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Numero do processo: 11065.001928/2007-58
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Sep 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 30/07/2007
COMPENSAÇÃO. IMPUTAÇÃO PROPORCIONAL.
A compensação do débito do sujeito passivo deve ser efetuada obedecendo-se à proporcionalidade entre o principal e respectivos acréscimos e encargos legais, conforme disposto nas normas tributárias.
MULTA DE MORA. EXIGÊNCIA
Os tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal que não forem pagos até a data de vencimento ficarão sujeitos à multa de mora.
Numero da decisão: 3803-004.158
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Ausente justificadamente o Conselheiro Jorge Victor Rodrigues. Participaram os Suplentes Paulo Guilherme Deroulede e Adriana Oliveira e Ribeiro.
[assinado digitalmente]
Belchior Melo de Sousa - Presidente.
[assinado digitalmente]
João Alfredo Eduão Ferreira - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: BELCHIOR MELO DE SOUSA (Presidente), JOÃO ALFREDO EDUÃO FERREIRA, JULIANO EDUARDO LIRANI, PAULO GUILHERME DEROULEDE, HÉLCIO LAFETÁ REIS, ADRIANA OLIVEIRA E RIBEIRO
Nome do relator: JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 30/07/2007 COMPENSAÇÃO. ÔNUS DA PROVA. CONTRIBUINTE A comprovação dos indébitos é ônus do contribuinte, sendo incabível a transferência da responsabilidade ao Fisco no tocante à guarda e produção das provas que poderiam sustentar pleitos de particulares. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 30/07/2007 COMPENSAÇÃO. IMPUTAÇÃO PROPORCIONAL. A compensação do débito do sujeito passivo deve ser efetuada obedecendose à proporcionalidade entre o principal e respectivos acréscimos e encargos legais, conforme disposto nas normas tributárias. MULTA DE MORA. EXIGÊNCIA Os tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal que não forem pagos até a data de vencimento ficarão sujeitos à multa de mora. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Ausente justificadamente o Conselheiro Jorge Victor Rodrigues. Participaram os Suplentes Paulo Guilherme Deroulede e Adriana Oliveira e Ribeiro. [assinado digitalmente] AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 06 5. 00 19 28 /2 00 7- 58 Fl. 663DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 27/ 08/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERRE IRA 2 Belchior Melo de Sousa Presidente. [assinado digitalmente] João Alfredo Eduão Ferreira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: BELCHIOR MELO DE SOUSA (Presidente), JOÃO ALFREDO EDUÃO FERREIRA, JULIANO EDUARDO LIRANI, PAULO GUILHERME DEROULEDE, HÉLCIO LAFETÁ REIS, ADRIANA OLIVEIRA E RIBEIRO Relatório Replicaremos o relatório contido no acórdão de manifestação de inconformidade da DRJ/POA, redigido pela relatora Ana Cristina Schneider Martins, passemos a leitura: Trata o presente processo de manifestação de inconformidade contra Despacho Decisório DRF/NHO (fls.272) 1 que reconheceu direito creditório no valor de R$ 292.537,78, atualizado até 01/01/1996. As compensações declaradas pela interessada foram homologadas até o limite do direito creditório reconhecido (fls. 327). De acordo com o Parecer SECAT/DRF/NHO Nº 336/2007, a interessada impetrou Mandado de Segurança (97.18026878) com pedido de liminar, objetivando o reconhecimento do direito à compensação dos valores recolhidos a título de PIS, com base nos decretosleis 2.445 e 2.449, ambos de 1988, com parcelas vincendas do próprio PIS. Já havia impetrado mandado de segurança (88.00083544) que transitou em julgado em 18/08/1995, pleiteando o reconhecimento do direito de recolher o PIS com base na Lei Complementar 07/1970. Em que pese ter sido vencedora da referida demanda, os depósitos judiciais efetuados teriam sido levantados levando em consideração a base de cálculo do próprio mês e não o faturamento do 6º mês anterior. No segundo mandado de segurança, por meio de embargos de divergência, obteve junto ao STJ o direito de calcular o PIS com base no faturamento do 6º mês anterior sem correção monetária. A ação transitou em julgado em 16/06/2003. Na apuração do direito creditório foram utilizadas as bases de cálculo constantes das Declarações de Imposto de Renda Pessoa Jurídica. Não foram confirmadas as bases de cálculo dos períodos abril de 1989 a junho de 1990, uma vez que o contribuinte não apresentou qualquer documento contábil como comprovação, bem como por não constarem tais informações das DIPJ de 1988 e 1989. Os pagamentos efetuados foram confirmados nos sistemas da Receita Federal (TRATAPAGTO e SINAL 10), bem como por meio de microfichas para períodos anteriores a 04/1991. Observa que as bases de cálculo informadas nas DIPJs divergiram das utilizadas pelo contribuinte em sua planilha de cálculos, sendo estas bem inferiores àquelas. Fl. 664DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 27/ 08/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERRE IRA Processo nº 11065.001928/200758 Acórdão n.º 3803004.158 S3TE03 Fl. 11 3 Em que pese a decisão judicial ter limitado a compensação com débitos do próprio PIS, a DRF de origem reconheceu as compensações efetuadas com os demais tributos administrados pela RFB, tendo em vista o disposto no art. 74 da Lei nº 9430/1996. Cientificada, em 19/11/2007, da homologação parcial de suas compensações, a interessada apresentou em 19/12/2007, tempestivamente, manifestação de inconformidade (fls. 343), onde pleiteia a reforma integral do despacho decisório atacado. Com relação à inexistência de comprovação das bases de cálculo relativas aos períodos de apuração abril de 1989 a junho de 1990, alega que o órgão fazendário possui tais informações. Afirma que no Mandado de Segurança nº 88.00083544, onde obteve o direito de recolher o PIS nos moldes da LC nº 07/1970, foram efetuados depósitos judiciais em valor superior ao efetivamente devido. Justifica as diferenças encontradas entre as bases de cálculo no fato de constarem na DIPJ as bases de cálculos da matriz e das filiais, enquanto que na planilha por ela apresentada contém apenas os valores da Matriz. Insurgese contra a metodologia aplicada pela RFB no cálculo da Selic para operacionalizar os compensações realizadas. Argumenta que embora a Instrução Normativa nº 600/2005 tenha sido editada para regrar os procedimentos de compensação e restituição de tributos federais, nada dispôs em relação ao modo pelo qual se operacionalizam tais procedimentos. Requer que o valor a ser mensalmente compensado seja deduzido apenas do montante apurado a título de juros, mantendose íntegro o crédito principal até a total liquidação dos juros. De outra forma, o montante de juros seria inferior aquele obtido se o valor do crédito principal se mantivesse estanque até a quitação integral dos juros. Cita como embasamento legal para seu pleito o disposto no art. 993 do Código Civil de 1916, e o art. 354 do novo Código Civil (Lei nº 10.406/2002). Transcreve jurisprudência e doutrina nesse sentido. Insurgese contra a exigência da multa de mora no percentual de 20%. Acredita haver latente desigualdade e manifesta desconformidade na dosimetria da pena. A multa teria caráter confiscatório e só poderia ser aplicada se comprovado o dolo da requerente. Requer a reforma do Despacho Decisório e a extinção dos débitos em cobrança e subsidiariamente o recálculo do montante creditório, considerandose as bases de cálculo corretas da matriz e das filiais, assim como a totalidade dos recolhimentos efetuados. Pleiteia ainda a exclusão da multa aplicada ou sua diminuição. Em 28/12/2008 (fls.430/607), a interessada trouxe ao processo comprovantes de recolhimento (DARFs) referentes à Matriz e às Fl. 665DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 27/ 08/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERRE IRA 4 Filiais, bem como memória de cálculo referente à apuração de indébito. Requer a juntada das provas e sua análise levando à extinção do crédito tributário em litígio com a homologação da totalidade das compensações declaradas. A DRJ/POA em seu acórdão julgou improcedente a manifestação de inconformidade, ementando como se segue: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/04/1989 a 31/10/1995 COMPENSAÇÃO. ÔNUS DA PROVA. CONTRIBUINTE. A comprovação dos indébitos é ônus do contribuinte, sendo incabível a transferência da responsabilidade ao Fisco no tocante à guarda e produção das provas que poderiam sustentar pleitos de particulares. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE INCLUSÃO DE INDÉBITOS. IMPOSSIBILIDADE. A manifestação de inconformidade não é o instrumento a adequado para inclusão de novos indébitos na declaração de compensação sob análise. COMPENSAÇÃO. IMPUTAÇÃO PROPORCIONAL. A compensação do débito do sujeito passivo deve ser efetuada obedecendose à proporcionalidade entre o principal e respectivos acréscimos e encargos legais, conforme disposto nas normas tributárias. MULTA DE MORA. EXIGÊNCIA. Os tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal que não forem pagos até a data de vencimento ficarão sujeitos à multa de mora. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformado o sujeito passivo protocolou recurso voluntário onde sustenta os mesmos argumentos e pedidos de sua manifestação de inconformidade. É o Relatório. Voto Conselheiro João Alfredo Eduão Ferreira O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. Fl. 666DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 27/ 08/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERRE IRA Processo nº 11065.001928/200758 Acórdão n.º 3803004.158 S3TE03 Fl. 12 5 Dos créditos referentes aos anoscalendários de 1989 e 1990 e da divergência de valores de recolhimento da matriz e filiais. O contribuinte alega que o Fisco furtouse em considerar o período de apuração relativo a abril de 1989 a junho de 1990, por não constarem os faturamentos mensais nas declarações de imposto de renda destes períodos. Alega também que há divergência entre os valores de recolhimento considerados pela Fazenda Nacional e o corretamente apurado, pois a RFB deixou de considerar os créditos provenientes das filiais. Para se comprovar os créditos requeridos, o contribuinte deve fazer prova de seu direito. Passemos ao esclarecimento acerca da comprovação de créditos no âmbito do processo administrativo tributário, bem como do momento correto para a apresentação de provas. O reconhecimento de direito creditório contra a Fazenda Nacional exige averiguação da liquidez e certeza do suposto pagamento a maior de tributo. A fim de comprovar a certeza e liquidez do crédito, a interessada deve instruir sua manifestação de inconformidade com documentos que respaldem suas afirmações, considerando o disposto nos artigos 15 e 16 do Decreto nº 70.235/1972: “Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. Art. 16. A impugnação mencionará: (...) III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993)” No caso em análise, o contribuinte esclarece que a Receita Federal do Brasil teria deixado de considerar valores para o auferimento de seus créditos, contudo, para comprovar a liquidez e certeza do crédito é imprescindível que seja demonstrada através da escrituração contábil e fiscal da contribuinte, baseada em documentos hábeis e idôneos a comprovar o indébito pretendido. A Contribuinte não juntou aos autos, em sede de manifestação de inconformidade, documentos contábeis ou fiscais capazes de comprovar a liquidez e certeza do credito apontado, juntando tão somente DARF`s e planilha explicativa das apurações de PIS. Se é certo e liquido o direito do contribuinte, este tem em sua escrituração contábil e fiscal todo o material necessário a comprovar seu credito, de forma que a não apresentação das provas acarreta no não reconhecimento de seu direito creditório. Da metodologia de imputação utilizada pela Fazenda Nacional quanto às compensações. Fl. 667DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 27/ 08/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERRE IRA 6 O contribuinte alega que a legislação tributaria é omissa quanto a forma de operacionalização das compensações e, portanto é necessário recorrer por analogia ao art. 354 do Código Civil. A errônea tese do sujeito passivo se escora na inexistência de legislação especifica sobre o assunto. Quanto à metodologia de imputação proporcional adotada pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, devese esclarecer que sua aplicação encontra detalhamento no art. 167 do CTN, § 1º do art. 28 e no parágrafo único do art. 37 da Instrução Normativa nº 460, de 18/10/2004. Acrescentese, ainda, que a Lei nº 9.430, de 27/12/1996, estabelece parâmetros que devem ser observados nos procedimentos de compensação tributária, e autoriza a RFB a fixar os critérios necessários para sua aplicação. O assunto encontrase pacificado no âmbito do STJ, passemos a leitura da sumula 464: “A regra de imputação de pagamentos estabelecida no art. 354 do Código Civil não se aplica às hipóteses de compensação tributária.” Não há o que se reformar dos cálculos realizados pela DRF de origem. Da aplicabilidade da multa de mora. Quanto à multa de mora devida pelo atraso no pagamento de tributos, não há o que modificar nas decisões proferidas nos autos, visto que o presente caso se subsume a letra da lei no 9.430/96 em seu artigo 61, vejamos: Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. § 1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subsequente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. § 2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. § 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subsequente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento Notase que o não cumprimento do prazo previsto leva a aplicação da multa, não necessitando comprovação de dolo por parte do contribuinte. Pelo exposto voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso e de não reconhecer o direito creditório. Fl. 668DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 27/ 08/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERRE IRA Processo nº 11065.001928/200758 Acórdão n.º 3803004.158 S3TE03 Fl. 13 7 É como voto. João Alfredo Eduão Ferreira Relator Fl. 669DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 27/ 08/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERRE IRA
score : 1.0
Numero do processo: 13896.904035/2008-90
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 12 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Ano-calendário: 2004
RESTITUIÇÃO DO INDÉBITO TRIBUTÁRIO. PROVA. ÔNUS.
O ônus da prova do crédito tributário pleiteado na Per/Dcomp - Pedido de Restituição é da contribuinte (artigo 333, I, do CPC). Não sendo produzida nos autos, indefere-se o pedido e não homologa-se a compensação pretendida entre crédito e débito tributários.
COMPENSAÇÃO. RETENÇÃO DE TRIBUTO. COMPROVAÇÃO.
O documento hábil para comprovar a retenção de tributo sofrida pela fonte pagadora é o informe de rendimentos por esta fornecido, podendo ser suprido pela Declaração de Informação de Retenções efetuados pelas fontes pagadoras - DIRF.
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. IRRF. RECEITAS.
Na apuração do IRPJ, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor do imposto de renda retido na fonte, desde que comprovada a retenção e o cômputo das receitas correspondentes na base de cálculo do imposto (Súmula CARF nº 80).
SÚMULAS. OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA.
As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF (artigo 72 do Anexo II do Ricarf).
Numero da decisão: 1801-001.627
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente e Relatora
Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Roberto Massao Chinen, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: ANA DE BARROS FERNANDES
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ementa_s : Assunto: Normas de Administração Tributária Ano-calendário: 2004 RESTITUIÇÃO DO INDÉBITO TRIBUTÁRIO. PROVA. ÔNUS. O ônus da prova do crédito tributário pleiteado na Per/Dcomp - Pedido de Restituição é da contribuinte (artigo 333, I, do CPC). Não sendo produzida nos autos, indefere-se o pedido e não homologa-se a compensação pretendida entre crédito e débito tributários. COMPENSAÇÃO. RETENÇÃO DE TRIBUTO. COMPROVAÇÃO. O documento hábil para comprovar a retenção de tributo sofrida pela fonte pagadora é o informe de rendimentos por esta fornecido, podendo ser suprido pela Declaração de Informação de Retenções efetuados pelas fontes pagadoras - DIRF. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. IRRF. RECEITAS. Na apuração do IRPJ, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor do imposto de renda retido na fonte, desde que comprovada a retenção e o cômputo das receitas correspondentes na base de cálculo do imposto (Súmula CARF nº 80). SÚMULAS. OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA. As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF (artigo 72 do Anexo II do Ricarf).
