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Numero do processo: 10665.901632/2009-79
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 2004
MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE INTEMPESTIVA.
Não instaurado o litígio, por ter sido a manifestação de inconformidade apresentada intempestivamente, do recurso voluntário interposto não se conhece.
Numero da decisão: 1302-000.887
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por não ter sido instaurado o litígio.
Nome do relator: EDUARDO DE ANDRADE
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Não instaurado o litígio, por ter sido a manifestação de inconformidade apresentada intempestivamente, do recurso voluntário interposto não se conhece. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por não ter sido instaurado o litígio. (assinado digitalmente) MARCOS RODRIGUES DE MELLO Presidente. (assinado digitalmente) EDUARDO DE ANDRADE Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Rodrigues de Mello (presidente da turma), Lavínia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira (vicepresidente), Eduardo de Andrade, Diniz Raposo e Silva, Luiz Tadeu Matosinho Machado e Guilherme Pollastri Gomes da Silva. Fl. 40DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 17/05/2012 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10665.901632/200979 Acórdão n.º 130200.887 S1C3T2 Fl. 41 2 Relatório Tratase de apreciar Recurso Voluntário interposto em face de acórdão proferido nestes autos pela 2ª Turma da DRJ/BHE, no qual o colegiado decidiu, por unanimidade, NÃO CONHECER DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE, por ser intempestiva, e DEIXAR DE APRECIAR O MÉRITO, conforme ementa que abaixo reproduzo: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Exercício: 2004 Manifestação de Inconformidade Intempestiva. Eventual petição, apresentada fora do prazo, não caracteriza Manifestação de Inconformidade, não instaura a fase litigiosa do procedimento, não suspende a exigibilidade do crédito tributário nem comporta julgamento de primeira instância. Os eventos ocorridos até o julgamento na DRJ, foram assim relatados no acórdão recorrido: O presente processo trata de Manifestação de Inconformidade contra Despacho Decisório nº rastreamento 824989509 emitido eletronicamente em 26/11/2007 (fl. 01), referente ao PER/DCOMP 22843.78515.261107.1.7.021175 (fl. 14/21). As Declarações de Compensação foram geradas pelo programa PER/DCOMP transmitidas com o objetivo de ter reconhecido o direito creditório, correspondente ao Saldo Negativo de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) do Exercício de 2004, e de compensar os débitos discriminados no referido PER/DCOMP. De acordo com o Despacho Decisório analisadas as informações prestadas no documento acima identificado, não foi possível confirmar a apuração do crédito, pois o valor informado na Declaração de Informações Econômico Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ/2004) não corresponde ao valor do saldo negativo informado no PER/DCOMP. Assim, diante da inexistência de crédito, a compensação declarada NÃO FOI HOMOLOGADA. Enquadramento legal conforme Despacho Decisório (fl. 01). Da Manifestação De Inconformidade Cientificado do Despacho Decisório em 02/04/09 (fl. 22/24), o interessado apresenta manifestação de inconformidade protocolada em 05/05/09 (fl. 03/05), argumentando em preliminar a tempestividade da manifestação, e em seguida as questões de mérito. Requer a reavaliação do Despacho Decisório. A recorrente, na peça recursal submetida à apreciação deste colegiado, alegou, em síntese, que apurou saldo negativo de IRPJ relativo ao anocalendário de 2003 e apresentou PERDCOMP retificador para sua utilização. É o relatório. Fl. 41DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 17/05/2012 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10665.901632/200979 Acórdão n.º 130200.887 S1C3T2 Fl. 42 3 Voto Conselheiro Eduardo de Andrade, Relator. Manifestação de Inconformidade intempestiva A manifestação de inconformidade foi apresentada intempestivamente, e em razão disso, a DRJ dela não conheceu. Os §§ 7º a 11 do art. 74 da Lei nº 9.430/96 estipulam que do ato que não homologar compensação cabe manifestação de inconformidade, a qual seguirá o rito do Decreto nº 70.235/72. O art. 15 do Decreto nº 70.235/72 determina que a impugnação (e bem assim deve ser entendida a manifestação de inconformidade) deve ser apresentada em 30 dias contados da data em que foi feita a intimação da exigência. Tal condição não foi atendida, vez que o prazo para tal apresentação se expirou em 04/05/2010 (ciência do despacho decisório verificada em 02/04/2009 – fl.21v), sendo que a manifestação de inconformidade somente foi protocolizada em 05/05/2009 (fl.2). Além disso, o art. 14 do mesmo diploma prescreve que a impugnação (e bem assim a manifestação de inconformidade) instaura a fase litigiosa do procedimento, condição que não se verifica no caso presente, em que o litígio sequer foi instaurado. Assim, voto para não conhecer do Recurso Voluntário, por não ter sido instaurado o litígio. Sala das Sessões, 08 de maio de 2012. (assinado digitalmente) Eduardo de Andrade Relator Fl. 42DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 17/05/2012 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO
score : 1.0
Numero do processo: 10680.910310/2009-22
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Apr 30 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 30/04/2002
DCTF RETIFICADORA APRESENTADA FORA DO PRAZO LEGAL
O prazo estabelecido pela legislação para o direito de constituir o crédito tributário deve ser o mesmo para que o contribuinte proceda à retificação da respectiva declaração.
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ÔNUS DA PROVA.
CREDITO TRIBUTÁRIO NÃO COMPROVADO
Compete àquele quem pleiteia o direito o ônus da sua comprovação, devendo ser indeferido pedido de compensação que se baseia em mera alegação de crédito sem trazer aos autos prova da origem e liquidez do mesmo.
PEDIDO DE PERÍCIA. INDEFERIMENTO
É de ser indeferido o pedido de perícia contábil quando a prova que se pretende formular com a perícia era de exclusiva responsabilidade do sujeito passivo
Recurso Voluntário Negado
Crédito Tributário Mantido
Numero da decisão: 3801-001.660
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flavio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Sidney Eduardo Stahl - Relator.
EDITADO EM: 19/04/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flavio de Castro Pontes (Presidente), Marcos Antonio Borges, Jose Luiz Bordignon, , Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e eu, Sidney Eduardo Stahl (Relator)
Nome do relator: SIDNEY EDUARDO STAHL
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 30/04/2002 DCTF RETIFICADORA APRESENTADA FORA DO PRAZO LEGAL O prazo estabelecido pela legislação para o direito de constituir o crédito tributário deve ser o mesmo para que o contribuinte proceda à retificação da respectiva declaração. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ÔNUS DA PROVA. CREDITO TRIBUTÁRIO NÃO COMPROVADO Compete àquele quem pleiteia o direito o ônus da sua comprovação, devendo ser indeferido pedido de compensação que se baseia em mera alegação de crédito sem trazer aos autos prova da origem e liquidez do mesmo. PEDIDO DE PERÍCIA. INDEFERIMENTO É de ser indeferido o pedido de perícia contábil quando a prova que se pretende formular com a perícia era de exclusiva responsabilidade do sujeito passivo Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flavio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl - Relator. EDITADO EM: 19/04/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flavio de Castro Pontes (Presidente), Marcos Antonio Borges, Jose Luiz Bordignon, , Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e eu, Sidney Eduardo Stahl (Relator)
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 30/04/2002 DCTF RETIFICADORA APRESENTADA FORA DO PRAZO LEGAL O prazo estabelecido pela legislação para o direito de constituir o crédito tributário deve ser o mesmo para que o contribuinte proceda à retificação da respectiva declaração. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ÔNUS DA PROVA. CREDITO TRIBUTÁRIO NÃO COMPROVADO Compete àquele quem pleiteia o direito o ônus da sua comprovação, devendo ser indeferido pedido de compensação que se baseia em mera alegação de crédito sem trazer aos autos prova da origem e liquidez do mesmo. PEDIDO DE PERÍCIA. INDEFERIMENTO É de ser indeferido o pedido de perícia contábil quando a prova que se pretende formular com a perícia era de exclusiva responsabilidade do sujeito passivo Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flavio de Castro Pontes Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 91 03 10 /2 00 9- 22 Fl. 82DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 19/04/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 29/04/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 2 (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Relator. EDITADO EM: 19/04/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flavio de Castro Pontes (Presidente), Marcos Antonio Borges, Jose Luiz Bordignon, , Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e eu, Sidney Eduardo Stahl (Relator) Fl. 83DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 19/04/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 29/04/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10680.910310/200922 Acórdão n.º 3801001.660 S3TE01 Fl. 77 3 Relatório Conselheiro Sidney Eduardo Stahl, Relator Por descrever bem os fatos, o relatório da DRJ de origem é suficiente para compreensão. “A contribuinte aqui identificada transmitiu Per/Dcomp visando a compensar o(s) débito(s) nela declarado(s), com crédito proveniente de pagamento a maior de Cofins, relativo ao fato gerador de 30/04/2002. A Delegacia da Receita Federal de Belo Horizonte/MG emitiu Despacho Decisório eletrônico (fl. 5) no qual não homologa a compensação pleiteada, sob o argumento de que o pagamento foi utilizado na quitação integral de débitos da contribuinte, não restando saldo creditório disponível. Irresignada com o indeferimento do seu pedido, tendo sido cientificada em 02/04/2009 (fl. 24), a contribuinte apresentou, em 04/05/2009, a manifestação de inconformidade de fls. 01/04, com os argumentos a seguir resumidos. Alega que houve um recolhimento de R$ 137.640,02, referente a Cofins do fato gerador de 30/04/2002. Por outro lado, o débito correspondente ao período era menor. Infelizmente, o contribuinte não realizou a retificação da DCTF, sendo certo que, em razão de infiltração no local em que arquivava os documentos fiscais, perdeu vários dados que comprovariam, no momento, o real valor do tributo então devido. Assim, fazse necessária a reconstrução das bases de cálculo do tributo em destaque para comprovar a existência de crédito capaz de legitimar a compensação realizada. E certo que, diante do ocorrido, e por se tratar de fatos ocorridos há quase 09 anos, o contribuinte necessita de tempo para recompor a base de cálculo e demonstrar que recolheu tributo a mais, possuindo, assim, crédito para legitimar a compensação não homologada. De outro lado, é sabido que um dos princípios que informam o processo administrativo é o da verdade material, o qual obriga o administrador a perseguir a verdade que resulta efetivamente dos fatos ocorridos. Ademais, é possível a apresentação de documentação após a impugnação, como bem permite o § 5o do art. 16 do Decreto 70.235/72. Isso sem falar que o art. 18 do mencionado Decreto confere ao julgador administrativo o poder, de ofício, de requisitar as diligências, ou perícias que entender ser necessárias. Assim, invocando o princípio da verdade material, protesta pela realização de perícia técnica para se constatar a veracidade de suas alegações, indicando quesitos e nomeando contador para acompanhá la, assim como a posterior juntada de documentos que se façam necessários.” Fl. 84DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 19/04/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 29/04/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 4 A DRJ em Belo Horizonte MG, julgou improcedente a manifestação de inconformidade ofertada pelo contribuinte através do acórdão de fls. 39/43, considerando a ausência de comprovação do direito ao credito objeto da compensação materializada na PER/DCOMP. Devidamente intimado para tanto (fls. 47), interpôs o contribuinte o presente Recurso Voluntário de fls. 48/73 em 23/04/2012, e que se vale basicamente dos mesmos argumentos perpetrados em sua manifestação de inconformidade. É o relatório. Fl. 85DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 19/04/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 29/04/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10680.910310/200922 Acórdão n.º 3801001.660 S3TE01 Fl. 78 5 Voto Conselheiro Sidney Eduardo Stahl, Relator O Recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade. Analisando os presentes autos verificase que a Recorrente em sede de Manifestação de Inconformidade, com o fito de demonstrar seu direito creditório, limitouse a apresentar os seguintes documentos: 1. Despacho decisório que indeferiu a compensação pleiteada 2. Guia DARF referente a COFINS, supostamente recolhida à maior no valor de R$137,640,02 (cento e trinta e sete mil seiscentos e quarenta reais e dois centavos) 3. Pedido de Compensação 4. DCTF originalmente transmitida, onde constam débitos de COFINS no valor de R$137,640,02 (cento e trinta e sete mil seiscentos e quarenta reais e dois centavos) Ademais, alegou não haver transmitido DCTF retificadora, protestou pela posterior juntada de provas sob alegação de que havia perdido documentos em razão de uma infiltração, que nem ao mesmo se deu ao trabalho de tentar comprovar, e por fim, requereu a realização de perícia contábil a fim de fazer valer o princípio da verdade material. Interessante ressaltar que a DRJ de origem constatou durante análise ao sistema da RFB haver sido transmitida DCTF retificadora, no entanto, somente após decorridos 5(cinco) anos da data do fato gerador, sendo, no entendimento da turma julgadora intempestiva, não podendo, destarte, produzir os efeitos legais, assim emendando o acórdão: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS Data do fato gerador: 30/04/2002 DCTF RETIFICADORA APRESENTADA FORA DO PRAZO LEGAL COMPENSAÇÃO INDEFERIDA O prazo estabelecido pela legislação para o direito de constituir o crédito tributário deve ser o mesmo para que o contribuinte proceda à retificação da respectiva declaração. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” Fl. 86DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 19/04/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 29/04/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 6 No entanto, independentemente da retificação ter ou não ocorrido, a Recorrente sequer demonstrou qual a origem do crédito pleiteado, limitandose a argumentar que realizou pagamento a maior, sem ao menos acostar aos autos quaisquer documentos que comprovassem suas alegações. Completando o cenário desfavorável, alegou com suas próprias palavras em seu Recurso Voluntário que “...a prova documental que eventualmente fosse juntada aos autos não traria certeza da existência e do montante do crédito...”! Estamos diante de um pedido de compensação e cabe exclusivamente ao contribuinte, nos termos do inciso I do artigo 333 do Código Civil, apresentar as provas do seu direito creditório, sendo imprescindível que estas sejam carreadas aos autos revestidas de toda força probante capaz de propiciar o necessário convencimento dos julgadores. Não é o que se verifica no presente caso. A Recorrente não somente não apresenta quaisquer documentos, como reconhece que, toda e qualquer prova que viesse a ser produzida, não seria capaz de comprovar seu direito, em substituição requer seja feita uma perícia. A matéria já foi insistentemente examinada por esse Conselho e a jurisprudência unânime é no sentido de que a perícia não serve para produzir prova que a parte deveria produzir, a saber: “IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE – IRRF. ANO CALENDÁRIO 2007. PEDIDO DE PERÍCIA – INDEFERIMENTO É de ser indeferido o pedido de perícia contábil quando a prova que se pretende formular com a perícia era de exclusiva responsabilidade do sujeito passivo (Acórdão nº 2202001.996 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária – Sessão de 18 de Setembro de 2011) Diante do exposto, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário, para INDEFERIR o pedido de perícia formulado, bem como para NÃO HOMOLOGAR o pedido de compensação (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl. Relator Fl. 87DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 19/04/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 29/04/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 10580.000347/97-65
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 1993, 1994, 1995
IRPF - EX. 1993 E 1994 - OMISSÃO DE RENDIMENTOS - ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO - Estando os rendimentos mensais, nos períodos considerados, sujeitos à conversão em quantidades de Unidades Fiscais de Referência - UFIR, da mesma forma os saldos de recursos apurados no levantamento patrimonial devem, também, ser atualizados em cada mês por meio desse indexador para fins de apropriação no mês subseqüente. Recurso provido.
