Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,278)
- Segunda Câmara (27,804)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,704)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,175)
- Primeira Turma Ordinária (16,167)
- Primeira Turma Ordinária (16,049)
- Primeira Turma Ordinária (16,036)
- Segunda Turma Ordinária d (15,777)
- Segunda Turma Ordinária d (14,403)
- Primeira Turma Ordinária (13,018)
- Primeira Turma Ordinária (12,371)
- Segunda Turma Ordinária d (12,356)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,409)
- Quarta Câmara (84,660)
- Terceira Câmara (67,242)
- Segunda Câmara (55,630)
- Primeira Câmara (20,043)
- 3ª SEÇÃO (16,175)
- 2ª SEÇÃO (11,266)
- 1ª SEÇÃO (6,836)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (124,588)
- Segunda Seção de Julgamen (114,322)
- Primeira Seção de Julgame (76,395)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,959)
- Câmara Superior de Recurs (37,873)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,618)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,418)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,750)
- HELCIO LAFETA REIS (3,697)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,217)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,924)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,728)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,628)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,833)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,917)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,471)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,488)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,134)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,020)
Numero do processo: 13952.000122/2001-88
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu May 24 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed May 23 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/04/1997 a 30/06/1997
CRÉDITO PRESUMIDO. INSUMOS ADQUIRIDOS DE PESSOAS FÍSICAS.
Na determinação da base de cálculo do crédito presumido do IPI, admitese
a inclusão dos valores referentes às aquisições de insumos de fornecedores
pessoas físicas. A questão já foi julgada em Recurso Repetitivo pelo Superior
Tribunal de Justiça (RESP nº 993164).
RESSARCIMENTO DE CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. JUROS SELIC. INCIDÊNCIA. OPOSIÇÃO DO FISCO.
Em pedido de ressarcimento de crédito presumido do IPI, havendo indevida
falta de reconhecimento de crédito pela RFB, sobre o valor reconhecido em
decisão proferida pelo CARF incide juros calculados pela taxa Selic desde a
data da apresentação do pedido de ressarcimento até a data do efetivo
aproveitamento do crédito por compensação ou por recebimento em espécie.
Numero da decisão: 3302-001.607
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: WALBER JOSE DA SILVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201205
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/04/1997 a 30/06/1997 CRÉDITO PRESUMIDO. INSUMOS ADQUIRIDOS DE PESSOAS FÍSICAS. Na determinação da base de cálculo do crédito presumido do IPI, admitese a inclusão dos valores referentes às aquisições de insumos de fornecedores pessoas físicas. A questão já foi julgada em Recurso Repetitivo pelo Superior Tribunal de Justiça (RESP nº 993164). RESSARCIMENTO DE CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. JUROS SELIC. INCIDÊNCIA. OPOSIÇÃO DO FISCO. Em pedido de ressarcimento de crédito presumido do IPI, havendo indevida falta de reconhecimento de crédito pela RFB, sobre o valor reconhecido em decisão proferida pelo CARF incide juros calculados pela taxa Selic desde a data da apresentação do pedido de ressarcimento até a data do efetivo aproveitamento do crédito por compensação ou por recebimento em espécie.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed May 23 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 13952.000122/2001-88
anomes_publicacao_s : 201205
conteudo_id_s : 5171960
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 15 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3302-001.607
nome_arquivo_s : 3302001607_13952000122200188_201205.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : WALBER JOSE DA SILVA
nome_arquivo_pdf_s : 13952000122200188_5171960.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Thu May 24 00:00:00 UTC 2012
id : 4956579
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:11:22 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045983715131392
conteudo_txt : Metadados => date: 2012-07-24T20:01:51Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2012-07-24T20:01:51Z; Last-Modified: 2012-07-24T20:01:51Z; dcterms:modified: 2012-07-24T20:01:51Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:5d2ed136-cfff-4c4d-b7ea-b59a1c1cde15; Last-Save-Date: 2012-07-24T20:01:51Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2012-07-24T20:01:51Z; meta:save-date: 2012-07-24T20:01:51Z; pdf:encrypted: true; modified: 2012-07-24T20:01:51Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2012-07-24T20:01:51Z; created: 2012-07-24T20:01:51Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2012-07-24T20:01:51Z; pdf:charsPerPage: 1888; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2012-07-24T20:01:51Z | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 1 1 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13952.000122/200188 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 330201.607 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 23 de maio de 2012 Matéria IPI RESSARCIMENTO DE CRÉDITO PRESUMIDO Recorrente USACIGA USINA DE AÇÚCAR ÁLCOOL E ENERGIA ELÉTRICA S/A (Nova Razão Social de F.B. USINA DE AÇÚCAR E ÁLCOOL LTDA) Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/04/1997 a 30/06/1997 CRÉDITO PRESUMIDO. INSUMOS ADQUIRIDOS DE PESSOAS FÍSICAS. Na determinação da base de cálculo do crédito presumido do IPI, admitese a inclusão dos valores referentes às aquisições de insumos de fornecedores pessoas físicas. A questão já foi julgada em Recurso Repetitivo pelo Superior Tribunal de Justiça (RESP nº 993164). RESSARCIMENTO DE CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. JUROS SELIC. INCIDÊNCIA. OPOSIÇÃO DO FISCO. Em pedido de ressarcimento de crédito presumido do IPI, havendo indevida falta de reconhecimento de crédito pela RFB, sobre o valor reconhecido em decisão proferida pelo CARF incide juros calculados pela taxa Selic desde a data da apresentação do pedido de ressarcimento até a data do efetivo aproveitamento do crédito por compensação ou por recebimento em espécie. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente e Relator. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 16/07/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 31/05/2012 por WALBER JOSE DA SILVA 2 EDITADO EM: 31/05/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Trata o presente processo de Pedido de Ressarcimento de Crédito Presumido do IPI, previsto na Lei nº 9.363/96, apresentado no dia 23/08/2001, e relativo ao segundo trimestre de 1997, combinado com Declaração de Compensação de débitos da própria recorrente. O pedido da recorrente foi parcialmente deferido pela DRF de origem em razão da exclusão, no cálculo do benefício, do valor das aquisições de canadeaçúcar junto a pessoas físicas, não contribuintes do PIS e da Cofins. Não se conformando, a empresa interessada apresentou manifestação de inconformidade alegando que os atos da administração não poderiam restringir o que foi concedido por lei e que caberia a correção monetária dos valores a serem ressarcidos, tudo conforme doutrina e jurisprudência que cita. A DRJ em Ribeirão Preto SP indeferiu a manifestação de inconformidade, nos termos do Acórdão nº 1428.770, de 05/05/2010, cuja ementa abaixo se transcreve. CRÉDITO PRESUMIDO. BASE DE CALCULO. AQUISIÇÕES DE MATÉRIASPRIMAS DE PESSOAS NÃO CONTRIBUINTES DO PIS/PASEP E DA COFINS. 0 valor dos insumos adquiridos de pessoas físicas, cooperativas e afins, não contribuintes do PIS/Pasep e da Cofins, não se inclui na base de cálculo do crédito presumido do IPI. Também não integra a base de cálculo, o valor dos produtos adquiridos de terceiros e que não tenham sido submetidos a qualquer processo de industrialização pelo exportador. CRÉDITO PRESUMIDO. JUROS PELA TAXA SELIC. POSSIBILIDADE. Inexiste previsão legal para abonar atualização monetária ou acréscimo de juros equivalentes à taxa SELIC a valores objeto de ressarcimento de crédito de IPI. Ciente desta decisão em 23/07/2010, a empresa não se conformou e ingressou com o recurso voluntário no dia 20/08/2010, no qual repisa os argumentos da manifestação de inconformidade de que entra no cálculo do benefício o valor das aquisições de canadeaçúcar junto a pessoas físicas e que sobre o crédito pleiteado incide a taxa Selic a partir do período de apuração. É o relatório do essencial. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 16/07/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 31/05/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13952.000122/200188 Acórdão n.º 330201.607 S3C3T2 Fl. 2 3 Voto Conselheiro Walber José da Silva, Relator. O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais preceitos legais e, portanto, dele conheço. A lide cingese à inclusão, na base de cálculo do crédito presumido do IPI, do valor das aquisições de insumos (canadeaçúcar) feitas junto a pessoas físicas e, também, a incidência da taxa Selic no crédito objeto de ressarcimento. A questão relativa à inclusão, no cálculo do benefício, das aquisições de insumos feitas junto à pessoas físicas já foi pacificada pelo STJ que, ao julgar o RESP nº 993164, pela sistemática do recurso repetitivo (art. 543C do CPC), decidiu que o crédito presumido de IPI, instituído pela Lei 9.363/96, não poderia ter sua aplicação restringida por força da Instrução Normativa SRF 23/97, ato normativo secundário, que não pode inovar no ordenamento jurídico, subordinandose aos limites do texto legal. Concluiu o STJ pela "ilegalidade" da instrução normativa por ter extrapolado os limites impostos pela Lei 9.363/96, ao excluir, da base de cálculo do benefício do crédito presumido do IPI, as aquisições (relativamente aos produtos oriundos de atividade rural) de matériaprima e de insumos de fornecedores não sujeito à tributação pelo PIS/Pasep e pela Cofins. Considerando que as decisões proferidas pelo STJ em recursos repetitivos são de aplicação obrigatória por este Colegiado (art. 62A do RICARF), deve ser reconhecido o direito de a recorrente incluir o valor das aquisições de insumos de pessoas físicas no cálculo do crédito presumido do IPI. Com relação à incidência de juros Selic no ressarcimento do crédito presumido de IPI, o STJ decidiu nos dois RESPs abaixo citados (ambos submetidos ao regime do art. 543C do CPC e da Resolução STJ 08/2008), cujos resultados são de adoção obrigatório por este Colegiado (Art. 62A do RICARF), que não incide correção monetária nos créditos do IPI aproveitados na forma prevista na legislação do imposto e somente quando há ato ilegítimo do Fisco se opondo ao aproveitamento do crédito é que incide a correção monetária. O primeiro caso é o RESP 1035847, cujo relator foi Min. Luiz Fux, que tem a seguinte ementa: A correção monetária não incide sobre os créditos de IPI decorrentes do princípio constitucional da nãocumulatividade (créditos escriturais), por ausência de previsão legal. No segundo caso, falo do RESP 993164, cujo relator também foi o Min. Luiz Fux, com a seguinte ementa: A oposição constante de ato estatal, administrativo ou normativo, impedindo a utilização do direito de crédito de IPI Fl. 3DF CARF MF Impresso em 16/07/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 31/05/2012 por WALBER JOSE DA SILVA 4 (decorrente da aplicação do princípio constitucional da não cumulatividade), descaracteriza referido crédito como escritural (assim considerado aquele oportunamente lançado pelo contribuinte em sua escrita contábil) exsurgindo legítima a incidência de correção monetária, sob pena de enriquecimento sem causa do Fisco. A Tabela Única aprovada pela Primeira Seção (que agrega o Manual de Cálculos da Justiça Federal e a jurisprudência do STJ) autoriza a aplicação da Taxa SELIC (a partir de janeiro de 1996) na correção monetária dos créditos extemporâneos aproveitados por óbice do Fisco. Do julgado acima resultou a Súmula STJ nº 411, com a seguinte redação: SÚMULA Nº 411STJ. É devida a correção monetária ao creditamento do IPI quando há oposição ao seu aproveitamento decorrente de resistência ilegítima do Fisco. Rel. Min. Luiz Fux, em 25/11/2009. No presente caso, houve resistência do Fisco para a Recorrente compensar débitos seus com os créditos pleiteados e reconhecidos na presente decisão. No entanto, o exercício do direito de aproveitar o crédito presumido do IPI deuse com a apresentação do Pedido de Ressarcimento no dia 23/08/2001, data a partir da qual deve incidir os juros Selic até a data do efetivo aproveitamento, ou seja, até a data da apresentação das declarações de compensação e, havendo saldo a ressarcir em espécie, até a data do efetivo ressarcimento pela RFB. Portanto, não procede o pedido da recorrente para que os juros Selic incidam desde o encerramento do período de apuração porque até a data da apresentação do pedido de ressarcimento não há que se falar em oposição do Fisco. A iniciativa de aproveitamento escritural do crédito é exclusiva do contribuinte e, quando isto ocorre, sem oposição (glosa) do Fisco, não há que se falar em juros Selic, como é o caso em tela em que a Recorrente toma a decisão de aproveitar o crédito presumido a que tem direito na data da apresentação do pedido de ressarcimento. Isto posto, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso voluntário para determinar a inclusão, na base de cálculo do incentivo, do valor dos insumos adquiridos de pessoas físicas, devendo incidir juros Selic sobre o crédito ora reconhecido a partir do dia 23/08/2001 até a data da apresentação das declarações de compensação (aproveitamento do crédito) e, havendo saldo a ressarcir, os juros Selic incidirão até a data do efetivo aproveitamento do crédito por compensação ou por ressarcimento em espécie. (assinado digitalmente) Walber José da Silva Fl. 4DF CARF MF Impresso em 16/07/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 31/05/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13952.000122/200188 Acórdão n.º 330201.607 S3C3T2 Fl. 3 5 Fl. 5DF CARF MF Impresso em 16/07/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 31/05/2012 por WALBER JOSE DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 10830.912975/2009-18
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jun 03 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3401-000.671
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVEM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade, converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do voto do relator. Sustentou pela recorrente Dr. Gustavo F. Minatel OAB 210198.
JULIO CESAR ALVES RAMOS Presidente
FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE - Relator
Julio Cesar Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Emanuel Carlos Dantas de Assisi, Odassi Guerzoni Filho, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte
Nome do relator: FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201303
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jun 03 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10830.912975/2009-18
anomes_publicacao_s : 201306
conteudo_id_s : 5255810
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jun 04 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3401-000.671
nome_arquivo_s : Decisao_10830912975200918.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE
nome_arquivo_pdf_s : 10830912975200918_5255810.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade, converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do voto do relator. Sustentou pela recorrente Dr. Gustavo F. Minatel OAB 210198. JULIO CESAR ALVES RAMOS Presidente FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE - Relator Julio Cesar Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Emanuel Carlos Dantas de Assisi, Odassi Guerzoni Filho, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte
dt_sessao_tdt : Tue Mar 19 00:00:00 UTC 2013
id : 4879568
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:10:04 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045983716179968
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1755; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 94 1 93 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10830.912975/200918 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3401000.671 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 19 de março de 2013 Assunto Pedido de Compensação Recorrente COIM BRASIL LTDA Recorrida DRJ CAMPINAS Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade, converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do voto do relator. Sustentou pela recorrente Dr. Gustavo F. Minatel OAB 210198. JULIO CESAR ALVES RAMOS Presidente FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE Relator Julio Cesar Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Emanuel Carlos Dantas de Assisi, Odassi Guerzoni Filho, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte Trata o presente processo de pedido de compensação referente à COFINS no valor de R$ 626,80, relativo ao período de apuração set/2001. A DRF de origem emitiu Despacho Decisório de não homologação da compensação, sob o seguinte fundamento: “A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 30 .9 12 97 5/ 20 09 -1 8 Fl. 94DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 2 4/05/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE Processo nº 10830.912975/200918 Resolução nº 3401000.671 S3C4T1 Fl. 95 2 contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP.” Cientificada da decisão, a contribuinte protocolou Manifestação de Inconformidade, alegando em síntese: Não foi realizada a devida alteração e retificação da DCTF no momento em que foram recalculados os débitos e identificados os valores pagos a maior, por um mero equívoco administrativo; A resolução do problema se dá com a simples retificação da DCTF alterando o valor do débito e excluindo o referido DARF como fonte de pagamento de débito. A 3ª Turma da DRJ constatou que a DCTF foi retificada após o despacho eletrônico, mas manteve o indeferimento por não haver prova de erro cometido na original. Observou que a contribuinte trouxe aos autos apenas a cópia da retificação da DCTF. A contribuinte protocolou Recurso Voluntário, tempestivamente, no qual explica que a retificação na DCTF decorre da tributação de “outras receitas” – além do faturamento –, incluídas na base de cálculo da Contribuição, asseverando que a realização de simples diligência permitiria constatar na sua escrituração o seu direito creditório. Anexou aos autos cópias de Diário e Razão, dentre outros documentos, invoca o princípio da verdade material e cita em prol de sua argumentação o Acórdão nº 20309.788 e a Solução de Consulta da 3ª Região Fiscal nº 35, de 30/08/2005. Por fim, a contribuinte requer que seja reformada integralmente a decisão proferida pela DRJ Campinas, a fim de que seja reconhecido o direito ao crédito proveniente de recolhimento indevido efetuado a título de Cofins e, conseqüentemente, que seja homologada a compensação por ela realizada. É o Relatório. Conheço do recurso por ser tempestivo e cumprir os requisitos admissibilidade. Em suma, a contribuinte protocolou pedido de compensação de COFINS relativo ao mês de setembro de 2001. Não obtendo êxito em sua demanda, protocolou Recurso Voluntário, alegando que a retificação da DCTF decorre da tributação de “outras receitas”, destacando que a simples realização de diligência comprovará o direito creditório da recorrente. Apesar de a contribuinte ter retificado sua DCTF somente após o despacho eletrônico proferido pela DRJ de origem e de não ter trazido à primeira instância as provas que juntou aos autos à época da apresentação do Recurso Voluntário, se efetivamente tiver recolhido a Contribuição sobre “outras receitas”, nos termos do alargamento promovido pelo §1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, este Colegiado poderá decidir ao seu favor. A DRJ, ao manter o indeferimento considerando a ausência de provas do recolhimento a maior e a retificação tardia da DCTF, decidiu conforme o estado do processo até então. Certamente poderia ter cogitado de diligência, se na manifestação de inconformidade Fl. 95DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 2 4/05/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE Processo nº 10830.912975/200918 Resolução nº 3401000.671 S3C4T1 Fl. 96 3 a contribuinte tivesse esclarecido o indébito, como faz na peça recursal. Assim, descabe cogitar de anulação do acórdão recorrido, sendo certo que inexistiu qualquer cerceamento do direito de defesa. A diligência ora proposta surgiu com os esclarecimentos prestados no recurso voluntário, desta feita acompanhados de documentos (cópias dos Livros Diário e Razão) que precisam ser analisados pela fiscalização. Quanto à circunstância de a DCTF ter sido retificada extemporaneamente, há de ser relevada se o resultado da diligência comprovar ter havido pagamento a maior, por terem sido computadas na base de cálculo receitas que somente seriam tributadas à luz do alargamento estabelecido pelo § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, cuja inconstitucionalidade, em caráter definitivo, é posterior ao fato gerador deste processo. Por sinal, a decisão de Superintendência da RFB confirmando a desnecessidade de retificação de DCTF, na hipótese que se afigura como a situação destes autos. Refirome à Solução de Consulta da Disit da 3ª RF nº nº 35, de 30/08/2005, com o seguinte teor, verbis: ASSUNTO:Obrigações Acessórias EMENTA:COMPENSAÇÃO. DCTF RETIFICADORA. A compensação de créditos tributários declarados como saldos a pagar na DCTF com créditos apurados em eventos supervenientes ao período de apuração daqueles créditos tributários obriga o sujeito passivo à entrega de Declaração de Compensação, sendo desnecessária a entrega de DCTF retificadora que tenha por fim informar a compensação efetuada. DCTF é confissão relativa e que a RFB não pode têla como definitiva, omitindose de realizar a diligências necessárias à apuração na contabilidade e escrita fiscal. Frente a todo o exposto, voto por converter o julgamento em diligência para que o órgão de origem verifique a composição da base de cálculo adotada pela Recorrente ao recolher a Contribuição, levando em conta as notas fiscais emitidas, a escrita contábil e a fiscal e outros documentos que considerar pertinentes. Ao final da diligência deve ser elaborado relatório discriminando os montantes totais tributados e, em separado, os valores de outras receitas tributadas com base no alargamento promovido pelo § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, de modo a se apurar os valores devidos, com e sem o alargamento, e confrontálos com o recolhido. Deve ser demonstrado, ainda, se houve recolhimento a maior, levandose em conta os dois valores devidos levantados (um tomandose como base de cálculo a receita bruta alargada, outro apenas o faturamento estrito anterior à Lei nº 9.718/98). Cientifiquese a contribuinte no prazo de trinta dias para, caso queira, manifestarse em relação ao resultado da diligência. É como voto! Fernando Marques Cleto Duarte Fl. 96DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 2 4/05/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE
score : 1.0
Numero do processo: 15949.000636/2008-94
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 20 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Jun 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/01/2003 a 30/06/2004
GFIP. INFORMAÇÕES INCORRETAS COM DADOS NÃO RELACIONADOS AOS FATOS GERADORES. INFRAÇÃO.
Constitui infração, punível na forma da Lei, a empresa informar
incorretamente, pela GFIP, os dados não relacionados aos fatos geradores das
contribuições previdenciárias.
RETROATIVIDADE BENIGNA. GFIP. LEI Nº 11.941/09. REDUÇÃO DA MULTA.
A multa referente à declaração em GFIP foi alterada pela lei n° 11.941/09 o
que, em tese, beneficia o infrator. Foi acrescentado o art. 32-A
a Lei n ° 8.212/91. Conforme previsto no art. 106 do CTN, deve-se
aplicar a norma mais benéfica ao contribuinte.
GFIP. REVELAÇÃO/ATENUAÇÃO DA MULTA
Requer cumprimento dos requisitos legais e correção da falta.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2803-001.632
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), para retificar o valor da multa de ofício em razão da apresentação de GFIP com incorreções ou omissões, devendo-se aplicar o disposto no art. 32-A,
inciso I, da Lei n. 8.212/1991, desde que mais favorável ao contribuinte. Vencido(a) o(a) Conselheiro(a) Osmar Pereira Costa.
