando relação com a autuação. Neste julgamento excluiu a exigência de Imposto de Renda na Fonte, autuada com base no artigo 8° do Decreto-Lei n° 2.065/83 e reduziu a multa de lançamento de ofício de 100% para 75%. O recurso submetido a exame desta Câmara, de fls. 885/927 trouxe além dos argumentos de nulidade da decisão questionada, argumentos de mérito, cujo texto leio em plenário. O recurso foi encaminhado mediante concessão de liminar em mand de segurança. /41 É o Relatóri 4 e I, :4 • . MINISTÉRIO DA FAZENDA , < PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. :13822.000097/95-72 Acórdão n°. :103-20.213 VOTO CONSELHEIRO MÁRCIO MACHADO CALDEIRA, RELATOR O recurso é tempestivo e deve ser conhecido por força de liminar determinando o seu seguimento sem o depósito prévio de 30%. Conforme consignado em relatório, novamente insurge-se o sujeito passivo, contra o fundamento da decisão ora recorrida, que igualmente não apreciou suas razões complementares de defesa. A relatara, ao declinar pela nulidade da decisão de fls. 800/804, citou o tributarista Hugo de Brito Machado em manifestação sobre a questão de novas provas e argumentos, no sentido de que *no processo administrativo fiscal a garantia do contraditório quer dizer que o contribuinte tem direito de manifestar-se sobre toda e qualquer afirmação dos agentes do fisco, antes da decisão. Citou, também, trecho da obra Antônio da Silva Cabral, a respeito da verdade material, no sentido de verificar a real ocorrência do fato gerador da obrigação tributária. Entretanto, a nova decisão de primeiro grau vem fulminada com a mesma nulidade declarada pela Câmara, deixando de apreciar os novos argumentos expostos no aditivo, argüindo que somente as provas são admitidas a o prazo para interposição da impugnação. • MINISTÉRIO DA FAZENDA -1,IN t, PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES n Processo n°. :13822.000097/95-72 Acórdão n°. :103-20.213 Dos fundamentos de decidir é extraído o seguinte parágrafo, após a transcrição do artigo 17 do Decreto n° 70.235172, com a alteração vinda com a Lei n° 8.748/93: 'Como se verifica do dispositivo invocado, é permitida a juntada de prova documental até a fase de recurso, ou seja, a contribuinte poderia apresentar documentos que constituíssem provas das alegações de sua impugnação. A pretensão de se complementar a impugnação ou apresentar novos argumentos é ilegal, uma vez que o prazo de impugnação se encerrara em 14/09195, nos termos do art. 15 do mesmo texto legal, e o arrazoado de fls. 116/135 foi apresentado em 23/09/96. Por ser intempestivo também é inadmissível, impedindo o conhecimento de suas razões.' (negrito é do origina0 Aliado à falta de apreciação dos argumentos de defesa expostos na complementação da impugnação, o exame isolado das provas trazidas com este aditivo somente poderia levar o julgador à conclusão de que os mesmos não tinham relação com os suprimentos de caixa. Pelo complemento das razões de defesa, não analisados também na a decisão ora examinada, as provas então anexadas, tem como objetivo justificar e comprovar a impossibilidade de omissão de receita numa atividade rigidamente controlada. Observe-se que os livros comerciais provam contra o seu autor (art. 378 CPC), entretanto, este mesmo artigo estabelece que, é lícito ao comerciante demonstrar por todos os meios permitidos em direito, que os lançamentos não correspondem à verdade dos fatos. Assim, a negativa de exame dos argumentos de defesa evidentemente cerceou o direito de defesa da contribuinte, uma vez que ali coloca o sujeito passivo argumentos para demonstrar que os lançamentos não coryespondem a realidade dos 6 .p, n, •.., - . e.. MINISTÉRIO DA FAZENDA•••• • , 41 1 s" 'it PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. :13822.000097195-72 Acórdão n°. :103-20.213 Neste contexto, é oportuna uma breve apreciação da natureza jurídica do processo administrativo tributário, onde não se vislumbra preclusão para discussão de novos argumentos da matéria onde tempestivamente foi instaurado o litígio. Os julgamento administrativo constitui auto controle da legalidade dos atos praticados pelos agentes da administração tributária, visando atingir a realidade dos fatos, no sentido de verificar se os atos praticados pelos administrados estão em conformidade com a hipótese prevista em lei. Neste sentido, não há contestação de que o julgador administrativo encontra-se liberado até mesmo de observar os limites da manifestação dos reclamantes, apreciando as matérias onde foram instaurados os litígios, com argumentos distintos dos apresentados em sede de impugnação e recurso. A obrigação tributária tem origem estritamente legal, não se concebendo que possa o julgador abster-se de revisar os lançamentos impugnados, confirmando créditos ilegítimos, ante os insuficientes ou precários argumentos de defesa, exigindo tributos que sabe indevido. Tanto é fato, que o CTN, em seu artigo 149, possibilita a revisão de ofício pela própria autoridade lançadora, quando esta vislumbra erros ou falhas no lançamento. Se a autoridade que pratica o ato pode revê-lo, quanto mais a autoridade julgadora que tem o mister, de colocada a matéria em litígio, efetuar a revisão da mesma, não só com os argumentos de defesa, mas se a exigência se conforma com o texto legal. Nessas considerações, entendo que deve o julgador monocrático analisar todas os argumentos e provas apresentados pelo sujeito passivo, antes do julgamento contestado, de forma a resguardar o sagrado e constituci direito de defesa. /0A 7 . ". 4.• 1, .:, ,:• :.. .n,_ MINISTÉRIO DA FAZENDA ; PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. :13822.000097/95-72 Acórdão n°. :103-20.213 Pelo exposto, voto no sentido de acolher a preliminar suscitada e declarar a nulidade da decisão recorrida, para que outra seja proferida na boa e devida forma, com análise de todos os argumentos e provas anexados aos autos. Sala das Sessões - DF, em 22 de fevereiro de 2000 •087.-......-an.-t- . ri -CIO MACHADO CALD1EI 8 . • ,n . e, MINISTÉRIO DA FAZENDA p PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. :13822.000097/95-72 Acórdão n°. :103-20.213 INTIMAÇÃO Fica o Senhor Procurador da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho de Contribuintes, intimado da decisão consubstanciada no Acórdão supra, nos termos do parágrafo 2°, do artigo 40, do Regimento Interno, com a redação dada pelo artigo 3° da Portaria Ministerial n°. 260, de 24/10/95 (D.O.U. de 30/10/95). Brasília-DF, em 114 &et ?MI C • NDIDO RODRIGUES NEUBER PRESIDENTE Ciente eauj ?OS EV • • le * CO TA k.AMA PROCURADOR DA F; ENDA NACIONAL 9 Page 1 _0019500.PDF Page 1 _0019700.PDF Page 1 _0019900.PDF Page 1 _0020100.PDF Page 1 _0020300.PDF Page 1 _0020500.PDF Page 1 _0020700.PDF Page 1 _0020900.PDF Page 1
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Numero do processo: 16045.000189/2010-34
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Dec 02 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Dec 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/01/2006
IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. NÃO CONHECIMENTO PELA PRIMEIRA INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE DO CARF MANIFESTAR-SE ACERCA DO MÉRITO.
Sendo a impugnação apresentada fora do prazo legal previsto, não há como a 1 instância conhecer da defesa ofertada, o que impossibilita o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, em sede de 2 instância, apreciar o meritum causae, tendo em vista que este nem sequer foi analisado pela turma julgadora a quo.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-000.945
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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NÃO CONHECIMENTO PELA PRIMEIRA INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE DO CARF MANIFESTAR SE ACERCA DO MÉRITO. Sendo a impugnação apresentada fora do prazo legal previsto, não há como a 1 instância conhecer da defesa ofertada, o que impossibilita o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, em sede de 2 instância, apreciar o meritum causae, tendo em vista que este nem sequer foi analisado pela turma julgadora a quo. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente. Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Cid Marconi Gurgel de Souza e Marcelo Magalhães Peixoto. Ausente o conselheiro Marthius Sávio Cavalcante Lobato (substituído pelo conselheiro Igor Araujo Souza). Fl. 430DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Relatório Tratase de recurso voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Campinas/SP que julgou PROCEDENTE o lançamento constante no Auto de Infração n° 37.260.4625, no valor original de R$ 37.360,00 (trinta e sete mil e trezentos e sessenta reais). Conforme relatório fiscal às fls. 80 a 94, a cobrança referese às contribuições destinadas à Seguridade Social relativa à contribuição patronal e a contribuição relativa ao SAT que não foram recolhidas em época própria. Ainda segundo a fiscalização, foi identificado como fato gerador as remunerações pagas ao segurado Edson Ferreira da Silva, durante 01/2005 a 01/2006, por serviços prestados como gerente financeiro da empresa, que o considerou como contribuinte individual, tendo sido enquadrado como segurado empregado pela fiscalização. Desta autuação, a recorrente foi notificada em 10/05/2010 e apresentou impugnação intempestiva alegando: Que não há vinculo empregatício entre o segurado e a empresa Dubuit; Que os valores pagos a título de plano de saúde não integram o salário remuneração, uma vez que o art. 28, § 9°, “q” da Lei n° 8.212/91, foi tacitamente revogado pela Lei n° 10.243/2001, que acrescentou o § 2o , ao art. 458 da CLT que excluiu do conceito de salário os valores pagos a título de plano de saúde; Que não existe na legislação qualquer exigência no sentido de que o plano seja oferecido a todos os funcionários para que tal pagamento seja excluído da base de incidência da remuneração, valendo a ressalva que tal assistência pode ser prestada diretamente ou mediante seguro saúde; Que os empréstimos feitos sem retorno pelo segurado Edson Ferreira da Silva estão sendo investigados criminalmente; Que o "empréstimo" não quitado não é salário porque tal valor não representa uma contraprestação ao trabalho efetivamente prestado, como também não pode ser tido por gorjeta posto que não pagos por terceiros, não podendo ser considerado como uma conquista social porque não decorrem de preceitos constitucionais, legais ou sindicais e portanto não é remuneração; Que os serviços prestados não poderão ser tributados por cessão de mão deobra , pois foram executados por profissionais autônomos com regulamentação própria. Por fim, requereu a nulidade do auto de infração ou, se entendido como insubsistente, que a exigência do tributo exigido tornese sem efeito. Postulou ainda a realização de diligências, inclusive a de perícias, depoimento pessoal de todos os funcionários e prestadores de serviços, dentre outros meios de prova. Fl. 431DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 16045.000189/201034 Acórdão n.º 2403000.945 S2C4T3 Fl. 314 3 Instada a manifestarse acerca da impugnação, a 7ª Turma da DRJ de Campinas/SP proferiu acórdão (n° 0532.811) nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/01/2006 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS SOBRE REMUNERAÇÃO DE EMPREGADOS. REVELIA. ARGUIÇÃO DE TEMPESTIVIDADE Em observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, a assertiva peremptória do cumprimento do prazo legal para apresentação de Impugnação foi recebida como arguição de sua tempestividade, mas se encontra desacompanhada das razões de fato e direito. Considerando o desencadeamento cronológico dos fatos e aplicandose as regras de contagem do prazo do Decreto 70.235/1972, o prazo para apresentação da Impugnação foi excedido. Ocorrência da revelia. Impugnação Não Conhecida Crédito Tributário Mantido Irresignada com a decisão supra, a recorrente interpôs recurso voluntário, ratificando todos os argumentos expendidos na impugnação e acrescentou que tanto os autônomos como as pessoas jurídicas prestadoras de serviços possuem o seu regime próprio de contribuição para a previdência social, inexistindo esse tratamento pela fiscalização. Colacionou também decisões acerca do vínculo empregatício e seus requisitos. Por fim, requereu o conhecimento e provimento do recurso voluntário para reformar a decisão de 1 instância, julgando improcedente o lançamento realizado pela fiscalização, bem como a necessidade de ser realizada diligência administrativa para serem verificados outros documentos não analisados inicialmente sob pena de cerceamento de defesa. Requereu ainda a sua intimação para sustentar seus argumentos oralmente quando do julgamento do presente recurso. É o relatório. Fl. 432DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. I – DA IMPOSSIBILIDADE DO MÉRITO SER ANALISADO PELO CARF: Segundo os autos, a recorrente foi notificada da autuação em 10/05/2010 (segundafeira) mediante Aviso de Recebimento, ficando estipulado o prazo para entrega da defesa em 09/06/2010 (quartafeira). Entretanto, a impugnação foi apresentada em 10/06/2010 (quintafeira), o que impossibilitou seu conhecimento em 1 instância pela DRJ de Campinas/SP. Por tal motivo, foi apresentado o presente recurso voluntário, que não suscitou, em sede de preliminar, a tempestividade da peça recursal. Sendo assim, considerando que uma das competências do CARF é apreciar recurso voluntário contra decisão de 1 instância e, considerando que o decisum a quo foi no sentido de não conhecer da impugnação intempestiva do contribuinte, entendo que a este Conselho cabe tão somente manter ou reformar essa decisão, exclusivamente, na parte relativa à perempção da defesa apresentada. Desse modo, analisando cronologicamente os atos processuais, verificase que a defesa foi apresentada fora do prazo, não instaurando, segundo previsão legal do Decreto n 7.574/2011, a fase litigiosa do procedimento fiscal, in verbis: Art.56 – (...) (...) §2oEventual petição, apresentada fora do prazo, não caracteriza impugnação, não instaura a fase litigiosa do procedimento, não suspende a exigibilidade do crédito tributário nem comporta julgamento de primeira instância, salvo se caracterizada ou suscitada a tempestividade, como preliminar. Além disso, por mais que a defesa fosse considerada apta a formar o litígio tributário, ainda assim não seria possível ser feita em 2 instância a apreciação e o julgamento do meritum causae, haja vista que o mérito não foi sequer analisado pela turma julgadora de 1 instância que rejeitou o conhecimento da impugnação pela intempestividade. Assim, entendo que o recurso possua os pressupostos processuais (interesse de recorrer, legitimidade da parte e tempestividade) para ser analisado pelo CARF, mas seu provimento ou não fica vinculado à decisão de 1 instância, que, por sua vez, não adentrou ao mérito e impossibilitou essa análise pelo colegiado de 2 instância. Fl. 433DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 16045.000189/201034 Acórdão n.º 2403000.945 S2C4T3 Fl. 315 5 CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para NEGARLHE PROVIMENTO, mantendo a decisão proferida em 1 instância. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 434DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 18050.004269/2008-09
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO IRREGULARIDADE DA AUTUAÇÃO INOCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua
lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO GFIP APRESENTAÇÃO
DE GFIP COM DADOS NÃO CORRESPONDENTES AOS FATOS GERADORES DE TODAS AS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS
Constitui infração, punível na forma da Lei, apresentar a empresa a Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP, com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias.