Numero da decisão: 2202-001.787
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ANTONIO LOPO MARTINEZ
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Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga e Nelson Mallmann, que negavam provimento ao recurso. . (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann – Presidente (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez – Relator Fl. 147DF CARF MF Impresso em 30/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 24/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 2 Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Eivanice Canário da Silva, Antonio Lopo Martinez, Odmir Fernandes, Pedro Anan Junior e Nelson Mallmann (Presidente). Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Rafael Pandolfo e Helenilson Cunha Pontes. Fl. 148DF CARF MF Impresso em 30/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 24/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10580.000347/9765 Acórdão n.º 220201.787 S2C2T2 Fl. 2 3 Relatório Em desfavor do contribuinte, BRORIM GUIMARAES MARMUND, foi lavrado Auto de Infração através do qual foi formalizado crédito tributário relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física, no valor de 56.286,21 UFIR (cinqüenta e seis mil, duzentos e oitenta e seis inteiros e vinte e um centésimos de unidades fiscais de referência), compreendendo imposto, juros de mora e multa de ofício proporcional, referente aos anos calendário de 1992 a 1994 e ainda multa pela falta da entrega da Declaração de Ajuste Anual do exercício de 1994. O procedimento fiscal iniciouse em 29/07/1996, com a intimação de fl. 01. Na oportunidade, foi solicitado ao contribuinte que apresentasse as Declarações de Rendimentos de Pessoa Física dos exercícios de 1994 e 1995, ou, no caso em que não houvesse a obrigação de declarar rendimentos, a justificativa desse fato por escrito, junto aos documentos comprobatórios de todos os recursos utilizados na aquisição de bens durante os anoscalendário de 1993 e 1994 e/ou justificativas. Posteriormente, foram emitidas as intimações de n° 109/96 (fl. 03) e 109/97 (fl. 05), solicitando os documentos ali discriminados, relativos às aquisições de bens realizadas durante os anoscalendário de 1992, 1993 e 1994, bem como, a justificativa da existência, em 31.12.1992, de valor em dinheiro em mãos, e ainda, dos recursos que propiciaram os pagamentos efetuados durante o período abrangido pela fiscalização. Em atendimento às intimações supra, o contribuinte prestou esclarecimentos, por escrito (fls. 20 a 22) e anexou os documentos de fls. 32 a 43. Conforme consta na "descrição dos fatos", fls. 07 a 09, e demonstrativo de fl. 18, a autoridade fiscal constatou omissão de rendimentos, caracterizada pela ocorrência de acréscimo patrimonial a descoberto nos meses de setembro/92, dezembro/92 e junho/93 e ainda pela obtenção de ganho de capital tributável, na alienação de um imóvel apt°. 901, do Ed. Cristina.. O Contribuinte, cientificado do lançamento em 27/01/97 (fl. 45), apresentou, em 21/02/97, impugnação, de fls. 46 a 49, cujos elementos de discordância relativos à tributação assim se resumem: 1. a determinação da variação patrimonial deve ser feita considerandose a disponibilidade econômicofinanceira acumulada até o momento em que houve o dispêndio e não computandose apenas o rendimento auferido no mês, como feito no presente Auto de Infração; 2. a análise da variação patrimonial seria mais consistente se fosse feita com os valores convertidos para UFIR, tal como foi preenchida a declaração de rendimentos; 3. o demonstrativo contido na sua impugnação demonstra que o saldo de aplicações financeiras em 31.12.91 (13.353,52 UFIR) acrescido dos rendimentos líquidos recebidos da Kieppe Investimentos S.A (21.215,77 UFIR) e da indenização trabalhista Fl. 149DF CARF MF Impresso em 30/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 24/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 4 recebida em junho de 1992 (53.767,42 UFIR), totalizam 88.336,71UFIR, portanto, superior à soma dos acréscimos patrimoniais a descoberto apurados pela fiscalização, nos meses de setembro/92 (7.398,85 UFIR) e dezembro/92 (40.495,60 UFIR); 4. a Declaração de Rendimentos IRPF/94 foi apresentada em conjunto com sua esposa, Sra. Ana Carolina Guimarães Marmund, CPF 232.407.92591, e os recursos auferidos pela declarante, em 1993, juntamente com o saldo em 31.12.1992 (33.319,17 UFIR), apontado na sua declaração, justificam a aquisição do veículo Santana Quantum, em junho de 1993; 5. o cálculo do valor do imposto apurado sobre o lucro tributável obtido na venda da apartamento 901, do Ed. Cristina não está correto. O contribuinte elabora um demonstrativo de cálculo do imposto sobre o ganho de capital, no qual pleiteia a redução por ano de aquisição do bem, no percentual de 30%, sobre o ganho de capital apurado 6. o crédito tributário lançado é improcedente. A DRJ Salvador ao apreciar as razões do contribuinte, julga o lançamento procedente em parte, nos termos da ementa a seguir: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 1993,1994,1995 Ementa: ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO Reflete omissão de rendimentos quando o contribuinte não logra comprovar a origem dos rendimentos utilizados no incremento do seu patrimônio. RECOLHIMENTO MENSAL O Imposto de Renda devido pelas pessoas físicas sob (carnê leão) não recebidos até 31 a forma de recolhimento mensal pago, correspondente a rendimentos de dezembro de 1996 e não informados na declaração de rendimentos, será cobrado computandose os referidos rendimentos na determinação da base de cálculo anual. GANHO DE CAPITAL NA ALIENAÇÃO DE IMÓVEL Para apuração do valor a ser tributado, no caso de alienação de bens imóveis, poderá ser aplicado um percentual de redução sobre o ganho de capital apurado, segundo o ano de aquisição do bem, conforme previsto em lei. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO Não cabe a cobrança de multa pela falta de entrega da Declaração de Ajuste Anual do exercício de 1994 uma vez que a referida declaração foi apresentada, tempestivamente, em conjunto com o cônjuge. Fl. 150DF CARF MF Impresso em 30/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 24/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10580.000347/9765 Acórdão n.º 220201.787 S2C2T2 Fl. 3 5 LANÇAMENTO PROCEDENTE EM PARTE A autoridade de primeira instância em relação ao acréscimo patrimonial a descoberto reconheceu que assiste razão ao contribuinte ao pleitear que, em cada ano calendário, os saldos existentes no término do ano calendário anterior, registrados nas Declarações de Bens, juntamente com as disponibilidades econômicofinanceiras acumuladas de janeiro até os meses em que ocorreram os acréscimos patrimoniais, sirvam para acobertá los. Porém a autoridade, entendeu que as sobras de recursos devem ser computadas por seus valores nominais, expressos em moeda corrente, nos meses dos seus respectivos recebimentos, pois a conversão desses valores, em UFIR, na forma proposta pelo contribuinte, implicaria no reconhecimento de um rendimento, gerado pelos referidos recursos, não informado nas Declarações de Rendimentos apresentadas e não comprovado nos autos, equivalente à variação da UFIR no período compreendido entre o mês da percepção do recurso e aquele em que ele foi utilizado para justificar acréscimo patrimonial. No que tange ao ganho de capital deu razão também aos cálculos do interessado, exonerando parte do mesmo e afastou a multa por atraso na entrega da declaração. Insatisfeito o interessado, interpõe recurso voluntário de fls, 79/81 onde pleiteia os seguintes pontos: É lícito relembrar que nos anoscalendários referidos no Auto de Infração, 1992 e 1993, as Declarações de Rendimentos foram apresentadas, por determinação legal, em UFIR. Os rendimentos, tributáveis ou não, os bens patrimoniais e as dívidas, eram convertidos para UFIR e o imposto apurado também era em UFIR. Em resumo, tudo estava indexado, para evitar distorções, próprias de regime inflacionário, cenário comum naquela época. Causa estranheza a justificativa da Decisão no processo, pela utilização dos valores nominais, quando, na época, em plena ciranda financeira, tudo era computado em termos de UFIR. A guarda dos comprovantes dos rendimentos provenientes de contas remuneradas e dos fundos de aplicação financeira não era obrigatória, porque não eram rendimentos tributáveis. As aplicações e investimentos com remuneração superior à variação da UFIR. É o relatório. Fl. 151DF CARF MF Impresso em 30/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 24/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 6 Voto Conselheiro Antonio Lopo Martinez, Relator O recurso voluntário é tempestivo, reunindo os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal e deve, portanto, ser conhecido por esta Turma de Julgamento. O recorrente questiona no lançamento tão somente a exigência dos acréscimos patrimoniais a descoberto. No seu entendimento as sobras de recursos devem ser computadas pela conversão desses valores, em UFIR, fato esse que afastaria completamente a exigência do acréscimo patrimonial a descoberto. Para a autoridade recorrida a forma proposta pelo contribuinte, implicaria no reconhecimento de um rendimento, gerado pelos referidos recursos, não informado nas Declarações de Rendimentos apresentadas e não comprovado nos autos, equivalente à variação da UFIR. Inobstante respeitável entendimento da autoridade recorrida, a estruturação do levantamento patrimonial na moeda da época não constituiu a interpretação mais adequada à norma válida para o período. O protesto do recorrente quanto ao aspecto do poder corrosivo da inflação havida no período não deixa de ter razão no sentido de que houve prejuízo para o fiscalizado na simples transposição de valores de recursos de um mês para o outro, porque não convertidos para UFIR. Estando em um período inflacionário a disponibilidade de recursos, regra geral, não permanecia estática em instituições financeiras. Era comum o próprio gerente da instituição aconselhar sobre as melhores formas de investimentos para proteção contra a corrosão da moeda. O índice de correção utilizado para a tributação era a Unidade Fiscal de Referência — UFIR, e a lei n.° 8383, de 1991, determinava a conversão da moeda para esse índice, equalizador, para que houvesse a tributação. Então, justa deve ser a conversão dos saldos mensais para quantitativo de UFIR, pelo valor desta no mês de referência para fins da incidência tributária e também para a apropriação dos recursos existentes e disponíveis em cada período. No caso concreto, ao se realizar esse procedimento, notase que deixa de existir o acréscimo patrimonial remanescente mantido pela DRJ, tal como já havia apontado o recorrente em sua impugnação de fls 46 a 48, que efetuou cálculos mediante a conversão dos valores em UFIR. Ante ao exposto, voto por dar provimento ao recurso voluntário. (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez Fl. 152DF CARF MF Impresso em 30/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 24/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10580.000347/9765 Acórdão n.º 220201.787 S2C2T2 Fl. 4 7 Fl. 153DF CARF MF Impresso em 30/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 24/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ
score : 1.0
Numero do processo: 10830.720365/2011-04
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 2803-000.119
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) relator(a), para que a autoridade administrativa de primeira instância observe se efetivamente a maior parte do devido já foi
paga, conforme demonstram as GPS`s anexadas pelo contribuinte (Doc. 11 da Impugnação). Tendo havido o pagamento informado pelo contribuinte, que tais pagamentos sejam alocados a título de Contribuições Previdenciárias do período de 05/2006 a 02/2009 e que sejam emitidas as guias para recolhimento de eventual saldo de juros, bem como das multas aplicadas e controladas pelos Autos de Infração nº 37.073.7580, 37.292.1841 e 37.292.1850, conforme
requerimento do devedor. Concluídas as providências dispostas nos dois parágrafos anteriores e tendo o contribuinte cumprido suas obrigações plenamente que seja declarada a extinção do crédito tributário, nos termos do art. 156 do CTN. Se o pagamento do devido não for efetuado corretamente, retornem estes autos para prosseguimento do julgamento na segunda instância administrativa.
Nome do relator: AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1986; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 1 1 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10830.720365/201104 Recurso nº 00000 Resolução nº 2803000.119 – 3ª Turma Especial Data 14 de agosto de 2012 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente SENSATA TECHNOLOGIES SENSORES E CONTROLES DO BRASIL LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL RESOLUÇÃO Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) relator(a), para que a autoridade administrativa de primeira instância observe se efetivamente a maior parte do devido já foi paga, conforme demonstram as GPS`s anexadas pelo contribuinte (Doc. 11 da Impugnação). Tendo havido o pagamento informado pelo contribuinte, que tais pagamentos sejam alocados a título de Contribuições Previdenciárias do período de 05/2006 a 02/2009 e que sejam emitidas as guias para recolhimento de eventual saldo de juros, bem como das multas aplicadas e controladas pelos Autos de Infração nº 37.073.7580, 37.292.1841 e 37.292.1850, conforme requerimento do devedor. Concluídas as providências dispostas nos dois parágrafos anteriores e tendo o contribuinte cumprido suas obrigações plenamente que seja declarada a extinção do crédito tributário, nos termos do art. 156 do CTN. Se o pagamento do devido não for efetuado corretamente, retornem estes autos para prosseguimento do julgamento na segunda instância administrativa. (assinado Digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente (assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior – Relator Fl. 359DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 3/09/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 18/09/2012 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 10830.720365/201104 Resolução n.º 2803000.119 S2TE03 Fl. 2 2 Participaram do presente julgamento os conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato, Natanael Vieira dos Santos, André Luís Marsico Lombardi e Paulo Roberto Lara Santos. Fl. 360DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 3/09/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 18/09/2012 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 10830.720365/201104 Resolução n.º 2803000.119 S2TE03 Fl. 3 3 Relatório Tratase de Auto de Infração por descumprimento de Obrigação Principal e Obrigação Acessória. O Auto de Infração nº 37.241.3951, conforme o Relatório Fiscal de Fls. 18 a 30 diz respeito a contribuições previdenciárias indevidamente compensadas nas competências de 05/2006 a 02/2009. Ainda de acordo com o Relatório Fiscal, a empresa declarou em GFIP, no campo destinado à compensação de Terceiros, o total de ajuda de custo mensal relativamente a empregado em trabalho no exterior. No decorrer da ação fiscal, a empresa tomou providências para sanar o erro cometido, por meio de recolhimento dos valores devidos e reapresentação de GFIP. Na ocasião, a empresa deveria compensar somente as contribuições destinadas ao Salário Educação (2,5%), INCRA (0,2%), SENAI (1,%) e SESI (1,5%). Assim sendo, não foram recolhidas as contribuições previdenciárias (parte empresarial e as destinadas ao financiamento dos benefícios decorrentes de acidente de trabalho, incidentes sobre as remunerações pagas ou devidas a todos os segurados empregados que lhe prestaram serviços). Em virtude do descumprimento da obrigação principal foram lançados também os seguintes Autos de Infração: Nº 37.073.7580 (CFL 68) – Nº 37.292.1841 (CFL 78) e Nº 37.292.1850 (multa isolada de 150%). O Contribuinte devidamente notificado apresentou defesa tempestiva. A impugnação foi julgada em 21 de outubro de 2011, ementada nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/2006 a 28/02/2009 PREVIDENCIÁRIO. CRÉDITO DO SUJEITO PASSIVO. NÃO COMPROVAÇÃO. COMPENSAÇÃO. GLOSA. A não comprovação pelo sujeito passivo, durante o procedimento fiscal, da certeza e liquidez dos créditos por ele compensados com contribuições devidas à previdência social, impõe a glosa desse procedimento e o consequente lançamento de ofício das importâncias que em razão dele deixaram de ser recolhidas. PREVIDENCIÁRIO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. PRESTAR INFORMAÇÕES DE INTERESSE DO INSS, POR INTERMÉDIO DA GFIP. DESCUMPRIMENTO. FALTA. Constitui infração, punível com multa pecuniária, a empresa omitir, na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações à Previdência social – GFIP, Fl. 361DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 3/09/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 18/09/2012 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 10830.720365/201104 Resolução n.º 2803000.119 S2TE03 Fl. 4 4 valores que constituam fatos geradores de contribuições previdenciárias, ou inserir, na mesma Guia, dados incorretos que provoquem alteração no cálculo das contribuições devidas. PREVIDENCIÁRIO. COMPENSAÇÃO INDEVIDA. FALSIDADE NA DECLARAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO. MULTA ISOLADA. PERCENTUAL EM DOBRO. APLICAÇÃO. POSSIBILIDADE. Na hipótese de compensação indevida, e uma vez presente a falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo, impõese a aplicação da multa isolada no percentual de 150% (cento e cinquenta por cento), calculada com base no valor total do débito indevidamente compensado. CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO. RECONHECIMENTO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI OU ATO NORMATIVO FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE. Descabe às autoridades que atuam no contencioso administrativo proclamar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal regularmente posto e em vigor, vez que tal mister incumbe tão somente aos órgãos do Poder Judiciário. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformado com resultado do julgamento da primeira instância administrativa, o Contribuinte apresentou recurso tempestivo, onde alega, em síntese, o seguinte: A presente autuação se originou em decorrência de fiscalização iniciada em 25/11/2010, tendo sido a empresa Recorrente cientificada da mesma em 29/11/2010, mediante recebimento postal do Termo de Início de Procedimento Fiscal nº 0810400.2010.01289. Ato contínuo, a Recorrente foi intimada a apresentar documentos relativos à contribuição previdenciária do período de 05/2006 a 02/2009, dentre eles: folha de pagamento, Livro Diário e Razão, bem como memória de cálculo das compensações efetuadas pela Recorrente. Iniciada a separação dos documentos, a Recorrente verificou que no período fiscalizado havia um erro de parametrização no sistema, o qual à época das compensações não foi identificado, o que acabou por ocasionar a compensação integral dos valores pagos a título de ajuda de custo mensal a um funcionário em trabalho no exterior, ao invés de somente as contribuições referentes a Salário Educação, INCRA, SENAI e SESI, consoante determina o artigo 11 da Lei 7.064/82. O funcionário exerceu suas atividades no exterior, contudo, continuou recebendo sua remuneração no Brasil via Folha de pagamentos da Recorrente. Fl. 362DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 3/09/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 18/09/2012 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 10830.720365/201104 Resolução n.