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Numero do processo: 18471.002040/2008-71
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 08 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Jun 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2004
ERRO MATERIAL DO FISCO.
Constatado o erro, do qual não é responsável o sujeito passivo, e havendo possibilidade de ser sanado sem qualquer prejuízo àquele, não será declarada nulidade do ato.
TRANSFERÊNCIAS. CRÉDITOS EM CONTA.
Nos termos do inciso I, do §3º, do art. 42 da Lei nº 9.430/96, não devem ser considerados os valores creditados que sejam decorrentes de transferências de outras contas da mesma pessoa jurídica.
Numero da decisão: 1302-001.100
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do relatório e voto proferidos pelo relator.
(assinado digitalmente)
EDUARDO DE ANDRADE Presidente em exercício.
(assinado digitalmente)
EDUARDO DE ANDRADE - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eduardo de Andrade (presidente da turma em exercício), Paulo Roberto Cortez, Alberto Pinto Souza Junior, Márcio Rodrigo Frizzo, Luiz Tadeu Matosinho Machado e Guilherme Pollastri Gomes da Silva.
Nome do relator: EDUARDO DE ANDRADE
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Constatado o erro, do qual não é responsável o sujeito passivo, e havendo possibilidade de ser sanado sem qualquer prejuízo àquele, não será declarada nulidade do ato. TRANSFERÊNCIAS. CRÉDITOS EM CONTA. Nos termos do inciso I, do §3º, do art. 42 da Lei nº 9.430/96, não devem ser considerados os valores creditados que sejam decorrentes de transferências de outras contas da mesma pessoa jurídica. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do relatório e voto proferidos pelo relator. (assinado digitalmente) EDUARDO DE ANDRADE – Presidente em exercício. (assinado digitalmente) EDUARDO DE ANDRADE Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eduardo de Andrade (presidente da turma em exercício), Paulo Roberto Cortez, Alberto Pinto Souza Junior, Márcio Rodrigo Frizzo, Luiz Tadeu Matosinho Machado e Guilherme Pollastri Gomes da Silva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 1. 00 20 40 /2 00 8- 71 Fl. 451DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 04/06/2013 p or EDUARDO DE ANDRADE Processo nº 18471.002040/200871 Acórdão n.º 1302001.100 S1C3T2 Fl. 451 2 Relatório Tratase de apreciar Recurso de Ofício interposto em face de acórdão proferido nestes autos pela 3ª Turma da DRJ/RJ1, no qual o colegiado decidiu, por unanimidade, julgar procedentes em parte os lançamentos impugnados, retificando os lançamentos de IRPJ, para R$ 275.474,50; de CSLL, para R$ 134.763,53; de PIS/PASEP, para R$ 81.107,67; e, de Cofins, para R$ 374.343,14, valores a serem acrescidos de multa de ofício (75%) e de juros de mora., conforme ementa que abaixo reproduzo: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário: 2004 NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Não provada violação às disposições do artigo 142 do Código Tributário Nacional, tampouco às dos artigos 10 e 59 do Decreto nº 70.235, de 1972, não há que se falar em nulidade do lançamento. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. A prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual. Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 2004 LUCRO PRESUMIDO. ARBITRAMENTO. INEXISTÊNCIA DE ESCRITURAÇÃO. A declaração de inexistência de escrituração comercial autoriza o arbitramento do lucro. LUCRO PRESUMIDO. OMISSÃO DE RECEITAS. RECEITAS DECLARADAS. Mantémse o lançamento se não comprovado que as receitas informadas em DIPJ foram oferecidas à tributação. OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. ORIGEM NÃO COMPROVADA. A lei autoriza a presunção de omissão de rendimentos com base nos valores depositados em conta bancária, para os quais o interessado não comprove a origem dos recursos utilizados. Os valores de transferências entre contas do interessado devem ser excluídos e os erros materiais, corrigidos. Fl. 452DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 04/06/2013 p or EDUARDO DE ANDRADE Processo nº 18471.002040/200871 Acórdão n.º 1302001.100 S1C3T2 Fl. 452 3 LANÇAMENTOS REFLEXOS. CSLL. PIS. COFINS. Aplicase aos lançamentos reflexos o mesmo tratamento dispensado ao lançamento matriz, em face da relação de causa e efeito que os vincula. Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Anocalendário: 2004 LANÇAMENTO REFLEXO. ERRO NO PERÍODO DE APURAÇÃO. Retificase de ofício o lançamento reflexo, de apuração mensal, se os valores que integraram a sua base de cálculo foram, por erro, agrupados por trimestre no auto de infração. Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Anocalendário: 2004 LANÇAMENTO REFLEXO. ERRO NO PERÍODO DE APURAÇÃO. Retificase de ofício o lançamento reflexo, de apuração mensal, se os valores que integraram a sua base de cálculo foram, por erro, agrupados por trimestre no auto de infração. Os eventos ocorridos até o julgamento na DRJ, foram assim relatados no acórdão recorrido: Tratase dos Autos de Infração abaixo, e do Termo de Constatação e Verificação Fiscal correspondente (fls.209/211), lavrados em 12.08.2008 pela então Delegacia da Receita Federal do Brasil de Fiscalização no Rio de Janeiro – Defis, concernentes a fatos geradores do anocalendário de 2004, no total de R$ 3.800.085,51, aí incluídos juros de mora (calculados até 12.08.2008) e multa de ofício de 75% (setenta e cinco por cento), a saber: Quadro 1 Tributo Principal Juros Multa Total Folhas IRPJ 541.777,48 294.586,71 406.333,10 1.242.697,29 213/219 PIS 153.231,39 83.283,15 114.923,52 351.438,06 220/225 CSLL 254.599,87 138.378,19 190.949,89 583.927,95 226/232 COFINS 707.221,89 384.383,91 530.416,41 1.622.022,21 233/238 TotalR$ 1.656.830,63 900.631,96 1.242.622,92 3.800.085,51 As infrações constam descritas assim no Auto de Infração de IRPJ (fls.215/216), verbis: Arbitramento do lucro que se faz em virtude de que o contribuinte, estando autorizado a optar pela tributação com base no lucro presumido, deixou de cumprir as obrigações acessórias relativas à sua determinação(...). Enquadramento legal: art. 530, inciso III, do RIR/1999. Fl. 453DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 04/06/2013 p or EDUARDO DE ANDRADE Processo nº 18471.002040/200871 Acórdão n.º 1302001.100 S1C3T2 Fl. 453 4 001 Receita Operacional Omitida Venda de Produtos de Fabricação Própria Arbitramento dos lucros por falta de escrita contábil, conforme Termo de Constatação Fiscal, datado de 26.06.2008, no qual ficou comprovada a inexistência dos livros Diário e Razão. Foram considerados como receita omitida os valores declarados na DIPJ/2005, retificadora, apresentada sob ação fiscal no dia 16.10.2007, e, as diferenças de receitas oriundas da não comprovação dos créditos/depósitos bancários serão cobradas em infração própria, como omissão de receitas não comprovadas (...). Enquadramento legal: arts. 532 e 537 do RIR/1999. 002Depósitos Bancários de origem não comprovada Valor apurado conforme extratos bancários fornecidos pela empresa e obtidos pela quebra de sigilo bancário das 13 (treze) instituições financeiras nas quais manteve contas correntes no anocalendário sob auditoria fiscal, cuja origem dos valores creditados/depositados nas contas selecionadas foram devidamente submetidos por intimações fiscais para a devida comprovação. A presente tributação excluiu os valores declarados na DIPJ entregue sob ação fiscal, conforme demonstrado no quadro demonstrativo em anexo, que apurou a diferença aqui tributada por omissão de receitas. Enquadramento legal: arts.27, inciso I, e art. 42 da Lei nº 9.430, de 1996. Arts.532 e 537 do RIR/1999. O demonstrativo referido na descrição da infração n° 002, às fls.212, segue reproduzido a seguir: Quadro 2 Valores da Infração 001 Valores da Infração 002 ( a ) ( b ) ( c ) Mês Receita Declarada Depósitos Receita Omitida ( b a ) Janeiro 363.800,20 481.354,00 117.553,80 Fevereiro 346.611,19 1.500.804,00 1.154.192,81 Março 474.513,75 1.558.742,00 1.084.228,25 Total 1º trim 1.184.925,14 3.540.900,00 2.355.974,86 Abril 471.013,75 1.026.188,00 555.174,25 Maio 569.810,80 695.448,00 125.637,20 Junho 688.572,51 9.603.973,00 8.915.400,49 Total 2º trim 1.729.397,06 11.325.609,00 9.596.211,94 Julho 735.390,57 1.600.436,00 865.045,43 Agosto 830.994,33 1.535.889,00 704.894,67 Setembro 874.728,08 1.975.616,00 1.100.887,92 Total 3º trim 2.441.112,98 5.111.941,00 2.670.828,02 Outubro 918.353,30 1.348.936,00 430.582,70 Novembro 567.229,86 1.254.383,00 687.153,14 Dezembro 897.579,87 992.294,00 94.714,13 Total 4º trim 2.383.163,03 3.595.613,00 1.212.449,97 TOTAL GERAL 7.738.598,21 23.574.063,00 15.835.464,79 No Termo de Constatação e Verificação Fiscal (fls.209/212), lêse: Fl. 454DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 04/06/2013 p or EDUARDO DE ANDRADE Processo nº 18471.002040/200871 Acórdão n.º 1302001.100 S1C3T2 Fl. 454 5 a) a ação fiscal originouse do fato de o interessado apresentar movimentação financeira de R$ 13.249.877,95 (“obtida com base na CPMF”), sem ter oferecido qualquer receita tributável para o anocalendário de 2004; b) de posse dos extratos bancários enviados pelas instituições financeiras em meio magnético, e com o auxílio do “Sistema Papéis de Trabalho”, foi elaborado o “Demonstrativo de Valores – Extratos Bancários por todos os seus créditos, bem como o relatório Extrato de Crédito a Examinar/Comprovar”, encaminhado em 14.01.2008 ao interessado para este “promover a comprovação da origem de todos os lançamentos a crédito feitos em suas contas correntes, pelo que solicitou prorrogação do prazo por mais 30 (trinta) dias”; c) mesmo sob ação fiscal, “a empresa apresentou declaração retificadora, tributada pelo lucro presumido, na qual apresenta suas receitas mensais e trimestrais”; d) a fiscalização será concluída levandose em consideração a receita declarada na DIPJ retificadora, bem como “a omissão de receita apurada pela diferença dos créditos bancários não devidamente comprovados e as receitas consideradas na declaração retificadora, conforme quadro demonstrativo anexo, que fará parte integrante do presente lançamento de ofício”. A ação fiscal, iniciada em 04.04.2007 (fls.39) e encerrada em 12.08.2008 (fls.250), veio instruída com os documentos de fls.1/290, entre eles, os extratos bancários de fls.60/208. Irresignado, o interessado apresenta a impugnação às fls.252/264. Diz que se impõe a nulidade do auto de infração porque o fato de “as entradas bancárias não se coadunarem com o valor da declaração do imposto de renda” não pode ser caracterizado como relato minucioso”, sendo indispensável a descrição de todos os critérios de avaliação e consideração dos créditos/depósitos, “sob pena de nulidade por afastamento do princípio da fundamentação”. Aduz que “verificase que existem, no presente caso, inúmeras distorções, que proíbem um julgamento preciso, ausente a observância dos princípios constitucionais e de direito administrativo que regem os atos da administração pública, sem os quais não se pode comprometer o administrado, e, assim, evidente é a nulidade do auto de infração ora impugnado”. No mérito, afirma que “o arbitramento é inaplicável porque não basta que a documentação do contribuinte seja volumosa e de difícil trato, é preciso que seja inexistente e que a verdade material seja de impossível verificação, o que não se observou no presente caso”. Afirma que o autuante desconsiderou por completo a documentação que lhe foi apresentada, considerando apenas os valores totais de entrada nas contas correntes da empresa, sem fazer qualquer distinção entre receita, transferência de valores de outras contas da mesma empresa, empréstimos bancários e outras operações que, de forma alguma, compõem receita ou obtenção de renda, fatos geradores dos tributos e comento”. Fl. 455DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 04/06/2013 p or EDUARDO DE ANDRADE Processo nº 18471.002040/200871 Acórdão n.º 1302001.100 S1C3T2 Fl. 455 6 Sustenta que “a única providência do agente fiscal foi realizar operação de soma de entradas, para subtrair, apenas, o valor declarado anteriormente, através da DIPJ, não sendo minucioso quanto ao saldo das contas”. Aduz que o art. 47 da Lei nº 8.981, de 1995, “é claro no sentido de que o lucro da pessoa jurídica será (e não poderá ser) arbitrado quanto o contribuinte optar indevidamente pela tributação com base no lucro presumido, podendo ele, desde que conhecida a receita bruta, efetuar o pagamento do imposto de renda”. Alega que “diante disso, há de se entender como obrigatória a utilização do lucro arbitrado para os casos em que haja opção indevida pelo lucro presumido (inclusive nos casos de autoarbitramento), não cabendo ao Fisco tributar eventuais diferenças apuradas com base no lucro real, malgrado existirem posições divergentes a respeito do assunto”. Afirma que “o Auto de Infração teve origem em suposta discrepância entre o resultado do somatório dos recolhimentos da CPMF e a importância declarada no IRPJ, por meio das Declarações de Informações Econômico Fiscais das Pessoas Jurídicas (DIPJs) e nas Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTFs)”, e, que “o esdrúxulo de tudo isso é que a Receita Federal classifica essa diferença como se fosse omissão de receita, exigindo a confissão do débito e o imediato pagamento, ou o respectivo parcelamento”. Diz que “diante da realidade ora aludida, alega e demonstra o contribuinte que os mínimos valores, que não se referem a transferência entre contas, empréstimos bancários e as devidamente declaradas receitas da empresa, provêm de fato, de empréstimos obtidos com pessoas interessadas com o destino da empresa/investidores informais. Capitais estes, que, pela origem, não são rendimentos, e, portanto, não são tributáveis”. Alega que é indevido qualquer valor além do previamente declarado pela empresa, “inexistindo omissão de receita que possa outorgar legalidade ao auto de infração em comento, sendo inaceitável e contrária a todos os princípios de direito administrativo e tributário a presente autuação”. Pede: a) “seja julgado nulo o auto de infração em referência, pelo “não cumprimento dos requisitos básicos de validade dos atos administrativos, conforme artigo 10, incisos III e IV; ou, ainda, b) “seja julgado improcedente o auto de infração em epígrafe, posto que, na forma da documentação existente, o princípio da verdade material, inafastável ao direito tributário, deixou de ser considerado e, em razão disso, ilegal o arbitramento da base de cálculo dos tributos em comento, sendo certo que a empresa declarou, na época devida, toda a receita e lucro efetivamente existentes, de forma que os valores apontados no presente auto de infração são obra de impensada soma matemática, devendo ser julgado totalmente improcedente”; c) considerando os termos dos artigos 38 e 39 da Lei nº 9.784/1999, requer provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos, em especial pela juntada de novos documentos. Com a impugnação vieram procuração e alteração contratual (fls.265/270). Veio, ainda, o “Anexo ao Termo de Intimação”, de fls.270/281. Fl. 456DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 04/06/2013 p or EDUARDO DE ANDRADE Processo nº 18471.002040/200871 Acórdão n.º 1302001.100 S1C3T2 Fl. 456 7 Após, em petição às fls.283, recebida em 07.11.2008, o interessado apresentou “complementação da planilha comprobatória da inexistência de omissão de receita”, às fls.284/302, protestando “pela produção de todas as demais provas que se fizerem necessárias, na forma da legislação”. Nesta Turma, após acostadas as consultas de fls.304/315, foi emitida a Resolução nº 21/2010 (fls.316), em função da qual, vieram aos autos os documentos de fls.317/337. Após, foram juntadas as consultas de fls.338/343, o rol e os resumos de fls.338/358. A DRJ baixou o processo em diligência pois verificou que estavam ausentes do Termo de Intimação (fls.47/50) os demonstrativos individualizados de depósitos/créditos bancários, embora o autuante houvesse afirmado que eles compunham os subtotais discriminados por bancos (estes acostados) e que haviam sido encaminhados ao contribuinte juntamente com a intimação fiscal de fls.46. A fiscalização cumpriu o quanto requerido na diligência, e reintimou a contribuinte a justificar a origem dos créditos/depósitos, a qual restou não atendida. Seguiuse o julgamento. A parcela exonerada do auto de infração não mereceu remanescer porque, no entender do colegiado: com relação aos depósitos junto ao banco Rural, ficou demonstrado erro material na apuração do valor, sendo que a soma dos créditos/débitos em junho/2004 totaliza R$1.413.478,00 e não R$9.603.973,00, conforme apurado anteriormente (fls.330); há transferências entre contas da titularidade da recorrente (fls. 284/302) que não foram excluídas do montante lançado pela autoridade. Assim, o montante de R$3.031.912,00 foi exonerado no julgamento; É o relatório. Fl. 457DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 04/06/2013 p or EDUARDO DE ANDRADE Processo nº 18471.002040/200871 Acórdão n.