Nome do relator: Helton Carlos Praia de Lima
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201206
ementa_s : ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2003 a 30/06/2004 GFIP. INFORMAÇÕES INCORRETAS COM DADOS NÃO RELACIONADOS AOS FATOS GERADORES. INFRAÇÃO. Constitui infração, punível na forma da Lei, a empresa informar incorretamente, pela GFIP, os dados não relacionados aos fatos geradores das contribuições previdenciárias. RETROATIVIDADE BENIGNA. GFIP. LEI Nº 11.941/09. REDUÇÃO DA MULTA. A multa referente à declaração em GFIP foi alterada pela lei n° 11.941/09 o que, em tese, beneficia o infrator. Foi acrescentado o art. 32-A a Lei n ° 8.212/91. Conforme previsto no art. 106 do CTN, deve-se aplicar a norma mais benéfica ao contribuinte. GFIP. REVELAÇÃO/ATENUAÇÃO DA MULTA Requer cumprimento dos requisitos legais e correção da falta. Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jun 20 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 15949.000636/2008-94
anomes_publicacao_s : 201206
conteudo_id_s : 5157093
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 15 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2803-001.632
nome_arquivo_s : 280301632_15949000636200894_201206.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : Helton Carlos Praia de Lima
nome_arquivo_pdf_s : 15949000636200894_5157093.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), para retificar o valor da multa de ofício em razão da apresentação de GFIP com incorreções ou omissões, devendo-se aplicar o disposto no art. 32-A, inciso I, da Lei n. 8.212/1991, desde que mais favorável ao contribuinte. Vencido(a) o(a) Conselheiro(a) Osmar Pereira Costa.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 20 00:00:00 UTC 2012
id : 4956633
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:11:23 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045983719325696
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2022; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 211 1 210 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15949.000636/200894 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 280301.632 – 3ª Turma Especial Sessão de 20 de junho de 2012 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO: GFIP. OUTROS DADOS Recorrente CRISTAL FORM INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE EMBALAGENS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2003 a 30/06/2004 GFIP. INFORMAÇÕES INCORRETAS COM DADOS NÃO RELACIONADOS AOS FATOS GERADORES. INFRAÇÃO. Constitui infração, punível na forma da Lei, a empresa informar incorretamente, pela GFIP, os dados não relacionados aos fatos geradores das contribuições previdenciárias. RETROATIVIDADE BENIGNA. GFIP. LEI Nº 11.941/09. REDUÇÃO DA MULTA. A multa referente à declaração em GFIP foi alterada pela lei n° 11.941/09 o que, em tese, beneficia o infrator. Foi acrescentado o art. 32A a Lei n ° 8.212/91. Conforme previsto no art. 106 do CTN, devese aplicar a norma mais benéfica ao contribuinte. GFIP. REVELAÇÃO/ATENUAÇÃO DA MULTA Requer cumprimento dos requisitos legais e correção da falta. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), para retificar o valor da multa de ofício em razão da apresentação de GFIP com incorreções ou omissões, devendose aplicar o disposto no art. 32A, inciso I, da Lei n. 8.212/1991, desde que mais favorável ao contribuinte. Vencido(a) o(a) Conselheiro(a) Osmar Pereira Costa. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente e Relator Fl. 211DF CARF MF Impresso em 27/07/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15949.000636/200894 Acórdão n.º 280301.632 S2TE03 Fl. 212 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Oseas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato, Natanael Vieira dos Santos e Osmar Pereira Costa. Fl. 212DF CARF MF Impresso em 27/07/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15949.000636/200894 Acórdão n.º 280301.632 S2TE03 Fl. 213 3 Relatório DO LANÇAMENTO A empresa supracitada foi autuada, Auto de Infração n.° 35.757.1304 de 11/08/2004, por ter prestado informações inexatas nas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social GFIP, da sua filial, nas competências de 01 a 04/2003, pois constou o código de SIMPLES, quando a autuada deixou de ser optante desde 01/2003, bem como o código FPAS 515, nas competências 01/2003 a 06/2004, quando sua atividade econômica principal é 25.224, Indústria, devendo o FPAS ser o 507, conforme constatado em ação fiscal. DA CIÊNCIA DO LANÇAMENTO A ciência da autuação fiscal se deu em 12/08/2004, fls. 02, inconformado o recorrente apresentou impugnação. A decisão do órgão de primeira instância administrativa fiscal julgou o lançamento procedente. DO RECURSO VOLUNTÁRIO O contribuinte foi cientificado da decisão em 10/12/2004, fl. 56, inconformado interpôs recurso voluntário em 07/01/2005, fls. 58 a 70, alegando em síntese: a inconstitucionalidade da exigência do depósito recursal; o valor da multa é ilegal, abusiva e confiscatória; o auto de infração é nulo porque a autoridade não tinha competência jurisdicional. Falta a determinação da matéria tributável e a fundamentação legal. Deixou de cumprir as exigências obrigatórias previstas na Instrução Normativa/INSS n. 70/2002 e alterações posteriores, mais precisamente no artigo 301, do referido diploma, relativos a hora da lavratura e intimação para cumprir a exigência no prazo de defesa; possui como atividade preponderante o comércio; a redução de 50% da multa; cerceamento de defesa; por fim, requer a nulidade da autuação fiscal. É o relatório. Fl. 213DF CARF MF Impresso em 27/07/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15949.000636/200894 Acórdão n.º 280301.632 S2TE03 Fl. 214 4 Voto Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima, Relator O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche todos os requisitos de admissibilidade, razão pela qual, passo a analisálo. O depósito prévio no valor mínimo de 30% da exigência fiscal como condição para seguimento do recurso voluntário foi declarado inconstitucional pela Súmula Vinculante do STF n º 21, DOU de 10/11/2009, não sendo mais exigível. Os argumentos trazidos pelo contribuinte em grau de recurso já foram analisados pela decisão de primeira instância administrativa, não havendo fato novo trazido pelo contribuinte. São os termos da decisão: 8. Preliminarmente, atestamos o total cumprimento dos preceitos contidos na legislação acerca da lavratura do Auto de Infração. Em especial, nos referimos à obediência ao disposto no artigo 293, do Regulamento da Previdência Social — RPS, aprovado pelo Decreto n.° 3.048199, e na Portaria n.° 520, de 19 de maio de 2004, que regula o Contenciosa Administrativo no âmbito do Instituto Nacional do Seguro Social. 8.1. O referido artigo 293, diz que o auto de infração deve conter a discriminação clara e precisa da infração; a penalidade aplicada e os critérios da sua gradação, indicando o local, dia e hora da sua lavratura. Todos estes elementos encontramse na peça atacada, eis que o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 02 do processo relata a infração havida e na folha de rosto do mesmo (fl. 01), constam as demais informações como a data da lavratura, o horário e o local, assim como a penalidade aplicada. 8.2. Com referência à Instrução Normativa n.° 70/2002, informamos que foi revogada pela Instrução Normativa INSS/DC N.° 100, de 18 de dezembro de 2003, sendo que esta, no seu artigo 664, trata do AutodeInfração, e traz, no seu parágrafo 11, os dados que devem obrigatoriamente conter do mesmo, os quais encontramse todos descritos no processo em questão, como já foi tratado em parágrafo anterior. 8.3. São inócuas as alegações da defendente quanto às nulidades existentes no auto de infração, acerca de. defeitos na intimação do contribuinte; do procedimento ter sido feito por servidor incompetente; de não estar determinada a matéria tributável, nem expresso o fundamento legal e quanto ao cerceamento de defesa, pois a empresa foi regularmente"cientificada do início da ação fiscal através da emissão do competente Mandado de Procedimento Fiscal n.° 09165778, de 0110712004, recebido pela sóciagerente da empresa Sra Vanesa Busetti em Fl. 214DF CARF MF Impresso em 27/07/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15949.000636/200894 Acórdão n.º 280301.632 S2TE03 Fl. 215 5 05/07/2004. Na mesma data, 05/07/2004, foi emitido o Termo de Intimação para Apresentação de Documentos — TIAD, também recebido pela sóciagerente, onde consta a documentação a ser apresentada pela empresa. O AFPS — Auditor Fiscal da Previdência Social é o servidor com competência privativa para a emissão do Auto de Infração, nos termos do artigo 33 da Lei n.° 8.212/91 e artigo 293, do Regulamento da Previdência Social. A legislação infringida consta expressamente na folha de rosto do AI (01), e no Relatório Fiscal da Infração, às fls. 02. Da mesma forma, consta na folha 01, o fundamento legal da multa aplicada e sua gradação, matéria também expressa no Relatório Fiscal da Aplicação da Multa, às fls. 03 do processo. 9. Por todo o exposto, ressaltamos a inexistência do cerceamento defesa., como alegado, posto que o Auto de Infração e seus Relatórios explicitam claramente a origem da infração e o valor da multa aplicada; o procedimento fiscal foi desenvolvido dentro da empresa, à vista de seus administradores e empregados; os documentos examinados são de posse da notificada e por ela elaborados o que lhe permite contradizer e defenderse sem qualquer restrição, eis que forçosamente, é de seu conhecimento os elementos oferecidos para exame. 9.1. Ainda, quanto ao contraditório e à ampla defesa, preleciona Hugo de Brito Machado in Mandado de Segurança em Matéria Tributária, Ed. Revista dos Tribunais, 1995, pág. 304: (...) Portanto, a argumentação da defendente não deve prosperar. O cerceamento de defesa e a violação ao princípio do contraditório e ao princípio da ampla defesa não restaram caracterizados, pois, o interessado apresentou impugnação ao Auto de Infração lavrado. 10. No que se refere à argüição da defendente acerca de sua atividade ser comercial e não industrial, temos que pelos elementos formalmente solicitados pela fiscalização através do Termo de Intimação para Apresentação de Documentos — TIAD, emitido em 05/07/12004, foi constatado que a sua atividade econômica principal é a indústria, motivo pelo qual deve constar de sua GFIP o FPAS 507 e não 515. A defendente não logrou comprovar suas alegações de que o correto seria o FPAS 515, e as assertivas não corroboradas por provas, fazem valer os documentos existentes e examinados pela auditoria fiscal. 11. Também, quanto à alegação de que não foi proposto um procedimento amigável para resolver a situação, informamos que o Auto de Infração é documento lavrado por descumprimento de obrigação acessória, que vem definida em legislação e tem por objeto prestações positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos (art. 113, § 2°, do CTN). Portanto, a obrigação legal existe e não é lícito alegar desconhecimento da lei para eximir Fl. 215DF CARF MF Impresso em 27/07/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15949.000636/200894 Acórdão n.º 280301.632 S2TE03 Fl. 216 6 se do seu cumprimento. Ademais, salientamos que, de acordo com o exposto na Portaria 52012004, que regula o Contencioso Administrativo Fiscal no âmbito do Instituto Nacional do Seguro Social, a impugnação formalizada por escrito e: instruída com os documentos em que se fundamentar, poderá ser interposta no prazo de quinze dias contados da ciência do procedimento impugnado. Assim, como a impugnante apenas trouxe suas razões, não juntando provas, documentos capazes de ilidir a infração, a autuação será mantida em sua totalidade. Todavia, reiteramos que no prazo recursal novamente se possibilita à recorrente a juntada das provas que julgar pertinente. 12. A atividade administrativa de lavratura de auto de infração é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Assim, ao constatar a ocorrência de uma infração o auditor fiscal deve, obrigatoriamente, porque a lei não lhe dá discricionariedade, lavrar o auto e aplicar a multa. 13. No caso presente, foi lavrado o pertinente Auto de Infração pelo descumprimento de obrigação acessória, pois conforme consta no Relatório Fiscal da infração a autuada apresentou GFIP de estabelecimento filial com informações inexatas nos campos relativos à atividade econômica e quanto à modalidade de tributação (SIMPLES). 14. Ao agir desta forma a impugnante infringiu o disposto no artigo 32, inciso IV, § 6° da Lei n.° 8.212191, com a redação dada pela Lei n.° 9.528/97. Vejamos o que diz o dispositivo legal: (...) 14.1. O artigo 225 do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.° 3.048199, traz no seu inciso IV, que a empresa é obrigada a prestar ao Instituto Nacional do Seguro Social, por intermédio da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social, na forma por ele estabelecida, dados cadastrais, todos os fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse do Instituto. 14.2. O parágrafo 6% do já citado artigo 32, inciso IV da Lei n.° 8.212191, diz que a apresentação de documento com erro de preenchimento nos dados não relacionados aos fatos geradores sujeitará o infrator à pena administrativa de cinco por cento de valor mínimo previsto no artigo 92, por campo com informações inexatas. incompletas ou omissas. limitada aos valores Drevistos no S 40, do mesmo artigo. O artigo 92, da Lei n. 8.212/91, estabelece o valor mínimo a ser tomado como base e que vem sendo atualizado pelas Portarias emitidas pelo Ministério da Previdência e Assistência Social. À época da lavratura a Portaria em vigor é de n.° 479, de 07 de maio de 2004. Fl. 216DF CARF MF Impresso em 27/07/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15949.000636/200894 Acórdão n.º 280301.632 S2TE03 Fl. 217 7 15. A aplicação de penalidade por descumprimento de obrigação acessória constante da Lei n.° 8.212191, não foi enquinada de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal, estando totalmente válida e devendo ser obedecida pela via administrativa, vez que está dentro dos pressupostos legais e constitucionais. 15.1. Os argumentos de inconstitucionalidade de lei e da penalidade aplicada não podem ser apreciados na esfera administrativa, pois à Administração Pública compete cumprir as leis enquanto vigentes. O Parecer/CJ/n.° 2.57412001, da Consultoria Jurídica do MPAS que assim se manifestou quanto à inconstitucionalidade: (...) 15.2. Da mesma forma são improcedentes as argüições de que a multa por descumprimento de obrigação acessória deva se pautar no Código de Defesa do Consumidor, pois como já foi mencionado a aplicação da sanção legal vem disciplinada em Lei válida, a cujo cumprimento se obriga o fisco previdenciário. Ainda, salientamos que a lei referida pela defendente não tem aplicação em sede previdenciária, já que as relações fisco contribuinte, regidas pelo direito público não se confundem com as relações fornecedorconsumidor, reguladas pelo direito privado, uma vez que a empresa não se enquadra no conceito de consumidor, como fixado no art. 2o da Lei 8.078/90, não. adquirindo, nem utilizando, como destinatária final, produto ou serviço do Instituto Nacional do Seguro Social. 16. Portanto, não há que se falar em nulidade da autuação, eis que o descumprimento da obrigação acessória que originou a lavratura do auto, persiste, não restando comprovada a correção da falta e o auto de infração foi lavrado dentro dos pressupostos legais e constitucionais. CONCLUSÃO Isto posto e, Considerando o contido no art. 284, inciso III, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.° 3.048199; Considerando a inexistência de circunstância atenuante prevista no art. 291, do Regulamento da Previdência Social aprovado pelo Decreto n.° 3.048199 e das circunstâncias agravantes contidas no art. 290, do mesmo Regulamento; Considerando tudo o mais que dos autos consta; Na competência que me confere a Portaria MPS/SRP N.° 002, de 05 de novembro de 2004 e a Portaria MPS/SRP N.° 004, de 10 de novembro de 2004; JULGO procedente a presente autuação , e (...) Fl. 217DF CARF MF Impresso em 27/07/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15949.000636/200894 Acórdão n.º 280301.632 S2TE03 Fl. 218 8 Como se pode notar da decisão todos os argumentos do contribuinte foram apreciados e fundamentados. Correta a decisão de primeira instância. O contribuinte não trouxe fato novo que pudesse desconstituir o lançamento fiscal e a decisão de primeira instância. O VALOR DA MULTA NÃO É CONFISCATÓRIO O auto de infração em tela encontra fundamento de validade na Lei nº 8.212/91. A Portaria Ministerial se limita a atualizar o valor da multa já anteriormente prevista naquele diploma legal. O valor estabelecido como pena pecuniária não é abusivo e nem confiscatório porque o cálculo desta está previsto na Lei nº 8.212/91, sendo o valor da multa, como visto na fundamentação mencionada nos autos, não é relativo, mas sim absoluto. Este é o entendimento do Tribunal Federal – TRF2 quanto ao assunto, cujos transcritos seguem: Processo AC 200150010069641AC APELAÇÃO CIVEL – 375867 , Relator(a) Desembargadora Federal SANDRA CHALU BARBOSA , Sigla do órgão TRF2 , Órgão julgador TERCEIRA TURMA ESPECIALIZADA , Fonte EDJF2R Data::12/11/2010 Página::279/280 Ementa ; TRIBUTÁRIO. APELAÇÃO EM AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL. INADIMPLEMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. MULTA COM BASE NA LEI 8.212/91. NÃO VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E IRRETROATIVIDADE TRIBUTÁRIA. AUSÊNCIA DE CONFISCO. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. 1. Tratase de apelação contra a sentença que julgou improcedente o pedido de desconstituição do auto de infração nº 35.135.1272, a fim de que seja anulado o decorrente débito fiscal. 2. Inicialmente, é de se dizer que o próprio INSS já reconheceu que o depósito judicial realizado pela autora é suficiente para garantir o crédito tributário em questão, de modo que se mostra desnecessário novo esclarecimento acerca do pagamento integral da dívida em debate. 3. No mérito, cabe consignar que, como bem observou a sentença, “existe fundamento legal para a autuação imposta à autora. Com efeito, encontrase no artigo 32 da Lei 8.212/91, com as alterações empreendidas pela Lei 9.528/97, a obrigação de as empresas apresentarem mensalmente informações relativas às contribuições exigidas pelo INSS, por meio da chamada GFIP”. Por outro lado, também aduziu corretamente a sentença que a Portaria 6.211/00, do Ministério da Saúde e Previdência Social, não criou “embasamento infralegal para a obrigação acessória em tela”, mas sim atualizou “o valor da multa por seu descumprimento”, e que não houve violação ao “princípio da irretroatividade da lei tributária”, eis que a Portaria em questão “foi utilizada pelo agente fiscal para fins de fixação do valor da multa,uma vez que já se aplicava no momento da autuação, nos moldes do § 8º do mesmo artigo 32, Lei 8.212/91”. Outrossim, preciso foi o entendimento do juízo a quo no sentido de que “em relação ao valor da multa aplicada, temos que o que fez o agente administrativo foi apenas aplicar os dispositivos legais transcritos nesta decisão, mediante atividade plenamente vinculada”; de que “o seu valor não é relativo, tomado com base em percentual do montante da obrigação principal, mas Fl. 218DF CARF MF Impresso em 27/07/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15949.000636/200894 Acórdão n.º 280301.632 S2TE03 Fl. 219 9 absoluto, levando em conta o porte da empresa, com base na quantidade de segurados”; e de que a autora se limitou a pedir a anulação do débito fiscal, não tendo formulado pedido para “a atenuação da multa aplicada”. 4. Oportuno reforçar que o entendimento contido no parecer do Ministério Público Federal é análogo ao da sentença supra especificada, ou seja, que o auto de infração em tela encontra fundamento de validade na Lei nº 8.212/91, e não naPortarianº 6.211/00; que a referida portaria se limitou a “atualizar o valor da multa já anteriormente prevista naquele diploma legal”; que o valor estabelecido como pena pecuniária não é confiscatório porque o cálculo desta está previsto no artigo 32, inciso IV, e §§ 4º e 7º da Lei nº 8.212/91; e que o valor da multa,como visto na sentença, não é relativo, mas sim absoluto. 5. Não obstante os fortes argumentos supra defendidos tanto na sentença quanto no parecer ministerial,vale colacionar os seguintes julgados do Egrégio Superior Tribunal de Justiça acerca do tema: STJ, REsp 1182354/PE, Rel. Min. Herman Benjamin, 2ª T., DJe 30/06/2010; REsp 899.895/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª T., DJe 05/08/2009. 6. Recurso conhecido e desprovido. Data da Decisão 26/10/2010 , Data da Publicação 12/11/2010 DA RELEVAÇÃO/ATENUAÇÃO DA MULTA Quanto às circunstâncias atenuantes da penalidade imposta pela infração fiscal em comento, previstas no art. 291 do Decreto n º 3.048/99, revogado pelo Decreto nº 6.727, de 2009, temse que a multa será relevada se o infrator corrigir a falta dentro do prazo de impugnação (primeira instância administrativa), não se aplicando nos casos de multa decorrente de falta ou insuficiência de recolhimento tempestivo de contribuições previdenciárias. São os termos do artigo: Art.291.Constitui circunstância atenuante da penalidade aplicada ter o infrator corrigido a falta até o termo final do prazo para impugnação. (Redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 2007) (Revogado pelo Decreto nº 6.727, de 2009) §1oA multa será relevada se o infrator formular pedido e corrigir a falta, dentro do prazo de impugnação, ainda que não contestada a infração, desde que seja o infrator primário e não tenha ocorrido nenhuma circunstância agravante. (Redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 2007) (Revogado pelo Decreto nº 6.727, de 2009) §2º O disposto no parágrafo anterior não se aplica à multa prevista no art. 286 e nos casos em que a multa decorrer de falta ou insuficiência de recolhimento tempestivo de contribuições ou outras importâncias devidas nos termos deste Regulamento. (Revogado pelo Decreto nº 6.727, de 2009) §3oDa decisão que atenuar ou relevar multa cabe recurso de ofício, de acordo com o disposto no art. 366. (Redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 2007) (Revogado pelo Decreto nº 6.727, de 2009) Fl. 219DF CARF MF Impresso em 27/07/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15949.000636/200894 Acórdão n.º 280301.632 S2TE03 Fl. 220 10 Com se vê, ainda que estivesse em vigor, não poderia ser aplicada relevação nem atenuação no caso em concreto, pois o contribuinte não colacionou aos autos prova da correção da falta até o presente momento. Assim, não há respaldo para a relevação ou atenuação da multa atualmente nem durante a vigência do art. 291 do Decreto n º 3.048/99. Como paradigma do caso em questão temos a Decisão da Quinta Turma do TRF3, em Processo AC 96030643440AC APELAÇÃO CIVEL – 333426 , Relator(a) DESEMBARGADORA FEDERAL RAMZA TARTUCE, que entende que o pedido de relevação ou redução da multa deve atender as condições exigidas, no caso, art. 291 do Decreto n º 3048/99, quando vigente. São os termos da decisão judicial: Processo AC 96030643440AC APELAÇÃO CIVEL – 333426 , Relator(a) DESEMBARGADORA FEDERAL RAMZA TARTUCE , Sigla do órgão TRF3 , Órgão julgador QUINTA TURMA , Fonte DJU DATA:05/04/2006 PÁGINA: 281 Ementa : TRIBUTÁRIO E PREVIDENCIÁRIO EMBARGOS À EXECUÇÃO MULTA POR INFRAÇÃO À LEI PREVIDENCIÁRIA RELEVAÇÃO OU REDUÇÃO PRELIMINAR REJEITADA RECURSO IMPROVIDO SENTENÇA MANTIDA. 1. Com a oposição destes embargos, dentro do prazo legal, restou suprida a alegada ausência de citação, a teor do § 1º do art. 214 do CPC. 2. A presunção de liquidez e certeza do título executivo só pode ser ilidida por prova inequívoca, a cargo do sujeito passivo ou do terceiro a que aproveite, a teor do disposto no art. 204, § único, do CTN e no art. 3º, § único, da LEF. Não demonstrou a embargante, no caso, a sua alegação no sentido de que os empregados mencionados na autuação fiscal integravam o seu quadro societário. 3. O pedido de relevação ou redução da multa foi indeferido na via administrativa, sob o fundamento de que não atendeu as condições exigidas no art. 112, § 1º, do Decreto nº 612/92, como se vê de fls. 43 e 46, não tendo a embargante trazido, aos autos, prova em contrário. 4. O percentual previsto no art. 35 da Lei nº 8212/91 não se aplica ao caso de imposição de multa por infração, como nos autos, mas ao recolhimento de contribuições previdenciárias, com atraso. 5. O título executivo está em conformidade com o disposto no art. 202 do CTN e no § 5º do art. 2º da Lei 6830/80, não tendo a executada conseguido ilidir a presunção de liquidez e certeza da dívida inscrita. 6. Preliminar rejeitada. Recurso improvido. Sentença mantida. Data da Decisão 13/02/2006 , Data da Publicação 05/04/2006 Corroborando esse entendimento foi publicado o Parecer CJ/MPS n ° 3.194/2003, que assim dispõe: 23. Ante o exposto, este membro da AdvocaciaGeral da União, por meio desta Consultoria Jurídica, manifestase no seguinte sentido: a) o pedido de relevação da multa previsto no art. 291, § 1º, do Regulamento da Previdência Social deve ser feito no prazo de Fl. 220DF CARF MF Impresso em 27/07/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15949.000636/200894 Acórdão n.º 280301.632 S2TE03 Fl. 221 11 impugnação ao auto de infração lavrado pela fiscalização do INSS; b) a autoridade julgadora competente referida no caput do art. 291, citado, é aquela integrante dos quadros da autarquia previdenciária INSS. c) a multa somente será relevada na hipótese de o infrator ter corrigido a falta até decisão originária, ou seja, do órgão próprio do INSS. (grifei) Não tendo sido corrigida a falta até a decisão de primeira instância é impossível juridicamente a relevação da multa, bem como a atenuação, constantes do artigo 291, § 1°, do Decreto n° 3.048/99. Deve ficar claro que as obrigações acessórias são impostas aos sujeitos passivos como forma de auxiliar e facilitar a ação fiscal. Por meio das obrigações acessórias a fiscalização conseguirá verificar se a obrigação principal foi cumprida. A responsabilidade pela infração é objetiva, independe da culpa ou da intenção do agente para que surja a imposição do auto de infração. Assim, o fato de trazer ou não prejuízo ao Fisco é irrelevante, pois a obrigação sendo instrumental, qualquer descumprimento por presunção legal, acarreta dificuldade na ação fiscal. Nesse sentido é o disposto no art. 136 do CTN. APRESENTAÇÃO DE PROVAS O Decreto n º 70.235/72, que regula o contencioso administrativo fiscal no âmbito federal, estabelece nos parágrafos 4o e 5o do art. 16, que a prova deverá ser apresentada na impugnação precluindo o direito de fazêlo em outro momento, a menos que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência: a) da impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; b) refirase a fato ou a direito superveniente; c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. No caso em concreto não ficou demonstrada nenhuma das hipóteses pelo contribuinte. O contribuinte não trouxe aos autos prova suficiente que pudesse desconstituir o lançamento fiscal. O crédito tributário encontrase revestido das formalidades legais do art. 142 e § único, e arts. 97 e 115, todos do CTN, com a descrição da infração e dispositivo legal infringido, o valor da multa aplicada e sua fundamentação legal, período apurado, relatório fiscal da infração e da aplicação da multa, Instrução para o Contribuinte; identificação do contribuinte, identificação do Auditor Fiscal notificante, e demais informações constantes dos autos, bem como, lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto, consoante o artigo 33 da Lei n° 8.212/91. RETROATIVIDADE BENIGNA Quanto à multa aplicada na autuação fiscal em epígrafe, há que se observar a retroatividade benigna prevista no art. 106, inciso II do CTN. Fl. 221DF CARF MF Impresso em 27/07/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15949.000636/200894 Acórdão n.º 280301.632 S2TE03 Fl. 222 12 As multas em GFIP foram alteradas pela Lei nº 11.941, de 27/05/2009, sendo mais benéficas para o infrator. Foi acrescentado o art. 32A a Lei n º 8.212, nestas palavras: Art. 32A.O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitar seá às seguintes multas: I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3odeste artigo. § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento. § 2o Observado o disposto no § 3odeste artigo, as multas serão reduzidas: I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. § 3o A multa mínima a ser aplicada será de: I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e II–R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. Em razão da introdução do art. 32A, inciso I na lei 8.212/91, pela lei 11.941/09, regulando a infração ora examinada, e seguindose o disposto no art. 106, inciso II do CTN (penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática), a multa que consta do presente Auto de Infração deve ser comparada com o valor obtido após o cálculo feito consoante a regra do art. 32A, incisos I, da lei 8.212/91, e aplicado o que for mais benéfico ao contribuinte. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto em dar provimento parcial ao recurso, para retificar o valor da multa de ofício em razão da apresentação de GFIP com incorreções ou omissões, devendose aplicar o disposto no art. 32A, inciso I, da Lei n. 8.212/1991, desde que mais favorável ao contribuinte. Fl. 222DF CARF MF Impresso em 27/07/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15949.000636/200894 Acórdão n.º 280301.632 S2TE03 Fl. 223 13 (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Fl. 223DF CARF MF Impresso em 27/07/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 10860.721634/2011-94
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jul 01 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2007
IRPF. DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO.
A falta de apresentação de documentação comprobatória das despesas médicas impede seu aproveitamento como dedução. A mesma sorte assiste às despesas cujos recibos comprobatórios não identificam o endereço do emitente nem o nome do paciente a que se refere o tratamento, mormente quando essa última exigência foi feita desde a intimação fiscal. Somente com a indicação do beneficiário do tratamento é possível aferir se as despesas médicas restringem-se ao que permite a lei: tratamento do próprio contribuinte ou de seus dependentes.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 2802-002.375
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator.
(Assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente e Relator.
EDITADO EM: 20/06/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jaci de Assis Júnior, Dayse Fernandes Leite, Carlos André Ribas de Mello, German Alejandro San Martín Fernández e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente).
