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Numero do processo: 13971.001972/2007-61
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2000 a 31/08/2005
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.OBSCURIDADE. ACOLHIMENTO DO RECURSO.
Sendo constatada uma das hipóteses (contradição, omissão, obscuridade) para o acolhimento dos embargos de declaração, esses serão acolhidos para sanar o vício anteriormente apontado.
Embargos Acolhidos.
Numero da decisão: 2403-001.038
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer dos embargos para no mérito dar-lhe provimento.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
1.0 = *:*
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2000 a 31/08/2005 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.OBSCURIDADE. ACOLHIMENTO DO RECURSO. Sendo constatada uma das hipóteses (contradição, omissão, obscuridade) para o acolhimento dos embargos de declaração, esses serão acolhidos para sanar o vício anteriormente apontado. Embargos Acolhidos.
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Sendo constatada uma das hipóteses (contradição, omissão, obscuridade) para o acolhimento dos embargos de declaração, esses serão acolhidos para sanar o vício anteriormente apontado. Embargos Acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer dos embargos para no mérito darlhe provimento. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente. Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 1946DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 20/03/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Relatório Tratase de embargos de declaração (fls. 1934 e 1935), opostos pela Fazenda Nacional, com esteio no artigo 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), aprovado pela Portaria MF no 256/2009, contra o Acórdão nº 2403 000.534 que conheceu do recurso voluntário apresentado no processo em epígrafe e deulhe parcial provimento no sentido de reconhecer, preliminarmente, a decadência das competências 01/2000 a 11/2000 com base no art.150, § 4º, do Código Tributário Nacional, e, no mérito, ter afastado o pedido de perícia e determinado o recálculo da multa de mora de acordo com o Art. 35, caput, da Lei 8.212/91 na redação dada pela Lei 11.941/2009 prevalecendo o mais benéfico ao contribuinte. A parte embargante sustenta que após análise dos Discriminativos de Débito, foi verificada a ausência de recolhimento antecipado, tendo sido tal fato confirmado pela autoridade fiscal que deixou de preencher os campos créditos considerados e deduzido. Diante desse fato e considerando que o contribuinte autuado não apresentou prova do pagamento antecipado da exação, requereuse a aplicação, caso houvesse alguma competência decadente com base no art.173, I, do Código Tributário Nacional. É o relatório. Fl. 1947DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 20/03/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13971.001972/200761 Acórdão n.º 2403001.038 S2C4T3 Fl. 1.947 3 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. Quanto aos requisitos de admissibilidade dos embargos de declaração opostos, entendo que foram preenchidos os itens da tempestividade; da regularidade de representação (embargos opostos pela Fazenda Nacional) e dos requisitos de cabimento (obscuridade). Compulsando os autos atentamente, verifico que houve um equívoco quando da análise dos Discriminativos de Débito, tendo em vista que a aplicação do art.150, § 4º, do Código Tributário Nacional, segundo entendimento majoritário do CARF, que vem sendo adotado por essa 3 Turma Ordinária da 4 Câmara da 2 Seção de Julgamento, da qual faço parte, só tem sido aplicado quando constatado o recolhimento antecipado, o que não foi o caso. Assim, caso haja decadência, esta terá como base legal o art.173, I, do Código Tributário Nacional. Na lide em tela, considerando que o contribuinte foi intimado em 21/12/2005 da autuação e, considerando que os valores objeto de cobrança referemse a fatos geradores ocorridos entre 01/2000 a 08/2005, não há o que se falar em decadência. CONCLUSÃO: Diante do exposto e de tudo o mais que dos autos consta, CONHEÇO OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO para darlhes provimento a fim de sanar a obscuridade apontada, devendo o contribuinte ser intimado dessa mudança no acórdão 2403000.534, a qual ficará consignada na seguinte forma: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para DARLHE PARCIAL PROVIMENTO, afastando a decadência, mantendo o crédito tributário lançado na NFLD 35.635.2935 com o recálculo da multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91 com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 1948DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 20/03/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10580.004807/2007-76
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Data do fato gerador: 13/12/2006
Ementa:
AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA.
Constitui infração, punível na forma da Lei, a falta de apresentação de documentos solicitados pela fiscalização
Numero da decisão: 2403-001.098
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: CPSS - Contribuições para a Previdencia e Seguridade Social
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Data do fato gerador: 13/12/2006 Ementa: AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. Constitui infração, punível na forma da Lei, a falta de apresentação de documentos solicitados pela fiscalização
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Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente CIA PAULISTA DE FERROLIGAS Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Data do fato gerador: 13/12/2006 Ementa: AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. Constitui infração, punível na forma da Lei, a falta de apresentação de documentos solicitados pela fiscalização Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente/Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Jhonatas Ribeiro Da Silva, Ivacir Julio De Souza, Maria Anselma Coscrato Dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro. Fl. 193DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Juiz de Fora, Acórdão 1513.243 da 7ª Turma, que julgou procedente o lançamento. A autuação foi assim apresentada no Relatório Fiscal: A empresa deixou de apresentar à. fiscalização os documentos relacionados a seguir, infringindo o disposto no art. 33, parágrafo 2° da Lei 8.212/91: a) As folhas de pagamento dos estabelecimentos 57.487.142/000142, 57.487.142/001033, 57.487.142/001548, 57.487.142/001700, 57.487.142/001971, 57.487.142/002196, 57.487.142/004130. b) Os documentos de identificação de alguns prestadores de serviço pessoa física cujos pagamentos foram contabilizados nas contas de despesa 0032410106101, 0032410104102, 0032410105104, 00324101012101, 0032410103104, 03.02.41.01.01, 41.30.01.08, 41.30.01.30. A autuação totalizou R$ 11.569,42 e segundo o Relatório Fiscal da Multa Aplicada não foram configuradas circunstâncias agravantes 1 — Em decorrência da infração praticada está sendo aplicada a multa cabível, nos termos do art. 283, II, "j" do Regulamento da Previdência Social (RPS) aprovado pelo Decreto 3.048/99, no valor de R$ 11.569,42 (onze mil, quinhentos e sessenta e nove reais e quarenta e dois centavos), conforme Portaria n° 342 de 16/08/2006. 3 — Não ficaram configuradas as demais circunstâncias agravantes previstas no art. 290 do Regulamento aprovado pelo Decreto 3.048/99 e nem a atenuante prevista no art. 291 do mesmo Regulamento. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, onde alega, em síntese, que: • Necessário reconhecimento da decadência qüinqüenal. Fl. 194DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10580.004807/200776 Acórdão n.º 2403001.098 S2C4T3 Fl. 139 3 • Nulidade do auto de infração, tendo em vista a inexistência de intimação formal da Recorrente dos termos da Autuação, não constando do mesmo a assinatura do seu responsável legal • Os representantes legais da autuada nunca foram procurados para que assinassem o presente auto de infração e só tomaram conhecimento dos mesmos quando receberam, por via postal, cópias dos referidos documentos além de um CDrom contendo o arquivo digital mencionado na legislação acima transcrita. • O auto em comento não traz descrição precisa nem, tampouco, pormenorizada, dos documentos que não foram apresentados, haja vista que, na alínea "a" do REFISC, a descrição é genérica, tratando das folhas de pagamento por estabelecimento, quando, em verdade, deveria ter sido feito por competência e por estabelecimento de modo a permitir ao contribuinte sua ampla defesa. • Multa pautada em premissas equivocadas, posto que adotando valoresbase existente à época da lavratura do auto de infração, e não aqueles aplicáveis no momento da ocorrência dos fatos geradores. • Segundo o princípio da legalidade, somente a lei poderá estabelecer a majoração de tributos (CTN, art. 97, II), não sendo, portanto, a Portaria Ministerial instrumento hábil para tanto • No tocante a apresentação das Folhas de Pagamentos, insta informar que, diferentemente do quanto alegado pelo fisco, parte das folhas de pagamento foram disponibilizadas à fiscalização, o que ficou evidenciado nos autos em conformidade com tabela demonstrativa dos documentos apresentados pelo contribuinte, conforme demonstra tabela em anexo. • A alínea "b" do REFISC, por exemplo, ao dispor sobre os Documentos relativos aos Prestadores de Serviços Pessoa Física, corrobora com a tese de que outros documentos poderiam ter sido analisados pelo fisco para a apuração de supostas contribuições previdenciárias devidas. • Em referência ao dispositivo legal da gradação da multa aplicada, cumpre salientar que: o mesmo não faz menção à Folha de Pagamento, mas sim àqueles documentos relacionados às contribuições previdenciárias, isto é GFIP's e GPS, não • existindo, portanto, previsão legal para a aplicação da penalidade pecuniária. • Relevação da multa. É o relatório. Fl. 195DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões pertinentes. PRELIMINARES DECADÊNCIA QÜINQÜENAL Quanto às preliminares, devemos verificar a questão da decadência. Primeiramente, cabe esclarecer que a autuação foi motivada por descumprimento da seguinte obrigação acessória: não apresentação de documentos à fiscalização. A recorrente, por ter sido cientificada do lançamento em 12/2006, questiona o crédito tributário anterior a 12/2001 sem alegar nem fazer prova que os documentos solicitados referemse a período decadente. O período da fiscalização foi de 01/96 a 06/2006 e compreende peródo decadente e não decadente. A presente autuação fica caracterizada pela ocorrência de pelo menos um evento em período não decadente. A tese da decadência qüinqüenal, apresar de procedente, não afeta este lançamento. Observo que consta registro no Termo de Encerramento da Auditoria Fiscal – TEAFde lançamento de obrigação principal referente ao período 01/96 a 02/2004. INTIMAÇÃO A recorrente alega vício na intimação. Abaixo ficará demonstrado que a alegação é improcedente. Fl. 196DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10580.004807/200776 Acórdão n.º 2403001.098 S2C4T3 Fl. 140 5 No que tange à alegação da impugnante sobre a nulidade/irregularidade da intimação, ressaltamos que, conforme entendimento jurisprudencial, a intimação por via postal endereçada a pessoa jurídica legalmente constituída e com endereço conhecido é válida. Em casos de pessoas jurídicas, admitese a entrega da correspondência, inclusive, para pessoas estranhas ao seu corpo funcional (p. ex.: porteiros, vigilantes etc.). Corroborando, citamos o art.1.178 do Código Civil, que dispõe, in verbis: Art. 1.178. Os preponentes são responsáveis pelos atos de quaisquer prepostos, praticados nos seus estabelecimentos e relativos à atividade da empresa, ainda que não autorizados por escrito. Assim, não procede a alegação do contribuinte de que houve vício na citação, conforme decisão do Superior Tribunal de Justiça, abaixo transcrita: AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS CAPAZES DE INFIRMAR OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. REQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211. CITAÇÃO. PESSOA JURÍDICA. VIA POSTAL. POSSIBILIDADE. Não merece provimento recurso carente de argumentos capazes de desconstituir a decisão agravada. “Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo Tribunal a quo.” É possível a citação da pessoa jurídica pelo correio, desde que entregue no domicílio da ré e recebida por funcionário, ainda que sem poderes expressos para isso. (AgRg no Ag 711722 / PE ; AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 2005/01614041, Ministro Humberto Gomes de Barros, 3ª Turma, DJ 27/03/2006, p. 267) VÍCIO NA DESCRIÇÃO DOS FATOS Alega a recorrente vício no Relatório Fiscal, especifcamente na descrição dos fastos. Entendo que os fatos estão devidamente descritos, que a recorrente entendeu a motivação da autuação e que não restou prejuízo à parte. Abaixo transcrevo a descrição presente no Relatório Fiscal dos documentos não apresentados. Fl. 197DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 A empresa deixou de apresentar à. fiscalização os documentos relacionados a seguir, infringindo o disposto no art. 33, parágrafo 2° da Lei 8.212/91: a) As folhas de pagamento dos estabelecimentos 57.487.142/000142, 57.487.142/001033, 57.487.142/001548, 57.487.142/001700, 57.487.142/001971, 57.487.142/002196, 57.487.142/004130. b) Os documentos de identificação de alguns prestadores de serviço pessoa física cujos pagamentos foram contabilizados nas contas de despesa 0032410106101, 0032410104102, 0032410105104, 00324101012101, 0032410103104, 03.02.41.01.01, 41.30.01.08, 41.30.01.30. MÉRITO VALOR DA MULTA Recorrente questiona a multa aplicada alegando que deveria se referir à data dos documentos não apresentados e questiona a legalidade do valor de referência ser corrigido por Portaria Ministerial. Veremos que os procedimento adotados são corretos e legais. Foi apresentado na página 1 do Auto de Infração, folha 1 deste processo, a fundamentação legal da multa aplicada e da gradação da multa. Os dispositivos legais estão abaixo transcritos. DISPOSITIVO LEGAL DA MULTA APLICADA Lei n. 8.212, de 24.07.91, artigos 92 e 102 e Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99, art. 283, II, j e art. 373. DISPOSITIVOS LEGAIS DA GRADAÇÃO DA MULTA APLICADA Art. 292, inciso I, do RPS. VALOR DA MULTA: R$ 11.569,42 Art. 92. A infração de qualquer dispositivo desta Lei para a qual não haja penalidade expressamente cominada sujeita o responsável, conforme a gravidade da infração, a multa variável de Cr$ 100.000,00 (cem mil cruzeiros) a Cr$ 10.000.000,00 (dez milhões de cruzeiros), conforme dispuser o regulamento. Fl. 198DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10580.004807/200776 Acórdão n.º 2403001.098 S2C4T3 Fl. 141 7 Art.102.Os valores expressos em moeda corrente nesta Lei serão reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.18713, de 2001). Art.283.Por infração a qualquer dispositivo das Leis nos 8.212 e 8.213, ambas de 1991, e 10.666, de 8 de maio de 2003, para a qual não haja penalidade expressamente cominada neste Regulamento, fica o responsável sujeito a multa variável de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) a R$ 63.617,35 (sessenta e três mil, seiscentos e dezessete reais e trinta e cinco centavos), conforme a gravidade da infração, aplicandoselhe o disposto nos arts. 290 a 292, e de acordo com os seguintes valores: (Redação dada pelo Decreto nº 4.862, de 2003) II a partir de R$ 6.361,73 (seis mil trezentos e sessenta e um reais e setenta e três centavos)nas seguintes infrações: j)deixar a empresa, o servidor de órgão público da administração direta e indireta, o segurado da previdência social, o serventuário da Justiça ou o titular de serventia extrajudicial, o síndico ou seu representante, o comissário ou o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial, de exibir os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas neste Regulamento ou apresentálos sem atender às formalidades legais exigidas ou contendo informação diversa da realidade ou, ainda, com omissão de informação verdadeira; Art.373. Os valores expressos em moeda corrente referidos neste Regulamento, exceto aqueles referidos no art. 288, são reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da previdência social. Art.292. As multas serão aplicadas da seguinte forma: Ina ausência de agravantes, serão aplicadas nos valores mínimos estabelecidos nos incisos I e II e no §3º do art. 283 e nos arts. 286 e 288, conforme o caso; Para cumprir a lei no tocante ao reajuste nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social, a Portaria Ministerial nº 342, de 16/08/2006 atualizou os valores, do que resultou em multa de R$ 11.569,42. Fl. 199DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 Tal informação consta do Relatório Fiscal da Multa Aplicada. 1 — Em decorrência da infração praticada está sendo aplicada a multa cabível, nos termos do art. 283, II, "j" do Regulamento da Previdência Social (RPS) aprovado pelo Decreto 3.048/99, no valor de R$ 11.569,42 (onze mil, quinhentos e sessenta e nove reais e quarenta e dois centavos), conforme Portaria n° 342 de 16/08/2006. RELEVAÇÃO DA MULTA A relevação da multa está condicionada a alguns requisitos, dentre os quais a correção da falta cometida. Não está comprovada a correção da falta. Por concordar, transcrevo abaixo trecho do acórdão recorrido. Passo agora a discorrer sobre o instituto da relevação da multa em virtude do pedido feito pela Impugnante. Para usufruir o beneficio fiscal, o contribuinte deve reunir, cumulativamente, os seguintes requisitos: correção da falta; pedido de relevação dentro do prazo de defesa; primariedade e inexistência de outras circunstâncias agravantes, consoante preceito inserto no art. 291, caput e seu § 10 do Regulamento da Previdência Social. A Impugnante não comprovou a correção da falta, sendo, portanto, inaplicável o instituto ao presente caso. CONCLUSÃO Voto no sentido de negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 200DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10580.004807/200776 Acórdão n.º 2403001.098 S2C4T3 Fl. 142 9 Fl. 201DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 16327.003849/2003-43
Data da sessão: Thu Jul 08 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Ano-calendário: 1998
IRRF. DEDUÇÃO.
