Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,886)
- Primeira Turma Ordinária (16,420)
- Primeira Turma Ordinária (16,227)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,219)
- Primeira Turma Ordinária (16,172)
- Segunda Turma Ordinária d (15,909)
- Segunda Turma Ordinária d (14,490)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,514)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,492)
- Quarta Câmara (85,208)
- Terceira Câmara (67,880)
- Segunda Câmara (56,645)
- Primeira Câmara (20,759)
- 3ª SEÇÃO (16,219)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,732)
- Segunda Seção de Julgamen (115,217)
- Primeira Seção de Julgame (77,090)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,968)
- Câmara Superior de Recurs (37,975)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,488)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,906)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,234)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,931)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,803)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,842)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,628)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,711)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10580.720998/2007-17
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2003
VERBAS TRABALHISTAS. RENDIMENTOS INDENIZATÓRIOS
RECEBIDOS EM DECORRÊNCIA DE AÇÃO TRABALHISTA. Não são
tributáveis os valores recebidos em decorrência de ação trabalhista quando se enquadram nas hipóteses de isenção ou não incidência.
Recurso Voluntário Parcialmente Provido.
Numero da decisão: 2801-002.416
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo do lançamento o valor de R$ 18.300,00, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: SANDRO MACHADO DOS REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 24 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201205
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano-calendário: 2003 VERBAS TRABALHISTAS. RENDIMENTOS INDENIZATÓRIOS RECEBIDOS EM DECORRÊNCIA DE AÇÃO TRABALHISTA. Não são tributáveis os valores recebidos em decorrência de ação trabalhista quando se enquadram nas hipóteses de isenção ou não incidência. Recurso Voluntário Parcialmente Provido.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 10580.720998/2007-17
conteudo_id_s : 5218227
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 20 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-002.416
nome_arquivo_s : Decisao_10580720998200717.pdf
nome_relator_s : SANDRO MACHADO DOS REIS
nome_arquivo_pdf_s : 10580720998200717_5218227.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo do lançamento o valor de R$ 18.300,00, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
id : 4567741
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 24 09:41:02 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744843546101284864
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1725; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2‐TE01 Fl. 102 1 101 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10580.720998/200717 Recurso nº 917.095 Voluntário Acórdão nº 2801002.416 – 1ª Turma Especial Sessão de 15 de maio de 2012 Matéria IRPF Recorrente CESAR VERISSIMO GUIMARAES JUNIOR Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2003 VERBAS TRABALHISTAS. RENDIMENTOS INDENIZATÓRIOS RECEBIDOS EM DECORRÊNCIA DE AÇÃO TRABALHISTA. Não são tributáveis os valores recebidos em decorrência de ação trabalhista quando se enquadram nas hipóteses de isenção ou não incidência. Recurso Voluntário Parcialmente Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo do lançamento o valor de R$ 18.300,00, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães (Presidente), Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima e Sandro Machado dos Reis. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Fl. 102DF CARF MF Impresso em 08/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 10580.720998/200717 Acórdão n.º 2801002.416 S2‐TE01 Fl. 103 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: “O contribuinte fora notificado de lançamento relativo ao imposto sobre a renda, exercício 2004, anocalendário 2003 (fls.4 a 8), por meio do qual formalizouse a exigência de imposto suplementar, no valor de R$ 2.195,27, acrescido de multa de ofício e juros de mora, calculados até agosto de 2007, perfazendo um crédito tributário total de R$ 4.934,30. O lançamento foi motivado por omissão de rendimentos recebidos em decorrência de ação trabalhista, no valor de R$ 33.022,65, sobre o qual fora compensado de ofício o imposto de renda retido na fonte de R$ 2.522,65, bem como a título de resgate de contribuições à previdência privada, no valor de R$ 14.734,38, sobre os quais também fora compensado de ofício o imposto de renda retido na fonte de R$ 3.541,42. O contribuinte não contesta a omissão de rendimentos relativa ao resgate de contribuições à previdência privada e nem a diferença de R$ 14.722,65, recebida em decorrência da ação judicial. Argúi apenas que do total recebido a esse título R$ 18.300,00 é rendimento isento porque relativo a verbas de caráter indenizatório, conforme termo de conciliação e informe de rendimentos que junta às fls.9/10. Acresce ainda que o total do imposto pago a ser considerado é de R$ 14.949,46, aí incluso o que fora retido na fonte sobre os rendimentos recebidos na ação judicial. Requer por isso a revisão nos valores constantes do demonstrativo de apuração do imposto devido e a conseqüente redução dos acréscimos legais incidentes (fl.2). O processo fora convertido em diligência para que o contribuinte apresentasse cópia da petição inicial que instruiu a reclamação trabalhista ajuizada contra a Bunge Alimentos S/A, de modo a cotejála com as rubricas que diz equivaler no valor efetivamente pago. Ao que se limitou a protelar o atendimento, conforme se extrai do Termo de Encerramento de Diligência, à fl.53.” Ao analisar o pedido do contribuinte, a DRJ decidiu conforme a ementa abaixo: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Mantémse o lançamento quando não comprovada a isenção do imposto de renda sobre rendimentos auferidos pelo contribuinte e omitidos na declaração de ajuste anual. Fl. 103DF CARF MF Impresso em 08/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 10580.720998/200717 Acórdão n.º 2801002.416 S2‐TE01 Fl. 104 3 Impugnação Improcedente” O Recorrente interpôs recurso voluntário apresentando nova Declaração anual de reajuste com novos valores e reiterando os argumentos de sua impugnação. É o Relatório. Voto Conselheiro Sandro Machado dos Reis, Relator O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, razão pela qual merece ser conhecido. Conforme relatado, tratase de lançamento motivado por omissão de rendimentos recebidos em decorrência de ação trabalhista, no valor de R$ 33.022,65, sobre os quais foram compensados de ofício o imposto de renda retido na fonte de R$ 2.522,65, bem como a título de resgate de contribuições à previdência privada, no valor de R$14.734,38, sobre os quais também fora compensado de ofício o imposto de renda retido na fonte de R$ 3.541,42. No tocante ao resgate de contribuições à previdência privada, o contribuinte não combateu em sua impugnação ou recurso voluntário. Quanto à omissão no valor R$ 33.022,65, decorrente de ação trabalhista, aduziu o Recorrente que o montante é rendimento isento porque relativo a verbas de caráter indenizatório, conforme termo de conciliação e informe de rendimentos que junta às fls. 9/10. De acordo com o referido termo de conciliação (fl. 38), 60% do total foram pagos a título de verbas indenizatórias. Vejase: “6 Declaram as partes que do valor acima 60% são pagos a título de verbas indenizatórias a saber: diferenças de férias indenizadas + 1/3 (R$ 2.100,00), diferenças de FGTS (R$ 10.446,42) multa de 40% sobre diferenças do FGTS (R$ 4.178,58), diferença de aviso prévio indenizado (R$ 1.575,00).” É cediço que o pagamento de férias vencidas e não gozadas feito pelo empregador ao seu empregado em decorrência de rescisão do contrato de trabalho, bem como aviso prévio, FGTS e a multa de 40%, inclusive os juros de mora e a correção monetária, não se sujeitam à incidência do imposto de renda. Tais pagamentos estão abrangidos pela regra de isenção referente à indenização paga por despedida ou rescisão de contrato de trabalho, prevista no artigo 6.º, inciso V, da Lei n.º 7.713, de 1988 e no artigo 39, inciso XX, do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto n.º 3.000, de 1999: “Art. 6º Ficam isentos do imposto de renda os seguinte rendimentos percebidos por pessoas físicas: (...) V a indenização e o aviso prévio pagos por despedida ou rescisão de contrato de trabalho, até o limite garantido por lei, bem como o montante recebido pelos empregados e diretores, ou Fl. 104DF CARF MF Impresso em 08/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 10580.720998/200717 Acórdão n.º 2801002.416 S2‐TE01 Fl. 105 4 respectivos beneficiários, referente aos depósitos, juros e correção monetária creditados em contas vinculadas, nos termos da legislação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço;” *** “Art. 39. Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: (...) XX a indenização e o aviso prévio pagos por despedida ou rescisão de contrato de trabalho, até o limite garantido pela lei trabalhista ou por dissídio coletivo e convenções trabalhistas homologados pela Justiça do Trabalho, bem como o montante recebido pelos empregados e diretores e seus dependentes ou sucessores, referente aos depósitos, juros e correção monetária creditados em contas vinculadas, nos termos da legislação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço FGTS (Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso V, e Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990, art. 28);” A Junta de Revisão Fiscal entendeu não ser suficiente tal comprovante, devendo ser apresentada a inicial da Reclamação Trabalhista, conforme se depreende do seguinte trecho: “O contribuinte não trouxe aos autos a petição inicial a que fora intimado na diligência efetuada. Para efeitos tributários não é suficiente a mera indicação das rubricas no Termo de Conciliação, se não cotejadas com o pedido inicial do autor na ação judicial, não sendo possível assegurarse isento da tributação o valor que o impugnante pleiteia. Por isso, resta tributável o total dos rendimentos auferidos em decorrência da reclamação trabalhista, como indicado no lançamento.” Ora, o documento trazido pelo contribuinte deixa clara a natureza de parte da verba recebida (indenizatória), sendo suficiente, portanto, para comprovar a não incidência do imposto de renda sobre tal montante. Pelo exposto, dou provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo do lançamento o valor de R$ 18.300,00. Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Fl. 105DF CARF MF Impresso em 08/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA
score : 1.0
Numero do processo: 10735.720066/2007-63
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR
Exercício: 2003
ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA. COMUNICAÇÃO AO ÓRGÃO DE FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL. OBRIGATORIEDADE.
A partir do exercício de 2001, para fins de redução no cálculo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, por expressa previsão legal, em se tratando de áreas de utilização limitada, é indispensável que se comprove que houve a comunicação ao órgão de fiscalização ambiental, o Ibama ou órgão conveniado, mediante apresentação de Ato Declaratório Ambiental (ADA).
ÁREA DE RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO. OBRIGATORIEDADE.
As áreas de reserva legal, para fins de redução no cálculo do ITR, devem estar averbadas no Registro de Imóveis competente até a data de ocorrência do fato gerador.
VALOR DA TERRA NUA (VTN). ARBITRAMENTO.
O arbitramento do VTN, apurado com base nos valores do Sistema de Preços de Terra (SIPT), deve prevalecer sempre que o contribuinte deixar de comprovar o VTN informado no DIAT, por meio de laudo de avaliação, elaborado nos termos da NBRABNT 146533.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.489
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Sandro Machado dos Reis, Carlos César Quadros Pierre e Luiz Cláudio Farina Ventrilho..
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 24 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201206
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2003 ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA. COMUNICAÇÃO AO ÓRGÃO DE FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL. OBRIGATORIEDADE. A partir do exercício de 2001, para fins de redução no cálculo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, por expressa previsão legal, em se tratando de áreas de utilização limitada, é indispensável que se comprove que houve a comunicação ao órgão de fiscalização ambiental, o Ibama ou órgão conveniado, mediante apresentação de Ato Declaratório Ambiental (ADA). ÁREA DE RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. As áreas de reserva legal, para fins de redução no cálculo do ITR, devem estar averbadas no Registro de Imóveis competente até a data de ocorrência do fato gerador. VALOR DA TERRA NUA (VTN). ARBITRAMENTO. O arbitramento do VTN, apurado com base nos valores do Sistema de Preços de Terra (SIPT), deve prevalecer sempre que o contribuinte deixar de comprovar o VTN informado no DIAT, por meio de laudo de avaliação, elaborado nos termos da NBRABNT 146533. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 10735.720066/2007-63
conteudo_id_s : 6666377
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 21 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-002.489
nome_arquivo_s : 280102489_10735720066200763_201206.pdf
nome_relator_s : TÂNIA MARA PASCHOALIN
nome_arquivo_pdf_s : 10735720066200763_6666377.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Sandro Machado dos Reis, Carlos César Quadros Pierre e Luiz Cláudio Farina Ventrilho..
dt_sessao_tdt : Tue Jun 19 00:00:00 UTC 2012
id : 4876671
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 24 09:41:07 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744843546125402112
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-08-19T17:28:10Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2019-08-19T17:28:10Z; Last-Modified: 2019-08-19T17:28:10Z; dcterms:modified: 2019-08-19T17:28:10Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:abd9b8fb-13c2-4667-9aed-82db9db41439; Last-Save-Date: 2019-08-19T17:28:10Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-08-19T17:28:10Z; meta:save-date: 2019-08-19T17:28:10Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-08-19T17:28:10Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2019-08-19T17:28:10Z; created: 2019-08-19T17:28:10Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; Creation-Date: 2019-08-19T17:28:10Z; pdf:charsPerPage: 2099; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2019-08-19T17:28:10Z | Conteúdo => S2TE01 Fl. 160 1 159 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10735.720066/200763 Recurso nº 882.067 Voluntário Acórdão nº 280102.489 – 1ª Turma Especial Sessão de 19 de junho de 2012 Matéria ITR Recorrente PAULO BANCOVSKY Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2003 ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA. COMUNICAÇÃO AO ÓRGÃO DE FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL. OBRIGATORIEDADE. A partir do exercício de 2001, para fins de redução no cálculo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, por expressa previsão legal, em se tratando de áreas de utilização limitada, é indispensável que se comprove que houve a comunicação ao órgão de fiscalização ambiental, o Ibama ou órgão conveniado, mediante apresentação de Ato Declaratório Ambiental (ADA). ÁREA DE RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. As áreas de reserva legal, para fins de redução no cálculo do ITR, devem estar averbadas no Registro de Imóveis competente até a data de ocorrência do fato gerador. VALOR DA TERRA NUA (VTN). ARBITRAMENTO. O arbitramento do VTN, apurado com base nos valores do Sistema de Preços de Terra (SIPT), deve prevalecer sempre que o contribuinte deixar de comprovar o VTN informado no DIAT, por meio de laudo de avaliação, elaborado nos termos da NBRABNT 146533. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Sandro Machado dos Reis, Carlos César Quadros Pierre e Luiz Cláudio Farina Ventrilho.. Fl. 162DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/06/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 10735.720066/200763 Acórdão n.º 280102.489 S2TE01 Fl. 161 2 Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 3ª Turma da DRJ/REC/PE. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “Tratase de auto de infração de 1TR, no valor originário de R$ 2.306,76, decorrente de revisão interna de D1TR2003. De acordo com a fiscalização, não teriam sido comprovadas com documentação hábil as Áreas de Preservação Permanente e de Utilização Limitada, declaradas na DITR. Além disso, o Valor da Terra Nua VTN declarado não teria sido atestado por meio de laudo de avaliação confeccionado nos termos da NBR 14.653 da ABNT. Para o município de Teresópolis (RJ), o valor estabelecido para o ano 2003, constante do Sistema de Preços de Terra SIPT, instituído através da Portaria SRF ri° 447, de 28/03/02, seria de R$ 2.000,00/ha. Devidamente cientificado do auto de infração em 19/12/07 (fi.28), o contribuinte apresentou impugnação em 14/01/08 (fls.30/37), cuja tempestividade foi atestada à fl.62, por meio da qual sustenta: a) as áreas a serem excluídas da incidência do ITR integrariam o bioma da Mata Atlântica, sendo portanto "...isentas/imunes do cálculo do ITR conforme todos os DIACs e ITRs pagos desde a aquisição da propriedade em 1988"; b) o laudo técnico apresentado durante o procedimento fiscal estaria "...em conformidade com a Norma Brasileira NBR 14.6533, que considera as diferentes fisionomias das áreas que compõem a Fazenda Morro Grande e utiliza os dados oficiais de valor de terras produzidos pela FGVRJ. A declaração e a discriminação das áreas estão apoiadas na Carta Oficial de Teresópolis IBGE/1974, escala 1:50.000, e com dados de vistoria local, observando as dificuldades de acesso e Fl. 163DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/06/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 10735.720066/200763 Acórdão n.º 280102.489 S2TE01 Fl. 162 3 deslocamentos internos inerentes a geografia montanhosa íngreme da Serra do Mar, em parte inacessíveis da Fazenda Marro Grande"; c) parte do imóvel estaria encravada no Parque Estadual dos Três Picos. O respectivo Decreto Estadual n° 31.343/02 estabeleceria "...a fisionomia da área/região com todos os predicados para a isenção do I'IR, conforme croquis anexo. A Declaração do proprietário contém a indiscutível verdade geográfica da fisionomia da propriedade/região e o cálculo do ITR atende a orientação técnica prestada pela Federação de Agricultura do Estado do Rio de Janeiro FAERJ, quando no dia 18/09/2007, auxiliou o proprietário a preencher o DIAC/ITR, depois pago ITR e o preenchimento e entrega do ADA (ADAWeb de recibo n° 10733330046462)"; d) "....nos DIACITR estão Declaradas a área tributável e o regime de utilização GU a área de lavoura, considerada a plantada e a de pousio ou descanso"; e) de acordo com o art. 2º do Código Florestal, não haveria exigência de averbação no registro de imóveis, mas apenas a existência real, bastando a declaração por parte do contribuinte; f) a exigência do Ato Declaratório Ambiental ADA, imposta administrativamente pela Receita Federal, seria ilegal, ferindo direito líquido e certo dos proprietários rurais; g) o ADA consistiria em um mero formulário burocrático; h) com a edição da Medida Provisória n° 2.16667, que deu nova redação ao art.10, §7º, da Lei n° 9.393/96, a questão restara definitivamente superada, vez que as áreas de preservação permanente, de reserva legal, bem como outras descritas na lei, não estariam sujeitas à prévia comprovação; i) a área de preservação permanente teria sido informada ao IBAMA em 2007, e juntamente com o laudo apresentado descreveriam o "...conjunto de feições da propriedade que amparam o cálculo do ITR atual e todos os anteriores"; j) manteria intocados, preservados e conservados a área e o bioma da Mata Atlântica, nos limites de sua responsabilidade; k) a Lei n° 9.393/96 e outros instrumentos normativos excluiriam as áreas de preservação permanente da cobrança do ITR. No início de sua impugnação, requereuse "para o melhor esclarecimento da fisionomia das áreas de propriedade", "prazo até o limite da lei que obriga o georeferenciamento para os imóveis com área inferior a 500 ha, que tem inicio a partir de 20/11/2011, segundo a instrução normativa INCRA N° 24, de 28/11/2005, Capitulo IV, Art IV, por força da Lei N° 5.570 de 03711/2005, Art.10° 53°".” Fl. 164DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/06/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 10735.720066/200763 Acórdão n.