A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária.
CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, IV, §§ 4º e 5º, LEI Nº
8.212/91 APLICAÇÃO DO ART. 32, IV, LEI Nº 8.212/91 C/C ART. 32A,
LEI Nº 8.212/91 PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA ATO
NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO ART. 106, II, C, CTN
Conforme determinação do art. 106, II, c do Código Tributário Nacional CTN a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se
de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
Desta forma, há que se observar qual das seguintes situações resulta mais favorável ao contribuinte, conforme o art. 106, II, c, CTN: (a) a norma anterior, com a multa prevista no art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c art. 32, §§ 4º e 5º, Lei nº 8.212/1991 ou (b) a norma atual, nos termos do art. 32,
inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c o art. 32-A, Lei nº 8.212/1991, na redação dada pela Lei 11.941/2009.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-001.008
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, para que se recalcule o valor da multa, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 32-A da Lei 8.212/91, na redação dada pela
Lei 11.941/2009.
Nome do relator: PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
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Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO GFIP APRESENTAÇÃO DE GFIP COM DADOS NÃO CORRESPONDENTES AOS FATOS GERADORES DE TODAS AS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Constitui infração, punível na forma da Lei, apresentar a empresa a Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP, com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do autode infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária. CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, IV, §§ 4º e 5º, LEI Nº 8.212/91 APLICAÇÃO DO ART. 32, IV, LEI Nº 8.212/91 C/C ART. 32A, LEI Nº 8.212/91 PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO ART. 106, II, C, CTN Conforme determinação do art. 106, II, c do Código Tributário Nacional CTN a lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não Fl. 122DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Desta forma, há que se observar qual das seguintes situações resulta mais favorável ao contribuinte, conforme o art. 106, II, c, CTN: (a) a norma anterior, com a multa prevista no art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c art. 32, §§ 4º e 5º, Lei nº 8.212/1991 ou (b) a norma atual, nos termos do art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c o art. 32A, Lei nº 8.212/1991, na redação dada pela Lei 11.941/2009. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para que se recalcule o valor da multa, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 32A da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marthius Sávio Cavalcante Lobato, Marcelo Magalhães Peixoto e Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 123DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 18050.004269/200809 Acórdão n.º 240301.008 S2C4T3 Fl. 112 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário, fls. 98 a 108, interposto pela Recorrente – CARBALLO FARO CIA. LTDA. contra Acórdão nº 1521.502 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Salvador BA, fls. 90 a 93, que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação acessória, Auto de Infração nº. 37.172.8487, às fls. 01, sendo o valor da multa aplicada originalmente R$ 34.804,82 (trinta e quatro mil, oitocentos e quatro reais e oitenta e dois centavos). Conforme o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 11 a 12, o Auto de Infração nº. 37.172.8487, Código de Fundamentação Legal – CFL 68, foi lavrado pela Fiscalização contra a Recorrente por ela ter apresentado GFIP Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, conforme o informado no Anexo do Relatório Fiscal de Aplicação da Multa, às fls. 13 a 14, com Anexo às fls. 15 a 19, nas competências 01/2004 a 12/2004. O Relatório Fiscal da Infração, às fls. 11 a 12, informa que: Deixaram de ser declarados nas GFIP os seguintes fatos geradores de contribuições previdenciárias: a) Pagamento de remuneração indireta a sócios da empresa. b) Pagamento de SalárioFamília a empregados em desacordo com a legislação, situação em que este deixa de ter o caráter de beneficio previdenciário, passando a integrar a remuneração desses segurados. Em relação aos pagamentos feitos pela Recorrente a título de previdência privada aos sócios, o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 11 a 12, mostra que: 3. No exame da escrita contábil foram identificados lançamentos referentes a pagamento de previdência privada aos sócios Conta n° 4.2.1.05.003 em todo o período de 01 a 12/2004. Constatouse que tais pagamentos são exclusivos aos sócios da empresa, não sendo verificados para quaisquer outros segurados. 4. 0 valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica relativo a programa de previdência complementar, aberto ou fechado, não integra o saláriodecontribuição desde que seja extensivo a todos os empregados e dirigentes da empresa (Lei no. 8.212, de 24/07/1991, art. 28 i, §9º , "p" RPS, aprovado pelo Decreto no. 3.048, de 06/05/1999 e alterações posteriores, art. 214, I, §9º, XV). Fl. 124DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 4 5. De acordo com o Contrato Social, todos os sócios exercem a gerência da empresa e recebem remuneração decorrente de seu trabalho. Os sócios gerentes são segurados obrigatórios da Previdência Social como contribuintes individuais, nos termos da Lei n° 8.212/91, artigo 12, inciso V, alínea "f" (Incluída pela Lei n° 9.876, de 26/11/99). 6. Assim sendo, os valores pagos aos sócios a titulo de previdência privada foram considerados como parcelas integrantes do saláriodecontribuição, tendo sido lançados como pagamento de remuneração a contribuintes individuais prólabore e tributados em 20%, na forma proposta no artigo 22, inciso III, da Lei n° 8.212/91. Em relação ao pagamento de quotas de saláriofamília em desacordo com a legislação, o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 11 a 12, mostra que: 8. No exame das folhas de pagamento dos segurados empregados foram constatados diversos casos de pagamentos de quotas de SalárioFamília em desacordo com a legislação previdenciária. 9. 0 SalárioFamília é um beneficio previdenciário definido na Lei no. 8.213, de 24/07/1991, arts. 65 a 70. 0 valor das quotas e o limite de remuneração para que o segurado tenha direito ao beneficio esta definido no artigo 66. Observese que todos os valores expressos em moeda corrente referidos na legislação previdenciária são reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da previdência social (art. 373 do RPS). 10. A empresa forneceu os arquivos digitais das folhas de pagamento à fiscalização, que realizou a verificação dos valores dos pagamentos de SalárioFamília, identificando todos os casos em que os pagamentos deixaram de obedecer aos valores e limites acima discriminados. 11. Observase ainda que, nesses casos, os valores das quotas pagas em desacordo com a legislação deixam de ter caráter de beneficio previdenciario e passando a integrar o saláriode contribuição dos segurados. Sendo assim, os mesmos valores foram glosados e também lançados como remunerações de empregados, sobre as quais incidem as contribuições previdenciárias previstas nos artigos 20 (segurados) e 22 (patronais) da Lei n° 8.212/91. Houve portanto o descumprimento da obrigação legal acessória, conforme previsto na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 32, inc. IV e §§ 3º e 5º, acrescentado pela Lei n° 9.528, de 10/12/1997, combinado com art. 225, IV e § 4°, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999. A multa a ser aplicada tem enquadramento legal na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 32, §5°, acrescentado pela Lei n° 9.528, de 10/12/1997, e Regulamento da Fl. 125DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 18050.004269/200809 Acórdão n.º 240301.008 S2C4T3 Fl. 113 5 Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999, art. 284, inc. II, e art. 373. Em virtude da infração cometida fica a autuada sujeita à multa prevista no art. 32, §5° da Lei 8212/1991 e 284, inc. II, Decreto 3.048/99, com valor mínimo atualizado pela Portaria MPS/MF 77, de 11.03.2008, calculada de acordo com o Anexo do Relatório Fiscal de Aplicação da Multa, às fls. 15 a 19, no valor total de R$ 34.804,82. Segundo se depreende do Relatório Fiscal de Aplicação da Multa, às fls. 13 a 14, não ficaram caracterizadas nem circunstância agravante e nem circunstância atenuante. Foi emitido o TIAf – Termo de Início da Ação Fiscal, às fls. 06 a 07, bem como o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 0510100.2008.00082, com ciência da Recorrente. A ciência do Auto de Infração ocorreu em 04.07.2008, às fls. 01. O período objeto do auto de infração, conforme o Anexo do Relatório Fiscal de Aplicação da Multa, às fls. 15, é de 01/2004 a 12/2004. A Recorrente apresentou impugnação, às fls. 32 a 48, com Anexos às fls. 49 a 77. A Recorrida analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, nos termos do Acórdão nº 1521.502 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Salvador BA, fls. 90 a 93, conforme Ementa a seguir: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. GFIP. DADOS NÃO CORRESPONDENTES AOS FATOS GERADORES. INFRAÇÃO. Constitui infração, punível com multa, a apresentação da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. INTEGRAÇÃO AO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. Os pagamentos de Previdência Privada efetuados pela empresa somente não integram a remuneração se disponíveis à totalidade dos empregados e dirigentes da empresa. A Previdência Privada, quando paga pela empresa apenas aos seus sócios, não se encontra albergada na regra de não incidência. Demonstrada a incidência da contribuição previdenciária sobre a Previdência Privada paga pela empresa aos seus sócios, tal parcela deveria ter sido por ela incluída na GFIP. INCONSTITUCIONALIDADE. ILEGALIDADE. ARGÜIÇÃO. Fl. 126DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 6 A instância administrativa é incompetente para se manifestar sobre a constitucionalidade ou legalidade de ato normativo em vigor. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Acórdão Acordam os membros da 6a Turma de Julgamento. por unanimidade votos, em considerar PROCEDENTE o lançamento, mantendo o credito tributário exigido. Intimese para pagamento do crédito mantido no prazo de 30 dias da ciência, com redução de 25% (vinte e cinco por cento), conforme art. 293, §2°, do Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 6 de maio de 1999, salvo interposição de recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, em igual prazo, na forma dos arts. 25, II, e 33 do Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972. Inconformada com a decisão de primeira instância, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, fls. 98, onde alega em apertada síntese: (i) Previdência privada. Não integra saláriodecontribuição. Ora, a CLT (artigo 458, § 2°, inciso VI da CLT), norma especial de regulação das leis e normas que regem o trabalho, dispõe claramente no sentido de que o pagamento de previdência privada não irá integrar a remuneração do empregado. No caso do pagamento de previdência privada de todos os sócios, dispõe o artigo 28, § 9°, alínea "p" da Lei 8.212/91 que tais valores não integrariam o saláriodecontribuição, no caso de estar disponível à totalidade de empregados e dirigentes. Da interpretação sempre sistemática que se faz do presente dispositivo, têmse que porque disponibilizado igualmente a todos os sócios, ou seja, a uma camada especifica do organograma da empresa, a previdência complementar não deveria estar incluída no rol das contribuições pagas pela pessoa jurídica ora recorrente. Ao que entende renomada doutrina a quem se filia a Recorrente, o fato de a previdência complementar beneficiar todos os dirigentes, sem contudo englobar os empregados que representam outra camada, não descaracteriza o plano de benefícios oferecido pela patrocinadora a ponto de o quantum tornarse salário e, portanto, parte integrante do saláriode contribuição. Fl. 127DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 18050.004269/200809 Acórdão n.º 240301.008 S2C4T3 Fl. 114 7 (ii) Saláriofamília. Boafé. Acontece que a Impugnante por equivoco recolheu o beneficio a maior em alguns casos, e em outros, concedeu o beneficio sem se atentar para o fato que o aumento salarial de alguns segurados acabava por afastar seu direito ao beneficio, que tem seus limites estabelecidos pelas Portarias MPS n° 727 de 2003 e 479 de 2004. Ante aos fatos narrados, devese reconhecer que a recorrente agiu lastreada na boafé, o que, apenas, não foi suficiente para afastar o infortúnio do equivoco cometido pela empresa e que ocasionou a presente autuação, de forma que não seja dado à recorrente o mesmo tratamento atribuído a outrem que dolosamente comente a mesma infração. (iii) Da aplicação imediata da legislação mais benigna. Inteligência do art. 106, CTN. Por outro lado, caso entenda este conselho pela aplicação da multa, a matéria referente às contribuições previdenciárias, estão listadas no art. 32, inciso IV da Lei n° 8.212, que em 2008 sofreu alterações pela Medida Provisória 449/2008 que se converteu na Lei 11.941/2009. Os membros da 6a Turma da DJR/SDR, em acórdão recorrido, entenderam pela aplicação multa com base no §4° do art. 32 da Lei 8.212 de 1991, considerando o número de segurados da empresa. Nesse sentido, na considerável alteração que introduziu o artigo 32A na Lei 8.212/91 conforme demonstrado anteriormente, foi estabelecido que o contribuinte que deixar de apresentar a GFIP ou apresentála com incorreções ou omissões, não corrigindo ou sanando seus defeitos, pela subsunção no caso analisado, se submeterá a multa de R$ 20,00 para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, fls. 110. É o Relatório. Fl. 128DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 8 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 110. Avaliados os pressupostos, passo para as Questões Preliminares e ao Mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES Do Preceito fundamental à lavratura do Auto de Infração De plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: • A autorização por meio da emissão do Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento; • A intimação para a apresentação dos documentos conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; • A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a Fl. 129DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 18050.004269/200809 Acórdão n.º 240301.008 S2C4T3 Fl. 115 9 lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. Folha de Rosto do Auto de Infração; b. Instruções para o Contribuinte – IPC; c. REPLEG – Relatório de representantes Legais; d. VÍNCULOS – Relação de Vínculos; e. TIAF –Termo de Início da Ação Fiscal; f. Termo de Intimação para Apresentação de Documentos TIAD; g. TEAF –Termo de Encerramento da Ação Fiscal. h. Relatório Fiscal da Infração. Cumprenos esclarecer ainda, que a autuação fiscal foi elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999, especialmente com a discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, dia e hora de sua lavratura. Art.293.Constatada a ocorrência de infração a dispositivo deste Regulamento, será lavrado autodeinfração com discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, dia e hora de sua lavratura, observadas as normas fixadas pelos órgãos competentes. