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Numero do processo: 10945.001291/93-29
Data da sessão: Tue Apr 25 00:00:00 UTC 1995
Numero da decisão: 108-00.071
Decisão: RESOLVEM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes~ por unanimidade de votos, converter o julgamento
em diligência~ nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: Ricardo Jancoski
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 10800071_109450012919329_199504; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-06-30T16:51:15Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 10800071_109450012919329_199504; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 10800071_109450012919329_199504; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-06-30T16:51:15Z; created: 2017-06-30T16:51:15Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2017-06-30T16:51:15Z; pdf:charsPerPage: 850; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-06-30T16:51:15Z | Conteúdo => • MINISTERIO DA FAZENDA ~, PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES " " •. PROCESSO NR. 10945/001.291/93-29 Sess~o de 25 de abril de 1995 çRECURSO-~NR. 107.513 - IRPJ - EX: DE 1991 "-..:...--- _.~~--- o RECORRENTE EMPRESA DE AGUA MINERAL ITAIPU LTDA. RECORRIDA DRF EM FOZ DO IGUAÇ~-PR • LAOS/ R E S O L U C ~ O NR. 108-00.071 Vistos~ relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por EMPRESA DE AGUA MINERAL ITAUPU LTDA . • RESOLVEM os Membros da Oitava Camara do Primeiro Conse- lho de Contribuintes~ por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência~ nos termos do voto do Relator. DA FtlZENDA RELATOR VICE-PRESIDENTE NO EXER- CICIO DA PRESIDENCIA PROCURADOR NACIONAL Sala das Sess~es, em 25 de abril de 1995 MANOEL L \(~y»OUT '19952~ .' VISTO EM SESSAO DE: • Participaram~ ainda~ do presente julgamento, os seguintes CanseI hei- • ros: SANDRA MARIA DIAS NUNES~ MARIO JUNQUEIRA FRANCO J~NIOR, JOSE AN- TONIO MINATEL. Ausente, justificadamente~ o Conselheiro PAULO IRVIN DE CARVALHO VIANNA. •• • '. • • 2. :MINIsTÉRIo DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONIRIBUINTES Processo nr. 10.945/001.291/93-29 Recursonr.l07.513 Resoluçlo: 108-00.071 Recorrente: EMPRESA DE ÁGUA MINERAL ITAIPU LTDA. RELATÓRIO O contribuinte acima identificado, recorre a este Egrégio Conselho de Contribuintes, da decisão singular de tIs.13/15, destes autos, que julgou procedente a exigência fiscal consubstanciada em notificação de lançamento suplementar às tIs 2/3, e demonstraç6es anexas. Trata-se de lançamento de oficio, em razão de erros cometidos na declaração de rendimentos do exercicio de 1991, especificamente quanto a prejuizo fiscal de exercício anterior, consignado como indevidamente compensado. Irresignada.a autuada tempestivamente impugnou a exigência fiscal apresen- tando suas razões de defesa, às fls. 1, alegando em sintese, que na dec1araçlo do exercício de 1991 foi compensado o prejuizo do exercício. de 1988, não compensado em periodos ante- riores. No demonstrativo das compensações de prejuízos - elaborado pela Receita _ fls 3, constatamos as seguintes divergências: em referência ao exercicio de 1989, por equivoco a Receita compensou o valor COITeSpondenteao prejuizo de 1988, quando o COIretoconforme declaração de rendimento anexa é o prejuizo do exercício de 1985. A autoridade singular julgou a ação fiscal procedente, às fls. 13, pelos fimdamentos contidos na notificação de lançamento os quais, no entendimento do julgador a autuada não logrou elidir através de sua impugnação, que transcrevemos: - ao contrário do que afirma a impugnante o prejuizo do exercício de 1988, foi compensado no exercício de 1989, conforme Demonstrativo das Compensações de Prejuizo de folhas 12; - não houve equivoco ou erro de digitação por parte da Receita Federal na compensação de prejuizo do exercício de 1989, pois, diferentemente do alegado, não havia prejuizo a compensar do exercício de 1985, conforme demonstrativo de folhas 12. Adecido_-unL~.!.......I...- _ • • PROC. 10945/001.291/93-29 "É indevida a compensaçlio deprejuizo num exercido, sem que o mesmo tenha sido apuradoformalmente em dec/araçlio anteriores. " Intimada em 5.11.93 da dedslio de primeira instdncia Fls.20, inc0'Úormada, tempestivamente reco"e a esse Egrégio Conselho, reiterando os argumentos da impugnaçlio nos seguintes termos: - no exercicio de 1985 apresentou a DlRPJ com prejuizo fiscal de cr$ 25.035.446,00 (fls. 29) prejuizo este que nlJ%i registrado pelos computadores da Receito, originando o diferenço de IRPJ, objeto da notjficoç/Jo; - no exercido de 1988, apresentou o DlRPJ, com prejuizo real de cz$1.552.995,00; - no exerciciode 1989 a empresa apurou lucro real decz$ 13.305.216,00, e, para compensaç/Jo, utilizou o prejuizo real apurado no exercido de 1985, que corrigido importou em cz$ 12.595.153,00.A diferença de cz$ 710.063,0010i devidamente tributada; • conforme extrato expedido pela Receita, e"oneamente nliofoi compensado no exercido de 1989, o prejulzorea/ apurado no exerclcio de 1988, sem o nosso conhecimento; • quando da apresentaç/Jo da DlRPJ, exercicio de 1991, com lucro real de cr$ 6.061.324,00, optamos pela compensaçl1odo prejuizo do exercido de 1988, prejuizo ainda nlJocompensado, conforme registros no LALUR; - oco"e que por lapso da Receita, o prejuizo do exercicio de 1985, nl10foi registrado nos seus computadores e por consequhzcia por ocasiIJo da apresentaçl10 da DlRPJ exercido 1989, foi tatalmente absorvido por compensaçlio, sem nossa opçl1o, o prejulzo do exercido de 1988. É o relatório. 3 . # '., 4. RrocesiSo'n9 10 945/00 1.291/93-29 ~&é sõTuÇãàr.,:fi9~lOI8~O'•.-q.'71:: •...•.••t.--........._ ,ç~- Processom. 10945.001.291/93.29 VOTO ConselheiroRicardo Janco~ relator. O recurso é tempestivo, atende aos pressupostos processuais razão porque deletomo conhecimento. A divergência se restringe na existência de provável erro material, cometido no ato da transcrição de dados, captados na Declaração de Rendimentos apresentada pelo contribuinte,para os arquivos, do Sistema de Compensação de Prejuiros. Aparentemente, o cotejo dos dados constantes do Demonstrativo das Compensações de Prejuizo, (fls. 3) e das DIRPJ, quadro 14, conduzem ao raciocinio de provável existência de equivoco. Entretanto tal afumativa estará desprovida de s~ se não for estendido o exame a outros elementos de prova, que considero substancial,.tais como a comprovação efetivada existência do prejuizo de 1985. Exemplo frisante de que o julgamento não está calcado em elementos sólidos é o fato de não ter sido levado em consideração as DlRPJ e o próprio LALUR.A decisão ateve-se a examepuro dos Demonstrativos eletrônicos. Toma-se necessário portanto diligenciar na empresa para objetivamente proceder-se ao exame do LALUR, parte B, anexando aos autos, as cópias correspondentes, lavrando-se competente relatório, do qual a empresa deverá ser cientificada, para manifestar-se, querendo.no prazo de 20 dias, para então prosseguir o feito. voto acima. Diante do que consta do processo, voto por baixar em diligência na fOIIDado 00000001 00000002 00000003 00000004
score : 1.0
Numero do processo: 10830.003259/96-08
Data da sessão: Wed Jan 26 00:00:00 UTC 2005
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - Retifica-se o Acórdão n° 303-29.559
TRD - Inaplicável a TRD como juros de mora no período de 04 de fevereiro a 29 de julho de 1991.
MULTA DE OFÍCIO - RETROATIVIDADE BENIGNA - A multa de oficio.
foi reduzida para 75% com a superveniência da Lei n° 9.430/96, art. 44. inciso I, por força do disposto no art. 106, inciso II, alínea c, do CTN.
MULTA POR INFRAÇÃO AO CONTROLE ADUANEIRO - Despacho Aduaneiro Simplificado - Descumprimento das regras estabelecidas na norma
criadora desse regime, por serem normas de caráter meramente fiscal, não implicam em Infração ao Controle Administrativo das importações, matéria diversa da tratada naquelas normas, as quais criaram penalidades administrativas próprias para tais infrações.
RECURSO DE OFICIO DESPROVIDO.
Numero da decisão: 303-29.559
Decisão: DECIDEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho
de Contribuintes, por unanimidade de votos, acolher os embargos declaratórios e determinar a rerratificação do acórdão nº 303.29.559 de 04/12/2000, nos termos do voto do Relator
Nome do relator: Nilton Luiz bartoli
1.0 = *:*
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ementa_s : EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - Retifica-se o Acórdão n° 303-29.559 TRD - Inaplicável a TRD como juros de mora no período de 04 de fevereiro a 29 de julho de 1991. MULTA DE OFÍCIO - RETROATIVIDADE BENIGNA - A multa de oficio. foi reduzida para 75% com a superveniência da Lei n° 9.430/96, art. 44. inciso I, por força do disposto no art. 106, inciso II, alínea c, do CTN. MULTA POR INFRAÇÃO AO CONTROLE ADUANEIRO - Despacho Aduaneiro Simplificado - Descumprimento das regras estabelecidas na norma criadora desse regime, por serem normas de caráter meramente fiscal, não implicam em Infração ao Controle Administrativo das importações, matéria diversa da tratada naquelas normas, as quais criaram penalidades administrativas próprias para tais infrações. RECURSO DE OFICIO DESPROVIDO.
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Numero do processo: 11080.006096/84-66
Data da sessão: Fri Apr 26 00:00:00 UTC 1985
Ementa: IMPOSTO RETIDO NA FONTE- COMPENSAÇÃO - Os documentos fornecidos pela fonte pagadora para comprovar a retenção do imposto, nos
termos do art. 584 do RIR/80 (art. 373 do RIR/75), somente poderão ser impugnados pelos lançadores com elemento seguro de prova
ou indicio veemente de falsidade ou inexatidão.
Numero da decisão: 104-05.067
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, pelo exercício do voto de qualidade, em DAR provimento ao recurso.Vencidos os Conselheiros Gildo Ettore Umberto Accarino (Relator), Mário Rodrigues Teixeira, Carlos Walberto Chaves Rosas e José Rocha que negou provimento. Designado o Conselheiro Francisco Amaral Manso para redigir o voto vencedor.
Nome do relator: Francisco Amaral Manso
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ACORDÃO N0 .... ~.~4;e.067 Recurso nO 44.•421 - IRPF - EX: 19.83. I • Recorrente ANTONIO FERNANDO DE AZEVEDO Recorrido DELEGADO DA RECEI:TA FEDERAL EM PORTO ALEGRE - RS IMPOSTORETIDONAFONTE- 'COMPENSAÇÃO - Os documentos fornecidos pela fonte rpagàdona para comprovar a retenção do imposto, nos termos do art. 584 do RIR/80 (art. 373 do RIR/75), somente poderão ser impugnados pe los lançadores com elemento seguro de prova ou indicio veemente de falsidade ou inexati dão. Vistos, relatados e discutidos os~presentes autos de recurso inte~posto por ANTONIO FERNANDO DE AZEVEDO, ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conse lho de Contribuint~s, pelo exercicio do voto de qualidade, em DAR pr~ v:imento ao.::recurso.Vencidos os Conselheiros Gildo Ettore Umberto Ac- carino (Relator), Mário Rodrigues Te'ixeira,_Carlos Walberto Chaves Ro sas e Jos~ Rocha que negou provimento. Designado o Conselheiro Fran- cisco Amaral Manso para redigir o voto vencedor. PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL REDATOR- Sala das Sessões, em 26 de abril de 1985 FRANCIS~NSO PRESIDENTE-e ~DESIGNADO VISTO EM SESSÃO DE: 25 JUL 1985 RECURSO DA FAZENDA NACIONAL: RP/l04-0.l62 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: Hardy Silva, Helena Cristina Lana de Paula e Luiz Miranda. Olc-óAO'I~ c{õi -vvtOl/VlJ;do r-elo ClCO~ of,á::ó triZ ,.feZ - ~ 5" ~ ote.CI'~~ cle./ 5e~I W ~k (} tj RFj cu- o- 606 b + .e.oJ1., i fo H- .)JAAe:vvu'..-vvvf' e-l 0\ci0 J-e c ~ kW .~c;o.J.', ~ je-.I(~ 1-0v,...A C>l ~ +e 'j H e;vt.- O ~ le- fllMEIRO CONSELHO DE CONTIIIUINTES'. (4.' ~AI\I!'''''Al EM .:te cl.e. o.[J.~ : 1~gG_ ................MA.R~~.~~f~~~~b i ") SERViÇO POBLlCO FEDERAL PROCESSO N,? 11080/006.096/84-66 RECURSO N9: 44.421 ACÓROÃON9: 104-5.067 RECORRENTE: ANTONIO FERNANDO DE AZEVEDO R E L A T 6 R I O O contribuinte, domiciliado na cidade de Porto descontado de Cr$Alegre, foi notificado a recolher imposto suplementar 406.993, correspondente ao valor do imposto de renda na fonte e compensado na declaraç~o de rendimentos. Com a declaraç~o juntara ele uma informação dafon te pagadora - Indústria de Móveis Santa Rita Ltda. (fI. 10), em.!. tida em 03/03/82, sem referência ao ano-base e informando o pag~ I.mento de salários e comissões no total de Cr$.1.542.264. Impugnando o lançamento alegou que o referido im- posto lhe havia scLdo.retido pela empresa, para a qual havia tra- balhado até meados do mês de março de 1982. O interessado ..infor mou ainda que a empresa falira e que o síndico da massa não ti nha condições de assegurar se a empresa prestara ou não informa- ções à Secretaria da Receita Federal. sobre a retenç~o em causa. Esclareceu, ainda, que mantinha consigo todos os contracheques dos recebimentos e outros documentos, e que o im posto fora descontado de seus vencimentos, e concluiu que, sea empresa nao agira corretamente, a culpa não lhe cabia. No sentido de melhor esclarecer os "fatos.-; a D.R.F. promoveu uma diligência junto ao síndico da massa falida, e os fiscais que a realizaram informaram: "pela verificação efetuada constatamos ter Nr ~ DMF - DF/1QC-C -Secgraf - 1£300175 SERViÇO PÚB~ICO FEDERA~ Acórdão n9 104-5.067 Processo n9 11080/006.096/84-66 02. sido escriturado no referido Diário ,(fls. 177): em janeiro de 1982, sob o título Or- denados-pagamentos o valor Cr$ 1.048.453 e sob o título Comissões-pagamentos, a impo~ tância de Cr$ 885.000; em fevereiro de 1982, foi lançada como Ordenados-pagamentos o v~ lor de Cr$ 308.413, nada tendo sido escri- turado, no liv~o em questão, referentemen- te a Imposto de Renda na FonteL neste p~ ríodo." "Outrossim, não nos foi apresentada nenhu- ma via de DARF relativo a recolhimento de Imposto de Rend~ retido na Fonte sobre ren dimentos de trabalho assalariado no ano de 1982, tendo o síndico da massa falida da Indústria de Móveis Santa Rita Ltda., Sr. Ary de Carli, informado que desconhece a existência de quaisquer outros documentos que comprovem tais recolhimentos, bem como de documentação comprobatória de retenções do Imposto de Renda na Fonte no "ano de 1982". Intimado a prestar esclarecimentos, fê-lo o in- teressado a fls. 25-v, ocasião em que se comprometeu a apreseg tar os contracheques e outros documentos capazes decompr.ovar a retenção do imposto na fonte. Essa documentação, contudo,não foi juntada aos autos, nem posteriormente apresentada. Apreciando a impugnação; julgou-a o senhor Dele gado improcedente, mantendo o lançamento contestado, por falta de comprovação dos valores retidos na fonte. Contra esta decisão recorreu o contribuinte,coh forme petição de fls. 33, alegando, em síntese: 1 - que ,contlnuafinnena sua atitude, pois realmente os 'valoreáforam retidos na fonte; 2 - que a culpa é exclusivamente da empresa, que tinha o dever de informar sobre a'retenção na fonte; 3 - que trabalhou quatro anos para a empresa, e que,quag do ela faliu não recebeu mais nada; /fl. 4 - que deixou de apresentar os contracheques de janei- ro e fevereiro de 1982, porque os pagamentos foram ;feitosconecheql1es'pré-datados,alguns deles, inclusive, com cheques sem fundos; SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Proces~º n9 11080/006.096/84-66 3. Acórdão n9 104-5~067 5 - que por negligência, ou por estar sempre. viajando, deixou de apanhar as coplas dos recibos dos ,pagarnen- ros feitos pela empresa; €i - finalmente, pede se considere a situação aflitiva que vem passando, desacreditado na praça por .causa da referida empresa, com tItulos em protesto, 12 me ses de atraso em prestações da Habitasul, etc. É o relatório. v O T O V E N C E D O R Conselheiro fràncisco Amaral Manso - Redator-Designado Com base no princIpio copsagrado no art. 45, pa_ rágrafo único, do CTN, segundo o qual "alei pode atribuir ã fonte pagadora .. da renda ou dos proventos tributáveis a condi ção de responsável pelo imposto cuja reten= Cão e recolhimento lhe caibam" (~rifos na transcrição) , o art. 575 do RIR/80 elenca as situações em que compete a fonte ~agadora reter, obrigatoriamente, o imposto de renda incidente sobre os rendimentos pagos aos beneficiários e o art. 576 adver- te: "A fonte pagadora fica obrigada ao reco lhimento do imposto, :ainda que não o tenha retido". Duasobrigacões , distinta:" sao pois ,~'cometidas -r à fOritepagaddra~ por expressa determlnação legal: a) reter o imposto que incide sobre os rendimentos pagos por ela; e I' SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 11080/006.096/84-66 4. tributo~ Acórdão n9 104-5.067 b) .recolher o imposto que tenha ret::hdo,'.'::'c'aso em'qu'ea,fonte se considera mera depositária do valor retido, enquahto o benefi- ciário é o verdadeiro contribuinte - ou o valor equivalente se não tiver retido o imposto - caso em que a fonte se torna sujei- to passivo, responsável, do tributo. Claro está que a fonte, assim responsabilizada d~ plamente, pode ser intimada a comprovar ter-se desincumbido das tarefas que lhe foram atribuídas pela norma legal: que reteve e recolheu ou nao o imposto; que não reteve mas recôl.heu (ou não) o tributo. Além das responsabilidade inerentes ãObrigação .principal (CTN, art. 113 e ~~) a fonte pagadora é ainda titular de outras obrigações, acessórias, entre as quais se encontra a de "fornecer aos.contribuintes documento compro batório da retenção do imposto, em duas via~ com indicação da natureza e montante do ren- dimento a que o mesmo se refere" ; ~(~IR!80, art. 584 - grifei). Dispositivos inseridos no RIR/80 estabeleciam que o comprovante deveria ser fornecido,in1preterivelmen:te, até trin- ta dias antes da data limite fixada para entrega de declaraçõesde rendimentos dos contribuintes com imposto a pagar ou com direito a re~tituição (art. 655) e cominavam'penas pecu~~árias ãs fontês. que deixassem de atender ã determinação legal (art. 731, I). O DL. 1.968/82, art. 10, alterou o disposto no art. 655, fixando o dia 15 de fevereiro do exercício financeiro como prazo final para o fornecimento do comprovante e o art. 39 do DL. 2.124/84 especi- ficou que o montante do imposto retido deveria ser relacionado por trimestre. Por outro lado, o beneficiário do rendimento su- jeito a imposto na fonte nenhuma responsabilidade possui quanto ã sua retenção ou recolhimento. Se a fonte pagadora deixa de reter o imposto, fica, inobstante, obrigada ao recolhimento do .l SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 11080/006.096/84-66 5. Acórdão n9 104-5.067 nada podendo haver do beneficiário do rendimento; se deixa de re- colher o tributo, mesmo que não o tenha retido, somente a~fionte poderá~ser acionada pelo sujé~to ativo, ficando o beneficiário do rendimento livre de qualquer investida fiscal. A obrigação do benefic~ário dos rendimentos com. - retenção de imposto na fonte limita-se a "instruir sua ..deciliara- . . ção com o documento" que lhe deve ser fornecido pela fonte pagad~ ra (art. 656). Em 7.12.82 esta Câmara aprovou voto proferido por este Relator, quando da prolação do Acófdão n9 104-3.338, vasé~m ementado: "COMPENSAÇÃO"';IMPOSTORETIDONAFONTE - A compensação do imposto retido na fonte deve- rá ser feita através de documento ~fornecido pela fonte pagadora, com indicação da nature za e montante do rendimento a que o mesmo se refere, sob pena de não ser admitida a res- pectiva compensação? Tal entendimento voltou a ser af~rmado quando da aprovação,do acordão n9 104-4.101/83, da lavra do Cons. Sérgio Go mes;Velloso. No Recurson9 41.589, cujo julgamento deu origem ao Acórdão n9 104-4.140, em 11.11.83, examinava",se situação \;,em que o contribuinte dizia-s.e impossibilitado de :G:lomprovara reten- çao do impostQ, "face à negativa da fonte pagadora de fornecer tal comprovante". Embora alguns_;Conselhéiros tenham dado provimento ao recurso, a maioria consagrou o entendimento de que "as pessoas £isicas~que abaterem na sua de- claração o imposto retido na fonte deverão instrui-la com uma das_vias do documento com probatório da retenção, for.necido pela fon= te pagadora". Designado para redigir o votovéntedor, assim adu zi, apos referir~me aos artigos 89, ~ 39 e 584 do RIR/aO e ~ ao art. 136 do Código Civil: • SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 11080/006.096/84-66 6. Acórdão n9 104-5.067 "Justifica-se a cautela legal tendo em vista possIveis tentativas de requerer reéti tuição de quantias não efetivamente entre= gues ao erário, a tItulo de antecipação do imposto apurável pa declaração de :rend.rumen- tos. Com efeito, um_.profissional liberal que informasse haver percebido,~durante o anO-Ba se de 1982, a quantia mensal de Cr$ 240.000~ poderia alegar haver retido, na fonte, a im- portância de Cr$ 426.420, reajustada p~~a Cr$ 724.914 (Cr$ 38.820 em cada um dos nove primeiros meses e Cr$ 25.680 nos últimos_três meses). Na declaração, os rendimentos brutos totalizariam Cr$.2.880.000 e a renda lIquida seria, no máximo, da ordem de Cr$ 2.304.000, deduzindo-se apenas o desconto de 20%, com imposto devido de Cr$ 312.400. Assim, faria 'jus à restituição de Cr$ 412.514. Fácil con- cluir-se que a aceitação das informaçõespres tadas exclusivamente pelos contribuintes po= deria constituir-se atrativo a que se inten- tasse tal prática irregular". A aparente rigidez do entendimento desta Câmara, inclusive deste Relator, ao exigir que a comprovaçao se fizesse mediante apresentação do documento fornecido pela fonte p~gadora, encontra mitigação em inúmeras decisões que admitiam que a compro vaçao se fizesse através "documentação fiábil e idônea". E o caso do Acórdão 104-2.426,cresteRelator, e do Acórdão n9 104-4.444, subs c~ito pela Conselheira Helena Cristina Lana de Paula. No Acórdão 104-3.278, de 11.11.82, o Cons. Walter Ribeiro Valente propugnou a seguinte sustentação: "Se, em decorrência da quebra da empre sa e do atraso de sua contabilidade, atesta= da pelo sIndico da massa falida, tanto o con tribuinte quando o Fisco viram baldados os seus~esforços para comprovar a retenção do imposto na fonte segundo os parámetroé traça dos pelo art. 584, do RIR/80, aceitam-se co= mo verdadeiros os dados constantes dos Reci bos de Pagamento a Autônomos (RPA) que o con tribuinte fez anexar, oportunamente, à _ sua declaração de rendimentos". A par, pois, da exigência de que o contribuinte apresentasse comprovante de que sofrera retenção do imposto, na fonte, esta Câmara demonstrava bom-senso, admitindo que a compro- vação se fizesse igualmente por outros meios além do documento SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 11080/006.096784-66 7. Acórdão n9 104-5.067 fornecido pela fonte pagadora. Porém, uma vez comprovado, de uma forma ou de ou- tra, que o imposto fora retido pela fonte pagadora, o .comprovan- .te não poderia ser rejeitado sem elemento seguro que :~:.iil.f.irmasse sua validade. Assim, j& em maio de 1981, quando do julgamento do recurso n9 35.338, aprovou-se o Acórdão n9 104-2.029, assim emen- tado: "COMPENSAÇÃO DE IMPOSTO RETIDO NA FONTE - ~Os documentos fornecidos pela fonte pagadora pa ra comprovar a retenção do imposto, nos _ter mos do art. 584 do RIR/80 (art.o'373 do RIR! /75), somente poderão ser impugnados, .íbelos lançadores com elemento seguro de prova ou indicio veemente de falsidade ou inexatidão". Nesse processo, a fiscalização nao conseguira localizar a empre"":' sa que fornecera o comprovante, pois a mesma teria'alterado o do- micilio fiscal~_e a decisão de primeira instãncia concluira nao haver conformidade entre as assinaturas dos sócios firmadas no contrato social e aquelas constantes dos documentos forne6idos ao contribuinte. Atéstando,muito embora, a solicitude ~~demonstrada pelo órgão jurisdicionante em localizar os administradores da em- pres~, chegou o Colegiado:~,segu~nte conclusão: "Contudo, fiáque se reconhecer que a au toridade fiscal apenas aportou praticamente- no mesmo ponto de partida, ou seja, sem qual quer elemento concreto que lhe permitisse im pugnar validamente.o documento ~Iapresentad~ originalmente pelo recorrente~ Partindo de uma const~tação de ser ele- vado o valor do imposto retido na fonte, qu~ a~iás, guarda exata correspond~ncia com .,_as tabelas aprovadas para o ano-base'de ' 1977, foi o mesmo desconsiderado, procurando-se, a seguir, não invalidar o documento comprobató rio, mas tão somente apurar aspectos relaci~ nados com a empresa, a quem cabia reter e .