º 2803000.119 S2TE03 Fl. 5 5 A parcela referente ao salário do funcionário sofreu corretamente a incidência e pagamento das contribuições previdenciárias existentes. Desta forma, ciente do equívoco na parametrização de seu sistema, a Recorrente promoveu a correção devida, providenciou as Guias de Recolhimento do fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP`s Retificadoras de todo o período, bem como providenciou os recolhimentos dos valores devidos acrescido de juros, correção monetária e multa de mora em 22/12/2010. Posteriormente, a fim de atender a fiscalização, a Recorrente além de apresentar todos os documentos solicitados, informou do equívoco na parametrização do sistema, bem como informou que providenciou as GFIP`s Retificadoras e promoveu os recolhimentos devidos. Não obstante isso, o Auditor Fiscal houve por bem lavrar, em 25/03/2011, o presente Auto de Infração, de modo a exigir o montante principal referente às compensações indevidas a título de contribuição previdenciária, acrescido de juros e multas, desconsiderando os recolhimentos promovidos pela Recorrente quando da identificação do equívoco, bem como as GFIP`s Retificadoras, sob alegação de que a empresa estava impedida de efetuar correções durante o procedimento fiscal, razão pela qual as mesmas não foram processadas no sistema. Sobreveio decisão proferida pela 9ª Turma da DRJ/CPS que embora tenha julgada a Impugnação improcedente, mantendo o crédito tributário exigido, determinou que os recolhimentos promovidos pela Recorrente durante a fiscalização fossem considerados e deduzidos dos valores exigidos. Não obstante a determinação da DRJ/CPS acerca da devida alocação dos pagamentos efetuados pela Recorrente em 22/12/2010 e a dedução destes dos valores atualmente exigidos, até a presente data, a Delegacia da Receita Federal de Campinas – Departamento SECAT – não procedeu as alocações, e por consequência, não emitiu as guias para recolhimento dos valores excedentes, quais sejam, eventual saldo de juros calculados sob o principal e das multas exigidas. Em contato telefônico com o citado setor realizado em 20/12/11, foi informado a Recorrente que não seria possível estipular um prazo para apresentação das guias para pagamento, pois, estavase verificando a forma de se operacionalizar as alocações dos pagamentos efetuados, nos termos da decisão proferida pela DRJ/CPS. Assim, sendo certo que o prazo para que a Recorrente promova o pagamento do crédito tributário é de 30 (trinta) dias, o qual se encerrará no dia 26/12/2011, interpõemse o presente recurso visando, exclusivamente, resguardar o direito da recorrente proceder aos pagamentos na forma determinada pela DRJ/CPS, ou seja, alocandose e deduzindose os pagamentos efetuados em 22/12/2010. Tão logo a Recorrente teve ciência do erro de parametrização de seu sistema, imediatamente apurou os valores devidos e promoveu os recolhimentos, acrescidos de juros, correção monetária e multa de mora, conforme se verifica dos comprovantes acostados ao documento nº 11 da Impugnação. Fl. 363DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 3/09/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 18/09/2012 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 10830.720365/201104 Resolução n.º 2803000.119 S2TE03 Fl. 6 6 Contudo, sem embasamento legal, o Nobre Auditor Fiscal entendeu por bem desconsiderar todos os valores recolhidos, sob alegação de que a Recorrente estaria impedida de promover correções durante o procedimento fiscal. Não poderia é deixar de recolher multa e juros em providência equiparável à denúncia espontânea, ou seja, tentar corrigir equívoco voluntariamente, sem a imposição de multa e penalidades. No caso em questão, frisase, a autuada recolheu os valores devidos acrescidos de juros, correção monetária e multa de mora. Ora, não poderia a Recorrente simplesmente ficar a mercê do Fisco aguardando o deslinde do procedimento fiscal, para promover os recolhimentos dos valores que entendia devidos, tendo em vista que durante esse tempo incidiria juros e correção monetária sobre estes valores. Ora Nobre Julgadores, tanto estava equivocado o auditor Fiscal que a própria DRJ/CPS reconheceu os pagamentos efetuados pela Recorrente e determinou que a DRF/CPS procedesse as devidas alocações aos débitos, contudo, conforme inicialmente demonstrado, até a presente data não foram disponibilizadas as guias para que a Recorrente pudesse promover o pagamento de eventuais diferenças de juros e das multas aplicadas. Desta forma, imperioso que a DRF de Campinas cumpra a determinação da 9ª Turma da DRJ/CPS, procedente as alegações dos pagamentos efetuados em 22/12/2010 aos débitos, apresentando os valores remanescentes para que a Recorrente possa providenciar os recolhimentos, nos exatos termos do Acórdão nº 0535.522 de 21/10/11. Pelo exposto, requer a Recorrente a Vossas Senhorias, seja regularmente recebido o presente Recurso Voluntário para julgamento, vez que tempestivo, e seja concedido integral provimento ao mesmo, para: a) Determinar o imediato cumprimento do acórdão nº 0535.522 proferido pela 9ª Turma da DRJ/CPS, a fim de sejam processados e alocados os recolhimentos promovidos pela Recorrente em 22/12/2010 à título de Contribuições Previdenciárias do período de 05/2006 a 02/2009 e por consequência sejam emitidas as guias para recolhimento de eventual saldo de juros, bem como das multas aplicadas e controladas pelos Autos de Infração nº 37.073.7580, 37.292.1841 e 37.292.1850. Protesta, ainda, a Recorrente por todos os meios de prova lícitos e em direito admitidos, em homenagem ao princípio constitucional do contraditório e da ampla defesa. Não apresentadas as contrarrazões. É o relatório. Fl. 364DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 3/09/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 18/09/2012 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 10830.720365/201104 Resolução n.º 2803000.119 S2TE03 Fl. 7 7 Voto Conselheiro Amílcar Barca Teixeira Júnior, Relator. O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. De acordo com o inciso I do art. 156 do Código Tributário Nacional – CTN, o pagamento é uma das formas para a extinção do crédito tributário. Nestes autos, o contribuinte reconhece a falha cometida que ensejou o lançamento, mas afirma insistentemente que, identificado o erro, efetuou o pagamento do principal e dos consectários legais, conforme se pode observar do documento de número 11, anexo à impugnação. Compulsando os autos, notadamente no arquivo denominado “extratos e comprovantes de pagamento”, podese constatar a existência de várias GPS`s, de diversas competências, aparentemente pagas. No requerimento final do recurso voluntário o contribuinte aduz: Pelo exposto, requer a Recorrente a Vossas Senhorias, seja regularmente recebido o presente Recurso Voluntário para julgamento, vez que tempestivo, e seja concedido integral provimento ao mesmo, para: a) Determinar o imediato cumprimento do acórdão nº 05 35.522 proferido pela 9ª Turma da DRJ/CPS, a fim de sejam processados e alocados os recolhimentos promovidos pela Recorrente em 22/12/2010 à título de Contribuições Previdenciárias do período de 05/2006 a 02/2009 e por consequência sejam emitidas as guias para recolhimento de eventual saldo de juros, bem como das multas aplicadas e controladas pelos Autos de Infração nº 37.073.7580, 37.292.1841 e 37.292.1850. Como se pode observar, aparentemente o contribuinte já cumpriu a maior parte da exigência fiscal. Ele requer o imediato cumprimento do acórdão recorrido, a fim de que sejam processados e alocados os recolhimentos por ele efetuados e ainda requer a emissão das guias de recolhimento de eventual saldo de juros, bem como das multas aplicadas e controladas pelos Autos de Infração de Obrigações Acessórias. Ora, se já houve o pagamento da maior parte do devido e o contribuinte insiste em pagar eventuais acréscimos decorrentes do descumprimento das obrigações acessórias, qual seria o motivo para não acatar esse tipo de pedido? Com efeito, se no lançamento ora em debate existe créditos tributário extinto pelo pagamento, conforme preceitua o art. 156 do CTN, não há razão para o Fisco continuar a cobrança em relação a tais créditos. Fl. 365DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 3/09/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 18/09/2012 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 10830.720365/201104 Resolução n.º 2803000.119 S2TE03 Fl. 8 8 De outra parte, havendo eventuais remanescentes a cobrar e tendo o contribuinte demonstrado interesse em efetuar o pagamento, não vislumbro razão para prolongar o processo administrativo. O prolongamento do processo, certamente estará na contra mão da previsão contida no inciso LXXVIII do art. 5º da Constituição da Republica, in verbis: Art. 5º (...) LXXXVIII – a todos, no âmbito judicial ou administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. In casu, as providências requeridas pelo contribuinte porão definitivamente fim ao litigio, tendo em vista que o pagamento de eventual remanescente devido encerrará a discussão. CONCLUSÃO. Destarte, converto o julgamento em diligência para que a autoridade administrativa de primeira instância observe se efetivamente a maior parte do devido já foi paga, conforme demonstram as GPS`s anexadas pelo contribuinte (Doc. 11 da Impugnação). Tendo havido o pagamento informado pelo contribuinte, que tais pagamentos sejam alocados a título de Contribuições Previdenciárias do período de 05/2006 a 02/2009 e que sejam emitidas as guias para recolhimento de eventual saldo de juros, bem como das multas aplicadas e controladas pelos Autos de Infração nº 37.073.7580, 37.292.1841 e 37.292.1850, conforme requerimento do devedor. Concluídas as providências dispostas nos dois parágrafos acima e tendo o contribuinte cumprido suas obrigações plenamente que seja declarada a extinção do crédito tributário, nos termos do art. 156 do CTN. Se o pagamento do devido não for efetuado corretamente, retornem estes autos para prosseguimento do julgamento na segunda instância administrativa. É como voto. (assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Junior Relator Fl. 366DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 3/09/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 18/09/2012 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR
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Numero do processo: 10805.000998/2006-34
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano calendário: 2002, 2003
MATÉRIA NÃO IMPUGNADA APRESENTADA NO RECURSO VOLUNTÁRIO. IMPOSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO. PRECLUSÃO. Não se conhece de matéria apresentada em sede recursal que não tenha sido expressamente impugnada pela Interessada.
Numero da decisão: 1402-001.058
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR
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IMPOSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO. PRECLUSÃO. Não se conhece de matéria apresentada em sede recursal que não tenha sido expressamente impugnada pela Interessada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto Presidente. (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Leonardo de Andrade Couto. Fl. 235DF CARF MF Impresso em 13/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente e m 13/07/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10805.000998/200634 Acórdão n.º 140201.058 S1C4T2 Fl. 200 2 Relatório Maxbrill Serviços Especializados e Comércio de Produtos Ltda recorre a este Conselho contra decisão de primeira instância proferida pela 2ª Turma da DRJ Campinas/SP, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Por pertinente, transcrevo o relatório da decisão recorrida (verbis): “Tratase de Auto de Infração à legislação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL, fls. 132/136, formalizado em 22/06/2006 contra a contribuinte em epígrafe para constituir o crédito tributário no total de R$ 38.378,58, já incluídos o principal, multa de ofício e juros de mora calculados até a lavratura. No TERMO DE CONSTATAÇÃO FISCAL de fls. 128/131, a autoridade autuante contextualiza o procedimento da seguinte forma: 3) Constatamos que o contribuinte fiscalizado apurou seu imposto de renda, relativo aos anoscalendário de 2002 e 2003 com base no lucro real anual, levantando balancetes mensais para apurar o imposto de renda (IRPJ) e a contribuição social (CSLL) devida. Anexamos às folhas 22 a 39 do presente processo a cópia da DIPJ/2003 do fiscalizado, relativa ao anocalendário de 2002, e às fls. 40 a 47 a cópia da DIPJ/2004 do fiscalizado, relativa ao anocalendário de 2003. 4) Durante a fiscalização realizada constatamos que o contribuinte em tela cometeu as seguintes infrações em relação ao imposto de renda pessoa jurídica: 4.1) FALTA DE RECOLHIMENTO DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (CSLL) 4.1.1) Verificamos através das DIPJ/2003 e DIPJ/2004 do fiscalizado que o mesmo apurou as contribuições sociais a pagar a seguir discriminadas: PERÍODO CSLL A PAGAR 10/2002 11.964,12 11/2002 14.091,42 12/2002 30.685,11 08/2003 5.057,96 09/2003 20.584,49 10/2003 558,56 12/2003 44.627,56 4.1.2) O contribuinte fiscalizado entregou sua DCTF RETIFICADORA, relativa ao 4º trimestre de 2002, em 31/05/2004, e relativa ao 4° trimestre de 2003 em 15/06/2004 (folha 48). Constamos através destas DCTFs que o fiscalizado compensou os valores da contribuição social a pagar discriminados no item 4.1.1. deste Termo (folhas 49 a 55). 4.1.3) Em 02/07/2004 o fiscalizado protocolizou na Agência da Receita Federal em São Caetano do Sul várias DENÚNCIAS ESPONTÂNEAS, onde compensou débitos relativos ao IRPJ, CSLL, PIS e COFINS, após o prazo de Fl. 236DF CARF MF Impresso em 13/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente e m 13/07/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10805.000998/200634 Acórdão n.º 140201.058 S1C4T2 Fl. 201 3 vencimento destes, com créditos que ele teria através do sistema PER/DCOMP da Receita Federal. Anexamos às folhas 56 a 120 deste processo as cópias das DENÚNCIAS ESPONTÂNEAS realizadas pelo fiscalizado, referentes a CSLL devida, relativa aos períodos de 10/2002, 11/2002, 12/2002, 08/2003, 09/2003, 10/2003 e 12/2003, bem como as compensações realizadas através do sistema PER/DCOMP. Constatamos que todas as compensações da CSLL realizadas pelo fiscalizado foram feitas no dia 31/05/2004, após o vencimento dos prazos do IRPJ compensado, e em todas elas o fiscalizado compensou a CSLL devida acrescido apenas do juro de mora, sem o acréscimo da multa de mora. 4.1.4) O artigo 61 da Lei n° 9.430/1996 estabelece que os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorreram a partir de 1° de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. O parágrafo 2° deste artigo estabeleceu que o percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. 4.1.5) O Acórdão 10513.995 da 5° Câmara do 1° Conselho de Contribuintes de 05/12/2002, publicado no DOU em 29/04/2003, estabelece que "É devida a multa de mora nos casos de recolhimento de tributos e contribuições com atraso, uma vez que o instituto da denúncia espontânea protege o sujeito passivo tãosomente da imposição da multa punitiva, decorrente de procedimento de oficio". 4.1.6) O Parecer PGFN/CDA n° 1.936/2005 estabelece que "No silêncio do artigo 163 do Código Tributário Nacional, aplicase o disposto no artigo 167, por analogia e simetria. Quando se trata da imputação do pagamento entre os valores do 'principal', 'multa' e 'juros', de um mesmo crédito tributário, a amortização proporcional é a única forma admitida pelo Código Tributário Nacional". 4.1.7) Efetuamos a imputação das compensações da CSLL realizadas pelo fiscalizado, conforme consta à folha 121 deste processo. Através da imputação dos pagamento realizados obtivemos os valores originários da CSLL pagos. Elaboramos a planilha TRIBUTOS/CONTRIBUIÇÕES COMPENSADOS PELO FISCALIZADO ATRAVÉS DE DENÚNCIA ESPONTÂNEA SEM MULTA DE MORA, anexa à folha 84 deste processo, onde discriminamos as diferenças existentes entre os valores principais do IRPJ compensados pelo fiscalizado e os valores originários por nós obtidos, considerandose o pagamento da multa de mora pelo atraso. 4.1.8) Tendo em vista que: a) o fiscalizado efetuou as compensações das CSLL devidas fora do prazo de vencimento destes, sem o acréscimo da multa de mora, conforme PER/DCOMP anexos às folhas 58 a 120 deste processo; b) o artigo 61 da Lei n° 9.430/1996 estabelece que a multa de mora é devida para os pagamentos de tributos/contribuições realizados fora do prazo de vencimento; c) o Parecer PGFN/CDA n° 1.936/2005 estabelece que a amortização proporcional é a única admitida pelo CTN; Fl. 237DF CARF MF Impresso em 13/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente e m 13/07/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10805.000998/200634 Acórdão n.º 140201.058 S1C4T2 Fl. 202 4 Concluímos que devemos autuar o fiscalizado, lançando as diferenças existentes entre os valores principais da CSLL compensados pelo fiscalizado através da PER/DCOMP e os valores originários do IRPJ por nós obtidos na planilha anexa à folha 122 deste processo. Discriminamos abaixo o períodos e valores do IRRI a serem lançados por falta de pagamento: TRIBUTO PERÍODO VALOR A SER LANÇADO CSLL 10/2002 1.607,55 CSLL 11/2002 1.916,29 CSLL 12/2002 4.229,50 CSLL 08/2003 776,59 CSLL 09/2003 319,34 CSLL 10/2003 87,76 CSLL 12/2003 7.161,02 TOTAL 16.098,48 4.2) ADIÇÕES AO LUCRO LIQUIDO ANTES DA CSLL DESPESAS NÃO DEDUTÍVEIS 4.2.1) Verificamos através das DIPJ/2003 do fiscalizado que o mesmo declarou um total do Custo dos Bens e Serviços Vendidos no valor de R$ 11.153.370,98. Dentro deste Custo Total foram declarados R$ 536.562,54 relativos a Outros Custos (folha 26). 4.2.2) Intimamos o fiscalizado a fazer uma decomposição analítica relativa a Outros Custos, no valor de R$ 536.562,54, bem como apresentar as Notas Fiscais que comprovassem estes custos relativos ao ano de 2002. 4.2.3) Constatamos pela decomposição do item "Outros Custos", apresentada pelo fiscalizado, anexa à folha 123 deste processo, que um dos itens que entraram em sua composição foi "Doações e Contribuições", que ao longo do ano de 2002 atingiu o valor de R$ 42.099,31. 4.2.4) O valor de R$ 42.099,31 relativo ao item "Doações e Contribuições", realizadas durante o ano de 2002, foi comprovado através do Razão do fiscalizado, cujas cópias foram anexadas às fls. 124 e 125 deste processo. 4.2.5) O artigo 13 da Lei N° 9.249/95 estabelece que são vedadas as doações e contribuições, exceto as relacionadas a seguir: "II as doações, até o limite de 2° do lucro operacional da pessoa jurídica, antes de computadas a sua dedução, efetuadas a entidades civis, legalmente constituídas no Brasil, sem fins lucrativos, que prestem serviços gratuitos em beneficio de empregados da pessoa jurídica doadora e respectivos dependentes, ou em beneficio da comunidade onde atuem". 4.2.6) Considerandose que: a) o lucro operacional do fiscalizado, relativo ao ano de 2002, após as "Doações e Contribuições" realizadas foi de R$ 982.183,45, conforme consta na DIPJ/2003 (folha 28); b) as "Doações e Contribuições" realizadas pelo fiscalizado, relativas ao ano de 2002, somaram R$ 42.099,31, conforme já citado neste Termo; Fl. 238DF CARF MF Impresso em 13/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente e m 13/07/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10805.000998/200634 Acórdão n.