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §1oRecebido o autodeinfração, o autuado terá o prazo de trinta dias, a contar da ciência, para efetuar o pagamento da multa de ofício com redução de cinqüenta por cento ou impugnar a autuação. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §2oImpugnada a autuação, o autuado, após a ciência da decisão de primeira instância, poderá efetuar o pagamento da multa de ofício com redução de vinte e cinco por cento, até a data limite para interposição de recurso. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §3ºO recolhimento do valor da multa, com redução, implica renúncia ao direito de impugnar ou de recorrer.(Redação dada pelo Decreto nº 4.032, de 2001) §4oApresentada impugnação, o processo será submetido à autoridade competente, que decidirá sobre a autuação, cabendo recurso na forma da Subseção II da Seção II do Capítulo Único Fl. 130DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 10 do Título I do Livro V deste Regulamento. (Redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 2007) Analisandose o auto de infração e seus anexos, temse que foi cumprido integralmente os limites legais dispostos no art. artigo 293, Decreto 3.048/1999. DO MÉRITO. (i) Previdência privada. Não integra saláriodecontribuição. Ora, a CLT (artigo 458, § 2°, inciso VI da CLT), norma especial de regulação das leis e normas que regem o trabalho, dispõe claramente no sentido de que o pagamento de previdência privada não irá integrar a remuneração do empregado. No caso do pagamento de previdência privada de todos os sócios, dispõe o artigo 28, § 9°, alínea "p" da Lei 8.212/91 que tais valores não integrariam o saláriodecontribuição, no caso de estar disponível à totalidade de empregados e dirigentes. Da interpretação sempre sistemática que se faz do presente dispositivo, têmse que porque disponibilizado igualmente a todos os sócios, ou seja, a uma camada especifica do organograma da empresa, a previdência complementar não deveria estar incluída no rol das contribuições pagas pela pessoa jurídica ora recorrente. Ao que entende renomada doutrina a quem se filia a Recorrente, o fato de a previdência complementar beneficiar todos os dirigentes, sem contudo englobar os empregados que representam outra camada, não descaracteriza o plano de benefícios oferecido pela patrocinadora a ponto de o quantum tornarse salário e, portanto, parte integrante do saláriode contribuição. Analisemos. Conforme o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 11 a 12, o Auto de Infração nº. 37.172.8487, Código de Fundamentação Legal – CFL 68, foi lavrado pela Fiscalização contra a Recorrente por ela ter apresentado GFIP Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, conforme o informado no Anexo do Relatório Fiscal de Aplicação da Multa, às fls. 13 a 14, com Anexo às fls. 15 a 19, nas competências 01/2004 a 12/2004. O Relatório Fiscal da Infração, às fls. 11 a 12, informa que: Fl. 131DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 18050.004269/200809 Acórdão n.º 240301.008 S2C4T3 Fl. 116 11 Deixaram de ser declarados nas GFIP os seguintes fatos geradores de contribuições previdenciárias: a) Pagamento de remuneração indireta a sócios da empresa. b) Pagamento de SalárioFamília a empregados em desacordo com a legislação, situação em que este deixa de ter o caráter de beneficio previdenciário, passando a integrar a remuneração desses segurados. Em relação aos pagamentos feitos pela Recorrente a título de previdência privada aos sócios, o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 11 a 12, mostra que: 3. No exame da escrita contábil foram identificados lançamentos referentes a pagamento de previdência privada aos sócios Conta n° 4.2.1.05.003 em todo o período de 01 a 12/2004. Constatouse que tais pagamentos são exclusivos aos sócios da empresa, não sendo verificados para quaisquer outros segurados. 4. 0 valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica relativo a programa de previdência complementar, aberto ou fechado, não integra o saláriodecontribuição desde que seja extensivo a todos os empregados e dirigentes da empresa (Lei no. 8.212, de 24/07/1991, art. 28 i, §9º , "p" RPS, aprovado pelo Decreto no. 3.048, de 06/05/1999 e alterações posteriores, art. 214, I, §9º, XV). 5. De acordo com o Contrato Social, todos os sócios exercem a gerência da empresa e recebem remuneração decorrente de seu trabalho. Os sócios gerentes são segurados obrigatórios da Previdência Social como contribuintes individuais, nos termos da Lei n° 8.212/91, artigo 12, inciso V, alínea "f" (Incluída pela Lei n° 9.876, de 26/11/99). 6. Assim sendo, os valores pagos aos sócios a titulo de previdência privada foram considerados como parcelas integrantes do saláriodecontribuição, tendo sido lançados como pagamento de remuneração a contribuintes individuais prólabore e tributados em 20%, na forma proposta no artigo 22, inciso III, da Lei n° 8.212/91. Em relação às disposições da legislação, o art. 458, § 2º, VI, CLT, aplicando se às relações de emprego, dispõe que não se considera salário a utilidade concedida pelo empregador a título de previdência privada: Art. 458 Além do pagamento em dinheiro, compreendese no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações "in natura" que a empresa, por força do contrato ou do costume, fornecer habitualmente ao empregado. Em caso algum será permitido o pagamento com Fl. 132DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 12 bebidas alcoólicas ou drogas nocivas. (Redação dada pelo Decretolei nº 229, de 28.2.1967) (...) § 2o Para os efeitos previstos neste artigo, não serão consideradas como salário as seguintes utilidades concedidas pelo empregador: (Redação dada pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) VI – previdência privada; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) No entanto, a legislação previdenciária como norma especial, aplicável neste ponto tanto a empregados quanto a contribuintes individuais, em relação aos valores pagos a título de programa de previdência complementar, assim dispõe no art. 28, § 9º, p, Lei 8.212/1991: Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: (...) § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) (...) p) o valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica relativo a programa de previdência complementar, aberto ou fechado, desde que disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, observados, no que couber, os arts. 9º e 468 da CLT; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) (gn) Desta forma, a legislação previdenciária, no art. 28, § 9º, p, Lei 8.212/1991, dispõe que o valor pago a título de previdência complementar deve estar disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, o que não se verifica no presente caso concreto. O Recorrente, em sede de Recurso Voluntário, às fls. 98 a 108, reconhece que o pagamento de Previdência Complementar foi disponibilizado igualmente para todos os sócios, sem englobar os demais empregados da empresa: Da interpretação sempre sistemática que se faz do presente dispositivo, têmse que porque disponibilizado igualmente a todos os sócios, ou seja, a uma camada especifica do organograma da empresa, a previdência complementar não deveria estar incluída no rol das contribuições pagas pela pessoa jurídica ora recorrente. Ao que entende renomada doutrina a quem se filia a Recorrente, o fato de a previdência complementar beneficiar todos os dirigentes, sem contudo englobar os empregados que representam outra camada, não descaracteriza o plano de Fl. 133DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 18050.004269/200809 Acórdão n.º 240301.008 S2C4T3 Fl. 117 13 benefícios oferecido pela patrocinadora a ponto de o quantum tornarse salário e, portanto, parte integrante do saláriode contribuição. Desta forma, correto a autuação fiscal ao considerar que houve o descumprimento da obrigação legal acessória, conforme previsto na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 32, inc. IV e §§ 3º e 5º, acrescentado pela Lei n° 9.528, de 10/12/1997, combinado com art. 225, IV e § 4°, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999. Portanto, diante do exposto, não prospera a alegação do Recorrente. (ii) Saláriofamília. Boafé. Acontece que a Impugnante por equivoco recolheu o beneficio a maior em alguns casos, e em outros, concedeu o beneficio sem se atentar para o fato que o aumento salarial de alguns segurados acabava por afastar seu direito ao beneficio, que tem seus limites estabelecidos pelas Portarias MPS n° 727 de 2003 e 479 de 2004. Ante aos fatos narrados, devese reconhecer que a recorrente agiu lastreada na boafé, o que, apenas, não foi suficiente para afastar o infortúnio do equivoco cometido pela empresa e que ocasionou a presente autuação, de forma que não seja dado à recorrente o mesmo tratamento atribuído a outrem que dolosamente comente a mesma infração. Analisemos. Em relação ao pagamento de quotas de saláriofamília em desacordo com a legislação, o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 11 a 12, mostra que: 8. No exame das folhas de pagamento dos segurados empregados foram constatados diversos casos de pagamentos de quotas de SalárioFamília em desacordo com a legislação previdenciária. 9. 0 SalárioFamília é um beneficio previdenciário definido na Lei no. 8.213, de 24/07/1991, arts. 65 a 70. 0 valor das quotas e o limite de remuneração para que o segurado tenha direito ao beneficio esta definido no artigo 66. Observese que todos os valores expressos em moeda corrente referidos na legislação previdenciária são reajustados nas Fl. 134DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 14 mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da previdência social (art. 373 do RPS). 10. A empresa forneceu os arquivos digitais das folhas de pagamento à fiscalização, que realizou a verificação dos valores dos pagamentos de SalárioFamília, identificando todos os casos em que os pagamentos deixaram de obedecer aos valores e limites acima discriminados. 11. Observase ainda que, nesses casos, os valores das quotas pagas em desacordo com a legislação deixam de ter caráter de beneficio previdenciário e passando a integrar o saláriode contribuição dos segurados. Sendo assim, os mesmos valores foram glosados e também lançados como remunerações de empregados, sobre as quais incidem as contribuições previdenciárias previstas nos artigos 20 (segurados) e 22 (patronais) da Lei n° 8.212/91. Neste sentido, o Recorrente, em sede de Recurso Voluntário,às fls. 98 a 108, reconhece que efetivou o pagamento do saláriofamília em desacordo com a legislação própria, não se insurgindo em relação ao mérito da autuação. Não obstante a defesa do Recorrente ser centrada no sentido de ter agido de boafé, temse que este fato, no entanto, não afasta a validade da autuação fiscal. Portanto, diante do exposto, não prospera a alegação do Recorrente. (iii) Da aplicação imediata da legislação mais benigna. Inteligência do art. 106, CTN. Por outro lado, caso entenda este conselho pela aplicação da multa, a matéria referente às contribuições previdenciárias, estão listadas no art. 32, inciso IV da Lei n° 8.212, que em 2008 sofreu alterações pela Medida Provisória 449/2008 que se converteu na Lei 11.941/2009. Os membros da 6a Turma da DJR/SDR, em acórdão recorrido, entenderam pela aplicação multa com base no §4° do art. 32 da Lei 8.212 de 1991, considerando o número de segurados da empresa. Nesse sentido, na considerável alteração que introduziu o artigo 32A na Lei 8.212/91 conforme demonstrado anteriormente, foi estabelecido que o contribuinte que deixar de apresentar a GFIP ou apresentála com incorreções ou omissões, não corrigindo ou sanando seus defeitos, pela subsunção no caso analisado, se submeterá a multa de R$ 20,00 para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas. Fl. 135DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 18050.004269/200809 Acórdão n.º 240301.008 S2C4T3 Fl. 118 15 Analisemos. No que tange ao cálculo da multa, é necessário tecer algumas considerações, face à edição da recente Medida Provisória nº 449/2008, convertida na Lei 11.941/2009. A citada Lei 11.941/2009 alterou a sistemática de cálculo de multa por infrações relacionadas à GFIP. Para tanto, a Lei 11.941/2009, inseriu o art. 32A, o qual dispõe o seguinte: “Art.32A.O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do art. 32 no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitarseá às seguintes multas: I de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no §3o; e II de R$ 20,00 (vinte reais)para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas §1º Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso I do caput, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento §2o Observado o disposto no § 3o, as multas serão reduzidas: I à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou II a setenta e cinco por cento, se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação §3o A multa mínima a ser aplicada será de: I R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; II R$ 500,00 ( quinhentos reais), nos demais casos”. Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106. inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, há que se verificar a situação mais favorável ao sujeito passivo, face às alterações trazidas. Art.106 A lei aplicase a ato ou fato pretérito: (...) II tratandose de ato não definitivamente julgado: Fl. 136DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 16 (...) c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. No caso da presente autuação, Auto de Infração nº. 37.172.8487, a multa aplicada ocorreu nos termos do art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 e do art. 32, § 5º, da Lei nº 8.212/1991, o qual previa que pena administrativa correspondente à multa de cem por cento do valor devido relativo à contribuição não declarada, limitada aos valores previstos no art. 32, § 4º, da Lei nº 8.212/1991. Para efeitos da apuração da situação mais favorável, há que se observar qual das seguintes situações resulta mais favorável ao contribuinte, conforme o art. 106, II, c, CTN: (a) a norma anterior, com a multa prevista no art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c o art. 32, § 5º, Lei nº 8.212/1991 ou (b) a norma atual, nos termos do art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c o art. 32A, Lei nº 8.212/1991, na redação dada pela Lei 11.941/2009. Nesse sentido, entendo que na execução do julgado, a autoridade fiscal deverá verificar, com base nas alterações trazidas, a situação mais benéfica ao contribuinte. CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso, em dar provimento parcial ao recurso, NO MÉRITO, para que se recalcule o valor da multa, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 32A da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 137DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10680.013027/2007-99
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 31/01/1997 a 31/12/2000
PREVIDENCIÁRIO.DECADÊNCIA
Ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado. As edições da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ” determinaram que são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da
Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.