Não havendo sido sequer investigada pela autoridade fiscal possível ligação entre a pessoa jurídica que pagou os rendimentos e a beneficiária destes, o simples fato de os rendimentos não haverem sido informados em DIRF pela fonte pagadora não autoriza a glosa do IRRF, mormente quando a
beneficiária apresenta prova dos pagamentos e das respectivas retenções, bem como comprova ter oferecido os rendimentos à tributação.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 1998
DECISÃO DE PRIMEIRO GRAU. INOVAÇÃO.
Caracteriza inovação e, portanto, deve ser excluída, a parcela da multa isolada que não foi objeto do lançamento de oficio impugnado.
MULTA ISOLADA. PAGAMENTO DE ESTIMATIVAS MENSAIS EM ATRASO.
Não há que se falar em aplicação de multa isolada prevista no art. 44, § 1°, IV da Lei n° 9.430/96 na hipótese de o recolhimento da estimativa em atraso ter sido acompanhado do pagamento de multa de mora.
Recurso voluntário provido.
Numero da decisão: 1201-000.283
Decisão: Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos, NEGAR
provimento ao recurso de oficio e, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto. Vencido o conselheiro Marcelo Cuba Netto (Relator) que negava provimento ao recurso. Designado o conselheiro Antônio Carlos Guidoni Filho para redação do voto vencedor
Nome do relator: Marcelo Cuba Neto
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 1998 IRRF. DEDUÇÃO. Não havendo sido sequer investigada pela autoridade fiscal possível ligação entre a pessoa jurídica que pagou os rendimentos e a beneficiária destes, o simples fato de os rendimentos não haverem sido informados em DIRF pela fonte pagadora não autoriza a glosa do IRRF, mormente quando a beneficiária apresenta prova dos pagamentos e das respectivas retenções, bem como comprova ter oferecido os rendimentos à tributação. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 1998 DECISÃO DE PRIMEIRO GRAU. INOVAÇÃO. Caracteriza inovação e, portanto, deve ser excluída, a parcela da multa isolada que não foi objeto do lançamento de oficio impugnado. MULTA ISOLADA. PAGAMENTO DE ESTIMATIVAS MENSAIS EM ATRASO. Não há que se falar em aplicação de multa isolada prevista no art. 44, § 1°, IV da Lei n° 9.430/96 na hipótese de o recolhimento da estimativa em atraso ter sido acompanhado do pagamento de multa de mora. Recurso voluntário provido.
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Numero do processo: 10835.000754/2004-32
Data da sessão: Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Nov 18 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/12/1997 a 31/10/1998
CONTRIBUIÇÕES. PRAZO DECADENCIAL. PRAZO QUINQUENAL.
É de cinco anos, regido pelo Código Tributário Nacional, o prazo para a constituição de créditos tributários relativos a todos os tributos, inclusive contribuições. Orientação firmada pela Súmula Vinculante nº 8 do Supremo Tribunal Federal.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3801-002.022
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário, no sentido de reconhecer a extinção do crédito tributário lançado nos autos pela decadência.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, José Luiz Ferstauer de Oliveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA
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PRAZO DECADENCIAL. PRAZO QUINQUENAL. É de cinco anos, regido pelo Código Tributário Nacional, o prazo para a constituição de créditos tributários relativos a todos os tributos, inclusive contribuições. Orientação firmada pela Súmula Vinculante nº 8 do Supremo Tribunal Federal. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário, no sentido de reconhecer a extinção do crédito tributário lançado nos autos pela decadência. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 5. 00 07 54 /2 00 4- 32 Fl. 276DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 11/11/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10835.000754/200432 Acórdão n.º 3801002.022 S3TE01 Fl. 3 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, José Luiz Ferstauer de Oliveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. Fl. 277DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 11/11/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10835.000754/200432 Acórdão n.º 3801002.022 S3TE01 Fl. 4 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra o acórdão n° 1415.687, de 27 de abril de 2007, da 4ª. Turma da DRJ de Ribeirão Preto (DRJ/RPO), referente ao processo administrativo n° 10835.0007541200432, em que foi julgada improcedente a impugnação apresentada, sendo julgado integralmente procedente o auto de lançamento. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da DRJ/RPO, que assim relatou os autos: A empresa qualificada em epígrafe foi autuada em virtude da apuração de falta de recolhimento da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) no período de dezembro de 1997 a outubro de 1998, exigindo selhe contribuição de R$ 82.764,13, multa de oficio de R$ 62.073,08 e juros de mora de R$ 93.627,60, perfazendo o total de R$ 238.464,81. O enquadramento legal encontrase à fl. 198. A contribuinte, cujo objeto social à época do período lançado também era o comércio varejista de lubrificantes, obteve liminar em mandado de segurança autorizando o não recolhimento, pelas distribuidoras na condição de substitutas tributárias, da Cofins sobre tais receitas. Posteriormente, a liminar foi denegada e o processo judicial extinto sem julgamento. Como a contribuição, relativa ao período de vigência da liminar, não foi recolhida pelas distribuidoras, tampouco pela impugnante, a fiscalização lançoua de oficio. Inconformada, a autuada impugnou o lançamento alegando, em síntese, que o período lançado foi atingido pela decadência, pois a Fazenda Pública dispõe de cinco anos para constituir o crédito tributário. A impugnação foi conhecida pela DRJ de origem, sendo julgado procedente o lançamento consubstanciado no Auto de Infração, por entender que “nenhum período lançado foi atingido pela decadência, haja vista que a ciência do lançamento deuse em 29/03/2004 e o período mais remoto lançado é dezembro/1997”. Deste modo, foi julgado procedente pela DRJ de Ribeirão Preto o lançamento, mantendose a contribuição apurada no auto de infração, acrescida de multa de 75% e juros moratórios. Fl. 278DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 11/11/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10835.000754/200432 Acórdão n.º 3801002.022 S3TE01 Fl. 5 4 Inconformada, a contribuinte interpôs Recurso Voluntário, a fl. 251/260, alegando, em resumo que os débitos estão abrangidos pela decadência, nos termos do art. 156, inciso V, do Código Tributário Nacional. Em pedido subsidiário, postula a redução da multa para 20% (vinte por cento). É o sucinto relatório. Fl. 279DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 11/11/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10835.000754/200432 Acórdão n.º 3801002.022 S3TE01 Fl. 6 5 Voto Conselheiro Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira. O recurso voluntário foi apresentado dentro do prazo legal, reunindo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade. Portanto, dele conheço. Consoante disposto no relatório, percebese tratar o caso de lançamento tributário, regularmente notificado a contribuinte Recorrente em 29 de março de 2004, pelo qual se pretendeu desta exigir a COFINS em razão de fatos geradores verificados no curso do exercício fiscal de 1997 e 1998, especificamente de 01/12/1997 a 31/10/1998. Diante disto, verificase que a notificação ao contribuinte do lançamento ocorreu quando já decorridos mais de 05 (cinco) anos, seja dos fatos geradores (contagem pelo art. 150, §4º, do CTN), seja do 1º (primeiro) dia do exercício seguinte a que o lançamento poderia haver sido efetuado (contagem pelo art. 173, inciso I, do CTN). Outrossim, necessário registrar que houve recolhimento a menor da COFINS, consoante se verifica pelo “Termo de Verificação e Encerramento de Fiscalização”de fl. 192, devendose portanto aplicar ao caso a regra de contagem prevista pelo art. 173, inciso I, do CTN. Ou seja, em relação aos fatos geradores de 1997, o marco inicial de contagem é 01/01/1998; e, em relação aos fatos geradores de 1998, o marco de contagem inicial é 01/01/1999. Contudo, a discussão travada nos autos quanto à aplicação do prazo quinquenal, pela aplicação do disposto no Código Tributário Nacional, ou decenal (artigos 45 e 46, da Lei nº 8.212/91), restou pacificada com a edição da Súmula Vinculante nº 8 pelo Supremo Tribunal Federal na sessão plenária de 12/06/2008, cujo texto segue reproduzido: São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Pelo enunciado sumular de aplicação obrigatória pela Administração em geral, resta estabelecido a aplicação do prazo quinquenal do Código Tribunal Nacional. Portanto, abrangemse pela decadência os lançamentos existentes no Auto de Infração combatido no Recurso Voluntário da contribuinte. Pela aplicação da Súmula Vinculante n° 8 do STF, esta vem sendo aplicada rigorosamente por este Conselho, vejamos: Número do Processo 10183.004832/200147 Ementa: DECADÊNCIA. CINCO ANOS A CONTAR DO FATO GERADOR. SÚMULA VINCULANTE DO STF Nº Fl. 280DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 11/11/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10835.000754/200432 Acórdão n.º 3801002.022 S3TE01 Fl. 7 6 8/2008. Editada a Súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal nº 8/2008, segundo a qual é inconstitucional o art. 45 da Lei nº 8.212/91, o prazo para a Fazenda proceder ao lançamento do PIS e da Cofins é de cinco anos, nos termos do CTN. DECADÊNCIA. TERMO INICIAL. EXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DATO DO FATO GERADOR. CTN, ART. 150, § 4º. STJ. RECURSO REPETITIVO. Consoante interpretação do Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recurso repetitivo, a ser reproduzida no CARF, conforme o art. 62A, do Regimento Interno deste Tribunal Administrativo, alterado pela Portaria MF nº 586, de 2010, o prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário ofício é contado da ocorrência do fato gerador, nos termos do parágrafo 4º do art. 150 do CTN, quando efetuado o pagamento antecipado exigido nesse artigo. A contagem a partir do primeiro dia do ano seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, estipulada no art. 173, I, do CTN, é reservada à hipótese em que a lei não prevê o pagamento antecipado ou quando, a despeito da previsão legal, não ocorre tal pagamento. PAGAMENTO DA COFINS EM ATRASO DESACOMPANHADO DO JUROS INCIDENTES. LANÇAMENTO DE OFÍCIO POSTERIOR AO RECOLHIMENTO. INSUBSISTÊNCIA DO LANÇAMENTO REFERENTE À COFINS JÁ RECOLHIDA. CABIMENTO DE EXIGÊNCIA DE MULTA E JUROS DE MORA. Quando o contribuinte recolher a COFINS desacompanhada dos juros moratórios incidentes, não há a denúncia espontânea prevista no art. 138, do CTN. Contudo, em razão da extinção do crédito tributário da COFINS pelo pagamento, nos termos do art. 156, I, do CTN, no auto de infração poderão ser exigidos somente a multa e juros de mora. Em face do exposto, encaminho o voto para DAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário, no sentido de reconhecer a extinção do crédito tributário lançado nos autos pela decadência, nos moldes do art. 156, inciso V, do Código Tributário Nacional. Pelas considerações expostas acima, verificase que não mais subsiste a exigência da multa de ofício vinculada prevista no inciso I do parágrafo 1º do art. 44 da Lei nº 9.430/96, devendo ser afastada a multa prevista no Auto de Infração no presente caso. É o meu voto. (assinado digitalmente) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira – Relator. Fl. 281DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 11/11/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10835.000754/200432 Acórdão n.º 3801002.022 S3TE01 Fl. 8 7 Fl. 282DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 11/11/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA
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Numero do processo: 10380.013109/2006-37
Data da sessão: Thu Aug 15 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Sep 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Período de apuração: 01/01/2001 a 28/04/2001, 01/11/2001 a 31/12/2001
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. PAGAMENTO DE TRIBUTOS COM ATRASO ANTES DA ENTREGA DA DCTF E DO INÍCIO DO PROCEDIMENTO DE OFÍCIO.
O recolhimento de tributos em atraso, antes da entrega da respectiva DCTF e do início do procedimento de ofício, caracteriza a ocorrência de denúncia espontânea.
Preliminares Rejeitadas.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2201-002.226
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares e, no mérito, dar provimento ao recurso.
Assinado digitalmente
Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente.
Assinado digitalmente
Walter Reinaldo Falcão Lima - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Eduardo Tadeu Farah, Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado), Odmir Fernandes, Walter Reinaldo Falcão Lima e Nathália Mesquita Ceia. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Rodrigo Santos Masset Lacombe e Gustavo Lian Haddad.