~ colher o imposto devido pelo recorrente. Ten do falhado as dilig~ncias empreendidas, con= cluiu-se 'pela qesqualificàção do. documento comprobatório, simplesmente porque o mesm0.ui, ~. "JVl" SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 11080/006.096/84-66 8. para fins de co~~. ~. ~ Acórdão n9 104-5.067 nao foi assinado por algum dos sócios da em- presa. Ora, não me consta ser essa uma \..exi- gência legal e, curiosamente, nem foi utili- zada pelo órgão jurisdicionante com referên cia aos comprovantes das outras fontes paga= doras" ((oé destaques são do original). Este Relator louvou-se principalmente no ~ 29 do art. 678 do RIR/80 (art. 485, ~ 29,~do RIR/75), segundo o qual "os esblarecimentos prestados só poderão ser impugnados pelos lançadores com elemento se~ guro de prova ou indicio veemente de falsida 'd'eOu inexatidão" (grifei). De vez que o então Presidente desta Câmara, o ilustre Conselhei- ro Pedro Martins Fernandes, divergiu do Relator, foi interpostor~ curso espeéial para a egrégia Câmara Superior de Recursos Fiscais que, porém, entendeu correta'adecisão deste Colegiado, conforme A- córdão n9 CSRF/Ol-0.182. Idêntico entendimento foi consagrado em brilhan- tes votos proferidos pela Conselheira Helena Cristina Lana de Pau la (Ac. 104-4.390) e pelo Conselheiro Carlos EL'vino Gulyas (Ac. 104~4.849 e Ac. 104~4.856). Na verdade, seria até mesmo ilógico concluir de ~aneira diversa, em face da exigência legal de que a fonte pagado ra forne~a comprovante da retenção do imposto ao sujeito passivo (art. 594), sob ameaça de lhe cominar severas penalidades ~~:(art. 731, I}, e de que o contribuinte deva instruir sua declaração de rendimentos com esse document00(art. 656). Nem mesmo os fatos constantes dos autos dão supo£ te ã conclusão subscrita pelo ilustre Conselheiro Relator, ~quan; do àfirma que o'."contribuinte não conseguiu fazer a prova - ...embora a isto tenha se comprometido, comprovando a retenção do imposto na fonte". Com e£eito, desde o inicio foi anexado ã declaração de rendimentos o comprovante fornecido pela fonte pagadora, que até mesmo serviu para considerar verdadeiros os rendimentos ~.tribufá- veis, mas que teve sua validade rejeitada apenas SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 11080/006.096/84-66 Acórdão n9 104-5.067 9. provar a retenção do imposto de fonte. Possuía, pois, o contribu- inte prova de que a fonte pagadora lhe ::retivera o imposto devi- do. Contrariamente, a decisão recorrida apresenta como prova a circunstância de nio haver encontrado lançamentb:nos livros fis- cais.da empresa, nao lhe tendo sido apresentada qualquer via de DARF relativa a recolhimento de Imposto de Renda retido na Fonte sobre rendi~entos de trabalho assalariado no ano de 1982. Os fa- tos apurados pela fiscalização não justificam a decisão'.:que ,se pretende manter, pois apenas comp~ovam que a fonte pagadora nao escriturava regularmente seus livros fiscais e que nao recolhia os impostos retidos quando do pagamento de quantias aos verdadei- ros contribuintes. Não vejo como aceitar como prova 'hãbil' de fal ta de retenção do imposto a não escrituração por parte da empresa. A pessoa jurídica que ..assim procede, ou realmente não reteve o im posto devido, ou apropriou-se, indevidamente, do tributo que reti vera do legítimo contribuinte. Diante da possibilidade de ocorrer qualquer uma das situações acima descritas, a preferência Jpela primeira' somente se justificariá.se inexistisse qualquer elemento que sugerisse a ocorrência da segunda, como nos presentes autos. Assiste ao Fisco o direito de exigir da empresa o recolhimento do imposto que ela mesma informa haver retido, ainda que omitindo tal fato em sua escrituração. N~O pode, porém, negar eficãçia pr~ batória ao documento instituído pela própria administração fisca~ simplesmente opondo-lhe a omissão da fonte pagadora. Tal procedi- mento conflita com as normas legais de regência e contraria ore! terado e~tendimento consagrado pelo Primeiro Conselho de Contribu intes. Feitas as considerações precedentes, voto" :"para que se conheça do recurso, porquanto tempest~vo, e se lhe dê pro- v']ffientopara admitir a compensação do imposto retido na fonte. FRANCISC~SO - REDATOR-D,ESIGNADO , SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 ,11080/006. 096/84-66 Acórdão n9 104-5.067 v O T O V~E N C I D O Conselh~iro Gildo Ettore Umberto Accarino - Relator 10. O recurso ~ tempestivo, apresentado em 30/11/84, com ciªncia da decisão em 01/11/84. No m~rito, pretende o recorrente que o valor in- formado no documento de fls. 10, no montante de Cr$ 406.993, se ja considerado imposto retido na fonte e compensável na declara- ção de rend~mentos, na forma da alinea"a~, do ~ 19, ~o art. 89, do R[R/80. A decisão recorrida manteve a glosa porque o con ,tribuinte nao conseguiu fazer a prova - embora a isto tenha se comprometido, comprovando a retenção do imposto na fonte. O ::re,,", corrente, por sua vez, alega no recurso que os pagamentos féitbs pela empresa foram em cheques pr~-datados, alguns at~ sem fundo~; e que, pç:>rnegligªncia de sua parte,. nao procurou, no dépp.rtame~ to de pessoal, as cópias dos recibos passados em favor da empre~ sa. Assim, entendo que o recorrente, nao tendo trazi do aos autos a prova da efetiva retenção do imposto de renda na fonte, não pode ele beneficiar-se da compensação prevista na le- tra ~, do ~ 19, do citado artigo 89~ A ausªncia dessa retenção, aliás, f9~ apurada na diligªncia que a fiscalização realizou na escr~turação e documentos da empresa. Voto, portanto, no sentido de conhecer-se do re- curso, para, no m~rito, negar-lhe provimento. Brasilia-DF., em 26 de abril de 1985 ACCARINO - RELATOR 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008 00000009 00000010 00000011 00000012
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Numero do processo: 10814.015446/93-36
Data da sessão: Mon May 07 00:00:00 UTC 2001
Ementa: INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA — A ausência de tipificação específica da
conduta punível, caracteriza a norma penal tributário como norma em
branco, o que importaria na outorga à autoridade administrativa, para aplicação da lei penal com discricionariedade e subjetivismo, o que não pode ser admitido em pleno Estado de Direito. Inaplicável, portanto, a norma penal disposta no art. 526, inciso IX, do Regulamento Aduaneiro, aprovado
pelo Decreto n.° 91.030/85.
Numero da decisão: CSRF/03-03.166
Decisão: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por
maioria de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro João Holanda Costa (Relator). Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Nilton Luiz Bartoli.
Nome do relator: Joao Holanda Costa
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ementa_s : INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA — A ausência de tipificação específica da conduta punível, caracteriza a norma penal tributário como norma em branco, o que importaria na outorga à autoridade administrativa, para aplicação da lei penal com discricionariedade e subjetivismo, o que não pode ser admitido em pleno Estado de Direito. Inaplicável, portanto, a norma penal disposta no art. 526, inciso IX, do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto n.° 91.030/85.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-08T00:27:49Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-08T00:27:49Z; Last-Modified: 2009-07-08T00:27:49Z; dcterms:modified: 2009-07-08T00:27:49Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-08T00:27:49Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-08T00:27:49Z; meta:save-date: 2009-07-08T00:27:49Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-08T00:27:49Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-08T00:27:49Z; created: 2009-07-08T00:27:49Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; Creation-Date: 2009-07-08T00:27:49Z; pdf:charsPerPage: 1476; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-08T00:27:49Z | Conteúdo => - z4, MINISTÉRIO DA FAZENDA `-.5. CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA TURMA PROCESSO N° : 10814.015446/93-36 RECURSO N° : RP/301-0.543 MATÉRIA : 1.1 RECORRENTE : FAZENDA NACIONAL SUJEITO PASSIVO : TAXI AÉREO PANTANAL LTDA. RECORRIDA : P CÂMARA DO 3° CONSELHO DE CONTRIBUINTES SESSÃO DE : 07 DE MAIO DE 2001 ACÓRDÃO N° : C SRF/03 -03 . 166 INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA — A ausência de tipificação específica da conduta punível, caracteriza a norma penal tributário como norma em branco, o que importaria na outorga à autoridade administrativa, para aplicação da lei penal com discricionariedade e subjetivismo, o que não pode ser admitido em pleno Estado de Direito. Inaplicável, portanto, a norma penal disposta no art. 526, inciso IX, do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto n.° 91.030/85. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro João Holanda Costa (Relator). Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Nilton Luiz Bartoli. PE"i, GD'. UES PRESIDENTE ? NIZER N L BART I LATOR DESIG ADO FORMALIZADO EM: O 3 SET 2001 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros : CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, MOACYR ELOY DE MEDEIROS, MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ, HENRIQUE PRADO MEDGA e PAULO ROBERTO CUCO ANTUNES. RC PROCESSO N° : 10814.015446/93-36 ACÓRDÃO N° : . CSRF/03-03.166 RECURSO : RP/301-0.543 RECORRENTE : FAZENDA NACIONAL SUJEITO PASSIVO : TÁXI AÉREO PANTANAL LTDA RELATÓRIO Com o Acórdão 301-28.891, de 22 de agosto de 1.996, a douta Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, deu provimento ao recurso de Pantanal Linhas Aéreas Sul. Entendeu a Câmara que "não cabe a aplicação do inciso IX do art. 526 do Regulamento Aduaneiro, pois tal dispositivo fere o princípio constitucional da Reserva Legal, vez que sua redação não define a infração". Trata-se de importação de partes e peças para a qual fora obtido o direito de apresentar a guia de importação posteriormente ao registro da declaração de importação conforme autorizado pelo art. 2° "h" e § 2° da Portaria DECEX 08/91, com a redação dada pelo art.1° da Portaria DECEX 15/91, havendo o contribuinte apresentado a GI a destempo uma vez que emitida em 10.07.92 só em 27.08.92 foi entregue na repartição aduaneira, quando já havia perdido a validade. A ilustre Procuradora da Fazenda Nacional adota o entendimento manifestado no voto vencido do saudoso Conselheiro Dr. Luiz Felipe Galvão Calheiros de que transcreve o seguinte trecho: "(...) Do exame destes dispositivos, verifica-se que está o importador equivocado quando pretende tipificar a infração de intempestividade na apresentação de GI à repartição aduaneira no inciso VII do art. 526 do RA, vez que este inciso se refere tão somente à relação especificativa do material importado que pode ou não ser exigida, conforme o caso, quando se tratar de guia expedida sob tal cláusula. São documentos que podem ter prazos diferentes. A tipificação da infração é, sem dúvida, a do inciso IX, acima transcrito, não pelos motivos apresentados pelo fisco mas simplesmente porque o ilícito não está especificado em qualquer outro dos incisos do art. 526 e de fato ocorreu, conforme reconhece a própria recorrente" 2. PROCESSO N° : 10814.015446/93-36 ACÓRDÃO N° : . CSRF/03-03.166 Traz em apoio deste entendimento o Acórdão 303-27.613 da Terceira Câmara, em sessão de 15.4.1993, quando concluiu que entrega da GI após 15 dias da data de sua emissão ao órgão competente, caracteriza infração ao inciso IX do art. 526 do RA. Instada a se manifestar em contra-razões, a interessada deixou de fazê-lo. É o relatório. PROCESSO N° : 10814.015446/93-36 ACÓRDÃO N° : . C SRF/03 -03 . 166 VOTO VENCIDO. Conselheiro- Relator JOÃO HOLANDA COSTA Dou acolhimento às razões da Fazenda Nacional dado que, em se tratando de apresentação, fora do prazo, de guia de importação emitida na forma prevista no art. 20 letra "b" da Portaria 08/91 e art. 1° da Portaria 15/91,ambas do DECEX, ficou caracterizada uma infração a uma norma de controle da importação. As infrações ao controle das importações são punidas conforme o art. 526 do Regulamento Aduaneiro, incisos I a IX, sendo que os incisos I a VIII referem-se a determinadas infrações ali descritas e inciso IX engloba no seu bojo as demais não contempladas nos incisos anteriores mas que estão certamente incluídas no "caput" do artigo desde que se configurem como sendo infrações administrativas ao referido controle como é o caso destes autos. Não se há de dizer que o dispositivo seja genérico pois, ao contrario, ele precisa que pune as demais infrações ao controle da importação, bastando que se identifique qual a infração e que seja ao controle da importação. A exigência de apresentação da GI dentro do prazo determinado pela norma de DECEX é regra de controle da importação. Seu descumprimento caracteriza infração que se enquadra plenamente na regra do inciso IX do art. 526 do RA que tem fundamento legal seja no Decreto-Lei n° 37/66 — art. 169, seja na Lei 6.562/78 — art. 2°. Voto para dar provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional. Sala de Sessões, 07 de maio de 2.001. -J0 - O OLANDA COSTA 4.. PROCESSO N° : 10814.015446/93-36 ACÓRDÃO N° : . C SRF/03 -03 .166 VOTO VENCEDOR Conselheiro NILTON LUIZ BARTOLI, Relator Designado: Comungo do entendimento explanado pela Conselheira Dra.Leda Ruiz Damasceno em seu Voto Vencedor, quando do julgamento desta lide no âmbito da l a Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes. Com efeito, o inciso IX do Art. 526 do R.A. prescreve que constitui infração, apenada com a multa de 20% do valor do imposto de importação, o descumprimento de : " ... outros requisitos de controle da importação, constantes ou não da guia de importação ou de documentos de efeito equivalente, não compreendidas nos incisos IV a VII..." 1 O requisito infringido seria o de "intempestiva apresentação de guia de importação". Tal requisito não pode ser erigido como infração e colocado na vala comum dos "outros". Ademais, o preceito legal que embasa o feito fiscal é ilegal, porque demasiado genérico. Refere-se a OUTROS requisitos não previstos anteriormente, sem discriminá-los, deixando ao alvedrio do autuante ou do julgador entender quais sejam esses requisitos. É óbvio que os dispositivos sancionantes devem ser claros e objetivos, a fim de dar segurança ao contribuinte. Que segurança tem o importador diante de dispositivo tão genérico? A qualquer momento pode ver-se autuado, por exemplo, por não ter preenchido determinado campo da guia de importação, pretendendo o autor desse feito que essa falta 5 PROCESSO N° : 10814.015446/93-36 ACÓRDÃO N° : . CSRF/03-03.166 tipificaria o preceituado no dispositivo em discussão, uma vez que o requisito - preencher todos os campos da guia de importação - não está compreendido entre os incisos IV e VII. A fim de comprovarmos a ilegalidade contida no inciso III do Art. 169 do DL 37/66, com a redação do art. 2° da Lei 6.562/78, transcrita no inciso IX do art. 526 do Decreto 91.030/85, passamos a transcrever trecho da sentença prolatada pelo MLVI. Juiz Federal da 4' Vara de São Paulo, Dr. Fleury Antonio Pires, em Mandado de Segurança (Proc. 6374328): "O art. 2° da Lei 6.562/78 deu nova redação ao art.169 do DL 37/66, estabelecendo, no que interessa ao deslinde da questão aqui debatida: Art. 2° - o art. 169 do DL 37, de 18 de novembro de 1966, passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 169 - Constitui infração administrativa ao controle das importações: I - II - III - descumprir outros requisitos de controle de importação, constantes ou não de guia de importação ou de documento equivalente: a) ... b)... c)... d) não compreendidas nas alíneas anteriores: pena: multa de 20% (vinte por cento) do valor da mercadoria. Ora, a letra "d" não especifica quais seriam esses "outros" requisitos de controle de importação "não compreendidos nas alíneas anteriores" (a, b, c), tornando dificil a atuação do intérprete no sentido de tipificar as ações ou omissões do importador que ali estariam previstas. Ora, é princípio elementar de direito, especialmente tributário, que as infrações devem estar expressamente definidas na norma cogente, não se justificando a aplicação de penalidade sem a exata adequação da conduta à figura legal. In casu t 6 PROCESSO N° : 10814.015446/93-36 ACÓRDÃO N° : . C SRF/03 -03 . 166 adequação não se revela possível já que a descrição legal do procedimento punível é por demais aleatória e incompleta. Assevera Victor Villegas, com propriedade, que "A punibilidade de uma conduta exige sua exata adequação a uma figura legal. Contudo, tal adequação claudicará se a descrição do procedimento punível for incompleta ou confusa, não revelando conteúdo específico e expressão determinada. Assim, podem ocorrer formas disfarçadas de violação da tipicidade, como por exemplo, construindo-se um delito desfigurado, difuso, sem contornos, tanto pela falta quanto pela imprecisão das expressões escolhidas para defini-lo (in "Direito Penal Tributário", ed. 1974, ed. Resenha Tributária, pág. 192)." É precisamente o caso das infrações previstas na letra "d" do inciso III do art. 2° da Lei 6.562/78. Logo, à mingua de delimitação legal específica, a indicação de país de origem diversa ou fabricante diverso daqueles constantes da guia de importação, não dá lugar à penalidade ali prevista. Mas, ainda que assim não seja, ainda que fosse possível extremar as infrações que se enquadrariam no dispositivo legal em epígrafe, é bem de ver que as infrações ali previstas genericamente só poderiam ser especificadas através de um critério decorrente dos objetivos gerais que nortearam o legislador da Lei n° 6.562/78. É esse critério decorrente da verificação em cada caso de reflexo ou conseqüência de natureza fiscal ou cambial, escopo primordial da legislação regressiva em análise. Ora, no caso dos autos não são apontados quaisquer reflexos de natureza fiscal ou cambial. As mercadorias encontradas são coincidentes nas características essenciais ( peso, preço, qualidade, classificação tarifária), ocorrendo, apenas, divergência quanto a origem e fabricante. Não há, assim, 7 PROCESSO N° : 10814.015446/93-36 ACÓRDÃO N° : . CSRF/03-03.166 qualquer infração de natureza fiscal ou cambial, não se justificando a penalidade imposta à Impetrante." Em extraordinário artigo publicado na RT-718/95, pg. 536/549, denominado "A Extinção da Punibilidade nos Crimes contra a Ordem Tributária, o eminente e culto professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, GERD W. ROTHMANN, destacou um capítulo sob a rubrica "Características das Infrações em Matéria Tributária"., que merece transcrição aqui para servir de supedâneo ao argumento de que a ausência de perfeita tipicidade na lei de conduta do contribuinte induz à carência da ação fiscal: "Tanto o crime fiscal como a mera infração administrativa se caracterizam pela antijuridicidade da conduta, pela tipicidade das respectivas figuras penais ou administrativas e pela culpabilidade (dolo ou culpa). A antijuridicidade envolve a indagação pelo interesse ou bem jurídico protegido pelas normas penais e tributárias relativas ao ilícito fiscal. (—) A tipicidade é outro requisito do ilícito tributário penal e administrativo. O comportamento antijurídico deve ser definido por lei, penal ou tributária. Segundo RICARDO LOBO TORRES (Curso de Direito Financeiro e Tributário, 1993, pg. 268), a tipicidade é a possibilidade de subsunção de uma conduta no tipo de ilícito definido na lei penal ou tributária. (...) Nisto reside a grande problemática do direito penal tributário: leis penais, freqüentemente mal redigidas, estabelecem tipos penais que precisam ser complementados por leis tributárias igualmente defeituosas, de dificil compreensão e sujeitas a constantes alterações." É a mesma esteira doutrinada pelo festejado penalista BASILEU GARCIA Instituições de Direito Penal, vol. I, Tomo I, Ed. Max Limonad, 4 a edição, pg. 195): "No estado atual da elaboração jurídica e doutrinária, há pronunciada tendência a identificar, embora com algumas variantes, o delito como sendo a ação humana, anti-jurídica, típica, culpável e punível. 8 PROCESSO N° : 10814.015446/93-36 ACÓRDÃO N° : . CSRF/03-03.166 O comportamento delituoso do homem pode revelar-se por atividade positiva ou omissão. Para constituir delito, deverá ser ilícito, contrário ao direito, revestir-se de anti-juricidade. Decorre a tipicidade da perfeita conformidade da conduta com a figura que a lei penal traça, sob a injunção do princípio nullum crimen, nulla poena sine lege. Só os fatos típicos, isto é, meticulosamente ajustados ao modelo legal, se incriminam. Cabe aqui, também, a lição do renomado mestre de Direito Penal Damásio de Jesus, do Ministério Público do Estado de São Paulo e Professor Universitário, que ao estudar o FATO TÍPICO em sua obra Direito Penal - 1° volume - Parte Geral (Ed. Saraiva - 15a Ed. - pág. 197) ensina: "Por último, para que um fato seja típico, é necessário que os elementos acima expostos (comportamento humano, resultado e nexo causal) sejam descritos como crime" e complementa "Faltando um dos elementos do fato típico a conduta passa a constituir em indiferente penal. É um fato atípico." Lembra, ainda, o mesmo doutrinador, na mesma obra à pág. 17, que: "Foi Binding quem pela primeira vez usou a expressão 'lei em branco' para batizar aquelas leis penais que contêm a sanctio juris determinada, porém, o preceito a que se liga essa conseqüência jurídica do crime não é formulado senão como proibição genérica, devendo ser complementado por lei (em sentido amplo). 1 9 PROCESSO N° : 10814.015446/93-36 ACÓRDÃO N° : . C SRF/03-03 . 166 Normas penais em branco são disposições cuja sanção é determinada, permanecendo indeterminado o seu conteúdo. Depende, pois, a exeqüibilidade da norma penal em branco ( ou 'cega' ou 'aberta' ) do complemento de outras normas jurídicas ou da futura expedição de certos atos administrativos (regulamentos, portarias, editais, etc.). A sanção é imposta à transgressão (desobediência, inobservância) de uma norma (legal ou administrativa) a emitir-se no futuro." Nesta mesma linha de raciocínio nos ensina CLEIDE PREVITALLI CAIS, in O Processo Tributário, assim preleciona o princípio constitucional da tipicidade: "Segundo Alberto Xavier, "tributo, imposto, é pois o conceito que se encontra na base do processo de tipificação no Direito Tributário, de tal modo que o tipo, como é de regra, representa necessariamente algo de mais concreto que o conceito, embora necessariamente mais abstrato do que o fato da vida." Vale dizer que cada tipo de exigência tributária deve apresentar todos os elementos que caracterizam sua abrangência." No Direito Tributário a técnica da tipicidade atua não só sobre a hipótese da norma tributária material, como também sobre o seu mandamento. Objeto da tipificação são, portanto, os fatos e os efeitos, as situações jurídicas iniciais e as situações jurídicas finais." O princípio da tipicidade consagrado pelo art. 97 do CTN e decorrente da Constituição Federal, já que tributos somente podem ser instituídos, majorados e cobrados por meio da lei, aponta com clareza meridiano os to PROCESSO N° : 10814.015446/93-36 • • ACÓRDÃO N° : . C SRF/03-03 .166 •• • • • limites da Administração neste campo, já que lhe é vedada toda e qualquer • • • margem de discricionariedade." (Grifo nosso) • • Como nos ensinou Cleide Previtalli Cais "... cada tipo de abrangência .•• tributária deve apresentar todos os elementos que caracterizam sua abrangência... " , já que "... lhe é vedada (á Administração) toda e qualquer espécie de discricionariedade." Em face de todas essas considerações, DOU PROVIMENTO ao Recurso Especial. Sala das Sessões-DF, 07 de maio de 2001. L Z BARTS,I R ator D signado • 1 11 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1
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Numero do processo: 11610.016745/2002-07
Data da sessão: Tue Apr 06 00:00:00 UTC 2010
Ementa: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
Ano-calendário: 1999
RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO SALDO NEGATIVO DE. IRPJ, EXERCÍCIOS ANTERIORES. IRRF NÃO INFORMADO NA DIN, DECADÊNCIA.