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PROVA. ÔNUS. O ônus da prova do crédito tributário pleiteado na Per/Dcomp Pedido de Restituição é da contribuinte (artigo 333, I, do CPC). Não sendo produzida nos autos, indeferese o pedido e não homologase a compensação pretendida entre crédito e débito tributários. COMPENSAÇÃO. RETENÇÃO DE TRIBUTO. COMPROVAÇÃO. O documento hábil para comprovar a retenção de tributo sofrida pela fonte pagadora é o informe de rendimentos por esta fornecido, podendo ser suprido pela Declaração de Informação de Retenções efetuados pelas fontes pagadoras DIRF. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. IRRF. RECEITAS. Na apuração do IRPJ, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor do imposto de renda retido na fonte, desde que comprovada a retenção e o cômputo das receitas correspondentes na base de cálculo do imposto (Súmula CARF nº 80). SÚMULAS. OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA. As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF (artigo 72 do Anexo II do Ricarf). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 89 6. 90 40 35 /2 00 8- 90 Fl. 541DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 18/09/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES 2 (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Roberto Massao Chinen, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. Relatório A empresa recorre do Acórdão nº 0534.620/11 exarado pela Segunda Turma de Julgamento da DRJ em Campinas/SP, fls. 287 e 288, que julgou procedente em parte o direito creditório pleiteado pela contribuinte, bem como homologar em parte as pertinentes compensações deste crédito com débitos tributários, formalizados nos Per/Dcomp (pedidos de restituição e declaração de compensação) – fls. 01 a 07. Aproveito trechos do relatório e voto do aresto vergastado para historiar os fatos: “Tratase do Despacho Decisorio Eletrônico n° 796764205 de 23/10/2008, emitido pela DRF Barueri/SP para não homologar as compensações formalizadas nas DCOMP expressamente ali mencionadas, tendo em conta a a falta de correspondência entre o saldo negativo de IRPJ demonstrado na DCOMP (R$ 5.738,08) e o apurado na Declaração de Informacões Econômico Fiscais da Pessoa Jurídica — DIPJ do Exercício 2005 (anocalendário 2004) de R$ 15.905,04. Foi também formalizada a cobrança dos débitos, cuja compensação não foi homologada, com os acréscimos legais cabíveis até a data da compensação, conforme abaixo: [...] Cientificada da decisão, em 04/11/2008 (AR de fls. 13), a contribuinte apresentou a manifestação de inconformidade de fls. (...), alegando a existência de créditos legítimos, sendo a decisão recorrida "fruto de mera divergência de metodologia no preenchimento das fichas disponíveis no sistema eletrônico desse órgão".Esclarece que teria informado em cada uma das DCOMP, não o saldo negativo total, mas apenas o utilizado em cada um dos instrumentos de compensação. Com base na legislação de regência, afirma que tais créditos seriam passíveis de compensação, mediante DCOMP, e que a metodologia seria a descrita no art. 6o da Lei n° 9.430, de 1996. [...] Preliminarmente, destaquese que o processo se refere a processamento eletrônico de compensação, sem que incidisse em critérios de baixa para tratamento manual ou mais pormenorizado pela autoridade competente, pelo que deverá ser apreciado apenas com as informações disponíveis nos bancos de dados da Secretaria da Receita Federal do Brasil RFB. Fl. 542DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 18/09/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13896.904035/200890 Acórdão n.º 1801001.627 S1TE01 Fl. 3 3 Verificase nos bancos de dados que a contribuinte teria apresentado DIPJ 2005 (anocalendário 2004), original e retificadoras, com opção pelo Lucro Real Anual, nas quais informou a apuração de prejuízo fiscal, não alterado em procedimento fiscal, segundo informações constantes do Sistema de Acompanhamento de Prejuízos Fiscais, Lucro Inflacionário e Bases de Cálculo Negativas da CSLL — Sapli, e de saldo negativo de IRPJ no valor de R$ 15.905,04, conforme abaixo: [...] Foi providenciada a juntada de extrato das DIRF, no qual é possível confirmar as seguintes retenções de IRRF feitas em favor da contribuinte: [...] As retenções efetuadas nos códigos de receita 6147 e 6190 devem ser partilhadas com outras incidências, sendo correspondentes ao Imposto de Renda apenas, respectivamente, 1,2% e 4,8% do rendimento auferido. As retenções efetuadas nos códigos 5952, 5960, 5979 e 5987 não integram o saldo negativo de IRPJ, porque se referem a retenções de Contribuição Social sobre o Lucro Liquido — CSLL, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social — Cofins e Contribuição para o Programa de Integração Social — PIS. Desta forma, cumpre reconhecer como comprovadas as retenções no valor total de R$ 13.307,16, principalmente tendo em conta que a receita a elas correspondente de R$ 914.345,75 é compatível com a receita informada na Ficha 06A da DIPJ (R$ 1.384.774,20). Ademais, cumpre reconhecer também a ocorrência de erro de preenchimento das DCOMP, no que tange ao demonstrativo do crédito utilizado. Ao invés de demonstrar a apuração do saldo negativo apenas na primeira DCOMP e a ela vincular as demais, a contribuinte teria demonstrado o saldo negativo, parte na DCOMP n° 38819.66275.211206.1.7.021690 (R$5.738,08) e parte na DCOMP n° 36814.52311.211206.1.7.020636 (R$ 10.166,80), pelo que não se configura possível a limitação do crédito ao valor informado apenas na primeira DCOMP.Entretanto, para serem efetivadas, a restituição e a compensação são procedimentos que dependem da iniciativa do sujeito passivo, pelo que, no âmbito dos presentes autos, não é possível a adoção de qualquer outra providência, acerca do crédito ora reconhecido, senão aquela veiculada nas DCOMP sob apreciação. Por todo o exposto, VOTO no sentido de JULGAR PROCEDENTE EM PARTE a manifestação de inconformidade para HOMOLOGAR as compensações em litígio até o limite do saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2004, ora reconhecido, de R$ 13.307,16.” A empresa interpôs tempestivamente1 o Recurso de efls. 407 a 532, reiterando os termos da defesa exordial. É o suficiente para o relatório. Passo ao voto. 1 AR – 31/01/2013, efls. 405; Recurso – 01/03/2013, efls. 407 Fl. 543DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 18/09/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES 4 Voto Conselheira Ana de Barros Fernandes, Relatora Conheço do recurso interposto, por tempestivo. O ônus probatório da existência do crédito tributário no caso de pedido de repetição do indébito é da empresa. Este princípio é consagrado pelo art. 333, inciso I, do Código de Processo Civil – CPC, aplicado subsidiariamente ao processo administrativo fiscal – Decreto nº 70.235/72 (PAF): Art. 333 O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; [...] A recorrente defende haver sofrido retenção de imposto de renda por fontes pagadoras em valor que deveria compor o saldo negativo de IRPJ apurado no ajuste anual, ao final do anocalendário, mas não apresenta documento hábil à comprovação de todas as retenções que alega haver sofrido. Deve ser ressaltado que a cópia de DIPJ não é documento hábil a comprovar os dados que veicula, dada a sua natureza meramente informativa. A contabilidade completa da recorrente, espelhada na DIPJ, e os documentos que a embasam é que constituem documentos hábeis para comprovação das operações realizadas pelas pessoas jurídicas. A Turma Julgadora de Primeira Instância juntou aos autos cópias das DIRF cuja recorrente constou como beneficiária e reconheceu os valores retidos e devidamente informados pelas fontes pagadoras. A recorrente continuou silente sobre eventuais IRRF não reconhecidos e não apresentou Informe de Rendimentos, documento capaz de suprir a ausência de DIRF – Declaração de Informação de Retenções na Fonte, nos termos do Regulamento do Imposto de Renda vigente (RIR/99), que consolida a legislação tributária sobre a matéria: Beneficiário Pessoa Jurídica Art. 942. As pessoas jurídicas de direito público ou privado que efetuarem pagamento ou crédito de rendimentos relativos a serviços prestados por outras pessoas jurídicas e sujeitos à retenção do imposto na fonte deverão fornecer, em duas vias, à pessoa jurídica beneficiária Comprovante Anual de Rendimentos Pagos ou Creditados e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte, em modelo aprovado pela Secretaria da Receita Federal (Lei nº 4.154, de 1962, art. 13, § 2º, e Lei nº 6.623, de 23 de março de 1979, art. 1º). Parágrafo único. O comprovante de que trata este artigo deverá ser fornecido ao beneficiário até o dia 31 de janeiro do ano calendário subseqüente ao do pagamento (Lei nº 8.981, de 1995, art. 86). Subseção III Disposições Comuns Fl. 544DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 18/09/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13896.904035/200890 Acórdão n.º 1801001.627 S1TE01 Fl. 4 5 Art. 943. A Secretaria da Receita Federal poderá instituir formulário próprio para prestação das informações de que tratam os arts. 941 e 942 (DecretoLei nº 2.124, de 1984, art. 3º, parágrafo único). § 1º O beneficiário dos rendimentos de que trata este artigo é obrigado a instruir sua declaração com o mencionado documento (Lei nº 4.154, de 1962, art. 13, § 1º). § 2º O imposto retido na fonte sobre quaisquer rendimentos ou ganhos de capital somente poderá ser compensado na declaração de pessoa física ou jurídica, quando for o caso, se o contribuinte possuir comprovante da retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora, ressalvado o disposto nos §§ 1º e 2º do art. 7º, e no § 1º do art. 8º (Lei nº 7.450, de 1985, art. 55). (grifos não pertencem ao original) A recorrente é obrigada por lei a manter em guarda e em bom estado os documentos sobre os quais se firmam direitos ou obrigações discutidos em litígios, até que estes se findem na esfera administrativa, ou judicial. Regulamento do Imposto de Renda – Decreto 3.000/99 (RIR/99) Art. 264. A pessoa jurídica é obrigada a conservar em ordem, enquanto não prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes, os livros, documentos e papéis relativos a sua atividade, ou que se refiram a atos ou operações que modifiquem ou possam vir a modificar sua situação patrimonial (DecretoLei nº 486, de 1969, art. 4º). Este é o posicionamento da jurisprudência administrativa, representada nas ementas a seguir transcritas: Acórdão nº 1301000.872, em 10 de abril de 2012: “SALDO NEGATIVO. ANTECIPAÇÕES. IMPOSTO DE RENDA RETIDO N A FONTE. A divergência verificada entre os registros de retenção na fonte apontados pela contribuinte em sua DCOMP e os respectivos registros de dados mantidos pela Fazenda Pública podem/devem ser elididos pela apresentação dos respectivos documentos emitidos pela fonte pagadora que comprovem a efetivação da retenção (Informe de rendimentos). A ausência de comprovação pela contribuinte, apesar de reiteradamente intimada para tanto, atua contra ela, fazendo prevalecer, assim, a incerteza do crédito apontado, e a impossibilidade de admissão da compensação pretendida. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Os membros da Turma acordam, por unanimidade, NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.” No mesmo diapasão, decisão proferida pela Primeira Câmara/1ª Seção/Carf – Acórdão nº 110100.688, em 16 de março de 2012: Fl. 545DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 18/09/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES 6 “COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO. DEDUÇÃO DE RETENÇÕES. PROVA. Na ausência de comprovantes de retenção e ante a declaração a menor de retenções pela fonte pagadora em DIRF, cabe à interessada trazer aos autos as correspondentes notas fiscais de serviço e a prova de seu recebimento pelo valor líquido do IRRF, bem como declaração fidedigna da fonte pagadora de que estes valores especificamente retidos foram recolhidos aos cofres públicos. Evidências contábeis destas alegações são insuficientes para o reconhecimento do crédito pretendido, especialmente quando fonte pagadora e beneficiária são geridas pelo mesmo diretor presidente.” A respeito da matéria, devese ainda invocar a Súmula nº 80 editada por este Conselho: Súmula CARF nº 80: Na apuração do IRPJ, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor do imposto de renda retido na fonte, desde que comprovada a retenção e o cômputo das receitas correspondentes na base de cálculo do imposto. Ao se conjugar as duas premissas acima, mister é que a recorrente faça prova cabal de que as receitas foram oferecidas à tributação e que o IR foi efetivamente retido pela fonte pagadora, fazendo prova deste fato com a apresentação do Informe de Rendimentos respectivo, documento que pode ser suprido pela DIRF apresentada pelas fontes pagadoras. Desta forma, a recorrente não trouxe ao litígio documentação hábil capaz de atribuir a liquidez e certeza ao crédito ora pleiteado. Por esta razão, inadmissível o reconhecimento de qualquer crédito além do valor já reconhecido na decisão de primeira instância comprovado nas DIRF entregues pelas fontes pagadorasclientes da recorrente, na qualidade de beneficiária. No mais, adoto as razões de decidir esposadas no acórdão recorrido por não confrontadas pontualmente pela recorrente. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Fl. 546DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 18/09/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES
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Numero do processo: 10880.013467/00-05
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Aug 15 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Sep 26 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/01/1990 a 30/09/1995
NORMAS REGIMENTAIS. OBRIGATORIEDADE DE REPRODUÇÃO DO CONTEÚDO DE DECISÃO PROFERIDA PELO STF NO RITO DO ART. 543-B DO CPC.
Consoante art. 62-A do Regimento Interno do CARF, As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF.
NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. PRESCRIÇÃO. DIREITO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. TERMO INICIAL. DECISÃO PROFERIDA PELO STF NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 566.621/RS (RELATORA A MINISTRA ELLEN GRACIE).
Reconhecida a inconstitucionalidade do art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerando-se válida a aplicação do novo prazo de cinco anos tão-somente às ações ajuizadas após o decurso da vacacio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543-B, § 3º do CPC aos recursos sobrestados
Numero da decisão: 9303-002.414
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado.
OTACÍLIO DANTAS CARTAXO - Presidente.
JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Relator.