º 280102.489 S2TE01 Fl. 163 4 A impugnação foi julgada improcedente, conforme Acórdão de fls. 65/78, que restou assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2003 DITR. REVISÃO. CABIMENTO. LANÇAMENTO DE OFICIO Cabe ao contribuinte apresentar os comprovantes necessários à verificação da autenticidade das informações declaradas em DITR, sujeitandose ao lançamento de ofício quando deixar de fazêlo. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. RESERVA LEGAL. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL. NECESSIDADE. Podem ser excluídas da área tributável as áreas de preservação permanente e de reserva legal, desde que preenchidos os requisitos legais, dentre os quais serem informadas em Ato Declaratório Ambiental ADA, protocolado tempestivamente no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis IBAMA. VALOR DA TERRA NUA. SISTEMA DE PREÇOS. UTILIZAÇÃO. POSSIBILIDADE. O Valor da Terra Nua refletirá o preço de mercado de terras, apurado em 10 de janeiro do ano de ocorrência do fato gerador do ITR. À falta de comprovação do valor declarado, é possível a utilização de dados constantes de Sistema de Preços de Terras instituído pela Receita Federal (art.14 da Lei n° 9.393/96). ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 2003 ARGÜIÇÃO DE ILEGALIDADE. APRECIAÇÃO. COMPETÊNCIA EXCLUSIVA DO PODER JUDICIÁRIO Não compete à autoridade administrativa negar aplicação à norma tributária, com fundamento em juízo de ilegalidade ou mesmo de inconstitucionalidade. Prerrogativa exclusiva do Poder Judiciário, por força de clisposi4n constitucional (Enunciado n° 2 da Súmula do 1° Conselho de Coln4ibuintes). No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos Órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade (art.26A do Decreto n° 70.235/72). PROVAS. APRESENTAÇÃO NA IMPUGNAÇÃO. MOMENTO ADEQUADO. Por força de disposição legal, as alegações apresentadas na impugnação devem estar acompanhadas das respectivas provas. Fl. 165DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/06/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 10735.720066/200763 Acórdão n.º 280102.489 S2TE01 Fl. 164 5 Regularmente cientificado daquele Acórdão, conforme informação de fl. 159, o interessado interpôs o recurso de fls. 83/97, em 12/02/2010. Em sua defesa, alega que o acórdão recorrido merece ser reformado, pela seguintes razões: • Não há que se falar em qualquer violação/não apresentação do ADA, uma vez que este já atendeu tal exigência no ano de 2007; • Há Laudo Técnico de Avaliação do Imóvel, uma vez que contratou Engenheiro Perito, Edison Wilson, para que elaborasse pertinente Parecer Técnico (doc.anexo5), segundo as normas aplicáveis da ABNT;com ART; • O Valor da Terra Nua — VTN concernente às Terras do Estado do Rio de Janeiro, em especial as terras da região da Fazenda Morro Grande restou devidamente comprovado por Oficio da Fundação Getúlio Vargas FGV (doc.anexo6); • Por oportuno, e pertinente, junta aos autos Resolução da Secretaria do Estado da Agricultura Pecuária Pesca e Abastecimento (SEAPPA n°73 de 03/08/2009), Órgão responsável pela obtenção e divulgação do levantamento do valor da terra nua —VTN — de cada um dos municípios do Estado do Rio de Janeiro, publicada no DO de 7 de agosto de 2009 e respectiva tabela (doc. anexo7). É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso deve ser considerado tempestivo, uma vez que não há nos autos o comprovante da data em que o contribuinte foi cientificado da decisão recorrida, portanto merece ser conhecido, visto que também atende às demais condições de admissibilidade. No caso, o lançamento cuida de glosa da Área de Reserva Legal/Utilização Limitada, da Área de Preservação Permanente e alteração do Valor da Terra Nua (VTN) declarado. O contribuinte defende que a apresentação de ADA é desnecessária para a exclusão da Área de Reserva Legal/Utilização Limitada e da Área de Preservação Permanente da área tributável do imóvel, para fins de apuração do ITR. Diante disso, vale fazer uma recapitulação de parte da legislação referente ao ADA. Sua exigência, inicialmente, foi estabelecida no §4º, art. 10, da Instrução Normativa SRF nº 43, de 08 de maio de 1997, com a redação dada pela IN SRF nº 67, de 1º de setembro de 1997: Fl. 166DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/06/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 10735.720066/200763 Acórdão n.º 280102.489 S2TE01 Fl. 165 6 “Art. 10. Área tributável é a área total do imóvel excluídas as áreas: I de preservação permanente; II de utilização limitada. (...) § 4º As áreas de preservação permanente e as de utilização limitada serão reconhecidas mediante ato declaratório do IBAMA, ou órgão delegado através de convênio, para fins de apuração do ITR, observado o seguinte: (Redação dada pela IN SRF nº 67/97, de 01/09/1997) (...) II o contribuinte terá o prazo de seis meses, contado da data da entrega da declaração do ITR, para protocolar requerimento do ato declaratório junto ao IBAMA; (Incluído pela IN SRF nº 67/97, de 01/09/1997) (...)” (Grifos acrescidos). O Ibama, por sua vez, por meio da Portaria nº 162, de 18 de dezembro de 1997, cuidou, entre outras providências, de estabelecer o modelo do ADA, bem como instruções para preenchimento (pelos solicitantes) e recepção dos correspondentes formulários. Estabeleceu, em seu art. 1º: “Art. 1º. O Ato Declaratório Ambiental ADA, conforme modelo apresentado no anexo I da presente Portaria, representa a declaração indispensável ao reconhecimento das áreas de preservação permanente e de utilização limitada para fins de apuração do ITR.” (Grifos acrescidos) Posteriormente, a Lei 10.165, de 27 de dezembro de 2000, alterou a redação do §1º, art. 17O, da Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, determinando a obrigatoriedade de utilização do ADA para fins de redução do valor a pagar do ITR: "Art. 170. Os proprietários rurais que se beneficiarem com redução do valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR, com base em Ato Declaratório Ambiental ADA, deverão recolher ao IBAMA a importância prevista no item 3.11 do Anexo VII da Lei nº 9.960, de 29 de janeiro de 2000, a título de Taxa de Vistoria (Redação dada pela Lei n° 10.165. de 2000) § 1ºA. A Taxa de Vistoria a que se refere o caput deste artigo não poderá exceder a dez por cento do valor da redução do imposto proporcionada pelo ADA (incluído nela Lei n° 10.165. de 2000) §1º. A utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do ITR é obrigatória. (Redação dada pela Lei n°10.165, de 2000)" (grifos acrescidos) Fl. 167DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/06/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 10735.720066/200763 Acórdão n.º 280102.489 S2TE01 Fl. 166 7 O § 7º do art. 10 da Lei nº 9.393, de 1996, incluído pelo art. 3º da Medida Provisória nº 2.16667, de 24 de agosto de 2001, por sua vez, apenas estabelece que não se exige do declarante a prévia comprovação das informações prestadas na DITR em relação às áreas de preservação permanente e de utilização limitada: “§ 7º A declaração para fim de isenção do ITR relativa às áreas de que tratam as alíneas "a" e "d" do inciso II, § 1º, deste artigo, não está sujeita à prévia comprovação por parte do declarante, ficando o mesmo responsável pelo pagamento do imposto correspondente, com juros e multa previstos nesta Lei, caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis." (grifos acrescidos) Observese que o modelo do ADA não sofreu alteração desde a edição da Portaria Ibama nº 162, de 1997, até o advento da IN Ibama nº 76, de 31 de outubro de 2005, que expressamente revogou a mencionada Portaria e estabeleceu: “Art. 1º O Ato Declaratório Ambiental ADA representa o cadastro indispensável ao reconhecimento das áreas de preservação permanente e de utilização limitada para fins de isenção do Imposto Territorial Rural ITR. Parágrafo único. O ADA deve ser preenchido e apresentado pelos declarantes de imóveis obrigados a apresentação da Declaração de Imposto Territorial Rural DITR, que tenham informado: I a área de preservação permanente e/ou de utilização limitada, objetivando a isenção do lTR; e II a área de reflorestamento com essências exóticas ou nativas e a área extrativa no DIAT Documento de Informação e Apuração do ITR, conforme Lei nº 9.393, de 19 de dezembro de 1996; (...) Art 7º O declarante deverá apresentar o ADA em uma das modalidades que segue: I pela apresentação por meio eletrônico ADAWeb; II pela apresentação do formulário padrão conforme anexo I. (...) Art 9º O prazo de entrega do ADA será de 1º de janeiro a 31 de setembro do ano em exercício. Parágrafo único. Excepcionalmente, o prazo de entrega do ADA relativo a DITR2005 será até 31 de março de 2006 e para a DITR 2006 o prazo será de 1º de abril a 30 de setembro de 2006. Fl. 168DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/06/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 10735.720066/200763 Acórdão n.º 280102.489 S2TE01 Fl. 167 8 Art 10. A apresentação do ADA se fará uma única vez, devendo ser apresentada uma declaração retificadora apenas quando houver alguma alteração dos dados informados na DITR. Parágrafo único. A Declaração Retificadora deverá ser feita em casos de alteração da dimensão de quaisquer das áreas, alteração de endereço ou alienação de parte ou toda a propriedade rural, dentre outras.” (Grifos acrescidos) Finalmente, a IN Ibama nº 76, de 2005 foi expressamente revogada pela IN Ibama nº 5, de 25 de março de 2009, a qual, entre outras determinações, definiu modelo de laudo técnico de vistoria de campo um dos documentos comprobatórios das declarações prestadas no ADA, passível de ser exigido em momento posterior à apresentação do ADA , deixou de contemplar o formulário padrão como um dos modelos de apresentação do ADA e determinou o prazo para a apresentação do ADA bem como de sua retificação: “Art. 1º O Ato Declaratório AmbientalADA é documento de cadastro das áreas do imóvel rural junto ao IBAMA e das áreas de interesse ambiental que o integram para fins de isenção do Imposto sobre a Propriedade Territorial RuralITR, sobre estas últimas. (...) Art. 6º O declarante deverá apresentar o ADA por meio eletrônico formulário ADAWeb, e as respectivas orientações de preenchimento estarão à disposição no site do IBAMA na rede internacional de computadores www.ibama.gov.br ("Serviços online"). (...) § 3o O ADA deverá ser entregue de 1º de janeiro a 30 de setembro de cada exercício, podendo ser retificado até 31 de dezembro do exercício referenciado. (...) Art. 9º. Não será exigida apresentação de quaisquer documentos comprobatórios à declaração, sendo que a comprovação dos dados declarados poderá ser exigida posteriormente, por meio de mapas vetoriais digitais, documentos de registro de propriedade e respectivas averbações e laudo técnico de vistoria de campo, conforme Anexo desta Instrução Normativa, permitida a inclusão, no ADAWeb, das informações obtidas em campo, quando couber.” (Grifos acrescidos) Diante da legislação acima transcrita, que inclusive avança no tempo além do exercício em exame, verificase que a partir do exercício 2001 a Lei estabeleceu a utilização do ADA como um dos requisitos para que algumas áreas não sejam tributadas pelo ITR. Entre tais áreas, sempre previstas na legislação, se incluem as de utilização limitada (Reserva Legal, Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN ou área declarada de Interesse Ecológico), de Preservação Permanente ou, mais recentemente, as de Servidão Florestal ou Ambiental (prevista nas Leis nos 4.771, de 1965, e 11.284, de 2 de março de 2006, averbadas à margem da inscrição da matrícula do imóvel no cartório de registro de imóveis competente), as Coberta Fl. 169DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/06/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 10735.720066/200763 Acórdão n.º 280102.489 S2TE01 Fl. 168 9 por Florestas Nativas, primárias ou secundárias em estágio médio ou avançado de regeneração (Lei no. 11.428, de 22 de dezembro de 2006) ou as Alagadas para Fins de Constituição de Reservatório de Usinas Hidrelétricas, autorizada pelo poder público (Lei no 11.727, de 23 de junho de 2008). Inferese que essa foi a forma escolhida pela Administração Pública para evitar distorções e assegurar que a exclusão do crédito tributário está em consonância com a realidade material do imóvel. Importante destacar que a protocolização do ADA marca a data em que o interessado comunica ao órgão oficial de fiscalização ambiental a existência de áreas de interesse ambiental em seu imóvel rural e, em última análise, solicita que tais áreas sejam reconhecidas como tal pelo Poder Público inclusive para fins de redução do valor do ITR. Nesse contexto, por óbvio, deve haver prazo para a protocolização do formulário do ADA. Se tal prazo não for expressamente estabelecido em Lei, a rigor, ele expiraria na data de ocorrência do fato gerador, no caso do ITR, 1º de janeiro de cada exercício. Ocorre que o Decreto nº 4.382, de 19 de setembro de 2002, Regulamento do ITR, determina: “Art. 10. Área tributável é a área total do imóvel, excluídas as áreas: I de preservação permanente (...); (...) § 2º A área total do imóvel deve se referir à situação existente na data da efetiva entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – DITR. § 3º Para fins de exclusão da área tributável, as áreas do imóvel rural a que se refere o caput deverão: I ser obrigatoriamente informadas em Ato Declaratório Ambiental ADA, protocolado pelo sujeito passivo no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis IBAMA, nos prazos e condições fixados em ato normativo (Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, art. 17O, § 5º, com a redação dada pelo art. 1º da Lei nº 10.165, de 27 de dezembro de 2000); e (...)”. (grifos acrescidos) Ora, para o exercício em questão, além do disposto nos atos já mencionados anteriormente, tal prazo estava estabelecido na IN SRF nº 256, de 11 de dezembro de 2002, art. 9º, § 3º, incs. I e II, sendo de seis meses, contado a partir da data final da entrega da DITR. Não obstante as considerações acima, não se pode esquecer que o formulário ADA apresentado pelo contribuinte ao Ibama ou órgão conveniado – até que haja uma vistoria pelo órgão competente e a ratificação ou retificação das declarações ali prestadas – restringese a informações prestadas pelo contribuinte ao órgão ambiental acerca da existência, em seu imóvel, de áreas que têm, em última análise, algum interesse ecológico. Fl. 170DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/06/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 10735.720066/200763 Acórdão n.º 280102.489 S2TE01 Fl. 169 10 Assim, no exame do caso concreto, se o único fundamento do lançamento foi a protocolizado intempestiva do ADA, como aqui se verifica, se faz necessário investigar se o contribuinte, até a data de ocorrência do fato gerador, já havia informado a órgão ambiental estadual ou federal a existência das áreas de interesse ecológico incluídas na DITR e se tais áreas estão devidamente identificadas e passíveis de serem ratificadas pelos órgãos competentes. No caso, nada há nos autos que comprove a comunicação a órgão de fiscalização ambiental acerca da existência das áreas de interesse ambiental informadas na DITR. No tocante à aceitação de Área de Reserva Legal, também se faz necessário se comprovar a averbação da área de reserva legal à margem da matrícula do imóvel. A exigência em questão está prevista em lei, mais precisamente no Código Florestal, Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, art. 16, § 8º, com a redação dada pela MP nº 2.16667, de 24 de agosto de 2001: “Art.16. As florestas e outras formas de vegetação nativa, ressalvadas as situadas em área de preservação permanente, assim como aquelas não sujeitas ao regime de utilização limitada ou objeto de legislação específica, são suscetíveis de supressão, desde que sejam mantidas, a título de reserva legal, no mínimo: (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.16667, de 2001) (Regulamento) (...) §8o A área de reserva legal deve ser averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente, sendo vedada a alteração de sua destinação, nos casos de transmissão, a qualquer título, de desmembramento ou de retificação da área, com as exceções previstas neste Código. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.16667, de 2001)” (grifos acrescidos) Vale destacar que, consoante art. 1.227 do Código Civil, “os direitos reais sobre imóveis constituídos, ou transmitidos por atos entre vivos, só se adquirem com o registro no Cartório de Registro de Imóveis dos referidos títulos (arts. 1.245 a 1.247), salvo os casos expressos neste Código”. Quer dizer, somente a partir da averbação da área de reserva legal é que as limitações administrativas impostos pela lei a tais áreas, a exemplo da proibição do corte raso, se operam em sua plenitude, tendo efeito erga omnes. Vêse, portanto, que a exigência em questão não é uma mera formalidade, mas verdadeiro ato constitutivo. Tal entendimento, inclusive, vem prevalecendo na Câmara Superior de Recursos Fiscais deste Conselho. Por oportuno, confirase a ementa da Ac. 920200.159, da 2ª Turma, proferido em sessão de 18 de agosto de 2009, o qual teve o ilustre Conselheiro Julio Cesar Vieira Gomes como redatordesignado: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2002 Fl. 171DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/06/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 10735.720066/200763 Acórdão n.º 280102.489 S2TE01 Fl. 170 11 ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO. ATO CONSTITUTIVO. A averbação no registro de imóveis da área eleita pelo proprietário/possuidor é ato constitutivo da reserva legal; portanto, somente após a sua prática é que o sujeito passivo poderá excluíla da base de cálculo para apuração do ITR. Recurso especial provido.” Portanto, os argumentos apresentado não são hábeis a afastarem o acerto do lançamento e da decisão recorrida, mormente considerando que o que se busca nos autos é a comprovação do reconhecimento das referidas áreas como de interesse ambiental, por intermédio de Ato Declaratório Ambiental ADA, emitido pelo IBAMA/órgão conveniado, ou, pelo menos, da comprovação do cumprimento, tempestivo, da solicitação deste requerimento, além da averbação tempestiva das áreas de utilização limitada legal/reserva legal à margem da matricula do imóvel, nos termos da legislação de regência. O recorrente também contesta o arbitramento do VTN, trazendo como principal ponto de sua defesa o “Parecer Técnico de Avaliação do Imóvel Rural”, às fls. 114/116. Ocorre que o VTN trazido pela defesa no parecer técnico não se baseia em preço de mercado na data de ocorrência do fato gerador (1º/01/2003). O VTN ali apurado baseouse exclusivamente em tabela de Preços de Vendas das Terras calculada e editada pela FGV Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro, de dezembro de 2005. Assim, há de prevalecer o arbitramento do VTN, nos moldes em que consubstanciado no Auto de Infração, pois, de acordo com o disposto na NBR/ABNT 14653 – parte 3, a conclusão que se impõe é que o documento fornecido pelo contribuinte não pode ser considerado um laudo de avaliação, muito menos de grau de fundamentação II. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 172DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/06/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N
score : 1.0
Numero do processo: 10830.000859/87-70
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue May 12 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Tue May 12 00:00:00 UTC 1992
Ementa: Não apresentação no prazo de 90 dias após o registro da DI, dos Anexos Discriminativos a GI genérica. Comprovado não haver o importador concorrido para o atraso, inaplicável a multa do artigo 526, VII, do RA.
