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Numero do processo: 18471.000721/2005-51
Data da sessão: Wed Oct 17 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Aug 08 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Exercício: 2001
PAGAMENTOS SEM CAUSA. FALTA DE RETENÇÃO E RECOLHIMENTO DO IMPOSTO. RESPONSABILIDADE DA FONTE PAGADORA.
A responsabilidade pela retenção e recolhimento do imposto de renda incidente exclusivamente na fonte é da fonte pagadora, motivo pelo qual todo pagamento efetuado pelas pessoas jurídicas, sem a comprovação de seu beneficiário ou a sua causa, se sujeita incidência da aliquota de 35% (trinta e cinco por cento).
COMPROVANTE. PESSOA JURÍDICA DONATÁRIA.
Para identificação do beneficiário da doação, bem como da natureza da operação, perante a legislação do imposto de renda, a comprovação do pagamento é essencial mediante documento que especifique o nome do doador e donatário, seu CNPJ ou o CPF respectivo, a data e o valor efetivamente recebido, além do número de ordem do comprovante, se houver.
Numero da decisão: 2201-001.873
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso.
(assinatura digital)
MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Presidente.
(assinatura digital)
RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE - Relator.
EDITADO EM: 26/07/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Rodrigo Santos Masset Lacombe, Rayana Alves De Oliveira Franca, Eduardo Tadeu Farah, Gustavo Lian Haddad (Vice-Presidente), Pedro Paulo Pereira Barbosa.
Matéria: IRF- ação fiscal - ñ retenção ou recolhimento(antecipação)
Nome do relator: RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF Exercício: 2001 PAGAMENTOS SEM CAUSA. FALTA DE RETENÇÃO E RECOLHIMENTO DO IMPOSTO. RESPONSABILIDADE DA FONTE PAGADORA. A responsabilidade pela retenção e recolhimento do imposto de renda incidente exclusivamente na fonte é da fonte pagadora, motivo pelo qual todo pagamento efetuado pelas pessoas jurídicas, sem a comprovação de seu beneficiário ou a sua causa, se sujeita incidência da aliquota de 35% (trinta e cinco por cento). COMPROVANTE. PESSOA JURÍDICA DONATÁRIA. Para identificação do beneficiário da doação, bem como da natureza da operação, perante a legislação do imposto de renda, a comprovação do pagamento é essencial mediante documento que especifique o nome do doador e donatário, seu CNPJ ou o CPF respectivo, a data e o valor efetivamente recebido, além do número de ordem do comprovante, se houver.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso. (assinatura digital) MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Presidente. (assinatura digital) RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE - Relator. EDITADO EM: 26/07/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Rodrigo Santos Masset Lacombe, Rayana Alves De Oliveira Franca, Eduardo Tadeu Farah, Gustavo Lian Haddad (Vice-Presidente), Pedro Paulo Pereira Barbosa.
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FALTA DE RETENÇÃO E RECOLHIMENTO DO IMPOSTO. RESPONSABILIDADE DA FONTE PAGADORA. A responsabilidade pela retenção e recolhimento do imposto de renda incidente exclusivamente na fonte é da fonte pagadora, motivo pelo qual todo pagamento efetuado pelas pessoas jurídicas, sem a comprovação de seu beneficiário ou a sua causa, se sujeita incidência da aliquota de 35% (trinta e cinco por cento). COMPROVANTE. PESSOA JURÍDICA DONATÁRIA. Para identificação do beneficiário da doação, bem como da natureza da operação, perante a legislação do imposto de renda, a comprovação do pagamento é essencial mediante documento que especifique o nome do doador e donatário, seu CNPJ ou o CPF respectivo, a data e o valor efetivamente recebido, além do número de ordem do comprovante, se houver. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso. (assinatura digital) MARIA HELENA COTTA CARDOZO Presidente. (assinatura digital) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 1. 00 07 21 /2 00 5- 51 Fl. 177DF CARF MF Impresso em 08/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 2 6/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO 2 RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE Relator. EDITADO EM: 26/07/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Rodrigo Santos Masset Lacombe, Rayana Alves De Oliveira Franca, Eduardo Tadeu Farah, Gustavo Lian Haddad (VicePresidente), Pedro Paulo Pereira Barbosa. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face do acórdão nº 1222.533 9a Turma da DRJ/RJOI, que julgou procedente o auto de infração de fls. 22/25, lavrado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil no Rio de Janeiro DEFIC, em 24/05/2005, do qual a interessada acima foi cientificada na mesma data, consubstanciando exigência do Imposto de Renda Retido na Fonte — IRRF, no valor de R$26.923,07, acrescido da correspondente multa e oficio de 75% e dos juros de mora, e referese ao fato gerador ocorrido em 30/11/2000. Em procedimento de verificação do cumprimento das obrigações tributárias pela interessada, efetuou o autuante o lançamento de oficio do IRRF, que, de acordo com a descrição dos fatos contida no Termo de Constatação Fiscal, resultou na apuração da infração denominada: "Outros Rendimentos — Pagamentos Sem Causa / Operação Não Comprovada — Falta de Recolhimento do IRRF sobre Pagamentos Sem Causa ou de Operação Não Comprovada" — Art. 674, § 1°, do RIR/99; As razões que motivaram os lançamentos estão descritas no Termo de Constatação Fiscal — fls. 17 a 21 —, e atentam para o seguinte: — que a fiscalizada foi intimada a apresentar a documentação comprobatória, relativa ao pagamento no valor de R$50.000,00, efetuado a instituição denominada Liga Bahiana Contra o Cancer, o qual foi escriturado na conta intitulada "Contribuições e Doações", tendo esta respondida, após ter sido devidamente reintimada, ter encaminhada uma correspondência A. aquela instituição, solicitando o fornecimento da 2a via do comprovante de pagamento daquela doação; — ressalta que a fiscalizada somente expediu aquela missiva após decorridos 140 dias da intimação inicial, o qual foi seguida de duas outras reintimações sobre a mesma matéria, o que denota que a Fiscalização concedeu um prazo suficiente para que a impugnante pudesse ter providenciado, se fosse o caso, uma 2a via da documentação solicitada; — conclui que a fiscalizada, apesar de ter considerado aquela despesa como indedutível, para fins de apuração de IPRJ e CSLL, está sujeito ao IRRF, por não ter logrado apresentar documentação hábil e idônea que comprovasse a natureza da operação e a causa do citado pagamento, incidindo, pois, na infração disposta no art. 61 e parágrafos da Lei n° 8.981/95; Fl. 178DF CARF MF Impresso em 08/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 2 6/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO Processo nº 18471.000721/200551 Acórdão n.º 2201001.873 S2C2T1 Fl. 178 3 — que, nos termos do citado dispositivo legal, o valor pago é considerado liquido, cabendo, portanto, o reajustamento do mesmo, no valor de R$76.923,08; Inconformada com o lançamento, do qual tomou ciência no próprio auto de infração, em 24/05/2005, As fls. 22, apresentou a interessada, em 23/06/2005, a impugnação de fls. 41/42, instruída com os documentos de fls. 43/71, alegando, em síntese, o seguinte: — que houve a correta contabilização do lançamento que deu causa ao AI, estando, "plenamente identificada a beneficiária da doação, a qual foi feita por intermédio de cheque perfeitamente identificado"; — que para efeitos de apuração do Lucro Real, a despesa foi adicionada, não gerando, pois, qualquer efeito tributário; — que não há necessidade de executar um expediente tão mediocre, como acusa o autuante, para efetuar retirada da empresa, bastava fazer um empréstimo ao acionista, como permite a legislação; — que foram fornecidas todas as informações A autoridade fiscal, a exceção de um documento, o que denota que o fisco deveria ser mais diligente, e se certificar da verdade junto A entidade beneficiária da doação; — que o simples extravio de um documento — no meio de centenas — não pode dar causa a imposição tão gravosa; — requer a realização de uma diligencia A. Liga Bahiana Contra o Cancer para que a mesma confirme a doação efetuada, e conseqüente, improcedência, do presente lançamento. A DRJ proferiu acórdão com a seguinte ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2000 PROVAS. APRESENTAÇÃO. PRAZO. A prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluíndo o direito de a impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; refirase a fato ou a direito superveniente ou destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. DILIGÊNCIA. RAZÕES. REJEIÇÃO. 0 pedido de diligência deve assentarse em razões convincentes, devendo a impugnante demonstrar os pontos de discordância entre a apuração fiscal e os fatos registrados em sua contabilidade. Indeferese o pedido para a realização de diligência, se recai sobre matéria Fl. 179DF CARF MF Impresso em 08/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 2 6/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO 4 documental a ser apresentada juntamente com a impugnação e se reunidos elementos suficientes para o julgamento da lide. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Anocalendário: 2000 PAGAMENTOS SEM CAUSA. FALTA DE RETENÇÃO E RECOLHIMENTO DO IMPOSTO. RESPONSABILIDADE DA FONTE PAGADORA. A responsabilidade pela retenção e recolhimento do imposto de renda incidente exclusivamente na fonte é da fonte pagadora, motivo pelo qual todo pagamento efetuado pelas pessoas jurídicas, sem a comprovação de seu beneficiário ou a sua causa, se sujeita incidência da aliquota de 35% (trinta e cinco por cento). COMPROVANTE. PESSOA JURÍDICA DONATÁRIA. Para identificação do beneficiário da doação, bem como da natureza da operação, perante a legislação do imposto de renda, a comprovação do pagamento é essencial mediante documento que especifique o nome do doador e donatário, seu CNPJ ou o CPF respectivo, a data e o valor efetivamente recebido, além do número de ordem do comprovante, se houver. Lançamento Procedente Inconformada a Contribuinte recorre reafirmando os argumentos da impugnação. É o relatório do necessário. Voto Conselheiro Rodrigo Santos Masset Lacombe O recurso é tempestivo e dele conheço. O mérito da presente lide é meramente fático uma vez que não se discute a legalidade ou constitucionalidade de norma, bem como a subsunção do fato a norma diversa da aplicada. O que o contribuinte busca é demonstrar o beneficiário efetivo do pagamento efetuado no valor de R$ 50.000,00 de modo a afastar a incidência da norma contida no art. 61 da Lei n.° 8.981/95, verbis: Fl. 180DF CARF MF Impresso em 08/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 2 6/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO Processo nº 18471.000721/200551 Acórdão n.º 2201001.873 S2C2T1 Fl. 179 5 "Art. 61. Fica sujeito a incidência do imposto de renda exclusivamente na fonte, a aliquota de 35%, todo pagamento efetuado pelas pessoas jurídicas a beneficiário não identificado, ressalvado o disposto em normas especiais (negritei). § 1° A incidência prevista no caput aplicase, também, aos pagamentos efetuados ou aos recursos entregues a terceiros ou sócios, acionistas ou titular, contabilizados ou não, quando não for comprovada a operação ou a sua causa, bem como a hipótese de que trata o § 2°, do art. 74 da Lei n°8.383, de 1991. (negritei) § 2° Considerase vencido o imposto de renda na fonte no dia do pagamento da referida importância. § 3° 0 rendimento de que trata este artigo será considerado liquido, cabendo o reajustamento do respectivo rendimento bruto sobre o qual recairá o imposto(negritei)." No caso concreto o contribuinte não logrou êxito em demonstrar que o pagamento efetuado pelo cheque nº 000044 foi destinado à Liga Bahiana Contra o Câncer, muito pelo contrário, a cópia do cheque juntado pelo próprio contribuinte denuncia que o mesmo foi emitido em favor do próprio contribuinte, provavelmente para saque na agência. Desta forma, a ausência do comprovante de pagamento impede o acolhimento da pretensão do recorrente. Dadas as circunstância dos autos, bastaria o contribuinte apresentar um recibo emitido pela Liga Bahiana Contra o Câncer em seu favor, o que não foi feito. Diante do exposto nego provimento ao recurso. É como voto. Rodrigo Santos Masset Lacombe Relator Fl. 181DF CARF MF Impresso em 08/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 2 6/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO
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Numero do processo: 35950.002121/2006-35
Data da sessão: Tue Mar 12 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jul 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/11/2005 a 01/04/2006
RESTITUIÇÃO. VALORES RECOLHIDOS PELO CONTRIBUINTE INDIVIDUAL APÓS A CONCESSÃO DA APOSENTADORIA. PROVA DO NÃO EXERCÍCIO DE ATIVIDADE REMUNERADA. DECLARAÇÃO DE PRÓPRIO PUNHO. VALIDADE.
Na ausência de provas de que o contribuinte individual voltou a exercer atividade abrangida pelo Regime Geral de Previdência Social, os valores por ele recolhidos durante o período compreendido entre a apresentação do pedido de aposentadoria e o seu deferimento tornam-se indevidos e devem ser restituídos.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2403-001.939
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari.