EDITADO EM: 02/09/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Henrique Pinheiro Torres, Júlio César Alves Ramos, Daniel Mariz Gudiño (em substituição ao Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda, ausente, justificadamente), Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva e Joel Miyazaki e as Conselheiras Nanci Gama, Maria Teresa Martínez López e Susy Gomes Hoffmann.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: JULIO CESAR ALVES RAMOS
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/01/1990 a 30/09/1995 NORMAS REGIMENTAIS. OBRIGATORIEDADE DE REPRODUÇÃO DO CONTEÚDO DE DECISÃO PROFERIDA PELO STF NO RITO DO ART. 543-B DO CPC. Consoante art. 62-A do Regimento Interno do CARF, As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. PRESCRIÇÃO. DIREITO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. TERMO INICIAL. DECISÃO PROFERIDA PELO STF NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 566.621/RS (RELATORA A MINISTRA ELLEN GRACIE). Reconhecida a inconstitucionalidade do art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerando-se válida a aplicação do novo prazo de cinco anos tão-somente às ações ajuizadas após o decurso da vacacio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543-B, § 3º do CPC aos recursos sobrestados
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. OTACÍLIO DANTAS CARTAXO - Presidente. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Relator. EDITADO EM: 02/09/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Henrique Pinheiro Torres, Júlio César Alves Ramos, Daniel Mariz Gudiño (em substituição ao Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda, ausente, justificadamente), Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva e Joel Miyazaki e as Conselheiras Nanci Gama, Maria Teresa Martínez López e Susy Gomes Hoffmann.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2196; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 4 1 3 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10880.013467/0005 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9303002.414 – 3ª Turma Sessão de 15 de agosto de 2013 Matéria PRESCRIÇÃO Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado SYLSAM COMERCIAL DE ELETRICIDADE LTDA ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/1990 a 30/09/1995 NORMAS REGIMENTAIS. OBRIGATORIEDADE DE REPRODUÇÃO DO CONTEÚDO DE DECISÃO PROFERIDA PELO STF NO RITO DO ART. 543B DO CPC. Consoante art. 62A do Regimento Interno do CARF, “As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF”. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. PRESCRIÇÃO. DIREITO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. TERMO INICIAL. DECISÃO PROFERIDA PELO STF NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 566.621/RS (RELATORA A MINISTRA ELLEN GRACIE). “Reconhecida a inconstitucionalidade do art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de cinco anos tão somente às ações ajuizadas após o decurso da vacacio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, § 3º do CPC aos recursos sobrestados Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 01 34 67 /0 0- 05 Fl. 275DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 19/09/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 2 OTACÍLIO DANTAS CARTAXO Presidente. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Relator. EDITADO EM: 02/09/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Henrique Pinheiro Torres, Júlio César Alves Ramos, Daniel Mariz Gudiño (em substituição ao Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda, ausente, justificadamente), Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva e Joel Miyazaki e as Conselheiras Nanci Gama, Maria Teresa Martínez López e Susy Gomes Hoffmann. Relatório Insurgese a representação da Fazenda Nacional contra acórdão que deu aplicação à tese de que a prescrição do direito à restituição do PIS recolhido com base nos inconstitucionais decretosleis 2.445 e 2.449 tem como marco inicial o dia 10/10/1995, em que foi publicada a Resolução nº 49 do Senado Federal e se completa cinco anos depois. Desse modo, a afastou, no caso concreto, com respeito a todos os recolhimentos indevidos – realizados entre janeiro de 1990 e setembro de 1995 – cuja restituição fora postulada tendo em vista que o pedido administrativo deu entrada em 31 de agosto de 2000. No recurso especial, que tem como fundamento a contrariedade à lei, mais especificamente aos arts. 165 e 168 do CTN e 3º e 4º da Lei Complementar 118/2005, busca a PFN ver prevalecer o entendimento de que o prazo, de cinco anos, se inicia com cada recolhimento indevido realizado. É o Relatório. Voto Conselheiro JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Entendo que o recurso foi bem admitido, na medida em que fundamenta o que entende ser uma contrariedade aos dispositivos legais mencionados no relatório. Dele conheço. Mas como já adiantado, a ele somente cabe dar parcial provimento. Isso porque já definido pelo e. Supremo Tribunal Federal que a regra oriunda da Lei Complementar Fl. 276DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 19/09/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10880.013467/0005 Acórdão n.º 9303002.414 CSRFT3 Fl. 5 3 nº 118/2005 não é meramente interpretativa e, pois, não se aplica a pedidos de restituição que lhe sejam anteriores. Por ocasião do julgamento pelo Pleno do CARF, entre outros, do recurso extraordinário interposto no processo 13832.000210/9914, assim me pronunciei quanto à matéria: A matéria ora discutida, contagem do prazo para postularse restituição de quantias indevidamente recolhidas a título de tributo submetido à sistemática do lançamento por homologação, que tantos e tão acalorados debates já suscitou, encontrase inteiramente pacificada com o advento da decisão do colendo Supremo Tribunal Federal no julgamento do recurso extraordinário nº 566.621/RS. Nele discutiuse a constitucionalidade dos arts. 3º e 4º do referido diploma legal, que o pretendiam expressamente interpretativo de modo a poder ser aplicado mesmo às restituições requeridas judicialmente antes de sua publicação. Não se trata disso aqui, é certo, visto que a pretensão fazendária é apenas desconstituir a tese que prevaleceu no julgado administrativo segundo a qual o marco inicial é o dia de publicação de ato legal que “reconheceu” a inconstitucionalidade do dispositivo em que se baseou o recolhimento. Em outras palavras, não pugna a Fazenda pela aplicação retroativa da referida Lei, embora a forma de contagem do prazo prescricional por ela defendida isso implique. Isso não obstante, a ilustre Relatora no STF não deixa de enfrentar a discussão aqui posta. Com efeito, são suas palavras: “...Logo, aquela Corte firmou posição no sentido de que, também em tais situações de retenção e de reconhecimento do indébito em razão de inconstitucionalidade da lei instituidora, deverseia aplicar, sem ressalvas, a tese dos dez anos, conforme se vê dos ERESp 329.160/DF e ERESp 435.835/SC julgados pela Primeira Seção daquela Corte...” Assim, entendo eu, merece de fato reforma a decisão proferida, na medida em que aplicou entendimento não mais de acordo com a jurisprudência predominante no “tribunal ao qual cabe dar a interpretação definitiva da legislação federal”, nos dizeres da douta Ministra. Em suma, deve ser afastada a tese que demarca o início do prazo no “reconhecimento de inconstitucionalidade”. Ele é, sem mais discussão, a data de extinção do crédito tributário, consoante norma do art. 168, I do CTN como pretendido pela Procuradoria. O que isso implica, porém, não é, na inteireza, o que deseja a representação da Fazenda Nacional. Deveras, a mesma decisão reitera, como já se disse, que a interpretação que prevalecia no STJ era a dos cinco mais cinco mesmo para esses casos de declaração de inconstitucionalidade Fl. 277DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 19/09/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 4 do ato legal instituidor ou majorador da exação. E que esse entendimento deve ser respeitado, em louvor ao princípio da segurança jurídica, quando a postulação seja anterior à edição da Lei Complementar. Sendo essa a expressa conclusão do acórdão, prolatado pelo STF já na sistemática do art. 543B do Código de Processo Civil, é obrigatória sua adoção pelos Conselheiros Membros do CARF, por força do art. 62A do Regimento Interno. No presente caso, indubitável que a petição do contribuinte deu entrada administrativamente em data bem anterior à edição daquela Lei Complementar. É de rigor, pois, reconhecer, que o termo inicial para contagem do prazo de cinco anos previsto no art. 168, I do CTN somente tem início após findo aquele que vem estipulado no art. 150, § 4º do mesmo Código. A aplicação ao caso concreto leva à conclusão de que não estava prescrito o direito do contribuinte à restituição de quantias atinentes a fatos geradores ocorridos anteriormente a 15 de dezembro de 1989, dado que o seu pedido ingressou administrativamente apenas em 15 de dezembro de 1999. Voto, assim, pelo não provimento do apelo fazendário de modo a manter o afastamento da prescrição com respeito aos recolhimentos efetuados pelo contribuinte, embora por fundamento diverso daquele adotado nos julgados já ocorridos. A situação deste recurso especial é exatamente a mesma: a Câmara recorrida rejeitou a prescrição por aplicar a tese de que o prazo é delimitado pela Resolução do Senado Federal. Essa interpretação tem de ser superada pela tese dos cinco mais cinco, visto que o pedido é anterior à entrada em vigor da Lei Complementar 118. Mas com essa forma de contagem, apenas resulta afetado o direito quanto aos períodos de apuração ocorridos até julho de 1990, inclusive. Isso porque, mesmo o mês de agosto de 1990 tem como dia final do prazo exatamente a data em que deu entrada o pedido do contribuinte, isto é, 31 de agosto de 2000. Com essas considerações, voto por dar parcial provimento ao apelo da Fazenda Nacional para reconhecer a prescrição com respeito aos fatos geradores de janeiro a julho de 1990. É como voto. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Relator Fl. 278DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 19/09/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10880.013467/0005 Acórdão n.º 9303002.414 CSRFT3 Fl. 6 5 Fl. 279DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 19/09/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 16327.000159/2009-28
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Oct 14 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Ano-calendário: 2007
DCTF MENSAL E SEMESTRAL. ATRASO NA ENTREGA.
Incabível a multa pelo atraso na entrega da DCTF mensal quando ausente o requisito para sua apresentação e comprovada a impossibilidade fática de entrega da DCTF semestral pelos sistemas da Secretaria da Receita Federal do Brasil.
Numero da decisão: 1803-001.927
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Walter Adolfo Maresch Relator e Presidente Substituto.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walter Adolfo Maresch (presidente da turma), Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman, Marcos Antonio Pires e Roberto Armond Ferreira da Silva.
Nome do relator: WALTER ADOLFO MARESCH
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ATRASO NA ENTREGA. Incabível a multa pelo atraso na entrega da DCTF mensal quando ausente o requisito para sua apresentação e comprovada a impossibilidade fática de entrega da DCTF semestral pelos sistemas da Secretaria da Receita Federal do Brasil. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch – Relator e Presidente Substituto. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walter Adolfo Maresch (presidente da turma), Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman, Marcos Antonio Pires e Roberto Armond Ferreira da Silva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 00 01 59 /2 00 9- 28 Fl. 585DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 10/10/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH 2 Relatório PREVIBOSCH SOCIEDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA, pessoa jurídica já qualificada nestes autos, inconformada com a decisão proferida pela DRJ SÃO PAULO – SP I, interpõe recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, objetivando a reforma da decisão. Adoto o relatório da DRJ por bem retratar os fatos. Tratase de Multa por Atraso na Entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais — DCTF Mensal — 1.5 referente a Dezembroo de 2007, no valor de R$30.413,07 (fls. 36). Em 26/01/2009, o interessado supra qualificado apresentou a Impugnação, de fls. 01/14, na qual alega: 1) que até o anocalendário de 2006 entregara a DCTF com periodicidade semestral, porém, ao tentar transmitir por via eletrônica a DCTF referente ao 1° semestre de 2007, o sistema informatizado da Receita Federal do Brasil (RFB) não permitiu a entrega da DCTF semestral, orientandoa pela utilização do "PGD DCTF Mensal" (fls. 39); 2) inconformado com tal situação, em 04/10/2007, formalizou consulta perante a SRRF 8' Região Fiscal, requerendo que se esclarecesse/atestasse que a consulente estava autorizada a entregar a DCTF semestral, que a impossibilidade do envio do arquivo decorria de erro/falha no sistema informatizado do órgão e que a multa por atraso na entrega da DCTF restaria afastada por força da consulta formulada; 3) em 23/11/2008, o contribuinte foi cientificado da resposta à sua consulta (Despacho Decisório SRRF/8° RF/Disit n° 45, de 10/03/2008), que teve a seguinte conclusão: 13. Posto isto declaro a ineficácia da consulta com base no art. 52, 1, c/c art. 46 do Decreto n° 70.235, de 1972, dado não versar sobre a interpretação de dispositivos da legislação tributária, mas sobre a solução de problema concreto encontrado pela consulente para transmissão da DCTF semestral referente ao primeiro semestre do anocalendário de 2007, uma vez que o programa não aceitou o documento, emitindo mensagem de obrigatoriedade de DCTF mensal, aparentemente não aplicável a seu caso, problemática essa que deveria ser solucionada por intermédio dos Centros de Atendimento ao Contribuinte CAC, de sua unidade jurisdição, o qual, se não conseguisse encontrar solução imediata para a situação apresentada, deveria solicitar a intervenção dos órgãos superiores apropriados aos quais se subordina. 14. Quanto às condições a serem observadas para a apresentação da DCTF no ano de 2007, encontravamse claramente estatuídas nos arts. 3° a 5° da IN SRF n° 695, de 2006, não ensejando, em princípio, maiores dúvidas. Fl. 586DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 10/10/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 16327.000159/200928 Acórdão n.º 1803001.927 S1TE03 Fl. 586 3 4) em face da resposta da Disit/SRRF08, em 23/12/2008, o interessado optou por entregar por via eletrônica as DCTF mensais relativas aos meses de janeiro de 2007 a setembro de 2008, o que ensejou a expedição automática da Notificação de Lançamento da Multa pelo Atraso na Entrega da DCTF ora combatida; 5) entende ser descabida a exigência da multa, uma vez que o contribuinte está devidamente enquadrado na hipótese de entrega semestral da DCTF : e do DACON, e foi obrigado a apresentar as DCTF mensais por força de um erro do sistema informatizado da RFB; 6) os seus DACON semestrais foram aceitos pelo sistema, a demonstrar que as DCTF semestrais também deveriam ser aceitas; 7) por ser entidade de previdência privada complementar, para fins de cálculo de receita bruta operacional, as contribuições vertidas para a entidade não são incluídas, estando a reclamante dentro do limite de receita bruta estabelecida no inciso I, do art. 3°, da IN SRF n° 695/2006; 8) e por também não estar enquadrada nas hipóteses dos incisos II e III da IN SRF 695/2006, não estava obrigada a entregar a DCTF mensal; 9) sendo assim, conclui que a presente cobrança deve ser cancelada, devendo a notificação de lançamento ser declarada nula. A DRJ SÃO PAULO/SP I, através do acórdão nº 1637.045, de 30 de março de 2012 (fls. 64/68), julgou procedente o lançamento, ementando assim a decisão: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 23/12/2008 DCTF. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA. OPÇÃO PELA DCTF MENSAL. Ainda que estivesse desobrigado a apresentar a DCTF mensal, seria cabível a multa pelo atraso na entrega. In casu, não restou comprovado que o contribuinte tomou as devidas providências para exercer o seu pretenso direito de entregar a DCTF semestral. Ciente da decisão em 03/05/2012, conforme Aviso de Recebimento – AR (fl. 72), apresentou o recurso voluntário em 04/06/2012 fls. 106/123, onde reitera as alegações da inicial. Em 26/11/2012 complementa suas alegações apresentando os documentos de fls. 438/559, compostos das DACON – Demonstrativo de Apuração das Contribuições Sociais de 2005 e 2006. É o relatório. Fl. 587DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 10/10/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH 4 Voto Conselheiro Walter Adolfo Maresch O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos legais para sua admissibilidade, dele conheço. Trata o presente processo de multa pelo atraso na entrega da DCTF Mensal de dezembro de 2007 (fl. 36). Alega a recorrente em síntese: a) Que “é entidade de previdência complementar fechada, sem fins lucrativos, com personalidade distinta de seus patrocinadores, não tributada pelo lucro real e, ainda, que não aufere receita bruta, já que é mera administradora dos fundos de seus beneficiários.”; b) Que “sempre procedeu a entrega de suas DCTFs na forma semestral, mas que em relação ao 1º semestre de 2007, não logrou êxito na entrega pois o sistema da RFB informou estar sujeita à DCTF mensal”; c) Que “entende estar sujeita apenas a DCTF semestral de acordo com as Instruções Normativas SRF 695/2006 e 786/2007”; d) Que “formulou consulta à Secretaria da Receita Federal e de acordo com a resposta dada em 23.11.2008 foi considerado instrumento inadequado já que não se trata de divergência de interpretação de dispositivos da legislação tributária”; e) Que a decisão de primeira instância merece reforma pois “entendeu equivocadamente que a recorrente não buscou solução adequada para seu problema de entrega das DCTFs e que não comprovou que estava desobrigada à entrega da DCTF mensal.” f) Que “é pessoa jurídica que atua como entidade fechada de previdência complementar não auferindo qualquer tipo de receita. Não possui fins lucrativos, não presta qualquer tipo de serviço e não realiza a venda de mercadorias, limitandose, apenas, à administração dos fundos dos seus beneficiários...”; g) Que “não aufere receitas pois apenas administra os planos de benefícios de natureza previdenciária, devendo ser excluídas da receita bruta das entidades de previdência complementar as contribuições destinadas à constituição de provisões ou reservas técnicas, bem como rendimentos auferidos nas aplicações financeiras de recursos destinados ao pagamento de benefícios de aposentadoria, pensão, pecúlio e de resgates.”; Fl. 588DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 10/10/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 16327.000159/200928 Acórdão n.º 1803001.927 S1TE03 Fl. 587 5 h) Que “conforme atestam as DCTFs de 2005 e 2006, não declarou débitos superiores a R$ 3.000.000,00,...”; i) Que “somente apresentou as DCTFs mensais por imposição do sistema da RFB não sendo sua opção tendo entrega normalmente a DACON de forma semestral”; j) Que “a Administração Tributária não encontrou solução para o seu problema considerando indevidamente a consulta ineficaz”; k) Que “no prazo de 30 dias da ciência da solução da consulta formulada, apresentou regularmente as DCTFs mensais, sem no entanto estar obrigada, apenas por imposição dos sistemas da RFB, fato que elide a multa de mora aplicada.” Assiste razão à interessada. Com efeito, deve ser afastada inicialmente a dúvida lançada pela decisão de primeira instância sobre a data da mensagem de erro (fl. 39) impossibilitando a entrega da DCTF semestral. O protocolo da consulta formulada à Administração Tributária (fl. 41) comprova que a mesma está datada de 04/10/2007, dentro portanto do prazo regulamentar para a entrega da DCTF semestral preconizado no art. 8º da Instrução Normativa SRF 695/2006. A solução de consulta foi formulada em 04/10/2007 e teve sua resposta cientificada em 23/11/2008 (fl. 50). Não tem sentido afirmar, portanto, que a contribuinte não comprovou estar impedida de efetuar a entrega da DCTF semestral ou que não buscou de forma legal e transparente a solução para o conflito delineado em qual modalidade (mensal ou semestral) de entrega da DCTF a que estava obrigada nos anos 2007 e 2008. Resta verificar se conforme alega a recorrente, não estava realmente sujeita à entrega da DCTF mensal, fato que afastaria o mérito de suas alegações. Neste sentido cabe verificar as hipóteses de enquadramento delineadas nas Instruções Normativas 695/2006 e 786/2007, que abrangem o período em que deixou de entregar as DCTFs mensais até a ciência da solução de consulta. A Instrução Normativa SRF 695/2006 (já revogada), dispõe: Art. 3 º Ficam obrigadas à apresentação da DCTF Mensal as pessoas jurídicas: I – cuja receita bruta auferida no segundo anocalendário anterior ao período correspondente à DCTF a ser apresentada tenha sido superior a R$ 30.000.000,00 (trinta milhões de reais); II – cujo somatório dos débitos declarados nas DCTF relativas ao segundo anocalendário anterior ao período correspondente à DCTF a ser apresentada tenha sido superior a R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais); ou Fl. 589DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 10/10/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH 6 III – sucessoras, nos casos de incorporação, fusão ou cisão total ou parcial ocorridos quando a incorporada, fusionada ou cindida estava sujeita à mesma obrigação em decorrência de seu enquadramento nos parâmetros de receita bruta auferida ou de débitos declarados. Da mesma forma a Instrução SRF 786/2006 (já revogada), dispõe: Art. 3º Ficam obrigadas à apresentação da DCTF Mensal as pessoas jurídicas de direito privado: I cuja receita bruta auferida no segundo anocalendário anterior ao período correspondente à DCTF a ser apresentada tenha sido superior a R$ 30.000.000,00 (trinta milhões de reais); II cujo somatório dos débitos declarados nas DCTF relativas ao segundo anocalendário anterior ao período correspondente à DCTF a ser apresentada tenha sido superior a R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais); ou III sucessoras, nos casos de incorporação, fusão ou cisão total ou parcial ocorridos quando a incorporada, fusionada ou cindida estava sujeita à mesma obrigação em decorrência de seu enquadramento nos parâmetros de receita bruta auferida ou de débitos declarados. Conforme a recorrente reiteradamente tem afirmado e comprovado através de seu estatuto (fls. 81/100) e DIPJ (fls. 54/59), tratase de entidade de previdência privada fechada que administra planos de previdência complementar, tendo como patrocinadoras as empresas/associações “Robert Bosch Limitada, Ishida Do Brasil Limitada, Associação Dos Funcionários Da Robert Bosch Do Brasil, Bosch Rexroth Limitada, Robert Bosch Tecnologia De Embalagem Limitada, Associação Dos Funcionários Da Robert Bosch Limitada, ZF Sistemas De Direção Limitada”. Portanto a rigor, exceto pequenas taxas de administração, não tem a entidade receitas pois a quase integralidade de seus ingressos decorrem das contribuições dos planos de previdência e as receitas de aplicações financeiras de suas reservas atuariais, que não lhe pertencem mas sim são geridas em seu nome. As cópias da DACON – Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais dos anos 2005 e 2006 (parâmetro para o enquadramento nas modalidades mensal ou semestral) juntadas às fls. 438/559 e Balancetes (fls. 128/188), demonstram claramente esta constatação, afastando qualquer dúvida de que as receitas da recorrente estão abaixo do limite anual de R$ 30.000.000,00 de receita bruta. Por outro lado, tampouco atinge a recorrente o limite superior a R$ 3.000.000,00 de débitos declarados nos anos de 2005 e 2006 que a sujeitariam à apresentação da DCTF mensal em 2007 e 2008. Com efeito, conforme atestam as DCTFs fls. 191, 256, 320 e 377, não atinge a contribuinte o limite anual superior a R$ 3.000.000,00 para enquadramento na exigência de DCTF mensal nos anos calendários 2007 e 2008. Estando impedida de apresentar a DCTF semestral por evidente equívoco nos sistemas da RFB e tendo formulado regularmente consulta para solução do seu problema, Fl. 590DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 10/10/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 16327.000159/200928 Acórdão n.º 1803001.927 S1TE03 Fl. 588 7 mesmo sem obter solução satisfatória, não vejo como penalizar a contribuinte com a multa pelo atraso na entrega das DCTFs mensais. A multa pelo atraso na entrega da DCTF mensal somente seria aplicável se estivesse enquadrada na obrigatoriedade de entrega mensal da DCTF ou tivesse optado voluntariamente (o que não é o caso) pela entrega mensal. Ante o exposto, voto no sentido de dar provimento integral ao recurso. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch – Relator Fl. 591DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 10/10/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH
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Numero do processo: 11020.007242/2008-78
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Oct 15 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2006
CRÉDITO. IPI. INSUMOS ISENTOS, NT E TRIBUTADOS À ALÍQUOTA ZERO. STF. ENTENDIMENTO PACIFICADO.