Matéria: DCTF_IRF - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (IRF)
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCAO LIMA
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PAGAMENTO DE TRIBUTOS COM ATRASO ANTES DA ENTREGA DA DCTF E DO INÍCIO DO PROCEDIMENTO DE OFÍCIO. O recolhimento de tributos em atraso, antes da entrega da respectiva DCTF e do início do procedimento de ofício, caracteriza a ocorrência de denúncia espontânea. Preliminares Rejeitadas. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares e, no mérito, dar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Maria Helena Cotta Cardozo Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Eduardo Tadeu Farah, Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado), Odmir Fernandes, Walter Reinaldo Falcão Lima e Nathália Mesquita Ceia. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Rodrigo Santos Masset Lacombe e Gustavo Lian Haddad. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 01 31 09 /2 00 6- 37 Fl. 316DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 08/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 03/09/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO 2 Relatório Por descrever bem os fatos, adoto o relatório da Resolução nº 2801000.099, de 12/03/2012 (fls. 130 a 135), que reproduzo a seguir: “Por sua pertinência, adoto o relatório do acórdão de primeira instância (FLS. 67/68), que reproduzo a seguir: ‘COMPANHIA ENERGÉTICA DO CEARA COELCE, já qualificada nos autos, teve contra si lavrado o Auto de Infração (AI) de fls. 40/41, para a formalização do lançamento de multa de mora exigida isoladamente de oficio, no montante de R$ 956,02, em decorrência da verificação da falta de pagamento do aludido encargo legal devido em função do recolhimento com atraso do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF). De acordo com a descrição dos fatos constante do AI, e os demonstrativos de fls. 42 a 56, os débitos referemse a diversos pagamentos do IRF retido pela Autuada ao longo do ano calendário de 2001, os quais foram recolhidos em datas posteriores aos correspondentes vencimentos, sem o acréscimo da citada multa moratória. A exigência foi fundamentada no artigo 160, da Lei n° 5.172, de 1966, combinado com o artigo 1°, da Lei n° 9.249, de 1995, e os artigos 43 e 61, §§ 1° e 2°, da Lei n° 9.430, de 1996. Cientificada da exigência em 04/12/2006, conforme Aviso de Recebimento (AR) de fls. 63, a Autuada apresentou em 29/12/2006, a impugnação de fls. 01/22, instruída com os documentos de fls. 23 a 37, onde, inicialmente, argúi a decadência do direito de a Fazenda Nacional formalizar a presente exigência relativa aos fatos geradores ocorridos anteriormente ao mês de dezembro de 2001. Segundo a Impugnante, o IRRF é um tributo sujeito ao lançamento por homologação, disciplinado pelo artigo 150, § 4°, do Código Tributário Nacional (CTN), e entre os períodos de apuração dos aludidos débitos e a data da ciência do AI (04/12/2006), permeia um interregno superior a cinco anos; assim, deve ser acolhida a preliminar ora suscitada, em homenagem ao comando contido no artigo 146, III, da Constituição Federal (CF/88). Nesse sentido, invoca a jurisprudência administrativa, consubstanciada em diversos julgados da lavra do Primeiro Conselho de Contribuintes (1° CC), cujas ementas reproduz. Em seguida, pleiteia a nulidade do feito, por ausência do Mandado de Procedimento Fiscal (MPF), nos termos da Portaria SRF n° 1.265, de 1999, assim como, em decorrência da falta de indicação no AI, do cargo do AFTN autuante, além da hora de sua lavratura, conforme prevêem os incisos VI e VII, do artigo 5°, da Instrução Normativa (IN) SRF n° 94, de 1997. Ainda em sede de preliminar, alega que não cometeu qualquer infração, tendo em vista que efetuou espontaneamente o Fl. 317DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 08/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 03/09/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 10380.013109/200637 Acórdão n.º 2201002.226 S2C2T1 Fl. 317 3 recolhimento do débito questionado pela Fiscalização, ao abrigo dos artigos 138, do CTN, e 146, da CF/88, agindo, portanto, em total conformidade com a lei, sendo inadmissível a autuação contra a qual se insurge. Já no mérito, a Impugnante, em longo arrazoado, ilustrado com excertos da doutrina e da jurisprudência produzida acerca do tema, defende a tese, segundo a qual, o sujeito passivo pode ser agraciado com o afastamento da responsabilidade pelo fato de não ter efetuado o pagamento do tributo na data do seu respectivo vencimento, desde que reconheça espontaneamente a irregularidade e promova o seu pagamento, quando for o caso. Reconhece a defesa que a legislação fiscal ordinária que deveria estar jungida ao texto do CTN lei complementar que possui característica de lex legum (lei sobre como fazer leis) impõe uma pretensa "multa de mora", de caráter compensatório, que desconsidera o saneamento voluntário da falta, malferindo, assim, o fim inspirador da denúncia espontânea e estimulando o contribuinte a permanecer na indesejada via da impontualidade, em prejuízo da arrecadação do erário, principal objetivo da Administração Tributária. Conclui que independentemente da natureza da multa exigida (moratória ou punitiva), não é devida qualquer penalidade sempre que se configura a hipótese do comando contido no artigo 138, do CTN, como, aliás, entendem o Primeiro Conselho de Contribuintes (1° CC) e a Câmara Superior de Recursos Fiscais (CSRF), segundo os julgados que traz à colação. Ao final, a Impugnante requer que seja reconhecida a insubsistência ou a nulidade do procedimento pelas razões apresentadas em sede de preliminar e, caso sejam elas ultrapassadas, que se declare improcedente a presente autuação.’ A DRJ/FortalezaCE julgou o lançamento procedente (fls. 65/71), nos termos da ementa abaixo transcrita: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO DECADÊNCIA NULIDADE DO PROCEDIMENTO. VÍCIOS NA FORMALIZAÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO IRRF. MULTA DE MORA EXIGIDA DE OFÍCIO. RECOLHIMENTO DE TRIBUTO OU CONTRIBUIÇÃO SOCIAL COM ATRASO DESACOMPANHADO DO ENCARGO LEGAL. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. Tratandose de lançamento de oficio da multa isolada exigível em decorrência da falta de pagamento de multa de mora, é aplicável o prazo decadencial previsto no artigo 173, inciso I, do Código Tributário Nacional Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 (CTN) e não o disciplinado pelo artigo 150, § 4°, daquele mesmo texto legal, especifico para tributos. Não confirmados os vícios que estariam contidos no auto de infração, descabe a Fl. 318DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 08/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 03/09/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO 4 preliminar de nulidade suscitada. Não é susceptível de nulidade o lançamento efetuado por autoridade competente no exercício da sua atividade funcional, mormente quando formalizado em consonância com o disposto nos artigos 142, do CTN, e 10, do Decreto n° 70.235, de 1972. Os órgãos julgadores da Administração Fazendária afastarão a aplicação de lei, tratado ou ato normativo federal, somente na hipótese de sua declaração de inconstitucionalidade, por decisão do Supremo Tribunal Federal. Cientificado do acórdão de primeira instância em 11/10/07 (fls. 75), a interessada apresentou, em 13/11/07, o Recurso de fls. 76/125, alegando, em suma, preliminarmente: a) decadência do crédito tributário exigido, nos termos do art. 150, , § 4°, do CTN, relativo aos fato geradores de IRRF anteriores a 04/12/2001; b) a autoridade julgadora deve afastar a aplicação de lei flagrantemente inconstitucional; c) nulidade absoluta da ação fiscal por ausência de Mandado de Procedimento Fiscal – MPF; d) nulidade absoluta do procedimento fiscal em face da inobservância de formalidades básicas do ato de lavratura do auto de infração, a saber, a falta de indicação do cargo do Agente Argentário Autuante (sic), além da hora de sua lavratura; e) ausência de qualquer infração decorrente de seu procedimento, haja vista que, nos termos do art. 138, do CTN, contribuinte pode pagar o principal sem a incidência de qualquer penalidade/multa; Quanto ao mérito, sustenta, em síntese, que: a) ser inaplicável a multa de mora nos casos de denúncia espontânea (art. 138, do CTN), que entende ser o seu caso; b) a jurisprudência deste Conselho, pacificada pela Câmara Superior de Recursos Fiscais, e do STJ é no sentido de não cabimento da multa em questão. Diante do exposto acima requer o acolhimento das preliminares suscitadas e, caso seja apreciado o mérito, que seja reconhecida a não incidência da multa lançada. É o Relatório.” Nos termos da Resolução nº 2801000.099, de 12/03/2012 (fls. 130 a 135), o julgamento foi convertido em diligência e os autos foram encaminhados à Delegacia da Receita Federal do Brasil em Fortaleza CE para juntada das DCTF originais relativas ao primeiro, segundo e quarto trimestre de 2001, com o registro das respectivas datas de entrega, para fins de verificação da alegação de denúncia espontânea, conforme o seguinte esclarecimento contido naquela Resolução: “No presente caso o auto de infração tomou por base as DCTF retificadoras (fls. 40), que foram entregues em 29/03/2005 Fl. 319DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 08/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 03/09/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 10380.013109/200637 Acórdão n.º 2201002.226 S2C2T1 Fl. 318 5 (DTCF relativa ao primeiro trimestre de 2001), 14/09/2004 (DTCF relativas ao segundo e quarto trimestres de 2001). Dessa forma fazse necessário saber se os pagamentos dos tributos em atraso, que motivaram o lançamento da multa moratória, foram efetuados anteriormente, ou concomitantemente, à entrega das DCTF originais, para que reste caracterizada a ocorrência de denúncia espontânea, posto que, quando do pagamento, as DCTF que estavam em vigor eram aquelas apresentadas inicialmente.” Em atendimento à solicitação formulada, a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Fortaleza CE anexou os documentos de fls. 140 a 313. Em seguida os autos foram devolvidos a este Conselho para prosseguimento do julgamento. É o Relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima, Relator Acerca das preliminares argüidas, não há qualquer reparo a ser feito no acórdão recorrido, que demonstrou com clareza a improcedência das alegações da Recorrente, razão pela qual peço vênia para adotar como razões de decidir os fundamentos expostos no voto condutor daquele julgado, que transcrevo a seguir: “I Das Preliminares. 1. Da Decadência. Tratandose, no presente caso, de lançamento de oficio de multa de mora, não recolhida por ocasião do pagamento do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) com atraso, e não de exigência daquele tributo, como equivocadamente entendeu a Autuada, é aplicável à espécie o prazo decadencial previsto no artigo 173, inciso I, do CTN, e não o contido no artigo 150, § 4°, daquele mesmo texto legal, especifico para tributos. É que, na hipótese, incide o disposto no artigo 149, incisos V e VI, do CTN, atinentes a lançamento de oficio, disciplinado por aquele dispositivo, não havendo que se falar em lançamento por homologação, o qual, conforme dicção de seu artigo 150, "ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa". Dessa forma, considerando que o termo inicial do prazo extintivo do direito de que se cuida, é o primeiro dia do anocalendário de 2002, expirandose em 31/12/2006, e o presente lançamento foi formalizado em 04/12/2006, é de Fl. 320DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 08/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 03/09/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO 6 ser rejeitada a preliminar de decadência do lançamento, por incabível. 2. Da Nulidade do Feito. Da Ausência de MPF e das Alegadas Irregularidades Relativas à Lavratura do AI. Ao contrário do posicionamento da Autuada, a jurisprudência já consolidou o entendimento de que a expedição de MPF para fins de instauração de procedimentos fiscais no âmbito da SRF consiste em mero instrumento de controle administrativo das ações fiscais em curso, não comprometendo a validade do procedimento nem da autuação dai decorrente – a ausência de sua emissão, mesmo porque a nulidade do auto de infração somente se configura quando lavrado por pessoa incompetente, a teor do que dispõe o artigo 59, inciso I, do Decreto n° 70.235, de 1972, que regula o processo administrativo fiscal. Ressaltese que a competência para a fiscalização dos tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil e para a lavratura do conseqüente auto de infração, nas hipóteses em que este couber decorre de lei, sendo privativa dos Auditores Fiscais da Receita Federal, a teor do que dispõem os artigos 904, 911 e 926, do RIR/99, combinados com o artigo 7°, da Lei n° 2.354, de 1954, com as alterações do Decretolei n° 2.225, de 1985, e da Lei n° 10.593, de 2002, tendo sido o presente AI lavrado por autoridade ocupante do aludido cargo, o que afasta a nulidade do feito pretendida pela Impugnante. Ademais, atentese que, conforme constou da descrição dos fatos contida no AI, o presente lançamento decorreu de auditoria interna da DCTF apresentada para o período objeto da autuação, conforme Instruções Normativas SRF n° 045 e 077, ambas de 1998, tendo sido formalizado por meio de Auto de Infração Eletrônico, assinado pela titular do órgão que o emitiu, a qual coincide com a própria autoridade administrativa que autoriza a expedição do MPF, nos termos do ato normativo mencionado pela Impugnante. Quanto à ausência de indicação no AI, do cargo do autor do feito, os artigos 10 e 11, do Decreto n° 70.235, de 1972, que disciplinam a formalização dos instrumentos de formalização do crédito tributário, prevêem a alternativa de indicação de sua função, restando atendido aquele requisito na peça vestibular, que a menciona, além da matricula funcional do AFRF autuante. Além da irrelevância da ausência da hora da lavratura do AI, mormente na hipótese deste ser emitido eletronicamente em procedimentos internos de revisão, como o que aqui se Fl. 321DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 08/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 03/09/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 10380.013109/200637 Acórdão n.º 2201002.226 S2C2T1 Fl. 319 7 cuida, o fato já foi objeto de súmula por parte do Primeiro Conselho de Contribuintes, que assim se manifestou: "Súmula 1°CC nº 7: A ausência da indicação da data e da hora de lavratura do auto de infração não invalida o lançamento de oficio quando suprida pela data da ciência." Por essas razões, e considerando que, ainda que fossem confirmados, os pretensos vícios não trouxeram qualquer prejuízo ao exercício do direito de defesa da Autuada, e o AI não foi lavrado por agente incapaz únicas hipóteses de nulidade previstas no citado diploma legal rejeito a preliminar arguída.”(grifo no original) Quanto ao mérito, vale reproduzir trecho do voto referente à Resolução nº 2801000.099, de 12/03/2012 (fls. 130 a 135), que informa o entendimento que deve ser aplicado ao instituto da denúncia espontânea: “A questão relativa à denúncia espontânea, nos casos de tributos recolhidos espontaneamente com atraso, foi submetida pelo Superior Tribunal de Justiça ao rito do recurso repetitivo (art. 543C, do Código de Processo Civil), por meio do REsp 1.149.022, com decisão proferida em 09/06/10 (publicada em 24/06/10) e trânsito em julgado ocorrido em 30/08/10, sendo oportuno transcrever a ementa do respectivo julgado: RECURSO ESPECIAL Nº 1.149.022 SP (2009/01341424) RELATOR : MINISTRO LUIZ FUX RECORRENTE : BANCO PECÚNIA S/A ADVOGADO : SERGIO FARINA FILHO E OUTRO(S) RECORRIDO : UNIÃO FEDERAL (FAZENDA NACIONAL) PROCURADOR : PROCURADORIAGERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IRPJ E CSLL. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECLARAÇÃO PARCIAL DE DÉBITO TRIBUTÁRIO ACOMPANHADO DO PAGAMENTO INTEGRAL. POSTERIOR RETIFICAÇÃO DA DIFERENÇA A MAIOR COM A RESPECTIVA QUITAÇÃO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. EXCLUSÃO DA MULTA MORATÓRIA. CABIMENTO. Fl. 322DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 08/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 03/09/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO 8 1. A denúncia espontânea resta configurada na hipótese em que o contribuinte, após efetuar a declaração parcial do débito tributário (sujeito a lançamento por homologação) acompanhado do respectivo pagamento integral, retificaa (antes de qualquer procedimento da Administração Tributária), noticiando a existência de diferença a maior, cuja quitação se dá concomitantemente. 2. Deveras, a denúncia espontânea não resta caracterizada, com a conseqüente exclusão da multa moratória, nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação declarados pelo contribuinte e recolhidos fora do prazo de vencimento, à vista ou parceladamente, ainda que anteriormente a qualquer procedimento do Fisco (Súmula 360/STJ) (Precedentes da Primeira Seção submetidos ao rito do artigo 543C, do CPC: REsp 886.462/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.10.2008, DJe 28.10.2008; e REsp 962.379/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.10.2008, Dje 28.10.2008). 3. É que ‘a declaração do contribuinte elide a necessidade a constituição formal do crédito, podendo este ser imediatamente inscrito em dívida ativa, tornandose exigível, independentemente de qualquer procedimento administrativo ou de notificação ao contribuinte" (Resp 850.423/SP, Rel. Ministro Castro Meira, Primeira Seção, julgado em 28.11.2007, DJ 07.02.2008). 4. Destarte, quando o contribuinte procede à retificação do valor declarado a menor (integralmente recolhido), elide a necessidade de o Fisco constituir o crédito tributário atinente à parte não declarada (e quitada à época da retificação), razão pela qual aplicável o benefício previsto no artigo 138, do CTN. 5. In casu, consoante consta da decisão que admitiu o recurso especial na origem (fls. 127/138): "No caso dos autos, a impetrante em 1996 apurou diferenças de recolhimento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro, anobase 1995 e prontamente recolheu esse montante devido, sendo que agora, pretende ver reconhecida a denúncia espontânea em razão do recolhimento do tributo em atraso, antes da ocorrência de qualquer procedimento fiscalizatório. Assim, não houve a declaração prévia e pagamento em atraso, mas uma verdadeira confissão de dívida e pagamento integral, de forma que resta configurada a denúncia espontânea, nos termos do disposto no artigo 138, do Código Tributário Nacional.’ 6. Conseqüentemente, merece reforma o acórdão regional, tendo em vista a configuração da denúncia espontânea na hipótese sub examine . 7. Outrossim, forçoso consignar que a sanção premial contida no instituto da denúncia espontânea exclui as penalidades pecuniárias, ou seja, as multas de caráter eminentemente punitivo, nas quais se incluem as multas moratórias, decorrentes da impontualidade do contribuinte. Fl. 323DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 08/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 03/09/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 10380.013109/200637 Acórdão n.º 2201002.226 S2C2T1 Fl. 320 9 8. Recurso especial provido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. Pelo exposto acima resta caracterizada a denúncia espontânea, que exclui a incidência da multa de mora, nos casos em que houve o recolhimento com atraso de tributos que ainda não haviam sido declarados à Receita Federal do Brasil, como ocorre nos casos em que o pagamento extemporâneo de tributos declarados em DCTF, entregue após o citado pagamento. Diante da abordagem definitiva da matéria pelo STJ, foi editada a Nota Técnica nº 1, da CoordenaçãoGeral de Tributação da Receita Federal do Brasil, com o objetivo de orientar as unidades daquele órgão a interpretar as consequências decorrentes dos Atos Declaratórios PGFN nº 4/2011 e 8/2011, sendo que este último autorizou a dispensa de apresentação de contestação, de interposição de recursos e a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante, nos casos alcançados pela decisão proferida no Resp 1.149.022. A aludida Nota esclarece que, nos casos em que o contribuinte não apresenta DCTF, mas paga o débito, ou quando o pagamento do débito é feito concomitantemente com a entrega da DCTF, resta configurada a denúncia espontânea.” Verificando a relação de DCTF entregues relativas aos períodos de apuração lançados (fls. 140) e as DCTF originais anexadas referentes ao primeiro, segundo e quarto trimestres de 2001 (fls. 141 a 198), constatase que todos os tributos, para os quais houve lançamento de multa de mora por atraso no pagamento, haviam sido declarados nas DCTF originais. E estas foram entregues após o recolhimento em atraso de tais tributos e antes do início do procedimento de ofício. Dessa forma, antes desses recolhimentos a Receita Federal do Brasil ainda não tinha conhecimento da ocorrência dos fatos geradores que geraram os tributos, ou seja, não possuía informação acerca da existência dos débitos. Se o pagamento dos débitos concomitantemente com a entrega da DCTF configura a denúncia espontânea, como esclarece a Nota Técnica nº 1, da CoordenaçãoGeral de Tributação da Receita Federal do Brasil, não restam dúvidas de que, quando o pagamento é feito anteriormente à entrega daquela Declaração, encontrase caracterizada a ocorrência daquele instituto, haja vista que nessa hipótese não há sequer a informação da existência do débito por meio da DCTF. Diante do exposto, voto por REJEITAR as preliminares suscitadas e, no mérito, por DAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Fl. 324DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 08/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 03/09/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO 10 Fl. 325DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 08/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 03/09/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO
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Numero do processo: 10830.912999/2009-69
Data da sessão: Tue Sep 16 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Nov 18 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/05/2002 a 31/05/2002
BASE DE CÁLCULO. INDÉBITO. DCTF. RESULTADO DILIGÊNCIA.