Carlos Alberto Mees Stringari- Presidente
Carolina Wanderley Landim Relatora
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Carolina Wanderley Landim e Maria Anselma Coscrato dos Santos
Nome do relator: CAROLINA WANDERLEY LANDIM
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/11/2005 a 01/04/2006 RESTITUIÇÃO. VALORES RECOLHIDOS PELO CONTRIBUINTE INDIVIDUAL APÓS A CONCESSÃO DA APOSENTADORIA. PROVA DO NÃO EXERCÍCIO DE ATIVIDADE REMUNERADA. DECLARAÇÃO DE PRÓPRIO PUNHO. VALIDADE. Na ausência de provas de que o contribuinte individual voltou a exercer atividade abrangida pelo Regime Geral de Previdência Social, os valores por ele recolhidos durante o período compreendido entre a apresentação do pedido de aposentadoria e o seu deferimento tornam-se indevidos e devem ser restituídos. Recurso Voluntário Provido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari. Carlos Alberto Mees Stringari- Presidente Carolina Wanderley Landim Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Carolina Wanderley Landim e Maria Anselma Coscrato dos Santos
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VALORES RECOLHIDOS PELO CONTRIBUINTE INDIVIDUAL APÓS A CONCESSÃO DA APOSENTADORIA. PROVA DO NÃO EXERCÍCIO DE ATIVIDADE REMUNERADA. DECLARAÇÃO DE PRÓPRIO PUNHO. VALIDADE. Na ausência de provas de que o contribuinte individual voltou a exercer atividade abrangida pelo Regime Geral de Previdência Social, os valores por ele recolhidos durante o período compreendido entre a apresentação do pedido de aposentadoria e o seu deferimento tornamse indevidos e devem ser restituídos. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Carolina Wanderley Landim – Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 35 95 0. 00 21 21 /2 00 6- 35 Fl. 56DF CARF MF Impresso em 18/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 05/06 /2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Participaram do presente julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Carolina Wanderley Landim e Maria Anselma Coscrato dos Santos Fl. 57DF CARF MF Impresso em 18/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 05/06 /2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 35950.002121/200635 Acórdão n.º 2403001.939 S2C4T3 Fl. 57 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário apresentado às fls. 44 a 52 contra decisão da 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba – DRJ/CTA (fls. 39 a 41) que indeferiu o Requerimento de Restituição de Valores Indevidos (RRVI) – Processo Administrativo Fiscal 35950.002121/200635 – através do qual o Recorrente pleiteia a restituição das contribuições previdenciárias recolhidas indevidamente, no período de 11/2005 a 04/2006, como segurado contribuinte individual. Conforme se verifica dos autos, os recolhimentos indevidos foram efetuados durante o período que transcorreu entre a apresentação pelo Recorrente do Pedido de Concessão de Aposentadoria Especial (23/11/2005) e o seu deferimento (13/05/2006). Tendo o pedido sido deferido com vigência a partir da data do protocolo (23/11/2005), apresentou o Recorrente pedido de restituição das contribuições recolhidas nesse interregno. A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Curitiba pontuou que foram observadas as formalidades para o Requerimento de Restituição, bem como asseverou a inexistência de outro processo de restituição para o mesmo contribuinte. A citada DRF indeferiu o pedido ao argumento de que, nos termos do art. 12, § 4º, da Lei n. 8.212/1991, o aposentado que exerce atividade remunerada é segurado obrigatório em relação a essa atividade. Desde modo, como o Recorrente efetuara os recolhimentos como contribuinte individual, sendo considerado trabalhador autônomo, estaria comprovado o exercício da atividade remunerada após a concessão do benefício da aposentadoria e, portanto, a sua necessária vinculação ao Regime Geral de Previdência Social, donde se concluiu não terem sido indevidos os recolhimentos. Cientificado da decisão, o interessado apresentou Recurso (fl. 32) alegando que não exercia atividade remunerada mesmo antes da apresentação do pedido de concessão de aposentadoria, mas, mesmo assim, continuou recolhendo as contribuições previdenciárias com recursos de poupança, para garantir o seu benefício. Acrescentou que, por não saber ao certo se já havia completado o tempo de contribuição necessário à aposentadoria, continuou efetuando os recolhimentos até o deferimento do seu pedido. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba– DRJ/CTA negou provimento ao recurso, ao argumento de que não havia provas de que o Recorrente não exercera atividade remunerada no período. Afirma a DRJ, ademais,que se não estava exercendo atividade remunerada, o Recorrente deveria ter efetuado os recolhimentos como contribuinte facultativo e que, se havia dúvidas acerca do dever de recolher a contribuição previdenciária, deveria o Recorrente ter buscado orientação junto a uma das diversas agências da Previdência Social. Segue trecho do Acórdão proferido pela I. DRJ: Fl. 58DF CARF MF Impresso em 18/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 05/06 /2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 Os argumentos da manifestação de inconformidade acima transcritos podem muito bem ser verdadeiros, e não estou aqui dizendo que não o são. Ocorre, entretanto, que o acolhimento destes argumentos esbarra na ausência de provas de sua efetiva ocorrência. De fato, por se tratar de pessoa simples, é compreensível que tivesse dúvidas sobre como e quando contribuir, afinal é sabido que a legislação previdenciária nem sempre é clara para os técnicos que com ela lidam todos os dias, que dirá para o trabalhador comum. Entretanto, até mesmo em função dessa complexidade da legislação, as Agências da Previdência Social estão sempre à disposição dos contribuintes para sanar essas e outras eventuais dúvidas, de modo a instruilos sobre o que, quando e quanto pagar, justamente para evitar os recolhimentos indevidos. Não consta dos autos que o contribuinte tenha, alguma vez, procurado orientação dos Agentes da Previdência Social para o recolhimento de suas contribuições, e talvez esse seja o motivo dos enganos cometidos. Irresignado com a decisão acima, o Recorrente apresentou recurso voluntário às fls. 44 a 52, no qual alega: (a) Que buscou informações junto a uma Agência da Previdência Social, tendo sido orientado a continuar a recolher suas contribuições enquanto o processo para concessão de sua aposentadoria estivesse em análise, o que evitaria a incidência de multas e juros sobre as parcelas a serem recolhidas posteriormente, caso fosse constatada a necessidade de realização desses recolhimentos como requisito para a concessão do beneficio; (b) Que não tem como provar que buscou auxílio em uma Agência da Previdência Social, tampouco que não exerceu atividade remunerada no período do recolhimento, pois não há como comprovar que algo não aconteceu. À fl. 53 foi realizado o encaminhamento dos autos a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. É o relatório. Fl. 59DF CARF MF Impresso em 18/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 05/06 /2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 35950.002121/200635 Acórdão n.º 2403001.939 S2C4T3 Fl. 58 5 Voto Conselheira Carolina Wanderley LandimRelatora O recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, dele tomo conhecimento. Analisando o caso, verificase que a controvérsia da presente lide cingese à questão probatória do direito do Recorrente à restituição dos valores pagos após a concessão de sua aposentadoria por tempo de contribuição. De um lado, afirma o Recorrente que mesmo antes de novembro de 2005, data em que apresentou o requerimento de concessão de aposentadoria, já não exercia atividade laboral como autônomo, tendo anexado ao Requerimento de Restituição de Valores Indevidos – RRVI – declaração neste sentido, assinada a próprio punho, na qual declara, inclusive, estar ciente de que prestar declaração falsa importa em Responsabilidade Criminal, nos Termos dos artigos 171 e 299, do Código Penal (fl. 08). Assevera o Recorrente, ademais, que se manteve recolhendo as contribuições previdenciárias como autônomo, durante o período em que aguardava a resposta ao seu pedido de aposentadoria, segundo orientação de agente da previdência social, embora não tenha como provar tal fato. De outro lado, a DRJ nega o direito à restituição, pois não há prova de que os pagamentos tenham sido indevidos, posto que o Recorrente não logrou comprovar que não exerceu atividade remunerada no período e, por ter mantido os pagamentos mensais como contribuinte individual, seria correto presumir que estivesse exercendo atividade remunerada. O cerne da questão discutida nestes autos é, portanto, a prova do não exercício da atividade remunerada no período de 11/2005 a 04/2006, sem a qual não se pode concluir terem sido indevidos os recolhimentos cuja restituição é pleiteada. Passemos, portanto, a analisar de forma hipotética como um trabalhador autônomo (o Recorrente exercia a atividade de pedreiro em construções civis), poderia comprovar o fato de que não exerceu atividade remunerada num determinado período. Não vislumbro a possibilidade de haver prova documental que ateste que o Recorrente não exerceu atividade remunerada, ressalvada a sua própria declaração, já juntada aos autos (fl. 08). Não me ocorre órgão, empresa, ou “empregador” que possa fornecer uma certidão neste sentido. Tratase, portanto, de uma prova negativa absoluta, e creio não existir meio de comprovar algo que o sujeito alega não ter feito, salvo sua declaração. A prova negativa é factível caso exista um fato positivo que concorra para sua produção. Exemplificando, eu teria como provar que não estive em Curitiba em Fl. 60DF CARF MF Impresso em 18/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 05/06 /2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 determinado período, mediante a comprovação de que, no mesmo intervalo de tempo, eu estava em Brasília, participando de sessão de julgamento deste I. Conselho de Fazenda.Todavia, não vislumbro meios de comprovar de forma cabal que nunca estive em Curitiba. No presente caso, por tratar de prova negativa absoluta, não há meios capazes de prova, salvo a própria declaração do Recorrente. Os julgadores a quo não poderiam ignorar a declaração apresentada, afastandoa por completo a ponto de sequer mencionar sua existência mesmo que para concluir pela sua imprestabilidade para provar o fato ali declarado. Cumpre trazer à baila os arts. 36 e 38, §§ 1º e 2º, todos da Lei 9.784, que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal, os quais impõem a análise das provas em decisões fundamentadas, ônus do qual a DRJ não se desincumbiu: Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no art. 37 desta Lei. (...) Art. 38. O interessado poderá, na fase instrutória e antes da tomada da decisão, juntar documentos e pareceres, requerer diligências e perícias, bem como aduzir alegações referentes à matéria objeto do processo. § 1O.Os elementos probatórios deverão ser considerados na motivação do relatório e da decisão. § 2o. Somente poderão ser recusadas, mediante decisão fundamentada, as provas propostas pelos interessados quando sejam ilícitas, impertinentes, desnecessárias ou protelatórias.(grifos meus) Assim, analisando os autos, verifico que o Recorrente juntou prova do não exercício da atividade remunerada no período dos recolhimentos indevidos – declaração; ao passo que a decisão recorrida negou o direito à restituição lastreandose na presunção de que o Recorrente exercia atividade remunerada. Poderia o órgão julgador, por outro lado, apresentar prova de que o Recorrente exerceu atividade remunerada no período objeto do pedido de restituição – por exemplo, verificar se o nome do Recorrente foi incluído em GFIP de eventual contratante, como contribuinte individual– o que não foi feito. Ademais, não se pode olvidar que os recolhimentos que se pretende restituir foram feitos exclusivamente nos meses em que o Recorrente aguardava resposta do INSS quanto ao seu pedido de aposentadoria. Não há informação de recolhimentos posteriores ao deferimento do benefício. Nesse contexto, é bastante plausível o argumento do contribuinte de que efetuou o recolhimento enquanto aguardava resposta ao seu pedido de aposentaria, por ter sido assim orientado pelo INSS e por não saber ao certo se já havia contribuído tempo suficiente para o deferimento do seu pleito. A suposta presunção de exercício de atividade laborativa por terem sido feitos recolhimentos na qualidade de contribuinte individual deve ser avaliada levando em Fl. 61DF CARF MF Impresso em 18/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 05/06 /2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 35950.002121/200635 Acórdão n.º 2403001.939 S2C4T3 Fl. 59 7 consideração todo o contexto em que esses pagamentos foram efetuados, bem como a razoabilidade em seu exigir prova negativa do exercício de atividade profissional. Deste modo, por considerar que não há como provar o não exercício da atividade remunerada senão através de declaração, assim como por não ter o órgão fazendário provado o exercício de atividade remunerada no período, concluo que assiste ao Recorrente o direito de pleitear a restituição das contribuições pagas no período de 11/2005 a 04/2006, quando este não mais exercia atividade remunerada e já fazia jus à aposentadoria por tempo de contribuição, benefício que passou a receber a partir de 30 de maio de 2006. Ressalto que este foi o posicionamento deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, quando se manifestou sobre o tema: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/09/2006 a 31/03/2007 RESTITUIÇÃO. VALORES RECOLHIDOS PELO CONTRIBUINTE INDIVIDUAL APÓS A CONCESSÃO DA APOSENTADORIA. AUSÊNCIA DE PROVA DE QUE VOLTOU A EXERCER ATIVIDADE ABRANGIDA PELO REGIME DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. Na ausência de provas de que o contribuinte individual voltou a exercer atividade abrangida pelo Regime Geral de Previdência Social, os valores por ele recolhidos após a data de concessão da aposentadoria tornamse indevidos e devem ser restituídos. Recurso Voluntário Provido. (CARF, Acórdão 230101.839, 2ª Seção, 3ª Câmara, 1ª Turma. Sessão de 10.02.2011) Conclusão Por todo o exposto, voto no sentido de CONHECER e DAR PROVIMENTO ao RECURSO VOLUNTÁRIO, para reconhecer o direito do Recorrente à restituição das contribuições previdenciárias pagas nas competências 11/2005 a 04/2006. É como voto. Carolina Wanderley Landim Fl. 62DF CARF MF Impresso em 18/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 05/06 /2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
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Numero do processo: 12897.000035/2008-46
Data da sessão: Tue Sep 11 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Ano-calendário: 2004
GLOSA DE DESPESAS Em conformidade com o disposto no artigo 299 do RIR/99 são dedutíveis apenas as despesas necessárias à atividade da empresa e à manutenção da respectiva fonte produtora e as pagas ou incorridas para realização das transações ou operações exigidas pela atividade da empresa, não se subsumindo a hipótese as despesas incorridas por mera liberalidade.
Numero da decisão: 1301-001.037
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por maioria, dar provimento ao recurso de ofício, vencidos os conselheiros Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Guilherme Pollastri. Gomes da Silva. Designado para redigir voto vencedor o Conselheiro Valmir Sandri.
Nome do relator: Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 2004 GLOSA DE DESPESAS Em conformidade com o disposto no artigo 299 do RIR/99 são dedutíveis apenas as despesas necessárias à atividade da empresa e à manutenção da respectiva fonte produtora e as pagas ou incorridas para realização das transações ou operações exigidas pela atividade da empresa, não se subsumindo a hipótese as despesas incorridas por mera liberalidade.
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por maioria, dar provimento ao recurso de ofício, vencidos os conselheiros Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Guilherme Pollastri. Gomes da Silva. Designado para redigir voto vencedor o Conselheiro Valmir Sandri. (assinado digitalmente) Alberto Pinto Souza Junior Presidente (assinado digitalmente) Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior Relator (assinado digitalmente) Valmir Sandri AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 89 7. 00 00 35 /2 00 8- 46 Fl. 1195DF CARF MF Impresso em 16/04/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 02/04/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/04/2013 p or VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 12/04/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 2 Redator Designado Participaram do julgamento os Conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Guilherme Pollastri. Gomes da Silva. Relatório Cuidase de Recurso de Ofício manuseado na forma regimental ante a exoneração integral de auto de infração lavrado contra a contribuinte acima identificada. Trata o presente processo dos autos de infração (fls. 696 – 707), lavrados em desfavor da contribuinte para formalização e exigência de crédito tributário assim constituído: • IRPJ R$ 6.338.667,72, multa de 75% e acréscimos; • CSLL R$ 2.281920,38 , multa de 75% e acréscimos; e • Multa isolada sobre estimativas não pagas (IRPJ e CSLL) R$ 4.321.294,19. Conforme descrição de fatos (fl. 683), foram glosadas despesas consideradas indedutíveis, sendo que as tais despesas são relativas ao anocalendário 2004 e correspondem a encargos pagos pela liquidação antecipada de financiamentos anteriormente contraídos. De acordo com a Fiscalização a antecipação decorreu de condição estabelecida em contrato realizado entre a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) e a TKS (Thissen Krupp Stahall), acionistas controladores da contribuinte (Galvasud), no âmbito de operação relativa a compra e venda de ações desta. A indedutibilidade dos encargos que foram objeto da glosa decorreria, nos termos relatados pela autoridade autuante, de terem sido efetuados unicamente por interesse dos sócios. Sob tal enfoque, não atenderiam aos requisitos de usualidade, normalidade e necessidade. Com base nos fatos acima expostos, foi formalizada exigência relativa ao IRPJ, e aproveitados os prejuízos acumulados de períodos anteriores, o IRRF e as estimativas declaradas em DIPJ e confessadas em DCTF. As informações, constantes do Termo de Verificação Fiscal (fls. 683), dão conta de que a contribuinte possuia financiamento contraído junto ao BNDES, ao Banco KFW e ao FINAME e os respectivos contratos previam a possibilidade de liquidação integral e antecipada da dívida, possibilidade esta condicionada ao pagamento de breakfunding costs (encargos decorrentes da antecipação). Consignouse que em junho de 2004 a CSN adquiriu as ações da outra única sócia da interessada, a TKS e que no âmbito da operação de compra e venda ficou estabelecido que a compradora (CSN) efetuaria a imediata liquidação antecipada dos financiamentos anteriormente contraídos pela Galvasud, de forma a desonerar o vendedor da participação acionária de qualquer responsabilidade junto aos agentes financeiros credores. Ficou ainda estabelecido que os valores supridos por aquela que passou a ser a única integrante do quadro Fl. 1196DF CARF MF Impresso em 16/04/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 02/04/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/04/2013 p or VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 12/04/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 12897.000035/200846 Acórdão n.