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e desta Corte é no sentido de que não há direito à utilização de créditos do IPI na aquisição de insumos não-tributados, isentos ou sujeitos à alíquota zero. Precedentes.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 3201-001.433
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso interposto.
JOEL MIYAZAKI - Presidente
LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES - Relator.
EDITADO EM: 09/10/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano D'Amorim,.Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Daniel Mariz Gudiño e Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto.
Nome do relator: LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2006 CRÉDITO. IPI. INSUMOS ISENTOS, NT E TRIBUTADOS À ALÍQUOTA ZERO. STF. ENTENDIMENTO PACIFICADO. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e desta Corte é no sentido de que não há direito à utilização de créditos do IPI na aquisição de insumos nãotributados, isentos ou sujeitos à alíquota zero. Precedentes. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso interposto. JOEL MIYAZAKI Presidente Luciano Lopes de Almeida Moraes Relator. EDITADO EM: 09/10/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano D'Amorim,.Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Daniel Mariz Gudiño e Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto. 1 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 02 0. 00 72 42 /2 00 8- 78 Fl. 433DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 14/10/2013 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Relatório Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto o relato do órgão julgador de primeira instancia: Tratase de lançamento de IPI tendo em vista a conclusão fiscal de que o contribuinte escriturou indevidamente créditos de IPI na aquisição de insumos isentos, NT ou adquiridos em operação isenta daquele imposto. Consigna o relatório de ação fiscal (fls. 20/23) que o contribuinte informou na linha “16 – outros” da ficha “Entradas e Créditos” da DIPJ, relativamente aos anos calendários 2004, 2005 e 2006, o valor de R$ 836.999,88. Igualmente, este valor foi escriturado no Livro Registro de Apuração do IPI no campo “outros créditos”. Questionada sobre qual seria o fundamento do referido creditamento, a empresa averbou (fl. 177), em síntese, que ele foi “efetuado conforme precedentes do Supremo Tribunal Federal”, anexando decisão da qual não era parte e cópia das notas fiscais (fls. 178/296). Entedendo indevido o referido creditamento, o que resultou “em apuração e recolhimento a menor do Imposto sobre Produtos Industrializados devidos nas vendas (saídas) de produtos industrializados”, foi levado a efeito a cobrança do valor não recolhido conforme anexos ao auto de infração (fls. 04/06). Não resignado com o lançamento, foi o mesmo impugnado em extenso arrazoado (fls. 301/326), no qual, em suma, o contribuinte, em preliminar, pugna pela nulidade do lançamento, pois, afirma, “analisando os documentos não é possível verificar de onde foram retiradas as informações que lhes deram origem”, “eis que desprovidos de rigor técnico indispensável à sua regularidade.” E, no tópico, conclui: Assim, não demonstrado o ato atacado quais os fatos que fundamentaram de (sic) sua gênese, o mesmo arde nas chamas da nulidade, por faltarlhe de indispensável validade. Repitase: não há prova da ocorrência do fato gerador alegado. No mérito, argui, com arrimo no art. 153, § 3º, II, da CF, o direito ao crédito de IPI nas aquisições de “insumos isentos” ou tributados á alíquota zero, nos termos do art. 150, § 4º, do CTN. Na decisão de primeira instância, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Porto Alegre/RS indeferiu o pedido da contribuinte, conforme Decisão DRJ/POA n.º 30.843: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2006 CRÉDITOS INDEVIDOS. GLOSA. Inexiste direito a créditos do IPI nas aquisições de matérias primas, produtos intermediários e material de embalagem, isentos, nãotributados ou tributados à alíquota zero. 2 Fl. 434DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 14/10/2013 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 122 Impugnação Improcedente. Intimado o contribuinte da decisão, apresenta recurso voluntário. Após, é dado seguimento ao processo. É o relatório. Voto Conselheiro Luciano Lopes de Almeida Moraes O recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade. Como vemos do processo, o contribuinte creditouse do Imposto sobre Produto Industrializado relativo às aquisições de produtos não onerados pelo IPI, pois isentos, NT ou alíquota zero. Aqui reside a discussão, qual seja, da validade ou não do referido creditamento. É levantada inicialmente preliminar de nulidade do processo, por ausência de provas e não observância do devido processo legal. O processo está carreado de provas, o devido processo legal foi observado e ao recorrente se defendeu plenamente, motivo pelo qual rejeito a preliminar aventada. No mérito, também não merece razão o inconformismo da recorrente. Isso porque o STF mudou seu posicionamento, não mais admitindo o referido creditamento, como vemos: Publicação ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe230 DIVULG 02122011 PUBLIC 05122011Parte(s) RELATOR: MIN. AYRES BRITTO AGTE.(S): MÓVEIS POMZAN S/A ADV.(A/S): CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S : UNIÃO ADV.(A/S): PFN ARTUR ALVES DA MOTTA E OUTRO(A/S)Ementa 3 Fl. 435DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 14/10/2013 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IPI. CREDITAMENTO. AQUISIÇÃO DE INSUMOS FAVORECIDOS PELA ALÍQUOTAZERO, NÃOTRIBUTAÇÃO E ISENÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não há direito à utilização de créditos do IPI na aquisição de insumos nãotributados, isentos ou sujeitos à alíquota zero. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido. Decisão Agravo regimental desprovido, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 04.10.2011. Diante do exposto, voto por rejeitar a preliminar e, no mérito, negar provimento ao recurso interposto, prejudicados os demais argumentos. Sala de sessões, 26 de setembro de 2013. Luciano Lopes de Almeida Moraes Relator 4 Fl. 436DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 14/10/2013 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES
score : 1.0
Numero do processo: 10880.915288/2008-70
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 28 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Sep 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Data do fato gerador: 30/11/2002
INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO. PRECLUSÃO. NÃO CONHECIMENTO.
Da verificação dos pressupostos objetivos (extrínsecos) do recurso interposto, observa-se que o relativo à tempestividade não obedeceu às formalidades legais. A interposição extemporânea do recurso resulta em preclusão temporal.
Numero da decisão: 3803-003.965
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
BELCHIOR MELO DE SOUSA Presidente Substituto.
(assinado digitalmente)
Jorge Victor Rodrigues - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: BELCHIOR MELO DE SOUSA (Presidente Substituto), na ausência do Presidente Conselheiro ALEXANDRE KERN, JOÃO ALFREDO EDUÃO FERREIRA, JULIANO EDUARDO LIRANI, HÉLCIO LAFETÁ REIS, JOSÉ LUIZ FEISTAUER DE OLIVEIRA, JORGE VICTOR RODRIGUES.
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Data do fato gerador: 30/11/2002 INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO. PRECLUSÃO. NÃO CONHECIMENTO. Da verificação dos pressupostos objetivos (extrínsecos) do recurso interposto, observa-se que o relativo à tempestividade não obedeceu às formalidades legais. A interposição extemporânea do recurso resulta em preclusão temporal.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) BELCHIOR MELO DE SOUSA Presidente Substituto. (assinado digitalmente) Jorge Victor Rodrigues - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: BELCHIOR MELO DE SOUSA (Presidente Substituto), na ausência do Presidente Conselheiro ALEXANDRE KERN, JOÃO ALFREDO EDUÃO FERREIRA, JULIANO EDUARDO LIRANI, HÉLCIO LAFETÁ REIS, JOSÉ LUIZ FEISTAUER DE OLIVEIRA, JORGE VICTOR RODRIGUES.
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PRECLUSÃO. NÃO CONHECIMENTO. Da verificação dos pressupostos objetivos (extrínsecos) do recurso interposto, observase que o relativo à tempestividade não obedeceu às formalidades legais. A interposição extemporânea do recurso resulta em preclusão temporal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) BELCHIOR MELO DE SOUSA – Presidente Substituto. (assinado digitalmente) Jorge Victor Rodrigues Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: BELCHIOR MELO DE SOUSA (Presidente Substituto), na ausência do Presidente Conselheiro ALEXANDRE KERN, JOÃO ALFREDO EDUÃO FERREIRA, JULIANO EDUARDO LIRANI, HÉLCIO LAFETÁ REIS, JOSÉ LUIZ FEISTAUER DE OLIVEIRA, JORGE VICTOR RODRIGUES. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 91 52 88 /2 00 8- 70 Fl. 186DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/07/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 07/07/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 2 Relatório Peço vênia aos pares para adotar o relatório contido na decisão de primeira instância por circunstanciar os fatos de maneira clara, concisa, a possibilitar a fácil compreensão do seu conteúdo. Trata o presente processo de Declaração de Compensação apresentada em meio eletrônico (PERDCOMP nº 16091.33883.310304.1.3.04.2140) em 31/03/2004, cujos relatórios foram anexados ao presente processo administrativo (fls. 5/9). Nesta declaração pretende o contribuinte quitar os débitos declarados às fls. 9, no valor total de R$ 1.058,60, com supostos créditos (R$ 850,21), decorrentes de recolhimento indevido realizado por meio do DARF no valor de R$ 1.151,32 (código de receita: 1809), com período de apuração 30/11/2002, recolhido em 12/12/2002. Apreciando o pedido formulado a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária em São Paulo (DERAT/SPO) emitiu o Despacho Decisório nº 783798338 (fls. 1), no qual pronunciouse pela não homologação da compensação diante da inexistência do crédito declarado pelo contribuinte às fls. 9. Cientificado em 29/08/2002 (fls. 4) da solução dada à declaração de compensação apresentada, o contribuinte, por seu representante legal, interpôs, tempestivamente a Manifestação de Inconformidade de 30/09/2008 (fls. 11), com a juntada de documentos de fls. 13/55 (cópia da DCTF – 4º trimestre de 2002 retificadora, enviada em 23/09/2008; cópia do Despacho Decisório; cópia PER/DCOMP; cópias autenticadas da alteração e da consolidação do contrato social da requerente e dos documentos do representante), apresentando, resumidamente, as seguintes alegações: Que os valores referentes ao período de 11/2002 foram recolhidos a maior gerando direito a compensar. Que o Despacho Decisório foi expedido por constar na respectiva DCTF dados que deveriam ter sido corrigidos e que, de fato, o foram, posteriormente, por meio de DCTF retificadora. Assim, como os débitos foram devidamente compensados, requer seja acolhida a Manifestação de Inconformidade e homologada a compensação declarada. Conclusos foram os autos para julgamento pela 13ª Turma da DRJ/SP1, que por meio do Acórdão nº 1631.376, de 11/05/11 (fl. 55), proferiu decisão que se encontra resumida nos termos da ementa adiante transcrita: ASSUNTO: Contribuição para o PIS/Pasep. Data do fato gerador: 30/11/2002. Fl. 187DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/07/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 07/07/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Processo nº 10880.915288/200870 Acórdão n.º 3803003.965 S3TE03 Fl. 6 3 ALTERAÇÃO DE DCTF APÓS CIÊNCIA DE DECISÃO QUE NÃO HOMOLOGOU A COMPENSAÇÃO. A apresentação de DCTF retificadora, após o despacho decisório que não homologou a compensação, em razão da coincidência entre os débitos declarados e os valores recolhidos, não tem o condão de alterar a decisão proferida, devendo vir acompanhada por documentos idôneos para justificar as alterações dos valores registrados em DCTF. DCOMP. DÉBITO CONFESSADO EM DCTF. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO INDEVIDO. Considerando que o DARF indicado no PER/DCOMP (Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação) como origem do crédito foi utilizado para quitar débito confessado em DCTF (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais) e que o Contribuinte não logra comprovar que a verdade material é outra, não há que se falar em pagamento indevido. DESPACHO DECISÓRIO. AUSÊNCIA DE SALDO DISPONÍVEL. MOTIVAÇÃO. Motivada é a decisão que, por conta da vinculação total de pagamento a débito do próprio interessado, expressa a inexistência de direito creditório disponível para fins de compensação. Manifestação de Inconformidade Improcedente. Direito Creditório Não Reconhecido. Entendeu o voto condutor que os motivos da não homologação residiram nas próprias declarações e documentos produzidos pelo Contribuinte, sendo a prova e o motivo do ato administrativo e que a impugnante declinou da iniciativa de apresentar os elementos capazes de demonstrar qualquer irregularidade no ato praticado, o que as presumem legítimas. Esclareceu o voto condutor que a elaboração da DCTF retificadora a posteriori não é suficiente para fazer prova em favor do Contribuinte, havendo nesses casos a necessidade de comprovação documental do quanto alegado, por meio de apresentação da escrituração contábil/fiscal do período, em especial, entre outros, os Livros Diário e Razão, em obediência ao disposto no art. 16 do Decreto nº 70.235/72, adiantando, inclusive, da impossibilidade de apresentação de documentação probante hábil e idônea em outro momento posterior ao da apresentação da manifestação de inconformidade. Concluiu o acórdão hostilizado que não comprovado o erro cometido no preenchimento da DCTF, com documentação hábil, idônea e suficiente, a alteração dos valores declarados anteriormente não pode ser acatada, pelo que se mantém correta a não homologação da compensação requerida. Ciente do teor da decisão de primeira instância em 15/06/11, por meio de AR, em face da mesma a contribuinte protocolou o recurso voluntário em 22/07/11, quando alegou sucintamente que cometera erro de fato no preenchimento da DCTF original, ao indicar o valor maior do que o devido no período de apuração de 30/11/02, quanto ao débito de PIS (cód. 8109). Fl. 188DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/07/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 07/07/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 4 Esclareceu a recorrente que procedeu à correção do equívoco por meio de DCTF retificadora, que apresentou como meio de prova juntamente com a manifestação de inconformidade, quando logrou haver demonstrado de maneira inequívoca a existência do direito creditório, trazendo elementos probatórios de seu direito. Não obstante tenha apresentado a DCTF retificadora em momento posterior ao despacho decisório que não homologara a compensação, invocou a aplicação do princípio da verdade material ao caso vertente, reivindicando a realização de diligência com vistas à apuração da origem do crédito averiguado pela contribuinte, mencionando em seu favor jurisprudência do próprio CARF. Protestou, ainda, pela juntada de outros documentos e demonstrativos (DACON, DIPJ, Livro Diário e Razão, DCTF’s, DARF’s e outros documentos), relacionados ao período relativo ao crédito apurado (novembro/2002), que comprovam o direito alegado. Ao final requer a reforma do acórdão recorrido, o reconhecimento do direito creditório e a homologação das compensações realizadas através do Per/DComp em questão. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Victor Rodrigues Relator. Ao proceder à análise de admissibilidade do recurso voluntário interposto pela Contribuinte, notadamente quanto ao aspecto de sua tempestividade, verificouse constar do Aviso de Recebimento (AR) que a data da ciência da decisão prolatada no Acórdão nº 16 31.376, deuse em 15/06/11(quartafeira), bem como que a data de protocolo desse recurso ocorreu em 22/07/11(sextafeira), consoante assinala o carimbo da repartição preparadora CAC/LUZ, da DERAT/SP. Um dos pressupostos processuais de admissibilidade do recurso voluntário a ser preenchido é a tempestividade, sob o risco de ocorrência de preclusão, o que se afere mediante a verificação do transcurso do lapso temporal ocorrido entre a data de ciência da decisão que se pretende recorrer e a data de protocolo do apelo na repartição fiscal preparadora. Neste sentido o artigo 33 do Decreto nº 70.235/72, assim dispõe: “Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão”. Por sua vez o caput e o parágrafo único do art. 5º do mesmo diploma legal estabelecem que os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento, e que só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deve ser praticado o ato. De igual modo seguem as normas estabelecidas no caput e no parágrafo único do artigo 210 da Lei nº 5.172/66 (CTN). Ao se proceder à contagem do prazo processual com vista à verificação da ocorrência da tempestividade, de acordo com as normas retrocitadas, verificouse que o dia Fl. 189DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/07/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 07/07/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Processo nº 10880.915288/200870 Acórdão n.º 3803003.965 S3TE03 Fl. 7 5 15/06/11foi uma quartafeira e que o início da contagem do trintídio processual deuse no dia 16/06/11, sendo o seu vencimento no dia 15/07/11, uma sextafeira. É certo que a interposição do recurso na CAC/LUZ da DERAT/SPO somente ocorreu em 22/07/11(sextafeira), portanto em data posterior àquela correspondente ao exaurimento do prazo previsto em lei, resta caracterizada a perda da faculdade processual pelo não exercício do direito subjetivo da contribuinte no prazo legal, o que impede o conhecimento do recurso, em face da ocorrência de preclusão temporal. São precedentes: Acórdão nº 20403247 (Processo 13811003491200137), Acórdão nº 20403244 (Processo 13811002631200150), Acórdão nº 10515455 (Processo 13603002153200486). Ante todo o exposto deixo de conhecer do recurso voluntário interposto. É como voto. Sala de Sessões, em 28 de fevereiro de 2013. (assinado digitalmente) JORGE VICTOR RODRIGUES – Relator Fl. 190DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/07/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 07/07/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA
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Numero do processo: 10930.901639/2008-22
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 11 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Oct 21 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1802-000.327
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Souza - Presidente.