Nome do relator: JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201306
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2007 IRPF. DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. A falta de apresentação de documentação comprobatória das despesas médicas impede seu aproveitamento como dedução. A mesma sorte assiste às despesas cujos recibos comprobatórios não identificam o endereço do emitente nem o nome do paciente a que se refere o tratamento, mormente quando essa última exigência foi feita desde a intimação fiscal. Somente com a indicação do beneficiário do tratamento é possível aferir se as despesas médicas restringem-se ao que permite a lei: tratamento do próprio contribuinte ou de seus dependentes. Recurso voluntário negado.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jul 01 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10860.721634/2011-94
anomes_publicacao_s : 201307
conteudo_id_s : 5263195
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 01 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2802-002.375
nome_arquivo_s : Decisao_10860721634201194.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
nome_arquivo_pdf_s : 10860721634201194_5263195.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente e Relator. EDITADO EM: 20/06/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jaci de Assis Júnior, Dayse Fernandes Leite, Carlos André Ribas de Mello, German Alejandro San Martín Fernández e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente).
dt_sessao_tdt : Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
id : 4936673
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:10:48 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045983724568576
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1859; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 115 1 114 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10860.721634/201194 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2802002.375 – 2ª Turma Especial Sessão de 18 de junho de 2013 Matéria IRPF Recorrente FLORIPES MATTOS MENDES Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2007 IRPF. DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. A falta de apresentação de documentação comprobatória das despesas médicas impede seu aproveitamento como dedução. A mesma sorte assiste às despesas cujos recibos comprobatórios não identificam o endereço do emitente nem o nome do paciente a que se refere o tratamento, mormente quando essa última exigência foi feita desde a intimação fiscal. Somente com a indicação do beneficiário do tratamento é possível aferir se as despesas médicas restringemse ao que permite a lei: tratamento do próprio contribuinte ou de seus dependentes. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e Relator. EDITADO EM: 20/06/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jaci de Assis Júnior, Dayse Fernandes Leite, Carlos André Ribas de Mello, German Alejandro San Martín Fernández e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 0. 72 16 34 /2 01 1- 94 Fl. 115DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 20 /06/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Relatório Tratase de lançamento de Imposto de Renda de Pessoa Física do exercício 2007, anocalendário 2006, decorrente de glosa de R417.050,00 de dedução de despesas médicas motivada pela não comprovação da efetividade do serviço ou do pagamento. A contribuinte impugnou o lançamento sob alegação de que desconhecer a razão de as despesas terem sido glosadas pois os profissionais que lhe prestaram serviços são habilitados e devidamente registrados nos órgãos de registro profissional, ressalta que os serviços de saúde foram realizados e comprovado com a documentação apresentada e que não há obrigatoriedade de comprovação com cheques ou comprovantes bancários, que pagou com dinheiro e possui 74 anos e porta doenças decorrente da idade o que a dispensa de apresentar Declaração de Rendimentos Anuais. A Delegacia de Julgamento adotou entendimento de que, conforme previsto no art. 845, § 1º, do RIR1999, a autoridade fiscal deveria indicar os motivos pelos quais os recibos não eram suficiente, de forma que não o fazendo, esses documentos são hábeis e idôneos para fins de dedução, desde que atendam aos requisito legais, entretanto, indeferiu a impugnação, em síntese, porque existentes as seguintes irregularidades em cada despesas declarada: a) Leiza Lencioni Prado Leite – R$1.000,00 – recibos de fls. 10/12 sem indicação do beneficiário do tratamento; b) Maria Luiza da Rocha Ribeiro – R$4.800,00 – recibos fls. 13/18 sem indicação de endereço e beneficiário do tratamento; c) Liliane Kelly Quina – R$2.900,00 recibos fls. 19 sem indicação de endereço e beneficiário do tratamento d) Harry Domingos de Paula – R$4.500,00 – recibos de fls. 20/22 sem indicação do beneficiário do tratamento; e e) Comando do Exército (Hospital Geral SP) R$3.850,00 – não apresentou documentos Ciente dessa decisão em 06/09/2012, a contribuinte apresentou recurso voluntário em 05/10/2012, que se resume nos seguintes argumentos: 1. reitera os argumentos da impugnação e destaca sua idade avançada e necessidade de tratamento e indignação com a glosa até mesmo da despesa com o Comando do Exército, bem como o fato de não ser conhecedora da legislação tributária; 2. ainda que possa existir alguma irregularidade nos recibos, o relevante é que os recibos foram emitidos, contém a assinatura dos profissionais que continuam exercendo a atividade profissional; 3. requer que sejam tomados os depoimentos dos prestadores dos serviços como forma de assegurar seu direito de ampla defesa. Fl. 116DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 20 /06/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10860.721634/201194 Acórdão n.º 2802002.375 S2TE02 Fl. 116 3 É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. O litígio trata de glosa de despesas médicas por: a) falta de documento comprobatório – referente ao Comando do Exército (Hospital Geral SP) no valor de R$3.850,00 b) falta de indicação do paciente, em relação a Leiza Lencioni Prado Leite (recibos de fls. 10/12) e Harry Domingos de Paula ( recibos de fls. 20/22), nos valores de R$1.000,00 e R$4.500,00, respectivamente; e c) falta de indicação de endereço e nome do paciente, no que se refere a Maria Luiza da Rocha Ribeiro (recibos fls. 13/18) e Liliane Kelly Quina (recibos fls. 19), nas quantias de R$4.800,00 e R$2.900,00, respectivamente. A falta de documentação alusiva ao pagamento de R$3.850,00 em favor do Comando do Exército (Hospital Geral SP) é razão suficiente para legitimar a glosa. Frisese que no Comprovante do Ministério do Exército (fls. 40) não há qualquer referência ao valor glosado nem ao Hospital Geral SP. Sem razão o recorrente. Sobre o momento para exigir o cumprimento de requisitos legais, devese considerar a ponderação entre as normas de direito material e de direito processual. Como regra geral, o apontamento de irregularidades nos recibos deve ser feito no lançamento e não no julgamento, entretanto, para deslinde deste caso concreto é preciso mencionar que desde a intimação fiscal constou a exigência de que os recibos indicassem o nome do paciente (fls. 29 e fls. 43) e a exigência ao cumprimento dos requisitos legais foi feita expressamente, notadamente, às fls. 43. O fato de os documentos envolvendo outros profissionais (Fisioterapeuta Gisele e Odontólogo Paulo César) com indicação de endereço e relacionando à recorrente terem sido admitidos pela fiscalização como prova da efetividade da realização dos serviços e do pagamento e, nesses casos, não ter havido glosa é exemplo do valor dessas informações para a autoridade fiscal. Fl. 117DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 20 /06/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 A exigência de indicação do endereço e de vinculação da despesas ao contribuinte ou seus dependentes decorre da lei (art. 8º, §2º, incisos II e II da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995) e, neste caso concreto, está implícito que sua falta foi razão para considerar não comprovado o pagamento ou prestação do serviço nos termos autorizadores da dedução. Essa exigência constou no acórdão recorrido e seria de fácil produção. Tratase de prova cujo ônus é da recorrente e por tal razão deve ser rejeitado o pleito de produção de depoimento dos profissionais. Ademais, não cabe utilizar diligências com o intuito de suprir a ausência de provas que são de alçada do recorrente. Destarte, devese NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 118DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 20 /06/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 10120.009637/2010-39
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jun 25 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/06/2009 a 30/09/2009
COMPENSAÇÃO.GLOSA
Constatada a compensação de valores efetuada indevidamente pelo contribuinte ou em desacordo com o permitido pela legislação tributária, será efetuada a glosa dos valores e constituído o crédito tributário por meio do instrumento competente, sem prejuízo das penalidades cabíveis.
BASE DE CÁLCULO APURADA ATRAVÉS FOLHA DE PAGAMENTO. DOCUMENTOS FORNECIDOS PELO PRÓPRIO CONTRIBUINTE
Presumem-se verdadeiros os valores lançados pela autoridade fiscal fundamentados nas folhas de pagamento da empresa, fornecido pela própria contribuinte, não declarados em GFIP, cabendo a esta o ônus da prova em contrário.
AUTO DE INFRAÇÃO. RECLASSIFICAÇÃO DE SAT/GILRAT NÃO FUNDAMENTADA NOS AUTO DE INFRAÇÃO. ATIVIDADE PREPONDERANTE PELO NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS. FISCALIZAÇÃO IN LOCO. NULIDADE POR VÍCIO MATERIAL.
O re-enquadramento de alíquota do SAT/GILRAT realizada pela fiscalização deve ser motivada com demonstração fática da atividade preponderante dos estabelecimentos na correspondência do número dos seus funcionários em cada atividade. A ausência de análise in loco é causa de nulidade por vício material.
Recurso Voluntário Provido Em Parte - Crédito Tributário Mantido em Parte
Numero da decisão: 2803-002.448
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, no sentido de reformar a decisão a quo e decretar a nulidade parcial do lançamento e dos créditos a título de diferença e reenquadramento de SAT/GILRAT, por vicio material. Vencido o Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima.
(Assinado Digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
(Assinado Digitalmente)
Gustavo Vettorato - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato (vice-presidente), Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira do Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior.
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201306
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/06/2009 a 30/09/2009 COMPENSAÇÃO.GLOSA Constatada a compensação de valores efetuada indevidamente pelo contribuinte ou em desacordo com o permitido pela legislação tributária, será efetuada a glosa dos valores e constituído o crédito tributário por meio do instrumento competente, sem prejuízo das penalidades cabíveis. BASE DE CÁLCULO APURADA ATRAVÉS FOLHA DE PAGAMENTO. DOCUMENTOS FORNECIDOS PELO PRÓPRIO CONTRIBUINTE Presumem-se verdadeiros os valores lançados pela autoridade fiscal fundamentados nas folhas de pagamento da empresa, fornecido pela própria contribuinte, não declarados em GFIP, cabendo a esta o ônus da prova em contrário. AUTO DE INFRAÇÃO. RECLASSIFICAÇÃO DE SAT/GILRAT NÃO FUNDAMENTADA NOS AUTO DE INFRAÇÃO. ATIVIDADE PREPONDERANTE PELO NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS. FISCALIZAÇÃO IN LOCO. NULIDADE POR VÍCIO MATERIAL. O re-enquadramento de alíquota do SAT/GILRAT realizada pela fiscalização deve ser motivada com demonstração fática da atividade preponderante dos estabelecimentos na correspondência do número dos seus funcionários em cada atividade. A ausência de análise in loco é causa de nulidade por vício material. Recurso Voluntário Provido Em Parte - Crédito Tributário Mantido em Parte
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jun 25 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10120.009637/2010-39
anomes_publicacao_s : 201306
conteudo_id_s : 5261958
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jun 25 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2803-002.448
nome_arquivo_s : Decisao_10120009637201039.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : GUSTAVO VETTORATO
nome_arquivo_pdf_s : 10120009637201039_5261958.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, no sentido de reformar a decisão a quo e decretar a nulidade parcial do lançamento e dos créditos a título de diferença e reenquadramento de SAT/GILRAT, por vicio material. Vencido o Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima. (Assinado Digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima - Presidente. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato (vice-presidente), Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira do Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 19 00:00:00 UTC 2013
id : 4925722
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:10:42 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045983729811456
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2142; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 235 1 234 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10120.009637/201039 Recurso nº 10.120.009637201039 Voluntário Acórdão nº 2803002.448 – 3ª Turma Especial Sessão de 19 de junho de 2013 Matéria Contribuições Previdenciárias Recorrente SAO LUIS DE MONTES BELOS PREFEITURA MUNICIPAL Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/06/2009 a 30/09/2009 COMPENSAÇÃO.GLOSA Constatada a compensação de valores efetuada indevidamente pelo contribuinte ou em desacordo com o permitido pela legislação tributária, será efetuada a glosa dos valores e constituído o crédito tributário por meio do instrumento competente, sem prejuízo das penalidades cabíveis. BASE DE CÁLCULO APURADA ATRAVÉS FOLHA DE PAGAMENTO. DOCUMENTOS FORNECIDOS PELO PRÓPRIO CONTRIBUINTE Presumemse verdadeiros os valores lançados pela autoridade fiscal fundamentados nas folhas de pagamento da empresa, fornecido pela própria contribuinte, não declarados em GFIP, cabendo a esta o ônus da prova em contrário. AUTO DE INFRAÇÃO. RECLASSIFICAÇÃO DE SAT/GILRAT NÃO FUNDAMENTADA NOS AUTO DE INFRAÇÃO. ATIVIDADE PREPONDERANTE PELO NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS. FISCALIZAÇÃO IN LOCO. NULIDADE POR VÍCIO MATERIAL. O reenquadramento de alíquota do SAT/GILRAT realizada pela fiscalização deve ser motivada com demonstração fática da atividade preponderante dos estabelecimentos na correspondência do número dos seus funcionários em cada atividade. A ausência de análise in loco é causa de nulidade por vício material. Recurso Voluntário Provido Em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 00 96 37 /2 01 0- 39 Fl. 240DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 21/06/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10120.009637/201039 Acórdão n.º 2803002.448 S2TE03 Fl. 236 2 Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, no sentido de reformar a decisão a quo e decretar a nulidade parcial do lançamento e dos créditos a título de diferença e reenquadramento de SAT/GILRAT, por vicio material. Vencido o Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima. (Assinado Digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato (vicepresidente), Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira do Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior. Fl. 241DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 21/06/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10120.009637/201039 Acórdão n.º 2803002.448 S2TE03 Fl. 237 3 Relatório O presente Recurso Voluntário (fls. 190 e seguintes dos autos digitais) foi interposto contra decisão da DRJ(fls. 171 e seguintes do processo digital), que manteve o crédito tributário oriundo de apuração de contribuições sociais destinadas à Seguridade Social, relativa às glosas de compensações decorrentes de valores compensados em desacordo com as normas vigentes e de diferença de contribuições para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho GILRAT. De acordo com o Relatório Fiscal, de fls. 46/61, constituem fato gerador das contribuições sociais lançadas as remunerações pagas, devidas e/ou creditadas a qualquer título aos trabalhadores vinculados ao Regime Geral de Previdência Social RGPS a serviço do Município, declaradas em Guias de Recolhimento do FGTS e Informações para a Previdência Social – GFIP, constantes dos sistemas da RFB no período de 06/2007 a 12/2009. A ciência do auto de infração inaugural foi em 24.11.2010 (fls. 01). Assim, o recurso veio à presente turma especial para seu julgamento, em que apresentou os seguintes argumentos, em parte repetindo o posto em peça impugnatória: preliminar de nulidade do lançamento por ausência de Mandado de Procedimento Fiscal e de provas juntadas ao auto de infração, em prejuízo à defesa; preliminar de que o contribuinte não pode ser considerado empresa para fins da Lei n.8.212/1991; a compensação foi realizada de forma devida, pois foi feita com base em recolhimentos de contribuições a maiores nos períodos de 01/2002 e 02/2002, 09/2002 a 01/2003, e 03/2003 a 06/2003, antes do termo do prazo prescricional. pedido de oportunidade de retificação de GFIP´s; que a jurisprudência entende que, no tocante às contribuições recolhidas antes da Lei Complementar n. 118/2005, o prazo prescricional seguiria a tese da contagem 5+5 anos. que as compensações foram realizadas mediante apuração de créditos dos agentes políticos fundamentadas em decisão judicial transitada em julgado no STF, no Recurso Extraordinário n. 351.717/PR, de 08.10.2003, que teve seus efeitos estendidos a de forma geral pela Resolução do Senado Federal n. 26/2005, e que o prazo prescricional para repetição/compensação começaria somente a correr a partir dessa data; que o reenquadramento do SAT/GILRAT de 1% para 2% é incorreta por não considerar a atividade preponderante do contribuinte; Fl. 242DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 21/06/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10120.009637/201039 Acórdão n.º 2803002.448 S2TE03 Fl. 238 4 que a multa aplicada na apuração da diferença de SAT/GILRAT com base no art. 44,I, da Lei n. 9430/1996 (75% sobre a obrigação principal não declarada em GFIP), devendo ser aplicada a multa de 20%. Ressaltase que quanto à glosa de compensação referente à 03.2008, não houve impugnação ou recurso, pois conforme às fls. 60, tratouse de um erro de lançamento na GFIP, reconhecido pela contribuinte. Os autos vieram para apreciação desta Turma Especial. Esse é o relatório. Fl. 243DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 21/06/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10120.009637/201039 Acórdão n.º 2803002.448 S2TE03 Fl. 239 5 Voto 1. O recurso é tempestivo, assim deve o mesmo ser conhecido. 2. Quanto à preliminar de ausência de MPF, não merece ser acolhida, pois o mesmo foi emitido em sua forma digital e indicada no Termo de Início de Procedimento Fiscal TIPF, datado de 18/03/2010, de fl. 25, registra que o MPF é o de nº 012.01.00.2010.00336 e o código de acesso 15425165, com ciência do contribuinte em 23/03/2010, AR de fl. 26, comprovando o acerto da autoridade fiscal. A versão digital do MPF é autorizado pelo art. 2º, caput, do Decreto 3.724/2001, com redação dada pelo Decreto nº 6.104/2007, e artigo 2º e 4º, da Portaria RFB nº 11.371, de 12/12/2007. Logo, perde fundamento a alegação da contribuinte. 3. Quanto à preliminar de que o contribuinte (Município) não pode ser equiparado à empresa para fins previdenciários, novamente é equivocado, em razão do art. 15, I, da Lei n. 8.212/1991, que expressamente equipara a empresa para fins previdenciários os órgãos e entidades da administração pública. Novamente, deve ser afastada a preliminar. 4. A questão quanto à regularidade das compensações, indiferentemente da declaração de inconstitucionalidade da incidência das contribuições previdenciárias sobre remunerações pagas a agentes políticos, que foam recolhidas nos períodos 01/2002 e 02/2002, 09/2002 a 01/2003, e 03/2003 a 06/2003, e compensadas com os créditos lançados referentes aos períodos 06.2009 a 12/2009, o direito à repetição/compensação efetivamente sofreu a prescrição. Em razão à glosa de compensação referente à 03.2008, ressaltase que não houve impugnação ou recurso, pois conforme às fls. 60, tratouse de um erro de lançamento na GFIP, reconhecido pela contribuinte, logo não será apreciada. Quanto à interpretação conjunta que haveria entre o art. 150, §4º, e 168, do CTN, antes do art. 4º da Lei Complementar n. 118/2005, em que o prazo prescricional de 5(cinco) somente teria início após 5(cinco) anos do pagamento sujeito há homologação tácida, seria aplicável a fatos geradores tributários ocorridos até a data da promulgação da indicada Lei Complementar 118/2005, não merece acolhimento. Isso, em especial razão após a decisão do STF no Recurso Extraordinário 566.621, em decisão plenária, estabeleceu que o prazo de 5(cinco) anos para repetição tributária seria aplicável aos pedidos protocolizados após 120 (cento e vinte) dias de vacância da Lei Complementar n. 118/2005. Assim, por esse argumento, por terem sido as compensações realizadas mais de cinco da data do fato gerador e efetivo pagamento supostamente indevido, o direito de repetição/compensação já teria sido extinto, por prescrição. No tangente à tese de que o prazo prescricional teria início a partir da publicação da Resolução do Senado n. 26/2005, novamente não tem razão o contribuinte, pois a jurisprudência pátria, inclusive do STF, adota que o prazo prescricional iniciase a contar do fato gerador, vide o seguinte arresto que confirma tal entendimento: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. Fl. 244DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 21/06/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10120.009637/201039 Acórdão n.º 2803002.448 S2TE03 Fl. 240 6 EXISTÊNCIA DE DECISÃO DO PLENÁRIO DESTA CORTE SOBRE A CONTROVÉRSIA DOS AUTOS. VIOLAÇÃO DO ART. 97 DA CF/88. INOCORRÊNCIA. ART. 4º, SEGUNDA PARTE, DA LC 118/05. INCONSTITUCIONALIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA NO RE 566.621. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. A cláusula de reserva de plenário não incide quando houver orientação consolidada do STF sobre a questão constitucional discutida. Precedente: RE 571.968AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 05.06.12. No mesmo sentido: RE 594.515AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Dj de 22.05.12. 2. A repercussão geral da matéria sub examine foi reconhecida pelo Plenário do STF, nos autos do RE 566.621, de relatoria da e. Ministra Ellen Gracie, e na apreciação de mérito da demanda, a Corte, declarou “a inconstitucionalidade do artigo 4º, segunda parte, da LC 118, por violação do princípio da segurança jurídica, nos seus conteúdos de proteção da confiança e de acesso à Justiça, com suporte implícito e expresso nos arts. 1º e 5º, inciso XXXV, e considerando válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tão somente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005”. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou que: “EMENTA. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. PESSOA FÍSICA. LICENÇAPRÊMIO. FÉRIAS NÃO GOZADAS. ABONO ASSIDUIDADE. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS. AUSÊNCIA DE DOCUMENTOS. PRESCRIÇÃO. A 1ª Seção do STJ, na apreciação do ERESP 435.835/SC, Rel. p/ o acórdão Min. José Delgado, julgado em 24.03.2004, revendo a orientação até então dominante, firmou entendimento no sentido de que o prazo prescricional para o ajuizamento de ação de repetição de indébito, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, é de cinco anos, tendo como marco inicial a data da homologação do lançamento, que, sendo tácita, ocorre no prazo de cinco anos do fato gerador. Considerouse ser irrelevante, para efeito da contagem do prazo prescricional, a causa do recolhimento indevido (v.g., pagamento a maior ou declaração de inconstitucionalidade do tributo pelo Supremo), eliminandose a anterior distinção entre repetição de tributos cuja cobrança foi declarada inconstitucional em controle concentrado e em controle difuso, com ou sem edição de resolução pelo Senado Federal, mediante a adoção da regra geral dos "cinco mais cinco" para a totalidade dos casos. É na fase executória da decisão trânsita em julgado que se demonstra o indigitado crédito perante o Fisco, quando se dará o encontro de contas. Preliminar a que se rejeita. Sobre as verbas recebidas a título de férias não gozadas, licençaprêmio e abono assiduidade não incide o Imposto de Renda, tendo em vista o caráter indenizatório daqueles valores. Presumese por necessidade do serviço o impedimento de que o servidor goze de férias licençaprêmio. Precedentes do STJ. Já a verba percebida Fl. 245DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 21/06/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10120.009637/201039 Acórdão n.º 2803002.448 S2TE03 Fl. 241 7 a título de participação nos lucros, caracterizase recebimento de renda tributável, na forma do disposto no § 5º do art. 3º da Lei nº 10.101/2000. (Precedente desta Corte). Preliminares rejeitadas. Apelação provida em parte.” 4. Agravo regimental a que se nega provimento.(AI 707213 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 18/12/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe033 DIVULG 19 022013 PUBLIC 20022013) Assim, indiferentemente da discussão se a glosa da compensação estaria motivada pelo não cumprimento de condições formais da forma de compensação, inclusive quanto à necessidade de correção de GFIP, são desnecessários, em razão da ocorrência de prescrição supra demonstrada. 5. Quanto à alegação de ser indevida o reenquadramento da alíquota SAT/GILRAT, de 1% para 2%, realmente merece atenção. A reclassificação das atividades da empresa para fins de SAT, mesmo que fosse apenas analisando exclusivamente em razão do CNAE, conforme Anexo V Relação de Atividades Preponderantes e Correspondentes Graus de Risco (Conforme a Classificação Nacional de Atividades Econômicas) do RPS, alterado pelo Decreto nº 6.042, de 12 de fevereiro de 2007, estaria incorreta. Como prevê a própria legislação, o enquadramento e reenquadramento da atividade econômica da empresa para fins SAT tem como base a atividade laboral exercida pela preponderância dos seus empregados da empresa como um todo. Quanto à aplicação das alíquotas do Seguro de Acidente do Trabalho – SAT, conforme o art. 22, II, da Lei n. 8.212/1991, o voto do Conselheiro Amílcar Barca Teixeira Júnior, desta mesma Turma Especial, no julgamento do Recurso Voluntário n. 257.987, do processo n. 11020.000119/200826, é o norte da presente decisão: Segundo o magistério da professora Cláudia Salles Vilela Vianna (in Previdência Social – Custeio e Benefícios. – São Paulo : LTr. 2005. páginas 218 / 220), a partir da competência julho/2007, a atividade preponderante da empresa, para fins de enquadramento na alíquota de grau de risco destinada a arrecadar recursos para custear o financiamento dos benefícios concedidos em razão de maior incidência de incapacidade laborativa decorrente de riscos ambientais do trabalho, é aquela que ocupa, na empresa, o maior número de segurados empregados e trabalhadores avulsos. Para a realização do autoenquadramento, deverá o empregador, portanto, obedecer às seguintes disposições, notadamente em relação a empresa com mais de um estabelecimento e diversas atividades econômicas, como é o caso da Recorrente: Inicialmente, deverá se enquadrar por estabelecimento, em cada uma das atividades econômicas existentes, prevalecendo como preponderante aquela que tiver o maior número de segurados empregados e trabalhadores avulsos. Fl. 246DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 21/06/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10120.009637/201039 Acórdão n.º 2803002.448 S2TE03 Fl. 242 8 Em seguida, comparará os enquadramentos dos estabelecimentos para definir o enquadramento da empresa, cuja atividade preponderante será, então, aquela que tiver o maior número de segurados empregados e trabalhadores avulsos, apurada dentre todos os seus estabelecimentos. A título de exemplo, imaginemos uma empresa com mais de um estabelecimento, como matriz e filiais, que têm o mesmo CNPJ raiz. Chamaremos de Estabelecimentos 01, 02, e 03. O Estabelecimento 01 tem a atividade “A” com 10 (dez) empregados, a atividade “B” com 15 (quinze) empregados e a atividade “C” com 20 (vinte) empregados. A atividade preponderante do Estabelecimento 01 é a “C”, com 20 (vinte) empregados. Continuando o mesmo exemplo imaginemos que o Estabelecimento 02 tem a atividade “D” com 25 (vinte e cinco) empregados, a atividade “E” com 05 (cinco) empregados e a atividade “F” com 15 (quinze) empregados. Assim, a atividade preponderante no Estabelecimento 02 é a “D”, com 25 (vinte e cinco) empregados. Finalmente, o Estabelecimento 03 tem a atividade “G” com 10 (dez) empregados, a atividade “H” com 20 (vinte) empregados e a atividade “I” com 15 (quinze) empregados. A atividade preponderante no Estabelecimento 03 é a “H”, com 20 (vinte) empregados. A conclusão a que se chega do exemplo acima é que a ATIVIDADE PREPONDERANTE NA EMPRESA É A “D”, COM 25 EMPREGADOS. Assim sendo, percebese que a fórmula acima é que deve ser utilizada para se determinar a atividade preponderante relativamente ao correto enquadramento no grau de risco, metodologia que foi totalmente ignorada pela fiscalização, conforme comprova o subitem 3.3.2 do Relatório Fiscal (fls. 689). Ao realizar o enquadramento de ofício somente porque, em tese, preponderariam as atividades referentes às CNAE`s sob os códigos 85111, 85120, 85138 e 85146, efetivamente, não nos parece ser a maneira mais correta de aferição para sustentar o lançamento. O fisco para realizar o enquadramento de ofício deveria ter verificado, in loco, no caso a empresa como um todo, incluindo aí o hospital, as diversas atividades existentes nos estabelecimentos da recorrente, e não arbitrar utilizando a CNAE como elemento suficiente para se cumprir seu mister. No que diz respeito à Classificação Nacional de Atividades Econômica CNAE, segundo a apresentação constante do site da RFB (www.receita.fazenda.gov.br/PessoaJuridica/CNAEFiscal/txtcna e.htm), a CNAEFiscal é o instrumento de padronização Fl. 247DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 21/06/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10120.009637/201039 Acórdão n.º 2803002.448 S2TE03 Fl. 243 9 nacional dos códigos de atividade econômica e dos critérios de enquadramento utilizados pelos diversos órgãos da Administração Tributária do país. Tratase de um detalhamento da CNAE Classificação Nacional de Atividades Econômicas, aplicada a todos os agentes econômicos que estão engajados na produção de bens e serviços, podendo compreender estabelecimentos de empresas privadas ou públicas, estabelecimentos agrícolas, organismos públicos e privados, instituições sem fins lucrativos e agentes autônomos (pessoa física). A CNAE Fiscal resulta de um trabalho conjunto das três esferas de governo, elaborada sob a coordenação da Receita Federal do Brasil e orientação técnica do IBGE, com representantes da União, dos Estados e dos Municípios, na Subcomissão Técnica da CNAE Fiscal, que atua em caráter permanente no âmbito da Comissão Nacional de Classificação CONCLA. A tabela de códigos e denominações da CNAE Fiscal foi oficializada mediante publicação no DOU Resolução IBGE/CONCLA 01 de 25/06/98 e atualizações posteriores. Sua estrutura hierárquica mantém a mesma estrutura da CNAE (5 dígitos), adicionando um nível hierárquico a partir de detalhamento de classes da CNAE, com 07 dígitos, específico para atender necessidades da organização dos Cadastros de Pessoas Jurídicas no âmbito da Administração Tributária. Na Receita Federal do Brasil, a CNAE Fiscal é o código a ser informado na Ficha Cadastral de Pessoa Jurídica (FCPJ) que alimentará o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica/CNPJ. A responsabilidade em relação à gestão e manutenção da CNAE está a cargo do IBGE, a partir das deliberações da Comissão Nacional de Classificação CONCLA. Das definições e responsabilidades acima mencionadas, restou evidenciado que as possibilidades aventadas pela fiscalização e também pela i. Relatora são totalmente incompatíveis com a realidade fática das empresas de um modo geral. No que concerne à responsabilidade mensal pelo enquadramento no grau de risco, observada a atividade econômica preponderante, a legislação previdenciária determinou que tal função está a cargo do próprio sujeito passivo, cabendo ao fisco rever o autoenquadramento em qualquer tempo. Ora, querer atribuir ao sujeito passivo o ônus tributário pretendido somente porque ele tem a responsabilidade de realizar o enquadramento mensal no grau de risco e utilizar a CNAE Fiscal como balizador de tal obrigação é, sem dúvida, querer ignorar completamente o princípio da verdade material que informa o processo administrativo fiscal. Fl. 248DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 21/06/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10120.009637/201039 Acórdão n.º 2803002.448 S2TE03 Fl. 244 10 O enquadramento na CNAE é realizado uma única vez quando a empresa faz seu cadastramento no CNPJ do Ministério da Fazenda. Depois disto, haverá modificações somente na hipótese de alteração da sua natureza jurídica. Destarte, não resta nenhuma dúvida em relação à impossibilidade de a empresa, mensalmente, alterar suas informações cadastrais na CNAE, como é de sua responsabilidade, ao contrário, a realização de seu enquadramento no grau de risco, observandose, como já mencionado, a sua atividade econômica preponderante. Para deixar bem clara a impossibilidade de respaldar a pretensão do fisco, tomamos como exemplo uma empresa da indústria da construção civil, cujo grau de risco é o máximo (3%). Nesse caso, é correto afirmar que tal empresa poderá em algum momento de sua existência estar sem qualquer obra em curso. No entanto, os empregados da área administrativa e diretiva são mantidos e estão aguardando a contratação de novos empreendimentos. De acordo com o entendimento do fisco, no exemplo acima, tendo em vista a CNAE da empresa de construção civil, o enquadramento teria que ser aquele de grau máximo, ou seja, de 3% (três por cento). Todavia, seguindo as determinações da legislação previdenciária, caso a empresa tenha realizado o enquadramento mensal em grau de risco distinto do máximo, não há que se falar em revisão do autoenquadramento embasado apenas na CNAE. Destarte, voto no sentido de DAR PARCIAL PROVIMENTO ao recurso apresentado pelo contribuinte, excluindo do lançamento o acréscimo de alíquota em razão do reenquadramento efetuado pela Autoridade Fiscal relativamente ao SAT/RAT. Em adição de tais argumentos, da mesma forma que está ratificado pelo PARECER PGFN/CRJ/Nº 2120/2011 (ATO DECLARATÓRIO Nº 11 /2011), observando a necessidade de uma fiscalização em loco exigida ao caso, fato que sequer há comentários sobre sua ocorrência, verificase uma afronta ao que dispõe os artigos 142 e 147 do CTN, bem como dos artigos 33, §§ 3º e 6º, da Lei n. 8.212/1991, que exigem a demonstração pela fiscalização dos fatos precisos que motivaram o desenquadramento da situação anterior do SAT, bem como afeta diretamente a constituição da norma de incidência tributária na formação de sua alíquota (elemento quantitativo), sob pena de haver, no mínimo, uma nulidade por vício material do crédito lançado. Assim, deve ser cancelada, por nulidade material, a parcela do crédito lançado com base na diferença de alíquota de SAT/GILRAT (Rubricas S2, SC1 e SC2). Em razão, da nulidade dos créditos lançados com base na diferença de SAT/GILRAT, não é possível a aplicação de multa de ofício sobre o mesmo, por falta de obrigação principal sobre qual a sanção deve incidir (art. 44, da Lei n. 9430). Fl. 249DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 21/06/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10120.009637/201039 Acórdão n.º 2803002.448 S2TE03 Fl. 245 11 6. Conclusão Isso posto, meu voto é para CONHECER O RECURSO VOLUNTÁRIO, CONCEDENDO PARCIAL PROVIMENTO, no sentido de reformar a decisão a quo e decretar a nulidade parcial do lançamento e dos créditos a título de diferença e re enquadramento de SAT/GILRAT, por vicio material. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato Relator Fl. 250DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 21/06/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 11030.721427/2011-75
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 12 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed May 29 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2009
RECURSO INTEMPESTIVO.