Não é cabível a retificação para maior dos valores informados nas DIPJ anteriores cujos saldos negativos foram utilizados para quitar estimativas mensais de anos posteriores, após o decurso do prazo qüinqüenal, contado a partir da ocorrência do fato gerador. Ocorrida a prescrição, também não pode a autoridade administrativa incluir valores de IRRF no ajuste anual de oficio.
RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO SALDO NEGATIVO DE IRPJ. EXERCÍCIOS ANTERIORES, SENTENÇA JUDICIAL FAVORÁVEL.
NÃO COMPROVAÇÃO.
Não comprovado pela recorrente a obtenção de sentença judicial transitada em julgado que majorou o saldo negativo de IRP,J, considera-se o valor informado na DIPJ, já analisado e revisado pela autoridade a qua, SALDO NEGATIVO DO IRPJ. IRRF RETIDO NO ANO.
O contribuinte só tem direito a computar no cálculo da apuração do imposto de renda, na declaração de ajuste, os impostos retidos pelas fontes pagadoras correspondentes aos rendimentos que foram comprovadarnente oferecidos à tributação.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 1801-000.204
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: Ana de Barros Fernandes
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ementa_s : NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Ano-calendário: 1999 RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO SALDO NEGATIVO DE. IRPJ, EXERCÍCIOS ANTERIORES. IRRF NÃO INFORMADO NA DIN, DECADÊNCIA. Não é cabível a retificação para maior dos valores informados nas DIPJ anteriores cujos saldos negativos foram utilizados para quitar estimativas mensais de anos posteriores, após o decurso do prazo qüinqüenal, contado a partir da ocorrência do fato gerador. Ocorrida a prescrição, também não pode a autoridade administrativa incluir valores de IRRF no ajuste anual de oficio. RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO SALDO NEGATIVO DE IRPJ. EXERCÍCIOS ANTERIORES, SENTENÇA JUDICIAL FAVORÁVEL. NÃO COMPROVAÇÃO. Não comprovado pela recorrente a obtenção de sentença judicial transitada em julgado que majorou o saldo negativo de IRP,J, considera-se o valor informado na DIPJ, já analisado e revisado pela autoridade a qua, SALDO NEGATIVO DO IRPJ. IRRF RETIDO NO ANO. O contribuinte só tem direito a computar no cálculo da apuração do imposto de renda, na declaração de ajuste, os impostos retidos pelas fontes pagadoras correspondentes aos rendimentos que foram comprovadarnente oferecidos à tributação. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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IRPJ, EXERCÍCIOS ANTERIORES. IRRF NÃO INFORMADO NA DIN, DECADÊNCIA. Não é cabível a retificação para maior dos valores informados nas DIPJ anteriores cujos saldos negativos foram utilizados para quitar estimativas mensais de anos posteriores, após o decurso do prazo qüinqüenal, contado a partir da ocorrência do fato gerador. Ocorrida a prescrição, também não pode a autoridade administrativa incluir valores de IRRF no ajuste anual de oficio. RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO SALDO NEGATIVO DE IRPJ. EXERCÍCIOS ANTERIORES, SENTENÇA JUDICIAL FAVORÁVEL. NÃO COMPROVAÇÃO. Não comprovado pela recorrente a obtenção de sentença judicial transitada em julgado que majorou o saldo negativo de IRP,J, considera-se o valor informado na DIPJ, já analisado e revisado pela autoridade a qua, SALDO NEGATIVO DO IRPJ. IRRF RETIDO NO ANO. O contribuinte só tem direito a computar no cálculo da apuração do imposto de renda, na declaração de ajuste, os impostos retidos pelas fontes pagadoras correspondentes aos rendimentos que foram comprovadarnente oferecidos à tributação. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. ( ANA DE BARROS FERNANDES - Presidente e Relatora 1‘) ÂGO 2° 1 °EDITADO EM: Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Guilherme Pallastri Gomes da Silva, Maria de Lourdes Ramirez, Diniz Raposo e Silva, André Almeida Blanco e Ana de Barros Fernandes. 2 Processo n" 11610 016745/2002-07 SI-TE01 Acórdão n 1801-00.204 Fl 2 Relatório A empresa solicita restituição de saldo negativo de IRPJ apurado na DIPJ relativa ao ano-calendário de 1999, no valor de R$ 1.817.748,84 (corrigido), 11. 01, e posterior compensação com diversos débitos tributários discriminados nas Declarações de Compensação — Dcomp de Ils, 02, 78, 81 e outras que tramitam nos processos apensos de n's 11610,021899/2002-11, 11610.00053.3/2003-81, 11610.001039/2003-33, 11610.002508/200.3- .31, 11610,003770/2003-0111610,004845/2003-63 e 11610.006730/2003-11. Cópia da DIPJ/00, original, encontra-se às fls. 31 a 71 e pesquisa das fichas da DIP1/, retificadora, às 11s, 129 a 140; pesquisa de fichas da DIPJ/98 às Ils, 106 a 119, das fichas da DIRJ/99 às fls. 120 a 128, cópias das DIRF das fontes pagadoras que retiveram o IRRF para o ano-calendário de 1999 às fls. 141 a 148; DCTF às fls. 149 a 178, 209 a 216, cópias dos informes de rendimentos de empresas às fls. 192 a 197, 201 a 207, dentre outros documentos que instruem o presente processo. Analisados todos os documentos que do processo contavam até então, foi exarado o Despacho Decisório de fls. 22.3 a 229, homologando parcialmente as compensações discriminadas nas Dcomp acima referidas, A autoridade a riu° ao analisar a origem do saldo negativo da DIPJ em questão verificou que; as estimativas mensais no decorrer do ano-calendário de 1999 foram quitadas por compensações com os saldos negativos de IRPJ de anos anteriores, 1997 e 1998, o que exigiu a análise destes saldos também; _ para o ano-calendário de 1997, a empresa não logrou comprovar as retenções de imposto de renda informadas na D1PJ/98, e não ofereceu à tributação as receitas ' advindas sobre o capital próprio, pelo que não pode se aproveitar do imposto retido para compensar o IRPJ anual; desta forma, constatou-se que a empresa teve um saldo negativo de IRRI no valor de R$ 515.392,54 ao invés dos declarados R$ 558,527,28; _ para o ano-calendário de 1998, a empresa originalmente apurou um saldo negativo de IRPJ no valor de R$ 215,519,04; este valor foi confirmado pela autoridade revisora; _ para o ano-calendário de 1999, objeto do presente litígio: a) primeiramente, o pedido de restituição informa um valor de saldo negativo de IRPJ que foi alterado pela entrega da DIPJ/00 retificador pela própria contribuinte, alterando o valor para R$ 724.236,82; b) as estimativas do ano-calendário de 1999 não foram todas suportadas pelos saldos negativos de 1997 e 1998; 3 c) as retenções de IR pelas fontes pagadoras foram comprovadas somente pelas DIRF entregues no valor de R$ 817,705,92 — fls. 141 a 148, quando foi informado o valor superior de R$ 845A31,66 — fls. 132 a 138; d) os rendimentos de SWAP — cód 5273 — não foram oferecidos à tributação, fls. 130, razão pela qual o IRRF não pode ser aproveitado pela contribuinte, bem corno os rendimentos de juros sobre o capital próprio; estes últimos foram oferecidos somente parcialmente no valor de R$ 96,89 (foram auferidos R$ 1.881,03), o que acarreta um cômputo de apenas R$ 14,53 a título de IRRF — fls. 130 e 141; quadro de apuração do saldo negativo de IRPI para o ano-calendário de 1999 às fls. 228 — R$ 1.204.368,36; e) considerando-se, ainda, que a empresa aproveitou já o saldo negativo de IRPJ para compensar débitos de outubro e dezembro de 2001 e janeiro de 2002, diretamente em DCTF, sem processo, o valor passível de restituição neste processo é da ordem de R$ 678.449,51 ( apurado nas planilhas de cálculos que constam dos autos às fls. 217 a 222), já corrigido. A autoridade a quo também relaciona todas as compensações realizadas por DCIT pela empresa, sem processo ou Dcomp, bem como os débitos que foram compensados com os saldos negativos de IRPJ apurados em 1997 e 1998 — fls. 228. Às fls.. 259 a 266 a empresa apresentou manifestação de inconformidade argumentando, em suma, que, em relação ao ano-calendário de 1997 foi beneficiada por decisão judicial que lhe garantiu o diz eito de deduzir a CSLL da base de cálculo de IRPJ e, por conseguinte, altera-se o IRPJ apurado de R$ 1,681.002,55 para R$ 1,514,490,82, o que acarreta um acréscimo no saldo negativo de IRPJ daquele ano da ordem de R$ 166„511,73. Esclarece que não retificou a D1PJ/98 porque entende que esta alteração constitui erro de fato passível de ser retificada ex officio pela autoridade revisora, sem necessidade da ação do contribuinte, Aproveita para solicitar a retificação do valor do IRPJ apurado na DIPJ/98. Para o ano-calendário de 1998, argumenta que novamente incidiu em MO ao preencher . a DIPJ/99 deixando de informar R$ 210.679,38, a título de IRRF, sendo que limitou- se a informar apenas a retenção sofrida em agosto de 1998. Solicita, mais uma vez a retificação dos valores, de oficio. Desta forma, defende que os valores de R$ 166,511,73 (1997) e RS 210.679,385 (1998) devem ser considerados nas repercussões em 1999. Alega, ainda, que os valores recebidos a título de Swap foram devidamente contabilizados e, por conseqüência, oferecidos à tributação, devendo ser admitida a respectiva retenção de imposto nos cálculos da autoridade revisora. Requer, ao final, a procedência da restituição do valor de R$ 1.786.639,02 a título de saldo negativo de IRPI relativo ao ano-calendário de 1999. A Quinta Turma de Julgamento da DRI em São Paulo/SP — 1 exarou o Acórdão n" 16-18,723/08, fls. 435 a 441, não dando provimento à manifestação de inconformidade interposta pela contribuinte.. Assim restou fundamentado o aresto: 4 Processo o 11610.016745/2002-07 Si-TE01 Acórao o." 1801-00,204 Fl. 3 O Despacho Decisório, restringe-se ao exame do crédito do ano- calendário indicado pela contribuinte no antigo Pedido de Restituição ou Compensação , atualmente DCOMP Examina outros exercícios fiscais apenas para verificar se o valor do crédito utilizado para compensar estimativas no ano-calendário em exame existe e é confirmado. Qualquer crédito a maior constante nesses outros exercícios não é considerado no Despacho Decisório, pois o que está sendo analisado são os valores que compuseram o saldo negativo do ano-calendário requerida No caso em pauta, o Pedido de Restituição relaciona como origem do crédito o ano-calendário de 1999. Por conseguinte será examinada a composição do saldo negativo de 1999. Somente por ter havido compensações com saldos negativos de períodos anteriores no pagamento das estimativas durante o ano-calendário de 1999 é que o Auditor Fiscal examinou os exercícios anteriores e somente até o limite dos valores compensados. Se a empresa não julgou necessário apresentar DIP,I retificadoras dentro do prazo legal, não cabe ao Fisco promover qualquer alteração a destempo e, ainda que isso fbsse possível já decorreu o prazo legal para requerer o aproveitamento de suposto IRRF retido e não utilizado no ano-calendário de 1998 Convém ressaltar que a utilização do 11W retido é facultativa, cabendo a beneficiária informá-lo no cálculo do imposto de renda devido do ano-calendário da retenção.. Quanto a ação legal citada informa-se a contribuinte que não é obrigação do Fisco Federal conceder qualquer beneficio que não .foi sequer comunicado pelos meios cabíveis e mesmo assim, o aproveitamento de qualquer crédito, concedido por meios judiciais, para compensação de tributos só é possível após o trânsito em julgado da ação judicial que concedeu o bendicio.. Na parca documentação apresentada a respeito (fls. .268 a 271) há apenas a copia das fases do processo citado e não consta o nome da contribuinte como parte da lide e a contribuinte não apresentou qualquer explicação a respeito. É relevante o fato que a contribuinte já tinha a razão social atual desde a apresentação da DIP.111998, ano-calendário 1997, conforme se vê as fis, 275, não havendo qualquer menção à razão social Real Turismo Viagens Ltda, autora da ação judicial. Diante do mandamento contido no dispositivo acima, aliado à inobservância das requisitos legais por parte da interessada, deve ser considerado não formulado o pedido de diligência da interessada. Finalmente informa-se 'à contribuinte que não basta escriturar os rendimentos de SWAP para ter direito ao 1RRF devi cio Para 5 que se possa utilizar o IRRF no cákulo do Imposto de Renda os rendimentos correspondentes a esse IRRF devem ser incluídos na base de cálculo do Imposto de Renda, caso contrário esse IRRF será glosado diminuindo por conseqüência o saldo negativo apurado Como a empresa limita-se a alegar que contabilizou esse rendimento, assiste razão ao Auditor Fiscal que não considerou es,s.e IRRF A empresa interpôs o Recurso Voluntário de fis. 454 a 467, instruído pelos documentos de fis, 470 a 572, tempestivamente. Na espera da reforma do acórdão contrário ao deferimento da restituição e compensações pleiteadas, argumenta: 1) No acórdão deixou-se de considerar os efeitos da ação judicial proposta pela contribuinte que lhe garantiu a prestação jurisdicional de deduzir da base de cálculo do IRPJ a CSLL; equivocadamente, para comprovar o alegado, juntou documentos pertinentes a outra ação judicial, todavia, anexa ao presente recurso as documentos que comprovam que a recorrente discutia a possibilidade de deduzir a CSLL da referida base de cálculo, MS ri' 97.0057586-1, vigente o provimento jurisdicional pelo Agravo n° 97.03..089744-4, o que importa em um crédito da ordem de R$ 166.511,73 a ser acrescido ao saldo negativo de IRPJ relativo ao ano-calendário de 1997; 2) é dever do fisco corrigir os erros das declarações de rendimentos por força do artigo 147, § 2°, do Código Tributário Nacional — CTN, razão pela qual o crédito acima mencionado deve Ser considerado; 3) por equívoco, a contribuinte não informou na D1PJ/99 imposto de renda retido pelas fontes pagadoras no montante de R$ 210.679,38, valor este comprovado em planilha anexa à manifestação de inconformidade; este valor deve ser considerado pelo fato de que se o fisco pode verificar os créditos que importam os pedidos de restituição/compensação, se existentes ou não, por mais de cinco anos, assim também deve proceder em relação aos valores apurados pela contribuinte, pertinentes a anos calendários passados, independente do prazo qüinqüenal prescricional; 4) os valores de impostos retidos pelas fontes pagadoras não são de utilização facultativa pelos contribuintes, mas sim um gravame não apartado do IRPI devido pelos contribuintes ao final do ano; 5) sendo a atividade administrativa plenamente vinculada, consoante art. 3' do CTN, está obrigada a autoridade a considerar o TRU integralmente quando do ajuste anual; 6) assim o saldo negativo de IRPJ relativo ao ano-calendário de 1998 é da ordem de R$ 426..198,42; 7) no que respeita ao ano-calendário de 1999, após todos os ajustes a serem considerados com relação aos anos-calendários de 1997 e 1998, a recorrente argumenta que os rendimentos de Swap foram efetivamente oferecidos à tributação, estando o montante de R$153..652,84 embutido no valor de R$ 4.357.709,71 informado na linha 24 da Ficha 7A, a titulo de "Outras Receitas Financeiras"; assim comprova a contabilidade, devendo ser considerado o IRRF correspondente, da ordem de R$ 32.220,56. É o relatório. Passo ao voto. 6 Processo n° 11610.016745/2002-07 SI-TEOI Acórdão o," 1801-00,204 Fl 4 Voto Conselheira ANA DE BARROS FERNANDES Conheço do recurso interposto, por tempestivo. O cerne do litígio se ergue sobre três pilares, conforme relatado. Passa-se a analisar um por um. I)Ano-calendário de 1997 — suposto crédito da ordem de R$ 166.511,73 Este crédito, diz a recorrente, provém de sentença favorável, à época, proferida em decorrência de Mandado de Segurança impetrado para deduzir da base de cálculo do IRPJ a CUL. Os documentos juntados aos autos pela recorrente, relativos ao MS n° 97,00575861 para comprovar o alegado são: petição inicial — fls. 471 a 500; sentença liminar — fis, 501 a 503; Agravo de Instrumento — fis. 504 a 541; despacho interlocutório Ai n° 59706 — fis, 542; sentença judicial — fls. 543 a 549; apelação — fls. 550 a 566; desistência do recurso de apelação — fls. 567 e 568. Estes documentos fazem prova exatamente ao contrário do que alega a recorrente. A empresa não obteve a liminar pleiteada, consoante despacho denegatório do writ, às fis, 80, e a sentença confirmou a denegação da segurança, Es, 546 a 549. A recorrente desistiu da apelação interposta, pelo que conclui-se que não foi beneficiada de ação judicial que reconhecera pretenso direito a excluir da base de cálculo do IRPJ, as CRI recolhidas. Em assim sendo, o saldo negativo do IRPJ não pode ser acrescido do valor que pleiteia, não merecendo reparo o acórdão vergastado neste tocante. II)Ano-calendário de 1998 — IRRF não informado na DIP.1/99 A recorrente requer a consideração de IRRF que deixou de informar na DIPJ/99.. A autoridade a giro verificou que os IRRF foram devidamente considerados nos cálculos das estimativas recolhidas durante o ano-calendário de 1998.. A recorrente ao elaborar a planilha descritiva de fis. 314 verificou que somente consignou as parcelas de IRRF até o mês de agosto, mas deixou de considerar R$ 210.679,38 de RRF referente aos meses de setembro a dezembro daquele ano. Entende que é dever de oficio a autoridade revisora conceder o valor revisado. Divirjo do entendimento esposado pela recorrente. Justamente por ser a atividade administrativa tributária vinculada, por força do principio da legalidade restrita — mormente a do lançamento tributário, consoante dispõe o artigo 142 do CTN, em seu parágrafo único, explicitamente — a parcela que a recorrente diz ter direito não pode ser mais pleiteada por força do prazo prescricional. 