(assinado digitalmente)
Gustavo Junqueira Carneiro Leão - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marco Antonio Nunes Castilho, Marciel Eder Costa, José de Oliveira Ferraz Correa e Nelso Kichel.
Relatório
Nome do relator: GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Souza Presidente. (assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marco Antonio Nunes Castilho, Marciel Eder Costa, José de Oliveira Ferraz Correa e Nelso Kichel. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 30 .9 01 63 9/ 20 08 -2 2 Fl. 210DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 20/10/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10930.901639/200822 Resolução nº 1802000.327 S1TE02 Fl. 3 2 Relatório Tratase de recurso voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Curitiba/PR, que manteve a negativa de homologação em relação a declaração de compensação apresentada pela Contribuinte, nos mesmos termos que já havia decidido anteriormente a Delegacia de origem. Os fatos que deram origem ao presente processo estão assim descritos no relatório da decisão recorrida, Acórdão nº 0629.164, às fls. 105/106: Este processo trata do despacho decisório n° de rastreamento 783765635 (fls. 12), que não homologou a compensação declarada no PER/DCOMP nº 14644.01294.260204.1.3.028290 (fls. 0105), por não ter sido possível confirmar a apuração do crédito, uma vez que o valor do saldo negativo informado na DIPJ não corresponde ao valor do saldo negativo informado no PER/DCOMP. A contribuinte foi cientificada do despacho decisório em 03/09/2008 (fls. 13), e apresentou tempestivamente, em 17/09/2008, a manifestação de inconformidade de fls. 14, requerendo seu cancelamento pelo motivo declinado nos seguintes termos: “01 O débito apurado tratase do valor por lapso no preenchimento não informado na ficha 12 A linha 19, o valor do saldo negativo R$ 4.797,83 (negativo), e o mesmo foi retificado em 24/09/2007 02 Juntamente anexamos os darfs pagos em 28/11/2003 RS 4.103,17, 30/12/2003 R$ 6.940,60; 03 As cópias dos comprovantes dos fatos acima mencionados seguem em anexo a este requerimento.” Foram anexados os documentos de fls. 15103.” Como mencionado, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento Curitiba/PR manteve a negativa em relação à compensação, expressando suas conclusões com a seguinte ementa: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2003 INCONSISTÊNCIA DE INFORMAÇÕES IMPRESCINDÍVEIS. Não se reconhece o direito creditório, quando o contribuinte, mesmo intimado, deixa de retificar informações inconsistentes imprescindíveis à análise do direito pleiteado. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Fl. 211DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 20/10/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10930.901639/200822 Resolução nº 1802000.327 S1TE02 Fl. 4 3 O voto que orientou a decisão de primeira instância administrativa apresenta os seguintes fundamentos: “Mirando o despacho decisório (fls. 12), constato que o motivo da não homologação foi a impossibilidade de confirmar a apuração do crédito, devido à divergência entre o valor do saldo negativo informado no PER/DCOMP, que é R$ 8.692,08, e o valor informado na DIPJ, que foi R$ 4.797,83. Contudo, em sua pouco compreensível manifestação de inconformidade, a contribuinte se limita a informar que retificou sua DIPJ, inserindo o valor de R$ 4.797,83 ou seja, o exato valor que causou a não homologação. Não alcanço o sentido da alegação. Aliás, conforme se vê às fls. 11, em 10/03/2008 a contribuinte foi alertada, por meio do Termo de Intimação reproduzido às fls. 10, nos seguintes termos limitados ao que aqui interessa diretamente: "O valor do saldo negativo informado no PER/DCOMP é diferente do apurado na DIPJ. (...) DIPJ: Valor do Saldo Negativo R$ 4.797,83 PER/DCOMP: Valor do Saldo Negativo RS 8.692,08 (...) Solicitase retificar a DIPJ correspondente ou apresentar PER/DCOMP retificador indicando corretamente o valor do saldo negativo apurado no período (...). Fica o sujeito passivo acima identificado INTIMADO a sanar a(s) irregularidade(s) apontada(s) no quadro 4, no prazo de 20 dias contados da ciência desta Intimação. Não sanada(s) a(s) irregularidade(s) apontada(s) no prazo estipulado, o PER/DCOMP em análise poderá ser indeferido/não homologado.” (Grifei). O que se constata, portanto, é que a contribuinte fora alertada da discrepância e intimada a sanála, tendo sido advertida de que a conseqüência seria a não homologação da compensação. O que ocorreu foi que a contribuinte, mesmo em face de tal advertência, não promoveu a devida retificação em qualquer dos documentos, tendente a conciliar o valor dos saldos negativos neles informados. Assim agindo, a contribuinte inviabilizou que a Administração confirmasse a apuração do seu crédito. Correto, portanto, o despacho decisório que não homologou a compensação declarada. Inconformada com essa decisão, da qual tomou ciência em 18/05/2011 (fls. 110), a Contribuinte apresentou recurso voluntário em 14/06/2011, onde desenvolve os argumentos descritos abaixo: Fl. 212DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 20/10/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10930.901639/200822 Resolução nº 1802000.327 S1TE02 Fl. 5 4 a) o valor solicitado no PER/DCOMP incorre em R$ 29.821,34, conforme se demonstra na planilha anexa, devidamente acompanhada dos DARF recolhidos neste montante; b) o valor compensado, como também se infere pela planilha juntada, atinge R$ 25.927,07; c) fica demonstrando que ainda remanesce um saldo a compensar de R$ 3.894,27; d) a soma do valor remanescente de R$ 3.894,27 com o valor informado na Ficha 12, linha 19 do DIPJ R$ 4.797,83, resultará em R$ 8.692,10, exatamente o que foi declarado no PERD/COMP, demonstrando perfeitamente a apuração do crédito; e) por todo o exposto, e fundamentado na demonstração incontestável do direito creditório, a Contribuinte requer a total procedência do presente recurso, homologandose a compensação declarada no PER/DCOMP 14644.01294.260204.1.3.028290. É o relatório. Fl. 213DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 20/10/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10930.901639/200822 Resolução nº 1802000.327 S1TE02 Fl. 6 5 Voto Conselheiro Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Relator. O Recurso é tempestivo, portanto dele tomo conhecimento. A Contribuinte questiona decisão que não homologou declaração de compensação por ela apresentada em 26/02/2004, na qual utilizou um alegado crédito proveniente de saldo negativo de IRPJ no anocalendário de 2003, no valor de R$ 8.499,15. A DIPJ original não indicava a apuração de saldo negativo. Em razão disso, a Contribuinte foi intimada a retificar a DIPJ ou apresentar PER/DCOMP retificador, conforme termos de intimação às fls. 06 e 08. Na seqüência, a Contribuinte retificou sua DIPJ, fazenda nela constar a apuração de saldo negativo de IRPJ no valor de R$ 4.787,93. Foi expedido, então, um novo termo de intimação, às fls. 10, onde se consignou que o valor do saldo negativo informado no PER/DCOMP (R$ 8.692,08) era diferente do apurado na DIPJ (R$ 4.787,83), e que a Contribuinte deveria retificar a DIPJ ou apresentar PER/DCOMP retificador “indicando corretamente o valor do saldo negativo apurado no período e, se for o caso, corrigindo o detalhamento do crédito utilizado na sua composição”. Posteriormente, a Delegacia de origem emitiu o Despacho Decisório nº 783765635, às fls. 12, negando a homologação da compensação em razão da diferença entre PER/DCOMP e DIPJ, relativamente ao valor do saldo negativo, conforme acima mencionado. E essa decisão foi mantida pela Delegacia de Julgamento. Penso que a Delegacia de origem poderia ter aprofundado a análise sobre a existência de indébito de IRPJ no ano de 2003, ainda que seu valor fosse menor do que o informado no PER/DCOMP. O fato de a Contribuinte pleitear um valor maior do que efetivamente poderia ter direito não é motivo para inviabilizar todo o seu pleito. Aliás, é bastante comum o reconhecimento apenas parcial de valores reivindicados como indébito a ser restituído ou compensado. A diferença de valor entre PER/DCOMP e DIPJ não tem o condão de prejudicar por completo o exame da existência do crédito, até porque o art. 165 do Código Tributário Nacional CTN não condiciona o direito à restituição de indébito, fundado em pagamento indevido ou a maior, a requisitos meramente formais. O que realmente interessa é verificar se houve ou não pagamento indevido ou a maior de um determinado tributo em um determinado período de apuração. Nesse caso, a própria DIPJ retificadora (fls. 20 a 80), aceita pela Administração Tributária (conforme tela de consulta às fls. 19), indicava que as estimativas de IRPJ tinham superado o valor devido ao final do ano, resultando em saldo negativo. Fl. 214DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 20/10/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10930.901639/200822 Resolução nº 1802000.327 S1TE02 Fl. 7 6 Nessa fase recursal, a Contribuinte trouxe melhores esclarecimentos sobre a divergência entre os valores da DIPJ e do PER/DCOMP. A planilha apresentada juntamente com o recurso voluntário, às fls. 140/141, evidencia que o que ela pretende é agregar parcela remanescente do saldo negativo de 2002, ao saldo negativo de 2003. Mas isso não é possível, porque um saldo negativo só é “transferido” de um período para outro, ou melhor, só é levado para a frente, renovandose no tempo, na medida em que contribua para a formação de saldos negativos em períodos subseqüentes, o que se dá pela sua utilização na quitação de estimativas mensais destes outros períodos, via procedimento de compensação (é o que parece ter acontecido com a maior parte do saldo negativo de 2002). Se a compensação não é realizada pelo Contribuinte, não há como reconhecer um saldo negativo inexistente em um determinado período por haver saldo negativo de outro período que não foi aproveitado em tempo hábil. Está bastante claro que o PER/DCOMP deste processo tem como objeto o saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2003, pelo que o exame do direito creditório deve se ater a esse período. Embora a DIPJ indique a apuração de saldo negativo de IRPJ para o ano de 2003, ainda não é possível atestar a certeza e liquidez deste crédito, uma vez que parte das estimativas de 2003 foi quitada mediante compensação (por outros PER/DCOMP), conforme indicado na planilha de fls. 140/141. O julgamento do presente processo demanda uma instrução complementar. É necessário que os autos sejam encaminhados à Delegacia de origem (DRF Londrina/PR), para que aquela unidade: 1) verifique e informe: a base de cálculo e a respectiva IRPJ devida no anocalendário de 2003; o valor das estimativas recolhidas em DARF referentes a 2003; a condição das estimativas de 2003 que teriam sido quitadas por meio de outros PER/COMP, conforme indicado na planilhas de fls. 140/141; 2) apresente relatório circunstanciado esclarecendo se há saldo negativo de IRPJ em 2003 a ser restituído/compensado, e qual o seu valor; 3) cientifique a Contribuinte deste relatório, para que ela possa se manifestar no prazo legal. Fl. 215DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 20/10/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10930.901639/200822 Resolução nº 1802000.327 S1TE02 Fl. 8 7 Por tudo que foi exposto, voto pela conversão do julgamento em diligência, conforme proposto. (documento assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão Fl. 216DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 20/10/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 10665.001860/2010-81
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Oct 14 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2803-000.205
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, : por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência para que seja solicitada: a) à Secretaria da 3a. Câmara da 2ª Sessão de Julgamento do CARF/MF que junte a petição protocolizada no dia 17.04.2013 pela contribuinte; b) para depois, à autoridade preparadora para que a contribuinte seja intimada a manifestar-se no prazo de 30(trinta) dias, sobre a juntada da cópia integral do acórdão nº 02-42.124(PAT nº 10665.001732/2010-37) e informações fiscal, para, somente assim, retornem os autos a julgamento.