É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário no prazo legal. Não se toma conhecimento de recurso intempestivo.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2402-003.430
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário por intempestividade.
Julio Cesar Vieira Gomes - Presidente
Ronaldo de Lima Macedo - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões.
Nome do relator: RONALDO DE LIMA MACEDO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201303
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2009 RECURSO INTEMPESTIVO. É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário no prazo legal. Não se toma conhecimento de recurso intempestivo. Recurso Voluntário Não Conhecido.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed May 29 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 11030.721427/2011-75
anomes_publicacao_s : 201305
conteudo_id_s : 5255727
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jun 04 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2402-003.430
nome_arquivo_s : Decisao_11030721427201175.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : RONALDO DE LIMA MACEDO
nome_arquivo_pdf_s : 11030721427201175_5255727.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário por intempestividade. Julio Cesar Vieira Gomes - Presidente Ronaldo de Lima Macedo - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 12 00:00:00 UTC 2013
id : 4879485
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:10:01 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045983781191680
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1595; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 2 1 1 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11030.721427/201175 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2402003.430 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 12 de março de 2013 Matéria REMUNERAÇÃO DE SEGURADOS: PARCELAS EM FOLHA DE PAGAMENTO. INTEMPESTIVO Recorrente CASTELLI LOGÍSTICA E TRANSPORTES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2009 RECURSO INTEMPESTIVO. É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário no prazo legal. Não se toma conhecimento de recurso intempestivo. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário por intempestividade. Julio Cesar Vieira Gomes Presidente Ronaldo de Lima Macedo Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 03 0. 72 14 27 /2 01 1- 75 Fl. 1008DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 24/04/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Relatório Tratase de lançamento fiscal decorrente do descumprimento de obrigação tributária principal, referente às contribuições devidas à Seguridade Social, incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados e contribuintes individuais, relativas à parcela dos segurados não descontada e à parcela patronal, incluindo as contribuições para o financiamento das prestações concedidas em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (SAT/GILRAT) e as contribuições destinadas a outras Entidades/Terceiros, para as competências 01/2006 a 12/2009. Também há o lançamento pelo descumprimento de obrigação acessória. O Relatório Fiscal informa que os fatos geradores das contribuições lançadas decorrem das remunerações devidas aos segurados empregados e contribuintes individuais que trabalharam na empresa. A ciência do lançamento fiscal ao sujeito passivo deuse em 23/08/2011 (fl. 01). A autuada apresentou impugnação tempestiva, alegando, em síntese, que autuação é improcedente e não pode prevalecer. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) em Porto Alegre/RS – por meio do Acórdão no 1036.059 da 7a Turma da DRJ/POA – considerou o lançamento fiscal procedente em sua totalidade, eis que ele foi lavrado com pleno embasamento legal e observância às normas vigentes, não tendo a Defendente apresentado elementos ou fatos que pudessem ilidir a sua lavratura. A Notificada apresentou recurso (fls. 844/993), manifestando seu inconformismo pela obrigatoriedade do recolhimento dos valores lançados e no mais efetua repetição das alegações da peça de impugnação. A Delegacia da Receita Federal do Brasil (DRF) em Passo Fundo/RS encaminha os autos ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) para processo e julgamento. É o relatório. Fl. 1009DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 24/04/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 11030.721427/201175 Acórdão n.º 2402003.430 S2C4T2 Fl. 3 3 Voto Conselheiro Ronaldo de Lima Macedo, Relator Quanto à tempestividade do recurso voluntário interposto, verificase que não houve cumprimento de tal requisito de admissibilidade. A Recorrente foi intimada da decisão de primeira instância em 10/01/2012 (fl. 843), mediante correspondência postal acompanhada de Aviso de Recebimento (AR), conforme documento dos Correios juntado aos autos. Por sua vez, a Recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 844/993), apresentando as mesmas alegações postuladas na sua peça de impugnação, e não se manifestou a respeito da tempestividade do recurso. Em decorrência dos elementos fáticos constantes nos autos, verificase que a Recorrente interpôs o recurso voluntário em 10/02/2012 (fl. 844), nos termos da papeleta devidamente assinada por servidor do Fisco (Delegacia da Receita Federal do Brasil em Passo FundoRS), papeleta inicial do recurso. O art. 5º, parágrafo único, do Decreto 70.235/1972 – diploma que trata do contencioso administrativo fiscal no âmbito dos tributos arrecadados e administrados pela União – estabelece como serão computados os prazos para interposição de recurso, transcrito abaixo: Art. 5º. Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. Salientase que a tempestividade do recurso voluntário é aferida pela data do protocolo junto ao órgão preparador do processo (circunscrição do domicílio fiscal da Recorrente). Em outras palavras, o que importa, para verificar a tempestividade do recurso, é que ele tenha sido apresentado ao protocolo dentro do prazo legalmente previsto, nos termos do art. 33 do Decreto 70.235/1972, transcrito abaixo: Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos 30 (trinta) dias seguintes à ciência da decisão.(g.n.) A Recorrente teve ciência da decisão de primeira instância – prolatada por meio do Acórdão no 1036.059 da 7a Turma da DRJ/POA (fls. 824/838) –, em 10/01/2012 (terçafeira). Assim, levandose em consideração que os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão, nos exatos termos do parágrafo único do artigo 5º do Decreto 70.235/1972, o prazo para interposição de recurso teve início em 11/01/2012 (quartafeira). O trigésimo dia ocorreu em 09/02/2012 (quintafeira). Entretanto o recurso só teria sido postado em 10/02/2012, sextafeira. Fl. 1010DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 24/04/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Com o mesmo entendimento, o art. 15 do Decreto 70.235/1972 estabelece que a peça recursal deverá ser apresentada no local do órgão preparador de circunscrição do sujeito passivo. Decreto 70.235/1972 (Processo Administrativo Fiscal PAF): Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. (g.n.) A regra na contagem dos prazos processuais é a continuidade, ou seja, os prazos não se suspendem nem se interrompem, com exceção das hipóteses de força maior ou de caso fortuito, como greves ou outros fatos que impeçam o funcionamento dos órgãos da Administração. Essas hipóteses devem ser devidamente comprovadas nos autos e, no momento, não as encontramos presentes neste processo. Nesse sentido, resta claro que a autuada não verificou o prazo para apresentação do recurso, só vindo a apresentálo após o vencimento legal. CONCLUSÃO: Diante do exposto, voto no sentido de NÃO CONHECER do recurso interposto em razão da sua intempestividade. Ronaldo de Lima Macedo. Fl. 1011DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 24/04/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 13971.900878/2008-77
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jul 16 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3402-000.535
Decisão: RESOLVEM os membros deste Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente em exercício
(assinado digitalmente)
João Carlos Cassuli Junior - Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), João Carlos Cassuli Junior (Relator), Luiz Carlos Shimoyama, Silvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo D´Eça e Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva. Ausente, justificadamente, a Conselheira Nayra Bastos Manatta.
Nome do relator: Não se aplica
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201304
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jul 16 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13971.900878/2008-77
anomes_publicacao_s : 201307
conteudo_id_s : 5268314
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jul 16 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3402-000.535
nome_arquivo_s : Decisao_13971900878200877.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : Não se aplica
nome_arquivo_pdf_s : 13971900878200877_5268314.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os membros deste Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente em exercício (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior - Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), João Carlos Cassuli Junior (Relator), Luiz Carlos Shimoyama, Silvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo D´Eça e Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva. Ausente, justificadamente, a Conselheira Nayra Bastos Manatta.
dt_sessao_tdt : Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2013
id : 4961046
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:11:44 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045983786434560
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1404; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T2 Fl. 1.334 1 1.333 S3C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13971.900878/200877 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3402000.535 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 24 de abril de 2013 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente ELECTRO AÇO ALTONA S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL RESOLVEM os membros deste Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho – Presidente em exercício (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), João Carlos Cassuli Junior (Relator), Luiz Carlos Shimoyama, Silvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo D´Eça e Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva. Ausente, justificadamente, a Conselheira Nayra Bastos Manatta. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 39 71 .9 00 87 8/ 20 08 -7 7 Fl. 90DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/06/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/0 7/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 13971.900878/200877 Resolução nº 3402000.535 S3C4T2 Fl. 1.335 2 Relatório Tratamse os autos de Declaração de Compensação realizada pelo contribuinte, decorrente de pagamento indevido ou a maior de COFINS referente ao período de FEV/2004 sob o valor original de R$ 6.245,08 (seis mil, duzentos e quarenta e cinco reais e oito centavos) com parte de débito oriundo da mesma contribuição de competência de OUT/2004 sob o valor de R$ 6.849,60, (seis mil, oitocentos e quarenta e nove reais e sessenta centavos). Em análise à compensação transmitida a DRF de Blumenau indeferiu o pleito sob o argumento da inexistência de crédito, pois o valor do "DARF discriminado no PER/DCOMP" havia sido utilizado para quitação de débitos, não restando crédito disponível para compensação. O contribuinte insurgiuse, argüindo que a insuficiência de crédito para compensação se deveu a um erro no preenchimento da DCTF e da DACON e que em 20/05/2008 enviou DCTF e DACON retificadoras. Ainda, se diz estar amparado pelo princípio da Verdade Material, onde caberia ao fisco buscar esclarecimentos acerca das divergências encontradas, ofendendo ainda o princípio da razoabilidade, se apegando a um excesso de formalismo. O julgamento em primeira instância rechaçou os fundamentos da manifestação de inconformidade, apresentando entendimento de que, é ônus do contribuinte corrigir qualquer erro de informação em DACON e DCTF em tempo hábil. Esclareceu ainda que, como disposto no art. 170 do CTN, a compensação, para ser válida, demandaria a existência de crédito liquido e certo, o que não se apurou no presente caso. Afirmou não haver dúvidas de que a contribuinte retificou sua DCTF, porém o fez em data posterior à apresentação da DCOMP, o que retirou do crédito indicado a liquidez e certeza que a lei impõe a ele para que possa ser objeto de repetição. E ainda, finalizou pela improcedência da manifestação de inconformidade, mantendo a não homologação das compensações. O recurso foi apresentado nos mesmos termos da Manifestação de Inconformidade e no julgamento em 2ª instância o CARF houve por bem em converter o julgamento em diligência para que se verificasse a integralidade do crédito a ser compensado. Realizada a diligência foi apresentado parecer conclusivo, no sentido de que “o crédito disponível teria sido suficiente para efetivar a compensação”. DA DISTRIBUIÇÃO Tendo o processo sido distribuído a esse relator por sorteio regularmente realizado, vieram os autos para relatoria, por meio de processo eletrônico, em 1 (um) Volumes, numerado até a folha 88 (oitenta e oito), estando apto para análise desta Colenda 2ª Turma Ordinária, da 4ª Câmara, da 3ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF. É o relatório. Fl. 91DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/06/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/0 7/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 13971.900878/200877 Resolução nº 3402000.535 S3C4T2 Fl. 1.336 3 Voto Conselheiro João Carlos Cassuli Junior, Relator. Retornam estes autos de diligência, designada pela Resolução nº. 340200.108, na qual o Ilustre Relator, Júlio César Alves Ramos, solicitou informações à Autoridade Preparadora afim de apurar fatos ocorridos nos autos, que lhe dessem suporte ao efetivo deslinde da causa. É que, conforme o relatório acima tratase o processo de compensação formalizada pelo sujeito passivo, na qual a origem do direito creditório, segundo consta, é o pagamento a maior efetuado pelo contribuinte. Bem ponderada a diligência estabelecida pela Resolução acima citada, pois que objetivou a verificação da efetiva existência ou não pagamento a maior, não considerando como suficientes (para fazer nascer o indébito apontado), apenas e tão somente as retificações das declarações efetuadas pelo contribuinte. Segundo a Resolução acima, “é o reconhecimento, agora pelo sujeito ativo da relação tributária, de que o sujeito passivo efetivamente recolheu tributo em excesso ou indevidamente, que dá a ele o direito à restituição. E se há direito a ela, há possibilidade de utilizálo para compensação de tributo”. Assim, foi designada a diligência, para apuração concreta do indébito alegado. Entretanto, de forma absolutamente breve, cumpre informar que ainda que a diligência realizada nos autos tenha de fato esclarecido pontos cruciais ao deslinde da causa, sendo extremamente conclusiva, o fato é que ao contribuinte não foi dada vistas de seu resultado, prejudicando o bom andamento do processo, em necessária observação ao princípio do contraditório e ampla defesa respeitado no processo administrativo fiscal. Sem mais delongas, mesmo que o resultado desta diligência permita a averiguação concreta da existência (ou não) do pagamento a maior, e por via de conseqüência, a materialização (ou não) do crédito apontado pelo contribuinte, ao mesmo não foi dada a oportunidade de se manifestar acerca das conclusões adotadas pela Autoridade Preparadora, nos termos do que dispõe o artigo 26 e seguintes da Lei 9.784/99. Sendo, assim, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para determinar o retorno dos autos à unidade de origem, afim de que o sujeito passivo seja cientificado do resultado da diligência realizada, intimandoo para se manifestar, querendo, no prazo de 30 dias, após o que devem os autos retornar à este Colegiado para prosseguimento do julgamento. (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior – Relator. Fl. 92DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/06/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/0 7/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 15940.000293/2009-29
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 07 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2004
GLOSA DE CUSTOS.
Não havendo o sujeito passivo logrado êxito em provar nem a entrega da mercadoria por ele supostamente adquirida, nem o pagamento do respectivo preço, correta a glosa de custos realizada pela fiscalização e a conseqüente lavratura de auto de infração para exigência do IRPJ e da CSLL que deixaram de ser recolhidos aos Cofres Públicos.
FALTA DE RECOLHIMENTO DAS ESTIMATIVAS MENSAIS. MULTA ISOLADA. CONCOMITÂNCIA. PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO.
A multa isolada por falta de recolhimento do IRPJ e da CSLL incidente sobre as bases de cálculo mensais estimadas, por força do princípio da consunção, não pode ser aplicada cumulativamente com a multa de oficio pela falta de pagamento daqueles tributos ao final do ano-calendário.
Numero da decisão: 1201-000.798
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em DAR parcial provimento ao recurso para exonerar a multa isolada, por concomitância. Os Conselheiros Rafael Correia Fuso e André Almeida Blanco estendiam o provimento às aquisições relativas aos fornecedores que não haviam cedido seus créditos às Srªs. Virgínia Célia Ramos Amorim Gazineu e Beatriz Ramos Amorim Marini e também quanto às aquisições acompanhadas de notas fiscais chanceladas pelo fisco do Estado de Minas Gerais.
(documento assinado digitalmente)
Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Marcelo Cuba Netto - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz (Presidente), Roberto Caparroz de Almeida, Marcelo Cuba Netto, Rafael Correia Fuso, André Almeida Blanco (Suplente Convocado) e João Carlos de Lima Junior.