Apurado em diligência fiscal que o indébito utilizado em procedimento de compensação decorre da apuração de valor a menor do que o pago em razão da exclusão da base de cálculo de receitas diferente do faturamento, isto é, venda de mercadorias e prestação de serviços, impõe em reconhecer o direito de o contribuinte reaver o que pagou a mais do que o devido e compensar até o limite do crédito apurado. A apresentação de DCTF retificadora não é causa determinante ao exame do pleito de ressarcimento.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 3403-003.239
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir das bases de cálculo da contribuição as seguintes rubricas: Receitas de Aplicação Financeiras 3.23.08; Créditos de Operações Diversas - 3.23.06; Variação Monetária Ativa - 3.23.05; Desconto Obtido 3.23.02; Juros Recebidos 3.23.01; Recuperação de Despesas - 3.15.02; Receitas Diversas Operacionais 3.15.01, homologando-se o resultado da diligência.
Antonio Carlos Atulim - Presidente.
Domingos de Sá Filho - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Paulo Roberto Stocco Portes, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz.
Nome do relator: DOMINGOS DE SA FILHO
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/05/2002 a 31/05/2002 BASE DE CÁLCULO. INDÉBITO. DCTF. RESULTADO DILIGÊNCIA. Apurado em diligência fiscal que o indébito utilizado em procedimento de compensação decorre da apuração de valor a menor do que o pago em razão da exclusão da base de cálculo de receitas diferente do faturamento, isto é, venda de mercadorias e prestação de serviços, impõe em reconhecer o direito de o contribuinte reaver o que pagou a mais do que o devido e compensar até o limite do crédito apurado. A apresentação de DCTF retificadora não é causa determinante ao exame do pleito de ressarcimento. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/05/2002 a 31/05/2002 BASE DE CÁLCULO. INDÉBITO. DCTF. RESULTADO DILIGÊNCIA. Apurado em diligência fiscal que o indébito utilizado em procedimento de compensação decorre da apuração de valor a menor do que o pago em razão da exclusão da base de cálculo de receitas diferente do faturamento, isto é, venda de mercadorias e prestação de serviços, impõe em reconhecer o direito de o contribuinte reaver o que pagou a mais do que o devido e compensar até o limite do crédito apurado. A apresentação de DCTF retificadora não é causa determinante ao exame do pleito de ressarcimento. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir das bases de cálculo da contribuição as seguintes rubricas: Receitas de Aplicação Financeiras – 3.23.08; Créditos de Operações Diversas 3.23.06; Variação Monetária Ativa 3.23.05; Desconto Obtido – 3.23.02; Juros Recebidos – 3.23.01; Recuperação de Despesas 3.15.02; Receitas Diversas Operacionais – 3.15.01, homologandose o resultado da diligência. Antonio Carlos Atulim Presidente. Domingos de Sá Filho Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 91 29 99 /2 00 9- 69 Fl. 272DF CARF MF Impresso em 18/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 14/11/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 01/11/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO 2 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Paulo Roberto Stocco Portes, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz. Relatório Cuidam os presentes autos de discussão relacionada com compensação de crédito próprio oriundo de pagamento a maior ou indevido com débito do contribuinte não homologado relativamente ao período de apuração de 01/05/2002 a 31/05/2002, referente à contribuição para a COFINS. A razão da não homologação, segundo infere dos autos, decorre da inexistência de saldo credor disponível informado em DCTF por ter sido integralmente utilizados para quitação de débitos confessados. Tomando conhecimento da negativa por meio do Despacho Decisório, apresentou Manifestação de Inconformidade, sustentando ausência da apresentação de DCTF retificadora, fazendoa imediatamente a ciência da decisão. Conhecida a manifestação, restou improcedente ao argumento de ser necessária, além da retificação da DCTF, a demonstração do real motivo que levou o contribuinte a proceder à modificação para menos do débito declarado, afirmando, ainda, que poderia ter sido justificado por meio de documentos contábeis, DIPJ e DACON. Irresignada com o resultado do julgamento em primeira instância apresenta Recurso Voluntário, sustentando a tese de que o pagamento a maior adveio da inclusão de receitas à base de cálculo não sujeitas à incidência das Contribuições para o PIS e a COFINS ao ensejo de que encontra submetida ao regime cumulativo de que trata a Lei nº 9.718/98. Cuidou, nessa fase processual, acostar planilhas destacando as receitas que compõe o grupo de “Outras Receitas” incluído à base de cálculo indevidamente, bem como, cópias de peças contábeis. Argumenta também que o fato de não apresentar DCTF retificadora se traduz em mero erro, passível de correção. Esse caderno processual retorna a esse Colegiado em razão do Acórdão proferido em 07 de julho de 2011, que converteu o julgamento em diligência para que fosse apurado: 1) o verdadeiro faturamento da empresa informado em DIPJ e em outras declarações obrigatórias; 2) se a recorrente estava submetida ao regime cumulativo; 3) que fosse detalhado as receitas que compõe o grupo “Outras Receitas”, informando se as mesmas estavam sujeitas ou não à incidência da contribuição. O resultado da diligência fiscal encontra assim: “INFORMAÇÃO FISCAL PROCESSO N: 10.830.912.991/200901 COMPETÊNCIA: 06/2002 TRIBUTO: PIS/PASEP Contribuinte Nome / Nome Empresarial CPF / CNPJ COIM BRASIL LTDA 65.426.538/000108 Logradouro Número Complemento R. ANGELO BEVILÁQUA, 527 Bairro Cidade / UF CEP DISTRITO INDUSTRIAL Fl. 273DF CARF MF Impresso em 18/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 14/11/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 01/11/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10830.912999/200969 Acórdão n.º 3403003.239 S3C4T3 Fl. 9 3 VINHEDO /SP 13.280000 Conforme Despacho de Diligência, contido neste processo, a 3ª Turma Ordinária da 4ª Câmara resolveu converter o Julgamento em Diligência, para: 1) que seja averiguado por meio da contabilidade, da DIPJ e outras declarações obrigatórias o verdadeiro faturamento da empresa; 2) verificar se a empresa está realmente sujeita ao regime cumulativo; 3) detalhar as receitas que compõem o grupo “outras receitas”, informando se estão ou não sujeitas à incidência da contribuição. Resposta ao item 1; 1.1 Através da contabilidade e documentos correlatos apuramos o valor de R$ 12.789.595,54 referente ao Faturamento da Empresa, e o valor de R$ 10.252.630,47 referente a Base de Cálculo da contribuição. 1.2 – Conforme solicitado, estamos anexando os Demonstrativos do total Faturamento e da Base de Cálculo original, para o PIS/PASEP e COFINS, declarado pelo contribuinte em suas Fichas 19 A (cálculo da contribuição para o PIS/PASEP) e 20 A (cálculo da contribuição para a COFINS), integrantes da Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Juridica DIPJ. ( = R$ 10.252.630,47) 1.3 Estamos também anexando uma planilha “MEMÓRIA DE CÁLCULO” de origem contábil, onde contém todo o Faturamento da empresa e demonstra: A Base de Cálculo PIS/COFINS reconhecida hoje pela empresa: B Base de Cálculo Outras Receitas e Receitas Financeiras (origem do pedido de ressarcimento); C Base de Cálculo original, que é a soma de A + B ( = R$ 10.252.630,47); Resposta ao item 2; 2.1 – A sistemática da Cumulatividade foi alterada com o advento da Medida Provisória n. 66, de 29/08/2002, convertida posteriormente na Lei n. 10.637 de 30/12/2002, que introduziu a sistemática NÃO CUMULATIVA do PIS/PASEP. A NÃO CUMULATIVIDADE da COFINS veio em seguida, por meio da Medida Provisória n. 135, de 30/12/2003, convertida em Lei n. 10.833 de 29/12/2003. Então, a partir de 01/12/2002, em relação ao PIS/PASEP, e 01/02/2004, em relação à COFINS, passamos a conviver com os dois regimes de apuração das contribuições, o CUMULATIVO e o NÃO CUMULATIVO. Portanto neste processo, nesta contribuição aqui tratada, relativamente a este Fl. 274DF CARF MF Impresso em 18/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 14/11/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 01/11/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO 4 mês de competência, a sistemática utilizada ainda é a CUMULATIVA. Resposta ao item 3; 3.1 – Antes da Lei n. 9.718/1998, a Base de Cálculo do PIS/PASEP e da COFINS era sobre o Faturamento da Pessoa Jurídica, porém com a edição da Lei n. 9.718/1998, a Base de Cálculo passou a ser a RECEITA BRUTA da Pessoa Jurídica, ocorrendo o denominado ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO. Com a edição da Lei n. 11.941/2009 de 28/05/2009 em seu inc. XII do art. 79, foi revogado o dispositivo da abrangência da Base de Cálculo, reconhecido como inconstitucional. Assim, depois disto, somente as receitas decorrentes do objeto social da Pessoa Jurídica são Bases de Cálculos para o PIS e COFINS, ficando de fora as demais Receitas, como por exemplo as Receitas Financeiras e de Aluguéis de Imóveis. 3.2 Entendemos então, que até a edição da Lei n. 11.941/2009 de 28/05/2009, todas as Receitas do grupo Outras Receitas, bem como as Receitas Financeiras, tinham a incidência tributária e integravam a Base de Cálculo tanto do PIS/PASEP, quanto da COFINS. O detalhamento das Receitas que compõe o Grupo de contas 3.15.00 Outras Receitas/Despesas Operacionais e 3.23.00 Receitas Financeiras, encontramse abaixo discriminados: 3.15.01 Receitas Diversas Operacionais Nesta conta foram lançados créditos de R$ 24.008,35 em 2001, R$ 31.429,81 em 2002 e 53.977,25 em 2003, distribuídos em diversos valores lançados ao longo de cada mês. Se referem a descontos concedidos por fornecedores ou juros pagos por clientes, que acabaram por serem registradas nestas contas. Foram oferecidos à tributação, e estão incluídos nos pedidos de restituição apresentados pela Empresa. 3.15.02 Recuperação de Despesas Lançamento de devolução de prêmio de seguro cobrado a maior. Lançamento de valor recebido de sinistro causado por dano elétrico. Foram oferecidos à tributação e estão incluídos nos pedidos de restituição apresentados pela Empresa. 3.15.03 Amortização de Ágio/Deságio de Investimento Não foram oferecidos à tributação do PIS/COFINS, pois esta conta contábil é de natureza devedora, e nela foram registrados a débito valores referentes ao ágio apurado na aquisição da empresa, em 60 (sessenta meses). 3.15.05 – Recuperação de Custo Realizado Não foram oferecidos à tributação do PIS/COFINS (pois a contribuinte entende que não se enquadram no conceito de faturamento e da Base de Cálculo). Os valores referentes aos meses de outubro e dezembro de 2002 foram tributados, e estão incluídos nos pedidos de restituição apresentados pela Empresa. 3.15.06 Honorários Advocatícios Não foram oferecidos à tributação do PIS/COFINS, pois esta conta contábil é de natureza Fl. 275DF CARF MF Impresso em 18/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 14/11/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 01/11/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10830.912999/200969 Acórdão n.º 3403003.239 S3C4T3 Fl. 10 5 devedora, e nela foram registrados a débito valores referentes pagamento de serviços prestados honorários de advogados. 3.15.07 – Despesas com Indenizações a Terceiros Não foram oferecidos à tributação do PIS/COFINS, pois não se enquadram no conceito de faturamento. Os valores referentes ao mês de julho de 2002 referese despesa com serviços prestados a empresas Owaco. 3.15.08 Amortização de Ágio Novacote Não foram oferecidos à tributação do PIS/COFINS, pois esta conta contábil é de natureza devedora, e nela foram registrados a débito valores referentes ao ágioNovacote apurado na aquisição da empresa, em 60 (sessenta meses). 3.23.00 Receitas Financeiras 3.23.01 Juros Recebidos Lançamentos de juros recebidos através de duplicatas vencidas de Clientes. Foram oferecidos à tributação, e estão incluídos nos pedidos de restituição apresentados pela Empresa. 3.23.02 – Descontos Obtidos Lançamentos de descontos obtidos através de pagamento de Fornecedores. Foram oferecidos à tributação, e estão incluídos nos pedidos de restituição apresentados pela Empresa. 3.23.04 Variação Monetária Ativa Lançamentos de atualização de créditos de IRPJ e CSLL a recuperar, pela taxa Selic. Foram oferecidos à tributação, e estão incluídos nos pedidos de restituição apresentados pela Empresa. 3.23.05 – Créditos de operações diversas Lançamento de estorno de recebimento indevido no mês de fevereiro de 2001, referente ao cliente “Maxdel” (houve movimento desta conta somente em Agosto de 2001). Foram oferecidos à tributação, e estão incluídos nos pedidos de restituição apresentados pela Empresa. 3.23.06 – Variação Cambial Ativa Lançamentos de Variação Cambial Ativa de Clientes ou Fornecedores mediante a Taxa Cambial utilizada no mês de referência. Foram oferecidos à tributação, e estão incluídos nos pedidos de restituição apresentados pela Empresa. 3.23.08 – Receitas de Aplicação Financeiras Lançamento de Receitas obtidas em função das aplicações financeiras bancária mensal, conforme data da aplicação. Foram oferecidos à tributação, e estão incluídos nos pedidos de restituição apresentados pela Empresa. Diante do acima exposto, encaminhese o presente processo à 3 a.Turma da 4 a. Câmara do CARF. Campinas, em 07 de agosto de 2012. AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil Nome Matrícula Assinatura RADAMÉS ASSAD JÚNIOR 877.852 “. É o relatório. Fl. 276DF CARF MF Impresso em 18/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 14/11/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 01/11/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO 6 Voto Conselheiro Domingos de Sá Filho, Relator. Cuida de recurso tempestivo e atende os demais pressupostos de admissibilidade, motivo pelo qual deve ser conhecido. A discussão travada entre o Fisco e o Contribuinte é da inexistência do indébito apontado oriundo de pagamento a maior decorrente da inclusão à base de cálculo de receitas não provenientes do faturamento da empresa. A negativa da Administração Tributária se prende ao episódio da ausência de apresentação de DCTF retificadora antes do Despacho Decisório que negou o pleito. Em sede recursal entendeu o Colegiado em transformar o julgamento em diligência para verificação de três pontos, o que restou a meu sentir esclarecido pelo Agente Fiscal como se infere da transcrição consignada no relatório. Há entendimento de que cabe ao Interessado comprovar no primeiro momento em que consubstancia o direito buscado, em sede administrativa, também existe aqueles cujos juízos são de que esse tempo de comprovação é mais largado, tudo isso em homenagem ao princípio da verdade. É o que ocorreu neste caderno. O rigor em obediência ao rito penso que é necessário em razão da importância do instituto processual, no entanto, cabe ao Julgador Administrativo, em certas oportunidades temperálo, é o caso tratado nesse processado. Vejo que a diligência foi de grande valia e luminosa ao julgamento, tomando como fonte a informação fiscal que, definitivamente esclareceu que há inclusão à base de cálculo de receitas não oriundas do faturamento. Sendo um ponto relevante ao deslinde da querela, portanto, não há como deixar de enxergar o direito subjetivo do contribuinte em estar nessa sede debatendo para ver reconhecido o seu pleito. Nesse sentido a diligência fiscal dissecou as contas: 3.15.00 “Outras Receitas/Despesas Operacionais” e 3.23.00 “Receitas Financeiras” “... todas as Receitas do grupo Outras Receitas, bem como as Receitas Financeiras, tinham a incidência tributária e integravam a Base de Cálculo tanto do PIS/PASEP, quanto da COFINS. O detalhamento das Receitas que compõe o Grupo de contas 3.15.00 Outras Receitas/Despesas Operacionais e 3.23.00 Receitas Financeiras, encontramse abaixo discriminados: Com a segurança traduzida pelas informações colhidas em diligência, a toda evidência, que a contribuinte fez incluir à base de cálculo receitas não sujeita a exação da contribuição exigida. Corrobora ainda com afirmação de que no período de apuração do indébito a recorrente encontrava submetida ao regime cumulativo das contribuições destinadas para o PIS e a COFINS, fato esse suficiente o bastante para aplicar a regra traçada pela Lei nº 9.718/98. Assim, demonstra que as receitas contabilizadas nas contas: 3.23.01 – Juros Recebidos; 3.23.02 Descontos Obtidos; 3.23.04 Variação Monetária Ativa; 3.23.05 – Créditos de operações diversas; 3.23.06 – Taxa Cambial e 3.23.08 – Receitas de Aplicação Fl. 277DF CARF MF Impresso em 18/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 14/11/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 01/11/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10830.912999/200969 Acórdão n.