Numero da decisão: 303-27.266
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao
recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: SANDRA MARIA FARONI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 24 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 199205
ementa_s : Não apresentação no prazo de 90 dias após o registro da DI, dos Anexos Discriminativos a GI genérica. Comprovado não haver o importador concorrido para o atraso, inaplicável a multa do artigo 526, VII, do RA.
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue May 12 00:00:00 UTC 1992
numero_processo_s : 10830.000859/87-70
anomes_publicacao_s : 199205
conteudo_id_s : 6668868
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 23 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-27.266
nome_arquivo_s : 30327266_108300008598770_199205.pdf
ano_publicacao_s : 1992
nome_relator_s : SANDRA MARIA FARONI
nome_arquivo_pdf_s : 108300008598770_6668868.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Tue May 12 00:00:00 UTC 1992
id : 4606935
ano_sessao_s : 1992
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 24 09:41:04 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744843546128547840
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 30327266_108300008598770_199205; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-10-06T17:42:38Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 30327266_108300008598770_199205; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 30327266_108300008598770_199205; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-10-06T17:42:38Z; created: 2017-10-06T17:42:38Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2017-10-06T17:42:38Z; pdf:charsPerPage: 1020; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-10-06T17:42:38Z | Conteúdo => MINISTÊRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA. rffs Sessão de .. J 2Imai O . Recurso n." F~er:::orTente F~eCOfTid a de 19 92 111.480 Processo IBM BRASIL INDÚSTRIA DRF - CAMPINAS - SP. ACOf~[)i\O N' .. 30)::-ZI •.Z.Q.l'i nº 10830-000859/87-70. MÁQUINAS E SERVIÇOS LTDA. Não apresentação no prazo de 90 dias após o registro da DI, dos Anexos Discriminativos a GI genérica. Comprovado não haver o import~ dor concorrido para o atraso, inaplicável a multa do art. 526, VII, do RA. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Terceira C~mara do Terceiro Canse lho de ContriblJintes, por unanimidade de votos, em dar provimento a; recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. da Faz. Nacional. -VQra. CARVALHEIRA-Proc. Brasília-D:~m 12 de maio de 1992. JOÃO )O'~A - Presidente. --<:i~~.~<- SANDRA MARIA FARONl ~~ JJ IROJSA MARIA SALVI DA VISTO EM r SESSÃO DE: J 2 JUN 1992 Participaram,ainda do presente julgamento os seguintes Conselheiros: ROSA MARTA MAGALHÃES DE OLIVEIRA, HUMBERTO ESMERALDO BARRETO FILHO,Mli TON DE SOUZA COELHO, LEOPOLDO CrSAR FONTENELLE, DIONE MARIA ANDRADE DA FONSECA e MALVINA CORUJO DE AZEVEDO LOPES. -2- SERViÇO PÚBLICO FEDERAL MEFP - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - TERCEIRA CÂMARA RECURSO Nº 111.480 AC.ÓRDÃO Nº 303-27.266 RECORRENTE: IBM - Brasil - Ind~stria Mãquinas e Serviços LTDA. RECORRIDA DRF - Campinas - SP RELATORA SANDRA MARIA FARONI RELATÓRIO Retornam os presentes autos de diligência requerida por este Eq. Conselho, no sentido de que a Coordenaçio de Intercimbio Comercial do MEFP, por intermédio da repartiçio de origem, informasse se a recorrente contribuiu para a ocorrência do atraso verificado na emissio de Anexo à Guia de Importaçio genérica, nos termos de Resoluçio cujo teor leio em sessao. A diligência foi efetivamente cumprida, havendo a autoridade competente informado que a delonga deve ser atribuída exclusivamerte ao orgao. responsãvel pela emlssao dos documertos exigidos. O processo estã, POIS, em condiçio de vir a julgamento. É o relatório; SERViÇO PUBLICO FEDERAL -3- Rec. 111.480 Ac. 303-27.266 VOTO Dispondo sobre a matéria objeto do presente recurso, a Instruçio Normativa da SRF nQ 96/89 estabelece, "vérbis": " Aos importadores amparados por guia de importaçio genérica que nBO apresentarem os anexos (relaçio discriminativa do material importado) no prazo de 90 dias após o registro da declaraçio de importaçio e nio tenham concorrido para o atraso nao se lhes aplicará a multa prevista no artigo 526, item VII, do Decreto nQ 91.030/85, de 05/03/85 (Regulamento Aduaneiro)." Na hipótese vertente, está satisfatoriamente comprovado nao haver a recorrente contribuído para o atraso verificado, sendo, pois, inaplicável, nos termos da normatizaçio acima referida, a penalidade ora exigida. Voto, aSSim, no sentido de prover ° recurso, cassando a v. decisio recorrida. Sala das Sessões, em 12 de maio _~_~~SJ\ ) EC- \SANDRA MARIA FARONI - RELATORA de 1992 J 00000001 00000002 00000003
score : 1.0
Numero do processo: 10325.000771/2004-20
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Mon Jul 26 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Contribuição para Financiamento da Seguridade Social -
Cofins
Período de apuração: 31/10/2003 a 30/06/2004
DCOMP NÃO HOMOLOGAÇÃO. CRÉDITOS PROVENIENTES DE
SENTENÇA NÃO TRANSITADA EM JULGADO.
Tratando-se de suposto crédito proveniente de decisão judicial não transitada em julgado, impõe-se a não homologação da DCOMP.
MULTA DE OFÍCIO. CANCELAMENTO. RETROATIVIDADE
BENIGNA.
Na data da lavratura do auto de infração, inexistia fundamentação legal para o lançamento de oficio de multa isolada, pois lei posterior mais benéfica excluiu a previsão existente à época dos fatos.
Recurso Voluntário Provido Parcialmente.
Numero da decisão: 3803-000.511
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso, para cancelar a aplicação isolada da multa de lançamento de oficio por compensação indevida. Vencido o Conselheiro Carlos Henrique Martins de Lima (Relator), que negou provimento ao recurso. Designado o Conselheiro Hélcio Lafetá Reis para a redação do voto vencedor.
Nome do relator: CARLOS HENRIQUE MARTINS DE LIMA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 24 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201007
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : Contribuição para Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 31/10/2003 a 30/06/2004 DCOMP NÃO HOMOLOGAÇÃO. CRÉDITOS PROVENIENTES DE SENTENÇA NÃO TRANSITADA EM JULGADO. Tratando-se de suposto crédito proveniente de decisão judicial não transitada em julgado, impõe-se a não homologação da DCOMP. MULTA DE OFÍCIO. CANCELAMENTO. RETROATIVIDADE BENIGNA. Na data da lavratura do auto de infração, inexistia fundamentação legal para o lançamento de oficio de multa isolada, pois lei posterior mais benéfica excluiu a previsão existente à época dos fatos. Recurso Voluntário Provido Parcialmente.
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
numero_processo_s : 10325.000771/2004-20
conteudo_id_s : 6669008
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 23 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-000.511
nome_arquivo_s : Decisao_10325000771200420.pdf
nome_relator_s : CARLOS HENRIQUE MARTINS DE LIMA
nome_arquivo_pdf_s : 10325000771200420_6669008.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso, para cancelar a aplicação isolada da multa de lançamento de oficio por compensação indevida. Vencido o Conselheiro Carlos Henrique Martins de Lima (Relator), que negou provimento ao recurso. Designado o Conselheiro Hélcio Lafetá Reis para a redação do voto vencedor.
dt_sessao_tdt : Mon Jul 26 00:00:00 UTC 2010
id : 9517556
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 24 09:41:15 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744843546129596416
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-01-07T11:00:51Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-01-07T11:00:50Z; Last-Modified: 2011-01-07T11:00:51Z; dcterms:modified: 2011-01-07T11:00:51Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:87222db9-d557-4273-917a-9ec98ba51adf; Last-Save-Date: 2011-01-07T11:00:51Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-01-07T11:00:51Z; meta:save-date: 2011-01-07T11:00:51Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-01-07T11:00:51Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-01-07T11:00:50Z; created: 2011-01-07T11:00:50Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; Creation-Date: 2011-01-07T11:00:50Z; pdf:charsPerPage: 1414; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-01-07T11:00:50Z | Conteúdo => Alexa dre Kern — Presidente Hélcio ,afetá Reis — Redator Designado S3-TE03 Fi 340 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 10.325.000771/2004-20 Recurso n" 249.942 Voluntário Acórdão n" 3803-00.511 — 3" Turma Especial Sessão de 26 de julho de 2010 Matéria RESTITUIÇÃO/COMP COFINS Recorrente FRIGORIFICO VALE DO TOCANTINS S/A Recorrida DR.I-BELÉM /PA Assunto: Contribuição para Financiamento da Seguridade Social - Cotins Período de apuração: .31/10/2003 a 30/06/2004 DCOMP NÃO HOMOLOGAÇÃO. CRÉDITOS PROVENIENTES DE SENTENÇA NÃO TRANSITADA EM JULGADO. Tratando-se de suposto crédito proveniente de decisão judicial não transitada em julgado, impõe-se a não homologação da DCOMP. MULTA DE OFÍCIO. CANCELAMENTO. RETROATIVIDADE BENIGNA.. Na data da lavratura do auto de infração, inexistia fundamentação legal para o lançamento de oficio de multa isolada, pois lei posterior mais benéfica excluiu a previsão existente à época dos fatos. Recurso Voluntário Provido Parcialmente.. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso, para cancelar a aplicação isolada da multa de lançamento de oficio por compensação indevida. Vencido o Conselheiro Carlos Henrique Martins de Lima (Relator), que negou provimento ao recurso. Designado o Conselheiro Hélcio Lafetá Reis para a redação do voto vencedor. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente da Turma), Belchior Melo de Sousa, Daniel Mauricio Fedato, Carlos Henrique Martins de Lima (Relator), Héleio Lafetá Reis e Rangel Perrueci Fiorin. Relatório Versa os Autos sobre a Declaração de Compensação (DCOMP) de fl. 01, que a interessada acima qualificada apresentou, em 29/09/2004, posteriormente retificada pela de fl. 51 e seu anexo correspondente, fls. 52, por intermédio da qual pretendeu a compensação de créditos advindos de decisão judicial com débitos de sua responsabilidade, no valor original de R$ 141.805,38 e, do Auto de Infração, cópia às fls. 154/159, referente a cobrança de multa isolada no valor de R$ 106.354,05.. DA NÃO HOMOLOGAÇÃO DA DCOMP E COBRANÇA DA COFINS. Em 07/12/2004, por intermédio do Despacho Decisório de fl. 87, a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Imperatriz/MA considerou não homologada a referida DCOMP e, determinou ao Setor de Ressarcimento/Compensação para cientificar o interessado do despacho decisório, intima- 1 O a efetuar o pagamento dos débitos compensados indevidamente. Determinou, também, que fosse providenciado o encaminhamento de cópia da Informação Fiscal e do Despacho Decisório à HANA, para que adotasse as providências devidas quanto ao lançamento da multa de oficio de 75% sobre os débitos da COHNS indevidamente compensados. Em 21/12/2004, a contribuinte tomou ciência (fl. 89) do referido Despacho Decisório e, em 29/12/2004 (fl. 90), apresentou a manifestação de inconformidade de Eis. 90/96, na qual alega, em síntese, que: 1. A fiscalização deixou de observar ou levar em conta que a IMPUGNANTE fez as compensações da contribuição objeto do processo administrativo, por força de liminar e sentença . judicial - Processo ri' 2003.37.01.000299-3, estando, portanto amparada pelo artigo 151, incisos IV e V, do CTN. A fiscalização, além de não observar ou não levar em conta que as compensações tinham sido feitas por força de decisão judicial, agiu contra disposição expressa do art. 142 do CTN. 3. O processo administrativo n° 10325.00077112004-20 com emissão de DARES com vencimento em 30.12.2004, é nulo de pleno direito, em decorrência da incompetência "ratione personae" da Fiscalização, independente, do que diga a legislação ordinária do tributo e suas portarias, circulares, comunicados, etc., que, não tem força para modificar a Lei Complementar, qual seja, o CTN, 4. A Fiscalização afirma que a cobrança é decorrente do fato de que o IMPUGNANTE não pagou a COFINS apurada, efetuando compensações indevidas, além de informar incorretamente na DCIF tais compensações. Ocorre que em momento algum foi demonstrado que efetivamente o IMPUGNANTE deixou de recolher tais tributos, inclusive, não foi citado no despacho decisório, que os CRÉDITOS DE IPI utilizados como compensação tributária, tratava-se de 1P1 9 . 2 Processo n° 10325 000771/2004-20 S3-1-E03 Acórdão n 3803-00311 F1 341 devidamente destacados nas notas .fiscais de aquisições de embalagens utilizadas no acondicionamento dos produtos finais da Impugnante, 5, O processo administrativo n° 10325.00077112004-20 com emissão de DARFS com vencimento em 30.12.2004, é nulo de pleno direito, em decorrência da incompetência "ratione personae" da Fiscalização, independente, do que diga a legislação ordinária do tributo e suas portarias, circulares, comunicados, etc., que, não tem força para modificar a Lei Complementar, qual seja, o CTN. 6. A Fiscalização afirma que a cobrança é decorrente do fato de que o IMPUGNANTE não pagou a COFINS apurada, efetuando compensações indevidas, além de informar incorretamente na DCTF tais compensações. Ocorre que em momento algum foi demonstrado que efetivamente o IMPUGNANTE deixou de recolher tais tributos, inclusive, não foi citado no despacho decisório, que os CRÉDITOS DE 1PI utilizados como compensação tributária, tratava-se de IPI devidamente destacados nas notas fiscais de aquisições de embalagens utilizadas no acondicionamento dos produtos finais da Impugnante. 7. fez as compensações por força de decisão judicial - processo no 2003..37.01.000299-3, que autorizava as compensações, e que as mesmas eram informadas corretamente na DCTF e DCOMP, referente ao período apurado pela Fiscalização. DO AUTO DE INFRAÇÃO Em 04/02/2005 foi lavrado Auto de Infração para lançamento de Multa Isolada de 75% sobre os valores de débitos da COFINS, indevidamente compensados, referente aos períodos de apuração 10/2003 a 06/2004. Cientificada do lançamento e inconformada a empresa apresentou impugnação, fis. 1091121, onde aduz, em síntese: 1. como preliminar, requer diligências e perícias fiscais nos livros fiscais da Impugnante, a fim de identificar a legitimidade dos créditos em questão; que, houve omissão e manifesto equívoco por parte dos Srs, AFRF em não registrar em seus relatórios que a Impugnante utilizou créditos legítimos de IPI para compensações da COFINS; 3. que, a impugnante vem sofrendo pela cobrança forçada da COFINS que não deve; e da absurda multa isolada de 75% sobre o montante da cobrança; 4. que, após as devidas diligências fiscais e confirmando a legitimidade dos créditos de IPI utilizados na compensação de débitos da COFINS, a aplicação da multa isolada perderá seu objeto; 5. que, considerando que o valor principal objeto da cobrança instaurada pelo Processo Administrativo 10325. 0007112204-20, encontra-se pendente de julgamento, a multa isolada aplicada pelo A. 1. torna-se ne 3 insubsistente nessa fase; 6, que, nota-se à vista dos documentos juntados nesta impugnação, que os créditos de IPI utilizados como compensação de débitos da COFINS no período compreendido entre outubro de 2003 a junho de 2004, referem- se exclusivamente às operações de aquisições de produtos a partir de 1° de janeiro de 1999, conforme determina e ampara o artigo 11 da Lei IV 9.779/99; 7. que, evidencia-se portanto, que a Impugnante tinha, tem e terá, independente do vínculo à ação judicial proposta, o direito consagrado pela legislação Federal, de creditar o IPI, manter o crédito e utilizá-lo como compensação do próprio IPI, quando houver, e, remanescendo crédito, compensá-la com quaisquer débitos de tributos e contribuições administrados pela SRF, 8. que, é evidente que as compensações efetuadas pela Impugnante estão fundamentadas pela legislação já descritas, e que os créditos utilizados nas compensações não se enquadram nas hipóteses previstas no § 3 0 e ss. Do artigo 26 da IN 460/2004; 9, que, a Impugnante alinhavou nos itens anteriores sua base sólida, rigorosa e exaustiva que serve de sustentação legal para a confirmação do seu direito consagrado de efetuar as compensações tributárias independente da liminar e sentença meritória contidas no mandado de segurança, processo n° 200137.01,000299-3 10. que, sendo assim, o débito da COFINS apontados pela SAORT não é devido, não podendo ser objeto de cobrança pela SRF. E se, o débito não é devido, a MULTA ISOLADA APLICADA também é indevida e insubsistente Auto de Infração lavrado contra a Impugnante. "O acessório deve seguir o principal" 11, que, ademais, o Judiciário Federal por diversas vezes se manifestou pela inconstitucionalidade da aplicação da multa isolada em 75% prevista no artigo 44, I, da Lei 9,430/96; 12 que, percebe-se então que, além de cobrar débitos indevidos, pois a COFINS objeto de cobrança administrativa mencionado inicialmente foi legalmente compensado com créditos de IPI, a fiscalização pretende de forma arbitrária e abusiva impor cobrança de multa isolada de 75%; 13. que, tais créditos de IPI lançados regularmente no Livro de Registro de Apuração do IPI e posteriormente apropriados como compensação da COHNS, tem sua sustentação legal amparada no artigo 11 da Lei n° 9.779/99. Por fim, a URI requereu o não arquivamento do Auto de Infração, entendendo por bem em não julgá-lo improcedente, que determinou a suspensão do mesmo até ulterior decisão do julgamento da Defesa/Impugnativa apresentada em 29 de dezembro de 2,004, que deverá ser apreciada em conjunto com a presente peça. 4 Processo n° 10325 000771/2004-20 S3-TE03 Adi: . dão n o 3803-00311 FI 342 Não resignado, o contribuinte recorre a este Conselho e requer a reforma da decisão da DRJ, repisando os mesmos argumentos trazidos na fase de impugnação, Ê o relatório, Voto Vencido Conselheiro Carlos Henrique Marfins de Lima, Relator O recurso é tempestivo, preenche as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Verifica-se, em caráter prévio que a recorrente não fez juntar, em seu recurso, qualquer documento comprobatório do trânsito em julgado da sentença que lhe haveria reconhecido o crédito compensável. Nesse passo, cumpre transcrever o que dispunha o art. 74 da Lei na 9430, de 1996, com a redação vigente à época de apresentação das DCOMP sob análise: "Art. 74, O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os ,judiciais COM trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizá-lo compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão, (Redação dada pela Lei 10,637, de 2002)" (grifou-se) Por sua vez, a IN SRF 210, de 2002, também vigente à época dos fatos, disciplinava a matéria dispondo que: "Art. 21. O sujeito passivo que apurar crédito relativo a tributo ou contribuição administrado pela SRF, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizá-lo na compensação de débitos próprios, vencidos ou Medidos, relativos a quaisquer tributos ou contribuições sob administração da SRF Art. 37, É vedada a restituição, o ressarcimento e a compensação de crédito do .sujeito passivo para com a Fazenda Nacional, objeto de discussão .judicial, antes do trânsito em julgado da decisão em que ,Ibr reconhecido o direito creditório do sujeito passivo,." (negritos acrescidos) O exame dos dispositivos normativos acima transcritos conduzem à unívoca conclusão p)r de que créditos decorrentes de decisão judicial somente poderiam ser utilizados quando do trânsito em julgado da sentença respectiva, inclusive por força do Art. 170-A do Código Tributário Nacional, que dispõe: "É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial No plano das alegações trazidas pela recorrente, impõe-se assinalar que sua afirmação de que os créditos de IPI utilizados para as compensações tratam-se de créditos legítimos e amparados pela legislação Federal, faz-se absolutamente imponderável - ainda que estes de fato existam - haja vista que o mesmo ingressou na esfera judicial para obter o reconhecimento à manutenção de tais créditos, tendo desta feita renunciado o direito de requerer na esfera administrativa o ressarcimento dos créditos de IP1, conforme previsto na IN SRF na 03311999 e IN SRF na 210/2002, referente às aquisições efetuadas a partir do dia 1 de janeiro de 1999. A Instrução Normativa SRF na 033, de 04 de março de 1999, assim dispunha, em relação aos créditos de IPI, verbis.