º 140201.058 S1C4T2 Fl. 203 5 c) o lucro operacional do fiscalizado, relativo ao ano de 2002, antes das "Doações e Contribuições" realizadas, somou R$ 1.024.282,76 (R$ 982.183,45 + R$ 42.099,31); d) o limite para as "Doações e Contribuições" realizadas pelo fiscalizado, relativas ao ano de 2002, é de R$ 20.152,66 (2% de R$ 1.024.282,76), conforme estabelece o artigo 13 DA Lei n° 9.249/95; e) o fiscalizado deveria ter adicionado na apuração da base de cálculo da contribuição social o valor de R$ 21.613,65, que corresponde ao valor das Doações e Contribuições que excedeu ao limite legal estabelecido pelo artigo 13 da Lei n° 9.245/95 (R$ 42.099,31 R$ 20.485,66); f) o fiscalizado adicionou na apuração do seu lucro real o valor de R$ 8.470,00, relativo a Donativos e Contribuições indedutíveis, conforme demonstrativo por ele elaborado anexo à folha 127 deste processo. O valor de R$ 8.470,00 compões as despesas não dedutíveis (Lei 9.249/95) no valor de R$ 71.274,63, discriminada na ficha 17 da DIPJ/2003, folha 39); Concluímos que devemos autuar o fiscalizado pela adição não realizada na apuração do base de cálculo da contribuição social no valor de R$ 13.143,65, que corresponde à diferença entre a adição que deveria ter sido realizada (R$ 21.613,35) e a que o mesmo realizou (R$ 8.470,00). 5) Alimentandose o Sistema da Receita Federal com os meses em que o fiscalizado compensou a CSLL devida, sem o acréscimo da multa de mora, e com os valores da CSLL a serem lançados, discriminados no item '4.1.8)' deste Termo, bem como com a "Adição não Computada na Apuração da Base de Cálculo da Contribuição Social" discriminada no item '4.2.6)' deste Termo, obtivemos um crédito tributário total de R$ 38.378,58, sendo R$ 17.281,40 relativos à Contribuição Social, R$ 8.136,14 relativos aos juros de mora calculados até 28/04/2006, e R$ 12.961,04 relativo à multa proporcional passível de redução, conforme Demonstrativo anexo à folha 03 deste processo. O auto de infração do IRPJ às fls. 93/98 apresenta a descrição dos fatos e o enquadramento legal adiante reproduzidos: 001 ADIÇÕES AO LUCRO LIQUIDO ANTES DA CSLL DESPESAS NÃO DEDUTÍVEIS LEI N° 9.249/95. Valor apurado conforme descrito no Termo de Verificação Fiscal anexo. Fato Gerador Valor Tributável ou Imposto Multa (%) 31/12/2002 13.143,65 75,00 ENQUADRAMENTO LEGAL: Art. 13, §2°, da Lei n° 9.249/95; art. 6' da MP n°1.858/99 e reedições. 002 FALTA DE RECOLHIMENTO/DECLARAÇÃO DA CSLL Valor apurado conforme descrito no Termo de Verificação Fiscal anexo. Fato Gerador Valor Tributável ou Imposto Multa (%) Fl. 239DF CARF MF Impresso em 13/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente e m 13/07/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10805.000998/200634 Acórdão n.º 140201.058 S1C4T2 Fl. 204 6 31/12/2002 10/2002 1.607,98 75,00 11/2002 1.916,29 75,00 12/2002 4.229,50 75,00 31/12/2003 08/2003 776,59 75,00 09/2003 319,34 75,00 10/2003 87,76 75,00 12/2003 7.161,02 75,00 ENQUADRAMENTO LEGAL: Arts. 1° e 2° e §§ da Lei n° 7.689/88; art. 19 da Lei n° 9.249,95; Art. 28 e 61 da Lei nº 9.430/96; Art. 6º da MP n° 1.858/99 e suas reedições; Parecer PGFN/CDA 1.936/2005. Cientificada do lançamento em 22/06/2006, a contribuinte, por sua advogada e bastante procuradora (procuração à fl. 151) apresentou em 21/07/2006 a impugnação de fls. 142/150, alegando, em sua defesa, as razões de fato e de direito adiante sintetizadas. Preliminarmente, discorre sobre a natureza da multa de mora, não aplicada nas compensações realizadas por meio de PER/DCOMP, após o vencimento das estimativas, que resultou na exigência do valor de R$ 38.378,58, citando alguns doutrinadores no sentido de demonstrar que a multa aplicável sobre os valores de tributos vencidos não é indenizatória ou compensatória, sendo, portanto, sancionatória do ilícito tributário praticado. A impugnante reforça seu entendimento de que em direito tributário são os juros que recompõem o patrimônio estatal lesado pelo tributo não pago. A multa é para punir, assim como a correção monetária é para garantir, atualizando o poder de compra da moeda. Portanto, multa e indenização não se confundem. Reproduz ementas de acórdãos do Conselho de Contribuintes sobre a inexigibilidade da multa na denúncia espontânea. Assim, conclui pela insubsistência do item '002' do auto de infração, que acusa falta de recolhimento de imposto. No que concerne ao item '001', que trata de falta de adição ao lucro líquido antes da CSLL de despesas indedutíveis de 31/12/2002, a impugnante não faz qualquer contestação.” A decisão de primeira instância, representada no Acórdão da DRJ nº 05 27.196 (fls. 176668v) de 27/10/2009, considerou a definitividade da exigência contida no item 001 do auto de infração (Despesas Não Dedutíveis, não Adicionadas ao Lucro Liquido, no valor de R$ 13.143,65, relativo a doações e contribuições a entidades civis sem fins lucrativos, na apuração realizada em 31/12/2002, por superar o limite de 2% do lucro operacional) e, por unanimidade de votos, julgou parcialmente procedente o lançamento, quanto ao item 002 (Falta de Recolhimento/Declaração da CSLL). A decisão foi assim ementada. “ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2002, 2003 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. EFEITOS. EXCLUSÃO DA MULTA DE MORA. INAPLICABILIDADE. A exclusão da responsabilidade operada pela denúncia espontânea (artigo 138 do CTN) cingese à aplicação de penalidade por infração à Fl. 240DF CARF MF Impresso em 13/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente e m 13/07/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10805.000998/200634 Acórdão n.º 140201.058 S1C4T2 Fl. 205 7 legislação tributária, formalizada de oficio pela autoridade fiscal em caráter punitivo, a qual não se confunde com a exigência da multa de mora, de natureza compensatória, visto que expressamente determinada pela legislação tributária quando o recolhimento do tributo ocorre espontaneamente após o vencimento da obrigação. TRIBUTOS EM ATRASO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. INCIDÊNCIA DE ACRÉSCIMOS LEGAIS. Na compensação efetuada pelo sujeito passivo, os débitos sofrerão a incidência de acréscimos moratórios, na forma da legislação de regência, até a data da entrega da Declaração de Compensação. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO – CSLL Anocalendário: 2002, 2003 LUCRO OPERACIONAL. DESPESAS DEDUTÍVEIS. LIMITES. DOAÇÕES E CONTRIBUIÇÕES. FALTA DE ADIÇÃO AO LUCRO LÍQUIDO. A dedutibilidade das despesas com contribuições e doações feitas pelas pessoas jurídicas restringe se àquelas expressamente previstas na legislação tributária, observados, ainda, os limites nela estabelecidos. Cabível a exigência de oficio sobre a parcela de doação feita à entidade civil sem fins lucrativos, relativa ao excedente a 2% (dois por cento) do lucro operacional, deduzida do resultado apurado e não adicionada na apuração da base tributável. ANTECIPAÇÕES. ESTIMATIVAS COMPENSADAS EM DCOMP. NÃO HOMOLOGAÇÃO. IMPUTAÇÃO PROPORCIONAL. COBRANÇA EM PROCESSO. DUPLICIDADE DE EXIGÊNCIA. Segundo orientação da administração tributária, as estimativas compensadas em Declaração de Compensação podem ser deduzidas integralmente como antecipação da contribuição devida no ajuste final, vez que a não homologação das compensações implica cobrança dos débitos, por constituir a DCOMP confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados, com os acréscimos legais. Cancelase a exigência de oficio por insuficiência de recolhimento de contribuição social na apuração de ajuste do período, por caracterizar cobrança em duplicidade de parcelas de estimativas compensadas em DCOMP, visto que a definitividade da não homologação da compensação no contencioso administrativo resulta na exigência, mediante processo, dos débitos com os devidos acréscimos legais a partir da data do vencimento.” Contra a aludida decisão, da qual foi cientificada em 24/11/2009 (A.R. de fl. 186v), a interessada interpôs recurso voluntário (fls. 187195), em 24/12/2009 (fl. 196v), onde apresenta os argumentos quanto ao item 001, que trata de falta de adição ao lucro líquido antes da CSLL de despesas indedutíveis de 31/12/2002, silenciando quanto à infração descrita no Fl. 241DF CARF MF Impresso em 13/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente e m 13/07/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10805.000998/200634 Acórdão n.º 140201.058 S1C4T2 Fl. 206 8 item 002, por entender que a decisão recorrida a teria exonerado. Vejase a transcrição do Recurso apresentado, quanto à parte de interesse: “(...) Ou seja, o r. acórdão manteve tão somente a imputação referente a parcela da CSLL decorrente do processo 10805.000995/200609, proferido por esta 2ª Turma de Julgamento, a exigência formalizada pela fiscalização encontrase de conformidade com os dispositivos legais que regem a matéria. Ora, o referido processo, encontrase com a exigibilidade suspensão, sendo apresentado recurso a este E. Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, em razão da inconformidade da RECORRENTE com a manutenção da autuação. Naquela demanda, a RECORRENTE esclarece que as doações e contribuições são liberalidades da empresa que, em casos específicos, são passíveis de serem dedutíveis como forma de incentiválas a promover setores de elevada importância social. Até 1996, os valores efetivamente pagos pelas pessoas jurídicas a titulo de contribuições e doações a organizações desportivas, recreativas e culturais, constituídas para os empregrados de empresas, a pessoas jurídicas de direito público, as instituições filantrópicas, de educação, pesquisas científicas e tecnológicas, desenvolvimento cultural ou artístico; sob a forma de bolsa de estudo e prêmios de estímulo à produção intelectual; em favor do Fundo de Preservação, Recuperação e de Combate às Drogas de Abuso, eram admitidos legalmente como despesa operacional, dedutíveis do lucro operacional tributável, observados os limites determinados pela legislação então vigente. Com o advento da Lei n° 9.249/96, a regra de dedutibilidade das contribuições e doações sofreu profundas alterações. Assim, para efeito de apuração do lucro real e da base de cálculo da contribuição social para o lucro líquido, foram vedadas as deduções das doações, com exceção das seguintes: 1. As doações efetuadas às instituições de ensino e pesquisa cuja criação tenha sido autorizada por lei federal; que comprovem finalidade nãolucrativa e apliquem seus excedentes financeiros em educação. E que assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola comunitária, filantrópica ou confessional, ou ao Poder Público, no caso de encerramento de suas atividades. Neste caso, a dedutibilidade do valor doado deverá observar o limite de meio por cento do lucro operacional, antes de computada a dedução e a de que trata o próximo item (Lei n° 9.249/96, art. \3, § 2°, II); 2. as doações efetuadas a entidades civis, legalmente constituída no Brasil, sem fins lucrativos, que prestem serviços gratuitos em beneficio de empregados da pessoa jurídica doadora, e respectivos dependentes, ou em beneficio da comunidade onde atuem, observados o limite de dois por cento do lucro operacional da pessoa jurídica, antes de computada a sua dedução, e tem as seguintes regras (Lei n° 9.249/96, art. 13, § 2°, II): a) as doações, quando em dinheiro, serão feitas mediante crédito em conta corrente bancária diretamente em nome da entidade beneficiária; b) a pessoa jurídica doadora manterá um arquivo, à disposição da fiscalização, declaração, segundo modelo aprovado pela Secretaria da Receita Federal, fornecida pela entidade beneficiária, em que esta se compromete a aplicar integralmente os Fl. 242DF CARF MF Impresso em 13/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente e m 13/07/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10805.000998/200634 Acórdão n.º 140201.058 S1C4T2 Fl. 207 9 recursos recebidos na realização de seus objetivos sociais, com identificação da pessoa física responsável pelo seu cumprimento, e a não distribuir lucros, bonificações ou vantagens a dirigentes mantenedores ou associados, sob nenhuma forma de pretexto; c) a entidade civil beneficiária deverá ser reconhecida de utilidade pública por ato formal de órgão competente da União, exceto quando se tratar de entidade que preste exclusivamente serviços gratuitos em beneficio de empregados da pessoa jurídica doadora (IN n° 11/96, art. 28, § 3°, a) Não obstante as regras antes vigentes tenham sido revogadas pela Lei n° 9.249/96, como exposto, é de se considerar que os preceitos relativos à comprovação de sua efetiva ocorrência são válidas na ordem jurídica vigorante. Assim, a dedução somente poderá ocorrer se a doação efetivamente atingir a entidade a que se destina, e que esta preencha os requisitos exigidos por lei, sendo que a comprovação da verificação desses requisitos deve ficar a cargo do contribuinte. Ora, o limitação constante no Art. 365 do RIR/99 tem como fundamento o inciso III, § 2° do Art. 13 da Lei n° 9.249/96: Art. 13. Para efeito de apuração do lucro real e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro líquido, são vedadas as seguintes deduções, independentemente do disposto no art. 47 da Lei n° 4.506, de 30 de novembro 1964: (...) § 2° Poderão ser deduzidas as seguintes doações: (...) III as doações, até o limite de dois por cento do lucro operacional da pessoa jurídica, antes de computada a sua dedução, efetuadas a entidades civis, legalmente constituídas no Brasil, sem fins lucrativos, que prestem serviços gratuitos em beneficio de empregados da pessoa jurídica doadora, e respectivos dependentes, ou em benefício da comunidade onde atuem, observadas as seguintes regras: a) as doações, quando em dinheiro, serão feitas mediante crédito em conta corrente bancária diretamente em nome da entidade beneficiária; b) a pessoa jurídica doadora manterá em arquivo, à disposição da fiscalização, declaração, segundo modelo aprovado pela Secretaria da Receita Federal, fornecida pela entidade beneficiária, em que esta se compromete a aplicar integralmente os recursos recebidos na realização de seus objetivos sociais, com identificação da pessoa física responsável pelo seu cumprimento, e a não distribuir lucros, bonificações ou vantagens a dirigentes, mantenedores ou associados, sob nenhuma forma ou pretexto; c) a entidade civil beneficiária deverá ser reconhecida de utilidade pública por ato formal de órgão competente da União. (...) (grifamos) ou seja, a limitação de 2% (dois por cento) referese a doações realizadas a entidades civis, legalmente constituídas, sem fins lucrativos, que prestem serviços gratuitos em beneficio de empregados da pessoa jurídica doadora. Fl. 243DF CARF MF Impresso em 13/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente e m 13/07/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10805.000998/200634 Acórdão n.º 140201.058 S1C4T2 Fl. 208 10 Conforme se demonstrou ao longo do processo administrativo, a doação foi inclusive publicada no Diário Oficial do Estado, pois destinouse a uma pessoa jurídica de direito público. Destarte, sendo a doação realizada para pessoa jurídica de direito público, esta não está limitada ao montante de 2% (dois por cento) do lucro operacional da impugnante (regra específica para doações realizadas a entidades sem fins lucrativos), devendo ser julgada INSUBISISTENTE a autuação neste aspecto. (...)” É o relatório. Fl. 244DF CARF MF Impresso em 13/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente e m 13/07/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10805.000998/200634 Acórdão n.º 140201.058 S1C4T2 Fl. 209 11 Voto Conselheiro Frederico Augusto Gomes de Alencar. O recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal. Dele, portanto, tomo conhecimento. Depreendese da leitura do Recurso Voluntário que a interessada apresentou argumentos tãosomente quanto à infração referida no item 001 do auto de infração (despesas não dedutíveis, não adicionadas ao Lucro Líquido, no valor de R$ 13.143,65, relativo a doações e contribuições a entidades civis sem fins lucrativos, na apuração realizada em 31/12/2002, por superar o limite de 2% do lucro operacional). Ocorre, entretanto, que essa matéria foi considerada nãoimpugnada pela DRJ, sendo considerada por aquele Colegiado a definitividade da exigência do crédito tributário correspondente. Vejase o excerto do relatório e do voto condutor daquele Acórdão. “Relatório (...) No que concerne ao item '001', que trata de falta de adição ao lucro líquido antes da CSLL de despesas indedutíveis de 31/12/2002, a impugnante não faz qualquer contestação. (...) Voto (...) Preliminarmente registrese a definitividade da constituição da exigência contida no item '001' do auto de infração de fl. 136 Despesas Não Dedutiveis não Adicionadas ao Lucro Liquido, no valor de R$ 13.143,65, relativo a doações e contribuições a entidades civis sem fins lucrativos, na apuração realizada em 31/12/2002, por superar o limite de 2% do lucro operacional. (...)” Com efeito, da leitura da impugnação apresentada (fls. 142150), constatase que a interessada, de fato, não trouxe argumentos acerca da infração definida no item 001 do auto de infração, pelo que se confirma o entendimento da decisão recorrida quanto à definitividade do crédito tributário constituído naquele item. De outro lado, o Recurso apresentado não traz qualquer argumento de inconformidade quanto à decisão pela definitividade do crédito constituído, relativo à infração descrita no item 001 do auto de infração. Tampouco há contestação, conforme já aventado neste voto, quanto à matéria afeta ao crédito tributário em litígio, remanescente da decisão recorrida, constante da infração descrita no item 002 do lançamento. Fl. 245DF CARF MF Impresso em 13/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente e m 13/07/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10805.000998/200634 Acórdão n.º 140201.058 S1C4T2 Fl. 210 12 Nesse sentido, de se esclarecer que a função do recurso no âmbito administrativo é a revisão da decisão recorrida. Assim, pela aplicação do artigo 17 do Decreto nº 70.235/72, há que se considerar preclusa a análise de matéria que não tenha sido expressamente contestada pela Interessada em sede de impugnação. Dessa forma, forçoso concluir que a Interessada apresentou recurso tão somente quanto à matéria preclusa (item 001 do Auto de Infração), deixando de se pronunciar quanto ao crédito tributário em litígio, remanescente da decisão recorrida (infração descrita no item 002 do lançamento). Pelo exposto, Voto por não conhecer do recurso apresentado por conter tão somente matéria preclusa ao julgamento. (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar Relator. Fl. 246DF CARF MF Impresso em 13/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente e m 13/07/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO
score : 1.0
Numero do processo: 10680.002364/2007-51
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 21 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2004
Ementa: DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. São passíveis de dedução, na
declaração de rendimentos, os pagamentos referentes a despesas médicas realizadas no próprio contribuinte ou em seus dependentes. Para gozar do direito á dedução é imprescindível que estejam especificados no documento a natureza do serviço prestado e o nome do paciente.
Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 2201-000.887
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, em dar provimento parcial ao recurso para restabelecer a dedução com despesa médica no valor de R$ 285,00.
Nome do relator: PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA
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DESPESAS MÉDICAS. São passíveis de dedução, na declaração de rendimentos, os pagamentos referentes a despesas médicas realizadas no próprio contribuinte ou em seus dependentes. Para gozar do direito á dedução é imprescindível que estejam especificados no documento a natureza do serviço prestado e o nome do paciente. Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, em dar provimento parcial ao recurso para restabelecer a dedução com despesa médica no valor de R$ 285,00. Assinatura digital Francisco Assis de Oliveira Júnior – Presidente Assinatura digital Pedro Paulo Pereira Barbosa - Relator EDITADO EM: 22/10/2010 Participaram da sessão: Francisco Assis Oliveira Júnior (Presidente), Pedro Paulo Pereira Barbosa (Relator), Gustavo Lian Haddad, Eduardo Tadeu Farah, Janaína Mesquita Lourenço de Souza e Rayana Alves de Oliveira França Relatório Fl. 45DF CARF MF Impresso em 09/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2010 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 25/ 10/2010 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 15/12/2010 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JUNI 2 JOÃO ABDALA interpôs recurso voluntário contra acórdão da DRJ-BELO HORIZONTE/MG (fls. 28) que julgou procedente lançamento, formalizado por meio da notificação de lançamento de fls. 04/07, para exigência de Imposto sobre Renda de Pessoa Física – IRPF - suplementar, referente ao exercício de 2004, no valor de R$ 4.604,74, acrescido de multa de ofício e de juros de mora, perfazendo um crédito tributário total lançado de R$ 9.358,20. As infrações que ensejaram o lançamento estão assim descrita na notificação de lançamento: 1) Dedução Indevida de Despesas com Instrução - Conforme disposto no art. 73 do Decreto n. - 3.000/99 - RIR/99, todas as deduções pleiteadas na Declaração de Ajuste Anual estão sujeitas â comprovação ou justificação. Regularmente intimado, o contribuinte não atendeu à intimação até a presente data. Em decorrência do não atendimento da referida intimação, foi glosado o valor de R$ 4.785,00 deduzido indevidamente a titulo de Despesas com Instrução,por falta de comprovação. 2) Dedução Indevida de Dependente - Conforme disposto no art. 73 do Decreto n. - 3.000/99 - RIR/99, todas as deduções pleiteadas na Declaração de Ajuste Anual estão sujeitas à comprovação ou justificação. Regularmente intimado, o contribuinte não atendeu à intimação, até a presente data.Em decorrência do não atendimento da referida Intimação, foi glosado o valor de R$ 3.632,00, deduzido Indevidamente a titulo de Dependentes, por falta de comprovação. 3) Dedução Indevida de Despesas Médicas - Conforme disposto no art. 73 do Decreto n. - 3.000/99 - RIR/99, todas as deduções pleiteadas na Declaração de Ajuste Anual estão sujeitas à comprovação ou justificação. Regularmente intimado, o contribuinte não atendeu à intimação ate a presente data. Em decorrência do não atendimento à Intimação, foi glosado o valor R$ 7.281,42, deduzido indevidamente a, titulo de Despesas Medicar por falta de comprovação. O Contribuinte impugnou o lançamento e pediu o cancelamento da exigência, tendo apresentado os documentos que comprovariam as deduções. A DRJ-BELO HORIZONTE/MG julgou procedente em parte o lançamento para acolher parcialmente as deduções, com base nas considerações a seguir resumidas. Sobre a dedução com dependentes, a DRJ acolheu a dedução relativamente à companheira e a dois filhos, mantendo a glosa em relação a outros três cuja relação de dependência não foi comprovada. Foi acolhida também a dedução de despesa com instrução dos dois filhos (R$ 2.390,02). Com relação às despesas médicas foi admitida a dedução referente aos pagamentos feitos à UNIMED (R$ 2.455,55) e foi mantida a glosa das demais despesas, sob o fundamento de que não restou comprovada a efetividade dos pagamentos. Fl. 46DF CARF MF Impresso em 09/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2010 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 25/ 10/2010 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 15/12/2010 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JUNI Processo nº 10680.002364/2007-51 Acórdão n.º 2201-00.887 S2-C2T1 Fl. 2 3 O Contribuinte tomou ciência da decisão de primeira instância em 24/08/2009 (fls. 36) e, em 23/09/2009, interpôs o recurso voluntário de fls. 37, que ora se examina e no qual pede uma nova avaliação. Diz que se não apresentou documentos é porque os mesmos não foram solicitados com clareza. É o relatório. Voto Conselheiro Pedro Paulo Pereira Barbosa – Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Fundamentação Como se colhe do relatório, o lançamento decorreu da glosa de deduções com dependentes, despesas com instrução e despesas médicas tendo em vista, que, intimado, o contribuinte não comprovou os pagamentos e/ou a relação de dependência. Na impugnação o Contribuinte apresenta comprovantes que, examinados em primeira instância, foram acolhidos em partes. No Recurso o Contribuinte se limita a pedir uma reavaliação, sem apresentar novas razoes de defesa ou documentos. Examinando a impugnação, os documentos apresentados e a decisão de primeira instância, verifico que o Contribuinte apresentou comprovante apenas da relação de dependência da companheira e de dois filhos, os quais já foram admitidos pela decisão de primeira instância. Portanto, neste ponto não há o que rever. Quanto às despesas com instrução, somente foram apresentados comprovantes dos pagamentos relativos aos dois filhos, o que também foi acolhido pela decisão de primeira instância. Assim, neste ponto também não há o que rever da decisão de primeira Instância. Relativamente às despesas médicas, além do pagamento à UNIMED, que foi considerado pela decisão recorrida,.o Contribuinte apresentou os recibos de fls. 14 a 21 que não foram considerados sob o fundamento de que não restou comprovada a despesa, pois o Contribuinte não demonstrou a efetividade dos pagamentos. Neste ponto divirjo em parte da conclusão da decisão de primeira instância. Primeiramente, porque não consta dos autos que o Contribuinte tenha sido especificamente intimado para comprovar a efetividade dos pagamentos, mas apenas para comprovar as despesas, o que fez apresentando os recibos. Eu estou entre os que entendem que, em regra, sob condições normais, os recibos fazem prova dos pagamentos das despesas médicas, mas que, nos casos de indícios de irregularidade o Fisco pode solicitar a comprovação da efetividade do pagamento. Neste caso, todavia, para se admitir a glosa, é necessário estarem demonstrados os indícios e de ter sido o contribuinte intimado especificamente para fazer a prova da efetividade dos pagamentos, o que não ocorreu neste caso. Fl. 47DF CARF MF Impresso em 09/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2010 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 25/ 10/2010 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 15/12/2010 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JUNI 4 Verifico, todavia, que os recibos de fls. 17/21, no valor de R$ 800,00 cada, não especificam os beneficiários dos serviços, o que impossibilita a dedução, mormente neste caso em que o Contribuinte, além dos três dependentes a que teria direito, indicou na declaração mais três cujas relações de dependência não comprova. Note-se que a dedução da despesa médica deve ser realizada com o próprio contribuinte e com seus dependentes e, portanto, a indicação precisa, no documento comprobatório do pagamento, do nome da pessoa que recebeu o tratamento não é uma mera formalidade, mas elemento essencial para a verificação da dedutibilidade da despesa. Assim, em relação a estes recibos, concluo pela manutenção da glosa. Relativamente aos recibos de fls. 14 e 15, verifico que os mesmos não trazem a falha identificada naqueles outros e são suficientes para comprovar a despesa e o direito à dedução. Conclusão Ante o exposto, encaminho meu voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso para restabelecer a dedução, como despesa médica, de R$ 285,00. Assinatura digital Pedro Paulo Pereira Barbosa Fl. 48DF CARF MF Impresso em 09/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2010 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 25/ 10/2010 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 15/12/2010 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JUNI
score : 1.0
Numero do processo: 11020.003294/2009-56
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Apr 30 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/02/2004 a 30/04/2004, 01/10/2004 a 31/12/2004
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. OCORRÊNCIA.
Constatada a ocorrência de omissão na decisão embargada, deve ser dado provimento aos embargos de declaração com vistas a sanear tal incorreção.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CIRCUNSTÂNCIA FÁTICA DESCONSIDERADA. OMISSÃO. EFEITOS MODIFICATIVOS. POSSIBILIDADE.
Tratando-se de questão fática não examinada, caso a repercussão jurídica do fato ocasione conclusão diversa daquela a que se chegou na decisão embargada, é permitida a atribuição de efeitos infringentes aos embargos de declaração.
Embargos Acolhidos
Numero da decisão: 3801-001.789
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, acolher os embargos de declaração com efeitos infringentes para cancelar o auto de infração. Vencidos os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e Marcos Antônio Borges. Fez sustentação oral pela recorrente o Dr. Marcelo André Pierdoná, OAB/RS 35.888.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
José Luiz Bordignon - Relator.