º 3403003.239 S3C4T3 Fl. 11 7 Financeiras, as formam a base de cálculo, e, sendo assim, apuração da contribuição é maior do que o valor correto a ser apurado incidente sobre o faturamento. Infere da leitura das explicações elaboradas durante a diligência aqui anotadas que tratam de receitas não sujeitas à incidência de contribuição: 3.23.00 Receitas Financeiras 3.23.01 Juros Recebidos Lançamentos de juros recebidos através de duplicatas vencidas de Clientes. Foram oferecidos à tributação, e estão incluídos nos pedidos de restituição apresentados pela Empresa. 3.23.02 – Descontos Obtidos Lançamentos de descontos obtidos através de pagamento de Fornecedores. Foram oferecidos à tributação, e estão incluídos nos pedidos de restituição apresentados pela Empresa. 3.23.04 Variação Monetária Ativa Lançamentos de atualização de créditos de IRPJ e CSLL a recuperar, pela taxa Selic. Foram oferecidos à tributação, e estão incluídos nos pedidos de restituição apresentados pela Empresa. 3.23.05 – Créditos de operações diversas Lançamento de estorno de recebimento indevido no mês de fevereiro de 2001, referente ao cliente “Maxdel” (houve movimento desta conta somente em Agosto de 2001). Foram oferecidos à tributação, e estão incluídos nos pedidos de restituição apresentados pela Empresa. 3.23.06 –mediante a Taxa Cambial utilizada no mês de referência. Foram oferecidos à tributação, e estão incluídos nos Variação Cambial Ativa Lançamentos de Variação Cambial Ativa de Clientes ou Fornecedores pedidos de restituição apresentados pela Empresa. 3.23.08 – Receitas de Aplicação Financeiras Lançamento de Receitas obtidas em função das aplicações financeiras bancária mensal, conforme data da aplicação. Foram oferecidos à tributação, e estão incluídos nos pedidos de restituição apresentados pela Empresa”. Assim, em que pese o comentário de que toda e qualquer receita até ao advento da Lei nº 11.941/2009, mesmo sabedor da declaração de inconstitucionalidade do parágrafo 1º do art. 3º da Lei nº 9.818/98 pelo STF, estava sujeita à incidência da contribuição é interpretação subjetiva do Auditor Fiscal. Estando submetida ao regime cumulativo das contribuições, como é de toda sabença, o faturamento é receita proveniente da venda de mercadorias, prestação de serviços, ou venda de mercadorias e prestação de serviços como restou declarado pela mais alta corte do judiciário. Em sendo assim, o entendimento de alcance extendido a todo e qualquer receita há muito restou decididamente sepultada, e, não há como acolher tal entendimento trazido em diligência quanto à eficácia do inciso 1ºm do art. 3º da Lei nº 9.818/98 até ao acontecimento da Lei nº 11.941/2009, não encontra respaldo na doutrina e tampouco na jurisprudência forense, assim como, administrativa. Fl. 278DF CARF MF Impresso em 18/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 14/11/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 01/11/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO 8 Por força do Regimento Interno, as decisões relativas à declaração de inconstitucionalidade pelo STJ e do STF deve ser aplicadas de pronto ao procedimento administrativo. Confirmado a inclusão à base de cálculo, além do faturamento, de outras receitas que em decorrência da declaração de inconstitucionalidade do parágrafo 1º do art. 3º da Lei nº 9.818/98 deixou de ser consideradas para efeitos de incidência da contribuição para o PIS e a COFINS. Assim, milita em favor da contribuinte o direito de reaver da Fazenda Pública o que pagou a maior, dúvida não há mais quanto à inclusão de receitas diferentes do faturamento à base de cálculo. Há entendimento dessa Turma que a retificação de DCTF não é determinante no reconhecimento do direito de pedir indébito, em sendo assim, mantenho fiel a esse posicionamento. Certo do direito exercido, entendendo administração de que o valor demonstrado em planilha juntada com o resultado da diligência está correto, afiançado pelo Auditor Fiscal encarregado do trabalho, deve ser reconhecido. Consta da informação fiscal que os valores contabilizados nas contas contábeis aqui descritos foram incluídos à base de cálculo: Receitas Diversas Operacionais – 3.15.01; Recuperação de Despesas 3.15.02 Receitas Financeiras: Receitas de Aplicação Financeiras – 3.23.08 Créditos de Operações Diversas 3.23.06 Variação Monetária Ativa 3.23.05 Desconto Obtido – 3.23.02 Juros Recebidos – 3.23.01 Recuperação de Despesas 3.15.02 Receitas Diversas Operacionais – 3.15.01 Diante do exposto, conheço do recurso e dou provimento parcial para afastar da base de cálculo as receitas: Receitas Diversas Operacionais – 3.15.01; Recuperação de Despesas 3.15.02; Receitas Financeiras: Receitas de Aplicação Financeiras – 3.23.08; Créditos de Operações Diversas 3.23.06; Variação Monetária Ativa 3.23.05; Desconto Obtido – 3.23.02; Juros Recebidos – 3.23.01; Recuperação de Despesas 3.15.02; Receitas Diversas Operacionais – 3.15.01. Homologandose o resultado da diligência, o resultado é parcial decorrente do quanto solicitado que deve ser verificado pela autoridade fiscal quanto ao indébito e a compensação efetivada. É como voto. Domingos de Sá Filho Fl. 279DF CARF MF Impresso em 18/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 14/11/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 01/11/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10830.912999/200969 Acórdão n.º 3403003.239 S3C4T3 Fl. 12 9 Fl. 280DF CARF MF Impresso em 18/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 14/11/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 01/11/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO
score : 1.0
Numero do processo: 10820.000149/90-09
Data da sessão: Wed Apr 29 00:00:00 UTC 1992
Ementa: IRPJ - PERIODO-BASE DE 1984
HOMOLOGAÇÃO DE LANÇAMENTO - Com o adven
to do DL. n2 1.967/82, o direito de
Fazenda Pública iniciar a revisão do
lançamento extingue-se no prazo de 5
(cinco) anos contados da data da ocorrência
do fato gerador, salvo se compro
vada a ocorrência de dolo, fraude ou si
mulação.
Numero da decisão: 103-12.195
Decisão: ACORDAM Os Membros da Terceira Câmara do Primeiro
Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em acolher a preliminar de decadência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Paulo Affonseca de Barros Faria Júnior (Relator), Ilcenil Franco, Cândido Rodrigues Neuber, designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Luiz Henrique Barros de Arruda.
Nome do relator: Luiz Henrique Barros de Arruda
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Recorrida: DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM ARAÇATUBA (SP). IRPJ - PERIODO-BASE DE 1984 HOMOLOGAÇÃO DE LANÇAMENTO - Com o adven to do DL. n2 1.967/82, o direito de Fazenda Pública iniciar a revisão do lançamento extingue-se no prazo de 5 (cinco) anos contados da data da ocor- rência do fato gerador, salvo se compro vada a ocorrência de dolo, fraude ou si mulação. • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por DESTILARIA GENERALCO S/A.: ACORDAM Os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em acolher a pre- liminar de decadência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Paulo Affon- seca de Barros Faria Júnior (Relator), Ilcenil Franco, Cândido Ro- --- drigues Neuber, designado para redigir o voto vencedor o Conselhei ro Luiz Henrique Barros de Arruda. Sala das Sessões (DF), em 29 de abril de 1992. 400.5S-;?~ C . , 000r7i ROPR Er. BER - PRESIDENTE • " e-- ..12 11 DE ARRUDA - RELATOR-DESIGNADO u7t\ ia T OL D • ! -AGA - PROCURADOR DA FA- \ISTO EM ZENDA NACIONAL ‘SÃO DE: 17 DEZ 1992 V.v. • /D- SECOS NE 044/90 • • i\ c Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: VICTOR LUÍS DE SALLES FREIRE, MARIA DE FÁTIMA PESSOA DE MELLO CARTAXO, SONIA NACINOVIC e DICLER DE ASSUNÇÃO. -n • \, . 2 • 44,4k, SERVIÇO PUBLICO FEDERAL e PROCESSO Nt 10820/000.149/90-09 2. RECURSONS : 99.423 ACORDÃONS : 103-12.195 RECORRENTE: DESTILARIA GENERALCO S/A. RELATÓRIO Em relação ao exercício de 1985, período-base 01.06.83 a 31.05.84, foi lavrado AI em 15.02.90 impondo crédito tributário de 33.449,49 BTNF, correspondendo 15.928,33 ao IRPJ, 7.964,16 à multa e 9.557,00 a juros de mora. Os fatos imputados consistem em: A) glosa de custos apropriados a título de ICM incidente sobre estoque de álcool carbu rante (lançados no Diário n9 3 em 31.05.84), pois, segundo o RICM (Decreto n9 17.727/81) em seu artigo 199, o lançamento do ICM nas saídas de cana de açúcar em caule de produção paulista, para o - território do Estado, fica diferido para o momento em que ocorrer r. a saída dos produtos resultantes de sua moagem e industrializa- ção, em base nos índices oficiais de preço determinado pelo IAA, sendo o seu valor apurado no momento do faturamento do álcool e, ' conforme o § 39 do Art. 200 do RICM, esse tributo diferido deve ser escriturado no livro Registro de Apuração do ICM no mês em que ocorrer a saída física do produto final, e B) constatação depas sivo fictício que caracterizou omissão de receitas,pela manuten cão no balanço de importância, na Conta Credores Diversos - Olím- pio Sirotto, relativa à aquisição de imóvel rural em 25.05.84 em operação realizada à vista, conforme consta de escrituração pú- blica de venda e compra definitiva (fls. 11 e 12). DANEFP/Dt - SECOU N e 065/ 110 • . SERVICO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10820/000.149/90-09 3. Acórdão n9 103-12.195 A fundamentação legal é, para o IRPJ, os artigos 157, § 19, 180, 225 e 387, I e II do RIR e, para a multa, o art. 728, II, do RIR. Após prorrogação de prazo, é apresentada impugnação tempestiva na qual é argüido, em preliminar, que antes da Lei n9 7.450/85, o fato gerador do IR se reputava verificado no momento do encerramento do balanço anual, ocorrido em qualquer data do ano civil antecedente ao exercício financeiro. O fato gerador,nesse ca so, findou-se em 31.05.84 e o prazo decorrencial de 5 anos, co- meçou a correr em 19.06.84 e findou em 31.05.89, citando deci- são do TFR em apoio a sua tese. Acrescenta, também, que o § 29 do artigo 79 do Decre- to n9 70.235/72 estabelece o prazo de 60 dias, prorrogável por igual período, para a fiscalização concluir os trabalhos. Como a mesma iniciou-se em 11.07.89 (fls. 5) deveria ter-se concluído até 11.11.89 e não 15.02.90. Pj-) Quanto ao mérito, diz a autuada que na forma da Lei n9 440/74, art. 11, VI, B, com a redação dada pela Lei n9 2.252/79, é sujeito passivo por substituição para o recolhimento do ICM quan do adquirida matéria prima para fabricação de álcool. Essa cana de açúcar ao ser adquirida nas lavouras, tem o seu preço formado pe- lo IAA, conforme demonstrado a fls. 28. Nesse caso, embora o fato gerador ocorra quando o produtor vende para a destilaria, a legis lação adia a exigência do tributo, criando o diferimento do impos to, que se interrompe quando da saída do álcool. - Ao adquirir essa matéria prima, apropriou-se do ICM como custo, tendo em vista o regime de competência aceito pela le gislação tributária e os princípios contábeis, conforme item IX, do artigo 67 do DL n9 1.598/77, nos termos da Lei n9 6.404/76 em seu artigo 177 e artigos 155 e 187, § 19, do RIR. Impninsa Nadam' n F IRV1C0 FUMO FEDERAL PROCESSO N9 10820/000.149/90-09 4. Acórdão n9 103-12.195 Quanto ao imóvel rural, ele não pode ser tido como passivo fictício pois, embora na escritura figure pagamento ã vis ta, esta cláusula foi inserida para poder oferecer tal proprieda- de como garantia ao Banco do Brasil, que só a aceitaria se estives se quitada. Esse bem não foi pago à vista e sim, no prazo de 60 dias, conforme cópia de Nota Promissória a fls. 29, através de cite que com cópia juntada a fls. 30. A informação fiscal (fls. 32 e 33) propôe a manuten ção do feito e ressalta que a Declaração de Rendimentos foi en- tregue em 28.02.85 (fls. 15) e o AI lavrado em 15.02.90,dentro do prazo de 5 anos citando Acórdão desta Câmara (103-6.823/85) em seu apoio. A decisão de l9 instância (fls. 34 a 39), quanto à decadência, cita o artigo 173 do CTN e o artigo 711 e seu § 29 do RIR, endossando a tese da informação fiscal, aduzindo que as re- gras formais do Decreto n9 70.235/72 "não são causas para o insti tuto da decadência". Com relação ao mérito, diz não restar dúvidas de que, pelo RICM, ficar esse imposto diferido para o momento da salda física dos produtos resultantes da moagem e da industrialização. Não incide, pois, o ICH sobre o estoque de álcool e é indevida a sua contabilização como custo dos produtos em estoque. A apropria- ção de custos ou despesas cuja competência é de exercício futuro,• • provoca redução no lucro líquido e, por conseguinte, no imposto api rável. No tocante ao passivo fictício, afirma que as razó; trazidas baseiam-se unicamente na isenção de criusaa não verdad ra no instrumento público, argumento esse não acolhivel, do o artigo 105 do Código Civil pelo qual a Fazenda Pública, en SERVICO MILICO FEDERAL PROCESSO N9 10820/000.149/90-09 5. Acórdão n9 103-12.195 outros, poderá demandar a nulidade dos atos simulados. A escri- tura pública é documento datado de fé pública, fazendo prova ple na e "erga onunes" , devendo sobrepor a argüição da impugnante. E manteve o procedimento. No recurso tempestivo (fls. 42 a 49) que leio em Ses são, é mantida a alegação de decadência, citando outras decisões do Poder Judiciário e do Conselho de Contribuintes, aduzindo que o documento "Recibo de Entrega de Declaração e Notificação de Lan çamento" na verdade não configura lançamento, pois este é ativi dade privativa da autoridade fiscal (art. 142 do CTN) bem como do desrespeito ao artigo 79, § 29, do Decreto n9 70.235/72. Renova as argüições da impugnação. É o relatório. imprensa Nacional SERVICO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10820/000.149/90-09 6. Acórdão n9 103-12.195 V O T O VENCIDO Conselheiro PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JÚNIOR, Relator: Conheço do Recurso por tempestivo. Não acolho as preliminares argüidas. Com referencia ã decadância do direito de a Fazenda promover o lançamento neste Processo cabe toda razão ã Autoridade Instância ao entender que ela inocorreu, ao examinar o artigo 173 do CTN e o RIR. Esse último, em seu artigo 