Observados os artigos 150, § 4° e 173, I do CTN, o lançamento dos créditos tributários resta fulminado por qualquer critério.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2403-000.982
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso.
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: IVANCIR JÚLIO DE SOUZA
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As edições da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ” determinaram que são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Observados os artigos 150, § 4° e 173, I do CTN, o lançamento dos créditos tributários resta fulminado por qualquer critério. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees StringariPresidente Ivacir Júlio de SouzaRelator Fl. 59DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Jhonatas Ribeiro Da Silva. Ausentes os conselheiros Cid Marconi Gurgel de Souza e Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 60DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10680.013027/200799 Acórdão n.º 240300.982 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório Conforme Relatório da instância a quo, “ tratase de infringência ao disposto no art. 32, inciso I da Lei n ° 8.212 de 1991, c/c o Regulamento da Organização e do Custeio da Seguridade Social — ROCSS alíneas "a" a "e" do §4°, inciso I, do art. 47 do Decreto no 612 — de 21.07.92 DOU de 22.07.92 — (período de 01.1997 a 02.1997), pelas alíneas "a" a "e" do §4°, inciso I, do art. 47, aprovado pelo Decreto n° 2.173, de 05.03.97 (para as competências 03.1997 a 04.1999) e art. 225, I, §9 0 do RPS, aprovado pelo Decreto no 3.048 de 1999 (para as competências 05.1999 a 12.2000), por ter a empresa elaborado folhas de pagamento, do período fiscalizado, qual seja, 01/1997 a 12/2000, em desacordo com os padrões e normas estabelecidos pelo INSS.” Aduz que a recorrente foi notificada em 12/07/2007 através de seu represente legal, conforme assinatura aposta às fls. 01. Em sua peça de impugnação,às fls. 14, alegou decadência da exação. DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar aos argumentos da impugnante, na forma do registro de fls. 34, a 7ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil de Belo Horizonte – (MG) – DRJ/BHE, emitiu o Acórdão n ° 1215.669 mantendo procedente o lançamento. DO RECURSO Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário de fls. 44 onde reiterou as alegações que fizera em instancia “ad quod ”. Fl. 61DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Voto Conselheiro Ivacir Julio de Souza, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls.54, o recurso é tempestivo e reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DA PRELIMINAR DE DECADÊNCIA Tomandose como certo o entendimento de que ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado, em preliminar, quedome a observar hipótese decadencial face a edição da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal – STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ”: SÚMULA VINCULANTE DO STF N° 8 “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. A súmula n° 8 passou a produzir efeitos a partir de 20 de junho de 2008, conforme ata da vigésima segunda sessão plenária do STF, do dia 12.06.2008, cuja íntegra do debate foi publicado no Diário de Justiça do dia 11.09.2008. O material está no site do tribunal. Consolidando o sumulado, se observa a Lei complementar n° 128, de 19 de dezembro de 2008, artigo 13, I, “a ” : “ Lei Complementar n°128, de 19 de dezembro de 2008 (...) Art. 13. Ficam revogados: I – a partir da data de publicação desta Lei Complementar: a) os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24 de julho de 1991” Na forma do relatado, o período da constituição do crédito referiuse às competências , 01/1997 a 12/2000 e a empresa foi notificada em 12/07/2007. Face ao exposto, é despiciendo promover vasta argumentação sobre o reconhecimento de hipótese decadencial. O código tributário Nacional – CTN manifesta sobre a matéria os comandos dos artigos 150, § 4° ou 173, I. Assim, nas circunstância narradas, o auto em comento resta fulminado sob qualquer enfoque daquele Códex. Fl. 62DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10680.013027/200799 Acórdão n.º 240300.982 S2C4T3 Fl. 3 5 CONCLUSÃO Desse modo, em razão do que foi exposto, voto por conhecer do recurso e em PRELIMINAR reconhecer a decadência do lançamento em apreço por qualquer dos critérios preceituados no Código Tributário Nacional – CTN, quer seja, com base no artigo 150, § 4° ou 173, I do referido diploma . É como voto. Ivacir Julio de Souza Fl. 63DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 19647.006519/2007-17
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/02/2001 a 31/03/2001
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE PRECEITO FUNDAMENTAL À VALIDADE DA AUTUAÇÃO INOCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua
lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO.
A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário.
Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO MATÉRIA NÃO IMPUGNADA PRECLUSÃO DO DIREITO DO IMPUGNANTE FAZÊ-LO EM OUTRO MOMENTO PROCESSUAL
A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento.
Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-000.990
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade votos, em negar
provimento ao recurso.
Nome do relator: PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
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Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO MATÉRIA NÃO IMPUGNADA PRECLUSÃO DO DIREITO DO IMPUGNANTE FAZÊLO EM OUTRO MOMENTO PROCESSUAL A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual. Recurso Voluntário Negado Fl. 97DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Jhonatas Ribeiro da Silva. Ausentes o Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto e o Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 98DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 19647.006519/200717 Acórdão n.º 240300.990 S2C4T3 Fl. 88 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário, fls. 41 a 51, com Anexo às fls. 52 a 83, interposto pela Recorrente – EDKAMARA SERVIÇOS ELÉTRICOS LTDA. contra Decisão Notificação DN nº 15.401.4/0133/2006 da Delegacia da Receita Previdenciária em Recife PE, fls. 22 a 26, que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação acessória, Auto de Infração nº. 35.861.4007, às fls. 01, com valor consolidado de R$ 11.017,50 (onze mil, dezessete reais e cinqüenta centavos). Conforme o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 2, o Auto de Infração nº. 35.861.4007, Código de Fundamentação Legal – CFL 38, foi lavrado pela Fiscalização contra a Recorrente por ela ter deixado de exibir folhas de pagamento e Livro Diário das competências 02/2001 e 03/2001 e Livro de Registro de Empregados, embora intimada para tanto pelo Termo de Intimação para Apresentação de Documentos (TIAD) de f. 12 — termo do qual o sócio da Autuada Ednaldo Bezerra da Silva tomou expressa ciência. Houve portanto o descumprimento da obrigação legal acessória, conforme previsto na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 33, §§ 2° e 3°, com redação da MP 449, de 03/12/2008, convertida na Lei nº 11.941, de 27/05/2009, combinado com os arts. 232 e 233, parágrafo único, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999. A multa a ser aplicada tem enquadramento legal na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, arts. 92 e 102 e Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999, art. 283, inc. II, alínea "j" e art. 373. Segundo o Relatório Fiscal da Multa, às fls. 3, não ficou caracterizada a circunstância agravante da penalidade capitulada no art. 290, II e a gradação da multa do Art. 292, inciso II, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99. Foi emitido o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 09248414, às fls. 6, 8 a 11. O período objeto do auto de infração, conforme o Termo de Intimação para Apresentação de Documentos TIAD, às fls. 15 a 16, é de 02/2001 a 03/2001. A ciência do Auto de Infração ocorreu em 24.11.2005, conforme Aviso de Recebimento – AR nº RZ 530163638 BR, às fls. 20. Em 31.01.2006, a Delegacia da Receita Previdenciária em Recife – PE, informa que não foi apresentada Impugnação, às fls. 21. Fl. 99DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 4 A Recorrida analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, nos termos da Decisão Notificação DN nº 15.401.4/0133/2006 da Delegacia da Receita Previdenciária em Recife PE, fls. 22 a 26, conforme Ementa a seguir: EMENTA: I OMISSÃO EM APRESENTAR LIVROS CONTÁBEIS E DOCUMENTOS RELACIONADOS A CONTRIBUIÇÕES PARA A SEGURIDADE SOCIAL. Tendo a Autuada deixado de apresentar à fiscalização documentos e livros relacionados a contribuições para a Seguridade Social, concretizouse a infração ao art. 33, §2°, da Lei n.° 8212/1991. II FALTA DE IMPUGNAÇÃO. OBRIGATORIEDADE DE JULGAR. 0 art. 293, § 40, do RPS/1999, na redação do Decreto n.° 4032/2001, apregoa que, mesmo na hipótese de a autuação não ter sido impugnada, é obrigatório seu julgamento. III VALOR DA MULTA APLICADA. A multa aplicada foi calculada em estrita consonância com o disposto nos arts. 92 e 102 da Lei n.° 8212/1991, nos arts. 283, II, 1", e 373 do 'Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.° 3048/1999, e no art. 8°, V, da Portaria MPS n.° 822/2005. LANÇAMENTO PROCEDENTE Em 06.02.2008 foi dado ciência à Recorrente da Decisão Notificação DN nº 15.401.4/0133/2006 da Delegacia da Receita Previdenciária em Recife – PE, conforme Aviso de Recebimento – AR, às fls. 38. Inconformada com a decisão de primeira instância, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, em 21.02.2008, fls. 41 a 51, com Anexo às fls. 52 a 83, onde alega em apertada síntese que: (i) Da preliminar de nulidade da intimação. A intimação do auto de infração é nula eis que não foi dado ciência da medida punitiva ao sujeito passivo da obrigação. A assinatura constante do AR de fls. (Cícero Francisco da Silva) é de pessoa totalmente estranha à Empresa, que não tem valor algum. Além de ser um nome muito comum, a aludida assinatura está despida de qualquer outro elemento, tais como o numero da identidade ou do CPF do seu autor, condição mínima para permitir sua identificação Como já afirmado, a assinatura constante do AR (Cícero Francisco da Silva), não faz parte do contrato social, não é empregado ou preposto da pessoa jurídica. E figura estranha à Empresa. Dita assinatura "nua" não tem valor algum. Independente de se tratar de um nome muito comum, não se teve o cuidado, sequer, de preencher corretamente a ficha "AR" indicandose o número do documento de identificação do recebedor, tampouco a identificação do entregador dos correios. (ii) Obrigação impossível. Fl. 100DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 19647.006519/200717 Acórdão n.º 240300.990 S2C4T3 Fl. 89 5 8. Do mesmo modo não existe nos autos prova da omissão da autuada em apresentar livros contábeis e documentos, contrariamente ao entendimento trazido no julgamento recorrido. 9. E verdade que a autuada foi intimada para apresentar, sob pena de autuação, como se vê no Termo de Intimação para Apresentação do Documentos — TIAD As fls. 12, os seguintes livros e ou documentos fiscais relativos aos meses de fevereiro de 2001 e março 2001, a saber: Livro Diário; Folhas de Pagamento; Registro de Empregados; 10. Pela mesma TIAD determinouse que ditos documentos deveriam a partir de 11110/2005 ficar à disposição da fiscalização no endereço da autuada, sito na Rua ANANIAS CATANHO 642, TOTO. 11. Podese observar, ainda, constar do processo (a autuada somente agora veio a tomar ciência da acusação obtendo cópia das pegas que o instruem) que uma vez efetuada essa única intimação para exibição do documentário da empresa, isso aos 07/10/2005, o que veria ser feito no próprio local. Depois disso a Auditora jamais compareceu ao local para conferir a existência ou não daqueles livros e documentos. 15. Sem qualquer notificação prévia, a Recorrente foi surpreendida com a intimação 074/2008 dandolhe ciência da DecisãoNotificação alusivo ao julgamento do auto de infração sem ter tido qualquer oportunidade de defesa. Aliás, a atual intimação só aconteceu porque no momento do recebimento do processo já julgado na Delegacia da Receita Federal do Brasil, em face da extinção da Delegacia da Receita Federal Previdenciária, a diligente funcionária do SECAT constatou a FALTA DE COMPROVAÇÃO da necessária ciência, senão nem deste julgamento a Recorrente teria noticia. 17. A Recorrente como afirmado no preâmbulo é uma microempresa (familiar) operando na época tãosomente com a prestação de serviços como consta de seu objeto social cujas atividades eram executadas exclusivamente pelos sócios, inexistindo empregados. 18. Ademais, a Recorrente optante pelo lucro presumido, como comprova a anexa "Declaração de Informações Econômico Fiscais da Pessoa Jurídica DIPJ 2002 (Doc. 03), o que lhe permite o cumprimento de suas obrigações fiscais de forma simplificada. 43. Ainda cabe destacar que, o ônus da prova cabe a quem alega, portanto da responsabilidade do Fisco e não da Recorrente, provar os fatos por aquele alegados. Caso contrário, Fl. 101DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 6 os motivos ensejadores do presente Auto caem por terra, desaparecendo assim os alicerces de sustentação do mesmo, restando apenas a declaração de sua total improcedência porque decorrente de ato NULO. 46. Sendo assim, resta demonstrada a impossibilidade da Recorrente em se defender amplamente do apontamento objeto do presente recurso, tendo em vista estar a medida punitiva insuficientemente embasada em meras acusações sem se permitir que a mesma Recorrente contra ela se opusesse ou mesmo tivesse acesso, certo ser da competência do autuante instruir adequadamente a sua pega acusatória, sob pena de nulidade (iii) Alegações de inconstitucionalidades. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, fls. 86. É o Relatório. Fl. 102DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 19647.006519/200717 Acórdão n.º 240300.990 S2C4T3 Fl. 90 7 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 86. Anotase ainda que o Supremo Tribunal Federal – STF ao editar a Súmula Vinculante nº. 21 afastou a exigência de depósito para a admissibilidade de recurso na esfera administrativa. Súmula Vinculante 21 É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. Fonte de Publicação: DJe nº. 210, p. 1, em 10/11/2009. DOU de 10/11/2009, p. 1. Avaliados os pressupostos, passo para as Preliminares. DAS QUESTÕES PRELIMINARES. Da regularidade da lavratura do Auto de Infração De plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: Fl. 103DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 8 • A autorização por meio da emissão do TIAF – Termo de Início da Auditoria Fiscal apresentando o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento; • A intimação para a apresentação dos documentos conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; • A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. Folha de Rosto do Auto de Infração; b. Instruções para o Contribuinte – IPC; c. CORESP – Relatório de Coresponsáveis do Débito; d. VÍNCULOS – Relação de Vínculos; e. MPF – Mandado de Procedimento Fiscal; f. TIAD Termo de Intimação para Apresentação de Documentos; g. REFISC Relatório Fiscal da Infração e da Aplicação da Multa. Cumprenos esclarecer ainda, que a autuação fiscal foi elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999, especialmente com a discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, dia e hora de sua lavratura. Art.293.Constatada a ocorrência de infração a dispositivo deste Regulamento, será lavrado autodeinfração com discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, dia e hora de sua lavratura, observadas as normas fixadas pelos órgãos competentes. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §1oRecebido o autodeinfração, o autuado terá o prazo de trinta dias, a contar da ciência, para efetuar o pagamento da multa de ofício com redução de cinqüenta por cento ou impugnar a autuação. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) Fl. 104DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 19647.006519/200717 Acórdão n.º 240300.990 S2C4T3 Fl. 91 9 §2oImpugnada a autuação, o autuado, após a ciência da decisão de primeira instância, poderá efetuar o pagamento da multa de ofício com redução de vinte e cinco por cento, até a data limite para interposição de recurso. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §3ºO recolhimento do valor da multa, com redução, implica renúncia ao direito de impugnar ou de recorrer.(Redação dada pelo Decreto nº 4.032, de 2001) §4oApresentada impugnação, o processo será submetido à autoridade competente, que decidirá sobre a autuação, cabendo recurso na forma da Subseção II da Seção II do Capítulo Único do Título I do Livro V deste Regulamento. (Redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 2007) Analisandose o auto de infração e seus anexos, temse que foi cumprido integralmente os limites legais dispostos no art. artigo 293, Decreto 3.048/1999. Da inconstitucionalidade. O Recorrente alega, em sede de recurso Voluntário, que houve violação a preceitos constitucionais. Analisemos. Não assiste razão à Recorrente pois o previsto no ordenamento legal não pode ser anulado na instância administrativa por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal, e dá outras providências: “Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 1o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 2o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 3o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 4o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) Fl. 105DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 10 § 5o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 6o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) II – que fundamente crédito tributário objeto de: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei no 10.522, de 19 de julho de 2002; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) c) pareceres do AdvogadoGeral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)”(gn). Ademais, há a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARFnº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Matéria não impugnada. Preclusão de fazêlo em outro momento processual. Analisemos. (a) Da instauração da fase litigiosa do procedimento Nos termos do art. 56 do Decreto 7574/2011 e dos arts. 14 e 15 do Decreto 70235/1972, a impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento além do que, deve estar instruída com os documentos em que se fundamentar e apresentada em unidade da Secretaria da Receita Federal do Brasil com jurisdição sobre o domicílio tributário do sujeito passivo. Ademais, eventual petição, apresentada fora do prazo, não caracteriza impugnação, não instaura a fase litigiosa do procedimento, não suspende a exigibilidade do Fl. 106DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 19647.006519/200717 Acórdão n.º 240300.990 S2C4T3 Fl. 92 11 crédito tributário nem comporta julgamento de primeira instância, salvo se caracterizada ou suscitada a tempestividade, como preliminar. (b) Da ciência do auto de infração Conforme se depreende do art. 23, Decreto 70.235/1972, a intimação pode ser feita por via postal, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo, sendo considerada feita na data do recebimento ou, se omitida, quinze dias após a data da expedição da intimação. Art. 23. Farseá a intimação: I pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (...) § 2° Considerase feita a intimação: I na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal; II no caso do inciso II do caput deste artigo, na data do recebimento ou, se omitida, quinze dias após a data da expedição da intimação; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) Dos autos, observase que a ciência do Auto de Infração ocorreu em 24.11.2005, conforme Aviso de Recebimento – AR nº RZ 530163638 BR, às fls. 20, no endereço R. Ananias Catanho, 642 – Bairro Totó – Recife – PE – CEP 50791361. Este endereço do contribuinte, R. Ananias Catanho, 642 – Bairro Totó – Recife – PE – CEP 50791361, é o mesmo, inclusive, que o referenciado no Mandado de Procedimento Fiscal Complementar – MPF, às fls. 08, que foi recebido pessoalmente pelo Sr. Ednaldo Bezerra da Silva, sócio da empresa, conforme instrumento de constituição da sociedade, às fls. 15. (c) Prazos do processo nos autos Em relação aos autos, observase Fl. 107DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 12 (i) O período objeto do auto de infração, conforme o Termo de Intimação para Apresentação de Documentos TIAD, às fls. 15 a 16, é de 02/2001 a 03/2001. (ii) A ciência do Auto de Infração ocorreu em 24.11.2005, conforme Aviso de Recebimento – AR nº RZ 530163638 BR, às fls. 20. (iii) Em 31.01.2006, a Delegacia da Receita Previdenciária em Recife – PE, informa que não foi apresentada Impugnação, às fls. 21. (iv) Em 06.02.2008 foi dado ciência à Recorrente da Decisão Notificação DN nº 15.401.4/0133/2006 da Delegacia da Receita Previdenciária em Recife – PE, conforme Aviso de Recebimento – AR, às fls. 38. (v) Inconformada com a decisão de primeira instância, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, em 21.02.2008, fls. 41 a 51, com Anexo às fls. 52 a 83. Anotase que com a ciência do Auto de Infração em 24.11.2005, o prazo para apresentação da Impugnação já havia expirado em 31.01.2006, quando a Delegacia da Receita Previdenciária em Recife – PE, informa que não foi apresentada Impugnação, às fls. 21. (d) Da preclusão para apresentação da prova documental Temse que o art. 57, § 4º, Decreto 7574/2011 e o art. 16, § 4º, do Decreto nº 70.235/1972 estabelece que a prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: 4oA prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: I fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; II refirase a fato ou a direito superveniente; ou III destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. §5oConsiderase motivo de força maior o fato necessário, cujos efeitos não era possível evitar ou impedir (Lei no 10.406, de 2002, art. 393). Outrossim, em sede de Recurso Voluntário, às fls. 41 a 51, a Recorrente argumenta que: A intimação do auto de infração é nula eis que não foi dado ciência da medida punitiva ao sujeito passivo da obrigação. A Fl. 108DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 19647.006519/200717 Acórdão n.º 240300.990 S2C4T3 Fl. 93 13 assinatura constante do AR de fls. (Cícero Francisco da Silva) é de pessoa totalmente estranha à Empresa, que não tem valor algum. Além de ser um nome muito comum, a aludida assinatura está despida de qualquer outro elemento, tais como o numero da identidade ou do CPF do seu autor, condição mínima para permitir sua identificação Como já afirmado, a assinatura constante do AR (Cícero Francisco da Silva), não faz parte do contrato social, não é empregado ou preposto da pessoa jurídica. E figura estranha à Empresa. Dita assinatura "nua" não tem valor algum. Independente de se tratar de um nome muito comum, não se teve o cuidado, sequer, de preencher corretamente a ficha "AR" indicandose o número do documento de identificação do recebedor, tampouco a identificação do entregador dos correios. Ora, dos autos, a ciência do Auto de Infração ocorreu em 24.11.2005, conforme Aviso de Recebimento – AR nº RZ 530163638 BR, às fls. 20, no endereço R. Ananias Catanho, 642 – Bairro Totó – Recife – PE – CEP 50791361. A Recorrente tenta argumentar a nulidade aduzindo que o recebimento do AR em seu domicílio tributário, teria sido feito por pessoa sem qualquer vínculo profissional com a Recorrente. Não obstante tal argumento, afasto esta presunção de nulidade porque restou comprovado que o endereço R. Ananias Catanho, 642 – Bairro Totó – Recife – PE – CEP 50791361.é o mesmo, inclusive, que o referenciado no Mandado de Procedimento Fiscal Complementar – MPF, às fls. 08, que foi recebido pessoalmente pelo Sr. Ednaldo Bezerra da Silva, sócio da empresa, conforme instrumento de constituição da sociedade, às fls. 15. Desta forma, em relação à apresentação da prova documental, anotase dos autos que, em sede de Recurso Voluntário, a Recorrente não demonstrou a ocorrência de uma das hipóteses do art. 16, § 4º, do Decreto nº 70.235/1972 que autorizaria a apresentação em fase processual posterior à Impugnação. Portanto, diante do exposto, concluo pela preclusão da produção da prova documental neste momento processual em sede de Recurso Voluntário posto não ter havido a apresentação da Impugnação, decorrendo daí que, por economia processual, não serão analisados os demais argumentos aludidos em sede de Recurso Voluntário. Fl. 109DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 14 CONCLUSÃO Voto pelo CONHECIMENTO do recurso para, nas preliminares NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 110DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 19515.003378/2008-59
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Jan 20 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Jan 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2000 a 30/04/2004
RECURSO DE OFICIO PROVIMENTO NEGADO
Nega-se provimento ao recurso de oficio quando não existente qualquer vicio na a decisão “a quo” e inexistente recurso voluntario.
Recurso de Ofício Negado
Numero da decisão: 2403-001.001
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, Por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso de ofício.
Matéria: CPSS - Contribuições para a Previdencia e Seguridade Social
Nome do relator: MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO
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Recurso de Ofício Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, Por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marthius Savio Cavalcante Lobato Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Jhonatas Ribeiro da Silva, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 536DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI 2 Relatório Tratase de recurso de ofício apresentado contra Decisão da14" Turma da DRJ/SPOI, Acórdão 1620.762, que julgou procedente em parte lançamento. Adoto integralmente o relatório do v. acórdão recorrido, de fls. Relatório 1. A Notificação Fiscal de Lançamento de Débito ora em apreço, DEBCAD n° 37.045.4997 ,, segundo o Relatório Fiscal de fls. 346;348, referese às contribuições devidas e não recolhidas à Seguridade Social correspondentes às parcelas do segurados empregados dos estabelecimentos matriz e filiais (vide Discriminativo Analítico do DébitoDAD, fls. 07/44 e Discriminativo Sintético do DébitoDSD, fls. 45;69) apurados com base nas folhas de pagamento da empresa e GFIP, importando o crédito no valor de R$ 2.340.456,29 (dois milhões, trezentos e quarenta mil, quatrocentos e cinquenta e seis reais e vinte e nove centavos) consolidado em 29/12/2006. 1.1.O Auditor Fiscal em seu relatório destaca que em se tratando de contribuições dos segurados empregados arrecadadas pela empresa e não repassadas A Seguridade Social, tal situação constitui, ern tese, crime contra a Seguridade Social, ensejando comunicação A autoridade competente via Representação Fiscal para Fins Penais. 1.2. Consta do referido relatório fiscal que a falência da empresa foi decretada em 03/11/2004 nos autos do processo n° 052396/04 da 7° Vara Cível desta Capital, tendo sido nomeado sindico o Dr. Manuel Antonio Angulo Lopez, fls. 348. DA IMPUGNAÇÃO 2. A Notificada, através do Síndico, apresentou impugnação tempestiva, fls. 418 431, acompanhada do documento de fls. 432, alegando, em síntese, após relatar os fatos: 2.1. decadência parcial das contribuições previdenciárias relativas ao período de Janeiro/2000 a dezembro/2001, com fundamento em decisões do STJ no sentido de que o prazo a ser aplicado é o previsto no art. 150§ 4° do CTN e não o art. 45 da Lei 8.212/91, afirmando que referido dispositivo da Lei de Custeio afronta o art. 146, I1I, "b" da Constituição Federal e, assim é inconstitucional; acrescenta e ressalta posicionamento do Conselho de Recursos da Previdência Social neste sentido, reproduzindo julgado, concluindo que em qualquer hipótese não poderia ser cobrado o período decadente, 01/2000 a 12/2001; 2.2. que a NFLD não atendeu ao disposto no art. 37 da Lei 8.212/91, pois não contém fundamentação clara e específica, o que acarreta cerceamento de defesa e conseqüente nulidade do lançamento (acrescenta jurisprudência sobre este aspecto); 2.3. que o valor lançado é desmedido, pois foram ignorados recolhimentos feitos pelas tomadoras de serviço da impugnante, não constando que tais guias tenham sido abatidas do débito apurado, conforme previsto para fins de elisão de responsabilidade e que a impugnante também não foi intimada para manifestarse sobre a existência ou não de recolhimentos, situação esta que confirma não ter sido a Notificação lançada de forma clara nem com respeito ao princípio da ampla defesa, motivo pelo qual deve ser declarada nula; 2.4. que a aplicação da taxa SELIC aos créditos tributários é indevida porque referida taxa não foi criada para tal fim, o que vem sendo reconhecido por nossos Tribunais, transcreve decisão, e assim, demonstrada a Fl. 537DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI Processo nº 19515.003378/200859 Acórdão n.º 2403001.001 S2C4T3 Fl. 1.209 3 inconstitucionalidade/ilegalidade da exigência de juros pela taxa SELIC entende que a sua aplicação deve ser cancelada. 2.5. Por fim requer, uma vez processado e conhecido seu recurso, seja extinto/anulado o débito e cancelado perante o banco de dados da SRP. Requer, também, que doravante todas as comunicações/intimações sejam feitas em nome do síndico, em seu endereço. DA DILIGÊNCIA 3. Em decorrência da analise preliminar do então Contencioso Administrativo da Delegacia da Receita Previdenciária São Paulo — Oeste, o presente processo foi encaminhado à fiscalização para cumprimento de diligência (observase que na mesma ação fiscal foram lavradas esta Notificação; outra, de DEBCAD n° 37.045.4987, bem como o auto de Infração DEBCAD n° 37.045.5002 e todos os processos foram para diligência em conjunto), tendo sido solicitado no Despacho de fls. 435/437, em suma, que o Auditor Fiscal se manifestasse: 3.1. sobre a entrega dos MPF's e TIAD's à pessoa diversa do Síndico, sem poderes conferidos por este para tanto; 3.2. sobre as datas e prazos das Notificações e Auto de Infração, em especial quanto à emissão/entrega de MPF e TIAD dirigidos ao Síndico com data de emissão/postagem posterior ao término da fiscalização da empresa falida; 3.3. sobre a não utilização do livro diário de 2004, tendo em vista a alegação do Síndico de que os documentos estavam em Juízo até 10/01/2006 e outros esclarecimentos que o Auditor entendesse pertinentes, inclusive sobre a impugnação da Notificada. 4. O Auditor Fiscal juntou os documentos de fls. 438/498, o termo de encerramento de diligência às fls. 469/470 (com ciência e reabertura de prazo dada ao Contribuinte através de seu representante, o Síndico da massa falida). Também foi juntada a informação fiscal, fls. 471/473, a qual foi encaminhada ao Síndico juntamente com o Termo de Encerramento da Diligência. 4.1. Na sequência foram juntado às fls. 474/478 os esclarecimentos adicionais prestados pelo Auditor Fiscal. 