º 1301001.037 S1C3T1 Fl. 3 3 social da interessada comporia a contabilidade dela a título de "adiantamento para futuro aumento de capital". Destacouse que em relação aos breakfunding costs, custos decorrentes da liquidação antecipada da dívida contraída, acordaram a TKS e a CSN que o respectivo ônus financeiro seria repartido em proporção idêntica àquela que correspondia à participação de cada um dos acionistas (49% e 51%, respectivamente) e os pagamentos envolvidos nas operações em questão foram realizados conforme previsão negocial, sem intermediação da interessada. De acordo com a Fiscalização, contabilmente, a dívida anteriormente contraída com os agentes financeiros foi baixada em contrapartida à conta de adiantamento para futuro aumento de capital, não se registrando os encargos decorrentes da antecipação arcados pela TKS (49%) e, relativamente aos encargos decorrentes da antecipação arcados pela CSN (51%), a contribuinte teria efetuado o registro contábil a crédito de "adiantamento para futuro aumento de capital” e a débito de conta de despesa operacional respaldada pelo entendimento de que os gastos relativos aos encargos decorrentes da antecipação arcados pela CSN, não atenderiam às condições de dedutibilidade, a autoridade responsável pela auditoria procedeu à glosa das mesmas. Efetivouse ainda, glosa atiente à falta de recolhimento do IRPJ sobre base de cálculo estimada porquanto em virtude das despesas glosadas, o recálculo dos balancetes de redução e suspensão acusaram recolhimento a menor de IRPJ sobre base estimada, razão pela qual procedeuse ao lançamento da multa isolada de 50% sobre os valores que deixaram de ser recolhidos. Como decorrância dos mesmos fatos e valores apurados na autuação relativa ao IRPJ, e, ainda, com base nos mesmos elementos de prova, foi formalizada autuação reflexa, referente à CSLL. De forma análoga, esta última exigência teve como fundamento dedução indevida na apuração da base de cálculo e falta de recolhimento sobre base estimada. Devidamente notificada da autuação interposta, a contribuinte apresentou Impugnação (fls 748), alegando em síntese que as despesas glosadas decorrem de operações de financiamento usuais e regulares e que as duas acionistas (CSN e TKS) acordaram que mediante leilão realizado em 18/06/2004, cada uma das partes apresentaria oferta de compra das ações pertencentes à outra, restando vencedor aquele que oferecesse a maior oferta sem que houvesse uma contraoferta válida, e que pelo procedimento descrito a CSN tornouse única acionista da Galvasud. Alegou que em virtude da negociação de ações, a Galvasud se viu obrigada a efetuar o pagamento antecipado dos empréstimos por ela anteriormente contraídos perante o FINAME, BNDES e KFW e que tal obrigação tem previsão na cláusula 7 (condições de fechamento), letra c ( Baixa da vendedora pelos Bancos) do contrato de compra de ações (doc. 07), afirmando que foram consequência da antecipação de penalidades e acréscimos previstos nos contratos de financiamento para a hipótese. Salientou que tendo em vista a ausência de disponibilidades, por parte da Galvasud, sua nova acionista (CSN) disponibilizou o numerário que cobriu o pagamento das dívidas junto aos credores e que a operação foi registrada em sua contabilidade sob a forma de “Adiantamento para Futuro Aumento de Capital”, mencionando que os empréstimos foram Fl. 1197DF CARF MF Impresso em 16/04/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 02/04/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/04/2013 p or VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 12/04/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 4 contraídos para que se possibilitasse a modernização do parque industrial e que a antecipação dos pagamentos, por sua vez, foi motivada por previsão contratual. Concluiu, destarte, que as despesas glosadas foram efetivamente incorridas, são usuais, necessárias e plenamente comprovadas por documentação hábil e idônea e são, portanto, nos termos do artigo 299 do RIR/1999, despesas dedutiveis, já que não haveria exceção prevista em legislação específica que preveja como indedutíveis as despesas correspondentes a multas por pagamento antecipado de empréstimos. Por fim, afirmou que a autoridade autuante não demonstrou que os empréstimos contraídos não seriam necessários à atividade operacional da empresa e as antecipações realizadas para o pagamento dos referidos empréstimos decorreram de previsão contratual de sorte que considerar indedutível a despesa em exame implicaria afrontar o artigo 153 da CF/1988 e considerar tributável valor em relação ao qual inexiste disponibilidade econômica ou jurídica. Reputou incabível a aplicação simultânea de multa de ofício sobre os tributos não recolhidos e de multa isolada pelas estimativas recolhidas a menor. A 8ª Turma da DRJ no Rio de Janeiro/RJ, nos termos do acórdão e voto de folhas 1.073 a 1.083, julgou improcedentes as acusações fiscais, ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2004 DESPESAS POR LIQUIDAÇÃO ANTECIPADA DE EMPRÉSTIMOS CONTRATADOS PARA MODERNIZAÇÃO DO PARQUE INDUSTRIAL. Em conformidade com o disposto no artigo 299 do RIR/99, são dedutíveis as despesas necessárias à atividade da empresa e à manutenção da respectiva fonte produtora e as pagas ou incorridas para a realização das transações ou operações exigidas pela atividade da empresa. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LIQUIDO CSLL Anocalendário: 2004 LANÇAMENTO REFLEXO. O decidido no lançamento do IRPJ deve ser estendido à CSLL em face da relação de causa e efeito que os vincula. Lançamento Improcedente. Da respectiva decisão, tal como registrado acima, recorreuse de ofício a este Conselho. É o relatório. Fl. 1198DF CARF MF Impresso em 16/04/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 02/04/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/04/2013 p or VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 12/04/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 12897.000035/200846 Acórdão n.º 1301001.037 S1C3T1 Fl. 4 5 Voto Vencido Conselheiro Edwal Casoni de Paula Fernandes Jr., Relator. O Recurso de Ofício atende aos pressupostos regulamentares, razão pela qual, dele tomo conhecimento. Na esteira daquilo que decidido pela 8ª Turma da DRJ no Rio de Janeiro/RJ, observase que até o ano de 2004, figuraram como acionistas controladores da empresa Galvasud S.A., a CSN com 51% e a TKS com 49% das suas ações nominativas, sendo que após seis anos de parceria, as sociedades controladoras decidiram por fim à relação societária que mantinham na Recorrida. Como bem descrito nos autos, a CSN saiu vencedora no leilão realizado em 18/06/2008 na Cidade de Nova York, por oferecer a maior oferta pela participação da TKS no capital social da autuada, passando a ser a única controladora. A questão atinente à glosa se deu em razão de a contribuinte haver tomado empréstimos, visando modernizar o seu parque industrial, nos anos de 1999 e 2000 perante à Agência Especial de Financiamento Industrial (FINAME), ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ao banco Kreditanstalt Für Wideraufbau nos seguintes valores: R$ 64.944.368,00, R$ 27.147.060,00 e USS 40,000,000.00, e em decorrência do leilão, no qual a CSN adquiriu o controle total da Galvasud, esta se viu obrigada, por expressa disposição contratual, a efetuar o pagamento antecipado dos empréstimos citados acima, como se comprova pelas cláusula 7 (Condições de Fechamento), letra "c" (Baixa da Vendedora pelos Bancos) do Contrato de Compra de Ações Share Purchase Agreement, ratificada pela Seção II (Transferência de Ações) do Contrato celebrado entre CSN, TKS e o escritório de advocacia internacional para operacionalizar a venda via leilão, documentos de folhas 930 a 1.205. Diante disso, os documentos contidos nos autos revelam que o acordo entre os acionistas (CSN e TKS) somente poderia se concretizar se todas as dívidas da Galvasud fossem liquidadas, o que foi concretamente efetivado. Ou seja, todos os empréstimos anteriormente citados foram quitados, assim como as multas e demais encargos contratualmente previstos para a hipótese de antecipação dos mesmos e os tais gastos é que foram glosados por serem considerados indedutíveis. Como a Galvasud, à época da quitação, estava sem caixa, a CSN, nova controladora, disponibilizou o numerário que foi registrado na contabilidade da Galvasud em Débito à conta "Caixa" e, como contrapartida, em Crédito à conta "Adiantamento para futuro aumento de Capital" como descrito pela própria Fiscalização. Com o dinheiro em caixa, os empréstimos puderam ser antecipadamente quitados. Tem razão a decisão recorrida, portanto, ao concluir que as despesas incorridas pelos pagamentos de empréstimos contratados para modernização de parque industrial e as multas contratuais decorrentes da liquidação antecipada dos mesmos (nos termos Fl. 1199DF CARF MF Impresso em 16/04/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 02/04/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/04/2013 p or VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 12/04/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 6 praticados pelo mercado), são dedutíveis, porquanto, sem a liquidação antecipada dos empréstimos bancários não se viabilizaria o negócio. Prospera, em razão disso, a decisão recorrida, mormente naquilo em que afirma se tratarem de empréstimos para a modernização do parque industrial, devidamente lançados em sua escrita contábil, ficando claro que tais despesas são necessárias. Portanto, a antecipação da dívida, com o pagamento de encargos previstos em contratos celebrados com terceiros, não tem o condão de desfigurar a natureza dessas despesas a ponto de tornálas não necessárias. Ademais, vale também destacar que esse tipo de despesa não consta do rol das "indedutíveis" previsto na legislação pertinente. Em conclusão, por todo o exposto, nego provimento ao recurso de ofício, mantendo a r. decisão de primeira instância administrativa que cancelou o lançamento tributário referente ao IRPJ e à CSLL. Sala das Sessões, em 07 de agosto de 2012 (assinado digitalmente) Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior. Fl. 1200DF CARF MF Impresso em 16/04/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 02/04/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/04/2013 p or VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 12/04/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 12897.000035/200846 Acórdão n.º 1301001.037 S1C3T1 Fl. 5 7 Voto Vencedor Conselheiro Valmir Sandri Com a devida vênia ao entendimento esposado pelo Nobre Relator para manter a decisão proferida pela 8ª Turma da DRJ no Rio de Janeiro/RJ, tenho para mim que a mesma merece reparos, senão vejamos: De acordo com o Termo de Verificação Fiscal, os custos decorrentes da liquidação antecipada relativo a dívida contraída pela contribuinte Galvasud S.A,(breakfundingcosts), se ocorrese, seriam repartido entre as empresas Thissen Krupp Stahall (TKS) e Companhia Siderurgica Nacional (CSN), na proporção de 9% e 51%, respectivamente, aliado ao fato de que a interessada não teve envolvimento e/ou intermediação na previsão contratual envolvendo as duas companhias no caso da antecipação do empréstimo. Ainda, de acordo com o TVF, contabilmente, a dívida anteriormente contraída com os agentes financeiros foi baixada em contrapartida à conta de adiantamento para futuro aumento de capital, não se registrando os breakfunding costs arcados pela TKS (49%) e, relativamente aos breakfunding costs arcados pela CSN (51%), a contribuinte teria efetuado o registro contábil a crédito de "adiantamento para futuro aumento de capital” e a débito de conta de despesa operacional. Ou seja, para os custos suportados pela empresa TKS para a liquidação do empréstimo (49%), o mesmo não foi repassado para a interessada, seguindo o que foi pactuado no contrato, ao passo que os custos suportados pela CSN, foi todo lançado como custo da Interessada, em detrimento do previsto no contrato assinado entre as duas companhias, tendo tais custos (CSN) sido glosados pela fiscalização, ao entendimento de que o mesmo não atende às condições de dedutibilidade, nos termos do artigo 299 do RIR/1999. Como se vê, no presente caso não se discute que o empréstimo foi contraído em benefício da ora Interessada, bem como, os custos daí decorrente são dedutíveis para efeitos da base de cálculo do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro, eis que necessárias à atividade da empresa e à manutenção da respectiva fonte produtora. Ocorre que os custos incorridos na liquidação antecipada do empréstimo, a despeito de poder trazer alguns benefícios a Interessada, fato esse não aventado nos presentes autos, o fato é que o chamado breakfunding costs só ocorreu por razões extra empresa, ou seja, para derrimir questões entre seus acionistas, no caso, para que pudesse ocorrer transferências de ações entre seus acionistas (compra das ações da Galvasud detidas pela TKS pela CSN). Assim, não me parece que tais custos eram necessários a atívidade da empresa e à manutenção da respectiva fonte produtora naquele momento, eis que foram realizadas para desagravar as ações efetuadas por ocasião dos empréstimos e, com isso, liberalas para que se pudesse transferilas ao adquirente (via leilão), no caso, a CSN. Fl. 1201DF CARF MF Impresso em 16/04/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 02/04/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/04/2013 p or VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 12/04/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 8 Ou seja, a priori, a antecipação do pagamento do empréstimo não foi realizada com o objetivo de trazer algum tipo de benefício a Interessada – no caso geroulhe custos desnecessários, mas sim, em benefício dos seus acionistas, que puderam, com isso, transacionar suas ações entre si, mesmo que em leilão, não se configurando, portanto, tais custos nas hipóteses prevista no art. 299 do RIR/1999, para efeito de sua dedutibilidade, eis que realizado por mera liberalidade. Isto posto, encaminho meu voto no sentido de DAR provimento ao recurso de ofício. É como voto. Sala das Sessões, em 11 de setembro de 2012 (documento assinado digitalmente) Valmir Sandri, Redator Designado. Fl. 1202DF CARF MF Impresso em 16/04/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 02/04/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/04/2013 p or VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 12/04/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
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Numero do processo: 13819.001382/2004-58
Data da sessão: Fri Oct 01 00:00:00 UTC 2010
Numero da decisão: 3302-000.074
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
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Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora. Walber José da Silva Presidente Fabiola Cassiano Keramidas – Relatora EDITADO EM: 11/08/2011 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva (Presidente), José Antonio Francisco, Alexandre Gomes, Fabiola Cassiano Keramidas (Relatora), Alan Fialho Gandra e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Tratase de auto de infração, lavrado em 25/06/04, para o fim de exigir débitos de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS – relativo ao período de julho/2000 a janeiro/2001. Os valores foram apurados por insuficiência de recolhimento dos valores declarados em DCTF. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 12/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/08/2011 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 13/0 8/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/08/2011 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 13819.001382/200458 Resolução n.º 330200.074 S3C3T3 Fl. 2 2 Irresignada, a Recorrente impugnou o lançamento informando que os débitos foram compensados com créditos de Finsocial, procedimento este respaldo em autorização obtida em processo judicial, trazendo à colação os documentos e o histórico dos processos judiciais (duas ações, uma ordinária e outra medida cautelar). Após avaliar as informações e os documentos trazidos aos autos, os julgadores de primeira instância administrativa verificaram que os processos existiam, assim como as decisões favoráveis ao procedimento de compensação realizado pela Recorrente. Em vista deste fato, a Quarta Turma da Delegacia de Julgamento de Campinas/SP, proferiu o acórdão nº 0518.423 (fls. 136/139 verso), por meio do qual aplicou a concomitância quanto ao mérito da discussão, uma vez que a matéria estava sendo discutida nos processos judiciais e cancelou a multa de ofício, a saber: “CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. A propositura de ação judicial, antes ou após o procedimento fiscal do lançamento, com o mesmo objeto, implica a renúncia ao litígio administrativo e impede a apreciação das razões de mérito pela Autoridade Administrativa a que caberia o julgamento. MULTA DE OFÍCIO VINCULADA. Em face do princípio da retroatividade benigna, exonerase a multa de ofício no lançamento decorrente das compensações não comprovadas, apurados em declaração prestada pelo sujeito passivo, por se configurar hipótese diversa daquelas versadas no art. 18 da Medida Provisória nº 135, de 2003, convertida na Lei nº 10.833, de 2003. Lançamento Procedente em Parte.” Inconformada, a Recorrente opôs Recurso Voluntário (fls. 142/149) por meio do qual discordou da decisão administrativa em virtude de não tratarse de concomitância, uma vez que os processos judiciais (96.00061297 e 96.00208522 – 13ª Vara Federal de Campinas) foram ajuizados bem antes da lavratura do auto de infração, encontrandose, inclusive, com decisão transitada em julgado. Com base neste fundamento fático, a Recorrente requer o cancelamento do auto de infração em vista da aplicação da decisão judicial, alegando, ainda, a impossibilidade de autuação de juros ou multa de mora. É o relatório. Passo ao voto. Voto Conselheira Fabiola Cassiano Keramidas, Relatora O recurso atende aos pressupostos de admissibilidade razão pela qual dele conheço. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 12/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/08/2011 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 13/0 8/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/08/2011 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 13819.001382/200458 Resolução n.º 330200.074 S3C3T3 Fl. 3 3 Conforme relatado, tratase de auto de infração lavrado em virtude da ausência de pagamento de determinados valores de Cofins, os quais foram compensados contabilmente com créditos de Finsocial decorrentes das ações judiciais nº 96.00061297 e 96.00208522. A indignação da Recorrente repousa no fato de discordar da concomitância aplicada pelos julgadores de primeira instância administrativa. Neste particular, com razão a Recorrente. Realmente, não há que se falar em concomitância de procedimentos, uma vez que os processos judiciais já se findaram, tendo as decisões, inclusive, transitado em julgado. Para a existência do instituto da concomitância, mister se faz que os processos (judicial e administrativo) estejam tramitando ao mesmo tempo, como o próprio nome diz, concomitantemente. No caso em análise, o processo judicial já acabou e a decisão nele proferida, transitou em julgado. Neste caso, não se trata de processo em andamento, mas de processo definitivamente findo. Assim como reconhecido pelo acórdão recorrido, a decisão judicial foi favorável à contribuinte, que foi autorizada a compensar seus créditos de Finsocial com seus débitos de Cofins. O procedimento da Recorrente está de acordo com a autorização judicial, tanto é assim que restou cancelada a multa de ofício aplicada. Por isso está com razão a Recorrente, a matéria tem que ser conhecida, porque não há mais concomitância, e deve ser aplicada a decisão judicial proferida nos processos nº 96.00061297 e nº 96.00208522. Todavia, não tem razão a Recorrente quando afirma que este simples fato é suficiente para cancelar o auto de infração, pois da leitura das peças judiciais acostadas verifico que não houve, no âmbito judicial, a quantificação do crédito da contribuinte. Inclusive, nos termos do ementa de Acórdão anexado à fls. 324 – Vol. II – a compensação e apuração dos créditos “é sempre sujeita à inarredável verificação pela autoridade administrativa (art. 195 do CTN)”. Desta forma, pareceme claro que no âmbito administrativo estamos analisando a quantificação do crédito frente à autuação que foi realizada para evitar a decadência dos valores não recolhidos. Ocorre que ao se prender aos fatos do processo judicial, as autoridades administrativas deixaram de realizar a análise do crédito da Recorrente, razão pela qual voto por converter o presente julgamento em diligência, oportunidade em que o agente administrativo competente deverá: (a) analisar o crédito da Recorrente, decorrente do êxito do processo judicial, indicando a forma de cálculo do crédito, bem como o critério de correção aplicados; (b) comparar com o débito constituído no auto de infração em análise, concluindo se houve a satisfação integral dos valores; (c) na hipótese de não ter ocorrido a quitação integral, a autoridade administrativa deverá esclarecer a razão e apresentar planilha demonstrativa; Fl. 3DF CARF MF Emitido em 12/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/08/2011 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 13/0 8/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/08/2011 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 13819.001382/200458 Resolução n.º 330200.074 S3C3T3 Fl. 4 4 (d) intimar a Recorrente do resultado da diligência para que se manifeste no prazo de 30 dias. É como voto. Fabiola Cassiano Keramidas Fl. 4DF CARF MF Emitido em 12/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/08/2011 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 13/0 8/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/08/2011 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
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Numero do processo: 10875.908188/2009-47
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 15 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 3401-000.389
Decisão: RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para sobrestá-lo até decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal em matéria sob repercussão geral, em razão do art. 62-A do Regimento Interno do CARF.