EDITADO EM: 08/04/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), José Luiz Bordignon, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: JOSE LUIZ BORDIGNON
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/02/2004 a 30/04/2004, 01/10/2004 a 31/12/2004 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. OCORRÊNCIA. Constatada a ocorrência de omissão na decisão embargada, deve ser dado provimento aos embargos de declaração com vistas a sanear tal incorreção. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CIRCUNSTÂNCIA FÁTICA DESCONSIDERADA. OMISSÃO. EFEITOS MODIFICATIVOS. POSSIBILIDADE. Tratando-se de questão fática não examinada, caso a repercussão jurídica do fato ocasione conclusão diversa daquela a que se chegou na decisão embargada, é permitida a atribuição de efeitos infringentes aos embargos de declaração. Embargos Acolhidos
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, acolher os embargos de declaração com efeitos infringentes para cancelar o auto de infração. Vencidos os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e Marcos Antônio Borges. Fez sustentação oral pela recorrente o Dr. Marcelo André Pierdoná, OAB/RS 35.888. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) José Luiz Bordignon - Relator. EDITADO EM: 08/04/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), José Luiz Bordignon, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1799; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 608 1 607 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11020.003294/200956 Recurso nº Embargos Acórdão nº 3801001.789 – 1ª Turma Especial Sessão de 20 de março de 2013 Matéria PIS/COFINS ISENÇÃO EXPORTAÇÃO Embargante METALÚRGICA SIMONAGGIO LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/02/2004 a 30/04/2004, 01/10/2004 a 31/12/2004 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. OCORRÊNCIA. Constatada a ocorrência de omissão na decisão embargada, deve ser dado provimento aos embargos de declaração com vistas a sanear tal incorreção. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CIRCUNSTÂNCIA FÁTICA DESCONSIDERADA. OMISSÃO. EFEITOS MODIFICATIVOS. POSSIBILIDADE. Tratandose de questão fática não examinada, caso a repercussão jurídica do fato ocasione conclusão diversa daquela a que se chegou na decisão embargada, é permitida a atribuição de efeitos infringentes aos embargos de declaração. Embargos Acolhidos Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, acolher os embargos de declaração com efeitos infringentes para cancelar o auto de infração. Vencidos os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e Marcos Antônio Borges. Fez sustentação oral pela recorrente o Dr. Marcelo André Pierdoná, OAB/RS 35.888. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 02 0. 00 32 94 /2 00 9- 56 Fl. 608DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/04/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 2 (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) José Luiz Bordignon Relator. EDITADO EM: 08/04/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), José Luiz Bordignon, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira. Fl. 609DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/04/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11020.003294/200956 Acórdão n.º 3801001.789 S3TE01 Fl. 609 3 Relatório Tratase de embargos de declaração opostos pela METALÚRGICA SIMONAGGIO LTDA contra os termos em que foi proferido o Acórdão nº 3801000.945, de 7 de novembro de 2011, abaixo colacionado, sob o argumento de que o aludido Acórdão continha omissão e contradição. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/02/2004 a 30/04/2004, 01/10/2004 a 31/12/2004 COFINS E PIS. VENDAS COM O FIM ESPECÍFICO DE EXPORTAÇÃO. ISENÇÃO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DOS REQUISITOS LEGAIS. RESPONSABILIDADE DA EMPRESA INDUSTRIAL VENDEDORA. São isentas do PIS e da Cofins as receitas decorrentes das operações de venda a empresa comercial exportadora, com o fim específico de exportação, assim considerados os produtos remetidos diretamente do estabelecimento industrial para embarque de exportação ou para recinto alfandegado, por conta e ordem da empresa comercial exportadora. Não atendidos tais requisitos, a responsabilidade pelo seu recolhimento é da empresa produtora vendedora. Aduz a Embargante que: · O Acórdão é omisso quanto a situação da DRF/Foz do Iguaçu, na qual não existe recinto alfandegado para as ECEs depositarem os produtos destinados à exportação. Também está omitido no Acórdão, para efeito de formar um juízo correto e específico em relação a Recorrente, que todas as exportações foram processadas mediante “despacho aduaneiro de exportação”. · A nobre Conselheira Relatora, para sustentar seu voto, invocou o fato das exportações efetivaremse em datas posteriores a remessa para aquele fim. Ora, as exportações parciais, compreendendo a totalidade dos produtos remetidos, dentro do prazo legal de 180 dias, conforme inequivocamente comprovado, é a essência dos negócios praticados pelas ECEs com sede nas fronteiras. Esse fato, ignorado no contexto do Acórdão, revela omissão de exame das condições reais que envolvem tais exportações, de pleno conhecimento e tácita aprovação das autoridades fazendárias. Fl. 610DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/04/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 4 · No contexto do voto condutor da decisão, a segurança jurídica que preserva os atos praticados pela Recorrente sequer é referida, sendo ignorada a boafé presente nos atos que conduziram os procedimentos a Recorrente ao longo de mais de trinta anos, sem qualquer contestação das autoridades fazendárias. DOS PEDIDOS: 1. Para efeito de dirimir quaisquer dúvidas quanto à vinculação das exportações promovidas e os Atos Concessórios do Regime Drawback, a Recorrente solicita seja determinada diligência junto à Secex/Siscomex e à RFB para tal fim. 2. Por todo o exposto e amplamente demonstrado, fazse necessário o conhecimento e provimento dos presentes Embargos de Declaração, para que, uma vez sanadas as omissões e contradições acima apontadas, sejam atribuídos efeitos infringentes ao presente recurso, e, por força disso, provido o recurso voluntário interposto pela ora Embargante. Em 13 de setembro de 2012, a Embargante protocolizou documento em que expõe e requer, em síntese: 1. Em 16.12.2011 a Embargante/Recorrente apresentou Embargos de Declaração, em face do Acórdão nº 380100945 – 1ª Turma Especial. Todavia, posteriormente àquela data, ocorreu fato relevante que agora a Recorrente vem submeter à apreciação da Egrégia 1ª Turma Especial, em complemento aos Embargos interpostos. 2. Sucede que a Embargante/Recorrente também é parte nos processos 13016.000240/200508 e 13016.000241/200444, os quais se reportam a mesma matéria examinada neste processo e em relação aos quais a Recorrente invocou as mesmas razões, fundamentos e comprovações que integram os autos em análise, sendo o mérito examinado nas sessões de 24/12/2012, junto a Egrégia 4ª /Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento. 3. Após exaustivo exame da matéria, idêntica à examinada neste processo, ponderaram os Nobres Conselheiros quanto a indispensável comprovação da efetividade da exportação dos mesmos produtos remetidos pela Recorrente à ECE Exportadora Iparacai, com sede em Foz do Iguaçu/PR. 4. REQUER: Em razão desse fato relevante, e por tudo quanto exposto e demonstrado nos atos anteriores, fazse necessário, tal qual determinado nos processos administrativos nº. 13016.000240/2005 08 e 13016.000241/200444, onde também a Recorrente é parte, a realização de diligência, a fim de que a DRFB de Foz do Iguaçu/PR Fl. 611DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/04/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11020.003294/200956 Acórdão n.º 3801001.789 S3TE01 Fl. 610 5 confirme a efetiva realização das exportações através da ECE Exportadora Iparacai, no sentido de, com base nas conclusões da diligência, possa essa Egrégia Turma afastar as omissões e sanar as contradições anteriormente expostas, possibilitando, assim, o julgamento de procedência dos presentes Embargos de Declaração, atribuindolhes efeitos infringentes. É o relatório. Fl. 612DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/04/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 6 Voto Conselheiro José Luiz Bordignon, Relator À luz do artigo 65 caput e §1º, da Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 (RI – CARF) a apresentação dos Embargos de Declaração é tempestiva – a embargante tomou ciência do Acórdão nº 3801000.945 em 14 de dezembro de 2011 (fls. 556) e o protocolo dos embargos de declaração é de 16 de dezembro de 2011, fls. 558 e atende aos demais pressupostos, portanto dele tomase conhecimento. PORTARIA Nº 256, DE 22 DE JUNHO DE 2009: Art. 64. Contra as decisões proferidas pelos colegiados do CARF são cabíveis os seguintes recursos: I Embargos de Declaração. Art. 65. Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma. § 1° Os embargos de declaração poderão ser interpostos, mediante petição fundamentada dirigida ao presidente da Turma, no prazo de cinco dias contado da ciência do acórdão. A matéria tratada nos autos referese a vendas para empresas comerciais exportadoras com o fim específico de exportação. A Pessoa Jurídica METALÚRGICA SIMONAGGIO LTDA opôs EMBARGOS DE DECLARAÇÃO em face do acórdão nº 3801000.945 1ª Turma Especial, da 3ª seção do CARF, no que entendeu ser uma omissão o fato de não ter sido considerada as condições reais que envolvem os negócios praticados pelas ECEs com sede nas fronteiras e que todas as exportações foram processadas mediante “despacho aduaneiro de exportação”. A decisão embargada (Acórdão CARF nº 3801000.945), na parte abaixo colacionada, fls. 545, sintetiza a razão de decidir do Colegiado: O fato relevante na situação dos autos é que as mercadorias vendidas nem foram diretamente remetidas para embarque de exportação por conta e ordem de empresa comercial exportadora, nem para depósito em entreposto, por conta e ordem da empresa comercial exportadora, sob regime aduaneiro extraordinário de exportação. Não atendidas essas duas condições, a responsabilidade pelo pagamento dos tributos é da empresa produtoravendedora, não se prestando os artigos 7º da Lei nº 10.637/2002 e 9º da Lei nº 10.833/2003 para a transferência de tal responsabilidade à comercial exportadora, como pretende a recorrente, uma vez que aquela não recebeu as Fl. 613DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/04/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11020.003294/200956 Acórdão n.º 3801001.789 S3TE01 Fl. 611 7 mercadorias em recinto alfandegado e nem houve embarque direto para exportação, não podendo, portanto, ser considerada a “aquisição para fim específico de exportação”. [...] Quanto às alegações acerca da empresa comercial Exportadora Ipacaraí, estas não são relevantes, uma vez que a infração caracterizada nos autos é de responsabilidade da empresa produtora, como visto acima, além do fato de que em nenhum momento a autoridade fiscal levantou qualquer questionamento acerca das operações realizadas por aquela empresa, ou por outra, ou acerca de suas condições de operacionalidade, fundamentando o lançamento nas mesmas bases acima descritas. Por seu turno, a Embargante argui que o acórdão é omisso quanto a situação da DRF/Foz do Iguaçu, na qual não existe recinto alfandegado para as ECEs depositarem os produtos destinados à exportação. Reportase, também, ao fato do Colegiado não ter apreciado os possíveis efeitos da IN SRF nº 1.094, de 6 de dezembro de 2010, em especial o art. 5º, §3º, in verbis: Art. 3 º A Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins não incidirão sobre as receitas decorrentes das operações de: [...] II vendas a ECE com o fim específico de exportação. Art. 5 º No caso dos arts. 2 º e 3 º , somente será permitido o transbordo, a baldeação, o descarregamento ou o armazenamento dos produtos em recintos alfandegados ou em outros locais onde se processe o despacho aduaneiro de exportação, bem como, na hipótese do inciso II do art. 4 º , em depósito sob regime aduaneiro extraordinário de exportação . [...] § 3 º No caso de impossibilidade de realização das operações de transbordo, baldeação, descarregamento ou armazenamento nos locais referidos no caput por motivo que não possa ser atribuído à ECE ou ao estabelecimento industrial, o titular da unidade da Secretaria da Receita Federal do Brasil com jurisdição sobre o local das operações poderá autorizar que sejam realizadas em local indicado pela ECE ou pelo estabelecimento industrial. Aduz que a Portaria DRF/Foz do Iguaçu nº 354, de 30 de novembro de 2011, que dispõe sobre os requisitos necessários para autorização de operação de transbordo, baldeação, descarregamento e armazenamento de mercadorias destinadas à exportação em local sediado na jurisdição da DRF/Foz, indicado por Empresa Comercial Exportadora ou por estabelecimento industrial. Ainda, noticia a autorização concedida pela DRF/Foz do Iguaçu à empresa Exportadora de Ferragens Ipacaraí Ltda a realizar operações de descarregamento e/ou Fl. 614DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/04/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 8 armazenamento de mercadorias destinadas à exportação no local situada à rua Carlos Sotto Maior, 271, em Foz do Iguaçu. Passo, a seguir, analisar os Embargos de Declaração. A Obscuridade, omissão ou contradição, fundamento legal dos presentes declaratórios, encontrase prevista no art. 65 do RI – CARF (Portaria MF nº 256/2009), segundo o qual “cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma”. Como visto anteriormente, a Embargante entendeu ser uma omissão o fato de não ter sido considerada as condições reais que envolvem os negócios praticados pelas ECEs com sede nas fronteiras e que todas as exportações foram processadas mediante “despacho aduaneiro de exportação”. Da análise dos autos, mister se faz reconhecer que assiste razão à embargante quando aponta a existência de omissão relativamente à alegação de que não foi analisada no acórdão embargado a condição peculiar que se encontrava a empresa Exportadora de Ferragens Ipacaraí Ltda, uma vez que o fundamento da autuação diz respeito a vendas para empresas comerciais exportadoras com o fim específico de exportação. È matéria incontroversa que os produtos foram remetidos diretamente do estabelecimento da Embargante para a comercial exportadora (Exportadora de Ferragens Ipacaraí Ltda) e que as mercadorias foram efetivamente exportadas. Muito embora na época das operações objeto dessa lide não fosse, formalmente, considerada a sede da empresa Exportadora de Ferragens Ipacaraí Ltda um local alfandegado, pela prática reiterada, ano após ano, tal situação se tornou reconhecida pela administração fiscal local como uma operação regular, fato este corroborado pela Portaria DRF/Foz nº 354/2011 e Autorização da DRF/Foz do Iguaçu à empresa Exportadora de Ferragens Ipacaraí Ltda a realizar operações de descarregamento e/ou armazenamento de mercadorias destinadas à exportação. Desse modo, estando configurada a omissão no acórdão embargado, resta acolher os presentes embargos de declaração para que a mesma seja sanada. No caso em análise, devese examinar as condições peculiares em que se encontrava a empresa comercial exportadora (Exportadora de Ferragens Ipacaraí Ltda). O fato concreto é que os produtos foram remetidos diretamente do estabelecimento da Embargante para a comercial exportadora (Exportadora de Ferragens Ipacaraí Ltda), que as mercadorias foram efetivamente exportadas e que as vendas efetuadas através da referida empresa era considerada pela administração fiscal local como “vendas com o fim específico de exportação”, inicialmente de forma tácita, sendo formalmente estabelecida com a Portaria DRF/Foz nº 354/2011 e Autorização da DRF/Foz do Iguaçu à empresa Fl. 615DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/04/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11020.003294/200956 Acórdão n.º 3801001.789 S3TE01 Fl. 612 9 Exportadora de Ferragens Ipacaraí Ltda para realizar operações de descarregamento e/ou armazenamento de mercadorias destinadas à exportação. Assim, quando a parte impetrar embargo declaratório para suprir uma omissão e a partir de seu saneamento a decisão não puder continuar nos moldes em que foi prolatada, devese imprimir, excepcionalmente, efeitos modificativos a estes declaratórios. É nesse sentido a decisão proferida por ocasião da análise dos Embargos de Declaração nº 2009.04.00.0073687/RS, abaixo colacionado. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CIRCUNSTÂNCIA FÁTICA DESCONSIDERADA. OMISSÃO. EFEITOS MODIFICATIVOS. POSSIBILIDADE. 1. Em se tratando de premissa fática não apreciada pelo voto embargado, resta autorizada a atribuição de efeitos infringentes aos embargos, caso a repercussão jurídica do fato desconsiderado acarrete conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão embargado. 2. A Corte Especial deste Regional, no Conflito de competência n.° 2009.04.00.0199968, decidiu que a ação em que se discute a cobrança de valores relativos a debêntures emitidas pela ELETROBRÁS em razão do lançamento de empréstimo compulsório de energia elétrica não versa sobre matéria tributária. 3. Embargos de declaração acolhidos. Desse modo, diante do acima exposto, acolho os presentes embargos de declaração para atribuirlhes, excepcionalmente, efeitos modificativos e reconsiderar a decisão consubstanciada no Acórdão nº 3801000.945 1ª Turma Especial, da 3ª seção do CARF, julgando procedente o recurso voluntário de fls. 475/502. É assim que voto. (assinado digitalmente) José Luiz Bordignon Fl. 616DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/04/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 10 Fl. 617DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/04/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
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Numero do processo: 10830.001597/2003-41
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Feb 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Ano-calendário: 1993
IRPF. PEDIDO DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA. REQUERIMENTO DE RESTITUIÇÃO ANTERIOR VIGÊNCIA LEI COMPLEMENTAR N° 118/2005. PRESCRIÇÃO. PRAZO DECENAL. TESE DOS 5 + 5. JURISPRUDÊNCIA UNÍSSONA STJ E STF.