7 A contribuinte deveria ter retificado a D1PJ/99 em tempo hábil, ou seja, em cinco anos contados do fato gerador, no caso, em se tratando de parcela que compõe o cálculo do IRPJ apurado no ajuste anual, ocorrido em 31/12/98. O prazo, portanto, encerrou-se em 31/12/2003, por se tratar de tributo considerado lançado por homologação (artigos 165, 168, e/c o 150, §40, todos do CTN). Não pode em fase de manifestação de inconformidade ( ) requerer o pretenso direito já fulminado pela decadência. Discorrido o prazo não cabe mais à autoridade administrativa despender recursos para verificar a existência ou não, efetiva, dos valores pleiteados. Diferentemente ocorre em relação aos saldos negativos de IRPJ, os quais pela sistemática de apuração importam na verificação da quitação dos IRRI devidos em anos anteriores ou não. Adoto a tese que a apuração do IRPJ devido na DIPJ também se coaduna ao prazo decadencial, todavia, não a quitação deste. Ora, trata-se de se foi ou não efetivamente pago, seja pela compensação de IRRF, seja pela efetivo pagamento — DARF, ou ainda recolhimentos por estimativas mensais. Não se verificando quitado o IRPJ apurado no ajuste, não há corno se confirmar os saldos negativos, seja de que exercício financeiro for, por absoluta inexistência de crédito. Não concordo, pois, com a verificação na contabilidade dos contribuintes e a alteração dos valores registrados contabilmente, com exceção daqueles que importam na quitação, efetiva, do IRPJ, após os cinco anos contados do fato gerador. De igual forma, não pode a recorrente requerer restituição ainda que de parcelas de IRRF que comportem o reexame da contabilidade da contribuinte em prazo superior aos cinco anos contados do fato gerador.. A planilha anexada à manifestação de inconformidade é insuficiente para comprovar de maneira inequívoca que a contribuinte faz jus ao valor de 'RU', uma vez não demonstrar', analiticamente e contabilmente, que os valores correspondentes aos rendimentos foram efetivamente oferecidos à tributação. Considero, por conseguinte, decaído o direito da recorrente em pleitear o IRRF relativo aos meses de setembro a dezembro de 1998, o que implicaria na retificação do saldo negativo de IRPJ informado na DIPJ/99, pela contribuinte. III) Ano-calendário de 1999 - Rendimentos de Swap A autoridade a quo informou no despacho decisório de fis, 223 a 229 que os rendimentos Swap — cód. 5273 não foram oferecidos à tributação, razão pela qual não pode ser admitido o RU para compensar o IRPJ apurado no ajuste. A recorrente afirma ao contrário e traz, no intuito de comprovar o alegado, cópia de balancete sintético com os valores consolidados das contas relativas aos rendimentos financeiros que teriam composto o valor infórmado na linha 24, da ficha 07A, da ordem de R$ 4.357.709,71, a titulo de "Outras Receitas Financeiras" — fis, 571 e 130. A análise é contábil e, portanto, matemática. As contas contábeis em apreço, espelhadas no balancete mensal de 31/12/99 são: 8 Processo n" 11610.016745/2002-07 S1-TEOI Acól dão n° 1801-00.204 F1. 5 71.10,000000 — Rendas de Operações R$ 900,581,89 (inclui rendimentos de empréstimos — 71.10.500000) 71,50,000000 — Rendas de Títulos ........... 3,388,385,35 Subcontas: 71,51,000000 — Rendas de Títulos .3A 05, 846,14 (inclui diversas subcontas: CDB, LTN, BIS — LF, LFT, BIS — NTN e outras) 71,57„500000 — Lucro com Títulos R$ 128,886,37 71.58.000000 — Lucros em Operações 'Com' „... „.. _R$ 153.652,84 (inclui somente a subconta SWAP) Somados os valores registrados sob as rubricas das contas contábeis acima referidas, obtém-se um valor de R$ 4.288.967,24, ainda inferior ao valor informado pela contribuinte a título de 'Outras Receitas Financeiras', na DIRI/00 — R$ 4.357.709,71. A autoridade a quo supôs que a recorrente não houvera informado os rendimentos recebidos a título de Swap porque não preencheu a linha referente a 'Ganhos Auferidos no Mercado de Rendimentos Variáveis', na ficha 07A. Não intimou a contribuinte, todavia, a decompor o valor informado a título de outras receitas financeiras, com fulcro em seus registros contábeis. Entendo que o valor de rendimentos com operações de swap podem, efetivamente, estarem incluídas no valor total informado genericamente como 'Outras Receitas Financeiras'. Só resta, no entanto, fazer pequeno reparo. O informe de rendimentos trazido pela contribuinte às fis. 196, relativo às tais operações swap praticadas em 1999, totalizam rendimentos no valor de R$ 161.102,81 e IRRF no valor de R$ 32.220,56, Ora, se a contribuinte somente contabilizou R$ 153.652,84, a título de rendimentos com operações swap, consoante comprova sua contabilidade, também só pode usufruir do valor proporcional de IRRF. Destarte, somente reconheço como IRRF a ser. acrescido no ano-calendário de 1999 o valor de R$ 30.730,56, deferindo parcialmente o pleito da recorrente. Assim temos como valor de IRRF a ser considerado para o ano-calendário de 1999, R$ 785,217,81 (já reconhecido pela autoridade a quo — fis. 227) acrescido de R$ 30.7.30,56, o que resulta em R$ 815.948,37. Deste valor, descontam-se os valores de IRRF já considerados nas estimativas mensais da ordem de R$ 357.724,28 (fls. 108 a 119), resultando em R$ 458.224,09 a ser compensado no ajuste anual, a título de IRRF, 9 Consoante quadro descritivo de fis.. 228, o saldo negativo de IRPJ para o ano- calendário de 1999, é ajustado para R$ 1.235.098,92, dos quais subtraem-se as compensações sem processo efetuadas com débitos de outubro e dezembro de 2001 e janeiro de 2002 — fis, 156 a 158. Por fim, chega-se ao valor original de crédito objeto deste processo da ordem de R$ 709.180,07 ( R$ 678,449,51, reconhecido pela autoridade a quo + R$ 30.730,56 reconhecido neste acórdão). Voto, por conseguinte, para que se homologuem débitos tributários discriminados nas Dcomp objetos deste processo e apensos até o valor ora reconhecido como crédito ao qual faz jus a reconente, no valor original de R$ 30,730,56, sendo cabível a correção de praxe.. ANA DE BARROS FERNANDES — Relatora lo
score : 1.0
Numero do processo: 10183.004695/2002-21
Data da sessão: Mon May 17 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Exercício: 2001
PROVA DO INDÉBITO TRIBUTÁRIO
Cabe ao contribuinte a produção da prova da existência do recolhimento a maior de tributo, sob pena de não ser homologada a compensação requerida.
Numero da decisão: 1802-000.454
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado
Matéria: IRPJ - restituição e compensação
Nome do relator: JOÃO FRANCISCO BIANCO
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CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS \k'*3 2 PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n0 10183.004695/2002-21 Recurso n° 167.937 Voluntário Acórdão n° 1802-00.454 — 2 Turma Especial Sessão de 17 de maio de 2010 Matéria IRPJ e outro Recorrente Agro Amazônia Produtos Agropecuários Ltda Recorrida 2a Tumia/DRJ-Campo Grande/MS ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Exercício: 2001 PROVA DO INDÉBITO TRIBUTÁRIO Cabe ao contribuinte a produção da prova da existência do recolhimento a maior de tributo, sob pena de não ser homologada a compensação requerida. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. MARQUES LINS DE SOUSA - Pres - e -nte )5.( .1" ÃO FRANCISCO BIA O - Relator ,/ Processo n° 10183.004695/2002-21 S1-TE02 Acórdão n.° 1802-00.454 Fl. 2 EDITADO EM: (t3 JUL 20 10 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (Presidente de Tuinia), José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Gilberto Baptista (Suplente Convocado), Gabriela Maria Hilu da Rocha Pinto (Suplente Convocada), João Francisco Bianco (Vice Presidente de Turma). Ausente justificadamente o Conselheiro, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior. Relatório Tratam os presentes autos de declaração de compensação de créditos originários de recolhimentos a maior de IRPJ e de CSLL com débitos de outros tributos (fls 1). No Despacho Decisório (fls. 80) foi homologado parcialmente o pleito da recorrente. Com efeito, a fim de dirimir dúvidas sobre a origem do crédito, a recorrente foi intimada a se manifestar sobre os motivos do recolhimento indevido, tendo em vista que os valores não haviam sido confessados e nem haviam sido localizados quaisquer valores eventualmente devidos em montantes equivalentes. A recorrente então limitou-se a sustentar que os recolhimentos foram feitos por engano, sendo portanto indevidos. De sua negativa em fornecer os elementos que pudessem comprovar seu direito, alegaram os agentes fiscais que não foi possível atestar o real montante devido a título de IRPJ e CSLL, em função de haver divergências entre os valores constantes da DIPJ (base de cálculo estimada) e da DCTF (apuração trimestral). Intimada da decisão, a recorrente apresentou sua manifestação de inconformidade (fls. 99). Explicou a forma como foram compensados os valores dos recolhimentos a maior e ponderou que a análise da documentação juntada aos autos peimite verificar os valores devidos foram corretamente declarados e pagos. Outrossim, apontou que a alegada divergência entre a DCTF e a DIPJ é infundada, porque todas as apurações foram realizadas de forma mensal. Encerrando sua manifestação, enfatizou que os valores recolhidos sequer integraram a DCTF do ano base de 1996, destacando, ainda, que os períodos de 1996 foram homologados, e não podem mais ser revistos por força da decadência. A DRJ manteve o indeferimento da homologação pleiteada (fls. 204); por entender que os DARFs em si apenas provam os valores neles consignados, mas não provam que referidos valores foram recolhidos a maior ou a menor do que o devido. Adicionalmente, alegou que os DARFs colacionados aos autos podem estar vinculados a vários outros processos, o que retira a liquidez e certeza dos créditos. Finalmente, discorreu que a decadência se refere à constituição do crédito tributário e não ao direito de examinar fatos que pretensamente dêem origem ao direito de restituição ou compensação. Processo n° 10183.004695/2002-21 Si -TE02 Acórdão n.° 1802-00.454 Fl. 3 Inconformada, a recorrente apresentou seu recurso voluntário (fls. 208) reiterando os termos de sua manifestação anterior. É o relatório. (-"Í • • • • 3 • Processo n° 10181004695/2002-21 Si -TE02 Acórdão 0.0 1802-00.454 Fl. 4 Voto Conselheiro Relator João Francisco Bianco, Relator O recurso atende aos requisitos de admissibilidade. Passo a apreciá-lo. A matéria em discussão nestes autos versa sobre a comprovação da existência de créditos originários de recolhimento a maior de tributos feito pela recorrente. A decisão recorrida sustenta que os recolhimentos foram devidamente comprovados, com a juntada de cópia dos Darfs, mas não há prova de que esses pagamentos têm natureza de indébito tributário pois não se sabe se os valores são maiores ou menores do que o efetivamente devido. Confira-se o teor dos fundamentos da decisão (fls 206): "Não se pode tomar isoladamente um Darf como prova de pagamento indevido. (.) A eventual existência nos sistemas da Receita Federal de um ou mais pagamentos "disponíveis", ou seja, sem a existência de um débito correspondente, não é necessariamente prova de pagamento indevido. Tal situação pode indicar várias coisas, inclusive pagamento indevido". Já a recorrente sustenta que efetuou os recolhimentos por engano, não havendo débito em aberto nos sistemas da Receita Federal, nem valores confessados em DCTF ou declarados na DIPJ como sendo devidos e não pagos, o que evidencia a natureza de indébito tributário. Efetivamente, o recolhimento dos valores dados como indevidos está comprovado com a juntada dos Darfs e não há débito em aberto em nome da recorrente. Logo, o recolhimento, à primeira vista, teria sido realmente feito a maior. A decisão recorrida sugere ter havido possível falta de cumprimento de obrigação acessória, ou seja, entrega de declaração sem a infolinação do débito ou com informação com valor errado. Fosse esse o caso, caberia à fiscalização apurar o valor correto, identificar a falha no preenchimento do formulário adequado e lançar a diferença de tributo. Como isso não foi feito, pode-se concluir que os valores declarados e confessados estão corretos. E como esses valores foram pagos, qualquer recolhimento a maior passaria a ser indevido. Ocorre que os Darfs juntados aos autos não parecem ter sido recolhidos por engano, pois fazem menção a dois processos administrativos: o de número 10183.005141/98- 12, que se refere a pedido de parcelamento (lis 377); e o de número 10183.001975/2001-05, que se refere a pedido de retificação de DCTF (11s 378). Ora,- parece claro que qualquer conclusão nó sentido de serem ou não indevidos esses pagamentos teria de ser tomada à luz do • 119 4 Processo n° 10183.004695/2002-21 . S1 -TE02 Acórdão n•° 1802-00.454 Fl. 5 que restou decidido nesses dois processos. E nestes autos não há qualquer infoi inação sobre o teor desses processos. É bem verdade que a Administração Fazendária poderia melhor instruir estes autos com essa informação. Mas também não deixa de ser verdade que a recorrente é que deveria esclarecer o teor das decisões naqueles processos e o motivo pelo qual seria justificado o deferimento do pedido de restituição dos valores pagos em função daqueles processos. E não há qualquer menção sobre o assunto nas manifestações da recorrente nestes autos. E sem essa . informação, torna-se impossível concluir pela procedência do pedido de compensação . formulado. . Diante de todo o exposto, não tendo sido feita a prova da existência do indébito tributário, passível de compensação, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 17 de maio de 2010 r'S•;a _ •:-›t c_ . ,r- ão Francisco BiancoJ1-' • . . _ 5
score : 1.0
Numero do processo: 10980.002504/2006-25
Data da sessão: Wed May 19 00:00:00 UTC 2010
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES.
Ano-calendário: 2003
SIMPLES FEDERAL LOCAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA VEDAÇÃO
Caracteriza locação de mão-de-obra a contratação de serviços contínuos prestados por profissionais colocados à disposição e sob o comando da contratante, remunerados em razão das horas-homem trabalhadas
Numero da decisão: 1101-000.286
Decisão: Acordam os membros do colegiado por maioria de votos, cm NEGAR
PROVIMENTO ao recurso para manter o ato declinatório de exclusão, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Vencido o Conselheiro Alexandre Andrade de Lima da Ponte Filho, que entendeu ser a forma de contratação insuficiente para determinai a
exclusão
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Edeli Pereira Bessa
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos Acordam os membros do colegiada por maioria de votos, cm NEC.1AR PROVIMINTO ao recurso para manter o ato declinatório de exclusão , nos lermos do relatotio e votos que integram o presente julgado.. Vencido o Conselheiro Alexandre Andrade de I:ii.ina da Ponte Filho, que entendeu ser a forma de contratação insuficiente para determinai a exclusão rt IL,._,,,(,),(... ER.ANCI ' DE S a'S RIBEIRO DU QUEIROZ - Presidente ,/ - ; lai-Ltk., 1 ./G1,W,0 )k/:.1.' ,ÉDELÍ PEREIRA BESSA - Relatora MELADO EM: 01/06/2010 .: "Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: kancisco de Sales Ribeiro de Queiroz (Presidente da turma), Alexandre Andrade Lima da Fonte I . il Iro (Vice- Presidente), Carlos Eduardo de Almeida Guerreiro, [deli Pereira Bessa e Shelley 11enrique Dalcamim. Ausente o conselheiro José Ricardo da Silva. i .R A COIVIÉRCIO, MEl A .LORGI( .`,A É 11/10NIACIENS LTDA-ME, qualificada nos autos; recorre de decisão proferida pela 2" numa da Delegacia da Receita F'cidcra1 de julgamento de Curitiba/PR, que por unanimidade de votos, IN DEF [RIU a manitéstaçao de inconformidade interposta contra o Ato Declaratório Executivo - ADE n" 01], de 22/06/2006, emitido pela DRU/Paranagua/PR (1 .110), o qual a excluiu do SIMPLES a partii de 01/04/20M Consta da decisão recorrida o seguinte relato: eonti ibuirite acima qualificada, mediante. Ato Deelaratório Executivo n", 1.3, de 22 fle .prrilzo de 2006, de emissão do Delegado da Reeeita 1deial em Parands,vtá, do Sistema Intei acto de Pagamento de Impostos e Coei' ibuições das Miei oempresris e das Lriiim...sas- de Pequeno Poi te (Simples), irifOt mando corno causa do evento atividades CCOH(5/111) vedodON à opção, conjOi me preetslo alínea 7" do inciso XII, do artigo 92 da Lei n .9 $17, de 199() .4 ação que culminou com a exclusão da contr ibuinte ao Simples teve em te-em ore ROpl-(5Cliti.1<..i:i0 Adiei n h ti ahl,a (10 Instituto Nacional do .Seguro (IN..`;S), por meio do sua , ,,Naência executiva em Curitiba/PR refi,rida representação lei instruída (ore co documentos de fls. 10 a 103 IiicrmJoi inerte, apresentou Manife stação de Ineonfai midade (lis 1 7/130), ale5?;ando, em sinte..se, que não umeorda com sua exclusão ao ,S rinwles, que a Nota fiscal e' 0011-1i-10 dis.ennuna rum detallICS' co Ne71-'109s p, estados e. SC fi.)1" (.) CC7NO, pede dilaçdo mazo para tletuar as correções, para maniè-ia na sisternr.'itica, que não eNtél COri ela a interpreideão dada ao contrato firmado com a empresa Tecno Moageira <574, que Qs serviços pte.'stados não caracterizam loca .,:..!..;:o de mão de obra, posto que deve asSegurili t0(105 os direitos traballzi.O.as do .seus ftinciondrio.s, que tambern nau caracterizam locaeão de nido ob1a os conftatos estabele(_.hlos CoM a (. acamar O uom a 1'05pw, TiC nunca manteve cOntratO Cardlinw com nCnilure rio Ne115' C017.tratante5, (pré: eiCINIeM i:Orit y a105 de prazo pata e.;,..ç.fciAdo, em faec de (uivei.' sidades clanátu.y.is , pai exemplo; (L u,: na0 COettc:11:0 de loc.ação rie mão de obra, pois presta sei viços de fe0ina .5;"cm e manntrn.iii.: equipamentos industriais, por meio de profissionais qualificados, que todos Os 001/trato5 de prestação de sei 1, 1(,:c. )1 dão ao contratante o direito de comandar, visionar e fiscalizai o andamento dos' ser viços, (imitido, tais ordem 5d0 Irammitulay a um reprecultante Prefilinclnle, que a J'az chegar à sua equipe, alie, se os (.01'!!) tios aptesenlam alguma imperfeição lhe dov(-_, f prazo pai a• as correções necessárias, para, ao final, maiilè-la no Simples A 2' . [urina da 1.W I/Curitiba afastou tais alegações aigumentando que: (-.) objeto social da pessoa jurídica, constituída em 23/06/07, alterado para "comercio varejista de esquadrias metálicas, montagem e manutenção industrial e serviços em produtos atinentes ao ramo " em 07/10/2004. Em 02/06/2005 passou a ser "comércio varejista de estruturas metálicas, torres de transmissão, andaimes de todos os tipos, equipamentos de mecânica pesada sendo estes guindastes, elevadores industriais, silos, secadores de cereais e outros equipamentos de armazenamento de produtos agro-Industriais, prestação de serviços em manutenção, montagem de estruturas metálicas, estruturas para editicios, tones de transmissão, pontes, silos, secadores de cereais, manutenção em tanques de " Proctio n" ()980..002504/2006-25 Acórdão n.." 1.101-00_286 H 2 armazenamento de produtos agroindustriais, portos, navios e outros serviços do gênero de metalúrgica cru geral". • A exclusão ITU motivada pelo fato de a empresa prestar serviços a terceiros mediante fornecimento de mão de obra, circunstância apontada em representação feita pela Previdência Social, com base em documentação então juntada, especialmente os contratos de trabalho firmados com as empresas Tecno Moageira S/A, Cocamar e Fospar S/A, bem como a teor das notas riscais emitidas lis. 40 a 84, emitidas entre 05/03/2003 e 12105/2005. • O contrato firmado com a lecno Moageira tem como objeto o fornecimento de inã.o de obra especializada., máquinas e ferramentas necessárias para a prestação dos serviços de montagem mecânica de equipamentos na unidade industrial de ADM • na cidade de Nova Mutum-MT, sob a supervisão geral e fiscalização da contratante; • O contrato firmado com a empresa Cocamar prew1: ,' serviços especializados para executar a manutenção nas caldeiras (exaustor, ventilador, pneumático, lavador); gases, distribuição de ar secundário, grelha, distribuição do bagaço na fornalha, fita de alimentação e retomo manutenção no redler, piscina. de sedimentação; • O contrato firmado com a Fospar tem por objeto o ternecimento de mão de obra especializada_ para a realização de serviços de manutenção mecânica, elétrica e pintura CM (.1 uipanteritos contratante, localizados no seu endereço, cabendo à contratada alocar nas dependências da contratante os seguintes profissionais: mecânico de manutenção industrial; eletricista dc manutenção industrial; pintor industrial e soldador.. • As notas fiscais emitidas durante o período, demonstrara que a interessada presta serviços de montagem e manutenção industrial, por meio de cessão de mão de obra especializada.. • Concluindo pela similaridade entre os conceitos de locação e cessão d.e mão de obra, com base no Parecer 69, de 10 do novembro de 1999, da Coordenação-Geral do Sisl ema de Iributa.cao da Secretaria da Receita Federal; na doutrina de Valentin Ca.rrion ((".oinerifários (_. (insolida.