º 1302001.100 S1C3T2 Fl. 457 8 Voto Conselheiro Eduardo de Andrade, Relator. O recurso satisfaz os requisitos de admissibilidade, por ser o montante do crédito exonerado superior a R$ 1.000.000,00, nos termos do artigo 34, inciso I, do Decreto n° 70.235, de 1972, com a redação dada pela Lei n° 9.532, de 1997, e do art. 1º da Portaria MF nº 3, de 03 de janeiro de 2008, e portanto, dele conheço. Erro material na apuração da base de cálculo O acórdão recorrido menciona a ocorrência de erro de cálculo na apuração da base de cálculo, relativamente aos depósitos efetuados junto ao Banco Rural, conta 0761, no mês de junho de 2004. Afirma a DRJ que Segundo o Anexo ao Termo de Intimação, às fls.47/50, o total dos depósitos/créditos de origem não comprovada, no mês de junho de 2004, na conta corrente 0761, mantida pelo interessado no Banco Rural, foi de R$ 8.273.227,00, total que, somado aos valores de depósitos/créditos de outros bancos, no mesmo mês, totalizou R$ 9.603.973,00, montante que integrou a composição da base de cálculo trimestral, como se vê no quadro às fls.212 (nosso item 3). Todavia, o autuante reconhece que houve erro de soma no sobredito valor. Tanto é assim que, na relação individualizada que junta após a diligência, a dita soma dos depósitos/créditos figura retificada para R$ 82.732,27 (fls.330), o que implica que, ao final, a base de cálculo deverá ser reduzida em pelo menos R$ 8.190.495,00 (valor arredondado). Sendo assim, a base de cálculo dos depósitos bancários do segundo trimestre de 2004 deve, em face do erro acima identificado, ser corrigida para R$ 1.405.716,94, como a seguir demonstrado: Quadro 4 Demonstrativo do Auto de Infração às fls.212 (nosso item 3) Valores retificados neste julgamento Abril2004 1.026.188,00 1.026.188,00 Mai2004 695.448,00 695.448,00 Jun2004 9.603.973,00 1.413.478,00 Subtotal 11.325.609,00 3.135.114,00 ()Receita Declarada (1.729.397,06) (1.729.397,06) Fl. 458DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 04/06/2013 p or EDUARDO DE ANDRADE Processo nº 18471.002040/200871 Acórdão n.º 1302001.100 S1C3T2 Fl. 458 9 Receita omitida no segundo trimestre 9.596.211,94 1.405.716,94 De fato, analisandose a nova relação formalizada à citada fl.330 vêse que o subtotal relativo ao mês de junho totaliza apenas R$82.732,27, senão vejamos: Assim, verificada a ocorrência de inexatidão material no lançamento por erro de apuração do tributo devido, este deve ser corrigido de ofício, nos termos do art. 60 do Decreto nº 70.235/72, e, conseqüentemente, o valor lançado no segundo trimestre de 2004 deverá ser reduzido conforme o quadro 4 acima destacado. Transferências entre contas de mesma titularidade A DRJ também exonerou parcialmente o crédito lançado para dele eliminar valores relativos a transferências entre contas de mesma titularidade da recorrente. A decisão é acertada, tendose em vista o que dispõe o §3º do art. 42 da Lei nº 9.430/96, verbis: § 3º Para efeito de determinação da receita omitida, os créditos serão analisados individualizadamente, observado que não serão considerados: I os decorrentes de transferências de outras contas da própria pessoa física ou jurídica;(grifos meus) No caso vertente, verificase na relação de fls. 284/303 a presença de vários históricos relativos a transferências entre contas de mesma titularidade, como abaixo: Fl. 459DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 04/06/2013 p or EDUARDO DE ANDRADE Processo nº 18471.002040/200871 Acórdão n.º 1302001.100 S1C3T2 Fl. 459 10 Tal fato levou a DRJ a afirmar que 115. Não obstante o informado pelo autuante (nossos itens 98/99), verificase pela coincidência entre a data do crédito e a data do débito; pela identidade do valor debitado em um banco e creditado em outro; e pelo histórico da operação bancária que os valores relacionados pelo interessado como sendo relativos a transferências entre contas de sua titularidade (fls.284/302) compuseram, embora com algumas exceções, o total dos depósitos bancários relacionados pela autoridade fiscal. 116. Assim, embora o autuante tenha considerado tais valores como créditos/depósitos não comprovados, eles devem ser excluídos da base de cálculo da exigência, pois configuram transferências entre contas de titularidade do próprio interessado. Desta forma, demonstrado que o valor ingressante em conta é equivalente em valor e data a outro de conta de mesma titularidade, sendo ademais os históricos compatíveis, é de se exonerar o valor lançado. Neste sentido, posicionome pelo acerto do quanto decidido. Isto posto, voto para negar provimento ao Recurso de Ofício. Sala das Sessões, 08 de maio de 2013. (assinado digitalmente) Eduardo de Andrade Fl. 460DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 04/06/2013 p or EDUARDO DE ANDRADE
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Numero do processo: 10865.001660/2007-76
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Jun 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2001 a 30/03/2006
LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. ANTECIPAÇÃO DE PAGAMENTO. AUSÊNCIA DE OCORRÊNCIA DE DOLO, FRAUDE OU SIMULAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL REGIDO PELO § 4°, ART. 150, DO CTN.
Comprovada a ocorrência de pagamento parcial, a regra decadencial expressa no CTN a ser utilizada deve ser a prevista no § 4°, Art. 150 do CTN, conforme inteligência da determinação do Art. 62-A, do Regimento Interno do CARF (RICARF), em sintonia com o decidido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), no Recurso Especial 973.733.
Numero da decisão: 9202-002.646
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
OTACÍLIO DANTAS CARTAXO
Presidente
(assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira
Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: OTACILIO DANTAS CARTAXO (Presidente), PEDRO ANAN JUNIOR, MARCELO OLIVEIRA, GUSTAVO LIAN HADDAD, ELIAS SAMPAIO FREIRE, MARIA HELENA COTTA CARDOZO, LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, GONCALO BONET ALLAGE, SUSY GOMES HOFFMANN.
Nome do relator: MARCELO OLIVEIRA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) OTACÍLIO DANTAS CARTAXO Presidente (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: OTACILIO DANTAS CARTAXO (Presidente), PEDRO ANAN JUNIOR, MARCELO OLIVEIRA, GUSTAVO LIAN HADDAD, ELIAS SAMPAIO FREIRE, MARIA HELENA COTTA CARDOZO, LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, GONCALO BONET ALLAGE, SUSY GOMES HOFFMANN.
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ANTECIPAÇÃO DE PAGAMENTO. AUSÊNCIA DE OCORRÊNCIA DE DOLO, FRAUDE OU SIMULAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL REGIDO PELO § 4°, ART. 150, DO CTN. Comprovada a ocorrência de pagamento parcial, a regra decadencial expressa no CTN a ser utilizada deve ser a prevista no § 4°, Art. 150 do CTN, conforme inteligência da determinação do Art. 62A, do Regimento Interno do CARF (RICARF), em sintonia com o decidido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), no Recurso Especial 973.733. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) OTACÍLIO DANTAS CARTAXO Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 5. 00 16 60 /2 00 7- 76 Fl. 1021DF CARF MF Impresso em 13/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA 2 (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: OTACILIO DANTAS CARTAXO (Presidente), PEDRO ANAN JUNIOR, MARCELO OLIVEIRA, GUSTAVO LIAN HADDAD, ELIAS SAMPAIO FREIRE, MARIA HELENA COTTA CARDOZO, LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, GONCALO BONET ALLAGE, SUSY GOMES HOFFMANN. Fl. 1022DF CARF MF Impresso em 13/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 10865.001660/200776 Acórdão n.º 9202002.646 CSRFT2 Fl. 3 3 Relatório Tratase de Recurso Especial por divergência, fls. 0449, interposto pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) contra acórdão, fls. 0441, que decidiu dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2001 a 30/03/2006 DECADÊNCIA PARCIAL De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional. Nos termos do art. 103A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. ANTECIPAÇÃO DO TRIBUTO. Havendo recolhimento antecipado da contribuição previdenciária devida, aplicase o prazo decadencial previsto no art. 150, § 4o, do CTN. REMUNERAÇÃO DECLARADA EM FOLHA DE PAGAMENTO E/OU GFIP A empresa está obrigada a recolher a contribuição devida sobre a remuneração paga aos segurados empregados e contribuintes individuais que lhe prestam serviços. JUROS E MULTA DE MORA A utilização da taxa de juros SELIC e a multa de mora encontram amparo legal nos artigos 34 e 35 da Lei 8.212/91. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI Impossibilidade de apreciação de inconstitucionalidade da lei no âmbito administrativo. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso, para excluir do Fl. 1023DF CARF MF Impresso em 13/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA 4 lançamento as contribuições apuradas até a competência 07/2001, anteriores a 08/2001, devido à aplicação da regra decadencial expressa no § 4°, Art. 150 do CTN, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Conselheiro Mauro José Silva, que votou pela aplicação do I Art. 173 do CTN para os fatos geradores não homologados tacitamente até a data do pronunciamento do Fisco com o início da fiscalização; e II) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao recurso, nas demais questões apresentadas pela Recorrente, nos termos do voto da Relatora. Em síntese, o litígio em questão versa sobre qual regra decadencial aplicar. Em seu recurso especial a Procuradoria alega que não houve antecipação de pagamento, portanto, de forma diversa do que decidiu o acórdão recorrido, devese aplicar o determinado no I, Art. 173 do CTN. Por despacho, fls. 0465, deuse seguimento ao recurso especial. O sujeito passivo apresentou suas contrarrazões, fls. 0472, argumentando, em síntese, que decisão recorrida deve ser mantida. Os autos retornaram ao Conselho, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 1024DF CARF MF Impresso em 13/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 10865.001660/200776 Acórdão n.º 9202002.646 CSRFT2 Fl. 4 5 Voto Conselheiro Marcelo Oliveira, Relator Presentes os pressupostos de admissibilidade – recurso tempestivo e divergência confirmada e não reformada conheço do Recurso Especial e passo à análise de suas razões recursais. O cerne da questão sobre a decadência é a discussão sobre qual das regras decadenciais, presentes no CTN, aplicarseá: a expressa no § 4°, Art. 150 do CTN, como decidido no acórdão recorrido, ou a constante do I, Art. 173 do CTN. Para a recorrente, a regra a ser aplicada deve ser a prevista no Art. 173, pois não houve a necessária e obrigatória antecipação parcial de pagamento. Creio que já temos resposta sobre esta dúvida. O Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), através de alteração promovida pela Portaria do Ministro da Fazenda n.º 586, de 21.12.2010 (Publicada no em 22.12.2010), passou a fazer expressa previsão no sentido de que “As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF” (Art. 62A do anexo II). No que diz respeito a decadência dos tributos lançados por homologação temos o Recurso Especial nº 973.733 SC (2007/0176994 0), julgado em 12 de agosto de 2009, sendo relator o Ministro Luiz Fux, que teve o Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC e da Resolução STJ 08/2008, assim ementado: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL .ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). Fl. 1025DF CARF MF Impresso em 13/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA 6 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. Portanto, o STJ, em Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC definiu que “o dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação” (Recurso Especial nº 973.733). Cabe destacar que na análise dos autos encontramos valores recolhidos no período que importa para a definição da regra, fls. 040 e 041, assim como encontramos informação de que o Fisco verificou recolhimentos, fls. 057. Fl. 1026DF CARF MF Impresso em 13/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 10865.001660/200776 Acórdão n.º 9202002.646 CSRFT2 Fl. 5 7 Outro ponto importante é que o fato gerador da contribuição previdenciária é a totalidade da remuneração paga ou creditada pelos serviços, independentemente do título que se lhe atribua, tanto em relação ao tomador do serviço (empresa), quanto do segurado contribuinte. Portanto, para a definição da regra decadencial, devemos levar em conta se houve alguma antecipação de pagamento, não por tipo de remuneração (levantamento) pois é a totalidade desses pagamentos que se denomina SaláriodeContribuição (SC), que é todo e qualquer pagamento ou crédito feito ao segurado, em decorrência da prestação de serviço, de forma direta ou indireta, em dinheiro ou sob a forma de utilidades, habituais em relação ao segurado empregado. Elucidativo o texto contido em decisão proferida na Câmara Superior de Recursos Fiscais (CSRF), processo 10640.001896/200747, pelo nobre Conselheiro Francisco Assis de Oliveira Júnior: “Feitas essas considerações, para solução da lide ora proposta, ainda resta dirimir a questão relacionada ao recolhimento específico da rubrica eventualmente lançada, conforme defende a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, ou se seria suficiente para caracterização de pagamento antecipado o recolhimento genérico relativo aos valores consolidados na folha de pagamento elaborada pelo sujeito passivo. Em relação à essa matéria, creio que a solução mais adequada deve considerar a regra matriz relacionada efetivamente à definição de qual seria a base de cálculo das contribuições previdenciárias. Nesse sentido, observamos que à luz do que dispõe o inciso I do art. 22 da Lei nº 8.212, de 1991, o elemento jurídico a ser considerado para efeito de análise do recolhimento total ou parcial referese à remuneração total paga, devida ou creditada aos segurados pelo empregador: Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: 6 I vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). Nesse sentido, se eventualmente o sujeito passivo não recolhe o tributo em relação a determinada rubrica que acredita não ter incidência da contribuição previdenciária, tal fato não descaracteriza a antecipação de pagamento para o restante calculado e recolhido indicado pela folha de pagamento do empregador. Em verdade, o fracionamento dessas rubricas revelase necessário para identificação dos requisitos estabelecidos para verificação da não incidência do salário de contribuição em conformidade com as inúmeras previsões do § 9º do art. 28 da Fl. 1027DF CARF MF Impresso em 13/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA 8 Lei nº 8.212, de 1991. Contudo, o conjunto de situações e específicas que caracterizam a contraprestação onerosa do empregado pela empresa em nada altera a natureza jurídica de cada uma dessas rubricas que são, em seu conjunto, a remuneração devida ao segurado. Em outras palavras, cada rubrica é espécie do gênero remuneração. Desse modo, para efeito de identificação do pagamento antecipado, não deve ser exigido o recolhimento específico de uma ou outra rubrica paga pelo empregador, mas sim a consolidação desses valores relativos aos itens discriminados na folha de pagamento.” Portanto, claro está que constam recolhimentos a homologar e que qualquer recolhimento está contido no termo remuneração, o que leva, conseqüentemente, a aplicação da regra esculpida no § 4º, Art. 150 do CTN, conforme decidido no acórdão recorrido. CTN: Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. ... § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. CONCLUSÃO: Em razão do exposto, voto em NEGAR PROVIMENTO ao recurso da nobre PGFN, nos termos do voto. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Fl. 1028DF CARF MF Impresso em 13/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10315.900217/2009-78
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 26 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Aug 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Ano-calendário: 2005
Para que seja possível a compensação de créditos tributários com créditos do sujeito passivo, necessário se faz que fique comprovada a existência de créditos líquidos e certos contra a Fazenda Nacional.