711, § 29, diz: "A facul- dade de proceder novo lançamento ou a lançamento suplementar, ã revisão do lançamento e ao exame nos livros e documentos de con tabilidade dos contribuintes, para os fins deste artigo, decai no prazo de 5 anos, contados da notificação do lançamento primitivo".E é conclusivo o inciso I desse artigo: "Art. 711 - O direito de proceder ao lançamento do imposto extingui-se após 5 anos, conta- dos: - do primeiro dia do exercício seguin te àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado.", acompanhando os dizeres do artigo 173 do CTN. Quanto ã alegação de perda do direito ao lançamento fiscal por infringéncia ao artigo 79, § 29, do Decreto n9 70.235772, ultrapassando o prazo nele estipulado, também não a endosso, por nada ter a ver com este procedimento. Esse parágrafo afirma que,se ultrapassado tal prazo e não continuado o procedimento fiscal,vol. ,~wmwonm SERVICO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10820/000.149190-09 7. Acórdão n9 103-12.195 ta a ter cabencia a espontaneidade do sujeito passivo,excluida por atos de início desse procedimento. No mérito, a glosa quanto aos valores de ICM apro- priados como custo dentro do período-base é procedente. A RECTE, nos termos do Regulamento do ICM é contri buinte substituto e o lançamento desse tributo, "in casu ", na Q. aquisição de cana de açúcar em caule de produtor da mesma, é di- ferido para quando o adquirente após moagem e industrialização promova a saída física do produto final, álcool. Portanto, esse valor somente se constituirá em custo a ser apropriado após a salda do álcool do estabelecimento,da des tilaria, quando ocorre a incidência do tributo. A sua contabilização como custo no período-base em exame implicou em redução indevida do lucro liquido e, consequen- temente, no IR apurável. Assim estatui o artigo 225 do RIR: "Os tributos são dedutiveis, como custo ou despe- sa operacional, no período-base de incidência em que ocorrer o fato gerador da obrigação tributária." A incidência do ICM na aquisição da matéria prima não ocorreu dado o diferimento estabelecido pela legislação estadual. Quanto à outra questão, a existência da escritura pú blica de compra e venda definitiva do imóvel rural é um indicio de omissão de receitas por existência de passivo fictício. Todavia, a RECTE apresenta cópia de documentos, No- ta Promissória dada em pagamento e cheque pelo qual efetuou o pagamento desse titulo de crédito. E a fiscalização nem a autori- Iff~uNacionM A SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10820/000.149/90-09 8. Acórdão n9 103-12.195 dade de H Instância infirmaram a validade desses elementos. Ape- nas é asseverado que tal escritura tem fé pública e que ocorreu" simulação contra o Banco do Brasil, ao qual tal propriedade foi da da em garantia. Também não se questionou, nos Autos, uma eventual irregularidade pelo pagamento de uma obrigação que, segundo se de- preende, seria inexistente. Face ao exposto, dou provimento parcial ao recurso pa ra excluir a imputação de omissão de receitas.pela existência de passivo fictício e mantenho a glosa por apropriação indevida de custos de ICM no período-base. A Repartição de origem deverá ade- quar os valores da exigência ao decidido neste Acórdão. Brasília (DF), em 29 de abril de 1992. ;;PAULO AFFONSECA DE B4 RO FARIA JÚNIOR - ~m ~mal SfintICO MUCO notRAt Processo n9 10820/000.149/90-09 Acórdão n9 103-12.195 YQW.YÇNCEPQR Relator designado LUIZ HENRIQUE BARROS DE ARRUDA Designado para proferir o voto vencedor e nada tendo a acrescentar ao relatório, que adoto na sua integridade, passo a expor as razões que motivaram minha dissidência, que diz respeito extinção do crédito tributário por decadência. Como visto, trata-se, no presente caso, de lançamento constituído de ofício em 15/02/90, relativo ao imposto sobre a renda devido no período-base encerrado em 31/05/84, cuja declaração de rendimentos foi entregue em 28/02/85 (f is. 15), indicando imposto a pagar. • De acordo com a peça básica, foi imposta a multa prevista no artigo 728, inciso II do RIR/80, o que implica, necessariamente em não atribuir à Recorrente prática de infração de maneira fraudulenta, dolosa ou simulada. A respeito de argüição de semelhante natureza, já tive a oportunidade de me pronunciar no voto proferido no acórdão n 103-11801, na qualidade de relator do processo, opinando pelo provimento do recurso, por vislumbrar na situação caso de homologação tácita. • unnonacomota Processo n9 10820/000.149/90-09 Acórdão n9 103-12.195 2 Naquela ocasião, assim me manifestei: - No que se refere a extinção do direito de constituir, em 19.02.90, crédito tributário referente ao perlodo- base de 1984, conquanto a Suplicante tenha, equivocadamente argüido efeitos decorrentes do prazo prescricional, entendo que, naquela data, já era defeso ao Fisco efetuar o lançamento de oficio. Isto porque, apesar de o formulário de Recibo de Entrega de Declaração e Notificação de Lançamento, aprovado anualmente pela Receita Federal, possuir tal denominação, desde o advento do Decreto-lei n21967/82, o imposto devido pelas pessoas jurídicas passou a submeter-se à modalidade de lançamento por homologação. Até a vigência daquele ato legal, a legislação tributária não fixava prazo para pagamento do tributo, ficando seu vencimento subordinado, de conformidade com o artigo 160 do CTN, à notificação do lançamento, a qual ocorria, via de regra, no momento da recepção da declaração de rendimentos pela repartição fazendária. Por essa razão, o artigo 676, inciso I do RIR/30 prevê ainda, 'como hipótese permissiva do lançamento de oficio, a falta de apresentação da declaração de rendimentos, e os lançamentos dessa natureza eram então efetuados sem acréscimos de juros moratórios, os quais somente começavam a fluir após 30 dias da intinia . . . • e. SOMO PUIXICO PEDEM Processo n9 10820/000.149/90-09 Acórdão n9 103-12.195 No mesmo diapasão, a correção monetária dos créditos tributários, instituída pela Lei n 2 4.357/64, não - alcançava os lançamentos de ofício, pois seu artigo 72 -. prescrevia: "Art. 7 2 - Os débitos fiscais decorrentes de não recolhimento na data devida ..., que não forem efetivamente liquidados no trimestre civil em que deveriam ter sicip pagos, terão seu valor atualizado monetariamente... ." (grifos nossos) Ora, como o crédito constituído de ofício tinha decorrido, exatamente, de falta de declaração, ou de matéria não declarada, e seu vencimento somente ocorria 30 dias após a notificação do lançamento (art. 160 do CTN), foi necessário estabelecer um vencimento por ficção para que a ausência de atualização monetária não beneficiasse o infrator, o que se deu através da Lei n9 4862/65, cujo artigo 15, @ 3 2, possuía a seguinte dicção: ".§ 3 2 - Quando se tratar de lançamento "dx officio" ou de cobrança suplementar, a correção monetária, observado o disposto neste artigo, será feita a partir de 1 2 de janeiro do ano seguinte ao exercício financeiro a que corresponder o tributo devido." Essa, aliás, a característica do lançamento por declaração, como definido nos artigos 147 e 148 do CTN, qual seja, a de o crédito tributário 3er cons“t "do • SUIVIÇO PUOUCO fEDERAL Processo n9 10820/000.149/90-09 Acórdão n9 103-12.195 4 com base na declaração de rendimentos do sujeito passivo, passando, então, a vencer-se. Além dos dispositivos citados, o RIR/80 reproduz ainda •.diversos outros que conduzem à mesma conclusão, como é o caso do g 1 2 do artigo 631, que se refere ao imposto devido em tape, da declaração de_ rendimentos, e os gg 22 e 4 2 do mesmo dispositivo, que somente permitem o pagamento em quotas, ou a sua antecipação, quando o imposto foi regularmente declarado e, por conseguinte, lançado. Com a edição do Decreto-lei n 2 1967/82, modificou-se tal situação, passando aquele diploma legal a fixar prazo para pagamento do imposto desvinculado da entrega da declaração de rendimentos e, portanto, do exame prévio dos fatos pela autoridade administrativa, dispondo ainda, seu artigo 16, da seguinte forma: • "Art. 16 - A falta ou insuficiência de recolhimento do imposto, duodécimo ou quota, gp.§. prazos fixados neste Decreto-lph_àpresentada ou não a declaração de rendjmentos, sujeitará o contribuinte à multa de mora de vinte por cento ou à multa de lançamento "ex officio", acrescida, em qualquer dos casos de juros de mora." (grifei) Tipificada está, pois, a espécie de lançamento por homologação, como definido no artigo 150 do crm, cuja essência consiste no dever do contribuinte de efetuar o pagamento, do tributo na data estipulada na 1 i, . , • SERVICO MOUCO rEOCIAL Processo n9 10820/000.149/90-09 Acórdão n9 103-12.195 5 independentemente do exame prévio da autoridade administrativa. Diga-se a propósito que os atos posteriores (Lei n2 7450/85, Decreto-lei n 2 2354/87, Decreto-lei n22426/88 e Lei n 2 779/89) em nada modificaram essa configuração ou afetaram o dispositivo transcrito, que permanece vigente. Vale dizer que, atualmente, o dever de apresentar declaração de rendimentos não interfere na natureza da modalidade de lançamento a que está subordinado o imposto, consistindo, tão somente, em obrigação acessória, prevista na legislação tributaria no interesse da arrecadação e da fiscalização (art. 113, § 2 Q do CTN), cujo descumprimento enseja imposição de penalidade própria, a exemplo do que ocorre com a DCTF (Declaração de Contribuições e Tributos Federais) em relação às obrigações nela declaradas, igualmente sujeitas a lançamento por homologação. Como corolário dessa premissa, não havendo a lei fixado prazo à homologação, esta se verifica, tacitamente, salvo comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, após 5 anos contados da ocorrência do fato gerador, quando então o crédito tributário considera-se definitivamente extinto. Descabido alegar que o previsto no artigo 29 da Lei n2 2862/56 (art. 711, 22 do RIR/80) configuraria prazo à homologação, não só porque, como deixa claro o próprio RIR/80. tal dispositivo refere-se a te mo . sumo rouco remiu,. Processo n9 10820/000.149/90-09 Acórdão n9 103-12.195 antecipado do efeito decadencial, como também porque o mesmo alude a notificação de lançamento primitivo, - circunstância não verificada no caso presente, em que a declaração de rendimentos em apreço foi apresentada - no Banco Bamerindus do Brasil S.A. (fls. 2). Diga -se a propósito que a expressão Notificação de Lançamento, aposta no Recibo de Entrega de Declaração, não pode possuir nenhum significado quando a entrega é feita em estabelecimento da rede bancária arrecadadora, pois, nos termos do artigo 7 2 e §§ do CTN, combinados com o artigo 142 do mesmo diploma legal, a competência para constituição do crédito tributário é prlyatívp da autoridade administrativa, suscetível de . delegação apenas a pessoa jurídica de direito público, podendo, no máximo, às pessoas jurídicas de direito privado, ser cometido o encargo ou a função de arrecadar tributos, recepcionar formulários, mas nunca lançar. Ante o exposto, não alegada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, paga alguma parcela do imposto, decorridos 5 anos do fato gerador relativo ao periodo- base de 1984, estava o crédito tributário correspondente extinto por homologação tácita, de acordo com o artigo 150, § 4 2 do CTN, não podendo a Fazenda Pública proceder à revisão dos atos praticados pela Recorrente, na forma do artigo 149, parágrafo único da mesma lei, pelo que, acolho a prelim . 1 r levantada." (grifei) ; . w. . MIMO PUBLICO rEDERIL Processo n9 10820/000.149/90-09 Acórdão n9 103-12.195 Como visto, distingue-se o presente caso daquele, simplesmente em face de o período-base da Recorrente não coincidir •com o ano calendário. Essa circunstância, no entanto, a meu ver, não acarrete conseqüências distintas, sendo de se considerar ocorrido o fato gerador em 31/12/84. Isso porque, embora pela leitura dos termos do artigo 116 CTN, possa se concluir que as circunstâncias materiais do fato tenham se dado na data do levantamento do balanço, o imposto de renda da pessoas jurídicas sujeitava-se a apuração por períodos certos de tempo, havendo o artigo do Decreto-lei n 2 1967/82 transferido a ocorrência do aspecto temporal da respectiva hipótese de incidência para o o último dia do ano calendário anterior ao do exercício financeiro da União a que correspondia o imposto, ao determinar: "Art. 2 - A base de cálculo do imposto, determinada segundo a legislação aplicável no início do exercício financeiro, ... ." (grifei) • . ; SeRVIÇO mouco rrouut Processo n9 10820/000.149/90-09 Acórdão n9 103-12.195 A esse respeito, cumpre observar que a dissociação dos aspectos material e temporal do imposto é plenamente autorizada pelo artigo 144, ffi 2 2, que assim dispõe: • "Art. 144. O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. § 2Q .O disposto neste artigo não se aplica aos impostos lançados por periodos certos de tempo, desde que a respectiva lei fixe expressamente a data em que o fato gerador se considera ocorrido." (grifei) Independentemente desse aspecto de ordem legal, de há muito a doutrina e a jurisprudência haviam formulado conceito idêntico, como ensina o eminente tributarista Noé Winkler (in Fato Gerador da Renda Imponivel das Pessoas Jurídicas. Modificações Conceituais da Lei n 2 7.450/85 - Resenha Tributária - SP - Imposto de Renda Estudos n 12 1 pag. 90/91): "Por ausência de expressa conceituação legal, o ponto em discussão situava-se em saber o momento dg ocorrência go fato gerador - se a data do encerramento do exercício social ou o inicio do exercício financeiro seguinte, em que o imposto fosse devido, ou seja, 1 2 de janeiro. Isto porque o CTN no seu artigo 144 é enfático ao prescrever que o lançam,ento reporta-se à data da ocorrência do f t „IP.OLnm • SE RVIÇO MOUCO MEM Processo n9 10820/000.149/90-09 Acórdão n9 103-12.195 9 gerador da obrigação, e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. Duas correntes doutrinárias de respeitáveis tributaristas defendiam teses opostas - fato gerador emergente na data do balanço (encerramento do exercício social), e fato gerador emergente em 1 2 de janeiro, início do exercício financeiro. O Supremo Tribunal Federal dirimiu a controvérsia através da Súmula 584 ao declarar que "ao imposto de renda calculado sobre os rendimentos do ano-base aplica-se a lei vigente no exercício financeiro em que deve ser apresentada a declaração”, entendimento esse aplicável às pessoas físicas e jurídicas." (grifos do original) Ante o exposto, e do mais que dos autos consta, meu voto é no • sentido de acolher a preliminar suscitada, dando-se provimento ao recurso, tendo em vista a extinção do direito de a Fazenda Pública constituir de ofício crédito tributário relativo ao período-base de 1984 a partir de 31/12/89. Brasília, 29 de abril de 1992. ,v - LU " HENR ;ftlE R'S ARRUDA Conselheiro designa.. para proferir o voto vencedpr Page 1 _0117800.PDF Page 1 _0117900.PDF Page 1 _0118100.PDF Page 1 _0118300.PDF Page 1 _0118500.PDF Page 1 _0118700.PDF Page 1 _0118900.PDF Page 1 _0119100.PDF Page 1 _0119300.PDF Page 1 _0119500.PDF Page 1 _0119700.PDF Page 1 _0119900.PDF Page 1 _0120100.PDF Page 1 _0120300.PDF Page 1 _0120500.PDF Page 1 _0120700.PDF Page 1 _0120900.PDF Page 1
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Numero do processo: 10830.000132/91-88
Data da sessão: Fri Aug 23 00:00:00 UTC 1996
Ementa: PIS/FATURAMENTO - DECORRÊNCIA - Tratando-se de
lançamento reflexivo, a decisão proferida no processo matriz se aplica ao julgamento do processo decorrente, dada a intima relação de
causa e efeito que vincula um ao outro.