(Assinado Digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
(Assinado Digitalmente)
Gustavo Vettorato - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato (vice-presidente), Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior.
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
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Acordam os membros do colegiado, : por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência para que seja solicitada: a) à Secretaria da 3a. Câmara da 2ª Sessão de Julgamento do CARF/MF que junte a petição protocolizada no dia 17.04.2013 pela contribuinte; b) para depois, à autoridade preparadora para que a contribuinte seja intimada a manifestarse no prazo de 30(trinta) dias, sobre a juntada da cópia integral do acórdão nº 02 42.124(PAT nº 10665.001732/201037) e informações fiscal, para, somente assim, retornem os autos a julgamento. (Assinado Digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato (vicepresidente), Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 06 65 .0 01 86 0/ 20 10 -8 1 Fl. 170DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/10/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/10/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 12/10/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10665.001860/201081 Resolução nº 2803000.205 S2TE03 Fl. 171 2 RELATÓRIO Tratase de Recurso Voluntário que busca a revisão do acórdão proferido na instância a quo, este que manteve os créditos tributários constituídos pelo auto de infração lavrado para o lançamento de sanção por informar incorretamente contribuições previdenciárias em Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP, desconsiderando diferenças contribuições previdenciárias indevidamente apuradas 11/2005 a 06/2007, como se fosse optante pelo SIMPLES Federal e, de 07/2007 a 12/2008, como se fosse optante pelo SIMPLES Nacional. Sendo que a contribuinte fora excluída do SIMPLES Federal e Nacional foi publicada nos Atos Declaratórios Executivos –ADE nº 65/2010 e nº 66/2010. Em recurso voluntário, argüiu a ilegalidade da exclusão e do lançamento, bem como requereu a suspensão da exigibilidade dos créditos enquanto aguardase a decisão quanto à manifestação de inconformidade aos Atos Declaratórios Executivos –ADE nº 65/2010 e nº 66/2010, protocolizada sob o n. (processos nº 10665.001732/201037 e 10665.001729/2010 13). Os autos vieram ao presente Relator, o qual colocou os autos em pauta para julgamento desta Turma Especial. Contudo no dia 14.06.2013, recebeu da Secretaria da 3a. Câmara da 2a. Seção de Julgamento do CARF o comunicado de que a Recorrente protocolara em 17.04.2013 petição informando que em recente decisão proferida pela 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Belo Horizonte/MG (acórdão nº 0242.124, prolatado no processo nº 10665.001732/201037), restou acolhida a manifestação de inconformidade apresentada pela empresa contra o Ato Declaratório Executivo nº 66, de 08 de novembro de 2010, expedido pelo Chefe da Seção de Orientação e Análise Tributária (SAORT) da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Divinópolis/MG, que a excluía do SIMPLES. Tal petição ainda não fora juntada nos autos do presente processo. O julgamento foi convertido em diligência pela Resolução n. 2803000.167 para que à Secretaria da 3a. Câmara da 2ª Sessão de Julgamento do CARF/MF que juntasse a petição protocolizada no dia 17.04.2013 pela contribuinte; e para depois, à autoridade preparadora cópia integral do acórdão nº 0242.124, prolatado no processo nº 10665.001732/201037, pela 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Belo Horizonte/MG, bem como para que informe o andamento processual do mesmo processo e quanto ao trânsito em julgado da decisão. Após o cumprimento da solicitação, que a contribuinte seja intimada a manifestarse no prazo de 30(trinta) dias, assim, retornando os autos para apreciação desta Turma Especial. A Secretaria da 3ª Câmara da 2ª Sessão de Julgamento, não se manifestou quanto à petição, nem a juntou, enviando os autos à autoridade preparadora que juntou o referido acórdão nº 0242.124, e informou sobre o seu trânsito em julgado. Devolvendo estes autos para a este relator, em a contribuinte ter sido intimada para se manifestar. É o relatório. Fl. 171DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/10/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/10/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 12/10/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10665.001860/201081 Resolução nº 2803000.205 S2TE03 Fl. 172 3 Voto Como a Secretaria e autoridade preparadora não cumpriram integralmente o solicitado na Resolução n. 2803000.167, para evitar prejuízos à contribuinte bem como ao devido processo legal, devem os autos retornar à diligência para seu integral cumprimento. Isso posto, voto por converter o presente julgamento em diligência, para que seja solicitada: a) à Secretaria da 3a. Câmara da 2ª Sessão de Julgamento do CARF/MF que junte a petição protocolizada no dia 17.04.2013 pela contribuinte; b) para depois, à autoridade preparadora para que a contribuinte seja intimada a manifestarse no prazo de 30(trinta) dias, sobre a juntada da cópia integral do acórdão nº 02 42.124(PAT nº 10665.001732/201037) e informações fiscal, para, somente assim, retornem os autos à julgamento. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato Relator Fl. 172DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/10/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/10/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 12/10/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 12269.002114/2010-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jul 30 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/10/2005 a 31/10/2005
CONSTRUÇÃO CIVIL. AFERIÇÃO INDIRETA. CRITÉRIO CUB.
A deficiência na escrituração contábil e a falta de prova regular e formalizada do montante dos salários pagos pela execução de obra de construção civil consubstanciam-se motivos justos, suficientes e determinantes para a apuração, por aferição indireta, com base na área construída e no padrão da obra, da remuneração da mão-de-obra empregada na execução de obra de construção civil, mediante a utilização das tabelas do Custo Unitário Básico - CUB, divulgadas mensalmente pelos Sindicatos da Indústria da Construção Civil - SINDUSCON, cabendo ao sujeito passivo o ônus da prova em contrário.
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. CONSTRUÇÃO CIVIL. AFERIÇÃO INDIRETA. COMPETÊNCIA DE OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR.
No cálculo da área regularizada e do montante das contribuições devidas, será considerada como competência de ocorrência do fato gerador o mês da emissão do Aviso de Regularização de Obra - ARO. Em consequência, no que se refere a obra de construção civil, consideram-se devidas as contribuições indiretamente aferidas e exigidas na competência de emissão do ARO, a teor do §2º do art. 431 c.c. §3º, I do art. 435 ambos da IN SRP nº 3/2005.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2302-002.599
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Liége Lacroix Thomasi Presidente Substituta.
Arlindo da Costa e Silva - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente Substituta de Turma), Leonardo Henrique Pires Lopes (Vice-presidente de turma), André Luís Mársico Lombardi, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Bianca Delgado Pinheiro e Arlindo da Costa e Silva.
Nome do relator: ARLINDO DA COSTA E SILVA
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/10/2005 a 31/10/2005 CONSTRUÇÃO CIVIL. AFERIÇÃO INDIRETA. CRITÉRIO CUB. A deficiência na escrituração contábil e a falta de prova regular e formalizada do montante dos salários pagos pela execução de obra de construção civil consubstanciam-se motivos justos, suficientes e determinantes para a apuração, por aferição indireta, com base na área construída e no padrão da obra, da remuneração da mão-de-obra empregada na execução de obra de construção civil, mediante a utilização das tabelas do Custo Unitário Básico - CUB, divulgadas mensalmente pelos Sindicatos da Indústria da Construção Civil - SINDUSCON, cabendo ao sujeito passivo o ônus da prova em contrário. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. CONSTRUÇÃO CIVIL. AFERIÇÃO INDIRETA. COMPETÊNCIA DE OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR. No cálculo da área regularizada e do montante das contribuições devidas, será considerada como competência de ocorrência do fato gerador o mês da emissão do Aviso de Regularização de Obra - ARO. Em consequência, no que se refere a obra de construção civil, consideram-se devidas as contribuições indiretamente aferidas e exigidas na competência de emissão do ARO, a teor do §2º do art. 431 c.c. §3º, I do art. 435 ambos da IN SRP nº 3/2005. Recurso Voluntário Negado
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AFERIÇÃO INDIRETA. CRITÉRIO CUB. A deficiência na escrituração contábil e a falta de prova regular e formalizada do montante dos salários pagos pela execução de obra de construção civil consubstanciamse motivos justos, suficientes e determinantes para a apuração, por aferição indireta, com base na área construída e no padrão da obra, da remuneração da mãodeobra empregada na execução de obra de construção civil, mediante a utilização das tabelas do Custo Unitário Básico CUB, divulgadas mensalmente pelos Sindicatos da Indústria da Construção Civil SINDUSCON, cabendo ao sujeito passivo o ônus da prova em contrário. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. CONSTRUÇÃO CIVIL. AFERIÇÃO INDIRETA. COMPETÊNCIA DE OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR. No cálculo da área regularizada e do montante das contribuições devidas, será considerada como competência de ocorrência do fato gerador o mês da emissão do Aviso de Regularização de Obra ARO. Em consequência, no que se refere a obra de construção civil, consideramse devidas as contribuições indiretamente aferidas e exigidas na competência de emissão do ARO, a teor do §2º do art. 431 c.c. §3º, I do art. 435 ambos da IN SRP nº 3/2005. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 26 9. 00 21 14 /2 01 0- 11 Fl. 79DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 25/07/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 2 Liége Lacroix Thomasi – Presidente Substituta. Arlindo da Costa e Silva Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente Substituta de Turma), Leonardo Henrique Pires Lopes (Vicepresidente de turma), André Luís Mársico Lombardi, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Bianca Delgado Pinheiro e Arlindo da Costa e Silva. Relatório Período de apuração: 01/10/2005 a 31/10/2005 Data da lavratura do AIOP: 31/08/2010. Data da Ciência do AIOP: 06/09/2010. Tratase de Recurso Voluntário interposto em face de Decisão Administrativa de 1ª Instância proferida pela DRJ em Porto Alegre/RS que julgou improcedente a impugnação oferecida pelo sujeito passivo do crédito tributário lançado por intermédio do Auto de Infração nº 37.299.1513, consistente em contribuições sociais previdenciárias a cargo dos segurados empregados trabalhadores da obra de construção civil , destinadas ao custeio da Seguridade Social, incidentes seus respectivos Salários de Contribuição, cuja base de cálculo houvese por apurada mediante aferição indireta, pelo Custo Unitário Básico, conforme descrito no Relatório Fiscal a fls. 10/12. Informa a Autoridade Lançadora que, em 21/09/1995, o Contribuinte, pessoa física, efetuou, perante o Instituto Nacional do Seguro Social INSS, a matrícula de obra de construção civil de sua responsabilidade, no qual informa o acréscimo da área de 84,45 m2. Enquadrase nos seguintes códigos fiscais Natureza Jurídica 4065 "CONSTRUÇÃO CIVIL PESSOA FÍSICA •"; CNAE FISCAL 4399103 "OBRAS DE ALVENARIA"; CNAE 45217 " EDIFICAÇÕES (RESIDENCIAIS, INDUSTRIAIS, COMERCIAIS E DE SERVIÇOS) INCLUSIVE AMPLIAÇÃO E REFORMAS COMPLETAS ". Em 14/10/2005, a Delegacia da Receita Federal do Brasil Previdenciária em Porto Alegre expediu a Carta RFBP/PF/n° 1228/2005 comunicando a emissão de ofício do Aviso de Regularização de Obra ARO e disponibilizando prazo para comprovação do recolhimento do crédito previdenciário devido ou para apresentação de contestação por escrito acompanhada de documentos comprobatórios. Em 03/11/2005, o Contribuinte peticionou perante o Instituto Nacional do Seguro Social INSS, declarando não ser o proprietário do imóvel e requerendo a concessão de prazo de 10 (dez) dias para juntada de documentos comprobatórios. Entretanto, não apresentou tal documentação. Submetido à ação fiscal, o Contribuinte foi intimado mediante Termo de Início de Procedimento Fiscal e Termo de Intimação Fiscal n° 1, a apresentar uma série de Fl. 80DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 25/07/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 12269.002114/201011 Acórdão n.º 2302002.599 S2C3T2 Fl. 80 3 documentos. Da mesma forma, também não se pronunciou quanto à intimação lavrada pela auditoria fiscal. Inexistindo comprovação de contratação da obra em tela, bem como a prestação de informações relativas à obra e a prova do recolhimento das contribuições previdenciárias devidas, procedeuse ao arbitramento da remuneração da mãodeobra, consoante disposto no §4º do art. 33 da Lei n° 8.212/91. Aviso de Regularização de Obra a fl. 21. Para a apuração do valor da mãodeobra empregada na execução de obra de construção civil em relevo, utilizouse as tabelas do Custo Unitário Básico CUB, divulgadas mensalmente pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil – SINDUSCON. O enquadramento da obra de construção civil foi realizado de acordo com a destinação do imóvel, o número de pavimentos, o padrão e o tipo da obra, nos termos da legislação tributária de regência. Irresignada com o supracitado lançamento tributário, a notificada apresentou impugnação administrativa a fls. 36/39. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Porto Alegre/RS lavrou decisão administrativa textualizada no Acórdão 1034.548 – 7ª Turma da DRJ/POA, a fls. 56/63, julgando procedente o lançamento fiscal em debate, e mantendo o crédito tributário em sua integralidade. O sujeito passivo houvese por cientificado da decisão de 1ª Instância no dia 14/11/2011, conforme Avisos de Recebimento a fl. 67. Discordando da decisão proferida pelo Órgão Julgador de 1ª Instância, o Notificado interpôs Recurso Voluntário a fls. 68/72, respaldando seu inconformismo nos termos que se vos seguem: · Que a obra foi realizada no ano de 1994 e, por tal razão, já se operou a decadência; · Que, havendo prova cabal dando conta de que efetivamente a obra que originou a cobrança iniciouse antes da data de 21/09/1995 e, pretendendo o Fisco a desconsideração do documento de fls. 12, é de ser invertido o ônus probatório. Ao fim, requer o reconhecimento da decadência arguida e a inexigibilidade das multas lançadas. Relatados sumariamente os fatos relevantes. Voto Fl. 81DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 25/07/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 4 Conselheiro Arlindo da Costa e Silva, Relator. 1. DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE 1.1. DA TEMPESTIVIDADE O sujeito passivo foi válida e eficazmente cientificado da decisão recorrida no dia 14/11/2011. Havendo sido o recurso voluntário protocolado no dia 11 de novembro do mesmo ano, há que se reconhecer a tempestividade do recurso interposto. Presentes os demais requisitos de admissibilidade do recurso, dele conheço. Ante a inexistência de questões preliminares, passamos ao exame do mérito. 2. DO MÉRITO Cumpre de plano assentar que não serão objeto de apreciação por este Colegiado as matérias não expressamente impugnadas pelo Recorrente, as quais serão consideradas como verdadeiras, assim como as matérias já decididas pelo Órgão Julgador de 1ª Instância não expressamente contestadas pelo sujeito passivo em seu instrumento de Recurso Voluntário, as quais se presumirão como anuídas pela Parte. Também não serão objeto de apreciação por esta Corte Administrativa as matérias substancialmente alheias ao vertente lançamento, eis que, em seu louvor, no processo de que ora se cuida, não se houve por instaurado qualquer litígio a ser dirimido por este Conselho. 2.1. DA AFERIÇÃO INDIRETA Alega o Recorrente que a obra foi realizada no ano de 1994 e, por tal razão, na data da formalização do presente lançamento, já havia se operado a decadência do direito da Fazenda Pública de constituir o crédito tributário em debate. Acrescenta que, havendo prova cabal dando conta de que efetivamente a obra que originou a cobrança iniciouse antes da data de 21/09/1995 e, pretendendo o Fisco a desconsideração do documento de fls. 12, é de ser invertido o ônus probatório. Tais alegações, todavia, não merecem o abrigo pretendido. O Recorrente elegeu, como prova única de suas alegações, o Certificado de Matrícula e Alterações – CMA, a fl. 17, datado de 21/09/1995, mediante o qual o contribuinte a matrícula de obra da obra de Construção Civil em realce. Ora ... Cordão não quer dizer pescoço. Fl. 82DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 25/07/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 12269.002114/201011 Acórdão n.