Nesse sentido, tendo em vista a não existência dos requisitos específicos da liquidez e certeza do crédito, não há como se procederá à compensação pleiteada.
Numero da decisão: 3802-001.099
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros da 2ª Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO, por unanimidade de votos, CONHECER do presente recurso e NEGAR-LHE PROVIMENTO.
RÉGIS XAVIER HOLANDA - Presidente.
CLÁUDIO AUGUSTO GONÇALVES PEREIRA - Relator.
CLÁUDIO AUGUSTO GONÇALVES PEREIRA - Redator designado.
EDITADO EM: 23/07/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Régis Xavier Holanda, José Fernandes do Nascimento, Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira
Nome do relator: CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA
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Nesse sentido, tendo em vista a não existência dos requisitos específicos da liquidez e certeza do crédito, não há como se procederá à compensação pleiteada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da 2ª Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO, por unanimidade de votos, CONHECER do presente recurso e NEGARLHE PROVIMENTO. RÉGIS XAVIER HOLANDA Presidente. CLÁUDIO AUGUSTO GONÇALVES PEREIRA Relator. CLÁUDIO AUGUSTO GONÇALVES PEREIRA Redator designado. EDITADO EM: 23/07/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Régis Xavier Holanda, José Fernandes do Nascimento, Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 31 5. 90 02 17 /2 00 9- 78 Fl. 49DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 12/08/2013 por REGIS X AVIER HOLANDA 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da 4a Turma da DRJ/FOR, a qual, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo recorrente, a qual objetivava o reconhecimento da validade/legitimidade do PERD/COMP, juntado aos autos, nos termos do Acórdão assim ementado: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: anocalendário 2005 Não se homologa a compensação quando crédito declarado advém supostamente, dos efeitos da desvinculação de receita da União (DRU). Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido A decisão seguiuse nos seguintes termos: “A manifestação de inconformidade apresentada atende os pressupostos de admissibilidade, sendo digna de conhecimento. O único argumento do manifestante contra a não homologação de sua DCOMP é o fato de que vinte por cento dos valores recolhidos a título de CSLL, PIS e COFINS estarem recebendo destinação contrária à finalidade determinada na Constituição Federal, razão pela qual entende que esta parcela tornouse devida, passível de compensação. Não se aceitam as razões do manifestante, pois não possuem fundamentação jurídica suficiente para afetar a juridicidade dos pagamentos por ele realizados. A mudança da destinação do tributo, quando autorizado por Emenda Constitucional, pode até ensejar o questionamento da constitucionalidade deste ato, conforme sugere o manifestante, mas não atinge os elementos do crédito tributário, formais e materiais. Uma análise rasteira das possibilidades aponta para a manutenção da juridicidade do tributo recolhido em todas as situações: se as referidas emendas forem consideradas inconstitucionais, o efeito disso seria o retorno à situação anterior, ou seja, a original juridicidade do tributo;se as referidas emendas são constitucionais, então foi mudada a natureza do tributo, relativamente a sua destinação, adquirindo uma nova juridicidade. De qualquer forma, o tributo recolhido continua devido. Ademais, somente para argumentar, mesmo aceitando a controvérsia erigida pelo manifestante, verificase que a alegada inconstitucionalidade não foi declarada por quem tem competência para tanto, de forma que o suposto crédito não é certo, não sendo passível de compensação, por força do artigo 170 do Código Tributário Nacional: Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que as estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra Fazenda Pública. Fl. 50DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 12/08/2013 por REGIS X AVIER HOLANDA Processo nº 10315.900217/200978 Acórdão n.º 3802001.099 S3TE02 Fl. 48 3 Em sede de impugnação e de recurso, o contribuinte apresenta os mesmos argumentos, informando que o artigo 76 da Constituição Federal criou o DRU – (Desvinculação de Receita da União), que houve violação do artigo 60, § 4º, do artigo 149, do artigo 154, I, do artigo 195, do artigo 167, XI, todos da a da Constituição Federal. Reiterando o pedido de reconhecimento de validade da PERD/COMP nº 01558.24200.120505.1.3.04.4067. É o relatório. Conselheiro Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, Relator Voto Conselheiro Relator Cláudio Augusto Gonçalves Pereira Admissibilidade do Recurso Tendo em vista a presença dos requisitos regulares do desenvolvimento positivo do Recurso ora interposto pela recorrente, voto pelo seu Conhecimento e conseqüente análise do mérito recursal. Mérito Dá análise dos documentos trazidos ao feito, nenhum reparo merece a decisão proferida pela 4ª Turma da delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Fortaleza/CE, já que o recorrente não apresentou os documentos necessários para comprovar suas alegações. Conforme entendimento exposto na decisão a quo, temse que, a luz do artigo 170 do Código Tributário Nacional, para que seja possível a compensação de créditos tributários com créditos do sujeito passivo, necessário se faz que fique comprovada a existência de créditos líquidos e certos contra a Fazenda Nacional. Nesse sentido, tendo em vista a não existência dos requisitos específicos da liquidez e certeza do crédito, não há como se proceder à compensação pleiteada. O artigo 146, III, letra b, da Constituição Federal, dispõe que somente a lei complementar pode tratar de obrigação, lançamento e crédito tributários. O artigo 170 do Código Tributário Nacional, ao exigir liquidez e certeza para ser efetivada a compensação, é lei complementar e, portanto, fixa pressuposto nuclear a ser cumprido pelas partes, não dispensável por lei ordinária. O direito de compensar crédito tributário indevidamente pago, conforme permitido em lei, exigese que se apure previamente, por via administrativa ou judicial, a sua liquidez e certeza, em homenagem ao devido processo legal. Precedentes do STJ – REsp n. 111.034/AL – REsp 76.230/PE – REsp 78.493 – REsp 98.197/RS. Posto Isto, voto pelo CONHECIMENTO DO RECURSO e NEGOLHE PROVIMENTO, mantendo a decisão de primeira instância. Sala de Sessões, 25 de junho de 2012. (assinado digitalmente) Fl. 51DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 12/08/2013 por REGIS X AVIER HOLANDA 4 Conselheiro Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, Relator Relator Cláudio Augusto Gonçalves Pereira Relator Fl. 52DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 12/08/2013 por REGIS X AVIER HOLANDA
score : 1.0
Numero do processo: 16327.001030/2009-37
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 12 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Jul 24 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Data do fato gerador: 31/12/2005
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO NÃO DEMONSTRADA.
Não se conhecem de embargos em que não fica demonstrada a omissão alegada.
Numero da decisão: 1302-001.113
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em não conhecer dos embargos, nos termos do relatório e voto proferidos pelo relator.
(assinado digitalmente)
Eduardo de Andrade Presidente em exercício
(assinado digitalmente)
Luiz Tadeu Matosinho Machado - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eduardo de Andrade, Alberto Pinto Silva Junior, Márcio Rodrigo Frizzo, Cristiane Silva Costa, Luiz Tadeu Matosinho Machado e Guilherme Pollastri Gomes da Silva.
Nome do relator: LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Data do fato gerador: 31/12/2005 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO NÃO DEMONSTRADA. Não se conhecem de embargos em que não fica demonstrada a omissão alegada.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em não conhecer dos embargos, nos termos do relatório e voto proferidos pelo relator. (assinado digitalmente) Eduardo de Andrade Presidente em exercício (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eduardo de Andrade, Alberto Pinto Silva Junior, Márcio Rodrigo Frizzo, Cristiane Silva Costa, Luiz Tadeu Matosinho Machado e Guilherme Pollastri Gomes da Silva.
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OMISSÃO NÃO DEMONSTRADA. Não se conhecem de embargos em que não fica demonstrada a omissão alegada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em não conhecer dos embargos, nos termos do relatório e voto proferidos pelo relator. (assinado digitalmente) Eduardo de Andrade – Presidente em exercício (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eduardo de Andrade, Alberto Pinto Silva Junior, Márcio Rodrigo Frizzo, Cristiane Silva Costa, Luiz Tadeu Matosinho Machado e Guilherme Pollastri Gomes da Silva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 00 10 30 /2 00 9- 37 Fl. 937DF CARF MF Impresso em 24/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 04 /07/2013 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por EDUARDO DE ANDRAD E Processo nº 16327.001030/200937 Acórdão n.º 1302001.113 S1C3T2 Fl. 938 2 Relatório Tratase de embargos de declaração opostos pela Fazenda Nacional em face do Acórdão nº 130200.760 proferido por esta 2a. Turma Ordinária da 3a. Câmara, em 20/10/2011, com a seguinte ementa: Recurso de ofício. DEDUTIBILIDADE. As despesas com propaganda e marketing, em geral, são reconhecidas no momento em que ocorre a veiculação, por ser critério mais conservador e, considerandose a dificuldade de se correlacionar com as vendas de determinado mês, ou período posterior. Por configurar efetiva postergação de despesa, descabe a autuação quando o contribuinte lança referidos dispêndios em Ativo Diferido, para posterior amortização. IRPJ. PROVISÕES TÉCNICAS. SEGURADORAS. DEDUTIBILIDADE. DISCUSSÃO JUDICIAL. A legislação tributária autoriza a dedução das provisões técnicas das companhias de seguro cuja constituição é exigida pela legislação especial a elas aplicável. O fato de haver discussão judicial quanto ao pagamento de sinistros, por si só, não impede que a despesa seja levada ao resultado do exercício. A autuação carece da prova de que a parcela da provisão técnica glosada fora calculada Recurso voluntário. IRPJ. CSLL. PROVA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. A dedutibilidade de despesas com prestação de serviços, pressupõe a prova da necessidade e efetiva realização deles, não bastando a comprovação de que foram contratados, assumidos e pagos. Pagamento de CIDE. Dedutibilidade. Demonstrado o pagamento da CIDE e que, ao tempo do pagamento, o contribuinte entendeu devida a contribuição e sendo impossível sua restituição, deve ser aceita a dedutibilidade daquela contribuição. Taxa Selic sobre multa de ofício. Por ausência de expressa determinação legal para aplicação da taxa selic sobre a multa de ofício, deve ser aplicada a taxa de juros de 1%, nos termos do art. 161 do CTN. Fl. 938DF CARF MF Impresso em 24/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 04 /07/2013 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por EDUARDO DE ANDRAD E Processo nº 16327.001030/200937 Acórdão n.º 1302001.113 S1C3T2 Fl. 939 3 O colegiado deu provimento parcial ao recurso voluntário, por maioria de votos, excluindo da glosa efetuada o valor referente à CIDE no valor de R$ 341.894,26. Encaminhados os autos à Procuradoria da Fazenda Nacional em 13/03/2012, para fins de ciência do acórdão, nos termos do § 3º do art. 81 do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, restou configurada a intimação do Procurador da Fazenda Nacional em 12/04/2012, nos termos do § 9º do art. 23 do Decreto nº 70.235/1972. Cientificada, a Procuradoria da Fazenda Nacional, com base no art. 65 do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF. 256/2009, opôs embargos de declaração em 13/04/2012, sustentando que ao dar provimento parcial ao recurso voluntário, a turma julgadora incorreu omissão, na medida em que “o julgado não justificou o afastamento do art. 6º da IN SRF 21/1997, que estabelece que os recolhimentos indevidos devem ser objeto de pedido específico de restituição/compensação que deverá ser dirigido à Delegacia da Receita Federal (DRF) do domicílio fiscal do contribuinte”, aduzindo ainda que: Cumpre observar que tal comando não pode ser olvidado, pois conforme preceitua o art. 96 do CTN, a expressão “legislação tributária” inclui também as normas complementares que versam sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes, dentre essas, as instruções normativas expedidas pelas autoridades administrativas (art. 100, I do CTN). No entanto, a 2ª Turma Ordinária afastou imotivadamente o referido dispositivo da legislação tributária e violou, por consequência, o Princípio da Legalidade. Ao final, a embargante requer “o conhecimento e o provimento do presente recurso para que esta e. Turma justifique o afastamento do art. 6º da IN SRF nº 21/97”. É o relatório. Fl. 939DF CARF MF Impresso em 24/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 04 /07/2013 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por EDUARDO DE ANDRAD E Processo nº 16327.001030/200937 Acórdão n.º 1302001.113 S1C3T2 Fl. 940 4 Voto Conselheiro Luiz Tadeu Matosinho Machado Os embargos interpostos são tempestivos, pelo que passo a examinar se preenchem os requisitos de admissibilidade previsto no art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF. Alega a Fazenda Nacional, ora embargante, que a decisão recorrida ao dar provimento parcial ao recurso voluntário do sujeito passivo contém omissão a ser sanada, na medida em que deixou de justificar o afastamento do art. 6º da IN SRF 21/1997, que estabelece que os recolhimentos indevidos devem ser objeto de pedido específico de restituição/compensação que deverá ser dirigido à Delegacia da Receita Federal (DRF) do domicílio fiscal do contribuinte. A embargante, todavia, não demonstra a necessidade de discussão da referida matéria na fundamentação da decisão que exonerou parcialmente a exigência, com vistas a caracterizar a omissão alegada em seu recurso. Desta feita o recurso não preenche os requisitos de admissibilidade previstos no art. 65 do RICARF. Ante ao exposto, voto no sentido de não conhecer dos embargos interpostos. Sala de sessões, em 12 de junho de 2013. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado Relator Fl. 940DF CARF MF Impresso em 24/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 04 /07/2013 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por EDUARDO DE ANDRAD E
score : 1.0
Numero do processo: 13884.909532/2009-02
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jun 04 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/09/2004 a 30/09/2004
COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGAÇÃO. DCTF RETIFICADORA. EFEITOS.