Numero da decisão: 102-40.624
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Nome do relator: Ursula Hansen
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-04T16:05:13Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-04T16:05:13Z; Last-Modified: 2009-07-04T16:05:13Z; dcterms:modified: 2009-07-04T16:05:13Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-04T16:05:13Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-04T16:05:13Z; meta:save-date: 2009-07-04T16:05:13Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-04T16:05:13Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-04T16:05:13Z; created: 2009-07-04T16:05:13Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2009-07-04T16:05:13Z; pdf:charsPerPage: 1101; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-04T16:05:13Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 10830/000.132/91-88 RECURSO N°. : 86.543 MATÉRIA : PIS/FATURAMENTO - EX.: 1987 RECORRENTE : CEREALISTA LOURENÇÃO LTDA RECORRIDA : DRF - CAMPINAS - SP SESSÃO DE :23 DE AGOSTO DE 1996 ACÓRDÃO N°. 102-40.624 PIS/FATUFtAMENTO - DECORRÊNCIA - Tratando-se de lançamento reflexivo, a decisão proferida no processo matriz se aplica ao julgamento do processo decorrente, dada a intima relação de causa e efeito que vincula um ao outro. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CEREALISTA LOURENÇÃO LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. ANTONIO DE4'REITAS DUTRA PRESIDENTE / URS À SEN RELATORA FORMALIZADO EM: 2 O. SET 1996 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: MARIA CLÉLIA PEREIRA DE ANDRADE, JOSÉ CLÓVIS ALVES, SUELI EFIGÊNIA MENDES DE BRITTO, RAMTRO HEISE, JÚLIO CÉSAR GOMES DA SILVA e FRANCISCO DE PAULA CORRÊA CARNEIRO GIFFONI. MNS , . •n•;;, MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - -,. PROCESSO N°. : 10830/000.132/91-88 ACÓRDÃO N°. : 102-40.624 RECURSO N°. : 86.543 RECORRENTE : CEREALISTA LOURENÇÃO LTDA RELATÓRIO Versa o presente processo do Auto de Infração de fls. 01 e anexos, lavrado contra CEREALISTA LOURENÇÃO LTDA. CGC n°. 46.028.452/0001-82, jurisdicionada à Delegacia da Receita Federal em Campinas, SP, formalizando a exigência de PIS FATURAMENTO, relativa ao exercício de 1987, no valor equivalente a 1.611,73 BTNF e correspondentes gravames legais. 1 , O lançamento, especificamente com base no artigo 3°, alínea "b" e art. 6° e seu , parágrafo único da Lei Complementar n° 7/70, c/c as disposições do Regulamento anexo à i Resolução à' 174/71 do BACEN, decorreu de procedimento de fiscalização sendo apuradas irregularidades - omissão de receita operacional, ocasionando insuficiência na determinação da base de cálculo da Contribuição, e lançado Imposto do Renda - Pessoa Jurídica, conforme demonstrado no processo n° 10830/000.128/91-19. Inconformada com a exigência fiscal, a contribuinte apresentou, em 14/02/91, sua impugnação de fls. 16/19, fundamentando suas alegações nas razões apresentadas no processo matriz. A decisão de primeira instância, de número 547/91, foi proferida às fls. 25, e, em consonância com o decidido no processo matriz, o lançamento foi julgado procedente. Ciente da decisão singular em 21/08/91 (fls. 32), a contribuinte interpôs recurso voluntário de fls. 28/31, reiterando, na essência, os argumentos anteriormente expendidos. É o relató . 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA. . - PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 10830/000.132/91-88 • ACÓRDÃO N°. : 102-40.624 VOTO CONSELHEIRA URSULA HANSEN, RELATORA Estando o recurso revestido de todas as formalidades legais, dele tomo conhecimento. A exigência fiscal constante deste processo é decorrente da que foi apurada no processo matriz de n° 10830/000.128/91-73. Considerando que o recurso referente ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica, ao ser apreciado por esta Câmara em sessão realizada em 14 de agosto de 1992, foi julgado improcedente, conforme faz certo o Acórdão n° 102-27.257; Considerando que, nas Razões de recurso voluntário acostadas aos presentes autos, a Recorrente revela seu reconhecimento de que a exigência fiscal decorre daquela formalizada no processo principal, não tendo apresentado qualquer nova razão ou prova que infirmasse o acerto da decisão proferida; Considerando o principio adotado neste Conselho de Contribuintes, de que o decidido no processo matriz constitue relação de causa e efeito que vincula um ao outro; Voto no sentido de negar-se provimento ao recurso. Sala • as Sessões - DF, em 23 de agosto de 1996. 'ii , HANSEN 3 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1
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Numero do processo: 13063.000188/2003-54
Data da sessão: Mon Oct 19 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Fri Nov 01 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 02/07/2003
MULTA DE OFÍCIO ISOLADA
A redação do art. 44 da Lei nº 9.430, de 1996, dada pelo art. 18 da Medida Provisória nº 303, de 29 de junho de 2006, exclui da incidência da multa de ofício isolada nas hipóteses em que pagamento do tributo sem a multa de mora realizado após o vencimento.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 3801-000.293
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, EM DAR PROVIMENTO AO RECURSO, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes- Presidente.
(assinado digitalmente)
Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Magda Cotta Cardozo, Andréia Dantas Lacerda Moneta, Amo Jerke Júnior, Tânia Mara Paschoalin (Suplente), Ana Maria Barbosa Ribeiro (Suplente) e Renata Auxiliadora Marchetti.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: tfd yutuyt
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 02/07/2003 MULTA DE OFÍCIO ISOLADA A redação do art. 44 da Lei nº 9.430, de 1996, dada pelo art. 18 da Medida Provisória nº 303, de 29 de junho de 2006, exclui da incidência da multa de ofício isolada nas hipóteses em que pagamento do tributo sem a multa de mora realizado após o vencimento. Recurso Voluntário Provido
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, EM DAR PROVIMENTO AO RECURSO, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes- Presidente. (assinado digitalmente) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira - Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Magda Cotta Cardozo, Andréia Dantas Lacerda Moneta, Amo Jerke Júnior, Tânia Mara Paschoalin (Suplente), Ana Maria Barbosa Ribeiro (Suplente) e Renata Auxiliadora Marchetti.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1524; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 10 9 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13063.000188/200354 Recurso nº Acórdão nº 3801000.293 – 1ª Turma Especial Sessão de 19 de outubro de 2009 Matéria MULTA DE OFÍCIO ISOLADA Recorrente TRANSPORTES MADRUGA LTDA Recorrida DRJ SANTA MARIA/RS ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 02/07/2003 MULTA DE OFÍCIO ISOLADA A redação do art. 44 da Lei nº 9.430, de 1996, dada pelo art. 18 da Medida Provisória nº 303, de 29 de junho de 2006, exclui da incidência da multa de ofício isolada nas hipóteses em que pagamento do tributo sem a multa de mora realizado após o vencimento. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, EM DAR PROVIMENTO AO RECURSO, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Relator. 1 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 06 3. 00 01 88 /2 00 3- 54 Fl. 182DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 29/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 21/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 10 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Magda Cotta Cardozo, Andréia Dantas Lacerda Moneta, Amo Jerke Júnior, Tânia Mara Paschoalin (Suplente), Ana Maria Barbosa Ribeiro (Suplente) e Renata Auxiliadora Marchetti. 2 Fl. 183DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 29/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 21/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 10 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra o acórdão n° 2.643, de 07 de abril de 2004, da 2ª. Turma da DRJ/STM, referente ao processo administrativo n° 13063.000188/200354, em que foi julgada improcedente a impugnação apresentada, sendo julgado integralmente procedente o auto de lançamento. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da DRJ/STM, que assim relata os autos: Trata o presente processo de Auto de Infração de Multa Isolada – Multa de ofício apurada com base nos dados da Declaração de Contribuições e Tributos Federais (DCTF) do quarto trimestre de 1998, ou seja, falta de recolhimento de acréscimo legal (multa de mora) sobre o PIS pago após o vencimento – fl. 20, no qual é exigido da interessada o valor de R$ 3.229,98, conforme consta às fls. 18/19. Cientificada da exigência da multa isolada em 02/07/2003 (AR – fl. 33), a contribuinte apresentou em 01/08/2003 a impugnação de fls. 01/15, onde argumento que: OS FATOS efetuou a entrega de sua CDTF relativa ao 4° trimestre de 1998, tendo procedido o pagamento das contribuições devidas, efetivando, todavia, recolhimento a destempo de PIS. Tal contribuição, que tinha vencimento em 13/11/1998, foi recolhida em 16/11/1998; nesse contexto, teve contra si lavrado auto de infração, no qual está capitulada suposta infração originada do pagamento a destempo de PIS, sem multa de mora, exigindose multa de ofício, isolada, no valor de R$ 3.229,98; a referida multa não é devida, visto que, ao adiantarse a qualquer ação do Fisco, recolhendo o tributo por si devido com apenas três dias de atraso, ficou sujeito a regra constante no art. 138 do CTN, que é claro ao dispor, no que se refere a aplicação de penalidades, que a responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora. O DIREITO dúvidas não restam sobre a ilegalidade do auto de infração constado, que busca a exigência de multa punitiva mesmo ciente de que o sujeito passivo pagou espontaneamente o débito tributário; 3 Fl. 184DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 29/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 21/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 10 embora tenha havido o pagamento a destempo da contribuição para o PIS, deve ser referido que o débito foi quitado antes de qualquer procedimento fiscal, não podendo lhe ser aplicada, assim, a multa de ofício, nos exatos termos do art. 138 do CTN. Transcreve esse artigo com seu parágrafo único; esse dispositivo legal, ao prever a exclusão da responsabilidade quanto o contribuinte cumprir o seu dever tributário espontaneamente, referese a exclusão das penalidades previstas na legislação, que seriam aplicadas em decorrência da infração praticada; o Poder Judiciário firmou entendimento de que este dispositivo também tem aplicação na multa moratória derivada de pagamento intempestivo de tributo, principalmente em razão desta possuir caráter punitivo. Dessa forma, aos contribuintes que cumprirem os pressupostos exigidos no art. 138 do CTN – pagamento do débito antes da ação fiscal – é garantido o direito de quitar a dívida tributária sem a obrigação do recolhimento do valor relativo à multa punitiva, seja esta de mora ou aplicada após procedimento de fiscalização – multa de ofício. Aponta jurisprudência do STJ; nos termos do parágrafo único do art. 138 do CTN, a declaração será espontânea quando for realizada antes de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização relacionados com a infração; se antes da declaração o contribuinte tiver ciência de ato da Fiscalização tendente a exigir o tributo não recolhido tempestivamente, a sua espontaneidade não ocorrerá, vez que a conduta de declarar ao Fisco a infração praticada não será realizada simplesmente pela sua vontade. A espontaneidade tem relação com a voluntariedade do comportamento, que sempre existirá quando a atitude do contribuinte não for motivada por impulso anterior derivado de ato da Fiscalização. refere a decisões do Poder Judiciário, doutrina e jurisprudência do Conselho de Contribuintes; caso seja apurado que o pagamento foi realizado voluntariamente, sem que a fiscalização tenha intercedido com atos positivos e específico tendentes a exigir o cumprimento do dever legal infringido, nitidamente o contribuinte estará praticando denúncia espontânea, mesmo que tenha efetuado qualquer tipo de declaração anterior aos órgãos fiscais, como é o caso da DCTF, informando o prazo correto de recolhimento dos tributos devidos. Registra jurisprudência de tribunais; o objetivo da denúncia espontânea previsto no art. 138 do CTN é conceder o benefício fiscal da exclusão da multa, seja ela moratória ou aplicada após procedimento de fiscalização, para aqueles contribuintes que, mesmo a destempo, cumprirem o 4 Fl. 185DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 29/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 21/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 10 dever de recolhimento do imposto, sem que para isto as autoridades fiscais tenham que interceder; a espontaneidade da conduta do contribuinte no que se refere ao pagamento de tributo a destempo, somente se deixará de existir quanto, efetivamente, for o mesmo cientificado de procedimento de fiscalização relativo a infração praticada, principalmente por ser com esta ciência que a sua conduta deixará de ser voluntária; salvo nestes casos, não poderá ser negada a voluntariedade do ato do contribuinte de cumprir o seu dever legal tributário, pois a espontaneidade estará sempre presente se, na data da satisfação da sua obrigação, não tinha conhecimento de nenhum procedimento administrativo ou medida da fiscalização relacionados à infração. Aponta decisões do Conselho de Contribuintes; no caso presente, realizou, por livre e espontânea vontade, o pagamento da contribuição para o PIS por si devida em 16/11/1998, apenas três dias após a data de vencimento do tributo devido, que seria dia 13/11/1998, resultando, assim, que na forma do art. 138 do CTN, o máximo que lhe poderia ser exigido seria o recolhimento do imposto acrescido de correção monetária e juros de mora, situação que não se aplicada ao caso presente, visto que a contribuição ao PIS foi recolhida apenas três dias de atraso; dessa forma, como efetuou o pagamento do débito que gerou a aplicação da multa ora contestada antes de qualquer procedimento fiscal, jamais poderá ser negada a prática de denúncia espontânea pela voluntariedade de seu comportamento, sob pena de se fazer letra morta da regra consignada no art. 138 do CTN. O PEDIDO face ao todo exposto, e tendo em vista a flagrante ilegalidade da multa de ofício exigida no auto de infração, requer seja o mesmo julgado totalmente improcedente, determinandose seja afastada a exigência da penalidade lançada, com a extinção do respectivo crédito tributário; pede deferimento. A impugnação foi conhecida pela DRJ/STM, haja vista que atendia aos requisitos de admissibilidade. Entendeu àquela Delegacia que “em que pese os argumentos da interessada com base no art. 138 do CTN, com os quais contesta a multa ora lançada, mostra se cabível consignar que a multa que está sendo exigida está prevista no art. 43, parágrafo único, 44, incisos I e II, com os §§1° e 2°, da Lei m° 9.430, de 1996”. 5 Fl. 186DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 29/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 21/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 10 Continua em seu voto dizendo que: “Da exegeses desses dispositivos, verificase que a multa correspondente ao pagamento fora do prazo – multa isolada – é devida, independente, do principal ter sido recolhido, como na espécie. Desta forma, a tese da impugnante segundo a qual não seria exigível a multa de ofício ora aplicada, em função da alegada ocorrência de denúncia espontânea, eqüivale à negação da validade da legislação citada, que prevê justamente a cobrança desta multa na ocorrência de atraso e recolhimento espontâneo sem a multa por atraso.” Por tais razões, a DRJ de Santa Maria entendeu pela manutenção integral do lançamento de fls. 1819. Inconformada, a contribuinte interpôs Recurso Voluntário, de fls. 4368, onde reitera os argumentos já expostos na impugnação apresentada, postulando a reforma da decisão recorrida, para que seja julgado improcedente o Auto de Infração n° 0000745. No entanto, veio a contribuinte, em 22.08.2006, manifestarse (fls. 7880) nos autos do presente processo administrativo, informando que “em 29.06.2006 foi editada a Medida Provisória n. 303, publicada no Diário Oficial da União de 30.06.06, a qual, em seu art. 18, deu nova redação ao art. 44, I, da Lei 9.430/96, excluindo a multa isolada no percentual de 75% (setenta e cinco por cento), acima referida”. Requereu a contribuinte também a aplicação do art. 106, II, “a” do CTN. Apresentou juntamente jurisprudência do Conselho de Contribuintes (Ac. 10609.619 e Ac. 10192.505) e do STJ (REsp 273.134RS e REsp 613.688SP). Ao final, requereu: “Face ao todo exposto, é a presente para requerer seja afastada a aplicação da multa no percentual de 75% (setenta e cinco por cento) exigida com arrimo na redação original do art. 44, I, da Lei n° 9.430/96, e extinto o correspondente crédito tributário, face à nova redação conferida ao dispositivo em debate pela Medida Provisória n. 303, devendo ser declarado insubsistente o Auto de infração que cuida o presente feito administrativo, em razão do mesmo tratar de penalidade que não pode mais ser exigida, perdendo, assim, o seu objeto.”. É o relatório. 