ção das Leis do rtrabalho, 19' ed. Saraiva, 1995, p 292); na Instrução Normativa SRF n" 34, de 1989; e no o art. 2.1 da T,ei. n") 9,711, de 20 de novembro de 1998, que conferiu nova redação ao art. 31 da Lei ri' 8.212, de 24 de julho de 1991, abordou 1 ambérn o conceito de empreitada, consistente no ajuste para apresentação de um resultado, a qual, se exclusivamente de mão-cle-obra, consistiria Cm atividade vedada pelo SIMPLHS FEDI • Firmando que os serviços na forma combinada caracterizam cessão de mão-de-obra e, assim, a atividade da empresa incompatível. com a opção pelo Simples, observou-se, ainda, a prática de manutenção de equipamentos industriais, atividade também vedada naquela sistrouitica de tributação, mormente constatando-se qUe OS C011iratOS em tela prevêem, expressamente, o lOrneeimento de rnão de obra especial izarla Cientificada da decisão de primeira instância ern 02/10/2007 (Il. 142), a contribuinte interpôs recurso voluntário, tempestivamente, em 31/10/2007 (tls 144/154) Reproduz ementas de acórdãos do 3' (.,..onsellio de Contribuintes, e argumenta que não tem como atividadr-! a locação ou cessão mao-de-obra, dado que a prestadora responsável pelo vínculo e)npre,,,,,, aticio„ execução, andamento e garantia dos serviços, ficando Cl cargo da locatária apenas as fisealizay.'5es dos sei-viços . A inda, os empregados não estão à Lli.posição da locatária coli/ofiCie Ctil,E,,à1Cill cio l'N-SRF Ó9/99, mas sim subwdinados a ecoir ente que friailtêm contrato de resultado com a contratame No mais, reproduz os argumentos apresentados na manifestação de incontOrtnidade, reportando-se à nota fiscal n0 001 e às características dos contratos firmados coin as empresas antes citadas, destacando não se balai de serviços contínuos Aduz que presta N-e7'1)1(:0 d/ Yei 50 S. dC /110t/iMefil e tilantlteígiiú de equipamentos tndustruus, etc., . com prglis.sionats qualificados, lembrando que não existem profissionais librais inc.luidos nestes Re.acia que 0 com/a-tonte tem o direito de C011ianda , super Visionar e firs ‘:.ulizar O andamento dox ser viços objeto dos ‘..'ontt atos de pteslação de ser viços, contudo, (7.5 ordens são passadas à contratada poi UM representante cia contratante, devidamente indicado e personalLado, inicialmente, por via administrativa., ou se urgente, ao cn-icarr egado super visão do reler ido confi ca° Ao final, pleiteia prazo para regularização dos contratos e sua manutenção na sisteniárica Slinpli ficada de recolliimento o relatótio 4 Processo n'' I ())5O 002504/2006 25 S1-C111 Acórdão n " 1101-00.286 1'I .3 Voto Conselheiro EDEI.,1 PEREIRA BESSA A exclusão questionada tem origem em pedido de restituição de contribuições previdenciarias formulado pela c-ontribuinte, em razão de retenção fçita por contratantes de seus serviços, nos quais havia .fornecimento de mão-de-obra A representação de fls. 3/9 menciona contratos de . 1Ornecimento de mao-de-obra espec.'ializada, maquinaç e lamentas necessárias para a prestação de sei viços de ITIORICW(in mecânica de equipamentos, de serviços especializados para executai serviço de manutenção nas caldeiras, bem como para realização de serviços de manutenção mecânica, elétrica e pintura em equipamentos. Neste illtimo caso, a contratação se deu com FOSPAR. S/A e foi firmada por prazo indeterminado. As primeiras notas fiscais de Es. 40/46 apontam a prestação de serviços específicos de montagem, manutenção e reparos em instalações industriais lã várias outras notas fiscais entre as Es. 47 a 84, emitidas corara Fertilizantes Fas.falado do Paraná S A- FOSPAfl, indicam a prestação de serviços permanentes de mecânica, elétrica e pintura, remunerados, mensalmente de março/2004 a maio/2005. Em conseqüência, porque caracterizada a prática de operações relativas a Locação de mão de obra, vedada pelo ar I.. 9, inciso XII, alínea "t" da Lei 9 317, de 1996, promo veu-sc a edição do ato declinatório de exclusão do SIMP 1,1iS A recorrente opõe-se, a todas as constatações apreseroadas nos documentos que precederam o ato reconido, mas é desnecessário abordá-las porque basta a caracterização, cru urna delas, de atividade vedada, para que a exclusão seja. mantida De fato, corno o SIMPLES Federal alcançava todas as receitas da atividade da pessoa jurídica, não era possível segregar os resultados decorrentes de operações vedadas em lei para submetê-los à incidência dos tributos incluídos na sistemática simplificada.. E, no que tange à contrafação firmada com a. FOSPAR S A., estão presentes todas as evidências necessárias para firmar a existência de operações de locação de mão-de- obra. Em que pese a negativa apresentada pela defesa, há prova, da prestação de serviços contínuos prestados por profissionais colocados, pela recorrente, à disposição e sob o comando da contratante, remunerados à recorrente em razão das horas-homem trabalhadas, aspectos determinantes para a caracterização da locação de mão-de-obra, consoante atos legais e normativos citados na decisão recorrida (Parecer COS ff 69/99, :Instrução Normativa SRE 34/89, Parecer COMI' 1.236/89, Lei n0 8 212/91 e Lei n'' 9 711/98) -De fato, além do expresso nas notas fiscais, o contrato juntado às fls. 95/99 evidencia que os serviços ['oram acordados de forma genérica, comprou-retendo-se a contratada, apenas, a colocar os profissionais indicados à disposição da contratante, para que esta determinasse quais atividades seriam por eles realizadas: / jUSULI PRM-1111?1 --1)0 02.1E TO 1 I O oliielo ao pf eyeritc contraio o fornecimento, pio parte da COWIR4110,4, cio o-de- obra pw a realiza yio 0 seiviços inanutenvio uljitu'a pintura em equipamentos da (.01VTR4 . TANTE., Ioc,a11ados SCli evidereço ar.ima meneioriado, coriforme pr(viosta 1805/04 apretiernada c.ru 18/05/2004 (Anexo 01), sendo que as di.v.i.crsiçíre;do cc.mtruto deverão wmpre, prevalecer .s. irIrr e (1.5 t10 alleXt) em caso de di-ver.:_iN;.neia I 2 4 0011IR/IT104 alocará nas d.epenctèncias da CONTRATANTE, o y seguintn 'yr o .Alánutertção Lletrici n 10 de Afarintenç.ito 'Industrial Pintor Indirstrial Noldador _I ( 7./1 us 2! DO 1V/J'( r0 COND.1.(iÚP.S 1P4G4MLY10 =I. 1. 4 CONTRATANTE pagoiá 1 (XX/VIR/DADA o valo,' de R$ 12,08 (doze cai\ O oito i.entavo.N..) a hora/homern reje.. rente a hora do mecunico, eletricista e soldador; e o valor de R„S 9,20 (nove leais e vinte cerna-vo) a hora/homem Rferenti: lwrit do pintor; para uma lin nada de trabalho de 8 (o i to) fl oras ou 44 (quatc,nta e quatro) boi cr. semanal 1 6 CLAUSULA. .00.1..N12.1-1).4 V.1(.;L:N(.74 6 I Lite 1i11( ilinte'lltO 1)gOrtli. 4 ROi • prazo indeterminado, podendo ser rescindido a qualquer momento, poi qualquer urna das partes, desde que hr.ila comunicado à outra, por- escrito, com no minurro 30 (trinta) dii,b de antecedência, iriclq.-,enclenic do pagamento de qualquer penalidade ou indenizaç-ão Os serviços de uru ti aba] podem ser arrendados por meio de 'contratos de locação de serviços, comumente denominados contratos de trabalho. Isto trabalho, porém, • pode Si!' contratado para execução de obt a certa, e ai se terá um contrato de empreitada A distinção entre ambos reside, linha geral, no cornando das atividades: na locação de serviços on contuato de trabalho o conlialante determina e supervisiona as atividades; na empreitada, o contratante espeta que a obnii seja executada sob as ordens e supervisão do contratado odavia, nem sempre a contratação (los serviços' de UM trabalhador se faz dl-retamente entre este a tomadoia dos sei:VIÇOS Há situações nas quais um intermediário (locador) se põe entre ambos, compromelendo-se, mediante remuneração, a contratar et npregaclos, trabalhadores avulsos ou autônomos e colocá-los ai disposição da fumadora (locatária) Usta intermedia.ção 4 denominada locação de mão-de-obra ou cessão de ruão-de- obra Nestas circunstancias, os trabalhadores atuam sob o comando e supervisão da iocatária/cessionarin, executairdo as tareias que esta lhes determina, mas mantendo vínculo trabalhista com a locadora/cedente, que os reinuireTa e area com as demais obrigações decorrentes do contrato do trabalho De Iburia semelhante, a empi.citada exclusivarneute de mão-de-obra pi esta-se a colocai. a disposição do contratante, tr-abaliiiii.lores que executanão a obra ou as tal:clãs administrada por este Ou seja, o empreiteiro nao se responsabili ya pela entrega do resultado, Nocesso n" 10980 0025041206-2'n Si-C111• Acórdão ri 1101-00286 1.1 rt mas sim pela disponibilização da força de trabalho necessária para que as tarefas sejam desenvolvidas em conformidade com o que determinará O contratante A diferença entre a empreitada exclusivamente de mao-de-obra e a locação/cessão de mão-de-obra, em regra, reside na torna de remuneração: a primeira contratada em razão da obra que será executada e a segunda baseta-se nas hotas-homern trabalhadas Contudo, diversam.ente da empreitada comum, na empreitada excfusivatnente mão-de-obra, como dito, o empreiteiro não assume -os riscos da realização do empreendimento.. No presente caso, as retenções cuja restituição foi pleiteada pela interessada ocorreram em razão do que dispõe o art. 31 da Lei n' 8.212/91, já com a teda.cao dada -pela Lei n' 9.711198: Ari 31. A empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mão-de- obra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter onze p0t. cento do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e re.LOiller importância retida até o dia dois do més ,sub.segnente ao da emir são da é.'.tipec tive nota fiscal ou Jatura, em nome da enlpresa cedente da mito-de-obra, obsen.yldo o disposto no .s5 5" do art. 33.. (Redação dada pela Lei n' 9 711, de 2(1 11 95) /" O valor retido de que trata o caput..que deverá ser destacado na note fiscal ou fatura de prestação de serviços, será compensado pelo respc'(fivo estabelecimento da empresa cedente da mão-de-obra, quando do recolhimento das contribuiçães destinadas à Seguridade Social devidas sobre a folha de pagamento cio s segurados seu serviço (Redação dada pela Lei n'9 711, de 2.0 1 I 98) 2" Na impossibilidade de haver compensação integral na forma do parágrafo amei ior, o saldo ren?anesc.,-,i, i71 e será objeto de restituição.. (Redação dada pela n" 9 7.11, de 20 11.98) 3' .Para os fins desta Lei, entende-se como cessão de mão-de-obra a colocação à disposição do contratante, em _suas de,perulênetas ou nas de terceiros; de .se,qtrados que realizem serviços continuas, relacionados ou não com a atividade-- flui da empresa, quaisquer que, sejam a naturew e a firma de contratação. (Parágrafi i• enumerado e alterado pela Lei n" 9 711, de.'. 20. II 98) )ç 4" ».,-riquaácumse na situação previste no pará,gralb anterior, além de outros estabelecidos em regulamento, os seguintes s.erviços- (Redação dada pela Lei 9 71/, ele 40 11 98) 1 - limpeza, con ser vação era/adorei, - vigilancia e segurança, .111 - empreitada. de mão-de -obra,- contratação de trabalho temporário tia forma da Lei n" 6 019, de 3 de Janeiro d.c. 1974 _5S 5'0 cedente da toco-de obra deverá elaborar P") -/hus de pagamento distintas para cada contratante (Para.grafO rerannerada e alterado pela lei n" 9.711, de 20 1 1.98) (r.tegrejou-se) Corno se vá, a lei não distinguiu locação de mão-de-obra de cessão de ruão- de-obra, bem conto incluiu no conceito geral atividades de empreitada de mão-de-obra, e ainda citou alguns exemplos que se sujeitariam necessariamente à -retenção prevista no dispositivo em tela Em destaque se vê o fato de a mão-de-obra ser posta à disposição -da contratante e canteterizar prestação contínua de serviços. r• (i.)\ Poi- sua vez, a regukunenlaeão tra/ida com o Decreto II') 3 048/99 cleta hoti os sel viços (ide ensejariam a tetenção: Ari. 219 /1 curipieS0 GOHIH;r tant-e de Serviço.5 0.x.ccutudo, mediante ces.são empreitada dc mão-de-0191a, inclusive em regime de trabalho ternImiário, deverá 1 01e0 onze /20/ cento do valo/ brido do nota )(atui ou recibo de pi ..scrviços rceollwr a impol trinciu retida em tiOnle do ('/0/)) 001 conti obsvivado o disposto no .5 do ui 1. 216 (Redação dada pilo .Dasieto n" 4 729, de 9 6 2007) Exclusivanlente para 02 fins deste Regulameino, entende-se como cessão de mão-de-obra a colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou • nas de terceiros., de .segurados que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com a atividade fim tia einpres'a, .indtpendentemente da natureza e da fOrma de contrafação, inclusive por meio de trabalho temporário na 101/1111 dá Lei n" 6019, de 3 de janeiro de 1974., entre outros Lnquadi um -se na s'illiayio p/ «vista nO (.Y11.2 11.1 05 5egUlnle5 mediante cessão de mão -4e -obro I - i mpeza, conservação e -2.-e lado? ia: - vigilância e Se.,ç.,,lifanz,..a, - eonstr /Não civil, serviços rurais, - digitação e preparação de dados para proces semzento, 1/. 1 - acabamento , embalagem O acondicionamento de proi.luti" - c.obr (inça, coleta e reciclap,em de /ao e resíduos, - copa e hotelaria, oito o S0/V/(,(25 públic05, XI - distribuição, Xli - tremarrierd0 e. ensino, XIII entrega de 00/1105 e d0Uunc:Tdo; Vil'- eleitin a de inedidoi es, - manutenção de máquinas e de cquipamento inontacrit, XVII operação do máquinas, equipamentos O veicido.s, ,V1/111 - operação de pedágio e terminais de transpor te, XiX - operação de transpor le de passcweiios., inclusive rio (.0505 (o17.CeSií0 OU sub-,'.:00005500, (Redação dada pelo 1)(xicto /29, de 9 6 2003) XX - portai ia, rccepão O ascensor isia, reeépK:y.in. o iugum e mo vimci dação de matei 1.(11.5', XXII promoção de veadas e eventos, XVIII- seci ([(1/ 1(1 e expi,dienic, „XXIV safidc, A.X1/ - in( telernarketing 3" Os wrvieos relacionados no.s incisos 1 a F lambem estão sujeitos à reIeneão de que traia eapid tumido contratados mediante empreitada de inão-de-obia 671 , Processo n^ 109() 002504/2006-25 S.I -Cl ri Acórcinn n 1 E01-00..286 . El 5 .. 7" Na contratação de sen,iças em fp.li.' (1 contratada se obr 6a a .fOr necer mat(Tial Ou dLspor de equipamentos, •fica facultada CO (0011citado a (liso iminação, na nota fiscal, Puma OU recibo, do valor CO rresponcien!e ao 111(1(1 11)7 ou eqtriparnentos, que ser á excluído da retenção, desde C fi,ii:I' contratualmente pr evis to e devidamente compr ovado (negrejou-se) A Instrução Normativa SRP ir' 3/2005 especificou um pouco mais Os elementos que integram O conc.ci to de cessão de mão-de-obra: Art./43 C.es.sao de mão-de-obra (.> a colocação à disposição da empresa contratante., em MOS dependênCi !IS ou nas de UiTceiros, de trabalhadores que realizem serviços emitirmos, rela(i)/lados ou não com .sua atividade fim, quaisquer que sejam LI 101171,0 cza e a .fotm(7 de contratoção, Inclusive por MeTO de ti abalho temporário na forma da Lei n" ó 019, de 197=1 (Revogado pela MS td, lição Normativa n" 971, de 13 de novembro de 2009) I" •flependências rle terceir'os seio aquelas indrcadas pela empresa contratante, que não selam as vias próprias e que não per tençam à empresa prestadora dos- serviços. 2" Sem viços contínuos' são aqueles que consüt,lien7 17c , c(- 5 sidad,::: pei aumente da contratante, que w i, apelem periódu,a Ou si Mmati(artzeive, ligados ou não a sua atividade fim, ainda que .sua execução seja realizada de forma In ICI" i'lli teilie ou por ritfetente 5 1/ 1/1)11 3"Por colocação à disposição do empresa e[.mtratanie entende . s e a cessão do trabalhador, em UI I-ãier não eventual, respeitados os Iiinft(-5' (10 CO tii f ato De todo o exposto extrai-se que são elementos determinantes para caracterização da locação ou cessão de mão-de-obra o fato de o trabalhador ser posto à disposição da contratante em caráter não eventual, e prestai- serviços à medida que eles são requisitados pela empresa tomadora, dado que esta detém o comando das tal ctas, fiscalizando a execução e o andamento dos serviços Relativamenle ao caso em tela, a generalidade dos serviços indicados no contrato firmado com a •hospar SIA e da mesma Corola especificados nas notas fiscais confirmam que a recorrente apenas locou os serviços de rnecànico de manutenção industrial, etetricista de manutenção industrial, pinto! intiusttial e si:dr/ar-for, prestados por profissionais pol ela contratados, disponibilizando-os à tomadora em n oca rle remuneração por 1101 as homem trabalhadas em tarefas iude.terminadas, que somente se pode supoi comandadas e fiscalizadas pelai-ornadora Assim, ante as evide'ncias de que a contt rbuinte realizou operaçOes de locação de mão-de-obra, VOTO por negai provimento ao recurso voluntário e manter os efeitos do ato de exclusão recorrido. -- çcdideVsr).- -_ 1,...D ,.1_,1 PEREIRA 13PSSA. - Relatora 9
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Numero do processo: 10768.041548/93-91
Data da sessão: Wed Aug 25 00:00:00 UTC 2010
Ementa: FINSOCIAL-RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO
Período: 31/01/90 a 31/03/92
EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS CONSTITUCIONALIDADE
DA MAJORAÇÃO DO FINSOCIAL.
Constatado que, à época dos fatos, a empresa contribuinte tinha por atividade a prestação de serviços, a ela não se estende a declaração de inconstitucionalidade da majoração do Finsocial.
Numero da decisão: 9303-001.090
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos
FISCAIS, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a).