4.2. Às fls. 478 consta a informação de que não houve manifestação da Notificada e os autos foram remetidos para esta Delegacia/Turma. 5. Conforme Despacho n°140 de 22/08/2008, fls. 479/480,, uma vez constatado que a Notificada não teve ciência das informações do Auditor Fiscal de fls. 474/478 com os detalhamentos esclarecedores dos fatos ocorridos durante as ações fiscais (fiscalização propriamente dita e diligência) e que foram objeto de questionamento tanto na impugnação como no Despacho de fls. 435/437, os autos foram encaminhados ao órgão preparador para que fosse dada ciência ao Contribuinte, na pessoa do Síndico, da informação fiscal de fls. 74/478, dos documentos juntados pela Fiscalização às fls. 38/468 e do próprio Despacho, com abertura de prazo de 10 dias para manifestação. 5.1. Consta devolução da correspondência enviada à empresa falida, fls. 485; edital de intimação, fls. 486 e a intimação encaminhada ao Síndico, fls. 487, com recebimento registrado em 15/12/2008, beira como a juntada da manifestação intempestiva, s. 480/490, protocolada em 06/01/2009. 5.2. A manifestação de fls. 480/490 é no sentido de que os fatos constantes das informações fiscais reforçam as ilegalidades do lançamento com a reiteração de que sejam considerados os argumentos apresentados em sua impugnação que comprovam a insubsistência e ilegalidades do lançamento. Fl. 538DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI 4 5.3. Nestas condições, os autos retornaram à esta DRJ/Turma. Julgado procedente em parte o lançamento para cancelando o crédito referente as contribuições das competências de 01/2000 a 11/2001 e 13°/2001 para os estabelecimentos matriz e todas as filiais, exoneração esta em razão da decadência, mantendo o crédito tributário exigido nas demais competências e estabelecimentos, alterandose o valor originariamente lançado de R$ 2.340.456,29 para R$ 543.786,48 (quinhentos e quarenta e três mil, setecentos e oitenta e seis reais e quarenta e oito centavos), consolidado em 29/12/2006, nos termos do relatório, voto e DADR — Discriminativo Analítico do Débito Retificado, fls. 493/518. Desta decisão, não houve a interposição de recurso voluntario por parte do contribuinte. Recurso de oficio nos termos da lei. É o Relatório. Fl. 539DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI Processo nº 19515.003378/200859 Acórdão n.º 2403001.001 S2C4T3 Fl. 1.210 5 Voto Conselheiro Marthius Savio Cavalcante Lobato, Relator Cientificado o contribuinte, com AR 06/04/2009, folhas 530/531, não houve interposição de recurso voluntario (fl. 533). Deve ser mantida a decisão “a quo” por seus próprios e jurídicos fundamentos. A DRJ/SPOI conferiu ao contribuinte o mais amplo direito de defesa, tendo inclusive realizado diligencias. Portanto, correta a decisão de fls. 519529, cujos fundamentos adoto integralmente, fazendo parte integrante do presente voto, “ verbis” : 6.1. Observase que nos termos do artigo 17 do referido Decreto, considerase não impugnada a matéria que não for expressamente contestada pelo impugnante. 7. Apesar dos esforços da Impugnante em seu arrazoado, seus argumentos não são eficientes para afastar o lançamento, consoante a seguir articulado. Apenas quanto à DECADÊNCIA parcial do crédito tributário relativo às competências com prazo superior a cinco anos e que extingue parcialmente o crédito lançado há que se acatar, mais ainda assim não integralmente, nem pelos fundamentos alegados apresentados, conforme a seguir articulado. 7.1. Anotase que até 11 de junho de 2008 a questão da decadência do crédito tributário decorrente das contribuições previdenciárias era regulada pelo então em vigor art. 45 da Lei 8.212/91 que estabelecia o prazo de dez anos. 7.2. Em sessão de 12 de junho de 2008, o Tribunal Pleno do STF editou, entre outros, o seguinte enunciado de súmula vinculaste publicado em 20 de junho de 2008 no Diário da Justiça e no Diário Oficial da União, de acordo com o § 4° do art. 2° da Lei n° 11.417/2006: Súmula vinculaste n° 8 — São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5° do DecretoLei n° 1.56911977 e os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.21211991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Precedentes: RE 560.626, rel. Min. Gilmar Mendes, j. 12/6/2008; RE 556.664, rel. Min. Gilmar Mendes, j. 121612008; RE 559.882, rel. Min Gilmar Mendes, j. 121612008; RE 559.943, rel. Min. Cármen Lúcia, j.121612008; RE 106.217, rel. Min. Octavio Gallotti, DJ 121911986; RE138.284, rel. Min. Carlos Velloso, DJ281811992. Legislação: DecretoLei n° 1. 56911997, art, 5° parágrafo único Lei n'8.21211991, artigos 45 e 46 CF, art. 146, 111 Fl. 540DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI 6 7.3. De acordo com a Lei 11.417/06, após o Supremo Tribunal Federal editar enunciado de súmula, esta terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, a partir de sua publicação na imprensa oficial. 7.4. Nos julgamentos adotados como precedentes à edição da Súmula, o STF, por maioria, deliberou a aplicação de efeitos ex nunc, esclarecendo que a modulação deveria ser aplicada tão somente em relação a eventuais repetições de indébitos ajuizadas após a decisão assentada na sessão do dia 11/06/2008. 7.5. Conseqüentemente, estando definida pelo STF a inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei 8.212/91 que estabeleciam o prazo decenal para constituição e cobrança dos créditos relativos às contribuições sociais previdenciárias, a matéria passa a ser regida pelo Código Tributário Nacional. 7.6. O CTN trata da contagem do prazo de decadência e fixação do termo a quo do mesmo no art. 173, inciso I, e no art. 150, § 4°: (...) 7.7. Considerando os dispositivos legais transcritos e o Parecer PGFN/CAT ri 1.617/2008, aprovado pelo Sr. Ministro de Estado da Fazenda em 18/08/2008, que obriga a todos os órgãos e entidades integrantes de sua estrutura à tese jurídica fixada (art. 42 da Lei Complementar n.° 73/1993), concluise que a inexistência de pagamento justifica a utilização da regra geral do art. 173 do CTN e o pagamento antecipado da contribuição, ainda que parcial, suscita a aplicação da regra prevista no §4° do art. 150 do CTN. 7.8. Uma vez estabelecidos os parâmetros a serem utilizados na apuração do prazo decadencial, cumpre verificar a ocorrência da decadência do direito do Fisco em efetuar o lançamento fiscal. 0 presente lançamento é referente As competências 01/2000 a 04/2004 envolvendo vários estabelecimentos e levantamentos (FP — folha de pagamento e GFI — GFIP); foi consolidado em 29/12/2006; a cópia da Notificação foi encaminhada pela via postal em 03/01/2007 e o Contribuinte teve ciência em 05/01/2007 (vide fls 01 e comprovante dos Correios — "AR" — As fls. 414). De acordo com as informações consignadas no Relatório Fiscal, fls. 346/348, no DAD — Discriminativo Analítico de Débito, fls. 07/44, no RDA — Relatório de Documentos Apresentados, fls. 105/174 e no RADA — Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados, f .'s. 175/302, verificase a inexistência de recolhimentos de contribuições previdenciárias em relação aos fatos geradores para todos os estabelecimentos na competência 12/2001 e, conforme acima exposto, no presente caso, foram fulminadas pela decadência os lançamentos dos estabelecimentos/competências abaixo especificadas, pela aplicação do art. 173, I (nos casos de inexistência de recolhimento), sendo que para as competências anteriores a 11/2001, inclusive, e 13/2001 (cujo vencimento é no próprio ano de 2001) a decadência deve ser reconhecida seja com fundamento no art. 173, I (nos casos de inexistência de recolhimento) ou pelo reconhecimento da pertinência do artigo Fl. 541DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI Processo nº 19515.003378/200859 Acórdão n.º 2403001.001 S2C4T3 Fl. 1.211 7 150, § 4°, ambos do CTN (para os casos de recolhimento), vide planilha abaixo: (...) 7.9. Nestas condições, há que se reconhecer a DECADÊNCIA PARCIAL do lançamento objeto desta Notificação, conforme acima especificado e também demonstrado no DADR — Discriminativo Analítico do Débito Retificado anexo (fls. 493/518)) que integra o presente voto, e demonstra os créditos exonerados e mantidos no lançamento, cujo valor total consolidado em 29/12/2006, passa a ser de R$ 543.786,48 (quinhentos e quarenta e três mil, setecentos e oitenta e seis reais e quarenta e oito centavos). 7.15. Por via de conseqüência, resta prejudicada a apreciação de outros argumentos relativos a estas competências atingidas pela decadência acima especificadas. 8. Passase, então, a análise das alegações referentes à parte do lançamento não decaído. 8.1. A Impugnante alega que a Notificação não contém fundamentação clara e específica o que afronta o art. 37 da Lei 8.212/91, mas não merece guarida tal argumentação, pois no relatório fiscal — fls. 346;348 — consta que a fiscalização constatou divergências e falta de recolhimento das contribuições previdenciárias e daquelas destinadas aos "Terceiros" através das folhas de pagamento e das GFIPs da empresa (vide também o RL relatório de lançamentos fls. 78/104), contribuições estas incidentes sobre os valores pagos aos segurados empregados dos vários estabelecimentos do Contribuinte, sendo certo que além da fundamentação fática as contribuições devidas e os períodos estão especificados no conjunto de documentos que compõe a Notificação (vide rol de anexos que discriminam os fatos geradores, as contribuições devidas, dos períodos a que se referem e a fundamentação legal às fls. 01, destacandose o DAD — Discriminativo Analítico do Débito, fls. 07/44 e o relatório de fundamentos legais, fls. 303/304. 8.2. Observase que as informações prestadas pelo Auditor fiscal em decorrência da diligência solicitada, vide fls. 471/473 e 474/478,, corroboram no aperfeiçoamento da descrição dos fatos encontrados e da consequente notificação de lançamento ora em apreço, sendo certo que a Impugnante teve ciência e possibilidade de manifestação, direito este que inclusive exerceu intempestivamente, fls., cujas alegações genéricas não são suficientes para acarretar o afastamento — total ou parcial — do lançamento. 8.3. Nestas condições, não houve cerceamento de defesa nem é caso de nulidade do lançamento. 8.4. No tocante ao argumento de que o lançamento foi desmedido e não foram considerados os recolhimentos feitos pelas tomadoras de serviço, também por este ângulo não há que se atender a Impugnante. 8.5. O lançamento não foi "desmedido": as bases de cálculo foram informadas pelo próprio Contribuinte em suas folhas de pagamento e GFIPs, as contribuições, inclusive alíquotas, estão previstas em lei, não há discricionariedade, ou seja, havendo subsunção do fato à norma o tributo é devido na medida estabelecida na lei. 8.6. Quanto aos recolhimentos e respectivos abatimentos, os relatórios RDA — relatório de documentos apresentados (fls. 105/174)) e RADA Fl. 542DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI 8 — Relatório de apropriaçao de documentos apresentados (fls. 175/302) apresentam os valores considerados, a Impugnante não trouxe elementos que justificam sua alegação de cunho genérico, o Auditor nada mencionou sobre a questão quando da diligência, nem a Impugnante reiterou seus argumentos após a mesma ou juntou documentos que pudessem demonstrar a validade de sua alegação inicial. 8.7.Desta forma, também por este aspecto não é procedente seu arrazoado, inclusive na conclusão de que a Notificação não foi lançada de forma clara, nem com respeito ao princípio da ampla defesa, acarretando nulidade. 8.8. Por fim, quanto à contestação da aplicação da taxa SELIC aos créditos tributários, também não é pertinente nem merece guarida. 8.9. De pronto registrase que os argumentos no sentido de ilegalidade e inconstitucionalidade não podem ser apreciados no âmbito Administrativo, cabendo ao Judiciário decidir sobre o tema. 8.10. No tocante ao argumento de inconstitucionalidade e ilegalidade de aplicação da taxa Selic esclareçase que não há decisão do Supremo Tribunal Federal, em Ação Direta de Inconstitucional idade, ou Resolução do Senado Federal, na hipótese prevista na Constituição Federal (art. 102, I, a da CF), afastando a aplicação da mesma, nos débitos tributários em atraso. Reiterase que a Administração deve absterse de reconhecer ou declarar a inconstitucionalidade de leis, dispositivos legais e atos normativos que não tenham sido assim expressamente declarados pelos órgãos jurisdicionais e políticos competentes ou reconhecidos pela Chefia do Poder Executivo. 8.11. Da leitura do § 1° do art. 161, do CTN, observase que somente quando lei específica não dispuser de modo diverso é que a taxa dos juros de mora será de 1% ao mês. Ocorre que as contribuições previdenciárias são regidas por lei específica, ou seja, a Lei8.212/91, que no seu art. 34, dispõe que a taxa de juros a ser utilizada é a SELIC. 8.12. Desta maneira, não tem fundamento a alegação de que a utilização da taxa SELIC desrespeita o principio da legalidade, uma vez que não é função do Banco Central te eleger a referida taxa como juros de mora para os recolhimentos em atraso das contribuições previdenciárias, mas sim da lei, que determina regras específicas para sua aplicação, ao contrário do art. 161, §1° do Código Tributário Nacional que trata de regras gerais. 8.13. Do exposto, concluise que a aplicação dos juros não é ato discricionário, e sim vinculado à previsão legal, não podendo ser excluído do lançamento por impossibilidade legal, visto que o art. 34 da Lei n.° 8.212/91 vincula a atividade tributária da Administração, nos termos do parágrafo único do artigo 142 do Código Tributário Nacional. 8.14. Acrescentase que a recente MP n° 449/2008 revogou o art. 34 da Lei 8.212/91, mas em nada altera o presente lançamento. 8.15. Destacase que a lei, via de regra, não retroage. A Medida Provisória terra força de lei e, considerando os termos dos arts. 105 e 106 do CTN, bem como considerandose que a natureza dos juros não possuem caráter punitivo e sim compensatório (vide art. 161 do CTN) não se aplicando a possibilidade prevista no art. 106 do CTN. 8.16. Desta forma, entendese, com fundamento nos dispositivos acima mencionados, bem como no art. 144 também do CTN" que é aplicável a lei vigente à época da ocorrência do fato gerador e, assim, em nada a referida MP altera o presente lançamento. 8.17. Portanto, os acréscimos legais são devidos e devem ser mantidos consoante lançados. Fl. 543DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI Processo nº 19515.003378/200859 Acórdão n.º 2403001.001 S2C4T3 Fl. 1.212 9 8.18. Por fim, quanto aos aspectos questionados quando da solicitação de diligência — entrega de documentos à pessoa diversa do Síndico; datas e prazos de documentos; verificação de livros, tais pontos foram suficientemente esclarecidos pelo Auditor e superados, inclusive com o ingresso do Síndico e apresentação da impugnação e da manifestação posterior à diligência. 8.19. Acrescentase, por último, que a manifestação intempestiva da Impugnante após a diligência não trouxe nenhum argumento ou elemento novo que pudesse ensejar apreciação de ofício. 9. Pelo exposto, excluídas as competências decadentes, considero correto o procedimento fiscal que atendeu às disposições expressas da legislação e a Impugnante não apresentou argumentos e/ou elementos capazes de elidir totalmente o levantamento. Nada há que se reformar. Nego provimento CONCLUSÃO Conheço do recurso de oficio para no mérito negarlhe provimento. Marthius Savio Cavalcante Lobato Fl. 544DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI
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Numero do processo: 10865.004311/2008-97
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2005
Ementa:PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. RENÚNCIA AO CONTENCIOSO
ADMINISTRATIVO.