Nome do relator: EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS
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Recorrente SUPERMERCADOS IRMÃOS LOPES LTDA Recorrida DRJ PORTO ALEGRERS Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para sobrestálo até decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal em matéria sob repercussão geral, em razão do art. 62A do Regimento Interno do CARF. Júlio César Alves Ramos – Presidente Emanuel Carlos Dantas de Assis Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Cleuter Simões Mendonça, Odassi Guerzoni Filho, Adriana Oliveira e Ribeiro (Suplente), Fernando Marques Cleto Duarte e Júlio César Alves Ramos. Relatório Tratase de Recurso Voluntário em Declaração de Compensação (DCOMP) cujo crédito tem origem, segundo a Recorrente, na exclusão do ICMS da base de cálculo das Contribuições PIS e Cofins. Indeferida a pretensão por meio de despacho decisório eletrônico, a contribuinte alegou o seguinte na Manifestação de Inconformidade, conforme o relatório da DRJ que reproduzo: A ilegalidade/inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da Cofins. 0 conceito constitucional de faturamento corresponde à receita bruta da pessoa jurídica, que consiste apenas no produto da venda de mercadorias e/ou serviços. Fl. 81DF CARF MF Impresso em 19/03/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/03/2012 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10875.908188/200947 Resolução n.º 3401000.389 S3C4T1 Fl. 81 2 0 valor do ICMS não constitui receita dessas modalidades, mas sim receita dos estados, caracterizandose, pois, como imposto indireto que apenas transita por seu patrimônio. Considerar que tal imposto integra a base de cálculo daquelas contribuições é alterar o conceito de faturamento definido pelo Direito Privado, ofendendose, pois, o art. 110 do Código Tributário Nacional.Também a Emenda Constitucional n° 20, de 15 de dezembro de 2008, não pode dar suporte à tal inclusão, pois, por um lado, como dito, o ICMS não compõe o conceito de faturamento, e, por outro, ela não pode validar ato legal editado anteriormente à sua vigência; • A própria Administração Pública reconhece que o valor recolhido a titulo de ICMS não integra o faturamento. Sempre que qualquer contribuinte ajuizar ação objetivando repetição de indébito daquele imposto, a Fazenda Pública Estadual competente invocará em sua defesa a aplicação do art. 166 do Código Tributário Nacional, sustentando que o pedido do contribuinte não pode ser acolhido em razão de ele atuar apenas como intermediário da arrecadação do ICMS, pois o imposto seria pago efetivamente pelo adquirente final do produto. Assim, numa interpretação contrario sensu daquele dispositivo legal, não pode a Unido considerar como receita bruta da recorrente o valor do ICMS; • HA afronta ao principio constitucional da capacidade contributiva, pois embora atue como sujeito passivo de diversas relações jurídicas tributárias, não o é nas relações que envolve o contribuintefinal e o Fisco Estadual, não detendo, assim, capacidade contributiva sobre receitas auferidas pelo Erário; • Aplicase ao caso, por analogia, o estabelecido no art. 212, §1°, da Constituição Federal. Dessa forma, não se pode exigir PIS e Cofins sobre valores transferidos ao Fisco Estadual; • 0 atual posicionamento do Supremo Tribunal Federal na apreciação do RE n° 240.785MG, que trata de matéria idêntica presente, corrobora todos os argumentos aqui suscitados. Observese que já foram prolatados seis votos em favor dos contribuintes e apenas um contra. Assim, é notório que deverá ser reformado o Despacho Decisório ora recorrido, para que seja aplicado ao caso o atual posicionamento daquele Tribunal. Ao final, requer: • a reforma do Despacho Decisório, para homologação da compensação realizada; • produção de todas as modalidades de prova admitidas em direito, sob pena de cerceamento de direito de defesa; • sejam as intimações realizadas pessoalmente ou via Correios em nome da própria interessada, bem como em nome dos advogados. A DRJ manteve o indeferimento por interpretar que o ICMS integra, sim, a base de cálculo das duas Contribuições. Fl. 82DF CARF MF Impresso em 19/03/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/03/2012 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10875.908188/200947 Resolução n.º 3401000.389 S3C4T1 Fl. 82 3 No Recurso Voluntário insiste na compensação, repisando alegações da Manifestação de Inconformidade. É o relatório, elaborado a partir do processo digitalizado. Voto Conselheiro Emanuel Carlos Dantas de Assis, Relator O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos do Processo Administrativo Fiscal, pelo que dele conheço. Todavia, o julgamento deve sobrestado em obediência do Regimento Interno deste Conselho. O tema referente à inclusão (ou não) do ICMS na base de cálculo do PIS Faturamento e da Cofins está sob análise do Supremo Tribunal Federal, no Recurso Extraordinário nº nº 574706, que versa sobre o seguinte (tema 69): Recurso extraordinário em que se discute, à luz do art. 195, I, b, da Constituição Federal, se o ICMS integra, ou não, a base de cálculo da contribuição para o Programa de Integração Social PIS e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFIN Não pode, pois, ser analisado nesta oportunidade, impondose o sobrestamento do julgamento em obediência ao § 2º do art. do Anexo II do RICARF, acrescentado pela Portaria MF nº 586, de 21/12/2010, que dispõe o seguinte: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543 C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543 B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. Como informa o sítio do Colendo Tribunal na internet (consulta em 03 de outubro de 2011), o debate A matéria também é objeto da ADC nº 18 e do RE nº 2407852/MG. Apreciando Medida Cautelar na referida Ação Declaratória de Constitucionalidade, o STF, em 13/08/2008, resolvendo questão de ordem suscitada no sentido de dar prosseguimento ao julgamento do RE nº 240.7852/MG, por maioria deliberou pela precedência do controle concentrado em relação ao controle difuso, conforme a ementa seguinte (negrito acrescentado): Medida cautelar. Ação declaratória de constitucionalidade. Art. 3º, § 2º, inciso I, da Lei nº 9.718/98. COFINS e PIS/PASEP. Base de Fl. 83DF CARF MF Impresso em 19/03/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/03/2012 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10875.908188/200947 Resolução n.º 3401000.389 S3C4T1 Fl. 83 4 cálculo. Faturamento (art. 195, inciso I, alínea "b", da CF). Exclusão do valor relativo ao ICMS. 1. O controle direto de constitucionalidade precede o controle difuso, não obstando o ajuizamento da ação direta o curso do julgamento do recurso extraordinário. 2. Comprovada a divergência jurisprudencial entre Juízes e Tribunais pátrios relativamente à possibilidade de incluir o valor do ICMS na base de cálculo da COFINS e do PIS/PASEP, cabe deferir a medida cautelar para suspender o julgamento das demandas que envolvam a aplicação do art. 3º, § 2º, inciso I, da Lei nº 9.718/98. 3. Medida cautelar deferida, excluídos desta os processos em andamentos no Supremo Tribunal Federal. A eficácia da liminar acima foi prorrogada várias vezes pelo STF (vencidos os Min. Marco Aurélio e Celso de Melo), sempre pelo prazo de 180 dias, sendo que em 25/03/2010 tal prorrogação teria se dado pela última vez, segundo o Plenário do Colendo Tribunal (conforme o sítio do STF na internet, consultado em 30/01/2012). Pelo exposto, levando em conta art. 62A, § 2º, do RICARF, voto por sobrestar o julgamento até que o STF decida sobre a inclusão ou não do ICMS na base de cálculo do PIS Faturamento e Cofins. Somente após decisão transitada em julgado do Colendo Tribunal sobre o tema é que o processo deve retornar a esta Turma para julgamento. Emanuel Carlos Dantas de Assis Fl. 84DF CARF MF Impresso em 19/03/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/03/2012 por JULIO CESAR A LVES RAMOS
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Numero do processo: 10183.720398/2007-31
Data da sessão: Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Nov 21 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2003
ÁREAS NÃO TRIBUTÁVEIS. RESERVA LEGAL. REQUISITOS.
Considera-se Reserva Legal e, por isso, não tributável, a área que tenha sido constituída nos parâmetros legais, averbada à margem da inscrição do imóvel no Registro Público e demarcada, com precisão, em Laudo Técnico formalizado por profissional competente. Na falta de qualquer um desses requisitos a área correspondente não poderá ser deduzida da área tributável.
ÁREAS NÃO TRIBUTÁVEIS. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ART. 2º LEI 4.771/65. REQUISITOS.
Considera-se área de preservação permanente e, por isso não tributável, a área constituída conforme os parâmetros legais comprovada por meio de Laudo de Constatação (ou Vistoria), elaborado por profissional habilitado, que descreva e quantifique objetivamente as áreas de acordo com a classificação estabelecida na lei.
LAUDO AMBIENTAL. FORÇA PROBANTE. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA). EFEITO.
Deve ser reconhecida a área de preservação permanente especificada em Laudo de Constatação ambiental, preparado e assinado por profissional competente com registro em órgão de classe, apresentado pela contribuinte na fase processual adequada, desde que seja obedecido o limite estabelecido pelas áreas que a contribuinte identificou e submeteu ao IBAMA, por meio do ADA, em data anterior à ocorrência do fato gerador do ITR.
RETIFICAÇÃO DE DECLARAÇÕES. SÚMULA CARF Nº 33.
Cabe ao próprio contribuinte efetuar as retificações que julgar necessárias nas declarações que entrega ao Fisco, desde que sejam realizadas antes do início de qualquer procedimento de ofício, pois a declaração entregue após o início do procedimento fiscal não produz quaisquer efeitos sobre o lançamento de ofício, conforme súmula nº 33 do CARF.
Numero da decisão: 2201-002.151
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para reconhecer a Área de Preservação Permanente de 9.733,2 hectares, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(Assinado digitalmente)
MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Presidente.
(Assinado digitalmente)
MARCIO DE LACERDA MARTINS - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Odmir Fernandes, Eduardo Tadeu Farah, Nathália Mesquita Ceia e Marcio de Lacerda Martins. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Rodrigo Santos Masset Lacombe e Gustavo Lian Haddad.
Nome do relator: MARCIO DE LACERDA MARTINS
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RESERVA LEGAL. REQUISITOS. Considerase Reserva Legal e, por isso, não tributável, a área que tenha sido constituída nos parâmetros legais, averbada à margem da inscrição do imóvel no Registro Público e demarcada, com precisão, em Laudo Técnico formalizado por profissional competente. Na falta de qualquer um desses requisitos a área correspondente não poderá ser deduzida da área tributável. ÁREAS NÃO TRIBUTÁVEIS. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ART. 2º LEI 4.771/65. REQUISITOS. Considerase área de preservação permanente e, por isso não tributável, a área constituída conforme os parâmetros legais comprovada por meio de Laudo de Constatação (ou Vistoria), elaborado por profissional habilitado, que descreva e quantifique objetivamente as áreas de acordo com a classificação estabelecida na lei. LAUDO AMBIENTAL. FORÇA PROBANTE. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA). EFEITO. Deve ser reconhecida a área de preservação permanente especificada em Laudo de Constatação ambiental, preparado e assinado por profissional competente com registro em órgão de classe, apresentado pela contribuinte na fase processual adequada, desde que seja obedecido o limite estabelecido pelas áreas que a contribuinte identificou e submeteu ao IBAMA, por meio do ADA, em data anterior à ocorrência do fato gerador do ITR. RETIFICAÇÃO DE DECLARAÇÕES. SÚMULA CARF Nº 33. Cabe ao próprio contribuinte efetuar as retificações que julgar necessárias nas declarações que entrega ao Fisco, desde que sejam realizadas antes do início de qualquer procedimento de ofício, pois a declaração entregue após o início AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 18 3. 72 03 98 /2 00 7- 31 Fl. 230DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 18/11 /2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARIA HELENA COTTA CARD OZO Processo nº 10183.720398/200731 Acórdão n.º 2201002.151 S2C2T1 Fl. 231 2 do procedimento fiscal não produz quaisquer efeitos sobre o lançamento de ofício, conforme súmula nº 33 do CARF. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para reconhecer a Área de Preservação Permanente de 9.733,2 hectares, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (Assinado digitalmente) MARIA HELENA COTTA CARDOZO Presidente. (Assinado digitalmente) MARCIO DE LACERDA MARTINS Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Odmir Fernandes, Eduardo Tadeu Farah, Nathália Mesquita Ceia e Marcio de Lacerda Martins. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Rodrigo Santos Masset Lacombe e Gustavo Lian Haddad. Relatório A Notificação de Lançamento (fls. 2 a 5) foi emitida para exigir da contribuinte acima identificada o crédito tributário de R$491.216,49, sendo R$207.483,21 de imposto sobre a propriedade territorial rural (ITR), R$155.612,40 de multa de ofício de 75% e R$128.120,88 de juros de mora, referentes ao exercício 2003, do imóvel denominado Fazenda Indiana, localizada em Barão de Melgaço/MT. Da DITR/2003 A contribuinte apresentou DITR do exercício 2003, informando área total para o imóvel de 24.480,8 hectares, sendo 5.312,1 hectares de área de preservação permanente, 12.240,0 hectares como área de utilização limitada e 3,0 hectares ocupados com benfeitorias. Avaliou o valor da terra nua (VTN) por R$1.442.044,00 e informou área de pastagens de 6.925,7 hectares e apurou grau de utilização de 100%. Com esses dados e alíquota de 0,45%, calculou imposto devido de R$1.836,44. Do lançamento Foi efetuada a glosa da área declarada como de utilização limitada (reserva legal) na falta da apresentação do ADA tempestivo para o exercício e da documentação probatória da averbação da reserva legal na matrícula do registro do imóvel. A contribuinte não comprovou o VTN informado na DITR/2003 e a fiscalização alterou o valor de R$1.442.044,00 para R$2.227.752,80; com base nos dados disponíveis no SIPT. Em conseqüência, houve aumento da base de cálculo e da alíquota (de 0,45% para 12%), resultando em lançamento suplementar de R$207.483,21. Fl. 231DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 18/11 /2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARIA HELENA COTTA CARD OZO Processo nº 10183.720398/200731 Acórdão n.º 2201002.151 S2C2T1 Fl. 232 3 Da Impugnação A interessada apresentou a impugnação de fls. 95 a 108, alegando que as áreas de utilização limitada e de preservação permanente não podem ser glosadas porque são isentas do ITR pelo simples efeito da Lei nº 4.771/65, sem a necessidade de ADA tempestivo e de averbação na matrícula do imóvel, pois comprova a existência dessas áreas por outros meios além do que foi exigido. Requer a análise do Laudo de constatação ambiental (fls. 59 a 90), indevidamente desconsiderado pela autoridade lançadora, que comprova e identifica as áreas protegidas com dimensões superiores às declaradas na DITR e nos ADA de 1997, 2005 e 2006. O levantamento técnico constatou a existência de áreas de preservação permanente e de reserva legal perfeitamente caracterizadas e identificadas no mapa apresentado juntamente com o Laudo. Juntou, novamente, aos autos os ADA referentes a 1997 (fl. 129); 2005 (fl. 130) e 2006 (fl. 131) e Laudo de Constatação ambiental (fls. 132 a 160), subscrito por profissional habilitado, ART/CREAMT e mapas indicando as áreas de interesse. Aduz que a exigência do ADA não encontra respaldo no Código Florestal e que a averbação da área de utilização limitada é desnecessária, constituindo mera formalidade, para valer perante terceiros. Argumenta que o lançamento está respaldado em presunção relativa, que não pode se sobrepor à realidade dos fatos, em respeito ao princípio da verdade material. Insurgese contra a incidência da multa e dos juros aplicados à taxa SELIC, que afirma serem confiscatórios e acima do limite legal. Requer a invalidade do lançamento e que se considere área de utilização limitada toda a área levantada no laudo técnico como de preservação permanente, aplicandose o princípio da verdade material Da decisão de 1ª Instância A 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campo Grande (DRJ/CGE), por meio do Acórdão 0418.488, considerou improcedente a impugnação com os fundamentos a seguir resumidos. Esclarece que aos órgãos da esfera administrativa não cabe apreciar questões relacionadas a inconstitucionalidade de leis, decretos e normas vigentes. Que a multa está prevista no art. 44, I, da Lei n° 9.430, de 1996 e que os juros de mora aplicados, em percentual equivalente à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia — SELIC, obedece ao disposto no art. 61, § 3º, da referida lei. A contribuinte não comprovou o valor da terra nua (VTN) informado e o laudo apresentado não efetuou a avaliação econômica do imóvel, restringindose a identificar e caracterizar, sob o ponto de vista ambiental, o solo, a cobertura vegetal e a hidrografia. Neste caso, deve ser mantido o VTN apurado com base no SIPT. Quanto à área de utilização limitada (reserva legal), a impugnante não apresentou ADA que ratificasse a área informada de 12.240,0 hectares, nem comprovou a averbação da referida área na matrícula de registro do imóvel. Assim, a área de utilização Fl. 232DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 18/11 /2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARIA HELENA COTTA CARD OZO Processo nº 10183.720398/200731 Acórdão n.