º 2302002.599 S2C3T2 Fl. 81 5 O mero fato de a matrícula da obra ter sido efetuada em 21/09/1995 não implica, necessariamente, que a obra tenha se iniciado nessa data, tampouco tenha sido concluída em período já alcançado pela decadência tributária. Cumpre destacar que em 14/10/2005, a Delegacia da Receita Federal do Brasil Previdenciária em Porto Alegre expediu a Carta RFBP/PF/n° 1228/2005 comunicando a emissão de ofício do Aviso de Regularização de Obra – ARO, a fl. 21, e disponibilizando prazo para comprovação do recolhimento do crédito previdenciário devido ou para apresentação de contestação por escrito acompanhada de documentos comprobatórios, tais como projetos arquitetônicos, certidão de lançamento do imóvel expedida pela Prefeitura Municipal, declaração de engenheiro responsável sobre percentual de conclusão da obra. A referida carta foi encaminhada via postal mediante Aviso de Recebimento – AR, tendo sido recebida pelo Contribuinte em 24/10/2005. Na sequência, em 03/11/2005, o Contribuinte peticionou perante o Instituto Nacional do Seguro Social INSS, declarando não ser o proprietário do imóvel e requerendo a concessão de prazo de 10 (dez) dias para juntada de documentos comprobatórios. Entretanto, não apresentou tal documentação. Submetido à ação fiscal, o Contribuinte foi intimado mediante Termo de Início de Procedimento Fiscal e Termo de Intimação Fiscal n° 1, a apresentar alvará de concessão de licença para construção, projeto aprovado pela Prefeitura Municipal, Anotação de Responsabilidade Técnica – ART do engenheiro responsável pela obra, habitese ou certidão da Prefeitura Municipal, e Guias de Recolhimento da Previdência Social comprobatórias do recolhimento das contribuições previdenciárias referentes à obra em apreço. Da mesma forma, nenhum desses documentos foi apresentado, tampouco se pronunciou o Recorrente quanto à intimação lavrada pela auditoria fiscal. Nesse contexto, inexistindo comprovação de contratação da obra em tela, bem como a prestação de informações relativas à obra e a prova do recolhimento das contribuições previdenciárias devidas, procedeuse ao arbitramento da remuneração da mão deobra, consoante disposto no §4º do art. 33 da Lei n° 8.212/91, invertendose em desfavor do proprietário, dono da obra, condômino da unidade imobiliária ou empresa corresponsável o ônus da prova em sentido contrário. Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 Art. 33. Ao Instituto Nacional do Seguro Social – INSS compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas ‘a’, ‘b’ e ‘c’ do parágrafo único do art. 11, bem como as contribuições incidentes a título de substituição; e à Secretaria da Receita Federal – SRF compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas ‘d’ e ‘e’ do parágrafo único do art. 11, cabendo a ambos os órgãos, na esfera de sua competência, promover a respectiva cobrança e aplicar as sanções previstas legalmente. (Redação dada pela Lei nº 10.256/2001). §1º É prerrogativa do Instituto Nacional do Seguro SocialINSS e do Departamento da Receita FederalDRF o exame da contabilidade da empresa, não prevalecendo para esse efeito o disposto nos arts. 17 e 18 do Código Comercial, ficando Fl. 83DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 25/07/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 6 obrigados a empresa e o segurado a prestar todos os esclarecimentos e informações solicitados. §2º A empresa, o servidor de órgãos públicos da administração direta e indireta, o segurado da Previdência Social, o serventuário da Justiça, o síndico ou seu representante, o comissário e o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas nesta Lei. §3º Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Instituto Nacional do Seguro SocialINSS e o Departamento da Receita Federal DRF podem, sem prejuízo da penalidade cabível, inscrever de ofício importância que reputarem devida, cabendo à empresa ou ao segurado o ônus da prova em contrário. §4º Na falta de prova regular e formalizada, o montante dos salários pagos pela execução de obra de construção civil pode ser obtido mediante cálculo da mãodeobra empregada, proporcional à área construída e ao padrão de execução da obra, cabendo ao proprietário, dono da obra, condômino da unidade imobiliária ou empresa corresponsável o ônus da prova em contrário. Revelase improcedente, portanto, a alegação esposada e exortada pelo Recorrente, sem qualquer comprometimento a substancialidade dos fatos, muito menos com o ordenamento jurídico, de que “havendo prova cabal dando conta de que efetivamente a obra que originou a cobrança iniciouse antes da data de 21/09/1995 e, pretendendo o Fisco a desconsideração do documento de fls. 12, é de ser invertido o ônus probatório”. Conforme já alertado alhures, o simples fato de o Certificado de Matrícula e Alterações – CMA ter sido preenchido em 21/09/1995 não implica, necessariamente, que a obra tenha se iniciado nessa data, tampouco que ela tenha sido concluída em período alcançado pela decadência tributária. Que “prova cabal” é essa? Tal documento somente demonstra que a matrícula da obra houvese por realizada em 21/09/1995. Mais nada !!!! Também não houve desconsideração de tal documento. As informações nele assentadas dão conta de que a matrícula da obra foi realizada em 21/09/1995. Mas a Legislação Tributária não se contenta com a data da matrícula da obra para a fixação do dies a quo do prazo decadencial. Ela exige provas mais contundentes. Assentamentos expressos em documentos adrede, tais como aqueles exigidos pela Fiscalização no Termo de Intimação Fiscal nº 1, a fl. 15, os quais não foram apresentados pelo Recorrente. Aditese que a inversão do ônus da prova em desfavor do Sujeito Passivo decorre ex lege, não possuindo o mero desejo subjetivo do Recorrente força jurídica suficiente para subjugar a vontade da lei. O contrário sim! Diante de tal cenário, outra alternativa não se abriu à Fiscalização que não a apuração do montante devido, por aferição indireta da base de cálculo, autorizada que estava Fl. 84DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 25/07/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 12269.002114/201011 Acórdão n.º 2302002.599 S2C3T2 Fl. 82 7 pelo permissivo legal encartado no §4º do art. 33 da Lei nº 8.212/91, transferindose para o sujeito passivo o ônus da prova em contrário. Citese por relevante que no procedimento de apuração da matéria tributável por arbitramento, valese a Autoridade Fiscal de outros elementos de sindicância que não aqueles documentos assinalados pela lei como adequados e próprios para o registro lapidado dos fatos geradores de contribuições previdenciárias, tais como as folhas de pagamento, GFIP e os Livros Fiscais. Tais elementos podem ser os mais diversos, como, a título meramente ilustrativo, RPA, notas fiscais, Custo Unitário Básico da construção civil, valor de mercado de utilidades recebidas por segurados, custo de mão de obra empregada em serviços de construção civil, dentre outros. Alguns desses critérios de aferição indireta a serem empregados pela Fiscalização, nas hipóteses autorizadas pela lei, como é o presente caso, encontramse positivados na legislação previdenciária, ostentando natureza meramente procedimental interna, não interferindo, de maneira alguma, extra muros, eis que não vinculam nem impõem obrigações, de qualquer espécie, aos contribuintes. A abrangência de seus comandos, advirta se, restringese, tão somente, ao critério de apuração indireta das bases de cálculo de contribuições previdenciárias, nada mais. Em outros casos, a fiscalização tem que buscar outros parâmetros de aferição os mais diversos imagináveis, de molde a construir hipoteticamente o arcabouço substancial da matéria tributável, tendo por alicerce, muita vez, o principio da razoabilidade. Usualmente, valese a fiscalização de um critério de analogia da empresa fiscalizada com as demais empresas atuantes no mesmo ramo e que se encontram em situações similares. Muitas outras ocasiões, tem a autoridade fiscal que extrair de outras fontes de informações, tais como previsões contratuais, o montante da base de cálculo do tributo, para determinar o montante devido. Realmente, o caminho trilhado nos procedimentos fiscais de apuração da base de cálculo tributária por aferição indireta é deveras árduo e hostil, tanto para os agentes do Fisco, que se veem obrigados a dimensionar a matéria tributável a partir de documentos e conjecturas que não aqueles originariamente idealizados pela Legislação Tributária, assim como para o Contribuinte, que passa a arcar com o ônus da contradita eficaz ao lançamento, a qual tem que ser sustentada em pilares documentais idôneos, legítimos e indubitáveis. Não por outra razão o ordenamento jurídico determina que um imenso número de operações regularmente realizadas no cotidiano da sociedade sejam devidamente registradas em documentos oficiais públicos e/ou privados, concebidos e formatados adrede, em conteúdo e forma pela legislação pertinente, os quais possuem, dentre outras funções o poder de se apresentarem como meios de prova dos atos jurídicos praticados pelos sujeitos da relação a que se referem. Tais documentos devem ser mantidos sob a responsabilidade e guarda do interessado, pelo menos enquanto não restarem adimplidas todas as obrigações decorrentes das atividades a eles associadas. Descuidouse, neste particular, o Recorrente, que não disponibilizou à Fiscalização os documentos que lhe foram solicitados mediante termos próprios Projetos Fl. 85DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 25/07/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 8 arquitetônicos, certidão de lançamento do imóvel expedida pela Prefeitura Municipal, declaração de engenheiro responsável sobre percentual de conclusão da obra, alvará de concessão de licença para construção, projeto aprovado pela Prefeitura Municipal, Anotação de Responsabilidade Técnica (ART/CREA) do engenheiro responsável pela obra, Habitese, certidão da Prefeitura Municipal documentos esses que poderiam revelar e comprovar o real período de realização da obra – início e fim , parâmetros tais que permitiriam o exame preciso da incidência ou não do debatido instituto decadência tributária ao caso ora em análise. Mas assim não ocorreu. A omissão perpetrada pelo Recorrente, consistente na não apresentação dos documentos ilustrados exemplificativamente no parágrafo anterior, motivou e obrigou a Fiscalização, com esteio no §4º do art. 33 da Lei nº 8.212/91, a dimensionar, mediante aferição indireta, o montante da base de cálculo das contribuições previdenciárias devidas pelo Sujeito Passivo, transferindo para este, por força de lei, o ônus da prova em contrário, encargo esse que deve, necessariamente, ser cumprido mediante a instrução do processo com meios de prova documental idôneo, por intermédio dos quais reste indubitavelmente demonstrado e comprovado o direito alegado pelo Notificado. No caso em apreciação, tratandose os fatos geradores da remuneração paga a segurados obrigatórios do RGPS, empregados em obra de construção civil, a autoridade fiscal procedeu à apuração do valor da mão de obra utilizada valendose das tabelas do Custo Unitário Básico, conforme determinação expressa assentada nos artigos 429 e 435 da IN SRP nº 3/2005, vigente e eficaz à data de formalização do Aviso de Regularização de Obra. Instrução Normativa SRP nº 3, de 14 de julho de 2005 Art. 429. A aferição indireta da remuneração dos segurados despendida em obra de construção civil sob responsabilidade de pessoa jurídica ou de pessoa física, com base na área construída e no padrão da obra, será efetuada de acordo com os procedimentos estabelecidos no Capítulo IV deste Título. Art. 435. Para a apuração do valor da mãodeobra empregada na execução de obra de construção civil, em se tratando de edificação, serão utilizadas as tabelas do Custo Unitário Básico CUB, divulgadas mensalmente na Internet ou na imprensa de circulação regular, pelos Sindicatos da Indústria da Construção Civil SINDUSCON. §1º Custo Unitário Básico CUB é a parte do custo por metro quadrado da construção do projetopadrão considerado, calculado pelos Sindicatos da Indústria da Construção Civil de acordo com a Norma Técnica nº 12.721, de 2006, da Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT, e é utilizado para a avaliação dos custos de construção das edificações. (Redação dada pela IN SRP nº 24, de 30/03/2007) §2º Serão utilizadas as tabelas do CUB publicadas no mês da apresentação da DISO, referentes ao CUB obtido para o mês anterior. §3º Em relação à obra de construção civil, consideramse devidas as contribuições indiretamente aferidas e exigidas: I na competência de emissão do ARO; II na competência da emissão das notas fiscais, faturas ou recibos de prestação de serviços, quando a aferição indireta se der com base nestes documentos; Fl. 86DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 25/07/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 12269.002114/201011 Acórdão n.º 2302002.599 S2C3T2 Fl. 83 9 III em qualquer competência no prazo de vigência do Mandado de Procedimento Fiscal, quando a apuração se der em AuditoriaFiscal de obra para a qual não houve a emissão do ARO. §4º Serão utilizadas as tabelas do CUB divulgadas pelo SINDUSCON: I da localidade da obra ou, inexistindo estas; II da unidade da Federação onde se situa a obra; III de outra localidade ou de unidade da Federação que apresente características semelhantes às da localidade da obra, caso inexistam as tabelas previstas nos incisos I e II deste parágrafo, a critério da chefia do Serviço/Seção de Arrecadação da DRP circunscricionante da obra. §5º Para obras executadas fora da circunscrição da DRP do estabelecimento centralizador da empresa construtora, serão utilizadas as tabelas divulgadas pelo SINDUSCON ao qual o município a que pertence a obra esteja vinculado ou, inexistindo estas, as tabelas de CUB previstas no inciso II do § 4º deste artigo. A obra objeto do Aviso de Regularização de Obra subsumiuse ao enquadramento no padrão H042QA, conforme consignado no Relatório Fiscal a fl. 11. Tal encargo probatório, todavia, não foi adimplido pelo Contribuinte, que não honrou trazer aos autos um único sequer documento que desse amparo às suas alegações. Nas oportunidades que teve de se manifestar nos autos do processo, o Recorrente quedouse inerte, não produzindo as provas necessárias à elisão do lançamento tributário que ora se edifica. Limitouse a deduzir e contrapor alegações vazias, desprovidas de esteio em indício de prova material, apoiandose única e exclusivamente na fugacidade e efemeridade das palavras, em eloquente exercício de retórica, tão somente, gravitando à distância do núcleo sensível do qual se irradiaram os fundamentos de fato e de direito que forneceram esteio ao lançamento em debate, não logrando assim desincumbirse do encargo que lhe pesava e se lhe mostrava contrário. Optou, a seu risco, por exortar asserções ao vento, as quais se mostraram insuficientes para elidir a imputação que lhe fora infligida pela fiscalização previdenciária. Nesse diapasão, não se mostra suficiente à elisão do lançamento em foco a mera e singela apresentação do Certificado de Matrícula e Alterações – CMA, que apenas demonstra a data em que foi efetuada a matrícula da obra, mas, não, as datas de efetivo início e fim dos trabalhos de execução da obra. Assim, havendo um documento público, consubstanciado em Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD, com presunção de veracidade, não impugnado eficazmente pela parte contrária, o desfecho há de ser em favor desta presunção. 2.2. DA DECADÊNCIA ARGUIDA Fl. 87DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 25/07/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 10 Atentese que, no caso de aferição indireta, o art. 482 da Instrução Normativa MPS/SRP n° 03/2005 atribui ao Sujeito Passivo a responsabilidade pela comprovação do início e/ou do fim da obra em período abrangido pela decadência tributária, elencando, inclusive, os meios de prova documentais hábeis a comprovar tais condições: Instrução Normativa SRP nº 3, de 14 de julho de 2005 Art. 482. O direito de a Previdência Social apurar e constituir seus créditos extinguese após dez anos, contados a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. §1º Cabe ao interessado a comprovação da realização de parte da obra ou da sua total conclusão em período abrangido pela decadência, (grifouse) §2 Servirá para comprovar a realização da obra em período decadencial, e apenas para o mês ou os meses a que se referir, um dos seguintes documentos, contanto que tenha vinculação inequívoca à obra e seja contemporâneo do fato a comprovar: I comprovante de recolhimento de contribuições sociais na matrícula CEI da obra; II notas fiscais de prestação de serviços; III recibos de pagamento a trabalhadores; IV comprovante de ligação de água ou de luz; V notas fiscais de compra de material, nas quais conste o endereço da obra como local de entrega; VI ordem de serviço ou autorização para o início da obra, quando contratada com órgão público; VII alvará de concessão de licença para construção. §3º A comprovação do término da obra em período decadencial darseá com a apresentação de um ou mais dos seguintes documentos: I habitese, Certidão de Conclusão de Obra CCO; II um dos respectivos comprovantes de pagamento de Imposto Predial e Territorial Urbano IPTU, em que conste a área da edificação; III certidão de lançamento tributário contendo o histórico do respectivo IPTU; IV auto de regularização, auto de conclusão, auto de conservação ou certidão expedida pela prefeitura municipal que se reporte ao cadastro imobiliário da época ou registro equivalente, desde que conste o respectivo número no cadastro, lançados em período abrangido pela decadência, em que conste a área construída, passível de verificação pela SRP; V termo de recebimento de obra, no caso de contratação com órgão público, lavrado em período decadencial; VI escritura de, compra e venda do imóvel, em que conste a sua área, lavrada em período decadencial. §4° A comprovação de que trata o §3° deste artigo darseá também com a apresentação de, no mínimo, três dos seguintes documentos: I correspondência bancária para o endereço da edificação, emitida em período decadencial; Fl. 88DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 25/07/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 12269.002114/201011 Acórdão n.