6 Fl. 187DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 29/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 21/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 10 Voto Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira O recurso voluntário foi apresentado dentro do prazo legal, reunindo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade. Portanto, dele conhecido. A multa isolada, prevista no § 1º, II, do art. 44, da Lei nº 9.430/96, que era aplicada pelo pagamento integral do imposto com atraso sem o acréscimo de multa moratória, restou revogada pela Medida Provisória n° 303/2006, e posteriormente pela Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007, em seu art. 14. da Vejamos o teor atual do art. 44 do CTN: § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) II de 50% (cinqüenta por cento), exigida isoladamente, sobre o valor do pagamento mensal: (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) a) na forma do art. 8o da Lei no 7.713, de 22 de dezembro de 1988, que deixar de ser efetuado, ainda que não tenha sido apurado imposto a pagar na declaração de ajuste, no caso de pessoa física; (Incluída pela Lei nº 11.488, de 2007) b) na forma do art. 2o desta Lei, que deixar de ser efetuado, ainda que tenha sido apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no anocalendário correspondente, no caso de pessoa jurídica. (Incluída pela Lei nº 11.488, de 2007) § 1o O percentual de multa de que trata o inciso I do caput deste artigo será duplicado nos casos previstos nos arts. 71, 72 e 73 da Lei no 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) I (revogado); (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) II (revogado); (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) III (revogado); (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) 7 Fl. 188DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 29/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 21/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 10 IV (revogado); (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) V (revogado pela Lei no 9.716, de 26 de novembro de 1998). (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007). O Código Tributário Nacional consagra o princípio da aplicação retroativa da lei posterior mais benéfica às penalidades, no art. 106, sendo despiciendo que a lei ordinária determine de forma explícita seu efeito retroativo. A alínea 'a' do inciso II ajustase perfeitamente à hipótese presente, uma vez que se cuida de lei que deixa de definir ato como infração; assim, a revogação da multa isolada retroage automaticamente, apagando os efeitos do ato que antes era considerado ilícito. As multas estão destituídas de caráter tributário, não se aplicando o princípio tempus regit actum, podendo sofrer alteração até o efetivo pagamento, sem comprometer a liquidez do título executivo. Nesse sentido, colho os seguintes precedentes do STJ: "TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. MULTA. ART. 44, I, DA LEI Nº 9.430/96. REDUÇÃO. RETROATIVIDADE DA LEI MAIS BENÉFICA. ART. 106, II, "C", DO CTN. POSSIBILIDADE. 1. Em razão do caráter mais benéfico ao contribuinte, é plenamente cabível, a teor do disposto no art. 106, II, c, do CTN, que os efeitos de lei superveniente que prevê a redução de multa decorrente de débito tributário retroajam aos atos ou fatos pretéritos não definitivamente julgados. 2. Recurso improvido." (REsp 512913/RS, SEGUNDA TURMA, DJ 06/11/2006, PÁGINA 302, Relator Min. JOÃO OTÁVIO DE NORONHA) "TRIBUTÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. REDUÇÃO DE MULTA. LEGISLAÇÃO MAIS BENÉFICA. APLICABILIDADE. 1. A Primeira Seção consolidou o entendimento de que a redução da penalidade aplicase aos fatos futuros e pretéritos, por força do princípio da retroatividade da lex mitior consagrado no art. 106 do CTN. Precedentes: REsp 204799/SP, 2ª Turma, Min. João Otávio de Noronha, DJ de 30/06/2003; REsp 464372/PR, 1ª Turma, Min. Luiz Fux, DJ de 02/06/2003. 2. Aplicase retroativamente a redução da multa moratória, por ser mais benéfica ao contribuinte, aos débitos objeto de execução não definitivamente encerrada, entendendose como tal aquela em que não foram ultimados os atos executivos destinados à satisfação da prestação. Precedentes: REsp 491242/RS, 1ª Turma, Min. Denise Arruda, DJ de 06.06.2005; EDcl no REsp 332.468/SP, 2ª Turma, Min. Castro Meira, DJ de 21.06.2004. 3. Recurso especial a que se nega provimento." (REsp 824655/SE, PRIMEIRA TURMA, DJ 25/05/2006, PÁGINA 197, Relator Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI) 8 Fl. 189DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 29/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 21/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 10 "TRIBUTÁRIO. SERVIÇO DE MÃODEOBRA TERCEIRIZADO. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. RECOLHIMENTO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA ENTRE O EMPREGADOR E O TOMADOR DE SERVIÇO. MULTA MORATÓRIA. INCORPORAÇÃO AO MONTANTE PRINCIPAL DO DÉBITO. ART. 35 DA LEI Nº 8.212/91. RETROATIVIDADE DA LEI MAIS BENÉFICA AO CONTRIBUINTE. AÇÃO EXECUTIVA AINDA EM CURSO. (...) II Quanto à redução da multa, ambas as Turmas que compõem a egrégia Primeira Seção deste Tribunal firmaram entendimento no sentido da aplicabilidade da lei mais benéfica, na hipótese de execução fiscal ainda não definitivamente julgada, admitindose, portanto, a retroatividade em favor do contribuinte. Precedentes: REsp nº 491.242/RS, Rel. Min. DENISE ARRUDA, DJ de 06/06/2005; REsp n° 273.825/RS, Rel. Min. FRANCISCO PEÇANHA MARTINS, DJ de 10/03/2003; REsp nº 384.263/RS, Rel. Min. ELIANA CALMON, DJ de 06/05/2002; REsp nº 330.967/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, DJ de 04/03/2002. III Recursos especiais desprovidos." (REsp 728373/PR, PRIMEIRA TURMA, DJ 11/05/2006, PÁGINA 159, Relator Min. FRANCISCO FALCÃO) O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF em algumas oportunidades já julgou o assunto, conforme a jurisprudência abaixo: “LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA. APLICAÇÃO NO TEMPO. REGRA MENOS GRAVOSA – Aplicase a lei tributária a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não definitivamente julgado, quando deixe de definilo como infração ou quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. MULTA DE OFÍCIO ISOLADA – A redação do art. 44 da Lei nº 9.430, de 1996, dada pelo art. 18 da Medida Provisória nº 303, de 29 de junho de 2006, exclui da incidência da multa de ofício isolada nas hipóteses em que pagamento do tributo sem a multa de mora realizado após o vencimento. Recurso provido.” (Acórdão nº 10615848, Proc.16327.001191/0049, Sexta Câmara). “MULTA DE OFÍCIO ISOLADA – RETROATIVIDADE BENIGNA – Lei nº 9.430/96, artigo 44, § 1º, inciso II, revogado pela MP nº 303/2006 – Aplicase a fato pretérito a legislação que deixa de considerar o fato como infração, consoante dispõe o artigo 106, inciso II, "a", do Código Tributário Nacional.”(Acórdão 10195713, Proc. 16327.001870/0091, 1ª. Câmara) 9 Fl. 190DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 29/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 21/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 10 De todas as considerações expostas acima, verificase que não mais subsiste a exigência da multa isolada prevista no inciso II do parágrafo 1º do art. 44 da Lei nº 9.430/96, devendo ser afastada a multa isolada no presente caso. Em face do exposto, encaminho o voto para DAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário, afastando a aplicação da multa no percentual de 75% (setenta e cinco por cento), julgando improcedente o presente Auto de Infração n° 0000745. É assim que voto. (assinado digitalmente) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Relator 10 Fl. 191DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 29/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 21/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA
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Numero do processo: 15983.000366/2006-33
Data da sessão: Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Aug 08 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2002, 2004
RECOLHIMENTO COMPLEMENTAR - PAGAMENTOS ESPONTÂNEOS
O recolhimento do imposto complementar é faculdade concedida aos contribuintes, em especial àqueles que possuem mais de uma fonte de rendimentos, objetivando antecipar o imposto a ser apurado na declaração de ajuste anual. Trata-se de recolhimento espontâneo. não possuindo sequer data de vencimento, não havendo que se falar em pagamento indevido, porquanto seu recolhimento é uma opção do contribuinte, a ser exercida ou não, conforme sua conveniência.
CARNÊ LEÃO - RECOLHIMENTO COMPLEMENTAR - INCIDÊNCIA - MOLÉSTIA GRAVE - ISENÇÃO NÃO CARACTERIZADA.
Os valores recolhidos pelo próprio contribuinte a título de carnê-leão e complementação facultativa não se enquadram em nenhuma das hipóteses da isenção por moléstia grave. Ademais, o direito a restituição de tais valores somente se verificou após a declaração de ajuste anual quando foi possível confrontar as receitas e as despesas dedutíveis, apurando-se imposto a restituir.
Numero da decisão: 2201-002.045
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
(assinatura digital)
MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Presidente.
(assinatura digital)
RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE - Relator.
EDITADO EM: 26/07/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARIA HELENA COTTA CARDOZO (Presidente), RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, EDUARDO TADEU FARAH, PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA e RICARDO ANDERLE (Suplente convocado). Ausente, justificadamente, o Conselheiro GUSTAVO LIAN HADDAD.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2002, 2004 RECOLHIMENTO COMPLEMENTAR - PAGAMENTOS ESPONTÂNEOS O recolhimento do imposto complementar é faculdade concedida aos contribuintes, em especial àqueles que possuem mais de uma fonte de rendimentos, objetivando antecipar o imposto a ser apurado na declaração de ajuste anual. Trata-se de recolhimento espontâneo. não possuindo sequer data de vencimento, não havendo que se falar em pagamento indevido, porquanto seu recolhimento é uma opção do contribuinte, a ser exercida ou não, conforme sua conveniência. CARNÊ LEÃO - RECOLHIMENTO COMPLEMENTAR - INCIDÊNCIA - MOLÉSTIA GRAVE - ISENÇÃO NÃO CARACTERIZADA. Os valores recolhidos pelo próprio contribuinte a título de carnê-leão e complementação facultativa não se enquadram em nenhuma das hipóteses da isenção por moléstia grave. Ademais, o direito a restituição de tais valores somente se verificou após a declaração de ajuste anual quando foi possível confrontar as receitas e as despesas dedutíveis, apurando-se imposto a restituir.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. (assinatura digital) MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Presidente. (assinatura digital) RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE - Relator. EDITADO EM: 26/07/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARIA HELENA COTTA CARDOZO (Presidente), RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, EDUARDO TADEU FARAH, PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA e RICARDO ANDERLE (Suplente convocado). Ausente, justificadamente, o Conselheiro GUSTAVO LIAN HADDAD.
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Tratase de recolhimento espontâneo. não possuindo sequer data de vencimento, não havendo que se falar em pagamento indevido, porquanto seu recolhimento é uma opção do contribuinte, a ser exercida ou não, conforme sua conveniência. CARNÊ LEÃO RECOLHIMENTO COMPLEMENTAR INCIDÊNCIA MOLÉSTIA GRAVE ISENÇÃO NÃO CARACTERIZADA. Os valores recolhidos pelo próprio contribuinte a título de carnêleão e complementação facultativa não se enquadram em nenhuma das hipóteses da isenção por moléstia grave. Ademais, o direito a restituição de tais valores somente se verificou após a declaração de ajuste anual quando foi possível confrontar as receitas e as despesas dedutíveis, apurandose imposto a restituir. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. (assinatura digital) MARIA HELENA COTTA CARDOZO Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 98 3. 00 03 66 /2 00 6- 33 Fl. 266DF CARF MF Impresso em 08/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 2 6/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO 2 (assinatura digital) RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE Relator. EDITADO EM: 26/07/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARIA HELENA COTTA CARDOZO (Presidente), RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, EDUARDO TADEU FARAH, PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA e RICARDO ANDERLE (Suplente convocado). Ausente, justificadamente, o Conselheiro GUSTAVO LIAN HADDAD. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra o acórdão nº 1729.180 78 Turma da DRJ/SPOII que negou provimento à manifestação de inconformidade. O presente de pedido de restituição teve como fundamento legal o art. 6°. inciso XIV. da Lei n°7.713, de 22/12/1988, uma vez que o contribuinte é portador de neoplasia maligna. Desta forma, o contribuinte apresentou declarações retificadoras referentes aos exercícios 2002 e 2004, anoscalendário 2001 e 2003, que foram retidas em malha e selecionadas para tratamento manual. Analisadas as referidas declarações pela autoridade administrativa da Delegacia da Receita Federal em Santos, concluiuse pela isenção dos proventos de aposentadoria a partir de 1610212001, tendo resultado em valores a restituir ao interessado conforme discriminado às fls. 172/174. Cientificado em 18/12/2007 (fl. 222), o contribuinte apresentou em 16/01/2008 a manifestação de inconformidade de fls. 216/217, requerendo, em síntese, a revisão dos cálculos de atualização incidentes sobre os recolhimentos efetuados espontaneamente a titulo de carnê leão e mensalão. Sustenta que tais pagamentos são efetivamente recolhimentos indevidos porque "onde a lei não distingue ou não define, ao interprete não é licito distinguir, nem muito menos definir". Diz, ainda, que a espontaneidade no recolhimento do mensalão tem como finalidade diminuir ou isentar o contribuinte do pagamento de imposto, tendo a natureza de antecipação. Tais valores, recolhidos em excesso. devem ser restituídos com juros e correção monetária, eis que o mensalão tem o escopo de premiar o contribuinte que antecipa o pagamento do imposto, e não punilo. A DRJ assim se manifestou: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2001, 2003 DEDUÇÃO. CARNÊLEÃO. MENSALAO. 0 imposto pago ou retido na fonte, correspondente a rendimentos incluidos na base de cálculo, será deduzido do Fl. 267DF CARF MF Impresso em 08/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 2 6/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO Processo nº 15983.000366/200633 Acórdão n.º 2201002.045 S2C2T1 Fl. 267 3 imposto progressivo para fins de determinação do saldo do imposto a pagar ou a ser restituído. RESTITUIÇÃO. TAXA SELIC. TERMO INICIAL. A restituição de imposto de renda apurada em declaração de rendimentos de pessoa física será acrescida de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC, tendo como termo inicial de incidência o mês de maio. se a declaração referirse aos exercícios de 1996 e subseqüentes. Inconformado o Contribuinte recorre sustentando que é beneficiário de isenção e que a correção monetária deveria incidir desde o pagamento indevido. É o relatório do necessário. Voto Conselheiro Rodrigo Santos Masset Lacombe ADMISSIBILIDADE O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Assim sendo, dele conheço. A controvérsia nos presentes autos cingese ao momento inicial para aplicação da correção monetária em caso de tributo indevidamente pago, no caso dos autos, em decorrência da retenção na fonte de valores sobre aposentadoria isentos por expressa disposição legal em razão do contribuinte ser portador de moléstia grave, bem como de valore recebidos de pessoas físicas e jurídicas que foram espontaneamente recolhidos pelo contribuinte a título de carnêleão e mensalão. Pois bem, cabe aqui esclarecer e distinguir as três forma pelas quais o contribuinte teve o imposto de renda antecipado. Inicialmente houve retenção na fonte realizada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo no valor de total de R$ 1.676,68 em 2001 e de R$ 1.117,68 para o ano de 2003 a título de rendimentos de aposentadoria. Tais valores não deveriam ter sido retidos uma vez que o recorrente é reconhecidamente portador de moléstia grave e portanto merecedor da isenção de que trata o art. 6°. inciso XIV. da Lei n°7.713, de 22/12/1988. Contudo tal pleito já foi deferido pela DRJ e por tal razão não foi objeto de recurso. Por outro lado, os valores recolhidos pelo próprio contribuinte a título de carnêleão e mensalão não se enquadram em nenhuma das hipóteses da isenção por moléstia grave. Ademais, o direito a restituição de tais valores somente se verificou após a declaração de ajuste anual quando foi possível confrontar as receitas e as despesas dedutíveis, apurandose imposto a restituir. Fl. 268DF CARF MF Impresso em 08/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 2 6/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO 4 Neste ponto muito bem se manifestou a DRJ, in verbis: O recolhimento mensal obrigatório (carnêleão) está disciplinado no art. 106 do Regulamento do Imposto de Renda RIR199 (Decreto n°3.000, de 26 de março de 1999): "Art.106. Está sujeita ao pagamento mensal do imposto a pessoa física que receber c/c outra pessoa física, ou cie fontes situadas no exterior, rendimentos que não tenham sido tributados na fonte, no Pais, tais COMO (Lei n2 7.713, de 1988, art. 82, e Lei n2 9.430, de 1996, art. 24, §22. inciso IV): Em sua declaração de ajuste anual referente ao exercício 2002, anocalendário 2001, o contribuinte informou o recebimento de rendimentos tributáveis pagos por pessoas físicas na quantia de R$ 21.180,00 e o recolhimento de carneleão na quantia de R$ 1.260,00. Como se vê, não se trata de pagamento indevido, mas de recolhimento obrigatório em face do recebimento de rendimentos tributáveis pagos por pessoas físicas. Por outro lado, o recolhimento complementar (mensalão) encontra previsão no art. 113 do mesmo RIR199: "Art.113. Sem prejuízo dos pagamentos obrigatórios estabelecidos neste Decreto, fica facultado ao contribuinte efetuar, no curso do anocalendário, complementação do imposto que for devido sobre os rendimentos recebidos (Lei n2 8.383, de 1991, art. 72)." O recolhimento do imposto complementar é faculdade concedida aos contribuintes, em especial Aqueles que possuem mais de uma fonte de rendimentos, objetivando antecipar o imposto a ser apurado na declaração de ajuste anual. Tratase de recolhimento espontâneo. não possuindo sequer data de vencimento, não havendo que se falar em pagamento indevido, porquanto seu recolhimento é uma opção do contribuinte, a ser exercida ou não, conforme sua conveniência. Desta forma, em relação aos valores pagos pelo próprio contribuinte a título de carnêleão e mensalão não vejo como caracterizálos como pagamento indevido. Diante de todo o exposto e de tudo mais que dos autos consta, nego provimento ao recurso. É como voto. Rodrigo Santos Masset Lacombe Relator Fl. 269DF CARF MF Impresso em 08/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 2 6/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO Processo nº 15983.000366/200633 Acórdão n.º 2201002.045 S2C2T1 Fl. 268 5 Fl. 270DF CARF MF Impresso em 08/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 2 6/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO
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