º 2201002.151 S2C2T1 Fl. 233 4 limitada não pode ser restabelecida, como requer a impugnante, e o lançamento deve ser mantido na integralidade. Do Recurso Voluntário Cientificada do Acórdão nº 0418.488, em 25/09/2009, AR fl. 178, a contribuinte apresentou, em 27/10/2009, o Recurso Voluntário de fls. 181 a 204 acompanhado dos documentos de fls. 205 a 209, expondo suas razões de fato e de direito, a seguir resumidas. Informa que o imóvel está localizado no pantanal matogrossense com grandes áreas de proteção ambiental com restrições à exploração econômica. Nesse sentido, o laudo comprovou a existência de área de preservação permanente não inferior a 19.000 hectares que não podem ser utilizadas, segundo exigências do Código Florestal e Resolução Conama nº 203. Alega que cometeu equívoco ao informar a extensão da área de utilização limitada tanto na DITR/2003 quanto nos ADA. Justifica o erro cometido em função da denominação “área de utilização limitada” que entende compreender as áreas de reserva legal e de preservação permanente. Requer a adequação da área de utilização limitada como de preservação permanente, ou, não sendo acolhida tal hipótese, acatamento da área como reserva legal, nos termos do que consta do Código Florestal (área de mata nativa, em estágio primário ou secundário de preservação, não antropizada). A veracidade das informações pode ser verificada com diligências, conforme preceitua o art. 18 do Decreto nº 70.235/72. Existente um ADA constando área de RL parcial; existente um laudo técnico válido e eficaz constatando área a maior; e, mesmo assim, havendo dúvida quanto à veracidade dos documentos dos autos, evidente a necessidade de diligência para aferição do quanto alegado, consistindo, assim, em aplicação coerente do art. 18 do Decreto nº 70.235/72. Considerando o Ato Declaratório Ambiental (ADA) uma obrigação acessória, entende ser ilegal a imposição de realidade virtual como fator preponderante em relação à verdade material (existência da área protegida). Requer, alternativamente, a retificação do ADA para constar a real área de interesse ambiental do imóvel e conseqüente impossibilidade de considerála como área não utilizada, devido à sua vedação em lei. Pede a retificação do ADA para constar área de interesse ambiental real do imóvel, procedimento que encontra respaldo legal na Lei nº 10.165, de 2000, art. 17O § 5º. É o Relatório. Voto Conselheiro Marcio de Lacerda Martins O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Fl. 233DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 18/11 /2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARIA HELENA COTTA CARD OZO Processo nº 10183.720398/200731 Acórdão n.º 2201002.151 S2C2T1 Fl. 234 5 Inicialmente, cabe esclarecer que o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural é tributo sujeito ao denominado “lançamento por homologação”, tal como previsto no artigo 10 da Lei n.º 9.393, de 1996, cujo caput encontrase a seguir reproduzido: Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitandose a homologação posterior. [...]. Por outro lado, o lançamento de ofício, previsto no artigo 149 do Código Tributário Nacional (CTN Lei n.º 5.172, de 1966), deve ser efetuado pela autoridade administrativa nos casos em que fique comprovada a omissão ou inexatidão, por parte da pessoa legalmente obrigada, no exercício da atividade a que se refere o artigo 150 do mesmo diploma, ou seja, o lançamento por homologação. É o que está previsto nos dispositivos citados que reproduzo abaixo, a conferir: Art. 149. O lançamento é efetuado e revisto de ofício pela autoridade administrativa nos seguintes casos: [...] V quando se comprove omissão ou inexatidão, por parte da pessoa legalmente obrigada, no exercício da atividade a que se refere o artigo seguinte; [...] Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. No caso presente, o lançamento foi revisto para exigir da recorrente imposto suplementar ao que foi apurado face à insatisfatória comprovação das deduções realizadas na base de cálculo do imposto e a falta de comprovação para o valor do imóvel, indicado na DITR. Questionado pela recorrente, o lançamento foi integralmente mantido pela primeira instância administrativa. Em fase de recurso, a contribuinte insiste em questionar a legalidade da exigência do ADA para o acolhimento de áreas de isenção descritas na lei do ITR. Alega que a MP nº 2.166, de 2001, ao vedar a prévia comprovação de áreas isentas de ITR, afastou qualquer forma de comprovação dos dados relativos a interesse ambiental na apuração do imposto. Assim, não haveria necessidade de comprovar a existência e a regularidade das áreas de Preservação Permanente e de Utilização Limitada informadas na DITR/2003. Equivocase a recorrente ao entender a desnecessidade de prévia comprovação como total desnecessidade de comprovação. Não há a necessidade de se juntar comprovantes à declaração do ITR, quando de sua entrega, mas a declarante deverá comprovar Fl. 234DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 18/11 /2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARIA HELENA COTTA CARD OZO Processo nº 10183.720398/200731 Acórdão n.º 2201002.151 S2C2T1 Fl. 235 6 os dados utilizados na apuração do imposto para que a administração tributária exerça sua atividade constitucional de acompanhamento e controle fiscal. Na apuração realizada pela recorrente, houve a dedução de 12.240,0 hectares referente à área de utilização limitada (Reserva Legal). Sobre esta área, houve intimação fiscal para que a contribuinte apresentasse os documentos exigidos pela legislação, a saber: 1 Certidão do Cartório de Registro do Imóvel com a averbação da área destinada para a Reserva Legal; 2 Ato Declaratório Ambiental (ADA) requerido junto ao IBAMA com a indicação das áreas isentas. 3 Laudo Técnico emitido por profissional habilitado acompanhado de Anotação de Responsabilidade Técnica – ART do CREA, identificando as áreas utilizadas e as submetidas à proteção ambiental. A recorrente apresentou Laudo Técnico de Constatação Ambiental, emitido pelo Engenheiro Agrônomo Luiz Carlos Lopes Ferreira e os ADA referentes aos exercícios 1997, 2005 e 2006. A certidão de registro apresentada pela contribuinte indica que não houve a averbação da reserva legal na matrícula do imóvel. Quanto à necessidade de averbação da área de Reserva Legal, julgo oportuno recorrer à legislação vigente à época dos fatos para justificála. Reportome à Lei nº 4.771, de 1965, com as alterações realizadas pela MP nº 2.16667, de 2001, que definiu no seu art. 16 os percentuais mínimos da área disponível que deveriam ser preservados, a saber: (grifei) Art.16.As florestas e outras formas de vegetação nativa, ressalvadas as situadas em área de preservação permanente, assim como aquelas não sujeitas ao regime de utilização limitada ou objeto de legislação específica, são suscetíveis de supressão, desde que sejam mantidas, a título de reserva legal, no mínimo: Ioitenta por cento, na propriedade rural situada em área de floresta localizada na Amazônia Legal; IItrinta e cinco por cento, na propriedade rural situada em área de cerrado localizada na Amazônia Legal, sendo no mínimo vinte por cento na propriedade e quinze por cento na forma de compensação em outra área, desde que esteja localizada na mesma microbacia, e seja averbada nos termos do § 7o deste artigo; IIIvinte por cento, na propriedade rural situada em área de floresta ou outras formas de vegetação nativa localizada nas demais regiões do País; e IVvinte por cento, na propriedade rural em área de campos gerais localizada em qualquer região do País. [...] Fl. 235DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 18/11 /2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARIA HELENA COTTA CARD OZO Processo nº 10183.720398/200731 Acórdão n.º 2201002.151 S2C2T1 Fl. 236 7 Vêse que da área disponível para exploração, com possibilidade de supressão de matas e florestas nativas, foi determinada a constituição de reserva com tamanhos que dependiam da localização do imóvel no território nacional. Destaco na norma acima transcrita que o legislador teve o cuidado de não permitir considerar, na reserva instituída, as áreas de preservação permanente e/ou outras áreas que tenham recebido proteção específica. Dando continuidade à transcrição do art. 16 da referida norma, verificase outras exigências e requisitos direcionados à área de Reserva Legal, a saber: §4o A localização da reserva legal deve ser aprovada pelo órgão ambiental estadual competente ou, mediante convênio, pelo órgão ambiental municipal ou outra instituição devidamente habilitada, devendo ser considerados, no processo de aprovação, a função social da propriedade, e os seguintes critérios e instrumentos, quando houver: [...] §8o A área de reserva legal deve ser averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente, sendo vedada a alteração de sua destinação, nos casos de transmissão, a qualquer título, de desmembramento ou de retificação da área, com as exceções previstas neste Código. Assim, foram fixadas duas exigências para a demarcação da área de reserva legal, a aprovação de sua localização por órgão ambiental estadual competente ou municipal conveniado e a averbação da área na matrícula do imóvel no registro de imóveis competente. Assim, constatase que a exigência da averbação resulta de comando direto da Lei sem qualquer possibilidade de interpretação distinta. A averbação da área destinada à Reserva Legal no registro do imóvel é questão pacífica neste Conselho ratificado, inclusive, pelo acórdão citado pela recorrente, cuja ementa é reproduzida abaixo, a conferir: ACÓRDÃO 30131.564 3º Conselho de Contribuintes / 1ª Câmara. ITR. EXERCÍCIO 1997. ÁREA DE RESERVA LEGAL. Havendo a necessária averbação à margem da inscrição da matrícula no registro de imóveis competente da reserva legal mesmo a destempo, faz jus o contribuinte à isenção decorrente de lei e com base no princípio da verdade material. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Para ser dedutível da área do imóvel, a área destinada para reserva legal deve ser informada no ADA e averbada tempestivamente na matrícula do registro do imóvel. No caso, a recorrente não comprovou a averbação da área de reserva legal, seja 12.240,0; 4.090,9 ou 488,8 hectares, na matrícula do imóvel. Portanto, não há como acatar a dedução da área de reserva legal, independentemente de sua extensão, quando não cumprido o requisito legal de sua averbação. Fl. 236DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 18/11 /2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARIA HELENA COTTA CARD OZO Processo nº 10183.720398/200731 Acórdão n.º 2201002.151 S2C2T1 Fl. 237 8 Estaria encerrada a lide, se não houvesse a alegação da recorrente quanto à ocorrência de erro no preenchimento da DITR e ADA na área informada como reserva legal. Segundo informa a recorrente, quando do preenchimento das declarações, teria se equivocado ao informar área de Reserva Legal quando deveria indicar área de preservação permanente. A área destinada a Reserva Legal na DITR/2003 e no ADA 1997 (fl.129), entregue em 30/08/2000, não são coincidentes. Enquanto na DITR/2003 a reserva legal ocupa 12.240,0 hectares da propriedade, no ADA, entregue pela própria recorrente ao IBAMA, a área destinada a essa proteção legal foi informada com extensão de 4.909,9 hectares. Instada a comprovar a área informada, a recorrente, com base no laudo, informa que se equivocou ao classificar na DITR e nos ADA, como reserva legal, áreas que são na realidade e, por definição legal, áreas de preservação permanente, atestadas por inspeção “in loco” realizada pelo especialista contratado. Argumenta que fica evidenciado o erro pelo próprio laudo apresentado que identifica as áreas com os números 04 e 05 e a margem do Rio São Lourenço como sendo áreas de preservação permanente, conforme mostra o mapa de fl. 159. Essas áreas de preservação permanente abrangem grande parte do imóvel, em extensão muito superior às indicadas na DITR/2003 e nos ADA apresentados. Notase que a recorrente deseja reclassificar as áreas de reserva legal que informou na DITR e nos ADA apresentados. É pertinente registrar que a responsabilidade pelas informações fornecidas nos documentos citados é de inteira responsabilidade da declarante que deveria ter se baseado em levantamento técnico para subsidiar o preenchimento das declarações. Ademais a possibilidade de retificar as declarações e corrigir eventuais equívocos sempre esteve à disposição da recorrente, independentemente de autorização do Fisco, desde que realizada antes do lançamento. Por outro lado, percebese que é prática reiterada dos contribuintes na apuração do ITR, de somente buscar auxílio técnico especializado quando efetuado o lançamento de ofício. Neste desiderato, o laudo providenciado pela recorrente logra comprovar outros valores para as áreas de reserva legal e preservação permanente. Como reserva legal, o laudo identificou somente 488,8 hectares, indicada no mapa com o número 03. Em que pese, a grande distorção entre os valores, o laudo apresenta um nível de certeza mais elevado do que as declarações, muitas vezes preenchidas sem a devida atenção aos conceitos e definições legais. É a dificuldade alegada pela recorrente quando classifica as áreas não tributáveis como de preservação permanente ou de reserva legal. São conceitos distintos utilizados pela legislação do ITR que demandam providências específicas daqueles que desejam aproveitálas na redução da base de cálculo do imposto. O laudo de constatação ambiental apresentado pela recorrente às fls. 59 a 88 e novamente juntado às fls. 132 a 160, assinado pelo Engenheiro Agrônomo Luiz Carlos Lopes Ferreira, apontou a existência de áreas classificadas pelo especialista como de preservação permanente e localizadas nas faixas marginais dos cursos d’água, ao redor de lagos e lagoas naturais e em veredas. Consta da referida peça a identificação dos elementos naturais que subsidiaram suas conclusões técnicas. Considero relevante reproduzir aqui os trechos do laudo onde são identificadas as ares de proteção ambiental, a conferir: Fl. 237DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 18/11 /2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARIA HELENA COTTA CARD OZO Processo nº 10183.720398/200731 Acórdão n.º 2201002.151 S2C2T1 Fl. 238 9 "vazantes" têm um caráter perene, cuja situação está ligada provavelmente à proximidade do lençol freático, aflorante a poucos metros da superfície, como é o caso da "vazante" na Fazenda Indiana, e nesta condição a sua faixa marginal de 50 metros pode ser considerada como Área de Preservação Permanente. [...] Outra feição bastante comum nesta área é a constituída pelas "baías", que são áreas deprimidas, contendo água, às vezes salobra, delineando formas circulares, semicirculares ou irregulares, com dimensões variando de dezenas até centenas de metros, e o seu entorno de 50 metros a 100 metros também é considerado Área de Preservação Permanente. [...] A ressalva consiste em verificar lançamento de área de reserva legal quando ela praticamente inexiste na propriedade, exceto por uma área localizada em um espaço onde não haja inundação periódica ou perene, devendo assim ser acatada pelo i. órgão da Receita federal mediante adequação de declaração. O Laudo Técnico aponta também a existência de áreas de matas ciliares de 572,8 hectares e 2.774,0 hectares de corixos que foram classificadas como áreas de preservação permanente, a saber: [...] foram identificados dois corixos, denominados Bugio e Morcego, que são pequenos cursos d'água de caráter perene, conectando "baías" contíguas e diferentemente das "vazantes", têm uma incisão muito maior no sentido linear, originando canais estreitos e mais profundos, cuja faixa marginal de 30 metros também é considerada como Área de Preservação Permanente. A recorrente apresenta suas razões para que seja considerada a área levantada pelo Engenheiro como de preservação permanente: Em laudo de constatação anexo aos autos e a esta impugnação, pudemos informar a existência de várias formas de preservação permanente existentes na propriedade, em especial as áreas localizadas em faixas marginais de cursos d'água; ao redor de lagoas e lagos naturais; e, em maior quantidade, em veredas e em faixas marginais das próprias. Todas essas áreas de preservação permanente estariam, a bem da verdade, ocupando os espaços que haviam sido lançados como de utilização limitada. O próprio programa gerador de declaração de ITR permite certa confusão na definição da natureza do quadro de uso do solo dos imóveis, haja vista adotar denominação "utilização limitada” e não "reserva legal". Fl. 238DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 18/11 /2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARIA HELENA COTTA CARD OZO Processo nº 10183.720398/200731 Acórdão n.º 2201002.151 S2C2T1 Fl. 239 10 É de se notar que o Laudo apresentado não confirma o tamanho das áreas informadas na DITR e quanto a área de Reserva Legal a discrepância é imensa. No laudo a área reservada é de 488,8 hectares e na DITR alcança 12.240,0 hectares mesmo valor constante dos ADA 2005 e 2006 (fls. 130 e 131). Já no ADA 1997, a área de Reserva Legal foi informada com 4.909,9 hectares (fl. 129). Por outro lado, foram informadas no ADA 1997, entregue em 30/08/2000, as áreas protegidas que compreendem as áreas de Preservação Permanente e a destinada à Reserva Legal que totalizam 10.021,9 hectares. Assim, considerando este valor como limite que a própria contribuinte estabeleceu em ADA como referência para o exercício em análise, e que deste valor, a considerar a reserva legal indicada no laudo (488,8 hectares) restariam 9.733,2 hectares de área de preservação permanente. Neste contexto, considerando as forças probatórias do laudo e do ADA apresentados, as características da região do pantanal matogrossense, o princípio da verdade material além da importância do ADA como instrumento viabilizador dos benefícios da isenção, considero existirem elementos nos autos com força probatória suficiente para se prescindir de diligências, que permitem reconhecer a área de preservação permanente passível de ser deduzida da base de cálculo do ITR no valor total de 9.733,2 hectares. Este valor, inclusive, mostrase compatível com os dados levantados pelo Laudo que apresenta 2.774,0 hectares (área 04) que somados com 572,8 hectares (matas ciliares) e com os 5.312,1 hectares totalizando um valor compatível (aproximado) com o reconhecido que está limitado pela informação fornecida pela proprietária ao órgão de controle e de fiscalização ambiental. Portanto, mantenho a glosa em relação a área de reserva legal (comprovada em 488,8 hectares mas não averbada) e reconheço área de preservação permanente de 9.722,2 hectares. Nesses termos, dou provimento parcial ao recurso para reconhecer a Área de Preservação Permanente de 9.733,2 hectares. (Assinado digitalmente) Marcio de Lacerda Martins – Relator Fl. 239DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 18/11 /2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARIA HELENA COTTA CARD OZO Processo nº 10183.720398/200731 Acórdão n.º 2201002.151 S2C2T1 Fl. 240 11 INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão nº 2201 002.151. Brasília, 18 de novembro de 2013 (Assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo Presidente da 1ª TO / 2ª Câmara / 2ª Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: ______/______/_______ _____________________________ Procurador (a) da Fazenda Nacional Fl. 240DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 18/11 /2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARIA HELENA COTTA CARD OZO
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Numero do processo: 18471.000145/2008-95
Data da sessão: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Aug 19 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 29/07/2002
CRÉDITO TRIBUTÁRIO. CONSTITUIÇÃO. DECADÊNCIA.