Nos termos do artigo 126, § 3° da Lei n° 8.213/91, incluído pela Lei n° 9.711, de 20.11.98, pacificado pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF
mediante a edição da Súmula n°1, “a propositura, pelo
beneficiário ou contribuinte, de ação que tenha por objeto idêntico pedido sobre o qual versa o processo administrativo importa renúncia ao direito de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso interposto ”.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2403-000.984
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Decisão: I) Por maioria de votos, em manter a Decisão de primeira instância, vencidos os Conselheiros Ivacir Júlio de Souza, relator e Carlos Alberto Mees Stringari que votaram pela reforma da Decisão de primeira instância, e o Conselheiro Marthius Sávio Cavalcante Lobato que votou pelo conhecimento do recurso e no mérito extinguia o processo sem resolução.Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, e II)Por unanimidade de votos: I) em não conhecer do recurso na aplicação da Súmula 01 do CARF.
Matéria: CPSS - Contribuições para a Previdencia e Seguridade Social
Nome do relator: IVANCIR JÚLIO DE SOUZA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2005 Ementa:PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. RENÚNCIA AO CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO. Nos termos do artigo 126, § 3° da Lei n° 8.213/91, incluído pela Lei n° 9.711, de 20.11.98, pacificado pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF mediante a edição da Súmula n°1, “a propositura, pelo beneficiário ou contribuinte, de ação que tenha por objeto idêntico pedido sobre o qual versa o processo administrativo importa renúncia ao direito de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso interposto ”. Recurso Voluntário Não Conhecido.
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CUSTEIO. RENÚNCIA AO CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO. Nos termos do artigo 126, § 3° da Lei n° 8.213/91, incluído pela Lei n° 9.711, de 20.11.98, pacificado pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF mediante a edição da Súmula n°1, “a propositura, pelo beneficiário ou contribuinte, de ação que tenha por objeto idêntico pedido sobre o qual versa o processo administrativo importa renúncia ao direito de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso interposto ”. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Decisão: I) Por maioria de votos, em manter a Decisão de primeira instância, vencidos os Conselheiros Ivacir Júlio de Souza, relator e Carlos Alberto Mees Stringari que votaram pela reforma da Decisão de primeira instância, e o Conselheiro Marthius Sávio Cavalcante Lobato que votou pelo conhecimento do recurso e no mérito extinguia o processo sem resolução.Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, e II)Por unanimidade de votos: I) em não conhecer do recurso na aplicação da Súmula 01 do CARF. Carlos Alberto Mees StringariPresidente Ivacir Júlio de SouzaRelator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marthius Sávio Cavalcante Fl. 968DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 10/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Lobato e Jhonatas Ribeiro Da Silva. Ausentes os conselheiros Cid Marconi Gurgel de Souza e Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 969DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 10/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10865.004311/200897 Acórdão n.º 240300.984 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório Li o Relatório de primeira instância, compulsei com os autos, grifei as expressões abaixo e corroboro o conteúdo: “Tratase de AutodeInfração de obrigação principal AI/DEBCAD no 37.152.2960, atinentes as contribuições devidas pelo contribuinte acima identificado Seguridade Social, parcela da empresa havida sobre o valor bruto da Nota Fiscal ou fatura de prestação de serviços relativamente a serviços que lhe são prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho. Segundo o relato fiscal, o crédito foi constituído com o fito de prevenir a decadência das contribuições lançadas, posto que estas são objeto de contestação judicial e foram depositadas em juizo. O credito tributário assim constituído, lançado para o período de janeiro de 2003 a dezembro de 2005, importa em R$ 456.276,31 (Quatrocentos e cinqüenta e seis mil, duzentos e setenta e seis reais e trinta e um centavos), consolidado em 15/12/2008. A empresa interessada interpôs impugnação tempestiva alegando, em sede das preliminares, que i) a existência da ação judicial — processo n° 2000.61.05.0096243 versando sobre o mesmo objeto da lide administrativa impossibilita a autuação da empresa. Ademais, foi ajuizada medida cautelar processo 2003.03.00.0772627 na qual foi deferido o pedido da empresa, liminarmente, para continuar depositando judicialmente as contribuições sociais objeto do lançamento na presente autuação. Propõe a anulação da autuação em debate ou seu sobrestamento até que seja proferida decisão final na ação judicial proposta pela Impugnante. ii) Propugna pela decadência parcial do crédito constituído , trazendo à baila a Súmula Vinculante n° 8/2008, que trouxe a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212/91, postulando pela decadência das contribuições lançadas para o período de janeiro a novembro de 2003. Nos argumentos de mérito, aduz que iii) é inconstitucional a exigência da contribuição de 15% sobre as faturas de serviços das cooperativas de trabalho a ser recolhida pela empresa contratante, na medida em que é defeso pela Constituição Federal a existência de duas Fl. 970DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 10/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 contribuições sociais com a mesma base de cálculo, e a criação de uma nova contribuição social somente pode ser feita por lei complementar. iv) Impugna, ainda, o valor do débito,posto que firmado em base de calculo equivocada, já que não se coaduna com os artigos 291 e293 da Instrução Normativa n° 03/2005, a qual estabelece expressamente que, para os serviços de saúde, a base de cálculo deve corresponder a 30% do valor d as Notas Fiscais, não os 60% utilizados. Impugna ainda, sob o mesmo tópico, a aplicação de multa e juros/correção monetária sobre os valores apurados na autuação, em razão de as mesma contribuições terem sido depositadas judicialmente dentro do prazo legal de vencimento e serão convertidas em renda, caso reste a empresa vencida. Posta nestes argumentos, requer a suspensão do presente processo até a decisão judicial no mandado de segurança impetrado pela empresa, a declaração da decadência parcial e pela total insubsistência do débito apurado ou, sucessivamente, pela redução da base de cálculo aplicada. Requer ainda que todas as decisões e notificações sejam expedidas somente ao patrono da Impugnante” DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar aos argumentos da impugnante, na forma do registro de fls. 730, a 6ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil de Ribeirão Preto (SP) SP) DRJ/RPO, 09 de setembro de 2009, emitiu o Acórdão n ° 1426.035 mantendo parcialmente procedente o lançamento. DO RECURSO Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário onde reiterou em parte as alegações que fizera em instancia “ad quod ” conforme íntegra a seguir transcrita : “Contudo, foi mantida a questão relativa ao mérito da autuação, o que não deve prevalecer, uma vez que: (i) a contribuição previdenciaria incidente sobre faturas emitidas por cooperativas de trabalho é totalmente inconstitucional; e, ainda, (ii) a fiscalização impôs a ora recorrente a obrigatoriedade de pagamento de multa e juros pelos valores apurados, mesmo havendo depósitos judiciais acerca dos referidos valores, o que não se pode admitir. Portanto, como se verá adiante, afora a questão da decadência parcial do débito, corretamente reconhecida pela administração pública, merecem ser anuladas a autuação e a decisão que a manteve parcialmente.” É o Relatório. Fl. 971DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 10/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10865.004311/200897 Acórdão n.º 240300.984 S2C4T3 Fl. 3 5 Voto Vencido Conselheiro Ivacir Júlio de Souza, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls.766, o recurso é tempestivo. DA ADMISSIBILIDADE Embora tempestivo o recurso não reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, com base nos argumentos que se seguem, dele tomo conhecimento para declarar sua ineficácia. DA RENÚNCIA DO DIREITO DE RECORRER NA ESFERA ADMINISTRATIVA No Recurso Voluntário, às fls. 741, a Recorrente transcreve a motivação da Autoridade Fiscal para efetuar o lançamento: “ A ora recorrente foi autuada em 18.12.2008, face o entendimento de que: "(...) 2.1. A presente apuração abrange apenas a contribuição previdenciária incidente sobre o valor da fatura de prestação de serviços, relativamente a serviços que lhe são prestados por cooperados por intermédio de cooperativa de trabalho médico no período de 01/2003 a 12/2005. (...) 2.2. 0 crédito é constituído com o objetivo de evitar que os valores das contribuições previdenciárias, que estão sendo objeto de discussão judicial e que foram depositados em juízo pelo contribuinte, sejam atingidos pelo instituto da decadência. 2.3. (...) o presente crédito está com a sua exigibilidade suspensa em função encontrarse sob o respaldo de medidas liminares. 2.4. 0 presente Al Auto de Infração terá seu andamento até decisão final do Judiciário, conforme dispõe o artigo 38 da Lei n° 6.830/80 e o artigo 19 da Lei n°8.870/94, c/c o parágrafo 1° do artigo 22 do Decreto n° 1.197/94 (...)" Pretendendo contrapor as razões do lançamento, ainda no Recurso Voluntário, às fls 751, a Recorrente afirma textualmente que : Fl. 972DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 10/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 “ Além disso, tanto a decisão liminar, quanto a sentença, proferidas nos autos do processo judicial que discute a questão, foram claras, verbis: Decisão liminar, publicada na imprensa oficial em 12.09.2000: "(...) As Impetrantes se insurgem contra a exigência contida na Lei n.9876/1999 que deu nova redação ao art. 22 da lei n. 8212/1991, determinando no inciso IV o recolhimento da contribuição social a cargo das empresas no percentual de 15 % (quinze por cento) sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços,relativamente a serviços que lhe são prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho. Alega tratarse de nova fonte de custeio com ofensa aos arts. 195, I e 154, I da CF e por isso,requer a medida liminar para "não recolher a contribuição social incidente sobre a emissão de notas fiscais e faturas instituídas através da lei n° 9876/1999". Isto posto, presentes os requisitos do art. 7, II da lei n. 1533/51, DEFIRO 0 PEDIDO DE MEDIDA LIMINAR. Oficiese a autoridade impetrada, a fim de que preste as informações que entender cabíveis, dandose vista apos, ao DD. R. do Ministério Publico Federal. Ao SEDI para excluir do pólo passivo o Superintendente Regional do INSS e incluir o Gerente Executivo do INSS em São João da Boa Vista (...)" (Pág. 53/54 dos autos). Sentença, publicada na imprensa oficial em 20.02.2001: "(...) Destarte, julgo procedente o pedido e CONCEDO A SEGURANÇA, determinando à autoridade coatora que se abstenha de qualquer ato tendente a compelir as impetrantes a recolherem a contribuição prevista no inciso IV do art. 22 da lei n° 8.212/91, com a redação que lhe atribuiu a Lei n° 9.876/99, porquanto formal e materialmente inconstitucional. (...)" (Pág 50/51 dos autos). (g.n.)” Como se observa, literalmente demonstrado pela recorrente, a ação judicial referente ao pedido de liminar obtido tem o mesmo objeto da impugnação e do Recurso interpostos pelo contribuinte ou seja se insurgir contra a exigência de recolher a contribuição prevista no inciso IV do art. 22 da lei n° 8.212/91, com a redação que lhe atribuiu a Lei n° 9.876/1999 que motivou o lançamento do crédito tributário em comento. Aduz que tal circunstância, conforme Súmula n° 1 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, importa renúncia às instâncias administrativas : “Súmula CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.” Fl. 973DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 10/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10865.004311/200897 Acórdão n.º 240300.984 S2C4T3 Fl. 4 7 Na forma do preceituado no §. 3° do art. 126 da Lei n° 8.213, de 24/07/1991, a propositura, pelo beneficiário ou contribuinte, de ação que tenha por objeto idêntico pedido sobre o qual versa o processo administrativo, também, importa renúncia ao direito de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso interposto: “ Lei n° 8.213 (...) Art. 126. Das decisões do Instituto Nacional do Seguro Social INSS nos processos de interesse dos beneficiários e dos contribuintes da Seguridade Social caberá recurso para o Conselho de Recursos da Previdência Social, conforme dispuser o Regulamento. (Redação dada pela Lei n°9.528, de 1997) (...) § 3° A propositura, pelo beneficiário ou contribuinte, de ação que tenha por objeto idêntico pedido sobre o qual versa o processo administrativo importa renúncia ao direito de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso interposto. ” DA CONCESSÃO DA DECADÊNCIA Em sede de impugnação, na condução do seu voto às fls. 735, o Julgador “a quo” utilizando os argumentos abaixo transcritos, concedeu provimento à preliminar de decadência da então impugnante: “ No tocante a alegada decadência de parte das contribuições sociais lançadas, argüidas preliminarmente, também assiste razão ao contribuinte. Isto porque com o deposito do montante integral temse operado o lançamento por homologação, ou seja, o contribuinte calcula o valor do tributo devido e substitui o pagamento antecipado pelo depósito judicial, enquanto demanda judicialmente a legalidade da exação.” (...) Vejase, sobre o tema, recentes decisões do STJ que esposam este entendimento, tomadas por unanimidade, verbis: RECURSO ESPECIAL — REsp n°895604 SEGUNDA TURMA Data du decisão: 01/04/2008 Relatora: ELIANA CALMON PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO — AGRAVO DE INSTRUMENTO — CONVERSÃO EM RENDA DE DEPÓSITOS JUDICL4IS PARA SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO — DECADÊNCIA — VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC: INEXISTÊNCIA. 