Nome do relator: MARCELO CUBA NETTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201305
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2004 GLOSA DE CUSTOS. Não havendo o sujeito passivo logrado êxito em provar nem a entrega da mercadoria por ele supostamente adquirida, nem o pagamento do respectivo preço, correta a glosa de custos realizada pela fiscalização e a conseqüente lavratura de auto de infração para exigência do IRPJ e da CSLL que deixaram de ser recolhidos aos Cofres Públicos. FALTA DE RECOLHIMENTO DAS ESTIMATIVAS MENSAIS. MULTA ISOLADA. CONCOMITÂNCIA. PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO. A multa isolada por falta de recolhimento do IRPJ e da CSLL incidente sobre as bases de cálculo mensais estimadas, por força do princípio da consunção, não pode ser aplicada cumulativamente com a multa de oficio pela falta de pagamento daqueles tributos ao final do ano-calendário.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 15940.000293/2009-29
anomes_publicacao_s : 201306
conteudo_id_s : 5259775
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1201-000.798
nome_arquivo_s : Decisao_15940000293200929.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MARCELO CUBA NETTO
nome_arquivo_pdf_s : 15940000293200929_5259775.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em DAR parcial provimento ao recurso para exonerar a multa isolada, por concomitância. Os Conselheiros Rafael Correia Fuso e André Almeida Blanco estendiam o provimento às aquisições relativas aos fornecedores que não haviam cedido seus créditos às Srªs. Virgínia Célia Ramos Amorim Gazineu e Beatriz Ramos Amorim Marini e também quanto às aquisições acompanhadas de notas fiscais chanceladas pelo fisco do Estado de Minas Gerais. (documento assinado digitalmente) Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz - Presidente (documento assinado digitalmente) Marcelo Cuba Netto - Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz (Presidente), Roberto Caparroz de Almeida, Marcelo Cuba Netto, Rafael Correia Fuso, André Almeida Blanco (Suplente Convocado) e João Carlos de Lima Junior.
dt_sessao_tdt : Tue May 07 00:00:00 UTC 2013
id : 4912370
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:10:32 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045983814746112
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 34; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2315; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C2T1 Fl. 2 1 1 S1C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15940.000293/200929 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1201000.798 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 07 de maio de 2013 Matéria IRPJ E CSLL GLOSA DE CUSTOS Recorrente VITAPELLI LTDA. EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2004 GLOSA DE CUSTOS. Não havendo o sujeito passivo logrado êxito em provar nem a entrega da mercadoria por ele supostamente adquirida, nem o pagamento do respectivo preço, correta a glosa de custos realizada pela fiscalização e a conseqüente lavratura de auto de infração para exigência do IRPJ e da CSLL que deixaram de ser recolhidos aos Cofres Públicos. FALTA DE RECOLHIMENTO DAS ESTIMATIVAS MENSAIS. MULTA ISOLADA. CONCOMITÂNCIA. PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO. A multa isolada por falta de recolhimento do IRPJ e da CSLL incidente sobre as bases de cálculo mensais estimadas, por força do princípio da consunção, não pode ser aplicada cumulativamente com a multa de oficio pela falta de pagamento daqueles tributos ao final do anocalendário. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em DAR parcial provimento ao recurso para exonerar a multa isolada, por concomitância. Os Conselheiros Rafael Correia Fuso e André Almeida Blanco estendiam o provimento às aquisições relativas aos fornecedores que não haviam cedido seus créditos às Srªs. Virgínia Célia Ramos Amorim Gazineu e Beatriz Ramos Amorim Marini e também quanto às aquisições acompanhadas de notas fiscais chanceladas pelo fisco do Estado de Minas Gerais. (documento assinado digitalmente) Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz Presidente (documento assinado digitalmente) Marcelo Cuba Netto Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 94 0. 00 02 93 /2 00 9- 29 Fl. 8447DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 3 2 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz (Presidente), Roberto Caparroz de Almeida, Marcelo Cuba Netto, Rafael Correia Fuso, André Almeida Blanco (Suplente Convocado) e João Carlos de Lima Junior. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto nos termos do art. 33 do Decreto nº 70.235/72, contra o acórdão nº 1436.037 exarado pela 1ª Turma da DRJ em Ribeirão Preto SP. Por bem descrever os fatos litigiosos objeto do presente processo, tomo de empréstimo o relatório contido na decisão de primeiro grau (fl. 8362 e ss.): Contra empresa acima identificada, tributada pela sistemática de apuração de lucro real por estimativa, foi lavrado auto de infração que lhe exigiu os tributos relacionados no quadro adiante. A base legal do lançamento dos tributos, dos acréscimos e da multa isolada encontrase descrita nos demonstrativos do auto de infração (fls. 5111/5124). (...) A constituição do crédito tributário decorreu de outro processo em que a interessada pleiteou ressarcimento de contribuições devidas ao Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Nesse processo foram detectadas irregularidades que suscitaram a ação fiscal. Efetuouse a glosa de créditos relacionados ao PIS e à Cofins, daí resultando reflexos na apuração da base de cálculo do IRPJ e da CSLL. Segundo o termo de verificação fiscal, das notas fiscais que a empresa apresentou, constatouse que parte delas referiase a fornecedores que apresentavam irregularidades como empresa inapta, inativa, inexistente de fato, não cadastrada na respectiva Secretaria de Fazenda do Estado de localização, além de grande parte do pagamento relativo às aquisições de matériaprima ter sido efetuado a terceiros, por cessão de crédito, desamparada de qualquer espécie de comprovação de vínculo de negócio ou jurídico com o fornecedor. Foram relacionadas as empresas fornecedoras cujos documentos fiscais foram objeto de glosa. Constam dos autos cópias dos processos de representação para inaptidão do CNPJ das empresas antes referidas. Elaborouse quadro demonstrativo da base de cálculo mensal para lançamento dos tributos, levando em conta as glosas efetuadas, cujo montante foi de R$ 32.389.504,76, além de demonstrativo de apuração da multa isolada, incidente sobre o nãorecolhimento de IRPJ e CSLL sobre a base de cálculo estimada, obtida em decorrência dos valores glosados (fls. 5135/5137). Fl. 8448DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 4 3 Houve imposição de multa de ofício qualificada, por ter a autoridade tributária entendido que existiu intenção dolosa, materializada no evidente intuito de fraude. Consta ter sido lavrada representação fiscal para fins penais, processo autuado sob n. 15940.000295/200918, pelo fato de a autoridade entender que em tese existiu crime contra a ordem tributária. A contribuinte ingressou com a impugnação de fls. 5146/5177 em que alegou preliminarmente cerceamento de defesa caracterizado pelo fato de que o Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) inicialmente emitido referese à intimação para apresentar documentos relativos à fiscalização de CSLL do ano calendário de 2003. A posterior inclusão de outros tributos no escopo da verificação fiscal não fora acompanhada da respectiva notificação para prestar esclarecimentos antes do lançamento fiscal. Apresentou justificativas para cada uma das empresas fornecedoras relacionadas pela fiscalização. Em síntese, suas alegações são de que: a) descabe não ter sido considerada a documentação relativa a bilhetes de pesagem e Recibos de Pagamento a Autônomos (RPA), em vista de que agiu acobertada por boafé; a fiscalização não visitou as dependências da contribuinte para conhecer o processo produtivo tampouco realizou auditoria dos estoques para verificar o efetivo ingresso das mercadorias; b) é improcedente a glosa dos custos motivada por pagamentos a empresas declaradas inidôneas pois os processos de inaptidão são posteriores às compras efetuadas; assim, a declaração de inaptidão lavrada e publicada posteriormente às compras, não pode atingir fatos anteriores à sua edição; c) o recebimento e o pagamento das mercadorias foi comprovado, conforme descrição das planilhas e comprovantes de pagamento; não houve verificação do efetivo ingresso dos produtos adquiridos, objeto das glosas, em ofensa ao princípio da verdade material; d) o fato de em suas diligencias a fiscalização não lograr êxito em localizar os fornecedores não lhe assegura o direito de glosar as operações que eles mantiveram com a contribuinte, porque as operações se referem ao ano de 2004 e a maioria das diligencias e manifestações de inaptidão se deu apenas a partir do mês de dezembro/2007; e) a legislação que prevê a inidoneidade de documentos emitidos por pessoa jurídica com inscrição no CNPJ inapta resguarda o contribuinte de boafé, adquirente de bens, direitos e mercadorias que comprove a efetivação do pagamento do preço e o recebimento dos bens, direitos e mercadorias, consoante entendimento do Conselho de Contribuintes e do Superior Tribunal de Justiça; Fl. 8449DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 5 4 f) é improcedente a aplicação concomitante de multa isolada e multa de ofício, que incidem sobre o mesmo fato gerador e idêntica base de cálculo, pois com o levantamento do balanço anual que apurou o valor do tributo que não foi declarado e não pago, não há estimativa e, por decorrência aplicase apenas multa de ofício; g) a imposição da multa agravada ressentese da efetiva comprovação do evidente intuito de fraude. Ao final requereu realização de perícia contábil, ao mesmo tempo em que indicou o perito e relacionou quesitos a serem respondidos (fls. 5176/5177). Vindos os autos para apreciação prolatouse a Resolução n. 1275, de 9 de outubro de 2009 (fls. 7703/7706), que decidiu pelo retorno dos autos à unidade de origem para colher as providências a seguir: a) manifestação conclusiva da autoridade fiscal no sentido de a empresa ter ou não recebido os bens, além do registro contábil dos produtos a que se referem as quantias objeto de glosa, bem assim discriminação na planilha de fls. 5135/5137 de quais importâncias referemse a pagamento direto a fornecedor e quais referemse a pagamentos a terceiros beneficiários; b) com base no demonstrativo de fls. 5135/5137, intimar a contribuinte a relacionar, por documento fiscal, quais depósitos bancários são representativos de pagamentos dos referidos documentos, bem assim a justificar/comprovar eventuais insuficiências; c) intimar a contribuinte a apresentar documentação probatória de relação de negócio entre os fornecedores dos produtos adquiridos e o beneficiário dos créditos, nas situações em que os fornecedores indicam terceiros beneficiários; d) intimar a contribuinte a apresentar os contratos de cessão de crédito registrados relativamente às operações mantidas com empresas de fomento mercantil, em consonância com a legislação. Pela intimação lavrada em 4/4/2011 (fls. 7749/7750) a contribuinte foi notificada a apresentar documentos relacionados com os quesitos antes referidos. Em atendimento encaminhou cópia do livro Razão, Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultado do Exercício. Justificou a apresentação de planilhas de controle de estoque em substituição ao livro Registro de Controle da Produção e do Estoque, com base no art. 388 do Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados (RIPI). Quanto à comprovação da relação de negócio entre o fornecedor/cedente e a empresa de factoring/cessionário, alegou que não se encontra dentre os obrigados a prestar informações, Fl. 8450DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 6 5 como prevê o art. 197 do CTN. Arguiu que é descabida a exigência de comprovação da relação jurídica entre os terceiros antes referidos pois eles não estão obrigados a prestar contas de suas atividades comerciais (fls. 7754/7756). A autoridade fiscal teceu esclarecimentos complementares para cada uma das fornecedoras cujas notas fiscais foram glosadas (fls. 8342/8351), confirmando as irregularidades antes referidas, a saber, empresa inapta, inativa, inexistente de fato, não cadastrada na respectiva Secretaria de Fazenda do Estado de localização, além do fato de que ditas empresas praticaram operações irregulares. No que se refere aos quesitos especificados ao final da resolução, a autoridade fiscal respondeu que: a) Manifestação conclusiva da autoridade fiscal no sentido de a empresa ter ou não recebido os bens, além do registro contábil dos produtos a que se referem as quantias objeto da glosa, bem assim discriminação na planilha de fls. 4829/4831 de quais importâncias referemse a pagamento direto a fornecedor e quais referemse a pagamentos a terceiros beneficiários. A intimada não apresentou o Livro Registro de Controle da Produção e do Estoque ou sistema equivalente. Forneceu tão somente os demonstrativos contendo a movimentação mensal do couro (fls. 7908 a 7943), o que restou, neste particular, prejudicada uma análise conclusiva. Juntamos ao processo as contas do livro razão em que foram escrituradas as notas glosadas (custos, fornecedores, descontos obtidos, bancos e caixa), bem como a planilha elaborada pela fiscalização contendo os dados solicitados (fls. 7449 a 7599, 7602 a 7799 e 7802 a 7882 planilha vide observ., em especial o contido na letra "d"). Entendemos que a documentação carreada aos autos, adicionada pelos esclarecimentos complementares de fls. 8034 a 8043, permitem (sic) a tomada de decisão. b) com base no demonstrativo de fls. 5135/5137, intimar a contribuinte a relacionar, por documento fiscal, quais depósitos bancários são representativos de pagamentos dos referidos documentos, bem assim a justificar/comprovar eventuais insuficiências; A planilha citada anteriormente, elaborada em conformidade com os elementos existentes no processo, contém, s.m.j., as informações solicitadas. Intimada, a contribuinte deixou de apresentar a documentação solicitada. Consta da Ficha Cadastral Simplificada, emitida pela Junta Comercial do Estado de São Paulo, o registro de que fora determinado o processamento de recuperação judicial, com a Fl. 8451DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 7 6 nomeação de administrador judicial, acréscimo da expressão “em recuperação judicial” após o nome empresarial (fl. 8354). Apreciadas as razões de defesa a DRJ de origem decidiu pela improcedência da impugnação, em decisão assim ementada: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2004 EMPRESA INAPTA. CUSTOS OU DESPESAS. GLOSA. PAGAMENTO. COMPROVAÇÃO. Cabível o lançamento decorrente da glosa de documentos representativos de custos ou despesas, emitidos por empresa declarada inapta se inexistir efetiva comprovação de que o adquirente dos bens, direitos, mercadorias ou tomador do serviço efetuou o pagamento e recebeu os respectivos bens. MULTA ISOLADA. ESTIMATIVA. RECOLHIMENTO. FALTA OU INSUFICIÊNCIA. No caso de opção pela apuração anual do IRPJ, quando o sujeito passivo deixa de apurar e recolher as estimativas mensais, é cabível o lançamento da multa isolada. (...) ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2003 DILIGÊNCIA. PERÍCIA. REQUISITOS. O pedido de diligência ou perícia deve ser denegado se estiverem presentes nos autos elementos de convicção suficientes à adequada compreensão dos fatos. MULTA QUALIFICADA. DOLO. INTENÇÃO. DEMONSTRAÇÃO. Demonstrada a intenção dolosa, aplicase a multa de ofício qualificada. CESSÃO DE CRÉDITO. CONTRATO. COMPROVAÇÃO. Para ter eficácia perante terceiros a cessão de crédito deve estar embasada em contrato público, ou contrato particular que atenda aos requisitos da legislação civil, em ambos casos devidamente lançado no Registro de Títulos e Documentos. Irresignada, a contribuinte interpôs recurso voluntário pedindo, ao final, a reforma da decisão de primeira instância, sob as seguintes alegações, em síntese (fl. 8379 e ss.): Fl. 8452DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 8 7 a) é nulo o lançamento, por cerceamento do direito de defesa, tendo em conta que o auditor fiscal deixou de apreciar os elementos de prova ofertados pela fiscalizada; b) é nula a decisão de primeira instância, também por cerceamento do direito de defesa, haja vista o indeferimento de seu pedido para realização de perícia, a qual revelavase indispensável ao julgamento da impugnação; c) os atos declaratórios exarados pelo fisco, acerca da suposta inidoneidade dos documentos emitidos pelas empresas fornecedoras da contribuinte, não podem retroagir para alcançar operações realizadas antes da data de sua publicação. Ademais, em violação ao que determina o art. 80, § 4º, da Lei nº 9.430/96, com a redação dada pela Lei nº 11.941/2010, as referidas declarações de inidoneidade não foram divulgadas no sítio da Secretaria da Receita Federal na internet; d) o lançamento foi efetuado pela simples presunção de que, tendo as empresas fornecedoras da contribuinte sido declaradas inaptas, as operações de aquisição de mercadorias não teriam efetivamente ocorrido. Tal presunção, todavia, não pode prevalecer uma vez que há nos autos farta comprovação da efetividade daquelas operações de compra, tais como comprovantes de recebimento dos produtos adquiridos e comprovantes dos respectivos pagamentos; e) é incabível a exigência de multa isolada, especialmente a qualificada, quando houver concomitantemente o lançamento da multa de ofício, como no caso presente; f) incabível, também, a exigência de multa de ofício qualificada, uma vez que não houve intuito de fraude por parte da contribuinte. Pede ainda a recorrente a realização de perícia a fim de que sejam respondidos os quesitos indicados à fl. 8440 e ss. Voto Conselheiro Marcelo Cuba Netto, Relator. Registrese em primeiro lugar que as remissões às folhas do processo feitas neste voto referemse à numeração digital. 1) Da Admissibilidade do Recurso O recurso atende aos pressupostos processuais de admissibilidade estabelecidos no Decreto nº 70.235/72 e, portanto, dele devese tomar conhecimento. 2) Da Preliminar de Nulidade do Lançamento Cerceamento do Direito de Defesa Pede a interessada seja declarado nulo o lançamento, por cerceamento de seu direito de defesa, sob o argumento de que a autoridade fiscal não teria examinado os documentos por ela apresentados ao longo da fase de fiscalização. Fl. 8453DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 9 8 Não assiste razão à recorrente. De fato, como é possível observar no abaixo transcrito trecho do termo de verificação fiscal, a autoridade examinou os documentos apresentados pela interessada (fl. 5126): Diante destas irregularidades a fiscalização efetuou diligências em parte das empresas fornecedoras, e o resultado da maioria delas foi: constatação de inexistência de fato com proposta de Inaptidão. As notas fiscais emitidas por tais empresas foram consideradas inidôneas. Houve emissão e utilização farta de notas fiscais inidôneas anexadas às folhas 333 a 3161, juntamente com pagamentos apresentados e cartas de cessão de crédito. Para melhor análise, e formação de convicção, foram anexados, também, cópias dos relatórios lavrados quando da realização das referidas diligências (folhas 3162 a 3479) . (Grifamos) O contribuinte apresentou cópias de bilhetes de pesagem e guias "RPA" Recibo de pagamentos a autônomos. Porém, tais documentos não são suficientes para comprovar a entrada da mercadoria. em seu estabelecimento. Neste sentido, há os acórdãos 1421.906, 1422.212, 1421.953, 1422.125 e 14 22.126 prolatados pela 4 a truma da DRJ/RPO, e o acórdão 14 22.117 prolatado pela 2 a turma da DRJ/RPO, os quais prescrevem o seguinte: (Grifamos) (...) Ademais, segundo jurisprudência pacífica deste Conselho, não há que se falar em cerceamento do direito defesa do sujeito passivo por atos praticados pela autoridade durante a ação fiscal. Como é cediço, o procedimento fiscal é regido pelo princípio inquisitório. Nesta fase deve ao auditor verificar se o sujeito passivo encontrase, ou não, adimplente com suas obrigações tributárias principal e acessórias. Ao sujeito passivo compete, apenas, atender às intimações fiscais que lhe forem dirigidas. O direito à ampla defesa e ao contraditório é garantido somente na fase litigiosa quando, não se conformando com a autuação, o sujeito passivo propõe impugnação ao feito fiscal. É o que se extrai do disposto no art. 14 do Decreto nº 70.235/72, verbis: Art. 14. A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento. Em outras palavras, não há que se falar propriamente em existência de litígio durante a fase do procedimento fiscalizatório, daí porque nesta fase o sujeito passivo não pode ser qualificado como litigante. Não é outro também o entendimento que se dessume do art. 5º, LV, da Constituição da República, aludido pela defesa. De fato, como estampado naquela norma, o direito ao contraditório e à ampla defesa é garantido aos “litigantes”, no âmbito de “processos” judiciais ou administrativos, e não em “procedimentos” administrativos. Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindose aos brasileiros e aos estrangeiros Fl. 8454DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 10 9 residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...) LV aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; (Grifamos) (...) Pelo acima exposto, voto por indeferir a preliminar de nulidade do lançamento suscitada pela defesa. 3) Da Preliminar de Nulidade da Decisão Recorrida Indeferimento do Pedido de Perícia Pede a interessada seja declarada a nulidade da decisão recorrida em razão de órgão de primeiro grau haver indeferido o pedido de perícia formulado na impugnação, cerceando, assim, o seu direito de defesa. Sobre o pedido de perícia o art. 18, caput, do Decreto nº 70.235/72, assim estabelece: Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observando o disposto no art. 28, in fine. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) (Grifamos) (...) Como se depreende da norma sob exame, o indeferimento do pedido de perícia não é causa, por si só, de nulidade da decisão por cerceamento do direito de defesa. O vício em questão somente ocorreria acaso o órgão julgador deixasse de expor as razões pelas quais entendeu desnecessária ou impraticável a providência, algo que, no caso, não ocorreu, conforme se vislumbra no trecho da decisão de primeiro grau abaixo transcrito (fl. 8367): No que diz respeito ao pedido de perícia, entendo que é desnecessário seu acolhimento, em face de que as informações requisitadas pela Resolução n. 1.275, de 9/10/2009, objeto da intimação de 4/4/2011, têm a mesma natureza do que pleiteou a contribuinte (fls. 7703/7706, 7749/7750). (...) Isso posto, voto por indeferir a preliminar de nulidade da decisão de primeiro grau. 3) Do Pedido de Perícia Em seu recurso voluntário a interessada renova seu pedido de perícia, a fim de que sejam respondidos os seguintes quesitos (fl. 8397 e ss.): Fl. 8455DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 11 10 1) As mercadorias constantes nas notas fiscais cujos valores foram glosados, efetivamente deram entrada na empresa, como comprovam os conhecimentos, fretes, romaneios, registros fiscais e contábeis? 2) Existem pagamentos, devidamente comprovados das mercadorias objeto das notas fiscais glosadas? 3) Os estoques iniciais e finais no período objeto da ação fiscal, guardam proporção com as compras e saídas, levando em consideração as notas fiscais glosadas? 4) A empresa mantinha controle efetivo das entradas, saídas, produtos em elaboração e acabados? Se positivo, são compatíveis com as mercadorias compradas, cujas notas fiscais foram rejeitadas pelo fisco? 5) A fiscalização para formalizar o lançamento, realizou levantamento fiscal, objetivando a exatidão das compras, saídas e estoques no período fiscalizado? Os quesitos que a interessada deseja ver respondidos são, todos, relativos a matéria contábil. Ocorre que, sendo o CARF um órgão especializado no julgamento de litígios tributários, seus membros detêm competência para se pronunciarem sobre questões contábeis, sendo portanto incabível o deferimento de pedido de perícia quanto a essa matéria. Ademais, como se verá ao longo dos próximos itens deste voto, os elementos acostados aos autos durante a fase de fiscalização, acrescidos daqueles juntados quando da realização da diligência solicitada pelo órgão de primeiro grau, são suficientes à formação da convicção do julgador. Isso posto, voto por indeferir o pedido de perícia. 4) Dos Atos Declaratórios de Inaptidão dos Fornecedores Parte dos custos escriturados pela contribuinte no anocalendário de 2004, referentes à aquisição de couro bovino junto aos 16 fornecedores indicados no termo de verificação fiscal, foi glosada pelo auditor sob o argumento de que essas aquisições efetivamente não ocorreram, conforme, segundo ele, comprovam os elementos acostados aos autos. Referida glosa (fl. 5135 e fls. 8328/8341) corresponde a aproximadamente 10,8% do total dos custos informados pela autuada em sua DIPJ/2005 (fl. 8303). Em seu recurso voluntário a interessada alega que os atos declaratórios de inaptidão de seus fornecedores foram exarados a partir de 2008, daí porque não poderiam produzir efeitos retroativamente para alcançar operações efetuadas em 2004, conforme decidido pelo STJ nos autos do REsp 1.148.444–MG. Argumenta, ainda, que não há ato declaratório para alguns dos 16 fornecedores apontados pelo auditor, e que, para os demais, os atos padecem de vício formal pois não foram publicados no sítio da RFB na internet, conforme previsto no art. 80, § 4º, da Lei nº 9.430/96, incluído pela Lei nº 11.941/2009. Pois bem, sobre o assunto os arts. 81 e 82 da Lei nº 9.430/96, em sua redação original, assim estabelecem: Fl. 8456DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 12 11 Art. 81. Poderá, ainda, ser declarada inapta, nos termos e condições definidos em ato do Ministro da Fazenda, a inscrição da pessoa jurídica que deixar de apresentar a declaração anual de imposto de renda em um ou mais exercícios e não for localizada no endereço informado à Secretaria da Receita Federal, bem como daquela que não exista de fato. (Grifamos) Art. 82. Além das demais hipóteses de inidoneidade de documentos previstos na legislação, não produzirá efeitos tributários em favor de terceiros interessados, o documento emitido por pessoa jurídica cuja inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes tenha sido considerada ou declarada inapta. (Grifamos) Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica aos casos em que o adquirente de bens, direitos e mercadorias ou o tomador de serviços comprovarem a efetivação do pagamento do preço respectivo e o recebimento dos bens, direitos e mercadorias ou utilização dos serviços. O art. 81 acima transcrito trata das hipóteses de declaração de inaptidão da inscrição de uma pessoa jurídica junto ao Cadastro Geral de Contribuintes CGC (atualmente denominado de Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas – CNPJ). Entre essas hipóteses, a que mais nos interessa no presente caso é a da pessoa jurídica inexistente de fato, ou seja, aquela pessoa que não possui existência real (estabelecimento, bens necessários à consecução de seus objetivos etc), mas apenas formal (registro dos atos constitutivos, inscrição estadual, inscrição no federal etc.). Já o art. 82 cuida de um dos efeitos da declaração de inaptidão, qual seja, a presunção de inidoneidade dos documentos emitidos pela pessoa jurídica declarada inapta, ressalvada ao sujeito passivo a produção de prova em contrário. Tratase aqui de presunção legal relativa cujo efeito, como é cediço, é a inversão do ônus da prova. Em assim sendo, declarada a inaptidão da pessoa jurídica, caberá ao interessado que com ela manteve negócios comprovar o recebimento dos bens e o respectivo pagamento, sem o que poderá o fisco presumir que aqueles negócios efetivamente não ocorreram. Embora tratando de questão relativa à legislação do ICMS, em especial do art. 23 da Lei Complementar nº 87/1996, a decisão do STJ apontada pela recorrente, exarada no âmbito do REsp 1.148.444–MG, vai ao encontro do estabelecido no art. 82 da Lei nº 9.430/96, conforme ementa a seguir transcrita: PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. CRÉDITOS DE ICMS. APROVEITAMENTO (PRINCÍPIO DA NÃOCUMULATIVIDADE). NOTAS FISCAIS POSTERIORMENTE DECLARADAS INIDÔNEAS. ADQUIRENTE DE BOAFÉ. 1. O comerciante de boafé que adquire mercadoria, cuja nota fiscal (emitida pela empresa vendedora) posteriormente seja declarada inidônea, pode engendrar o aproveitamento do crédito do ICMS pelo princípio da nãocumulatividade, uma vez demonstrada a veracidade da compra e venda efetuada, Fl. 8457DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 13 12 porquanto o ato declaratório da inidoneidade somente produz efeitos a partir de sua publicação (...) (Grifamos) (...) 3. In casu, o Tribunal de origem consignou que: "(...)os demais atos de declaração de inidoneidade foram publicados após a realização das operações (f. 272/282), sendo que as notas fiscais declaradas inidôneas têm aparência de regularidade, havendo o destaque do ICMS devido, tendo sido escrituradas no livro de registro de entradas (f. 35/162). No que toca à prova do pagamento, há, nos autos, comprovantes de pagamento às empresas cujas notas fiscais foram declaradas inidôneas (f. 163, 182, 183, 191, 204), sendo a matéria incontroversa, como admite o fisco e entende o Conselho de Contribuintes ." 4. A boafé do adquirente em relação às notas fiscais declaradas inidôneas após a celebração do negócio jurídico (o qual fora efetivamente realizado), uma vez caracterizada, legitima o aproveitamento dos créditos de ICMS. (Grifamos) 5. O óbice da Súmula 7/STJ não incide à espécie, uma vez que a insurgência especial fazendária reside na tese de que o reconhecimento, na seara administrativa, da inidoneidade das notas fiscais opera efeitos ex tunc, o que afastaria a boafé do terceiro adquirente, máxime tendo em vista o teor do artigo 136, do CTN. 6. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. A fim de esclarecer a decisão acima referida, há que se dizer que o mencionado art. 23 da Lei Complementar nº 87/1996, abaixo transcrito, ao contrário do art. 82, parágrafo único, da Lei nº 9.430/96, não ressalva a possibilidade de o interessado produzir prova em contrário à presunção de não ocorrência dos negócios registrados nas notas fiscais declaradas inidôneas. Art. 23. O direito de crédito, para efeito de compensação com débito do imposto, reconhecido ao estabelecimento que tenha recebido as mercadorias ou para o qual tenham sido prestados os serviços, está condicionado à idoneidade da documentação e, se for o caso, à escrituração nos prazos e condições estabelecidos na legislação. (Grifamos) Ao interpretar a referida norma o fisco estadual entendeu que ela estabelecia uma presunção legal absoluta, que, como tal, não admite prova em contrário por parte do interessado no crédito, não importando se a nota fiscal havia sido emitida antes ou após a publicação do ato que a declarou inidônea. Por meio da decisão acima mencionada o STJ flexibilizou a interpretação do fisco estadual, mas, s.m.j., somente em relação às notas fiscais emitidas antes da publicação do ato que as declarou inidôneas. Em relação a esses casos, entendeu a Corte que o creditamento do ICMS seria admitido, desde que o interessado no crédito comprovasse a efetiva realização Fl. 8458DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 14 13 da operação. Dito de outro modo, nestes casos permanece a presunção legal de inidoneidade da nota fiscal e, portanto, é vedado o creditamento do ICMS, facultado ao contribuinte produzir prova em contrário, caso em que fará jus ao crédito. Tratase, assim, de presunção legal relativa. Já em relação às notas fiscais emitidas após à publicação do ato que as declarou inidôneas, pareceme, pela leitura do inteiro teor do REsp 1.148.444–MG, que a interpretação emprestada pelo STJ ao art. 23 da Lei Complementar nº 87/1996 é de que se trata de presunção legal absoluta, como defendido pelo fisco estadual, sendo por conseguinte incabível o creditamento do ICMS, ainda que o adquirente viesse a comprovar a efetividade da operação. Seja como for, no presente processo administrativo não há dúvida de que as notas fiscais objeto da glosa foram emitidas pelos fornecedores da contribuinte antes de publicados os atos declaratórios de sua inidoneidade. Em assim sendo, seja com base no art. 82, parágrafo único, da Lei n 9.430/96, seja com base na interpretação dada pelo STJ ao art. 23 da Lei Complementar nº 87/1996, aquelas notas fiscais são inidôneas à comprovação dos atos nelas registrados, facultado à contribuinte a produção de prova em contrário. E foi exatamente isso que a ora recorrente procurou fazer desde a fase de fiscalização até a presente fase recursal. Tais provas, contudo, foram consideradas, tanto pela autoridade lançadora quanto pela autoridade julgadora de primeiro grau, como insuficientes à comprovação do recebimento das mercadorias e do pagamento do respectivo preço. Isso posto, no âmbito do presente recurso, em que a interessada reitera seus argumentos, caberá a esta Turma decidir, pelo exame dos elementos juntados aos autos pela contribuinte, se esta se desincumbiu do ônus de provar o recebimento das mercadorias e o pagamento do preço. Mas há mais. A rigor, uma vez que a autoridade fiscal também produziu provas que, sob sua ótica, são suficientes à comprovação de que as operações sob exame não ocorreram (em especial, diligências juntos aos fornecedores da contribuinte), sequer haveria necessidade, ao menos para os fins do presente processo, que propusesse às DRFs competentes a declaração de inaptidão das pessoas jurídicas fornecedoras (vide processos de representação à fl. 3461 e ss.). De fato, é preciso ter em conta que uma das principais funções do ato declaratório de inaptidão da pessoa jurídica “A” é dispensar o auditor, que esteja fiscalizando a pessoa jurídica “B”, de produzir prova da inidoneidade das notas fiscais emitidas por “A”. Assim, basta ao auditor acostar aos autos o ato declaratório de inaptidão de “A” para que o ônus da prova se inverta, cabendo então a “B” fazer prova do recebimento da mercadoria adquirida junto a “A” e do pagamento do preço. Mas, como já afirmado, no caso dos autos o auditor não lastreou sua autuação exclusivamente nos atos declaratórios de inaptidão dos fornecedores da contribuinte. Muito ao contrário, cuidou de colacionar elementos materiais que, em seu entender, provam a não ocorrência das operações descritas nas notas fiscais glosadas. Em assim sendo, a alegada inexistência de ato declaratório para alguns fornecedores, bem como a suposta ocorrência de vício formal nos atos declaratórios dos demais fornecedores (não publicação no sítio da RFB na internet), de modo algum seriam suficientes para afastarse, de pronto, o lançamento. Resumindo, a existência e validade dos atos declaratórios de inaptidão dos 16 fornecedores da contribuinte são questões cuja solução de modo algum porá fim ao litígio de Fl. 8459DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 15 14 que cuida o presente processo pois o lançamento, em tese, poderia se sustentar apenas nos elementos de prova trazidos aos autos pelo fisco. Nesse sentido, o litígio somente será solucionado por meio do exame e da valoração dos elementos de prova trazidos pela recorrente, pela fiscalização e pela diligência solicitada pela DRJ. É o que se passa a fazer. 5) Do Exame dos Elementos de Prova Em seu termo de verificação fiscal (fl. 5125 e ss.) o auditor afirma serem inidôneas, para fins de comprovar as transações nelas registradas, as notas fiscais apresentadas pela contribuinte para amparar a dedução de custos relativos à aquisição de couro bovino junto a 16 fornecedores deste produto. Lastreia sua afirmação nos fatos por ele apurados quando da realização de diligências junto aos fornecedores (fls. 3462/3780), bem como em documentos apresentados pela contribuinte em resposta a intimações fiscais a ela dirigidas (fls. 334/3461 e fls. 3803/5044). A relação dos custos glosados encontrase às fls. 3781 a 3802. A contribuinte, por sua vez, contesta a mencionada glosa de custos mediante a apresentação de elementos que, a seu juízo, comprovam tanto a efetiva entrega da mercadoria quanto o respectivo pagamento. Em anexo a sua impugnação a interessada juntou os documentos já apresentados durante a fiscalização, mas de uma forma mais organizada (fls. 5232/7658). Argumenta ainda que adquiriu os produtos de boafé, e que não pode ser responsabilizada por eventuais irregularidades cometidas por seus fornecedores. O julgamento de primeiro grau foi convertido em diligência, havendo, então, a autoridade fiscal designada, juntado aos autos o relatório de diligência e os documentos que serviram de base à resposta aos quesitos formulados pela DRJ (fl. 7707/8360). Não foi apresentada pela interessada contrarrazões ao relatório de diligência. O órgão a quo julgou improcedente a impugnação. A recorrente não apresentou novos elementos de prova em anexo ao voluntário. Dito isso, passemos ao exame dos elementos de prova presentes nos autos, relativamente a cada um dos fornecedores investigados. No item 6 do voto trataremos de valorar as provas aqui examinadas. 5.1) Alexandra Nagle Gonçalves dos Reis Rodrigues Sobre o fornecedor acima referido constam, entre outras, as seguintes informações no termo de verificação fiscal (fl. 5127 e ss.), no processo de representação para inaptidão da empresa (fl. 3461 e ss.) e nos documentos a eles anexados: a) a atividade declarada é o comércio varejista de carnes (açougue), e não o comércio de couros; b) não foi encontrado em seu domicílio tributário, em Jacareí – SP; c) o proprietário do imóvel onde deveria funcionar a empresa declarou que o contrato de locação encerrouse em dezembro de 2003, não tendo sido renovado; d) consta como “não habilitado”, desde 31/12/2003, no cadastro do Fisco paulista; Fl. 8460DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 16 15 e) os pagamentos realizados em razão da aquisição do couro pela ora recorrente foram feitos a terceiro, por meio de cessão de crédito; f) em razão dos fatos acima expostos foi declarado inapto pela SRF por ato publicado em 06/11/2008, em razão de sua inexistência de fato, tendo os documentos por ele emitidos sido considerados inidôneos a partir de 31/12/2003. Como forma de comprovar sua boafé, bem como o efetivo recebimento da mercadoria e seu respectivo pagamento, a recorrente juntou os seguintes documentos, entre outros (fl. 5232 e ss.): a) extrato de consulta ao Sintegra/ICMS realizada em 07/10/2004, onde consta que naquela data o fornecedor encontravase “habilitado” neste cadastro; b) relação das notas fiscais glosadas, no valor total de R$ 54.600,00, emitidas pelo fornecedor no mês de março de 2004; c) comprovante bancário de pagamento feito à NEC Negócios Complementares Ltda., acompanhado de instrumento de cessão de crédito do fornecedor (cedente) a essa empresa (cessionário); d) ticket de pesagem de carga emitido pela própria recorrente, e recibo de pagamento a autônomo pelo transporte da carga. Por fim, a autoridade fiscal que realizou a diligência solicitada pela DRJ de origem informou, entre outras coisas, o seguinte (fl. 8342 e ss.): a) o fornecedor, supostamente domiciliado em Jacareí – SP, cedeu seu crédito à NEC Negócios Complementares Ltda., que se encontra domiciliada em Belo Horizonte – MG; b) a NEC Negócios Complementares Ltda. também aparece como cessionária de outros fornecedores da recorrente que também tiveram notas fiscais glosadas no âmbito deste processo, tais como, Pró Boi Comércio Importação e Exportação Ltda. e Karla Patrícia Lessa Paim. 5.2) Comercial St. Paul Ltda. Sobre o fornecedor acima referido constam, entre outras, as seguintes informações no termo de verificação fiscal (fl. 5127 e ss.), no processo de representação para inaptidão da empresa (fl. 3522 e ss.) e nos documentos a eles anexados: a) não foi encontrado em seu domicílio tributário, em São Paulo – SP; b) seus sócios não possuem capacidade econômica para realização das atividades da empresa; c) os sócios outorgaram a terceiro amplos poderes de administração da pessoa jurídica, indicando interposição de pessoas; d) o Fisco paulista declarou como inidôneos os documentos emitidos pela empresa a partir de 09/12/2003; Fl. 8461DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 17 16 e) boa parte dos pagamentos realizados em razão da aquisição do couro pela ora recorrente foi feita a terceiros por meio de cessão de crédito; f) em razão dos fatos acima expostos foi declarado inapto pela SRF por ato publicado em 27/02/2009, em razão de sua inexistência de fato, tendo os documentos por ele emitidos sido considerados inidôneos a partir de 25/09/2002. Como forma de comprovar sua boafé, bem como o efetivo recebimento da mercadoria e seu respectivo pagamento, a recorrente juntou os seguintes documentos, entre outros (fl. 5241 e ss.): a) extrato de consulta ao CNPJ realizada em 30/07/2008, onde consta que naquela data o fornecedor encontravase em situação “ativo” neste cadastro; b) relação das notas fiscais glosadas, no valor total de R$ 4.951.599,21, emitidas pelo fornecedor entre os meses de abril e agosto de 2004; c) comprovantes bancários de pagamentos feitos à terceiros, acompanhados dos respectivos instrumentos de cessão de crédito do fornecedor (cedente) àqueles (cessionários); d) tickets de pesagem de carga emitidos pela própria recorrente, e recibos de pagamento a autônomo pelo transporte da carga. Por fim, a autoridade fiscal que realizou a diligência solicitada pela DRJ de origem informou, entre outras coisas, o seguinte (fl. 8342 e ss.): a) a Sra. Virgínia Célia Ramos Amorim Gazineu, que vem a ser parente da esposa do Sr. Nilson Riga Vitale, sócio majoritário da ora autuada, figurou como cessionária de créditos que o fornecedor mantinha junto a recorrente, por suposta venda de couro; b) a Sra. Beatriz Ramos Amorim Marini, que também vem a ser parente da esposa do Sr. Nilson Riga Vitale, sócio majoritário da ora autuada, figurou como cessionária de créditos que o fornecedor mantinha junto a recorrente, por suposta venda de couro; c) a cessionária Leatherpar Comércio e Representações de Couros Ltda. recebeu créditos, na mesma condição, de outros fornecedores que também tiveram notas fiscais glosadas no âmbito deste processo, tais como, M J Aragão Cruz, Montana Comércio de Óleos Ltda. e WG Couros Ltda. 5.3) Frigorífico Alta Noroeste Ltda. Frigoan Sobre o fornecedor acima referido constam, entre outras, as seguintes informações no termo de verificação fiscal (fl. 5127 e ss.), no processo de representação para inaptidão da empresa (fl. 3554 e ss.) e nos documentos a eles anexados: a) não foi encontrado em seu domicílio tributário, em Araçatuba SP; b) seus sócios não possuem capacidade econômica para realização das atividades da empresa; c) boa parte dos pagamentos realizados em razão da aquisição do couro pela ora recorrente foi feita a terceiros por meio de cessão de crédito; Fl. 8462DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 18 17 d) em razão dos fatos acima expostos foi declarado inapto pela SRF por ato publicado em 13/06/2008, em razão de sua inexistência de fato, tendo os documentos por ele emitidos sido considerados inidôneos a partir de 27/12/2002. Como forma de comprovar sua boafé, bem como o efetivo recebimento da mercadoria e seu respectivo pagamento, a recorrente juntou os seguintes documentos, entre outros (fl. 5842 e ss.): a) extrato de consulta ao Sintegra/ICMS realizada em 19/10/2005, onde consta que naquela data o fornecedor encontravase “habilitado” neste cadastro; b) relação das notas fiscais glosadas, no valor total de R$ 2.044.380,40, emitidas pelo fornecedor entre os meses de março e agosto de 2004; c) comprovantes bancários de pagamento feito à terceiros, acompanhados dos respectivos instrumentos de cessão de crédito do fornecedor (cedente) àqueles (cessionários); d) tickets de pesagem de carga emitidos pela própria recorrente, e recibos de pagamento a autônomo pelo transporte da carga. Por fim, a autoridade fiscal que realizou a diligência solicitada pela DRJ de origem informou, entre outras coisas, o seguinte (fl. 8342 e ss.): a) não há informação sobre funcionários registrados no ano de 2004; b) a Sra. Beatriz Ramos Amorim Marini, que vem a ser parente da esposa do Sr. Nilson Riga Vitale, sócio majoritário da ora autuada, figurou como cessionária de créditos que o fornecedor mantinha junto a recorrente, por suposta venda de couro; c) as cessionárias Ibituruna Couros Ltda. ME e Norte Sul Comércio de Couros Ltda. receberam créditos, na mesma condição, de outros fornecedores que também tiveram notas fiscais glosadas no âmbito deste processo, tais como, Comércio de Couros Celeste Ltda. e Jadluc Indústria e Comércio de Couros Ltda.; d) também figurou como cessionária de créditos a empresa Lacerda Couros Ltda., que aparece como fornecedor investigado nos autos deste processo. 5.4) Jadluc Indústria e Comércio de Couros Ltda. (Itacouros) Sobre o fornecedor acima referido constam, entre outras, as seguintes informações no termo de verificação fiscal (fl. 5127 e ss.), no processo de representação para inaptidão da empresa (fl. 3577 e ss.) e nos documentos a eles anexados: a) seu domicílio tributário, em Itabuna – BA, sequer existe fisicamente; b) os sócios da empresa não foram encontrados em seus domicílios tributários; c) boa parte dos pagamentos realizados em razão da aquisição do couro pela ora recorrente foi feita a terceiros por meio de cessão de crédito; Fl. 8463DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 19 18 d) o Sr. Francisco Barros Montes e a empresa Curtume Souza Ltda., que figuram como cessionários de créditos do fornecedor, afirmaram que nunca mantiveram relações comerciais com este; e) em razão dos fatos acima expostos foi declarado inapto pela SRF por ato publicado em 23/03/2008, em razão de sua inexistência de fato, tendo os documentos por ele emitidos sido considerados inidôneos a partir de 27/12/1999. Como forma de comprovar sua boafé, bem como o efetivo recebimento da mercadoria e seu respectivo pagamento, a recorrente juntou os seguintes documentos, entre outros (fl. 5982 e ss.): a) extrato de consulta ao Sintegra/ICMS realizada em 21/07/2003, onde consta que naquela data o fornecedor encontravase “habilitado” neste cadastro; b) relação das notas fiscais glosadas, no valor total de R$ 1.632.972,00, emitidas pelo fornecedor entre os meses de janeiro e setembro de 2004; c) comprovantes bancários de pagamento feito à terceiros, acompanhados dos respectivos instrumentos de cessão de crédito do fornecedor (cedente) àqueles (cessionários); d) tickets de pesagem de carga emitidos pela própria recorrente, e recibos de pagamento a autônomo pelo transporte da carga. Por fim, a autoridade fiscal que realizou a diligência solicitada pela DRJ de origem informou, entre outras coisas, o seguinte (fl. 8342 e ss.): a) não há informação sobre funcionários registrados no ano de 2004; b) a Sra. Beatriz Ramos Amorim Marini, que vem a ser parente da esposa do Sr. Nilson Riga Vitale, sócio majoritário da ora autuada, figurou como cessionária de créditos que o fornecedor mantinha junto a recorrente, por suposta venda de couro; c) os cessionários Manoel Medici de Souza, Norte Sul Comércio de Couros Ltda. e Jadelson Sardinha Brandão receberam créditos, na mesma condição, de outros fornecedores que também tiveram notas fiscais glosadas no âmbito deste processo, tais como, M J Aragão Cruz ME, Marfabi Agro Comercial Ltda., Nelore Couros Ltda., Comércio de Couros Celeste Ltda. e Max Comércio de Couros Rio Preto Ltda.; 5.5) M J Aragão Cruz ME (M A Comércio de Couros) Sobre o fornecedor acima referido constam, entre outras, as seguintes informações no termo de verificação fiscal (fl. 5127 e ss.), no processo de representação para inaptidão da empresa (fl. 3616 e ss.) e nos documentos a eles anexados: a) não foi encontrado em seu domicílio tributário, em Mata de São João – BA; b) o titular da firma individual informou que inicialmente o objeto da empresa era o comércio de carnes (açougue), mas que essa atividade encerrouse em 2002, e a partir de então passou a eventualmente representar a empresa Sergicouros na venda de couro, onde recebia apenas comissão; Fl. 8464DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 20 19 c) afirmou também desconhecer a emissão de aproximadamente R$ 15.000.000,00 em notas fiscais de sua empresa; d) boa parte dos pagamentos realizados em razão da aquisição do couro pela ora recorrente foi feita a terceiros por meio de cessão de crédito; e) em razão dos fatos acima expostos foi declarado inapto pela SRF por ato publicado em 27/03/2008, em razão de sua inexistência de fato, tendo os documentos por ele emitidos sido considerados inidôneos a partir de 24/04/2002; Como forma de comprovar sua boafé, bem como o efetivo recebimento da mercadoria e seu respectivo pagamento, a recorrente juntou os seguintes documentos, entre outros (fl. 6080 e ss.): a) extrato de consulta ao Sintegra/ICMS realizada em 27/09/2004, onde consta que naquela data o fornecedor encontravase “habilitado” neste cadastro; b) relação das notas fiscais glosadas, no valor total de R$ 10.989.000,00, emitidas pelo fornecedor entre os meses de janeiro e dezembro de 2004; c) comprovantes bancários de pagamento feito à terceiros, acompanhados dos respectivos instrumentos de cessão de crédito do fornecedor (cedente) àqueles (cessionários); d) tickets de pesagem de carga emitidos pela própria recorrente, e recibos de pagamento a autônomo pelo transporte da carga. Por fim, a autoridade fiscal que realizou a diligência solicitada pela DRJ de origem informou, entre outras coisas, o seguinte (fl. 8342 e ss.): a) não há informação sobre funcionários registrados no ano de 2004; b) diversas notas fiscais em seqüência numérica e valores idênticos; c) boa parte dos pagamentos realizados pela recorrente a este fornecedor se deu em valores muito inferiores àqueles constantes das notas fiscais; d) há notas fiscais com numeração repetida; e) diversos pagamentos feitos via conta Caixa; f) baixas contábeis efetuadas no ano de 2006; g) na condição de cessionária, a Sergicouros transferiu créditos para terceiros, sem encargos, após 17 meses da emissão da documentação fiscal pelo fornecedor. 5.6) Marfabi Agro Comercial Ltda. Sobre o fornecedor acima referido constam, entre outras, as seguintes informações no termo de verificação fiscal (fl. 5127 e ss.), no processo de representação para inaptidão da empresa (fl. 3633 e ss.) e nos documentos a eles anexados: a) não foi encontrado em seu domicílio tributário, em São Paulo – SP; Fl. 8465DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 21 20 b) um dos sócios também não foi localizado em seu domicílio tributário. O outro afirmou jamais haver participado como sócio em nenhuma empresa; c) o Fisco paulista declarou inidôneos os documentos emitidos pela empresa a partir de 11/07/2003; d) boa parte dos pagamentos realizados em razão da aquisição do couro pela ora recorrente foi feita a terceiros por meio de cessão de crédito; e) em razão dos fatos acima expostos foi declarado inapto pela SRF por ato publicado em 04/03/2008, em razão de sua inexistência de fato, tendo os documentos por ele emitidos sido considerados inidôneos a partir de 16/06/2003. Como forma de comprovar sua boafé, bem como o efetivo recebimento da mercadoria e seu respectivo pagamento, a recorrente juntou os seguintes documentos, entre outros (fl. 6786 e ss.): a) extrato de consulta ao Sintegra/ICMS realizada em 03/11/2003, onde consta que naquela data o fornecedor encontravase “habilitado” neste cadastro; b) relação das notas fiscais glosadas, no valor total de R$ 1.725.955,50, emitidas pelo fornecedor entre os meses de janeiro e junho de 2004; c) comprovantes bancários de pagamento feito à terceiros, acompanhados dos respectivos instrumentos de cessão de crédito do fornecedor (cedente) àqueles (cessionários); d) tickets de pesagem de carga emitidos pela própria recorrente, e recibos de pagamento a autônomo pelo transporte da carga. Por fim, a autoridade fiscal que realizou a diligência solicitada pela DRJ de origem informou, entre outras coisas, o seguinte (fl. 8342 e ss.): a) não há informação sobre funcionários registrados no ano de 2004; b) apesar de estar supostamente domiciliado em São Paulo – SP, cedeu crédito a pessoas supostamente domiciliadas em Aracaju – SE, Belo Horizonte MG, Bom Despacho MG, Feira de Santana – BA. 5.7) Max Comércio de Couros Rio Preto Ltda. Sobre o fornecedor acima referido constam, entre outras, as seguintes informações no termo de verificação fiscal (fl. 5127 e ss.), no processo de representação para inaptidão da empresa (fl. 3633 e ss.) e nos documentos a eles anexados: a) não foi encontrado em seu domicílio tributário, em São José do Rio Preto – SP; b) os sócios da empresa também não foram encontrados em seus domicílios tributários; c) o Fisco paulista declarou inidôneos os documentos emitidos pela empresa a partir de 17/06/2004; Fl. 8466DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 22 21 d) boa parte dos pagamentos realizados em razão da aquisição do couro pela ora recorrente foi feita a terceiros por meio de cessão de crédito; e) em razão dos fatos acima expostos foi declarado inapto pela SRF por ato publicado em 31/01/2008, em razão de sua inexistência de fato, tendo os documentos por ele emitidos sido considerados inidôneos a partir de 17/06/2004. Como forma de comprovar sua boafé, bem como o efetivo recebimento da mercadoria e seu respectivo pagamento, a recorrente juntou os seguintes documentos, entre outros (fl. 6900 e ss.): a) extrato de consulta ao Sintegra/ICMS realizada em 03/03/2005, onde consta que naquela data o fornecedor encontravase “habilitado” neste cadastro; b) relação das notas fiscais glosadas, no valor total de R$ 351.680,00, emitidas pelo fornecedor entre os meses de novembro e dezembro de 2004; c) comprovantes bancários de pagamento feito à terceiros, acompanhados dos respectivos instrumentos de cessão de crédito do fornecedor (cedente) àqueles (cessionários); d) tickets de pesagem de carga emitidos pela própria recorrente, e recibos de pagamento a autônomo pelo transporte da carga. Por fim, a autoridade fiscal que realizou a diligência solicitada pela DRJ de origem informou, entre outras coisas, o seguinte (fl. 8342 e ss.): a) a cessionária Norte Sul Comércio de Couros Ltda. recebeu crédito, na mesma condição, de outros fornecedores que também tiveram notas fiscais glosadas no âmbito deste processo, tais como, Jadluc Indústria e Comércio de Couros Ltda. e Comércio de Couros Celeste Ltda. 5.8) Montana Comércio de Óleos Ltda. Sobre o fornecedor acima referido constam, entre outras, as seguintes informações no termo de verificação fiscal (fl. 5127 e ss.), no processo de representação para inaptidão da empresa (fl. 3759 e ss.) e nos documentos a eles anexados: a) o domicílio tributário informado à SRF, em São Paulo – SP, sequer existe fisicamente; b) um dos sócios não foi localizado em seu domicílio tributário. O outro afirmou jamais haver participado como sócio em nenhuma empresa; c) o Fisco paulista declarou inidôneos os documentos emitidos pela empresa a partir de 26/04/2004; d) boa parte dos pagamentos realizados em razão da aquisição do couro pela ora recorrente foi feita a terceiros por meio de cessão de crédito; e) em razão dos fatos acima expostos foi declarado inapto pela SRF por ato publicado em 12/02/2008, em razão de sua inexistência de fato, tendo os documentos por ele emitidos sido considerados inidôneos a partir de 10/03/2004. Fl. 8467DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 23 22 Como forma de comprovar sua boafé, bem como o efetivo recebimento da mercadoria e seu respectivo pagamento, a recorrente juntou os seguintes documentos, entre outros (fl. 6929e ss.): a) extrato de consulta ao Sintegra/ICMS realizada em 31/08/2004, onde consta que naquela data o fornecedor encontravase “habilitado” neste cadastro; b) relação das notas fiscais glosadas, no valor total de R$ 727.252,84, emitidas pelo fornecedor entre os meses de maio e agosto de 2004; c) comprovantes bancários de pagamento feito à terceiros, acompanhados dos respectivos instrumentos de cessão de crédito do fornecedor (cedente) àqueles (cessionários); d) tickets de pesagem de carga emitidos pela própria recorrente, e recibos de pagamento a autônomo pelo transporte da carga. Por fim, a autoridade fiscal que realizou a diligência solicitada pela DRJ de origem informou, entre outras coisas, o seguinte (fl. 8342 e ss.): a) a Sra. Beatriz Ramos Amorim Marini, que vem a ser parente da esposa do Sr. Nilson Riga Vitale, sócio majoritário da ora autuada, figurou como cessionária de créditos que o fornecedor mantinha junto a recorrente, por suposta venda de couro; b) foram baixados diversos valores via conta Caixa. 5.9) Pró Boi Comércio Importação e Exportação Ltda. Sobre o fornecedor acima referido constam, entre outras, as seguintes informações no termo de verificação fiscal (fl. 5127 e ss.), no processo de representação para inaptidão da empresa (fl. 3652 e ss.) e nos documentos a eles anexados: a) o estabelecimento matriz não foi encontrado em seu domicílio tributário, em Belo Horizonte – MG. O mesmo se diga em relação à filial, que deveria estar domiciliada em Nova Serrana – MG; b) o único sócio identificado também não foi localizado em seu domicílio tributário; c) o Fisco mineiro “bloqueou” a empresa em 27/04/2004 em razão de seu desaparecimento; d) o Fisco estadual também informou que o Banco do Brasil não reconheceu a autenticação aposta nas guias de recolhimento antecipado do ICMS na saída interestadual de couro bovino dos meses de junho a agosto de 2004, bem como do ICMS sobre as respectivas operações de transporte, razão pela qual o imposto foi lançado de ofício; e) boa parte dos pagamentos realizados em razão da aquisição do couro pela ora recorrente foi feita a terceiros por meio de cessão de crédito; f) em razão dos fatos acima expostos foi declarado inapto pela SRF por ato publicado em 13/03/2008, em razão de sua inexistência de fato, tendo os documentos por ele emitidos sido considerados inidôneos a partir de 01/01/2003. Fl. 8468DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 24 23 Como forma de comprovar sua boafé, bem como o efetivo recebimento da mercadoria e seu respectivo pagamento, a recorrente juntou os seguintes documentos, entre outros (fl. 6986 e ss.): a) extrato de consulta ao Sintegra/ICMS realizada em 15/10/2005, onde consta que naquela data o fornecedor encontravase “não habilitado” neste cadastro; b) relação das notas fiscais glosadas, no valor total de R$ 3.678.150,00, emitidas pelo fornecedor entre os meses de março e agosto de 2004; c) comprovantes bancários de pagamento feito à terceiros, acompanhados dos respectivos instrumentos de cessão de crédito do fornecedor (cedente) àqueles (cessionários); d) tickets de pesagem de carga emitidos pela própria recorrente, e recibos de pagamento a autônomo pelo transporte da carga; e) conhecimentos de transporte. Por fim, a autoridade fiscal que realizou a diligência solicitada pela DRJ de origem informou, entre outras coisas, o seguinte (fl. 8342 e ss.): a) ocorreram baixas contábeis nos anos de 2005 a 2007, tendo como origem notas fiscais emitidas em 2004. Diversos valores baixados tiveram como contrapartida a conta “Caixa”; b) a Sra. Virgínia Célia Ramos Amorim, que vem a ser parente da esposa do Sr. Nilson Riga Vitale, sócio majoritário da ora autuada, figurou como cessionária de créditos que o fornecedor mantinha junto a recorrente, por suposta venda de couro. Intimada, a cessionária declarou não ter realizado qualquer operação comercial ou financeira com o fornecedor. 