A apresentação espontânea DCTF retificadora antes da edição do despacho decisório, nas hipóteses em que é admitida pela legislação, substitui a original em relação aos débitos e vinculações declarados, devendo por tanto ser nele considerada.
Processo Anulado
Aguardando Nova Decisão
Numero da decisão: 3403-002.228
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em anular o processo ab initio, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Antônio Carlos Atulim Presidente
(assinado digitalmente)
Alexandre Kern - Relator
Participaram do julgamento os conselheiros Antônio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Raquel Motta Brandão Minatel e Ivan Allegretti.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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NÃO HOMOLOGAÇÃO. DCTF RETIFICADORA. EFEITOS. A apresentação espontânea DCTF retificadora antes da edição do despacho decisório, nas hipóteses em que é admitida pela legislação, substitui a original em relação aos débitos e vinculações declarados, devendo por tanto ser nele considerada. Processo Anulado Aguardando Nova Decisão Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em anular o processo ab initio, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Antônio Carlos Atulim – Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Kern Relator Participaram do julgamento os conselheiros Antônio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Raquel Motta Brandão Minatel e Ivan Allegretti. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 4. 90 95 32 /2 00 9- 02 Fl. 196DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 25/05/2013 por ALEXANDRE KERN 2 PARKER HANNIFIN INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA transmitiu a Pedido de Restituição/Declaração de Compensação PER/DComp nº 06883.11913.281207.1.3.043563, visando à extinção de débito de Cofins com crédito oriundo de indébito por pagamento a maior de Cofins, no valor de R$ 18.575,90. O Despacho Decisório Eletrônico – DDE nº 848685536, emitido pela autoridade competente para examinar o pleito repetitório, indeferiuo e não homologou a compensação porque o pagamento indigitado pelo declarante foi localizado, mas estava integralmente utilizado para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DComp. Sobreveio reclamação, por meio da qual o interessado, alegou, em síntese, a ocorrência de erro na DCTF vigente à época da transmissão do PER/DComp, o que o levou a ratificar o Dacon. Esclarece que também procedeu à retificação da DCTF em 04/06/2009, antes da ciência do despacho decisório atacado, o que não foi levado em conta no DDE. A 7ª Turma da DRJ/CPS julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente. O Acórdão nº 05038.273, de 21 de junho de 2012, fls. 92 a 96, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS Período de apuração: 01/09/2004 a 30/09/2004 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO (DCOMP). PROVA. O contribuinte tem o ônus de provar o direito creditório alegado sob pena de indeferimento da compensação realizada. A DCTF retificadora transmitida antes do proferimento do despacho decisório dentro de um contexto em que outras compensações já haviam sido indeferidas não é documento eficaz para cancelar a decisão da DRF. A declaração em Dacon não é meio idôneo de demonstração do direito creditório se estiver em contradição com a DCTF ativa na data da apresentação da Dcomp. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da DRJ/CPS7ª Turma. O arrazoado de fls. 104 a 116, após resumo dos fatos relacionados com a lide, repete a explicação sobre a origem do crédito oposto na compensação ora sub judice, e, em sede de preliminar, argui a nulidade da decisão recorrida por transgressão do princípio da verdade material, sobre o qual disserta. Entende que, em nome do princípio, a autoridade julgadora de primeira instância estava constrangida a conhecer e valorar as informações contidas nas declarações retificadora, transmitidas antes do Despacho Decisório. No mérito, lembra que a DCTF retificadora possui o mesmo valor probante da DCTF original e as informações nela constantes, que porventura tenham alterado informações originalmente prestadas, devem necessariamente ser analisadas para fins da determinação dos débitos e créditos dos contribuintes. Refere o § 1º do art. 11 da Instrução Normativa RFB nº 903, de 30 de dezembro de 2008. Apresenta planilha com o demonstrativo dos valores para o período abrangido pelo Despacho. Alternativamente, requer a conversão do julgamento em diligência para detalhada análise e a consequente confirmação da composição dos valores efetivamente devidos a título de Contribuição Social. Fl. 197DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 25/05/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13884.909532/200902 Acórdão n.º 3403002.228 S3C4T3 Fl. 194 3 Conclui, requerendo “...sob o enfoque da verdade material, requer seja reconhecida a nulidade da decisão de primeira instância administrativa, tendo em vista que as dd. autoridades julgadoras concluíram pela não homologação da Declaração de Compensação apresentada pela Recorrente sem ter analisado qualquer documento relativo a composição da base de cálculo e apuração da contribuição em tela. Alternativa e sucessivamente, a Recorrente requer que o julgamento do presente caso seja convertido em diligência para que seja comprovado o direito creditório da.” O processo administrativo correspondente foi materializado na forma eletrônica, razão pela qual todas as referências a folhas dos autos pautarseão na numeração estabelecida no processo eletrônico. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 104 a 116 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJ/RJ27ª Turma nº 05038.273, de 21 de junho de 2012. A decisão recorrida dá conta de que a DCTF retificadora foi transmitida em 04/06/2009, antes da ciência do DDE nº 848685536, em 16/10/2009. Nada obstante, manteve o indeferimento do pedido de restituição e a não homologação da compensação, considerando que, embora houvesse efetuado a retificação da DCTF antes da prolação do Despacho Decisório, à época da transmissão da DComp o pagamento estaria todos alocado na quitação de débitos confessados e que seria necessário apresentar prova do recolhimento indevido. Permitome recapitular que, anteriormente à atual sistemática, a DCTF retificadora somente se prestava a reduzir o montante do tributo declarado, sujeitandose a um procedimento administrativo de análise do mérito da retificação, de forma que o valor inicialmente declarado somente seria alterado para o menor se houvesse prova antecipada do erro. Todavia, desde as alterações introduzidas pela Medida Provisória no 2.18949, de 23 de agosto de 2001, art. 18, a DCTF retificadora, quando admitida, tem os mesmos efeitos da original (art. 9º, I, da Instrução Normativa RFB no 1.110, 24 de dezembro de 2010).tem a mesma natureza da declaração original. A esse propósito, vejase o que já decidiu a 2ª Turma do STJ, no REsp 044027/SC TRIBUTÁRIO DÉBITO DECLARADO PELO CONTRIBUINTE – DCTF RETIFICADORA ART. 18 DA MP N. 2.18949/2001 PRESCRIÇÃO TERMO INICIAL. 1 A retificação de declaração de impostos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, nas hipóteses em que admitida, tem a mesma natureza da declaração Fl. 198DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 25/05/2013 por ALEXANDRE KERN 4 originariamente apresentada e interrompe o prazo prescricional para a cobrança do crédito tributário, no que retificado. 2 Nos casos de tributo lançado por homologação, a declaração do débito através de Declaração de Contribuições e Tributos Federais (DCTF) por parte do contribuinte constitui o crédito tributário, sendo dispensável a instauração de procedimento administrativo e respectiva notificação prévia. 3 Desta forma, se o débito declarado já pode ser exigido a partir do vencimento da obrigação, ou da apresentação da declaração (o que for posterior), nesse momento fixase o termo a quo (inicial) do prazo prescricional. 4 Recurso especial nãoprovido. Decisão: Vistos, relatados e discutidos estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, na conformidade dos votos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Eliana Calmon, Castro Meira, Humberto Martins e Herman Benjamin votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Castro Meira. De acordo com a IN citada acima, vigente atualmente, não se admitem retificações de DCTF tendentes reduzir tributo previamente confessado cobrança já tenha sido enviada à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional ou que tenha sido objeto de exame em procedimento de fiscalização. Evidentemente, não se trata disso no caso sub judice. Ademais, a retificação da DCTF em questão operouse ao abrigado da espontaneidade, porquanto efetuada antes de qualquer procedimento do Fisco. Nessas circunstâncias, a DCTF retificadora apresentada alterou eficazmente a situação jurídica anterior e inverteu o ônus da prova de que inexistiria pagamento a maior. Contudo, os efeitos da retificação da DCTF foram solenemente desconsiderados tanto no despacho decisório quanto pelo acórdão de primeira instância. A nova realidade estampada na DCTF retificadora tem de ser devidamente avaliada pela Autoridade Fiscal, quanto à sua liquidez e certeza. Somente após tal providência é que eventualmente poderá ser denegada a repetição e não homologada a compensação. À vista do exposto, voto por dar provimento ao recurso, para anular o processo ab ovo, determinando à Autoridade Fiscal competente que reexamine o pleito objeto do presente processo, considerando a DCTF que estiver vigendo por ocasião da edição do novo despacho decisório. Sala das Sessões, em 22 de maio de 2013 Alexandre Kern Fl. 199DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 25/05/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13884.909532/200902 Acórdão n.º 3403002.228 S3C4T3 Fl. 195 5 Fl. 200DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 25/05/2013 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 10680.724669/2010-12
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Jun 21 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006
SALÁRIO INDIRETO. ALIMENTAÇÃO IN NATURA. SEM INSCRIÇÃO PAT. NÃO INCIDÊNCIA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
Não há incidência de contribuição previdenciária sobre os valores de alimentação fornecidos in natura sem inscrição no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), conforme entendimento contido no Ato Declaratório nº 03/2011 da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2402-003.588
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para exclusão do lançamento da parcela relativa ao auxílio-alimentação pago in natura.
Julio Cesar Vieira Gomes - Presidente
Ronaldo de Lima Macedo Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões.
Nome do relator: RONALDO DE LIMA MACEDO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006 SALÁRIO INDIRETO. ALIMENTAÇÃO IN NATURA. SEM INSCRIÇÃO PAT. NÃO INCIDÊNCIA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. Não há incidência de contribuição previdenciária sobre os valores de alimentação fornecidos in natura sem inscrição no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), conforme entendimento contido no Ato Declaratório nº 03/2011 da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Recurso Voluntário Provido em Parte.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para exclusão do lançamento da parcela relativa ao auxílio-alimentação pago in natura. Julio Cesar Vieira Gomes - Presidente Ronaldo de Lima Macedo Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões.