Nome do relator: Susy Gomes Hoffmann
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ASSUNTO: FINSOCIAL RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO Período: 31/01/90 a 31/03/92 EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS CONSTITUCIONALIDADE DA MAJORAÇÃO DO FINSOCIAL. Constatado que, à época dos fatos, a empresa contribuinte tinha por atividade a prestação de serviços, a ela não se estende a declaração de inconstitucionalidade da majoração do Finsocial. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos FFIISSCCAAIISS, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a). (assinado digitalmente) Carlos Alberto Freitas Barreto Presidente (assinado digitalmente) Susy Gomes Hoffmann Relatora Fl. 1DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 08/02/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10768.041548/9391 Acórdão n.º 930301.090 CSRFT3 Fl. 2 2 Participaram do julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, José Luiz Novo Rossari, Leonardo Siade Manzan, Rodrigo da Costa Pôssas, Rodrigo Cardozo Miranda, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Carlos Alberto Freitas Barreto. Relatório Tratase de recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional, a fim de que seja reformada a decisão recorrida, com base em divergência jurisprudencial, para que seja mantida a autuação objeto dos autos, com relação aos aumentos de alíquotas sobre o FINSOCIAL das empresas exclusivamente prestadoras de serviços. O auto de infração fora lavrado contra o contribuinte com base na constatação de que não houve o recolhimento da contribuição para o Finsocial referente à receita bruta de vendas de mercadorias apuradas no período de 31/01/90 a 31/03/92. Oferecida impugnação (fls. 15/16), com base no julgamento do Supremo Tribunal Federal no sentido da inconstitucionalidade da cobrança do Finsocial acima da alíquota de 0,5%, incidente sobre o faturamento da empresa, a DRJ decidiu que a referida decisão somente geraria efeito “inter partes” e que não era da competência da autoridade administrativa ingressar em tal análise, já que a atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória. Julgouse procedente a ação fiscal. Em julgamento de recurso voluntário, o antigo Primeiro Conselho de Contribuintes deulhe provimento parcial para reduzir a alíquota aplicável para 0,5% e excluir a incidência da TRD no período de fevereiro a junho de 1991. Para tanto, fundamentouse nos termos da decisão proferida pelo STF no bojo do RE n° 170.3893. Houve a interposição de embargos de declaração por parte da Procuradoria da Fazenda Nacional, visando à colmatação de omissão parcial da decisão precedente consistente no não enfretamento do fato de que o contribuinte constituise em empresa unicamente prestadora de serviços, pelo que não seria aplicável a decisão do STF citada como ratio decidendi da decisão recorrida. Os embargos não foram acolhidos, por ausência de omissão. Houve interposição de Recurso Especial. O recorrente alegou que o contribuinte tem atividade exclusiva de prestação de serviços, de modo que não se lhe aplica o entendimento do STF mencionado na decisão recorrida, mas sim a posição adotada por aquele E. Tribunal no RE n° 150.755, no sentido da constitucionalidade do art. 28 da lei n° 7.738/89. Argumentou, desta forma, serem válidos, em relação às empresas prestadoras de serviços, os aumentos de alíquotas promovidas pelos artigos 7° da lei n° 7.787/89; 1° da lei n° 7.894/89; e 1° da lei n° 8.147/90. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 08/02/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10768.041548/9391 Acórdão n.º 930301.090 CSRFT3 Fl. 3 3 Às fls. 82/85, converteuse o julgamento em diligência, com objetivo de se averiguar e se definir se o contribuinte tem como exclusiva atividade a prestação de serviços ou se a natureza de suas operações é mista: de prestação de serviços e de venda de mercadorias. O contribuinte, em contrarazões, às fls. 105/107, expôs, preliminarmente, que aderiu, no ano de 2000, ao Programa de Recuperação Fiscal, pelo que os débitos inscritos em dívida ativa e os discutidos em processo administrativo, constituídos ou não até a data da adesão devem ser incluídos no REFIS. Por outro lado, alegou a prescrição, por já terem transcorridos 12 anos contados do último ano base objeto deste procedimento, e tendo em vista que a empresa tornouse uma microempresa, optante pelo lucro presumido. Reputou demasiadamente penosa, para uma empresa do porte da contribuinte, a guarda por doze anos de toda a documentação referente aos anos 1990 até 1993. Juntou aos autos as declarações de IRPJ dos anos base 1990, 1991, 1992 e 1993; o balanço e demonstrativo de perdas dos anos 1990, 1991, 1992 e 1993; e outras documentos disponíveis para análise. Com a diligência, concluiuse que o contribuinte “no período considerado só exercera as atividades de prestação de serviços consubstanciadas nas receitas hauridas por cursos, recursos humanos e de limpeza e conservação” (fls. 224/225). Voto Conselheira Susy Gomes Hoffmann, Relatora O presente recurso especial é tempestivo. Preenche, também, os demais requisitos de admissibilidade, tendo em vista que a recorrente logrou demonstrar a divergência jurisprudencial suscitada. No caso, o contribuinte alega que aderiu, no ano de 2000, ao Refis. A Lei nº 9.964 de 10.04.2000, que instituiu o REFIS (Programa de Recuperação Fiscal), apenas prevê, expressamente, que na hipótese de crédito com exigibilidade suspensa por força do inciso IV do artigo 151 do CTN, a inclusão no REFIS condicionase a desistência expressa e irrevogável da respectiva ação judicial e de qualquer outra, nos termos do §6º, inciso II, do art. 2º: Art. 1º É instituído o Programa de Recuperação Fiscal Refis, destinado a promover a regularização de créditos da União, decorrentes de débitos de pessoas jurídicas, relativos a tributos e contribuições, administrados pela Secretaria da Receita Federal e pelo Instituto Nacional do Seguro Social INSS, com vencimento até 29 de fevereiro de 2000, constituídos ou não, inscritos ou não em dívida ativa, ajuizados ou a ajuizar, com exigibilidade suspensa ou não, inclusive os decorrentes de falta de recolhimento de valores retidos. Art. 2º O ingresso no REFIS darseá por opção da pessoa jurídica, que fará jus a regime especial de consolidação e parcelamento dos débitos fiscais a que se refere o artigo 1º. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 08/02/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10768.041548/9391 Acórdão n.º 930301.090 CSRFT3 Fl. 4 4 (…) II será pago em parcelas mensais e sucessivas, vencíveis no último dia útil de cada mês, sendo o valor de cada parcela determinado em função de percentual da receita bruta do mês imediatamente anterior, apurada na forma do artigo 31 e parágrafo único da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995 , não inferior a: (…) § 6º Na hipótese de crédito com exigibilidade suspensa por força do disposto no inciso IV do artigo 151 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 , a inclusão, no REFIS, dos respectivos débitos, implicará dispensa dos juros de mora incidentes até a data de opção, condicionada ao encerramento do feito por desistência expressa e irrevogável da respectiva ação judicial e de qualquer outra, bem assim à renúncia do direito, sobre os mesmos débitos, sobre o qual se funda a ação. O Decreto nº 3.431/2000 , que regulamentou o REFIS, também prevê, expressamente, apenas a necessidade de desistência de ação judicial, no caso de inclusão de crédito com exigibilidade suspensa, nos termos do artigo 151, IV do CTN: Art. 5º Os débitos da pessoa jurídica optante serão consolidados tomando por base a data da formalização da opção. § 1º A consolidação abrangerá todos os débitos existentes em nome da pessoa jurídica, na condição de contribuinte ou responsável, constituídos ou não, inclusive os acréscimos legais relativos a multa, de mora ou de ofício, e a juros moratórios e demais encargos, determinados nos termos da legislação vigente à época da ocorrência dos respectivos fatos geradores, inclusive a atualização monetária à época prevista. § 2º Na hipótese de crédito com exigibilidade suspensa por força do disposto no inciso IV do art. 151 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional CTN), a inclusão, no REFIS, dos respectivos débitos implicará dispensa dos juros de mora incidentes até a data de opção, condicionada ao encerramento do feito por desistência expressa e irrevogável da respectiva ação judicial e de qualquer outra, bem assim à renúncia do direito, sobre os mesmos débitos, sobre o qual se funda a ação. § 3º A inclusão dos débitos referidos no parágrafo anterior, bem assim a desistência ali referida deverão ser formalizadas, mediante confissão, na forma e prazo estabelecidos no § 3º do artigo anterior, nas condições estabelecidas pelo Comitê Gestor. § 4º Requerida a desistência da ação judicial, com renúncia ao direito sobre que se funda, os depósitos judiciais efetuados deverão ser convertidos em renda, permitida inclusão no REFIS de eventual saldo devedor. Fl. 4DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 08/02/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10768.041548/9391 Acórdão n.º 930301.090 CSRFT3 Fl. 5 5 Por sua vez, a IN SRF nº 43/00, que instituiu a Declaração Refis, a ser apresentada pelas pessoas jurídicas optantes pelo REFIS, dispõe em seu artigo 2º, inciso II, alínea “a”, que a pessoa jurídica deverá prestar informações relativas a desistência de ações judiciais, impugnações e recursos administrativos, bem como o artigo 5º prevê que o contribuinte deverá formalizar o pedido de desistência da ação judicial ou do contencioso administrativo: Art. 2º A Declaração Refis será apresentada, até 30 de junho de 2000, pelo estabelecimento matriz da pessoa jurídica ou a ela equiparada, na forma da legislação pertinente, que efetuou a opção, com a finalidade de: I confessar débitos com vencimento até 29 de fevereiro de 2000, não declarados ou não confessados à Secretaria da Receita Federal SRF, total ou parcialmente; II prestar informações relativas a: a) desistência de ações judiciais, impugnações e recursos administrativos; Art. 5º A informação de desistência de ações judiciais, impugnações e recursos administrativos na Declaração Refis terá efeito apenas indicativo, não eximindo o contribuinte de formalizar o pedido de desistência da ação judicial ou do contencioso administrativo, no prazo a que se refere o art. 2º desta Instrução Normativa. § 1º A desistência de impugnação ou recurso, no âmbito administrativo, será formalizada em requerimento que deverá ser apresentado à unidade da SRF com jurisdição sobre o domicílio fiscal da pessoa jurídica optante. § 2º A desistência da ação judicial deve ser peticionada perante a autoridade judicial, na forma da legislação vigente e das instruções editadas pela ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional PGFN Desta feita, entendo que uma vez que se houve a desistência expressa dos recursos administrativos, deveria ser restabelecido o lançamento tributário e julgado prejudicado o recurso especial da fazenda nacional. Todavia, não restou provado no presente processo a inclusão do referido débito no REFIS e tampouco há prova da desistência expressa das impugnações e recursos administrativos. Assim, no caso específico, quanto ao mérito do Recurso Especial, temse que, realizada a diligência para verificação da real atividade do contribuinte, constatouse que à época dos fatos tratavase de sociedade empresária que atuava apenas como prestadora de serviços. Desta forma, é legítima a alegação da Recorrente, uma vez que a declaração de inconstitucionalidade da majoração do FINSOCIAL não foi extensiva para as empresas prestadoras de serviços, motivo pelo qual foi requerida a citada diligência, a fim de utilizar corretamente tal decisão. Fl. 5DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 08/02/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10768.041548/9391 Acórdão n.º 930301.090 CSRFT3 Fl. 6 6 Por todo o exposto, em razão das provas dos autos, dou provimento ao Recurso da Fazenda Nacional. Sala das Sessões, em 25 de agosto de 2010 (assinado digitalmente) Susy Gomes Hoffmann Fl. 6DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 08/02/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO
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Numero do processo: 19515.001822/2002-14
Data da sessão: Thu Apr 15 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 1998
RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOAS FÍSICAS SEM VÍNCULO EMPREGATÍCIO - NECESSIDADE DE. PROVA DOS PAGAMENTOS - IMPOSSIBILIDADE DE PRESUNÇÃO.
1. É possível presumir corno rendimentos depósitos bancários de origem não comprovada. No entanto, em se tratando de tributação com base em rendimentos recebidos de pessoas físicas, é necessário provar, no mínimo, a materialidade e a natureza destes.
2. Em sendo negada a prestação dos serviços ou o valor recebido, cabe à autoridade fiscal provar a materialidade destes, pois não se pode exigir prova negativa de quem alega não ter recebido os valores objeto de tributação, 3. No caso dos autos, a fiscalização não aceitou as despesas com encargos dos imóveis pertencentes a terceiros, administrados pelo recorrente,
porque este não apresentou a documentação correspondente à quitação das referidas taxas. Todavia, o fato do recorrente não dispor da documentação referente ao pagamento das taxas de água, luz, IPTU etc., dos imóveis de terceiros por ele administrados, não permite que se presuma que tais valores correspondam a rendimentos recebidos de pessoas físicas. Uma situação é administrar imóveis pertencentes a terceiros e não dispor em seu poder das taxas e impostos pagos.. Outra é atribuir tais valores como sendo rendimentos percebidos pelo administrador, sem prova da materialidade dos pagamentos realizados pelos proprietários dos imóveis,
4. O fato do administrador de imóvel de terceiro possuir comprovantes de repasse de valores em papel timbrado, identificando imobiliária da qual é sócio, não permite que a autoridade glose tais valores considerando/ rendimentos recebidos de pessoas físicas, sem vínculo empregatício.
5. Na tributação feita com base em rendimentos recebidos de pessoas físicas, sem vínculo empregatício, há necessidade de prova da materialidade e finalidade do respectivo pagamento,
6.. No caso dos autos, em cada um dos extratos apresentados (fls., 262 a 416 e 502 a 546), verifica-se, de forma clara, valores correspondentes à taxa de administração. Portanto, não se pode exigir como rendimentos recebidos de pessoas físicas, sem vínculo empregatício, os valores referentes às despesas com condomínio, água, luz e IPTU (R$ 571,472,00), assim como os valores pagos aos proprietários Amílcar Felgueiras e Antonio S. Felgueiras (lis, 384 a 415); Diamantino Dias Arnalt (fls.. 416 a 452); José Joaquim Morgado (fls. 367 a 383); José Vaz
Ferreira Azevedo (fls. 2871366) e Olívio Carreira (fis, 262 a 286), no total de R$ 603.111,89, só porque os recibos de repasses aparecem em nome da Imobiliária [ASA, da qual o recorrente é sócio. Da mesma forma, o valor de R$ 37,880,26, relacionado ao cliente Manoel M. Barbosa, cujos recibos de fls. 504; 507; 510; 511; 514; 616; 519; 522; 523; 524; 527; 528; 531; 532; 535; 536; 538; 539; 542; 543 e 545, apresentados no recurso, comprovam que foi o recorrente quem repassou tais valores,
7. A quantia de R$ 52,628,46, 'não impugnada de forma expressa, deve ser mantida.
Preliminar de decadência afastada.
Numero da decisão: 2201-000.634
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, afastar a preliminar de decadência e reduzir a base de cálculo para R$ 52.628,46, nos termos do voto do Relator. Acompanhou pelas conclusões o Conselheiro Paulo Pereira Barbosa,
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: MOISÉS GIACOMELLI NUNES DA SILVA
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PROVA DOS PAGAMENTOS - IMPOSSIBILIDADE DE PRESUNÇÃO. 1. É possível presumir corno rendimentos depósitos bancários de origem não comprovada. No entanto, em se tratando de tributação com base em rendimentos recebidos de pessoas fisicas, é necessário provar, no mínimo, a materialidade e a natureza destes. 2. Em sendo negada a prestação dos serviços ou o valor recebido, cabe à autoridade fiscal provar a materialidade destes, pois não se pode exigir prova negativa de quem alega não ter recebido os valores objeto de tributação, 3. No caso dos autos, a Èiscalização não aceitou as despesas com encargos dos imóveis pertencentes a terceiros, administrados pelo recorrente, porque este não apresentou a documentação correspondente à quitação das referidas taxas. Todavia, o fato do recorrente não dispor da documentação referente ao pagamento das taxas de água, luz, IPTU etc., dos imóveis de terceiros por ele administrados, não permite que se presuma que tais valores correspondam a rendimentos recebidos de pessoas fisicas. Uma situação é administrar imóveis pertencentes a terceiros e não dispor em seu poder das taxas e impostos pagos.. Outra é atribuir tais valores como sendo rendimentos percebidos pelo administrador, sem prova da materialidade dos pagamentos realizados pelos proprietários dos imóveis, 4. O fato do administrador de imóvel de terceiro possuir comprovantes de repasse de valores em papel timbrado, identificando imobiliária da qual é sócio, não permite que a autoridade glose tais valores considerando/ rendimentos recebidos de pessoas fisicas, sem vínculo empregatício. / Eram ssis de Oliveira Júnior - Pente racomelli Nunes da Silva - Relatou 5. Na tributação feita com base em rendimentos recebidos de pessoas físicas, sem vínculo empregatício, há necessidade de prova da materialidade e finalidade do respectivo pagamento, 6.. No caso dos autos, em cada um dos extratos apresentados (fls., 262 a 416 e 502 a 546), verifica-se, de forma clara, valores correspondentes à taxa de administração. Portanto, não se pode exigir como rendimentos recebidos de pessoas físicas, sem vínculo empregatício, os valores referentes às despesas com condomínio, água, luz e IPTU (R$ 571,472,00), assim como os valores pagos aos proprietários Amílcar Felgueiras e Antonio S. Felgueiras (lis, 384 a 415); Diamantino Dias Arnalt (fls.. 416 a 452); José Joaquim Morgado (fls. 367 a 383); José Vaz Ferreira Azevedo (fls. 2871366) e Olívio Carreira (fis, 262 a 286), no total de R$ 603.111,89, só porque os recibos de repasses aparecem em nome da Imobiliária [ASA, da qual o recorrente é sócio. Da mesma forma, o valor de R$ 37,880,26, relacionado ao cliente Manoel M. Barbosa, cujos recibos de fls. 504; 507; 510; 511; 514; 616; 519; 522; 523; 524; 527; 528; 531; 532; 535; 536; 538; 539; 542; 543 e 545, apresentados no recurso, comprovam que foi o recorrente quem repassou tais valores, 7. A quantia de R$ 52,628,46, 'não impugnada de forma expressa, deve ser mantida. Preliminar de decadência afastada, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, /por unanimidade de votos, afastar a preliminar de decadência e reduzp- a base de cálculo para R$ 52.628,46, nos termos do voto do Relator. Acompanhou pelas comiusões o,elmselhei~ro Paulo Pereira Barbosa, EDITADO EM: Z 2 OUT 251i1 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa, Eduardo Tadeu Farah, Janaina Mesquita Lourenço de Souza, Moisés Giacomelli Nunes da Silva e Francisco Assis de Oliveira Júnior (Presidente), Ausente, justificadamente, a Conselheira Rayana Alves de Oliveira França.. 2 Processo n" 19515 001822/2001-14 Acórdão o " 2201-00,634 S2-C2T1 Fl Relatório Pelo que se extrai do termo de verificação de ff 04, o procedimento fiscal tinha por finalidade apurar a origem dos recursos creditados nas contas bancárias: a) em nome do contribuinte; b) em nome do contribuinte em conjunto com sua mãe e e) em nome daquele em conjunto com sua irmã, ambos advogados e sócios da !MOBILIARIA E ADMINISTRADORA. SANTO ANTONIO LTDA, identificada pela sigla IASA, empresa esta que aparece na relação de bens do recorrente, no ano- calendário de 1997 (fl. 06). O instrumento contratual de fls. 547 a 549 indica como sócios da citada imobiliária Jorge Elmano Pintinha Bartolo; Maria Valentina Pintinha Bartolo, Aidar e José do Carmo Bartolo, empresa esta constituída em 10/03/1971. À fi. 10, o recorrente esclarece que, além de advogado, é corretor de imóveis e mantém escritório com sua irmã, também advogada e corretora de imóveis. Diz que com nome fantasia de BARTOLO ADVOCACIA E ADMINISTRAÇÃO DE BENS, recebe e paga aluguéis e encargos (água, luz, IPTU, condomínios) de clientes. Para tanto, mantém duas contas conjuntas com sua irmã Maria Valentina, sendo uma no BANCO ITAU S/A e outra no BANCO BRADESCO SIA., Ainda nos esclarecimentos de fls. 10 a 12, teceu comentários acerca da movimentação financeira em outra conta corrente no BANCO 1TAÚ S/A, em conjunto com sua esposa. Quanto às contas correntes do BANCO DO BRASIL S/A, BANCO NOSSA CASA S/A, diz que são utilizadas para depósitos judiciais e levantamento de valores cobrados para clientes na área comercial e para fins particulares do recorrente,. Intimado (ft 103) para apresentar documentação comprobatória em relação as alegações anteriormente feitas, o sujeito passivo apresentou as planilhas de fis. 104 a 139 e 140 a 175, sendo que na primeira consta, mês a mês, os valores que diz ter recebidos dos inquilinos dos imóveis locados por seus clientes. Na segunda planilha estão relacionados os pagamentos feitos aos respectivos proprietários dos imóveis, em torno de 70 (setenta), conforme relacionados às fls.. 104 a 106. Intimado para prestar novos esclarecimentos (fi. 210/211), o recorrente informou que os lançamentos a crédito na conta n." 27.300, do BANCO UAI.] S/A, sob a denominação "movimentação título", referem-se a ordem de pagamento referentes a aluguéis e encargos (água, luz, custas processuais, IPTU, etc.) efetuadas para locatários e especificados na última linha relacionada a cada um dos meses constantes das planilhas de fls. 104 a 139 e 140 a 175. Intimado para apresentar o Livro Caixa referente à atividade relacionada à intermediação na locação de imóveis, à ti. 20.3, informou o recorrente não possuir. À fl. 192, o fiscalizado foi intimado para apresentar documentação comprobatória dos pagamentos atribuídos a 25 (vinte e cinco) clientes relacionados às fls. 19.3 a 20.3, cuja soma importou em RS 1:378..625,86 (ti. 213). 