5.10) Trajano Comércio de Óleos Ltda. Sobre o fornecedor acima referido constam, entre outras, as seguintes informações no termo de verificação fiscal (fl. 5127 e ss.), no processo de representação para inaptidão da empresa (fl. 3705 e ss.) e nos documentos a eles anexados: a) não foi encontrado em seu domicílio tributário, em Taboão da Serra – SP; b) os sócios, intimados, informaram jamais haverem participado da sociedade; c) o Fisco paulista considerou inidôneos os documentos emitidos pela pessoa jurídica a partir de 20/07/2004; d) o pagamento realizado em razão da aquisição do couro pela ora recorrente foi feito a terceiro por meio de cessão de crédito; e) em razão dos fatos acima expostos foi declarado inapto pela SRF por ato publicado em 28/02/2008, em razão de sua inexistência de fato, tendo os documentos por ele emitidos sido considerados inidôneos a partir de 20/07/2004. Como forma de comprovar sua boafé, bem como o efetivo recebimento da mercadoria e seu respectivo pagamento, a recorrente juntou os seguintes documentos, entre outros (fl. 7216 e ss.): Fl. 8469DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 25 24 a) extrato de consulta ao Sintegra/ICMS realizada em 14/04/2008, onde consta que naquela data o fornecedor encontravase “não habilitado” neste cadastro; b) indicação da única nota fiscal glosada, no valor de R$ 105.977,25, emitida pelo fornecedor no mês de setembro de 2004; c) comprovantes bancários de pagamentos feitos ao terceiro, acompanhados do respectivo instrumento de cessão de crédito do fornecedor (cedente) àquele (cessionário); d) ticket de pesagem de carga emitido pela própria recorrente. Por fim, a autoridade fiscal que realizou a diligência solicitada pela DRJ de origem informou, entre outras coisas, o seguinte (fl. 8342 e ss.): a) a cessionária Indústria de Rações Bondespachense Ltda. recebeu créditos, na mesma condição, de outro fornecedor que também teve notas fiscais glosadas no âmbito deste processo, qual seja, Marfabi Agro Comercial Ltda. 5.11) WG Couros Ltda. Sobre o fornecedor acima referido constam, entre outras, as seguintes informações no termo de verificação fiscal (fl. 5127 e ss.), no processo de representação para inaptidão da empresa (fl. 3727 e ss.) e nos documentos a eles anexados: a) não foi encontrado em seu domicílio tributário, em Esmeraldas – MG; b) os sócios da empresa também não foram encontrados em seus domicílios tributários; c) o Fisco mineiro informou que a pessoa jurídica encontrase bloqueada desde 01/12/2006; d) em razão dos fatos acima expostos foi declarado inapto pela SRF por ato publicado em 24/03/2008, em razão de sua inexistência de fato, tendo os documentos por ele emitidos sido considerados inidôneos a partir de 22/05/2001. Como forma de comprovar sua boafé, bem como o efetivo recebimento da mercadoria e seu respectivo pagamento, a recorrente juntou os seguintes documentos, entre outros (fl. 7224 e ss.): a) extrato de consulta ao Sintegra/ICMS realizada em 16/06/2006, onde consta que naquela data o fornecedor encontravase “habilitado” neste cadastro; b) relação das notas fiscais glosadas, no valor total de R$ 4.927.500,00, emitidas pelo fornecedor entre os meses de janeiro e dezembro de 2004; c) comprovantes bancários de pagamentos feito ao terceiro R.S.P. Fomento Mercantil Ltda., acompanhados dos respectivos instrumentos de cessão de crédito do fornecedor (cedente) àquele (cessionário); d) tickets de pesagem de carga emitidos pela própria recorrente, e recibos de pagamento a autônomo pelo transporte da carga. Fl. 8470DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 26 25 Por fim, a autoridade fiscal que realizou a diligência solicitada pela DRJ de origem informou, entre outras coisas, o seguinte (fl. 8342 e ss.): a) ocorreram diversas baixas contabilizadas ao longo dos anos de 2005 e 2006, destacandose o lançamento efetuado em 19/07/2005; b) a Sra. Virgínia Célia Ramos Amorim, que vem a ser parente da esposa do Sr. Nilson Riga Vitale, sócio majoritário da ora autuada, figurou como cessionária de créditos que o fornecedor mantinha junto a recorrente, por suposta venda de couro. Intimada, a cessionária declarou não ter realizado qualquer operação comercial ou financeira com o fornecedor; c) cessões de créditos contendo redação semelhante às emitidas por outras “noteiras”; d) pagamentos de duplicatas efetuados à Marfrig. 5.12) Lacerda Couros Ltda. Sobre o fornecedor acima referido constam, entre outras, as seguintes informações no termo de verificação fiscal (fl. 5127 e ss.), e nos documentos a eles anexados (em especial fl. 3251 e ss.): a) supostamente domiciliada em Nova Era – MG; b) apenas R$ 50.000,00, referente a parte de uma nota fiscal de venda de couro à ora requerente, no valor de R$ 126.000,00, foi objeto de exame pela fiscalização; c) cedeu a parte do crédito acima referido à Sra. Virgínia Célia Ramos Amorim Gazineu, que vem a ser parente da esposa do Sr. Nilson Riga Vitale, sócio majoritário da ora recorrente; d) intimada, a Sra. Virgínia Célia Ramos Amorim Gazineu (cessionária) negou a existência de qualquer relação comercial com o fornecedor em questão (cedente), que justificasse a cessão do crédito. Como forma de comprovar sua boafé, bem como o efetivo recebimento da mercadoria e seu respectivo pagamento, a recorrente juntou os seguintes documentos, entre outros (fl. 7633 e ss.): a) relação de notas fiscais, no valor total de R$ 5.215.500,00, emitidas pelo fornecedor entre os meses de março e novembro de 2004; b) comprovante bancário de pagamento feitos ao terceiro, acompanhado do respectivo instrumento de cessão de crédito do fornecedor (cedente) àquele (cessionário); c) ticket de pesagem de carga emitido pela própria recorrente, e recibo de pagamento a autônomo pelo transporte da carga. Por fim, a autoridade fiscal que realizou a diligência solicitada pela DRJ de origem informou, entre outras coisas, o seguinte (fl. 8342 e ss.): a) o suposto fornecedor cedeu o crédito à Sra. Virgínia Célia Ramos Amorim Gazineu, que vem a ser parente da esposa do Sr. Nilson Riga Vitale, sócio majoritário da ora recorrente. Fl. 8471DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 27 26 5.13) Karla Patrícia Lessa Paim Sobre o fornecedor acima referido constam, entre outras, as seguintes informações no termo de verificação fiscal (fl. 5127 e ss.), e nos documentos a eles anexados (em especial fl. 3319 e ss. e fl. 3350 e ss.): a) supostamente domiciliado em Sabará – MG; b) apenas duas notas fiscais de venda de couro à ora requerente, no valor de R$ 138.000,00 e R$ 138.300,00, respectivamente, foram objeto de exame pela fiscalização; c) cedeu parte do crédito, no valor de R$ 253.103,00, à Sra. Virgínia Célia Ramos Amorim Gazineu, que vem a ser parente da esposa do Sr. Nilson Riga Vitale, sócio majoritário da ora recorrente; d) intimada, a Sra. Virgínia Célia Ramos Amorim Gazineu (cessionária) negou a existência de qualquer relação comercial com o fornecedor em questão (cedente), que justificasse a cessão do crédito. Como forma de comprovar sua boafé, bem como o efetivo recebimento da mercadoria e seu respectivo pagamento, a recorrente juntou os seguintes documentos, entre outros (fl. 7643 e ss.): a) relação de notas fiscais, no valor total de R$ 783.700,00, emitidas pelo fornecedor entre os meses de outubro e novembro de 2004; b) comprovantes bancários de pagamentos feitos a terceiros, acompanhados do respectivo instrumento de cessão de crédito do fornecedor (cedente) àqueles (cessionários); c) tickets de pesagem de carga emitidos pela própria recorrente, e recibos de pagamento a autônomo pelo transporte da carga. Por fim, a autoridade fiscal que realizou a diligência solicitada pela DRJ de origem informou, entre outras coisas, o seguinte (fl. 8342 e ss.): a) o suposto fornecedor cedeu o crédito à Sra. Virgínia Célia Ramos Amorim Gazineu, que vem a ser parente da esposa do Sr. Nilson Riga Vitale, sócio majoritário da ora recorrente. 5.14) Comércio de Couros Celeste Ltda. Sobre o fornecedor acima referido constam, entre outras, as seguintes informações no termo de verificação fiscal (fl. 5127 e ss.), no relatório da diligência realizada pelo Fisco estadual (fl. 3771 e ss.) e nos documentos a eles anexados: a) seu domicílio tributário, localizado em Pirangi – SP, não reúne condições de infraestrutura para o exercício do comércio de couro; b) sócio gerente, entrevistado pela fiscalização paulista, demonstrou não possuir conhecimento dos negócios da empresa; c) em agosto de 2004 adquiriu couro junto à empresa Comércio de Couros Marapoama Ltda., a qual encontrase na situação “não localizada” desde 05/09/2003; Fl. 8472DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 28 27 d) em setembro de 2004 adquiriu couro junto à empresa Minalva Comércio de Couros Ltda., sendo que nas respectivas notas fiscais constam como transportadores dessas mercadorias veículos sem capacidade de transporte, tais como motocicletas e automóveis de passeio, bem como veículos cujo registro não foi encontrado; e) documentação obtida junto à ora recorrente, relativa às notas fiscais nos 001 a 006, 030 e 031, aponta que os pagamentos por estas supostas aquisições foram efetuados diretamente, por transferências bancárias, à empresa Norte Sul Comércio de Couros Ltda., localizada no município de Campo Belo MG. Não existe documento que aponte a existência de qualquer relação comercial entre este fornecedor (cedente) e Noite Sul Com. de Couros Ltda. (cessionário) que pudesse justificar tais transferências de numerário; f) pelo acima exposto todos os documentos emitidos pelo fornecedor foram considerados inidôneos pelo Fisco estadual. Como forma de comprovar sua boafé, bem como o efetivo recebimento da mercadoria e seu respectivo pagamento, a recorrente juntou os seguintes documentos, entre outros (fl. 7546 e ss.): a) extrato de consulta ao Sintegra/ICMS realizada em 26/10/2004, onde consta que naquela data o fornecedor encontravase “habilitado” neste cadastro; b) relação das notas fiscais glosadas, no valor total de R$ 558.440,00, emitidas pelo fornecedor entre os meses de agosto e setembro de 2004; c) comprovantes bancários de pagamentos feitos a terceiros, acompanhados dos respectivos instrumentos de cessão de crédito do fornecedor (cedente) àqueles (cessionários); d) tickets de pesagem de carga emitidos pela própria recorrente, e recibos de pagamento a autônomo pelo transporte da carga. Por fim, a autoridade fiscal que realizou a diligência solicitada pela DRJ de origem informou, entre outras coisas, o seguinte (fl. 8342 e ss.): a) não há registro de empregados para este fornecedor no ano de 2004; b) a Norte Sul Comércio de Couros Ltda., principal cessionária, também recebeu valores provenientes das “noteiras” Frigoan Frigorífico Alta Noroeste Ltda. e Jadluc Indústria e Comércio de Couros Ltda. c) ademais, a Norte Sul Comércio de Couros Ltda. é domiciliada no município de Campo Belo MG, ao passo que a cedente tem como endereço propriedade rural localizada em Pirangi – SP. 5.15) Nelore Couros Ltda. Sobre o fornecedor acima referido constam, entre outras, as seguintes informações no termo de verificação fiscal (fl. 5127 e ss.), e nos documentos a eles anexados: a) supostamente domiciliado em Conselheiro Lafaiete, MG; Fl. 8473DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 29 28 b) foi considerado como “não habilitado” pelo Fisco estadual em 01/08/2003, em razão de seu “desaparecimento” (fl. 3777); c) foi considerado “inapto” pela SRF em razão de sua condição de omisso não localizado, conforme ato publicado em 20/07/2004, com efeitos a partir de 11/02/1999 (fl. 3778); d) boa parte dos pagamentos realizados em razão da aquisição do couro pela ora recorrente foi feita a terceiros por meio de cessão de crédito; Como forma de comprovar sua boafé, bem como o efetivo recebimento da mercadoria e seu respectivo pagamento, a recorrente juntou os seguintes documentos, entre outros (fl. 7598 e ss.): a) extrato de consulta ao Sintegra/ICMS realizada em 05/02/2004, onde consta que naquela data o fornecedor encontravase “habilitado” neste cadastro; b) relação das notas fiscais glosadas, no valor total de R$ 540.000,00, emitidas pelo fornecedor no mês de janeiro de 2004; c) comprovantes bancários de pagamentos feitos a terceiros; d) tickets de pesagem de carga emitidos pela própria recorrente, e recibos de pagamento a autônomo pelo transporte da carga. Por fim, a autoridade fiscal que realizou a diligência solicitada pela DRJ de origem informou, entre outras coisas, o seguinte (fl. 8342 e ss.): a) não há informação sobre funcionário registrados pelo fornecedor em 2004; b) os cessionários Jadelson Sardinha Brandão, Manoel Medici de Souza, Carlos Chaves Rego Jr. e Cláudio César Bueno Henrique receberam créditos, na mesma condição, de outros fornecedores que também tiveram notas fiscais glosadas no âmbito deste processo, tais como, Jadluc Indústria e Comércio de Couros Ltda., Marfabi Agro Comercial Ltda. e M J Aragão Cruz ME; c) foram ainda constatadas algumas anormalidades, como notas fiscais emitidas em seqüência numérica, a maioria com valores idênticos e descontos elevados. 5.16) Santos Soares Dias Sobre o fornecedor acima referido constam, entre outras, as seguintes informações no termo de verificação fiscal (fl. 5127 e ss.) e nos documentos a eles anexados: a) supostamente domiciliado em Montes Claros – MG; b) foi considerado pela SRF como “inapto” por motivo de inexistência de fato, conforme ato publicado em 23/11/2004, com efeitos a partir de 11/02/1999 (fl. 3779). Como forma de comprovar sua boafé, bem como o efetivo recebimento da mercadoria e seu respectivo pagamento, a recorrente juntou os seguintes documentos, entre outros (fl. 7625 e ss.): Fl. 8474DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 30 29 a) extrato de consulta ao Sintegra/ICMS realizada em 07/04/2008, onde consta que naquela data o fornecedor encontravase “não habilitado” neste cadastro; b) relação das notas fiscais glosadas, no valor total de R$ 135.000,00, emitidas pelo fornecedor entre os meses de fevereiro e maio de 2004; c) comprovantes bancários de pagamentos feitos a terceiros; d) tickets de pesagem de carga emitidos pela própria recorrente, e recibos de pagamento a autônomo pelo transporte da carga. Por fim, a autoridade fiscal que realizou a diligência solicitada pela DRJ de origem informou, entre outras coisas, o seguinte (fl. 8342 e ss.): a) não há informação sobre funcionário registrados pelo fornecedor em 2004; b) não foram exibidos sequer os documentos de cessão de crédito; c) é anormal o desconto concedido à nota fiscal nº 49286. 6) Da Valoração dos Elementos de Prova No item 5 deste voto e em seus subitens examinamos os elementos de prova trazidos aos autos pela fiscalização, pela contribuinte e pela autoridade que realizou a diligência solicitada pela DRJ. Passemos agora a sua valoração, primeiro no que toca ao recebimento da mercadoria e depois quanto ao pagamento do respectivo preço, conforme exigido pelo art. 82, parágrafo único, da Lei nº 9.430/96. 6.1) Do Recebimento do Couro A fim de provar o efetivo recebimento da mercadoria a contribuinte juntou aos autos tickets de pesagem de carga e recibos de pagamento a autônomo (RPAs) pela suposta prestação do serviço de transporte da carga. Pois bem, a meu juízo, o valor probatório desses elementos é relativamente baixo, haja vista que tanto os tickets de pesagem de carga quanto os RPAs são documentos de emissão do próprio autuado. Maior força probante teriam os conhecimentos de transporte rodoviários de cargas (CTRC), pois são documentos emitidos por terceiros não interessados, quais sejam, os transportadores das mercadorias. No entanto, a ora recorrente, apesar de estar obrigada a exigir dos transportadores a 2ª via do CTRC, que inclusive serviria como comprovante de entrega das mercadorias (vide art. 19, II, do Convênio Sinief nº 06/1989, mais adiante transcrito), não exibiu esse importante documento à fiscalização, nem os juntou aos autos posteriormente. Por outro lado a fiscalização apresentou como prova de sua acusação as diligências realizadas nos domicílios tributários dos 16 fornecedores objeto da auditoria e, em alguns casos, as diligências também efetuadas pelo fisco estadual (fl. 3461 e ss.). Nessas diligências restou cabalmente comprovado que os 16 fornecedores, à época em que emitidas as notas fiscais aqui glosadas (ano de 2004), não existiam nos endereços constantes das notas fiscais objeto da presente glosa, ou seja, não existiam em seus domicílios tributários. Fl. 8475DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 31 30 Embora esteja provado que, em 2004, os citados 16 fornecedores não existiam nos endereços constantes das notas fiscais glosadas, esse fato, por si só, não pode ser tomado como prova inequívoca de que a contribuinte não recebeu a mercadoria, pois ainda haveria a possibilidade que esses fornecedores estivessem desenvolvendo clandestinamente suas atividades em outros locais, que não em seus domicílios tributários. Nessa hipótese, a contribuinte poderia alegar, como realmente o fez, que não estava obrigada a saber que os 16 fornecedores não funcionavam em seus domicílios tributários. Todavia essa afirmação contradiz um dos elementos juntados pela própria contribuinte em sua defesa, qual seja, os recibos de pagamento a autônomo por ela emitidos em razão da alegada contratação dos serviços de transporte de carga. De fato, se é verdade que ora recorrente contratou os serviços de transporte do couro bovino (daí a emissão dos RPAs), é de se perguntar: qual o endereço que a contribuinte informou aos transportadores como local para recebimento da carga? Ora, o endereço para o qual o transportador deve se dirigir para receber a carga é informado pela contratante do serviço de transporte, no caso, pela contribuinte. E se a contribuinte os mandou receber a carga nos domicílios tributários de seus 16 fornecedores, então os transportadores não os encontrariam ali, pois, como visto, à época eles não existiam naqueles endereços. Também aqui o conhecimento de transporte rodoviário de carga poderia fazer prova a favor da (ou contra a) contribuinte. Neste documento, de emissão obrigatória por todos os transportadores, inclusive os autônomos, deve estar indicado, entre outras coisas, o local do recebimento da carga. Sobre a emissão do CTRT, o Convênio Sinief nº 06/1989 assim estabelece: Art. 16. O Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas, modelo 8, será utilizado por quaisquer transportadores rodoviários de cargas que executarem serviço de transporte rodoviário Intermunicipal, interestadual e internacional, de cargas, em veículos próprios ou afretados. (Grifamos) Parágrafo único. Considerase veículo próprio, além do que se achar registrado em nome da pessoa, aquele por ela operado em regime de locação ou qualquer outra forma. Art. 17. O documento referido no artigo anterior conterá, no mínimo, as seguintes indicações: (...) VI a identificação do remetente e do destinatário: os nomes, os endereços e os números de inscrição, estadual e no CGC ou CPF; VII o percurso: o local de recebimento e o da entrega; (Grifamos) VIII a quantidade e espécie dos volumes ou das peças; IX o número da nota fiscal, o valor e a natureza da carga, bem como a quantidade em quilograma (Kg), metro cúbico (m³) ou litro (l); Fl. 8476DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 32 31 (...) Art. 19. Na prestação de serviço de transporte rodoviário de cargas para destinatário localizado no mesmo Estado, o Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas será emitido, no mínimo, em 4 (quatro) vias, que terão a seguinte destinação: I a 1ª via será entregue ao tomador do serviço; (Grifamos) II a 2ª via acompanhará o transporte até o destino, podendo servir de comprovante de entrega; (Grifamos) (...) Art. 20. Na prestação de serviço de transporte rodoviário de cargas para destinatário localizado em outro Estado, o Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas será emitido com uma via adicional (5ª via), que acompanhará o transporte para fins de controle do fisco do destino. (...) Isso posto, sobre o efetivo recebimento da carga, há que pesarse, pela lado da contribuinte, a debilidade das provas por ela trazidas aos autos (documentos de sua própria emissão), bem como a falta de juntada dos CTRC. Pelo lado do fisco pesa o fato, provado, de que os 16 fornecedores não existiam nos endereços informados nas notas fiscais glosadas, na época em que foram emitidas. Por fim, há ainda a questão, aqui levantada, sobre o local para onde os transportadores deveriam se dirigir a fim de receber a carga dos 16 fornecedores, já que foi a contribuinte quem contratou os serviços de transporte (vide RPAs). A valoração dessas provas, a meu juízo, autorizam concluir que a ora recorrente não se desincumbiu do ônus de provar, conforme exigido pelo art. 82, parágrafo único, da Lei nº 9.430/96, o efetivo recebimento da mercadoria (sobre o ônus da prova vide item 4 deste voto). 6.2) Dos Pagamentos pela Aquisição das Mercadorias A fim de provar o efetivo pagamento do couro que alega ter adquirido junto aos citados 16 fornecedores, a contribuinte apresentou os comprovantes bancários dos pagamentos (TED, transferência bancária etc.), bem como a grande maioria dos instrumentos de cessão de crédito dos fornecedores em favor de terceiros. Devese reconhecer desde já que os comprovantes bancários constituemse em elementos de prova aos quais devese atribuir elevado peso, já que, além de serem emitidos por terceiros não interessados no presente litígio, não seria crível que instituições financeiras fornecessem comprovantes bancários ideologicamente falsos a seus clientes. De seu lado, não nega o fisco a existência dos aludidos comprovantes bancários. Afirma entretanto que os pagamentos não tiveram como beneficiários os 16 fornecedores, e sim terceiros, por meio de cessão de crédito. Ademais, constatou o autor da diligência fiscal que parte dos créditos foi cedida a pessoas ligadas ao sócio majoritário da ora recorrente. Fl. 8477DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 33 32 Pois bem, quanto aos contratos de cessão de crédito é de se dizer que tratase de um negócio jurídico legítimo, por meio do qual o cedente (no caso dos autos, o fornecedor) transfere ao cessionário (no caso dos autos, o terceiro) a sua posição de credor de um direito perante o devedor (no caso dos autos, a contribuinte). Havendo a contribuinte sido notificada por escrito da cessão de crédito dos fornecedores aos terceiros, em princípio nada há de irregular nos pagamentos feitos diretamente a estes. A situação se inverte, todavia, quando a autoridade que realizou a diligência solicitada pela DRJ constatou que em diversas ocasiões os fornecedores do couro cederam seus créditos às Sras. Virgínia Célia Ramos Amorim Gazineu e Beatriz Ramos Amorim Marini, que vêm a ser parentes da esposa do Sr. Nilson Riga Vitale, sócio que detém 95% do capital social da autuada. Intimadas, aquelas senhoras declararam ao fisco que não mantiveram negócios com os cedentes do crédito, o que nos autoriza concluir que cessão teria se dado a título gratuito. Ademais, intimada do relatório de diligência, a ora recorrente não se manifestou sobre o assunto, nem em contrarrazões àquele relatório, nem no voluntário. Assim sendo, devese perguntar: (i) seria razoável crer que os supostos fornecedores do couro à contribuinte tenham cedido seus créditos a terceiros a título gratuito? (ii) ainda que positiva a resposta, seria razoável crer que os beneficiários da cessão gratuita dos créditos sejam pessoas ligadas justamente ao devedor dos títulos, no caso, a contribuinte? As respostas a ambas as perguntas há que ser, definitivamente, negativa. É de conhecimento público que, via de regra, as pessoas não cedem seus créditos (dinheiro a receber) a terceiros a troco de nada. Exceções podem existir, como, por exemplo, o caso do pai que cede o crédito a seu filho, mas esse não é o caso dos autos. Aqui os supostos fornecedores do couro, em diversas ocasiões, cederam gratuitamente seus créditos a pessoas que não eram a eles ligadas, e sim ligadas à contribuinte, devedora dos títulos. O fato de a contribuinte haver feito pagamentos a pessoas a ela ligadas, sem que houvesse entre estas pessoas e os cedentes do crédito (os supostos fornecedores de couro) qualquer relação negocial (a não ser a própria cessão gratuita do crédito), autoriza concluir, sem espaço para dúvida, que os citados pagamentos, apesar de comprovados (vide comprovantes bancários), não tiveram como causa a aquisição de couro junto àqueles supostos fornecedores. 6.3) Conclusão sobre a Valoração dos Elementos de Prova Conforme visto no item 6.1, a meu juízo, a recorrente não se desincumbiu do ônus de provar o efetivo recebimento do couro bovino a que aludem as notas fiscais objeto da glosa. Recordese uma vez mais que, conforme explicado no item 4 do voto, o ônus da prova, no caso, recai sobre a contribuinte, uma vez que as citadas notas fiscais foram emitidas por pessoas jurídicas inexistentes de fato, à época de sua emissão. Assim sendo, haja vista que a recorrente não logrou êxito em provar o efetivo recebimento do couro bovino registrado nas notas fiscais, não haveria sequer necessidade de examinarse a questão da comprovação do pagamento do respectivo preço, uma vez que o art. 82, parágrafo único, da Lei nº 9.430/96 exige que a contribuinte comprove tanto o recebimento da mercadoria quanto o seu pagamento. Fl. 8478DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 34 33 Ainda assim, no item 6.2, examinamos a questão dos pagamentos relativos às aquisições de couro bovino junto aos 16 fornecedores. Aqui a recorrente juntou aos autos os respectivos comprovantes bancários de pagamento tendo como beneficiários, via de regra, terceiros, cessionários dos créditos dos fornecedores pela suposta venda a prazo do couro bovino à contribuinte. Todavia, restou cabalmente provado pela fiscalização, ao menos em relação às cessões de crédito feitas pelos fornecedores às Sras. Virgínia Célia Ramos Amorim Gazineu e Beatriz Ramos Amorim Marini, que os respectivos pagamentos realizados pela contribuinte não tiveram como causa a alegada aquisição de couro bovino. Quanto aos demais pagamentos, é certo que poderíamos pedir a realização de nova diligência, já que a solicitada pela DRJ não teve como objeto a verificação da ligação entre os cessionários dos créditos (terceiros) e a contribuinte, ou entre aqueles e os cedentes. A realização de nova diligência, contudo, revelase desnecessária pois a contribuinte, como dito acima, deixou de provar o efetivo recebimento do couro bovino, condição necessária ao aproveitamento do custo dessas supostas aquisições. 7) Da Multa Qualificada Pois bem, admitido que a contribuinte reduziu indevidamente as bases de cálculo do IRPJ e da CSLL mediante o registro contábil de compras de couro que efetivamente não existiram, não há como afastarse a qualificação da multa de ofício. Isso porque não há como crer que essas compras, cujo valor total superou R$ 32.000.000,00 no ano de 2004, tenham sido registradas na contabilidade por mero “erro” (falsa percepção da realidade) ou culpa (negligência, imprudência ou imperícia) da ora recorrente. Ao contrário, os fatos objeto de análise nos itens precedentes deste voto revelam, com clareza solar, que a contribuinte agiu voluntariamente (dolo). 8) Da Multa Isolada A decisão recorrida manteve tanto a incidência da multa aplicada isoladamente sobre a falta de recolhimento do IRPJ e da CSLL apurados por estimativas mensais, como a incidência da multa de ofício aplicada sobre o IRPJ e a CSLL devidos ao final do anocalendário de 2004. Em suas razões, a contribuinte argumenta, em síntese, que a cobrança é indevida em razão de ambas as penalidades incidirem sobre a mesma base, o que implica dupla penalização. Inobstante as razões adotadas pela autoridade julgadora de primeira instância, entendo que a exigência da multa isolada deve ser afastada, em observância ao princípio da consunção. Segundo Damásio de Jesus (in Direito Penal, vol. 1), incide o princípio da consunção ou absorção, entre outras hipóteses, quando a prática de um determinado ato infracional constituise em meio necessário ou normal à prática de um segundo ato infracional. Assim, na hipótese de cometimento das duas infrações, a aplicação da norma que tipifica o ilícito “meio” é excluída, subsistindo apenas a aplicação da norma que tipifica o ilícito “fim”. Fl. 8479DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 15940.000293/200929 Acórdão n.º 1201000.798 S1C2T1 Fl. 35 34 Esse é exatamente o caso dos autos. A falta de pagamento das estimativas mensais do IRPJ e da CSLL constitui infração ao art. 2º da Lei nº 9.430/96, conduta essa punível com multa isolada estabelecida no art. 44, § 1º, IV, da mesma Lei nº 9.430/96 em sua redação original. Todavia, referida conduta constituise em meio normal à prática da infração relativa à falta de pagamento do IRPJ e da CSLL devidos ao final do anocalendário, conforme estabelecido no art. 6º, § 1º, I, da Lei nº 9.430/96, infração essa punível com a multa de ofício proporcional a que se refere o art. 44, caput, da Lei nº 9.430/96 em sua redação original. Tendo em vista que a contribuinte cometeu as duas infrações, e em atenção ao princípio da consunção, a aplicação da norma “meio” é afastada, subsistindo apenas aplicação da norma “fim”, razão pela qual devese afastar a multa isolada. 9) Conclusão Tendo em vista todo o exposto, voto por indeferir a preliminar de nulidade do lançamento, a preliminar de nulidade da decisão de primeiro grau e o pedido de perícia, e, no mérito, por dar parcial provimento ao recurso voluntário para afastar a exigência da multa isolada. (documento assinado digitalmente) Marcelo Cuba Netto Fl. 8480DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por MARCELO CUBA NETTO
score : 1.0
Numero do processo: 10882.908382/2009-33
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Jul 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/09/2005 a 30/09/2005
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PERDA DE OBJETO.