De conformidade com a jurisprudência firmada no âmbito do Superior Tribunal de Justiça e corroborada pelo Supremo Tribunal Federal, a propósito da inconstitucionalidade da parte final do artigo 4° da Lei Complementar n° 118/2005, que prevê a aplicação retroativa dos preceitos de referido Diploma Legal, tratando-se de pedido de restituição de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, in casu, Imposto Sobre a Renda de Pessoa Física, incidente sobre as verbas pagas em decorrência de adesão a Programa de Demissão Voluntária - PDV, formulado anteriormente à vigência de aludida LC, o prazo a ser observado é de 10 (Dez) anos (tese dos 5 + 5), contando-se da data do pagamento indevido.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9202-002.001
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso e manter a decisão da câmara “a quo”, que afastou a preliminar de decadência do direito de pleitear a repetição do indébito e determinou o retorno dos autos à primeira instância para análise das demais questões.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA
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PEDIDO DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA. REQUERIMENTO DE RESTITUIÇÃO ANTERIOR VIGÊNCIA LEI COMPLEMENTAR N° 118/2005. PRESCRIÇÃO. PRAZO DECENAL. TESE DOS 5 + 5. JURISPRUDÊNCIA UNÍSSONA STJ E STF. De conformidade com a jurisprudência firmada no âmbito do Superior Tribunal de Justiça e corroborada pelo Supremo Tribunal Federal, a propósito da inconstitucionalidade da parte final do artigo 4° da Lei Complementar n° 118/2005, que prevê a aplicação retroativa dos preceitos de referido Diploma Legal, tratandose de pedido de restituição de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, in casu, Imposto Sobre a Renda de Pessoa Física, incidente sobre as verbas pagas em decorrência de adesão a Programa de Demissão Voluntária PDV, formulado anteriormente à vigência de aludida LC, o prazo a ser observado é de 10 (Dez) anos (tese dos 5 + 5), contandose da data do pagamento indevido. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso e manter a decisão da câmara “a quo”, que afastou a preliminar de decadência do direito de pleitear a repetição do indébito e determinou o retorno dos autos à primeira instância para análise das demais questões. Fl. 110DF CARF MF Impresso em 05/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/05/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OL 2 (Assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente (Assinado digitalmente) Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira – Relator EDITADO EM: 24/02/2012 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Gonçalo Bonet Allage (VicePresidente em exercício), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka (suplente convocado) Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Francisco Assis de Oliveira Junior, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório GERALDO CAMARGO SCHIRATO, contribuinte, pessoa física, já devidamente qualificado nos autos do processo administrativo em epígrafe, apresentou Pedido de Restituição de Imposto de Renda Pessoa Física, em 14/03/2003, em relação ao ano calendário 1993, incidente sobre as verbas indenizatórias percebidas em virtude de adesão a Plano de Demissão Voluntária ocorrida em 30/06/1993, conforme Petição Inicial, às fls. 01/07, e demais documentos que instruem o processo. Após regular processamento, interposto recurso voluntário à Segunda Seção de Julgamento do CARF contra Decisão da 3a Turma da DRJ em São Paulo/SP, consubstanciada no Acórdão nº 14.430/2006, às fls. 26/40, que indeferiu integralmente o Pedido em referência, a Egrégia 2ª Turma Especial, em 18/08/2009, por maioria de votos, achou por bem DAR PROVIMENTO AO RECURSO VOLUNTÁRIO DO CONTRIBUINTE, o fazendo sob a égide dos fundamentos inseridos no Acórdão nº 280200.113, sintetizados na seguinte ementa: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 1993 IMPOSTO DE RENDA DA PESSOA FÍSICA. PROGRAMA DE DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE PLEITEAR A REPETIÇÃO DO INDÉBITO. O início da contagem do prazo decadencial para pleitear a repetição do indébito dos valores pagos a título de imposto de renda sobre o montante recebido como incentivo pela adesão a Programa de Desligamento Voluntário PDV deve fluir a partir da data em que o contribuinte viu reconhecida, pela administração tributária, a não incidência. Fl. 111DF CARF MF Impresso em 05/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/05/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OL Processo nº 10830.001597/200341 Acórdão n.º 920202.001 CSRFT2 Fl. 108 3 RECONHECIMENTO DO INDÉBITO. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME DO MÉRITO. NECESSIDADE DE PRODUÇÃO DE PROVAS. Incompetente o Conselho de Administração de Recursos Fiscais para decidir sobre questão de mérito não enfrentada por instância inferior por serem insuficientes as provas acostadas aos autos para julgamento a favor do Recorrente, sob pena de supressão de instância. Recurso Voluntário Provido.” Irresignada, a Procuradoria da Fazenda Nacional interpôs Recurso Especial, às fls. 73/87, com arrimo no artigo 67 do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256/2009, procurando demonstrar a insubsistência do Acórdão recorrido, desenvolvendo em síntese as seguintes razões: Após breve relato das fases ocorridas no decorrer do processo administrativo fiscal, insurgese contra o Acórdão atacado, alegando ter contrariado entendimento levado a efeito pelas demais Câmaras deste Conselho e, bem assim, da CSRF, Acórdãos n°s 30235.782 e CSRF/930300.080, a respeito da mesma matéria, impondo seja conhecido o recurso especial da recorrente, uma vez comprovada à divergência argüida. Sustenta que os Acórdãos encimados, ora adotados como paradigmas, divergem do decisum guerreado, na medida em que admitem como termo inicial para contagem do prazo decadencial do pedido de restituição a data da extinção do crédito tributário e não com a publicação de ato normativo ou prolação de decisão judicial, na forma que restou decidido pela Câmara recorrida. Insurgese contra o Acórdão atacado, por entender ter contrariado os preceitos contidos nos artigos 165, inciso I e 168, inciso I, do Código Tributário Nacional. Assevera que a Instrução Normativa nº 165/1998, que reconheceu a não incidência de IRPF sobre as verbas pagas a título de PDV, em razão de sua natureza indenizatória, não exerce qualquer influência na contagem do prazo para repetição de indébito e/ou compensação, sobretudo quando referida norma secundária, por esse próprio caráter, não tem o condão de extinguir exigência tributária. Alega que foi editado pela Secretaria da Receita Federal o Ato Declaratório nº 096, de 26 de dezembro de 1999, o qual é expresso ao dispor que o direito a restituição do tributo pago indevidamente extinguese após o transcurso do prazo de cinco anos, contado da data da extinção do crédito tributário, não tendo a Instrução Normativa a capacidade de criar ou extinguir direitos, não inovando o lapso decadencial. Nesse sentido, sustenta que, para o CTN, a causa do recolhimento indevido é irrelevante, eis que não definiu como termo a quo para contagem da prescrição a edição de Instruções Normativas, Resolução do Senado Federal ou declaração de inconstitucionalidade pelo STF, não podendo o julgador dar à norma legal em comento interpretação que dela não decorre, sob pena de tornar indefinido o termo inicial do prazo para o pedido de restituição, destruindo o instituto da decadência, em total afronta a segurança jurídica. Fl. 112DF CARF MF Impresso em 05/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/05/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OL 4 Defende que os artigos 3º e 4º da Lei Complementar nº 118/2005, c/c artigo 106, inciso I, do CTN, corroboram seu entendimento, possibilitando, inclusive, a aplicação retroativa do artigo 3º, da LC nº 118, em virtude de sua natureza interpretativa. Contrapõese ao Acórdão recorrido, inferindo que o entendimento da Câmara recorrida somente pode prevalecer se afastar a aplicabilidade do disposto no artigo 168 do Código Tributário Nacional, o que, em observância ao artigo 62 do RICARF, c/c a Súmula nº 2 do Conselho, é defeso ao julgador administrativo. A fazer prevalecer sua pretensão, traz à colação doutrina a propósito da matéria, consonante com o entendimento acima esposado. Por fim, requer o conhecimento e provimento do Recurso Especial, impondo a reforma do decisum ora atacado, nos termos encimados. Submetido a exame de admissibilidade, o ilustre Presidente da 2ª Câmara da 2ª Seção do CARF, entendeu por bem admitir o Recurso Especial do Procurador, sob o argumento de que a recorrente logrou comprovar que o Acórdão recorrido divergiu do entendimento consubstanciado nos paradigmas a respeito da mesma matéria, conforme Despacho nº 220200.232/2010, às fls. 91/93. Instado a se manifestar a propósito do Recurso Especial da Fazenda Nacional, o contribuinte apresentou suas contrarrazões, às fls. 97/104, corroborando as razões de decidir do Acórdão recorrido, em defesa de sua manutenção. É o relatório. Voto Conselheiro Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Relator Presentes os pressupostos de admissibilidade, sendo tempestivo e acatada pelo ilustre Presidente da 2ª Câmara da 2a SJ do CARF a divergência suscitada, conheço do Recurso Especial e passo à análise das razões recursais. Conforme se depreende da análise do Recurso Especial, pretende a Procuradoria a reforma do Acórdão recorrido, alegando, em síntese, que as razões de decidir ali esposadas divergiram do entendimento levado a efeito por outras Câmaras do Conselho a respeito da mesma matéria, Acórdãos n°s 30235782 e CSRF/930300.080, impondo seja conhecida peça recursal da recorrente, uma vez comprovada à divergência argüida. Em defesa de sua pretensão, sustenta que os Acórdãos encimados, ora adotados como paradigma, divergem do decisum guerreado, na medida em que admitem como termo inicial para contagem do prazo decadencial do pedido de restituição a data da extinção do crédito tributário e não com a publicação de ato normativo ou prolação de decisão judicial, na forma que restou decidido pela Câmara recorrida. Em que pesem os argumentos da recorrente, seu inconformismo, contudo, não tem o condão de prosperar. Do exame dos elementos que instruem o processo, concluise que o Acórdão recorrido apresentase incensurável, devendo ser mantido em sua plenitude, no entanto, por outros fundamentos. Fl. 113DF CARF MF Impresso em 05/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/05/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OL Processo nº 10830.001597/200341 Acórdão n.º 920202.001 CSRFT2 Fl. 109 5 Antes mesmo de se adentrar ao mérito da questão, cumpre trazer à baila os dispositivos legais que regulamentam a matéria, que assim prescrevem: “ Art.165 O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do art. 162, nos seguintes casos: I cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido;” “Art.168 O direito de pleitear a restituição extinguese com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: I nas hipóteses dos incisos I e II do art. 165, da data da extinção do crédito tributário;” Na hipótese dos autos, não há dúvidas quanto à existência do indébito, tendo em vista tratarse de pedido de restituição de Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF incidente sobre as verbas concedidas em virtude de adesão a Programa de Demissão Voluntária PDV, reconhecidas como indenizatórias e, por conseguinte, não integrantes da base de cálculo do tributo sob análise, mediante edição da Instrução Normativa SRF nº 165, de 06/01/1999. Nesse sentido, a discussão centrase tão somente no prazo prescricional para o contribuinte exercer seu direito de repetição de indébito, mais precisamente em relação ao termo a quo de referido prazo. A Procuradoria da Fazenda Nacional, com amparo nos artigos 3o, 97, inciso I, 106 e 168, do Códex Tributário, entende que o termo a quo do prazo prescricional em comento é a data do pagamento do tributo indevido. Por sua vez, a Câmara recorrida, em sua maioria, determinou que o prazo para a contribuinte pleitear a restituição e/ou compensação dos tributos em referência (IRPF) iniciase na data da publicação da Instrução Normativa SRF nº 165, de 06/01/1999, entendimento compartilhado por este conselheiro, pelas razões de fato e de direito que passamos a desenvolver. Afora as várias discussões doutrinárias a propósito do tema, o certo é que o IRPF, cobrado sobre as verbas recebidas pela pessoa física em decorrência de adesão a PDV, só passou a ser indevido quando do definitivo reconhecimento pela autoridade fazendária da não incidência de tal imposto sobre aludidos valores, ou seja, a partir da publicação da Instrução Normativa SRF nº 165, de 06/01/1999. Em outras palavras, antes da IN SRF nº 165/1999, o tributo em debate era devido e deveria ser recolhido em época própria, ou melhor, os pagamentos foram efetuados com fulcro na legislação de regência vigente, só passando a ser indébito quando da edição daquela Instrução Normativa. Nessa toada, ao admitir como termo a quo do prazo prescricional sub examine a data do pagamento do tributo indevido, estamos privilegiando o contribuinte que não o pagou, eis que não cumpriu a legislação de regência válida à época e não suportará Fl. 114DF CARF MF Impresso em 05/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/05/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OL 6 lançamento fiscal com o fito de exigir tal exação, porquanto declarada inconstitucional posteriormente. Em outra via, o contribuinte que cumpriu com suas obrigações tributárias, pagando o tributo em dia, será penalizado por seguir os preceitos dos malfadados dispositivos legais que regulamentavam a matéria. Mais a mais, repitase, à época dos pagamentos do IRPF incidentes sobre as importâncias recebidas em razão de adesão a Programa de Demissão Voluntária, tal tributo era efetivamente devido, só passando a ser indébito quando do reconhecimento de sua natureza indenizatória pela própria autoridade fazendária e, por conseguinte, fora do alcance do IRPF, mediante edição da Instrução Normativa SRF nº 165/1999. Na esteira desse entendimento, as razões de decidir do Acórdão atacado representam, além da observância ao princípio da legalidade, o cumprimento do dever legal do julgador de se fazer justiça. Assim, não se pode admitir como termo inicial do prazo prescricional em análise, a data do pagamento do tributo. Este, aliás, era o entendimento majoritário da doutrina e jurisprudência judicial e administrativa, conforme restou circunstanciadamente demonstrado no Acórdão recorrido, bem como nas peças recursais da contribuinte. A propósito da matéria, mister trazer à baila a jurisprudência, anteriormente consolidada nesse Colendo Tribunal Administrativo, oferecendo proteção ao pleito da contribuinte, senão vejamos: “IRPF – RESTITUIÇÃO – TERMO INICIAL – PROGRAMA DE DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO – Contase a partir da publicação da Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal nº 165, de 31 de dezembro de 1998, o prazo decadencial para a apresentação de requerimento de restituição dos valores indevidamente retidos na fonte, relativos aos planos de desligamento voluntário. . IRPF – PDV – PEDIDO DE RESTITUIÇÃO ALCANCE – Tendo a Administração considerado indevida a tributação dos valores percebidos como indenização relativos aos Programas de Desligamento Voluntário em 06/01/99, data da publicação da Instrução Normativa nº 165 de 31 de dezembro de 1998, é irrelevante a data da efetiva retenção, que não é marco inicial do prazo extintivo. – Recurso Especial negado.” (1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, Recurso nº 127.011, Acórdão nº CSRF/0104.174 – Sessão de 14/10/2002) “IRRF – RESTITUIÇÃO DE TRIBUTO. PRAZO DECADENCIAL – Nos casos de retenção pela fonte pagadora de importância a título de imposto de renda na fonte considerado indevido por legislação superveniente, o termo inicial para o sujeito passivo apresentar o pedido de restituição junto ao órgão competente é a data em que vigora os efeitos da nova legislação. PDV – PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. TERMO DE INÍCIO – No caso de retenções relativas a Programa de Demissão Voluntária ocorridas além do prazo de cinco anos, o termo inicial para protocolização de pedido de restituição ocorre em 06.01.1999, data da publicação de ato administrativo que reconheceu indevida referida exação. Recurso negado” Fl. 115DF CARF MF Impresso em 05/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/05/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OL Processo nº 10830.001597/200341 Acórdão n.º 920202.001 CSRFT2 Fl. 110 7 (1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, Recurso nº 126.098, Acórdão nº CSRF/0105.133 – Sessão de 29/11/2004) Não obstante as razões de fato e de direito acima esposadas, as quais vinham sendo adotadas nos julgados por este Colegiado, ao contemplar a matéria, o certo é que o tema vem sendo objeto de inúmeras discussões no Judiciário, o qual já se manifestou das mais diversas formas, sobretudo após a edição da Lei Complementar nº 118, que em seus artigos 3o e 4o, assim prescreveu: “Art. 3o Para efeito de interpretação do inciso I do art. 168 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o § 1o do art. 150 da referida Lei. Art. 4o Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após sua publicação, observado, quanto ao art. 3o, o disposto no art. 106, inciso I, da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional.” Escorado nos dispositivos legais encimados, a Procuradoria reforça sua tese, mormente com arrimo no artigo 4º, que estabelece a retroatividade de aludidas determinações. Em face da edição da Lei Complementar nº 118/2005, inúmeras foram as discussões que permearam o Judiciário, especialmente no que tange a constitucionalidade do disposto na parte final do artigo 4º, relativamente à retroatividade daquela norma. Após muitas disceptações a propósito da matéria, o Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento no sentido de que os preceitos inscritos na parte final do artigo 4º da Lei Complementar nº 118/2005, encontramse maculados por vício de inconstitucionalidade, não se cogitando na aplicabilidade retroativa do disposto no artigo 3°, consoante se infere da ementa do Acórdão exarado nos autos do Recurso Especial nº 1.002.932/SP, nos seguintes termos: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ART. 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. AUXÍLIO CONDUÇÃO. IMPOSTO DE RENDA. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRESCRIÇÃO. TERMO INICIAL. PAGAMENTO INDEVIDO. ARTIGO 4º, DA LC 118/2005. DETERMINAÇÃO DE APLICAÇÃO RETROATIVA. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONTROLE DIFUSO. CORTE ESPECIAL. RESERVA DE PLENÁRIO. 1. O princípio da irretroatividade impõe a aplicação da LC 118, de 9 de fevereiro de 2005, aos pagamentos indevidos realizados após a sua vigência e não às ações propostas posteriormente ao referido diploma legal, posto norma referente à extinção da obrigação e não ao aspecto processual da ação correspectiva. 2. O advento da LC 118/05 e suas conseqüências sobre a prescrição, do ponto de vista prático, implica dever a mesma ser contada da seguinte forma: relativamente aos pagamentos Fl. 116DF CARF MF Impresso em 05/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/05/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OL 8 efetuados a partir da sua vigência (que ocorreu em 09.06.05), o prazo para a repetição do indébito é de cinco a contar da data do pagamento; e relativamente aos pagamentos anteriores, a prescrição obedece ao regime previsto no sistema anterior, limitada, porém, ao prazo máximo de cinco anos a contar da vigência da lei nova. 3. Isto porque a Corte Especial declarou a inconstitucionalidade da expressão "observado, quanto ao art. 3º, o disposto no art. 106, I, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional", constante do artigo 4º, segunda parte, da Lei Complementar 118/2005 (AI nos ERESP 644736/PE, Relator Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 06.06.2007). 