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PARCELA DOS SEGURADOS Recorrente G5 AGROPECUÁRIA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006 SALÁRIO INDIRETO. ALIMENTAÇÃO IN NATURA. SEM INSCRIÇÃO PAT. NÃO INCIDÊNCIA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. Não há incidência de contribuição previdenciária sobre os valores de alimentação fornecidos in natura sem inscrição no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), conforme entendimento contido no Ato Declaratório nº 03/2011 da ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN). Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para exclusão do lançamento da parcela relativa ao auxílioalimentação pago in natura. Julio Cesar Vieira Gomes Presidente Ronaldo de Lima Macedo – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 72 46 69 /2 01 0- 12 Fl. 388DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/06/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/06/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões. Fl. 389DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/06/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/06/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10680.724669/201012 Acórdão n.º 2402003.588 S2C4T2 Fl. 3 3 Relatório Tratase de lançamento fiscal decorrente do descumprimento de obrigação tributária principal, referente às contribuições devidas à Seguridade Social, concernentes às contribuições previdenciárias não descontadas dos segurados empregados e contribuintes individuais, e não recolhidas aos cofres públicos, para as competências 01/2006 a 13/2006. O Relatório Fiscal (fls. 63/80) informa que os fatos geradores decorrem das remunerações pagas ou creditadas aos segurados empregados e contribuintes individuais, sendo constituídos por meio dos seguintes levantamentos: 1. “AL ALIMENTACAO SEM PAT” à remunerações pagas a empregados, a título de alimentação, sem inscrição no PAT, apuradas com base na contabilidade da empresa; 2. “CI TRANSPORTADOR AUTÔNOMO” à remunerações pagas a contribuintes individuais (transportadores rodoviários autônomos), apuradas com base na contabilidade da empresa. A ciência do lançamento fiscal ao sujeito passivo deuse em 01/12/2010 (fl.01). A autuada apresentou impugnação tempestiva (fls. 205/214) – acompanhados de anexos de fls. 214/219 –, alegando, em síntese, que: 1. a defesa é parcial, e se volta contra a parte do débito lançado, mais precisamente contra as contribuições calculadas sobre a alimentação in natura fornecida, matéria que não foi submetida à apreciação judicial. Informa que a parte não contestada foi devidamente quitada, conforme comprovantes anexos; 2. a adesão ao PAT não tem o condão de transformar a alimentação, fornecida para o trabalho, em salário. É terminantemente vedado, sob pena de nítida inconstitucionalidade, que as Autoridades Fiscais exijam as referidas contribuições sobre parcelas que não se destinem a retribuir o trabalho prestado pelo empregado ou o tempo em que este permaneceu efetivamente à disposição do empregador; 3. a alimentação fornecida é essencial ao próprio funcionamento, já que os estabelecimentos da empresa localizamse fora dos centros comerciais. Para evitar qualquer transtorno no cumprimento da jornada de trabalho oferece, nas dependências do próprio estabelecimento, refeição para aqueles que desejarem usufruir do auxílio; Fl. 390DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/06/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/06/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 4. como a alimentação fornecida pela empresa não tem caráter salarial, é irrelevante o fato de ela estar ou não inscrita no PAT. Cita doutrina e jurisprudência. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) em Belo Horizonte/MG – por meio do Acórdão 0233.670 da 8a Turma da DRJ/BHE (fls. 332/334) – considerou o lançamento fiscal procedente em sua totalidade, eis que ele foi lavrado com pleno embasamento legal e observância às normas vigentes, não tendo a Defendente apresentado elementos ou fatos que pudessem ilidir a sua lavratura. A Notificada apresentou recurso, manifestando seu inconformismo pela obrigatoriedade do recolhimento dos valores lançados no auto de infração e no mais efetua as alegações da peça de impugnação, ressaltando que os valores apurados em decorrência do salário in natura possuem natureza indenizatória. A Delegacia da Receita Federal do Brasil (DRF) em Belo Horizonte/MG informa que o recurso interposto é tempestivo e encaminha os autos ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) para processamento e julgamento. É o relatório. Fl. 391DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/06/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/06/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10680.724669/201012 Acórdão n.º 2402003.588 S2C4T2 Fl. 4 5 Voto Conselheiro Ronaldo de Lima Macedo, Relator Recurso tempestivo. Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso interposto. A Recorrente alega que não há incidência de contribuição social previdenciária sobre os valores pagos a título de valealimentação ou alimentação “in natura” sem inscrição no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). Pelos motivos fáticos e jurídicos a seguir delineados, entendo que razão assiste a Recorrente. Verificase que parte dos fatos geradores que ensejaram a presente autuação se refere ao fornecimento pela empresa aos seus empregados de valealimentação in natura, assim como a própria alimentação in natura, sem inscrição no PAT, conforme ficou delineado no Relatório Fiscal (fls. 80/101, processo 10680.724670/201047) nos seguintes termos: “[...] 3 Por meio do Termo de Inicio de Procedimento Fiscal TIPF, datado de 23/03/10, foram solicitados, dentre outros, o documento comprobatório da adesão da empresa ao Programa de Alimentação ao Trabalhador, bem como a apresentação do comprovante de recadastramento no Programa de Alimentação do Trabalhador previsto nas Portarias SIT/DSST número 66, de 19/12/03, e SIT/DSST número 81, de 27/05/04, abaixo transcritas. [...]” (g.n.) Com o entendimento do que seja alimentação in natura para fins de tributação previdenciária – visando atender as regras previstas na Lei 6.321/1976, que instituiu o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) –, o art. 503, § 2o e inciso II, da Instrução Normativa RFB nº 971, de 13 de novembro de 2009, estabelece que a alimentação concedida aos trabalhadores poderá ser fornecida mediante convênios com entidades que forneçam ou prestem serviços de alimentação coletiva, sendo este o caso do presente processo. Instrução Normativa RFB nº 971/2009: Art. 503. Para a execução do PAT, a empresa inscrita poderá manter serviço próprio de refeição ou de distribuição de alimentos, inclusive os não preparados (cesta de alimentos), bem como firmar convênios com entidades que forneçam ou prestem serviços de alimentação coletiva, desde que essas entidades estejam registradas no programa e se obriguem a cumprir o disposto na legislação do PAT, condição que deverá constar expressamente do texto do convênio entre as partes interessadas. § 1º Considerase fornecedora de alimentação coletiva: Fl. 392DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/06/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/06/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 I a operadora de cozinha industrial e fornecedora de refeições preparadas e transportadas; II a administradora da cozinha da contratante; III a fornecedora de alimentos in natura embalados para transporte individual (cesta de alimentos). § 2º Considerase prestadora de serviço de alimentação coletiva a administradora de documentos de legitimação para aquisição de: I refeições em restaurantes ou em estabelecimentos similares (refeiçãoconvênio); II gêneros alimentícios em estabelecimentos comerciais (alimentaçãoconvênio). (g.n.) Dessa regra, percebese que, no âmbito previdenciário, a alimentação in natura concedida aos trabalhadores poderá ser fornecida por meio de valealimentação, desde que este seja utilizado na aquisição de gêneros alimentícios em estabelecimentos comerciais conveniados com a fonte pagadora. Para a execução do PAT, tal hipótese de fornecimento de alimentação in natura é caracterizada como alimentaçãoconvênio. Para atender a hipótese de não incidência de contribuição previdenciária, esse art. 503 e os artigos 498 e 499, todos da Instrução Normativa RFB nº 971/2009, não fazem qualquer distinção na modalidade de fornecimento da alimentação in natura pela empresa, podendo esta se dar por meio de serviço próprio de refeição ou de distribuição de alimentos, inclusive os não preparados (cesta de alimentos), bem como firmar convênios com entidades que forneçam ou prestem serviços de alimentação coletiva (refeiçãoconvênio e alimentação convênio). Instrução Normativa RFB nº 971/2009: Art. 498. O Programa de Alimentação ao Trabalhador (PAT) é aquele aprovado e gerido pelo Ministério do Trabalho e Emprego, nos termos da Lei nº 6.321, de 1976. Art. 499. Não integra a remuneração, a parcela in natura, sob forma de utilidade alimentação, fornecida pela empresa regularmente inscrita no PAT aos trabalhadores por ela diretamente contratados, de conformidade com os requisitos estabelecidos pelo órgão gestor competente. § 1º A previsão do caput independe de o benefício ser concedido a título gratuito ou a preço subsidiado. § 2º O pagamento em pecúnia do salário utilidade alimentação integra a base de cálculo das contribuições sociais. § 3º As irregularidades de preenchimento do formulário ou a execução inadequada do PAT, porventura constatadas, serão objeto de formalização de Representação Administrativa dirigida ao MTE. (g.n.) Nos termos da legislação previdenciária, percebiase que havia uma tendência no sentido interpretase literalmente a regra estampada no art. 28, § 9o e alínea “c”, da Lei 8.212/1991 combinado com a Lei 6.321/1976, a fim de ser excluída da base de cálculo Fl. 393DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/06/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/06/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10680.724669/201012 Acórdão n.º 2402003.588 S2C4T2 Fl. 5 7 da incidência da contribuição previdenciária somente a parcela in natura concedida rigorosamente nos termos do PAT, pois, do contrário, a verba paga a título de alimentação in natura seria considerada salário indireto e, por consectário lógico, integrava a remuneração do trabalhador. Lei 8.212/1991: Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: (...) § 9o Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei no 9.528, de 10.12.97) (...) c) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei n° 6.321, de 14 de abril de 1976; Hoje, pareceme que essa interpretação literal não encontra mais suporte nos tribunais de superposição, pois deve ser prestigiada a interpretação que – com fundamento nos artigos 195, I, alínea “a”, e 201, § 11, da Constituição Federal – conclui que as verbas indenizatórias não estão sujeitas à incidência de contribuição social previdenciária. Daí não se exigir mais o registro no PAT, como demonstra a seguinte Ementa do Resp. no 1051294 (DJ de 05/03/2009), proferido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ): “PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR SALÁRIO IN NATURA DESNECESSIDADE DE INSCRIÇÃO NO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADORPAT NÃO INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. 1. Quando o pagamento é efetuado in natura, ou seja, o próprio empregador fornece a alimentação aos seus empregados, com o objetivo de proporcionar o aumento da produtividade e eficiência funcionais, não sofre a incidência da contribuição previdenciária, sendo irrelevante se a empresa está ou não inscrita no Programa de Alimentação ao Trabalhador PAT. 2. Recurso especial não provido.” (Resp. 1051294 PR 2008/00873730; Relator(a): Ministra Eliana Calmon; Julgamento: 10/02/2009; Publicação: DJe 05/03/2009) No mesmo sentido, o entendimento de que o pagamento in natura não configura hipótese de incidência de contribuição previdenciária extraise do Ato Declaratório nº 03/2011 da ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN), publicado no D.O.U. de 22/12/2011, que dispõe o seguinte: A PROCURADORAGERAL DA FAZENDA NACIONAL, no uso da competência legal que lhe foi conferida, nos termos do inciso II do art. 19 da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002, e do art. 5º do Decreto nº 2.346, de 10 de outubro de 1997, tendo em vista a aprovação do Parecer PGFN/CRJ/Nº 2117 /2011, desta ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional, pelo Senhor Ministro de Estado da Fazenda, conforme despacho publicado no DOU de 24.11.2011, DECLARA que fica autorizada a dispensa de Fl. 394DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/06/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/06/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 8 apresentação de contestação e de interposição de recursos, bem como a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante: "nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento in natura do auxílioalimentação não há incidência de contribuição previdenciária". Diante do citado Ato Declaratório e da regra prevista no art. 503 da Instrução Normativa RFB nº 971/2009, retromencionada, bem como da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), extraise que a verba paga a título de valealimentação in natura, no presente processo configurada como um pagamento in natura, não integra o salário de contribuição independente de a empresa ter ou não efetuado adesão ao Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). Com isso, entendese que devem ser retirados dos valores apurados no presente processo aqueles oriundos das verbas pagas a título de valealimentação ou salário indireto in natura – constantes das folhas de pagamento, fornecidos aos segurados empregados (levantamento: AL ALIMENTACAO SEM PAT) –, pois tais valores não estão sujeitos à incidência da contribuição previdenciária. CONCLUSÃO: Voto no sentido de CONHECER do recurso e DARLHE PROVIMENTO PARCIAL para reconhecer que sejam excluídos os valores apurados em decorrência da verba paga a título de valealimentação ou salário indireto in natura, nos termos do voto. Ronaldo de Lima Macedo. Fl. 395DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/06/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/06/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 36514.000357/2007-20
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Jul 06 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Jul 07 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1996 a 30/12/1998
CUSTEIO - CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA - DECADÊNCIA
De acordo com a Súmula Vinculante n° 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional.
Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas
federal, estadual e municipal.
Numero da decisão: 2301-000.471
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara lª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, acatar a preliminar de decadência para provimento do recurso, nos termo do voto do relator.
Nome do relator: Bernadete de Oliveira Barros
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1996 a 30/12/1998 CUSTEIO - CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA - DECADÊNCIA De acordo com a Súmula Vinculante n° 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional. Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal.
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Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. "- at 11k 1 É—, , 5.! Processo n• 36514.000357/2007-20 S2-C3T1 Acórdão n.° 2301-00.471 Fl. 270 ACORDAM os membros da 3' Câmara 1 l' Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por uru. .midade de votos, acatar a preliminar de decadência para giprovimento do recurso, no it im do voto do relator. V, ibl;ft. JULIO -- S s t VIEIRA GOMES Preside . 'e cp(i' 9—' 1" --) BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS Relatora Participaram do julgamento os conselheiros: Damião Cordeiro de Moraes, Edgar Silva Vidal (Suplente), Maria Helena Lima dos Santos (Suplente), Bernadete de Oliveira Barros, Leonardo Henrique Pires Lopes e Julio Cesar Vieira Gomes (Presidente). 2 p. Processo n°36514.000357/2007-20 S2-C3T1 Acórdão n.• 2301-00.471 Fl. 271 Relatório Trata-se de crédito previdenciário lançado contra o órgão público acima identificado, referente às contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à contribuição dos empregados, à da empresa e à destinada ao financiamento dos beneficios decorrentes dos riscos ambientais do trabalho. Conforme o Relatório Fiscal da NFLD (fls. 216 a 219), é objeto do presente lançamento as contribuições previdenciárias devidas incidentes sobre a remuneração paga pela recorrente aos segurados servidores públicos ocupantes exclusivamente de cargo em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração e não filiados ao RPPS do Estado. A notificada impugnou o débito via peça de fls. 230 a 236, e a Secretaria da Receita Previdenciária, por meio da Decisão-Notificação n° 14.401.4/0070/2007 (fls. 241 a 249), julgou o lançamento procedente. Inconformada com a decisão, a notificada, apresentou recurso tempestivo (fls. 257 a 263) repetindo basicamente as argumentações trazidas na impugnação. Preliminarmente, alega exíguo prazo para averiguação, caso a caso, da procedência da reivindicação da autarquia previdenciária, o que toma nula a notificação, por ferir o principio constitucional da ampla defesa, do contraditório e o da igualdade. Ainda em preliminar, requer que seja realizada perícia e que seja devolvido o prazo para defesa, e reafirma que os lançamentos estão rigorosamente atingidos pela prescrição qüinqüenal aplicável ao caso. No mérito, repete que o lançamento configura flagrante confisco, pois contraria o princípio da reciprocidade, já que inexiste a contraprestação, uma vez que o desconto previdenciário sobre o vencimento do servidor aposentado ocupante de cargo comissionado não se reverterá em beneficio para o referido contribuinte, e traz julgado do STJ para reforçar seu entendimento. Insiste na necessidade de se compor a compensação de regimes, preconizada pelo art. 201„ § 9°, da CF, ao argumento de, que o Estado absorveu um universo significativo de servidores a serem albergados pela previdência estadual, servidores que haviam contribuído por longos anos para a previdência federal, sendo, portanto, evidente o crédito em favor do Estado. Em contra-razões, fls. 267 a 268, a SRP manteve a decisão recorrida. É o relatório. 3 Processo n° 36514.000357;2007-20S2-C3T1• Acórdão n.° 2301-00.471 Fl. 272 Voto Conselheira BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Relatora O recurso é tempestivo e não há óbice para seu conhecimento. Preliminarmente, a notificada alega decadência do débito, nos termos da legislação aplicável. Verifica-se, dos autos, que a fiscalização lavrou a presente NFLD com amparo na Lei 8.212/91 que, em seu art. 45, dispõe que o direito da Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extingue-se após 10 (dez) anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. No entanto, o Supremo Tribunal Federal, entendendo que apenas lei complementar pode dispor sobre prescrição e decadência em matéria tributária, nos termos do artigo 146, III, rif da Constituição Federal, negou provimento por unanimidade aos Recursos Extraordinários n° 556664, 559882, 559943 e 560626, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46, da Lei n. 8212/91,. Na oportunidade, foi editada a Súmula Vinculante n° 08 a respeito do tema, publicada em 20/06/2008, transcrita abaixo: Súmula Vinculante 8 "São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5° do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário" Cumpre ressaltar que o art. 49 do Regimento Interno do Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda veda o afastamento de aplicação ou inobservância de legislação sob fundamento de inconstitucionalidade. Porém, determina, no inciso I do § único, que o disposto no caput não se aplica a dispositivo que tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal: "Art. 49. No julgamento de recurso voluntário ou de oficio, fica vedado aos Conselhos de Contribuintes afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo única O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: 1 - que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; (g.n)" Portanto, em razão da declaração de inconstitucionalidade dos arts 45 e 46 da Lei n° 8.212/1991 pelo STF, restaram extintos os créditos cujo lançamento tenha ocorrido após o prazo decadencial e prescricional previsto nos artigos 173 e 150 do Código Tributário Nacional. 4 Processo n°36514.000357/2007-20 S2-C3T1 Acórdão n.° 2301-00.471 Fl. 273 É necessário observar ainda que as súmulas aprovadas pelo STF possuem efeitos vinculantes, conforme se depreende do art. 103-A e parágrafos da Constituição Federal, que foram inseridos pela Emenda Constitucional n° 45/2004. in verbis: "Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. if I° A súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. if 2° Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. 3° Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso (g. n)." Da leitura do dispositivo constitucional acima, conclui-se que a vinculação à súmula alcança a administração pública e, por conseqüência, os julgadores no âmbito do contencioso administrativo fiscal. Ademais, no termos do artigo 64-B da Lei 9.784/99, com a redação dada pela Lei 11.417/06, as autoridades administrativas devem se adequar ao entendimento do STF, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal. "Art 64-B. Acolhida pelo Supremo Tribunal Federal a reclamação findada em violação de enunciado da súmula vinculante, dar-se-á ciência à autoridade prolatora e ao órgão competente para o julgamento do recurso, que deverão adequar as futuras decisões administrativas em casos semelhantes, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas eivai, administrativa e penal" Constata-se, no presente caso, que a ciência da NFLD pelo contribuinte se deu em 18/12/2006, conforme AR de fl. 225, e o débito se refere às competências compreendidas no período de 01/1996 a 12/1998, inclusive os décimos terceiros salários de 1996, 1997 e 1998. Processo n°36514.000357/2007-20 S2-C3T1 Acórdão n.° 2301-00.471 Fl. 274 Dessa forma, constata-se que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados, nos termos dos artigos 150, § 4°, e 173 do Código Tributário Nacional. Assim, concluo que a Previdência Social não se encontra mais no direito de constituir e lançar o presente crédito. Nesse sentido, Voto por CONHECER do recurso e DAR-LHE PROVIMENTO. É como voto Sala das Sessões, em 06 de julho de 2009 De: r) BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS - Relatora 6 Page 1 _0002200.PDF Page 1 _0002300.PDF Page 1 _0002400.PDF Page 1 _0002500.PDF Page 1 _0002600.PDF Page 1
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Numero do processo: 10880.990675/2009-76
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Jun 14 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL
Data do fato gerador: 31/07/2002
PAGAMENTO INDEVIDO. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. FALTA DE COMPROVAÇÃO.
O artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. À míngua de tal comprovação não se homologa a compensação pretendida.
As Declarações (DCTF, DCOMP e DIPJ) são produzidas pelo próprio contribuinte, de sorte que, havendo inconsistências nas mesmas não retiram a obrigação do recorrente em comprovar os fatos mediante a escrituração contábil e fiscal, tendo em vista que, apenas os créditos líquidos e certos comprovados inequivocamente pelo contribuinte são passíveis de compensação tributária, conforme preceituado no artigo 170 da Lei nº 5.172/66 (Código Tributário Nacional - CTN).
Numero da decisão: 1802-001.718
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(documento assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marco Antonio Nunes Castilho e Marciel Eder Costa.
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. FALTA DE COMPROVAÇÃO. O artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. À míngua de tal comprovação não se homologa a compensação pretendida. As Declarações (DCTF, DCOMP e DIPJ) são produzidas pelo próprio contribuinte, de sorte que, havendo inconsistências nas mesmas não retiram a obrigação do recorrente em comprovar os fatos mediante a escrituração contábil e fiscal, tendo em vista que, apenas os créditos líquidos e certos comprovados inequivocamente pelo contribuinte são passíveis de compensação tributária, conforme preceituado no artigo 170 da Lei nº 5.172/66 (Código Tributário Nacional CTN). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente e Relatora. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 99 06 75 /2 00 9- 76 Fl. 28DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 13/ 06/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marco Antonio Nunes Castilho e Marciel Eder Costa. Relatório Por economia processual adoto o Relatório da decisão recorrida (fl. 15) que transcrevo a seguir: Trata o presente processo de Declaração de Compensação (fls. 01 a 03) relativa ao pagamento indevido ou maior de CSLL— cód. 2372, no montante de R$ 17,11, ocorrido em 31/07/2002, com débito próprio de IRPJ — cód. 2089. A DCOMP em tela, transmitida pela interessada em 19/01/2006, foi analisada de forma eletrônica pelo sistema de processamento da Receita Federal do Brasil RFB que emitiu o Despacho Decisório de fl. 06, assinado pelo titular da unidade de jurisdição da requerente, que não homologou a compensação declarada por inexistência do crédito. Segundo o Despacho Decisório o pagamento indicado não possui saldo disponível para compensação, visto que foi integralmente utilizado para quitação de débitos do contribuinte. Inconformado, o contribuinte por meio de seu representante legal, impugnou o despacho decisório manifestando a sua inconformidade às fls. 08, na qual deduz as alegações a seguir discriminadas A requerente tem como objeto social o transporte rodoviário de cargas e na execução desses serviços seus veículos estão sujeitos ao pagamento de pedágio nas diversas estradas brasileiras. Por força do artigo 2° da Lei n° 10.209/2001, o valor do vale pedágio não é considerado receita operacional ou rendimento tributável da empresa não constituindo base de incidência de contribuições social ou previdenciárias. Portanto os valores recebidos a titulo de pedágio pela Requerente, obrigatoriamente destacados no campo especifico do conhecimento de transporte rodoviário, conforme prevê o § único do mesmo artigo 2° da Lei n° 10.209/2001, não deveriam ter composto a base de cálculo do PIS, COFINS, CSLL e IRPJ. Ocorre que por desconhecimento até então pela Requerente desse fato, os valores relativos ao pedágio vinham sendo considerados como receita da empresa e, conseqüentemente, incluídos na base de calculo de PIS, COFINS, CSLL e IRPJ. Tendo tomado conhecimento da não incidência dos impostos federais sobre os valores recebidos a titulo de pedágio, a Requerente efetuou levantamento dos valores pagos a maior relativos ao prazo prescricional, e efetuou pedido de restituição conforme PER/DCOMP n° 40929.84643.141105.1.2.041052, relativo ao período de apuração mai/2002. Nesse período, Fl. 29DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 13/ 06/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10880.990675/200976 Acórdão n.º 1802001.718 S1TE02 Fl. 3 3 conforme poderá ser constatado pela planilha anexa, foram destacados nos conhecimentos de transporte o valor correspondente a R$ 1.584,60, relativo ao pedágio, valor esse que não deveria ter integrado a base de cálculo do imposto. Sendo feita a verificação poderá ser constatado que o percentual do imposto aplicado sobre a diferença acima informada corresponde exatamente ao crédito pleiteado e compensado pela Requerente. A 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ/São Paulo/SPI) indeferiu o pleito, conforme decisão proferida no Acórdão nº 1627.385, de 27 de outubro de 2010 (fls.14/17), cientificado ao interessado em 16/12/2010. A decisão recorrida possui a seguinte ementa (fl.14): ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE 0 LUCRO LÍQUIDO CSLL Data do fato gerador:31/07/2002 DCOMP PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. A mera alegação da existência do crédito, desacompanhada de elementos de prova não é suficiente para afastar a exigência do débito decorrente de compensação não homologada. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido A pessoa jurídica interpôs recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, em 14/01/2011 narrando os mesmos fundamentos aduzidos na manifestação de inconformidade acima sintetizados, portanto, desnecessário repetilos. A Recorrente reforça que em sua manifestação de inconformidade apresentou além de suas alegações relativas as compensações efetuadas, a relação dos conhecimentos de transporte onde os valores de pedágio foram destacados e indevidamente considerados como receita operacional da empresa. A confirmação de que os valores relativos ao pedágio constavam dos referidos conhecimentos de transporte e por conseqüência foram considerados na apuração da receita operacional tributável poderia, a critério do órgão julgador de primeira instância, ter sido feita através de diligência junto a Recorrente. Finalmente requer que a principio o julgamento seja transformado em diligência, a fim de que sejam devidamente comprovadas todas as alegações da Recorrente, para ao final serem as compensações efetuadas julgadas procedentes, evitando a apropriação indébita pelo estado de valores, certamente, indevidos pelo contribuinte. E por ser esta uma medida da mais plena JUSTIÇA É o relatório. Fl. 30DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 13/ 06/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 4 Voto Conselheira Ester Marques Lins de Sousa O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235/72. Dele conheço. O presente processo tem origem no PER/DCOMP nº 41040.89885.190106.1.3.041678 (fls.01/03), transmitido em 19/01/2006, em que a contribuinte pretende compensar débito de IRPJ: R$ 28,31, código 2089, relativo ao 4º trimestre de 2005, com a utilização de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior do CSLL no valor de R$ 17,11, código – 2372; Período de Apuração: 30/06/2002; Data de Arrecadação: 31/07/2002. Consta do despacho decisório de fl.06, emitido em 21/09/2009 que a partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando saldo disponível para compensação dos débitos informados no PERDCOMP. Contrapondose ao despacho decisório, a manifestação de inconformidade apresentada pela interessada em 21/10/2009 (fl.08), foi no sentido de que o crédito decorre do valor relativo ao pedágio destacado no conhecimento de transporte, o qual, segundo o disposto no artigo 2° da Lei n° 10.209/2001, não será considerado receita operacional ou rendimento tributável, nem constituirá base de incidência de contribuições sociais ou previdenciárias. Apresenta em anexo (fl.09), uma relação de conhecimentos de transporte relativos ao período de apuração de maio/2002 e respectivo valor do pedágio cujo total monta a R$ 1.584,60. Na decisão de primeira instância a manifestação de inconformidade foi julgada improcedente, sob o fundamento de que não fora homologada a compensação porque constatado que o recolhimento indicado como fonte de crédito (CSLL, código 2372) foi utilizado na quitação de débito confessado em DCTF e não há prova nos autos de que os valores relativos ao pedágio integraram a base de cálculo da CSLL relativa ao período de apuração de maio/2002, de modo a comprovar o alegado indébito tributário. Vejamos os fundamentos que também adoto como razão de decidir: ... De inicio, é de se registrar que somente são passíveis de compensação os créditos líquidos e certos. Pautado neste principio, tanto a Declaração de Compensação — DCOMP prevista no artigo 49 da Lei n° 10.637/2002 quanto o Pedido de Restituição — PER (eletrônico),utilizam as informações constantes das declarações apresentadas pelo contribuinte (DCTF, DIPJ, DACON, etc). Fl. 31DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 13/ 06/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10880.990675/200976 Acórdão n.º 1802001.718 S1TE02 Fl. 4 5 No caso, por se tratar de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior, o processamento comparou o pagamento indicado com a informação constante na DCTF. 0 procedimento em tela constatou que o recolhimento indicado foi integralmente utilizado para quitação de débitos informado na DCTF. Dito de outra forma, para o tributo e período de apuração informado, não consta do conta corrente da Receita Federal do Brasil RFB crédito disponível para compensação. ... De plano, o que se observa nos autos é que a interessada não traz qualquer elemento que demonstre suas alegações, o que viola a regra jurídica adotada pelo direito pátrio de que a prova compete ou cabe à pessoa que alega o fato, conforme se depreende do abaixo transcrito artigo 16, caput, III, do Decreto n° 70.235, de 1972 (PAF), que regulamenta o processo administrativo fiscal no âmbito federal, e do artigo 333, do Código de Processo Civil,verbis: Decreto n° 70.235, de 1972: Art. 16. A impugnação mencionará: III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir. CPC "Art. 333. 0 ânus da prova incumbe: I — ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II — ao réu, quanto a existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor." Com efeito a simples relação do conhecimento de transporte não é suficiente para comprovar que o valor em questão integrou a base de calculo da CSLL relativa ao período de apuração de mai/2002, visto que, está desacompanhada de copia da escrituração contábil que deve obrigatoriamente estar assinada pelo contabilista responsável, bem como do próprio conhecimento de transporte. Assim sendo, em face de tudo o quanto foi exposto, VOTO no sentido de considerar a manifestação de inconformidade IMPROCEDENTE. Em sede recursal, a Recorrente reproduz os mesmos argumentos trazidos na manifestação de inconformidade, mas, apesar dos fundamentos aduzidos pela DRJ, a Recorrente em nada se desincumbiu para provar que os valores ditos recebidos a título de pedágio, deveras compôs a base de cálculo da CSLL do período de apuração em comento a proporcionar o pagamento indevido do mencionado tributo. A Recorrente requer diligência para comprovar que os valores relativos ao pedágio foram considerados na apuração da receita operacional tributável. Fl. 32DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 13/ 06/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 6 Sobre tal pleito, vale esclarecer que a diligência se reserva à elucidação de pontos duvidosos para o deslinde do litígio, não se justificando a sua realização quando o fato probante puder ser demonstrado nos autos, de sorte que a autoridade julgadora possa formar a sua livre convicção. Ora, nada impedia ao contribuinte, acaso interessado em comprovar seu direito creditório, a proceder a juntada de cópia da escrituração contábil e comparar com os valores declarados na DIPJ/2003 e DCTF. Pois, como explicado na decisão recorrida, a simples relação do conhecimento de transporte é insuficiente para comprovar que o valor em questão integrou a base de cálculo da CSLL relativa ao período de apuração de maio/2002. Cabe assinalar que o reconhecimento de direito creditório contra a Fazenda Nacional exige a averiguação da liquidez e certeza do suposto pagamento indevido ou a maior de tributo, fazendose necessário verificar a exatidão das informações a ele referentes, confrontandoas com os registros contábeis e fiscais efetuados com base na documentação pertinente, com análise da situação fática em todos os seus limites, de modo a se conhecer qual seria o tributo devido e comparálo ao pagamento efetuado. Registrese que, nos termos do artigo 333, inciso I, do Código de Processo Civil, ao autor incumbe o ônus da prova dos fatos constitutivos do seu direito. Logo, o indébito tributário deve ser necessariamente comprovado sob pena de pronto indeferimento. No caso em tela, a prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito de compensação, compete ao sujeito passivo que teria efetuado o pagamento indevido ou maior que o devido, pois, no presente caso somente a contribuinte detém em seu poder os registros de prova necessários para a elucidação da verdade dos fatos. Com efeito, os registros contábeis e demais documentos fiscais acerca do indébito, são elementos indispensáveis para que se comprove a certeza e a liquidez do direito creditório aqui pleiteado. Nesse sentido, na declaração de compensação apresentada, o indébito não contém os atributos necessários de liquidez e certeza, os quais são imprescindíveis para reconhecimento pela autoridade administrativa de crédito junto à Fazenda Pública, sob pena de haver reconhecimento de direito creditório incerto, contrário, portanto, ao disposto no artigo 170 do Código Tributário Nacional (CTN). É certo que o artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. À míngua de tal comprovação não se homologa a compensação pretendida. É cediço que as Declarações (DCTF, DCOMP e DIPJ) são produzidas pelo próprio contribuinte, de sorte que, havendo inconsistências nas mesmas não retiram a obrigação do recorrente em comprovar os fatos mediante a escrituração contábil e fiscal, tendo em vista que, apenas os créditos líquidos e certos comprovados inequivocamente pelo contribuinte são passíveis de compensação tributária, conforme preceituado no artigo 170 da Lei nº 5.172/66 (Código Tributário Nacional CTN). Fl. 33DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 13/ 06/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10880.990675/200976 Acórdão n.º 1802001.718 S1TE02 Fl. 5 7 A busca da verdade material não autoriza o julgador a substituir o interessado na produção das provas. A apresentação dos documentos juntamente com a defesa é ônus da alçada da recorrente. No presente caso, a recorrente teria, em tese, à sua disposição todos os meios para provar o alegado crédito. Não o fez. Cabe ao Fisco exigir a comprovação do crédito pleiteado, desde que não tenha ocorrido a homologação tácita da compensação, nos moldes do artigo 74 da Lei nº 9.430/96 que assim dispõe: § 5o O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 2003) Conforme dito acima, o PERDCOMP, foi transmitido pela pessoa jurídica em 19/01/2006, tomou ciência do despacho decisório expedido em 21/09/2009, e apresentou a manifestação de inconformidade em 21/10/2009. Portanto, o despacho decisório se deu antes do prazo de 5 (cinco) anos. É dever do Fisco proceder a análise do crédito desde a sua origem até a data da compensação e, o contribuinte que reclama o pagamento indevido tem o dever de comprovar a certeza e liquidez do crédito reclamado. Diante do exposto, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa. Fl. 34DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 13/ 06/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Numero do processo: 10140.722406/2011-67
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Aug 02 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/05/2007 a 01/09/2010
CABE AO FISCO VERIFICAR A REGULARIDADE DE COMPENSAÇÃO EFETUADA PELO CONTRIBUINTE. APURADAS IRREGULARIDADES - ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA A MAIOR; BASE DE CÁLCULO MAJORADA E AUSÊNCIA DE JUSTIFICATIVA PARA A COMPENSAÇÃO. A GLOSA É DEVER QUE SE IMPÕE AO FISCO.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-002.420
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
(Assinado digitalmente).