º 2302002.599 S2C3T2 Fl. 84 11 II contas de telefone ou de luz, de unidades situadas no último pavimento, emitidas em período decadencial; III declaração de Imposto sobre a Renda comprovadamente entregue em época própria à Secretaria da Receita Federal, relativa ao exercício pertinente a período decadencial, na qual conste a discriminação do imóvel, com endereço e área; IV vistoria do corpo de bombeiros, na qual conste a área do imóvel, expedida em período decadencial; V planta aerofotogramétrica do período abrangido pela decadência, acompanhada de laudo técnico constando a área do imóvel e a respectiva ART no CREA. §5º As cópias dos documentos que comprovam a decadência deverão ser anexadas à DISO. Registrese que os preceitos normativos acima revisitados foram reproduzidos, sem solução de continuidade, no art. 390 da IN RFB nº 971/2009, publicada no DOU em 17/11/2009, vigente à data do lançamento em debate. Instrução Normativa RFB nº 971, de 13 de novembro de 2009 Art. 390. O direito de a RFB apurar e constituir créditos relacionados a obras de construção civil extinguese no prazo decadencial previsto na legislação tributária. §1º Cabe ao interessado a comprovação da realização de parte da obra ou da sua total conclusão em período abrangido pela decadência. §2º Servirá para comprovar o início da obra em período decadencial um dos seguintes documentos, contanto que tenha vinculação inequívoca à obra e seja contemporâneo do fato a comprovar, considerandose como data do início da obra o mês de emissão do documento mais antigo: I comprovante de recolhimento de contribuições sociais na matrícula CEI da obra; II notas fiscais de prestação de serviços; III recibos de pagamento a trabalhadores; IV comprovante de ligação de água ou de luz; V notas fiscais de compra de material, nas quais conste o endereço da obra como local de entrega; VI ordem de serviço ou autorização para o início da obra, quando contratada com órgão público; VII alvará de concessão de licença para construção. §3º A comprovação do término da obra em período decadencial darseá com a apresentação de um ou mais dos seguintes documentos: I habitese, Certidão de Conclusão de Obra (CCO); II um dos respectivos comprovantes de pagamento de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), em que conste a área da edificação; III certidão de lançamento tributário contendo o histórico do respectivo IPTU; Fl. 89DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 25/07/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 12 IV auto de regularização, auto de conclusão, auto de conservação ou certidão expedida pela prefeitura municipal que se reporte ao cadastro imobiliário da época ou registro equivalente, desde que conste o respectivo número no cadastro, lançados em período abrangido pela decadência, em que conste a área construída, passível de verificação pela RFB; V termo de recebimento de obra, no caso de contratação com órgão público, lavrado em período decadencial; VI escritura de compra e venda do imóvel, em que conste a sua área, lavrada em período decadencial; VII contrato de locação com reconhecimento de firma em cartório em data compreendida no período decadencial, onde conste a descrição do imóvel e a área construída. §4º A comprovação de que trata o §3º darseá também com a apresentação de, no mínimo, 3 (três) dos seguintes documentos: I correspondência bancária para o endereço da edificação, emitida em período decadencial; II contas de telefone ou de luz, de unidades situadas no último pavimento, emitidas em período decadencial; III declaração de Imposto sobre a Renda comprovadamente entregue em época própria à RFB, relativa ao exercício pertinente a período decadencial, na qual conste a discriminação do imóvel, com endereço e área; IV vistoria do corpo de bombeiros, na qual conste a área do imóvel, expedida em período decadencial; V planta aerofotogramétrica do período abrangido pela decadência, acompanhada de laudo técnico constando a área do imóvel e a respectiva ART no CREA. §5º As cópias dos documentos que comprovam a decadência deverão ser anexadas à DISO. §6º A falta dos documentos relacionados nos §§ 3º e 4º, poderá ser suprida pela apresentação de documento expedido por órgão oficial ou documento particular registrado em cartório, desde que seja contemporâneo à decadência alegada e nele conste a área do imóvel. Conforme já salientado anteriormente, o Interessado não fez coligir aos autos qualquer dos documentos eleitos pela Legislação Tributária como idôneos para comprovar a ocorrência do início e/ou do fim da obra em período já alcançado pela decadência tributária. Aliás, não apresentou qualquer documento. Ante a inexistência de comprovação do período de realização da obra, há que ser seguida a determinação aviada no §2º do art. 431 c.c. §3º do art. 435 ambos da IN SRP nº 3/2005, que estatuem taxativamente que, no cálculo da área regularizada e do montante das contribuições devidas, será considerada como competência de ocorrência do fato gerador o mês da emissão do Aviso de Regularização de Obra ARO. Em consequência, no que se refere a obra de construção civil, consideramse devidas as contribuições indiretamente aferidas e exigidas na competência de emissão do ARO. Instrução Normativa SRP nº 3, de 14 de julho de 2005 Fl. 90DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 25/07/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 12269.002114/201011 Acórdão n.º 2302002.599 S2C3T2 Fl. 85 13 Art. 431. A partir das informações prestadas na DISO, após a conferência dos dados nela declarados com os documentos apresentados, será expedido pela SRP o ARO, em duas vias, destinado a informar ao responsável pela obra a área regularizada e, se for o caso, o montante das contribuições devidas, tendo a seguinte destinação: (...) §2° No cálculo da área regularizada e do montante das contribuições devidas, se for o caso, será considerada como competência de ocorrência do fato gerador o mês da emissão do ARO, e o valor das contribuições nele informadas deverá ser recolhido até o dia dois do mês subsequente ao da sua emissão, prorrogandose o prazo de recolhimento para o primeiro dia útil seguinte, se no dia dois não houver expediente bancário. Art. 435. Para a apuração do valor da mãodeobra empregada na execução de obra de construção civil, em se tratando de edificação, serão utilizadas as tabelas do Custo Unitário Básico CUB, divulgadas mensalmente na Internet ou na imprensa de circulação regular, pelos Sindicatos da Indústria da Construção Civil SINDUSCON. (...) §3º Em relação à obra de construção civil, consideramse devidas as contribuições indiretamente aferidas e exigidas: I na competência de emissão do ARO; (...) A norma jurídica acima reprisada não discrepa das disposições inscritas no §2º, I do art. 344 da IN RFB nº 971/2009, in verbis: Instrução Normativa RFB nº 971, de 13 de novembro de 2009 Art. 344. Para a apuração do valor da mãodeobra empregada na execução de obra de construção civil, em se tratando de edificação, serão utilizadas as tabelas do CUB, divulgadas mensalmente na Internet ou na imprensa de circulação regular, pelos Sindicatos da Indústria da Construção Civil (Sinduscon). §1º CUB é a parte do custo por metro quadrado da construção do projetopadrão considerado, calculado pelos Sinduscon de acordo com a Norma Técnica nº 12.721, de 2006, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), e é utilizado para a avaliação dos custos de construção das edificações. §2º Em relação à obra de construção civil, consideramse devidas as contribuições indiretamente aferidas e exigidas: I na competência de emissão do ARO; (grifos nossos) II na competência da emissão das notas fiscais, das faturas ou dos recibos de prestação de serviços, quando a aferição indireta se der com base nesses documentos; III em qualquer competência abrangida pela AuditoriaFiscal de obra para a qual não houve a emissão do ARO. Fl. 91DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 25/07/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 14 §3º Serão utilizadas as tabelas do CUB divulgadas pelo Sinduscon: I da localidade da obra ou, inexistindo estas; II da unidade da Federação onde se situa a obra; III de outra localidade ou de unidade da Federação que apresente características semelhantes às da localidade da obra, caso inexistam as tabelas previstas nos incisos I e II deste parágrafo, a critério da unidade da RFB competente, da jurisdição da obra. §4º Para obras executadas fora da jurisdição da Delegacia ou Inspetoria da Receita Federal do Brasil do estabelecimento matriz da empresa construtora, serão utilizadas as tabelas divulgadas pelo Sinduscon ao qual o Município a que pertence a obra esteja vinculado ou, inexistindo estas, as tabelas de CUB previstas no inciso II do §3º. No caso em estudo, o Aviso de Regularização de Obra houvese por formalizado ex officio em 13/10/2005, Ato Jurídico Administrativo do qual tomou ciência o Contribuinte em 24/10/2005, mediante a Carta RFBP/PF nº 1288/2005, fls. 19/20. Nessa prumada, o dies a quo do prazo decadencial do direito da Fazenda Pública de constituir o crédito tributário em realce assentouse em 1º de janeiro de 2006, circunstância que implica a fixação dies ad quem do lustro decadencial em 31 de dezembro de 2010. Nesse contexto, considerando as condições de contorno do caso em estudo, tão exaustivamente iluminadas nas linhas precedentes, havendo sido a Ciência do Auto de Infração de Obrigação Principal ocorrida em 06/09/2010, há que se reconhecer que o lançamento houvese por realizado em período ainda não alcançado pelo instituto da decadência tributária. Diante de tal panorama, se nos antolha não merecer reparos a decisão proferida pelo Órgão Julgador de 1ª Instância. 3. CONCLUSÃO: Pelos motivos expendidos, CONHEÇO do Recurso Voluntário para, no mérito, NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. Arlindo da Costa e Silva Fl. 92DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 25/07/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 12269.002114/201011 Acórdão n.º 2302002.599 S2C3T2 Fl. 86 15 Fl. 93DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 25/07/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI
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Numero do processo: 15504.004413/2010-40
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Jul 19 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2402-000.369
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência.
Julio Cesar Vieira Gomes - Presidente
Nereu Miguel Ribeiro Domingues - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Thiago Taborda Simões, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado.
Nome do relator: NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência. Julio Cesar Vieira Gomes Presidente Nereu Miguel Ribeiro Domingues Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Thiago Taborda Simões, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 55 04 .0 04 41 3/ 20 10 -4 0 Fl. 67DF CARF MF Impresso em 19/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES Processo nº 15504.004413/201040 Resolução nº 2402000.369 S2C4T2 Fl. 68 2 Relatório Tratase de auto de infração constituído em 23/03/2010 (fl. 1), para exigência de multa por ter empresa deixado de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições de segurados empregados e contribuintes individuais a seu serviço, no período de 01/2005 a 04/2005, 06/2005 e 12/2005, conforme descrito no Relatório Fiscal (fls. 06/07). Este processo foi apensado ao principal de nº 15504.004417/201028, que também tem por apenso os processos nº 15504.004416/201083 e 15504.004418/201072, decorrentes da mesma ação fiscal (fls. 20 e 45). A Recorrente interpôs Impugnação (fls. 21/28), requerendo o cancelamento do Auto de Infração com o afastamento da imposição da multa e, alternativamente, a sua redução, sem incidência de juros. A DRJ/BHE julgou a impugnação improcedente e manteve o crédito tributário (fls. 46/49), em decisão assim ementada: “ASSUNTO: Obrigações Acessórias AUTO DE INFRAÇÃO. DEIXAR DE DESCONTAR E ARRECADAR AS CONTRIBUIÇÕES DO SEGURADO. Constitui infração à Lei 8.212/91, artigo 30, inciso I, alínea ´a´ e artigo 4º da Lei 10.666/03, a empresa deixar de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados a seu serviço.” Intimada da referida decisão em 21/05/2012 (fls. 53/55), a Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 20/06/2012 (fls. 57/65), no qual essencialmente repisa os argumentos já apresentados na Impugnação, sustentando, em síntese: (i) a decadência parcial da multa decorrente do período de 01/2005 a 03/2005; (ii) ilegalidade da multa; (iii) duplicidade da punição; (iv) não incidência de juros sobre multa; requerendo, ao final, a reforma do acórdão recorrido, o cancelamento do auto de infração com o afastamento da imposição da multa e, alternativamente, a redução da multa, sem incidência de juros. Os autos foram encaminhados a este Conselho para julgamento (fls. 66). É o relatório. Fl. 68DF CARF MF Impresso em 19/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES Processo nº 15504.004413/201040 Resolução nº 2402000.369 S2C4T2 Fl. 69 3 Voto Conselheiro Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Relator Primeiramente, cabe mencionar que o presente recurso é tempestivo e preenche a todos os requisitos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. De início, passo a analisar a alegação de decadência apresentada pela Recorrente. Nesse tocante, destaco que a colenda Câmara Superior de Recursos Fiscais deste egrégio Conselho vem firmando o entendimento de que o prazo decadencial aplicável à exigência de multa pelo descumprimento de obrigação acessória é aquele previsto no artigo 173, I, do CTN, ou seja, tem inicio no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Nesse sentido: Acórdão nº 920200.472, sessão de 09/03/2010; Acórdão nº 920200.901, sessão de 12/05/2010; Acórdão nº 920200.973, sessão de 17/08/2010; Acórdão 920202.086, sessão de 22/03/2012. Fosse essa tão somente a análise a ser efetuada, poderseia concluir que a multa ora exigida não se encontra atingida pela decadência, posto que no presente caso o contribuinte foi intimado do lançamento dentro do prazo de cinco anos previsto no art. 173, I, do CTN. Não obstante, há que se considerar também que a multa exigida neste processo decorre de infrações que estão sendo apuradas nos processos em apenso antes mencionados, colocados em pauta nesta mesma sessão, cujo julgamento porém foi convertido em diligência para esclarecimento de aspectos relativos à decadência no período de 01/2005 a 03/2005. Considerando a natureza da multa ora exigida, que possui valor fixo e independe do número de faltas, bem como dos meses em que foram constatadas as infrações, é possível que mesmo que parte das infrações e do crédito lançado nos autos supracitados em apenso venham a ser considerados decaídos, a presente multa poderá vir a ser mantida. Nesse sentido, transcrevo o seguinte trecho da ementa da decisão proferida por este d. Conselho no Processo nº 10120.006112/200746, Acórdão nº 240102.352, Sessão de 17/04/2012, no julgamento de situação bastante semelhante à ora em análise: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 13/08/2007 CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 30, I DA LEI N.º 8.212/91 C/C ARTIGO 283, I, “g” DO RPS, APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99 DEIXAR DE ARRECADAR MEDIANTE DESCONTO CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do autodeinfração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária. Ao deixar a empresa de efetuar os descontos das contribuições devidas pelos segurados contribuintes individuais transportadores autônomos a Fl. 69DF CARF MF Impresso em 19/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES Processo nº 15504.004413/201040 Resolução nº 2402000.369 S2C4T2 Fl. 70 4 seu serviço; incorreu a empresa na inobservância do artigo 30, I da Lei n.º 8.212/91 c/c artigo 283, I, “g” do RPS, aprovado pelo Decreto n.º 3.048/99. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 13/08/2007 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA NULIDADE DECADÊNCIA MULTA CONFISCATÓRIA PRIMARIEDADE PREVISÃO LEGAL PARA MULTA. Mesmo considerando que parte das exigências que ensejaram o Auto de Infração encontramse alcançadas pela decadência quinquenal, a existência de uma única falta fora do prazo decadencial é capaz de dar sustentáculo a manutenção da autuação. (...)”Contudo, no caso ora em exame, tal análise não pode ser concluída no presente momento processual, em razão da conversão em diligência já referida nos processos em apenso, de cujos julgamentos definitivos depende a decisão pela manutenção ou não da multa exigida neste processo. Ante o exposto, reconheço a prejudicialidade para o presente julgamento e determino que este processo fique suspenso até que os julgamentos dos processos nº 15504.004417/201028, 15504.004416/201083 e 15504.004418/201072 tenham a diligência concluída e retornem para julgamento neste Conselho. Diante do exposto, voto no sentido de CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA para que este processo acompanhe os demais até que a providência acima seja realizada. É o voto. Nereu Miguel Ribeiro Domingues. Fl. 70DF CARF MF Impresso em 19/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES
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