Decai em 5 (cinco) anos o direito de a Fazenda Nacional constituir crédito tributário não declarado nem pago, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que poderia ter sido constituído por meio de lançamento de ofício.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 3301-001.696
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto Relator. Fez sustentação oral pela recorrente o advogado Maurício Terciotti, OAB/RJ 130.273.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente
(assinado digitalmente)
Jose Adão Vitorino de Morais - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martínez López, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Paulo Guilherme Déroulède e Andréa Medrado Darzé.
Matéria: CPMF - ação fiscal- (insuf. na puração e recolhimento)
Nome do relator: JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 29/07/2002 CRÉDITO TRIBUTÁRIO. CONSTITUIÇÃO. DECADÊNCIA. Decai em 5 (cinco) anos o direito de a Fazenda Nacional constituir crédito tributário não declarado nem pago, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que poderia ter sido constituído por meio de lançamento de ofício. Recurso Voluntário Provido
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CONSTITUIÇÃO. DECADÊNCIA. Decai em 5 (cinco) anos o direito de a Fazenda Nacional constituir crédito tributário não declarado nem pago, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que poderia ter sido constituído por meio de lançamento de ofício. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto Relator. Fez sustentação oral pela recorrente o advogado Maurício Terciotti, OAB/RJ 130.273. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente (assinado digitalmente) Jose Adão Vitorino de Morais Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martínez López, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Paulo Guilherme Déroulède e Andréa Medrado Darzé. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 1. 00 01 45 /2 00 8- 95 Fl. 1507DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 28 /02/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 25/03/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 2 Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão proferida pela DRJ Rio de Janeiro I que julgou improcedente a impugnação apresentada contra o lançamento da Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira CPMF referente a fatos geradores ocorridos nas datas de 15/7/2002, 15/5/2003 e 20/5/2003. O lançamento decorreu da falta de declaração e pagamento da contribuição incidente sobre operação de câmbio para a conversão de empréstimo externo concedido pela Telecom América Ltda. e foi efetuado para prevenir a decadência do direito de a Fazenda Nacional constituir o crédito tributário, sem multa de ofício, em virtude da liminar favorável à recorrente, no mandado de segurança nº 2002.51.01.0144864, referente ao fato gerador ocorrido em 15/7/2001, e dos depósitos judiciais referentes aos fatos geradores ocorridos em 15/5/2003 e 20/5/2003, nos termos dos mandados de segurança nºs 2003.01.51.0114931 e 2003.51.010117269. Cientificada do lançamento, a recorrente interpôs impugnação (fls. 836/858), requerendo o seu cancelamento, alegando razões que foram assim sintetizadas por aquela DRJ: “5.1 – a decadência do direito a lançar a CPMF relativa ao fato gerador de 29/07/2002, uma vez que já teria transcorrido mais de 5 (cinco) anos quando da ciência do lançamento, ocorrido em 18/02/2008, em face do disposto no § 4º do art. 150 do CTN; 5.2. a impossibilidade da exigência de juros de mora enquanto estiver suspensa a exigibilidade do crédito tributário, em decorrência dos depósitos bancários realizados nos autos dos Mandados de Segurança nºs. 2003.51.01.0114931 e 2003.51.01.0117269; 5.3. quanto ao crédito relacionado com a operação realizada em 20.05.2003, no valor de R$ 187.516.994,00: 5.3.1. o Juízo da 12ª Vara Federal no RJ autorizou a realização de depósito judicial até o trânsito em julgado, determinando a intimação da instituição bancária para que, realizada a retenção, fosse realizado o depósito à disposição daquele juízo; 5.3.2. em que pese ter sido intimado o Banco do Brasil a comprovar a realização do depósito bancário, não apresentou o comprovante do depósito até o momento nos autos do Mandado de Segurança; 5.3.3. em que pés a não comprovação da realização do depósito, é certo que o Banco do Brasil SA realizou a retenção de CPMF relativa aos fatos geradores ocorridos em 15/05/2003 e 20/05/2003, como se comprova pelo extrato da empresa; 5.4. diante do exposto, duas são as conclusões: 5.4.1. ou se considera efetivamente realizado o depósito judicial, por meio do Banco do Brasil, de forma que não haveria incidência de juros de mora; 5.4.2 ou se considera o Banco do Brasil responsável pela CPMF exigida no presente auto de infração, na media que realizou a retenção do montante devido a título de CPMF, mas não o recolheu aos cofres públicos, devendo, neste caso, ser a instituição financeira autuada; 5.5. se a instituição financeira não tivesse feito a retenção da contribuição, a mesma teria a responsabilidade supletiva de efetuar o recolhimento do tributo. No Fl. 1508DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 28 /02/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 25/03/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 18471.000145/200895 Acórdão n.º 3301001.696 S3C3T1 Fl. 1.508 3 entanto, como exposto acima, houve a retenção da contribuição, o que afasta a obrigatoriedade da referida recolher a CPMF.” Analisada a impugnação, aquela DRJ não a conheceu, na parte que se refere à falta de recolhimento da CPMF, e declarou definitivamente constituído o crédito tributário na instância administrativa, julgando procedente, em parte, a exigência dos juros de mora, conforme Acórdão nº 1219.575, datado de 23 de junho de 2008, às fls. 1.340/1.360, sob as seguintes ementas: “PRAZO DECADENCIAL. CPMF. O prazo decadencial do tributo CPMF é o disposto no art. 45, da Lei nº 8.212/1991, ou seja, 10 (dez) anos do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. RESPONSABILIDADE SUPLETIVA. Na falta de retenção da contribuição, fica mantida, em caráter supletivo, a responsabilidade do contribuinte pelo seu pagamento. (Inteligência do §3º do art. 5º da Lei nº 9.311/1996) AÇÃO JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA. A propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda, de ação judicial, importa renúncia à discussão na via administrativa das matérias discutidas em juízo. JUROS DE MORA. Os juros de mora são devidos a partir do vencimento, mesmo que a respectiva cobrança estiver suspensa por decisão judicial e, ainda que, seja efetuado o respectivo depósito judicial.” Inconformada com a decisão de primeira instância, a recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 1.374/1.422), requerendo a sua reforma a fim de que se julgue o lançamento improcedente, alegando, em síntese, as mesmas razões de mérito expendidas na impugnação, decadência do direito de a Fazenda constituir o crédito correspondente ao fato gerador ocorrido em 29/7/2002, nos termos do CTN, art. 150, § 4º, e também do art. 173 desse mesmo Código; a impossibilidade de se exigir juros de mora enquanto estiver suspensa a exigibilidade do crédito tributário em decorrência de depósitos judiciais; o débito relativo ao fato gerador ocorrido em 20/5/2003 já foi debitado em sua conta corrente e, ainda, alegou a inexistência de concomitância entre os processos judiciais e o administrativo. Depois de recebidos os autos neste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), a recorrente protocolou, em 4 de março de 2010, o requerimento às fls. 1.486/1.488, requerendo e informando que desiste, em caráter irrevogável, do presente recurso, e renúncia a quaisquer alegações de direito sobre o qual se funda, em relação aos débitos referentes aos fatos geradores ocorridos nas datas de 15/5/2003 e 20/5/2003, e que mantém o interesse recursal apenas em relação ao débito correspondente ao fato gerador de 29/7/2002. Em face desse requerimento, os autos foram remetidos à unidade de origem para manifestação e demais providências. Fl. 1509DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 28 /02/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 25/03/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 4 Analisado o requerimento, a unidade de origem, por meio de Representação às fls. 1.496, formalizou um processo apartado para cobrança dos débitos cuja exigência a recorrente reconheceu como procedente, mantendo neste apenas o crédito tributário referente ao fato gerador ocorrido em 29/7/2002, com o retorno dos autos a este CARF para prosseguimento. É o relatório. Voto Conselheiro José Adão Vitorino de Morais O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Assim, dele conheço. Em face da desistência da recorrente, em relação à exigência de parte do crédito tributário inicialmente constituído, remanesceu para discussão nesta fase recursal apenas a parcela lançada e exigida para o fato gerador ocorrido em 29/7/2002. Conforme demonstrado no relatório, a exigibilidade da CPMF, objeto do lançamento em discussão foi objeto do mandado de segurança nº 2002.51.01.0144864 em que a recorrente solicitou a suspensão da exigibilidade do crédito tributário e sucessivamente, caso não se entendesse cabível a concessão da liminar requerida, fosse autorizada a realização de depósitos judiciais. A segurança foi concedida e os depósitos não foram efetuados. Assim, o crédito tributário foi constituído, sem multa de ofício e com exigibilidade suspensa, visando prevenir a decadência do direito de a Fazenda Pública constituílo. A autoridade julgadora de primeira instância não reconheceu a decadência sob o argumento de que o prazo decadencial é de 10 (dez) anos, nos termos do art. 45 da Lei nº 8.212, de 1991. Nesta fase recursal a recorrente insiste na decadência qüinqüenal, defendendo a contagem do prazo nos termos do CTN, art. 150, § 4º e/ ou nos termos do art. 173 deste mesmo Código. Em julgamento ocorrido em 11 de junho de 2008, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional o art. 45 daquela lei e, ainda, aprovou na sessão plenária realizada em 12/06/2008 a Súmula Vinculante nº 08, que assim estabelece: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Dessa forma, em relação à decadência, a contagem do prazo decadencial deve ser efetuada, nos termos do Código Tributário Nacional (CTN) que assim dispõe: “Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; Fl. 1510DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 28 /02/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 25/03/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 18471.000145/200895 Acórdão n.º 3301001.696 S3C3T1 Fl. 1.509 5 [...]. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento.” A parte do crédito tributário em discussão corresponde ao fato gerador ocorrido na data de 29 de julho de 2002. Levandose em conta que a Fazenda Pública poderia constituir o crédito tributário referente àquele fato gerador no próprio ano calendário de 2002, a contagem do prazo decadencial qüinqüenal iniciouse em 1º de janeiro de 2003, expirando o prazo limite em 1º de janeiro de 2008, na prática em 31 de dezembro de 2007, em virtude de feriado nacional no dia 1º de janeiro. Como a recorrente foi notificada do lançamento em 18 de fevereiro de 2008, conforme provam a assinatura do responsável e a data apostas no auto de infração às fls. 789, naquela data, o direito de a Fazenda constituir o crédito tributário, ora exigido, referente ao fato gerador ocorrido em 29/7/2002, já havia decaído. Em face do exposto, dou provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) José Adão Vitorino de Morais Relator Fl. 1511DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 28 /02/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 25/03/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
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Numero do processo: 10580.005840/2005-51
Data da sessão: Wed Feb 06 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Sep 25 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Ano-calendário: 2001
DCTF. ENTREGA EXTEMPORÂNEA. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA AUTÔNOMA. MULTA PECUNIÁRIA.
O retardamento da entrega de DCTF constitui mera infração formal.
Não sendo a entrega serôdia infração de natureza tributária, e sim infração formal por descumprimento de obrigação acessória autônoma, não abarcada pelo instituto da denúncia espontânea, é legal a aplicação da multa pelo atraso de apresentação da DCTF.
As denominadas obrigações acessórias autônomas são normas necessárias ao exercício da atividade administrativa fiscalizadora do tributo, sem apresentar qualquer laço com os efeitos do fato gerador do tributo.
A multa aplicada decorre do exercício do poder de polícia de que dispõe a Administração Pública, pois o contribuinte desidioso compromete o desempenho do fisco na medida em que cria dificuldades na fase de homologação do tributo.
EMPRESA INATIVA. APRESENTAÇÃO DE DCTF. CONDIÇÃO DE DISPENSA NÃO ATENDIDA.
A lei comina penalidade pecuniária às empresas inativas pela falta de apresentação ou entrega em atraso de DCTF.
Entretanto, por ato normativo infralegal da RFB, estão dispensadas da apresentação de DCTF as pessoas jurídicas que se mantiveram inativas desde o início do ano-calendário a que se referirem as DCTF, ou seja, que não tiveram qualquer atividade operacional, não operacional, financeira ou patrimonial.
ÔNUS DA PROVA.
Para elidir o fato constitutivo do direito do fisco, incumbe ao sujeito passivo o ônus probatório da existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo.
Numero da decisão: 1802-001.539
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
(documento assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa- Presidente.