1. Inexiste ofensa ao art. 535 do CPC quando o Tribunal analisa a questão tida por omissa. Fl. 974DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 10/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 2. 0 STJ, a partir de precedente da Primeira Seção (EREsp 898.992/PR), tem entendido que, quando o contribuinte efetua o depósito no montante integral para o fim de suspender a exigibilidade do crédito tributário, ocorre verdadeiro lançamento por homologação, sendo desnecessário o lançamento de oficio pela autoridade fiscal das importâncias depositadas. Por isso, não há que se falar em transcurso do prazo decadencial. Ressalva do ponto de vista da relatora. 3. Recurso especial não provido. Adiante, respaldandose no Agravo Regimental no Resp n°971054 Primeira Turma, pretendendo sustentar sua decisão o I. Julgador grifou: “ AGRAVO REGIMENTAL NO REsp n°971054 PRIMEIRA TURMA Data da decisão: 06/12/2007 Relator: FRANCISCO FALCÃO TRIBUTÁRIO. FIANÇA BANCÁRIA EM SUBSTITUIÇÃO A DEPÓSITO JUDICIAL. TRÂNSITO EM JULGADO. CONVERSÃO EM RENDA DA UNIÃO. ART. 151, II, DO CTN. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CREDITO TRIBUTÁRIO. ALEGAÇÃO DE FALTA DE LANÇAMENTO. IMPROCEDÊNCIA. (...) 111 A propósito: Com o depósito do montante integral temse verdadeiro lançamento por homologação. 0 contribuinte calcula o valor do tributo e substitui o pagamento antecipado pelo depósito, por entender indevida a cobrança. Se a Fazenda aceita como integral o depósito, para fins de suspensão da exigibilidade do crédito, aquiesceu expressa ou tacitamente com o valor indicado pelo contribuinte, o que equivale à homologação fiscal prevista no art. 150, § 4 0, do CTN. Uma vez ocorrido o lançamento tácito, encontrase constituído o crédito tributário, razão pela qual não há mais falar I70 transcurso do prazo decadencial nem na necessidade de lançamento de ofi cio das importâncias depositadas. (EREsp 898992/PR, Primeira Seção, DJ de 27.08.2007). IV Agravo regimental improvido.” Referindome ao provimento em tela cumpre reiterar na forma da supra citada a Súmula n 1 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, “importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.”. Isto posto, é compulsório notar que os lançamentos correspondentes às competências efetivamente decaídas, foram efetuados com base nas mesmas motivações que revelaram as infrações das demais competências não decaídas representando pois as mesmas matérias impugnadas em sede judicial e em sede administrativa. Ademais, o argumento para reconhecer a decadência apresentase contraditório tendo em vista que em um primeiro momento o Acórdão registra que a autoridade fiscal agiu com exação ao lançar o crédito para elidir hipótese decadencial e noutra, se Fl. 975DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 10/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10865.004311/200897 Acórdão n.º 240300.984 S2C4T3 Fl. 5 9 utiliza de decisão em Resp, cujo essência evidenciado pelos grifos do I. Julgador, define que é desnecessário o lançamento de ofício : “quando o contribuinte efetua o depósito no montante integral para o fim de suspender a exigibilidade do crédito tributário, ocorre verdadeiro lançamento por homologação, sendo desnecessário o lançamento de oficio pela autoridade fiscal das importâncias depositadas”. Ressaltese que tal decisão não nos vincula dado que tem efeito interpartes. Desse modo, sendo o conteúdo das competências decaídas de mesma natureza das competências não analisadas em razão da renúncia do direito de recorrer na esfera administrativa, não há motivo legal para se fazer distinção da prejudicial. Assim, neste ponto a decisão a quo deve ser reformada. CONCLUSÃO Em razão de tudo que foi exposto, determino a reforma do Acórdão n ° 14 26.035,de fls. 730, da 6ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil de Ribeirão Preto (SP) SP) DRJ/RPO, no sentido de manter procedente o lançamento em face de ter ocorrido a RENÚNCIA AO CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO na forma da Súmula n° 1 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF , bem como no preceituado no §. 3° do art. 126 da Lei n° 8.213, de 24/07/1991. É como voto. Ivacir Júlio de Souza Fl. 976DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 10/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 Voto Vencedor Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Redator Designado DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA RECONHECENDO A DECADÊNCIA PARCIAL DAS CONTRIBUIÇÕES. Divirjo do I. Relator quanto ao não reconhecimento da decisão de primeira instância quanto à decadência parcial das contribuições, posto ser a decadência matéria de ordem pública podendo ser conhecida em qualquer instância de ofício ou por provocação das partes. O Supremo Tribunal Federal STF, conforme o Informativo STF nº 510 de 19 de junho de 2008, por entender que apenas lei complementar pode dispor sobre prescrição e decadência em matéria tributária, nos termos do artigo 146, III, b, da Constituição Federal, negou provimento por unanimidade aos Recursos Extraordinários nºs 556664/RS, 559882/RS, 559.943 e 560626/RS, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46, da Lei nº 8.212/91, atribuindose, à decisão, eficácia ex nunc apenas em relação aos recolhimentos efetuados antes de 11.6.2008 e não impugnados até a mesma data, seja pela via judicial, seja pela administrativa. Após, o STF aprovou o Enunciado da Súmula Vinculante nº 8, publicada em 20.06.2008, nestes termos: Súmula Vinculante nº 8 São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Publicada no DOU de 20/6/2008, Seção 1, p.1. É necessário observar ainda que as súmulas aprovadas pelo STF possuem efeitos vinculantes, conforme se depreende do art. 103A e parágrafos da Constituição Federal, que foram inseridos pela Emenda Constitucional nº 45/2004. in verbis: “Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. § 1º A súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. § 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser Fl. 977DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 10/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10865.004311/200897 Acórdão n.º 240300.984 S2C4T3 Fl. 6 11 provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgandoa procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso (g.n.)." Portanto, da leitura do dispositivo constitucional acima, concluise que a vinculação à súmula alcança a administração pública e, por conseqüência, os julgadores no âmbito do contencioso administrativo fiscal. Ademais, no termos do artigo 64B da Lei 9.784/99, com a redação dada pela Lei 11.417/06, a administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, deve adequar a decisão administrativa ao entendimento do STF, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal. “Art. 64B. Acolhida pelo Supremo Tribunal Federal a reclamação fundada em violação de enunciado da súmula vinculante, darseá ciência à autoridade prolatora e ao órgão competente para o julgamento do recurso, que deverão adequar as futuras decisões administrativas em casos semelhantes, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal” Cumpre ressaltar que o art. 62, caput do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF do Ministério da Fazenda, Portaria MF nº 256 de 22.06.2009, veda o afastamento de aplicação ou inobservância de legislação sob fundamento de inconstitucionalidade. Porém, o art. 62, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do CARF, ressalva que o disposto no caput não se aplica a dispositivo que tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal: “Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: Fl. 978DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 10/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 12 a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. (g.n.)” Portanto, em razão da declaração de inconstitucionalidade dos arts 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 pelo STF, há que serem observadas as regras previstas no Código Tributário Nacional CTN. Dessa forma, constatase que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados, nos termos dos artigos 150, § 4o, e 173 do Código Tributário Nacional. Neste sentido, a decisão de primeira instância, às fls. 737, indica que: Da análise da Autuação em foco, lavrada e com ciência do contribuinte em dezembro/2008, verificase de pronto que se encontram decaídas as contribuições vertidas até a competência novembro/2003 uma vez que tiveram seu recolhimento antecipado via depósito judicial, ainda que parcialmente feitos a destempo, conforme aplicação do artigo 150, § 4o do CTN. Conseqüentemente, no presente caso, conforme jurisprudência acima transcrita, as contribuições previdenciárias relativas aos fatos geradores ocorridos até 11/2003 foram homologadas tacitamente, ficando garantidas apenas pelos depósitos judiciais. Portanto, correta a decisão de primeira que reconheceu a decadência parcial das contribuições até a competência 11/2003, inclusive, nos termos do art. 150, § 4o do CTN, com isso mantémse tal decisão por ser a decadência matéria de ordem pública a ser conhecida em qualquer instância de julgamento.. CONCLUSÃO Face o exposto, voto no sentido de manterse a decisão de primeira instância que reconheceu a decadência parcial das contribuições até a competência 11/2003, inclusive, nos termos do artigo 150, § 4º, CTN. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Redator Designado. Fl. 979DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 10/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 13971.720736/2012-12
Data da sessão: Thu Nov 27 00:00:00 UTC 2014
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Período de apuração: 01/07/2007 a 21/12/2008
AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL (MPF).
O MPF é um ato que tem natureza de controle interno e eventuais vícios são consideradas meras irregularidades, que não têm efeito de contaminar de nulidade o ato de lançamento do crédito tributário.
TRIBUTO NÃO INDICADO EM MPF. CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA.
Não ocorre cerceamento de defesa quando, após a fiscalização, a autoridade fiscal efetuar lançamento de tributo hão especificado em MPF.
MULTA QUALIFICADA. PROCEDÊNCIA..
E correta a aplicação ao débito da multa qualificada na presença de sonegação, fraude ou conluio, praticados, por ação ou omissão, de forma dolosa.
ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES
Período de apuração: 01/07/2007 a 21/12/2008
LANÇAMENTO DECORRENTE. TRIBUTO REFLEXO. CSLL. PIS. COFINS.
Subsistindo o lançamento principal sobre determinados fatos que restaram constituídos ou caracterizados, acompanham a mesma sorte os demais lançamentos decorrentes dos mesmos fatos.
Numero da decisão: 1302-001.603
Decisão: Acordam òs membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao.recurso voluntário. Vencido o Conselheiro Marcio Rodrigo Frizzo, pois desqualifica a multa de ofício. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Eduardo de Andrade.
Nome do relator: MARCIO RODRIGO FRIZZO
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Período de apuração: 01/07/2007 a 21/12/2008 AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL (MPF). O MPF é um ato que tem natureza de controle interno e eventuais vícios são consideradas meras irregularidades, que não têm efeito de contaminar de nulidade o ato de lançamento do crédito tributário. TRIBUTO NÃO INDICADO EM MPF. CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA. Não ocorre cerceamento de defesa quando, após a fiscalização, a autoridade fiscal efetuar lançamento de tributo hão especificado em MPF. MULTA QUALIFICADA. PROCEDÊNCIA.. E correta a aplicação ao débito da multa qualificada na presença de sonegação, fraude ou conluio, praticados, por ação ou omissão, de forma dolosa. ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 01/07/2007 a 21/12/2008 LANÇAMENTO DECORRENTE. TRIBUTO REFLEXO. CSLL. PIS. COFINS. Subsistindo o lançamento principal sobre determinados fatos que restaram constituídos ou caracterizados, acompanham a mesma sorte os demais lançamentos decorrentes dos mesmos fatos.
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PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento autenticado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Corresponde à fé pública do servidor, referente à igualdade entre as imagens digitalizadas e os respectivos documentos ORIGINAIS. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por CAROLINA RODRIGUES SEVERINO em 16/09/2015 09:31:00. Documento autenticado digitalmente por CAROLINA RODRIGUES SEVERINO em 16/09/2015. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 14/04/2022. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP14.0422.16545.9SVA Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 581B19E65EE728CEA856074F87786CB46058FB1D Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 13971.720736/2012-12. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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