- Do registro e do aproveitamento dos créditos Art.. 2° Os créditos do IPI relativos a matéria-prima (MP), produto intermediário (PI) e material de embalagem (ME), adquiridos para emprego nos produtos industrializados, serão registrados na escrita fiscal, respeitado o prazo do art. 347 do NIT I - quando do recebimento da respectiva nota fiscal, na hipótese de entrada simbólica dos referidos insunzos; II - no período de apuração da efetiva entrada dos referidos inSUMOS no estabelecimento industrial, nos demais casos. § 1 ° O aproveitamento dos créditos a que faz menção o caput dar-se-á, inicialmente, por compensação do imposto devido pelas saídas dos produtos do estabelecimento industrial no período de apuração em que forem escriturados. § 2' No caso de remanescer saldo credor, após efetuada a compensação referida no parágralb anterior, será adotado o seguinte procedimento: I - o saldo credor remanescente de cada período de apuração será transferido para o período de apuração subseqüente; II - ao final de cada trimestre- calendário, permanecendo saldo credor, esse poderá ser utilizado para ressarcimento ou compensação, na forma da Instrução Normativa SRF n. o 21, de 10 de março de 1997. § 3 0 Deverão ser estornados os créditos originários de aquisição de MP, Ple ME, quando destinados à fabricação de produtos não tributados (NT). Do direito ao aproveitamento do saldo credor do IPI — art. 11 da Lei n° 9.779, de 1999. Art. 4° O direito ao aproveitamento, nas condições estabelecidas no art.. 11 da Lei no 9,779, de 1999, do saldo credor do IP 1 decorrente da aquisição de MP, Pie ME aplicados na industrialização de produtos, inclusive imunes, isentos ou tributados à aliquota zero, alcança, exclusivamente, os inSUMOS recebidos no estabelecimento industrial ou equiparado a partir de 10 de janeiro de 1999. Art. 50 Os créditos acumulados na escrita fiscal, existentes em 31 de dezembro de 1998, decorrentes de excesso de crédito em relação ao débito e da saída de produtos isentos com direito apenas à manutenção dos créditos, somente 6 Processo n" 10325 .000771 /2004-20 53-TE03 Acórdão n " 3803-00.511 Fl. 343 poderão ser aproveitados para dedução do IPI devido, vedado seu ressarciinento ou compensação. O aproveitamento dos créditos do IPI de que trata este artigo somete poderá ser efetuado com débitos decorrente da saída dos produtos acabados, existentes eia 31 de dezembro de 1998 e dos fabricados a partir de janeiro de 1999, com a utilização dos insumos originadores desses créditos, considerando-se que os produtos que primeiro saírem foram industrializados com a utilização dos illS1117105 que primeiro entraram no estabelecimento. § 3 0 O aproveitamento dos créditos, nas condições estabelecidas no artigo anterior', somente será admitido após esgotados os créditos referidos neste artigo.. (negritos acrescidos) A IN SRF n° 210/2002, com relação ao ressarcimento do crédito de IPI, por sua vez, assim estabelece, verbis: A IN SR.F 210/2002, com relação o ressarcimento do crédito de IPI, por sua vez estabelece, Instrução Normativa SRF 71° 210, de 30 de setembro de 2002(*) RESSARCIMENTO Art. 14, Os créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), escriturados na forma da legislação especifica, poderão ser utilizados pelo estabelecimento que os escriturou na dedução, em sua escrita „fiscal, dos débitos de IPI decorrentes das saídas de produtos tributados. § 1" Os créditos do IP1 que, ao final de um período de apuração, remanescerem da dedução de que trata o capta poderão ser mantidos na escrita . fiscal do estabelecimento, para posterior dedução de débitos do IP1 relativos a períodos subseqüentes de apuração, ou serem transferidos a outro estabelecimento da pessoa jurídica, somente para dedução de débitos do IPI, caso se refiram a: 1 - créditos presumidos do IPL como ressarcimento das contribuições para o Programa de Integração Social e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Colins), previstos na Lei n" 9,363, de 13 de dezembro de 1996, e na Lei n" 10..276, de 10 de setembro de 2001; 11 - créditos decorrentes de estímulos fiscais na área do IP1 a que se refere o art, 1' da Portaria MF n" 134, de 18 de fevereiro de 1992; e 111 - créditos do IPI passíveis de transferência a filial atacadista nos termos do item 6 da IN SRF n"87/89, de 21 de agosto de 1989 § 2" Remanescendo, ao final de cada trimestre-calendário, créditos do IPI passíveis de ressarcimento após efetuadas as deduções de que tratam o caput e o § 1", o estabelecimento matriz da pessoa jurídica poderá requerer à SRF o ressarcimento de referidos créditos em nome do estabelecimento que os apurou, mediante utilização do "Pedido de Ressarcimento de Créditos do 7 7 . IPI", bem assim utilizá-los na fOrma prevista no art 21 desta Instrução Normativa. § 3' São passíveis de ressarcimento apenas os créditos presumidos do IPI a que se refere o inciso 1 do § 1", apurados no trimestre-calendário, excluídos os valores recebidos por transferência da matriz, e os créditos relativos a entradas de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem para industrialização, escriturados no trimestre- calendário. Os créditos presumidos de 1PI de que trata o inciso 1 do § 1" somente pode ter ressarcimento requerido , bem assim serem utilizadas na .fOrma prevista no art, 21 desta Instrução infOrmativa, após a entrega, pela pessoa jurídica mijo estabelecimento matriz: . tenha créditos, da declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) do trimestre calelldtirio de apuração, I - Demonstrativo de Crédito Presunzido (DCP) do trimestre calendário de escrituração, na hipótese de créditos escriturados após o terceiro trimestre-calendário de 2002; ou (Incluído pela IN 323)) 11 - Declaração de Débitos e Créditos 'Tributários Federais (DCTF) do trimestre-calendário de escrituração, na hipótese de créditos escriturados até o terceiro trimestre-calendário de 2002. (Incluído pela IN 323) § 5" O disposto no § 2" não se aplica aos créditos do IPI existentes na escrituração . fiscal do estabelecimento em 31 de dezembro de 1998, para os quais não havia previsão de manutenção e utilização na legislação vigente àquela data, Art. 15. No período de apuração em que . for encaminhado à SRF o "Pedido de Ressarcimento de Créditos do IP1", bem assim em que forem aproveitados os créditos do IPI na fim-ma prevista no art. 21 desta Instrução Normativa, o estabelecimento que escriturou referidos créditos deverá estornar, em sua escrituração fiscal, o valor pedido ou aproveitado (negritos acrescidos) Dúvida não há, pois, de que a sentença invocada pela recorrente não se encontrava transitada em julgado por ocasião da apresentação das compensações pretendidas (condição legal de admissibilidade do pleito). Por último, embora sejam múltiplas as causas pelas quais devem ser não homologadas as compensações pretendidas, esclareça-se à contribuinte, para que não permaneça em desconhecimento, que o Código Tributário Nacional, ao contrário do que acredita, condiciona a compensação de créditos tributários à observância das condições e garantias estipuladas em lei, nos termos do seu art. 170, encontrando-se por demais evidente que não foi observado, no caso concreto, o que dispõe o art. 74 da Lei n° 9.430, de 1996, inclusive por força do Art. 170-A do Código Tributário Nacional, que dispõe: "É' vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação .judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito einjulgado da respectiva decisão judicial. Conforme documentos acostados aos autos, o sujeito passivo ajuizou ação a Diante ao exposto voto É como voto. rovimento ao recurso. Carlos.HentiMA'Nfartiins de Lima () Processo n° 10325 000771/2004-20 S3-TE03 Acórdão o '3803-00311 Fl 344 judicial com o intuito de ter reconhecido o direito de compensar pretensos créditos decorrentes de pagamento a maior ou indevido de 1PI com débitos próprios, sendo que tal ação ainda não transitou em julgado. Portanto, incabível a pretensão do contribuinte. DO AUTO DE INFRAÇÃO Mérito O legislador, na medida em que conferiu ao contribuinte a prerrogativa de, por meio de declaração própria, adotar os procedimentos inerentes à compensação, estabeleceu, em contrapartida, situações para as quais, havendo desconformidade com o direito subjetivo que assistiria ao sujeito passivo do tributo/contribuição, incorrer-se-ia em infração à lei, punível com a multa de oficio isolada. Assim, verifica-se, de plano, improcedentes todas as alegações da recorrente, uma vez que, considerada incabível a compensação (neste caso em que o crédito é decorrente de decisão judicial não transitada em julgado), presente está o pressuposto do lançamento de multa isolada. hnpossivel o afastamento das Leis utilizadas pela Administração Tributária no procedimento de fiscalização, haja vista que a autoridade administrativa se encontra totalmente vinculada aos ditames legais (art. 116, inc, 111, da Lei n° 8,112/1990), mormente quando do exercício do controle de legalidade do lançamento tributário (art. 142 do Código Tributário Nacional - CTN). Em verdade, de acordo com o parágrafo único do art, 142 do CTN, a autoridade fiscal encontra-se limitada ao estrito cumprimento da legislação tributária, estando impedida de ultrapassar tais restrições para examinar questões outras como as suscitadas na impugnação em exame. Cabe ao julgador administrativo simplesmente seguir a lei e obrigar seu cumprimento. Outrossim, para dirimir qualquer controvérsia existente sobre o tema, o art. 7.° da Portaria MF n° 58/2006 determina que a autoridade julgadora administrativa deve observar o conteúdo das disposições legais, bem como o entendimento da Receita Federal expresso em atos tributários, verbis.: Art. 70 O julgador deve observar o disposto no ar/. 116, 111, da Lei n° 8.112, de 1990, bem assim o entendimento da SRF expresso em atos normativos. 9 10 Voto Vencedor Conselheiro Hélcio Lafetá Reis, Redator Designado Em 4 de fevereiro de 2005, a autoridade fiscal procedera ao lançamento de oficio da multa isolada incidente sobre os débitos da Cofias indevidamente compensados com medida judicial não transitada em julgado, relativamente aos periodos de apuração 10/2003 a 06/2004.. As compensações declaradas foram consideradas não homologadas pela autoridade administrativa em 7 de dezembro de 2004, quando vigia a Lei n° 10,833/2003, lei essa que restringia o lançamento de oficio previsto na Medida Provisória n° 1158-35/2001 à imposição de multa isolada sobre as diferenças apuradas decorrentes de compensação indevida, nos seguintes termos: Ari. 18 O lançamento de oficio de que trata o ar! 90 da Medida Provisória n 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, limitar-se-á à imposição de multa isolada sobre as diferenças apuradas decorrentes de compensação indevida e aplicar-se-á unicamente nas hipóteses de o crédito ou o débito não ser passível de compensação por expressa disposição legal, de o crédito ser de natureza não tributária, ou em que .ficar caracterizada a prática das inflações previstas nos mis. 71 a 73 da Lei n" 4.502, de 30 de novembro de 1964. Posteriormente, tal dispositivo veio a sofrer sucessivas alterações, conforme se depreende das transcrições a seguir: Ari 18. O lançamento de oficio de que trata o art. 90 da Medida Provisória n" 2 158-35, de 24 de agosto de 2001, limitar-se-á à imposição de multa isolada em razão da não-homologação de compensação declarada pelo sujeito passivo nas hipóteses em que .ficar caracterizada a prática rias inflações previstas nos arts. 71 a 73 da Lei n° 4.502, de 30 de novembro de 1964. (Redação dada pela Lei n" 11,051, de 2004) (Vide Medida Provisória n°351, de 20071 Art. 18. O lançamento de oficio de que trata o art. 90 da Medida Provisória ri' 2. 158-35, de 24 de agosto de 2001, limitar-se-á à imposição de multa isolada em razão de não-homologação da compensação quando se comprove falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo. (Redação dada pela Lei n" 11.488, de 20071 Ari. 18. O lançamento de oficio de que trata o ar! 90 da Medida Provisória n' 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, limitar-se-á à imposição de multa isolada em razão de não-homologação da compensação quando não confirmada a legitimidade ou suficiência do crédito informado ou quando se comprove .falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo, (Redação dada pela Medida Provisória n°472, de 20091 Processo ri 10325.000771/2004-20 53-T Acórdão o." 3803-00.511 F 1345 Conforme acima demonstrado, na data da lavratura do auto de infração, ocorrida em 4 de fevereiro de 2005, vigia a redação do art. 18 supra dada pela Lei if 11,051/2004, que restringia o lançamento de multa isolada em razão de compensação não homologada, corno ocorreu no presente caso, às hipóteses de prática das infrações previstas nos artigos 71 a 73 da Lei ri° 4,502/1964, ou seja, nos casos de sonegação, fraude ou conluio no uso da declaração de compensação. Unia vez que a compensação declarada pelo contribuinte, e não homologada pela autoridade administrativa, se estribava em medida judicial não transitada em julgado, a multa isolada lançada não tem fundamentação legal. Apesar do fato de que nos períodos de apuração da multa vigia a redação anterior do art. 18 da Lei n° 10.83.3/2003, no momento do lançamento de oficio, a nova dicção da lei já se impunha, por se referir a penalidade mais benéfica, cuja aplicação decorre do princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106, II, "c", do Código Tributário Nacional (CTN) Diante do exposto, voto por DAR PARCIAL PROVIMENTO ao recurso voluntário, para cancelar a multa de oficio com base no princípio da retroatividade benigna do CIN. É como voto, Héleio Lafetá 11
score : 1.0
Numero do processo: 10183.001042/2001-18
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Oct 18 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Oct 18 00:00:00 UTC 2006
Ementa: ITR/1995. LANÇAMENTOS DE OFÍCIO PARA COBRANÇA DE ITR E OUTRAS CONTRIBUIÇÕES. PRELIMINAR DE NULIDADE. NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO EFETUADA EM DESACORDO COM O ARTIGO 142 DO CTN E DO ARTIGO 59, INCISO I, DO DECRETO 70.235 de 1972.
Descabida a cobrança de ITR através de Notificações de Lançamentos Eletrônicos, em total desacordo com o estatuído no artigo 142 do CTN e no artigo 59, inciso I, do Decreto 70.235/72, sem que haja identificação se o ato foi praticado por autoridade competente.
Recurso voluntário em que é dado provimento para tornar nulo o lançamento do crédito tributário.
Numero da decisão: 303-33.604
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, declarar a nulidade da notificação de lançamento por vício formal, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Zenaldo Loibman e Anelise Daudt Prieto.
Nome do relator: SILVIO MARCOS BARCELOS FIUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 24 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200610
ementa_s : ITR/1995. LANÇAMENTOS DE OFÍCIO PARA COBRANÇA DE ITR E OUTRAS CONTRIBUIÇÕES. PRELIMINAR DE NULIDADE. NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO EFETUADA EM DESACORDO COM O ARTIGO 142 DO CTN E DO ARTIGO 59, INCISO I, DO DECRETO 70.235 de 1972. Descabida a cobrança de ITR através de Notificações de Lançamentos Eletrônicos, em total desacordo com o estatuído no artigo 142 do CTN e no artigo 59, inciso I, do Decreto 70.235/72, sem que haja identificação se o ato foi praticado por autoridade competente. Recurso voluntário em que é dado provimento para tornar nulo o lançamento do crédito tributário.