(documento assinado digitalmente)
Nelso Kichel Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Marciel Eder Costa e Marco Antônio Nunes Castilho.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: NELSO KICHEL
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ENTREGA EXTEMPORÂNEA. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA AUTÔNOMA. MULTA PECUNIÁRIA. O retardamento da entrega de DCTF constitui mera infração formal. Não sendo a entrega serôdia infração de natureza tributária, e sim infração formal por descumprimento de obrigação acessória autônoma, não abarcada pelo instituto da denúncia espontânea, é legal a aplicação da multa pelo atraso de apresentação da DCTF. As denominadas obrigações acessórias autônomas são normas necessárias ao exercício da atividade administrativa fiscalizadora do tributo, sem apresentar qualquer laço com os efeitos do fato gerador do tributo. A multa aplicada decorre do exercício do poder de polícia de que dispõe a Administração Pública, pois o contribuinte desidioso compromete o desempenho do fisco na medida em que cria dificuldades na fase de homologação do tributo. EMPRESA INATIVA. APRESENTAÇÃO DE DCTF. CONDIÇÃO DE DISPENSA NÃO ATENDIDA. A lei comina penalidade pecuniária às empresas inativas pela falta de apresentação ou entrega em atraso de DCTF. Entretanto, por ato normativo infralegal da RFB, estão dispensadas da apresentação de DCTF as pessoas jurídicas que se mantiveram inativas desde o início do anocalendário a que se referirem as DCTF, ou seja, que não tiveram qualquer atividade operacional, não operacional, financeira ou patrimonial. ÔNUS DA PROVA. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 00 58 40 /2 00 5- 51 Fl. 59DF CARF MF Impresso em 25/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/09/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 10580.005840/200551 Acórdão n.º 1802001.539 S1TE02 Fl. 60 2 Para elidir o fato constitutivo do direito do fisco, incumbe ao sujeito passivo o ônus probatório da existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel – Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Marciel Eder Costa e Marco Antônio Nunes Castilho. Fl. 60DF CARF MF Impresso em 25/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/09/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 10580.005840/200551 Acórdão n.º 1802001.539 S1TE02 Fl. 61 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário (fl. 44) contra decisão da 4ª Turma da DRJ/Salvador (fls. 37/39) que manteve o crédito tributário objeto dos presentes autos. Quantos fatos: em 10/06/2005, foi lavrado auto de infração, de fl. 04, contra a contribuinte, na DRF/Salvador, por entrega, em atraso, da Declaração de Débitos e Créditos Tributários DCTF dos 1º, 2º, 3º e 4º trimestres/2001; consta do referido auto de infração: (...) 3 DADOS DA DECLARAÇÃO Tri mestre Prazo Final de Entrega Data de entrega da Decl. Original Nº meses atraso Montante Informado na DCTF (R$) Número da declaração 1 15/05/2001 23/08/2002 16 0,00 0000001002002.21156486 2 15/08/2001 23/08/2002 13 0,00 0000001002002.81077732 3 14/11/2001 23/08/2002 10 0,00 0000001002002.61097756 4 15/02/2002 23/08/2002 07 0,00 0000001002002.91068387 4 DEMONSTRATIVO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO Valor em Reais 1º Trimestre MULTA MÍNIMA R$200,00 200,00 2º Trimestre MULTA MÍNIMA = R$200,00 200,00 3º Trimestre MULTA MÍNIMA = R$200,00 200,00 4º Trimestre MULTA MÍNIMA = R$200,00 200,00 Valor da Multa a Pagar 800,00 5 DESCRIÇÃO DOS FATOS//FUNDAMENTAÇÃO Descrição dos fatos: A entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) fora do prazo fixado na legislação referente até o 3º trimestre de 2001, enseja a aplicação de multa correspondente a R$ 57,34 (cinqüenta e sete reais e trinta e quatro centavos) por mêscalendário ou fração. A partir do 4º trimestre e para trimestres anteriores, se mais benéfica, enseja a aplicação da multa de 2% (dois por cento) sobre o montante dos tributos e contribuições informados na declaração, ainda que integralmente pago, por mêscalendário ou fração, respeitado o percentual máximo de 20% e o valor mínimo de RS 500,00. Em caso de inatividade no trimestre aplicase a multa mínima de R$200,00. A multa cabível foi reduzida em cinqüenta por cento em virtude da entrega espontânea da declaração, exceto no caso da muita aplicada ter sido a multa mínima. Fl. 61DF CARF MF Impresso em 25/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/09/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 10580.005840/200551 Acórdão n.º 1802001.539 S1TE02 Fl. 62 4 Fundamontação: Art. 113, § 3º, e 160 da Lei nº 5.172, de 26/10/66 (CTN); art. 4º, combinado com art. 2º, da Instrução Normativa SRF nº 73/96; Art. 6º da Instrução Normativa SRF nº 126, de 30/10/98 combinado com item I da Portaria MF nº 118/84, art. 5º do DL 2124/84 e art. 7º da MP nº 16/01 convertida na Lei nº 10.426. de 24/04/2002. (...) O documento – extrato de tela (fl. 28) – acostado aos autos pelo fisco – informa que a contribuinte, nos anoscalendário 1997, 1998, 1999, 2000, 2001 e 2002, apresentou DIRPJ/DIPJ, no regime de apuração: Lucro Real. Na DIPJ 2002, anocalendário 2001, consta regime de apuração: Lucro Real anual (fls. 29/34). Inconformada com o lançamento fiscal do qual tomou ciência em 08/07/2005 (fls. 10/11), a contribuinte apresentou impugnação em 26/07/2005 (fl. 02), aduzindo as seguintes razões, in verbis: (...) Quando da solicitação de emissão de Certidão negativa de débitos em 23.08.02, lhe foi exigido a apresentação das "DCTF'S" do período de 1° trimestre ao 4º trimestre de 2001, as quais foram devidamente apresentadas no respectivo ato, caso contrário o sistema desta Secretaria não liberaria a impressão de tal certidão. E, desta forma, foi gerada e imposta "Multa por atraso de entrega de DCTF". E, de acordo corn item III e § 4° do Artigo 3° da IN255SRF de 11.12.2002 — DOU de 12.12.2002, esta Empresa fica dispensada da apresentação das DCTF'S. Visto o exposto, vem solicitar de Va.Sa., que se digne em mandar cancelar as referida's DCTF'S. (...) A DRJ/Salvador enfrentando, no mérito, o litígio objeto dos autos, julgou procedente o lançamento fiscal, conforme Acórdão de 05/11/2008 (fls. 37/39), cuja ementa transcrevo, a seguir: (...) ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2001 DCTF MULTA POR ATRASO Mantémse a cobrança da multa por atraso na entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTF, uma vez que o auto de infração é de períodos em que a pessoa Fl. 62DF CARF MF Impresso em 25/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/09/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 10580.005840/200551 Acórdão n.º 1802001.539 S1TE02 Fl. 63 5 jurídica estava obrigada ao cumprimento da respectiva obrigação acessória. Lançamento Procedente (...) Ciente desse decisum em 19/01/2009 (fl. 42), a contribuinte apresentou Recurso Voluntário em 05/02/2009 (fl. 44), juntando ainda os documentos de fls. 45/48, cujas razões, em síntese, são as seguintes: que a empresa não teve movimento no anocalendário 2001 (não teve faturamento ou receitas); que não houve fato gerador de PIS, COFINS, CSLL, IOF, IR e IRRF; que, relativo à DIPJ 2002, anocalendário 2001, informou movimentação, apenas, na Conta Passivo Circulante "Impostos, Taxas e Contribuições a Recolher". Ou seja: que houve apenas movimentação de INSS e FGTS provisionados, de períodos de apuração anteriores, cujos débitos, em atraso, foram pagos nesse anocalendário; que a situação, objeto dos autos, seria análoga ao caso decidido pela DRF/Salvador em 21/11/2006, nos autos do Processo n° 10586.011183/200409 (inatividade da empresa e dispensa da apresentação das DCTF), cuja cópia dessa decisão juntou aos presentes autos (fls.46/48). Por fim, com base nessas razões, a recorrente pediu provimento ao recurso, para que seja reformada a decisão recorrida e seja cancelado o auto de infração. É o relatório. Fl. 63DF CARF MF Impresso em 25/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/09/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 10580.005840/200551 Acórdão n.º 1802001.539 S1TE02 Fl. 64 6 Voto Conselheiro Nelso Kichel, Relator. O recurso é tempestivo e atende aos pressupostos para sua admissibilidade. Por conseguinte, dele conheço. Conforme relatado, os autos tratam da exigência de multa regulamentar, ou seja, multa formal, por cumprimento extemporâneo, a destempo, de obrigação acessória. No caso, a contribuinte entregou Declaração de Débitos e Créditos de Tributos Federais DCTF dos 1º, 2º, 3º e 4º trimestres do anocalendário 2001, todas, na mesma data, em 23/08/2002, ou seja, com vários meses de atraso. Nesta instância recursal, a recorrente pretende a reforma da decisão recorrida, argumentando: que, nesse anocalendário 2001, estava inativa e que, portanto, estaria dispensada da apresentação das respectivas DCTF; que, não obstante, efetuou a entrega das DCTF desse anocalendário na data citada aima, por exigência indevida da RFB, pois, nessa época demandava certidão negativa de débitos e, com receio de não obter tal documento, foi orientada a entregar, primeiro, as citadas DCTF. que, à luz da IN SRF nº 255/2002, art. 3º, III e § 4º, estava dispensada da apresentação das DCTF do anocalendário 2001, por cumprimento das condições de inatividade. Inexistindo preliminar a ser enfrentada, passo diretamente à análise do mérito. No mérito, a irresignação da recorrente não merece prosperar, como será demonstrado a seguir. A instituição ou implementação da DCTF, obrigação acessória autônoma (obrigação de fazer, prestação positiva), deuse pela Instrução Normativa SRF nº 129/86, com fulcro no art. 5º do DL nº 2.124/84. Posteriormente, também com amparo no art. 16 da Lei 9.779/99, a DCTF sofreu atualizações, mormente pelas IN SRF 126/98 e pela IN SRF nº 255/2002. A propósito, transcrevo o disposto no art. 5º do Decreto nº 2.124/84, matriz legal: Art. 5º O Ministro da Fazenda poderá eliminar ou instituir obrigações acessórias relativas a tributos federais administrados pela Secretaria da Receita Federal. Fl. 64DF CARF MF Impresso em 25/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/09/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 10580.005840/200551 Acórdão n.º 1802001.539 S1TE02 Fl. 65 7 § 1º O documento que formalizar o cumprimento de obrigação acessória, comunicando a existência de crédito tributário, constituirá confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência do referido crédito. § 2º (...) § 3º Sem prejuízo das penalidades aplicáveis pela inobservância da obrigação principal, o não cumprimento da obrigação acessória na forma da legislação sujeitará o infrator à multa(...). No mesmo sentido, dispõe o art. 16 da Lei nº 9.779/99: Art.16.Compete à Secretaria da Receita Federal dispor sobre as obrigações acessórias relativas aos impostos e contribuições por ela administrados, estabelecendo, inclusive, forma, prazo e condições para o seu cumprimento e o respectivo responsável. Em relação às empresas inativas, o art. 7º, § 3º, I, da Lei nº 10.426, de 24/04/2002 comina multa pecuniária por não apresentação de DCTF ou perda de prazo para sua apresentação, in verbis: Art. 7º (...) § 3º A multa mínima a ser aplicada será de: (Vide Lei nº 11.727, de 2008) IR$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de pessoa física, pessoa jurídica inativa e pessoa jurídica optante pelo regime de tributação previsto na Lei nº 9.317, de 1996; (...) §4ºConsiderarseá não entregue a declaração que não atender às especificações técnicas estabelecidas pela Secretaria Receita Federal. (...) Por sua vez, a Instrução Normativa SRF nº 255, de 11 de dezembro de 2002, que dispõe sobre entrega de DCTF e repetindo disposição que já constava da Instrução Normativa SRF n° 126, de 30 de outubro de 1998, em certos casos, estatui dispensa de apresentação dessa declaração em seu art. 3°, in verbis: (...) Art. 2º. As pessoas jurídicas em geral, inclusive as equiparadas, deverão apresentar trimestralmente a DCTF, de forma centralizada, pela matriz. Parágrafo único. Para efeito do disposto nesta Instrução Normativa, serão considerados os trimestres encerrados, respectivamente, em 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de dezembro de cada anocalendário. Fl. 65DF CARF MF Impresso em 25/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/09/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 10580.005840/200551 Acórdão n.º 1802001.539 S1TE02 Fl. 66 8 Da dispensa de Apresentação Art. 3º Estão dispensadas da apresentação da DCTF: (...) III as pessoas jurídicas que se mantiveram inativas desde o início do anocalendário a que se referirem as DCTF, relativamente às declarações correspondentes aos trimestres em que se mantiverem inativas; (...) § 1º Não está dispensada da apresentação da DCTF, a pessoa jurídica: (...) III referida no inciso III do caput, a partir do trimestre, inclusive, em que praticar qualquer atividade operacional, não operacional, financeira ou patrimonial. (...) § 3ºA pessoa jurídica que passar à condição de inativa no curso do anocalendário somente estará dispensada da apresentação da DCTF a partir da declaração correspondente ao 1º trimestre do anocalendário subseqüente § 4 º Considerase inativa a pessoa jurídica que não realizar qualquer atividade operacional, nãooperacional, financeira ou patrimonial no curso do trimestre. (Grifei) (...) No caso, diversamente do alegado pela contribuinte, não restou caracacterizada, nos presentes autos, o cumprimento das condições de dispensa de apresentação das DCTF dos 1º, 2º, 3º e 4º trimestres/2001. Nesse sentido, compulsando os autos, consta: a) que, no anocalendário 2001, a recorrente estava submetida ao regime do Lucro Real anual (fls. 28/34); b) que na DIPJ 2002 (anocalendário 2001), embora tendo declarado receitas nulas, zeradas (sem movimento nesse particular), informou Despesas Operacionais no valor de R$ 7.334,93 e Lucro Líquido do Período de Apuração, valor negativo de (R$ 7.334,94), conforme Ficha 06A – Demonstração do Resultadado (fls. 29/34); c) que, além disso, efetuou pagamentos de tributos federais no curso do ano calendário 2001, conforme relação de pagamentos (fl. 35), a qual transcrevo, a seguir Fl. 66DF CARF MF Impresso em 25/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/09/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 10580.005840/200551 Acórdão n.º 1802001.539 S1TE02 Fl. 67 9 DATA DE ARRECADAÇÃO DATA DE VENCIMENTO CÓDIGO DE RECEITA VALOR (R$) 02/08/2001 01/08/2001 6621 5,06 31/10/2001 15/09/1998 8109 17,67 8408 3,53 7667 10,59 31/10/2001 10/09/1998 2172 54,36 2138 10,87 4466 32,58 31/10/2001 10/03/1997 2172 34,71 6138 6,94 4466 32,92 Como demonstrado, embora não tendo declarado receitas de qualquer natureza na DIPJ 2002 (anocalendário 2001), a recorrente estava, sim, obrigada a apresentar DCTF dos 1º, 2º, 3º e 4º trimestres desse ano, pois informou, na citada declaração anual, movimentação (despesas operacionais, não operacionais, financeiras ou patrimoniais), inclusive, efetuou pagamentos de tributos, não se subsumindo, destarte, ao tratamento normativo de dispensa de apresentação de DCTF, estatuído no art. 3º da IN SRF nº 255/2002 A própria recorrente, na sua peça recursal, ainda reconheceu que, embora não tendo receitas, teve sim movimentação de despesas no anocalendário 2001 (fl. 44), in verbis: (...) Informamos em citação a DIRPJ 2002 PERÌODO 01.01.2001 A 31.12.2001, na Conta Passivo Circulante "Impostos, Taxas e contribuições a recolher" houve movimentação de INSS e FGTS provisionados e devidamente pagos visto contribuições quitadas de meses de atraso, contribuições estas que não compõem (...) DCTF’S. (...) No caso, portanto a recorrente não atendeu às condições para efeito de dispensa de apresentação de DCTF no anocalendário 2001. Pelo contrário, apresentou DIPJ 2002, anocalendário 2001, com Despesas Operacionais no valor de R$ 7.334,93 e Lucro Líquido do Período de Apuração, valor negativo de (R$ 7.334,94), conforme Ficha 06A – Demonstração do Resultadado (fls. 29/34) e, ainda, reconheceu que pagara tributos nesse ano, de anoscalendários anteriores, situação que não se subsume nas hipóteses de dispensa da apresentação de DCTF de que tratra a IN SRF 255/2002 (art. 3º). Para elidir o fato constitutivo do direito do fisco, incumbe ao sujeito passivo o ônus probatório da existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo. Nesse sentido, dispõe o art. 333, II, do Código de Proceso Civil Brasileiro, Lei nº 5.869/1973, e alterações posteriores, in verbis: "Art. 333. O ônus da prova incumbe: 1 – (...) Fl. 67DF CARF MF Impresso em 25/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/09/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 10580.005840/200551 Acórdão n.º 1802001.539 S1TE02 Fl. 68 10 IIao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Com referência à apresentação de provas, os artigos 15 e 16 do Decreto n° 70.235, de 1972, estabelecem o momento: Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. Art. 16. A impugnação mencionará: I – (....) II – (...) III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Grifei) (...) Nesta instância recursal, a recorrente não juntou outras provas, para comprovar suas alegações. Portanto, considerando os elementos de prova constante dos autos e considerando o disposto no art. 3º, § 1°, III, da IN SRF n° 255, de 2002, a recorrente, no ano calendário 2001, não atendeu às condições para dispensa de apresentação de DCTF, pelo que a incidência e exigência da multa pecuniária é devida, em relação aos 1º, 2º, 3º e 4º trimestres desse ano, conforme fundamentação legal constante do auto de infração. Por tudo que foi exposto, voto para NEGAR provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel Fl. 68DF CARF MF Impresso em 25/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/09/2013 por NELSO KICHEL
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Numero do processo: 10070.001160/2003-57
Data da sessão: Tue Apr 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Sep 26 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 1997
SIMPLES. INCLUSÃO RETROATIVA.
Deve ser incluído retroativamente no SIMPLES o contribuinte que comprova o não exercício da atividade vedada à opção pelo Simples, de acordo com o art. 9º, inciso XIII, da Lei nº 9.317, de 1996, apesar da previsão em seu contrato social.
Numero da decisão: 1201-000.785
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ - Presidente.
(assinado digitalmente)
JOÃO CARLOS DE LIMA JUNIOR - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz (Presidente), Carlos Mozart Barreto Vianna (Suplente Convocado), Marcelo Cuba Netto, Gilberto Baptista (Suplente Convocado), André Almeida Blanco (Suplente Convocado) e João Carlos de Lima Junior.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR
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ementa_s : Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 1997 SIMPLES. INCLUSÃO RETROATIVA. Deve ser incluído retroativamente no SIMPLES o contribuinte que comprova o não exercício da atividade vedada à opção pelo Simples, de acordo com o art. 9º, inciso XIII, da Lei nº 9.317, de 1996, apesar da previsão em seu contrato social.