Helton Carlos Praia de Lima. -Presidente
(Assinado digitalmente).
Eduardo de Oliveira. Relator
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato.
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
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ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/2007 a 01/09/2010 CABE AO FISCO VERIFICAR A REGULARIDADE DE COMPENSAÇÃO EFETUADA PELO CONTRIBUINTE. APURADAS IRREGULARIDADES ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA A MAIOR; BASE DE CÁLCULO MAJORADA E AUSÊNCIA DE JUSTIFICATIVA PARA A COMPENSAÇÃO. A GLOSA É DEVER QUE SE IMPÕE AO FISCO. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima. Presidente (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. – Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 14 0. 72 24 06 /2 01 1- 67 Fl. 446DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10140.722406/201167 Acórdão n.º 2803002.420 S2TE03 Fl. 448 2 Relatório O presente Processo Administrativo Fiscal – PAF contempla o Auto de Infração – AI DEBCAD 37.322.0995, que objetiva a glosa de compensação por erro na apuração do crédito, bem como do AI – DEBCAD 37.322.1002, que objetiva a glosa de compensação devido a aplicação de juros a maior, e, ainda, do AI DEBCAD 37.322.1010, que objetiva a glosa de compensação, tendo em vista a utilização de valor não justificado, conforme Relatório Fiscal do Processo Administrativo Fiscal PAF, de fls. 23 a 30, com período de apuração de 05/2007 a 08/2010, conforme Termo de Início de Procedimento Fiscal TIPF, de fls. 203 e 204. O sujeito passivo foi cientificado do lançamento, em 03/11/2011, conforme Folha de Rosto do Auto de Infração – AI, de fls. 03; 09 e 16. O contribuinte apresentou sua defesa/impugnação, petição com razões, acostada, as fls. 222 a 244, recebida, em 02/12/2011, conforme protocolo, de fls. 221, estando acompanhada dos documentos, de fls. 245 a 357 e 361 a 363. A impugnação foi considerada tempestiva, fls. 369 e 371, e remetida a DRJ/Campo Grande – MS para julgamento, fls. 371. O órgão julgador de primeiro grau emitiu o Acórdão Nº 0430.531 3ª Turma da DRJ/CGE, em 30/01/2013, fls. 374 a 384, no qual a impugnação foi considerada procedente em parte. O contribuinte tomou conhecimento desse decisório, em 14/02/2013, AR, fls. 401. Irresignado o contribuinte impetrou o Recurso Voluntário, petição de interposição e razões recursais, as fls. 409 a 419, recebido, em 05/03/2013, conforme protocolo, de fls. 438, acompanhados dos documentos, de fls. 420 a 437, as teses recursais sumariadas estão a seguir expostas, relativas, exclusivamente, ao objeto deste autos, DEBCAD’s 37.332.0995; 37.322.1002 e 37.322.1010. Mérito. · que a recorrente promoveu compensações relativas ao período de 02/1998 a 09/2004 decorrente do recolhimento indevido de contribuições para detentores de mandato eletivo, ante a declaração de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal – STF, das contribuições com suporte na alínea “h”, do artigo 12, da Lei 8.212/91, introduzida pela Lei 9.506/97, definitiva excluída do mundo jurídico pela RS 26/2005 do Senado Federal – SF, sendo tais compensações legítimas; · que o ressarcimento foi realizado no período de 05/2007 a 07/2010, não tendo o crédito se exaurido, havendo, ainda, valores a serem Fl. 447DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10140.722406/201167 Acórdão n.º 2803002.420 S2TE03 Fl. 449 3 compensados, porém a receita federal não homologou as compensações e promoveu sua glosa; · AI – 37.322.1002: que a receita federal alega que o juros SELIC aplicados pelo município para correção dos valores estão incorretos, mas não diz qual e onde estaria esta incorreção, nem o mandamento legal que caracterizaria a incorreção, não demonstrando o relatório a infração cometida, o que o torna imprestável; · que por amostragem o fisco apontou as competências 03/1998 a 06/1998 valor original R$ 1.890,00, por mês, com juros de 1%, tem se R$ 1.908,90, atualizados para R$ 34.718,95, pois compensados em outubro de novembro de 2006; · que o contribuinte juntou planilhas de cálculo do Banco Central do Brasil, que demonstram a lisura dos valores apurados, sendo a metodologia de cálculo incontroversa, §4º, do artigo 89, da Lei 8.212/91, limitandose a divergência quanto ao cálculo da taxa SELIC, aplicando o município a SELIC de acordo com o Banco Central; · que o município não aplicou juros sobre juros como alega o fiscal, pois atualizou seus valores monetários pelo Banco Central do Brasil, podendose comprovar isso na calculadora do cidadão no BC, sendo este o órgão que com maior propriedade dita a aplicação de juros, cita TJMG, evidente desta forma e com a provas anexas que a SELIC aplicada está correta; · AI 37.332.0995 # 51.008.9747 # 37.322.1010 e 51.008.9763, que não procede a alegação de erro na apuração dos valores iniciais, mas tal hipótese pode ter ocorrido em alguns meses, mas de forma diferente, sendo que recolhimentos não efetuado em um dado mês foi efetuado em outro de forma cumulativa; · que a remuneração do prefeito, do vice e dos vereadores é uniforme aa longo do mandato desde 2001, mas em certos períodos os recolhimentos são maiores, conforme a remuneração; · que a remuneração do prefeito era R$ 6.900,00 e do vice R$ 2.400,00, mas que o auditor usou valores superiores em certos meses, sendo remuneração acumulada o que não condiz com o valor mensal; · que em certos meses não foram considerados remuneração e nem recolhimento, mas o sistema GFIP, vigente no período, não permite grandes divergências sem que o fisco tomasse providências, não ficando claro os períodos sem contribuição, ocorrendo isto, também, em razão dos vereadores, mas desprezando os meses que houve recolhimento a maior, sendo que se não tivesse havido recolhimento o fisco previdenciário teria notificado e cobrado o município; Fl. 448DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10140.722406/201167 Acórdão n.º 2803002.420 S2TE03 Fl. 450 4 · que as notificações e parcelamentos do período não foram considerados; · que entre 07/1998 a 12/2004 a Câmara Municipal efetuou compensações parciais, que foram glosadas, sem considerar que utilizados na compensação, o foram em valores originais, sem correção, o que não representa o total do crédito compensado precisando ser revisto. · A recorrente requer: a) que o recurso seja conhecido; b) dandose integral provimento para reformar a decisão a quo. O órgão preparador não se pronunciou quanto à tempestividade do recurso. Os autos foram remetidos ao CARF, fls. 440. É o Relatório. Fl. 449DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10140.722406/201167 Acórdão n.º 2803002.420 S2TE03 Fl. 451 5 Voto Conselheiro Eduardo de Oliveira Relator. O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. Os débitos 51.008.9747 e 51.008.9763, não constituem o presente Processo Administrativo Fiscal – PAF, assim não serão objeto de consideração. Decisão quanto ao DEBCAD – 37.322.1002. O simples fato do Supremo Tribunal Federal – STF tem declarado determinada exação inconstitucional, não gera direito automático, líquido e certo a compensação por parte de qualquer sujeito passivo. O instituto da compensação tem regras próprias que precisam ser verificadas, entre elas se houve efetivamente o recolhimento, pois não se pode compensar o que não se pagou, se o direito, ainda, existe ou se não está extinto, em regra, prescrição, se os valores declarados com recolhidos estão corretos, se a sistemática de correção está certa, entre outros, não é por outra razão que o judiciário quando provocado a reconhecer tal direito se o fizer, de modo geral, deixa explícito que cabe ao fisco verificar as condições da compensação, reconhecendo o direito, mas não o valor. Dentro do seu direito de fiscalização o órgão tributário promoveu a devida verificação do cálculos do contribuinte em relação ao quantum utilizado para compensação. Desta verificação o fisco observou que o contribuinte cometeu alguns equívocos na compensação, o que foi retratado no relatório fiscal, de fls. 23 a 30, item 6.5; 6.7 e 6.9, especificamente para este crédito o equivoco foi o do item 6.5, ou seja, aplicação de atualização incorreta. Abaixo fiz uma pequena comparação por amostragem entre o método do contribuinte e o do agente fiscal e verificase que há uma grande divergência entre eles, bem como uma divergência entre o cálculo do contribuinte, que diz ter usado a calculadora do cidadão do Banco Central e o meu cálculo que, também foi feito usando a calculadora do cidadão do Banco Central. No intuito de promover a comparação usei os dados fornecidos pelo contribuinte, as planilhas, de fls. 77 e 78; competência 09/2004 (sem identificação do agente político); 02/1998; 03/1998 e 04/1998 – Prefeito e Vice – Prefeito, bem como utilizamos o valor da coluna V.O + 1%, para obter o corrigido.Verificase que das quatro competência em três, ou seja, 75% delas o valor obtido pelo município é superior ao apresentado pelo programa do Banco Central, veja a tabela de comparação. Fl. 450DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10140.722406/201167 Acórdão n.º 2803002.420 S2TE03 Fl. 452 6 TABELA 1 Competência Valor corrigido contribuinte Valor corrigido programa BC utilizado pelo relator Diferenças observação 02/1998 R$ 5.929,16 R$ 5.869,50 R$ 59,66 Comp a maior 03/1998 R$ 3.239,65 R$ 3.207,15 R$ 32,50 Comp a maior 04/1998 8.260,93 8.178,07 R$ 82,86 Comp a maior 09/2004 6.975,93 6.976,10 R$ 0,17 Comp a menor Fl. 451DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10140.722406/201167 Acórdão n.º 2803002.420 S2TE03 Fl. 453 7 Fl. 452DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10140.722406/201167 Acórdão n.º 2803002.420 S2TE03 Fl. 454 8 Evidenciase, desta forma, que os cálculos da municipalidade demonstram ter havido algum desacerto. Ad argumentandum tantum¸não se está admitindo aqui, que a sistemática de correção aplicada pela municipalidade esteja certa e que apenas o seu resultado esteja errado, não é isso que a planilha e os demonstrativos acima buscam comprovar. Objetivouse aqui apenas conferir os valores que a municipalidade diz ser certo e utilizou em sua compensação. O agente fiscal lançador promoveu a confecção de diversas planilhas, fls. 32 a 41, coluna K, para o caso de atualização a maior, onde demonstra que o Município utilizouse de correção incorreta para buscar a compensação, creditandose além do devido. Fl. 453DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10140.722406/201167 Acórdão n.º 2803002.420 S2TE03 Fl. 455 9 Novamente, apenas a título de exemplo e por amostragem usamos as mesmas competências usadas no programa do Banco Central, no programa de cálculo de restituição/compensação de contribuições previdenciárias, disponível na página da RFB, e que é vista acima. Para realizar a comparação da tabela 2, abaixo. TABELA 2 Competência Valor atualização contribuinte (1) Valor da atualização agente lançador (2) Valor da atualização programa RFB aplicada pelo relator (3) * Dif valor atualização contribuinte e agente lançador (4) = (1) – (2) Dif valor atualização contribuinte e RFB (5) = (1) – (3) 02/1998 R$ 4.769,31 R$ 1.383,29 R$ 2.610,24 R$ 3.386,02 R$ 2.159,07 03/1998 R$ 2.595,08 R$ 1.914,21 R$ 1.439,58 R$ 680,87 R$ 1.155,50 04/1998 R$ 6.590,52 R$ 1.052,88 R$ 3.703,46 R$ 5.537,64 R$ 2.887,06 09/2004 R$ 3.539,91 R$ 2.701,59 R$ 3.434,30 R$ 838,32 R$ 105,61 (1) planilhas fls. 77 e 78 – V. CORRIGIDO – (V0 + 1%) (2) planilhas fls. 33 e 36 – (coluna C) X (coluna N) – valor original x taxa juros (3) tabela programa de cálc. de restituição/compensação de contribuições previdenciárias (4) * esta coluna está atualizada até 15/06/2013, data da utilização do programa. Necessário de faz esclarecer que certos ajustes tiveram que ser realizados para que se pudesse chegar a estas comparações. Entretanto, estes ajustes não afetam os cálculos ou os resultados de forma, que a comparação continua válida para demonstrar o desacerto da atualização da compensação realizada pelo contribuinte. A título de exemplo e esclarecimento demonstro para a competência 02/1998 os ajustes necessários entre as tabelas de cálculo. No programa do BC – calculadora do cidadão a data inicial usada foi 01/04/1998, pois a comp dois e paga em março, onde se aplica 1% e a SELIC é aplicada a partir de abril. A data final foi 30/04/2007, pois o contribuinte informa na planilha, de fls. 77, que a compensação se deu em 05/2007. Assim, aplicase a SELIC até o mês anterior e no mês da compensação 1%. O programa da RFB tem outra concepção e usa informações diferentes no lugar da data inicial, pede data do recolhimento informada como sendo 04/03/1998, assim para o mês de março ele aplicará 1% e a partir de abril a SELIC compatibilizandose com o programa do BC. No lugar de data final ele usa data do protocolo informada como sendo 30/04/2007, também compatibilizandose com a do BC. Todavia, a atualização é calculada para a data da utilização do programa neste exemplo 15/06/2013. Ou seja, muito além da data de atualização do contribuinte que foi 05/2007. Fl. 454DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10140.722406/201167 Acórdão n.º 2803002.420 S2TE03 Fl. 456 10 Percebese da observação da tabela 2 acima que de qualquer forma a atualização efetivada pelo Município é muito superior a que seria devida em razão da compensação. Basta olhar as colunas 4 e 5. Aliás, a coluna 5 que esta corrigida até os dias atuais demonstra sem sobras de dúvidas, o que o agente lançador verificou em 10/2011 utilização indevida de correção para obter crédito maior que o devido na compensação. O agente lançador nas planilhas, de fls. 32 a 44, demonstrou de forma clara, precisa e objetiva através de métodos matemáticos os valores corretos que deveriam ter sido utilizado, bem como o desacerto do município, tendo sido elas as bases dos esclarecimentos feitos acima. Como disse o agente lançador e a decisão a quo para fins tributários a cumulação da SELIC é simples e não composta, o julgado transcrito confirma isso, bem como deixa claro, também, que isto (cumulação simples) não ocorre no caso de operação de remuneração de capitais em instituições financeiras, que em regra usam juros compostos. EMEN: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. EMBARGOS REJEITADOS. 