3 Às tls. 205/208, consta uma relação de valores movimentados em conta bancária, na importância de R$ 182.266,27, identificados como pagamento de títulos, cuja relação ultrapassa a uma centena, que o fiscalizado informa ser referente ao pagamento de encargos relacionados aos imóveis, tais como IPTU, água, luz etc. No decorrer do procedimento fiscal, vieram aos autos os documentos de fls. 262 a 451, que se constituem de fichas da Imobiliária IASA, CNPJ n" 630.709.570.001-24, documentos estes que identificam o locador; o endereço do imóvel locado; o locatário; o valor do aluguel; o valor do .IPTU e os créditos e débitos atribuídos a cada um dos locadores. Conferindo as fichas acima referidas, verifico que nestas constam como locadores, os nomes de Amilcar Felgueiras e/ou Antonio S. Felgueiras (fls. 384 a 415); Diamantino Dias Arnalt (fls. 416 a 452); José Joaquim Morgado (fls. 367 a 383); José Vaz Ferreira Azevedo (fls. 287/366) e Olívio Carreira (fls. 262 a 286), nomes estes que constam da planilha de fls. 140/175, como sendo clientes do fiscalizado, para quem teria repassado valores, conforme se depreende dos registros de fls. 160; 163; 166; 169; 172 e 175, que compõe a planilha dos pagamentos realizados. De posse dos dados até aqui relatados, a Fiscalização somou os valores das contas do BANCO ITAÚ S/A e do BANCO BRADESCO S/A, utilizadas nas transações de intermediação imobiliária, identificando que foi creditado nestas contas, no ano de 1997, o valor de R$ 1,755.938,88 (fl. 458), valor este menor que os R$ 2.464,827,52 que o sujeito passivo informou ter recebido dos inquilinos de seus clientes a titulo de alugueis e demais encargos (condomínio, IPTU, água, luz etc). Na planilha de fls. 104 a 139, conforme demonstra a Fiscalização no quadro de fls. 458, a soma dos valores que o fiscalizado informou ter recebido em face da atividade de transações imobiliárias foi de R$ 2.464.827,52 que, quando confrontada com a soma dos depósitos bancários (R$ 1.755..938,88), aparece a diferença de R$ 708,888,64, Dentro dos detalhes existentes nos autos, quando se confronta os valores que o recorrente informou que recebeu dos inquilinos de seus clientes (R$ 2.464.827,52), com os valores repassados para estes, informados na planilha de fls. 140/175 (R$ 2,412.109,06), resta uma diferença, em favor do recorrente, que foi caracterizada como rendimentos, de R$ 52.628,46, cálculos estes existentes à fi, 458. Quando se confronta os nomes existentes na planilha de fls. 104 a 139, que trata da origem dos recursos, com os nomes existentes na planilha de fls. 140 a 175, que trata da saída ou repasse dos recursos, verifica-se que os nomes de Amílcar Felgueiras; Diamantino Dias Amalt; José Joaquim Morgado; .Jose Vaz Ferreira Azevedo e Olivio Carreira, cujo total de valores repassados seria de R$ 601111,89, aparecem somente na segunda planilha, intitulada como pagamentos repassados. Ou seja, o recorrente não teria provado ter recebido valores em face da administração de imóveis destes proprietários, mas teria realizado repasse de valores aos mesmos, conforme planilha de fls. 140 a 17.5. Em síntese, o recorrente, na atividade da intermediação informou que recebeu dos inquilinos de seus clientes o valor de R$ 2.464.827,52, incluindo neste montante R$ 571.472,00 a título de encargos (IPTU, água, luz, condomínio. Apesar de não estarem identificados na planilha de fls. 104 a 139, nesf'e 4 Processo n" 19515,001822/2002-14 S2-C2T1 Acórdão n." 2201-00,634 El. 3 valor, segundo o recorrente, estão as importâncias repassadas aos clientes Amílcar Felgueiras; Diamantino Dias Arnalt; José Joaquim Morgado; José Vaz Ferreira Azevedo e Obvio Carreira; totalizando o valor de R$ 603,111,89, cujos documentos de repasse estão em nome da imobiliária da qual o recorrente é sócio. Além dos valores relacionados aos clientes acima mencionados, conforme especificado pela Fiscalização, o contribuinte não apresentou documentação hábil e idônea referente aos encargos com IPTU, água, etc, que somaram R$ 571,472,00. Quanto ao cliente Manoel M. Barbosa (R$ 37,880,26), em razão do nome deste aparecer somente na segunda planilha, intitulada como planilha dos pagamentos efetuados e não constar da planilha de valores recebidos, juntamente com os pagamentos atribuídos aos clientes Amílcar Felgueiras, Diamantino Dias Amalt, Jose Joaquim Morgado, Jose Vaz Ferreira Azevedo e Olívio Carreira, a Fiscalização considerou como rendimentos recebidos de pessoa física Em síntese, de tudo o que foi relatado, tem-se o seguinte quadro: Descrição Valor em R$ Valor que o fiscalizado afirmou ter recebido dos inquilinos de seus clientes na planilha de fis. 104/139, incluindo encargos (IPTU, condôminos, água, luz etc no montante de R$ 572.472,00) — Obs neste montante não aparecem valores que seriam das locaçóes dos clientes Amilear, Diamantino, José Joaquim; José Vai e Olivio Carreira 2.464.227,52 Valor que o contribuinte afirmou ter repassado aos proprietários dos imóveis, incluindo encargos (IPTU, condôminos, água, luz etc no montante de R$ 572,472,00), conforme planilha de fls. 140 a 175. Neste montante aparecem valores (603 111,89) que seriam das loetuAes dos clientes Amitear, Diamantino, José Joaquim; José Vai e Olivio Carreira 2.412.199,06 Diferença que fiscalização considerou rendimentos recebidos de pessoas físicas 52.628,46 Descrição Valor em R$ Valor que o fiscalizado informou ter repassado . ao locador Manoel M , Barbosa (PLANILHA DE FLS. 140 a 175, sem que o nome deste constasse da planilha de fls. 104 a 139, que a fiscalização considerou como rendimentos recebidos de pessoas físicas, sem vínculo empregaticio. 37 880,26 Valor dos encargos (1PTU, água, luz, condomínio etc), incluídos na soma dos valores informados como recebidos (2,464.227,52), bem como na soma dos pagamentos realizados (R$ 2.412.199,06), que a fiscalização glosou e considerou rendimentos recebidos de pessoas físicas, sem vínculo empregatício. 571.472,00 Pagamentos feitos aos clientes Amilcar; Diamantino; José Joaquim Morgado; José Vaz Ferreira Azevedo e Olivio Carreira, que a fiscalização glosou por considerar que os documentos apresentados pela Imobiliária (fichas financeiras dos imóveis identificando o locador, inquilino, endereço, valor do aluguel, etc), da qual o fiscalizado é sócio, desacompanhado de outras provas como, por exemplo, os livros contábeis, não podem ser aceitos como prova de que os valores foram repassados, Além deste fato, o nome destes clientes não consta da planilha de lis, 104 a 139 (pagamentos recebidos), mas somente da planilha de fls. 140 a 175 (pagamentos efetuados), que a fiscalização tributou como rendimentos recebidos de pessoas físicas. 603.111,89 Valores tributados como rendimentos recebidos de pessoas físicas: (R$ 52.628,46 + R$ 37.880,26 + R$ 571.472,00 + R$ 603.11,89) 1.256 09 ? 61. .-,, 5 b) cheque de fl.. 568, emitido nominalmente ao Condômino Nossa Senhora de Fátima (R$ 739,00); Lavrado o auto de infração de fls. 456 e seguintes, o autuado apresentou a impugnação de fls. 473 a 481, alegando, em preliminar, a decadência., No mérito, disse que os documentos relativos ao cliente Manoel Messias Barbosa e sua companheira Lenira foram apresentados juntamente com os demais e possivelmente se extraviaram, porém apresenta-os novamente, Tais documentos, juntados com a impugnação, constam das fis, 502 a 546 e se constituem do histórico da ficha de colação identificando o locador, o endereço do imóvel locado, o nome do inquilino e, no caso, os recibos assinados pelos locadores quando dos valores repassados (fls. 504; 507; 510; 511; ,514; 616; 519; 522; 523; 524 a 527; 531 532 a 546), No decorrer da instrução processual vieram aos autos a microfilmagem dos cheques de fls. 562 a 911 (volumes III e IV), emitidos pelo recorrente ou sua irmã, sendo que dentre estes destaco os que seguem: a) cheques de fls. 567 a 568; 570 a 602; 604 a 615; 617 a 639, assim como a quase totalidade dos demais cheques, cuja microfilmagem ocupa dois volumes dos autos, nominais ao próprio banco sacado, no caso, o Banco Itair, Nesta relação de cheques, mediante análise geral, sem me ater as minúcias de cada um deles, não identifiquei nenhum de valor superior a R$ 7:000,00, e) cheque de II. 603, no valor de R$ 4.000,00, datado de 21/02/97, cheque de fi, 639, no valor de R$ 891,70, datado de 13/05/97; cheque de fl. 641, no valor de R$ 2,600,00 datado de 19/05/97; cheque fl. 655, no valor de R$ 319,25; Dentre os documentos que também analisei, está a declaração de fl. 550, prestada pela Imobiliária IASA, da qual o recorrente e sua irmã são sócios, que declara ter recebido do recorrente valores referentes a alugueis e encargos dos clientes Amílcar do Nascimento Felgueiras; Antônio dos Santos Felgueira; Horácio Martins Andrade Felgueiras e Fernando José Afonso, nos seguintes montantes: julho/97 — R$ 35.545,93; agosto/97 - 30.125,50; setembro/97 - 23,309,17; outubro/97 — R$ 25.730,74; novembro/97 R$ 23..087,67 e dezembro/97 .R$ 4,880,00, totalizando R$ 142,679,01.. Declarações semelhantes às mencionadas no parágrafo anterior, inclusive no que diz respeito ao repasse dos valores aos locadores, existem às fls. 551 a 559 e se referem aos clientes Diamantino; José Morgado; José Vaz Ferreira Azevedo e Olívio Carreira. A DRJ julgou parciahnehte procedente o recurso para reduzir a multa isolada de 75% para 50%, aplicando o princípio da retroatividade benigna. Intimado, tempestivamente, o sujeito passivo apresentou recurso alegando ter informado ao agente fiscal que além de advogado é corretor de imóveis, atividade que exerce em conjunto com sua irmã e que nesta fimção recebia, nas contas em conjunto indicadas, alugueis, condomínios, encargos de água, luz, IPTU e outros, repassando aos clientes, sendo que parte destes eram clientes da imobiliária da qual é sócio. Que em relação aos pagamentos dos encargos, por mais que tivesse diligenciado junto ao BANCO ITAÚ, não logrou êxito que este apresentasse, em separado, os valores pagos referente a IPTU, condomínio, água e demais despesa§. inerentes aos imóveis administrados, 6 Processo ó" 19515 001822/2002-14 Acórdão ri " 2201-1)0.634 S2-C2T1 1-": [ 4 Por fim, alega que sendo conjunta a conta bancária n° 27,300-9, existente junto ao Banco Itaú, tal tributação não poderia recair integralmente à sua pessoa, sem que sua irmã sequer fosse intimada. Neste sentido, aponta jurisprudência do Conselho fazendo referência à impossibilidade de se tributar depósitos creditados em conta conjunta, sem a prévia intimação dos co-titulares. É o relatório. 7 Voto Conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Relator O recurso é tempestivo, foi interposto por parte legitima e está devidamente fundamentada Assim, o conheço e passo ao exame do mérito. No que diz respeito à decadência, o fato gerador do imposto de renda pessoa fisica, relativo à omissão de rendimentos correspondente a fato gerador complexivo l , ocorre no dia 31 de dezembro de cada ano-calendário. Assim, no caso dos autos, os fatos geradores ocorreram em 31/12/1997, razão pela qual a notificação realizada em 13/12/2002, deu-se antes da extinção do crédito pela decadência, Resta, portanto, rejeitada a preliminar argüida pelo recorrente, Em relação ao argumento, alicerçado em jurisprudência do Conselho, indicando a necessidade de intimação dos co-titulares das contas bancárias em conjunto, destaco que tal hipótese só se aplica quando se está diante da tributação com base em depósitos bancários, de que trata o artigo 42 da Lei n" 9,430, de 1996. No caso dos autos a infração imputada ao sujeito passivo está descrita como rendimentos recebidos de pessoas físicas, sem vinculo empregaticio, Assim, não se aplica do disposto no parágrafo quinto do artigo 42 da Lei n" 9,430, de 1996 e nem o disposto na Súmula n" 29 do CARF. Das demais questões relacionadas ao mérito: Com a finalidade de permitir' que o recorrente compreenda a autuação, destaco que o procedimento fiscal efetivamente teve origem a partir dos depósitos bancários creditados em suas contas bancárias, tendo os seguintes desdobramentos: a) à 11. 04 o recorrente foi intimado para apresentar extratos bancários e apresentar documentação hábil e idônea comprobatória da origem dos recursos; b) diante da informação de fl. 04, o recorrente apresentou os esclarecimentos de tis.. 10 a 12 fazendo referência, entre outros_ detalhes, do exercício de sua atividade de intermediaçâo na locação de imóveis; I Os fatos geradores das obrigações tributárias são classificados corno instantâneos ou complexivos O fato gerador instantâneo, como o próprio nome revela, dá nascimento à obrigação tributária pela ocorrência de um acontecimento, sendo este suficiente por si só (imposto de renda na fonte, ganho de capital na alienação de bens, rendimentos decorrentes de aplicações no mercado financeiro etc) Em contraposição, os fatos geradores complexivos são aqueles que se completam após o transcurso de um determinado período de tempo e abrangem um conjunto de fatos e circunstâncias que, isoladamente considerados, são destituídos de capacidade para gerar a obrigação tributária exigível. Este conjunto de fatos se corporitica, depois de determinado lapso temporal, em um fato imponivel. Exemplo clássico de tributo que se enquadra nesta classificação de fato gerador complexivo é o imposto de renda da pessoa física, apurado no ajuste anual. O fato gerador da obrigação tributária é o marco inicial do prazo decadencial Diferença, todavia, deve ser observada em relação aos fatos geradores instantâneos, em que o marco inicial do prazo decadencial se dá na data do evento jurídico eleito pelo legislador. Nos fatos geradores complexivos o evento que interessa à exigência da obrigação tributária só se consuma em determinada data, como se fosse a linha de chegada de uma maratona No decorrer do percurso tem-se inúmeros passos, mas para efeito de conclusão do percurso, só é considerado u único passo, qual seja, o passo em que o atleta atinge a linha de chegada. 8 Processo o" 19515 001822/2002-14 S2-C211 Acórdão n " 2201-00.634 Fl 5 c) de posse dos extratos bancários de fls. 19 a 94, na Il. 103 o recorrente foi reintimado a apresentar documentação hábil e idônea da origem e da destinação dos recursos; d) do que se depreende da planilha de fl. 458, a fiscalização estava se referindo à origem do valor de R$ 1.755,9.38,88; e) em atenção à intimação para apresentar a origem e a destinação dos recursos, o fiscalizado, em relação à origem, apresentou a planilha de fls. 104 a 139, com a lista dos clientes e dos valores recebidos dos inquilinos de seus clientes, bem como as despesas de IPTU, água, luz, condomínio etc., cuja soma importou em R$ 2,464,227,52; f) quanto à destinação dos recursos, o fiscalizado apresentou a planilha de 140 a 175, intitulada "demonstrativos de pagamentos efetuados", cru que relaciona, mês a mês, os nomes dos clientes e o montante dos pagamentos realizados, num total anual de R$ 2,412 199,06; g) a partir dos dados especificados nas letras "e" e "r, acima referidas, a fiscalização entendeu que a origem dos depósitos bancários estava comprovada, razão pela qual não prosseguiu com a tributação com base em depósito bancário de origem não comprovada, fazendo exigência com base em rendimentos recebidos de pessoas fisieas pelas seguintes razões: 1") confrontando a relação de pagamentos informados como recebidos dos inquilinos de seus clientes, no montante de R$ 2.464,227,52 (fls. 104 a 139), com a relação de repasses feito aos clientes, no valor de R$ 2.412.199,06 (fls. 140 a 175), a autoridade fiscal encontrou uma diferença no valor de R$ 52,628,46 e tributou-a como rendimentos recebidos de pessoas fisicas; 21 além do disposto no item anterior, ao confrontar o nome dos clientes relacionados às fls. 104 a 1.39, referente ao demonstrativo dos valores recebidos, com a relação de fls. 140 a 175, correspondente ao demonstrativo de pagamentos efetuados, a autoridade fiscal não encontrou na primeira relação os nomes dos clientes Amílcar Felgueiras; Diamantino Dias Amalt; José Joaquim Morgado; Jose Vaz Ferreira Azevedo e Olívio Carreira, a quem o recorrente, pela relação de tis, 140 a 175, teria feito repasses no valor de R$ 60.3,111,89; 3') a propósito do que consta no item anterior, o recorrente trouxe aos autos as fichas da Imobiliária IASA, referente a administração dos imóveis de Amilear Felgueiras e/ou Antonio S. Felgueiras (fls. .384 a 415); Diamantino Dias Arnalt (fls. 416 a 452); José Joaquim Morgado (lis, 367 a 38.3); José Vaz Ferreira Azevedo (fls. 287/366) e Olivio Carreira (fls. 262 a 286), só que tais documentos estão em nome da Imobiliária IASA, razão pela qual não foram aceitos pela fiscalização, visto que o recorrente deixou de trazer aos autos a contabilidade da referida imobiliária. Assim, este valor foi considerado como rendimentos recebidos de pessoas físicas, sem vínculo empregatício; 40) Quanto ao cliente Manoel M. Barbosa (R$ 37.880,26), em razão do nome deste aparecer somente na segunda planilha, intitulada como planilha dos pagamentos efetuados e não ter o fiscalizado comprovado o repasse deste valor, dita importância, juntamente com os encargos de IPTU, água, condomínio etc (R$ 571.472,00 — fl. 459) foi considerada como rendimentos recebidos de pessoas fisicas (37,880,26 + 571.472,00---// 609.352,26). 9 5") Além dos valores relacionados aos clientes Amilcar, Diamantino, José Joaquim; José Vaz, Olivio Carreira e Manoel, conforme especificado pela Fiscalização, o contribuinte não apresentou documentação hábil e idônea referente aos encaros com IPT, água, etc, que somaram R$ 571.472,00, razão pela qual considerou este valor, conforme já relatado, corno rendimentos recebidos de pessoa física, sem vinculo empregatício2. Em resumo, para justificar os depósitos bancários no valor de R$ 1.755.938,88, o recorrente apresentou urna relação de clientes para quem presta serviços na inter-mediação de locações e administração de imóveis que teria justificado receita no valor de R$ 2.464.227,52. Ao comprovar o repasse dos valores, os documentos relacionados aos clientes Amílcar Felgueiras e/ou Antonio S. Felgueiras; Diamantino Dias Amalt; José Joaquim Morgado; José Vaz Ferreira Azevedo e Olívio Carreira, estavam em nome da Imobiliária IASA, razão pela qual o valor de R$ 603,111,89, relacionados a estes clientes, foi considerado como rendimentos recebidos de pessoas físicas sem vinculo empregaticio. O mesmo se deu em relação às despesas de IPTU, condomínio, água Gtc, (R$ 571,472,00), cujos comprovantes de pagamento não foram apresentados sob o argumento de que tais documentos ficam com os respectivos clientes e o valor de R$ 37,880,26, relacionado ao cliente Manoel M. Barbosa, cujos documentos de fis„502 a 546 que se constituem do histórico existente na ficha de locação identificando o locador, o endereço do imóvel locado, o nome do inquilino e no caso, os recibos assinados pelos locadores quando dos valores repassados (lis.. 504; 507; 510; 511; 514; 616; .519; 522; 523; 524; 527; 528; 531; 532; 535; 536; 538; 539; 542; 543 e 545). No caso dos autos, a autoridade fiscal formou convencimento de que o fiscalizado exercia, no ano de 1997, de forma habitual, atividades relacionadas à intermediação na locação de imóveis. Tanto é assim que, iniciando a fiscalização para investigar os recursos creditados em conta bancária, ao tomar conhecimento da documentação apresentada pelo sujeito passivo, dando por comprovadas transações com movimentação de recursos superiores aos montantes creditados no sistema financeiro, a fiscalização entendeu incabível a tributação com base em depósitos bancários de origem não comprovada. No entanto, apesar do disposto no parágrafo anterior, para comprovar o repasse dos valores referentes aos clientes mencionados, no montante de R$ 603,11189, o recorrente apresentou documentos em nome da Imobiliária IASA, Assim, a autoridade fiscal considerou tais valores como sendo rendimentos recebidos de pessoas lisicas, sem vínculo empregatício. Para este relatou, uma coisa é o recorrente não apresentar documentação hábil, em nome próprio, para comprovar o repasse dos valores referentes às locações dos imóveis, outra muito diferente é presumir que o fiscalizado tenha recebido rendimentos das pessoas acima nominadas. Em relação à tributação de rendimentos recebidos de pessoas físicas, sem vínculo empregatício, cabe à fiscalização comprovar a prestação dos serviços e o respectivo pagamento. Não há lugar para presumir a prestação de serviços e o respectivo pagamento. No caso concreto, os valores que o fiscalizado relacionou como sendo repasse aos clientes, autoridade fiscal glosou considerando corno rendimentos recebidos daqueles e não valores pago àqueles. Ocorre que, para se atribuir' determinado valor como rendimentos recebidos de pessoas fisicas, sem vínculo empregatício, a autoridade fiscal deve apresentar a prova dos pagamentos realizados por esta pessoa. 2 (603 111,89 + 37 880,26 + 571 472,00 + 52 628,46 = 1 265092,6!) 10 Processo n" 19515.00182272002-14 Acórdão n." 2201-09.634 S2-C2T 1 F I 6 Por exemplo, no recurso n" 165.835, relatado por mim, a autoridade fiscal, para comprovar a origem do pagamento, apresentou a microfilmagem dos cheques. Lá conclui que, efetivamente, o fiscalizado havia recebido determinada importância,. Aqui neste processo, não há nenhum indicativo de prova, com o mínimo de indício, que se possa concluir que os Srs. Amilcar Felgueiras e Antonio S.. Felgueiras; Diamantino Dias Arnalt; José Joaquim Morgado; José Vaz Ferreira Azevedo e Olívio Carreira, fizeram pagamentos em favor do recorrente. O que se tem nos autos são documentos em nome da Imobiliária IASA, da qual o recorrente é sócio, fazendo o repasse de valores aos proprietários aqui nominados. Prosseguindo, na última linha dos dados referentes a cada um dos meses das planilhas de fls. 104 a 139 e 140 a 175, o fiscalizado apresenta relação das despesas com encargos de IPTU, água, condomínio etc (R$ 571,472,00 — ti. 459). No exame ficha de fls. 508, juntada com o recurso, referente a imóvel pertencente a Manoel Messias Barbosa, além do histórico identificando o locador, o endereço do imóvel locado, o nome do inquilino, o valor da taxa de administração, há valores correspondente a água e luz. Estes dados também se verificam nos documentos de fls. 262 e deguintes, impresso em papel timbrado da Imobiliária IASA, do qual o recorrente é sócio, incluindo inclusive despesas com IPTU. A fiscalização não aceitou as despesas com encargos dos imóveis pertencentes a terceiros, administrados pelo recorrente, porque este não apresentou a documentação correspondente à quitação das referidas taxas. Ao meu sentir, o fato do recorrente não ter apresentado documentação referente ao pagamento das taxas de água, luz, condomínio e IPTU, de imóveis pertencentes a terceiros, não permite que se presuma que tais valores correspondem a rendimentos que o fiscalizado recebeu de pessoas físicas. Unia situação é administrar imóveis pertencentes a terceiros e não dispor em seu poder das taxas e impostos pagos. Outra é atribuir tais valores como sendo rendimentos percebidos pelo administrador, sem prova da materialidade supostos pagamentos realizados pelos proprietários dos imóveis. Tudo o que já de disse vale em relação ao cliente Manoel M. Barbosa, que por não ter sido apresentada documentação acerca do referido cliente, a autoridade fiscal considerou os R$ 37.880,26, provenientes de locações deste cliente, como rendimentos que o fiscalizado teria recebido do mesmo. Só que a autoridade fiscal, neste ponto, à semelhança do que fez em relação às despesas com tributos, condomínio etc., também não indica um único indício para que por meio dele fosse possível chegar à materialidade do pagamento. Mais, no caso deste cliente, com o recurso, o sujeito passivo traz aos autos, além da ficha do imóvel identificando o locador, o inquilino, o valor da locação, os recibos de fls.. 504; 507; 510; 511; 514; 616; 519; 522; 523; 524; 527; 528;-531; 532; 535; 5:36; 538; 539; 542; 543 e 545, referente ao repasse dos valores.. No caso dos autos, em cada um dos extratos apresentados (fls. 262 a 416 e 502 a 546), se verificam, de forma clara, valores correspondentes à taxa de administração. Assim, se é certo que não se pode exigir como rendimentos recebidos de pessoas fisicas, sem vínculo empregatício, os valores referentes às despesas com condomínio, água, luz e IPTU (R$ R$ 571.472,00); assim como os valores pagos aos proprietários Amílcar Felgueiras e Antonio S. Felgueiras (fls. 384 a 415); Diamantino Dias Amalt (fls. 416 a 452); José .Joaquim Morgado (fls. 367 a 383), José Vaz Ferreira Azevedo (fls. 287/366) e Olívio Carreira (fls. 262 a 286), R$_ 603,111,89, só porque os recibos de repasses aparecem em nome da Imobiliária IASA, da qual o recorrente é sócio; ou ainda o valor de R$ 37..880,26 relacionado ao cliente Manoel M. Barbosa, cujos recibos de fls. 504; 507; 510; 511; 514; 616; 519; 522; 523; 524; 527; 528; 531; 532; 535; 536; 538; 539; 542; 543 e 545, comprovam que foi o recorrente quem repassou os valores, também é certo que a quantia de R$ 52,628,46, nào impugnado de forma expressa, deve ser tributada.. Isso posto, afasto a preliminar de decadência e voto no sentido de reduzir a base de cálculo para R$ 52.628,46. É o voto. 12 Data da ciência: MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n": 19515_001822/2002-14 Recurso n" : 166,823 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § .3" do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n" 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto i Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão n" 2201-0$1634. Brasilia/DF, 28 de outubro d 2010. EVE.LINE COÊLHO DE 11/11L0 HOMAR Chefe da Secretaria Segunda Câmara da Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: Apenas com ciência Com Recurso Especial ( ) Com Embargos de Declaração Procurador(a) da Fazenda Nacional
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Numero do processo: 10480.014257/2002-17
Data da sessão: Wed May 06 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 1998, 1999, 2000
APLICAÇÃO DA LEI NO TEMPO.