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Oct 18 00:00:00 UTC 2006
numero_processo_s : 10183.001042/2001-18
anomes_publicacao_s : 200610
conteudo_id_s : 4400970
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 21 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-33.604
nome_arquivo_s : 30333604_134069_10183001042200118_007.PDF
ano_publicacao_s : 2006
nome_relator_s : SILVIO MARCOS BARCELOS FIUZA
nome_arquivo_pdf_s : 10183001042200118_4400970.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, declarar a nulidade da notificação de lançamento por vício formal, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Zenaldo Loibman e Anelise Daudt Prieto.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 18 00:00:00 UTC 2006
id : 4646989
ano_sessao_s : 2006
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 24 09:41:04 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744843546134839296
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-10T11:43:01Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-10T11:43:01Z; Last-Modified: 2009-08-10T11:43:01Z; dcterms:modified: 2009-08-10T11:43:01Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-10T11:43:01Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-10T11:43:01Z; meta:save-date: 2009-08-10T11:43:01Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-10T11:43:01Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-10T11:43:01Z; created: 2009-08-10T11:43:01Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2009-08-10T11:43:01Z; pdf:charsPerPage: 1310; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-10T11:43:01Z | Conteúdo => .;;;',V; MINISTÉRIO DA FAZENDA 'êh? TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA cesso n° : 10183.001042/2001-18 Recurso n° : 134.069 Acórdão n° : 303-33.604 Sessão de : 18 de outubro de 2006 Recorrente : MARCIO ANTONIO PORTOCARRERO Recorrida : DRJ/CAMPO GANDE/MS ITRJ1995. COBRANÇA DE ITR E CONTRIBUIÇÕES. PRELIMINAR DE NULIDADE. NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO EFETUADA EM DESACORDO COM O ARTIGO 142 DO CTN E DO ARTIGO 59, INCISO I, DO DECRETO 70.235 de 1972. Descabida a cobrança de ITR através de Notificações de • Lançamentos Eletrônicos, em total desacordo com o estatuído no artigo 142 do CTN e no artigo 59, inciso I, do Decreto 70.235/72, sem que haja identificação se o ato foi praticado por autoridade competente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, declarar a nulidade da notificação de lançamento por vício formal, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Zenaldo Loibman e Anelise Daudt Prieto. ANELISE D DT PRIETO Presidente • SILVI è MA • 'O ARCELOS FIÚZA Relator Formalizado em: 24 NOV 2006 Participaram, ainda, do preSente julgamento, os Conselheiros: Nanci Gama, Mareie! Eder Costa, Nilton Luiz Bartoli, Tarásio Campelo Borges e Sérgio de Castro Neves. DM Processo n° : 10183.001042/2001-18 Acórdão n° : 303-33.604 RELATÓRIO Trata o presente processo de impugnação apresentada pelo contribuinte ora recorrente contra a exigência de pagamento do Imposto Territorial Rural — ITR e Contribuições Sindicais, referente ao Exercício 1996, do imóvel rural denominado Fazenda Retiro Novo, com área de 20.787,00 ha., Código SRF n° 3170714-9, localizado no município de Cáceres/MT. Na impugnação de fis. 01, apresentada em 14/03/2001, o interessado argumentou, em suma, o que segue: - ao requerer certidão negativa para regularização de documentação • exigida pelo Incra, referente ao imóvel n°3170714-9, verificou que consta em aberto o ITR do ano 1996; no serviço de atendimento da SRF foi informado que a notificação respectiva foi remetida para um endereço onde não reside mais desde julho de 1995; - verificou, também, que a notificação foi recebida na mesma data da postagem, por pessoa não identificada, e, assim, jamais chegou em suas mãos; - nessa situação, há que se reconhecer que efetivamente não foi notificado como manda a lei para o pagamento do referido tributo; afigura-se injusta a incidência de multas e juros, devendo ser afastados tais encargos e reconsiderado o cálculo do valor da terra nua, que mostra-se excessivo, e que, para tanto, anexa laudo técnico. Acompanharam a impugnação os documentos de fls. 02 a 27. Em 16/0412001, o contribuinte apresentou novo requerimento (fls. • 31) solicitando a juntada ao processo de Termo de aditivo ao laudo de avaliação do valor da terra nua, de contrato de locação datado de 28/06/1995, registrado em cartório, referente ao imóvel da Rua Marechal Deodoro, 1098/801, como prova de que desde essa data não mais residia naquele endereço, e cópia do AR que encaminhou a guia de cobrança do ITR referente ao ano de 1995 que, em data anterior, informa MUDOU-SE", para demonstrar que não mais residia naquele imóvel. Instruem ainda os autos consulta ao sistema 1TR (ls. 32 a 51). A DRF de Julgamento em Campo Grande - MS, através do Acórdão 3.036 de 05 de dezembro de 2003, julgou o lançamento procedente em parte, nos seguintes termos, que a seguir se transcreve, s primindo-se apenas as transcrições de textos legais: 2 , , Processo n° : 10183.001042/2001-18 Acórdão n° : 303-33.604 "Preliminarmente, cumpre seja analisado o questionamento do contribuinte a respeito da ciência do lançamento, posto que, se comprovada a intempestividade na apresentação da impugnação, essa não pode ser conhecida. Consta do AR de fls. 02 que o documento relativo ao lançamento do ITR11996 foi entregue em 09/11/96 no endereço informado pelo interessado na DITR/1994 (fls. 42), já que a Secretaria da Receita Federal efetuou o lançamento do ITR/1996 com base nas informações fornecidas nessa declaração, sem que tivesse determinado que era necessária a apresentação de nova declaração em caso de alteração de endereço. Conforme cópia da Notificação de Lançamento do ITR11995 de fls. 38, emitida em 15/10/96, esse documento também foi enviado para o mesmo endereço e foi devolvido ao remetente com a informação de que o destinatário • havia se mudado. Observa-se ainda do documento de fls. 38 que nele foi informada uma data de recebimento, sendo a mesma data e letra utilizada para informar a data de recebimento no AR de fls. 02, e, mesmo assim, o documento retomou ao remetente. Com essas considerações, é possível reconhecer que o contribuinte somente foi cientificado do lançamento do ITR e respectivas Contribuições Sindicais relativas ao Exercício 1996 na data da apresentação da impugnação de fls. 01. Conforme orientação contida no item 2 da Norma de Execução SRF/COSAR/COSIT/n° 07, de 27 de dezembro de 1996, "o prazo para pagamento do ITR e receitas vinculadas vence no último dia útil do mês subseqüente àquele em que o contribuinte for notificado". Visto que a data da impugnação (14/03/2001) deve ser considerada • como a data em que o contribuinte teve ciência do lançamento, o vencimento do tributo em questão se alterará em 30/04/2001, sendo necessária a reemissão da Notificação de Lançamento com esse vencimento, a partir do qual se incidirá os acréscimos legais. Superadas as preliminares, passo á análise do mérito. Quanto ao mérito, o interessado discordou do valor da terra nua considerado no lançamento e apresentou Laudo Técnico visando sua revisão. A apresentação de provas pelo impugnante deve ser feita no momento da impugnação, conforme disposto no parágrafo 4° do art. 16 do Decreto n° 70.235/1972, acrescido pelo art. 67 da Lei n° (i9.532/1997, abaixo transcrito (transcreveu) 3 Processo n° : 10183.001042/2001-18 Acórdão n° : 303-33.604 É possível a juntada posterior de documentos, mas desde que observado o disposto no 5° do artigo citado, que assim dispõe (transcrito). Verifica-se dos autos que o lançamento impugnado foi efetuado a partir de dados fornecidos na Declaração do ITR/1994, porém, foi rejeitado o Valor da Terra Nua declarado, por ser inferior ao mínimo (Valor da Terra Nua MínimoNTNm) fixado por hectare para o município de localização do imóvel tributado, em cumprimento ao disposto nos parágrafos 1° e 2° do artigo 3° da Lei n°8.847, de 28 de janeiro de 1994, e na Instrução Normativa n° 58, de 14 de outubro de 1996. Para fins de apuração do ITR é considerado o Valor da Terra Nua apurado no dia 31 de dezembro do exercício anterior, conforme • previsto no art. 3° da Lei n° 8.847/1994. O lançamento questionado é relativo ao exercício 1996 e, portanto, caberia à contribuinte comprovar o valor da terra nua do imóvel no dia 31/12/1995. Em cada exercício a realidade circunstancial é diferente e, assim, o lançamento do imposto, de acordo com o Código Tributário Nacional — CTN, deve-se adequar à realidade da época em que se está tributando, conforme se depreende do artigo 144 desse diploma legal (transcrito). Os procedimentos para fixação do VTN mínimo, adotados pela Secretaria da Receita Federal (SRF), obedecem às exigências contidas no parágrafo 2° do artigo citado. Esse dispositivo legal está assim redigido (transcrito). Na hipótese de o contribuinte não concordar com o VTN lançado, a • administração abriu-lhe a possibilidade de rever essa valoração, por meio de laudo técnico emitido por entidade de reconhecida capacitação técnica ou profissional devidamente habilitado, o qual irá detalhar as condições de localização, padrão de terras e serviços públicos disponíveis para a propriedade em apreço e, assim, atribuir- lhe justo valor, conforme previsto no § 4°, do artigo 3°, da Lei n° 8.847/1994, que assim dispõe (transcrito). O laudo técnico pode suprir falha porventura existente na confecção dos valores da terra nua, que, embora elaborado por entidades especializadas e de grande conceito, trouxeram valores genéricos para os municípios dos Estados. 4 k Processo n° : 10183.001042/2001-18 Acórdão n° : 303-33.604 Para justificar a revisão do VTN considerado no lançamento, conforme orientação contida na Norma de Execução SRF/COSAR/COSIT/N° 07, de 27 de dezembro de 1996, anexo IX. item 12.6, o contribuinte deverá comprovar o valor que considera o correto, o que poderá ser feito mediante apresentação: 1- de Laudo Técnico de Avaliação, acompanhado de cópia de Anotação de Responsabilidade Técnica — ART, devidamente registrada no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia — CREA, efetuado por perito (Engenheiro Civil, Engenheiro Agrônomo ou Engenheiro Florestal), devidamente habilitado, que demonstre o atendimento das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas — ABNT, demonstrando os métodos avaliatórios e fontes pesquisadas que levaram à convicção do valor atribuído ao imóvel e dos bens nele incorporados; 2- e/ou de avaliação efetuada pelas Fazendas Públicas Estaduais (Exatorias) ou Municipais, bem • como aquelas efetuadas pela Emater, com as características mencionadas anteriormente com relação ao laudo técnico. A título de referência, para justificar as avaliações, poderão ser apresentados anúncios em jornais, revistas, folhetos de publicação geral, que tenham divulgado aqueles valores e que levem à convicção do valor da terra nua na data do fato gerador. Para que o laudo técnico possa servir de prova para justificar a alteração do v-rN tributado, deve demonstrar que foi observada a NBR n° 8.799, norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a qual exige informações precisas sobre o imóvel e a região onde o mesmo se localiza, sobre o valor da respectiva terra nua, explicitação dos métodos avaliatórios e fontes pesquisadas que levaram à convicção do valor atribuído ao imóvel e dos bens nele incorporados, demonstração da situação existente no imóvel na data do fato gerador do ITR, inclusive quanto ao VTN, etc. • O \MV por município já é apurado pela Secretaria da Receita Federal, conforme previsto no § 2°, do art. 3° da Lei 8.847/1994, acima transcrito. Nessa instância não se discute o VTNm do município, mas apenas o VTN de um imóvel específico. Para afastar a tributação com base no VTN mínimo apurado pela SRF cabe ao contribuinte comprovar que seu imóvel possui características próprias que justifique reconhecer VTN menor. Ocorre que o laudo técnico apresentado (fls. 04 a 24), apesar de emitido por engenheiro agrônomo e estar acompanhado da respectiva ART, refere-se apenas à situação existente no imóvel no ano de 2001, sem se referir ao ano de 1995, e não apresenta valor de terra nua. No Laudo Técnico Aditivo de fls. 35 a 37, o mesmo engenheiro agrônomo fez algumas considerações e concluiu que "um V7'N — valor da terra nua, por volta de RS 16,00 (dezesseis) s V Processo n° : 10183.001042/2001-18 Acórdão n° : 303-33.604 por ha, é um valor bastante razoável para esta propriedade, considerando o ano de 1.996", o que demonstra que ocorreu avaliação pessoal por parte do profissional, sem comprovação dos elementos e métodos que levaram à convicção do valor informado, nem informação das fontes pesquisadas, e também não se referiu à situação existente no imóvel no dia 31/12/1995. Com essas considerações, verifica-se que o laudo técnico apresentado não contém os requisitos necessários para amparar a alteração do vrN tributado relativo ao ITR do Exercício 1996 do imóvel em questão. Em face destas considerações, observada a correta aplicação da legislação pertinente vigente, que trata do Imposto Territorial Rural (ITR), das Contribuições (CNA e SENAR), voto no sentido de • julgar procedente em parte o lançamento impugnado, para que se altere a data de vencimento do ITR e respectivas Contribuições Sindicais relativas ao imóvel em questão para 30/04/2001. No procedimento de cobrança deverá ser observada a aplicação dos acréscimos legais conforme orientação contida no Parecer MF/SRF/COSIT/DIPAC n° 1.575, de 19 de dezembro de 1995. DRJ/Campo Grande/MS, em 05 de dezembro de 2003. MARIA REGINA DANTAS RONCHI — Relatora". Inconformado com essa Decisão prolatada pela DRF de Julgamento em Brasília - DF, o recorrente encaminhou tempestivamente Recurso com anexos, expondo as razões de sua irresignação, praticamente mantendo todo o arrazoado apresentado em primeira instância. É o Relatório. • 6 Processo n° : 10183.001042/2001-18 Acórdão n° : 303-33.604 VOTO Conselheiro Silvio Marcos Barcelos Fiúza, Relator Tomo conhecimento do recurso, que é tempestivo. uma vez que intimada devidamente via AR ECT em 09 de fevereiro de 2004, documento às fls. 69, protocolou o recurso voluntário na repartição competente de Cuiabá — MT em 05 de março de 2004, às fls. 70 a 78, tendo apresentado o competente Arrolamento de Bens e Direitos para garantia recursal, conforme comprovantes às fls. 85/87, de acordo com o previsto no Decreto 70.235/72, bem como, trata-se de matéria da competência deste Colegiado. Conforme se verifica da Notificação Eletrônica de Lançamentos do • ITR 1995 e outras contribuições, expedida contra o contribuinte ora recorrente, em data de 15 de outubro de 1996, documento original anexado as fls. 38. comprova que foi lavrada em total desacordo com o estatuído no artigo 142 do Código Tributário Nacional, e incurso no artigo 59, inciso 1 do Decreto 70.235/72, sem que haja qualquer identificação se o ato foi praticado por autoridade competente. Então, VOTO no sentido de tomar nula a Notificação de Lançamento constante do processo ora vergastado. E portanto, dar provimento ao recurso voluntário. É como VOTO. Sala das Sessões, em 18 de outubro de 2006. • SIl 10 MAR 4 " ARCELOS F1UZA - Relator 7 Page 1 _0002600.PDF Page 1 _0002700.PDF Page 1 _0002800.PDF Page 1 _0002900.PDF Page 1 _0003000.PDF Page 1 _0003100.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13122.000146/2010-09
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2008
ISENÇÃO. APOSENTADORIA. MOLÉSTIA GRAVE.
Para que seja reconhecida a isenção de imposto sobre os valores recebidos de aposentadoria, deve o contribuinte comprovar, por meio de laudo pericial emitido por serviço médico da União, dos Estados, do DF e dos Municípios, que é portador de uma das moléstias definidas em lei.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.432
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 24 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201205
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2008 ISENÇÃO. APOSENTADORIA. MOLÉSTIA GRAVE. Para que seja reconhecida a isenção de imposto sobre os valores recebidos de aposentadoria, deve o contribuinte comprovar, por meio de laudo pericial emitido por serviço médico da União, dos Estados, do DF e dos Municípios, que é portador de uma das moléstias definidas em lei. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 13122.000146/2010-09
conteudo_id_s : 6664670
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 20 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-002.432
nome_arquivo_s : 280102432_13122000146201009_201205.pdf
nome_relator_s : TÂNIA MARA PASCHOALIN
nome_arquivo_pdf_s : 13122000146201009_6664670.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Wed May 16 00:00:00 UTC 2012
id : 4842189
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 24 09:41:05 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744843546135887872
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-08-19T16:37:38Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2019-08-19T16:37:38Z; Last-Modified: 2019-08-19T16:37:38Z; dcterms:modified: 2019-08-19T16:37:38Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:58863697-4048-4ba6-b386-7d13c33c3194; Last-Save-Date: 2019-08-19T16:37:38Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-08-19T16:37:38Z; meta:save-date: 2019-08-19T16:37:38Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-08-19T16:37:38Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2019-08-19T16:37:38Z; created: 2019-08-19T16:37:38Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2019-08-19T16:37:38Z; pdf:charsPerPage: 1695; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2019-08-19T16:37:38Z | Conteúdo => S2TE01 Fl. 150 1 149 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13122.000146/201009 Recurso nº 908.341 Voluntário Acórdão nº 280102.432 – 1ª Turma Especial Sessão de 16 de maio de 2012 Matéria IRPF Recorrente PAULO REZEC ANDERY Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2008 ISENÇÃO. APOSENTADORIA. MOLÉSTIA GRAVE. Para que seja reconhecida a isenção de imposto sobre os valores recebidos de aposentadoria, deve o contribuinte comprovar, por meio de laudo pericial emitido por serviço médico da União, dos Estados, do DF e dos Municípios, que é portador de uma das moléstias definidas em lei. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre e Walter Reinaldo Falcão Lima. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Fl. 150DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13122.000146/201009 Acórdão n.º 280102.432 S2TE01 Fl. 151 2 Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 3ª Turma de Julgamento da DRJ/BSA/DF. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “Contra o contribuinte qualificado nos autos foi emitida por auditor da Delegacia da Receita Federal em Goiânia a notificação de lançamento de fls. 03/06, referente ao imposto de renda de pessoa física, exercício 2008, anocalendário 2007. O crédito tributário apurado está assim constituído: Imposto Suplementar 8.994,48 Multa Proporcional (passível de redução) 6.708,36 Juros de Mora (cálculo até 30/09/2010) 2.220,01 Total do Crédito Tributário 17.872,85 A notificação de lançamento teve origem na constatação das seguintes infrações, conforme demonstrativos de descrição dos fatos e enquadramento legal, fl.05. Omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica decorrente de trabalho com vínculo empregatício com o Tribunal de Contas dos Municípios, no valor de RS313.436,10. Os rendimentos informados pelo contribuinte em declaração retificadora como isentos de tributação foram reclassificados para tributáveis. A base legal do lançamento encontrase nos autos. Na impugnação apresentada, o contribuinte, alega, resumidamente, que os rendimentos são isentos por tratarse de proventos de aposentadoria de portador de moléstia grave desde 2005, conforme documentos que junta ao processo. Requer a improcedência do lançamento.” A impugnação foi julgada procedente em parte, conforme Acórdão de fls. 133/138, para considerar o valor de RS32.525,38 como dedução a título de contribuição à previdência oficial, conforme pleiteado na declaração original. Regularmente cientificado daquele acórdão em 30/03/2011(considerando feita a intimação 15 dias após sua entrega à agência postal para expedição nos casos em que for omitida a data de recebimento no aviso de recepção –AR , fl. 145, conforme artigo 23, II, § 2º, do Decreto nº 70.235/72), o interessado interpôs recurso voluntário de fls. 146/147, em 15/04/2011. Em sua defesa, alega, em síntese, que é portador de moléstia grave desde 04/10/2006, conforme prova o atestado médico firmado por especialista em anexo. É o relatório. Voto Fl. 151DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13122.000146/201009 Acórdão n.º 280102.432 S2TE01 Fl. 152 3 Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. No caso, o recorrente argumenta que não pode prosperar a exigência formalizada na Notificação de Lançamento em apreço, eis que faz jus à isenção prevista no inciso XIV, do art. 6º, da Lei nº 7.713, de 1988 e alterações. Sobre a matéria, assim dispõe o inciso XIV da Lei nº 7.713, de 1988: “Art. 6º Ficam isentos do imposto de renda os seguintes rendimentos percebidos por pessoas físicas: (...) XIV – os proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma; (Redação dada pela Lei nº 11.052, de 2004)” (Grifos acrescidos) Por sua vez, o art. 30 da Lei nº 9.250, de 1995 determina: “Art. 30. A partir de 1º de janeiro de 1996, para efeito do reconhecimento de novas isenções de que tratam os incisos XIV e XXI do art. 6º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com a redação dada pelo art. 47 da Lei nº 8.541, de 23 de dezembro de 1992, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. § 1º O serviço médico oficial fixará o prazo de validade do laudo pericial, no caso de moléstias passíveis de controle. § 2º Na relação das moléstias a que se refere o inciso XIV do art. 6º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com a redação dada pelo art. 47 da Lei nº 8.541, de 23 de dezembro de 1992, fica incluída a fibrose cística (mucoviscidose).”(Grifos acrescidos) Cumpre destacar que a partir de 1º de janeiro de 1996, para a concessão da isenção pleiteada, a moléstia enumerada no art. 6º, inc. XIV da Lei nº 7.713, de 1988 e alterações deve ser comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Fl. 152DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13122.000146/201009 Acórdão n.º 280102.432 S2TE01 Fl. 153 4 Conforme bem observou a decisão recorrida, o “Laudo Médico Pericial, da Secretaria de Fazenda do Estado de Goiás datado de 02/08/2010, atestou tratarse de servidor inativo e, com base nos exames apresentados concluiu ser o contribuinte portador de Cardiopatia Grave, patologia de existência comprovada a partir de 05/05/2010, data do implante de marca passo cardíaco”. Examinando o documento trazido pelo recorrente, à fl. 148, que já constava dos autos, à fl. 124, verifico que o pleito pela isenção, relativamente ao anocalendário 2007, embasase em documentos de lavra de médico que não preenche os requisitos da legislação, especialmente no tocante à emissão por profissional do serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Com efeito, ante a inexistência da condição essencial ao pleito, qual seja, o apontamento de moléstia contemplada pela norma legal em laudo pericial realizado por serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal e ou dos Municípios, nos termos do art. 30 da Lei n° 9.250/95, resta considerar acertado o lançamento para o exercício de 2008. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 153DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A
score : 1.0
Numero do processo: 18471.001111/2002-22
Data da sessão: Wed Apr 28 00:00:00 UTC 2010
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador: 28/02/1993, 31/03/1993, 30/04/1993, 31/05/1993, 30/06/1993, 31/07/1993, 31/08/1993, 30/09/1993, 31/10/1993, 30/11/1993, 31/12/1993, 31/01/1994, 28/02/1994, 31/03/1994, 30/04/1994, 31/05/1994, 30/06/1994, 31/07/1994, 31/08/1994, 30/09/1994, 31/10/1994, 30/11/1994, 31/12/1994
NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. COFINS. EXTINÇÃO
DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. DECADÊNCIA.