1. O aresto embargado contém fundamentação suficiente para demonstrar que: "O Manual de Orientação de Procedimentos para os Cálculos na Justiça Federal, nas hipóteses em que determina a incidência da Taxa SELIC, sempre impõe que a capitalização ocorra de forma simples. Essa orientação baseiase em sólida jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que se firmou no sentido de que "é vedada a capitalização de juros, ainda que expressamente pactuada" (Súmula 121/STF). Assim, ainda que se trate de levantamento de depósito judicial (caso dos autos), a Taxa SELIC deve incidir de forma simples, ou seja, a sua incidência é apenas sobre o capital inicial, vedada a incidência de juros sobre juros (anatocismo). Cumpre registrar que a capitalização simples não configura enriquecimento sem causa da Fazenda Nacional." 2. É oportuno registrar que o depósito judicial do valor referente ao tributo constitui faculdade do contribuinte "a ser exercida ou não, dependendo de sua vontade" (STFMC na ADI 2.214/MS, Tribunal Pleno, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ de 19.4.2002). Assim, ao contrário do que sustentam as embargantes, não existe compulsoriedade no que concerne ao depósito efetuado na forma do art. 151, II, do CTN. 3. Quanto à suposta inaplicabilidade da Súmula 121/STF "É vedada a capitalização de juros, ainda que expressamente pactuada" , olvidamse as embargantes que a capitalização de juros é expressamente vedada mesmo nas hipóteses em que é devida a restituição do tributo recolhido indevidamente art. 167, parágrafo único, do CTN. Nesse contexto, como bem observado no acórdão embargado, a expressão "acumulada mensalmente", contida no art. 39, § 4º, da Lei 9.250/95, deve ser interpretada no sentido de que a Taxa SELIC incide de forma simples, ou seja, a sua incidência é apenas sobre o capital inicial, vedada a incidência de juros sobre juros (anatocismo), ainda que se trate de depósito Fl. 455DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10140.722406/201167 Acórdão n.º 2803002.420 S2TE03 Fl. 457 11 judicial. 4. A incidência da Taxa SELIC (na forma simples) implica igualdade de tratamento entre o contribuinte e o Fisco, de modo que a pretendida equiparação dos depósitos judiciais, efetuados na forma do art. 151, II, do CTN, às operações de remuneração de capital realizadas em instituições financeiras, ensejaria quebra da isonomia, em manifesta afronta ao Código Tributário Nacional, à Lei 9.250/95 e à Súmula 121/STF. 5. Não havendo omissão, obscuridade ou contradição, merecem ser rejeitados os embargos de declaração opostos, sobretudo quando contêm elementos meramente impugnativos. 6. Embargos de declaração rejeitados. (EDRESP 201101824570, MAURO CAMPBELL MARQUES, STJ SEGUNDA TURMA, DJE DATA:14/08/2012 ..DTPB:.) O contribuinte ao usar em seu cálculo a calculadora de uma instituição financeira, Banco Central, fez uso do juros compostos e não do juros simples como deve ocorrer na seara tributária. Além, disso a outro equivoco cometido pela contribuinte ele diz que o único ponto controvertido entre ele e o fisco era a aplicação da SELIC, que como se demonstrou foi utilizado de forma incorreta pelo contribuinte. Mas, isso não é bem verdade podese ler em suas planilhas no rodapé que a forma de cálculo está errada, pois não respeita a norma sobre o tema, ou seja, o artigo 34, parágrafo único c/c o artigo 89, parágrafos 4º e 6º, da Lei 8.212/91 à época dos fatos ou artigo 89, §4º, da Lei 8.212/91 na redação da Lei 11.941/2009. O erro no cálculo do contribuinte é evidente, basta observar a inscrição de suas planilhas, que transcrevo. Foram aplicados juros de 1%, no mês do recolhimento; Taxa SELIC, nos meses entre o mês do recolhimento e o da respectiva compensação, juros de 1%, no mês da respectiva compensação. A forma de cálculo acima está errada o correto nos termos da lei é: · 1% no mês de vencimento. · Taxa SELIC no mês seguinte ao vencimento até o mês anterior a compensação. · 1% no mês da compensação. Da forma, que aplicada pelo contribuinte no mês da compensação ele aplicou de uma só vez a SELIC e a taxa de um por cento no mesma competência, realizando uma valorização maior do capital. Esclarecido todos os pontos acima evidente que os valores de compensação utilizados pelo contribuinte vão muito além de seu direito, não havendo reprimenda a fazer ao lançamento ou ao decisum a quo que mantenho integro quanto a este crédito 37.322.1002 e ponto. Decisão quantos aos DEBCAD’s 37.322.0995 e 37.322.1010. Fl. 456DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10140.722406/201167 Acórdão n.º 2803002.420 S2TE03 Fl. 458 12 Inicialmente, o contribuinte nega ter ocorrido erro na apuração da bases da compensação para logo sem seguida admitir, dizendo que “...eis que tal hipótese pode ter acontecido em alguns meses, porém de forma diferente,...”. A forma que aconteceu o erro é irrelevante, havendo erro na determinação da base da restituição deve esta ser adequada pela fiscalização. Os recolhidos previdenciários não identificam quem são seus beneficiários para que se possa fazer esta constatação é necessário que um documento de arrecadação seja atrelado a uma GFIP e a uma folha de pagamento, do contrário o contribuinte não tem como comprovar que houve pagamento indevido deste ou daquela tipo. Na ausência de comprovação de recolhimento indevido não há o que restituir ou compensar, e cabe ao contribuinte a prova deste fato. A variação ou não do subsídio do Prefeito, do VicePrefeito e dos Vereadores é irrelevante o que importa é provar se houve recolhimento indevido e seu valor para que possa haver restituição ou compensação. O agente lançador usou as folhas de pagamento e as GFIP’s para obter os valores dos subsídios dos vereadores e estes não confirmam os valores usados pelo município, basta ler o item 6.7, do REFISC, de fls. 25. A GFIP é uma declaração que encerra uma obrigação tributária acessória e não é prova de pagamento, mas apenas termo de constituição de dívida dos valores declarados. A falta de GFIP em determinado mês ou recolhimento a menor de certa competência, não dispara de pronto um procedimento fiscal no contribuinte omisso, pois as ações devem obedecer a critérios de planejamento. A tela do Sistema de Arrecadação – Conta Corrente de Estabelecimento, de fls. 104, demonstra, que há vários meses sem recolhimento. Consta, as folhas 105 e 106, um parcelamento que foi utilizado para apuração da contribuição recolhida indevidamente, fls 103. O contribuinte não indica e nem apresenta mais nenhum outro documento que comprove a existência de outros parcelamentos ou pagamentos. A partir da linha 92, na planilha, de fls. 36, comp. 02/1998, até a linha 198, fls. 41, comp. 09/2004, o agente lançador verificou os valores que foram compensados indevidamente em razão dos vereadores, indicando de forma clara é objetiva os valores indevidos e que seriam objeto de glosa. Fl. 457DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10140.722406/201167 Acórdão n.º 2803002.420 S2TE03 Fl. 459 13 Posto isto, afasto todas as alegações do recorrente por falta de lastro fático e jurídico. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto pelo conhecimento do recurso, para no mérito negarlhe provimento. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Fl. 458DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Numero do processo: 23034.030711/2004-59
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jun 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Exercício: 1999, 2000, 2001
AUSÊNCIA DE APRESENTAÇÃO DE IMPUGNAÇÃO. REVELIA. ALEGAÇÃO DE PAGAMENTO DO DÉBITO EM RECURSO.
Analisar o Recurso interposto configuraria supressão de instância, já que não houve apreciação do alegado pagamento em primeira instância administrativa. Na verdade, não restou instaurado o contencioso administrativo fiscal, face à ocorrência da revelia, estando, portanto, definitivamente constituído o crédito tributário lançado pelo FNDE.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-001.816
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Carlos Alberto Mees Stringari- Presidente
Carolina Wanderley Landim - Relatora
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Carolina Wanderley Landim e Maria Anselma Coscrato dos Santos.
Nome do relator: CAROLINA WANDERLEY LANDIM
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REVELIA. ALEGAÇÃO DE PAGAMENTO DO DÉBITO EM RECURSO. Analisar o Recurso interposto configuraria supressão de instância, já que não houve apreciação do alegado pagamento em primeira instância administrativa. Na verdade, não restou instaurado o contencioso administrativo fiscal, face à ocorrência da revelia, estando, portanto, definitivamente constituído o crédito tributário lançado pelo FNDE. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Carolina Wanderley Landim Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Carolina Wanderley Landim e Maria Anselma Coscrato dos Santos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 23 03 4. 03 07 11 /2 00 4- 59 Fl. 192DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 04/06 /2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Relatório Tratase de Recurso interposto pela empresa ELI LILLY DO BRASIL LTDA., através do qual pretende ver reconhecida a extinção, via pagamento, do crédito tributário, relativo ao SalárioEducação, devido ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE, apurado nos meses de março, junho, setembro e dezembro de 1999; março, junho, setembro e dezembro de 2000; e março, junho e setembro de 2001; totalizando R$ 4.410,00, acrescido de multa e juros. A Recorrente é contribuinte optante do Sistema de Manutenção do Ensino Fundamental – SME, o que lhe permitiria deduzir da contribuição do SalárioEducação o valor correspondente ao número de alunos cadastrados, multiplicado por R$ 21,00 (vinte e um reais). Após constatar divergências entre os valores deduzidos pela Recorrente e o número de alunos indicados no Sistema de Manutenção do Ensino Fundamental, a CoordenadoriaGeral de Arrecadação, de Cobrança e do SME expediu notificação oportunizando que a contribuinte sanasse as inconsistências identificadas. Não tendo sido regularizadas as divergências, o crédito tributário foi lançado através de Notificação para Recolhimento de Débito – NRD nº 677/2004, da qual a Recorrente foi intimada em 18.10.2004, na pessoa do seu representante legal. Contudo, transcorrido o prazo de 15 dias para pagar o débito, pleitear o parcelamento ou, ainda, apresentar defesa contra os termos da cobrança contra si lançada, a Recorrente não instaurou o contencioso administrativo tributário, conforme se verifica declaração de revelia constante às fls. 107/108 dos presentes autos, exarada pelo Presidente do FNDE. Ao tomar ciência da decretação da revelia, a contribuinte apresentou Recurso dirigido ao Conselho Deliberativo do FNDE, à época competente para julgamento dos recursos interpostos contra as decisões proferidas pelo Secretário Executivo do FNDE, sustentando a extinção do crédito tributário pelo pagamento. É o relatório. Fl. 193DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 04/06 /2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 23034.030711/200459 Acórdão n.º 2403001.816 S2C4T3 Fl. 193 3 Voto Conselheira Carolina Landim, Relatora O presente recurso é tempestivo, motivo pelo qual é admitido. Conforme já relatado, a Recorrente deixou de apresentar impugnação contra a notificação de débito contra si perpetrada, diante do que foi proferida decisão reconhecendo a sua revelia. Dessa decisão, a Recorrente foi intimada, sendolhe concedido prazo de trinta dias para apresentação de recurso ao Conselho Deliberativo do FNDE. Tal recurso, contudo, deve se limitar a combater a decisão recorrida, que versa unicamente sobre o transcurso in albis do prazo para apresentação da impugnação e conseqüente decretação da revelia. Poderia a Recorrente contestar a revelia contra si reconhecida, alegando, por exemplo, algum vício na intimação da notificação do débito, ou a falta de apreciação de eventual impugnação que tivesse sido tempestivamente apresentada. Não pode, contudo, deixar de combater a decisão de revelia e transformar o recurso na impugnação que não foi tempestivamente apresentada, mediante alegação de que o pagamento do crédito tributário foi efetuado em época própria, diante do que a cobrança seria improcedente, a teor do artigo 156, I, do CTN. Analisar o Recurso interposto configuraria supressão de instância, já que não houve apreciação do alegado pagamento em primeira instância administrativa. Na verdade, não restou instaurado o contencioso administrativo fiscal, face à ocorrência da revelia, estando, portanto, definitivamente constituído o crédito tributário lançado pelo FNDE. Vale ressaltar que o pagamento alegado pelo contribuinte não se encontra demonstrado nos autos. Os documentos de arrecadação de salárioeducação ao FNDE acostados às fls. 134 e seguintes apenas comprovam as deduções objeto da NRD – Notificação para Recolhimento de Débito – deduções estas que foram glosadas e estão sendo cobradas neste processo. Tais documentos já foram devidamente identificados no “Demonstrativo de Recolhimentos”, de fls. 23 e seguintes, parte da NRD. Aliás, foram essas deduções que deram origem à cobrança. Ante o exposto, voto no sentido de conhecer do recurso, porém negarlhe provimento. É como voto. Carolina Wanderley Landim Fl. 194DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 04/06 /2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 Fl. 195DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 04/06 /2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
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