4. Deveras, a norma inserta no artigo 3º, da lei complementar em tela, indubitavelmente, cria direito novo, não configurando lei meramente interpretativa, cuja retroação é permitida, consoante apregoa doutrina abalizada: [...] 5. Consectariamente, em se tratando de pagamentos indevidos efetuados antes da entrada em vigor da LC 118/05 (09.06.2005), o prazo prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do indébito, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, continua observando a cognominada tese dos cinco mais cinco, desde que, na data da vigência da novel lei complementar, sobejem, no máximo, cinco anos da contagem do lapso temporal (regra que se coaduna com o disposto no artigo 2.028, do Código Civil de 2002, segundo o qual: "Serão os da lei anterior os prazos, quando reduzidos por este Código, e se, na data de sua entrada em vigor, já houver transcorrido mais da metade do tempo estabelecido na lei revogada." ). 6. Desta sorte, ocorrido o pagamento antecipado do tributo após a vigência da aludida norma jurídica, o dies a quo do prazo prescricional para a repetição/compensação é a data do recolhimento indevido. 7. In casu, insurgese o recorrente contra a prescrição qüinqüenal determinada pelo Tribunal a quo, pleiteando a reforma da decisão para que seja determinada a prescrição decenal, sendo certo que não houve menção, nas instância ordinárias, acerca da data em que se efetivaram os recolhimentos indevidos, mercê de a propositura da ação ter ocorrido em 27.11.2002, razão pela qual forçoso concluir que os recolhimentos indevidos ocorreram antes do advento da LC 118/2005, por isso que a tese aplicável é a que considera os 5 anos de decadência da homologação para a constituição do crédito tributário acrescidos de mais 5 anos referentes à prescrição da ação. 8. Impende salientar que, conquanto as instâncias ordinárias não tenham mencionado expressamente as datas em que ocorreram os pagamentos indevidos, é certo que os mesmos foram efetuados sob a égide da LC 70/91, uma vez que a Lei 9.430/96, vigente a partir de 31/03/1997, revogou a isenção concedida pelo art. 6º, II, da referida lei complementar às Fl. 117DF CARF MF Impresso em 05/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/05/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OL Processo nº 10830.001597/200341 Acórdão n.º 920202.001 CSRFT2 Fl. 111 9 sociedades civis de prestação de serviços, tornando legítimo o pagamento da COFINS. 9. Recurso especial provido, nos termos da fundamentação expendida. Acórdão submetido ao regime do art. 543C do CPC e da Resolução STJ 08/2008.” ” (STJ – 1a Seção – Resp n° 1.002.932/SP – Relator Ministro Luiz Fux, Julgado em 25/11/2009) Conforme se depreende da ementa acima transcrita, o Superior Tribunal de Justiça posicionouse no sentido de que, no caso de repetição de indébito de tributo sujeito ao lançamento por homologação, o prazo prescricional para protocolizar o pedido, após o advento da Lei Complementar n° 118, contase da seguinte forma: 1) Recolhimentos efetuados antes da LC 118/2005 – Prazo de 10 (dez) anos – tese dos 5 + 5 , a contar do pagamento indevido, limitado ao período máximo de cinco anos a contar da vigência da lei nova; 2) Recolhimentos realizados após a vigência da LC 118 (09/06/2005) – Prazo de 05 (cinco) anos a contar da data do pagamento indevido; No mesmo sentido, o Supremo Tribunal Federal, rechaçou de uma vez por todas qualquer dúvida quanto à matéria, ratificando a inconstitucionalidade da parte final do artigo 4° da Lei Complementar n° 118/2005, mantendo, portanto, o prazo prescricional com base na tese dos 5 + 5 para nos casos de recolhimentos indevidos ocorridos anteriormente à vigência de aludido Diploma Legal. É o que se extrai do Acórdão exarado nos autos do Recurso Extraordinário n° 566.621/RS, julgado sob o manto do rito previsto no artigo 543B do Código de Processo Civil, com a seguinte ementa: “DIREITO TRIBUTÁRIO. LEI INTERPRETATIVA – APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005. DESCABIMENTO .VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA . NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS. APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Fl. 118DF CARF MF Impresso em 05/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/05/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OL 10 Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastandose as aplicações inconstitucionais e resguardandose, no mais, a eficácia da norma, permitese a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/08, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida a inconstitucionalidade art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tãosomente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, § 3º, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido.” Como se observa do julgado acima ementado, o Supremo Tribunal Federal, ao contemplar a matéria, corroborou a inconstitucionalidade da parte final do artigo 4° da Lei Complementar n° 118/2005, ressalvando, porém, seu entendimento no sentido de que referido Diploma Legal somente poderá ser aplicado às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. No caso vertente, não se cogita em prescrição do direito da contribuinte, tendo em vista que apresentou pedido de restituição em 14/03/2003, antes da vigência da Lei Complementar n° 118/2005, relativamente a recolhimento indevido ocorrido em 30/06/1993, a título de IRPF sobre verbas indenizatórias percebidas em virtude de adesão a Plano de Demissão Voluntária, dentro, portanto, do prazo decenal, seja qual for o posicionamento a ser adotado, do STF ou STJ. Assim, escorreito o Acórdão recorrido devendo, nesse sentido, ser mantido o provimento ao recurso voluntário do contribuinte, por outros fundamentos, e o retorno dos autos à DRJ de origem para enfrentamento do mérito, na forma decidida pela 2ª Turma Fl. 119DF CARF MF Impresso em 05/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/05/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OL Processo nº 10830.001597/200341 Acórdão n.º 920202.001 CSRFT2 Fl. 112 11 Especial da 2a Seção de Julgamento do CARF, uma vez que a recorrente não logrou informar os elementos que serviram de base ao decisório atacado. Por todo o exposto, estando o Acórdão guerreado em consonância com os dispositivos legais que regulam a matéria, VOTO NO SENTIDO DE NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL DA PROCURADORIA, pelas razões de fato e de direito acima esposadas. (Assinado digitalmente) Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 120DF CARF MF Impresso em 05/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/05/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OL
score : 1.0
Numero do processo: 35279.000499/2007-54
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO.
Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão
exarado pelo Conselho correto o acolhimento dos embargos de declaração
visando sanar o vicio apontado.
RELEVAÇÃO MULTA. CORREÇÃO PARCIAL DAS FALTAS.
AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO SEM INSCRIÇÃO NO PAT. GFIP
INFORMAÇÕES INCOMPLETAS. APLICAÇÃO PENALIDADE MAIS
BENÉFICA AO CONTRIBUINTE. DECADÊNCIA.
1. Ocorrendo a correção parcial das faltas apenas em relação a essa parte
deve a multa ser relevada.
2. As verbas intituladas auxílioalimentação,
pagas em pecúnia, integram o
salário de contribuição por possuírem natureza salarial.
3. A penalidade prevista no art. 32A, inciso I, da Lei 8.212/91, pode retroagir
para beneficiar o contribuinte.
4. Precedentes dos Conselhos de Contribuintes.
Numero da decisão: 2301-002.885
Decisão: Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em acolher os embargos: b) acolhido os embargos, retificar a ementa, a fim de restar consignado a incidência de contribuição sobre as verbas oriundas de auxílio alimentação, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
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FATOS GERADORES Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado GAZETA DO SUL S.A Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO. Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo Conselho correto o acolhimento dos embargos de declaração visando sanar o vicio apontado. RELEVAÇÃO MULTA. CORREÇÃO PARCIAL DAS FALTAS. AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO SEM INSCRIÇÃO NO PAT. GFIP INFORMAÇÕES INCOMPLETAS. APLICAÇÃO PENALIDADE MAIS BENÉFICA AO CONTRIBUINTE. DECADÊNCIA. 1. Ocorrendo a correção parcial das faltas apenas em relação a essa parte deve a multa ser relevada. 2. As verbas intituladas auxílioalimentação, pagas em pecúnia, integram o salário de contribuição por possuírem natureza salarial. 3. A penalidade prevista no art. 32A, inciso I, da Lei 8.212/91, pode retroagir para beneficiar o contribuinte. 4. Precedentes dos Conselhos de Contribuintes. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em acolher os embargos: b) acolhido os embargos, retificar a ementa, a fim de restar consignado a incidência de contribuição sobre as verbas oriundas de auxílio alimentação, nos termos do voto da Relatora] Marcelo Oliveira Presidente. Bernadete De Oliveira Barros Relator. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 06/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 08/08/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/08/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antônio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro José Silva, Leonardo Henrique Lopes Fl. 4DF CARF MF Impresso em 06/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 08/08/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/08/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS Processo nº 35279.000499/200754 Acórdão n.º 2301002.885 S2C3T1 Fl. 2 3 Relatório Tratase de embargos de declaração opostos pela FAZENDA NACIONAL, contra o Acórdão nº 230100.827, da Primeira Turma Ordinária, da Terceira Câmara, da Segunda Seção de Julgamento, do CARF. A embargante alega, em apertada síntese, que houve contradição no acórdão proferido pela Primeira Turma Ordinária, desta Câmara de julgamento. É o relatório. Fl. 5DF CARF MF Impresso em 06/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 08/08/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/08/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS 4 Voto Conselheiro Bernadete de Oliveira Barros A UNIÃO, por sua Procuradora da Fazenda Nacional, opôs Embargos de Declaração (fls. 288 a 292), contra o Acórdão 230100.827, de 25 de janeiro de 2010, por entender que houve contradição no conteúdo do acórdão proferido pela Primeira Turma Ordinária, Terceira Câmara, da Segunda Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais De fato, constatase a existência de contradição entre o Acórdão embargado e sua ementa. Conforme consta de forma cristalina no dispositivo do Acórdão embargado, esta Câmara decidiu, no mérito, por voto de qualidade, em manter a incidência da contribuição sobre o auxílioalimentação. No entanto, na ementa, restou consignado que o auxílio alimentação pago aos empregados segurados, sem inscrição no PAT, não tem caráter de remuneração e não incide contribuição previdenciária sobre tal rubrica, o que demonstra a contradição alegada pelo embargante. Portanto, por serem procedentes as alegações da embargante, entendo que devam ser acolhidos embargos opostos pela UNIÃO, para suprir a contradição apontada, e fazer constar, na ementa, que “As verbas intituladas auxílioalimentação, pagas em pecúnia, integram o salário de contribuição por possuírem natureza salarial”. CONCLUSÃO Nesse sentido, voto em ACOLHER OS EMBARGOS OPOSTOS, para fazer constar, na Ementa, que “As verbas intituladas auxílioalimentação, pagas em pecúnia, integram o salário de contribuição por possuírem natureza salarial”. É como voto. Bernadete de Oliveira Barros Relatora Fl. 6DF CARF MF Impresso em 06/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 08/08/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/08/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
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Numero do processo: 10380.903436/2008-44
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Apr 30 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3801-000.451
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros José Luiz Bordignon, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio De Castro Pontes (Presidente).
Nome do relator: MARCOS ANTONIO BORGES
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Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros José Luiz Bordignon, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio De Castro Pontes (Presidente). RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 03 80 .9 03 43 6/ 20 08 -4 4 Fl. 175DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/04/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/04/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 10380.903436/200844 Resolução nº 3801000.451 S3TE01 Fl. 176 2 Relatório Adoto o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos, em razão do princípio da economia processual: Tratase de Manifestação de Inconformidade interposta contra Despacho Decisório n.º 831636686, que não homologou a compensação declarada por meio do PER/DCOMP nº 10493.76582.300804.1.3.042218. 2. O requerente objetiva compensar débito(s) fiscal(is) com o alegado pagamento a maior de Cofins, referente ao fevereiro de 2004 e efetuado em 15.03.2004. O Despacho Decisório considerou improcedente o crédito informado no PER/DCOMP, à luz da seguinte fundamentação (fl 7/8): Limite do crédito analisado, correspondente ao valor do crédito original na data de transmissão informado no PER/DCOMP: 2.029,23. A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. 3. O referido decisório está arrimado no seguinte enquadramento legal: arts. 165 e 170 da Lei 5.172, de 25 de outubro de 1966 (CTN); art. 74 da Lei n.º 9.430, de 27 de dezembro de 1996. 4. Cientificado da decisão em 06.05.2009 (fl 9), o interessado apresentou Manifestação de Inconformidade em 09.06.2009 (fls 10/11), instruída com os documentos de fls 42/140, requerendo a homologação da compensação pleiteada com crédito oriundo de pagamento a maior de Cofins, configurado a partir da retificação da DCTF, apresentada após tomar ciência do Despacho Decisório. A retificação foi motivada por equívoco no preenchimento da DCTF original. O manifestante ressalta que o valor correto do tributo fora informado em DIPJ apresentada antes mesmo da ciência do Despacho Decisório. A DRJ em Fortaleza (CE), às fls. 145/149, julgou improcedente a manifestação de inconformidade com base na seguinte ementa: DCTF. RETIFICAÇÃO. DECISÓRIO. ESPONTANEIDADE. REDUÇÃO DE TRIBUTO. CONFIGURAÇÃO DE PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO. É legítima a declaração retificadora que reduzir ou excluir tributo se apresentada por contribuinte em espontaneidade legal. No entanto, para que se atribua eficácia às informações nela contidas, especificamente em relação àquelas que suportam a caracterização do pagamento a maior ou indevido de tributo, é mister que a retificadora tenha sido entregue antes do decisório. Se entregue depois, incumbe ao contribuinte o ônus de comprovar o seu direito creditório mediante a juntada, com a manifestação de inconformidade, não somente da Fl. 176DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/04/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/04/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 10380.903436/200844 Resolução nº 3801000.451 S3TE01 Fl. 177 3 declaração retificadora, mas também de documentos que fundamentam a retificação Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, conforme recurso de fls. 153 a 156, no qual, reproduz, na essência, as razões apresentadas por ocasião da impugnação. Fl. 177DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/04/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/04/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 10380.903436/200844 Resolução nº 3801000.451 S3TE01 Fl. 178 4 Voto Conselheiro Marcos Antonio Borges O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomase conhecimento. A recorrente sustenta que o seu direito creditório decorre da apuração da Cofins, referente ao mês de fev/2004, que teria sido paga sem considerar os créditos decorrentes da apuração nãocumulativa. Alega ainda que ao descobrir o erro procedeu a retificação da DIPJ/05, Ano Calendário 2004, em 29/03/2008 e a retificação da DCTF do 1° trimestre/04, em 18/05/2009. Compulsando os autos, para embasar seu direito, verificamos que a recorrente anexou à Manifestação de Inconformidade cópia da pagina do razão, cópia da PERD/COMP e cópia da DIPJ do Ano Calendário 2004 e a DCTF do 1º trimestre/04, retificadoras. Segundo consta, houve um pagamento a maior de COFINS, período de apuração de fev/2004, recolhido em 15/03/2004, no montante de R$ 3.479,23, quando o valor devido seria de R$ 1.450,01, gerando um crédito de R$ 2.029,22. Esta diferença seria decorrente de créditos a descontar apurados no regime nãocumulativo, conforme consta na Ficha 24 da DIPJ/05, à fl. 82. Do exame do despacho decisório que indeferiu a compensação, verificase que essa matéria não foi apreciada. A autoridade fiscal, em síntese, apenas considerou os dados apresentados na DCTF original. Tal fundamentação, por certo, decorre de análise superficial, realizada nos limites de sistema informatizado de informações (batimento entre o pagamento informado como indevido e sua situação no conta corrente – disponível ou não), no qual não se está analisando efetivamente o mérito da questão, cuja análise somente será viável a partir da manifestação de inconformidade apresentada pelo requerente, na qual, esperase, seja descrita a origem do direito creditório pleiteado e sua fundamentação legal. O entendimento predominante deste Conselho é no sentido da prevalência da verdade material, devendo ser considerada como elemento de prova a DCTF retificadora mesmo apresentada a destempo, aliada aos demais documentos comprobatórios. Neste sentido, os dados da DCTF retificadora e os documentos colacionados são indícios de prova dos créditos e, em tese, ratificam os argumentos apresentados. Em que pese o direito da interessada, do exame dos elementos comprobatórios, constata se que, no caso vertente, os documentos apresentados são insuficientes para se apurar o valor correto da contribuição para a COFINS referente ao período de apuração em discussão e o conseqüente direito creditório advindo do pagamento a maior. Ante ao exposto, voto no sentido de converter o presente julgamento em diligência para que a Delegacia de origem: Fl. 178DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/04/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/04/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 10380.903436/200844 Resolução nº 3801000.451 S3TE01 Fl. 179 5 a) apure o valor devido a título de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), período de apuração de Fev/2004, com base nos documentos acostados aos autos e na escrituração fiscal e contábil; c) cientifique a interessada quanto ao teor dos cálculos para, desejando, manifestarse no prazo de dez dias. Após a conclusão da diligência, retornar o processo a este CARF para julgamento. É assim que voto. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Relator Fl. 179DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/04/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/04/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES
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