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INCLUSÃO RETROATIVA. Deve ser incluído retroativamente no SIMPLES o contribuinte que comprova o não exercício da atividade vedada à opção pelo Simples, de acordo com o art. 9º, inciso XIII, da Lei nº 9.317, de 1996, apesar da previsão em seu contrato social. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ Presidente. (assinado digitalmente) JOÃO CARLOS DE LIMA JUNIOR Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz (Presidente), Carlos Mozart Barreto Vianna (Suplente Convocado), Marcelo Cuba Netto, Gilberto Baptista (Suplente Convocado), André Almeida Blanco (Suplente Convocado) e João Carlos de Lima Junior. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 07 0. 00 11 60 /2 00 3- 57 Fl. 193DF CARF MF Impresso em 26/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/0 9/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por JOAO CARLO S DE LIMA JUNIOR 2 Relatório Trata o presente processo de pedido de inclusão retroativa no SIMPLES, com efeitos a partir do ano de 1997 (fl.01). A DRF do Rio de Janeiro (fls. 27/29) negou a inclusão solicitada sob o fundamento de ausência de amparo legal, pois a empresa exerce atividade vedada pelo artigo 9º, inciso XIII, da lei 9317/96, qual seja, Representação Comercial, por constar no contrato social a atividade de representação de material do ramo de terceiros. Cientificado do indeferimento, o contribuinte apresentou impugnação (fls. 36/38) à DRJ afirmando que não incorre em qualquer vedação da Lei 9.317/96, pois apesar de constar de seu contrato social a atividade de “representação de material do ramo de terceiros”, esta nunca fora exercida, bem como difere daquela aludida no inciso XIII do art. 9" da Lei nº 9.317/96. Destacou, ainda, que o contrato social foi alterado para excluir a atividade de representação. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento do Rio de Janeiro (fls. 54/57) manteve o indeferimento da solicitação do contribuinte, conforme ementa abaixo transcrita: “SIMPLES. VEDAÇÃO. CONTRATO SOCIAL ATIVIDADE DE REPRESENTAÇÃO Pessoa jurídica que tem a atividade de representação abrangida em seu objeto constante do contrato social está impedida de optar pelo Simples, presumindose, na falta de prova em contrário, que ela exerce a referida atividade. Solicitação Indeferida.” Inconformado com a decisão de primeira instância administrativa, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário (fls. 52/53), repisando os argumentos expostos em sede de impugnação. Além disso, acostou aos autos cópia da declaração anual de rendimento pelo SIMPLES, relação de códigos correspondentes à natureza dos serviços prestados e relação de todas as notas fiscais de serviço emitidas, com a finalidade de demonstrar que nunca exerceu a atividade de representação. Por fim, pugnou pela inclusão retroativa da empresa no regime do Simples. O Recurso foi submetido à análise dos membros da 1ª Turma Ordinária, da 1ª Câmara, da Terceira Seção de Julgamento deste Conselho, os quais converteram o julgamento em diligência, por meio da Resolução nº 30100.021, para juntada de cópias de notas fiscais por amostragem, para verificação das reais atividades exercidas pelo Contribuinte. Nesse contexto foi lavrado Termo de diligência fiscal, por meio do qual o contribuinte foi intimado a apresentar os talonários de notas fiscais de serviços prestados. Em atendimento à solicitação mencionada, o contribuinte apresentou os documentos de fls. 141 a 205. E, após análise dos documentos apresentados, restou consignado do termo de fiscalização que “com base nas notas fiscais de serviços efetivamente emitidas entre os Fl. 194DF CARF MF Impresso em 26/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/0 9/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por JOAO CARLO S DE LIMA JUNIOR Processo nº 10070.001160/200357 Acórdão n.º 1201000.785 S1C2T1 Fl. 194 3 números 451 a 1935 não detectamos a atividade de representação comercial exarada no campo de discriminação de serviços para seus clientes.” Retornaram os autos a este Conselho para julgamento. É o relatório Voto Conselheiro João Carlos de Lima Junior, Relator. O Recurso é tempestivo, dele tomo conhecimento. Trata o presente processo de pedido de inclusão retroativa no SIMPLES, com efeitos a partir de 01/01/1997 (fl.01). Entretanto, a solicitação do contribuinte foi indeferida pela DRF do Rio de Janeiro sob o fundamento de que a empresa exercia atividade de representação, sendo esta vedada pelo artigo 9º, inciso XIII, da lei 9.317/96. Nesse contexto o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade e a DRJ do Rio de Janeiro manteve o indeferimento da solicitação do contribuinte, conforme decisão assim ementada: “SIMPLES. VEDAÇÃO. CONTRATO SOCIAL ATIVIDADE DE REPRESENTAÇÃO. Pessoa jurídica que tem a atividade de representação abrangida em seu objeto constante do contrato social está impedida de optar pelo Simples, presumindose, na falta de prova em contrário, que ela exerce a referida atividade.” Assim, tendo em vista que o ato constitutivo da pessoa jurídica define seu objeto social, é razoável presumir que o contribuinte efetivamente exerce a atividade ali descrita. Nesse ponto cumpre observar o que dispunha o contrato social do contribuinte, relativamente ao seu objeto social, antes da alteração contratual nº 04 ocorrida em março de 2007: “A sociedade terá como objetivo social a Prestação de Serviços Especializados em Fotografia e Microfilmagem, Montagem Artesanal de Material para Arquivos Fotográficos e Afins e Representação de Material do Ramo por Conta Própria e de Terceiros, com duração por tempo indeterminado, tendo iniciado suas atividades em 25/05/1989”. Nesse sentido foi o entendimento do Fisco, o qual foi mantido pela DRJ, ou seja, diante da cláusula segunda do contrato social da empresa, bem como do que prevê o art. 9º, XIII, da Lei nº 9.317/96, indeferiu a solicitação ora em debate. Fl. 195DF CARF MF Impresso em 26/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/0 9/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por JOAO CARLO S DE LIMA JUNIOR 4 Cumpre ressaltar que a conclusão do Fisco foi fundamentada em uma presunção relativa, da qual admitese prova em contrário. Nesse sentido é a jurisprudência deste Conselho: “ÔNUS DA PROVA. INVERSÃO. É razoável presumirse que a pessoa jurídica efetivamente exerce as atividades arroladas em seus atos constitutivos. Uma vez que a presunção implica a inversão do ônus da prova, cabe à interessada comprovar o não exercício de atividade constante de seu contrato social cuja opção pelo Simples é legalmente vedada.” (Processo nº 10830.003454/200374. Órgão Julgador: Segunda Câmara/Primeira Seção de Julgamento. Julgado em 26/05/2011. Relator Marcelo Cuba Netto). No presente caso, com a intenção de afastar a presunção do Fisco e provar que não exercia aquela atividade descrita em seu contrato social, o contribuinte, tanto em sede de impugnação como em sede de recurso voluntário, destacou que alterou seu contrato social nos seguintes termos: “A sociedade altera seu objeto social para prestação de serviços especializados em fotografias e microfilmagens, montagem artesanal de material para arquivos fotográficos e afins, tendo o prazo de duração por tempo indeterminado”. Observou que se exercesse a atividade de representação, a manutenção de seu funcionamento seria impossível após a alteração contratual. Além disso, acostou aos autos cópia da declaração anual de rendimento pelo SIMPLES, relação de códigos correspondentes à natureza dos serviços prestados e relação de todas as notas fiscais de serviço emitidas, com a finalidade de demonstrar que nunca exerceu a atividade de representação. Diante do início de prova produzido pelo contribuinte, este Conselho determinou a realização de diligência junto à empresa para averiguação da real atividade exercida. E a conclusão alcançada pela fiscalização foi de que: “com base nas notas fiscais de serviços efetivamente emitidas entre os números 451 a 1935 não detectamos a atividade de representação comercial exarada no campo de discriminação de serviços para seus clientes.” Da análise das notas fiscais acostadas aos autos é possível verificar que os serviços prestados pelo contribuinte são: tratamento de acervo fotográfico, reprodução e acondicionamento de originais fotográficos, preservação e digitalização de acervo fotográfico, conservação e restauração de originais fotográficos. Assim, restou evidente que a atividade do contribuinte é de prestação de serviço relacionado à fotografia e não compreende qualquer atividade de Representação Comercial. Portanto, verificase que o contribuinte afastou a presunção da fiscalização, comprovando que não exercia atividade vedada pelo artigo 9º, inciso XIII, da Lei 9317/96. Por todo o exposto, dou provimento ao Recurso Voluntário para inclusão do contribuinte no Simples com efeito retroativo desde 01/01/1997. É como voto. Fl. 196DF CARF MF Impresso em 26/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/0 9/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por JOAO CARLO S DE LIMA JUNIOR Processo nº 10070.001160/200357 Acórdão n.º 1201000.785 S1C2T1 Fl. 195 5 (documento assinado digitalmente) JOÃO CARLOS DE LIMA JUNIOR Relator Fl. 197DF CARF MF Impresso em 26/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/0 9/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por JOAO CARLO S DE LIMA JUNIOR
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Numero do processo: 18184.000686/2007-78
Data da sessão: Wed Jun 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jul 22 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2002 a 30/09/2003
Ementa:
DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN. Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplica-se o artigo 150, §4°; caso contrário, aplica-se o disposto no artigo 173, I.
PARCELAS SALARIAIS INTEGRANTES DA BASE DE CÁLCULO. RECONHECIMENTO PELO CONTRIBUINTE ATRAVÉS DE FOLHAS DE PAGAMENTO E OUTROS DOCUMENTOS POR ELE PREPARADOS.
O reconhecimento através de documentos da própria empresa da natureza salarial das parcelas integrantes das remunerações aos segurados torna incontroversa a discussão sobre a correção da base de cálculo.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2302-002.545
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros da Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por maioria de votos em dar provimento parcial ao recurso para excluir do lançamento as contribuições destinadas às terceiras entidades no período de 01/2002 a 08/2002, pela fluência do prazo decadencial exposto no artigo 150§4º, do Código Tributário Nacional. O Conselheiro Arlindo da Costa e Silva divergiu, por entender aplicar-se o artigo 173, I, do Código Tributário Nacional. A Conselheira Juliana Campos de Carvalho Cruz divergiu por entender que a decadência com base no artigo 150§4º, do Código Tributário Nacional deveria ser, também, aplicada às demais rubricas patronais
Liege Lacroix Thomasi Relatora e Presidente Substituta
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Juliana Campos de Carvalho Cruz, Andre Luis Marsico Lombardi, Arlindo da Costa e Silva, Leo Meirelles do Amaral, Bianca Delgado Pinheiro.
Matéria: Outros proc. que não versem s/ exigências cred. tributario
Nome do relator: LIEGE LACROIX THOMASI
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2002 a 30/09/2003 Ementa: DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratandose de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional CTN. Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplicase o artigo 150, §4°; caso contrário, aplicase o disposto no artigo 173, I. PARCELAS SALARIAIS INTEGRANTES DA BASE DE CÁLCULO. RECONHECIMENTO PELO CONTRIBUINTE ATRAVÉS DE FOLHAS DE PAGAMENTO E OUTROS DOCUMENTOS POR ELE PREPARADOS. O reconhecimento através de documentos da própria empresa da natureza salarial das parcelas integrantes das remunerações aos segurados torna incontroversa a discussão sobre a correção da base de cálculo. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por maioria de votos em dar provimento parcial ao recurso para excluir do lançamento as contribuições destinadas às terceiras entidades no período de 01/2002 a 08/2002, pela fluência do prazo decadencial exposto no artigo 150§4º, do Código Tributário Nacional. O Conselheiro Arlindo da Costa e Silva divergiu, por entender aplicarse o artigo 173, I, do Código Tributário Nacional. A Conselheira Juliana Campos de Carvalho Cruz divergiu por entender que a decadência com AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 18 4. 00 06 86 /2 00 7- 78 Fl. 270DF CARF MF Impresso em 22/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 17/07/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 2 base no artigo 150§4º, do Código Tributário Nacional deveria ser, também, aplicada às demais rubricas patronais Liege Lacroix Thomasi – Relatora e Presidente Substituta Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Juliana Campos de Carvalho Cruz, Andre Luis Marsico Lombardi, Arlindo da Costa e Silva, Leo Meirelles do Amaral, Bianca Delgado Pinheiro. Fl. 271DF CARF MF Impresso em 22/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 17/07/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 18184.000686/200778 Acórdão n.º 2302002.545 S2C3T2 Fl. 136 3 Relatório A presente Notificação Fiscal de Lançamento de Débito lavrada em 21/09/2007 e cientificada ao sujeito passivo através de registro postal em 27/09/2007, referese às contribuições previdenciárias patronais e às arrecadadas para as terceiras entidades, incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados, declarada pela empresa em GFIP, no período de 01/2002 a 09/2007. O relatório fiscal de fls. 35/37, diz que a notificada informou os fatos geradores em GFIP, mas não promoveu o total recolhimento das contribuições previdenciárias, além do que informou o FPAS como sendo 604, quando na verdade deve ser 515, frente à atividade da empresa de incorporação de empreendimentos imobiliários. Após a impugnação, Acórdão de fls.115/121, julgou o lançamento procedente. Inconformado, o contribuinte apresentou recurso voluntário, onde alega em síntese: a) que se operou a decadência com base na Súmula 08, do STF, para o período até 26/09/2002 b) que cumpriu com suas obrigações previdenciárias porque exercia atividade rural na filial que estava estabelecida em área rural e por isso utilizava o FPAS 604; c) que em 10/2003 deixou de exercer tal atividade e passou a informar o FPAS 515; d) que deve ser observada a real atividade da empresa e não o que está no seu contrato social. Requer a reforma da decisão com a conseqüente anulação da Notificação, seja pela decadência, seja pela insubsistência da cobrança porque o FPAS estava correto. É orelatório. Fl. 272DF CARF MF Impresso em 22/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 17/07/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 4 Voto Conselheira Liege Lacroix Thomasi, Relatora O recurso cumpriu com o requisito de admissibilidade, frente à tempestividade, devendo ser conhecido e examinado. O recorrente alega a ocorrência da decadência qüinqüenal e com efeito, me manifesto que nas sessões plenárias dos dias 11 e 12/06/2008, respectivamente, o Supremo Tribunal Federal STF, por unanimidade, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91 e editou a Súmula Vinculante n° 08. Segue a sua transcrição: Súmula Vinculante n° 08: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Os efeitos da Súmula Vinculante são previstos no artigo 103A da Constituição Federal, regulamentado pela Lei n° 11.417, de 19/12/2006, in verbis: Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004). Lei n° 11.417, de 19/12/2006: Regulamenta o art. 103A da Constituição Federal e altera a Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, disciplinando a edição, a revisão e o cancelamento de enunciado de súmula vinculante pelo Supremo Tribunal Federal, e dá outras providências. ... Art. 2o O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, editar enunciado de súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma prevista nesta Lei. § 1o O enunciado da súmula terá por objeto a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja, entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública, controvérsia atual que acarrete grave Fl. 273DF CARF MF Impresso em 22/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 17/07/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 18184.000686/200778 Acórdão n.º 2302002.545 S2C3T2 Fl. 137 5 insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre idêntica questão. Como se constata, a partir da publicação na imprensa oficial, que se deu em 20/06/2008, todos os órgãos judiciais e administrativos ficam obrigados a acatarem a Súmula Vinculante. No que se refere às contribuições previdenciárias, temse que são tributos lançados por homologação, devendo observar a regra prevista no art. 150, parágrafo 4o do CTN, onde havendo o pagamento antecipado, observarseá a regra de extinção prevista no art. 156, inciso VII do CTN. Entretanto, somente se homologa pagamento, caso esse não exista, não há o que ser homologado, devendo ser observado o disposto no art. 173, inciso I do CTN. Nessa hipótese, o crédito tributário será extinto em função do previsto no art. 156, inciso V do CTN. Caso tenha ocorrido dolo, fraude ou simulação não será observado o disposto no art. 150, parágrafo 4o do CTN, sendo aplicado necessariamente o disposto no art. 173, inciso I, independentemente de ter havido o pagamento antecipado. No caso presente, se pode observar pelo Relatório de Documentos Apresentados –RDA, fls. 91/92, e Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados – RADA, fls. 94/99, que a recorrente efetuou recolhimentos parciais que foram abatidos do débito apurado, na rubrica de terceiros, devendo, neste caso, ser observado o prazo decadencial exposto no Código Tributário Nacional, artigo 150, § 4º, e excluídas do lançamento contribuições para os terceiros nas competências de 01/2002 a 08/2002: Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. ... § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Para as contribuições relativas à cota patronal e às contribuições para o Seguro Acidente do Trabalho, não foram observados recolhimentos parciais, devendo ser aplicado o artigo 173,inciso I, do Código Tributário Nacional, onde se constata que não há período decadente: Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Fl. 274DF CARF MF Impresso em 22/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 17/07/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 6 Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. Quanto ao mérito, considero inócua a alegação da recorrente quanto ao acerto da utilização do FPAS 604, por exercer atividade rural, eis que não trouxe aos autos qualquer prova de seus argumentos. A simples alegação do endereço da filial ser uma fazenda, não tem o condão de alterar o objetivo social da empresa transcrito no seu contrato social de fls. 59/71 e constante do Cartão de Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica, fls. 123, cuja atividade econômica consta como 41.10700 – INCORPORAÇÃO DE EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS. Não há nos autos uma prova sequer da suposta atividade rural exercida pela recorrente de 01/2002 a 09/2003, motivo pelo qual entendo que o lançamento deve persistir no código FPAS 515. A notificação teve por base as informações prestadas pela recorrente em GFIP e o confronto das mesmas com os valores recolhidos em GPS, de forma que se tornam incontroversos os valores lançados. As folhas de pagamentos foram preparadas pela própria recorrente que reconheceu, através da inclusão das rubricas salariais no campo destinado à remuneração dos segurados, a incidência sobre as mesmas das contribuições sociais lançadas pela fiscalização. Não pertencem ao lançamento impugnado parcelas contestadas pelo recorrente quanto à sua natureza salarial ou não. A base de cálculo considerada pela fiscalização coincide com o montante de salários informado pela recorrente. Acrescentase, ainda, que a partir de 01/01/99, com a implantação da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações a Previdência Social – GFIP, os valores nela declarados são tratados como confissão de dívida fiscal, nos termos do artigo 225, §1° do Decreto n° 3.048, de 06/05/99: Art.225. (...) § 1º As informações prestadas na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social servirão como base de cálculo das contribuições arrecadadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social, comporão a base de dados para fins de cálculo e concessão dos benefícios previdenciários, bem como constituir seão em termo de confissão de dívida, na hipótese do não recolhimento. Todos os recolhimentos e créditos do recorrente foram devidamente considerados para o cálculo das contribuições e todas as rubricas levantadas decorrem de regrasmatrizes legalmente criadas e que, portanto, não podem ser afastadas do lançamento sob pena de se negar aplicação aos diplomas legais legitimamente inseridos no ordenamento jurídico. Cuidou a autoridade fiscal de demonstrar ao recorrente em seu relatório de fundamentos legais do débito todos os dispositivos legais e regulamentares que impõem a obrigação tributária de recolhimento Fl. 275DF CARF MF Impresso em 22/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 17/07/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 18184.000686/200778 Acórdão n.º 2302002.545 S2C3T2 Fl. 138 7 Por todo o exposto, voto pelo provimento parcial do recurso para excluir do lançamento as contribuições destinadas às terceiras entidades no período de 01/2002 a 08/2002, pela homologação tácita exposta no artigo 156,VII do Código Tributário Nacional. Liege Lacroix Thomasi Relatora Fl. 276DF CARF MF Impresso em 22/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 17/07/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI
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