O processo administrativo fiscal instaura-se com a apresentação de Manifestação por parte do sujeito passivo da demanda e tem um objeto específico a alteração do pedido altera o objeto da discussão implica em impossibilidade de conhecimento do recurso.
Numero da decisão: 3801-001.866
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso , nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
O Conselheiro Flávio de Castro Pontes votou pelas conclusões.
(assinado digitalmente)
Flavio de Castro Pontes, Presidente
(assinado digitalmente)
Sidney Eduardo Stahl - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flavio De Castro Pontes (Presidente), Marcos Antonio Borges, Jose Luiz Feistauer de Oliveira, , Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Ines Caldeira Pereira da Silva Murgel e eu, Sidney Eduardo Stahl (Relator)
Nome do relator: SIDNEY EDUARDO STAHL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201305
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/09/2005 a 30/09/2005 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PERDA DE OBJETO. O processo administrativo fiscal instaura-se com a apresentação de Manifestação por parte do sujeito passivo da demanda e tem um objeto específico a alteração do pedido altera o objeto da discussão implica em impossibilidade de conhecimento do recurso.
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jul 10 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10882.908382/2009-33
anomes_publicacao_s : 201307
conteudo_id_s : 5267351
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 15 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3801-001.866
nome_arquivo_s : Decisao_10882908382200933.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : SIDNEY EDUARDO STAHL
nome_arquivo_pdf_s : 10882908382200933_5267351.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso , nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. O Conselheiro Flávio de Castro Pontes votou pelas conclusões. (assinado digitalmente) Flavio de Castro Pontes, Presidente (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flavio De Castro Pontes (Presidente), Marcos Antonio Borges, Jose Luiz Feistauer de Oliveira, , Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Ines Caldeira Pereira da Silva Murgel e eu, Sidney Eduardo Stahl (Relator)
dt_sessao_tdt : Wed May 22 00:00:00 UTC 2013
id : 4957195
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:11:32 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045983848300544
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1805; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 70 1 69 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10882.908382/200933 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3801001.866 – 1ª Turma Especial Sessão de 22 de maio de 2013 Matéria Compensação Recorrente DELPHI DIESEL SYSTEMS DO BRASIL LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/09/2005 a 30/09/2005 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PERDA DE OBJETO. O processo administrativo fiscal instaurase com a apresentação de Manifestação por parte do sujeito passivo da demanda e tem um objeto específico a alteração do pedido altera o objeto da discussão implica em impossibilidade de conhecimento do recurso. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso , nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. O Conselheiro Flávio de Castro Pontes votou pelas conclusões. (assinado digitalmente) Flavio de Castro Pontes, Presidente (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flavio De Castro Pontes (Presidente), Marcos Antonio Borges, Jose Luiz Feistauer de Oliveira, , Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Ines Caldeira Pereira da Silva Murgel e eu, Sidney Eduardo Stahl (Relator) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 2. 90 83 82 /2 00 9- 33 Fl. 70DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 09/07/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 2 Relatório Trata o presente processo de Pedido de Ressarcimento/Compensação transmitido em 02.03.2009 através do PER/DCOMP nº 37037.32709.02309.1.7040474 no qual se objetivava compensar créditos apurados da COFINS referentes ao período de apuração de maio de 2005 no valor total original de R$ 122.846,16 (cento e vinte e dois mil oitocentos e quarenta e seis reais e dezesseis centavos) com débitos de IRPJ referentes ao período de apuração de setembro de 2005 no valor total original de R$ 7.457,27 (sete mil quatrocentos e cinquenta e sete reais e vinte e sete centavos). Em 07.10.2009 foi proferido Despacho Decisório indeferindo o pedido formulado sob alegação de que não foram encontrados créditos suficientes para satisfação dos débitos apontados. Irresignada, apresentou a Contribuinte em 18.11.2009 a competente Manifestação de Inconformidade alegado em síntese que incorrera em erro quando do preenchimento da DCTF original, a qual todavia havia sido retificada em 16.11.2009., requerendo fosse reconhecida formalmente a não procedência da cobrança contida no despacho decisório e a reconsideração da não homologação declarada. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campinas/SP proferiu acórdão em 17.02.2011 julgando improcedente a defesa apresentada sob alegação de que a Impugnante não lograra êxito na comprovação de seus créditos eis que a retificação da DCTF após o despacho decisório deve ser acompanhada de prova da existência do crédito. Cientificada do indeferimento de seu pleito apresentou em 29.03.2011 o presente Recurso Voluntário, objetivando seja cancelada a exigência fiscal e seja arquivado o processo administrativo instaurado sob o argumento que no mês de competência não consta qualquer débito em aberto, ou seja, não tinha valores a pagar de IRPJ (estimativa) no mês para o qual pediu a compensação. É o relatório, Fl. 71DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 09/07/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.908382/200933 Acórdão n.º 3801001.866 S3TE01 Fl. 71 3 Voto Conselheiro Sidney Eduardo Stahl, Relator Conforme depreendese do relatório, trata o presente caso de pedido formulado pela Recorrente objetivando fossem compensado débitos de IRPJ com créditos apurados do PIS/PASEP. No seu recurso voluntário a Recorrente alega que não existe nada a compensar e pede que seja cancelada de ofício a cobrança decorrente da presente compensação. Tenho que o pedido não se coaduna com o pedido nesse processo, que é o de compensação. A cobrança decorre da sua nãohomologação e pelo que se pode depreender, o que a Recorrente pleiteia é o cancelamento da Per/Dcomp porque não havia, no período compensado valores a pagar. Esse pedido, entretanto é novação ao pedido inicial e torna impraticável à essa Turma apreciálo por absoluta falta de competência, vejamos como foi formulado: Em razão do exposto, a Recorrente requer, no mínimo, a realização de diligência em seu estabelecimento para análise da documentação hábil e idônea tendente à verificação e comprovação de que não houve base tributável para o IRPJ no mês de competência 09/05. (...) ...ser reformada totalmente a r. decisão proferida pela D. DRJ em Campinas, cancelando a exigência que foi objeto de manutenção a título de IRPJ, multa, juros e demais acréscimos, em face da inexistência do débito compensado, determinandose, por conseguinte, o arquivamento do processo administrativo instaurado, ou, no mínimo, seja convertido o julgamento em diligência para averiguação e comprovação de que não houve base tributável para o mês competência 09/05. A possibilidade de conhecimento e apreciação dessas novas alegações é defesa a essa turma por força dos artigos 14 e 15 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Nesse sentido, não há como se conhecer do presente recurso. É como voto, (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Relator Fl. 72DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 09/07/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 4 Fl. 73DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 09/07/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 10670.002058/2009-03
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon May 27 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/03/1999 a 01/02/2000
DECADÊNCIA. PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA. LANÇAMENTO ANTERIOR ANULADO POR VÍCIO FORMAL. CRÉDITO SUBSTITUTIVO. POSSIBILIDADE. LEGALIDADE.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-002.226
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Vota pelas conclusões o Conselheiro Oséas Coimbra Junior.
(Assinado digitalmente).
Helton Carlos Praia de Lima. -Presidente
(Assinado digitalmente).
Eduardo de Oliveira. Relator
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato.
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201304
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/03/1999 a 01/02/2000 DECADÊNCIA. PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA. LANÇAMENTO ANTERIOR ANULADO POR VÍCIO FORMAL. CRÉDITO SUBSTITUTIVO. POSSIBILIDADE. LEGALIDADE. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon May 27 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10670.002058/2009-03
anomes_publicacao_s : 201305
conteudo_id_s : 5256184
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jun 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2803-002.226
nome_arquivo_s : Decisao_10670002058200903.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : EDUARDO DE OLIVEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10670002058200903_5256184.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Vota pelas conclusões o Conselheiro Oséas Coimbra Junior. (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima. -Presidente (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato.
dt_sessao_tdt : Tue Apr 16 00:00:00 UTC 2013
id : 4888239
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:10:11 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045983850397696
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1656; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 234 1 233 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10670.002058/200903 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2803002.226 – 3ª Turma Especial Sessão de 16 de abril de 2013 Matéria CP: REMUNERAÇÃO DE SEGURADOS: PARCELAS EM FOLHA DE PAGAMENTO. Recorrente TRANSNORTE TRANSPORTE E TURISMO NORTE DE MINAS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/1999 a 01/02/2000 DECADÊNCIA. PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA. LANÇAMENTO ANTERIOR ANULADO POR VÍCIO FORMAL. CRÉDITO SUBSTITUTIVO. POSSIBILIDADE. LEGALIDADE. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Vota pelas conclusões o Conselheiro Oséas Coimbra Junior. (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima. Presidente (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. – Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 67 0. 00 20 58 /2 00 9- 03 Fl. 234DF CARF MF Impresso em 05/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10670.002058/200903 Acórdão n.º 2803002.226 S2TE03 Fl. 235 2 Relatório O presente Auto de Infração, DEBCAD 37.243.9756, objetiva o lançamento da Obrigação Principal, contribuições sociais previdenciárias não declaradas em GFIP pelo empregador contribuinte – decorrente da remuneração paga, devida ou creditada aos trabalhadores empregados, conforme Relatório Fiscal do Auto de Infração – AI, de fls. 62 a 64, com período de apuração de 03/1999 a 01/2000. Cumpre informar inicialmente que o presente Auto de Infração é substitutivo do Lançamento de Débito Confessado – LDC – DEBCAD 35.068.2216, o qual foi anulado pelo Despacho – Decisório DRF/MCR/SARAC/EAC1 Nº 246/2009, em razão de vício formal, inexistência dos Fundamentos Legais do Débito – FLD. O LDC anulado foi incluído de forma sucessiva em diversos parcelamentos especiais. O sujeito passivo foi cientificado do lançamento, em 05/11/2009, conforme AR, de fls. 66. O contribuinte apresentou sua defesa/impugnação, via postal, envelope, as fls. 69, com postagem, em 02/12/2009, e petição com razões, acostada, as fls. 68 a 76, estando acompanhada dos documentos, de fls. 77 a 111. Não há manifestação quanto à tempestividade da impugnação. Os autos foram baixados em diligência pela DRJ/BHE, fls. 121 a 122. A Seção de Controle e Acompanhamento Tributário – SACAT emitiu o despacho, de fls.125 a 126, em atendimento a diligência, acompanhado dos documentos, de fls. 127 a 201, tendo sido o contribuinte notificado deste, pelo AR, de fls. 203. O sujeito passivo não se manifestou sobre a diligência. O órgão julgador de primeiro grau emitiu o Acórdão Nº 0235.787 8ª Turma da DRJ/BHE, em 03/11/2011, fls. 210 a 212, no qual a impugnação foi considerada procedente em parte, haja vista a competência 03/1999 ter sido lançada com valor superior no AI substitutivo ao que registrado originalmente na LDC substituída. O contribuinte tomou conhecimento desse decisório, em 04/10/2012, AR, de fls. 224. Irresignado o contribuinte impetrou o Recurso Voluntário, petição de interposição e razões recursais, as fls. 226 a 230, remetida por via postal, em 30/10/2012, envelope, as fls. 231, desacompanhado de qualquer documento, as teses recursais sumariadas estão a seguir expostas. Preliminarmente. Fl. 235DF CARF MF Impresso em 05/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10670.002058/200903 Acórdão n.º 2803002.226 S2TE03 Fl. 236 3 · que em razão da SV STF Nº 08/2008 os artigos 45 e 46 da lei 8.212/91 são inconstitucionais, sendo os prazos prescricionais quinquenais, artigos 173 e 174 do CTN; · que o direito adquirido e o ato jurídico perfeito devem ser observados, aplicandose o limite temporal de decadência em 01/01/2004 e prescricional em 03/11/2004, homologação tácita do vencidos e antecedentes em 31/12/2003, com a garantia constitucional à coisa julgada; · que neste lançamento são indicados leis e decretos revogados pela SV Nº 8, sendo ineficaz e nulo; · que o período de 01/01/1998 a 30/04/2000 lançado em 05/11/2009 esta extinto pelo decadência, artigo 173 e 156, V, do CTN, sendo que vícios formais não suspendem a decadência; · A recorrente requer e pede: a) que o crédito residual não provido pela DRJ deve ser cancelado pelo CARF; b) feitas as devidas anotações nos registros eletrônicos da repartição, baixa no CADIN e fornecimento de CPDEM com respectivo arquivamento. A autoridade preparadora não se manifestou quanto à tempestividade do recurso. Os autos foram remetidos ao CARF, fls. 233. Informo que a recorrente por intermédio de representante legal escritório de advocacia Moreth e Graco, usando da prerrogativa do pedido de urgência, pediu a retirada de pauta destes autos, no dia 16/04/2013, às 12h10min, conforme petição recebida, durante esta sessão de julgamento. É o Relatório. Fl. 236DF CARF MF Impresso em 05/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10670.002058/200903 Acórdão n.º 2803002.226 S2TE03 Fl. 237 4 Voto Conselheiro Eduardo de Oliveira Relator. O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado Cumpri registrar, inicialmente, que neguei o pedido de retirada de pauta, pois entendo que da publicação da pauta até a data do julgamento decorreu prazo suficiente para que o novo representante legal tomasse conhecimento da matéria, além do que a empresa não informou em sua petição, quando houve a troca de patrono, o que possibilitaria averiguar com maior precisão a necessidade de adiamento, não havendo, assim justificativa para tal, observe se o excerto do aresto. PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS PREVENTIVO. PEDIDO DE ADIAMENTO DA SESSÃO DE JULGAMENTO INDEFERIDO. CRITÉRIOS PARA O CUMPRIMENTO DA PENA RESTRITIVA DE DIREITO ESTABELECIDOS NO PRIMEIRO GRAU. AUSÊNCIA DE INTERESSE PROCESSUAL SUPERVENIENTE. PERDA DO OBJETO. 1. A jurisprudência do col STJ entende que "o adiamento da sessão de julgamento do recurso de apelação deve ser acompanhado de justificativa plausível, pois a sua realização não pode ficar ao alvedrio das partes". Precedente: (STJ, HC 200800378828, JORGE MUSSI, STJ QUINTA TURMA, DJE: 15/12/2009). No caso, o advogado impetrante, embora tenha requerido o adiamento do julgamento, não trouxe nenhuma justificativa para embasar o seu pleito, limitandose a afirmar que "não há tempo hábil" para comparecer ao julgamento, o que impõe o indeferimento do pedido de adiamento. 2. Resta sem objeto o habeas corpus que visava obstar a prática de qualquer ato que culminasse na substituição das penas restritivas de direitos por pena privativa de liberdade, uma vez que, em momento posterior à impetração, o juiz de primeiro grau proferiu decisão fixando os critérios para cumprimento das penas restritivas de direito impostas ao ora paciente. 3. Perda de interesse processual superveniente. Precedente: (TRF5, HC 00151040720104050000, Desembargador Federal Edílson Nobre, Quarta Turma, DJE: 07/10/2010). 4. Pedido de adiamento indeferido e Habeas corpus denegado. TRF5. Segunda Turma. HC 00041580520124050000 HC Habeas Corpus – 4693. Desembargador Federal Francisco Barros Dias. DJE Data::17/05/2012 Página::260. (grifo meu). Ressalto que como esclarecido anteriormente o presente lançamento é substitutivo do LDC DEBCAD 35.068.2216, fls.140 a 201, lançado em 30/06/2000, fls. 140, tendo sido fiscalizado o período de 01/1998 a 05/2000, conforme Termo de Encerramento da Ação Fiscal – TEAF, de fls. 200. Fl. 237DF CARF MF Impresso em 05/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10670.002058/200903 Acórdão n.º 2803002.226 S2TE03 Fl. 238 5 Fica evidente, desta forma, que, ainda, que se aplicasse o prazo de decadência de cinco anos artigo 150, § 4º ou 173, I, ambos, do CTN em obediência à Súmula Vinculante Nº 08 do STF, à época do lançamento a decadência não havia se operado, pois entre a primeira contribuição lançada 03/1999 e a data do lançamento 30/06/2000, quando muito passará um ano e três meses. Logo, não há que se falar em decadência. Aliás, o julgador de primeiro grau sobre isso se pronunciou, conforme abaixo transcrito Contudo, apesar do exposto, considerandose que o LDC anulado DEBCAD nº 35.068.2216), foi lavrado na competência 06/2000, sendo que a competência mais antiga nela incluída era 03/1999, constatase que mesmo considerandose os efeitos da Súmula Vinculante do STF, n° 8, DOU de 20/6/2008, no LDC substituído não foram apuradas contribuições relativas a qualquer competência alcançada pela decadência.. A DRF informa que o LDC esteve incluso em vários parcelamentos especiais, conforme descrito a seguir. · REFIS – LEI 9.964/2000 FIM 01/05/2003, FLS. 137; · PAES – LEI 10.684/2003 FIM 29/08/2006, FLS. 137; · PAEX MP 303/2006 FIM 25/08/2008, FLS. 138. É cediço de todos que uma vez efetuado o lançamento o instituto da decadência deixa de operar para dar lugar ao da prescrição e esta, nos termos do artigo 174, caput, da Lei 5.172/66, também, têm prazo de cinco anos. No entanto, o parágrafo único, inciso IV, desta norma diz: “A prescrição se interrompe: por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito pelo devedor.” Foi exatamente o que ocorreu no presente caso a prescrição se interrompeu quando do pedido de cada parcelamento, iniciandose nova contagem de cinco anos a cada interrupção do pagamento e como entre o fim de um parcelamento e o início do outro, não transcorreu o lustro, a prescrição não se operou. O Auditor Fiscal lançador e o julgador de primeiro grau informam que o LDC foi anulado por haver vício formal em sua constituição, ou seja, ausência do relatório de fundamento legal do débito com a aplicação do artigo 173, I, da Lei 5.172/66, o qual segundo seus termos o crédito pode ser reconstituído. Desta forma, tendo a anulação do LDC ocorrido, em 18/05/2009, e novo lançamento ocorrido, em 05/11/2009, representando por este Auto de Infração não houve ocorrência de decadência. O instituto da decadência não pode operar no período em que este não existia, ou seja, entre 30/06/2000 e 25/08/2008, data do primeiro lançamento e da interrupção do parcelamento do PAEX, não pode ocorrer decadência simplesmente porque esta não operava estavase sob a égide da prescrição, pois o lançamento existia. O pedido de CPDEN – certidão de regularidade fiscal – está fora da competência deste órgão julgador, sendo atribuição exclusiva dos gestores de DRF; Inspetorias e Agências a quem deve ao contribuinte buscar para operacionalizar o pleito. Fl. 238DF CARF MF Impresso em 05/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10670.002058/200903 Acórdão n.º 2803002.226 S2TE03 Fl. 239 6 Posto isto, afasto as alegações da recorrente seja em preliminar ou em mérito por falta de lastro jurídico. A presente decisão não reconhece direito creditório de nenhuma, espécie, ordem, valor ou origem em razão do contribuinte recorrente. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto pelo conhecimento do recurso, para no mérito negarlhe provimento. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Fl. 239DF CARF MF Impresso em 05/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