O prazo decadencial de 10 anos previsto no art. 45 da Lei n° 8.212/1991 foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal por meio da Súmula Vinculante nº 8. Em razão do transcurso do prazo decadencial previsto no art, 173, I, do CTN, encontram-se extintos os créditos tributários referentes aos períodos acima identificados.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 3803.000.374
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, para acolher a preliminar de decadência do direito do fisco de constituir crédito tributário relativamente, a todos os fatos geradores lançados.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: HÉLCIO LAFETÁ REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Cofins - ação fiscal (todas)
dt_index_tdt : Sat Sep 24 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201004
ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 28/02/1993, 31/03/1993, 30/04/1993, 31/05/1993, 30/06/1993, 31/07/1993, 31/08/1993, 30/09/1993, 31/10/1993, 30/11/1993, 31/12/1993, 31/01/1994, 28/02/1994, 31/03/1994, 30/04/1994, 31/05/1994, 30/06/1994, 31/07/1994, 31/08/1994, 30/09/1994, 31/10/1994, 30/11/1994, 31/12/1994 NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. COFINS. EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. DECADÊNCIA. O prazo decadencial de 10 anos previsto no art. 45 da Lei n° 8.212/1991 foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal por meio da Súmula Vinculante nº 8. Em razão do transcurso do prazo decadencial previsto no art, 173, I, do CTN, encontram-se extintos os créditos tributários referentes aos períodos acima identificados. Recurso Voluntário Provido
numero_processo_s : 18471.001111/2002-22
conteudo_id_s : 6664445
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 20 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803.000.374
nome_arquivo_s : Decisao_18471001111200222.pdf
nome_relator_s : HÉLCIO LAFETÁ REIS
nome_arquivo_pdf_s : 18471001111200222_6664445.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, para acolher a preliminar de decadência do direito do fisco de constituir crédito tributário relativamente, a todos os fatos geradores lançados.
dt_sessao_tdt : Wed Apr 28 00:00:00 UTC 2010
id : 9514634
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 24 09:41:11 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744843546146373632
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-01T16:51:27Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-01T16:51:26Z; Last-Modified: 2010-09-01T16:51:27Z; dcterms:modified: 2010-09-01T16:51:27Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:f4f83df8-4065-40c5-a1ac-8e4808d8b4f4; Last-Save-Date: 2010-09-01T16:51:27Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-01T16:51:27Z; meta:save-date: 2010-09-01T16:51:27Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-01T16:51:27Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-01T16:51:26Z; created: 2010-09-01T16:51:26Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2010-09-01T16:51:26Z; pdf:charsPerPage: 1504; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-01T16:51:26Z | Conteúdo => 53-1E03 H 1 53 MINIS 10 DA FAZENDA • CONSEI,H() ADM INI S r tRA 11 V O DE RECURSOS FISCAIS 1 ERC1 IR A SEÇÃO DE, 11.11,GAMENTO Processo n". 18471 .001111/2002-22 Recurso n" 249 106 Voluntário Acórdão n" 3803.00.374 — 3" Turma Especial Sessão de 28 de abril de 201 O Matéria COVINS DECADISCIA Recorrente CINTILA B LA13O.RATÓR1Oi)1í MEDICINA NUCLEAR LTDA. Recorrida EA/LNDA NACIONAI ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 28/02/1993, 31/03/1993, 30/04/1993, 31/05/1993, 30/06/1993, 31/07/1993, 31/08/1993, 30/09/199.3, 31/10/1993, 30/11/1993, 31/12/1993, 31/01/1994, 28/02/1994, .31/03/1994, 30/04/1994, 31/05/ I 994, 30/06/1994, 31/07/1994, .31/08/1994, .30/09/1994, 31/10/1994, .30/11/1994, 31/12/1994 NORMAS GERAIS DF DIREITO TRIBUTÁRIO. COFINS. EXTINÇÃO DO CRÉDITO TREI3UTÁRIO. DECADÊNCIA. O piazo decadencial de 10 anos previsto no ali. 45 da Lei n° 8.212/1991 lin declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal lederal por meio da Súmula Vinculante nõ 8. Em razão do transcurso do prazo decadencial previsto no art, 173, 1, do C' IN, encontram-se extintos os créditos ti ibulaiio:_; referentes aos períodos acima identificados. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegial), por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, para acolher a preliininar de decadência do direito do fisco de constituir crédito tributário relativamente, a todos os ['atos geradores lançados.. AI xandre Kern - Presidente <-/ 9 llelcio Lafeta Reis - Relator Participaram, ainda.„ do presente .julgamento, os Conselheiros Angela Sartori, Belchior Melo dc Sousa, itélcio Lafetá Reis (Relator) Daniel Mauricio Pedalo e Rangel Permeei Fiorin, Ausente justificadamente o Conselheiro Carlos Henrique Martins de Lima. Relatório Ern 20 de maio d.e 2002, a Fiscalização da Defic Rio de Janeiro/RJ lavrou auto de infração em desfavor do contribuinte supra identificado (fls. 02 a .16), relativo a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cotins) de latos geradores ocorridos no período de 28/02/1993 a 31/12/1994, em lace da abdicação do regime de tributação com base no lucro presumido, o que sujeitou o contribuinte ao recolhimento da C'orins nos termos da 1,ei Complementar n' 70/1991. Não se conformando com a autuação, o contribuinte apresentou Impugnação (lls. 20 a 47) e requereu a declaração preliminar de decadência ou, no mérito, a anulação do lançamento de ofício ou, ainda, a ilegalidade da correção do crédito tributai io .pela taxa Sebe, argumentando, em síntese, o seguinte: a) transcurso do prazo de cinco anos cornados do fato gerador para a constituição do crédito tributário, conforme previsto nos arligos 154, § 4', e .173 do Código Tributário Nacional (CTN); b) as sociedades civis de profissão regulamentada eram isentas da Cotins no período de 1991 a 1996, nos termos do art. 6', 11, da Lei Complementar n" 70/1991, sendo equivocada a interpretação da Receita Federal contida no Parecer Normativo Cosit n' 311994; e) ilegalidade da exigência de juros moratórios com base na taxa Selic, por ferir dispositivos da Constituição Federal e do Código Tributário Nacional. A .DR...1 Belo H.orizonte/MG julgou o lançamento procedente (fls. 74 a 87), afastando a preliminar de decadência do direito i constituição do crédito tributário, tendo por -base a regra especifica prevista no art. 45 da Lei n' 8.212/1991, que definiu o prazo de dez anos para o lançamento de contribuições sociais, e decidindo pela perda do beneficio isenção por parte das sociedades civis que abdicaram do regime de tributação do Decreto n' 2.397/1987 e pela correta aplicação da taxa Sefic a titulo de juros de mora. Inconformado, o contribuinte recorre a este Conselho (11s. 109 a 139), repisando os mesmos argumentos e acrescentando a preliminar- de nulidade do lançamento por falta de fundamentaçã.o legal especifica. É o relatório. 2 n" 1 8471 110 1 li 1 /2002-22 S3-T 1E03 Acó/ n." :380100.374 II 154 Voto Conselheiro Lafeta Reis, Relator O recurso e tempestivo, preenche as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. -frata-se de contrariedade ao auto de infração lavrado em 20/05/2002, com ciência do contribuinte em 28 de maio de 2002 (11. 15), em que se exigem parcelas da Cofins de fatos geradores Ocorridos no período d.e 28/02/1993 a 31/1.2/1994, em face da abdicação do regime de tributação com base no lucro presumido, o que sujeitou o contribuinte ao recolhimento da Cotins nos termos da Lei Complementar n" 70/1991 Amparado no disposto no art. 150, § 4"), e no art. 173 do Código Tributário Nacional, o Recorrente, preliminarmente, alega o transcurso do prazo decadencial, fato esse que implicaria na extinção do crédito tributário respectivo.. A 1).R.1 Belo 1-lorizonte/1\4G afastou essa preliminar, ancorada. no art.. 45 da Lei n" 8.21.2/1991 que definia o prazo decad.encial de dez anos para a constituição de créditos relativos a tributos destinados à Seguridade Social. Contudo, conforme demonstrado a. seguir, essa decisão não poderá prosperar em razão do eletivo transcurso do prazo decadencial relativamente aos fatos geradores Objeto do lançamento. • De inicio, registre-se que o Supremo Tribunal. Federal, por meio da Súmula Vinculante n" 8, a seguir transcrita, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n" 8.212/1991, que previa o prazo &cadenciai de dez anos para a constituição de créditos tributários relativos a contribuições sociais, dispositivo legal esse que serviu de base para O afastamento da preliminar de decadência alegada pelo contribuinte effi sede de impugnação.. São inconstiluciorwis o parágrafo único do artigo 5" do Decreto- Lei n' 569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei n"(S'.212/1991, que O atam de prescrição e decadência de crédito tributário (Snmula vineulante ir' 8 de 12/06/2008). A Constituição Federal, por sua vez, em seu art. 103-A e §§, determina que o conteúdo de súmula vinculante deve ser observado pelo Poder Judiciário e pela Administração Pública, ia verbis: Art. 103,1 O ,Snprerno Ti duma/ Federal poderá, de oficio Ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas deci.s.õe.s sobre matéria constitucional, aprovar .sámula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinettlante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direto e indireta, nas es/eras federal, estadual e municipal, bem como proceder à rua revisão ou cancelamento, na firrma estabelecido em lei (Incluído pela Emenda ConslifiKional o" 45, de 2004) (Vide Lei n" 11.417, de 2006). - Griíci 1" s• Umula leio pOT ObjeliVO a validade, a interpretação e a eficacia rle 1101111aS delentlintldaS, (le(:.'rea das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou enfie esses O a administração pública que acairele grave.' insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão identicv 2" ScIn prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revi.são ou rleehinleilt0 desinnuhr poderá Ser provocada por aqueles. que podem m opor a ação direta de inconstitucionalidade ss 3" Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmia aplic.•avel OH que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao ,Sirmerno Tribunal Fadei ai que, julgando-a • procedente, anulará o ato adminish ativo ou cas.sará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja ploferida com ou seio a aplicaçtio da súmula, confim me o caso Consoante tais dispositivos, o Regimento lutemo do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais — CARF — prevê dispensa, por parte dos julgadores, de observância de lei já declarada inconstitucional pelo STF, a saber: Ar.1 62 Fica vedado aos membros das titnirias de julgamento do (ARE afastar a aplicação ou deivar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade Parágrató único O disposto no caput nêío se aplica ao5 casos de tratado, acordo inter nacional, lei ou ato normativo. - que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal, (grifei) No mesmo sentido, a Lei Complementar ri 118/2008 revogou o referido art. 45, conforme demonstrado a seguir: Ari 13. Ficam revogados; I a partir da data de publicação desta Lei ('omplementar.. a) os arts. 45 e 46 da Lei no 8.212, de 24 de falho de 1991" Dessa forma, diante do tato de se tratar a Cotins de tributo sujeito ao lançamento por homologação previsto no art. 150 do Cl N. para fins de apuração do prazo decadencial, dever-se-ia aplicar a regra prevista no § 4" do mesmo artigo, iii ver bis. •Ari 150. O lançamento por homologação, (11,10 0001 TO quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar O pagamento sem previo exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato aro que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obr igado, eXprn Samentc a• homologa 4 Processo n'' 1 M 71 001111/2002-22 83-1 E03 Acórch) " 3803,00.374 1,1 155 Se a lei não fixar prazo a homologação, será cie de cinco anos, a comia da ocortência do . fato expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado O lançamento e definitivamente extinto O crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo., li ande ou Onntlação Contudo, considerando que no presente caso não houve pagamento antecipado sujeito à homologação por parte da Fazenda. Pública, não há que se fala em homologação tácita do lançamento, por Mexi sten atuação prévia do contribuinte voltada ao cumprimento da obrigação tributária Nessa situa.cao, deve-se aplicar a regra geral da decadência prevista no art. 17.3, I, do CTN, in -verbis: Art 173 O direito de a fazenda Pública constituir o crédito tributário extimW-Se (11)6S 5 (cinco) anos, contados. 1 - do pi aleiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento podem /á ter sido efetuado O Superior Tiibunal de Justiça (Srl'I) já decidiu nesse sentido, conforme verifica na ementa a seguir reproduzida referente ao R.Esp 445137/NIG de agosto de 2006: PROCESSEM Cl 1-71, 7RIB UTÁ RIO 1&S. LLST4 DL SER1.'7(10.5 I1X111 V/DA D IN1ERPRETA(7./i0 NSIVà PRLQI IESTION:l.MEN70 A U.Sii,W(1.1 PRAZO DECADENC1AL CORREÇÃO DO (1?] 1)110 TRIBUTÁRIO INICIO DA A 1ISC,11. NOTIT7CA(J0 DO LANÇAMENTO SÚMULAS 7 E 211 1)0 Si! SIA4U.L4S 282 E 356 1)0 STF ARTIGO 535, DO CP(.. ) $ Se não houve pagamento antecipado pelo comi/anu-mie, é cabível o lançamento direto substitutivo, previsto TIO ézrt 149. V do CTN, e o pr azo decadencial rege-se pela regra f±é,eral do art 173, 1 do (IN eeedentes da 1" ,S'eção. ) 9 Recluso especial conhecido em parte e provido Nesse mesmo sentido, tem-se o seguinte posicionamento doutrinário: Nos casos de tributos stifeites a lançamento por homologação, podem ocorrer duas hipóteses quanto à contagem do prazo dec.vdencial do Pisco para a constituição do crédito tributário 1) quando o contribuinte efetua o pagamento no vencimento, o prazo para o lançamento de ofício de eventual diferença a maior , ainda devida, é de cinco anos contados da ocorrência do fato , f-2, et ala finte no (1rt 150, 4", do CTN,- 2) quando o conttibuinte não efetua o pagamento no vencimento, o prazo para o lançamento de ofício de cinco anos contados do primeiro dia do exercleiéé seguinte 00 de ocorrência do fato gerador. o que decorre da a,alicação, ao (aso, do (111 173, 1, do Cr Ai Importante é considerar (JUL?, conforme O caso, será aplicável um ou outro prazo, jamais os dois sucessivamente, pois são excludenles um do outro. Ou é o caso da aplicação da legra especial ou da regra geral, jamais aplicando-se as duas no mesmo caso Ksse entendimento acima reproduzido consta da súmula n' 219 do extinto ribuinal Federal de Recursos, bem como da decisão do 1 ribunal Regional Federal da 4" Região, 2" 'Pluma, AC 2004.70.00.004560-0/PR, in verbis: TE!? Súmula n"2/.9 12-08-1986 - Dl 18-08-86 Antecipação de Pagamento - Direito de Constituir o Crédito Previdenciário - Extinção - Fato Gerador Não havendo antecipação de pagamento, o direito de constituir o crédito previdenciario extingue-se da.orr idos cinco anos do primeiro dia do everácio seguinte aquele em que ocorreu o fino gerador.. APELAÇÃO cIVILL N" 2004 70 00 004560-0/PR EXECUÇÃO DECADENC7A `11?113U1 OS SUE:110S A LAN(:`All,IENTO POR HOMOLOGAÇÃO. 1 .Ein relação aos tributos sujeitos ao lançamento poi homologação, poderá OCOF rel . (15 seguintes ,sitpações. (a) o contribuinte efetua o pagamento tempestivo do tributo PeSle 00.50. a Fazenda poderá homologar Ou efetuar lançamento de oficio de eventuais diferenças no prazo decadencial de 5 afr10.s contados na forma do artigo 1.50„,,t; 4", do (7 A', (b) o contribuinte não efetua o pagamento tempestrvo o Fisco terá que efetuar lançamento de oficio no prazo deurdencial de 5 anos contados na forma do artigo 17.3, 1, do CIN. ) 4 No caso em tela, não houve qualquer pagamento, incidindo, pois, o praw do art 173, 1, do CIA' O Auto de Infração lavrado em janeiro de 2000 relativamente a competências de .1.989/.1.990 revela lançamento a destempo, quando o Fisco já decaira de tal direito Portanto, tendo em vista que o auto de infração foi lavrado em 20/05/2002 e cientificado ao contribuinte em 28/05/2002, aplicando quaisquer das regras de decadência anteriormente abordadas — homologação tácita ou regra geral da decadência —, tem-se que todo o crédito tributário lançado, referente ao período que varia de 28/02/1993 a 31/12/1994, já se encontinva extinto naquelas datas, com base nos dispositivos acima reproduzidos Em razão disso, decido por DAR. PROVIMENTO ao Recurso Voluntário, tendo em vista o transcurso do prazo &cadenciai de cinco anos previsto no art 1.73,1., do (IN, o que abrange todos os fatos geradores objeto do lançamento, restando, portanto, prejudicada a análise das demais matérias suscitadas, PAULSPN, Leandro Direito tributário; Constituição e código tributário á luz da doutrina e da jurisprudência I() ed Porto Alegre: Livraritt do Advogado Editoia; 1 MAl L 2008 c"-k. Pr ()cesso n" 18471 00 r 111/2002-n S3- T Acórdão n " 3893 00 374 1-.1 NO É COMO V01.0 "1,afetá Reis 7
score : 1.0
Numero do processo: 13819.000264/2006-94
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003
ISENÇÃO. APOSENTADORIA. MOLÉSTIA GRAVE.