Aplica-se ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processo de fiscalização, ampliando os poderes de investigação das autoridades administrativas.
ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO. RENDIMENTOS ISENTOS E NÃO TRIBUTÁVEIS.
Para justificar acréscimo patrimonial a descoberto os rendimentos isentos e não tributáveis devem ser devidamente comprovados.
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS.
Para os fatos geradores ocorridos a partir de 1° de janeiro de 1997, o art. 42 da Lei n° 9.430, de 1996, autoriza a presunção legal de omissão de rendimentos com base em depósitos bancários de origem não comprovada pelo sujeito passivo.
ÔNUS DA PROVA.
Se o ônus da prova, por presunção legal, é do contribuinte, cabe a ele a prova da origem dos recursos utilizados para acobertar seus depósitos bancários.
Recurso negado.
Numero da decisão: 3301-000.045
Decisão: ACORDAM os membros da Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara
da Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por maioria de votos afastar a preliminar de irretroatividade vencido o Conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva e, quanto ao mérito, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora .
Matéria: IRPF- ação fiscal - Ac.Patrim.Descoberto/Sinais Ext.Riqueza
Nome do relator: Núbia Matos Moura
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Aplica-se ao lançamento a legislação que, posteriomiente à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processo de fiscalização, ampliando os poderes de investigação das autoridades administrativas. ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO. RENDIMENTOS ISENTOS E NÃO TRIBUTÁVEIS. Para justificar acréscimo patrimonial a descoberto os rendimentos isentos e não tributáveis devem ser devidamente comprovados. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. Para os fatos geradores ocorridos a partir de 1° de janeiro de 1997, o art. 42 . da Lei n° 9.430, de 1996, autoriza a presunção legal de omissão de rendimentos com base em depósitos bancários de origem não comprovada pelo sujeito passivo. ÔNUS DA PROVA. Se o ônus da prova, por presunção legal, é do contribuinte, cabe a ele a prova da origem dos recursos utilizados para acobertar seus depósitos bancários. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Primeira Tunna Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por maioria Processo n° 10480.014257/2002-17 Acórdão n.o 3301-00.045 S3-C3T1 FI. 315 de votos afastar a preliminar de irretroatividade vencido o Conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva e, quanto ao mérito, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora . . ~'I A i ~ / -E-.- - -.-Â~IAS PESSOA MONTEIRO P esidente ,#/L-- NUBIA MATOS MOURA Relatora D 3 JUN 2009 Participaram, ainda, \do presente julgamento, os Conselheiros Alexandre Naoki Nishioka, Sidney Ferro Barros (Suplente), José Raimundo Tosta Santos, Rubens Maurício Carvalho(Suplente) e Vanessa Pereira Rodrigues Domene. Relatório ANTONIO HENRIQUE VIEIRA NUNES, já qualificado nos autos, inconformado com a decisão de primeiro grau, prolatada pelos Membros da 1a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Recife/PE, mediante Acórdão DRJ/REC nO 14.162, de 05/12/2005, fls. 219/247, recorre a este Conselho de Contribuintes pleiteando a sua reforma, nos termos do Recurso Voluntário, fls. 252/263. Mediante Auto de Infração, fls. 04/11, formalizou-se exigência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF, no valor total de R$218.116,84, incluindo multa de oficio e juros de mora, estes últimos calculados até 30/09/2002. As infrações apuradas pela autoridade fiscal, detalhadas no Auto de Infração, foram omissão de rendimentos evidenciada por acréscimo patrimonial a descoberto, no mês de julho de 1997, e omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada, nos anos-calendário de 1998 e 1999. Inconformado com a exigência, o contribuinte apresentou impugnação, fls. 208/217, que se encontra assim resumida no Acórdão recorrido: I - relativamente ao acréscimo patrimonial a descoberto, não foi considerado o valor de R$4. 763,81 de rendimentos isentos e não tributáveis em nenhum dos meses, que se constitui como origem de recursos, notadamr>nte se for levado em consideração os saldos bancários exisfentes em 31/12/1996, como suporte necessário à constituição do capital social da Maryland Com. Imp. Export. Ltda., a ser comprovado; Processo n° 10480.014257/2002-17 Acórdão n.o 3301-00.045 11 - no que diz respeito aos depósitos bancários, as Leis tributárias vigentes não os caracterizam como renda sujeita à tributação pelo Imposto de Renda Pessoa Física, conforme jurisprudência firmada pelo Conselho de Contribuintes e pela própria Justiça Federal; III - para a exigência de tributo torna-se imprescindível que sejam respeitados os Princípios da Legalidade e Anualidade, contidos na Constituição Federal; IV - o lançamento fiscal teve embasamento nos depósitos bancários, obtidos' sorrateiramente pelo autuante diretamente dos bancos, sem a devida autorização do contribuinte e sob o fundamento do Decreto 3.724/2001, que regulamentou o art. 6° da Lei Complementar 105/2001, embora não citado, e do art. 42 da Lei 9.430/96 c/c art. 4° da Lei 9.481/97, pela presunção de rendimentos obtidos; V - a presunção prevista na norma há de ser usada com parcimônia, sob pena de restar lançamento de tributo sem fato gerador, como ocorre no presente caso, onde viola o art. 153, III da Carta Magna e os artigos 43 a 45 do Código Tributário Nacional; VI - não se pode considerar o aspecto material do fató impossível, pois ou se estará exigindo tributo sem fato gerador ou se aplica a instituição da presunção absoluta; VII - a presunção consiste na conclusão que se tira de um fato conhecido para provar a existência de outro fato desconhecido, devendo ser certo, verdadeiro e suficientemente provado; VIII - os referidos depósitos não são passiveis de comprovação senão quando necessários a identificar aumento patrimonial a descoberto, apresentado no .final do ano saldo positivo ou negativo, compatíveis com os rendimentos declarados, que deixaram, por lapso, de serem informados nas respectivas declarações; IX - O art. 42 da Lei 9.430/66 (sic) contraria o CTl\~ ao dar característica de que os depósitos bancários não jusii[icados constituem-se em fato gerador de Imposto de Renda Pessoa Física, tendo em vista que o art. 42 diz mais respeito à situação das pessoas jurídicas, que tem o dever de manter uma escrituração capaz de registrar sua movimentação financeira; X - a simples movimentação de sua conta bancária com depósitos e saques não poderá ser consi1erada como omissão de rendimentos, porque não se constituem em renda: XI - a pessoa que tem uma movimentação alta 'em sua conta não necessariamente é a detentora desse dinheiro, porque muitas pessoas empresfam suas contas para amigos ou parentes ou a utilizam comI) fôrma de controlar o dinheiro de suas empresas, não pertencendo a seu patrimônio,' S3-C3Tl FI. 316 3 Processo n° 10480.014257/2002-17 Acórdão n.o 3301-00.045 XII - não pode haver tributação com base em indícios; XIII - no máximo, o montante tributável seria a soma maior de um dos meses do ano e não o somatório dos depósitos efetuados em cada mês, tendo em vista que, pela mesma hipótese, o total de um mês já justifica o do mês seguinte, como cascata; XIV - a presunção em tributar o somatório dos depósitos efetuados durante o ano contraria a legislação tributária no sentido de impor ao sujeito passivo crédito superior ao seu poder contributivo e ao seu patrimônio; xv - os depósitos constantes dos respectivos extratos, foram advindos de recursos de terceiros bem como dos rendimentos efetivamente tributados. S3-C3Tl Fl.317 A DRJ Recife/PE julgou, por unanimidade de votos, procedente o lançamento e os fundamentos da decisão recorrida estão consubstanciados nas seguintes ementas: ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTo.São tributáveis os valores relativos ao acréscimo patrimonial, quando não justificados pelos rendimentos tributáveis, isentos/não tributáveis, tributados exclusivamente na fonte ou objeto de . tributação definitiva. ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO. ÔNUS DA PROVA.Se o ônus da prova, por presunção legal, é do contribuinte, cabe a ele a prova da origem dos recursos informados para acobertar seus dispêndios gerais e aquisições de bens e direitos. SIGILO BANCARIo. EXAME DE EXTRATOS. AUTORIZAÇÃO DO CONTRJBUINTE. DESNECESSIDADE. É lícito ao fisco, mormente após a edição da Lei Complementar n" 105/2001, examinar ÍI?[ormações relativas ao contribuinte, constantes de documentos, livros e registros de instituições financeiras e de entidades a elas equiparadas, inclusive os referentes a contas de depósitos e de aplicações financeiras, quando houver procedimento de .fiscalização em curso e tais exames forem considerados indispensáveis, independentemente de autorização do contribuinte. OMISSA-O DE RENDIMENTOS. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCARIOs. Para os fatos geradores ocorridos a partir de 1" de janeiro de 1997, o art. 42 da Lei n° 9.430, de 1996, autoriza a presunção legal de omissão de rendimentos com base em depósitos bancários de origem não comprovada pelo sujeito passivo. DEPÓSITOS BANCARIOs. ÔNUS DA PROVA.Se o ônus da prova, por presunção legal, é do contribuinte, cabe a ele a prova da origem dos recursos utilizados para acobertar seus depósitos bancários, que não pode ser substituída por meras alegações. 4 --~ , Processo nO 10480.014257/2002-17 Acórdão n.o 3301-00.045 OMIsslo DE RENDIMENTOS. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCARiOs. APURAÇlo DO VALOR OMITIDO.A omissão de rendimentos com base em depósitos bancários de origem não comprovada não se confunde com a omissão de rendimentos tendo em vista a variação patrimonial a descoberto, por se tratarem de infrações distintas, apuradas de forma distinta, pois na primeira não é procedido ao levantamento das origens e aplicações de recursos do contribuinte em cada mês; cada depósiÍo, individualizadamente, deve ser objeto de comprovação pelo contribuinte. ARGÜIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPETÊNCIA PARA APRECIAR. Não se encontra abrangida pela competência da autoridade tributária administrativa a apreciação da inconstitucionalidade das leis, uma vez que neste juízo os dispositivos legais se presumem revestidos do caráter de validade e eficácia, não cabendo, pois, na hipótese, negar-lhe execução. DECISÕES JUDICIAIS. EFEITOS. A extensão dos efeitos das decisões judiciais, no âmbito da Secretaria da Receita Federal, possui como pressuposto a existência de decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal acerca da inconstitucionalidade da lei que esteja em litígio e, ainda assim, desde que seja editado ato especifico do Sr. Secretário da Receita Federal nesse sentido. Não estando enquadradas nesta hipótese, as sentenças judiciais só produzem efeitos para as partes entre as quais são dadas, não beneficiando nem prejudicando terceiros. DEC1SÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. As decisões administrativas proferidas pelos órgãos colegiados. não se constituem em normas gerais, posto que inexiste lei que lhes atribua eficácia normativa, razão pela qual seus julgados não se . aproveitam em relação a qualquer outra ocorrência, senão àquela objeto da decisão. Ano-calendário: J997, 1998 eJ 999 S3-C3T1 F1. 318 Cientificado da decisão de primeira instância, por via postal, em 27/03/2006, Aviso de Recebimento - AR, fls. 250, o contribuinte apresentou, em 24106/2006, Recurso Voluntário, fls. 252/263, no qual reproduz e reforça as alegações e argumentos da impugnação, acrescentando o que se segue: - A Lei Complementar nC)105, de 2001 (Lei nO 10.174, de 2001), não se aplica aos fatos geradores anteriores à sua eclição e - Com as modificações introduzidas pela Lei Complementar n° 105, de 2001, entende-seque o art. 42 da Lei n° 9.430, de 1996, foi definitivamente revogado quando trata do ônus da prova. É o Relatório. Voto Conselheira NÚBIA MATOS MOURA, Relatora IljJ A/I/ (. 5 Processo nO 10480.014257/2002-17 Acórdão n.o 3301-00.045 S3-C3T1 FI. 319 o recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Em sede preliminar o contribuinte traz a preliminar de irretroatividade da Lei n° 10.174, de 2001, sustentando sua argumentação nos princípios constitucionais da Legalidade e da Anterioridade. De pronto, cumpre observar que a utilização dos dados da Contribuição Provisória da Movimentação Financeira - CPMF, como consta dos autos, se fez com supedâneo no S 3° do art. 11 da Lei n° 9.311, de 24 de outubro de 1996, alterado pela Lei nO 10.174, de 9 de janeiro de 2001: ~ 3° - A Secretaria da Receita Federal resguardará, na forma da legislação aplicável à matéria, o sigilo das informações prestadas, facultada sua utilização para instaurar procedimento administrativo tendente a verificar a existência de crédito tributário relativo a impostos e contribuições e para lançamento, no âmbito do procedimento fiscal. do crédito tributário porventura existente, observado o disposto no art. 42 da Lei nO 9.430, de 27 de dezembro de 1.996, e alterações posteriores. o exame da retroatividade da Lei n° 10.174, de 2001 aos fatos geradores anteriores à data de publicação do mencionado dispositivo legal, deve ser feito à luz do art. 144. da Lei nO 5.172, de 25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional (CTN), que assim dispõe: Art. 144. O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. ~ 10 Aplica-se ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliando os poderes de investigação das autoridades administrativas, ou outorgando ao crédito maiores garantias ou privilégios, exceto, neste último caso, para o efeito de atribuir responsabilidade tributória a terceiros. o S 1()do art. 144, regulando matéria diferente de seu caput, consagra a regra da aplicação imediata da legislação vigente ao tempo do lançamento, quando tenha instituído novos critérios de apuração ou de fiscalização, ampliando os poderes de investigação das autoridades administrati vaso Com a edição da Lei n° 10.174, de 2001, foram ampliados os poderes de investigação do Fisco, ficando autorizada a instauração de procedimento de fiscalização referente ao Imposto de Renda Pessoa Física, ou qualquer outro imposto ou contribuição, com base nas infonnações decorrentes da CPMF, observando-se o disposto no art. 42 da Lei n° 9.430, de 1996, e alterações posteriores. Assim, autorizada a instauração do procedimento de fiscalização, a partir de infon11açÕeSsobre a movimentação bancária relativas à CPMF, caso seja detectada qualquer infração cujo fato gerador seja anterior à vigência daLei n° 10.174, de 2001, esta infração pode se]"objeto de lançamento. Processo n° 10480.014257/2002-17 Acórdão n.o 3301-00.045 S3-C3T1 FI. 320 No caso em concreto, a ação fiscal teve início em 12/09/2001, mediante Termo de Início de Fiscalização, fl~. 18/20, na vigência da Lei n° 10.174, de 2001, que ampliou os poderes de investigação da fiscalização, sendo, portanto, legítima a utilização dos dados relativos à CPMF para apurar o crédito tributário ora exigido. Por sua vez, o lançamento em questão decorre da omissão de rendimentos provenientes de depósitos bancários não justificados, relativos aos anos-calendário de 1998 e 1999. Tal infração está definida no art. 42 da Lei n° 9.430, de 1996, vigente à época da ocorrência do fato gerador. A fiscalização aplicou. de imediato a faculdade prevista no art. 11, ~ 3°, da Lei nO9.311, de 1996, com a redação que lhe deu a Lei n° 10.174, de 2001, de utilizar as informações prestadas pelas instituições financeiras para .a instauração do procedimento administrativo. Desse modo, torna-~ incontestável a possibilidade de utilização de informações provenientes da CPMF para fins de instaurar procedimento administrativo tendente a verificar a existência de crédito tributário de outros tributos ou c0!ltribuições relativamente a fatos geradores anteriores à vigência da Lei nO10.174, de 2001, observado o disposto no art. 42 da Lei n° 9.430, de 1996 e alterações posteriores. Afasta-se, portanto, a preliminar de irretrotividade da Lei n° 10.174, de 2001, suscitada pelo recorrente e passa-se à análise das argüições de mérito apresentadas. Acréscimo patrimonial a descoberto Afirma o contribuinte que a autoridade fiscal, ao apurar o valor do acréscimo patrimonial a descoberto, deixou de considerar os rendimentos isentos e não tributáveis, que constam de sua Declaração de Ajuste Anual - DAA, ano-calendário 1997, exercício 1998, fls. 12/13, no valor de R$4.763,81. De fato, tal valor consta registrado na DAA em questão, entretanto, cumpre observar que durante o procedimento fiscal o contribuinte foi intimado, conforme Termo de Intimação Fiscal, fls. 23/25, a apresentar a documentação comprobatória de tais rendimentos e em sua resposta, fls. 26/27, esclareceu que tal valor corresponde a atualização (correção) dos bens 1, 2 e 3 da declaração de bens e direito. Ora, sabe-se que a legislação tributária não permite que o contribuinte atualize os valores dos bens declarados. Na DAA, devem ser registrados tão-somente os custos de aquisição dos bens. Por outro lado, ainda que fosse possível a atualização dos bens na DAA, deve-se observar que o valor correspondente a tal atualização não se prestaria para justificar acréscimos patrimoniais, salvo se o bem fosse vendido por quantia pelo menos equivalente ao preço atualizado. Nestes tem10s, não pode prosperar a alegação do contribuinte, pennanecendo, pois, irretocável a infração de omissão de rendimentos detectada por acréscimo patrimonial a descoberto. Depósitos bancários 7 Processo nO 10480.014257/2002-17 Acórdão n.o 3301-00.045 S3-C3T1 FI. 321 De pronto, cumpre esclarecer que o art. 42 da Lei n° 9.430, de 1996, suporte legal da infração de omissão de rendimentos caracterizado por depósitos bancários imputada ao contribuinte, encontra-se em pleno vigor. Ao contrário do que afirma o recorrente, a Lei Complementar n° 105, de 2001, que dispõe sobre o sigilo das operações de instituições financeiras, não revogou o art. 42 da Lei nO9.430, de 1996, ao contrário, propiciou sua aplicação, na medida em que autoriza o acesso das autoridades fiscais às informações bancárias dos contribuintes. o recorrente afirma, ainda, em seu recurso que depósito bancário não é renda, que a obrigação de comprovar a origem dos valores depositados em contas-correntes somente aplica-se às pessoas jurídicas e que as pessoas fisicas somente estariam obrigadas à comprovação da origem dos depósitos bancários no caso de existência de acréscimos patrimoniais a descoberto. Tais alegações não tem fundamentação legal. o art. 42 da Lei n° 9.430, de 1996, cujo caput, encontra-se a seguir transcrito, estabelece uma presunção legal de omissão de rendimentos que autoriza o lançamento do imposto correspondente, sempre que o titular da conta bancária, pessoa fisica ou jurídica, regulannente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos creditados em sua conta de depósito ou de investimento. Art. 42. Caracterizam-se também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa fisica ou jurídica. regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. (grifei) A própria lei define que os depósitos bancários, de origem não comprovada, caracterizam omissão de receita ou de rendimentos.' Quando a origem dos depósitos não é justificada, tal circunstância permite inferir ter havido aquisição de renda omitida à tributação. Veja-se que o que se tributa é a renda presumida com base nos depósitos de origem não comprovada e não os depósitos em si, como acredita o recorrente. Vale, ainda, observar que o art. 42 da Lei n09.430, de 1996, determina que quando intimado o contribuinte (pessoa fisica ou jurídica) deve comprovar a origem dos depósitos efetivados em suas contas bancárias, sob pena de, em assim não procedendo, ter seus rendimentos arbitrados com base nos depósitos não comprovados. Contudo, não existe na lei nenhuma ressalva de que tal obrigação (comprovação da origem dos recursos) esteja condicionada à existência de acréscimo patrimonial a descoberto. Sugere, ainda, o recorrente que, no máximo, o montante tributável seria a soma maior de um dos meses do ano e não o somatório dos depósitos efetuados em cada mês, tendo em vista que, pela mesma hipótese, o total de um mês já justifica o do mês seguinte. A hipótese trazida pelo recorrente equivale a admitir que o contribuinte tivesse efetuado depósitos com valores anterionnente sacados de suas contas-correntes, fato este que não restou comprovado nos autos. Ademais, dada a existência da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira - CPMF, tais operações tomam-se bastante improváveis. 8 .. .w Processo nO 10480.014257/2002-17 Acórdão n.o 3301-00.045 S3-C3Tl FI. 322 Tem-se, portanto, que a alegação de que os rendimentos tributados em um mês justificam e comprovam os depósitos do mês subseqüente carece de comprovação, razão porque não pode prosperar. Por fim, o contribuinte busca justificar a origem dos valores creditados em suas contas-correntes, esclarecendo que os recursos advêm de terceiros e que se justificam pelos rendimentos já tributados em suas Declarações de Ajuste Anual. De pronto, cumpre esclarecer que a autoridade fiscal afirma na Descrição dos Fatos da infração em questão, fls. 05/06, que os valores lançados correspondem a diferença entre o total dos depósitos e o valor da renda declarada .. Já a argüição do recorrente de que transitaram por suas contas bancárias recursos, pertencentes a terceiros, carece de comprovação. Veja-se que, conforme já mencionado, no caso da presunção estabelecida pelo art. 42 da Lei nO9.430, de 1996, recai sobre o contribuinte o ônus da prova da origem dos recursos movimentados em suas contas- correntes. E quando alguém de fato pode, e legalmente está obrigado a provar alguma coisa, e . não o faz, preferindo ficar no terreno das alegações, se sujeita à aplicação do princípio de que alegar e não provar é o mesmo que nada alegar. É inaceitável a declaração não corroborada por qualquer elemento subsidiário. Nesta confonnidade, há de se concluir que não podem prosperar as argüições. trazidas pelo recorrente, de modo que a infração de omissão de rendimentos calcada em depósitos bancários de origem não comprovada deve ser mantida integralmente. Conclusão Ante o exposto, voto por afastar a preliminar de irretroatividade da Lei n010.174, de 2001 e, no mérito, negar provimento ao recurso. sa~a1t srfr,,~m 6 de maio de 2009 NUBlA ~~MOURA 9 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008 00000009
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