Para que seja reconhecida a isenção de imposto sobre os valores recebidos de aposentadoria, deve o contribuinte comprovar, por meio de laudo pericial emitido por serviço médico da União, dos Estados, do DF e dos Municípios, que é portador de uma das moléstias definidas em lei.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.545
Decisão: Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Sandro Machado dos Reis (Relator), Carlos César Quadros Pierre e Luiz Cláudio Farina Ventrilho que davam provimento ao recurso. Designada redatora do Voto Vendedor a Conselheira Tânia Mara Paschoalin.
Nome do relator: SANDRO MACHADO DOS REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 24 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201206
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 ISENÇÃO. APOSENTADORIA. MOLÉSTIA GRAVE. Para que seja reconhecida a isenção de imposto sobre os valores recebidos de aposentadoria, deve o contribuinte comprovar, por meio de laudo pericial emitido por serviço médico da União, dos Estados, do DF e dos Municípios, que é portador de uma das moléstias definidas em lei. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 13819.000264/2006-94
conteudo_id_s : 6667301
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 22 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-002.545
nome_arquivo_s : 280102545_13819000264200694_201206.pdf
nome_relator_s : SANDRO MACHADO DOS REIS
nome_arquivo_pdf_s : 13819000264200694_6667301.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Sandro Machado dos Reis (Relator), Carlos César Quadros Pierre e Luiz Cláudio Farina Ventrilho que davam provimento ao recurso. Designada redatora do Voto Vendedor a Conselheira Tânia Mara Paschoalin.
dt_sessao_tdt : Thu Jun 21 00:00:00 UTC 2012
id : 4577511
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 24 09:41:03 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744843546180976640
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-08-19T19:40:07Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2019-08-19T19:40:07Z; Last-Modified: 2019-08-19T19:40:07Z; dcterms:modified: 2019-08-19T19:40:07Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:88f1f7ff-631d-480a-9ade-8deb2cfa81ee; Last-Save-Date: 2019-08-19T19:40:07Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-08-19T19:40:07Z; meta:save-date: 2019-08-19T19:40:07Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-08-19T19:40:07Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2019-08-19T19:40:07Z; created: 2019-08-19T19:40:07Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2019-08-19T19:40:07Z; pdf:charsPerPage: 1987; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2019-08-19T19:40:07Z | Conteúdo => S2TE01 Fl. 187 1 186 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13819.000264/200694 Recurso nº 933.502 Voluntário Acórdão nº 280102.545 – 1ª Turma Especial Sessão de 21 de junho de 2012 Matéria IRPF Recorrente ARACY FLORET DE AZEVEDO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 ISENÇÃO. APOSENTADORIA. MOLÉSTIA GRAVE. Para que seja reconhecida a isenção de imposto sobre os valores recebidos de aposentadoria, deve o contribuinte comprovar, por meio de laudo pericial emitido por serviço médico da União, dos Estados, do DF e dos Municípios, que é portador de uma das moléstias definidas em lei. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Sandro Machado dos Reis (Relator), Carlos César Quadros Pierre e Luiz Cláudio Farina Ventrilho que davam provimento ao recurso. Designada redatora do Voto Vendedor a Conselheira Tânia Mara Paschoalin. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin – Redatora Designada Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães (Presidente), Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Tânia Mara Paschoalin e Sandro Machado dos Reis. Fl. 118DF CARF MF Impresso em 03/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/07/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assina do digitalmente em 17/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13819.000264/200694 Acórdão n.º 280102.545 S2TE01 Fl. 188 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: “Contra a contribuinte qualificada foi emitido o auto de infração do Imposto de Renda da Pessoa Física — IRPF de fls. 6/11, em 14 de dezembro de 2005, referente ao exercício 2003, ano calendário de 2002, que lhe exige o recolhimento de crédito tributário conforme demonstrativo abaixo (em Reais): Imposto de Renda Suplementar 2.574,57 Multa de Oficio —75% (passível de redução) 1.903,92 Juros de Mora — calculados até 12/2005 1.182,7 Total do crédito tributário apurado 5.661,24 Decorre tal lançamento de revisão procedida em sua Declaração de Ajuste Anual do exercício de 2003, anocalendário de 2002, quando foram alterados: rendimentos recebidos de pessoas jurídicas para R$ 186.394,64, devido à omissão de rendimentos, decorrentes de trabalho com vínculo empregatício, pagos pela pessoa jurídica Instituo de Previdência do Estado de São Paulo, no valor de R$ 80.591,70; dedução de incentivo para R$ 0,00, em virtude de dedução indevida a esse título, por falta de previsão legal. imposto de renda retido na fonte para R$ 33.658,40, devido à inclusão do imposto retido na fonte incidente sobre os rendimentos omitidos. Os enquadramentos legais encontramse às fls. 7, 10 dos autos. Conforme AR (Aviso de Recebimento) de fl. 22, a impugnante foi cientificada da autuação em 23 de janeiro de 2006. Em 20 de fevereiro de 2006, apresentou, por intermédio de seu procurador, impugnação parcial (Il. 1/2) ao lançamento alegando, em síntese, que os elementos constantes da declaração apresentada atendem aos requisitos legais vigentes. Esclarece que devida a erro no preenchimento da Declaração de Ajuste Anual do exercício de 2003, os rendimentos auferidos do Instituo de Previdência do Estado de São Paulo foram lançados em duplicidade. Reconhecido o equívoco; foi efetuada retificação da declaração, na data de 27/01/2006, em conformidade aos Comprovantes de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte de fls. 3 e 4. Ante todo o exposto, entendendo demonstrada a insubsistência e improcedência da ação fiscal, requer seja acolhida a presente impugnação e cancelado o débito fiscal reclamado. Fl. 119DF CARF MF Impresso em 03/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/07/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assina do digitalmente em 17/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13819.000264/200694 Acórdão n.º 280102.545 S2TE01 Fl. 189 3 Em 18 de agosto de 2008, foram anexados aos autos documentos de fls. 25 a 68, referente à informação do obituário da autuada„ na data de 28/11/2006 (fl. 51), bem como requerimento de fl. 29, solicitando nos termos do art. 39, inciso XXXI, do Decreto 3.000/99, a isenção dos rendimentos de pensão auferidos pela autuada. O julgamento do presente processo pela DRJ/BrasíliaDF se dá em face da transferência de competência instituída pela Portaria RFB n" 509, de 24 de março de 2008, publicada no DOU em 26/03/2008. É o relatório.” Ao analisar o pedido do contribuinte, a DRJ decidiu conforme a ementa abaixo: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. Comprovada que o rendimento tributável considerado omitido foi devidamente informado em sua declaração de ajuste anual, indevida a omissão. IMPUGNAÇÃO PARCIAL. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerase não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada. Os valores correspondentes sujeitam se à imediata cobrança, não sendo, pois, objeto de análise desse julgamento administrativo. DECLARAÇÃO RETIFICADORA. CABIMENTO. A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento. Lançamento Procedente em Parte” Irresignado, o Recorrente interpôs Recurso Voluntário, reiterando os argumentos de sua impugnação. É o Relatório. Voto Vencido Conselheiro Sandro Machado dos Reis, Relator Conheço do Recurso, porque presentes os seus requisitos de admissibilidade. Após o julgamento de Primeira Instância, restou apenas para apreciação o pedido do Recorrente para que seus rendimentos de aposentadoria sejam reconhecidos como isentos. Fl. 120DF CARF MF Impresso em 03/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/07/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assina do digitalmente em 17/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13819.000264/200694 Acórdão n.º 280102.545 S2TE01 Fl. 190 4 Em relação à matéria, cumpre destacar a legislação que trata do assunto, de acordo os requisitos do art. 6° da Lei 7.713/88, com a redação dada pelo art. 47 da Lei n° 8.541/92, in verbis: "Art. 47 No art. 6° da Lei n° 7.713, de 22 de dezembro de 1988, dêse ao inciso XIV nova redação e acrescentese um novo inciso de número XXL tudo nos seguintes termos: Art. 6° Ficam isentos do imposto de renda os seguintes rendimentos percebidos por pessoas físicas: XIV os proventos de aposentadoria ou reforma, desde que motivadas por acidente em serviço, e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), síndrome da imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma;). (...) XXI os valores recebidos a título de pensão quando o beneficiário desse rendimento for portador das doenças relacionadas no inciso XIV deste artigo, exceto as decorrentes de moléstia profissional, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída após a concessão da pensão." A partir do anocalendário de 1996, devese aplicar, para o reconhecimento de isenções, as disposições sobre o assunto trazidas pela Lei n° 9.250/95. Vejase: O artigo 30 da Lei n° 9.250, de 26 de dezembro de 1995 dispõe: "Art. 30 A partir de 1 0 de janeiro de 1996, para efeito do reconhecimento de novas isenções de que tratam os incisos XIV e JOU do art. 6° da Lei n° 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com a redação dada pelo art. 47 da Lei n°8.541, de 23 de dezembro de 1992, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios." Sobre a questão este Egrégio Conselho, recentemente, editou a súmula nº 22, que dispõe: “Súmula nº 22 – “Para gozo de isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada pro laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios” O Recorrente juntou os documentos que comprovam que seus rendimentos são recebidos a título de aposentadoria. Ademais, às fls. 34, anexou Laudo Pericial Oficial atestando a contração de moléstia grave (alienação mental) desde 13.11.2002. Fl. 121DF CARF MF Impresso em 03/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/07/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assina do digitalmente em 17/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13819.000264/200694 Acórdão n.º 280102.545 S2TE01 Fl. 191 5 Pelo exposto, tendo em vista que o fato gerador em questão ocorre em 31 de dezembro de cada ano, dou provimento ao Recurso Voluntário, reconhecendo os referidos rendimentos como isentos. Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Fl. 122DF CARF MF Impresso em 03/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/07/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assina do digitalmente em 17/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13819.000264/200694 Acórdão n.º 280102.545 S2TE01 Fl. 192 6 Voto Vencedor Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Redatora designada. Com a devida vênia do nobre Relator, Conselheiro Sandro Machado dos Reis, permitome divergir de seu voto quanto ao reconhecimento de que o recorrente é portador de doença prevista no artigo 6°, inciso XIV, da Lei n.° 7.713/88. Sobre a matéria, assim dispõe o inciso XIV da Lei nº 7.713, de 1988: “Art. 6º Ficam isentos do imposto de renda os seguintes rendimentos percebidos por pessoas físicas: (...) XIV – os proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma; (Redação dada pela Lei nº 11.052, de 2004)” (Grifos acrescidos) Por sua vez, o art. 30 da Lei nº 9.250, de 1995 determina: “Art. 30. A partir de 1º de janeiro de 1996, para efeito do reconhecimento de novas isenções de que tratam os incisos XIV e XXI do art. 6º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com a redação dada pelo art. 47 da Lei nº 8.541, de 23 de dezembro de 1992, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. § 1º O serviço médico oficial fixará o prazo de validade do laudo pericial, no caso de moléstias passíveis de controle. § 2º Na relação das moléstias a que se refere o inciso XIV do art. 6º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com a redação dada pelo art. 47 da Lei nº 8.541, de 23 de dezembro de 1992, fica incluída a fibrose cística (mucoviscidose).”(Grifos acrescidos) Cumpre destacar que a partir de 1º de janeiro de 1996, para a concessão da isenção pleiteada, a moléstia enumerada no art. 6º, inc. XIV da Lei nº 7.713, de 1988 e alterações deve ser comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Ocorre que o “Laudo Pericial”constante do autos, à fl. 31, não possui as características exigidas pela legislação, especialmente no tocante à emissão por profissional do serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Fl. 123DF CARF MF Impresso em 03/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/07/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assina do digitalmente em 17/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13819.000264/200694 Acórdão n.º 280102.545 S2TE01 Fl. 193 7 Para exercer essa função é indispensável ato administrativo específico que designe o profissional, ou que o seu cargo lhe confira essa prerrogativa. Na falta desses elementos, o laudo não pode ser considerado como documento oficial. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 124DF CARF MF Impresso em 03/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/07/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assina do digitalmente em 17/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
score : 1.0
Numero do processo: 10166.006559/2007-99
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2002, 2003, 2004
MOLÉSTIA GRAVE. ISENÇÃO LEGAL. RESIDÊNCIA OU DOMICÍLIO NO BRASIL.
A isenção do imposto de renda é exclusiva de proventos de aposentadoria, reforma e pensão, percebidos por portadores de doença prevista em lei, e aplica-se somente às pessoas físicas residentes no Brasil.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.620
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: SANDRO MACHADO DOS REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
dt_index_tdt : Sat Sep 24 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201208
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano-calendário: 2002, 2003, 2004 MOLÉSTIA GRAVE. ISENÇÃO LEGAL. RESIDÊNCIA OU DOMICÍLIO NO BRASIL. A isenção do imposto de renda é exclusiva de proventos de aposentadoria, reforma e pensão, percebidos por portadores de doença prevista em lei, e aplica-se somente às pessoas físicas residentes no Brasil. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 10166.006559/2007-99
conteudo_id_s : 6669316
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 23 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-002.620
nome_arquivo_s : Decisao_10166006559200799.pdf
nome_relator_s : SANDRO MACHADO DOS REIS
nome_arquivo_pdf_s : 10166006559200799_6669316.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
id : 9517561
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 24 09:41:15 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744843546183073792
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1635; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2‐TE01 Fl. 72 1 71 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.006559/200799 Recurso nº 505.169 Voluntário Acórdão nº 2801002.620 – 1ª Turma Especial Sessão de 14 de agosto de 2012 Matéria IRPF Recorrente CARLOS ALBERTO RODRIGUES Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2002, 2003, 2004 MOLÉSTIA GRAVE. ISENÇÃO LEGAL. RESIDÊNCIA OU DOMICÍLIO NO BRASIL. A isenção do imposto de renda é exclusiva de proventos de aposentadoria, reforma e pensão, percebidos por portadores de doença prevista em lei, e aplicase somente às pessoas físicas residentes no Brasil. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães (Presidente), Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Tânia Mara Paschoalin e Sandro Machado dos Reis. Ausente, justificadamente, Luiz Cláudio Farina Ventrilho. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 00 65 59 /2 00 7- 99 Fl. 140DF CARF MF Excluído Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10052.8ZHK. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10166.006559/200799 Acórdão n.º 2801002.620 S2‐TE01 Fl. 73 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: “Tratase de manifestação de inconformidade apresentada pelo contribuinte identificado no preâmbulo, relativa ao Despacho Decisório DRF/BSA S/N, fls. 16/18, que indeferiu pedido de restituição de imposto retido sobre rendimentos de aposentadoria nos exercícios 2003, 2004 e 2005, os quais, segundo alega o requerente, são isentos por moléstia grave. A DRF/Brasília (DF) registrou que a isenção pleiteada está prevista na Lei nº 7713/1988, no entanto, asseverou que o artigo 1' do mesmo diploma legal restringe a sua aplicação apenas aos residentes no país. Regularmente cientificado do indeferimento, o contribuinte apresenta manifestação de inconformidade às fls. 21/26. Informa que adquiriu aposentadoria em junho de 1990, quando, em seguida, passou a residir no exterior, onde atuou como consultor em Angola, Washington e Moçambique. Diz que ao retomar ao Brasil, requereu e teve o seu direito à isenção reconhecido por meio do Processo Administrativo n" 10166.000142/200774, por ser portador de moléstia grave prevista em lei contraída quando residia no exterior. Contudo, relativamente aos exercícios 2003 a 2005, aduz que a DRF/Brasília indeferiu o pedido de restituição, tomando por base uma leitura parcial do artigo 1º da Lei n° 7713/1988. Discorre sobre a legislação pertinente, citando dispositivos da Constituição Federal, da Lei n" 9.779/1999 e das Instruções Normativas n's 25/1996 e 15/2001 para, em resumo, concluir que a isenção por moléstia grave é também aplicada a brasileiros nãoresidentes no país. Requer seja reformada a decisão e concedida a restituição que lhe é devida. É o relatório.” Ao analisar o pedido do contribuinte, a DRJ decidiu conforme a ementa abaixo: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003, 2004, 2005 ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. A isenção do imposto de renda decorrente de moléstia grave abrange rendimentos de aposentadoria, reforma ou pensão percebidos por contribuintes residentes no Brasil. A patologia deve ser comprovada, mediante laudo pericial Fl. 141DF CARF MF Excluído Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10052.8ZHK. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10166.006559/200799 Acórdão n.º 2801002.620 S2‐TE01 Fl. 74 3 emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Solicitação Indeferida” Doravante, o contribuinte apresentou recurso voluntário almejando a reforma da decisão de primeira instância, consoante os mesmos argumentos suscitados quando da impugnação. É o Relatório. Voto Conselheiro Sandro Machado dos Reis, Relator Conheço do Recurso, pois presentes os seus requisitos de admissibilidade. Tratase de pedido de restituição do Imposto de Renda protocolado pelo Recorrente sob o argumento de que, ao longo dos anoscalendários de 2003 a 2005, tempo em que já se encontrava acometido pela moléstia grave, realizou o pagamento do tributo, a despeito da isenção legal que dispunha. Importante mencionar, inicialmente, que foram juntados ao processo comprovantes – mais precisamente laudos técnicos emitidos por médicos oficiais (fls.03 e 04) de que o Recorrente efetivamente fora acometido pela doença mencionada desde 25/11/2002. A Lei nº 7.713/88, em seu art. 6º, inciso XIV, concede a isenção do imposto sobre a renda àqueles contribuintes portadores da síndrome identificada nos autos, ainda que adquirida após a aposentadoria: “Art. 6º Ficam isentos do imposto de renda os seguinte rendimentos percebidos por pessoas físicas: (...) XIV os proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estado avançados da doença de Paget (osteíte deformante), síndrome da imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma;” Não obstante tenha o Recorrente comprovado ser portador da aludida síndrome, bem assim a expressa disposição legal, fato é que as instâncias ordinárias negaram lhe o pedido de restituição, sob o fundamento de que no período de 2003 a 2005 o contribuinte não residiu ou domiciliouse no Brasil, de modo que não estaria enquadrado na hipótese de isenção prevista na lei por último citada, nos estritos termos de seu art. 1º: “Art. 1º Os rendimentos e ganhos de capital percebidos a partir de 1º de janeiro de 1989, por pessoas físicas residentes ou domiciliados no Brasil, serão tributados pelo imposto de renda Fl. 142DF CARF MF Excluído Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10052.8ZHK. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10166.006559/200799 Acórdão n.º 2801002.620 S2‐TE01 Fl. 75 4 na forma da legislação vigente, com as modificações introduzidas por esta Lei.” Com relação à residência, o próprio Recorrente afirma não ter vivido em nosso país no período em questão. Sobre o domicílio tributário, previsto no art. 127 do Código Tributário Nacional, cumpre perquirirse sua definição: “Art. 127. Na falta de eleição, pelo contribuinte ou responsável, de domicílio tributário, na forma da legislação aplicável, considerase como tal: I quanto às pessoas naturais, a sua residência habitual, ou, sendo esta incerta ou desconhecida, o centro habitual de sua atividade;” Portanto, o domicílio tributário do contribuinte poderá ser eleito pelo mesmo, sendo certo que, no caso presente, esta eleição foi expressa, como se vê do documento de fl. 16, em que consta o pedido do Recorrente para que o mesmo seja transferido para Maputo, Moçambique. Tanto assim o é que, nos Exercícios de 2001 a 2005, o Recorrente declarou se isento do tributo no Brasil (fl.15). A eleição do domicílio tributário foi uma opção do próprio Recorrente e, como tal, deve vir acompanhada dos ônus e bônus decorrentes dessa escolha. No caso estáse diante de uma clara situação de ônus advindo de sua escolha, na medida em que a isenção prevista no art. 6º, inciso XIV, da Lei nº 7.713/88 somente há de ser concedida a residentes ou domiciliados no Brasil. Como o Recorrente, no período em que requereu a restituição, não residia, tampouco era domiciliado no país, agiu com acerto a decisão recorrida. Diante do exposto, nego provimento ao Recurso Voluntário do contribuinte. Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Fl. 143DF CARF MF Excluído Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10052.8ZHK. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por SANDRO MACHADO DOS REIS em 12/03/2013 18:07:31. Documento autenticado digitalmente por SANDRO MACHADO DOS REIS em 12/03/2013. Documento assinado digitalmente por: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES em 12/03/2013 e SANDRO MACHADO DOS REIS em 12/03/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 08/10/2019. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP08.1019.10052.8ZHK Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: F3861B62E4D9AE50198D0F23445F14BD57D6A0B4 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10166.006559/2007-99. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
score : 1.0
Numero do processo: 10280.004936/2002-34
Data da sessão: Mon Aug 23 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/10/1998 a 31/12/1998
CRÉDITO PRESUMIDO. MATÉRIAS PRIMAS, PRODUTOS
INTERMEDIÁRIOS E MATERIAL DE EMBALAGEM.
Os combustíveis e os equipamentos de pesca não se enquadram no conceito de matérias primas ou de produtos intermediários, não se integrando ao produto final, nem sendo considerados consumidos em contato direito com o produto no processo de industrialização da forma prevista na legislação tributária (ver súmula CARF nº 19).
COMERCIAIS EXPORTADORAS. FIM ESPECÍFICO. EXPORTAÇÃO.
Para se beneficiar do crédito presumido em relação a produtos não
exportados diretamente pelo produtor ou fabricante, há necessidade de comprovação de que eles foram remetidos a empresa comercial exportadora com o fim específico de exportação.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/10/1998 a 31/12/1998
DECISÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS.
Decisões em Processo Administrativo Fiscal não têm efeito erga omnes, não alcançando, por conseguinte, terceiros não participantes da controvérsia: A autoridade administrativa julgadora não se encontra vinculada a decisões envolvendo terceiros estranhos ao processo sob análise, podendo firmar seu
convencimento na apreciação da matéria, em consonância com a legislação de regênçia.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.594
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
Matéria: IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
Nome do relator: HÉLCIO LAFETÁ REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
dt_index_tdt : Sat Oct 01 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201008
ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/10/1998 a 31/12/1998 CRÉDITO PRESUMIDO. MATÉRIAS PRIMAS, PRODUTOS INTERMEDIÁRIOS E MATERIAL DE EMBALAGEM. Os combustíveis e os equipamentos de pesca não se enquadram no conceito de matérias primas ou de produtos intermediários, não se integrando ao produto final, nem sendo considerados consumidos em contato direito com o produto no processo de industrialização da forma prevista na legislação tributária (ver súmula CARF nº 19). COMERCIAIS EXPORTADORAS. FIM ESPECÍFICO. EXPORTAÇÃO. Para se beneficiar do crédito presumido em relação a produtos não exportados diretamente pelo produtor ou fabricante, há necessidade de comprovação de que eles foram remetidos a empresa comercial exportadora com o fim específico de exportação. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/1998 a 31/12/1998 DECISÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. Decisões em Processo Administrativo Fiscal não têm efeito erga omnes, não alcançando, por conseguinte, terceiros não participantes da controvérsia: A autoridade administrativa julgadora não se encontra vinculada a decisões envolvendo terceiros estranhos ao processo sob análise, podendo firmar seu convencimento na apreciação da matéria, em consonância com a legislação de regênçia. Recurso Voluntário Negado.
numero_processo_s : 10280.004936/2002-34
conteudo_id_s : 6670996
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 28 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-000.594
nome_arquivo_s : Decisao_10280004936200234.pdf
nome_relator_s : HÉLCIO LAFETÁ REIS
nome_arquivo_pdf_s : 10280004936200234_6670996.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Mon Aug 23 00:00:00 UTC 2010
id : 9520038
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Sat Oct 01 09:41:05 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1745477715001081856
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-11-24T16:33:58Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-11-24T16:33:58Z; Last-Modified: 2010-11-24T16:33:58Z; dcterms:modified: 2010-11-24T16:33:58Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:783ee9c0-a49a-4077-960d-a41311883eee; Last-Save-Date: 2010-11-24T16:33:58Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-11-24T16:33:58Z; meta:save-date: 2010-11-24T16:33:58Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-11-24T16:33:58Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-11-24T16:33:58Z; created: 2010-11-24T16:33:58Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-11-24T16:33:58Z; pdf:charsPerPage: 1690; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-11-24T16:33:58Z | Conteúdo => ) ()N S3-1103 Fl. 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 10280.004936/2002-34 Recurso IV 254.169 Voluntário Acórdão n" 3803-00.594 — 3" Turma Especial Sessão de 23 de agosto de 2010 Matéria IPI - RESSARCIMENTO Recorrente REAL PESCADOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/10/1998 a 31/12/1998 CRÉDITO PRESUMIDO. MATÉRIAS PRIMAS, PRODUTOS INTERMEDIÁRIOS E MATERIAL DE EMBALAGEM. Os combustíveis e os equipamentos de pesca não se enquadram no conceito de matérias primas ou de produtos intermediários, não se integrando ao produto final, nem sendo considerados consumidos em contato direito com o produto no processo de industrialização da forma prevista na legislação tributária (ver súmula CARF n" 19). COMERCIAIS EXPORTADORAS. FIM ESPECÍFICO. EXPORTAÇÃO. Para se beneficiar do crédito presumido em relação a produtos não exportados diretamente pelo produtor ou fabricante, há necessidade de comprovação de que eles foram remetidos a empresa comercial exportadora com o fim específico de exportação. ASSUNT O: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/1998 a 31/12/1998 DECISÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. Decisões em Processo Administrativo Fiscal não têm efeito erga 01111105, não alcançando, por conseguinte, terceiros não participantes da controvérsia: A autoridade administrativa julgadora não se encontra vinculada a decisões envolvendo terceiros estranhos ao processo sob análise, podendo firmar seu convencimento na apreciação da matéria, em consonância com a legislação de regênçia. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. DRE KERN - Presidente. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. HELCIO LATETA REIS - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Carlos Henrique Martins de Lima, Daniel Maurício Fedato e Rangel Permeei Fiorin Relatório Em 10 de outubro de 2002, o contribuinte protocolizou junto à Receita Federal Pedido de Ressarcimento do crédito presumido de IPI de que trata a Portaria MF n" 38/97, acompanhado de Pedido de Compensação sem identificação dos débitos a compensar e de cópias de outros documentos relativos ao cadastro e à constituição da sociedade empresária, bem como do livro de registro de apuração do IPI (fls. 1 a 68). Considerando que o processo não se encontrava devidamente instruído, o Serviço de Orientação e Análise Tributária (Scout) da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Belém/Pará requisitou ao contribuinte a apresentação dos demais documentos e informações necessários à análise do pleito (fls. 74 a 76), os quais foram apresentados em 17 de agosto de 2007 (fls. 79 a 439). Da análise da documentação acostada aos autos, emitiu-se o Parecer Seout/DRF/BEL n° 0536/2007 (fls. 451 a 456), cuja ciência se deu em 18/10/2007 (fl. 457- verso), em que se decidiu pelo deferimento parcial do pedido de ressarcimento e pela homologação parcial da compensação, tendo sido negado o direito ao crédito presumido relativo à aquisição de equipamentos de pesca e ao consumo de óleo diesel, considerando que tais itens não se encaixariam no conceito de matérias primas, produtos intermediários ou material de embalagem. Foram desconsideradas, também, para fins de cálculo do beneficio, as receitas decorrentes de vendas a terceiros para fins de exportação, em relação aos quais não se comprovou a qualidade de empresa comercial exportadora, nos termos do Decreto-lei n° 1.248/1972. Não se conformando com tal decisão, o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, por ele denominada "recurso voluntário" (fls. 463 a 481) e requereu a homologação das compensações pleiteadas, alegando, em síntese, que quaisquer produtos não incluídos no conceito de bens do ativo permanente que tiverem sido consumidos no processo produtivo, mesmo não integrando o produto final, estariam aptos a gerar crédito de IPI, conclusão essa que autorizaria o beneficio em relação ao óleo diesel.consumido nos barcos de pesca utilizados no processo de captura de camarão. Ainda segundo ele, a Lei n° 10.276/200k já reconhece a energia elétrica e o combustível como insurno no processo produtivo. 2 Processo n" 10280.004936/2002-34 S3-TE03 Acórdão n " 3803-00.594 Ft 2 Quanto à desconsideração das receitas de venda a terceiros para fins de exportação, alegou o então Impugnante que "a lei concessiva do beneficio não distinguiu entre os tipos de empresas que exportam e, onde a lei não distingue, a ninguém é lícito distinguir por ela, sobretudo em matéria tributária a que se deve atender o princípio da legalidade estrita" (fl. 525). Por fim, para ernbasar sua defesa, alega que a Receita Federal já havia homologado crédito presumido de IPI de outros contribuintes em cujos processos o óleo diesel fora incorporado à base de cálculo do beneficio, denotando a utilização de interpretação dúbia pela Receita Federal, o que acarretaria concorrência desleal no concorrido mercado de crustáceos. A DR.T Belém/PA indeferiu a solicitação (lls. 483 a 489), afastando os fundamentos da defesa quanto à inclusão do óleo diesel e dos equipamentos de pesca no conceito de insumo, por não integrarem efetivamente o produto final e por não terem sido consumidos em ação direta com o produto final. No que se refere às vendas a pessoas jurídicas residentes no País para fins de exportação, considerou a autoridade julgadora a quo que o beneficio não se restringiria às trading companies, alcançando, também, as empresas comerciais exportadoras comuns, disciplinadas na legislação civil; mas que, no presente caso, não se comprovou a destinação específica à exportação, que é uma das exigências previstas na legislação de regência da matéria, em razão do que se afastaria, também, a defesa do contribuinte em relação a essa questão nos termos expostos na manifestação de inconformidade. Irresignado, o contribuinte recorre a este Conselho (fis, 491 a 552) e requer, mais uma vez, a homologação das compensações, alegando que decretos e normas complementares não poderiam inovar no mundo jurídico, como fez o Parecer Normativo CST n° 65/79 ao afastar a inclusão do óleo diesel e dos equipamentos de pesca do conceito de insumos. Reproduziram-se, também, na peça recursal decisões administrativas que, segundo o Recorrente, confirmariam que o óleo diesel e os demais materiais de pesca seriam imprescindíveis à captura do camarão.. Quanto às vendas às comerciais exportadoras, informa que procedeu na emissão das notas fiscais de acordo com a legislação estadual, em que o fim específico de exportação restou cabalmente demonstrado. Segundo o Recorrente, se tivessem sido observados os requisitos identificados pela autoridade julgadora para configurar o fim especifico de exportação, as notas fiscais seriam consideradas irregularidades, tendo em vista que o endereço assinalado não corresponderia ao do destinatário dos produtos. É o relatório, 3 Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis, Relator O recurso é tempestivo, preenche as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Quanto às decisões administrativas colacionadas pelo Recorrente com o intuito de embasar seu entendimento, registre-se que a autoridade administrativa julgadora não se encontra obrigada a se submeter a decisões envolvendo terceiros estranhos à controvérsia de que tratam os autos, podendo firmar seu livre convencimento na apreciação da matéria, em consonância com a legislação de regência a que se encontre vinculada. Em relação à alegada inovação operada no mundo jurídico pelo Parecer Normativo CST n° 65/79, deve-se registrar que a Lei n° 9.363/1996, art. 3°, parágrafo único, prevê a utilização subsidiária da legislação tributária do imposto de renda e do IPI na definição dos conceitos de matéria-prima, produtos intermediários e material de embalagem. De acordo com o Código Tributário Nacional (CTN), artigos 96 e 100, a legislação tributária compreende, além das leis e dos tratados internacionais, os decretos e as normas complementares, dentre as quais se incluem os pareceres normativos. • Crédito presumido. Insumos. Óleo diesel. Equipamentos de pesca. A Lei n° 9..363/1996 estipula que, para fins de cálculo do crédito presumido do IPI, o valor das matérias primas, dos produtos intermediários e do material de embalagem será estipulado observando-se a legislação tributária que rege a incidência das contribuições Cofins e para o PIS, utilizando-se, subsidiariamente, a legislação do Imposto de Renda e do IPL O Regulamento do IPI (Decreto n" 4,54412002), em seu art.. 164, inciso I, prescreve que o creditamento do imposto abarca o valor das matérias primas e dos produtos intermediários que, embora não se integrando ao produto final, sejam consumidos no processo de industrialização, O Parecer Normativo CST n" 65/79, ao interpretar o Regulamento do IPI, estabeleceu que os produtos de que trata o artigo 164, 1, do RIPI seriam aqueles que exercessem ação direta sobre o produto em fabricação. Nesse sentido, considerando que os combustíveis e o material de pesca não se enquadram nessas exigências da legislação, o valor de sua aquisição não poder ser computado no cálculo do crédito presumido do 1PI. O material de pesca não é consumido no processo produtivo, nos termos exigidos pelo RIPI, tratando-se de bens do ativo imobilizado, em face de sua utilização duradoura por longo período de tempo. Essa matéria, no que toca aos combustíveis, já se encontra sumulada neste Conselho, nos seguintes termos: Súmula CARF n" 19 4 Processo n" 10280 004936/2002-34 S3-TE03 Acórdão n 3803-00394 Fi 3 Não integram a base de cãlculo do crédito presumido da Lei n" 9.363, de 1996, as aquisições de combustíveis e energia elétrica uma vez que não são consumidos em contato direito com o produto, não se enquadrando nos conceitos de matéria-prima ou produto intermediário Quanto à Lei n" 10,276/2001, esta se refere ao crédito presumido alternativo ao da Lei n" 9.36.3/1996, não se aplicando, portanto, ao presente caso. Diante disso, não há o que reformar na decisão a quo quanto à glosa dos valores gastos com óleo diesel e equipamentos de pesca na apuração do crédito presumido do IPL Empresa comercial exportadora. Fim especifico de exportação. O contribuinte exportador pode se beneficiar do crédito presumido do IPI inclusive quando vende seus produtos a empresa comercial exportadora com o fim específico de exportação (art. 1", parágrafo único, da Lei ri' 9_3631996), Como bem destacou o relator a quo, tal previsão não se restringe às trading companies previstas no Decreto-lei n" 1.248/1972, alcançando, também, as empresas comerciais exportadoras regidas pelo Código Civil, Contudo, para fins de se valer do benefício, o contribuinte deve comprovar, além da venda às comerciais exportadoras, a finalidade específica de exportação„ Com base nos documentos e informações constantes dos autos (fis. 347 a .364), esse requisito não se encontra inequivocamente demonstrado, nos termos do Regulamento do IPI (art. .39, parágrafo segundo), em que se considera para fim específico de exportação o produto remetido diretamente do estabelecimento industrial para embarque de exportação ou para recintos alfandegados, por conta e ordem da empresa comercial exportadora. Portanto, em face do acima exposto, constata-se inexistir direito ao Recorrente quanto à apuração do crédito presumido do IPI em relação às vendas a comerciais exportadoras em que não se comprova o fim específico de exportação. III. Conclusão Diante do exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso, tendo em vista a impossibilidade de se apurar o crédito presumido do IPI em relação aos gastos com combustíveis (súmula CARF n" 19) e com equipamentos de pesca, bem como pela falta de comprovação do fim específico de exportação quanto às vendas efetuadas a empresas comerciais exportadoras. É como voto, 0\51 Hélcio Lafetá Reis
score : 1.0
